Novidades – Reavivamento e Reforma

 

Novidades – Reavivamento e Reforma


Dependência

Posted: 26 Dec 2011 12:00 PM PST

Estava pensando outro dia na fantástica simplicidade do cristianismo. Este estilo de vida que se baseia na adoração a Cristo Jesus tem as mais lindas respostas para os maiores dilemas da vida,e de forma tão simples que as vezes parecem ser improváveis.

Precisamos disto porque vivemos em um mundo que exige de nós, e cada vez mais rápido e em maior quantidade, independência. Desde pequenos começamos a ser cobrados neste sentido, e devemos ser capazes de resolver nossos próprios problemas.

Me lembro de quando era pequeno, e o medo do escuro ou das fantasias infantis me impedia de dormir. Eu não pensava duas vezes em gritar por minha mãe, que vinha passar horas desconfortáveis na beirada da minha cama até que eu caísse no sono. Hoje ainda tenho meus medos, mas preciso ser independente de minha mãe para lidar com cada um deles…
Esta história de ser independente também dominou as discussões sobre liderança durante um bom tempo. Os grandes líderes eram então aqueles que conseguiam brilhar pelo próprio esforço, que não se deixavam abater pelas comparações, que não se escondiam de seus erros e culpas e que superavam suas fraquezas.
Stephen Covey trabalhou um ponto muito interessante quando, em seu livro “os sete hábitos das pessoas muito eficazes”, sugeriu que devíamos ser interdependentes. Nem totalmente dependentes, nem totalmente independentes, mas entrar num processo equilibrado de troca, de relacionamentos…
Mas o fato,e muito verdadeiro, é que precisamos ser dependentes as vezes. Na parábola bíblica do filho pródigo, no capítulo 15 do evangelho de Lucas, esta verdade me atingiu com muita força. Leia o texto na Bíblia caso você não o conheça ou se não se lembra muito bem.
A saída do filho de casa representa a nossa busca por independência. De algum modo achamos que seremos mais felizes agindo por nossa própria conta. Tomamos os recursos como se fossem nossos, e acreditamos que são mesmo nossos. Queremos nossa parte. Dizemos cheios de convicção que o que temos ganhamos com nosso esforço. Mas dizemos isso sempre esquecendo que alguém veio antes, que havia um suporte para nossas conquistas “independentes”.
Muitos que se gabam de ser inovadores criaram em cima das descobertas de outros. É fácil falar em tecnologia hoje, mas no passado se usava pena de bico, tinteiros e se anotavam as ideias à luz de lâmpadas de querosene.
Nossa independência tão adorada se deu em função da educação que recebemos, do investimento dos pais, da alimentação que nossa mãe nos deu, das descobertas dos sábios e da persistência em ensinar de nossos professores. Moramos sozinhos em casas que outros construíram, andamos rápido em carros que outros projetaram e fazemos nossa própria comida usando receitas antigas ou alimentos rápidos do supermercado sem nem ao menos considerar a genialidade de quem os idealizou para facilitar nossa vida independente…
O filho pródigo saiu de casa levando recursos que julgava seus, mas na realidade dependia da fonte geradora. Ele dependeu de amigos (interesseiros e falsos) para sentir-se realizado. Foi dependente de sua glutonaria (bebida e comida farta) para se sentir saciado, e totalmente dependente de sensações (orgias, toques sensuais, música excitante) para se sentir vivo. Sua independência era uma mentira, e na verdade uma dependência doentia de quem não podia sustentá-lo. Os recursos chegaram ao fim, e com eles as regalias.
Dependeu da suposta bondade de um empregador. Dependeu de restos de comida para sobreviver. Sem o pai, sem a fonte que gera os recursos, entendeu por fim que não podia continuar e conseguir viver plenamente.
A parábola representa bem a nossa luta para sermos independentes. A vontade de persistir no caminho da independência vai tão longe, que mesmo depois de derrotado, o pródigo apresenta ao pai uma proposta orgulhosa: Gastei tudo, não tive sorte, não fui sábio, mas trate-me como um de seus empregados (jornaleiro). Vou comer do seu pão, mas como fruto do meu trabalho…
Espiritualmente falando, você se enxerga nesta cena? Não quero pecar, mas vai ser pelo meu esforço que vou atingir a santidade. Vou ser puro, mas porque tenho determinação suficiente para isso. Vou aprender sobre Sua palavra, mas porque sou estudioso e inteligente. Vou pregar um lindo sermão, mas ele vai tocar as pessoas por causa meu carisma. Vou ser salvo, mas não admito não pagar o preço por isso…
Na parábola, o pai simplesmente desconsidera a proposta absurda. Envolve o filho, o salva, resgata, cobre, alimenta e restitui… Ele é a fonte geradora. Estando com ele os recursos não se esgotam.
O filho mais velho afirma sua independência de outra maneira, embora bem parecida. Julga o irmão mais novo e afirma que merece sua recompensa por estar ao lado do Pai. Mas leia com atenção a história. O Pai dividiu a herança entre os dois. Mesmo sem sair de casa, o primogênito pensa que o que tem é seu apenas por seu esforço e por seu trabalho, mas isso não é verdade.
Lutamos por ser independentes, mas acabamos sendo obrigados a reconhecer nossa eterna dependência. Somos dependentes (interdepentes) uns dos outros e completamente dependentes de Deus. Só Ele é capaz de existir, ser pleno e completo por Si só. Nós não somos assim…
Uma vez ouvi uma crítica ao cristianismo que abordava justamente este problema. Um homem dizia que não se sentia confortável em aceitar a crença cristã porque ela servia como uma muleta. Os cristãos não se responsabilizavam por sua salvação, por seu comportamento e nem mesmo por seus sonhos, crenças e esperanças. Para aquele homem, o cristianismo tornava as pessoas fracas. Pobre homem. Não compreendeu que é justamente essa a maravilha de ser cristão!
Deus não se importa que sejamos dependentes! Ele até nos incentiva! Venham a mim e tereis descanso, coloquem sobre mim o julgo de vocês! Eu ajudo! Eu fortaleço! Eu sustento! Eu salvo! Tudo é graça!
É tão simples que parece improvável! Não precisamos fazer nada. Podemos ser dependentes. Deus bondosamente nos diz que sejamos. Alguns de nós precisam sair de casa, consumir recursos, vê-los se esgotar, lutar contra o orgulho e entender que a única maneira é voltar e assumir nossa condição de filhos. Outros ainda lutam contra isso, mesmo estando em casa, insistindo em achar que as bênçãos são fruto do esforço que fazem, que estam sendo privados daquilo que lhes pertence, quando na realidade já são donos de tudo. O pai diz “que tudo o que é meu é seu, meu filho… Simplesmente assuma que depende de mim”.
Esta parábola, como disse antes, me golpeia com força. Me faz pensar em minha própria inclinação para tentar me independer de Deus. Faço isso quando julgo que meus talentos são simplesmente a manifestação de minha natureza. Me esqueço que fui criado, dotado e destinado a viver imerso no amor de Deus, pois nEle nos movemos e existimos…
Busco uma independência perigosa quando quero usar os mesmos talentos que me foram dados para a adoração e louvor de Deus para meus objetivos, e quando sonho em coisas pequenas que duram apenas o que vai durar este mundo. Quero me satisfazer, quero gozar, experimentar, e entendo que fazendo isso estou simplesmente usando o que é meu por direito. Quero agora, imediatamente, a parte dos bens que me cabe. Foi essa a afirmação do filho pródigo que acabou por levá-lo ao charco de barro e imundícia. Desconheço que todos os meus recursos, desconectados do Pai, irão minguar depressa. Quando julgo que tenho direito de desfrutar de forma profana e equivocada, sou o filho mais novo que de maneira pérfida (consciente ou inconsciente) deseja a morte antecipada do pai para sentir-se independente, livre de seus compromissos, regras e leis.
Quero me independer de Deus quando faço a obra por mim mesmo. Sou severo com os outros e muito mais comigo mesmo. Entendo que devo merecer a graça, e guardo-a com carinho em um lugar secreto e inatingível para mim. Trabalho duro, de forma insana, para merecer o que já tenho por herança, o que já me foi dado. Reprovo duramente quando vejo um irmão desfrutar dos recursos do pai sem ter demonstrado ser digno deles. Cobro. Discordo. Critico. Me retiro. Me recuso a participar. Quando busco me independer deste convívio sou o irmão mais velho, que de forma arrogante vê o Pai como injusto e condescendente.
A parábola me agride por que mostra que é bom ser dependente. Às vezes me rendo e sou envolvido, e me entrego e recebo tudo em minhas mãos através da graça de Deus. Outras vezes me revolto, e acho que preciso ser forte e conquistar por mim mesmo aquilo que preciso.
Ser dependentes é o remédio precioso para o desamparo que a imagem acima representa. Pense nisto.

Cláudio Meirelles é blogueiro
Originalmente publicada em http://deumaoutraforma.blogspot.com/

Quando comida vira mãe

Posted: 26 Dec 2011 10:42 AM PST

Muitas crianças são ensinadas desde pequenas a resolverem suas pequenas “crises” com comida. Biscoitos, salgados, doces ou até frutas deixam de ser alimento para servir de “sossega-leão” ou distração para as que incomodam. Mas isso as torna ainda mais “hiperativas” (pelo menos os pais pensam que elas são hiperativas). Como a coisa não se resolve, algumas chegam até serem medicadas, quando, na verdade, precisavam apenas da mãe!

E assim vai vida afora, já na vida adulta, com o caráter distorcido, assaltando a geladeira (e à farmácia) cada vez que as coisas não vão bem. É a comida que virou mãe e que acalenta, porque talvez a mãe se omitiu e se substituiu por alimento (hoje muito mais disponível do que ela)! Como resultado, a saúde se deteriora, e por isso o todo piora ainda mais, o que leva a ainda mais assaltos à despensa… Por fim, a vítima se vê presa de hábitos formados na infância. Descobre-se como sendo extremamente fraca em força de vontade e domínio próprio, e essa incapacidade de negar-se, de exercer abnegação e domínio-próprio, de dizer não para si mesma, é estendida para outras áreas da vida, como a profissão, os estudos, a sexualidade, relacionamentos, etc. E a auto-estima vira um farrapo…

Culpa da mãe, que por sua vez aprendeu aquilo de sua mãe, que por sua vez… Coitadas! São todas vítimas! Mas alguém, uma delas, em nome de Deus, precisa quebrar esse circulo de miséria, para que o mal não se perpetue nas gerações seguintes! Veja o que diz a educadora Ellen G. White sobre o assunto: “As crianças são geralmente criadas desde o berço para satisfazerem ao apetite, e são ensinadas que vivem para comer. A mãe faz muito para a formação do caráter dos filhos na infância. Ela pode ensiná-los a controlar o apetite, ou a serem condescendentes com o apetite, tornando-se glutões. A mãe muitas vezes faz planos para umas tantas tarefas durante o dia; e quando as crianças a incomodam, em vez de tomar tempo para amenizar-lhes suas pequenas mágoas, e distraí-las, dá-lhes às vezes de comer para que se aquietem, o que reponde ao propósito por algum tempo, mas torna consequentemente a coisa pior.

O estômago das crianças foi sobrecarregado com alimento, quando não tinha dela a mínima necessidade. Tudo o que se necessitava era um pouco do tempo e atenção da mãe. Mas ela considerou o seu tempo como demasiado precioso para devotá-lo ao interesse das crianças. Talvez o arranjo da casa de maneira atraente que arranque aplausos das visitas, ou o preparo do alimento no estilo da moda, sejam para ela de mais importância que a felicidade, a saúde de seus filhos” (O Lar Adventista, p. 261, 262).

Então, o que fazer?
Primeiro, é importante a presença da mãe, presença da mãe e presença da mãe! Filhos precisam de mãe, e que ela não esteja apenas com o corpo presente. Depois, para comer, só na hora certa, e nada, além de água, nos intervalos! Claro, isso não tem nada a ver com o estilo de vida fast food que se impôs por estes dias, e que é amplamente aceito como normal. Mas é um princípio bíblico que ensina fortaleza de caráter, retidão, que não se pode (e nem se deve) ter tudo que se quer, e que é muito importante aprender a dizer “não” para si próprio. Isso faz adultos felizes, realizados e com forte auto-estima. Como disse Salomão, feliz é a terra (ou nação, ou família) “cujos príncipes [autoridades] sentam à mesa a seu tempo [comem na hora certa – NTLH] para refazerem as forças e não para bebedice” (Eclesiastes 10:17).

Marcos Faiock Bomfim é diretor de Ministério da Família da Divisão Sul-Americana

Como interiorizar fé nos filhos

Posted: 26 Dec 2011 09:33 AM PST

Imagine a seguinte situação. É madrugada e um bebê com alguns meses de vida começa a choramingar em seu berço. Uma sensação desconfortável de umidade em sua fralda o incomoda e ele, diante do desconforto, começa a chorar mais alto. A mãe, no quarto ao lado, acorda e acende um abajur para se dirigir ao quarto do filho. Já no quarto da criança, também acende uma luz fraquinha para guiar seus movimentos. Com voz baixa e carinhosa começa a acalmar o bebê. Logo o toma no colo, aconchega-o mais junto ao peito com um braço e rapidamente procura o que precisa para trocar sua fralda e higienizá-lo. Todo o tempo continua falando baixinho palavras confortadoras e depois troca sua fralda por outra seca, o limpa traz junto ao seio para alimentá-lo.

A seguir, levanta-o mais aos ombros com palavras de encorajamento e dá leves batidas nas costas para que arrote e a amamentação possa continuar.

O bebê reconheceu a voz da mãe quando esta chegou ao quarto. Imediatamente sentiu seu cheiro ao ser aproximado de seu seio e olhou a face da mãe sob a luz tênue. À medida que o leite que sugava o alimentava e aquecia, ele relaxou e se tranquilizou. É nesse contexto de interação, confiança, coragem, amor e segurança que o arcabouço da estrutura da fé está sendo construído. “Todos nós começamos a peregrinação da fé quando bebês”¹, afirma o teólogo cristão James W. Fowler, professor na Emory University.

Quando nascemos, somos dotados de potencial inato para nos adaptar a este novo mundo, mas a ativação deste potencial adaptativo depende tanto de nossa maturação global quanto da forma como as pessoas e o ambiente nos fazem entrar em interação. Se não há colo, carinho, comunicação, estímulos suficientes, a capacidade adaptativa pode ser retardada ou não ativada. Somos dependentes dos adultos para sobrevivermos, para atendermos nossas necessidades básicas, adaptarmo-nos ao mundo, desenvolvermos vínculos amorosos, e certamente para estabelecermos as bases da fé.

Os adultos significativos de nossa primeira infância são os responsáveis pelas estruturas básicas para o desenvolvimento da fé e das pré-imagens de Deus que se originam nesta fase. Portanto, os pais devem ter consciência que desde os primeiros instantes de interação com seus filhos já estão determinando o padrão de fé que estes virão a desenvolver. “A força da fé que surge neste estágio é o fundo de confiança básica e a experiência relacional de mutualidade com a(s) pessoa(s) que dispensa(m) os cuidados e amor primários”.²

Dois atributos básicos dos pais para a construção da imagem de Deus na mente da criança e o padrão de fé que esta desenvolverá são o amor e os limites que promovem a obediência.
O amor incondicional e absoluto revelado pelos pais prepara o caminho para a resposta de obediência aos limites que são estabelecidos para o desenvolvimento global e o fortalecimento do caráter da criança. Negligenciar a responsabilidade de estabelecer limites e exigir a obediência, em nome do amor, contribui para um conceito equivocado de Deus e compromete o desenvolvimento saudável da fé.

Em contrapartida, estabelecer regras e exigir obediência irrestrita sem a demonstração deste amor perdoador e incondicional também distorce ou dificulta o desenvolvimento da fé e do conhecimento de Deus pelos filhos.
 
A qualidade da interação com os pais na primeira infância é determinante para a fundação das bases de uma fé sólida.

A mensageira de Deus afirmou inspirada: “O amor da mãe representa para a criança o amor de Cristo, e os pequenos que confiam em sua mãe e lhe obedecem, estão aprendendo a confiar no Salvador e obedecer-Lhe”.³ Sem dúvida, podemos concluir que esta afirmação também pode ser aplicada ao pai.

Que responsabilidade para cada mãe e pai serem representantes do próprio Deus diante de seus filhos! Para que esta grande responsabilidade seja atendida a contento, os pais necessitam obter uma compreensão clara do caráter de Deus, como Ele lida conosco, passar tempo conhecendo a Sua vontade pelo estudo da Palavra e permitir que o Espírito Santo molde-os à semelhança de Cristo para que verdadeiramente seus filhos conheçam a Deus e desenvolvam uma fé genuína desde a mais tenra idade, por preceito e exemplo.

¹ FOWLER James W. Estágios da Fé. Sinodal
² Idem
³ WHITE Ellen G. Desejado de Todas as Nações

Thalita Regina Garcia da Silva, mestre em Educação pela UNESP

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