MEDITAÇÕES PARA DEZEMBRO

1º de dezembro Quinta

Vencendo Obstáculos

Eu lhes asseguro que se vocês tiverem fé do tamanho de um grão de mostarda, poderão dizer a este monte: “Vá daqui para lá”, e ele irá. Mateus 17:20

A maratona nas Olimpíadas de 2004 em Atenas foi especial, porque cada maratonista faria o mesmo percurso realizado há 2.500 anos pelo primeiro maratonista, Fidípedes. Na maratona do século 21, Vanderlei Cordeiro de Lima, nosso maratonista, estava entre os competidores. Quase no fim da corrida, surgiu um “obstáculo”: Vanderlei foi atropelado por um invasor que o empurrou para fora do percurso. O brasileiro estava para conseguir o que nenhum outro conterrâneo tinha conseguido: medalha de ouro numa maratona olímpica. Apesar do incidente, e mesmo sem receber o ouro, Vanderlei se sentia campeão. “Sonhei que ia terminar entre os três primeiros. Esse resultado é a realização de um sonho.”

Há duas maneiras pelas quais podemos encarar um obstáculo. Uma pelo lado do medo, e a outra pelo lado da fé.

“Os obstáculos são as coisas que vemos com facilidade quando tiramos os olhos do alvo”, disse Henry Ford. Precisamos olhar para o poder de Deus, e não para os obstáculos, e aprender a ver os obstáculos como oportunidades. Mesmo uma pequena quantidade de fé pode remover obstáculos e trazer grandes resultados.

Está sem emprego? Peça para que Deus o dirija ao trabalho certo. Se o obstáculo entre você e o estudo é a mensalidade, acredite que Deus vai ajudá-lo a conseguir o dinheiro no devido tempo. Se você é jovem e um dos obstáculos para que sua vida seja melhor com seus pais é a boa comunicação, peça para que Deus o ajude a se tornar mais acessível e aproximar-se deles.

A fé, mesmo pequena, quando vê um obstáculo, não dá meia-volta ou toma o caminho mais longo; ela remove o obstáculo.

Outro texto poderoso que nos dá a certeza de que Deus quer tirar do nosso caminho qualquer obstáculo, é o do profeta Isaías: “O Senhor abre os portões, e ninguém pode fechá-los de novo. […] ‘Eu irei na sua frente e aplainarei as montanhas; arrebentarei portões de bronze e quebrarei as suas trancas de ferro. Eu lhe darei tesouros escondidos’” (Is 45:1-3, NTLH).

É possível que você identifique um grande obstáculo na sua vida agora. Mas seja o que for, Deus vai ajudá-lo a tirar esse empecilho do caminho. Hoje, recite as bonitas palavras da música cantada por Ronaldo Arco: “Então prossiga para o seu ideal, / E vá lutando pra alcançá-lo afinal. / Tudo é possível, pois este Deus de amor / Move as montanhas, se preciso for.”


2 de dezembro Sexta

Como o Senhor Pode me Guiar

Os passos de um homem bom são dirigidos por Deus. Ele Se deleita em cada detalhe de sua vida. Salmo 37:23, Nova Bíblia Viva

Você foi dormir na noite anterior sabendo que no dia seguinte teria que resolver um problema que o está afligindo, na esperança de que, ao acordar, num lampejo, num clarão ou num flash, um anúncio luminoso aparecesse dizendo o que você devia fazer. Mas, de manhã cedo, nenhuma nova luz, nenhum insight ou sinal especial. Nessas circunstâncias, gostaríamos que ao sair de casa houvesse dentro de nós uma bússola, um GPS especial, ou uma voz interna dizendo exatamente que caminho tomar e as respostas às nossas inquietações.

Saímos com a esperança de que alguma coisa nos fará ver o que fazer. Vamos esperar em nossa intuição para ter uma resposta de Deus?

Deus não nos deixa sozinhos nessa situação. Ele vê tudo e está ansioso para nos ajudar, e o faz de diversas maneiras.

1. Na Bíblia, Deus nos deixou inúmeras promessas. “Eu lhe ensinarei o caminho por onde você deve ir” (Sl 32:8, NTLH); “Eu sou o Senhor, o seu Deus, que lhe ensina o que é melhor para você” (Is 48:17).

2. Amigos. Outra “agência” que Deus põe à nossa disposição são os amigos. Já se foi o tempo do ranger, do cowboy solitário que enfrentava a tudo e a todos, e resolvia todos os problemas sozinho. Precisamos de um grupo de apoio, amigos que possam nos aconselhar a tomar o melhor caminho. Aí você vai descobrir como uma luz se acende, e ficará imbuído de nova força e confiança. O próprio Jesus, naquele momento decisivo e pesado, no Jardim do Getsêmani, procurou apoio dos amigos, pedindo que orassem por Ele.

3. Os anjos. “Ao se levantarem pela manhã, acaso experimentam o senso de sua incapacidade, sua necessidade de forças vindas de Deus? […] Se assim for, os anjos anotam-lhes as orações, e se as mesmas não partiram de lábios fingidos, quando estiverem em risco de errar inconscientemente, de exercer uma influência que leve outro a errar, seu anjo da guarda estará ao seu lado, impulsionando-os a seguir melhor direção, escolhendo as palavras para proferirem e influenciando-lhes as ações” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 363, 364).

Deus, em Sua bondade como Pai, condescende conosco para nos guiar, e está interessado em cada momento da nossa vida.

“‘Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês’, diz o Senhor, ‘planos de fazê-los prosperar, […] de dar-lhes esperança e um futuro” (Jr 29:11).
3 de dezembro Sábado

Fome e Sede de Justiça

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos. Mateus 5:6

O desejo por alimento e por água está entre os mais fortes e constituem as necessidades mais básicas dos seres humanos. Há uma variedade de necessidades que governam a vida: água, alimento, sexo, poder e amor são algumas delas. No entanto, quando elas são satisfeitas de maneira errada, temos problemas.

A fome e a sede de que Jesus fala não é aquilo que a mídia explora como causas da miséria humana. Também não é o desejo de que, num mundo em que se veem tantas injustiças, se faça justiça e que cada um seja recompensado ou castigado conforme merece. Não é apenas o desejo de fazer o bem, o sonho de ser uma pessoa piedosa ou idealista.

A fome e sede de justiça das quais Jesus fala podem ser sentidas de diversas maneiras. Quando tenho o desejo de entender melhor certas verdades da Bíblia; quando consigo enxergar verdades conhecidas sob novo prisma; e quando tenho desejo cada vez mais crescente de ser semelhante a Jesus.

Às vezes, no anseio de fazer o que é certo, queremos conseguir essa justiça partindo do exterior para o interior. Então, pensamos em adorar no lugar certo, seguir a liturgia certa, vestir a roupa certa e, então, acreditamos, estaremos em condições de receber a justiça. Ou se lermos a Bíblia pela manhã, não faltarmos às reuniões da igreja, controlarmos nosso temperamento, dominarmos nossas paixões e orarmos pelo menos uma hora por dia, a justiça nos será concedida. A única maneira pela qual podemos conseguir a justiça é recebendo-a. “Não é por meio de penosas lutas ou fatigante lida, nem de dádivas ou sacrifícios que alcançamos a justiça; ela é, porém, gratuitamente dada a toda pessoa que dela tem fome e sede” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 18).

Existe rico suprimento de justiça que Deus tem para nós. Somente a receberão aqueles que desejam a justiça da mesma forma que um homem faminto deseja o pão, ou como o sedento que está desmaiando por água.

“Deus Se alegra em conceder graça a todos os que dela têm fome e sede, não por sermos dignos, mas porque somos indignos. Nossa necessidade é o qualificativo que nos dá certeza de que havemos de receber o dom” (Ellen G. White, Testemunhos para Ministros, p. 519).

“Venham todos vocês que estão com sede, venham às águas; e vocês que não possuem dinheiro algum, venham, comprem e comam! Venham, comprem vinho e leite sem dinheiro e sem custo” (Is 55:1).


4 de dezembro Domingo

Ele Se Compadece de Nós

Não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado. Hebreus 4:15

Daquela leitura me lembro apenas da frase: “Há dois tipos de pessoas, umas que trazem alegria quando chegam, e outras que trazem alegria quando vão embora.”

Frase boa para ser aplicada a alguns chefes que tivemos… Alguns eram respeitados, outros eram temidos. O chefe respeitado era aquele que conhecia seu trabalho e mostrava simpatia quando errávamos: “Você fez o melhor que podia! Da próxima vez, tenho certeza de que vai se sair melhor.” O outro, o chefe temido, era aquele que impunha um clima de medo no grupo e levava todo mundo a andar na pontinha dos pés. Era aquele diante de quem você tinha que ensaiar o que dizer e orar antes da entrevista.

Jesus entende nossas fraquezas. Diante dEle não precisamos ficar com medo de admitir que erramos. Posso me aproximar com confiança sabendo que, mesmo que eu erre, Ele Se simpatiza com minhas debilidades e está pronto a me ajudar, porque percorreu o mesmo caminho. Ele Se simpatiza conosco quando estamos sobrecarregados.

Ele foi tentado em tudo, mas sem pecado. De uma forma que não podemos entender plenamente, Jesus sentiu o peso de cada tentação que o diabo possa conceber, mas não cedeu à tentação, nem em pensamento. Assim, diante da tentação, Ele sabe pelo que passamos porque Ele mesmo já a enfrentou. Se Ele não tivesse experimentado dor, tentação, alegria, tristeza e cansaço, como poderia Se relacionar conosco num nível pessoal?

Você está lutando contra o pecado? Vá ao trono da graça. Está triste ou deprimido, confuso e cheio de dúvida? Ele está pronto a escutá-lo. “O Irmão mais velho de nossa família acha-Se ao lado do trono eterno. Olha para toda pessoa que volve o rosto para Ele como o Salvador. Conhece por experiência as fraquezas da humanidade, nossas necessidades e onde está a força de nossas tentações. […] Você está fraco? Ele o fortalecerá. Você é ignorante? Ele o esclarecerá. Está ferido? Ele há de curá-lo” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 71).


5 de dezembro Segunda

Abre Meus Olhos – 1

Então ele exclamou: “[…] O que faremos?” 2 Reis 6:15

Ben Hadade, rei da Síria, tinha uma sanha mortal contra Israel. Queria riscar do mapa a nação israelita. O rei de Israel, por sua vez, recebia recados do profeta Eliseu sobre os planos do rei inimigo. A situação chegou a tal ponto que Ben Hadade afirmou: “Não é possível! Deve haver um informante!” Reuniu-se com os oficiais e capitães, queixando-se com eles sobre a situação: “Alguém dos nossos está levando para conhecimento do rei de Israel informação sobre as decisões que tomamos.” Mas um dos oficiais disse: “Majestade, não é bem assim. O que acontece é que o profeta Eliseu tem um sistema de informações superior ao da melhor agência, e sabe até as palavras que o senhor fala no seu quarto.”

Logo depois, a imprensa do palácio imprimiu um grande cartaz com a fotografia do profeta e os dizeres “Procura-se”, para ser colocado em todas as esquinas e praças dos mercados de Israel. Assim, o primeiro a ser capturado não devia ser o rei de Israel, mas o profeta Eliseu.

O rei da Síria recebeu informações de que o profeta Eliseu estava na cidade de Dotã. Marchou para lá à noite e cercou a cidade. Uma verdadeira operação de segurança máxima foi montada, com aparato bélico e movimentação mais intensa do que a transferência de um traficante de um presídio a outro, como fazem hoje.

O rapaz que estava com Eliseu – possivelmente aluno da escola de profetas –, quando se levantou pela manhã e deu uma olhada pela janela, o que viu? A silhueta da montanha era outra. Havia no horizonte uma tropa com cavalos e carros de guerra.

O moço correu apressadamente para o profeta, imaginando: “Agora quero ver o que ele vai dizer!” E contou o que estava acontecendo.

O profeta respondeu com segurança: “Não precisa ter medo. Aqueles que estão conosco são mais numerosos do que eles.”

O rapaz olhou para o profeta e perguntou a si mesmo: “Será que ele escutou? Ou será que ele entendeu outra coisa? Somos somente nós dois. Como podemos ser mais do que eles?”

Alguns vivem abaixo da linha da pobreza espiritual, porque não têm noção de todo o poder que está à sua disposição para enfrentar as dificuldades. Deus chama cada crente a dizer como Paulo: “Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos” (2Co 5:7).

“Abre meus olhos, eu quero ver Cristo; / Eu quero tocá-Lo, dizer que O amo. / Abre os ouvidos, eu quero ouvi-Lo; / Abre meus olhos, eu quero ver Cristo.”


6 de dezembro Terça

Abre Meus Olhos – 2

Não tenha medo. Aqueles que estão conosco são mais numerosos do que eles. 2 Reis 6:16

Konrad Adenauer dizia que “todos vivemos sob o mesmo teto, mas nem todos têm o mesmo horizonte”. É um bom pensamento para mostrar a diferença entre Eliseu e o rapaz que o acompanhava. Diante do cerco do exército da Síria para capturar o profeta Eliseu, vemos em duas situações o mesmo jovem estudante da escola dos profetas. Quando ele olhou pela primeira vez, viu cavalos de verdade, de carne e sangue, e os carros de ferro. Quando olhou pela segunda vez, viu muito mais cavalos e carruagens de fogo do que aqueles que estavam com o inimigo.

Nossa tendência é imitar Eliseu ou o ajudante dele? Parece que, como seres humanos, olhamos primeiro para a escuridão, para os cavalos do inimigo e seus carros de guerra. Vemos dias duros e difíceis pela frente. Começamos a olhar para nós mesmos como incapazes e sem forças. Aumentamos e em muito o tamanho dos nossos problemas. Transformamos uma pequena pedra em uma montanha.

Podemos enxergar bem, mas se não tivermos visão, vamos ver apenas dificuldades, não soluções. Este era o problema do jovem: enxergava, mas não tinha visão. Se nesta luta entre as forças do bem e do mal nossos olhos pudessem ser abertos, veríamos o exército de Deus, que nunca perdeu uma batalha, pronto para ajudar e proteger Seu povo. Deus é maior e mais poderoso do que todos os exércitos de homens e forças do mal.

Por maior que seja seu problema, não se aflija. Eliseu percebeu o que outros olhos não perceberam. Apesar de não vermos esses recursos, a verdadeira visão nos fará capazes de ver que eles são reais, que estão à nossa disposição. Como dizem, “temos de enxergar a realidade por trás da realidade”.

Com certeza, podemos exclamar como Davi, no seu salmo de ação de graças: “Se o Senhor não estivesse do nosso lado quando os inimigos nos atacaram, eles já nos teriam engolido vivos, quando se enfureceram contra nós; as águas nos teriam arrastado e as torrentes nos teriam afogado; sim, as águas violentas nos teriam afogado! Bendito seja o Senhor, que não nos entregou para sermos dilacerados pelos dentes deles. Como um pássaro escapamos da armadilha do caçador; a armadilha foi quebrada, e nós escapamos. O nosso socorro está no nome do Senhor, que fez os Céus e a Terra” (Salmo 124:2-8).


7 de dezembro Quarta

Abre Meus Olhos – 3

E Eliseu orou: “Senhor, abre os olhos dele para que veja.” 2 Reis 6:17

Qual dos cinco sentidos você valoriza mais? Qual deles você não gostaria de perder de jeito nenhum? Uma das coisas mais sensacionais que Deus criou foi o olho humano. A capacidade de ver e diferenciar tamanhos e cores, formas, rostos, lugares e tudo o que Deus criou, é realmente espetacular. Em sua estrutura, o olho tem 127 milhões de células que são elementos visuais que recebem a luz e transmitem mensagens ao cérebro. Sob condições perfeitas, o olho humano pode detectar a luz de uma vela a 25 quilômetros de distância.

Temos olhos, podemos enxergar, mas precisamos pedir a Deus que nos dê visão e que Ele nos mostre muito mais do que aquilo que sonhamos.

Quando Deus abriu os olhos do jovem, ele viu mais do que podia imaginar que era possível. Ele viu o invisível.

Nessa linha de raciocínio, existe a capacidade de ver e a habilidade de ver. E elas são diferentes. Em muitos lugares, há pessoas que veem, mas não têm visão. A visão de Deus faz com que você enxergue aquilo que os outros não enxergam.

O estudante da escola dos profetas tinha a capacidade de ver. O profeta tinha a habilidade de ver, por isso ele percebeu o que outros olhos não perceberam. O rapaz via o presente. O profeta via a promessa de Deus, o futuro. O rapaz via o que estava acontecendo. O profeta via o que ia acontecer. Para o rapaz, a situação era de difícil solução. O profeta, por sua vez, sabia quem estava do seu lado e o potencial a seu favor. A palavra do rapaz foi: “O que faremos?” (v. 15). A palavra do profeta foi: “Abra os olhos.”

John Naisbit diz: “Essa capacidade inerente para escolher, para desenvolver nova visão para nós mesmos, para reescrever nossa vida, para começar um novo hábito ou abandonar um velho hábito, de perdoar alguém, de pedir desculpas, de fazer uma promessa e guardá-la, em qualquer área da vida é, sempre tem sido e sempre será um momento de verdade para cada verdadeiro líder” (O Líder do Futuro, p. 159).

Diante dos desafios, pode ser que vejamos dias difíceis. Talvez estejamos cercados de circunstâncias desanimadoras. É a hora de se dirigir ao Senhor dos Exércitos. Entrar em seu quarto ou se fechar em seu escritório e falar para Deus: “Senhor, Tu conheces os desafios e problemas que estou enfrentando. Ajuda-me, por favor.” Deus vai abrir seus olhos e mostrar os recursos que estão à sua disposição.


8 de dezembro Quinta

Orações Poderosas

Orem continuamente. Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus. 1 Tessalonicenses 5:17, 18

Muitos de nós já escutamos a história de George Müller, um dos modernos heróis da fé no século 19. Ele foi fundador de um grande orfanato que, durante 60 anos, cuidou de mais de 10.000 órfãos. Müller era daqueles que se mantêm orando mesmo que a resposta pareça demorar.

E Deus abençoou de maneira surpreendente e miraculosa a seu orfanato, providenciando aquilo que ele necessitava, fosse em forma de dinheiro ou alimento.

Numa noite não havia alimento no orfanato para o desjejum das crianças. Mas, às três da manhã, o padeiro o chamou e disse: “Não estou conseguindo dormir. Vou agora mesmo para a padaria para fazer pão. Posso levar alguns para vocês nesta manhã?”

Outra vez aconteceu que um caminhão de leite quebrou bem em frente ao orfanato justamente no dia em que eles não tinham mais leite. O motorista do caminhão disse: “O leite vai estragar. Vocês gostariam de ficar com ele?”

Certa ocasião, Müller tinha o compromisso de pregar em Quebec. No convés do navio no qual ia viajar, ele informou ao capitão que precisava estar em Quebec no sábado à tarde. Veja como o próprio capitão relata a história:

“É impossível”, eu disse. “O senhor sabe quão densa está a neblina?”

“Não”, ele respondeu, “meus olhos não estão na densidade da neblina, mas em Deus que controla cada circunstância da vida. Nunca deixei de cumprir um compromisso em 57 anos. Vamos à cabine de comando para orar.”

Ele se ajoelhou e fez uma oração simples. Quando eu ia orar, ele pôs a mão em meu ombro e disse que eu não precisava orar. “Como você não crê que Ele vai responder e eu creio que Ele vai, não é preciso que você ore”. E acrescentou: “Capitão, conheço meu Senhor há 57 anos e não há um simples dia em que eu não tenha conseguido uma audiência com meu Deus. O senhor pode abrir a porta e verá que não há mais nevoeiro.” O nevoeiro tinha desaparecido e ele cumpriu seu compromisso no sábado.

Vez após vez, e 30 mil vezes em 60 anos, Deus respondeu às orações de George Müller. Hoje, faz bem refletir sobre este texto:

“As maiores vitórias […] do cristão em particular […] são as vitórias ganhas na sala de audiência de Deus, quando uma fé cheia de ardor e agonia lança mão do braço forte da oração” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 203).


9 de dezembro Sexta

Puro de Coração

Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus. Mateus 5:8

Duas ideias vêm à mente quando mencionamos a palavra “puro”: (1) a primeira significa sem mistura. O grão que foi separado e peneirado. O leite e o vinho que não foram misturados com água. O ouro que é puro e não tem traços ou vestígios de outro metal. Se não há nada ali que seja estranho à sua composição, então podemos dizer que é puro; (2) falamos também que uma coisa é pura quando está livre de impurezas, sem contaminação, sem germes. Quando se fala do meio ambiente, dá-se destaque ao ar puro, sem poluição, ou à água pura e a alimentos que não devem estar contaminados.

Uma boa explicação para o coração puro está nas palavras do profeta: “Darei a eles um coração não dividido e porei um novo espírito dentro deles” (Ez 11:19).

Se o coração não está dividido, isso significa que os pensamentos e sentimentos não estarão em conflito um com o outro. Se eles estão alinhados com os propósitos de Deus, então podemos dizer que o coração é puro. Significa também que não deve haver em seu coração um compartimento para Deus e um para a família, para a carreira, e assim por diante. Há somente um compartimento e Deus deve estar ali.

Uma área na qual somos muito indulgentes é a imaginação. Damos rédeas soltas aos pensamentos, já que ninguém pode ter acesso a eles, e pensamos o que não devemos pensar.

O autor John Piper diz que não devemos permitir que qualquer imagem imoral contamine a mente. Já nos primeiros cinco segundos devemos rejeitá-la. Nos dois primeiros segundos, grito: “Não! Saia da minha mente!” Nos próximos dois segundos: “Senhor, ajuda-me. Salva-me agora para que nada manche meu coração.”

Será que meu cérebro precisa aumentar sua capacidade de armazenamento, ou seria melhor fazer uma limpeza nele? Quantos arquivos armazenados em minha mente devem ser deletados para sempre, sem possibilidade de recuperação!

O livro Parábolas de Jesus tem uma bonita oração para hoje: “Senhor, toma meu coração, pois não o posso dar. É Tua propriedade. Conserva-o puro, pois não posso conservá-lo para Ti. Salva-me a despeito de mim mesmo, tão fraco e tão dessemelhante de Cristo. Molda-me, forma-me e eleva-me a uma atmosfera pura e santa, onde a rica corrente de Teu amor possa fluir por minha alma” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 159).


10 de dezembro Sábado

Altos e Baixos na Vida Cristã

Quem me livrará deste corpo que me leva para a morte? Que Deus seja louvado, pois Ele fará isso por meio do nosso Senhor Jesus Cristo! Romanos 7:24, 25, NTLH

Ao nos encontrarmos com Cristo, nasce em nós o desejo de ser pessoas melhores e brota no coração a vontade de honrar a lei de Deus e viver em harmonia com ela. Mas Paulo se sentia frustrado. Ele dizia: “Alguma coisa deve estar errada comigo.” Note que ele está falando no tempo presente. “Eu não entendo o que faço” (v. 15). “Não faço o que desejo, mas o que odeio.” “Nada de bom habita em mim.” “Quero fazer o que é bom, só consigo fazer o que é mau” (v. 21). “Não faço o bem que quero, […] o mal que não quero fazer é que eu faço” (v. 19). “Como sou infeliz!” (v. 24).

Se ele concluísse o texto aqui, terminaria no fundo do poço, na lama. As palavras do texto de Paulo não eram razão para ele se tornar complacente consigo mesmo, nem procurar desculpas para o pecado. Devemos reconhecer que precisamos mais do que apenas um impulso repentino.

Se você também terminar assim a descrição de sua vida cristã, estará condenado. Não há escape, como diz Steve Farrar: “O pecado vai levá-lo mais longe do que você deseja ir. Vai retê-lo no lugar mais tempo do que você deseja ficar e vai sair mais caro do que você deseja pagar.”

Essa parte do capítulo poderia ser resumida da seguinte maneira: tentar ser uma pessoa melhor, viver a vida cristã sem a ajuda de Cristo, sem a atuação da graça no coração, é inútil. Tentar ser uma boa pessoa sem a habitação do Espírito Santo, só resultará em derrota e desespero.

Não importa quanta disciplina seja praticada, quantos métodos sejam encontrados em livros e programas de TV sobre autoajuda, eles jamais vão quebrar as cadeias das quais queremos nos libertar.

Depois de dizer: “Eu quero, mas não posso. Tenho o desejo, mas não tenho a força. Não sei por que cheguei a este ponto”, Paulo, olhando para fora de si mesmo, exclama em uma explosão de triunfo: “Graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15:57). A certeza é da vitória em Cristo.

“Muitas vezes, teremos que nos prostrar e chorar aos pés de Jesus por causa de nossas faltas e erros, mas não devemos desanimar. Mesmo se formos vencidos pelo inimigo, não seremos rejeitados nem abandonados por Deus” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 64).
A reação de Paulo é de regozijo. Em Jesus podemos conseguir a vitória!


11 de dezembro Domingo

Onde Estão os Solteiros?

Deus dá a alguns o dom de um marido ou uma esposa, e a outros o de poderem ficar felizes como solteiros. 1 Coríntios 7:7, A Bíblia Viva

Mesmo o mais implacável dos solteiros continua a acalentar o sonho em seu coração de encontrar seu par. E ora a Deus para lhe enviar a pessoa certa. Ora como aquele menino de oito anos: “Deus, obrigado pela festa, pelo bolo, pelos jogos e pela roupa. Mas o que eu queria mesmo era um patinete.”

Uma vida de solteiro mais extensa pode significar, para alguns, não tanto um relacionamento que não vingou, mas sonhos e planos que ficaram para trás. Quando o período de solteiro dura muito na vida de alguns, eles chegam até a suprimir o desejo de se casar e mergulham no trabalho, nas atividades da igreja, para provar que são pessoas dinâmicas e ativas, mesmo que não tenham parceiro. Quando a solidão aperta, enchem a agenda com essas atividades, restando pouco tempo para sociabilizar e se encontrar com outros.

Qual papel cabe ao solteiro no processo de busca de um cônjuge? Quando você está procurando emprego, não fica esperando que alguém venha bater à sua porta. Quando queremos emprego, saímos a campo perguntando, lemos, nos informamos, corremos atrás, nos empenhamos. Há algumas pessoas que simplesmente acreditam que se é para “acontecer” e encontrar a pessoa certa, Deus vai trazer o par ideal à soleira de sua porta e no tempo certo, citando como exemplo o caso de Rebeca e Isaque. Mas há também uma base bíblica para o esforço de ambas as partes, isto é, Deus atuando e, ao mesmo tempo, você tomando a iniciativa, como aconteceu na história de Rute e Boaz (Rt 2-4).

Deus chama alguns para tomar iniciativa e não esperar que o futuro esposo ou esposa toque à porta. Por outro lado, quando a pessoa está indo longe demais ou se adiantando na procura? Quando fica impaciente e tenta forçar as coisas para acontecer do seu jeito. Embora seja importante fazer sua parte, os solteiros precisam dispor o coração para que Deus atue, mesmo que a espera seja demorada.

Paulo disse: “Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação” (Fp 4:12). Em seguida, ele diz: “Tudo posso nAquele que me fortalece” (v. 13). Mas muitos solteiros perderam essa confiança. Para eles, o verso ficaria: “Posso todas as coisas, exceto encontrar alguém que me ame.”

Os solteiros necessitam do mesmo que outras pessoas que enfrentam problemas e desafios: oração, apoio e ânimo.


12 de dezembro Segunda

Iniciativa

O que as suas mãos tiverem que fazer, que o façam com toda a sua força. Eclesiastes 9:10

Você já escutou que há três tipos de pessoas: as que fazem as coisas acontecer, as que veem as coisas acontecer e aquelas que perguntam: O que aconteceu? A maioria das pessoas está no segundo e terceiro grupos. Essas apenas observam e são curiosas.

Diante daquilo que precisa ser feito, podemos reagir de três maneiras diferentes: “Espero, pergunto ou faço?” Segundo o velho ditado que diz: “É mais fácil conseguir perdão do que permissão”, parta para a ação.

Uma definição de iniciativa é: “Fazer o que precisa ser feito, mesmo sem ser solicitado”. A Bíblia contém inúmeros exemplos de pessoas que fizeram acontecer porque tomaram a iniciativa. Os amigos do paralítico furaram o teto da casa e o desceram diante de Jesus. Maria tomou a iniciativa de presentear Jesus com o vaso de alabastro. As mães tomaram a iniciativa de levar as crianças até Jesus. Outro grupo teve a iniciativa de colocar Paulo dentro de um cesto, descendo-o pelo muro de Damasco, o que lhe salvou a vida.

Se você é daqueles que dizem: “Só faço se tiver certeza de que vai dar certo”, está fazendo parte do time da inércia. Se estiver entre aqueles para quem tudo precisa estar “enlatado”, sob medida, também está votando pela inação.

Os versos de Geraldo Vandré são um empurrão para aqueles que precisam de iniciativa: “Vem, vamos embora que esperar não é saber. / Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.” É isso mesmo, chega um momento em que você precisa parar de planejar, lançar fora a dúvida, pular dentro do barco e começar a remar. “É mesmo mais desculpável tomar uma decisão errada, às vezes, do que ficar sempre a vacilar, hesitando ora para uma, ora para outra direção” (Ellen G. White, Obreiros Evangélicos, p.134).

Michael Jordan, ao contar sua história desde o tempo em que foi aluno universitário até chegar à NBA (Liga de Basquetebol dos Estados Unidos), disse: “Sempre acreditei que, se trabalhasse com dedicação, os resultados viriam. Não costumo me empenhar em nada pela metade, pois sei que agindo assim só poderia esperar por meio resultado. É por isso que encarava os treinos com a mesma intensidade que os jogos.”

“Tudo o que você tiver que fazer faça o melhor que puder” (Ec 9:10, NTLH)

Que iniciativa você vai tomar hoje para tornar sua vida, sua casa, seu ambiente de trabalho mais alegres e cordiais?


13 de dezembro Terça

Caniços Rachados e Pavios Fumegantes

Não quebrará o caniço rachado e não apagará o pavio fumegante. Isaías 42:3

Você conhece alguma coisa mais frágil e sem valor do que um caniço rachado? A imagem é de alguma coisa inútil, desprezível, a ser varrida para um canto, como aqueles objetos que já deram o que tinham para dar e não servem para mais nada.

A outra imagem é a de um pavio que fumega. Enquanto o pavio estivesse umedecido com azeite, havia luz clara e limpa, sem aquela fumaça sufocante e incômoda. De vez em quando, somos como esse pavio que fumega. Cansados, esgotados e esquecidos.

O fato é que o pecado nos atingiu e há somente duas maneiras de lidar com caniços rachados e pavios que fumegam: rejeitá-los ou tentar reafirmar seu valor pessoal, por meio da nossa amizade.

Dentro da visão messiânica, Isaías diz que Jesus não quebraria o caniço rachado – alguém agredido por palavras duras, pela fúria de outros; alguém desanimado pelo seu próprio fracasso ou porque seus direitos não foram reconhecidos.

Quantas pessoas esperam um ombro amigo, a mão que possa levantá-las, colocá-las de pé e sustentá-las por algum tempo. É um trabalho de restauração paciente, sem censuras, que preserva a dignidade de quem está sendo restaurado.

E o pavio que fumega, antes brilhante, depois débil, luta contra o vento que quer apagá-lo, mas espera um sopro de vida que possa fazer com que brilhe novamente. Acredite, você não está sozinho. Há alguém pronto para ajudá-lo a voltar a ter aquela firmeza e aquela luz viva. Alguém experimentado em restaurar.

Jesus está dizendo: “Venha, Eu vou colocá-lo de pé novamente. Venha, quero soprar vida em você para que sua luz volte a brilhar.” Ele está ao nosso lado quando nos sentimos isolados, sem força e feridos, quando lutamos contra o desânimo e a tentação.

Tudo o que temos que fazer é nos colocar nas mãos de quem está acostumado a restaurar. “Ele não colocará de lado o machucado e o ferido, e não menosprezará o pequeno e insignificante, mas os endireitará de maneira firme e permanente” (The Message).

Senhor, ajuda-nos a lembrar hoje que, para onde quer que formos, a certeza da Tua companhia nos trará nova paz ao enfrentarmos as batalhas da vida.


14 de dezembro Quarta

A Moeda Perdida

Alegrem-se comigo, pois encontrei minha moeda perdida. Lucas 15:9

As mulheres da Palestina recebiam tradicionalmente como presente de casamento uma coleção de dez moedas. Essas moedas eram levadas no pulso, usadas como colar ou pendentes ao redor na cabeça. Eram como se fosse hoje a aliança de casamento. Muitas as guardavam como sua posse mais preciosa para dar depois à filha mais velha, quando ela se casasse. Podemos então imaginar a grande perda que significava o desaparecimento de uma dessas moedas.

Em termos econômicos, o valor de compra de uma dracma equivalia ao salário de um dia. O valor dessa moeda, no entanto, era mais emocional – da mesma forma que guardamos uma lembrança simples de alguém a quem apreciamos. Quanto custa a fotografia dos filhos quando eram pequenos? Financeiramente, pouco; mas, em termos afetivos, muito.

Quando perdemos um objeto assim, viramos e reviramos tudo dentro de casa. Coisas, objetos inanimados de uma hora para outra adquirem valor incomum. Assim, encontrar a moeda tornou-se uma prioridade.

A moeda foi perdida não nas montanhas, nem em terra distante. O fato é que, por um aparente descuido e desatenção, alguma coisa valiosa acabou ficando perdida dentro de casa. Tanto a ovelha como a moeda foram achadas e falam da determinação de Deus em buscar o perdido. Deus está procurando, não porque tenha Se esquecido de onde estejamos. Ele sabe onde estamos. A ovelha e a moeda falam de Sua determinação em nos procurar.

Diante de Deus, as pessoas têm grande valor. Somos importantes para Ele. Assim, a parábola tem o objetivo de convidar a todos para que se regozijem com aqueles que foram achados. A transformação, mesmo que seja de uma só pessoa, traz alegria para Ele como também para aqueles que compartilham Seu amor.

A mulher da parábola fez três coisas: acendeu uma lâmpada para ver em que canto escuro estava a moeda. Depois varreu toda a casa. E, finalmente, pôs-se a procurar imediata e diligentemente.

É tempo de as moedas perdidas serem encontradas. Alguns dos nossos filhos que cresceram conosco, por decisão própria, se afastaram de Deus. A moeda perdida também “representa os que estão perdidos em delitos e pecados, mas não estão conscientes de sua condição” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 193). A oração é um canal de comunicação aberto que pode nos ajudar nessa busca.

A parábola termina com uma nota de regozijo: a moeda foi encontrada!
15 de dezembro Quinta

José do Egito

José ficou na prisão, mas o Senhor estava com ele. Gênesis 39:20, 21

Era o filho mimado do pai. E o ambiente de casa ficou mais tenso quando ele ganhou do pai uma túnica colorida, enquanto os irmãos continuavam a vestir suas calças desbotadas e camisetas que já tinham perdido a cor original. E Jacó, como pai dessa turma, demonstrava preferência por José numa atitude aberta de favoritismo.

Para José, era camisa de grife. Para os outros onze irmãos, camisetas compradas na 25 de Março. Como adolescente mimado e ingênuo que era, José exibia seu casaco nos lugares aonde ia, enquanto os irmãos continuavam com o velho guarda-roupa.

Quando os filhos chegavam de volta a casa, Jacó apenas lhes perguntava como estava o rebanho. Mas quando José chegava, ele o abraçava e perguntava pelos professores, pela escola, por seus amigos, etc.

Os dez irmãos foram até o pai e disseram: “Pai, o senhor é culpado desse clima tenso aqui em casa. O senhor ama a José, dá mais presentes a ele do que a nós. O senhor cavou um abismo entre nós.”

Um dia, José teve um sonho. Podia ter ficado quieto, sem contar nem mesmo para o pai, mas foi simplório. Reuniu o pai e os irmãos e disse: “Gente, tive um sonho.” Resumo do sonho: “Vou mandar e vocês vão obedecer. Que tal?” Se já não havia clima de harmonia entre os irmãos e José, aí é que o ambiente desandou.

Imagino os irmãos falando para José: “Quem você pensa que é? Conta essa história direito! Vamos nos curvar diante de você? Espere aí!”
Alguns dias depois, Jacó pediu a José que fosse ver onde seus irmãos estavam cuidando do rebanho. De longe, os irmãos o identificaram. Eles estavam naturalmente com as roupas de trabalho do dia a dia. E José, como estava vestido? Com a túnica colorida. Em lugar de dizerem: “Lá vem nosso mano”, disseram: “Lá vem o sonhador.”

Ao chegar, o cercaram e perguntaram: “E agora, sonhador, o que você acha que vamos fazer com você?” Sabemos o que aconteceu. Jogaram-no num poço e depois o venderam a um grupo de ismaelitas.

“Mas, na providência de Deus, mesmo esta experiência seria uma bênção para ele. Aprendeu em poucas horas o que de outra maneira anos não lhe poderiam ter ensinado. […] Ali mesmo se entregou então completamente ao Senhor, e orou para que o Guarda de Israel estivesse com ele na terra do exílio” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 213, 214).


16 de dezembro Sexta

De Escravo a Primeiro-Ministro

Porque o Senhor estava com José e lhe concedia bom êxito em tudo o que realizava. Gênesis 39:23

Ali estava o filho mimado sem a túnica colorida, fazendo sua viagem, sob o sol escaldante rumo a uma terra que nunca tinha visto. José chegou ao Egito e, diante da perspectiva dos egípcios, no último degrau de importância da escala humana – como escravo.

Pense na trajetória dele desde o momento em que foi vendido para os ismaelitas. Depois foi vendido para Potifar e exposto à tentação sexual. Foi acusado de assédio pela esposa do chefe e teve a reputação destruída pela repercussão do caso. Foi punido pelo fato de ter feito o que era certo, encarcerado muito tempo e esquecido pelo colega prisioneiro a quem ajudou e que foi libertado. Porém, em todo o relato não vamos encontrar uma só queixa de José sobre os irmãos, as circunstâncias ou culpando a Deus de que o tivesse abandonado. “Por esta disciplina Deus o estava preparando para uma situação de grande responsabilidade, honra e utilidade, e ele estava pronto a aprender, acolhendo de boa vontade as lições que o Senhor lhe queria ensinar” (Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus [MD 2005], p. 320). Sua atitude foi sempre positiva. Para ele, o importante não era tanto o que estava acontecendo, mas sim como ele estava reagindo a tudo que estava acontecendo.

Pode parecer ironia, mas justamente Gênesis 39, onde se repete quatro vezes que “Deus estava com José”, é o capítulo que fala da acusação da esposa do chefe contra ele e de sua prisão. Felizmente, dois capítulos mais adiante, vemos como ele se tornou o governador mais importante, na época, porque era primeiro-ministro da nação que governava o mundo. “A assinalada prosperidade que acompanhava todas as coisas postas aos cuidados de José, não era resultado de um milagre direto; mas sim a sua operosidade, zelo e energia eram coroados pela bênção divina” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 214).

As palavras do hino de Josh Groban, com versão em português intitulada “O Seu Amor”, de Rafaela Pinho, encontrariam eco no coração de José, enquanto ele atravessava esse período difícil:

“O Seu amor levou-me até as montanhas, / me fez voar, planando pelo mar. / Foi ali, no alto dos Seus ombros, / que eu aprendi: ‘Sou forte pra lutar.’”

Obrigado, Senhor, por transformares aparentes tragédias em triunfos.


17 de dezembro Sábado

Pobres de Espírito

Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o reino dos Céus. Mateus 5:3

Pobres, famintos, lamentadores! Será que essa é a visão que os outros deveriam ter daqueles que querem pertencer ao reino de Deus? Será que Jesus disse isso logo no início do Seu sermão para indicar que os pobres são mais receptivos ao evangelho? Se a pobreza for passaporte para o Céu, só haverá lugar em pé!

Quando Jesus fala da atitude daqueles que são cidadãos do reino, Ele coloca a pobreza de espírito em primeiro lugar. John Stott diz que “logo no início do Seu sermão, Jesus contradisse todos os pontos de vista sobre as expectativas nacionalistas do reino de Deus. O reino é dado aos pobres, não aos ricos; aos débeis, não aos poderosos”. Essa declaração serviria para mostrar que o princípio dominante no reino de Deus não é o poder nem a riqueza, mas sim a graça divina. Ser pobre de espírito não é fazer parte do clube “ai de mim”, nem dos que se fazem de vítima. Não é falsa humildade.

Como as bem-aventuranças são características daqueles que são cidadãos deste reino, o primeiro requisito é sentir a necessidade de ajuda divina e reconhecer sua pobreza espiritual. “A intuição de necessidade, o reconhecimento de nossa pobreza e pecado, é a primeira condição para sermos aceitos por Deus” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 152).

O princípio dominante no mundo é outro: “Bem-aventurados os que são independentes.” A expressão “pobre de espírito” não se enquadra no mundo corporativo, onde as pessoas esbarram os ombros nos corredores das grandes empresas. Não se enquadra nas estrelas do esporte e do atletismo que querem ser as mais festejadas. Nem tampouco no pessoal afeito ao poder político, ou à procura de popularidade.

Falar hoje que alguém é pobre de espírito significa chamá-lo de “Zé Ninguém”. É uma referência feita a alguém sem iniciativa, que não sai da segunda marcha, e que sempre está perguntando o que é para fazer.

Quando se mencionava a pobreza nos tempos bíblicos, falava-se de pessoas que se igualavam ao status de mendigo hoje em dia. Um pobre não conseguia sobreviver sem a ajuda de alguém.

“Todos os que têm a intuição de sua profunda pobreza de alma e veem que em si mesmos nada possuem de bom, encontram justiça e força olhando a Jesus. […] Ele vos ordena que troqueis a vossa pobreza pelas riquezas de Sua graça” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 8, 9).


18 de dezembro Domingo

Vida Transformada e Emoções

Eu sou o Senhor que sonda o coração e examina a mente. Jeremias 17:10

Por ocasião dos congressos e campais de jovens, quando não tinha participação no programa, eu gostava de me sentar junto da moçada para “sentir o clima”. Gostava de ver como participavam nos cânticos e sua reação às mensagens apresentadas.

Lembro-me de uma vez em que eu estava numa das últimas fileiras da arquibancada, numa campal de jovens. Havia boa música, boa mensagem e depois foi feito o apelo e tomadas decisões. Era bonito ver, da parte dos jovens, a renovação da dedicação a Deus. Depois do sermão, pude ouvir o breve diálogo entre um rapaz e uma moça: “Você chorou?”, ele perguntou. “Ah, chorei!”, ela respondeu. “Eu também chorei”, acrescentou ele. Como se afastaram, não acompanhei o restante da conversa.

Pensei comigo: O que será que eles estavam querendo avaliar? Medir a legitimidade da experiência religiosa? Comprovar que tudo estava bem com sua vida e Deus estava perto deles? Será que devemos usar a presença ou ausência de emoções em nossa vida religiosa como termômetro para medir a espiritualidade?

Ainda hoje há pessoas que julgam o êxito de uma semana de oração pelo clima altamente emotivo de seu encerramento. Se não terminou com muita gente se emocionando, faltou alguma coisa.

Quer sejamos pessoas mais emocionais ou mais intelectuais, as emoções fazem parte da vida de todos. São elas que dão cor ao nosso dia a dia, na afetuosidade do vermelho, na alegria do amarelo ou na harmonia do verde. Se tudo é alegria, sol, saúde, boas notícias, estamos lá em cima. Se aparecem retrocessos ou imprevistos desagradáveis, afundamos.

Há cristãos sinceros que medem sua vida religiosa pela intensidade das emoções que sentem. Se as decisões não foram tomadas num clima carregado de emoção, não têm tanto valor.

Veja este pensamento: “Satanás induz as pessoas a pensarem que, por terem experimentado êxtase de sentimentos, estão convertidas. Mas sua experiência não muda. Seus atos são os mesmos que antes. Sua vida não demonstra bons frutos. […] Estão iludidas. Sua experiência não vai além do sentimento” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 71).

Aceitar Cristo é tanto uma resposta emocional como da mente. Para que a decisão seja permanente, deve haver equilíbrio entre razão e emoção, mente e coração. Por isso, Davi orou:”Sonda-me, Senhor, e prova-me, examina o meu coração e a minha mente” (Sl 26:2).


19 de dezembro Segunda

O Salmo do Pastor – 1

O Senhor é o meu pastor. Salmo 23:1

O que posso escrever sobre o Salmo 23 que você ainda não conheça? Você já leu e escutou tanto sobre ele que qualquer coisa que eu diga ou escreva fica dentro do previsível. Mas cada vez que o lemos, percebemos por que ele é um salmo tão apreciado, fonte de conforto para tantos.

Quando pronuncio estas palavras: “O Senhor é o meu Pastor”, estou fazendo minha declaração de dependência. Estou dizendo que preciso de ajuda, que Ele é mais forte do que eu e sabe o que é melhor para mim.

Dizer que Deus é o Pastor do Seu rebanho, ou de Sua igreja, é uma coisa. Mas dizer que Ele é o meu pastor, é bem diferente. É algo confortante e animador! Por isso, o que também torna esse salmo tão especial é perceber o quão pessoal ele é. Coloque-se em cada uma das frases. Diga para si mesmo: “de nada terei falta” (v. 1); “me faz repousar e me conduz a águas tranquilas” (v. 2); “restaura-me o vigor” (v. 3); “mesmo quando eu andar por um vale […] não temerei perigo algum, […] a Tua vara e o Teu cajado me protegem” (v. 4); “a bondade e a fidelidade me acompanharão” (v. 6).

Certo menino estava muito doente. Os pais sabiam que ele logo ia falecer, por isso pediram a visita do pastor. À noite, o pastor foi fazer a visita solicitada e os pais o deixaram a sós com o menino. Naquela mesma noite, o garoto faleceu.

O pastor voltou na manhã seguinte, chorou com os pais e os consolou. Então, mencionou o que tinha dito em sua conversa a sós com o menino, no quarto. Em linguagem infantil, procurou mostrar como se tornar um com Deus, usando a frase “O Senhor é meu pastor”.

Ele tomou a mão do menino, segurou-lhe o polegar e disse: “Este dedo significa ‘O’, Deus único.” Depois tomou o indicador e disse “Senhor”. Para o dedo médio, disse “é”, ou seja, “Deus está aqui”. A seguir, tomou o dedo anular e disse “meu”, representando o compromisso e a certeza pessoal de relacionamento com Deus. Finalmente, para o dedo mínimo, disse “Pastor”, que é aquele que cuida de nós, humilhou-Se e morreu por nós. Mesmo que o menino não falasse nada com o pastor, ele o estava escutando. Antes de morrer, pôs a mão ao redor do dedo anular, como que dizendo: “O Senhor é meu pastor.”

É o Senhor o seu pastor?


20 de dezembro Terça

o Salmo do Pastor – 2

Em verdes pastagens me faz repousar e me conduz a águas tranquilas. Salmo 23:2

Não existe conjunto de palavras tão cheias de tranquilidade como estas: verdes pastagens e um lugar de águas tranquilas. O verdadeiro pastor se antecipa às necessidades das ovelhas. O pastor quer nos ver contentes, calmos e em descanso. Somente o pastor é que faz com que situações que de outra forma seriam torturantes e confusas terminem na direção certa.

“Em verdes pastagens me faz repousar.” Parece um imperativo de Deus ao ver nossa necessidade de intercalar atividade e períodos de descanso, e podemos visualizá-Lo falando: “Pare com essa corrida louca! Aonde você vai chegar?” Que tempo mais corrido o nosso! Levantamo-nos mais cedo, dormimos mais tarde, assim mesmo não temos tempo para fazer tudo o que queremos.

É quase como uma ordem de Deus falando para as ovelhas: “A caminhada foi longa e cansativa. Diminua o ritmo, cesse de correr sem o pastor.”

“Preparas um banquete para mim à vista dos meus inimigos” (v. 5). Não importa a que hora do dia, as refeições devem ser momentos de paz e de confraternização. Se acontecer de você comer com o coração cheio de ansiedade e preocupação, vai perder até o apetite.
E como seria tomar uma refeição tendo os inimigos derrotados presenciando o banquete? Parece estranho. Mas é isso o que os reis do Oriente Médio faziam com os inimigos derrotados. Obrigavam-nos a sentar acorrentados e olhar de longe o rei fazendo a festa, celebrando a vitória. Frutas frescas e suculentas. Salgados apetitosos. Sucos da melhor procedência – e os derrotados apenas olhando.

Para o encerramento da Escola Cristã de Férias, a professora pediu a cada uma das crianças que memorizasse o Salmo 23 para recitá-lo no dia da formatura. Roberto, um menino que tinha nascido prematuramente, tinha dificuldades para memorizar.

No dia da formatura, lá estavam as crianças alegres, com suas becas, indo à frente e recitando o Salmo 23. Roberto seria o último. Estava nervoso e não parava de roer as unhas e os botões da beca. Quando chegou sua vez, deu um salto da cadeira, agarrou o microfone, limpou a garganta e disse com entusiasmo: “O Senhor é o meu pastor…”, e depois de alguns segundos terminou: “Isso é tudo o que eu preciso saber.”

É verdade, Deus é o nosso pastor e isso é tudo o que precisamos saber!


21 de dezembro Quarta

Lições de Humildade

Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter. Romanos 12:3

Marian Anderson, grande contralto, mundialmente aclamada, era uma pessoa simples. Apesar de sua fama, permaneceu como exemplo de humildade para todos. Em uma entrevista, o repórter perguntou para ela qual foi o grande momento de sua vida. Ela poderia ter mencionado a noite em que o maestro Arturo Toscanini anunciou: “Uma voz como esta aparece uma vez em cada século.” Ela se tornou delegada da ONU, cantou para a rainha da Inglaterra e foi condecorada com a cobiçada Medalha Presidencial da Liberdade.

Qual desses momentos ela escolheu? Nenhum deles. Marian Anderson disse ao repórter que o maior momento da vida dela havia sido o dia em que chegou em casa e disse à sua mãe que ela não mais precisaria lavar roupa.

Faz parte da humildade saber sua importância pessoal e se manter no seu lugar. Faz parte também uma avaliação sincera de você mesmo e de suas capacidades. Não significa se vestir de saco e cinza com falsa modéstia. A humildade também não está ligada à fraqueza, como muitos pensam. Também não tem que ver com permitir que tirem vantagem de nós. Nem tampouco se tornar capacho na família, no trabalho e dos amigos, ou aceitar mansamente os revezes.

Humildade é uma palavra que quase desapareceu do nosso vocabulário e senso comum. Parece que foi distorcido aquilo que admitíamos ser um atributo desejável de caráter.

Como ter um conceito equilibrado de mim mesmo? Paulo tem a resposta: “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; e, sendo encontrado em forma humana humilhou-Se a Si mesmo” (Fp 2:5, 6, 8).

Quando você tem um conceito de si mesmo “mais elevado do que deve ter”, não pensa em coisas como pedir desculpas, admitir erros, mudar de rumo ou se submeter à orientação de outro.

Como demonstrar humildade? Apresentando-me a tempo para os compromissos e honrando promessas. Mantendo a atitude de um eterno aprendiz, mesmo diante das coisas que já sei. Escutando mais do que falando. Expressando gratidão a Deus por Ele Se relacionar comigo.

A versão de Phillips traduz o texto de hoje assim: “Não acalentem ideias exageradas sobre si mesmos ou acerca de sua própria importância, mas procurem fazer juízo correto de suas capacidades à luz da fé que Deus lhes deu” (Rm 12:3).


22 de dezembro Quinta

Graça ao se Aproximar o Natal

É, porém, por iniciativa dEle que vocês estão em Cristo Jesus. 1 Coríntios 1:30

À primeira vista, as genealogias mencionadas na Bíblia parecem consistir apenas de listas de nomes. Elas mostram raízes, ligações com o passado e feitos extraordinários ou não, dependendo daquilo que o escritor achou por bem mencionar. Naquele tempo, se o seu nome aparecesse em alguma genealogia, isso poderia determinar que tipo de serviço militar você iria prestar, ou se estaria ligado à elite sacerdotal.

A genealogia de Mateus menciona cinco mulheres, coisa incomum nas genealogias que listavam a linhagem apenas pelo lado masculino. A questão não é o fato de incluir mulheres na lista, porque o autor poderia ter mencionado Sara, Rebeca ou Raquel. Mas os nomes que ele menciona tinham uma história nada recomendável.

A primeira a aparecer na lista é Tamar, nora de Judá. Seus dois maridos haviam morrido. Ela então se vestiu como prostituta e seduziu o próprio sogro.

Raabe era prostituta na cidade de Jericó. Ela escondeu os espias israelitas e eles a pouparam quando a cidade foi invadida por Israel.

Quanto a Rute, o relato bíblico não menciona nada pecaminoso sobre ela, somente o fato de que era moabita, de uma nação desprezada pelos judeus e onde as pessoas não criam no verdadeiro Deus. Ao incluir uma mulher de outra nação na genealogia, Mateus queria mostrar, como diz Paulo, que “não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher, pois todos são um em Cristo Jesus” (Gl 3:28).

De Bate-Seba, Mateus diz apenas: “tinha sido mulher de Urias” (1:6). Seu pecado era tão conhecido e censurado por todos, que Mateus achou por bem não mencioná-la por nome.

Assim, a inclusão de mulheres era algo totalmente novo na cultura básica do Oriente Médio daquele tempo. Por que incluíram o nome dessas mulheres? Quem permitiu que isso fosse feito?
Na menção do nome dessas mulheres percebemos a grandeza da graça de Deus derramada na vida daqueles que tiveram a vida transformada. O Espírito de Deus disse a Mateus: “Inclua essas mulheres na lista. Elas são participantes da história mais bonita que o mundo já conheceu.”

“Mas Deus escolheu o que para o mundo é loucura para envergonhar os sábios, e escolheu o que para o mundo é fraqueza para envergonhar o que é forte. É, porém, por iniciativa dEle que vocês estão em Cristo Jesus” (1Co 1:27, 30).


23 de dezembro Sexta

Que Presente Vou Dar?

Graças a Deus por Seu dom indescritível! 2 Coríntios 9:15

Você já recebeu alguma vez um presente e não sabia o que fazer com ele? Durante minhas viagens no território da Divisão Sul-Americana, invariavelmente depois dos eventos vinha a demonstração de carinho por parte de líderes, jovens e desbravadores. Alguns sempre queriam que levássemos alguma lembrança.

Juntamente com o pastor Malcolm Allen, então líder mundial dos Desbravadores, eu estava visitando os três estados da União Este Brasileira: Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Como são fáceis de encontrar em algumas regiões, pedras como ametista e ágata eram os presentes mais comuns. Da metade da viagem para frente, na hora de receber as “lembranças”, o pastor Allen me dizia: “No rocks, please!” (“Pedras não, por favor!”). A mala dele já estava bem pesada.

Lembro-me de ter recebido na Argentina uma raiz grande em forma de tartaruga. Ficou difícil trazer para casa. São presentes bonitos, mas com os quais não sabemos o que fazer.

Desde que os magos do Oriente foram à manjedoura levando ouro, incenso e mirra, as pessoas trocam presentes no Natal. Os magos não se impressionaram com cores, tamanhos ou prazo de garantia. Montados em camelos, eles viajaram de muito longe para adorar Jesus. Alguém disse que, se os magos fossem mulheres, não teriam chegado vários meses depois, porque teriam pedido informações de onde era o lugar; teriam limpado o local para que Jesus não nascesse numa manjedoura; e, finalmente, teriam trazido presentes mais práticos: panelas, pratos, alimento e fraldas.

A noite de amanhã será especial para muitas pessoas, particularmente para as crianças. Há um senso de antecipação no ar. Será a hora de abrir os presentes. O que será que vou ganhar? Há um cerimonial às vezes imperceptível em torno de dar e receber presentes.
Ralph Waldo Emerson diz: “O verdadeiro presente é uma parte de si mesmo. Portanto, o poeta traz seu poema; o pastor, sua ovelha; o mineiro, uma pedra; o marinheiro, uma concha do mar; o pintor, um quadro; e a menina, um lencinho que ela mesma bordou.”

“No incomparável dom do Seu Filho, Deus envolveu o mundo inteiro com uma atmosfera de graça tão real como o ar que circunda o globo” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 68).


24 de dezembro Sábado

Não há Comparação

Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Lucas 2:11

A esta altura do mês de dezembro, você deve estar bastante cansado de ter andado pelo comércio e por muitas lojas na correria insana à procura de presentes e dos preparativos para a celebração do Natal junto à sua família e amigos.

Certa vez recebi à véspera do Natal o seguinte texto de autor desconhecido intitulado “Nenhuma comparação”:

“Por que Jesus é melhor do que Papai Noel? Papai Noel vive no polo norte. Jesus está em todos os lugares. Papai Noel anda num trenó. Jesus anda nas asas do vento e andou sobre as águas. Papai Noel nos visita uma vez por ano. Jesus está sempre presente para nos ajudar. Papai Noel enche suas meias com presentes. Jesus supre todas as suas necessidades. Papai Noel entra pela chaminé sem ser convidado. Jesus está à porta e bate… então, entra em nosso coração quando convidado.

“Você tem que ficar na fila para ver Papai Noel. Basta mencionar o nome Jesus, e Ele está ali pertinho. Papai Noel deixa você sentar em seu colo. Jesus deixa você descansar em Seus braços. Papai Noel não sabe o seu nome, ele diz: ‘Ei, garotinho’, ‘Ei, menininha, como é o seu nome?’ Jesus já sabia nosso nome antes mesmo de nascermos. Ele não somente conhece nosso nome, Ele sabe o nosso endereço também. Ele conhece nossa história e nosso futuro, e sabe quantos fios de cabelo temos na cabeça.

“Papai Noel tem a sacola cheia de doces. Jesus tem o coração cheio de amor. Papai Noel diz: ‘Não precisa chorar.’ Jesus diz: ‘Vou cuidar de você; lance seus cuidados sobre Mim e Eu cuidarei de você.’

“Os que ajudam o Papai Noel fazem brinquedos. Jesus faz vidas novas, remenda corações feridos, conserta lares quebrados e constrói mansões.

“Papai Noel coloca presentes sob sua árvore. Jesus tornou-Se nosso presente e morreu numa ‘árvore’.”

Não há sombra de dúvidas; realmente não há comparação. Apenas devemos nos lembrar do verdadeiro sentido do Natal. E colocar Jesus no centro da festa.

Jesus é a razão do Natal.


25 de dezembro Domingo

Tomando o Pulso do Natal

Então disse Maria: “Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.” Lucas 1:46, 47

Que Deus escolheria uma adolescente desconhecida e não uma celebridade para ser Sua mãe e um carpinteiro desconhecido para ser Seu pai? Pense nessa adolescente judia e em sua vida nas montanhas de Nazaré, sempre ocupada, carregando água, cuidando da colheita, preparando a comida, fiando e tecendo, confeccionando o enxoval para casar.

Com essas preocupações diárias e em meio a esses preparativos, ela recebe a visita do anjo. Ele a cumprimenta como se ela fosse a vencedora de um grande concurso. O que ela escuta em seguida é o que qualquer mulher de sua geração gostaria de ouvir: “Seu filho será o Messias, o prometido Salvador.”

Um turbilhão de emoções deve ter invadido a mente de Maria: “Mas como? Eu sou virgem! Deve ser um engano. Como posso estar grávida? Como vou contar de minha gravidez para meu pai, para minha mãe? E para o meu noivo?”

A Bíblia resume, dizendo: “Ela estava perturbada em seu coração.” Era uma mulher sujeita às mesmas dúvidas, fadigas e medos que assaltam a todas as mulheres.

José decidiu recebê-la em sua casa, como esposa. Ele queria apagar o estigma social que poderia vir sobre Maria. Os dias se tornaram meses, e no fim da gravidez, em meio a uma multidão desconhecida, estava ela em migração forçada para um recenseamento. Estradas poeirentas, passagens em meio às montanhas, o balançar em cima do burrico e a promessa de que Aquele que estava em seu ventre era o Filho de Deus.

Podemos imaginar a frustração de José quando chegou a hora de o bebê nascer e ele não encontrava lugar para onde levar a esposa. “Será que não havia alguma coisa errada?” Maria se lembrou das palavras do anjo: “Ele será rei.” Onde estavam as boas-vindas que o Rei e Salvador merecia? Onde estavam os fogos de artifício, as casas cheias de luzes, a glória? Jesus apareceu sem euforia coletiva, sem alvoroço. Apenas uma estrela. Apenas um pequeno coro de anjos.

Paulo Butler diz: “A grande eternidade numa criança, os raios de glória envoltos em panos, todo o Céu num coreto de um estábulo. E aquele que está em todos os lugares quer um lugar.”

“Aquele que é a Palavra tornou-Se carne e viveu entre nós. Vimos a Sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1:14).


26 de dezembro Segunda

Natal Antes… Natal Depois…

E, tendo sido advertidos em sonho […], retornaram a sua terra por outro caminho. Mateus 2:12

Agora que os presentes foram abertos, foi embora aquele clima poético, de mistério, de carinho, de manjedoura, de pastores, de estrela e cânticos. Incrível como tudo passou tão rápido. Para alguns, foi um Natal sem nada de novo. Para outros, de alegria e realização. Mas passou a agitação. Não há mais surpresas. Presentes foram dados e recebidos. Daqui para a frente serão os votos de feliz ano-novo e feliz 2012!

Muita gente gostaria de ficar mais tempo ao lado da manjedoura ouvindo os cânticos de Natal, sentindo aquele clima de carinho e confraternização. Mas é interessante notar que, importante como tenha sido o acontecimento anunciado pelos anjos e acompanhado de sinais extraordinários, os Evangelhos não se demoram muito em torno do “clima poético” que acompanha o nascimento de Jesus.

Somente Mateus e Lucas, no início, lhe dedicam espaço, enquanto Marcos e João só o mencionam indiretamente.

A narrativa bíblica diz que os anjos voltaram (Lc 2:15), os pastores voltaram (Lc 2:20) e os magos voltaram (Mt 2:12). Os anjos voltaram a ministrar. Os pastores sabiam que tinham de voltar para cuidar das ovelhas, encontrar pastagem para elas e prover-lhes abrigo. E os magos voltaram por um caminho diferente. Levaram consigo uma experiência nova. Tinham sido mudados pela contemplação do Deus menino, a quem adoraram.

Aqui estamos, no dia 26 de dezembro. O mundo, com seus desafios e compromissos, nos chamando de volta. Hoje mesmo alguns terão que trabalhar, que voltar à empresa, ao jardim, à cozinha, ao escritório, porque a luta pela sobrevivência não dá trégua.

O importante é voltar por um caminho diferente. Como pessoas renovadas. Colocar amor onde antes havia rejeição e revanchismo; tolerância no lugar de impaciência; e confiança onde demonstramos dúvida.

O encontro com Jesus tem que representar uma mudança de vida. Você já pensou a respeito do que precisa mudar?


27 de dezembro Terça

Está Consumado

Tendo-o provado, Jesus disse: “Está consumado!” João 19:30

Os Evangelhos mencionam pouco da vida de Jesus desde Seu nascimento até o batismo. No entanto, alguns Evangelhos chegam a dedicar de um terço até a metade do espaço para os acontecimentos da última semana da vida do Mestre. Um desses detalhes é a repetição do número sete nos acontecimentos relacionados com a crucifixão.

Jesus passou por sete julgamentos – diante de Anás, Caifás, duas vezes no Sinédrio, uma vez diante de Herodes e duas vezes perante Pilatos. As acusações contra Jesus também somam sete: Ele ameaçou destruir o templo, chamaram-nO malfeitor, perverteu a nação, proibiu o povo de pagar tributo, incitou a multidão, disse ser rei e pretendeu ser Filho de Deus.

Em contraste, temos também sete testemunhas a favor de Sua inocência. A mulher de Pilatos o avisou dizendo: “Não se envolva com este inocente” (Mt 27:19). “Traí sangue inocente” (Mt 27:4), disse Judas. Pilatos disse: “Não acho nEle motivo algum de acusação” (Jo 18:38). “Este homem não cometeu nenhum mal” (Lc 23:41), proferiu o ladrão na cruz. Mais tarde o centurião acrescentou: “Este homem era justo” (Lc 23:47).

João relata também as sete perguntas que Pilatos fez a Jesus: “Você é o rei dos judeus?”, “Que é que Você fez?”, “Então, Você é rei!”, “Que é a verdade?”, “De onde Você vem?”, “Você Se nega a falar comigo?” E sua última pergunta foi: “Não sabe que eu tenho autoridade para libertá-Lo e para crucificá-Lo?” (Jo 18:33, 35, 37, 38; 19:9, 10).

Finalmente, temos as sete frases na cruz, pronunciadas apenas para um grupo de amigos e pessoas que estavam próximas. Por trás da última frase de Jesus – “Está consumado!” –, há um oceano de significado. “Consumado” era a palavra usada pelo empregado ao trazer o relatório do trabalho feito e do comerciante, ao constatar que o débito havia sido pago. Era também a palavra do pintor que, ao contemplar sua obra, dava um passo atrás e dizia: “Tetesletai.”

E Jesus, mesmo sangrando, pronunciou-a em voz de triunfo: “Eu venci. Tudo o que necessitava ser feito foi feito.” João, que havia escutado o “Está consumado!” na cruz, muitos anos depois, já idoso e na Ilha de Patmos, ouviu Jesus dizer: “Está feito” (Ap 21:6). Na primeira vez, a frase foi dita na cruz; na segunda, foi proferida do trono de Deus, proclamando a vitória final. Entre as duas declarações, está a história da igreja, a sua história e a minha. Jesus nos quer como vencedores. “O vencedor herdará tudo isto, e Eu serei seu Deus e ele será Meu filho” (Ap 21:7).


28 de dezembro Quarta

Expectativas Para o Ano-Novo

Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade. Efésios 5:15, 16

O ritual tem frequência anual. Tomamos uma folha de papel em branco e começamos a escrever tudo o que queremos realizar no ano seguinte. Rabiscamos e riscamos até que o produto final fique bem limpinho, numa folha novinha. Mas em lugar de decisões, aquilo que escrevemos torna-se uma folha de intenções. Pensamos nessas resoluções momentaneamente, desistindo delas sem muito esforço. Decisões, mesmo, requerem determinação, persistência e disciplina, sem lugar para dúvidas.

Entre essas resoluções estão: dar mais tempo para a família, fazer exercícios físicos, perder peso, maior empenho no trabalho, melhorar a vida espiritual, etc.

Qualquer mudança leva tempo. Não acontece por acidente. Você não acorda um dia, olha no espelho, sobe na balança e diz: “Olha só! Perdi dez quilos!” Ou consulta a conta bancária pela internet e descobre que seu salário dobrou. Ou da noite para o dia descobre que você e sua esposa estão em fase de lua-de-mel, que os filhos estão se comportando adoravelmente bem e até deixam o quarto arrumado antes de sair de casa. E depois você ainda diz: “Puxa, que sorte! Aconteceu!”

Já colocamos na mente que 2012 será um ano diferente, mas não temos ideia do que poderá acontecer.

Ao tomar nossas resoluções, tentemos focalizar no “como” e não no “em quê”.

Quem sabe você queira melhorar seu relacionamento com os filhos. Para isso, pode começar passando meia hora em alguma atividade com eles, orando diariamente com eles e procurando oportunidades para elogiá-los.

Quando queremos mudar, qualquer pequeno esforço ajuda e veremos progresso em nossa vida.

“Fui ao professor com trêmulos lábios, minha tarefa incompleta: ‘O senhor tem uma folha nova para mim, professor? Eu manchei esta.’ Ele pegou a folha velha, riscada e borrada e me deu uma novinha sem manchas.

“E olhando nos meus olhos, sussurrou: ‘Meu filho, desta vez faça melhor.’

“Fui ao Mestre com lábios trêmulos, minha tarefa incompleta. ‘Mestre, o Senhor tem um novo ano para mim? Eu manchei este.’ Ele pegou o ano velho, riscado e borrado e me deu um novinho, sem mancha.

“E olhando ao meu coração disse: ‘Meu filho, desta vez faça melhor!’”


29 de dezembro Quinta

Jesus Tem as Chaves

Estas são as palavras dAquele que é santo e verdadeiro, que tem a chave de Davi. O que Ele abre ninguém pode fechar, e o que Ele fecha ninguém pode abrir. Apocalipse 3:7

A poucos dias do fim do ano, caem bem as palavras de Fernando Pessoa, quando diz:

“De tudo ficam três coisas: / A certeza de que estamos sempre começando, / A certeza de que precisamos continuar, / A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar. / Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo, / Da queda, um passo de dança, do medo uma escada, / Do sonho uma ponte, da procura um encontro.”

Sem dúvida, ao olhar para trás, temos um sentimento de gratidão por tudo de bom que aconteceu conosco. As vitórias conseguidas sozinho ou em família. Coisas que não dá para descrever, mas que foram sentidas e experimentadas.

Nesta época do ano, nossa fragilidade humana e nossa transitoriedade são acentuadas. Sabendo disso e de nosso temor pelas consequências de um mal feito, ou da incerteza do futuro, Jesus nos diz: “Eu fecho e ninguém abre, abro e ninguém fecha.”

Ele está dizendo: Vou fechar. Nada de mágoa, nem de ficar voltando o DVD de sua vida para rever o que não foi bom e se lamentar de novo. Esqueça o que se foi. Eu já perdoei e joguei fora o código de entrada. Você não tem mais acesso. Ele diz: “Aspergirei água pura sobre vocês e ficarão puros” (Ez 36:25).

Mas Jesus também diz com Sua soberania: “Eu abro e ninguém fechará.” Talvez você que está lendo este devocional esteja aguardando a transição de 31 de dezembro para 1º de janeiro para Deus começar a agir. Como se Ele tivesse engatilhado milhões de pedidos que serão acionados no primeiro minuto de 2012.

Acredite: agora mesmo Ele está Se movimentando. Primeiro fechando, tirando do alcance da nossa vista o que podia ter sido e não foi: desapontamentos, amargura e erros que cometemos. Em segundo lugar, Ele também diz: “Vejam, estou fazendo uma coisa nova! […] Até no deserto vou abrir um caminho e riachos no ermo” (Is 43:19).

Pense agora em alguma coisa importante para o seu futuro: saúde, emprego, entrar na universidade, passar num concurso, encontrar um companheiro para a vida… Para qual dessas coisas gostaria de ver Jesus abrindo uma porta? Por que não Lhe confiar nossos sonhos e planos?


30 de dezembro Sexta

Terminar É Melhor

Terminar é melhor do que começar. Eclesiastes 7:8, A Bíblia Viva, nova edição

Pouco mais de um dia e algumas horas e 2011 terá ficado para trás. Muitos dirão: “Como o tempo passou!” E é claro que concordamos com as palavras de Salomão: “Terminar é melhor do que começar.” O fim da maratona é melhor do que seu começo, o fim da guerra é melhor do que seu início e, sem dúvida alguma, o fim da viagem, chegar de volta ao porto ou em casa, é bem melhor do que o começo.
Salomão estava dizendo: entre o medo, o risco e a ansiedade do começo, melhor é a realização de terminar. A colheita traz mais realização do que a semeadura. Um livro lido, uma pintura terminada, a conclusão de seu curso universitário, de seu mestrado ou tese de doutorado – quanta satisfação trazem.

Na sua simplicidade e em poucas palavras, o verso de hoje nos ensina algumas lições:

Não se torture por aquilo que não deu certo. Quem sabe você esteja agora lamentando oportunidades que perdeu, aquilo que falou ou deixou de falar, o que fez ou deixou de fazer. “Se eu tivesse ido, ou tivesse ficado”; “Se eu pudesse voltar os ponteiros do relógio.”

Não é hora de pensar no que faltou para que chegasse aquele grau de satisfação que todos almejamos. Quem sabe com os elementos que você tinha à sua disposição no momento, escolheu o que parecia mais apropriado. Depois percebeu que deveria ter agido diferente. Essa percepção o ajudará da próxima vez.

Não tema o futuro. Quem sabe em 2011 você tenha passado por tempestades e está com medo do que 2012 possa lhe trazer. Que mudanças teriam que ocorrer com você para que sua vida valha a pena ser vivida? Melhorar seu casamento? Ser promovido no trabalho? Ver seus filhos tomarem decisões mais acertadas? Dentro dos seus sonhos e das suas expectativas, o que deveria ocorrer: a cura de alguma doença? Entrar na faculdade? Abandonar um vício? Ter perto de si o filho que está esperando há muito tempo? Vingar aquele relacionamento?

Podemos entrar no ano de 2012 com a certeza de estar sendo amparados pela graça de Deus.

A promessa é: “‘Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês’, diz o Senhor, ‘planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro’” (Jr 29:11). Tome esse verso como uma promessa de que Deus o guiará em todos os momentos de sua vida no próximo ano.


31 de dezembro Sábado

A Última Oração da Bíblia

A graça do Senhor Jesus seja com todos. Apocalipse 22:21

As últimas palavras de qualquer livro são escolhidas cuidadosamente pelo escritor. Depois de ter encantado os leitores com tudo o que disse e escreveu, que frase teria o autor para fechar o livro? Talvez algum desejo de que alguma coisa muito boa acompanhe o leitor ao longo de sua vida. João expressou isso em oito palavras: “A graça do Senhor Jesus seja com todos.”

Essa é a última oração da Bíblia, feita pelo último dos apóstolos. Há alguma razão pela qual Deus tenha colocado essa oração onde está? Ela foi proferida pelo homem que se reclinava sobre o peito de Jesus e que tinha experimentado a graça de Deus.

Depois de ter uma visão do que seria o mundo vindouro, João diz: “Vem, Senhor Jesus!” (v. 20). E acrescenta: “A graça do Senhor Jesus seja com todos.”

O pastor Brian Bill diz que para sermos aceitos pela graça de Deus não é necessário nos submetermos a nenhum exame ou prova, mas “quando estivermos diante de Deus, olharmos para trás e virmos o que fomos, o poço de onde fomos resgatados, e lembrarmos como era confusa nossa vida; quando nos lembrarmos como Deus nos alcançou e adotou em Sua família e como nos segurou com Sua mão; e quando virmos a Jesus, que Se deu a Si mesmo por nós, a única prova será quem de nós cantará mais alto ‘Preciosa graça que salvou um pecador que sou eu’”.

Aqueles que procuraram escrever sobre a graça, tentaram falar sobre ela, chamaram-na de maravilhosa, abundante, infinita e generosa. E é sob a proteção dessa graça que vamos estar no próximo ano. Nunca seremos capazes de esgotar o manancial de graça de Deus para tudo aquilo que necessitamos. Assim, não termine o ano sem ela e não comece o ano sem ela.

Vamos receber uma medida ilimitada para cada situação e cada desafio que cruzarmos no caminho.

Que cada palavra seja cheia de graça. Que nossa vida envie um raio de luz para todos os que entrarem em contato conosco.

“E eu disse ao homem que se achava à entrada do ano: ‘Dê-me uma luz, para que eu possa caminhar seguro para o desconhecido’, e ele respondeu: ‘Vá, adentre as trevas e ponha sua mão na mão de Deus. Isto lhe será melhor que a luz e mais seguro que uma estrada conhecida.’ Assim, avancei e, encontrando a mão de Deus, caminhei alegremente pela noite” (M. Luisa Haskins).

Que a graça de Deus esteja com você e o abrace em cada dia do novo ano.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2011/frmd2011.html

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