Novidades – Reavivamento e Reforma

 

Novidades – Reavivamento e Reforma


Do Culto ao Reavivamento

Posted: 31 Oct 2011 11:06 AM PDT

O que aprendi do tempo com qualidade passado com Deus
Ao seguir meu caminho, meu carro está tomado pela linda harmonia do blue dos Isaacs; sua música me atrai, quer na letra quanto na melodia.
Quando deixo a correria e estou na Sua santa presença,
Quando estou tão calmo que posso ouvir cada palavra sussurrada,
Quando paro para orar e entrar em Sua catedral,
Sinto como se Deus estivesse ao meu lado.
Nesses momentos passo pela profunda experiência de culto a meu Deus enquanto dirijo para o escritório. Há um ímpeto de alegria, de estupefação, adoração e louvor ao sentir que Ele me criou para adorá-Lo o tempo todo, em qualquer lugar, ao centralizar minha mente nEle. Em momentos como esse, os pensamentos, as palavras e a música se combinam para me elevarem de meu mundo manchado pelo pecado para a direta presença de Deus, onde desfruto do tempo que passamos juntos.
Como é maravilhoso entender que Ele anela ter relacionamento íntimo comigo, um de Seus filhos teimosos e afastado pelo pecado. A comunhão, o companheirismo com meu Deus é muito doce.
As Variedades Maravilhosas da Graça
Descobri que Deus opera de muitas formas para me levar à experiência de culto e louvor.
Uma das experiências mais ponderosas de culto da minha vida aconteceu quando eu era um jovem adulto, marido e pai e, certo sábado à tarde, minha esposa, Karen, foi chamada para trabalhar em um turno extra como enfermeira. Fiquei em casa com meu filho de um ano, Danny, que estava tirando uma soneca. Um amigo que participara de um evento de fim de semana no Union College, poucos dias antes, trouxera-me uma fita cassete do sermão de um pregador chamado C. D. Brooks. O Greg me emprestou a fita e sugeriu-me desfrutá-la. Aquela tarde tranquila de sábado pareceu-me o momento certo e comecei a ouvi-la.
Nunca antes ouvira esse pregador, mas na hora seguinte, no silêncio da sala de estar, entrei na presença do Deus Todo-Poderoso. Enquanto o Pastor Brooks falava poderosamente de Deus, senti o senso esmagador de que se eu fosse o único ser humano no planeta que tivesse aceitado Jesus Ele ainda teria vindo morrer apenas por mim. Senti um nó na garganta e lágrimas começaram a correr. Ajoelhei-me ao lado do sofá e despejei minha gratidão a Deus. Minha vida e futuro mudaram naquele momento. Guardo uma cópia dessa fita cassete, Uma Fé para Celebrar, na gaveta da minha escrivaninha até hoje.
Sou também abençoado ao lembrar das muitas vezes em que me assentei à mesa com pequenos grupos de amigos para juntos estudarmos a Palavra de Deus. Observei o poder transformador do Espírito Santo assumir o controle da discussão e falar-nos enquanto as Escrituras eram lidas. Notei que o impacto sobre meus convidados foi profundo.
Pouco tempo atrás, durante uma dessas reuniões de estudo, deparamo-nos com um texto que não fazia parte de nosso estudo planejado da Bíblia. Um dos presentes entendeu que Deus lhe estava falando pessoalmente naquele momento. A convicção tomou-lhe a mente e com uma expressão de fé e crença ele tomou a decisão de entregar sua vida plenamente a Deus agora e na eternidade. Mal pude dormir naquela noite ao ver que havia testemunhado novamente a mão de Deus tocando o coração de um homem, para toda a eternidade.
Marcando em Vermelho o que É Dito
O culto também floresce quando estou só com a Palavra de Deus. Amo ler as Bíblias especiais que ganhei de meus dois queridos amigos, Mark Finley e Shawn Boonstra. Marquei-as de forma singular. Ambas as Bíblias me exigiram quase um ano para completar a leitura. Fiz a leitura com uma caneta de tinta vermelha e uma régua na mão, sublinhando cada verso quando sentia que Deus me estava falando diretamente. Essa tem sido uma de minhas experiências favoritas de culto. Não sei dizer o número de vezes em que me sentei ou me reclinei na cama, quer cedo de manhã ou à noite para ouvir Deus falando comigo novamente, ao virar as páginas e ler outra vez o que sublinhara em vermelho. Muitas vezes me pareceu algo novo, como se eu nunca tivesse lido antes. Não obstante, estava marcado em vermelho, ou seja, eu já havia lido. A graça de Deus através de Sua Palavra é verdadeiramente nova a cada manhã e Sua fidelidade faz com que eu me sinta humilde.
Um de meus cultos e experiências de louvor mais memoráveis ocorreram quando me encontrava reunido com o povo de Deus para ouvir-Lhe a voz por meio de Seus servos. A boa pregação mexe com meu coração e faz com que eu me entregue totalmente a meu Salvador. Meu pastor em Fallbroock, Califórnia, faz transbordar a minha taça. Em nossa Convenção de Empresários Adventistas, as mensagens dos sermões e dos testemunhos revelaram a mão de Deus e fui tocado. Em um acampamento com minha família, cantar ao redor da fogueira fez com que meu coração respondesse às histórias contadas e às leituras falando da fidelidade de Deus. E sempre há os arquivos de MP3 se me esqueci de algo – detesto perder o que quer que seja bom!
Pertencemos a Ele, Como o Hino que Cantamos
Sei que muitos crentes ficaram fracos devido aos vigorosos debates quanto à música apropriada para o culto. Eu não pertenço a esse grupo, pois minha experiência com a música do culto tem transformado a minha vida.
Quando a Karen e eu éramos recém-casados, cantávamos e tocávamos instrumentos em público e em particular. Envolvemos nossos filhos à medida que iam crescendo e o culto musical se tornou uma forma de vida. A propósito, quase todas as músicas que ouvimos ou tocamos eram espirituais por natureza. Ao longo dos anos, temos enchido nossa mente com muitos hinos que falam da bondade e da graça de Deus. A algo majestoso a respeito de dirigir pelas Montanhas Shenadoah ou pelas Rocky Mountains, com hinos de louvor sendo tocados no estéreo do carro tão alto quanto a Karen permite!
Visão de Esperança
Sou também compelido a destacar o poder da arte no culto e no louvor. Na última Assembleia da Associação Geral, minha família e eu tivemos a honra de hospedar a exposição da galeria de arte do Nathan Greene. O ponto alto foi desvelar sua nova pintura da Segunda Vinda, intitulada Bendita Esperança. Milhares fizeram fila para verem-na com os olhos e com o coração. Porém, a experiência mais profunda de culto surgiu de um lado inesperado: o pessoal da segurança da Assembleia da Associação Geral se debatia para ver quem ficaria postado perto daquela obra de arte! Vários membros do staff me contaram que a sala lhes parecia santa, como um santuário.
Uma das seguranças me contou com lágrimas correndo pelo rosto que sentia como se Jesus estivesse ali, na presença dela. Ao empacotarmos as obras de arte para deixarmos o local, ela parou novamente e, apontando para a pintura da Segunda Vinda, disse: “Tomei a decisão. Não importa o que aconteça, estarei pronta para esse evento!” Disse-lhe que anelava encontrar-me com ela lá.
As bênçãos dos encontros com meu Deus no culto seguem fluindo! O culto e o louvor se tornaram uma atitude, uma parte de minha oração sem cessar, de trazer o poder e a graça transformadores para minha vida.
Lidando com as Distrações
Eu não seria honesto se também não mencionasse as coisas que me inibem e distraem da experiência de culto e louvor.
Algumas vezes parece que há tantas coisas que impedem minha comunhão com Deus: a tirania do urgente; outra tarefa para ser realizada; outro projeto para ser concluído; preocupações simples com a existência quotidiana. Os muitos avanços tecnológicos destinados a melhorar nossa vida e que nos ajuda a trabalhar de forma mais eficiente têm, frequentemente, aberto um tempo adicional no qual somos tentados a realizar mais trabalho. Algumas vezes, assim como o filho pródigo, eu caio em mim e percebo que não estou conectado com meu Deus como gostaria de estar e preciso. Não me sinto saudável ou bem. É como se houvesse estática no diálogo com o Céu, com somente cada terceira palavra sendo ouvida e compreendida.
Isso pode acontecer quando não faço o culto pela manhã devido a ter de sair correndo para um compromisso, encima da hora. Cansaço por ter trabalhado até tarde na noite anterior, e necessito de cada minuto extra para dormir e não tenho tempo para ouvir ou orar…. e não há como negar que o mundo que nos cerca é um lugar tentador. Até mesmo as coisas aparentemente “normais” do dia a dia, como o trabalho, relacionamentos, fazer compras, podem aumentar a distância entre o meu coração e o do Salvador. Algumas vezes, quando o Senhor olha para baixo, para as minhas distrações, deve pensar Consigo mesmo “o coração dele não está aqui”. Esse é um tipo de experiência de culto que oro para não repetir novamente.
Aonde o Senhor Conduz
Por que compartilhei minha jornada no louvor e adoração com vocês nestas páginas? O motivo é simples: nosso novo presidente da Associação Geral, Ted Wilson, emitiu ao som de trombetas o chamado, seis semanas atrás, para que a igreja mundial orasse para que o Espírito Santo suscitasse reavivamento e reforma entre nós. Esse apelo ressoou profundamente em meu coração. A Karen e eu temos orado por esse chamado a um novo tipo de “R & R” por 22 anos. Agora ouvimo-los de muitos lábios, ecoando ao redor do mundo. De forma fraca em alguns lugares, em outros mais forte, mas é o início do som de um aguaceiro!
Reavivamento e reforma não começam com grupos, mas com indivíduos. A Escritura revela repetidas vezes que o líder começa a fazer um compromisso pessoal, emitindo um chamado, convidando indivíduos a seguir. Então quando outros passam a proferir o refrão, isso se expande e se torna um movimento.
Temos diante de nós uma maravilhosa oportunidade. Podemos escolher abrir um momento em nossa vida individual no qual o Espírito Santo pode suscitar reavivamento e reforma em cada um de nós. A forma mais eficiente que conheço para essa abertura é melhorar dramaticamente nossas experiências pessoais de culto e louvor. Escolher propositalmente buscar o Senhor de uma ou mais formas que descrevi, ou em outras que lhe forem reveladas por Deus. Ao seu relacionamento com Deus se fortalecer e aprofundar, você encontrará nova energia espiritual, seu coração, assim como o de João Wesley será “estranhamente aquecido” e você se converterá novamente, e novamente. Você ficará surpreso ao ver Jesus mudar seus relacionamentos, suas circunstâncias e seus testemunhos. E você conhecerá a grande e duradoura satisfação de fazer parte de Sua obra final de salvar este planeta.
Quando Seu povo busca Sua face, Jesus se inclina para nós, anelando que conheçamos mais profunda e abundantemente a vida que sempre quis que experimentássemos. “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o SENHOR, […]” (Jeremias 29:13, 14).
Para que o reavivamento e a reforma ocorram neste movimento, e devem ocorrer, eles iniciarão com um adorador por vez, em uma hora de meditação por vez. Estou escolhendo uma experiência profunda de culto para minha vida, e ficarei muito feliz por ter a sua companhia.
_________
Dan Houghton é presidente da Hart Research, e ex-presidente da ASI. Este artigo foi impresso em 12 de agosto de 2010.

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Oração: uma reflexão teológica

Posted: 31 Oct 2011 06:05 AM PDT

A teologia da oração deve examinar a natureza da oração e sua contribuição para a melhor compreensão de Deus e de nosso relacionamento com Ele. Isso nos deve levar primeiro a considerar os conceitos teológicos fundamentais da oração e então ver a oração como uma expressão teológica.
Fundamento teológico da oração
A oração ocorre no ambiente das crenças teológicas, embora raramente pensemos nessas crenças. Podemos, de forma conceitual, ter abraçado essas crenças, mas não as conectamos diretamente à oração. Aqui estão alguns desses conceitos.
A oração pressupõe o teísmo bíblico. A oração inicia com a afirmação de que há um Deus e de que nos podemos comunicar com Ele. Essa afirmação teológica imediatamente elimina o deísmo que diz que Deus é o Senhor ou Criador ausente que, depois de concluir Sua obra da criação, a abandonou. A teologia da oração também elimina o panteísmo que diz que Deus é concebido como um poder impessoal que permeia tudo, incluindo nós. Nesse sentido, a oração bíblica se distingue da meditação oriental que busca a integração com a consciência cósmica, enquanto a oração busca a comunhão com o Deus pessoal.
Visto que a doutrina bíblica de Deus é ímpar, a oração cristã é também ímpar de forma muito especial. Ela atua na compreensão Trinitária de Deus. Quando oramos, dirigimo-nos à Divindade com a convicção da fé de que cada uma dElas está ativamente envolvida conosco ao elevarmos nossa alma. O Espírito Santo ouve nossas débeis expressões e articula-as a fim de expressar a verdadeira intenção de nosso ser (Rm 8:26). Então o Filho faz a mediação diante do Pai, que é o objeto de nossa oração (Sl 5:2), e o Pai libera o poder de que necessitamos em resposta à nossa solicitação. Essa visão específica de Deus provê estrutura teológica da referência à oração.
A oração e a imanência de Deus. A pergunta da natureza da presença de Deus na Sua criação permanece teologicamente complexa. Os teólogos e filósofos têm discutido isso por séculos sem serem capazes de chegarem a uma compreensão comum. O panteísmo é um dos que tentam, mas é insatisfatório porque sacrifica a personalidade de Deus. O panteísmo também não satisfaz porque sua noção é de que Deus ainda não está aqui, é um participante no processo de se tornar. Contrária a essa visão, o Deus bíblico É! Ele é o “Eu Sou” (Ex 3:14). Não é apenas um Ser que existe por Si mesmo, Ele também está aqui conosco. Ele está tão perto que nos pode ouvir quando oramos (Dt 4:7; Sl 6:8, 9; Mt 6:6).
Em grande medida, o pensamento grego foi responsável por incorporar o conceito de um deus impassível e sem emoções na teologia cristã. Esse deus não nos pode ouvir porque está muito distante. Mas a oração opera na convicção teológica de que Deus está conosco, que Ele participa de nossas alegrias, tristezas e temores e de que Ele nos ouve quando invocamos Seu nome (Êx 3:7). Ele não é o deus misterioso dos filósofos, mas o Deus que está tão perto que podemos tocá-Lo com nossas orações e Ele pode cuidar de nós mediante Sua resposta amorosa.
A oração como comunhão com Deus. A comunhão e o companheirismo que temos com Deus são ímpares porque através deles mantemos diálogo exatamente com a origem e fonte de nossa vida. Sem dúvida, há uma profunda koinonia na oração. A fim de que o relacionamento seja real e significativo, as partes envolvidas devem ter um centro gravitacional comum que as une e as mantêm juntas por interesses e alvos em comum. A oração encontra seu centro gravitacional na pessoa de Cristo, em quem Deus esteve presente reconciliando o mundo consigo (2Co 5:17).
Mal compreendemos ou entendemos o que ocorre na mente e alma humanas quando, na oração, entramos em comunhão com Deus (cf. Tiago 5:19). Nesse encontro com Deus, mediante a oração, nossa mente se torna moral e espiritualmente renovada, com nosso ser nutrido e revigorado, somos capacitados a permanecer diante dEle para servi-Lo (Lc 22:32; At 6:4; 1Tm 2:8). O poder e a graça de Deus direta e pessoalmente nos alcançam mediante da oração. O publicano derramou sua alma ao Senhor e voltou para casa justificado diante de Deus, espiritualmente renovado e fortalecido (Lc 18:14; cf. 21:36). Foi durante a oração que Jesus foi transfigurado diante de alguns de Seus discípulos (Lucas 9:29). Às vezes, somos trazidos para tão perto do Senhor que experimentamos uma renovação até mesmo de nossa energia emocional e física (1Sm 1:10, 18; cf. 3Jo 3). O significado experimental de nossa comunhão com Deus mediante a oração é tão profundo que até o presente pouco conhecemos.
A oração e o amor de Deus em Cristo. A oração pressupõe que algo ocorre no nível cósmico que nos possibilita passar da inacessibilidade a Deus para o acessível. Temos aceitado, como uma realidade inquestionável que Deus, em Seu amor, Se manifestou na morte redentora e sacrifical de Seu Filho, tornando-Se acessível a nós. A condição da raça humana foi mudada de forma radical, graças ao que Cristo fez por nós. Não mais estamos alienados do templo celestial de Deus (1Re 8:49; Jo 2:7).
A oração e o conflito cósmico. Da perspectiva da igreja e da família celestial, oramos a Deus em um mundo de pecado e morte que não aceitou tampouco reconheceu a soberania de Deus. Nossas orações revelam ao universo e às forças do mal que ficamos do lado de Deus no conflito. Nesse ambiente conceitual e experimental, a oração pode ser descrita como um ato de rebelião contra as forças do mal. Quando oramos, testemunhamos o fato de que não nos submetemos às reivindicações do inimigo, que somente reconhecemos o senhorio de Cristo sobre nós como Criador e Redentor. Assim como Daniel, escolhemos orar publicamente, diante do universo, a fim de revelar onde está nossa verdadeira lealdade (Dn 6:11).
Mediante a oração, pedidos a Deus para manifestar Seu poder sobre as forças do mal que se opõem a nosso culto a Ele. Intercedemos por outras pessoas a fim de que o poder de Deus opere no benefício delas (Rm 15:31; cf. Cl 4:3; Hb 13:18, 19). Podemos orar porque sabemos que Cristo foi vitorioso sobre os poderes malignos e que Sua vitória é agora, pela fé, a nossa vitória. A oração não é uma cruzada contra o inimigo, mas a apropriação da vitória de Cristo sobre ele mediante a comunhão com nosso Salvador. Aproximamo-nos de Deus em oração, não porque tememos o inimigo, mas porque desejamos estar em comunhão com Deus que, através de Cristo, já derrotou o inimigo. Dessa comunhão com Ele, mediante o sangue de Cristo, vencemos ao nos apropriarmos de Sua vitória.
Expressão Teológica da Oração
Qual é a importância teológica da oração? Que contribuição a oração faz para nossa compreensão da obra gloriosa da salvação que Cristo alcançou para nós? A oração se torna objeto da reflexão teológica em conexão com a obra redentora de Cristo. A oração não pode estar separada da obra salvadora de Cristo. A oração não é simplesmente conversar com Deus, importante como seja, ela é também um ato religioso através do qual proclamamos nossa necessidade e constante confiança na obra redentora de Cristo em nosso favor. A oração é fundamentalmente uma representação das boas novas da salvação. Os elementos-chave do evangelho estão encarnados exatamente no ato e experiência da oração.
A oração e a necessidade. Em um sentido mais estreito, a oração bíblica parece ser motivada pela necessidade – temporal, emocional e espiritual. Certamente, a oração gira em torno da necessidade. A oração de louvor antecipa uma necessidade ou responde a uma necessidade que foi ou será satisfeita. Nas orações de ações de graça, expressamos gratidão pelas bênçãos de Deus mediante as quais nossas necessidades foram satisfeitas.
Tendo a necessidade como uma parte intrínseca de nosso ser, a oração nos convida a reavaliar nossa percepção pessoal e a reconhecer que, por natureza, estamos em constante necessidade. Necessitamos dos outros e necessitamos de uma abundância de outras coisas a fim de nos sentirmos realizados e de desenvolvermos o potencial que Deus nos confiou. Esse é, especialmente, o caso em um mundo de pecado e morte, no qual nosso ser está quase, se não sempre, ameaçado. Essa conscientização profunda de nossas necessidades nos leva a dobrarmos nossos joelhos diante do Pai em oração.
É aqui que a oração começa a revelar seus laços profundos com o evangelho da salvação através de Cristo. A obra de Cristo por nós pressupõe que os seres humanos estavam em desesperada necessidade de salvação. Essa era nossa necessidade máxima e derradeira. Toda outra necessidade é, em certo sentido, um tipo ou, talvez melhor, um sinal dessa necessidade mais importante, a reconciliação com Deus, profundamente escondida no coração humano. O pecado tende a entorpecer essa necessidade suprema da alma, enganando os pecadores e levando-os a concluírem que não necessitam orar porque não têm necessidades. Mas todos as temos. Todas as nossas necessidades podem ser satisfeitas porque a necessidade fundamental de redenção já foi provida. Por conseguinte, quando levamos nossas necessidades a Deus, estamos proclamando que a necessidade de nossa alma quanto à união com Deus já foi satisfeita em Cristo. A oração comemora essa experiência e mantém viva em nossa vida espiritual a conscientização de nossa constante necessidade e dependência da salvação mediante a fé em Cristo.
A oração e a autossuficiência. A oração elimina a autossuficiência e tem suas raízes na humilde compreensão de que não temos conhecimento, poder e até mesmo disposição para suprir nossas necessidades pessoais. A oração afirma que quando se trata da nossa realização pessoal, somos impotentes, incapazes de controlar a criação e nossa vida. Não somos autossuficientes. Sem essa convicção de insuficiência, a oração se torna quase irrelevante.
Essa convicção repousa não apenas na base de nossas orações, mas especialmente no âmago do evangelho. Este pulveriza nossas reivindicações de autossuficiência, ele nos torna submissos e lança ao chão nosso ego inflado. O evangelho nos ilumina, permitindo-nos perceber nossa verdadeira condição não apenas como criaturas necessitadas, mas especialmente como seres incapazes de ajudarem a si mesmos. Nossa incapacidade de solucionar nossas necessidades nos leva a orarmos e vermos nossa total insuficiência quando pela primeira vez confrontados com o evangelho da salvação em Cristo.
A oração e a autossuficiência de Deus. A oração se baseia na convicção de que Deus prevalece como o Único que pode satisfazer as nossas necessidades. De acordo com a Bíblia, aqueles que oram fazem uma significativa descoberta da suficiência de Deus. Assim sendo, com Deus como o único objeto de nossas orações, Ele se torna nosso Companheiro de diálogo. Portanto, oramos como um ato de culto mediante o qual expressamos a maravilhosa convicção de que o Deus Todo-Suficiente supera nossas insuficiências. Por conseguinte, não necessitamos oferecer orações aos poderes espirituais que competem por nosso culto. A oração cristã proclama que somente Deus pode satisfazer amplamente todas as nossas necessidades.
O evangelho enfatiza, de forma ímpar, o fato surpreendente de que somente Deus nos pode tirar da condição de necessidade, de apuro e impotência. Quando oramos, não apenas reconhecemos Deus como o Único que pode suprir nossas necessidades, mas também afirmamos que Ele proveu nosso livramento dos poderes do pecado e da morte, muito antes que Lho pedíssemos. Ele fez abundante provisão para nós (Rm 5:21).
Oração e meditação. Cristo nos ensinou de forma ímpar o valor da oração, visto que pessoalmente mantinha constante comunhão com o Pai por meio dela. Ele sabia que o pecado nos havia alienado de Deus, mas também sabia que o Pai desejava ter a nossa companhia. Ele anunciou que em Sua própria pessoa um canal de comunicação fora criado para fazer a ligação entre nós e Deus (Jo 16:23; cf. 14:13, 14). A mediação do Filho não pressupõe a indisposição da parte do Pai de nos ouvir. Antes, assume uma disposição divina de manter tão intensa comunhão conosco que criou um meio pelo qual pudesse nos ouvir, a despeito de nosso pecado (Sl 69:13; 4:1). Como nosso Sumo Sacerdote, Cristo Se identifica com nossas necessidades e alegrias e imbui nossas orações com a eficácia celestial.
Sempre que oramos no nome de Jesus, reafirmamos nosso compromisso para com as boas novas da salvação mediante a mediação do Filho. Foi por meio de Sua morte sacrifical na cruz que Deus mediou a nós Seu amor reconciliador. O mistério dessa transação demasiadamente profunda é comemorado no ato da oração, onde constantemente reconhecemos que Ele “vive sempre para interceder” por nós (Hb 7:25, NVI).
A oração e a vontade de Deus. Quando oramos, pode haver conflito de vontades. Aquilo que acreditamos necessitar e o que Deus sabe que necessitamos pode nem sempre coincidir. Por conseguinte, Jesus nos ensinou a orar: “[…] seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.” (Mt 6:10, NVI). Essa dimensão da oração desvela o mistério da assim chamada “oração não atendida”. Nos pedidos que não são atendidos exatamente da forma como desejávamos, o Senhor nos está revelando que mesmo em Seu diálogo conosco Ele segue sendo o Soberano Senhor. A forma bíblica de resolver um possível conflito de vontades na experienciai da oração é para que a vontade humana se curve diante da vontade de Deus para nós. A oração da fé é caracterizada não apenas pela firme convicção de que Deus sempre ouve as nossas orações, mas também pela convicção igualmente importante de que a vontade de Deus sempre busca nosso melhor bem.
Nesse ato de ajustar e até mesmo renunciar às nossas expectativas e planos diante da vontade de Deus quando oramos, estamos simplesmente lembrando o momento quando entregamos nossa vontade a Ele mediante o arrependimento, confissão e conversão. A partir desse momento, começamos a caminhar em novidade de vida, de acordo com a vontade de Deus para nós. Submetemo-nos a Ele porque, mediante a obra do Espírito em nosso coração, somos totalmente persuadidos de que Sua vontade para nós sempre foi boa. Ao submeter nossa vontade, a oração e o evangelho se cruzam.
Oração como uma resposta. A oração inclui não apenas falar com Deus, mas também proclamar nossa dependência dEle, como uma resposta de nosso amor para com o ato salvador em Cristo. Por conseguinte, a oração não é apenas pedir, mas também louvar, agradecer, invocar Deus por Sua bondade, lealdade e misericórdias para conosco. Mas, de forma bem específica, o evangelho e a oração se unem quando dobramos nossos joelhos e pedimos perdão. Esse é o alvo do evangelho, porque nesse momento o orgulho humano sucumbe e estamos prontos para recebermos do Senhor o que realmente necessitamos – perdão dos pecados. Cada oração é o eco vivo desse momento.
A oração se expressa como resposta às amorosas misericórdias de Deus, como nossa resposta a Deus não restrita apenas à nossa mente. A mente e a razão, nossas emoções e nosso corpo, tudo estão envolvidos na oração e, através de cada um desses aspectos de nosso ser, a oração se mostra como resposta à presença e bondade de Deus.
Conclusão
A oração integra a teologia e a prática da devoção pessoal a Deus de forma que, talvez, nenhum outro ato de culto o pode fazer. Estruturada em alguns tópicos profundamente teológicos na teologia cristã, ela representa nosso primeiro encontro com as boas novas da salvação em Cristo. A oração é essencialmente uma proclamação desse evangelho, uma incorporação ritual dela no ato de adoração ao Senhor.
——–
Ángel Manuel Rodríguez

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Jesus: Nossa Esperança Viva

Posted: 31 Oct 2011 04:54 AM PDT

Quaisquer que sejam os reveses, podemos olhar para eles além de nós mesmo.E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:14-16).
Quando os filhos de Israel estavam atravessando o deserto, rumo a Canaã, trouxeram sobre si os juízos de Deus ao murmurarem e reclamarem. Eles foram mordidos por serpentes ardentes e venenosas do deserto e foram atingidos pela morte. Um mensageiro passou pelo acampamento com a notícia de que um remédio fora provido. Pela orientação de Cristo, foi erguida uma serpente de bronze e aqueles que olhassem para ela seriam curados.
Quando essa mensagem foi anunciada, alguns dos enfermos e moribundos não a aceitaram Aqui e ali no acampamento se ouviam as palavras: “É impossível para mim ser curado porque estou em terrível condição. Aqueles que estão em melhor estado que o meu, talvez, podem olhar e viver. Outros criam ter seu próprio remédio para curá-los da picada venenosa da serpente; mas apenas aqueles que aceitaram a mensagem e olharam para a serpente de bronze foram curados. Essa serpente representava Cristo.
O homem está envenenado pelo pecado; mas foi provido um remédio para a raça caída no Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Toda esperança que temos da salvação fora de Cristo é esperança vã. Não podemos desonrar mais nosso Salvador do que duvidando de que Ele nos salvará. Qualquer que tenha sido nossa vida de transgressão, o quanto fomos manchados por nosso pecado, há Um que é capaz de salvar o pior pecador que vêm a Deus por meio dEle.
Jesus é o remédio para o pecado. Podemos ter intelecto, mas a inteligência humana não consegue divisar um meio para a salvação; podemos ter posses na terra, mas isso não proverá o resgate de nossa alma pecaminosa. A salvação é a dádiva de Deus por meio de Cristo e a promessa é: “Quem nEle crer não perecerá, mas terá a vida eterna”.
Não Basta a Fé Nominal
Não é suficiente ter uma fé nominal. Devemos ter fé que se aproprie do poder doador da vida para nossa alma. Sofremos grande perda porque não exercitamos a fé simples e viva em Cristo. Deveríamos poder dizer: “Ele é meu Salvador. Ele morreu por mim. NEle tenho meu Salvador e vida”. Devemos olhar para Cristo, a cada dia. Devemos considerá-Lo como exemplo em tudo. Isso é fé.
Honramos nosso Senhor e Mestre quando depositamos implícita confiança nEle. Se duvidarmos da mensagem que nos enviou, estaremos em posição semelhante à dos israelitas que foram picados pelas serpentes ardentes, e que não olharam e morreram. Se aceitamos a mensagem de amor vinda a nós por convites, exortações e reprovações provaremos a vida e a cura para nossa alma.
Não nos deveríamos satisfazer com nada menos que a íntima ligação com Cristo. A liberdade e a salvação nos são oferecidas e deveríamos nos apegar às preciosas promessas de Deus de vivermos pela fé. Porém, se cremos apenas parcialmente, se não mostramos em nossa experiência o poder de viver pela fé que opera pelo amor e purifica a alma, não cumpriremos a expectativa de nosso Senhor e Mestre. Jesus diz: “Sem mim nada podeis fazer”, mas se Ele habita em nós e nós nEle, podemos fazer todas as coisas mediante Seu poder. Devemos confiar nEle como a criança confia nos pais terreais. Deveríamos sentir tanto amor para com Ele que nos seria impossível trair Sua confiança em nós, ou entristecê-Lo sob quaisquer circunstâncias. Devemos ter o conhecimento da verdade como se encontra em Jesus.
Deveríamos ser como a mulher aflita que forçou sua passagem pela multidão para tocar a orla do manto de Cristo. Seu toque não foi casual; foi o toque da fé, visto que virtude saiu de Cristo e a curou. Embora a multidão estivesse pressionando e se aglomerando em torno do Salvador, Ele reconheceu o toque da fé. Virou-Se e perguntou: “Quem Me tocou?”
“Mas Jesus disse: Quem me tocou? Como todos negassem, Pedro com seus companheiros disse: Mestre, as multidões te apertam e te oprimem e dizes: Quem me tocou? Contudo, Jesus insistiu: Alguém me tocou, porque senti que de mim saiu poder. Vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se trêmula e, prostrando-se diante dele, declarou, à vista de todo o povo, a causa por que lhe havia tocado e como imediatamente fora curada. Então, lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz.” (Lucas 8:45-48)[1]
Jesus Trouxe Esperança aos Desesperançados
Houve ocasiões quando Cristo disse aos que estavam a Seu serviço e cujas energias se exauriram: “Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto.” (Marcos 6:31) Temos o registro de uma ocasião, depois de um dia de trabalho incessante, quando nosso Redentor descansou, tendo um rolo de corda como travesseiro, dormiu imediatamente no barco dos pescadores. Sua exausta natureza humana clamava por descanso e sono.
Vejam o Salvador! As necessidades eram prementes e o levaram a buscar alívio! Ensinar no templo, curar, explicar as Escrituras nas ruas, na beira do caminho para Seu lugar de retiro, os assuntos urgentes não Lhe permitiam tempo para repousar. Suas simpatias eram atraídas para os oprimidos, Ele confortava os enlutados, trazia esperança aos desesperançados, curava as feridas e os machucados criados pelo pecado. Ele seguia fazendo o bem.[2]
O cristão não deve viver para esta vida. Devemos olhar para Jesus que, na morte ignominiosa, abriu caminho para nossa fuga. Devemos nos apegar à esperança que foi posta diante de nós no evangelho, para termos a vida eterna. Você deve se perguntar: “Quanto estou disposto a me sacrificar em favor da verdade?” Antes de responder a essa pergunta, encaminho-o para a vida e para o sacrifício de Jesus por você. Ao vê-Lo, a quem seus pecados feriram, erguido na cruz do Calvário, você, em contrição de alma, se lançará a Seus pés. Quando lembramos quanto nossa salvação custou, podemos estar certos de que a vida eterna é digna de tudo.
Satanás virá de muitas formas para tentar a alma a se afastar de Cristo. Primeiro Ele lhe irá dizer que você é suficientemente bom; que você não necessita da reforma feita. Irá sugerir que se você cometeu alguns erros em sua vida, estes serão contrabalançados pelo bem que você fez. Se você viveu a vida que ele o leva a crer que viveu, será como uma corrente com elos quebradiços, totalmente sem valor. Um pecado para o qual não houve arrependimento é suficiente para fechar os portões do céu para você. Foi porque o homem não pôde salvar a si mesmo com a mancha do pecado sobre si, que Jesus veio morrer na cruz do Calvário. Sua única esperança está em olhar para Cristo e viver. Ele veio para salvar o pior pecador que O procurar; Ele é plenamente capaz de fazer tudo o que empreendeu por você. Ele nos tirará da degradação na qual caímos devido ao pecado.[3]
Jesus, Nosso Mediador
“Ao vos aproximardes da cruz do Calvário, vereis um amor sem paralelo. Ao, pela fé, aprenderdes o significado do sacrifício, ver-vos-eis como pecador, condenado por uma lei quebrantada. Isto é arrependimento. Ao vos chegardes, coração humilde, encontrareis perdão, pois Cristo Jesus é representado como estando continuamente junto ao altar, oferecendo a cada momento o sacrifício pelos pecados do mundo. É Ele ministro do verdadeiro tabernáculo, do qual o Senhor é construtor, e não o homem. As prefigurações simbólicas do tabernáculo judeu não mais possuem qualquer virtude.
“Não mais tem que ser feita a diária e anual expiação simbólica, mas o sacrifício expiatório por meio de um mediador é necessário, por causa do constante cometimento de pecado. Jesus está oficiando na presença de Deus, oferecendo Seu sangue derramado, como de um cordeiro morto. Jesus apresenta a oblação oferecida por toda ofensa e toda fraqueza do pecador.
“Cristo, nosso Mediador, e o Espírito Santo estão constantemente intercedendo em favor do homem, mas o Espírito não pleiteia por nós como faz Cristo, que apresenta Seu sangue, derramado desde a fundação do mundo; o Espírito opera em nosso coração, extraindo dele orações e penitência, louvor e ações de graças. A gratidão que dimana de nossos lábios é resultado de tocar o Espírito as cordas da alma em santas memórias, despertando a música do coração.
“Os cultos, as orações, o louvor, a penitente confissão do pecado, sobem dos crentes fiéis, qual incenso ao santuário celestial, mas passando através dos corruptos canais da humanidade, ficam tão maculados que, a menos que sejam purificados por sangue, jamais podem ser de valor perante Deus. Não ascendem em imaculada pureza, e a menos que o Intercessor, que está à mão direita de Deus, apresente e purifique tudo por Sua justiça, não será aceitável a Deus. ‘Todo o incenso dos tabernáculos terrestres têm de umedecer-se com as purificadoras gotas do sangue de Cristo. Ele segura perante o Pai o incensário de Seus próprios méritos, nos quais não há mancha de corrupção terrestre. Nesse incensário reúne Ele as orações, o louvor e as confissões de Seu povo, juntando-lhes Sua própria justiça imaculada. Então, perfumado com os méritos da propiciação de Cristo, o incenso ascende perante Deus completa e inteiramente aceitável. Voltam então graciosas respostas.”[4]
Satanás tenta se interpor entre nós e Cristo, mas devemos rechaçá-lo ao falarmos da fé, ao exaltarmos o poder de Jesus para nos salvar. Não iremos avançar sem demora? Não iremos demonstrar que não temos medo e que confiamos em nosso Salvador, nas trevas ou na luz?
Esperança na Breve Vinda de Cristo
Jesus o ama e, quando as provas vierem sobre sua alma, e certamente elas virão, você deve sempre ser encontrado com Deus em oração. O inimigo lhe pode dizer que Deus não irá ouvi-lo, mas você deve descansar em Sua promessa de que Ele ouvirá a oração da alma contrita. Mantenha continuamente suas petições ascendendo a Jesus e creia que Ele o ouve e que irá livrá-lo de toda provação e tentação. O apóstolo diz: “Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo […]”[5]
A vinda do Senhor tem sido em todos os séculos a esperança de Seus verdadeiros seguidores. A última promessa do Salvador no Monte das Oliveiras, de que Ele viria outra vez, iluminou o futuro a Seus discípulos, encheu-lhes o coração de alegria e esperança que as tristezas não poderiam apagar nem as provações empanar. Em meio de sofrimento e perseguição, ‘o aparecimento do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo’ foi a ‘bem-aventurada esperança’.
“Na rochosa ilha de Patmos o discípulo amado ouve a promessa: ‘Certamente cedo venho’, e em sua anelante resposta sintetiza a prece da igreja em toda a sua peregrinação: ‘Amém. Ora vem, Senhor Jesus.’” Apoc. 22:20.”[6]
Perguntas para Meditação ou Discussão
1. A autora diz: “Toda esperança que temos da salvação fora de Cristo é esperança vã.” Como você vê a importância dessa declaração para a igreja, em geral, e para você pessoalmente?
2. Qual é a mensagem desta leitura para (a) aqueles que se sentem justos e autossuficientes, e (b) para os que têm um sentimento crônico de desvalor? Qual é a atitude saudável a se ter?
3. Como a mensagem da Segunda Vinda afeta sua vida como cristão? Quão pessoal é esse evento para você?
____________
Ellen G. White foi uma das pioneiras da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Sua obra segue sendo a voz profética entre os adventistas.



[1] Signs of the Times, 10 de março de 1890.
[2] Manuscript Releases, vol. 10, p. 349, 350.
[3] Signs of the Times, 17 de março de 1890.
[4] Mensagens Escolhidas, Vol. 1, p. 343, 344.
[5] Atos dos Apóstolos, p. 518.
[6] O Grande Conflito, p. 302.

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FONTE: http://reavivamentoereforma.com/

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