Novidades – Reavivamento e Reforma

 

Novidades – Reavivamento e Reforma


A lógica do reino

Posted: 05 Dec 2011 10:20 AM PST

A espiritualidade apresentada por Cristo desafia até os mais religiosos
Recentemente, assisti a um sermão numa igreja paulistana, cuja mensagem fazia parte de uma série de pregações com título no mínimo provocativo: “Ateísmo adventista”. No primeiro culto, o pastor daquela congregação justificou a série comparando dois tipos de ateus. O primeiro é cético; por isso, nega a existência de Deus. O segundo é professo cristão, mas vive como se Deus não existisse. Em seguida, o ministro disse que esse tipo de religioso é encontrado em todas as denominações, inclusive naquela comunidade. E desafiou os fiéis: “Esta série é para quem tem a coragem de admitir suas próprias hipocrisias.”
Durante três meses, aquela congregação refletiu sobre a incoerência de professar o adventismo, mas não conseguir perdoar, desconfiar da justiça de Deus, viver preocupado, não testemunhar, buscar o sucesso a qualquer custo, ter vergonha do próprio passado e não acreditar que Jesus voltará em breve. Aquela igreja foi confrontada com a superficialidade de sua fé.
Essa série me fez lembrar de outro sermão contracultural e de aplicação universal. No conhecido Sermão do Monte, Jesus falou sobre a lógica do reino, ou seja, os príncípios que regem o Céu e que devem caracterizar a vida dos Seus discípulos. João Batista (Mt 3:1, 2) e Cristo (Mt 4:17) pautaram seu ministério pelo preparo de pessoas para o reino. Porém, por incrível que pareça, a mensagem de Jesus contestou a lógica da espiritualidade de Seu povo, especialmente dos que eram tidos como mais religiosos.
Mas por que as inspiradoras palavras do Mestre sobre felicidade (bem-aventuranças), testemunho, relacionamentos, oração, jejum e prioridades enfrentaram a resistência de muitos? Segundo Ellen G. White, Jesus contrariou a expectativa do público. Ele falou de autenticidade num tempo em que “o espírito de verdadeira devoção se havia perdido na tradição e no cerimonialismo” (O Maior Discurso de Cristo, p. 2, 3).
Cristo não ficou na superfície, Ele condenou a mera aparência de piedade. Tratou da essência da espiritualidade humana. Questionou a razão da prática religiosa de Seus contemporâneos. Levou o povo a pensar em religião além do nível do comportamento e das crenças (aceitação cognitiva), mas discutiu fé no nível do sistema de valores e visão pessoal de mundo. Fez isso porque sabia que é apenas nessa dimensão que se consegue real transformação e mudanças duradouras.
Outra expectativa da multidão que Jesus contrariou foi quanto à natureza espiritual e não política de Seu reino. Os escribas e fariseus imaginavam o dia em que “teriam domínio sobre os odiados romanos, e possuiriam as riquezas e o esplendor do maior império do mundo” (ibid., p. 5). Por sua vez, os pobres camponeses e pescadores esperavam trocar a “única e ordinária vestimenta que os cobria de dia e lhes servia de cobertor à noite” pelos “ricos e custosos trajes de seus conquistadores” (ibid.).
Diante desse quadro, fica mais fácil entender quão paradoxais soaram as palavras de Cristo. Ele associou felicidade com humildade, mansidão, paz, pureza, misericórdia e perseguição. Disse para marginalizados que eles poderiam fazer a diferença, sendo o sal da Terra e a luz do mundo. Afirmou que não tinha vindo contradizer Moisés nem qualquer profeta, mas exemplificar no mais alto sentido os princípios revelados no Antigo Testamento. Em Seu discurso, Ele apresentou o espírito da lei para uma geração que havia aprendido a viver explorando as brechas da letra da lei. Para esses, Cristo disse que ódio é igual a homícidio e cobiça é igual a adultério.
No fim do sermão, os que estavam espiritualmente famintos havia muito tempo se sentiram saciados. Foram alimentados pelo Pão da Vida. A multidão ficou maravilhada com Sua doutrina, porque, ao contrário dos escribas, Ele ensinava com autoridade (Mt 7:28, 29). Autoridade de quem personificou a lógica do reino.
 
Wendel Lima é editor associado da Revista Adventista e editor da revista Conexão JA.
O bater de asas de uma borboleta em Tóquio pode provocar um furacão em Nova York

Posted: 05 Dec 2011 03:25 AM PST

Essa afirmativa, de certa forma, simplista, também conhecida como “ efeito borboleta” , faz parte da chamada “Teoria do Caos”. É tida como uma das leis mais importantes do universo. A ideia principal é que uma pequena e, a primeira vista, insignificante mudança no início de um evento pode trazer grandes e imprevisíveis mudanças no futuro.
Tomando como base esse método – o mais simples e mais incontestado de todos, podemos aplicá-lo ao nosso cotidiano espiritual, sem medo de cometer heresias, afirmando que a menor ação de alguém pode alterar completamente o curso da sua história com Deus. E mais que isso, o indivíduo que entende essa verdade assume o lugar da “borboleta” e provoca significativas mudanças mesmo que por meio de pequenos atos. E são pequenos gestos que identificam, por exemplo, a nossa verdadeira adoração. E é na família que nossos pequenos atos tomam a proporção da nossa proximidade com Deus.
“…não as adorarás, nem lhes darás culto: porque eu sou o senhor teu Deus, o Deus forte, e zeloso, que vinga a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira, e quarta geração daqueles que me aborrecem; e faço misericórdia até mil gerações àqueles que me amam, e que guardam os meus preceitos…” (Êxodo 20:5)
Em tempos pós-modernos, quando as verdades até então tidas como absolutas são questionadas e os valores morais vão perdendo significado, é difícil entender essa palavra quase autoritária, mas é ela que nos chama de volta ao lugar de filhos. Sim. Somos dEle. A vida está em Seu poder. E viver sob esse legado é sentar-se como filhos no banquete da vida. O Deus poderoso outorga presentes espirituais aos filhos da obediência. Olha aí a figura de família. A paternidade com responsabilidades, limites e recompensas.
Também a nossa menor indiferença espiritual se reproduz de geração em geração. Não é que Deus se vinga nos filhos dos filhos, dos filhos, mas são os frutos da infidelidade que são sentidos pelas gerações futuras; assim como a recompensa da fé e obediência desencadeia bênçãos sem fim. E quando lemos geraçõs podemos entender familias.
A escritora Ellen White diz que “…Os anjos se deleitam numa família em que Deus reina soberano e os filhos são ensinados a honrar a religião, a Bíblia e o Criador. Essa família tem direito à promessa: ‘Aos que Me honram honrarei.’ I Sam. 2:30”.
Hoje, frente às mudanças já inseridas em nosso modo de vida: relacionamentos rápidos, falta de paciência para cultivar afetos sólidos, consumismo, filhos sendo cuidados por estranhos e online, gente amando as coisas mais do que as pessoas, ou  negando a fé, o que precisamos é restaurar o projeto inicial: Deus + homem e mulher = família. Já não temos tempo para esperar. Nada melhor foi idealizado por nenhuma mente genial.
“Uma família bem ordenada prega mais em favor do evangelho do que muitos sermões.” Não é assim?
O mundo está esperando ver famílias que façam a diferença. Já não convence ir e vir da igreja. Importa que os vizinhos sejam impactados pelo que veem e ouvem da janela.
Por isso é urgente a necessidade de repetir a atitude de reavivamento e reforma do rei Josias, descrita em II Reis 22 e 23. Era apenas um jovem, mas foi capaz de provocar reformas importantes na adoração ao Deus verdadeiro. Quando ouviu as advertências de juízo sobre Israel humilhou-se perante o Senhor. Depois convocou o povo para seguir seu exemplo e limpar o templo.
E é assim mesmo. Primeiro comigo, depois os que estão sob minha influência são impactados e esse movimento se estende até o interior do templo. Primeiro em casa e depois na igreja.
Em cada família um altar em cada templo famílias adorando. Esse ato renovado, essa consciência e o louvor farão eco por toda extensão da terra.
Com famílias comprometidas com o estudo da Bíblia, com reverência diante do sagrado e submissão irrestrita aos mandamentos do Deus forte e zeloso, o mundo irá sentir a força que tem muitas “borboletas” batendo asas e promovendo um reboliço espiritual e social no mundo.
E são destas pequenas coisas que pais e filhos devem cuidar. O rei Josias mandou tirar os vasos oferecidos a deuses pagãos que estavam dentro do templo. E é certo que dentro da casa de muitos cristãos há vasos que precisam ser lançados fora. Sons e imagens oferecidos a Baal, práticas inconvenientes, palavras e pensamentos levianos.
Alguém pode dizer que isso é tão insignificante… “Nossa família gosta de comer assim. Achamos que não tem nada demais beber, comer, vestir e adorar como queremos”.
É, porém, grave erro pensar assim. São as pequenas coisas que nos impedem de celebrar a páscoa espiritual. Somente quando os sacerdotes limparam o templo é que foi celebrada a festa pascal como nunca fora vista antes.
Famílias felizes são tementes ao Senhor e ouvem o chamado para o reavivamento e reforma, por amor. Famílias espirituais são a glória da igreja de Deus. Vencem as crises em oração e criam os filhos para serem cidadãos do céu. Esse é o maior evangelismo e o apelo mais veemente a um mundo hostil.
Viva e reavive sua família no poder do Espírito Santo.

Darleide Alves, apresentadora da TV Novo Tempo

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FONTE: http://reavivamentoereforma.com/

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