Saldo Extra

 

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Em que não investir

Posted: 29 Dec 2011 04:30 PM PST

Para um investidor novato, sem experiência, mas ambicioso e com pressa para investir em algo que possa render bem e rápido, muitos cuidados precisam ser tomados. É comum alguns novatos em investimentos serem vítimas de golpes, travestidos de investimentos. Podem mesmo colocar seu dinheiro em modalidades legais (sérias), levados pela propaganda e conselhos de pessoas ligadas ao sistema financeiro, mas que no final rendem bem menos que outros tipos de investimento.

Em primeiro lugar devemos considerar que investimentos informais são de alto risco e muitas vezes não passam de golpes. É comum que conhecidos ao saberem que temos algum dinheiro para investir, aparecerem com algumas “propostas”, entre aspas.

“- Olha! Tenho um projeto muito bom. Estou abrindo uma empresa e preciso de um sócio. Ela vai render mais de 30% ao mês. É um negócio seguro, pode crer…”

“- Existe agora um negocio é que muito fácil. Basta colocar um pouco de dinheiro e em menos de um ano você dobra seu capital…”

“- Nada rende mais que o sistema de “marketing direto”…”

Lembre-se, não há investimento milagroso. É claro que nem tudo é golpe. Alguns tipos de oportunidades podem ser viáveis, mas entre eles pode existir o puro interesse de alguém em se apropriar do seu dinheiro.

Prudência é a bandeira a ser levantada em todas as oportunidades a serem analisadas.

“Sede prudentes como as serpentes e símplices como as pombas.” (Mat. 10:16)

OBS.: VEJA O VÍDEO NO LINS ABAIXO:


http://novotempo.com/saldoextra/2011/12/29/em-que-nao-investir/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+SaldoExtra+%28Saldo+Extra%29
Vamos agora verificar algumas dessas propostas destes chamados investimentos mas que apresentam um alto risco de perdas financeiras.

1.     MARKETING DIRETO

Aliás, o sistema de marketing direto merece ser investigado com mais profundidade. Não é que seja inteiramente mau, mas merece cuidados e desconfianças.

Marketing direto é um sistema interativo de marketing que usa uma ou mais mídias de propaganda para obter uma resposta mensurável e/ou uma transação em qualquer localização.

Existem algumas empresas que possuem um projeto bem estabelecido, que tem como objetivo vender seus produtos. Elas buscam mais o serviço como investimento, que dinheiro.

Mas existem aquelas cujo objetivo principal não é vender seus produtos, sejam de cosméticos, alimentos, produtos alternativos, ou utilidades domésticas.

Normalmente começam com um convite para uma reunião ou congresso empresarial. Nessas reuniões, bem como em portais e sites, é dado um grande valor aos ganhos. Em vez de oferecer os produtos da empresa, oferecem vidas bem sucedidas, muito dinheiro, felicidade, sucesso…

Se você não estiver com a cabeça centrada e um espírito crítico, pode sair dali com uma “lavagem cerebral”. Logo estará fazendo parte de reuniões, viagens e outros investimentos até pesados para fazer parte desse sistema.

Muitas vezes são empreendimentos bem estabelecidos, com garantias de qualidade no mercado. Muitos dos que ingressaram no sistema realmente ganharam dinheiro. Mas lembre-se: Você não é convidado a vender os produtos da empresa, que são os reais geradores de recursos. A intenção é que você forme uma equipe de vendedores, dos quais você deverá ganhar porcentagens nas vendas. Mas esses vendedores não são convidados para vender produtos, mas a formar outros grupos de vendedores, e assim por diante.

Na realidade, você deve aplicar dinheiro para que outros, acima nessa pirâmide, ganhem. E a promessa é que vai ganhar dinheiro com os outros que trouxer para continuar a pirâmide.

Numa pesquisa rápida na Internet não é difícil encontrar depoimentos de pessoas que foram envolvidas neste tipo de atividade/investimento e se deram mal. Portanto, jamais considere as propostas de marketing direto como um investimento.

 2.     PIRÂMIDE

O esquema da pirâmide é um golpe que ganhou popularidade no século passado, mas continua fazendo vítimas pelo mundo afora. “Os mesmos elementos estão sempre presentes nestes golpes: algo que começa do nada, com poucos aderentes, promessa de rentabilidade diferenciada e uma figura central que patrocina o negócio”.

Cuidado, pois muitos tipos de marketing direto usam o princípio da pirâmide.

Estes golpes normalmente começam assim: Você recebe um convite, seja por carta, cartão, e-mail, ou de viva voz de algum conhecido para depositar R$ X, na conta tal (ou envia cheque pelo correio). Envia esse mesmo convite para outras três ou mais pessoas, que deverão depositar o valor em sua conta.

Alguns, mais sofisticados afirmam que o sétimo na corrente vai enviar o dinheiro para você. Obedecendo a uma conta matemática de progressão aritmética, se a corrente funcionar, o que você pagou para entrar pode retornar aumentado em centenas de vezes. Seria então um enorme lucro.

O pior é que, inocentemente, existem pessoas perpetuando essa prática não só com dinheiro, mas com envio de e-mails, à vezes com assuntos religiosos (oração de bênçãos, por exemplo) e até em casos de saúde (pedindo recursos para ajudar alguém, ou solicitando algum outro tipo de apoio). O resultado é uma enxurrada de e-mails que na linguagem da internet são conhecidos como “spam”, que só congestionam a Internet de uma forma geral.

Retornos exorbitantes, livres de risco e em um curto espaço de tempo. É bom demais para ser verdade. Mas isto é considerado um crime, porque sempre há um fim da pirâmide, onde todos perdem.

No Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários já abriu vários processos administrativos contra ofertas com características de pirâmides nos últimos anos.

Melhor mesmo, recomendam os economistas, é desconfiar de toda e qualquer rentabilidade líquida superior a 1% ao mês que for apresentada como um retorno garantido.

Quero citar como exemplo alguns famosos golpes das chamadas “pirâmides”. Um deles ocorreu em 2008, nos Estados Unidos, ministrado por ninguém menos que o ex-presidente da Nasdaq, o executivo Bernard Madoff, num caso que contribuiu para a crise econômica que atravessamos. Interessante é que as vítimas eram economistas especializados em investimentos, vinculados a bancos, financeiras e grandes grupos econômicos (entre eles, a nossa Sadia, que acabou sendo incorporada pela Perdigão, para não falir, resultando na Brasil Foods, união recentemente autorizada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o CADE).

Outra variante da pirâmide foram os cartões postais inventados em 1920. O ítalo-americano Charles Ponzi atraiu um sem número de clientes prometendo rentabilidade de 50% em apenas 45 dias.

O negócio consistia na compra de cupons postais de outros países, trocados por selos nos EUA a um preço mais caro. Mas as despesas e prazos para conversão da moeda minavam qualquer rentabilidade expressiva. O esquema, no entanto, entrou em colapso e Ponzi acabou sendo condenado a anos de prisão. Posteriormente mudou-se para o Rio de Janeiro, onde morreu pobre em 1949. Seu nome carimbou o golpe de pirâmide, mundialmente conhecido como “Esquema de Ponzi”.

Existem muitos outros golpes comuns. Quem não se lembra das oportunidades de “grandes lucros” em empresas rurais, que nos últimos anos levaram o dinheiro de muita gente?

Um caso é o da engorda de gado nas Fazendas Reunidas Boi Gordo. Mais um golpe, tendo como base o esquema da pirâmide financeira. Com a venda de contratos de investimento coletivo, 30 mil investidores perderam nada menos que 3,9 bilhões de reais. Seduzidos pela oportunidade de embolsar um lucro mínimo de 42% no prazo de um ano e meio.

Outro golpe foi o do grupo Avestruz Master, de Goiânia. Em 1998 ofereceu contratos de compra e venda de avestruzes com compromisso de recompra. O lucro seria assegurado pela suposta exportação da carne. Mas o negócio propriamente dito jamais chegou a ir para frente.

Até corretoras de valores, que são severamente fiscalizadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão responsável pelo controle do mercado de investimentos, podem aplicar golpes.

3.     TÍTULOS DE CAPITALIZAÇÃO

Mas não é só de golpes que um investidor deve se precaver. Um dos tipos mais conhecidos e reprovados pelos especialistas em investimento são os títulos de capitalização.

Esse tipo de investimento está nos bancos, financeiras e até em empresas ligadas a redes de comunicação. Basta entrar numa agência, ou abrir o portal dos bancos, e aparece em destaque um anúncio de títulos de capitalização. Existem também propagandas massificadas nas TVs e/ou carnês vendidos nas ruas.

É fácil identificar esse tipo. Sempre, em primeiro plano, estão as atrações dos prêmios. O capital investido normalmente é devolvido no fim de um período pré-estabelecido.

O problema é o que realmente o investidor ganha. A revista Pro-Teste, da ONG de Defesa do Consumidor com o mesmo nome, afirma que esse é um investimento para quem não quer juntar dinheiro. (veja artigo “Para não juntar dinheiro”, no portal http://www.proteste.org.br/).

Para a ONG, “Título de capitalização não é um investimento. É uma loteria”.

Alguns alegam que rende juros. Mas não é bem assim. O rendimento mínimo obrigatório é tão somente de 20% da taxa de juros básica aplicada às cadernetas de poupança.

Portanto, se a Caderneta de Poupança é um investimento de tão baixa renda que alguns economistas até rejeitam como papel aceitável, pense num título que rende apenas 20% da poupança, só porque oferece prêmios.

 Resumo:

  • Desconfie de tudo que promete enriquecimento rápido, fácil e outras vantagens mirabolantes. Isso não existe ou é uma atividade criminosa.
  • Desconfie mesmo quando os administradores (pessoas ou empresas) são idôneos e com ficha impecável, registrados em órgãos reguladores e fiscalizadores do mercado financeiro.
  • Pesquise a idoneidade dos corretores, agência intermediária, consultores, agentes financeiros, antes de entregar seu dinheiro a eles.

FONTE:  http://novotempo.com/saldoextra/2011/12/29/em-que-nao-investir/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+SaldoExtra+%28Saldo+Extra%29

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