Lição 02 – A autoridade de Paulo e o evangelho – Lição da Escola Sabatina – Auxiliar – Comentários de Vários Autores

Lição 2

1 a 8 de outubro


 A autoridade de Paulo e o evangelho

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 Resumo da Lição

Texto-chave: Gálatas 1:10

O aluno deverá…
Conhecer: Como Paulo definiu a autenticidade do seu chamado evangélico e seus ensinos.
Sentir: Empatia com a ardente paixão e a determinação com que Paulo defendeu a verdade do evangelho e lutou contra os ensinos errôneos na Galácia.
Fazer: Decidir manter-se apegado às verdades das Escrituras e apoiar fortemente sua defesa.

Esboço
I. Saber: A defesa de Paulo
A. Como os primeiros parágrafos de Paulo em Gálatas apresentaram sua posição em relação a seu chamado e autoridade para abordar e corrigir ensinamentos doutrinários?
B. Como o relato que Paulo fez de sua história pessoal no ministério ampara sua alegação de autoridade? Como essas alegações foram fundamentadas por outros na liderança da igreja?

II. Sentir: As fortes emoções de Paulo
A. Que frases no início da carta de Paulo ilustram seus fortes sentimentos em relação à doutrina equivocada e seus efeitos sobre os membros da igreja? Por que Paulo foi afetado de forma tão forte?
B. Quanta destruição foi causada na história da igreja por causa dos erros doutrinários?

III. Fazer: Chamado atual para defender o evangelho com fervor
A. Quais desafios doutrinários específicos a igreja enfrenta hoje e que exigem da nossa parte uma defesa dedicada, determinada e ousada?
B. O que precisamos fazer para garantir nosso apoio às verdades bíblicas em cooperação com Cristo e Seu corpo, para a glória do evangelho?

Resumo: Paulo abriu sua carta aos Gálatas com uma referência autorizada e sucinta à supremacia dos dons da graça de Deus e uma condenação determinada de qualquer doutrina contraditória.


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Zc 9–11

VERSO PARA MEMORIZAR: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo” (Gl 1:10).

Leituras da semana: 2Pe 3:15, 16Gl 15:12Fp 1:1

Estudantes de uma universidade construíram um centro em seu campus, onde todos seriam bem-vindos, independentemente da etnia, gênero, status social, ou crenças religiosas. Imagine se, anos mais tarde, esses alunos retornassem ao campus e descobrissem que outros estudantes haviam redesenhado o centro. Em vez da sala grande com bastante espaço para a socialização, concebido para proporcionar um sentido de unidade a todos ali, o local tivesse sido subdividido em várias salas menores, com restrições à entrada com base em raça, sexo, e assim por diante. Os alunos responsáveis pelo novo desenho poderiam ter argumentado que sua autoridade para fazer essas mudanças vinha de uma prática estabelecida há vários séculos.

Isso é algo parecido com a situação que Paulo enfrentou quando escreveu sua carta às igrejas da Galácia. Seu plano, segundo o qual os gentios podiam se unir à igreja com base na fé somente, estava sendo desafiado por falsos mestres, que insistiam que os gentios também deviam ser circuncidados antes de se tornarem membros da igreja.

Essa posição, Paulo pensava, era um ataque à essência do próprio evangelho; portanto, ele tinha que responder. A resposta é a carta aos Gálatas.


 

Domingo

Ano Bíblico: Zc 12–14

Paulo, o escritor de cartas

1. Leia 2 Pedro 3:15, 16. Como a igreja primitiva considerava os escritos de Paulo? Como a inspiração acontecia para Paulo? Por que nem todos conseguiam entender suas cartas?

Quando Paulo escreveu aos gálatas, ele não tentou produzir uma obra-prima literária. Em vez disso, sob a orientação do Espírito Santo, ele tratou de situações específicas que o envolviam e aos cristãos da Galácia.

Cartas como a que Paulo escreveu aos gálatas desempenharam um papel importante em seu ministério apostólico. Sendo o missionário ao mundo dos gentios, Paulo fundou várias igrejas espalhadas ao redor do Mediterrâneo. Embora visitasse essas igrejas sempre que era possível, ele não podia ficar em um lugar por muito tempo. Para compensar sua ausência, Paulo escrevia cartas às igrejas, a fim de lhes dar orientação. Com o tempo, cópias dessas cartas foram compartilhadas com outras igrejas (Cl 4:16). Embora algumas das cartas de Paulo tenham sido perdidas, pelo menos treze livros no Novo Testamento levam seu nome. Além disso, como mostram as palavras de Pedro, acima, em algum momento, os escritos de Paulo passaram a ser vistos como Escrituras. Isso mostra quanta autoridade seu ministério finalmente ganhou, nos primórdios da história da igreja.

Antigamente, alguns cristãos acreditavam que o formato das cartas de Paulo fosse único, especialmente criado pelo Espírito a fim de conter a Palavra inspirada de Deus. Essa visão mudou quando dois jovens estudantes de Oxford, Bernard Grenfell e Arthur Hunt, descobriram no Egito cerca de quinhentos mil fragmentos de papiros antigos (documentos escritos em papiro, um material popular para escrita, usado vários séculos antes e depois de Cristo). Além de encontrar algumas das mais antigas cópias do Novo Testamento, eles encontraram notas fiscais, declarações de renda, recibos e cartas pessoais.

Para surpresa de todos, verificou-se que o formato básico das cartas de Paulo era comum a todos os escritores de cartas de seu tempo. O formato incluía (1) uma saudação de abertura, que mencionava o remetente e o destinatário e, em seguida, introduzia a saudação; (2) palavras de agradecimento; (3) o corpo principal da carta; e, finalmente (4) uma declaração de encerramento.

Em resumo, Paulo estava seguindo o formato básico do seu tempo, falando aos seus contemporâneos através de um meio de comunicação e de um estilo com o qual eles estavam familiarizados.

Se a Bíblia fosse escrita hoje, que meios de comunicação, formato e estilo você acha que o Senhor usaria para nos alcançar?


 

Segunda

Ano Bíblico: Malaquias

O chamado de Paulo

Embora as epístolas de Paulo geralmente sigam o formato básico das cartas antigas, Gálatas contém uma série de características únicas não encontradas nas outras epístolas de Paulo. Quando reconhecidas, essas diferenças podem nos ajudar a entender melhor a situação com a qual Paulo estava lidando.

2. Quais são as diferenças e semelhanças entre a saudação introdutória de Paulo em Gálatas 1:1, 2 com o que ele escreveu em Efésios 1:1Filipenses 1:12 e Tessalonicenses 1:1?

A saudação de Paulo em Gálatas é não apenas um pouco mais longa do que a saudação das outras cartas, mas ele teve que agir de forma diferente, ao descrever a base de sua autoridade apostólica. Literalmente, a palavra apóstolo significa “alguém que é enviado” ou “mensageiro”. No Novo Testamento, no sentido estrito, ela se refere aos primeiros doze seguidores de Jesus e aos outros a quem o Cristo ressuscitado apareceu e comissionou para ser Suas testemunhas (Gl 1:191Co 15:7). Paulo declarou que pertencia a esse grupo seleto.

O fato de Paulo negar com tanta força que seu apostolado se apoie sobre qualquer ser humano sugere que havia uma tentativa por parte de alguns na Galácia de enfraquecer sua autoridade apostólica. Por quê? Como vimos, alguns na igreja não estavam felizes com a mensagem de Paulo, de que a salvação era fundamentada na fé em Cristo apenas, e não nas obras da lei. Eles achavam que o evangelho de Paulo estava minando a obediência. Esses perturbadores eram sutis. Sabiam que a base da mensagem do evangelho de Paulo era diretamente ligada à fonte de sua autoridade apostólica (Jo 3:34), e resolveram fazer um ataque poderoso contra essa autoridade.

No entanto, eles não negaram diretamente o apostolado de Paulo; eles simplesmente alegaram que isso não era realmente muito importante. Eles provavelmente afirmaram que Paulo não havia sido um dos primeiros discípulos de Jesus. Sua autoridade, portanto, não era de Deus, mas de homens, talvez dos líderes da igreja de Antioquia, que designaram Paulo e Barnabé como missionários (At 13:1-3). Ou, talvez, viera de Ananias, que batizou Paulo, no começo (At 9:10-18). Na opinião deles, Paulo era apenas um mensageiro de Antioquia ou Damasco, e nada mais. Consequentemente, eles argumentaram que sua mensagem era simplesmente sua própria opinião, não a Palavra de Deus.

Paulo reconheceu o perigo dessas afirmações e defendeu imediatamente o apostolado que Deus lhe havia dado.

Que sutilezas estão desafiando a autoridade das Escrituras dentro da nossa igreja? Como podemos reconhecer esses desafios? Mais importante, como elas têm influenciado seu pensamento no que diz respeito à autoridade da Bíblia?


 

Terça Ano Bíblico: Vista geral do Antigo Testamento.

O evangelho de Paulo

3. Além de defender seu apostolado, o que mais Paulo enfatiza em sua saudação aos gálatas? (Compare Gl 1:3-5 com Ef 1:2;Fp 1:2Cl 1:2)

Uma das características únicas das cartas de Paulo é sua maneira de ligar as palavras graça e paz nas saudações. A combinação dessas duas palavras é uma modificação das saudações mais características do mundo grego e judaico. Onde um autor grego normalmente escreveria “saudações” (chairein), Paulo escrevia “graça”, uma palavra que tinha o som parecido em grego (charis). A isso Paulo acrescentava a típica saudação judaica da “paz”.

A combinação dessas duas palavras não é uma mera cortesia. Ao contrário, essas palavras descrevem basicamente sua mensagem do evangelho (na verdade, Paulo usou essas duas palavras mais do que qualquer outro autor do Novo Testamento). A graça e a paz não eram de Paulo, mas de Deus, o Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

4. Que aspectos do evangelho Paulo apresenta em Gálatas 1:1-6?

Embora Paulo tivesse pouco espaço em sua saudação inicial para desenvolver a natureza do evangelho, ele descreveu magistralmente a essência do evangelho em alguns poucos versos. Qual é a verdade central sobre a qual o evangelho está firmado? De acordo com Paulo, não é nossa conformidade com a lei – o conceito que os adversários de Paulo estavam anunciando. Ao contrário, o evangelho está apoiado inteiramente no que Cristo realizou por nós através de Sua morte na cruz e ressurreição. A morte e ressurreição de Cristo fizeram algo que nunca poderíamos fazer por nós mesmos: quebraram o poder do pecado e da morte, libertando Seus seguidores do poder do mal, que mantém muitas pessoas no medo e na escravidão.

À medida que Paulo refletia sobre a maravilhosa notícia da graça e paz que Deus criou para nós em Cristo, ele entrava numa doxologia espontânea, que aparece no verso 5.

Utilizando aproximadamente a mesma quantidade de palavras que Paulo usou em Gálatas 1:1-5, escreva o que o evangelho significa para você. Compartilhe suas palavras com a classe.


 

Quarta

Ano Bíblico: Mt 1–4

Nenhum outro evangelho

5. O que normalmente aparece depois da saudação inicial nas cartas de Paulo? Qual é a diferença em Gálatas? Gl 1:6Rm 1:81Co 1:4Fp 1:31Ts 1:2

Embora Paulo tenha lidado com todos os tipos de desafios e problemas locais em suas cartas às igrejas, ainda assim ele costumava colocar, depois da saudação inicial, uma palavra de oração ou agradecimento a Deus pela fé dos seus leitores. Ele fez isso até em suas cartas aos coríntios, que estavam lutando com todos os tipos de comportamento questionável (1Co 1:45:1). No entanto, a situação na Galácia era tão perturbadora que Paulo omitiu totalmente a ação de graças e foi direto ao ponto.

6. Que palavras fortes Paulo utilizou para demonstrar o grau de sua preocupação com o que estava acontecendo na Galácia? Gl 1:6-95:12

Paulo não reteve as palavras em sua acusação contra os gálatas. Simplificando, ele os acusou de trair sua vocação como cristãos. Na verdade, a palavra abandonando (NVI) ou passando (RA), que aparece no verso 6, muitas vezes era usada para descrever soldados que desistiam de sua lealdade ao país, abandonando o exército. Espiritualmente falando, Paulo estava dizendo que os gálatas eram desertores que estavam virando as costas para Deus.

De que forma os gálatas estavam abandonando a Deus? Passando para um evangelho diferente. Paulo não estava dizendo que há mais de um evangelho, mas que havia alguns na igreja que, ao ensinar que a fé em Cristo não era suficiente (At 15:1-5), estavam agindo como se houvesse outro. Paulo ficou tão incomodado com essa distorção do evangelho que desejou que qualquer pessoa que pregasse um evangelho diferente caísse sob a maldição de Deus! (Gl 1:8). Paulo foi tão enfático sobre esse ponto que chegou a dizer basicamente a mesma coisa duas vezes (Gl 1:9).

Hoje, mesmo em nossa igreja (em alguns lugares), há uma tendência de enfatizar a experiência acima da doutrina. O mais importante (dizem) é a nossa experiência, nosso relacionamento com Deus. Por mais importante que seja a experiência, o que Paulo ensina sobre a importância da doutrina correta?


 

Quinta

Ano Bíblico: Mt 5–7

A origem do evangelho de Paulo

7. Os perturbadores da Galácia alegaram que o evangelho de Paulo era realmente dirigido por seu desejo de obter a aprovação dos outros. Em sua carta, o que Paulo poderia ter feito de forma diferente, se estivesse apenas buscando a aprovação dos homens? Gl 1:6-911-24

Por que Paulo não exigiu que os gentios convertidos fossem circuncidados? Seus oponentes alegaram que foi porque Paulo queria conversões a qualquer custo. Talvez eles tivessem pensado que, pelo fato de Paulo saber que os gentios teriam restrições com relação à circuncisão, ele não exigiu isso. Insinuaram que ele gostava de agradar o povo! Em resposta a tais alegações, Paulo apresentou a seus oponentes as fortes palavras de Gálatas 1:8, 9. Se tudo o que ele quisesse fosse aprovação, certamente teria respondido de outra forma.

8. Por que Paulo diz que é impossível ser seguidor de Cristo e, ao mesmo tempo, querer agradar as pessoas?

9. Em Gálatas 1:11, 12, Paulo diz que recebeu seu evangelho e autoridade diretamente de Deus. Quais são os argumentos apresentados nos versos 13-24 para provar esse conceito?

Os versos 13-24 trazem um relato autobiográfico da situação de Paulo antes da conversão (v. 13, 14), na conversão (v. 15, 16), e posteriormente (v. 16-24). Paulo afirmou que as circunstâncias que envolveram cada um desses eventos tornaram absolutamente impossível que qualquer pessoa pudesse afirmar que ele havia recebido o evangelho de outra pessoa, a não ser Deus. Paulo não ficaria indiferente, permitindo que alguém denegrisse sua mensagem, questionando sua vocação. Ele sabia o que lhe havia acontecido, o que havia sido chamado a ensinar, e faria isso, não importando o que custasse.

Você tem certeza do seu chamado em Cristo? Como você pode saber ao certo o que Deus chamou você para fazer? Ao mesmo tempo, mesmo que você esteja certo da sua vocação, por que você deve aprender a ouvir o conselho dos outros?


 

Sexta

Ano Bíblico: Mt 8–10

Estudo adicional

Em quase todas as igrejas havia alguns membros judeus de nascimento. A esses conversos os mestres judeus achavam fácil acesso e, através deles, ganhavam um ponto de apoio nas igrejas. Com argumentos bíblicos, era impossível derrubar as doutrinas ensinadas por Paulo; por isso, eles recorriam às medidas mais inescrupulosas para neutralizar sua influência e enfraquecer sua autoridade. Declaravam que ele não havia sido discípulo de Jesus e não tinha recebido nenhuma comissão da parte dEle, mas ousara ensinar doutrinas diretamente opostas aos ensinos defendidos por Pedro, Tiago e outros apóstolos…

“O coração de Paulo ficou agitado quando viu os males que ameaçavam destruir rapidamente essas igrejas. Imediatamente ele escreveu aos gálatas, expondo suas teorias falsas e, com grande severidade, repreendeu os que tinham abandonado a fé” (Ellen G. White, Sketches From the Life of Paul [Esboços da Vida de Paulo], p. 188, 189).

Perguntas para reflexão
1. Peça que os alunos escrevam qual é o significado do evangelho para eles. O que cada um pode aprender com os colegas sobre o assunto?
2. Na saudação de Paulo aos gálatas, ele declarou que a morte de Jesus ocorreu por uma razão específica. Qual foi essa razão, e que significado isso tem para nós hoje?
3. Em Gálatas 1:14, Paulo disse que ele era extremamente zeloso das tradições de seus pais. Por “tradições” ele provavelmente se referisse tanto às tradições orais dos fariseus como ao próprio Antigo Testamento. Existe espaço para as tradições em nossa fé? Que advertência a experiência de Paulo nos apresenta hoje, em relação à questão da tradição?
4. Por que aparentemente Paulo era tão “intolerante” com os que tinham crenças diferentes das dele? Leia novamente algumas das coisas que ele escreveu sobre os que tinham uma visão diferente do evangelho. Como seria vista em nossa igreja hoje uma pessoa com uma postura tão firme e intransigente?

Resumo: Os falsos mestres da Galácia estavam tentando minar o ministério de Paulo, afirmando que seu apostolado e mensagem do evangelho não lhe tinham sido dados por Deus. Paulo enfrentou essas duas acusações nos primeiros versos de sua carta aos Gálatas. Corajosamente, ele declarou que só há um meio de salvação, e descreveu como os eventos que envolveram sua conversão demonstravam que sua vocação e evangelho só podiam provir de Deus.

Respostas sugestivas: verificar na página 187.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li242011.html


Ciclo do aprendizado

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: O evangelho pregado por Paulo ainda é a base inabalável para a fé cristã. Tudo na nossa vida deve ser submetido à sua autoridade.
Só para o professor: Enfatize o fato de que, embora Paulo tivesse defendido sua autoridade para ensinar, ele chamou a atenção para a única autoridade verdadeira: Jesus Cristo.

A internet e outras formas de tecnologia moderna tornaram possível aos “sintonizados” entre nós o acesso a uma incrível quantidade de informações. Ao mesmo tempo, essa acessibilidade tornou mais viável do que nunca simplesmente “ignorar” as vozes das quais discordamos ou que nos desafiam. Assim, nossa visão de mundo é formada pelas autoridades que decidimos considerar confiáveis.

O mundo em que Paulo escreveu aos gálatas não era muito diferente. Havia muitas pessoas afirmando ser autoridades, com todos os tipos de razões plausíveis indicando que seus adversários não eram autoridades. Os oponentes de Paulo, defendendo um evangelho que não era, de fato, um evangelho, atacaram Paulo, prejudicando suas reivindicações de autoridade e semeando confusão e desconfiança dentro da igreja. Paulo respondeu fundamentando sua autoridade não nas próprias qualidades pessoais, mas no melhor de todos os fundamentos: seu encontro com Jesus Cristo e a mensagem recebida: o evangelho.

Comente com a classe: Paulo colocou toda a confiança e fé no evangelho que tinha sido chamado a pregar e naquele que o havia comissionado a pregá-lo. Onde você coloca sua confiança? Em última análise, quem ou qual é a autoridade para você?

Compreensão
Só para o professor: Na igreja primitiva, como hoje, a essência do ensinamento estava em uma pessoa, Jesus Cristo, Sua vida e ministério. Naquele tempo a igreja primitiva não tinha a coleção completa de documentos que nós conhecemos como o Novo Testamento. Mas eles tinham apóstolos vivos, pessoas que tinham conhecido e andado com Jesus durante Sua existência terrena. Necessariamente, uma quantidade significativa de confiança e autoridade foi dada a eles. Enfatize a importância do papel de Paulo como apóstolo e o que significavam os esforços para questioná-lo ou minimizá-lo.

Comentário Bíblico

I. “Segundo a sabedoria que lhe foi dada…”
(Recapitule com a classe 2Pe 3:15, 16.)

A maioria dos estudantes da Bíblia bem informados está ciente de que os primeiros cristãos não conheciam outras Escrituras, senão as do Antigo Testamento, e de que o Novo Testamento, como o conhecemos, não se formou até o segundo século, pelo menos. No entanto, 2 Pedro se refere às cartas de Paulo como Escrituras, ou pelo menos sugere esse status, ao compará-las com as “outras Escrituras”. Alguns estudiosos têm, por isso, proposto uma data tardia para 2 Pedro, mesmo negando a autoria de Pedro. Eles perguntam: Como o autor poderia saber que as cartas de Paulo receberiam o status de Escrituras?

Em primeiro lugar, a igreja primitiva reconheceu grandemente a presença de ativa inspiração em seu meio. Os apóstolos, incluindo Paulo, não eram simplesmente carismáticos, indivíduos altamente espirituais, que tinham algumas boas ideias e hábeis pensamentos, como poderíamos considerar um determinado pastor ou professor hoje. Parte da estima que eles recebiam ocorria porque eles tinham conhecido, encontrado e andado com o Cristo vivo e eram considerados dignos de representá-Lo diante do mundo.

Por isso, as coisas que os apóstolos escreveram ou ensinaram possuíam autoridade extra. Não sabemos se, na época, esses escritos ou ensinos foram colocados no mesmo nível do Pentateuco ou dos profetas do cânon normativo do Antigo Testamento. Mas eles certamente foram considerados como tendo plena autoridade.

Esse ponto nos leva à situação específica abordada por Paulo em Gálatas. A principal diferença entre Paulo e seus adversários era que Paulo podia alegar e, de fato, alegava ser apóstolo, e seus oponentes não podiam e não reivindicavam para si esse status. Poderíamos supor que eles tivessem feito tal alegação, se esta pudesse ser provada, ou se os membros da igreja não soubessem o suficiente para refutá-la ou questioná-la. Mas, claramente, sua falta de status era bem conhecida. Tudo o que lhes restava era dizer: “Ei, nós podemos não ser apóstolos, mas Paulo também, até certo ponto, não é realmente um apóstolo”.

Pense nisto: Como a atitude mostrada para com Paulo por seus adversários é vista hoje nas tentativas de minar a autoridade das Escrituras?

II. A autoridade de Paulo
(Recapitule com a classe Gl 1:11-24.)

Como vimos, os adversários de Paulo o atacaram com base em suas qualidades pessoais e na integridade da sua vocação e ensinamentos. Superficialmente, seus ataques violentos poderiam ter sido apelativos para as pessoas do ambiente greco-romano do primeiro século. Paulo não havia conhecido Jesus durante a vida terrena de Cristo, o que ele mesmo admitia. Assim, quer gostasse ou não, ele não podia ser visto da mesma forma que, por exemplo, Pedro.

Além disso, os judaizantes, adversários de Paulo, falavam em defesa da tradição. Respeito pela tradição era uma coisa sobre a qual judeus, romanos e gregos, concordavam. Ao contrário da recente crença que progredia, as pessoas daquela época acreditavam que a era dourada (literal) tinha sido no passado e que as coisas desde então estavam entrando em decadência. Dessa forma, coisas que podiam alegar como tendo sido herdadas de um passado remoto eram superiores às coisas que haviam surgido recentemente. Muitos gregos e romanos desprezavam a tradição judaica, considerando-a estranha, desagradável ou contrária ao bom senso. Mas muitos também entre eles a consideravam com uma espécie de reverência, como uma revelação de uma época em que seus próprios antepassados tinham acabado de sair do barbarismo. Alguns deles até acreditavam nos judeus helenísticos, como Filo de Alexandria, que afirmava (entre outras coisas) que Platão obteve todas as suas ideias de Moisés. Em resumo, a inovação não era valorizada. E Paulo era visto, com ou sem razão, como um inovador.

A resposta de Paulo? Seus adversários estavam absolutamente certos. Ele não havia recebido suas doutrinas por meio de contato pessoal com o Jesus histórico durante Seu ministério terrestre. Ele as tinha recebido do Jesus celestial, ressuscitado, que agora habitava à direita do Pai no Céu. Evidentemente, essa revelação era tão autêntica e poderosa que, mesmo os que haviam andado com Jesus durante Seu ministério terrestre eram obrigados a reconhecê-la e, de fato, “glorificavam a Deus” por causa dela (v. 24).

Quanto ao conhecimento das tradições judaicas de interpretação das Escrituras e prática religiosa, Paulo estava habilitado, mesmo acima de seus críticos. E esse conhecimento lhe havia trazido pouco proveito! A tradição o havia colocado no caminho errado, que o levava à perseguição dos próprios cristãos judeus, que agora alegavam que ele não estava suficientemente enraizado no judaísmo. Na verdade, para se tornar o apóstolo que era, ele teve que abandonar grande parte da ostentação que lhe teria dado mais credibilidade aos olhos de seus acusadores.

Pense nisto: Em seu ministério Paulo não podia depender de muitas das coisas que outros poderiam usar para lhes garantir o próprio valor e autossuficiência. Sobre que você baseia a certeza de seu chamado e da presença da graça de Deus em sua vida?

Aplicação
Só para o professor: Use as seguintes perguntas para desafiar os alunos a basear a vida na autoridade do mesmo Jesus Cristo do qual Paulo dependia para sua autoridade para ensinar e pregar.

Perguntas para reflexão
1. Os adversários de Paulo fundamentavam seus ensinamentos no que era, essencialmente, um apelo à tradição. Qual é o lugar da tradição na vida da igreja e na vida espiritual de uma pessoa?
2. No começo, provavelmente tivesse sido difícil para as “colunas” da Igreja em Jerusalém aceitarem o apostolado de Paulo. Mas somos informados de que, finalmente, eles louvaram a Deus por isso. E mesmo os acusadores de Paulo na Galácia não atacaram frontalmente as afirmações de Paulo. Embora, aparentemente, os adversários de Paulo poudessem facilmente dizer que ele estava imaginando coisas, o que mostrou claramente a autenticidade do seu ministério?

Perguntas de aplicação
1. Como nossa vida pode provar aos céticos a realidade de Deus?
2. Paulo falou sobre um evangelho verdadeiro e “outros evangelhos” falsos. Às vezes, a diferença é muito sutil. Como podemos saber que somos guiados pelo verdadeiro evangelho, mesmo quando os falsos evangelhos parecem razoáveis?

Criatividade
Só para o professor: A carta de Paulo aos gálatas vai ao cerne da razão pela qual cremos naquilo que cremos, que é uma questão de autoridade. Ressalte que na vida cristã só existe uma autoridade final, e essa é Jesus Cristo e o Evangelho que Ele viveu e pregou. Somos atraídos para ele por causa da maneira como se manifesta em nossa vida e experiência, assim como as alegações que Paulo fazia a respeito de sua autoridade se demonstravam em seu ministério eficaz e em sua vida radicalmente transformada. A atividade a seguir desafiará seus alunos a avaliar as autoridades que eles aceitam e a tornar Deus e Sua Palavra os primeiros na vida deles.

Pergunte aos seus alunos como eles sabem o que sabem. Por que eles acreditam na existência da Antártida, por exemplo? Quantos foram lá? Talvez eles conheçam alguém que foi lá, mas como eles sabem que essa pessoa é confiável? Depois que os alunos acumularem evidências da credibilidade das autoridades que eles aceitam, compare essas autoridades com as Escrituras.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/aux242011.html


Lição 2 – A autoridade de Paulo e o evangelho

 Pr. Matheus Cardoso

Editor-assistente dos livros do Espírito de Profecia
na Casa Publicadora Brasileira

O apóstolo Pedro já dizia que as cartas de Paulo “contêm algumas coisas difíceis de entender” (2Pe 3:16).1 Ele poderia ter acrescentado que Gálatas contém muitas coisas difíceis de entender. Veja uma amostra de declarações intrigantes dessa carta:

“A lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé. Agora, porém, tendo chegado a fé, já não estamos mais sob o controle do tutor” (Gl 3:24, 25).

“Quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho, [...] a fim de redimir os que estavam sob a lei” (4:4, 5).

“Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós tenha eu trabalhado em vão para convosco” (v. 10, 11, ARA).

“Estas mulheres representam duas alianças. Uma aliança procede do monte Sinai e gera filhos para a escravidão” (v. 24).

“Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão” (5:1).

Alguns poderiam dizer que a “lei” mencionada nesses textos é apenas a lei cerimonial. Isso aparentemente resolveria todos os problemas, e poderíamos encerrar nosso estudo por aqui.

Mas existem várias razões para rejeitar essa ideia. Uma delas é que Ellen G. White discordava dessa interpretação. Ela escreveu:

“Perguntam-me acerca da lei em Gálatas. Que lei é o aio [ou tutor] que nos leva a Cristo? Respondo: Tanto o código cerimonial como o moral, dos Dez Mandamentos.” 2

Talvez Gálatas 3:24 e 25 (veja acima) seja o texto mais forte de toda a carta. Comentando especificamente sobre ele, Ellen G. White diz: “Nessa passagem, o Espírito Santo, pelo apóstolo, Se refere especialmente à lei moral.” 3

Como, então, entender esses textos?

Em breve, você será capaz de explicar esses textos de Gálatas (e todos os demais). No fim deste trimestre, você estará mais convicto do que nunca quanto à importância e permanência da lei de Deus. Em vez de rebaixar a lei, Paulo a exaltou como poucos. Não foi por acaso que Gálatas levou muitos adventistas na década de 1890 a ter maior convicção de sua mensagem e a proclamá-la mais intensamente.

Paulo, o escritor de cartas
Uma frase da lição pode parecer estranha para algumas pessoas e, portanto, merece ser esclarecida: “Embora algumas das cartas de Paulo tenham sido perdidas, pelo menos treze livros no Novo Testamento levam seu nome” (Lição de Adultos, domingo). O que aconteceu com as outras cartas? Paulo escreveu, por exemplo, uma carta aos cristãos de Laodiceia (Cl 4:16) e duas aos coríntios, além das que estão na Bíblia (1Co 5:9-11; 2Co 2:3-9; 7:8, 12).

Além dessas, deve ter havido outras cartas, não mencionadas no Novo Testamento. Não sabemos qual era o conteúdo dessas cartas, mas Deus não julgou necessário que esses outros escritos entrassem para a Bíblia. Em Sua sabedoria, Deus viu que os livros que estão na Bíblia são suficientes para revelar Sua vontade e o caminho da salvação.

Abertura da carta
Quase sempre, o apóstolo começava suas cartas com estas palavras: “Paulo, apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus, à igreja de (cidade): A vocês, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.” Escrever uma saudação breve e simples era o costume seguido nas cartas da época. Na introdução dessas cartas, Paulo não apresenta nenhum conteúdo teológico elaborado.

Mas a introdução de Gálatas (Gl 1:1-7) não segue esse padrão. As igrejas da Galácia tinham sérias dificuldades para compreender o evangelho. Por isso, já na introdução da carta a essas igrejas, Paulo explicou o profundo significado do evangelho. A impressão que temos é de que Paulo estava tão ansioso para tratar de um assunto fundamental que precisava apresentá-lo e enfatizá-lo desde o início.
Na introdução de Gálatas, Paulo apresenta assuntos importantes que são desenvolvidos na carta:

1. Paulo se tornou apóstolo porque foi escolhido por Deus, e não por algum ser humano (v. 1).

2. O evangelho não era apenas uma compreensão de Paulo, mas de “todos os irmãos” (v. 2).

3. A salvação se tornou uma realidade através da morte e ressurreição de Cristo, que nos liberta “desta presente era perversa” (v. 1, 4).

4. Deus é nosso Pai, e, portanto, somos Seus filhos (v. 2-4).

5. O evangelho pregado por Paulo glorifica a Deus (v. 5).

Paulo: intolerante? 
Em questões secundárias, Paulo podia aceitar a existência de opiniões diferentes na igreja (cf. Rm 14; 1Co 8). Mas quando se tratava do centro da pregação apostólica – o evangelho –, ele não podia tolerar desunião. Como vimos na lição desta semana, algumas pessoas estavam ensinando um falso evangelho nas igrejas da Galácia. No entanto, de acordo com Paulo, existe apenas um evangelho (Gl 1:7). Esse é o mesmo evangelho pregado a Abraão (Gl 3:8) e aos israelitas (Hb 4:2) – é o “evangelho eterno” (Ap 14:6).

De todas as cartas de Paulo, a que escreveu aos gálatas é uma das que contêm palavras mais fortes (Gl 1:6-9). Seria possível que Paulo estivesse sendo intolerante e rude? De acordo com o ensino bíblico, às vezes é necessário dar advertências firmes contra o erro; no entanto, mesmo nesses casos, tudo deve ser feito com amor sincero e profundo interesse pela pessoa.

Jesus é o maior exemplo desse fato. Ele “nunca suprimiu uma palavra da verdade, mas sempre a proferiu com amor. [...] Denunciava sem temor a hipocrisia, a incredulidade e a iniquidade, mas tinha lágrimas na voz quando emitia Suas esmagadoras repreensões”.4 Paula agia da mesma forma (Fp 3:18; 2Co 2:4). E esse foi também o caso ao escrever aos gálatas (Gl 4:19, 20). Em vez de expressar intolerância, Paulo demonstrava amor e preocupação por seus filhos na fé.

Paulo e as tradições 
Antes de seu encontro com Jesus, Paulo se considerava “extremamente zeloso das tradições dos [seus] antepassados” (Gl 1:14). Isso incluía não apenas as “tradições orais dos fariseus”, mas o “próprio Antigo Testamento” (Lição de Adultos, sexta-feira). Em vez de ter em si mesma um sentido negativo ou positivo, “tradição” é simplesmente algo que foi transmitido e que recebemos. Apenas depois de verificarmos o conteúdo de uma tradição é que podemos determinar se ela é “boa” ou “ruim”.

Muitas pessoas mantêm um estereótipo quanto aos fariseus e suas tradições. A verdade é que esse grupo era muito diversificado. Jesus criticou os ensinos dos fariseus que contradiziam o Antigo Testamento (Mt 15:3-6), mas aprovou muitos outros ensinos desse grupo (Mt 23:3; 5:19, 20). Com isso, Jesus mostrou claramente que devemos rejeitar as tradições antibíblicas e aceitar as tradições que estão em harmonia com a Bíblia.

A atitude de Cristo foi seguida também por Paulo. Até o fim de sua vida, o apóstolo manteve as tradições judaicas que estavam em harmonia com o Antigo Testamento (At 25:8; 28:17). Ele não falava contra toda e qualquer tradição, mas contra as “tradições humanas”, compostas por “filosofias vãs e enganosas” (Cl 2:8).

Muitas vezes Paulo teve que enfrentar tradições antibíblicas que ameaçavam penetrar nas igrejas. Nesses casos, sua orientação era que os cristãos deviam se manter fiéis às “tradições” cristãs (1Co 11:2; 2Ts 2:15; cf. 2Ts 3:6). Esse era exatamente o problema que ocorria nas igrejas da Galácia. Em vez de permanecerem fiéis ao evangelho transmitido por Paulo, a verdadeira tradição cristã, algumas pessoas estavam dando ouvidos a tradições antibíblicas (Gl 1:8, 9).

A origem do evangelho de Paulo
A argumentação de Paulo em Gálatas 1:11-24 pode parecer longa e complexa, mas, em realidade, é fácil de ser compreendida. Com base na defesa do apóstolo, podemos concluir que as acusações lançadas contra ele eram as seguintes: (1) tudo o que Paulo sabia sobre o evangelho, ele aprendeu com outros líderes da igreja e (2) ele distorceu o que lhe foi ensinado. Em Gálatas 1:11-24, o apóstolo responde à primeira acusação. No capítulo 2:1-10 (que estudaremos na próxima semana), ele responde à segunda acusação.

A ideia básica de Gálatas 1:11-24 é a seguinte: “O evangelho por mim anunciado não é de origem humana. Não o recebi de pessoa alguma nem me foi ele ensinado” (Gl 1:11, 12). Para defender essa ideia, Paulo argumenta que:

1. Não havia razão para que ele abandonasse o judaísmo tradicional e aceitasse Jesus (v. 13, 14). Ele não tinha a menor dúvida sobre suas crenças e comportamento (v. 14). Além disso, combatia o cristianismo com todas as forças (v. 13).

2. Portanto, a única explicação lógica para a mudança tão radical seria uma intervenção divina (v. 15, 16). Apenas Deus poderia convencê-lo a aceitar ideias tão diferentes e amar o que antes odiava.

3. Depois de sua conversão, Paulo teve um contato muito limitado com os apóstolos (v. 18-24). Isso mostra que ele não teve tempo de aprender com eles o significado do evangelho. Foi três anos depois de sua conversão que ele se encontrou com Pedro e Tiago e, mesmo assim, por apenas 15 dias (v. 18, 19). Além disso, as igrejas da Judeia, onde os apóstolos trabalhavam, nem sequer o conheciam (v. 21-24). Não havia a menor possibilidade de que Paulo tivesse “copiado” dos apóstolos o evangelho, para depois distorcê-lo (Gl 2:1-10). A única explicação é que o próprio Cristo lhe revelou o evangelho (v. 12).

Aplicações práticas
1. O chamado divino – Durante esta semana, estudamos sobre o chamado de Paulo para se tornar apóstolo. Quando falamos em “chamado”, a maioria dos cristãos logo pensa na vocação pastoral. Mas a Bíblia apresenta uma visão muito mais abrangente do assunto. Assim como Deus “chamou [Paulo] por Sua graça” (Gl 1:15), Ele também nos “chamou pela graça de Cristo” (v. 6). Não apenas os pastores, mas todos os cristãos são chamados por Deus (Rm 8:28, 30; 1Co 1:9; Ef 4:1, 4; 1Ts 2:12; 2Tm 1:9; Hb 9:15; 1Pe 2:9; 2Pe 1:10).

Embora proclamar o evangelho seja dever e privilégio de todos os cristãos, o chamado divino não se limita a isso. Ellen G. White escreveu: “Porque não são ligados diretamente a algum trabalho religioso, muitos imaginam que sua vida é inútil; que nada estão fazendo para promover o reino de Deus. Porém, isso é um erro. [...] Embora modesto, qualquer trabalho feito para Deus com completa abnegação é tão aceitável a Ele quanto o serviço mais elevado. [...]

“Se você é mãe, eduque seus filhos para Cristo. Esse trabalho é tão verdadeiramente para Deus como é o do pastor no púlpito. [...] Se seu trabalho é cultivar a terra ou ocupar-se em qualquer outro serviço ou negócio, torne esse dever um sucesso. [...] Represente Cristo em toda a sua atividade. Faça como Ele o faria em seu lugar.”5 “Deus nos chamou para servi-Lo nas tarefas seculares da vida. Dedicação a isso é tanto parte da religião verdadeira como a devoção.”6 O chamado divino é tão amplo que envolve todas as áreas da vida (cf. 1Co 10:31).

2. A centralidade do evangelho na igreja – “A mensagem do terceiro anjo exige a apresentação do sábado do quarto mandamento, e essa verdade deve ser apresentada ao mundo; mas o grande centro de atração, Jesus Cristo, não deve ser deixado fora da mensagem do terceiro anjo.”7 “De todos os professos cristãos, os adventistas do sétimo dia devem ser os primeiros a exaltar Cristo perante o mundo.”8

“A clareza e a verdade do evangelho podem ser facilmente perdidas de vista. Tantas outras coisas podem ocupar nossa mente, coração e vida que podemos nos esquecer do evangelho, imaginando que tudo o que temos não nos afasta dele. Em nossas igrejas, podemos começar a nos concentrar tanto no que significa ser bons pais, ter um bom casamento, estabelecer relacionamentos significativos e impactar o mundo (todas coisas boas!), que nos desviamos calma e imperceptivelmente do evangelho da livre graça.”9

3. Enfrentando falsas doutrinas – “Deus despertará Seu povo; se outros meios falharem, surgirão entre nós heresias, as quais irão nos peneirar, separando a palha do trigo. [...] Nossa fé deve estar firmemente estabelecida sobre a Palavra de Deus, de maneira que, quando o tempo de prova chegar, e formos levados perante os concílios para responder por nossa fé, sejamos capazes de dar uma razão para a esperança que há em nós, com mansidão e temor. [...]

“É importante que, ao defender as doutrinas que consideramos artigos fundamentais da fé, nunca nos permitamos usar argumentos que não sejam totalmente corretos. [Argumentos incorretos] podem fazer calar um adversário, mas não honram a verdade. Devemos apresentar argumentos legítimos, que não somente façam silenciar os oponentes, mas que suportem a mais profunda e perscrutadora investigação.”10

4. Agradando a Deus – “Paulo nos adverte nesse texto [Gl 1:10] a respeito do perigo de tentar agradar as pessoas em vez de agradar a Deus. Que escravidão vivemos quando esperamos pela opinião positiva de outros! [...] Temer seres humanos pode ser fatal. A razão pela qual muitos não creram em Jesus foi o fato de que ansiavam a glória e louvor das pessoas mais do que a aprovação de Deus [Jo 5:43, 44; 9:22; 12:42, 43...].

“Talvez nosso temor seja contar a algum colega de trabalho o que significa ser cristão. Ou talvez seja compartilhar nossas lutas e dificuldades com outros cristãos porque poderão pensar mal de nós.  [...] O que nos livra desse temor? A promessa de que Deus nos dará tudo o que precisamos e não recusa nenhum bem àqueles que O temem (Sl 34:9; 84:11).”11

1. Os textos bíblicos são extraídos da Nova Versão Internacional, salvo outra indicação.

2. Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 233.

3. Ibid., p. 234.

4. Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 353.

5. Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 343.

6. Ibid., p. 359, 360.

7. Ellen G. White, Evangelismo, p. 184.

8. Idem, Obreiros Evangélicos, p. 156.

9. Thomas R. Schreiner, Galatians, Exegetical Commentary on the New Testament, v. 9 (Grand Rapids, MI: Zondervan, 2010), p. 90.

10. Ellen G. White, Testemunhos Seletos, v. 2, p. 311-313.

11. Schreiner, Galatians, p. 91.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/com242011.html


COMENTÁRIOS SIKBERTO MARKS

Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Quarto Trimestre de 2011

Tema geral do trimestre: O Evangelho em Gálatas

Estudo nº 02 – A autoridade de Paulo e o evangelho

Semana de  1º a 08 de outubro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristovoltara.com.br - marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de DEUS? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de CRISTO (Gal. 1:10).

Introdução de sábado à tarde

A plenitude dos tempos está conosco. Formam-se condições interessantes aos princípios da pregação do evangelho, enquanto que, ao mesmo tempo, também crescem condições contrárias. Há um conflito global se armando. É o caso da crescente promoção, mundo afora, de sentimentos contrários ao bulling, à homofobia, à xenofobia, ao racismo, a diferentes nacionalidades, a pessoas de outras religiões e de outras nacionalidades e culturas, ou costumes, e assim por diante. O mundo vem sendo preparado para mensagens de paz e de respeito ao próximo, ao mesmo tempo que, por outro lado, vem sendo preparado para se tornar cada vez mais violento. Isso vem do próprio mundo! Cristãos não devem discriminar, e não importa o motivo. Cristãos devem ensinar a mensagem de paz de CRISTO. Todos são iguais perante DEUS. E cada um toma a sua decisão particular, colhendo seus resultados. O cristão deve servir a DEUS buscando as pessoas em suas situações particulares para levá-las a um plano superior, aquele que o Salvador oferece.

“Deve-lhes ser ensinado que o evangelho de Cristo não tolera nenhum espírito de discriminação, que ele não dá lugar a juízos descorteses de outros, o que tende diretamente à exaltação própria. A religião de Cristo nunca degrada o que a recebe, nem o torna vulgar e rude; nem o torna maldoso, em pensar ou sentir, para com aqueles por quem Cristo morreu. …

“Alguns se acham em perigo de fazer do exterior o todo-importante, de pôr excessiva estima no valor de meras convenções. …

“Tudo quanto incite a crítica menos generosa, a disposição para notar e expor todo defeito ou erro, é mau. Isso fomenta desconfiança e suspeita, as quais são contrárias ao caráter de Cristo, e prejudiciais ao espírito que nelas se exercita. Os que se empenham nessa obra, apartam-se gradualmente do espírito do cristianismo.

“A educação essencial, perdurável, é a que desenvolve as mais nobres qualidades, que anima o espírito de geral benevolência, levando a mocidade a não pensar mal de ninguém, para que não ajuízem mal dos motivos, nem interpretem falsamente as palavras e ações. O tempo empregado nessa espécie de instrução produzirá frutos para a vida eterna” (Obreiros Evangélicos, 332-334).

  1. Primeiro dia: Paulo, o escritor de cartas

Os escritos de Paulo não são fáceis de ler. Há duas características principais neles: abordagem profunda e estilo dialogado. Às vezes são textos um tanto truncados, ou seja, como se estivesse querendo convencer sobre algo que ninguém concorda. É para ser lido devagar, indo e voltando nos trechos mais complexos. E uma coisa é certa: tem-se muito a aprender com esses escritos, principalmente em razão de sua profundidade e por serem bem focados em assuntos que precisavam ser resolvidos. Paulo foi daquele tipo que percebia os problemas e não ficava sem abordá-los. Ele mesmo estava num problema fatal antes de cair do cavalo, e talvez por isso, não queria que outros deixassem de ter oportunidades de se flagrarem das situações fatais.

Bem que Pedro escreveu (2 Ped. 3:15 e 16) que Paulo escrevia segundo a sabedoria que recebera, e que havia trechos de difícil compreensão, mas que esses trechos, os “ignorantes e instáveis” deturpavam para interpretações maldosas. Aqui Pedro não se refere aos ignorantes por falta de estudo, e sim, àqueles que não queriam aceitar a verdade quando ela exigisse mudança na vida deles. E os escritos de Paulo, de fato, ainda hoje são muito deturpados. Por exemplo: “Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para, por todos os meios, chegar a salvar alguns” (I Cor. 9:22). Já vi um debate na televisão, de certos pastores de igrejas populares (no conceito de Ellen G. White, que usa essa expressão), que baseados nesse versículo, justificavam todo e qualquer tipo de ações, mesmo altamente reprováveis, afim de alcançar pessoas para CRISTO. E parece que não percebiam que assim eles mesmos estavam dando mau exemplo de cristão. Por isso, veja só um trecho que Ellen White escreveu, sobre os escritos de Paulo. É uma daquelas pérolas, que devemos considerar muito bem:

“Os escritos de Paulo mostram que o ministro do evangelho deve ser um exemplo das verdades que ensina, “não dando… escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado”. De sua própria obra deixou-nos um quadro em sua carta aos crentes coríntios: “Tornando-nos recomendáveis em tudo; na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias, nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns, na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, à direita e à esquerda, por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama; como enganadores, e sendo verdadeiros; como desconhecidos, mas sendo bem conhecidos; como morrendo, e eis que vivemos; como castigados, e não mortos; como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos.” II Cor. 6:3 e 4-10”(Atos dos Apóstolos, 369).

Em nossos dias, Paulo merece ser lido pelo povo que deseja ser salvo. Ele era um especialista em detectar problemas na igreja, e não se calava. Inclusive, fica a sugestão aos teologandos, que alguns façam seus trabalhos de conclusão de curso (TCC) baseados nesses escritos, confrontando-os com nossa prática de vida cristã. Poderia ser enriquecedor para a igreja, e serviria de preparo para o Alto Clamor.

  1. Segunda: O chamado de Paulo

Paulo foi um pregador com enorme capacidade de argumentação. Ele podia desfazer as idéias erradas dos outros, e com fundamentação bíblica. Era inteligente, culto e bom de oratória. Portanto, era bem difícil para os seus opositores contraporem. O seu poder em debater e vencer os debates era parecido ao de JESUS. Aliás, ele possuía o poder de JESUS; o havia recebido.

Há pelo menos dois tipos importantes de oposição: a daqueles que vem de fora da igreja e a dos que estão dentro da igreja. Paulo, quando era Saulo, era um do segundo tipo. Desse tipo, há também duas possibilidades: os sinceramente errados e os maldosos. Os primeiros não sabem que estão errados, e quando percebem seu erro, em muitos casos, acertam a situação, mas quando há orgulho, nem sempre querem corrigir-se. Foi o que aconteceu com Lúcifer. A uma certa altura de seu movimento contra DEUS ele percebeu que era loucura, mas não conseguiu mais retornar, pois já se tornara escravo do orgulho.

Os da segunda possibilidade sabem que labutam em erro, mas apreciam essa posição porque visam vantagens terrenas imediatas, e pouco se importam com o seu futuro e com as promessas de DEUS. Esses são os mais selvagens, espiritualmente falando. Hoje existem dessa classe na igreja, muitos em cargos oficiais, fazendo o seu trabalho para satanás, não para DEUS. Sejamos realistas: isso é uma profecia, mas ai daqueles que se enquadram nessa classe de pessoas.

Não podendo contra-argumentar com Paulo, perdendo sempre, assim como não podia argumentar contra JESUS, elaboraram outra estratégia. Diziam que Paulo pregava um evangelho estranho que não possuía a autoridade dos pregadores originais. Que Paulo não seria um apóstolo, portanto, seus ensinamentos não mereciam crédito. Assim procuravam desacreditar o que ele ensinava.

Mas essa estratégia era frágil, pois os demais apóstolos, que eram doze, também ensinavam como Paulo, havia coerência entre eles, falavam a mesma linguagem, embora não com tanto poder. De qualquer modo, Paulo escreveu aos gálatas que ele também foi escolhido diretamente por JESUS, isso aconteceu naquele dia em que foi derrubado ao chão. De fato, ali ocorreu o chamado de Paulo. E as suas pregações eram fiéis às de JESUS CRISTO, que esse pessoal que passou a perseguir Paulo já havia perseguido anteriormente. Portanto, a rigor, estava tudo coerente, pois, os perseguidores eram os mesmos e os perseguidos faziam parte de um mesmo grupo. Assim, qualquer pessoa honesta nos pensamentos podia compreender que essa oposição interna, na verdade, era maldosa.

Em nossos dias também cresce uma oposição interna. A principal é contra a profetisa do Senhor, Ellen G. White. Há pelo menos dois tipos de opositores. Aqueles que não aceitam abertamente partes de seus escritos, e agem em desacordo com eles, e aqueles que dizem aceitar a profetiza, mas na prática, agem em desacordo com suas orientações. Isso pode ser visto com relação à santificação do sábado, à Trindade, ao estilo de vida incluindo a saúde, à educação na família, à música na igreja, ao estilo de liderança e gestão das coisas da igreja, e em relação a muitos outros assuntos. Aliás, você conhece algum profeta que não tenha sofrido oposição interna? JESUS era profeta, e foi o mais perseguido por aqueles que Ele havia formado como Seu povo. Ai de JESUS se viesse hoje à Terra, como da primeira vez. Sejamos sinceros, na medidaem que Elecomeçasse a falar de um modo que não se pudesse contra-argumentar, requerendo mudança na vida das pessoas, quantos de nós permaneceríamos ao Seu lado, no dia de Seu julgamento?

Essa é uma boa pergunta. Podemos reformular essa pergunta: quantos de nós, hoje, estamos dispostos a mudar nossa vida e colocá-la em coerência com os ensinamentos da Bíblia e do Espírito de Profecia? Da resposta que dermos, e do que fizermos na nossa vida prática, vai depender o nosso futuro.

  1. Terça: O evangelho de Paulo

“Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho que, na realidade, não é o evangelho. O que ocorre é que algumas pessoas os estão perturbando, querendo perverter o evangelho de Cristo. Mas ainda que nós ou um anjo dos céus pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado!” (Gálatas 1:6-8).

A igreja dos gálatas, fundada por Paulo, era nova. Vieram a esta igreja, falsos mestres, ensinando outro evangelho. Verdadeiro evangelho, só existe um, portanto, esse outro evangelho era falso. É impossível existirem duas verdades uma diferente da outra. E os gálatas passaram facilmente para outro ensinamento. Desprezaram o que Paulo lhes havia ensinado, e se apegaram a outro mestre. Estava havendo apostasia entre essa comunidade de cristãos.

Que outro evangelho era esse? Vamos resumir, em itens:

ð  Salvação pela lei, não pela graça;

ð  Exigência da circuncisão, que fora abolida junto com o cerimonialismo, quando JESUS foi crucificado;

ð  Exigência da prática dos cerimoniais em lugar da aceitação do sacrifício de CRISTO;

ð  Observação dos dias cerimoniais;

ð  Validade das obras em lugar do fruto do ESPÍRITO SANTO;

Esse outro evangelho era ensinado pelos chamados ‘judaizantes’, ou seja, aqueles que insistiam na manutenção do ritual do santuário. Muitos desses eram de fato cristãos, mas ainda apegados aos rituais que já foram abolidos na cruz.

Paulo foi enfático contra esse falso evangelho. Atente para o que ele escreveu: “Mas, ainda que nós (ele ou os verdadeiros apóstolos) ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (v. 8, grifos acrescentados). Anátema é uma solene maldição com exclusão da igreja, atualmente não mais em prática, que antigamente se aplicava a pessoas que tivessem feito algo bem grave e que tinham levado a pessoas abandonarem a fé, portanto, a perderem a possibilidade da vida eterna.

Atualmente rondam a igreja mais de um evangelho estranho. Não os listaremos aqui, mas são dezenas. Estamos no final da história, o conflito se acirra. E os membros da igreja verdadeira bem como os membros de outras igrejas que estão buscando o conhecimento bíblico são os alvos preferidos de falsos evangelhos. Os principais objetivos deles são: criar confusão, enfraquecer na fé, provocar apostasia, enfraquecer a igreja, sobrecarregar os líderes, e assim por diante. Assim como Paulo orienta os gálatas, também nós devemos vigiar para não aderir a certas idéias contrárias às doutrinas da igreja e aos ensinamentos de CRISTO. O mais seguro é permanecer fiel às doutrinas da igreja. Os dirigentes da igreja podem errar, são humanos, mas das doutrinas DEUS cuida de perto. E quanto mais para o final, Ele também assumirá as rédeas em suas próprias mãos, e conduzirá essa igreja à vitória. É altamente arriscado combater a igreja, ou sair dela, pois CRISTO jamais declarou que se tornasse noivo de alguma outra.

  1. Quarta: Nenhum outro evangelho

Vamos aqui apresentar a receita de como se inventa um outro evangelho, falso, para que as pessoas caiam na novidade, sejam enganadas e percam a vida eterna. A receita não é para que seja praticada, evidente, mas para que os leitores estejam precavidos. É bem mais fácil enganar do que ensinar a verdade, porque somos pecadores, portanto, temos preferência por algo que esteja errado. Todos os falsos mestres sabem disso, conhecimento importante para enganar os outros em assuntos de fé, e em qualquer assunto. Outro ponto importante que os enganadores sabem é que o povo em geral não busca o conhecimento por si mesmo, e não confere o que lhe é ensinado. Aceita o que é dito, e se for dito com certa teatralidade, ou solenidade, jamais questiona. Portanto, as condições em geral são melhores aos que mentem do que aos que falam a verdade. Esses últimos frequentemente precisam dizer coisas que requerem mudanças na vida, e os enganadores não exigem nada, mas prometem muitas facilidades. É algo como do tipo: compre esse aparelho pois com ele, sem fazer exercício algum, vai se tornar um atleta, corpo bonito e saúde excelente. Isso basta, e milhões de pessoas compram o tal aparelho, que depois se torna num desajeitado dispositivo para depositar outras coisas em cima. O evangelho falso sempre é barato, fácil e não requer mudança nem esforço, mas promete muito.

Mais alguns ingredientes para enganar as pessoas (nunca faça isto). É a mistura de bastante verdade com alguma mentira. Isso sempre é gradativo. Nas primeiras vezes, colocam mais de 90 % de verdade, e só uma dose de algo falso, de modo que, ou não se torne perceptível ou seja a diferença percebida não digna de protesto. Assim fizeram, por exemplo, com o CD das músicas jovens, para a aceitação da barulhenta bateria na igreja, e das letras sensacionalistas que apontam para existencialismo, para o eu, para o aqui e agora. Visa a conquista, primeiro dos jovens e dos pastores, depois de todos os outros membros da igreja, embora muitos deles jamais se renderam ao que Ellen G. White havia tão bem alertado, que aconteceria no final dos tempos. Nos primeiros CDs que mudaram, havia em algumas faixas, um leve toque da bateria e alguns corinhos com letra de mensagem fraca, repetitiva e exigia pouco raciocínio. Com o tempo, isso foi aumentando, e quase imperceptivelmente, passou para um som de rua, barulhento, de péssimo gosto, e tudo ficou como algo oficial da igreja, mas muito bem arquitetado por satanás para derrubar a juventude, e a igreja toda. Atualmente, temos conjuntos que usam brincos, alargadores de orelhas, se vestem de modo banal, cantam letras banais e repetitivas, em um som altíssimo, dançam e fazem espetáculos a si mesmos, com milhares de fãs. E são exaltados oficialmente por meio de nossa mídia. Mas estava tudo previsto profeticamente, porém, por que eu e você precisamos cumprir essa profecia? Cumpra-a quem, focando em si mesmo, quiser se perder para a vida eterna.

Aqui fica a estratégia de como introduzir um falso evangelho, mesmo que previsto profeticamente, e enganar a quase todas as pessoas. Vai-se misturando grande proporção de verdade com um pouco de falsidade. Essa falsidade, pelo menos no início, tem que ser algo que caia ao gosto da maioria das pessoas, ou da classe que se deseja atingir. Aos poucos vão se acostumando com erros, e vão desejando mais, o que é concedido. E assim o ministério falso vai conquistando adeptos até que se tornem maioria.

Há mais um importante ingrediente para introduzir falsidades na igreja atualmente. É introduzir coisas que atraiam multidões. Nada de ESPÍRITO SANTO, mas daquilo que o mundo gosta. Já que deu certo a gradativa introdução de falsidades, num certo momento chega a hora de trazer do mundo, atrativos típicos de fora, para dentro da igreja, lotando-as de pessoas sedentas de mundanismo, mas pouco interessadas na salvação. Com fortes provocações de sensações físicas, de emoções intensas, aqueles que tem pouco embasamento bíblico ficam extasiados, pensando estarem sob a ação do ESPÍRITO SANTO. Aí está feito o sucesso. E as pessoas caem direitinho, pois confundem facilmente êxtase emocional com o poder do ESPÍRITO SANTO.

Estejamos atentos, pois nesses dias finais, os falsos evangelhos estão minando a igreja. Muitos são de irmãos e pastores dissidentes, mas outros assumem uma aparência de oficialidade. E aí, quem vai ficar em pé? Só aqueles que conferirem por si mesmos, na Bíblia e nos escritos do Espírito de Profecia, para saber distinguir o falso do verdadeiro. Paulo tem muito a nos ensinar.

  1. Quinta: A origem do evangelho de Paulo

Como estamos estudando, Paulo foi fortemente acusado de introduzir, digamos, heresia entre os cristãos. Quem o acusava eram alguns judeus, que não aceitavam a abolição dos rituais do santuário. Eles, segundo a maioria dos exegetas, eram judeus cristãos, que aceitavam CRISTO, mas que não admitiam a não exigência das tradições ritualísticas. A acusação, como já havíamos visto, em resumo, era de que Paulo não exigia tanto dos gentios quanto era requerido dos judeus. Em específico, não se exigia dos gentios a circuncisão, além de outras coisas abolidas. Era para muitos descendentes de Jacó difícil aceitar que algo milenar não tinha mais valor. Digamos assim, era cristãos judeus ortodoxos, ou de uma linha de direita, ou, conservadores em coisas que não se deveriam conservar mais. Na realidade, depois da morte de CRISTO ninguém mais necessitava ser circuncidado. Esse foi um dos rituais abolidos.

Esses acusadores estavam defendendo o antigo judaísmo, e eram contra a pregação a gentios praticada na nova igreja de CRISTO, recém instituída. Eles se haviam apegado tanto àqueles rituais que não conseguiam imaginar a fé sem esses rituais, que se tornaram um fimem si. Ofoco desses rituais sempre foi a primeira vinda de JESUS e a necessidade de preparo para recebê-Lo. Mas na medida em que na mente daquelas pessoas os ritos não mais apontavam para JESUS, e sim, eram realizados como uma mera rotina muito embora com forte zelo, se tornaram parecidos como um ídolo. Não conseguiam admitir ficar sem esses rituais, com os quais se acostumaram por mais de mil anos. Desde Abraão recebera a ordem da circuncisão e outros desde o monte Sinai.

Mas contra Paulo a motivação de acusá-lo tinha um ingrediente a mais. Paulo vinha convertendo muitos gentios. Não só ele, mas era o mais expressivo. Portanto, esses opositores voltaram seus esforços mais intensamente contra esse homem. Buscaram difundir que Paulo não era autorizado a pregar, que a sua pregação era meramente uma iniciativa humana. Seria algo parecido como hoje acusar um bom médico de clinicar mas não ter diploma, embora tenha. Ou de dizer que um pastor está batizando mas ainda não foi ordenado. Repetindo, Paulo argumentou que recebera autorização para pregar de JESUS, ao ser derrubado ao chão. Ele estava dizendo que JESUS não aprovava os motivos de suas ações anteriores, portanto, também não aprovava o que eles, os seus acusadores estavam fazendo. Mas, como foi o próprio JESUS que fora ao seu encontro, e isto foi testemunhado por várias pessoas, o seu chamado não veio de algum ser humano, mas do próprio Mestre. Esse argumento era impossível contrapor. Contudo a oposição continuava, mesmo assim.

Na verdade, satanás precisava eliminá-lo, isto é, matá-lo, pois era o principal evangelista. E essas pessoas, zelosas no erro, se prestavam para essa finalidade, uma vez que se tornaram fanáticos por um ritual. Então passaram a acusá-lo, de que ele pregava sem a autoridade de CRISTO, ou sem a autoridade dos antigos profetas. Note bem, quem estava fazendo essa acusação eram cristãos, mas que mantinham as antigas tradições, essas que foram anuladas.

Em nossos dias a situação no mundo, não dentro da igreja, mas lá fora, é exatamente o contrário. Hoje se diz que os Dez Mandamentos foram anulados. E especificamente, a Igreja Católica, por meio do sacrifício da missa, demonstra que o ritual, que foi abolido, continua vigorando. Resumindo, hoje muitos creem que o abolido vale e o não abolido não está valendo. Tudo invertido, que confusão! Pois é no meio da confusão que satanás consegue adeptos, o seu poder se fundamenta no engano e na mentira.

Precisamos estudar o assunto de hoje com equilíbrio. Por Paulo estar convertendo grande número de pessoas, era acusado de facilitar essas conversões, exigindo pouco, não requerendo dos gentios a circuncisão. Assim ele conseguiria se promover, ganhar fama, ter prestígio, ser reconhecido. Mas no caso de Paulo isso também não fazia sentido, pois o estilo de vida de Paulo era simples, e ele era de costumes humildes. O equilíbrio que se requer é o seguinte: já naqueles dias, e hoje também, de fato, há pregadores que facilitam conversões por conta de sua promoção pessoal. É atingir alvos, ultrapassar alvos, por meio de batismos que não passam de faz de conta, pois as pessoas nem sabem bem pelo que estão optando. O que adianta batizar alguém sábado pela manhã, e essa pessoa, ingenuamente, à tarde, vai ao supermercado fazer compras? Poucas semanas depois, já nem frequente mais a igreja. A facilitação exagerada para batizar, hoje existe, e muito. Sobre isso Ellen G. White se pronunciou da seguinte maneira (essas passagens são daquelas que alguns, que dizem aceitar a profetiza, não consideram válidas na prática):

“É a graça de Cristo que dá vida à alma. Separado de Cristo, o batismo, como qualquer outro serviço, é uma forma sem valor” (Evangelismo, 318).

“Nossos irmãos do ministério falham decididamente quanto a fazerem sua obra segundo a maneira indicada pelo Senhor. Deixam de apresentar todo homem perfeitoem Cristo Jesus. Nãoobtiveram experiência mediante a comunhão pessoal com Deus, ou um verdadeiro conhecimento do que constitua o caráter cristão; assim, são batizados muitos que não se acham aptos para essa sagrada ordenança, mas que se acham enlaçados com o próprio eu e com o mundo. Não viram a Cristo nem O receberam pela fé” (Evangelismo, 319).

“A aquisição de membros que não foram renovados no coração e reformados na vida é uma fonte de fraqueza para a igreja. Este fato é muitas vezes passado por alto. Alguns pastores e igrejas acham-se tão desejosos de assegurar um aumento de membros, que não dão testemunho fiel contra hábitos e costumes não cristãos. Aos que aceitam a verdade não é ensinado que eles não podem, sem perigo, ser mundanos em sua conduta, ao passo que de nome são cristãos. Até então, eram súditos de Satanás; daí em diante, devem ser súditos de Cristo. A vida deve testificar da mudança de dirigente.

“A opinião pública favorece uma profissão de cristianismo. Pouca abnegação ou sacrifício é exigido de uma pessoa para se revestir da forma da piedade e ter o nome registrado na igreja. Daí muitos se unem à igreja sem primeiro se haverem unido a Cristo. Nisto Satanás triunfa. Tais conversos são seus instrumentos mais eficientes. Servem de laço para outras almas. São falsas luzes, atraindo os descuidados à perdição. É em vão que os homens procuram tornar o caminho cristão amplo e aprazível para os mundanos. Deus não suavizou ou fez mais largo o caminho áspero e estreito. Se quisermos entrar na vida, cumpre-nos seguir o mesmo trilho palmilhado por Jesus e os discípulos – o trilho da humildade, da abnegação e do sacrifício. Testimonies, vol. 5, pág.172.”(Evangelismo, 319 e 320).

Paulo foi severamente acusado de algo que ele não fazia. Mas essa acusação se torna bem grave, se ela tem fundamentos. Ou a nossa profetiza não teria escrito sobre esse assunto.

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

Uma excelente citação de Ellen G. White foi selecionada para o estudo de sexta-feira. Vale ler ou reler. Em dois parágrafos está de forma objetiva a explicação sobre a oposição a Paulo. Envolve judeus cristãos, e isso precisamos entender melhor. Quem se opunha a Paulo eram judeus fiéis a CRISTO, mas incomodados com o trabalho em favor dos gentios, bem como com a abolição de ritos do santuário. Detestavam também a popularidade de Paulo.

Como diz a citação, em quase todas as igrejas havia cristãos judeus. Eles eram fiéis membros, em tudo o que se ensinava na nova igreja cristã. O que aprendiam de Paulo, ou dos outros apóstolos, aceitavam e colocavamem prática. Maseles, por serem judeus, eram o alvo predileto dos opositores de Paulo, pois se tornavam mais facilmente convencidos por estes opositores. E muitos deles se tornavam também opositores a Paulo, mas nem todos.

É aqui que nos vem importante alerta a nós. Somos, como aqueles judeus, o atual povo de DEUS. Temos grande responsabilidade, como eles tinham. E, do mesmo modo como eles, somos o alvo mais visado de satanás. E também como eles, muitos de nós irão trair a igreja quando vier o Alto Clamor da chuva serôdia, assim como naqueles tempos aconteceu quando veio a chuva temporã. E, ainda como eles, muitos de nós sairão da igreja, e isto é a sacudidura, e se voltarão contra a poderosa pregação que já se inicia pela conclusão da difusão do evangelho de CRISTO no mundo todo. E, ainda mais, como naqueles tempos, como os gentios afluíam para a igreja, hoje, das outras igrejas muitos sairão e se unirão com os que ficarem na IASD, para se aliarem aos que já estão nela, na conclusão da obra.

Pessoalmente acredito muito no povo judeu que ainda existe, como sendo o primeiro povo escolhido por DEUS, na pessoa de Abraão e sua esposa Sara. Muitos deles se unirão ao segundo povo escolhido por DEUS, o povo da Igreja Adventista do Sétimo Dia, o que de fato já está acontecendo. Virão também membros de todas as igrejas, e se declararão fiéis à Bíblia, que é a Palavra de DEUS, e então a obra será concluída.

escrito entre 31/08 e 06/09/2011 – revisado em 07/09/2011

corrigido por Jair Bezerra

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

FONTE: http://www.cristovoltara.com.br/


COMENTÁRIOS BRUCE CAMERON

O Evangelho em Gálatas – Lição 02 – A Autoridade de Paulo e o Evangelho – (Gálatas 1; Atos 5)

Introdução: Na semana passada aprendemos que Paulo dependeu de sua educação de alta qualidade e de seu passado como autoridade legal para defender-se das acusações que foram levantadas contra ele. Nesta semana veremos que Paulo está mais uma vez se defendendo – e fazendo algumas declarações muito impressionantes. O que este tipo de defesa nos diz? Nos diz que Paulo acredita que foram levantados sérias dúvidas com relação à sua credibilidade. Como você se sente quando alguém ataca a tua credibilidade e a tua autoestima? É difícil, certo? Por que você acha que Paulo está sob tais ataques tão sérios? Vamos mergulhar em nosso estudo do livro de Gálatas e ver se estes ataques são justificados!

I. A Autoridade de Paulo

A. Leia Gálatas 1:1-2. Como o teu líder religioso chegou à direção da tua congregação? (Normalmente, seres humanos (espera-se que sejam guiados pelo Espírito Santo) fazem os arranjos necessários.)

1. O que Paulo fala acerca de seu chamado? (Que ele não veio da parte de homens.)

2. Por que Paulo diz “não da parte de homens nem por meio de pessoa alguma”? O que a expressão “pessoa alguma” acrescenta? (O comentário de Jack Sequeira revela que inimigos do evangelho haviam vindo à igreja da Galácia (uma igreja fundada por Paulo) e dito aos membros que Paulo era “autoeleito”. Ele não tinha autoridade real para os seus ensinamentos. Portanto, com a expressão “pessoa alguma” Paulo está dizendo “eu não elegi a mim mesmo”.)

3. Quem autorizou a mensagem de Paulo? (Ele diz que foram tanto “Jesus Cristo” quanto “Deus Pai”.)

B. Vamos pular à frente e ler Gálatas 1:11-12. Qual é a afirmação que Paulo faz aqui? (Que Jesus o havia ensinado pessoalmente.)

1. Por que deveríamos acreditar em Paulo? Jesus havia retornado ao céu!

a. Se eliminarmos da Bíblia os livros escritos por Paulo, provavelmente teremos uma visão diferente da salvação. Jesus com frequencia se refere a algo que alguma pessoa precisa fazer para ser salva (veja, por exemplo, Mateus 5:17-20; Mateus 25:34-36, Mateus 19:21). Sei que estas declarações que parecem contradizer a graça podem ser explicadas, mas tenho dúvidas se muitos tentariam a explicação sem os escritos de Paulo a respeito da graça. Isto quer dizer que a questão sobre de onde Paulo tirou as suas idéias é muito importante – mesmo na atualidade.

C. Leia Gálatas 1:15-20. Como isto afeta a credibilidade de Paulo? (Geralmente, não fico impressionado quando alguém tem que negar que está mentindo! “De verdade, foi isso que aconteceu!” O que dá credibilidade a Paulo é que ele dá os detalhes de sua instrução – ele esteve por três anos na Arábia, recebendo instruções de Jesus.)

1. Você acha que Jesus passou três anos com Paulo – mais ou menos o mesmo tempo que Jesus passou com Seus discípulos? (Nós simplesmente não sabemos. Paulo não afirma que Jesus o estava instruindo todo este tempo.)

D. Leia Atos 9:10-15. Quem escreveu o livro de Atos? (Acreditamos que Lucas o escreveu, não Paulo. Portanto, Lucas está convencido, baseado em um relato de Ananias, que Paulo foi selecionado especialmente por Deus para compartilhar o evangelho com os gentios.)

E. Leia Pedro 3:15-16. O que o discípulo Pedro diz acerca dos escritos de Paulo (além de que eles são difíceis de entender, em alguns trechos)? (Que os escritos de Paulo são oriundos da sabedoria que Deus deu a Paulo, que eles estão no mesmo nível das “outras Escrituras”, e que ignorá-los ou torcê-los significa a perda da salvação.)

1. O que isto nos diz acerca da autoridade de Paulo? (Que os líderes da igreja que estava nascendo, Lucas e Pedro, aceitavam as afirmações de Paulo a respeito de sua autoridade. Então, também deveríamos aceitar.)

2. Vamos voltar para a nossa questão original: por que você acha que a autoridade de Paulo estava sob tal ataque? (Se Satanás quisesse acabar com a mensagem da graça, Paulo seria o seu alvo.)

3. A graça (justificação pela fé somente) é importante? (Além de uma parte da cristandade, todas as religiões do mundo são baseadas em obras. Isto deveria nos dizer algo importante acerca da luta entre o bem e o mal.)

F. Antes de terminarmos esta seção, vamos ler Atos 1:6. Sempre achei que esta pergunta, apresentada a Jesus pouco antes de Seu retorno ao céu, deve ter sido muito desapontadora. Seus seguidores parecem ainda estar confusos a respeito da missão de Jesus. É possível que, à luz desta pergunta, Jesus houvesse repensado a questão de usar pescadores aposentados para promover o evangelho, e decidido que acrescentaria ao Seu grupo um teólogo incrivelmente inteligente, altamente educado?

II. O Evangelho

A. Agora que resolvemos a questão da autoridade de Paulo, vamos voltar para Gálatas 1:1. Como Paulo descreve Jesus? (“Ressuscitado dos mortos”.)

1. Por quê? (Esta questão é central ao assunto da salvação pela graça. Ou vivemos ou morremos pela lei, ou vivemos ou morremos por aceitar a vida, morte e ressurreição de Jesus em nosso favor. A parte mais importante disto (para Jesus e para nós) é a parte da ressurreição!)

B. Leia Gálatas 1:3-5. Não vamos escorregar rapidamente por sobre essas palavras que vemos o tempo todo. O que quer dizer ter “graça e paz”, e por que Paulo diria essas três palavras em vez de “riqueza e beleza”? (Graça, mais uma vez, é o nosso bilhete para a vida eterna. Isto nos dá paz com Deus. Jesus foi ressuscitado dentre os mortos, portanto temos a graça e a paz disponível para nós.)

C. Leia Gálatas 1:6-7. Quem está sendo abandonado? (Paulo parece estar se referindo a si mesmo. Ele é quem os chamou para a graça.)

1. Qual é o problema? (Eles estão abandonando o evangelho.)

2. Medite sobre isto por um momento. Quando penso acerca de me perder, minha preocupação é que Satanás me atrairá tão profundamente para o pecado que eu não me preocupo mais com o meu relacionamento com Deus. Paulo parece estar advertindo acerca de um problema diferente – um problema no qual os supostos seguidores de Deus nos atraem para um evangelho “pervertido”. O que poderia ser este falso evangelho?

D. Leia Atos 15:2-6. O que {o livro de} Atos registra como sendo o problema do falso evangelho? (Que os gentios devem ser circuncidados e obedecer à lei de Moisés.)

1. O que há de errado com a circuncisão ou com as instruções que Deus deu a Moisés? Deus deu instruções erradas no passado?

E. Leia Atos 15:7-11. Pedro se levanta e argumenta em favor do ponto de vista de Paulo. Um comentário que eu li apontou que a expressão “a lei de Moisés” (Atos 15:5) se referia à lei cerimonial, e não aos Dez Mandamentos. Resolver esta questão é importante?

1. Pedro e Paulo dizem que o que é necessário para a salvação é somente a fé. As pessoas do falso evangelho dizem que o que é necessário para a salvação é a fé mais alguma outra coisa. Reduzido a uma fórmula matemática: Salvação = Fé + X. A questão é o que este “X” representa? Ou a questão é se a salvação realmente exige um “X”?

2. Se a questão é o que o “X” representa, então precisamos decidir se o “X” são os Dez Mandamentos ou a lei cerimonial. Mas, se a questão é se o “X” é realmente necessário, não importando o que ele represente, então determinar a identidade do “X” é perda de tempo.

F. Leia Gálatas 1:8-9. Quão sério é o assunto de pregar um falso evangelho? (A vida eterna está em risco.)

G. Depois da discussão sobre o assunto, Tiago se levanta e dá a decisão da igreja primitiva. Leia Atos 15:19-20. Da maneira como entendo isto, a circuncisão e alei de Moisés estão de fora, evitar comer certas comidas e a pureza sexual estão dentro. Este é o novo “X”? A fórmula da salvação agora é Fé + X, com o X sendo definido no verso 20? (Dê uma olhada em I Coríntios 8. Ali, Paulo argumenta que somente aqueles que têm a “consciência (…) fraca” se abstém de comer carne oferecida aos ídolos. As declarações de Paulo em I Coríntios 8 e o bom senso, nos dizem que as nossos hábitos alimentares e a pureza sexual não podem ser o novo “X”. A circuncisão, a lei de Moisés, os Dez Mandamentos hábitos alimentares apropriados e pureza sexual são, todas eles, boas coisas. Estas instruções vieram de Deus para abençoar as nossas vidas e nos ajudar a andar em Seus caminhos. Mas nenhuma delas são parte da fórmula da salvação. Torná-las parte da formula da salvação é um falso evangelho.)

H. Amigo, e você? Você aceita que a mensagem de Paulo veio de Jesus? Você acredita na salvação unicamente pela fé? Ou está promovendo um falso evangelho no qual o arrependimento e a fé em Jesus precisam ser suplementados por um fator “X” – seja lá como quer que possamos defini-lo? Sou uma pessoa competidora. Gosto de conquistar a vitória e odeio a derrota. Mas, quando se trata de salvação, a minha natureza competitiva precisa ser jogada no lixo. Nada, absolutamente nada que eu faça (inclusive escrever estas lições) faz qualquer diferença para a minha salvação.

III. Próxima Semana: Unidade do Evangelho

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Direito de Cópia de 2011, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses.

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Postado por Levi de Paula Tavares às 02:55 0 comentários  

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FONTE: http://brucecameron.blogspot.com/


COMENTÁRIOS GILBERTO THEISS

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 02 – 4º Trimestre 2011 (1 a 8 de outubro)

 Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 01 DE OUTUBRO – A autoridade de Paulo e o evangelho – (Gl 1:10)

            A igreja primitiva crescia imensuravelmente naquele tempo. Tanto judeus quanto gentios somavam e aumentavam as fileiras da igreja cristã. No entanto, junto a este crescimento, uma crise começara a se estabelecer no meio deles e na teologia cristã quanto à natureza da salvação e união dos gentios à igreja. Muitos dentre os judeus conversos insistiam na ideia de que os gentios precisavam cumprir alguns ritos antes de serem aceitos à fé cristã. Uma defesa muito bem armada foi montada para defender a tradição judaica e Paulo enfrentou de frente esta problemática. De certa forma, o apóstolo foi perseguido, mesmo pelos próprios cristãos judaicos, que viam nele um inimigo à tradição e a tudo que Moisés havia lhes concedido. Uma reverência sem precedente ainda permanecia no coração deles quanto a todo sistema antigo. De fato, tal reverência não era exclusiva aos novos conversos judaizantes, mas, até mesmo dentre alguns discípulos. Pedro é um exemplo, pois em alguns casos passou por grande dificuldade quanto a negar ou ainda manter alguns ritos ou até mesmo em continuar a considerar alguns povos como imundos (At 10; 15). A crise se alojou no meio cristão e uma explanação mais clara a respeito do evangelho era crucial. Por este motivo é que Paulo escreve a carta aos Gálatas dando detalhes a respeito do papel da lei e da fé na vida dos que são salvos em Cristo. Esta carta foi útil para aquele tempo e também nós em pleno século XXI.

DOMINGO, 02 DE OUTUBRO – Paulo, o escritor de cartas – (2 Pe 3:15, 16)

            Paulo demonstrou ser um escritor prolifero e bem afinado as regras de seu tempo para a escrita. Suas cartas eram muito bem escritas, estruturadas e elaboradas. Embora fosse, em alguns casos, difícil de serem entendidas, apresentavam uma estética literária capaz de não deixar dúvidas quanto ao enredo teológico proposto pelo autor. Na verdade, a dificuldade maior se prende ao conteúdo abordado. Os temas em conflito não eram, para aquele tempo, tão fáceis como se imagina. A luz do evangelho que trazia o cumprimento dos ritos em Cristo não eram fáceis de serem compreendidos pelos judeus daquela época. Satanás dificultou o entendimento através de distorções teológicas e proféticas, e por este motivo, muitos não conseguiram ver luz nas mensagens de Jesus e dos discípulos.

As cartas de Paulo, assim como a carta aos Gálatas, foram escritas para suprirem uma demanda de dúvidas que pairavam nebulosamente na mente de muitos cristãos. Interessante notar que, assim como hoje, parece que os cristãos daquele tempo necessitavam do apoio de pessoas que conheciam um pouco mais das escrituras. No entanto, por conta desta deficiência, muitos cristãos se apostataram da fé se tornando inimigos do cristianismo. Parece que a história não mudou em algumas coisas, pois, em nossos dias muitos cristãos se estacionam no conhecimento e esperam que outros estudem por eles para resolver seus grandes dilemas e dúvidas. Quando tais dúvidas não se resolvem, escolhem sair da igreja e muitas das vezes até se tornam inimigos da mesma. As cartas de Paulo foram escritas para nosso crescimento e amadurecimento em alguns temas importantes para a conduta cristã e salvação pela fé. A carência de uma compreensão mais real dessas cartas poderão nos levar a uma compreensão equivocada tanto para a libertinagem cristã quanto para o legalismo farisaico. Esta advertência é tão séria para nós hoje quanto para o tempo em que foram escritas.

SEGUNDA, 03 DE OUTUBRO – O chamado de Paulo –  (Gl 1:1,2; Ef 1:1; Fp 1:1,2; Ts 1:1)

            Para nós, não há dúvidas de que Paulo tenha sido chamado por Deus para desempenhar um ministério a favor da verdade. No entanto, para os legalistas daquele tempo, as mensagens de Paulo pareciam destoar das mensagens bíblicas que conheciam a respeito da salvação. Infelizmente, o apego distorcido à lei de Deus, fez com que acreditassem na salvação também pelas obras. É importante entender que zelo e legalismo são duas situações muito diferentes. Zelo todos nós devemos ter e a Bíblia nos ensina que devemos ter zelo para com as verdades que aprendemos. Mas, o legalismo foi e é um problema sério na religião cristã. É uma falsa ideia de santificação e de salvação. De forma simples e clara, ser legalista não é guardar a lei, mas fazer dela um meio de salvação. Se a lei pudesse exercer o papel salvífico, com certeza a cruz do calvário poderia ser descartável. No seu tempo, Paulo enfrentou um grupo de pessoas assim, que fazia as obras exercerem um papel que não lhe pertencia.

Por este motivo, Paulo inicia a carta inibindo qualquer dúvida quanto ao seu chamado. Por não concordarem com a mensagem do apóstolo, parecia que havia pessoas tentando minimizar o valor ou o nível do seu chamado. Em nossos dias, algo semelhante pode acontecer, pois, muitos, ao ensinarem verdades que entram em desacordo com seus gostos e achismos, preferem acreditar que o mensageiro foi enviado por qualquer ser – menos Deus. Jeremias foi ignorado pelo povo, Moisés foi desacreditado algumas vezes e o próprio Jesus foi crucificado por pregar mensagens um tanto que estranhas. Qualquer um de nós hoje, se pregarmos, por exemplo, mensagens que leve o povo a um reavivamento e reforma na vida cristã, sofreremos perseguições. O evangelho parece atrair sobre alguns o amor e sobre outros o ódio… Uma polaridade interessante e muito intrigante.

TERÇA, 04 DE OUTUBRO – O evangelho de Paulo – (Gl 1:3-5; Ef 1:2; Fp 1:2; Cl 1:2)

            Qual é o evangelho? Não há outro evangelho em toda a Escritura em que importa que sejamos salvos. O evangelho é o próprio Cristo morto e ressuscitado que concedeu o pode de Deus para a salvação de todo aquele que Nele crê (Rm 1:16,17).

Às vezes fico muito perturbado ao pensar que ainda hoje existem pessoas que insistem nesta ideia de salvação pelas obras. Isto é muito semelhante a alguém que recebe um presente de outra pessoa, mas, por incrível que pareça, somente aceita o presente caso possa pagar por ele. Infelizmente está cheio de pessoas em nossos dias que às vezes se sentem tão puras que chegam ao ponto de acreditar que sua pureza pode se igualar as exigências da justiça divina. Parece que algumas delas não querem aceitar a salvação pela graça, ficam incômodas e somente ficariam satisfeitas e felizes se Deus aceitasse algum pagamento como retribuição. Lembrem-se que, salvação fora de Cristo jamais será salvação. A lei foi estabelecida apenas para mostrar nossa condição diante do Céu e deixar claro que precisamos de algo que está além de nós – a cruz do calvário.

Lembre-se que, a lei poderá justificar-nos diante dos homens, mas jamais poderá justificar-nos diante de Deus. Não foi esta a finalidade da lei, portanto, deixemos a lei exercer o seu papel correto em todo o plano estabelecido por Deus. Paulo enfrentou teimosos em seu tempo com esta ideia fixa, e em nossos dias enfrentamos problemas semelhantes, inclusive voltados ao perfeccionismo.

QUARTA, 05 DE OUTUBRO – Nenhum outro evangelho – (Gl 1:6; Rm 1:8; I Co 1:4; Fp 1:3; I Ts 1:2)

            A maneira como Paulo lida com seus opositores neste contexto pode não ser apropriado para todos os tempos. No entanto, quando há teimosia desses indivíduos e consequentemente divisão da igreja, essas pessoas precisam ser encaradas com mais firmeza. Em nossos dias há pessoas que não mais acreditam que a igreja seja ainda a verdadeira igreja. No entanto, ao invés de se retirarem ficam em nosso meio tentando persuadir outros a chegarem a mesma conclusão. Essas pessoas são instrumentos cegos do diabo e não conseguem perceber tal fato. Pessoas assim, que agem como sanguessugas, devem ser enfrentadas com coragem, ousadia e muita firmeza. No tempo de Paulo havia pessoas que criavam problemas de natureza teológica na mente das pessoas, e o apóstolo precisou ser mais contundente devido a gravidade da situação. Interessante notar que, Satanás não usa apenas falsos líderes, mas, também falsos irmãos que costumeiramente agem como boas pessoas.

Não há dois evangelhos para a salvação de todo homem, somente pela fé em Cristo é que a redenção pode ser uma realidade. As obras têm o seu lugar, a perfeição cristã também possui o seu papel, mas a salvação pela fé é única e suficiente e ponto final. Claro que, para os opositores, a fé não era suficiente, uma dosagem de obras possuía algum mérito nessa jogada.

QUINTA E SEXTA, 06 e 07  DE OUTUBRO – A origem do evangelho de Paulo – (Gl 1:6-9; 11-24)

            Qual era a origem do evangelho de Paulo? Se você estivesse vivendo naquele tempo, como encararia o evangelho ensinado por ele? Hoje não temos dúvidas quanto ao evangelho ensinado por estas cartas, mas e se não conhecêssemos as narrativas do encontro de Paulo com Cristo e o seu chamado? Como encararíamos suas cartas, conselhos e experiências? É possível que, muitos de nós, assim como alguns judaizantes daquela época, encararíamos este mensageiro como que um tanto estranho.

A origem do evangelho de Paulo não é duvidosa e suas cartas são claras em apresentar a nós a certeza da redenção em Cristo. Nada é tão importante em suas palavras quanto esta sublime verdade. Todos nós somos afetados e impressionados pela verdade presente descrita em Apocalipse 14:6 do evangelho eterno que deve ser transmitido a todos os povos. O evangelho eterno não é apenas o evangelho completo, mas essencialmente o único evangelho capaz de carimbar nosso passaporte para a eternidade. O sangue de Cristo derramado a nosso favor é a verdade mais sublime e ímpar para a redenção humana. As obras, ou melhor dizendo, a obediência, não salva, mas, evidencia às demais pessoas que nossa fé é verdadeira. Falar da graça é um tanto perigoso, assim como falar da lei. Corremos o risco de exaltar uma em detrimento da outra. No entanto, se sabermos defender a graça e a lei em seus respectivos lugares, jamais erraremos quanto a este assunto….. jamais….

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como constam no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site http://www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

Postado por Gilberto Theiss às Quinta-feira, Setembro 29, 2011 0 comentários Links para esta postagem

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4º Trimestre de 2011 – O Evangelho em Gálatas

Comentário da Lição 02 – A Autoridade de Paulo e o Evangelho

Sábado, 1/10/2011 – › INTRODUÇÃO

“Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda o homem, não seria servo de Cristo”. – Gl 1:10 – Almeida Revista e Atualizada

Em defesa da pregação do evangelho que estava proclamando, Paulo escreve: “Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo homens”. – Gl 1:11 – Almeida Revista e Atualizada.

Em sua argumentação volve aos anos de preparo passados no deserto.(Gl 1:12). Um panorama completo do plano da salvação foi desdobrado ante a ávida e lúcida mente de Paulo. Jesus fora seu Mestre praticamente tanto tempo quanto dos onze apóstolos, mais o traidor.

Cristo revelou-se a ele no caminho de Damasco e agora era seu privilégio e dever revelar Cristo em sua vida e pregação anunciando-O para os gentios.

Sua responsabilidade não era apresentar e pregar sobre as figuras dos símbolos e ritos que anunciavam o Redentor vindouro, mas representar em sua vida o Cristo vivo que veio em cumprimento das promessas de Deus. Anunciá-lO com poder e convicção, para que por sua pregação e exemplo, Ele fosse formado nos ouvintes: “Cristo em vós, a esperança da glória”. – Cl. 1:27.

Encerrando sua defesa contra a cavilosa acusação dos judeus ritualistas, (Gl 1:20), Paulo jura na presença de Deus, haver dito em sua argumentação de defesa, a verdade e a verdade somente. Fora chamado para o apostolado diretamente por Cristo, e recebera sua mensagem por revelação sem intermediário humano. “Diante de Deus testifico que não minto”, é o selo de sua defesa.

Pense: “Ali na solitude do deserto, Paulo teve ampla oportunidade para sossegado estudo e meditação… Jesus comungou com ele e confirmou-o na fé, conferindo-lhe uma rica medida de sabedoria e graça”. - Atos dos Apóstolos, págs. 125 e 126.

Desafio: “Ora, acerca do que vos escrevo, eis que diante de Deus testifico que não minto”. – Gl 1:20 – Almeida Revista e Atualizada


Domingo, 2/10/2011 – › PAULO, O ESCRITOR DE CARTAS

Não é lícito deduzir da afirmação do apóstolo Pedro em sua segunda carta capítulo 3:16, onde declara referente às cartas de Paulo: “nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam…”, que queira dizer: escritos confusos. Difíceis, sim; porque a argumentação paulina é profunda como sói poderia ser a de um erudito. Mas confusos, não. Dentro desta assertiva concluímos, focalizando a epístola aos Gálatas e as outras cartas de Paulo: Em sua argumentação falando sobre a lei, que normalmente envolve a Torah, e que apresenta o conjunto das leis para orientar os israelitas, não é possível admitir que estamos diante de um escritor realmente confuso e indefinido. Paulo não revela estas características em nenhum de seus escritos.

Escritor esclarecido, erudito, não misturaria em suas cartas, dirigidas a leigos neófitos, as diversas leis numa confusão tamanha a ponto de ser impossível descobrir o pensamento correto de sua argumentação.

Muitas vezes sacamos um verso ou mesmo uma frase, contido no centro de um argumento e nos embaraçamos com uma teia de aranha por procurarmos compreendê-lo isoladamente. Na maioria dos casos de “coisas difíceis de entender”, é suficiente ler atentamente o contexto e a dificuldade se esclarece por si. Na epístola aos Gálatas, esse pormenor é sumamente importante.

Pense: “Muitos há que procuram confundir estes dois sistemas, usando os textos que falam da lei cerimonial para provar que a lei moral foi abolida; mas isto é perversão das Escrituras. Ampla é a distinção entre os dois sistemas. O cerimonial era constituído de símbolos que apontavam para Cristo, para o seu sacrifício e sacerdócio. A lei ritual, com seus sacrifícios e ordenanças, devia ser cumprida pelos hebreus até que o tipo encontrasse o antítipo, na morte de Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, e então cessariam todas as ofertas sacrificais. Foi esta a lei que Cristo “tirou do meio de nós, encravando-a na cruz. (Col. 2:14)”. – Patriarcas e Profetas, pág. 379.

Desafio: “E começando por Moisés e todos os profetas, ele lhes explicou em todas as Escrituras o que lhe concernia”. – Lc 24:27 – Tradução Ecumênica das Bíblia.


Segunda-Feira, 3/10/2011 – › O CHAMADO DE PAULO

Abrindo sua carta, o apóstolo saúda afetuosamente os crentes da Galácia. A seguir identifica-se com os apóstolos e defende o seu apostolado. A acusação dos judaizantes era: Paulo não foi comissionado por Cristo e sua mensagem é falsa e em desacordo com a dos outros apóstolos. Essa infundada acusação é fulminada por Paulo em apresentando o seu chamado direto, quando estava no caminho para Damasco.

“Paulo, apóstolo”, é a característica lacônica, inconfundível, da maioria das epístolas paulinas. Considerando-se o menor e mesmo indigno “de ser chamado apóstolo”, - 1Co 15:9, era, não obstante, um “enviado” do Soberano do Universo. Este chamado, abaixo da excelência de Cristo, era-lhe o mais precioso bem. Jamais envergonhara-se dele; exaltara-o sempre. Ele era um embaixador “em nome de Cristo”.

“Não da parte de homens”. Os judaizantes, para obter maior êxito em seu trabalho demolidor, colocavam em dúvida o apostolado de Paulo. A força do argumento apoiava-se na escolha dos doze. Paulo não tivera parte entre os escolhidos. Logo, realizava uma obra de moto próprio ou por determinação de outro homem. A esta cavilosa imputação o apóstolo responde de maneira incisiva, autorizada: o seu apostolado não proveio da parte de homens,

Relembrando seu encontro com Cristo na lendária estrada para Damasco, declara enfático que sua mensagem é diretamente de Jesus e de Deus Pai, que O ressuscitou dentre os mortos.

Pense: “Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo, e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos”. - Gl 1:1 – Almeida Revista e Atualizada.

Desafio: “Assim, rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial”. - At 26:19 – Nova Versão Internacional.


Terça-Feira, 4/10/2011 – › O EVANGELHO DE PAULO

A graça de Deus revelada em Cristo é o evangelho de Paulo. É o inesgotável tema das Escrituras. Precisa ser o centro de toda mensagem evangelística.

Constitui-se a graça na mais grandiosa manifestação de Deus ao homem. A vida das criaturas de Deus é dependente de Sua graça. Adão e Eva ao sair das mãos de Deus possuíam vida por graça. Quando pela desobediência foram envolvidos pelo pecado, a graça foi manifesta em superabundância para resgatá-los. Tão profunda e ilimitada é esta dádiva estupenda, que na eternidade porvir os salvos a estudarão sempre, nunca a esgotando.

Somos salvos unicamente por graça, sem poder apresentar mérito algum. A única coisa que podemos fazer como pecadores, é aceitar ou rejeitar a oferta gratuita de Deus. Aceitando-a, a graça envolve-nos, e de condenados a eterno infortúnio, morrendo para sempre, passamos a ser filhos e filhas de Deus, herdeiros e co-herdeiros com Cristo para viver para sempre. (Rm 8:17).

Acompanha a graça, outra preciosa dádiva do céu para o homem neste mundo conturbado – a paz. É Cristo quem a dá. “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou… Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. - Jo 14:27. Esta paz traz consigo a felicidade, anseio de cada coração. Traz tranqüilidade ao espírito mais turbado pelos duros embates íntimos, porque transmite a certeza de proteção e segurança. Esta paz inundando todo ser, é a prova mais evidente de nossa reconciliação com o Pai.

Pense: “Graça a vós outros e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo, o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai, a quem, seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém”. – Gl 1:3-5 – Almeida Revista e Atualizada.

Desafio: “Revelai o caminho da paz à alma turbada e acabrunhada, e manifestai a graça e suficiência do Salvador”. – Obreiros Evangélicos, pág. 160.


Quarta-Feira, 5/10/2011 – › NENHUM OUTRO EVANGELHO

“Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro Evangelho”. - Gl 1:6 – Almeida Revista e Atualizada.

“Admira-me” - Paulo vai direto ao ataque do problema espiritual surgido nas igrejas há muito pouco tempo estabelecidas na Galácia. Surpreso pela inconstância dos gálatas, Paulo é franco, enérgico. Como desprezavam com tanta facilidade e indiferença a oferta da graça divina, para aceitar uma pesada carga de ritos e cerimônias vazios e inoperantes? Esta leviana troca incita o zelo do apóstolo, levando-o a agir com firmeza e determinação. Se as doutrinas dos judaizantes, já sem valor prático para a experiência espiritual, com tanta rapidez entorpeceram a visão espiritual dos novos crentes, ele não podia perder tempo. De modo contundente, aplica o antídoto. “Admira-me” - é uma sacudida para despertar os inconscientes gálatas; é um chamado à reflexão.

Em realidade, o cerimonialismo era também o evangelho da salvação, a mensagem da cruz em símbolos, tipificando o Salvador que viria. Era o evangelho em figuras, a “sombra dos bens vindouros”. (Cl 2:17, Hb 10:1). Mas agora já viviam à realidade destes bens. A cruz projeta a “sombra” para o passado, e lança para o futuro fulgurantes raios de luz do evangelho real – Cristo. O evangelho da salvação foi sempre o mesmo desde a preciosa promessa proferida para Adão e Eva, assim que o inimigo os venceu. Os métodos para comunicar o evangelho é que foram vestidos da maneira apropriada para os que viveram à sombra da cruz e para os que vivem à glória da cruz.

Pense: “Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim como já dissemos, e agora repito, se alguém vos pregar evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema”. – Gl 1:8 e 9 – Almeida Revista e Atualizada.

Desafio: “O qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo”. – Gl 1:7 – Almeida Revista e Atualizada.


Quinta-Feira, 6/10/2011 – › A ORIGEM DO EVANGELHO DE PAULO

“Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo homens. Porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo”. – Gl 1:11 e 12 – Almeida Revista e Atualizada.

Defendendo-se da acusação dos judaizantes de que sua obra não provinha de Deus, e ansioso por provar que sinceramente labutara no erro, relembra seu maravilhoso chamado quando do memorável encontro com Cristo na estrada de Damasco. Fora chamado a assumir uma mudança de posição, e isto inesperadamente. Que decisão devia tomar! Decisão de conseqüências eternas para ele e para pecadores mergulhados no lamaçal do pecado.

Reforçando a sua afirmação de não haver consultado a ninguém, depois de sua conversão, salienta não haver subido a Jerusalém, mas buscado retiro solitário no deserto da Arábia, onde passou três anos em estudo e preparo. Dali, depois de lhe ser revelado o evangelho eterno, pelo próprio Senhor Jesus, voltou a Damasco onde primeiramente anunciou a mensagem a ele confiada.

No local onde findou a senda de perseguidor, iniciou a de perseguido. Não mais era um algoz, mas um homem com uma mensagem.

Certamente poderosa era a palavra do apóstolo. Ele pregava aquilo que vira e ouvira. E, “palavras inefáveis” foram ditas aos seus ouvidos. Ao transmitir esta experiência maravilhosa, o poder de Deus operava poderosamente nos ouvintes. A fama do campeão da cruz espalhou-se com rapidez.

Pense: “Quando, porém, ao que me separou antes de nascer e me chamou pela sua graça, aprouve revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, sem detença não consultei carne e sangue”, – Gl 1:15 e 16 – Almeida Revista e Atualizada.

Desafio: “Ouviam somente dizer: Aquele que, antes, nos perseguia, agora prega a fé que, outrora, procurava destruir”. – Gl 1:23 – Almeida Revista e Atualizada.


Sexta-Feira, 7/10/2011 – › ESTUDO ADICIONAL

Paulo volvera seu olhar para o alto. Seu coração ligou-se a Deus e a Sua causa redentora. Todas as suas afeições centralizavam-se em Cristo, o Salvador. Na vergonha da cruz estava a sua glória.

Seu único interesse era agradar a Deus, que o comissionara com a mais gloriosa tarefa – embaixador do Seu Reino.

“Cristo, o Pastor-chefe, confiou o cuidado de Seu rebanho a Seus ministros, como pastores ajudantes; e ordena-lhes que tenham o mesmo interesse que Ele manifestou, e sintam a responsabilidade sagrada do encargo que lhes cometeu. Mandou-lhes solenemente que sejam fiéis, que alimentem o rebanho, que fortaleçam as fracas, que reanimem as desfalecidas, e as defendam dos lobos devoradores”. – Patriarcas e Profetas, pág. 191

Sim, pode suceder de pastores fugirem aos pesados encargos de sua vocação, para tornar-se agradáveis a determinadas pessoas. Podem mesmo esquecer que o desagrado de Deus paira sobre eles. Paulo jamais admitira em sua longa experiência pastoral o suborno do agrado. Nunca foi relapso em sua obra. Ele era “servo de Cristo”.

Gloriosa é a missão do ministro, mas tremenda em suas responsabilidades. Paulo compreendera perfeitamente a grandeza do privilégio, bem como os magnos encargos da tarefa. Jamais, com todas as tribulações, trocaria a recompensa eterna do fiel atalaia do rebanho de Cristo pela transitória satisfação do louvor humano. “Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo”.

Pense: “A igreja de Cristo foi comprada com o Seu sangue, e cada pastor deve compenetrar-se de que as ovelhas sob seu cuidado custaram um sacrifício infinito. Deve considerar a cada uma delas como tendo um valor inapreciável, e ser incansável em seus esforços por conservá-las em estado salutar e próspero. O pastor que estiver embebido do espírito de Cristo imitará Seu exemplo abnegado, trabalhando constantemente pelo bem estar de seu rebanho; e este prosperará sob seu cuidado”. - Patriarcas e Profetas, pág. 192.

Desafio: “Todos serão chamados a prestar contas estritas de seu ministério”. - Patriarcas e Profetas, pág. 192.


Conheça o autor

  Pr. Albino Marks
Especialista em aconselhamento familiar e profundo estudioso da Bíblia, o pastor Albino Marks já atuou como preceptor (IAP, IACS, IAE-SP); capelão (IACS e Hospital do Pênfigo); diretor geral do IAP; departamental em várias associações e na UCB.

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FONTE: http://www.escolanoar.org.br/Novo/impressao.asp?nivel=adultos_pt&data=7/10/2011

 

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MEDITAÇÃO – MENSAGENS – ANO BÍBLICO

- Meditação Matinal de EGW (Português).:

Deus Transtorna a Natureza

“Então derramou o sétimo anjo a sua taça pelo ar, o saia grande voz do santuário, do lado de trono, dizendo- Feito está. E .sobrevieram relâmpagos, vozes o trovões, e ocorrerá grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a Terra; tal foi o terremoto, forte e grande”. Apoc. 16.17 e 18.
Precisamos estudar o derramamento da sétima taça. Os poderes do mal não capitularmos no conflito sem uma luta. – 7BC, 983.
Em meio dos céus agitados, acha-se um espaço claro de glória indescritível, donde vem a voz de Deus como o som de muitas águas, dizendo: “Está feito”. Apoc. 16:17.
Essa voz abala os céus e a Terra. Há um grande terremoto “como nunca tinha havido desde que há homens sobre a Terra: tal foi este tão grande Terremoto”. Apoc. 16:18. O firmamento parece abrir-se e fechar-se. A glória de trono de Deus dir-se-ia atravessar a atmosfera. As montanhas agitam- se como a cana ao vento, e anfractuosas rochas são espalhadas Por todos os lados. Há um estrondo como de uma tempestade a sobrevir. O mar é açoitado com fúria. Ouve-se o sibilar do furacão, semelhante à voz de demônios na mão de destruir. A Terra inteira se levanta, dilatando-se como as ondas do mar. Sua superfície está a quebrar-se. Seu próprio fundamento parece ceder. Cadeias de montanhas estão a soçobrar. Desaparecem ilhas habitadas. Os portos marítimos que, pela iniqüidade, se tornaram como Sodoma,, são tragados pelas águas enfurecias. A grande Babilônia veio em lembrança perante Deus, “para lhe dar o cálix do vinho da indignação da Sua ira”. Grandes pedras de saraiva, cada uma “do peso d
e um talento”, estão a fazer sua obra de destruição. (Apoc. 16:19 e 21.) As mar orgulhosas cidades da Terra são derribadas. Os suntuosos palácios em que os grandes homens do mundo dissiparam suas riquezas com a glorificação própria, desmoronam-se diante de seus olhas. As paredes elas prisões fendem-se, e o povo de Deus, que estivera retido em cativeiro por causa de sua fé, é libertado. – GC, 631 e 635.
Ano Bíblico: Zac. 1-4. Juvenis: S. Luc. 5.

Fonte: http://www.ellenwhitebooks.com/?l=100&p=278

- Meditação Matinal de EGW (Espanhol).:

DIOS TRASTORNA LA NATURALEZA

El séptimo ángel derramó su copa por el aire; y salió una gran voz del templo del cielo, del trono, diciendo: Hecho está. Entonces hubo relámpagos y voces y truenos, y un gran temblor de tierra, un terremoto tan grande, cual no lo hubo jamás desde que los hombres han estado sobre la tierra. (Apoc. 16: 17, 18).
Necesitamos estudiar el derramamiento de la séptima plaga. Las potencias del mal no abandonarán el conflicto sin lucha.*
En medio de los cielos conmovidos hay un claro de gloria indescriptible, de donde baja la voz de Dios semejante al ruido de muchas aguas, diciendo: “Hecho es” (Apoc. 16: 17).
Esa misma voz sacude los cielos y la tierra. Síguese un gran terremoto, “cual no fue jamás desde que los hombres han estado sobre la tierra” (vers. 18). El firmamento parece abrirse y cerrarse. La gloria del trono de Dios parece cruzar la atmósfera. Los montes son movidos como una caña al soplo del viento, y las rocas quebrantadas se esparcen por todos lados. Se oye un estruendo como de cercana tempestad. El mar es azotado con furor. Se oye el silbido del huracán, como voz de demonios en misión de destrucción. Toda la tierra se alborota e hincha como las olas del mar. Su superficie se raja. Sus mismos fundamentos parecen ceder. Se hunden cordilleras. Desaparecen islas habitadas. Los puertos marítimos que se volvieron como Sodoma por su corrupción, son tragados por las enfurecidas olas. “La grande Babilonia vino en memoria delante de Dios, para darle el cáliz del vino del furor de su ira” (vers. 19). Pedrisco grande, cada piedra, “como del peso de un talento” (vers. 21), hace
su obra de destrucción. Las más soberbias ciudades de la tierra son arrasadas. Los palacios suntuosos en que los magnates han malgastado sus riquezas en provecho de su gloria personal, caen en ruinas ante su vista. Los muros de las cárceles se parten de arriba abajo, y son libertados los hijos de Dios que habían sido apresados por su fe.*

Fonte: http://www.ellenwhitebooks.com/?l=101&p=278

- Meditação Matinal de EGW (Inglês).:

September 29 – God Overturns Nature

And the seventh angel poured out his vial into the air; and there came a great voice out of the temple of heaven, from the throne, saying, It is done. And there were voices, and thunders, and lightnings; and there was a great earthquake, such as was not since men were upon the earth, so mighty an earthquake, and so great. Rev. 16:17, 18.
We need to study the pouring out of the seventh vial. The powers of evil will not yield up the conflict without a struggle. {Mar 280.1}
In the midst of the angry heavens is one clear space of indescribable glory, whence comes the voice of God like the sound of many waters, saying: “It is done.” Revelation 16:17. {Mar 280.2}
That voice shakes the heavens and the earth. There is a mighty earthquake, “such as was not since men were upon the earth, so mighty an earthquake, and so great.” Verses 17, 18. The firmament appears to open and shut. The glory from the throne of God seems flashing through. The mountains shake like a reed in the wind, and ragged rocks are scattered on every side. There is a roar as of a coming tempest. The sea is lashed into fury. There is heard the shriek of a hurricane like the voice of demons upon a mission of destruction. The whole earth heaves and swells like the waves of the sea. Its surface is breaking up. Its very foundations seem to be giving away. Mountain chains are sinking. Inhabited islands disappear. The seaports that have become like Sodom for wickedness are swallowed up by the angry waters. Babylon the great has come in remembrance before God, “to give unto her the cup of the wine of the fierceness of his wrath.” Great hailstones, every one “about the weight o
f a talent,” are doing their work of destruction. Verses 19, 21. The proudest cities of the earth are laid low. The lordly palaces, upon which the world”s great men have lavished their wealth in order to glorify themselves, are crumbling to ruin before their eyes. Prison walls are rent asunder, and God”s people, who have been held in bondage for their faith, are set free. {Mar 280.3}

Fonte: http://www.ellenwhitebooks.com/?l=129&p=278

Na graça de nosso Senhor Jesus,

Daniel Gavin
Diretor Geral – Ellen White Books
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- Mensagens para Evangelistas.:

Obreiros de Cristo nunca devem pensar, muito menos falar em fracasso em sua obra. O Senhor Jesus é nossa eficiência em todas as coisas; Seu Espírito tem de ser nossa inspiração; e ao nos colocarmos em Suas mãos, para ser veículos de luz, nossos meios de fazer bem nunca se esgotarão. Poderemos sorver de Sua plenitude, e receber daquela graça que desconhece limites. Obreiros Evangélicos, pág. 19.

Fonte: http://www.ellenwhitebooks.com/?l=49&p=19

- Mensagens para Jovens.:

As crianças e os jovens podem ir ter com Jesus com suas preocupações e perplexidades, sabendo que Ele lhes respeitará os apelos, dando-lhes exatamente aquilo de que necessitam. Sede fervorosos; sede resolutos. Apresentai a promessa de Deus, e depois crede sem uma dúvida. Não espereis sentir emoções especiais antes de pensar que o Senhor responde. Não estipuleis certa maneira pela qual o Senhor deva operar em vosso favor, antes de crerdes que recebeis as coisas que Lhe pedis; mas confiai-Lhe na palavra, e deixai tudo nas mãos do Senhor, com plena fé de que vossa oração será honrada, e a resposta virá mesmo no momento e pela maneira que vosso Pai celeste vê ser para o vosso bem; e então vivei segundo as vossas orações. Andai humildemente, e conservai-vos avançando. Mensagens aos Jovens, pág. 123.

Fonte: http://www.ellenwhitebooks.com/?l=6&p=123

- Mensagens para Namorados.:

Minha prezada irmã, como discípula de Jesus, deves indagar qual será a influência do passo que estás para dar, não só sobre ti mesma, mas também sobre outros. Devem os seguidores de Cristo ser coobreiros de seu Senhor; devem ser “irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual”, diz Paulo, “resplandeceis como astro no mundo”. Filip. 2:15. Devemos receber os brilhantes raios do Sol da Justiça, e por nossas boas obras, fazê-los refletir sobre outros em raios claros e constantes, jamais vacilantes, nunca se obscurecendo. Não podemos ter certeza de não estarmos prejudicando os que nos cercam, a menos que estejamos exercendo positiva influência no sentido de dirigi-los rumo ao Céu. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 124.

Fonte: http://www.ellenwhitebooks.com/?l=24&p=124

- Mensagens para Pais.:

As crianças podem ser adestradas para o serviço do pecado, ou para o serviço da justiça. Diz Salomão: “Instrui ao menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer, não se desviará dele.” Prov. 22:6. Esta maneira de falar é positiva. O ensino que Salomão ordena, consiste em dirigir, educar e desenvolver. Mas a fim de fazerem os pais essa obra, devem eles próprios compreender o “caminho” em que a criança deve andar. É impossível aos pais dar a seus filhos o devido ensino, a menos que eles primeiramente se entreguem a Deus, aprendendo do grande Mestre lições de obediência à Sua vontade. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 108.

Fonte: http://www.ellenwhitebooks.com/?l=37&p=108

- Mensagens sobre Escola Sabatina.:

Muitos que professam ser cristãos não fazem mais do que apenas crer na Palavra de Deus. Não a estudam fervorosamente, mas desperdiçam precioso tempo na leitura de romances. Mera compreensão intelectual da Palavra de Deus não será suficiente para influenciar os hábitos da vida, pois a vida é regulada pelas condições do coração. Depois de os professores da Escola Sabatina terem ensinado as lições da revelação externa, apenas iniciaram seu trabalho e não devem cessar os esforços antes de obter evidências de que os preceitos do Céu não só foram aceitos pelo entendimento do aluno, mas gravados no coração. Testimonies on Sabbath School Work, págs. 57 e 58 e Conselhos Sobre a Escola Sabatina, pág. 37.

Fonte: http://www.ellenwhitebooks.com/?l=15&p=37

- Mensagens sobre Saúde.:

É costume bastante comum entre o povo do mundo, comer três vezes ao dia, além de comer a intervalos irregulares, entre as refeições; e a última refeição é em geral a mais abundante, sendo muitas vezes tomada justamente antes de deitar. Isto é transpor a ordem natural; uma refeição abundante nunca deve ser tomada tão tardiamente. Se essas pessoas mudassem sua prática, tomando só duas refeições ao dia, e coisa alguma entre elas, nem mesmo uma maçã, uma noz, ou qualquer espécie de fruta, o resultado se veria na forma de bom apetite e saúde muito melhorada. Review and Herald, 29 de julho de 1884. Conselhos Sobre o Regime Alimentar, págs. 181 e 182.

Fonte: http://www.ellenwhitebooks.com/?l=17&p=181

Na graça de nosso Senhor Jesus,

Daniel Gavin
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- Ano Bíblico (Português).:

Livro de Zacarias

Capítulo 1

1 – No oitavo mês do segundo ano de Dario veio a palavra do Senhor ao profeta Zacarias, filho de Berequias, filho de Ido, dizendo:
2 – O Senhor se irou fortemente contra vossos pais.
3 – Portanto dize-lhes: Assim diz o Senhor dos exércitos: Tornai-vos para mim, diz o Senhor dos exércitos, e eu me tornarei para vós, diz o Senhor dos exércitos.
4 – Não sejais como vossos pais, aos quais clamavam os profetas antigos, dizendo: Assim diz o Senhor dos exércitos: Convertei-vos agora dos vossos maus caminhos e das vossas más obras; mas não ouviram, nem me atenderam, diz o Senhor.
5 – Vossos pais, onde estão eles? E os profetas, viverão eles para sempre?
6 – Contudo as minhas palavras e os meus estatutos, que eu ordenei pelos profetas, meus servos, acaso não alcançaram a vossos pais? E eles se arrependeram, e disseram: Assim como o Senhor dos exércitos fez tenção de nos tratar, segundo os nossos caminhos, e segundo as nossas obras, assim ele nos tratou.
7 – Aos vinte e quatro dias do mês undécimo, que é o mês de sebate, no segundo ano de Dario, veio a palavra do Senhor ao profeta Zacarias, filho de Berequias, filho de Ido, dizendo:
8 – Olhei de noite, e vi um homem montado num cavalo vermelho, e ele estava parado entre as murtas que se achavam no vale; e atrás dele estavam cavalos vermelhos, baios e brancos.
9 – Então perguntei: Meu Senhor, quem são estes? Respondeu-me o anjo que falava comigo: Eu te mostrarei o que estes são.
10 – Respondeu, pois, o homem que estava parado entre as murtas, e disse: Estes são os que o Senhor tem enviado para percorrerem a terra.
11 – E eles responderam ao anjo do Senhor, que estava parado entre as murtas, e disseram: Nós temos percorrido a terra, e eis que a terra toda está tranqüila e em descanso.
12 – Então o anjo do Senhor respondeu, e disse: O Senhor dos exércitos, até quando não terás compaixão de Jerusalém, e das cidades de Judá, contra as quais estiveste indignado estes setenta anos?
13 – Respondeu o Senhor ao anjo que falava comigo, com palavras boas, palavras consoladoras.
14 – O anjo, pois, que falava comigo, disse-me: Clama, dizendo: Assim diz o Senhor dos exércitos: Com grande zelo estou zelando por Jerusalém e por Sião.
15 – E estou grandemente indignado contra as nações em descanso; porque eu estava um pouco indignado, mas eles agravaram o mal.
16 – Portanto, o Senhor diz assim: Voltei-me, agora, para Jerusalém com misericórdia; nela será edificada a minha casa, diz o Senhor dos exércitos, e o cordel será estendido sobre Jerusalém.
17 – Clama outra vez, dizendo: Assim diz o Senhor dos exércitos: As minhas cidades ainda se transbordarão de bens; e o Senhor ainda consolará a Sião, e ainda escolherá a Jerusalém.
18 – Levantei os meus olhos, e olhei, e eis quatro chifres.
19 – Eu perguntei ao anjo que falava comigo: Que é isto? Ele me respondeu: Estes são os chifres que dispersaram a Judá, a Israel e a Jerusalém.
20 – O Senhor mostrou-me também quatro ferreiros.
21 – Então perguntei: Que vêm estes a fazer? Ele respondeu, dizendo: Estes são os chifres que dispersaram Judá, de maneira que ninguém levantou a cabeça; mas estes vieram para os amedrontarem, para derrubarem os chifres das nações que levantaram os seus chifres contra a terra de Judá, a fim de a espalharem.

Capítulo 2

1 – Tornei a levantar os meus olhos, e olhei, e eis um homem que tinha na mão um cordel de medir.
2 – Então perguntei: Para onde vais tu? Respondeu-me ele: Para medir Jerusalém, a fim de ver qual é a sua largura e qual o seu comprimento.
3 – E eis que saiu o anjo que falava comigo, e outro anjo lhe saiu ao encontro,
4 – e lhe disse: Corre, fala a este mancebo, dizendo: Jerusalém será habitada como as aldeias sem muros, por causa da multidão, nela, dos homens e dos animais.
5 – Pois eu, diz o Senhor, lhe serei um muro de fogo em redor, e eu, no meio dela, lhe serei a glória.
6 – Ah, ah! fugi agora da terra do norte, diz o Senhor, porque vos espalhei como os quatro ventos do céu, diz o Senhor.
7 – Ah! Escapai para Sião, vós que habitais com a filha de Babilônia.
8 – Pois assim diz o Senhor dos exércitos: Para obter a glória ele me enviou às nações que vos despojaram; porque aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho.
9 – Porque eis aí levantarei a minha mão contra eles, e eles virão a ser a presa daqueles que os serviram; assim sabereis vós que o Senhor dos exércitos me enviou.
10 – Exulta, e alegra-te, ó filha de Sião; pois eis que venho, e habitarei no meio de ti, diz o Senhor.
11 – E naquele dia muitas nações se ajuntarão ao Senhor, e serão o meu povo; e habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos exércitos me enviou a ti.
12 – Então o Senhor possuirá a Judá como sua porção na terra santa, e ainda escolherá a Jerusalém.
13 – Cale-se, toda a carne, diante do Senhor; porque ele se levantou da sua santa morada.

Capítulo 3

1 – Ele me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do anjo do Senhor, e Satanás estava à sua mão direita, para se lhe opor.
2 – Mas o anjo do Senhor disse a Satanás: Que o Senhor te repreenda, ó Satanás; sim, o Senhor, que escolheu Jerusalém, te repreenda! Não é este um tição tirado do fogo?
3 – Ora Josué, vestido de trajes sujos, estava em pé diante do anjo.
4 – Então falando este, ordenou aos que estavam diante dele, dizendo: Tirai-lhe estes trajes sujos. E a Josué disse: Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniqüidade, e te vestirei de trajes festivos.
5 – Também disse eu: Ponham-lhe sobre a cabeça uma mitra limpa. Puseram-lhe, pois, sobre a cabeça uma mitra limpa, e vestiram-no; e o anjo do Senhor estava ali de pe.
6 – E o anjo do Senhor protestou a Josué, dizendo:
7 – Assim diz o Senhor dos exércitos: Se andares nos meus caminhos, e se observares as minhas ordenanças, também tu julgarás a minha casa, e também guardarás os meus átrios, e te darei lugar entre os que estão aqui.
8 – Ouve, pois, Josué, sumo sacerdote, tu e os teus companheiros que se assentam diante de ti, porque são homens portentosos; eis que eu farei vir o meu servo, o Renovo.
9 – Pois eis aqui a pedra que pus diante de Josué; sobre esta pedra única estão sete olhos. Eis que eu esculpirei a sua escultura, diz o Senhor dos exércitos, e tirarei a iniqüidade desta terra num só dia.
10 – Naquele dia, diz o Senhor dos exércitos, cada um de vós convidará o seu vizinho para debaixo da videira e para debaixo da figueira.

Capítulo 4

1 – Ora o anjo que falava comigo voltou, e me despertou, como a um homem que é despertado do seu sono;
2 – e me perguntou: Que vês? Respondi: Olho, e eis um castiçal todo de ouro, e um vaso de azeite em cima, com sete lâmpadas, e há sete canudos que se unem às lâmpadas que estão em cima dele;
3 – e junto a ele há duas oliveiras, uma à direita do vaso de azeite, e outra à sua esquerda.
4 – Então perguntei ao anjo que falava comigo: Meu senhor, que é isso?
5 – Respondeu-me o anjo que falava comigo, e me disse: Não sabes tu o que isso é? E eu disse: Não, meu senhor.
6 – Ele me respondeu, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos.
7 – Quem és tu, ó monte grande? Diante de Zorobabel tornar-te-ás uma campina; e ele trará a pedra angular com aclamações: Graça, graça a ela.
8 – Ainda me veio a palavra do Senhor, dizendo:
9 – As mãos de Zorobabel têm lançado os alicerces desta casa; também as suas mãos a acabarão; e saberás que o Senhor dos exércitos me enviou a vos.
10 – Ora, quem despreza o dia das coisas pequenas? pois estes sete se alegrarão, vendo o prumo na mão de Zorobabel. São estes os sete olhos do Senhor, que discorrem por toda a terra.
11 – Falei mais, e lhe perguntei: Que são estas duas oliveiras à direita e à esquerda do castiçal?
12 – Segunda vez falei-lhe, perguntando: Que são aqueles dois ramos de oliveira, que estão junto aos dois tubos de ouro, e que vertem de si azeite dourado?
13 – Ele me respondeu, dizendo: Não sabes o que é isso? E eu disse: Não, meu senhor.
14 – Então ele disse: Estes são os dois ungidos, que assistem junto ao Senhor de toda a terra.

- Pergunta sobre o Ano Bíblico.:

Quem foi o profeta que viu o sumo sacerdote com roupas sujas?
Resposta: Zacarias (capítulo 3)

- Curiosidades Bíblicas.:

Onde se lê na Bíblia que os israelitas foram advertidos para obedecerem a um Anjo?
Resposta: Êxodo 23:20,21.

Fonte: http://www.ellenwhitebooks.com/biblia.asp?lista=1&livro=2&capitulo=23

- Versos Bíblicos.:

As palavras do Senhor são palavras puras, como prata refinada numa fornalha de barro, purificada sete vezes. Salmos 12:6

Fonte: http://www.ellenwhitebooks.com/biblia.asp?lista=1&livro=19&capitulo=12&verso=6

- Ano Bíblico (Espanhol).:

Libro de Zacarias

Capítulo 1

1 – En el mes octavo del segundo año de Darío, vino la palabra de Jehovah al profeta Zacarías hijo de Berequías, hijo de Ido, diciendo:
2 – “Jehovah se Enojó en gran manera contra vuestros padres.
3 – Pero diles que Así ha dicho Jehovah de los Ejércitos: “Volveos a Mí, ha dicho Jehovah de los Ejércitos, y yo me volveré a vosotros”, ha dicho Jehovah de los Ejércitos.
4 – No Seáis como vuestros padres, a quienes los antiguos profetas proclamaron diciendo que Así ha dicho Jehovah de los Ejércitos: “Volveos de vuestros malos caminos y de vuestras malas obras”; pero no me escucharon ni me atendieron, dice Jehovah.
5 – Vuestros padres, ¿Dónde Están? Y los profetas, ¿han de vivir para siempre?
6 – Pero mis palabras y mis leyes que encomendé a mis siervos los profetas, ¿acaso no alcanzaron a vuestros padres? Por eso ellos se volvieron y dijeron: “Como Jehovah de los Ejércitos se propuso hacernos, conforme a nuestros caminos y conforme a nuestras obras, Así hizo con nosotros.””
7 – En el Día 24 del mes undécimo, el mes de Sebat, del segundo año de Darío, vino la palabra de Jehovah al profeta Zacarías hijo de Berequías, hijo de Ido, de esta manera:
8 – Tuve una Visión de noche, y he Aquí un hombre montado sobre un caballo rojo que estaba entre los mirtos que Había en una cañada. Detrás de él Había caballos rojos, bayos y blancos.
9 – Entonces pregunté: –¿Qué son éstos, señor Mío? Me dijo el ángel que hablaba conmigo: –Yo te mostraré qué son éstos.
10 – Y el hombre que estaba entre los mirtos Respondió diciendo: –Estos son los que Jehovah ha enviado para recorrer la tierra.
11 – Ellos se dirigieron al ángel de Jehovah que estaba entre los mirtos, y dijeron: –Hemos recorrido la tierra, y he Aquí que toda la tierra Está reposada y tranquila.
12 – Entonces el ángel de Jehovah se Expresó diciendo: “Oh Jehovah de los Ejércitos, ¿hasta Cuándo no Tendrás Compasión de Jerusalén y de las ciudades de Judá contra las cuales has estado airado durante setenta años?”
13 – Y Jehovah Respondió palabras buenas y palabras de consuelo al ángel que hablaba conmigo.
14 – Entonces me dijo el ángel que me hablaba: –Proclama diciendo que Así ha dicho Jehovah de los Ejércitos: “Tuve celo por Jerusalén y gran celo por Sion,
15 – y con gran enojo estoy airado contra las naciones que Están reposadas. Pues yo estaba un poco airado, pero ellas agravaron el desastre.
16 – Por tanto, Así ha dicho Jehovah, yo me he vuelto hacia Jerusalén con Compasión. En ella Será edificada mi casa, dice Jehovah de los Ejércitos, y el cordel Será tendido sobre Jerusalén.”
17 – Proclama Además diciendo que Así ha dicho Jehovah de los Ejércitos: “De nuevo se Desbordarán mis ciudades por la abundancia del bien; de nuevo Consolará Jehovah a Sion y Escogerá a Jerusalén.”
18 – Después alcé mis ojos y miré, y he Aquí cuatro cuernos.
19 – Pregunté al ángel que hablaba conmigo: –¿Qué son éstos? Y me Respondió: –Estos son los cuernos que dispersaron a Judá, a Israel y a Jerusalén.
20 – En seguida me Mostró cuatro herreros.
21 – Y yo pregunté: –¿Qué vienen a hacer éstos? Y me Respondió: –Aquéllos eran los cuernos que dispersaron a Judá, de tal manera que ninguno pudo levantar su cabeza. Pero éstos han venido para hacerlos temblar, para derribar los cuernos de las naciones que alzaron el cuerno contra la tierra de Judá, para dispersarla.

Capítulo 2

1 – Después alcé mis ojos y miré, y he Aquí un hombre que Tenía en su mano una cuerda de medir.
2 – Le pregunté: –¿A Dónde vas? Y él me Respondió: –A medir a Jerusalén, para ver Cuál es su ancho y Cuál es su largo.
3 – Y he Aquí, cuando Salía el ángel que hablaba conmigo, otro ángel le Salió al encuentro
4 – y le dijo: –Corre y di a ese joven: “Jerusalén Será habitada sin muros a causa de la multitud de la gente y del ganado que Habrá en medio de ella.
5 – Y yo seré para ella un muro de fuego alrededor y estaré en medio de ella como su Gloria, dice Jehovah.
6 – ¡Ea, ea! Huid de la tierra del norte, dice Jehovah, pues que os Esparcí por los cuatro vientos de los cielos, dice Jehovah.
7 – ¡Ea, Sion! Escápate Tú que habitas con la hija de Babilonia.”
8 – Porque Así ha dicho Jehovah de los Ejércitos, después que la Gloria me enviara a las naciones que os despojaron (porque el que os toca, toca la niña de su ojo):
9 – “Porque he Aquí, alzo mi mano sobre ellos, y Serán Botín para los que fueron sus esclavos.” Así sabréis que Jehovah de los Ejércitos me ha enviado.
10 – “¡Canta y alégrate, oh hija de Sion, porque he Aquí que vengo, y habitaré en medio de ti!, dice Jehovah.
11 – En aquel Día se Unirán a Jehovah muchas naciones, y Serán mi pueblo. Y habitaré en medio de ti.” Entonces conoceréis que Jehovah de los Ejércitos me ha enviado a ti.
12 – Jehovah Poseerá a Judá como su heredad en la tierra santa, y de nuevo Escogerá a Jerusalén.
13 – ¡Calle todo mortal delante de Jehovah, porque él se ha despertado en su santa morada!

Capítulo 3

1 – Después me Mostró a Josué, el sumo sacerdote, el cual estaba delante del ángel de Jehovah; y Satanás estaba a su mano derecha para acusarle.
2 – Jehovah dijo a Satanás: –Jehovah te reprenda, oh Satanás. Jehovah, quien ha escogido a Jerusalén, te reprenda. ¿No es éste un Tizón arrebatado del fuego?
3 – Josué estaba delante del ángel, vestido con vestiduras sucias.
4 – Entonces el ángel Habló y Ordenó a los que estaban delante de él, diciendo: –Quitadle esas vestiduras sucias. –Y a Josué dijo–: Mira que he quitado de ti tu iniquidad y te visto con ropa de gala.
5 – –También dijo–: Pongan sobre su cabeza un turbante limpio. Pusieron un turbante limpio sobre su cabeza y le vistieron con sus vestiduras. El ángel de Jehovah estaba de pie.
6 – Y el ángel de Jehovah Advirtió a Josué diciendo:
7 – –Así ha dicho Jehovah de los Ejércitos: “Si andas en mis caminos y guardas mi ordenanza, Tú también Gobernarás mi casa y Guardarás mis atrios; y yo te daré libre acceso entre éstos que Están de pie.
8 – Escucha, pues, oh Josué, sumo sacerdote; Tú, y tus amigos que se sientan delante de ti, puesto que son hombres de Carácter Simbólico: He Aquí yo traigo a mi siervo, el Retoño.
9 – Porque he Aquí que yo mismo grabaré aquella piedra que he puesto delante de Josué (sobre esta única piedra hay siete ojos), dice Jehovah de los Ejércitos, y quitaré la iniquidad de la tierra en un solo Día.
10 – En aquel Día, dice Jehovah de los Ejércitos, cada uno de vosotros Invitará a su amigo para estar debajo de su vid y debajo de su higuera.”

Capítulo 4

1 – El ángel que hablaba conmigo Volvió y me Despertó, como a un hombre que es despertado de su sueño.
2 – Y me Preguntó: –¿Qué ves? Yo Respondí: –He Aquí, veo un candelabro hecho todo de oro, con un Depósito encima, y en la parte superior del candelabro Están sus siete Lámparas con sus siete conductos para las mechas.
3 – Sobre él hay dos olivos, uno a la derecha del Depósito, y otro a su izquierda.
4 – –Proseguí y pregunté al ángel que hablaba conmigo–: ¿Qué son éstos, señor Mío?
5 – Y el ángel que hablaba conmigo me Respondió: –¿No sabes qué son éstos? Yo dije: –No, señor Mío.
6 – Entonces me Explicó diciendo: –Esta es la palabra de Jehovah para Zorobabel: “No con ejército, ni con fuerza, sino con mi Espíritu, ha dicho Jehovah de los Ejércitos.
7 – ¿Quién eres Tú, oh gran montaña? ¡Delante de Zorobabel Serás aplanada! El Sacará la piedra principal con aclamaciones de “¡Qué hermosa, qué hermosa!””
8 – Entonces vino a Mí la palabra de Jehovah diciendo:
9 – “Las manos de Zorobabel pusieron los cimientos de este templo, y sus mismas manos lo Terminarán.” Así conoceréis que Jehovah de los Ejércitos me ha enviado a vosotros.
10 – ¿Quién Despreció el Día de las pequeñeces? ¡Se Alegrarán al ver la plomada en la mano de Zorobabel! (Aquellos siete ojos son los de Jehovah, que recorren toda la tierra.)
11 – Y le hablé diciendo: –¿Qué significan estos dos olivos a la derecha y a la izquierda del candelabro?
12 – –Hablé de nuevo y le pregunté–: ¿Qué significan las dos ramas de olivo que Están al lado de los tubos de oro y que vierten de Sí aceite como oro?
13 – Me Respondió: –¿No sabes qué son éstos? Yo dije: –No, señor Mío.
14 – Y él dijo: –Estos son los dos que fueron ungidos con aceite y que Están delante del Señor de toda la tierra.

- Ano Bíblico (Inglês).:

Book of Zacarias

Chapter 1

1 – In the eighth month, in the second year of Darius, the word of the Lord came to Zechariah, the son of Berechiah, the son of Iddo the prophet, saying,
2 – The Lord has been very angry with your fathers:
3 – And you are to say to them, These are the words of the Lord of armies: Come back to me, says the Lord of armies, and I will come back to you.
4 – Be not like your fathers, to whom the voice of the earlier prophets came, saying, Be turned now from your evil ways and from your evil doings: but they did not give ear to me or take note, says the Lord.
5 – Your fathers, where are they? and the prophets, do they go on living for ever?
6 – But my words and my orders, which I gave to my servants the prophets, have they not overtaken your fathers? and turning back they said, As it was the purpose of the Lord of armies to do to us, in reward for our ways and our doings, so has he done.
7 – On the twenty-fourth day of the eleventh month, the month Shebat, in the second year of Darius, the word of the Lord came to Zechariah, the son of Berechiah, the son of Iddo the prophet, saying,
8 – I saw in the night a man on a red horse, between the mountains in the valley, and at his back were horses, red, black, white, and of mixed colours.
9 – Then I said, O my lord, what are these? And the angel who was talking to me said to me, I will make clear to you what they are.
10 – And the man who was between the mountains, answering me, said, These are those whom the Lord has sent to go up and down through the earth.
11 – And the man who was between the mountains, answering, said to the angel of the Lord, We have gone up and down through the earth, and all the earth is quiet and at rest.
12 – Then the angel of the Lord, answering, said, O Lord of armies, how long will it be before you have mercy on Jerusalem and on the towns of Judah against which your wrath has been burning for seventy years?
13 – And the Lord gave an answer in good and comforting words to the angel who was talking to me.
14 – And the angel who was talking to me said to me, Let your voice be loud and say, These are the words of the Lord of armies: I am greatly moved about the fate of Jerusalem and of Zion.
15 – And I am very angry with the nations who are living untroubled: for when I was only a little angry, they made the evil worse.
16 – So this is what the Lord has said: I have come back to Jerusalem with mercies; my house is to be put up in her, says the Lord of armies, and a line is to be stretched out over Jerusalem.
17 – And again let your voice be loud and say, This is what the Lord of armies has said: My towns will again be overflowing with good things, and again the Lord will give comfort to Zion and take Jerusalem for himself.
18 – And lifting up my eyes I saw four horns.
19 – And I said to the angel who was talking to me, What are these? And he said to me, These are the horns which have sent Judah, Israel, and Jerusalem in flight.
20 – And the Lord gave me a vision of four metal-workers.
21 – Then I said, What have these come to do? And he said, These are the horns which sent Judah in flight, and kept him from lifting up his head: but these men have come to send fear on them and to put down the nations who are lifting up their horns against the land of Judah to send it in flight.

Chapter 2

1 – And lifting up my eyes, I saw a man with a measuring-line in his hand.
2 – And I said to him, Where are you going? And he said to me, To take the measure of Jerusalem, to see how wide and how long it is.
3 – And the angel who was talking to me went out, and another angel went out, and, meeting him,
4 – Said to him, Go quickly and say to this young man, Jerusalem will be an unwalled town, because of the great number of men and cattle in her.
5 – For I, says the Lord, will be a wall of fire round about her, and I will be the glory inside her.
6 – Ho, ho! go in flight from the land of the north, says the Lord: for I have sent you far and wide to the four winds of heaven, says the Lord.
7 – Ho! Zion, go in flight from danger, you who are living with the daughter of Babylon.
8 – For this is what the Lord of armies has said: In the way of glory he has sent me to the nations which have taken your goods: for anyone touching you is touching what is most dear to him.
9 – For at the shaking of my hand over them, their goods will be taken by those who were their servants: and you will see that the Lord of armies has sent me.
10 – Give songs of joy, O daughter of Zion: for I come, and I will make my resting-place among you, says the Lord.
11 – And a number of nations will be joined to the Lord in that day, and will become my people; and I will be living among you, and you will see that the Lord of armies has sent me to you.
12 – And Judah will be the Lord´s heritage in the holy land, and Jerusalem will again be his.
13 – Let all flesh be quiet and make no sound before the Lord: for he is awake and has come from his holy resting-place.

Chapter 3

1 – And he let me see Joshua, the high priest, in his place before the angel of the Lord, and the Satan at his right hand ready to take up a cause against him.
2 – And the Lord said to the Satan, May the Lord´s word be sharp against you, O Satan, the word of the Lord who has taken Jerusalem for himself: is this not a burning branch pulled out of the fire?
3 – Now Joshua was clothed in unclean robes, and he was in his place before the angel.
4 – And he made answer and said to those who were there before him, Take the unclean robes off him, and let him be clothed in clean robes;
5 – And let them put a clean head-dress on his head. So they put a clean head-dress on his head, clothing him with clean robes: and to him he said, See, I have taken your sin away from you.
6 – And the angel of the Lord made a statement to Joshua, and said,
7 – These are the words of the Lord of armies: If you will go in my ways and keep what I have put in your care, then you will be judge over my Temple and have the care of my house, and I will give you the right to come in among those who are there.
8 – Give ear now, O Joshua, the high priest, you and your friends who are seated before you; for these are men who are a sign: for see, I will let my servant the Branch be seen.
9 – For see, the stone which I have put before Joshua; on one stone are seven eyes: see, the design cut on it will be my work, says the Lord of armies, and I will take away the sin of that land in one day.
10 – In that day, says the Lord of armies, you will be one another´s guests under the vine and under the fig-tree.

Chapter 4

1 – And the angel who was talking to me came again, awaking me as a man out of his sleep.
2 – And he said to me, What do you see? And I said, I see a light-support, made all of gold, with its cup on the top of it and seven lights on it; and there are seven pipes to every one of the lights which are on the top of it;
3 – And two olive-trees by it, one on the right side of the cup and one on the left.
4 – And I made answer and said to the angel who was talking to me, What are these, my lord?
5 – Then the angel who was talking to me, answering me, said, Have you no knowledge of what these are? And I said, No, my lord.
6 – This is the word of the Lord to Zerubbabel, saying, Not by force or by power, but by my spirit, says the Lord of armies.
7 – Who are you, O great mountain? before Zerubbabel you will become level: and he will let all see the headstone, with cries of Grace, grace, to it.
8 – Then the word of the Lord came to me, saying,
9 – The hands of Zerubbabel have put the base of this house in place, and his hands will make it complete; and it will be clear to you that the Lord of armies has sent me to you.
10 – For who has had a poor opinion of the day of small things? for they will be glad when they see the weighted measuring-line in the hand of Zerubbabel. Then he said in answer to me, These seven lights are the eyes of the Lord which go quickly up and down through all the earth.
11 – And I made answer and said to him, What are these two olive-trees on the right side of the light-support and on the left?
12 – And answering a second time, I said to him, What are these two olive branches, through whose gold pipes the oil is drained out?
13 – And he said in answer to me, Have you no knowledge what these are? And I said, No, my lord.
14 – And he said, These are the two sons of oil, whose place is by the Lord of all the earth.

Na graça de nosso Senhor Jesus,

Daniel Gavin
Diretor Geral – Ellen White Books
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- Meditação Matinal de EGW (Português).:

Livramento à Meia-Noite

“De repente [os ímpios] morrem; à meia-noite os Povos são perturbados, e passam, e os poderosos são tomados por força invisível”. Jó 34:20.
[Deus] sempre tem escolhido extremidades, ocasiões em que parecia não haver possibilidade de libertamento das operações de Satanás, para a manifestação de Seu poder. – 2TS, 321.
As potestades do céu serão abaladas com a voz de Deus. Então o Sol, a Lua e as estrelas se moverão em seus lugares. Não passarão, mas serão abalados pela voz de Deus.
Nuvens negras e densas subiam e chocavam-se entre si. A atmosfera abriu-se e recuou; pudemos então olhar através do espaço aberto em Órion, donde vinha a voz de Deus. PE, 41.
Depois que o povo ouviu a voz de Deus, eles se encontram em desespero e angústia como nunca houve desde que houve nação, e nisto o povo de Deus sofrerá aflição. As nuvens do céu chocar-se-ão, e haverá trevas. Então aquela voz provém do céu e as nuvens começam a enrolar-se como um pergaminho, e ali está o brilhante e claro sinal do Filho do Homem. Os filhos de Deus sabem o que significa essa nuvem. – MS 1, 1860.
É à meia-noite que Deus manifesta o Seu poder para o livramento de Seu povo. O Sol aparece resplandecendo em sua força. Sinais e maravilhas se seguem em rápida sucessão. os ímpios contemplam a cena com terror e espanto, enquanto os justos vêem com solene alegria os sinais de seu livramento. Tudo na Natureza parece desviado de seu curso. As correntes de água deixam de fluir. Nuvens negras e pesadas sobem e chocam-se umas nas outras. Em meio dos céus agitados, acha-se um espaço claro de glória indescritível, donde vem a voz de Deus como o som de muitas águas, dizendo: “Está feito”. Apoc. 16:17. – GC, 634.
Os cento e quarenta e quatro mil triunfaram. Sua face se iluminou com a glória de Deus. – PE, 37.
Quando a voz de Deus põe fim ao cativeiro de Seu povo, há um terrível despertar daqueles que tudo perderam no grande conflito da vida . – GC, 6,50.
O dia da ira para os inimigos de Deus é o dia de final livramento para a Sua igreja. – PR, 727.
Ano Bíblico: Ageu. Juvenis: S. Luc. 4.

Fonte: http://www.ellenwhitebooks.com/?l=100&p=277

- Meditação Matinal de EGW (Espanhol).:

LIBRADOS A MEDIANOCHE

En un momento morirán, y a medianoche se alborotarán los pueblos, y pasarán, y sin mano será quitado el poderoso. (Job 34: 20).
[Dios] siempre eligió para manifestar su poder los momentos de extrema necesidad, cuándo no parecían tener posibilidad de verse librados de la acción de Satanás.*
Es a medianoche cuando Dios manifiesta su poder para librar a su pueblo. Sale el sol en todo su esplendor. Sucédense señales y prodigios con rapidez. Los malos miran la escena con terror y asombro, mientras los justos contemplan con gozo las señales de su liberación. La naturaleza entera parece trastornada. Los ríos dejan de correr. Nubes negras y pesadas se levantan y chocan unas con otras. En medio de los cielos conmovidos hay un claro de gloria indescriptible, de donde baja la voz de Dios semejante al ruido de muchas aguas, diciendo: “Hecho es” (Apoc. 1: 17).*
Las potestades del cielo se conmoverán a la voz de Dios. Entonces el sol, la luna y las estrellas se desquiciarán de su lugar. No se aniquilarán, sino que se conmoverán a la voz de Dios.
Sobrevinieron sombrías y densas nubes que se entrechocaban unas con otras. La atmósfera se dividió y se arrolló atrás, y entonces pudimos ver en Orión un espacio abierto de donde salió la voz de Dios.*
Después de oír la voz de Dios, la gente se halla en una desesperación y angustia tal, cual nunca hubo desde que existe nación, y entonces el pueblo de Dios sufrirá aflicción también. Las nubes del cielo se entrechocarán y habrá tinieblas. Entonces se oye aquella voz del cielo y las nubes comienzan a enrollarse como un pergamino, y aparece la señal clara y brillante del Hijo del hombre. Los hijos de Dios saben lo que significa esa nube.*
Los 144.000 triunfaron. Sus rostros fueron iluminados por la gloria de Dios. *
Cuando la voz de Dios ponga fin al cautiverio de su pueblo será terrible el despertar para los que lo hayan perdido todo en la gran lucha de la vida.*
El día de la ira para los enemigos de Dios es el día de la liberación final para su iglesia.*

Fonte: http://www.ellenwhitebooks.com/?l=101&p=277

- Meditação Matinal de EGW (Inglês).:

September 28 – Midnight Deliverance

In a moment shall they [the wicked] die, and the people shall be troubled at midnight, and pass away: and the mighty shall be taken away without hand. Job 34:20.
He [God] has always chosen extremities, when there seemed no possible chance for deliverance from Satan”s workings, for the manifestation of His power. {Mar 279.1}
It is at midnight that God manifests His power for the deliverance of His people. The sun appears, shining in its strength. Signs and wonders follow in quick succession. The wicked look with terror and amazement upon the scene, while the righteous behold with solemn joy the tokens of their deliverance. Everything in nature seems turned out of its course. The streams cease to flow. Dark, heavy clouds come up and clash against each other. In the midst of the angry heavens is one clear space of indescribable glory, whence comes the voice of God like the sound of many waters, saying: “It is done.” Revelation 16:17. {Mar 279.2}
The powers of heaven will be shaken at the voice of God. Then the sun, moon, and stars will be moved out of their places. They will not pass away, but be shaken by the voice of God. {Mar 279.3}
Dark, heavy clouds came up and clashed against each other. The atmosphere parted and rolled back; then we could look up through the open space in Orion, whence came the voice of God. {Mar 279.4}
Now in regard to the coming of the Son of man, this will not take place until after the mighty earthquake shakes the earth after the people have heard the voice of God. They are in despair and trouble such as never was since there was a nation, and in this the people of God will suffer affliction. The clouds of heaven will clash and there will be darkness. Then that voice comes from heaven and the clouds begin to roll back like a scroll, and there is the bright, clear sign of the Son of man. The children of God know what that cloud means. {Mar 279.5}
The 144,000 triumphed. Their faces were lighted up with the glory of God. {Mar 279.6}
When the voice of God turns the captivity of His people, there is a terrible awakening of those who have lost all in the great conflict of life. {Mar 279.7}
The day of wrath to the enemies of God is the day of final deliverance to His church. {Mar 279.8}

Fonte: http://www.ellenwhitebooks.com/?l=129&p=277

Na graça de nosso Senhor Jesus,

Daniel Gavin
Diretor Geral – Ellen White Books
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- Mensagens para Evangelistas.:

A maior obra, o mais nobre esforço em que se possam homens empenhar, é encaminhar pecadores ao Cordeiro de Deus. Ministros fiéis são colaboradores do Senhor na realização de Seus desígnios. Deus lhes diz: Ide, ensinai e pregai a Cristo. Instruí e educai a todos os que não Lhe conhecem a graça, a bondade e a misericórdia. Ensinai ao povo. “Como, pois, invocarão Aquele em quem não creram? E como crerão nAquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?” Rom. 10:14. Obreiros Evangélicos, págs. 18 e 19.

Fonte: http://www.ellenwhitebooks.com/?l=49&p=18

- Mensagens para Jovens.:

Muitos dos jovens não têm como assentado princípio o servir a Deus. Sucumbem sob qualquer nuvem, e não têm poder de resistência. Não crescem na graça. Parecem guardar os mandamentos de Deus, mas não estão sujeitos à Sua lei, nem em verdade podem estar. Seu coração carnal tem de ser mudado. Têm de ver beleza na santidade: então anelarão por ela como o cervo pelas correntes das águas; então amarão a Deus e a Sua lei; o jugo de Cristo será suave, e o Seu fardo leve. Mensagens aos Jovens, pág. 102.

Fonte: http://www.ellenwhitebooks.com/?l=6&p=102

- Mensagens para Namorados.:

Há no mundo cristão uma assombrosa, alarmante indiferença para com os ensinos da Palavra de Deus acerca do casamento de cristãos com descrentes. Muitos que professam amar e temer a Deus preferem seguir a inclinação de seu próprio espírito, em vez de tomarem conselho com a Sabedoria Infinita. Em uma questão que interessa vitalmente a felicidade e bem-estar de ambas as partes, para este mundo e o porvir, a razão, o juízo e o temor de Deus são postos de parte, permitindo-se que domine o cego impulso, a obstinada determinação. Homens e mulheres de outro modo sensatos e conscienciosos, fecham os ouvidos aos conselhos; são surdos aos apelos e rogos de amigos e parentes, e dos servos de Deus. A expressão de um aviso ou advertência é considerada impertinente intromissão, e o amigo que é fiel bastante para pronunciar uma admoestação, é tratado como inimigo. Tudo isto é como Satanás deseja. Ele tece seu encanto em volta da alma, e esta se torna enfeitiçada, apaixonada. A razão deixa ca
ir as rédeas do domínio próprio sobre o colo da concupiscência, a paixão não santificada toma o domínio até que, demasiado tarde, a vítima desperta para uma vida de miséria e escravidão. Não é este um quadro traçado pela imaginação, mas apresentação de fatos. Deus não dá Sua sanção a uniões que Ele proibiu expressamente. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 123.

Fonte: http://www.ellenwhitebooks.com/?l=24&p=123

- Mensagens para Pais.:

Na escola do lar, que é o curso inicial, deve-se utilizar o melhor talento. Sobre todos os pais repousa o dever de proporcionar instrução física, mental e espiritual. Deve ser o objetivo de cada pai alcançar para seu filho um caráter bem equilibrado e simétrico. Tal é uma obra de não pequena grandeza e importância, e que requer ardoroso pensamento e oração, não menos que esforço paciente e perseverante. Deve-se pôr um fundamento correto, fazer uma armação forte e firme, prosseguindo então, dia após dia, na obra de edificar, polir e aperfeiçoar. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, págs. 107 e 108.

Fonte: http://www.ellenwhitebooks.com/?l=37&p=107

- Mensagens sobre Escola Sabatina.:

Se sois chamados para ser mestres em qualquer ramo da obra de Deus, sois também chamados para ser discípulos na escola de Cristo. Se tomais sobre vós a sagrada responsabilidade de ensinar outros, tendes o dever de ir ao âmago do assunto que procurais ensinar. Se, na Escola Sabatina, apresentais a vossos alunos um assunto da Palavra de Deus, deveis esclarecer de tal maneira a razão de vossa fé que vossos alunos se convençam de sua veracidade. Deveis examinar e comparar diligentemente as evidências da Palavra de Deus nas mensagens por Ele enviadas à igreja, para que saibais o que é a verdade e sejais capazes de guiar na vereda da justiça, os que em vós confiam. Conselhos Sobre a Escola Sabatina, pág. 31.

Fonte: http://www.ellenwhitebooks.com/?l=15&p=31

- Mensagens sobre Saúde.:

Em geral as crianças não são ensinadas com respeito à importância de quando, como, e o que devem comer. Permite-se-lhes condescender livremente com os seus gostos, comer a todas as horas, servir-se de frutas quando estas lhes tentam os olhos, e isto, juntamente com tortas, bolos, pão e manteiga, e doces comidos quase constantemente, torna-os glutões e dispépticos. Os órgãos digestivos, qual moinho a trabalhar continuamente, tornam-se debilitados, a força vital é chamada do cérebro para ajudar o estômago em sua sobrecarga, eas faculdades mentais são assim enfraquecidas. O estímulo desnatural e o desgaste das forças vitais tornam-nos nervosos, impacientes quando refreados, teimosos e irritadiços. Health Reformer, maio de 1877 e Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 181.

Fonte: http://www.ellenwhitebooks.com/?l=17&p=181

Na graça de nosso Senhor Jesus,

Daniel Gavin
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- Ano Bíblico (Português).:

Livro de Ageu

Capítulo 1

1 – No segundo ano do rei Dario, no sexto mês, no primeiro dia do mês, veio a palavra do Senhor, por intermédio do profeta Ageu, a Zorobabel, governador de Judá, filho de Sealtiel, e a Josué, o sumo sacerdote, filho de Jeozadaque, dizendo:
2 – Assim fala o Senhor dos exércitos, dizendo: Este povo diz: Não veio ainda o tempo, o tempo de se edificar a casa do Senhor.
3 – Veio, pois, a palavra do Senhor, por intermédio do profeta Ageu, dizendo:
4 – Acaso é tempo de habitardes nas vossas casas forradas, enquanto esta casa fica desolada?
5 – Ora pois, assim diz o Senhor dos exércitos: Considerai os vossos caminhos.
6 – Tendes semeado muito, e recolhido pouco; comeis, mas não vos fartais; bebeis, mas não vos saciais; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o para o meter num saco furado.
7 – Assim diz o Senhor dos exércitos: Considerai os vossos caminhos.
8 – Subi ao monte, e trazei madeira, e edificai a casa; e dela me deleitarei, e serei glorificado, diz o Senhor.
9 – Esperastes o muito, mas eis que veio a ser pouco; e esse pouco, quando o trouxestes para casa, eu o dissipei com um assopro. Por que causa? diz o Senhor dos exércitos. Por causa da minha casa, que está em ruínas, enquanto correis, cada um de vós, à sua própria casa.
10 – Por isso os céus por cima de vós retêm o orvalho, e a terra retém os seus frutos.
11 – E mandei vir a seca sobre a terra, e sobre as colinas, sobre o trigo e o mosto e o azeite, e sobre tudo o que a terra produz; como também sobre os homens e os animais, e sobre todo o seu trabalho.
12 – Então Zorobabel, filho de Sealtiel, e o sumo sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, juntamente com todo o resto do povo, obedeceram a voz do Senhor seu Deus, e as palavras do profeta Ageu, como o Senhor seu Deus o tinha enviado; e temeu o povo diante do Senhor.
13 – Então Ageu, o mensageiro do Senhor, falou ao povo, conforme a mensagem do Senhor, dizendo: Eu sou convosco, e diz o Senhor.
14 – E o Senhor suscitou o espírito do governador de Judá Zorobabel, filho de Sealtiel, e o espírito do sumo sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, e o espírito de todo o resto do povo; e eles vieram, e começaram a trabalhar na casa do Senhor dos exércitos, seu Deus,
15 – ao vigésimo quarto dia do sexto mês.

Capítulo 2

1 – No segundo ano do rei Dario, no sétimo mês, ao vigésimo primeiro do mês, veio a palavra do Senhor por intermédio do profeta Ageu, dizendo:
2 – Fala agora ao governador de Judá, Zorobabel, filho de Sealtiel, e ao sumo sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, e ao resto do povo, dizendo:
3 – Quem há entre vós, dos sobreviventes, que viu esta casa na sua primeira glória? Em que estado a vedes agora? Não é como nada em vossos olhos?
4 – Ora, pois, esforça-te, Zorobabel, diz o Senhor, e esforça-te, sumo sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, e esforçai-vos, todo o povo da terra, diz o Senhor, e trabalhai; porque eu sou convosco, diz o Senhor dos exércitos,
5 – segundo o pacto que fiz convosco, quando saístes do Egito, e o meu Espírito habita no meio de vós; não temais.
6 – Pois assim diz o Senhor dos exércitos; Ainda uma vez, daqui a pouco, e abalarei os céus e a terra, o mar e a terra seca.
7 – Abalarei todas as nações; e as coisas preciosas de todas as nações virão, e encherei de glória esta casa, diz o Senhor dos exércitos.
8 – Minha é a prata, e meu é o ouro, diz o Senhor dos exércitos.
9 – A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos exércitos; e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos exércitos.
10 – Ao vigésimo quarto dia do mês nono, no segundo ano de Dario, veio a palavra do Senhor ao profeta Ageu, dizendo:
11 – Assim diz o Senhor dos exércitos: Pergunta agora aos sacerdotes, acerca da lei, dizendo:
12 – Se alguém levar na aba de suas vestes carne santa, e com a sua aba tocar no pão, ou no guisado, ou no vinho, ou no azeite, ou em qualquer outro mantimento, ficará este santificado? E os sacerdotes responderam: Não.
13 – Então perguntou Ageu: Se alguém, que for contaminado pelo contato com o corpo morto, tocar nalguma destas coisas, ficará ela imunda? E os sacerdotes responderam: Ficará imunda.
14 – Ao que respondeu Ageu, dizendo: Assim é este povo, e assim é esta nação diante de mim, diz o Senhor; assim é toda a obra das suas mãos; e tudo o que ali oferecem imundo é.
15 – Agora considerai o que acontece desde aquele dia. Antes que se lançasse pedra sobre pedra no templo do Senhor,
16 – quando alguém vinha a um montão de trigo de vinte medidas, havia somente dez; quando vinha ao lagar para tirar cinqüenta, havia somente vinte.
17 – Feri-vos com mangra, e com ferrugem, e com saraiva, em todas as obras das vossas mãos; e não houve entre vós quem voltasse para mim, diz o Senhor.
18 – Considerai, pois, eu vos rogo, desde este dia em diante, desde o vigésimo quarto dia do mês nono, desde o dia em que se lançaram os alicerces do templo do Senhor, sim, considerai essas coisas.
19 – Está ainda semente no celeiro? A videira, a figueira, a romeira, e a oliveira ainda não dão os seus frutos? Desde este dia hei de vos abençoar.
20 – Veio pela segunda vez a palavra do Senhor a Ageu, aos vinte e quatro do mês, dizendo:
21 – Fala a Zorobabel, governador de Judá, dizendo: Abalarei os céus e a terra;
22 – e derrubarei o trono dos reinos, e destruirei a força dos reinos das nações; destruirei o carro e os que nele andam; os cavalos e os seus cavaleiros cairão, cada um pela espada do seu irmão.
23 – Naquele dia, diz o Senhor dos exércitos, tomar-te-ei, ó Zorobabel, servo meu, filho de Sealtiel, diz o Senhor, e te farei como um anel de selar; porque te escolhi, diz o Senhor dos exércitos.

- Pergunta sobre o Ano Bíblico.:

Quem foi o profeta que servia de porta-voz de Deus para Zorababel, governador de Judá?
Resposta: Ageu (capítulos 1 e 2)

- Curiosidades Bíblicas.:

Onde se encontra a lei, por meio da qual um escravo ganhava liberdade por perder um dente?
Resposta: Êxodo 21:27.

Fonte: http://www.ellenwhitebooks.com/biblia.asp?lista=1&livro=2&capitulo=21

- Versos Bíblicos.:

Porque o Senhor é justo; ele ama a justiça; os retos, pois, verão o seu rosto. Salmos 11:7

Fonte: http://www.ellenwhitebooks.com/biblia.asp?lista=1&livro=19&capitulo=11&verso=7

- Ano Bíblico (Espanhol).:

Libro de Ageu

Capítulo 1

1 – En el primer Día del mes sexto del segundo año del rey Darío, vino por medio del profeta Hageo la palabra de Jehovah para Zorobabel hijo de Salatiel, gobernador de Judá, y para Josué hijo de Josadac, sumo sacerdote, diciendo:
2 – “Así ha dicho Jehovah de los Ejércitos: “Este pueblo dice que Aún no ha llegado el tiempo en que sea reedificada la casa de Jehovah.””
3 – Vino, pues, la palabra de Jehovah por medio del profeta Hageo, diciendo:
4 – “¿Acaso es tiempo de que vosotros habitéis en vuestras casas enmaderadas mientras que esta casa Está en ruinas?
5 – Así ha dicho Jehovah de los Ejércitos: “Reflexionad acerca de vuestros caminos.
6 – Habéis sembrado mucho, pero habéis recogido poco; coméis, pero no os Saciáis; bebéis, pero no Quedáis satisfechos; os Vestís, pero no os Abrigáis; y el jornalero recibe su jornal en bolsa rota.””
7 – Así ha dicho Jehovah de los Ejércitos: “Reflexionad acerca de vuestros caminos.
8 – Subid al monte, traed madera y reedificad el templo. Yo tendré Satisfacción en ello y seré honrado, ha dicho Jehovah.
9 – Pero vosotros Buscáis mucho y Halláis poco; y lo que Lleváis a casa, de un soplo yo lo hago desaparecer. ¿Por qué?, dice Jehovah de los Ejércitos. Porque mi casa Está en ruinas, mientras que cada uno de vosotros se ocupa de su propia casa.
10 – Por eso, por causa vuestra, los cielos retuvieron la lluvia, y la tierra retuvo su fruto.
11 – Además, llamé la Sequía sobre la tierra y sobre los montes; sobre el trigo, sobre el vino nuevo, sobre el aceite y sobre todo lo que la tierra produce; sobre los hombres, sobre el ganado y sobre todo trabajo de las manos.”
12 – Zorobabel hijo de Salatiel, el sumo sacerdote Josué hijo de Josadac, y todo el remanente del pueblo escucharon la voz de Jehovah su Dios y las palabras del profeta Hageo, como lo Había enviado Jehovah su Dios. Y el pueblo Temió ante la presencia de Jehovah.
13 – Entonces Hageo, mensajero de Jehovah, Habló al pueblo con el mensaje de Jehovah, diciendo: “Yo estoy con vosotros”, dice Jehovah.
14 – Y Jehovah Despertó el Espíritu de Zorobabel hijo de Salatiel, gobernador de Judá, el Espíritu de Josué hijo de Josadac, sumo sacerdote, y el Espíritu de todo el remanente del pueblo, y ellos acudieron y emprendieron la obra de la casa de Jehovah de los Ejércitos, su Dios,
15 – en el Día 24 del mes sexto del segundo año del rey Darío.

Capítulo 2

1 – En el Día 21 del mes séptimo, vino la palabra de Jehovah por medio del profeta Hageo, diciendo:
2 – “Habla, pues, a Zorobabel hijo de Salatiel, gobernador de Judá; a Josué hijo de Josadac, sumo sacerdote; y al resto del pueblo, diciendo:
3 – “¿Quién de los que han quedado entre vosotros vio este templo en su primera gloria? ¿Y Cómo lo veis ahora? ¿No es éste como nada delante de vuestros ojos?
4 – Ahora pues, esfuérzate, oh Zorobabel, dice Jehovah; esfuérzate también Tú, oh Josué hijo de Josadac, sumo sacerdote. Esfuércese todo el pueblo de la tierra, dice Jehovah, y actuad; porque yo estoy con vosotros, dice Jehovah de los Ejércitos.
5 – Según el pacto que hice con vosotros cuando salisteis de Egipto, mi Espíritu Estará en medio de vosotros. No Temáis,
6 – porque Así ha dicho Jehovah de los Ejércitos: Dentro de poco yo estremeceré los cielos y la tierra, el mar y la parte seca.
7 – Estremeceré todas las naciones, y Vendrán los tesoros deseados de las naciones. Y llenaré este templo de gloria, ha dicho Jehovah de los Ejércitos.
8 – Mía es la plata y Mío es el oro, dice Jehovah de los Ejércitos.
9 – La gloria de este último templo Será mayor que la del primero, ha dicho Jehovah de los Ejércitos. Y daré la paz en este lugar””, dice Jehovah de los Ejércitos.
10 – En el Día 24 del mes noveno del segundo año de Darío, vino la palabra de Jehovah por medio del profeta Hageo, diciendo:
11 – “Así ha dicho Jehovah de los Ejércitos: “Pregunta, pues, a los sacerdotes acerca de la ley, diciendo:
12 – Si alguien lleva carne sagrada en el extremo de su vestidura y con el extremo de la misma toca pan, guiso, vino, aceite o cualquier otra comida, ¿Llegarán estas cosas a ser sagradas?”” Los sacerdotes respondieron diciendo: –No.
13 – Hageo dijo: –Si alguna persona impura a causa de contacto con un Cadáver toca alguna de estas cosas, ¿Llegará ésta a ser impura? Le respondieron: –Sí, Será impura.
14 – Y Hageo Respondió: –”Lo mismo sucede delante de Mí con este pueblo y con esta Nación”, dice Jehovah, “de manera que toda la obra de sus manos y todo lo que ofrecen Aquí es impuro.
15 – Ahora pues, reflexionad desde este Día en adelante, antes de poner piedra sobre piedra en el templo de Jehovah:
16 – ¿Qué os pasa? Venís a un Montón de veinte medidas, y hay Sólo diez; y Venís al lagar para sacar cincuenta medidas, y hay Sólo veinte.
17 – Os he golpeado en toda la obra de vuestras manos con Tizón, añublo y granizo, pero no os habéis vuelto a Mí, dice Jehovah.
18 – Reflexionad desde este Día en adelante, desde el Día 24 del mes noveno, el Día en que son puestos los cimientos del templo de Jehovah. Reflexionad:
19 – ¿Todavía hay semilla en el granero? Si bien ni la vid, ni la higuera, ni el granado, ni el árbol de olivo han producido Todavía, desde este Día os daré Bendición.”
20 – En el Día 24 del mismo mes, vino por segunda vez la palabra de Jehovah a Hageo, diciendo:
21 – “Habla a Zorobabel, gobernador de Judá, diciendo: “Yo estremeceré los cielos y la tierra.
22 – Trastornaré el trono de los reinos y destruiré la fuerza del reino de las naciones. Trastornaré el carro y a los que suben en él. Caerán los caballos y los que montan en ellos, cada cual por la espada de su hermano.
23 – En aquel Día, dice Jehovah de los Ejércitos, te tomaré a ti, oh Zorobabel hijo de Salatiel, siervo Mío, y te pondré como anillo de sellar, porque yo te he escogido,”” dice Jehovah de los Ejércitos.

- Ano Bíblico (Inglês).:

Book of Ageu

Chapter 1

1 – In the second year of Darius the king, in the sixth month, on the first day of the month, came the word of the Lord by Haggai the prophet to Zerubbabel, the son of Shealtiel, ruler of Judah, and to Joshua, the son of Jehozadak, the high priest, saying,
2 – These are the words of the Lord of armies: These people say, The time has not come for building the Lord´s house.
3 – Then the word of the Lord came by Haggai the prophet, saying,
4 – Is it a time for you to be living in roofed houses while this house is a waste?
5 – For this cause the Lord of armies has said, Give thought to your ways.
6 – Much has been planted, but little got in; you take food, but have not enough; you take drink, but are not full; you are clothed, but no one is warm; and he who gets payment for his work, gets it to put it into a bag full of holes.
7 – This is what the Lord of armies has said: Give thought to your ways.
8 – Go up to the hills and get wood and put up the house; and I will take pleasure in it and be honoured, says the Lord.
9 – You were looking for much, and it came to little; and when you got it into your house, I took it away with a breath. Why? says the Lord of armies. Because of my house which is a waste, while every man takes care of the house which is his.
10 – For this cause the heaven over you is kept from giving dew, and the earth from giving her fruit.
11 – And by my order no rain came on the land or on the mountains or the grain or the wine or the oil or the produce of the earth or on men or cattle or on any work of man´s hands.
12 – Then Zerubbabel, the son of Shealtiel, and Joshua, the son of Jehozadak, the high priest, and all the rest of the people, gave ear to the voice of the Lord their God and to the words of Haggai the prophet, because the Lord their God had sent him, and the people were in fear before the Lord.
13 – Then Haggai, whom the Lord had sent to give his words to the people, said, I am with you, says the Lord.
14 – And the spirit of Zerubbabel, the son of Shealtiel, ruler of Judah, was moved by the Lord, as was the spirit of Joshua, the son of Jehozadak, the high priest, and the spirit of all the rest of the people; and they came and did work in the house of the Lord of armies, their God.
15 – On the twenty-fourth day of the month, in the sixth month, in the second year of Darius the king.

Chapter 2

1 – In the seventh month, on the twenty-first day of the month, the word of the Lord came by Haggai the prophet, saying,
2 – Say now to Zerubbabel, the son of Shealtiel, ruler of Judah, and to Joshua, the son of Jehozadak, the high priest, and to the rest of the people,
3 – Who is there still among you who saw this house in its first glory? and how do you see it now? is it not in your eyes as nothing?
4 – But now be strong, O Zerubbabel, says the Lord; and be strong, O Joshua, son of Jehozadak, the high priest; and be strong, all you people of the land, says the Lord, and get to work: for I am with you, says the Lord of armies:
5 – The agreement which I made with you when you came out of Egypt, and my spirit, are with you still; have no fear.
6 – For this is what the Lord of armies has said: In a short time I will make a shaking of the heavens and the earth and the sea and the dry land;
7 – And I will make a shaking of all the nations, and the desired things of all nations will come: and I will make this house full of my glory, says the Lord of armies.
8 – The silver is mine and the gold is mine, says the Lord of armies.
9 – The second glory of this house will be greater than the first, says the Lord of armies: and in this place I will give peace, says the Lord of armies.
10 – On the twenty-fourth day of the ninth month, in the second year of Darius, the word of the Lord came by Haggai the prophet, saying,
11 – These are the words of the Lord of armies: Put now a point of law to the priests, saying,
12 – If anyone has some holy flesh folded in the skirt of his robe, will bread or soup or wine or oil or any other food be made holy if touched by his skirt? And the priests answering said, No.
13 – Then Haggai said, Will any of these be made unclean by the touch of one who is unclean through touching a dead body? And the priests answering said, It will be made unclean.
14 – Then Haggai said, So is this people and so is this nation before me, says the Lord; and so is every work of their hands; and the offering they give there is unclean.
15 – And now, give thought, looking back from this day to the time before one stone was put on another in the Temple of the Lord:
16 – How, when anyone came to a store of twenty measures, there were only ten: when anyone went to the wine-store to get fifty vessels full, there were only twenty.
17 – And I sent burning and wasting and a rain of ice-drops on all the works of your hands; but still you were not turned to me, says the Lord.
18 – And now, give thought; looking on from this day, from the twenty-fourth day of the ninth month, from the time when the base of the Lord´s house was put in its place, give thought to it.
19 – Is the seed still in the store-house? have the vine and the fig-tree, the pomegranate and the olive-tree, still not given their fruit? from this day I will send my blessing on you.
20 – And the word of the Lord came a second time to Haggai, on the twenty-fourth day of the month, saying,
21 – Say to Zerubbabel, ruler of Judah, I will make a shaking of the heavens and the earth,
22 – Overturning the power of kingdoms; and I will send destruction on the strength of the kingdoms of the nations; by me war-carriages will be overturned with those who are in them; and the horses and the horsemen will come down, everyone by the sword of his brother.
23 – In that day, says the Lord of armies, I will take you, O Zerubbabel, my servant, the son of Shealtiel, says the Lord, and will make you as a jewelled ring: for I have taken you to be mine, says the Lord of armies.

Na graça de nosso Senhor Jesus,

Daniel Gavin
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Meditação Matinal – Outubro 2011

1º de outubro Sábado

No Monte da Transfiguração


Suas roupas se tornaram brancas, de um branco resplandecente, como nenhum lavandeiro no mundo seria capaz de branqueá-las. Marcos 9:3
Robert Louis Stevenson conta uma pequena história. Um navio estava em dificuldade, enfrentando séria tempestade. Os passageiros estavam assustados. Finalmente, um deles, desobedecendo às ordens de segurança, subiu até a cabine de comando para ver o capitão. Ele estava em seu posto de dever segurando o timão e, ao perceber que o homem estava amedrontado, deu-lhe um sorriso de saudação. Retornando para junto dos outros passageiros, o homem disse: “Vi o rosto do capitão e ele sorriu. Está tudo bem.”
“Vi o rosto do capitão e está tudo bem” pode ser a frase na qual se baseia a história da transfiguração. O propósito pelo qual Jesus estava Se retirando era para orar, apoiar-Se na onipotência do Pai e pedir que Lhe fosse dada uma manifestação da glória que Ele tivera com o Pai desde a eternidade.
Não nos esquecemos da manjedoura, do batismo de Jesus, da tentação, mas a transfiguração também se afigura um acontecimento importante na vida do Mestre. Ela está conectada com a morte e a ressurreição dEle, além de ser um prenúncio de Sua segunda vinda.
Junto com Jesus apareceram duas figuras do passado: Moisés e Elias. Os dois patriarcas conversaram com Ele. Moisés foi ressuscitado dentre os mortos e o outro, transladado ao Céu. O rosto de Jesus resplandeceu. Suas vestes se tornaram brancas. Não era alucinação o que os discípulos estavam presenciando; era Jesus mesmo, o Messias, o Filho de Deus. A voz falou: “Este é o Meu Filho amado em quem Me agrado. Ouçam-nO!” (Mt 17:5). Isso explicava tudo o que acontecia ali.
Muitas vezes desejamos experiências iguais à do alto do monte da transfiguração, como fins de semana com Deus, semanas de oração, vigílias, etc. Queremos manter aquele sentimento de entrega e proximidade com Deus, e de paz no coração. Esse sentimento é importante, mas temos que voltar para o dia a dia de trabalho e de estudo. Se ao menos pudéssemos ter conosco aquele sentimento de proximidade! E a reação dos discípulos? Queriam congelar o evento. Sentindo o ambiente, Pedro disse: “Vamos ver quem é o dono do terreno e comprar esta propriedade! Vamos montar três barracas e ficar por aqui mesmo.”
Mas Jesus disse: “Não! Precisamos descer a montanha e nos encontrar com as pessoas.” O discipulado envolve seguir em frente, se misturar, interagir.
Pedro, Tiago e João bem poderiam ter dito: “Nós vimos o rosto do capitão e Ele sorriu. Está tudo bem!”

2 de outubro Domingo

Resultados do Arrependimento


Deem fruto que mostre o arrependimento. Mateus 3:8
O verdadeiro arrependimento produzirá mudança de atitudes, palavras e comportamento. Porém, inclui mais do que isso. Não significa simplesmente pedir desculpas e prometer nunca mais cometer o mesmo erro. Não significa punir a si mesmo, deixar de comer ou deixar de comprar algumas coisas. O verdadeiro arrependimento tem facetas que servem para medir até onde ele é verdadeiro.
Ao se encontrar com Jesus, você perceberá que deixou alguns rastros não luminosos pelo caminho. Precisará de humildade e honestidade para acertar algumas coisas, para restaurar um relacionamento rompido por causa de uma provocação, do que falou numa explosão de raiva ou de uma mentira.
Quando duas pessoas se encontram arrependidas com o objetivo de restaurar o relacionamento, estão ambas no território da graça. Ficam de fora as racionalizações que tentam explicar o porquê do erro cometido: “Fiz isso porque”, “Mas”, “Minha intenção era outra”… Quando você tenta explicar, passa a ideia de que quer encolher o máximo possível seu erro. É melhor encarar esse momento com humildade e reconhecer como o filho pródigo que errou: “Pequei contra o Céu e contra ti” (Lc 15:18).
Diga simplesmente: “Sei que você ficou ferido com o que falei. O erro foi meu. Perdoe-me.” Deus vai preparar suas palavras e o coração da pessoa com quem você vai falar para que a restauração seja efetivada. Se não der para falar pessoalmente, telefone ou use o correio eletrônico para não deixar a reconciliação para depois.
A outra faceta é a que chamamos de restituição. É a reposição pelo prejuízo material causado à outra pessoa; dívidas reconhecidas, mas não pagas, etc. O exemplo bíblico mais patente é o de Zaqueu. Imediatamente após seu encontro com Jesus, ele disse: “Vou devolver a quem cobrei mais do que devia, de quem tirei proveito me valendo da ignorância das pessoas.”
É o que diz o pensamento: “O reconhecimento da dívida sem esforço para pagá-la não é arrependimento.” Desse ponto de vista, o arrependimento não é fácil.
Você pode orar hoje a Deus, dizendo: “Senhor, no centro do meu pecado está o desejo de seguir meu próprio caminho. Escolho hoje sair do meu caminho para o Teu caminho. De meus planos para Teus propósitos, de minha independência para a Tua soberania. Ao voltar para Ti, espero na Tua graça e na Tua misericórdia.”

3 de outubro Segunda

O Deus que Procura


Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido. Lucas 19:10
O pastor telefonou para uma família que havia recentemente visitado sua igreja, e do outro lado da linha atendeu uma voz infantil. O menino falava baixinho e se identificou como Tiago.
O pastor pediu para falar com a mãe do menino. Ele respondeu que ela estava ocupada.
– Ok, posso então falar com seu pai? – o pastor perguntou.
– Ele também está ocupado!
– Tiago, há outras pessoas em sua casa?
– A polícia!
– Posso falar com um dos oficiais da polícia?
– Eles estão ocupados.
– Quem mais está aí?
– Os bombeiros!
– Poderia me chamar um deles ao telefone? – O pastor já estava preocupado.
– Eles estão todos ocupados!
– Tiago! O que eles estão fazendo?
– Eles estão me procurando!
A história da raça humana é semelhante à brincadeira de esconde-esconde. Como Tiago, há muita gente se escondendo da polícia, dos pais, do chefe, dos professores, do esposo ou da esposa. Quando Deus perguntou para Adão e Eva: “Onde vocês estão?”, não era uma informação o que Ele queria, mas apenas lhes chamar a atenção e despertar a consciência deles. Às vezes, a fuga é por um dia, uma semana ou meses. Porém, nosso Deus nos procura. No Éden, Deus tomou a iniciativa. O ofendido procurou os ofensores não para tirar satisfações ou para proferir palavras de recriminação; foi até eles para restaurar o relacionamento rompido.
“Onde estás?” É a voz do pastor procurando a ovelha perdida. É a voz da mulher que perdeu a moeda. É a voz do pai aguardando o pródigo. A pergunta é para convidá-lo a sair de onde está: do meio da dúvida, de um labirinto que parece não ter saída, de uma amizade manipuladora que o mantém preso, ou de algum trabalho ou hábito. Deus é incansável em Sua procura. O salmista já perguntava: “Para onde poderia eu escapar do Teu Espírito? Para onde poderia fugir da Tua presença?” (Sl 139:7). Coloque-se hoje ao alcance de Deus.

4 de outubro Terça

Salvação Hoje


Jesus lhe disse: “Hoje houve salvação nesta casa!” Lucas 19:9
Salvação hoje ou no futuro? Escutava o pastor sul-africano Smuts van Royen em um dos seus sermões, quando ele usou a ilustração a seguir, que me atraiu por seu “sabor jovem”.
Vamos supor que você se interessasse intensa e repentinamente por uma garota. E mesmo sem dar os passos prévios para conquistá-la – olhar, piscar, conversar, paquerar, namorar, noivar – se aproximasse dela e dissesse: “Quero me casar com você. Você se casaria comigo?” E ela respondesse: “Vá, faça todos os arranjos para a festa, marque com o pastor a data do casamento, convide os amigos e parentes e tome providências para a recepção. Então, no dia do casamento, entrarei na igreja de braço dado com meu pai. No meio da igreja, nos encontraremos e iremos juntos para o altar. Depois do sermão, na hora dos votos, quando o pastor perguntar para mim: `Aceita esse jovem como seu esposo?’, se eu disser `sim’, você ficará sabendo se eu aceito me casar com você.”
Quem entraria num relacionamento assim para ficar pendurado na incerteza e na dúvida? No entanto, há muitos cristãos esperando o dia da volta de Jesus, incertos, inseguros, sem saber se serão salvos ou não; sem a certeza de que Jesus, naquele dia, dirá “sim” para eles. Amigo, o “sim” de Jesus nos é dado aqui e agora. Hoje mesmo.
Não! Não vamos ter que esperar até a volta de Jesus na expectativa desgastante para saber se a resposta dEle será positiva. No momento em que O aceitamos como nosso Salvador e abrimos o coração, Ele diz “sim”.
Jesus disse: “Zaqueu, hoje é o dia mais importante da sua vida, porque a salvação bateu à sua porta, entrou em sua casa, apresentou-se a você.”
E este é o testemunho: “Deus nos deu a vida eterna, e essa vida está em Seu Filho. Quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a vida” (1Jo 5:11, 12). E agora, como você vai responder: salvação hoje ou no futuro?
Pensamos que é mais fácil deixar a mudança para o futuro: “Algum dia começarei meu regime”; “Algum dia serei mais dedicado, quando as condições estiverem mais favoráveis”; etc.
“Se vocês ouvirem a Sua voz, não endureçam o coração como na rebelião” (Hb 3:15). Pois Ele diz: “`Eu o ouvi no tempo favorável e o socorri no dia da salvação.’ Digo-lhes que agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação!” (2Co 6:2).

5 de outubro Quarta

Comunicação no Casamento


Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar. Tiago 1:19
Estudos demonstram que as meninas possuem potencial linguístico maior do que os meninos. O Dr. James Dobson chega a afirmar que, quem sabe, Deus deu à mulher 50 mil palavras para gastar por dia e deu ao homem 25 mil. É claro que quando o esposo chega em casa, já gastou 80 a 90 por cento do seu potencial. E a mulher, que gastou só 50 por cento, está ansiosa para falar tudo o que ainda tem armazenado. (Algumas línguas maldosas insinuam que o homem, ao voltar do trabalho, já gastou 24.995 palavras; quando entra em casa, “queima” as cinco últimas: “Onde está o controle remoto?”)
Comunicação como diálogo é o prazer que o casal sente de estar na companhia um do outro, de escutar e ser escutado.
Boa comunicação dentro do casamento é ir além das respostas monossilábicas: “Como foi a viagem?” “Boa”; “Como foi o passeio?” “Ah! legal”; “Como estava o exame de química?” “Fácil!” Com esforço, dá para ir um pouquinho além e expressar sentimentos. “Como foi o acampamento?” “Puxa, um local muito bonito e o pessoal da cozinha caprichou! Me senti muito bem lá.”
A boa comunicação sempre descobre oportunidades para elogiar: boas notas na escola, a apresentação no programa, o novo penteado… e coloca pitadas de bom, rindo e fazendo os outros rir.
Ouvir é importante na comunicação. Tiago mesmo diz: “Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar” (Tg 1:19). Homem, quando a esposa vier conversar, pare o que está fazendo e dê sinais de que está entendendo; ouça atentamente para que não se diga: “Você nunca me falou disso.”
O que devemos fazer para melhorar a comunicação na família?
1. Superar barreiras herdadas. A maneira pela qual fomos educados, com nossos pais geralmente distantes, aproximando-se somente em algumas ocasiões, condicionou alguns de nós a ficar também distantes dos filhos.
2. Deixe de lado o aspecto negativo e generalizador. “Você sempre chega atrasado”; “Este lugar está uma bagunça”; “Você nunca me escuta”. Nunca diga “nunca”; sempre evite o “sempre”.
3. Tempo juntos. Pelo menos um dia da semana toda a família deveria participar da mesma refeição.
Seguindo esses passos, poderemos tornar nosso ambiente familiar muito mais agradável e refletiremos o amor de Deus.

6 de outubro Quinta

O Vulcão da Ira


Então o Senhor disse: – Por que você está com raiva? Por que anda carrancudo? Gênesis 4:6, NTLH
Quem é que tinha ouvido falar até o ano passado no vulcão Eyjafjallajorull? (Não se preocupe se você não conseguiu pronunciar o nome de uma só vez.) Ele lançou na atmosfera 750 toneladas por segundo de poeira, fumaça e lava. Afetou o tráfego aéreo da Europa com o cancelamento de milhares de voos.
O Eyjafjallajorull pode ser símbolo de muitos vulcões adormecidos no interior do ser humano. Vulcões que estão prontos a entrar em erupção, quando menos esperamos: no trânsito, em casa, na conversação rotineira, quando alguém nega um direito que é nosso, e assim por diante.
A figura do vulcão se encaixa na definição de raiva ou ira: “explodiu de raiva”, “saiu bufando da sala”, “cuidado quando ele fica bravo”. Até mesmo quando escutamos alguém aos gritos dizendo: “Estou calmo… já falei!”
Antes da queda, homem e mulher não tinham problemas com emoções negativas. Tempos depois, Abel e Caim apresentaram ao Senhor suas ofertas, e Deus, conhecendo o que estava no coração de Caim, perguntou: “Por que você está irado?”
Se todos têm seus momentos de raiva, como podemos reagir de maneira saudável? Eis algumas dicas:
Aja como se tivesse o controle da situação. É lícito ficar com raiva, mas não permita que ela controle suas decisões, palavras e ações: “O tolo dá vazão à sua ira, mas o sábio domina-se” (Pv 29:11).
Procure sair da ira o quanto antes. Paulo dá uma sugestão: “Se vocês ficarem com raiva, não deixem que isso faça com que pequem e não fiquem o dia inteiro com raiva” (Ef 4:26, NTLH). Noutras palavras, antes que o dia termine ou tão logo quanto possível, resolva a situação.
Dê tempo ao tempo. Muitas vezes, queremos resolver o problema na hora. Não corra para o telefone com a determinação de resolver de uma vez por todas o problema. Nem se sente diante do computador com a atitude de um vulcão em erupção. Isso não vai ajudar. Se nos distanciarmos da situação por um momento, isso será melhor do que depois nos arrependermos do que dissemos e enfrentar o desgaste de lidar com as consequências.
Lembre-se de que somos pessoas perdoadas e devemos fazer o possível para buscar saídas saudáveis para os problemas. Além disso, devemos estar dispostos a perdoar quantas vezes seja necessário. Podemos pedir que Deus coloque Sua paz em nosso coração e que nosso temperamento esteja alinhado com Sua graça.

7 de outubro Sexta

Confrontação e Cura


A resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira. Provérbios 15:1
A arte de confrontar, e que ninguém inveja, de ir falar com o outro e dizer que ele não fez o que era correto, é uma habilidade rara. Há pessoas que, por natureza, gostam de confrontar. Dizem que se há um problema, temos que resolver logo. Mas no mínimo o que se pede nesses casos é que a comunicação seja feita corretamente e não no calor da emoção. Temos que pedir a Deus as palavras certas e que Ele nos ajude a expressar-nos de tal maneira que levemos cura à pessoa. E quanta sabedoria e cuidado devemos ter para que o corte do “bisturi” traga cura e não dano! E não apenas isso, a confrontação deve ser um momento de liberdade e crescimento, e não um momento de acertar e consertar as coisas.
Deus sabe perfeitamente quando é o melhor tempo para corrigir alguém. Vemos isso em Seu trato com Davi, depois do seu caso com Bate-Seba. Sabendo da situação na qual se encontrava Davi, Ele enviou Natã para visitá-lo.
Confrontar um amigo é uma coisa. Confrontar um liderado é diferente da confrontação de um superior. Mas confrontar o rei, não é tarefa que você faz sem perder várias noites de sono, antes e depois. Depois de marcar uma audiência com Davi, Natã começou sua conversa num tom amistoso. Ele usou uma parábola como preparação: “Majestade, é apenas uma questão civil e eu gostaria de ouvir o seu veredito. Dois homens, um rico e um pobre, moravam na mesma cidade. O que era rico tinha muitas ovelhas, e o que era pobre tinha apenas uma cordeira de estimação. Um dia, o homem rico recebeu um viajante com sua comitiva. Na hora de preparar a refeição, em lugar de pegar uma ovelha do seu rebanho, ele pegou a única cordeira que o pobre tinha. Eu gostaria, majestade, de ouvir o seu veredito sobre o assunto” (ver 2Sm 12:1-4).
E Davi, num ímpeto de raiva, disse: “O homem que fez isso merece a morte!” (v. 5). Sem esperar nenhuma palavra mais, Natã respondeu: “Você é esse homem!” (v. 7).
Não podemos controlar a reação da outra pessoa, nem o que ela vai sentir ou pensar. Podemos mostrar a verdade, e levar conosco uma atitude de afeição, mas é o Espírito Santo que vai mudar o coração da pessoa.
No caso de Davi, a confrontação foi proveitosa. Ele não se defendeu nem tentou explicar seu erro. Aceitou a repreensão, e aí começou sua recuperação.
É sábio seguir o conselho bíblico: “Falando a verdade com espírito de amor, cresçamos em tudo até alcançarmos a altura espiritual de Cristo” (Ef 4:15, NTLH).

8 de outubro Sábado

No Princípio


No princípio Deus criou os céus e a Terra. Gênesis 1:1
Nenhuma introdução seria mais apropriada para as Sagradas Escrituras do que esta: “No princípio Deus criou os céus e a Terra” (Gn 1:1). E ao mesmo tempo não existe verso mais discutido da Bíblia e que tenha levantado mais controvérsias, separando teólogos, eruditos e cientistas. Em hebraico, são sete palavras que trazem a ideia de absoluta inteireza na primeira frase da Bíblia.
O verso nos leva bem ao começo de tudo. Antes da vida humana, dos planetas, do céu, da terra. Através das Escrituras, a criação é celebrada como vindo das mãos de Deus. Note que a atenção é chamada para o Criador, não para a criação.
Eugene Peterson, na introdução do livro de Gênesis em sua paráfrase da Bíblia The Message, diz: “Primeiro Deus. Deus é o fundamento da vida. Se não tivermos um sentido de primazia de Deus, nunca vamos fazer nada certo. Não Deus na margem; não Deus como uma opção; não Deus nos fins de semana. Deus no centro da circunferência; Deus primeiro e último; Deus, Deus, Deus.”
Veja estas verdades importantes que aprendemos de Gênesis 1:1:
1. A criação teve um começo. Desde quando o Universo existe? Isso continua sendo um mistério. “Ele é antes de todas as coisas, e nEle tudo subsiste” (Cl 1:17).
2. As Escrituras pressupõem Deus como Criador do Universo e de tudo o que existe.
3. Deus não dependeu de matéria pré-existente para criar o Universo. “Aquilo que se vê não foi feito do que é visível” (Hb 11:3).
4. Deus é o único Criador de tudo o que existe. Nada de ficção, de que a vida surgiu espontaneamente por processos evolutivos; a Bíblia fala de um Deus pessoal que criou todas as coisas com um propósito.
5. Nossa existência e a deste mundo têm um propósito. Esse primeiro verso das Escrituras responde a três perguntas importantes: “De onde vim?” (pergunta solene sobre a origem). Dependendo da resposta que dermos a essa primeira pergunta, vamos encontrar resposta a outras duas: “Para onde vou?” (pergunta sobre o futuro), e “Para que vivo?” (pergunta sobre o sentido da vida).
Frederick Buechner lança a ideia de que “cada manhã nos despertamos para alguma coisa que em toda a eternidade nunca foi antes e nunca será depois. E você que desperta nunca foi o mesmo antes nem será também o mesmo depois”, como se fosse tudo uma nova criação.
Que bom saber que Deus é o nosso Criador!

9 de outubro Domingo

Transformação


Portanto, assim como vocês receberam Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nEle. Colossenses 2:6
Como entramos na vida cristã e como vamos continuar sendo cristãos? Entramos na vida cristã entregando a vida a Cristo, abrindo o coração para fazer aquilo que nos tornará cada vez mais semelhantes a Ele. Alguns esperam a perfeição e mudança imediata em tudo. Esperam atingir rapidamente um grau de maturidade cristã. Querem ser capazes de dizer: “Vejam como mudei! Como em poucas semanas já demonstro que sou um cristão maduro.” São aqueles que gostam de dar batidinhas nas próprias costas dizendo: “Menino bom, hein! Eu sabia que você ia conseguir!”
Alguns confiam em seus esforços, tentam abandonar um mau hábito, ser mais disciplinados, mas depois de algum tempo desistem.
John Ortberg menciona que a transformação espiritual só vai acontecer com um poder especial fora de nós. E a compara com a travessia do oceano. Alguns tentam dia após dia ser bons e se tornar espiritualmente maduros. É como tentar atravessar o oceano num barco a remo. É cansativo e sem resultado. Outros desistiram de se esforçar confiando somente na graça de Deus. São como náufragos à deriva num barco de borracha. Não fazem nada, senão aguardar que Deus venha socorrê-los e os tire dali. Remar ou ficar à deriva – nada disso vai trazer qualquer transformação espiritual. A melhor imagem que temos é a de um barco à vela que se move graças ao vento. Não podemos controlar o vento, mas um bom navegador discerne a direção do vento e ajusta as velas. Precisamos apenas saber em que direção queremos ir, ajustar as velas e aproveitar a brisa que Deus manda.
Cada vez que abro a Bíblia e permito que Ele fale a mim, cada vez que oro e conto minhas necessidades, estou abrindo as velas do meu barco para o sopro do Espírito Santo. Cada vez que levo alegria a alguém ou torno o fardo da outra pessoa mais leve, isso é também uma demonstração de que estou sendo impulsionado pelo Espírito.
Você está perdendo alguma batalha no seu dia a dia? Não atingiu aquela altura espiritual que desejava? Caiu justamente no erro que não queria cometer mais? Está cansado de tentar e não conseguir? O vento do Espírito está pronto para empurrar seu barco.
“O vento sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito” (Jo 3:8).

10 de outubro Segunda

A Dádiva da Amizade


O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade. Provérbios 17:17
Nós os conhecemos muito bem. Entram numa roda e puxam conversa, cumprimentam. Soltam piadas. Brincam com os outros e logo estão num grupo rodeados de amigos. O que as pessoas que conquistam amigos costumam fazer? Que qualidades surgem em sua mente quando você ouve a palavra “amigo”? Aqui estão algumas ideias de como atrair amizades:
Seja amigo. Diga: “Oi, bom-dia, tudo bem?” Mostre interesse naquilo que a pessoa está fazendo, torne-se disponível para ajudar no que for preciso.
Seja o primeiro a sorrir. Não espere que o outro sorria primeiro. Mostre um sorriso genuíno, espontâneo, sincero que venha de dentro do coração. Quando você sorri, está dizendo para o outro: venho na qualidade de amigo. Mesmo que esteja sem jeito de dizer alguma coisa no grupo, sorria.
Escute. Faça perguntas e espere respostas. Demonstre que está interessado e comente aquilo que a outra pessoa disse. Ao escutar, você está dizendo: “Aceito você e valorizo sua opinião.”
Diga uma palavra de apreciação, um elogio. As pessoas gostam de elogios sinceros. Por que não deixar que seu amigo saiba dos talentos e virtudes que ele tem? Descubra alguma coisa boa para dizer para seu amigo e diga: “Você está com uma camisa bonita!”, “Mudou de penteado, hein?”, “Que jogada de craque aquela que você fez!” Jesus foi especialista nisso. Ele disse à samaritana: “Você falou a verdade.” Da mulher que o ungiu, Ele disse: “Ela fez o que pôde.” Quantas vezes uma palavra de apreciação nos tirou do fundo do poço.
Dê liberdade aos seus amigos. Não procure controlá-los. Não seja ciumento nem possessivo. Eles precisam de tempo para os hobbies deles, para os estudos e para ficar sozinhos.
Torne tangível sua amizade. Um bilhetinho, o empréstimo de um livro de que você gostou, um e-mail quando estiver de férias e no aniversário do amigo, um cartão de Natal – todas essas coisas, em maior ou menor grau, vão dizer: “Gosto de você.”
Ore pelos seus amigos. Alguns deles ficam sem jeito de pedir que oremos por eles, mas sabemos, pelo que estão passando, que necessitam da ajuda e da bênção de Deus. Ore por eles, e faça-os saber disso.
Hoje, ao se encontrar com um amigo, demonstre de alguma maneira que você o aprecia.

11 de outubro Terça

Criador do Riso e do Sorriso


O coração alegre é bom remédio. Provérbios 17:22, ARA
Ao visitar igrejas, percebo de vez em quando “cochilos de redação” na elaboração do boletim ou pequenas gafes nos anúncios feitos de viva voz. São datas e eventos que, na mudança e ordem de palavras, deixam o anúncio engraçado: “Atenção, irmãs. Lembramos a todas da venda de coisas usadas no domingo, às nove da manhã. É a grande oportunidade de se desfazer de algumas coisas que não vale a pena guardar. Tragam o marido.” “No domingo à noite, o tema será `o que é o inferno’. Chegue cedo e assista ao ensaio do coral jovem.” “Para aquelas irmãs que são mães e não sabem o acesso para a salinha das crianças é pela escada do lado esquerdo.”
A ciência hoje repete o que a Bíblia já dizia: “O coração alegre é bom remédio.” Há uma série de reações benéficas que tomam lugar em nosso organismo quando rimos e que são comprovadas pela ciência: boas risadas diminuem o estresse e a tensão, dilatam os vasos sanguíneos, estimulam o sistema imunológico, aumentam a quantidade de endorfina em nosso cérebro, diminuem a ansiedade, aumentam a criatividade e a memória. Para quem você se sente mais atraído: uma pessoa alegre ou que está sempre cabisbaixa? Dê hoje mesmo uma boa olhada no espelho. Você fica mais bonito quando está sorridente ou quando está com raiva ou sério demais?
Feição alegre e longevidade caminham juntas. Há pessoas que não sorriem. Não veem motivo para sorrir. Sempre encontram “uma ilha de notícias ruins no oceano da felicidade”. Que reclamam de tudo, quando faz calor e faz frio. Esse pessoal precisa do remédio de Provérbios 17:22, e em grande dose.
Jesus, que foi uma bênção para todos, demonstrou em Sua vida disposição e semblante que irradiavam alegria. Havia um magnetismo em Sua atitude que atraía todas as pessoas. Se nosso cristianismo fosse mais alegre e irradiante, atrairíamos muito mais pessoas para Cristo.
E Deus, sorri? Claro! Quantas vezes falamos nos casamentos que Deus sorriu quando viu Adão e Eva de mãos dadas. E Ele também sorri quando alguém se entrega a Cristo.
Sou criado à imagem e semelhança de Deus, e de vez em quando dou minhas risadas. De vez em quando me espetava a pergunta: “E Deus, também ri?” Até que o salmista, no Salmo 2:4, me respondeu: “Do Seu trono nos Céus o Senhor põe-Se a rir.”
Ah! Que beleza! Meu Deus é o criador do riso e do sorriso.

12 de outubro Quarta

Senso de Admiração


“Eu lhes digo a verdade: você deve aceitar o reino de Deus como se fosse uma criança ou nunca entrará nele.” Marcos 10:15, New Century Version
Um dos atributos que fazem da infância uma aventura é a capacidade de se admirar de coisas simples. Quando éramos crianças, apenas algumas décadas atrás, parece que nos admirávamos mais facilmente tanto das coisas extraordinárias como das comuns. O mundo era novo! Cada dia trazia surpresas: correr, tocar, subir. Tínhamos um senso de curiosidade mais aguçado. Dizíamos: “Uau!” “Fantástico!” “Espetacular!” “Fabuloso!” “Nossa!” “Que legal!”
Mas a atitude de parar e se aquietar criada por um evento incomum, como se fôssemos fazer uma descoberta, não existe mais. O jeito peculiar de criança, de olhos arregalados, queixo caído, desapareceu, sumiu, saiu da tela.
Vivemos numa época que procura eliminar o mistério, o extraordinário. Viver sem surpresas está na ordem do dia. Expressar admiração pode fazê-lo passar por ignorante ou simplório, porque a tecnologia já traz tudo pronto. As pesquisas nos dizem quem vai ser o candidato eleito. A ultrassonografia nos diz se nascerá menino ou menina. Até para o aniversariante perguntamos que presente gostaria de receber. Nenhum trauma. Nada da ansiedade de saber se o outro vai gostar ou não do presente. Desapareceu aquele ritual de apalpar e balançar o presente. De dizer: “Puxa, mas era isso mesmo o que eu queria. Como você sabia?”
Podemos imaginar na Bíblia esse sentido de admiração tomando conta de Adão e Eva, quando viram a beleza da criação. Do homem cego de nascença, quando teve os olhos abertos e viu cores e formas. Do surdo que teve os ouvidos abertos e passou a ouvir uma variedade de sons. E a surpresa do menino que teve seus pães multiplicados?
O rabino e escritor judeu Abraham Heschel dizia: “Ensinamos as crianças como medir, como pesar. Não as ensinamos como reverenciar, como se admirar e se maravilhar.”
Quando as crianças perguntam, podemos não apenas satisfazer a curiosidade delas, mas também realizar um ato de afeição. Depois que o pai ou professor responde suas perguntas, essas crianças vão dormir pensando: “Puxa, que legal. Meu pai e minha mãe são maiores que as minhas perguntas! Minha professora, meu professor são maiores do que minhas dúvidas!”
É Jesus quem desafia: receba o reino de Deus como uma criança. Nunca apague de sua vida o senso de admiração.

13 de outubro Quinta

Construindo Pontes


Vocês, que antes estavam longe, foram aproximados mediante o sangue de Cristo. Pois Ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um e destruiu a barreira, o muro de inimizade. Efésios 2:13, 14
As pontes são símbolos de aproximação, diálogo, convivência e reconciliação. Elas unem pessoas, povoados, cidades e países. Parece que somos mais especialistas em construir muros em lugar de pontes. Tanto que o maior muro feito pelo homem é visível da Lua: a Grande Muralha da China.
Existe também preconceito e discriminação: construímos muros invisíveis entre vizinhos, denominações, grupos étnicos e países.
Cristo passou a maior parte do tempo derrubando muros. Paulo diz que Jesus veio para derrubar o muro de separação: “O objetivo dEle era criar em Si mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliar com Deus os dois em um corpo [...]. Ele veio e anunciou paz a vocês que estavam longe e paz aos que estavam perto” (Ef 2:15-17).
A figura que Paulo usa aqui é muito clara. Ele se valeu do templo com suas seções. A separação era: gentios, mulheres, israelitas, levitas, sacerdotes e sumo sacerdotes. Paulo disse: “Jesus é a ponte: o muro desapareceu. Jesus é nossa paz.” A graça de Deus não quer deixar ninguém de fora. Infelizmente, excluímos as pessoas por medo, orgulho ou ignorância. Nós as classificamos assim: quem está dentro e quem está fora. Os líderes religiosos da época de Jesus consideravam virtude não se relacionar com quem não vivia à altura dos seus padrões. Jesus, por outro lado, foi o maior construtor de pontes que o mundo já viu.
Somos convidados a ser construtores de pontes. “Vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas na edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo” (1Pe 2:5). Quando Pedro diz que devemos assumir nossa missão, ele usa uma palavra que resume nossa identidade como povo de Deus, a palavra “sacerdócio”.
O comentarista bíblico Barclay salienta algo interessante sobre o significado da palavra “sacerdote”, em latim. A palavra latina para sacerdote é pontifex, ou seja, construtor de pontes. Pedro diz: “Vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas [...] para serem sacerdócio santo.” Juntos vamos construir pontes!
Esta é nossa identidade: somos construtores de pontes. Pontes de esperança, de justiça e de graça. Devemos construir pontes para outras pessoas se aproximarem de Deus. Pontes de aproximação para conhecerem o evangelho de Cristo. Ponte de aproximação para que entrem no reino do Céu.

14 de outubro Sexta

O Fator Medo


Mas Ele lhes disse: “Sou Eu! Não tenham medo!” João 6:20
Esta é a expressão mais repetida na Bíblia, o ensino mais simples formulado em apenas duas palavras: “Não temas.” Desde aquela primeira vez em que Adão disse: “Tive medo”, até hoje, o medo tem sido o fardo de todo ser humano, em todos os lugares. Não há ninguém que fique livre ou escape de seu aguilhão. O medo é uma coisa natural. Faz-nos cautelosos e tem que ver com nossa autopreservação. O medo tem um tremendo arsenal, pronto para disparar contra nós: medo de emprego novo, de desistir, de perder a saúde, de rejeição, de amar, do desconhecido, de ser diferente, do fracasso.
Parece que estamos sempre operando na base do medo. Temos que falar para o medo aquilo que às vezes a gente tem vontade de falar para algumas pessoas desagradáveis: “Suma, desapareça!” “Saia de perto!”
Nossos pais também colocaram medo na gente: “Tranque tudo, guarde suas coisas, não confie em ninguém ou confie desconfiando.”
Os medos mudam, dependendo da idade. Para uma criança, o pior medo é ficar sozinha. Quanto consolo ela encontra quando o pai e a mãe chegam e dizem: “Pronto, filhinho. Acabou! Papai e mamãe estão aqui.” Para os adolescentes, o pior medo é o de cometer uma gafe ao falar em público. Se quiser comprovar isso, coloque um microfone na mão de um deles e peça para ele fazer um anúncio ou uma oração. Já os adultos têm medo da violência e do desemprego.
Quando surge uma emergência física, o organismo tem a habilidade de reagir diante do medo, fazendo-nos fugir ou enfrentar a situação. É a adrenalina que faz com que a gente corra mais rápido, levante um grande peso, ou ultrapasse um obstáculo que em circunstâncias normais não conseguiríamos transpor. Quantos não se lembram de quão rápido correram numa situação de medo; como cercas e muros altos foram ultrapassados; etc. Este é o lado bom do medo: ele nos faz correr ou enfrentar o problema.
Só que para muitos dos medos que sentimos agora não adianta correr ou enfrentar – são medos da batalha espiritual. Mas a promessa de Deus vale para todos os dias do ano: “Não tema, pois Eu o resgatei; Eu o chamei pelo nome; você é meu. Quando você atravessar as águas, Eu estarei com você; quando você atravessar os rios, eles não o encobrirão. Quando você andar através do fogo, não se queimará” (Is 43:1, 2).

15 de outubro Sábado

Perdoar de Coração


Assim também lhes fará meu Pai celestial, se cada um de vocês não perdoar de coração a seu irmão. Mateus 18:35
O psicólogo Dr. Glenn M. Herndon, concluiu em seus estudos que o perdão liberta a pessoa ofendida do rancor e estresse que estão ligados a problemas de saúde tais como pressão alta, câncer e doenças psicossomáticas entre outras.
Depois de um sermão ele perguntou quantos estavam dispostos a perdoar os seus inimigos. Mais ou menos metade do auditório levantou a mão. Não satisfeito com a reação pregou mais vinte minutos e repetiu a pergunta. Desta vez a resposta foi de 80%. A esta altura, mesmo que o auditório estivesse pensando no almoço, falou mais quinze minutos e desta vez todos levantaram a mão, exceto uma senhora idosa lá no fundo da igreja. “Irmã Mirian, a senhora não está disposta a perdoar seus inimigos?”
Ela respondeu: “Eu não tenho nenhum inimigo.”
“Irmã Mirian, isto é algo incomum! Que idade a senhora tem?” Ela disse: “Noventa e três.” “A senhora poderia vir à frente e dizer como se pode viver noventa e três anos e não ter um inimigo?” É fácil, ela disse. “Todos morreram.”
Nossa tendência natural não é perdoar, nem esquecer, nem sair perdendo. Queremos deixar as coisas pelo menos no empate.
Perdoar é contrário à natureza humana e por isso requer a ajuda divina. O perdão não deixa o ofensor no gancho: “Se ele vier pedir perdão, eu perdoo” ou “se deixar de fazer o que está fazendo…” Ou se você fala com os olhos entreabertos: “Eu perdoo, mas não esqueço”, o perdão fica incompleto. Temos que continuar trabalhando na memória de tal maneira que a falta não dê suas ferroadas quando seja lembrada.
Dê uma checada para ver se a hipertensão, e a dor de cabeça ou estresse que você está sentindo têm sua origem numa falta que você ainda não perdoou.
O objetivo do perdão é a reaproximação. É limpar o seu coração do veneno do ressentimento. Por isso, não jogue fora o perdão, nem permita que a raiz da amargura cresça. Eis alguns passos que você pode dar:
1. Reconheça que foi prejudicado. Admita seu ressentimento. Não vai ajudar em nada negar a realidade.
2. Se o erro foi seu, aceite que Deus em lugar de querer que você pague pelo que fez, Ele o perdoou através de Seu Filho na cruz.
3. Com a ajuda de Deus tome uma decisão consciente para perdoar.
“Perdoem como o Senhor lhes perdoou” (Col. 3:13).

16 de outubro Domingo

Ver Além das Aparências


O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração. 1 Samuel 16:7
A escolha de Davi como rei de Israel nos ensina a não julgar as pessoas pela aparência.
O profeta Samuel recebeu a indicação de Deus de ir até a família de Jessé, para ungir o próximo rei de Israel.
Como era de se esperar, Jessé trouxe primeiro o filho mais velho, Eliabe. De bom porte, alto, bom físico, elegante. A reação imediata de Samuel foi, “deve ser este”. Mas Deus foi bem claro com o profeta: “Não considere sua aparência”. O fato é que Jessé desfilou todos os sete filhos diante de Samuel e Deus dizendo “ainda não”.
O profeta perguntou para o pai: “Não está faltando alguém?”
“Sim”, disse Jessé, “ainda falta o menor. Ele não tem nem título de eleitor ainda. Ele é bom para tocar harpa e cuidar de ovelhas. Mas não sei se cairia bem num ambiente de palácio.” Nem mesmo o pai viu em Davi um potencial de liderança. Os irmãos de Davi também não o imaginavam num ambiente palaciano. Mas esse adolescente desconhecido não passou sem ser notado por Deus.
Você se lembra quando estava na fila aguardando para jogar no próximo time? Quem eram os primeiros escolhidos? Claro, os mais rápidos, mais fortes e mais hábeis. Como é que você se sentia ao ser escolhido por último, como se estivessem dizendo: “Você não vai somar nada no time, não vai fazer nenhuma diferença, mas só para completar, entre aí”.
Ninguém gosta de ser considerado um acessório, um apêndice, um contrapeso. Todos querem se sentir valorizados pela tarefa ou pelo desafio que recebem. Para seus irmãos, Davi era uma espécie de contrapeso.
Que critério Deus usou para chamar Davi do anonimato para uma posição de destaque, um ninguém que passou a ser alguém? Ele não estava numa posição de visibilidade, mas cumpria com fidelidade sua responsabilidade. Você nunca vai saber quando alguma coisa que aconteceu com você vai lhe abrir uma porta de oportunidade no futuro. Jamais passou pela mente de Davi, ao estar protegendo as ovelhas do urso, do leão e do lobo, que um dia seria o rei da nação israelita.
Não sei que posição você ocupa ou em que departamento você trabalha. Mas qualquer que seja a função, Deus tem um plano para sua vida que ninguém vai roubar.
A fidelidade e a dedicação com que você cumpre suas tarefas determinarão em grande parte que papel você desempenhará na sociedade no futuro.

17 de outubro Segunda

Sintonizando o Coração


Devolve-me a alegria da Tua salvação e sustenta-me com um espírito pronto para obedecer. Salmo 51:12
Conhecemos Davi como o “homem segundo o coração de Deus” e também como o amado “cantor dos cânticos de Israel” (2Sm 23:1). Paralelamente, ao lado da história de Davi, temos também suas orações no livro de Salmos. São 150 orações das quais 73 são atribuídas a Davi. O Salmo 51 é um dos mais usados nas orações, pela revelação da fragilidade de Davi e por seu pedido de socorro.
A história por trás desse salmo é vívida e cheia de tramas, como as histórias de Hollywood. Inclui assassinato e adultério, mentira, engano e a morte prematura de uma criança, sem falar nos desdobramentos que Davi enfrentou dentro da própria família. Além de ser um salmo de arrependimento, é também um lindo poema, como vemos nos trechos a seguir:
“Apaga as minhas transgressões” (v. 1). Ele vê seus pecados que precisam ser removidos como escritos em um livro.
“Tem misericórdia de mim” (v. 1). Ele merecia justiça e não misericórdia. Pela justiça, ele seria morto. A misericórdia é sua única esperança.
“Por teu amor” (v. 1). O amor fiel de Deus é dado não porque sejamos bons, e também não é tirado de nós quando somos maus. Temendo o julgamento, ele pede o carinho e a compaixão de Deus.
“Lava-me e purifica-me do meu pecado” (v. 2). Você já viu pessoalmente, ou pelo menos em imagens, os rostos de operários de minas de carvão, ou de limpadores de chaminé? São rostos escurecidos, manchados, com apenas dois pontos claros, os olhos. Depois de ter passado todo um dia na sujeira, o que eles mais anseiam é tomar banho num chuveiro com jato de água forte e abundante. Assim, também, almejamos os chuveiros da graça de Deus. “Cria em mim um coração puro, ó Deus” (v. 10). Quantos de nós já não fizemos essa oração centenas de vezes. E alguns a repetem em seus momentos devocionais, a cada dia.
Ellen White comenta essa oração e diz: “Uma das orações mais sinceras registradas na Palavra de Deus é aquela de Davi quando suplicou: `Cria em mim um coração puro, ó Deus.’ A resposta de Deus para tal oração é: `Um novo coração te darei.’ Eles receberão o novo coração, que é mantido tenro pela graça do Céu” (Comentário Bíblico Adventista, v. 4, p. 1.165).
O arrependimento está à disposição dos que caírem, dos que admitirem sua necessidade e dos que desejarem voltar.

18 de outubro Terça

Podemos Continuar Intercedendo


Orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz. Tiago 5:16
Há alguns anos, o Departamento de Cardiologia do Hospital Geral de San Francisco fez um estudo sobre o efeito da oração em seus pacientes. Eles foram divididos em dois grupos. No grupo que recebia orações, estavam 192 pacientes; e no grupo que não recebia orações, havia 201 pacientes. Ninguém do staff médico sabia da experiência.
Havia pessoas pertencentes a grupos de orações espalhados por todo o país. Resultado: o grupo pelo qual se estava orando teve cinco vezes menos infecções, menos casos de febre e menor número de óbitos. Alguém, depois de saber o resultado, reagiu dizendo que “a oração funciona”.
O grupo pelo qual ninguém orou teve cinco vezes mais infecções e três vezes mais complicações pulmonares e cardíacas.
Deus também pode nos usar como intercessores em favor dos vizinhos na comunidade.
Quando oramos pelos amigos, pelo que devemos orar? O correto seria orar quase da mesma maneira como pais oram pelos filhos. O movimento de oração intercessora tem crescido nas igrejas e nas instituições. Ora-se para que as pessoas conheçam Jesus como seu Senhor; para que sejam protegidas do inimigo; para que sirvam a Jesus com inteireza de coração.
Nos escritórios das Associações, nos colégios e demais instituições da igreja, há sempre pessoas, lugares e assuntos nessa lista de oração intercessora. Muitos grupos procuram revitalizar suas congregações com os “guerreiros de oração”, com ideias como: orar um minuto por uma pessoa à uma hora da tarde; orar cinco minutos por cinco pessoas durante cinco dias; etc.
“A oração é a chave nas mãos da fé para abrir os depósitos do Céu, onde estão armazenados os ilimitados recursos da Onipotência” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 94, 95).
Deus é capaz de fazer todas as coisas sem nossa ajuda. Ele é cheio de sabedoria, amor e poder. Em Seu poder, é capaz de fazer o melhor. Ele não precisa de nós. Mas, em Sua sabedoria, Ele nos escolheu para nos envolver na oração intercessora a fim de cumprir Seu querer.
Que privilégio o nosso: pedimos, Deus age e o trabalho se realiza. É uma combinação poderosa! Ele nos habilita para construir Seu reino.

19 de outubro Quarta

Timidez versus Coragem


Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio. 2 Timóteo 1:7
Muitos foram desafiados em alguma fase da vida, e se esconderam dos desafios. Saul, depois de ter sido indicado por Deus para ser o rei de Israel, se encolheu e se escondeu. Recebeu a nomeação com timidez e insegurança. Na hora de assumir a liderança, Saul disse: “Eu sou o menor da minha família, e a minha família é uma das mais insignificantes da tribo.” Temia a crítica daqueles que o conheciam. Churchill dizia: “A única maneira de evitar a crítica é não dizer nada, não fazer nada e não ser ninguém.”
De quem você está se escondendo? De que desafio está procurando escapar? Quantas vezes você já teve a resposta na ponta da língua e teve medo de falar? Quando o professor perguntava: “Entenderam?”, você costumava ficar quieto ou pedia para o professor repetir a explicação?
Muitas pessoas já confessaram que passaram por um momento de timidez. É uma fase passageira, natural quando tudo é novo e ainda não sabemos como agir. Depois, com o tempo, nos habituamos a fazer com tranquilidade o que antes nos causava desconforto.
O tímido faz de tudo para não ser percebido. Entretanto, a coragem é uma espécie de faísca que incendeia todas as demais virtudes. Precisamos dela não só para enfrentar o perigo, mas também para ser bondosos e leais. Precisamos de coragem para guardar silêncio. Precisamos dela em todos os lugares. Paulo disse: “Deus me deu coragem.” Muitas vezes, os grandes atos de coragem não aparecem em TV, jornais, revistas ou no YouTube. Às vezes, ninguém está presente para aplaudir. Acontece nas ruas, em casa e está na cruz que se carrega a cada dia.
Quando Paulo escreveu essa última epístola, estava sob o olhar de soldados que tinham ao lado uma espada. O apóstolo sabia o que o aguardava, mas não houve de sua parte o mínimo de hesitação: “Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder.”
Você precisa de coragem quando é jovem e quando é adulto. A mãe precisa dela em casa, e o pai precisa dela no trabalho. Você precisa de coragem para ser puro e para ser paciente. Você precisa de coragem para não dizer nada. O que distinguiu muitos heróis não foi a diversidade de talentos, mas a coragem.

20 de outubro Quinta

Seu Nome é Jesus


Por isso Deus O exaltou à mais alta posição e Lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra. Filipenses 2:9, 10
Seu nome não foi uma decisão do casal José e Maria. Eles também não foram procurar livros com sugestões de nomes para meninos. Um anjo apareceu para José e disse: “Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque Ele salvará o Seu povo dos seus pecados” (Mt 1:21). Assim, nas palavras do anjo, nenhum outro nome explica de maneira tão bonita e adequada aquilo que Ele viera fazer.
Fico contente pelo fato de o nome de Jesus ter apenas cinco letras. É fácil e doce de pronunciá-lo e até as criancinhas o pronunciam com carinho. Se Ele tivesse o nome do filho do profeta Isaías, Maher-Shalal-Hash-Baz (Is 8:3), que difícil seria! Perderia o encanto.
Nas diferentes esferas da atuação humana, sempre encontramos nomes que se sobressaíram: Sócrates e Platão, na filosofia; Michael Jordan e Kobe Bryant, no basquetebol; Beethoven e Mendelsohn, na música; etc. Mas quando entramos na esfera da salvação humana, Pedro foi enfático em dizer: “Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (At 4:12).
William e Gloria Gaither compuseram um hino intitulado “Há alguma coisa naquele nome”; em português: “Cristo, Cristo”. Entre a primeira e a segunda estrofes, há um texto de exaltação ao nome de Jesus:
“Jesus, a simples menção do Seu nome pode acalmar a tempestade, curar o ferido, ressuscitar os mortos. Ao nome de Jesus, já vi homens de coração endurecido transformados, e a luz voltar aos olhos de uma criança sem esperança.
“Ao nome de Jesus, o ódio e a amargura se transformam em amor e perdão… Já vi uma mãe pronunciar esse nome ao lado do filho com febre e aquele corpinho aquietar-se e a febre ceder. Já estive ao lado do leito de um santo a morrer, seu corpo encarcerado pela dor, e naqueles segundos finais, num último esforço, ele sussurrar o nome mais doce: Jesus, Jesus. [...]
“E no dia final [...] todas as vozes dos filhos de Adão se unirão num poderoso coro para proclamar o nome de Jesus, pois naquele dia `todo joelho se dobrará nos céus, na terra e debaixo da terra e confessará que Jesus Cristo é Senhor’ (Fp 2:10, 11). Você sabe: `Há alguma coisa naquele nome.’”

21 de outubro Sexta

Quem Destes Agiu Como Próximo?


Mas um samaritano [...] teve piedade dele. Aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho e óleo. Depois colocou-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele. Lucas 10:33, 34
Essa foi uma das parábolas que Jesus contou aproveitando-Se de um incidente real. O sacerdote e o levita se encontravam no grupo que estava escutando a parábola. Aquele homem, assaltado e ferido, o transeunte na estrada de Jericó, é uma representação de todos nós. Ele é representante de todos aqueles que foram maltratados, perseguidos e injustiçados por homens e mulheres. O homem assaltado se sentia incapaz de reagir. Não podia ajudar a si mesmo. Como vítima, na condição em que se encontrava, não tinha escolha. Tinha que se entregar à misericórdia daquele que viera para socorrê-lo.
“Na história do bom samaritano, Jesus ofereceu uma descrição de Si mesmo e de Sua missão. [...] Deixou Sua glória, para vir em nosso socorro. Achou-nos quase a morrer, e tomou-nos ao Seu cuidado. Curou-nos as feridas. Cobriu-nos com Sua veste de justiça. Proveu-nos um seguro abrigo, e tomou, a Sua própria custa, plenas providências em nosso favor” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 503, 504). De maneira objetiva, Jesus delineou Sua missão:
Aproximou-se. Chegou perto, acercou-Se. A iniciativa é sempre de Jesus vir ao nosso encontro, procurar-nos, socorrer-nos. “O Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido” (Lc 19:10);
Enfaixou-lhe as feridas. “Só Ele cura os de coração quebrantado e cuida das suas feridas” (Sl 147:3).
Aliviou-lhe as dores. “Mas Tu enxergas o sofrimento e a dor; observa-os para tomá-los em Tuas mãos” (Sl 10:14).
Ajudou-o a caminhar. “Pôs os meus pés sobre uma rocha e firmou-me num local seguro” (Sl 40:2).
Levou-o para a hospedaria. “Para sempre anseio [...] refugiar-me no abrigo das Tuas asas” (Sl 61:4).
Tratou dele. “Sou pobre e necessitado, mas o Senhor preocupa-Se comigo” (Sl 40:17).
Pagou. “Pagarei todas as despesas que você tiver” (Lc 10:35). Jesus fez provisão em nosso caminho para o Céu.
Prometeu voltar. “Virei outra vez” (Jo 14:3, ARC).
Jesus é o bom samaritano que eu preciso quando todos me ignoram, me evitam e me rejeitam.

22 de outubro Sábado

Código de Honra


Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento. Mateus 22:37
Estamos vivendo num mundo altamente liberal que resiste às regras e códigos de comportamento. Mesmo assim, existem muitos colégios, universidades e academias militares que têm seus códigos, indicando que comportamentos são aceitáveis para seus alunos.
Esses códigos de honra têm por objetivo colocar diante dos membros da comunidade, do grupo ao qual pertencem, princípios e valores para que todos possam viver de maneira responsável. Entre os itens incluídos, estão: vestimenta, apresentação pessoal, comportamento moral e social, não colar em provas, não mentir, etc.
Paulo emitiu um alerta para os filipenses: “Tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas” (Fp. 4:8).
Encontrei no livro Mensagens aos Jovens (p. 270) um pensamento que depois se tornou a chamada Legião de Honra dos jovens adventistas. Mesmo que tenha sido escrito na segunda metade do século 19, e a autora não tivesse titulação acadêmica, com largueza mental ela se mostra uma verdadeira educadora ao escrever para os jovens, incluindo seus filhos.
“Dizei firmemente: `Não passarei preciosos momentos na leitura daquilo de que nenhum proveito me será, e tão somente me incapacitará para ser prestativo aos outros. Dedicarei meu tempo e pensamentos, buscando habilitar-me para o serviço de Deus. Fecharei os olhos para as coisas frívolas e pecaminosas. Meus ouvidos pertencem ao Senhor, e não escutarei o sutil arrazoamento do inimigo. De maneira nenhuma minha voz se sujeitará a uma vontade que não esteja sob a influência do Espírito de Deus. Meu corpo é o templo do Espírito Santo, e cada faculdade de meu ser será consagrada para atividades dignas.’”
Ellen White menciona seis áreas para as quais devemos dedicar atenção na vida cristã: leitura, administração do tempo, escolher o que ver, escolher o que ouvir, escolher as palavras e o cuidado com o corpo. Esses itens também podem fazer parte do nosso código de honra pessoal.

23 de outubro Domingo

Vitória Garantida


Está consumado! João 19:30
Gosto de pregadores que sempre servem um “banquete” em seu sermão, independentemente do lugar, da ocasião e do número de pessoas que os assistem.
Os jovens adventistas do Chile, por ocasião do 18 de setembro, seu dia nacional, realizam congressos e acampamentos em todo o país. Numa dessas ocasiões, fui visitar um acampamento nos arredores de Santiago, com mais ou menos cem jovens. Era um momento de bate-papo e o tema girava em torno de nossa participação na salvação. O professor que conduzia a conversa, com habilidade e conhecimento, usou uma ilustração apropriada para o grupo de jovens: “Suponha que você seja um torcedor fervoroso do seu time.
Conhece os jogadores, entra no blog deles, conhece o técnico e assiste a todos os treinos. Na semana da partida decisiva para ver quem será o campeão, o técnico se aproxima de você e diz: `Fernando [coloque o seu nome], é o seguinte: no domingo próximo será a partida final. Quero convidar você para que entre em campo com o time. Por favor, esteja uma hora e meia antes no vestiário para receber o uniforme do time.’
“No domingo, com o estádio superlotado, em meio àquela gritaria, foguetório e o flamular de bandeiras imensas, você entra em campo com seu time. Mais do que nunca, seu coração anela por uma vitória esmagadora. No meio do jogo, para sua surpresa, o técnico se aproxima de você e diz: `Fernando, o placar está decidido. A vitória está garantida, é nossa. Nada vai mudar o resultado. Quero que você entre em campo para jogar. Seu nome está na lista dos que podem entrar em campo.’”
Amigos, que diferença faz entrar em campo sabendo que a vitória não depende de mim. Melhor ainda é saber que ela foi alcançada antes.
Jesus pede que entremos em campo para celebrar a vitória que Ele alcançou na cruz. Quantos entram em campo na expectativa e pensam que o peso da vitória dependerá inteiramente deles. Esforçam-se, lutam; porém, se decepcionam.
Quando Ele exclamou “Está consumado!”, estava dizendo: “A partida terminou. A vitória é Minha. O adversário está derrotado para sempre.” Ele o fez não com voz débil e sem forças. Ele o fez com voz de triunfo, em tom conquistador. Jesus diz: “Vá! Já ganhamos. A vitória é nossa, rapaz! Entre em campo e celebre a vitória comigo!”

24 de outubro Segunda

Nova Atitude


Lançando sua capa para o lado, de um salto pôs-se em pé e dirigiu-se a Jesus. Marcos 10:50
Não consigo imaginar como é ser uma pessoa que não pode enxergar. Não ser capaz de ler, ver o por do sol, pássaros voando, o rosto das pessoas, o mar quebrando contra as rochas.
Helen Keller foi um grande exemplo pela maneira como lidou com a surdez e a cegueira. Certa vez, ela publicou numa revista um artigo intitulado: “Três dias para ver.” No artigo, ela fala do que gostaria de ver, se lhe fossem dados três dias de visão. É um texto provocativo e inspirador.
No primeiro dia, Helen gostaria de ver os amigos. No segundo dia, ela gostaria de ser capaz de olhar a natureza ao redor. E no terceiro dia, ela gostaria de passar o tempo em sua cidade natal, Nova York, observando o movimento da cidade e a correria do pessoal. “Eu, que sou cega, posso dar uma dica para aqueles que veem: usem os olhos como se amanhã vocês fossem ficar totalmente cegos.”
Ser portador de deficiência visual nos dias de Jesus era bem diferente de hoje. A cegueira significava que você estaria sujeito à pobreza e condenado a mendigar para sobreviver.
Naquele dia, em lugar de ouvir apenas o barulho normal dos transeuntes, o cego percebeu uma multidão que ia passando. Ao saber que Jesus ia passar por ali, decidiu fazer alguma coisa. E a atitude dele foi importante para conseguir a atenção do Salvador. Deixou de lado as repreensões e gozações dos transeuntes: “Ele tem coisas mais importantes do que dar atenção a um cego.” Mas o homem aproveitou a oportunidade para mudar de vida.
A atitude decisiva dele era a de mudar as circunstâncias. “Quero jogar fora, deixar para trás minha vida de deficiente visual.” Por isso, jogou a capa de lado. Acostumado a permanecer sentado, deu um salto.
Quantos de nós não necessitamos da misericórdia de Jesus, agora? Jesus vai Se deter para aqueles que O chamarem em fé. Jesus perguntou ao cego: “O que você quer que Eu lhe faça?” (v. 51).
Jesus está disposto a Se deter e nos ajudar. “Anime-se, levante-se! Ele o está chamando.”

25 de outubro Terça

Basta a Preocupação de um Dia


Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Mateus 6:34
Em seu livro Celebrando a Alegria, Velma Daniels fala da entrevista que fez com um homem que foi visitar os esquimós no Círculo Ártico. “Nunca pergunte a um esquimó a idade dele. Se você perguntar, a resposta vai ser `não sei, não me interessa’. Se perguntar pela segunda vez, ele vai responder `quase isso’. `Isso, o quê?’, perguntou o homem. `Quase um dia.’”
A escritora perguntou então o significado dessa expressão. Ele disse que os esquimós acreditam que quando vão dormir à noite, eles morrem. Então, quando despertam pela manhã, ressuscitam e estão vivendo vida nova. É por isso que nenhum esquimó tem mais do que um dia de vida. Apesar de a vida ser difícil para eles, você nunca vai ver um esquimó preocupado ou ansioso. Eles aprenderam a viver “um dia de cada vez”.
Uma coisa é você estar preocupado; outra é se mostrar cuidadoso. Ser cuidadoso é ter em mente as prováveis dificuldades, mas ao mesmo tempo fazer alguma coisa para aliviar a tensão. Você está com medo do exame de neuroanatomia? Então, estude. Está preocupado com o dinheiro? Meça seus gastos. Está com uma dor que apareceu e não sabe o que é? Procure o médico.
A preocupação, por outro lado, se concentra nas dificuldades improváveis ou circunstâncias que não podem ser contidas. “E se o professor fizer só uma pergunta e eu não souber?” Suas finanças estão bem, mas você diz: “E se o carro quebrar? Como vou sair dessa?”
Você está bem de saúde, mas se preocupa: “E se for uma doença terminal? E se eu sofrer um acidente?” A preocupação distorce nossa percepção e acabamos avaliando as coisas fora de proporção. Tudo passa a ter tamanho GG.
Vamos viver cada dia como ele vem, um dia por vez. Ao começar o dia, posso entregar minhas preocupações a Deus e pedir a orientação dEle.
Três vezes no Sermão do Monte Jesus repetiu a frase: “Não se preocupem” (Mt 6:25, 31, 34). Quando Jesus nos diz “basta a cada dia o seu próprio mal” (v. 34), faz com que nos lembremos da palavra do profeta: “Pois as Suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã” (Lm 3:22, 23).
“Nosso Pai celeste tem mil maneiras de nos prover as necessidades, das quais nada sabemos. Os que aceitam como princípio dar lugar supremo ao serviço de Deus verão desvanecidas as perplexidades e terão caminho plano diante de si” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 481).

26 de outubro Quarta

Nas Pegadas de Jesus


O Rei responderá: “Digo-lhes a verdade: O que vocês fizeram a algum dos Meus menores irmãos, a Mim o fizeram.” Mateus 25:40
Por que no julgamento final alguns serão colocados à direita, em posição de honra, e outros à esquerda? Quem são esses “meus menores irmãos” aos quais Jesus Se referiu? Os que estavam do lado direito não passaram por alto pequenas oportunidades de fazer o bem. Usaram seus recursos para ser uma bênção para outros; responderam às necessidades humanas e demonstraram compaixão.
Diante do trono, naquele dia, os justos se mostrarão surpresos. Sua demonstração de cuidado e amor tinha sido feita de maneira tão espontânea que nem tinham lembrança do que fizeram. Não foram notados porque diziam: “Senhor! Senhor!”, mas pelos atos de sacrifício e serviço. Deram de beber, de comer, vestiram e visitaram. Coisas simples, feitas por amor. E a explicação de serem colocados do lado direito está em Mateus 25:40: “O que vocês fizeram a algum dos Meus menores irmãos, a Mim o fizeram.”
Os que estavam do lado esquerdo começaram a se desculpar dizendo: “Se nós soubéssemos! Não tivemos oportunidade.” E perguntaram em tom de inocência: “Senhor, quando Te vimos com fome ou com sede ou estrangeiro ou necessitado de roupas ou enfermo ou preso, e não Te ajudamos?” (Mt 25:44). A condenação veio não pelo fato de fazerem o mal, mas por não terem feito o bem. O pecado da omissão é visto de maneira mais séria do que o pecado da ação.
O faminto não só precisa de palavras, precisa de alimento. O que padece de frio não precisa de simpatia, precisa de roupa. O sedento não precisa de oração, precisa de água. O doente e o encarcerado precisam de nossa presença. Temos que servir ao homem todo, ao seu estômago, corpo e à sua solidão.
O termo “Meus pequeninos” pode se referir àqueles que não podem retribuir o favor que estão recebendo. Aqueles que são ignorados e passados por alto, aos quais a sociedade menospreza. Podem ser o lixeiro ou o catador de papelão nas ruas; aqueles que moram debaixo de pontes; o presidiário, as crianças desamparadas, os desempregados.
“Não necessitamos ir a Nazaré, a Cafarnaum ou a Betânia para andar nos passos de Jesus. Encontraremos Suas pegadas junto ao leito dos doentes, nas choças da pobreza, nos apinhados becos das grandes cidades, e em qualquer lugar onde há corações humanos necessitados de consolação. Fazendo como Jesus fazia quando na Terra, andaremos em Seus passos” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 640).

27 de outubro Quinta

A Dor do Quase


Então Agripa disse para Paulo: “Você quase me persuade a me tornar um cristão.” Atos 26:28, New King James Version
Um texto atribuído a Luis Fernando Veríssimo diz: “Ainda pior do que a convicção do não, e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo o que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou, ainda joga, quem quase passou, ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou, não amou.”
A palavra “quase” é uma dessas que poderia ser chamada de palavra que traz pena e causa dó. Significa “bem perto, mas não o suficiente; por um pouquinho, por um triz”.
O “quase” fala de oportunidades perdidas: quase alcancei, quase cheguei ao topo da montanha, quase chegamos em tempo. Perto do portão, mas do lado de fora; perto do redil, mas não dentro.
“A dor do quase” foi como alguns jornais denominaram a derrota do Flumi-nense diante da LDU do Equador, na final da Libertadores, em 2008. O Flu-minense, que perdera por 4 x 2 em Quito, precisava vencer por três gols de diferença. Venceu por 3 x 1 no tempo regulamentar. A partida se estendeu para a prorrogação e nos pênaltis o Fluminense foi quase campeão.
A palavra “quase” transparece no relato da audiência de Paulo diante de Festo. Lucas diz que “Agripa e Berenice vieram com grande pompa e entraram na sala da audiência com os altos oficiais e os homens importantes da cidade” (At 25:23). Sob a justificativa de pré-julgar Paulo, a reunião era um ato de solidariedade política entre os dois e uma procissão de celebridades e homens de negócios.
Ali estava Paulo que se apresentava não como guru espiritual, mas como um judeu devoto falando de sua conversão e do seu chamado. Ele não se intimidou com a “pompa e circunstância”. Perguntou a Agripa se ele acreditava no evangelho. Ele foi progressivamente cercando Agripa para que tomasse uma decisão. A reação de Agripa foi: “Você acha que em tão pouco tempo pode convencer-me a tornar-me cristão?” (At 26:28).
O que fez Agripa parar diante do quase em lugar de aceitar a salvação? Os amigos, os conhecidos, as personalidades que estavam ali na sala de audiência. E Paulo disse: “Não fique indeciso, majestade. Eu gostaria que não somente o senhor, mas todos os que estão aqui aceitassem a Cristo como eu aceitei.”
Quase foi o mais próximo que Agripa conseguiu chegar para ter a vida transformada. Que pena!

28 de outubro Sexta

Graça Sobre Graça


Todos recebemos da Sua plenitude, graça sobre graça. João 1:16
Usamos a palavra “graça” tantas vezes que nem nos preocupamos com seu significado. Assim, dizemos: ela dança com graciosidade, beleza, elegância; cair em graça; e que graça tem, quando falamos de alegria. O governo declara um ato de graça, absolvição e não condenação de um culpado. O mundo dos negócios tem um pobre conceito de graça. As financeiras e administradoras de cartão de crédito falam em “período de graça”, ou seja, o período entre a data de compra e o vencimento de uma fatura. As seguradoras e instituições previdenciárias falam em período de graça, quando o segurado não tem condições por si só de contribuir com o sistema, mas conserva os direitos de segurado. Nós também damos graças antes das refeições. Assim, gratidão, benefício e outras palavras compartilham algum significado com a palavra “graça”.
Jonas Merrit ilustra a graça da seguinte maneira: “Quando um homem trabalha oito horas por dia e recebe pelos seus esforços, isso é salário. Quando compete com um concorrente e o derrota num concurso, ele recebe um troféu. Isso é prêmio. Quando ele recebe alguma coisa em reconhecimento pelo bom trabalho ou realização, isso é condecoração. Mas quando o homem não pode ganhar nenhum salário, nem ganhar nenhum troféu e não merece nenhuma condecoração e, mesmo assim, recebe salário, prêmio e condecoração, isso é graça.”
A expressão do texto de hoje, graça sobre graça, tem a finalidade de mostrar a natureza da graça em relação à salvação, que nos habilita e satisfaz as nossas necessidades. Deus quer também que mostremos ao mundo como as pessoas que O receberam foram capacitadas a viver de maneira diferente e experimentar Sua paz. “Não compreendo todo o mistério da graça, somente que ela vem nos encontrar onde estamos, mas não nos deixa onde nos encontrou” (Anne Lamot).
Numa visita que fez a John Newton, autor do hino “Graça Excelsa”, um amigo leu para ele a passagem de 1 Coríntios 15:10: “Mas, pela graça de Deus, sou o que sou.” E Newton comentou: “Eu não sou o que devia ser, tão imperfeito e cheio de faltas! Eu não sou o que queria ser, aborrecer o mal e me apegar àquilo que é bom. Eu não sou aquilo que esperava ser: abandonar todo pecado e imperfeição… Mesmo assim eu não sou o que podia ser, nem aquilo que queria ser ou que esperava ser. Posso verdadeiramente dizer que eu não sou o que uma vez fui – um escravo do pecado e de Satanás; posso de todo o coração me unir com o apóstolo e reconhecer que, `pela graça de Deus, sou o que sou’.”

29 de outubro Sábado

Vestes Novas


Mas o pai disse aos seus servos: “Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés. [...] Vamos fazer uma festa e alegrar-nos.” Lucas 15:22, 23
Com que roupa vou? Todos nós já fizemos essa pergunta muitas vezes. É bonito ver as pessoas se trajando com capricho e elegância. Vestimo-nos para nos sentir melhor, para acentuar aquilo que gostamos em nós ou para dissimular aspectos dos quais não nos orgulhamos em nossa aparência. Quando você põe aquela roupa que lhe cai bem, há um sorriso no rosto, leveza e confiança nos passos, e sua autoimagem fica lá em cima.
A volta do filho pródigo começou quando ele mudou de opinião sobre o pai. A graça o compeliu, o atraiu, agiu como ímã levando-o de volta para casa: “Antes mesmo de ser pronunciada a oração, ou expresso o desejo do coração, sai graça de Cristo para juntar-se à graça que opera na pessoa” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 206). Ele voltou sujo, as roupas encardidas e em farrapos. Entretanto, depois do abraço e do beijo do pai, ouviu as palavras: “Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele.”
Jesus quer apenas fazer um acordo com você. Ele diz: “Quero trocar Minha justiça pelos seus pecados; as vestes de linho branco por suas vestes manchadas. Quero mudar suas vestes de confusão por vestes de ordem; sua debilidade por força; a falsidade por verdade. Sem nenhum custo.”
Quero lhe apresentar outro traje, disponível na loja de departamentos de Deus, na seção de roupas, tendo o próprio Deus como estilista. É uma veste valiosíssima e cara, mesmo que não esteja salpicada de diamantes. É um traje mais vistoso do que aqueles que as celebridades usam na entrega do Oscar.
Veja o que lhe está preparado: “O Senhor me faz muito feliz, tudo o que sou se regozija em meu Deus. Ele me cobriu com as vestes da salvação e me envolveu com um manto de bondade. Como o noivo vestido para seu casamento e a noiva adornada em joias” (Is 61:10, New Century Version).
“Ninguém é tão pecador que não possa encontrar força, pureza e justiça em Jesus, que por todos morreu. Ele anela livrar os pecadores de suas vestes manchadas e poluídas pelo pecado, e vestir neles as vestes brancas da justiça. Ele insiste para que vivam, e não morram” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 53). São vestes que estão à disposição de todos aqueles que voltarem com o coração contrito e arrependido. “Venham, todos vocês [...] que não possuem dinheiro algum, venham, comprem” (Is 55:1). Aceite o convite divino!

30 de outubro Domingo

Não se Faça de Vítima


Ao segundo filho chamou Efraim, dizendo: “Deus me fez prosperar na terra onde tenho sofrido.” Gênesis 41:52
Se José vivesse hoje, seria um candidato a fazer papel de vítima. Vendido pelos irmãos, tornou-se escravo no Egito. Tentou ser bom escravo, mas como não cedeu às insinuações da esposa do chefe, foi lançado na prisão. Ali tentou ajudar a muitos, mas foi esquecido por aqueles que foram colocados em liberdade.
Com tudo e por tudo que passou, José nunca olhava a si mesmo como vítima. Não há nenhum registro de uma só queixa que ele tenha feito atribuindo sua situação aos irmãos ou a Faraó. Não há nada escrito em que se deixe transparecer que ele se fez de vítima dizendo: “É… podia ser pior”, “Gostaria que fosse diferente, mas não é realmente o que eu queria. O que vou fazer?”, “Por que fizeram isso comigo?”
Daniel e seus três amigos hebreus também não aceitaram a condição de vítimas. Para eles, estivessem fazendo o trabalho que fosse – varrendo ou limpando o chão da “faculdade” – não era humilhação. Diziam apenas: “Estamos sendo provados para ver se vamos desistir de nosso sonho.” Não há registro de queixa dizendo: “Onde já se viu nos colocarem neste trabalho? Isso é trabalho de escravo, não de aluno! Merecemos mais do que nos deram! Ah, se eles soubessem do nosso potencial!”
Colocar-se em posição de vítima está em voga na sociedade hoje. Insistimos na ideia de que fomos prejudicados pelo professor, chefe de trabalho, supervisor e pela cultura. Acreditamos que alguém está sendo injusto conosco.
Você está se fazendo de vítima? Pergunte: “O que tenho é o que realmente quero, ou tomei o caminho mais fácil? Estou fazendo o curso que quero fazer ou fiquei com a segunda, ou terceira opção? Estou fazendo um trabalho de que não gosto? Por que estou permitindo isso comigo?”
Quando você se coloca como vítima, começa a dizer que seus direitos não estão sendo respeitados, que estão pisando em você, que não reconhecem seus talentos, que está sendo deixado de lado.
Deus nos chama para ser vitoriosos. Mesmo que tenhamos sido vítimas uma vez, podemos pedir a ajuda dEle para que nossos pensamentos nos ajudem a enfrentar os desafios sem nos diminuirmos diante deles.
Vamos enfrentar as situações desafiadoras não em nossas forças, mas confiantes naquilo que Deus tem feito até agora em favor de cada um de nós.

31 de outubro Segunda

“Assim Como”


Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou. Colossenses 3:13
“Perdoa [...], assim como perdoamos aos nossos devedores” é a única parte dentro do Pai Nosso para a qual Jesus fez um comentário no fim da Sua oração. Charles Williams diz no seu livro O Perdão de Deus: “Duas palavras que carregam uma possibilidade de terror, mais do que outras: `assim como’.” Perdoar a outros, então, não parece apenas como uma opção para nós, mas como uma ordem de Deus. Nós as mencionamos automaticamente quando oramos o Pai Nosso, mas seria interessante ver as implicações dessas duas palavras com o perdão. Será que é um requisito: se perdoarmos, seremos perdoados?
Nosso perdão reflete o perdão de Deus. Ao perdoar a outros, temos que lidar com eles assim como Deus lida conosco.
Usamos o “assim como” para revidar uma barbeiragem que alguém fez no trânsito para tirar vantagem de nós. Pisamos no acelerador e fazemos uma manobra para que ele aprenda a guiar direito. Quando meu colega de trabalho solta uma indireta ferina contra mim, coloco no gatilho a frase: “Você vai me pagar!”
Frederick Buechner diz que “até nossa tendência de não perdoar está entre aquelas coisas acerca de nós para a qual necessitamos que Deus nos perdoe”.
Como Deus perdoa? Como Ele deseja que perdoemos? Deus não mantém uma lista de quantas vezes nos perdoou. Assim, também, não devemos manter um registro das vezes que perdoamos. Se for necessário, vamos perdoar dezenas de vezes a mesma pessoa.
Deus nunca me nega perdão e não espera que eu esteja disposto a perdoar os outros mais do que Ele nos perdoa.
“Quantos não abrigam animosidade ou espírito de vingança, e então curvam a cabeça diante de Deus e pedem para serem perdoados assim como perdoam. [...] Dependemos da misericórdia de Deus cada dia e cada hora; como podemos então agasalhar amargura e malícia para com o nosso próximo  pecador!” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 170 – grifo meu).
Não importa o que tenha acontecido, se decidir perdoar, Deus fará fluir grandes torrentes de graça sobre você.

“Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo” (Ef 4:32).

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Violações de direitos humanos no Irã

Violações de direitos humanos no Irã

O cidadão que vive em um país livre e democrático, como o Brasil, tem a obrigação moral de ser solidário para com as pessoas que sofrem nas mãos de governos desumanos, cruéis e que não respeitam a universalidade dos direitos humanos. Gravíssimas violações de direitos humanos praticadas no Irã desde a Revolução de 1979 permaneceram praticamente desconhecidas da sociedade brasileira. Nem mesmo a Resolução da ONU de 2008, que condenou o Irã por tais desatinos, mereceu a devida consideração. As recentes eleições iranianas para presidente, contudo, precipitaram a revelação de informações outrora ignoradas pelo grande público. Graças à internet, imagens de protestos populares, duramente reprimidos pelo governo, espalharam-se ao redor do mundo e foram retransmitidas por diversas emissoras de televisão. Assim, ficou patente a inexistência de liberdade de imprensa no território iraniano. Outros problemas logo vieram à tona.

No Irã, os direitos das mulheres são constantemente violados, com o pretexto do relativismo cultural. Além disso, não há liberdade de consciência e de crença. Minorias privadas do direito fundamental à liberdade religiosa são duramente perseguidas. Sete líderes Bahá’ís, falsamente acusados de espionagem, estão presos em Teerã. Eles aguardam o julgamento através de processos judiciais sem publicidade e direito de defesa. A comunidade Bahá’í do Brasil teme que esses líderes espirituais possam ser sentenciados à morte a qualquer momento. Também há notícias de que alguns cristãos estão presos nas mesmas circunstâncias. No dia 18 de novembro de 2009, duas cristãs convertidas do islamismo, Maryam e Marzieh, foram libertadas da prisão, após meses de sofrimentos e maus-tratos. O aprisionamento arbitrário dos líderes religiosos no Irã reflete a intolerância no contexto teocrático em que a lei do Estado se confunde com a religião.

Durante visita oficial aos Estados Unidos, antes da sua reeleição, o presidente Mahmoud Ahmadinejad foi questionado sobre a eliminação de homossexuais no Irã. A resposta foi incisiva: “No Irã, não temos homossexuais como em seu país.” É verdade, uma vez que todos eles são sumariamente enforcados assim que descobertos. Isso é que é “homofobia”!

O Brasil não pode ser omisso em relação a essas gravíssimas violações de direitos no Irã. Os atos do nosso chefe de Estado, presidente da República, e, também, dos nossos representantes diplomáticos estão vinculados à Constituição Federal de 1988. Segundo esse nosso Documento Maior (art. 4º), o Brasil rege-se nas suas relações internacionais pela prevalência dos direitos humanos e pelo repúdio ao terrorismo. O dever de não intervir (“não-intervenção”) do Estado Brasileiro deve ser afastado nesses casos em que há graves violações de direitos humanos.

Nossos representantes diplomáticos na ONU se abstiveram na votação da resolução que condenou o Irã por violações de direitos humanos. Como Pilatos, eles lavaram as mãos. A sociedade civil, contudo, acredita nas instituições brasileiras e, sobretudo, no compromisso democrático que vincula o governo à prevalência dos direitos humanos e ao repúdio do terrorismo. Execuções públicas e enforcamentos que ocorrem no Irã podem ser classificados como atos de terrorismo estatal.

É muito fácil condenar os horrores praticados no passado, como o holocausto de seis milhões de judeus nos campos de concentração nazistas, mas, no geral, poucos se dispõem a censurar as atrocidades atuais. Esse certamente não é o caso da Frente pela Liberdade no Irã, um grupo pluralista de cidadãos que lançou, em 15 de novembro, o manifesto pela liberdade no Irã.

A sociedade civil brasileira encontra-se, hoje, numa posição pouco confortável diante da visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, programada para o dia 23 próximo. Certamente, ela não poderá ficar omissa diante dessas gravíssimas violações de direitos humanos. A comunidade internacional também não pode ficar insensível diante de tantos sofrimentos impostos ao povo iraniano.

(Aldir Guedes Soriano, advogado e vice-presidente da Associação Brasileira de Liberdade Religiosa)

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Postado por Michelson às 5:56 PM 

FONTE: http://www.criacionismo.com.br/2009/11/violacoes-de-direitos-humanos-no-ira.html

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Governo do Irã persegue minorias religiosas

Governo do Irã persegue minorias religiosas

A matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo e assinada pela jornalista Adriana Carranca reflete a repercussão da entrevista com a ganhadora do Nobel da Paz de 2003, Shirin Ebadi. Em síntese, espera-se que a audiência de julgamento dos sete líderes bahá’ís, designada para o dia 7 de fevereiro de 2010, possa contar com a presença de observadores brasileiros. Ademais, a matéria cita o ex-ministro da Justiça, José Gregori, para quem “será um escândalo se o presidente Lula não se manifestar, porque um governo democrático, com liberdade religiosa, não pode permitir a um parceiro, ainda que apenas comercial, violar direitos humanos universais”.

Assim, o presidente Lula não pode perder a oportunidade de questionar o presidente iraniano sobre as questões relacionadas com as gravíssimas violações de direitos humanos no Irã. A omissão de Lula poderá manchar a sua biografia no futuro. Os direitos humanos consagrados nos tratados internacionais estão acima de qualquer interesse comercial. É o que diz a Constituição brasileira de 1988. Sobre a primazia dos direitos humanos nas relações internacionais, confira o artigo publicado na revista jurídicaConsulex, em 15 de dezembro de 2009.

A jornalista Adriana Carranca conclui a matéria expondo a opinião do advogado adventista Aldir Guedes Soriano, no sentido de que o julgamento dos sete líderes bahá’ís pode estar de acordo com a sharia law, mas viola o direito internacional dos direitos humanos. De acordo com esse direito, os Estados não estão livres para perseguir e matar os representantes das minorias religiosas. Nesse sentido, a “legalidade” das prisões dos líderes bahá’ís pode ser contestada por tratados internacionais.

Agende-se: Solidariedade aos Líderes Bahá’ís. 4 de fevereiro de 2010, às 10h
UMAPAZ – Parque do Ibirapuera – São Paulo. Mais informações: (11)3085-4628

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Postado por Michelson às 9:45 PM 

FONTE: http://www.criacionismo.com.br/2010/01/governo-do-ira-persegue-minorias.html

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Condenado no Irã por ser cristão

Condenado no Irã por ser cristão

Não há um só país de maioria cristã, e já há muitos anos, que persiga outras religiões. Ao contrário: elas são protegidas. Praticamente todos os casos de perseguição a minorias religiosas têm como protagonistas correntes do islamismo – ou governos mesmo. Não obstante, são políticos de países cristãos – e Barack Obama é o melhor mau exemplo disto – que vivem declarando, como se pedissem desculpas, que o Ocidente nada tem contra o Islã etc. e tal. Ora, é claro que não! Por isso os islâmicos estão em toda parte. Os cristãos, eles sim, são perseguidos – aliás, é hoje a religião mais perseguida da Terra, inclusive por certo laicismo que certamente considera Bento 16 uma figura menos aceitável do que, sei lá, o aiatolá Khamenei…

O pastor iraniano Yousef Nadarkhani foi preso em 2009, acusado de “apostasia” – renunciou ao islamismo –, e foi condenado à morte. Deram-lhe, segundo a aplicação da sharia, três chances de renunciar à sua fé, de renunciar a Jesus Cristo. Ele já se recusou a fazê-lo duas vezes – a segunda aconteceu hoje [28/9]. Amanhã é sua última chance. Se insistir em se declarar cristão, a sentença de morte estará confirmada. Seria a primeira execução por apostasia no país desde 1990. Grupos cristãos mundo afora se mobilizam em favor de sua libertação. A chamada “grande imprensa”, a nossa inclusive, não dá a mínima. Um país islâmico eventualmente matar um cristão só por ele ser cristão não é notícia. Se a polícia pedir um documento a um islâmico num país ocidental, isso logo vira exemplo de “preconceito” e “perseguição religiosa”.

Yousef Nadarkhani é um de milhares de perseguidos no país. Sete líderes da fé Baha’i tiveram recentemente sua pena de prisão aumentada para 20 anos. Não faz tempo, centenas de sufis foram açoitados em praça pública. Eles formam uma corrente mística do Islã rejeitada por quase todas as outras correntes – a sharia proíbe sua manifestação em diversos países.

Há no Irã templos das antigas igrejas armênia e assíria, que vêm lá dos primórdios do cristianismo. Elas têm sido preservadas. Mas os evangélicos começaram a incomodar. Firouz Khandjani, porta-voz da Igreja Evangélica do Irã, teve de deixar o país. Está exilado na Turquia, mas afirmou à Fox News que está sendo ameaçado por agentes iranianos naquele país.

(Reinaldo Azevedo, Veja)

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Postado por Michelson às 10:41 PM 
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