Novidades – Reavivamento e Reforma

 

Além da História da Criação

Posted: 17 Oct 2011 10:36 AM PDT

Além da história da criação

Qual a importância da controvérsia?
Durante minhas reuniões de evangelismo público, rotineiramente conduzo algumas sessões de perguntas e respostas. O tema da Criação muitas vezes surge. A audiência faz perguntas como estas: “Verdadeiramente Deus criou o mundo em seis dias literais, consecutivos de 24 horas?”, “Como sabemos que Ele não levou bilhões de anos?”, “Será que de fato faz alguma diferença se os dias da semana da Criação foram literais?”, “Além do mais, se cremos que Deus deu início ao processo da criação, não é isso o que importa?”, “Por que nos deveríamos preocupar a respeito do como Ele criou?”
Essas perguntas são vitais e exigem respostas sólidas como a rocha. As implicações vão além da história da Criação. Como pessoalmente nos relacionamos com essas questões críticas determinará nossa confiança na integridade da Escritura e dramaticamente afetará nossa compreensão da importância das verdades bíblicas. Nossas respostas influenciarão diretamente nosso relacionamento pessoal com Deus.
Simpósio Sobre o Relato da Criação
Os adventistas do sétimo dia são conhecidos, por 150 anos, como o povo do Livro. A Palavra de Deus é o fundamento de tudo o que cremos e ensinamos. Embora claramente reconheçamos que toda a verdade, incluindo a verdade científica, se origina em Deus, não tentamos ver a Bíblia através dos olhos da ciência. Nossa compreensão das realidades bíblicas molda nossa visão do mundo que nos cerca. Ainda que nem sempre sejamos capazes de explicar plenamente cada detalhe dos dados científicos disponíveis, nossa interpretação desses dados é informada por nossa compreensão da Escritura. A Bíblia e a Ciência não são mutuamente exclusivas. O mesmo Deus que Se revela nas verdades da Escritura Se revelou no mundo natural. Mas, devido à consequência do pecado, o mundo natural não revela claramente a graça e o caráter de Deus. A Bíblia é nosso guia mais seguro e certo na compreensão da criação de Deus e de Seu plano para este planeta.
O relato inspirado da Escritura define abundante e claramente como Deus criou nosso mundo. O salmista declara: “Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles. […] Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir.” (Salmo 33:6, 9). A Palavra de Deus foi e é a palavra da criação. O que Ele declara é tão claro como se nunca antes. Ele fala, e os mundos vêm à existência.
Na criação, Deus falou e a palavra se tornou matéria tangível. O salmista não diz que Deus falou e houve o processo de ser feito em bilhões de anos. Deus falou e tudo se fez. A epístola aos Hebreus esclarece exatamente como Deus criou nestas palavras: “Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.” (Hb 11:3) O ensino claro da Bíblia não permite a evolução da terra ao longo de bilhões de anos: na Escritura não há espaço para Deus dar início ao processo e a evolução o concluir. Deus concluiu o que iniciara na semana da Criação.
Ellen White faz este perceptivo comentário: “É unicamente a Palavra de Deus que nos dá autêntico relato da criação do mundo. A teoria de que Deus não criou a matéria ao trazer à existência o mundo, não tem fundamento. Na formação de nosso mundo, Deus não dependia de matéria preexistente. Ao contrário, todas as coisas, materiais e espirituais, surgiram perante o Senhor Jeová ao Seu comando, e foram criadas para o Seu próprio desígnio. Os céus e todas as suas hostes, a Terra e tudo quanto nela há, são não somente obra de Suas mãos; vieram à existência pelo sopro de Sua boca.”[1]
O Criador Todo-Podoroso
No relato da Criação, em Gênesis, Deus é descrito como o Criador 31 vezes. Gênesis 1:1 inicia com as palavras bem conhecidas: “No princípio, criou Deus os céus e a terra.” Duas das palavras mais significativas para criar ou fazer na língua hebraica são ‘asah e bara’. Asah significa fazer de algo já existente. Ela é usada para os inícios feitos por Deus e pelos seres humanos. Por exemplo, os seres humanos podem fazer ou criar casas, carros e roupas de matéria já existente. Bara em sua forma dominante é usada exclusivamente para Deus. Somente Deus pode bara.[2] Bara é criar algo único e especial que não existia previamente. Aplica-se somente à atividade de Deus. A expressão em Gênesis 1:1: “criou Deus”, usa bara. Aqui Deus fala um de um tipo de mundo que vem à existência. Em Gênesis 1:26, 27 a palavra bara é empregada três vezes, dando ênfase especial, para descrever Sua criação dos seres humanos à Sua própria imagem: maravilhosamente, Ele lhes dá o poder de procriarem. Somente Deus, porém, pode criar algo do nada.
Um dos grandes problemas teológicos com a evolução teísta é que ela limita o poder de Deus. Exalta a lei natural sobre o Criador da lei natural. A evolução teísta não permite que um Deus Todo-Poderoso molde miraculosamente o mundo. Ela reduz Deus à escala da imaginação humana e exalta a razão sobre a revelação. Foi precisamente por isso que a humanidade caiu no princípio. Eva deu ouvidos à voz da serpente no jardim e confinou no que seus olhos podiam ver e vez de confiar no que Deus dissera. Sua mente se tornou o árbitro final da verdade.
Certamente a razão é uma dádiva de Deus, mas deixada por si só e sem auxílio, é um guia insuficiente. Nossos primeiros pais deixaram a autoridade da palavra de Deus para a tolice de sua própria sabedoria. O perigo desse hábito é imediatamente aparente: as decisões de nossos primeiros pais foram desastrosas.
O relato de Gênesis ainda oferece mais evidência para a confiança em sua historicidade. Muitas vezes no paralelismo hebraico, uma frase inicial é explicada e expandida por uma segunda frase correspondente. O relato da Criação em Gênesis é um exemplo excelente dessa prática linguística. As expressões “Disse Deus” e “Fez, pois, Deus” são unidas em Gênesis 1:6, 7, 14, 16, 20, 21, 24, 25, 26). Quando Deus fala, Ele cria. Ele é o Todo-Poderoso. Sua Palavra realiza o que Ele declara porque Seu poder ilimitado é inerente a “toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4:4).
A pressuposição de que os dias da Criação não foram períodos de 24 horas e de que a semana de Gênesis não é uma semana literal com sete dias consecutivos é extremamente problemática do ponto de vista bíblico. A palavra hebraica para dia é yom. No hebraico, quando um numeral precede a palavra “dia” (yom), (primeiro dia, segundo dia, etc.) o período de tempo indicado deve ser de 24 horas.[3] Isso fica claro pela repetição da declaração: “Houve tarde e manhã”. Fica óbvio até mesmo para o leitor casual que quando Moisés escreveu Gênesis compreendia, sem dúvida, que Deus criou o mundo em sete dias literais.

A Autoridade da Palavra de Deus
Há muito mais em jogo aqui do que a duração exata da semana da Criação. Uma das principais questões implica na autoridade e na inspiração da Escritura. Visto que “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino”, negar a história da Criação é negar a inspiração da Bíblia (2Tm 3:16). Tanto o Antigo quanto o Novo Testamentos estão repletos de referências à Criação. Os profetas do Antigo Testamento, os escritores dos evangelhos, bem como Pedro e Paulo, várias vezes mencionam a Criação. Para os autores bíblicos, a Criação é fato, não conjectura.
Se a história da criação for simplesmente uma linda alegoria, como muitos cristãos agora insistem, podemos de fato confiar em qualquer outra parte da Bíblia? Jesus definitivamente cria na historicidade da Criação. Falando do caráter sagrado do casamento, Ele perguntou a seus inquisidores: “Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez [criou] homem e mulher.” (Mt 19:4) Jesus, o Criador, sabe mais a respeito da Criação do que qualquer ser humano, pois, de acordo com Paulo, Ele foi o Agente da Criação (Ef 3:9; Cl 1:16, 17). Não seria o cúmulo da arrogância crer que podemos saber mais que o Criador a respeito da criação? Não é tolice tentar explicar contrariamente às claras palavras de Jesus à razão humana? Não é essa a essência do grande conflito entre o bem e o mal a respeito de exaltar o orgulho humano acima da revelação divina?
Mediante a sabedoria divina, Ellen White não deixa dúvidas quanto à semana literal da criação. “O próprio Deus mediu a primeira semana como um modelo para as semanas sucessivas até o final do tempo. Como todas as outras, consistiu de sete dias literais.”[4]
O Fundamento da Verdade Bíblica
No modelo evolutivo, proposto por Charles Darwin e sucessivamente refinado durante os últimos 150 anos, a morte é um componente necessário do progresso evolutivo. A seleção natural ensina que as espécies mais adequadas sobrevivem e as mais fracas morrem. Nesse cenário a morte é crucial porque permite que as espécies mais fortes vicejem. Por conseguinte, a morte teria ocorrido por bilhões e anos antes de os seres humanos evoluírem.
Não há como harmonizar esse conceito com o registro bíblico. Na Escritura, a morte é um inimigo que surge em decorrência do pecado, “porque o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23). A morte entrou neste mundo como resultado da desobediência de Adão e Eva: ela nunca fez parte do plano original de Deus. Falando da segunda vinda de Cristo, Paulo afirma: “O último inimigo a ser destruído é a morte.” (1Co 15:26) A premissa envolvida na teoria da evolução mina o plano da salvação, conforme revelado na Palavra de Deus. Por que Jesus teve de morrer se a morte fazia parte do plano original de Deus? Se a raça humana está constantemente evoluindo em algum tipo de ordem superior de seres mediante o processo evolutivo, qual seria o propósito para o plano da salvação?
A teoria da evolução também assalta cada uma das verdades bíblicas principais, começando com o sábado. Se os dias da criação foram longos períodos de tempo indefinido, qual a importância do sábado, afinal de contas. Como o sábado poderia ser memorial de algo que nunca ocorreu? Deus escreveu o mandamento do sábado com Seus próprios dedos sobre tábuas de pedra. O quarto mandamento conclui com estas palavras: “porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.” (Êx 20:11). Negar a criação em seis dias literais é minar o mandamento do sábado e desafiar a autoridade da declaração do próprio Deus a respeito de Sua atividade criativa. Ela levanta questões a respeito do conhecimento, sabedoria, poder e integridade de Deus.
Não é por acaso que exatamente quando Deus suscitou um movimento no tempo do fim para proclamar o evangelho eterno, no contexto das três mensagens angélicas a “todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap 7:9), Charles Darwin concluiu seu primeiro rascunho Sobre a Origem das Espécies. Em Sua infinita sabedoria, Deus previu que essa teoria enganosa da origem da Terra minaria a fé de milhões. Assim sendo, enviou um apelo urgente nos últimos dias, à luz da hora do juízo para chamar homens e mulheres dizendo: “adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap 14:7). O sábado não é apenas um memorial da Criação; é também um baluarte contra a evolução ateísta. É um lembrete semanal de que fomos criados por um Deus amoroso.
Respostas da Criação às Grandes Questões da Vida 
As grandes questões da vida com as quais os filósofos se têm debatido ao longo dos séculos são:
De onde viemos? – A questão da origem.
Por que estamos aqui? – A questão do propósito.
Para onde vamos? – A questão do destino.
A Bíblia revela que fomos criados por um Deus amoroso que tem um propósito divino para nossa vida. Ele, algum dia voltará novamente para recriar definitivamente os céus e a terra em seu esplendor edênico.
A verdade da Criação também dá aos seres humanos o senso de valor e dignidade. Nossas raízes não nos levam à sopa primordial de moléculas selecionadas aleatoriamente, mas a um Deus pleno de sabedoria, inteligente que nos formou à Sua imagem (Gn 1:27). Estamos ligados pela humanidade comum (At 17:24-26). Deus é nosso amoroso Pai Celestial que Se importa profundamente conosco. Embora vivamos em um mundo caído, Sua presença está constantemente conosco para nos encorajar e fortalecer para enfrentarmos os desafios e os problemas da vida.
A evolução teísta afirma que existimos pelo acaso. Somos meramente moléculas ampliadas de proteínas com inteligência superior. Isso não provê qualquer senso de propósito, ou de esperança para a vida humana. Em essência, estamos sós no universo para lutarmos durante a vida sem nada além de nossa capacidades mentais para nos conduzir ao futuro. A evolução teísta declara que Deus criou a centelha da vida e então permitiu que ocorresse o processo natural. Ambas as teorias têm algo em comum: ambas rejeitam o relato da Criação em Gênesis. Elas nos deixam com algumas questões básicas sem resposta: se somos apenas animais avançados, qual é a base para a moralidade? De onde vem o amor? Como pode ser definido o certo do errado? Qual é a fonte da moral máxima e da autoridade espiritual?
Recriação e Segunda Vinda
Nossa compreensão bíblica da Criação está firmada no fundamento de duas ou mais verdades essenciais da Escritura. Se um Deus Todo-Poderoso criou este mundo, Ele tem o poder de transformar nossa vida. Não somos meros produtos de nossa hereditariedade e ambiente. Ao permitirmos a atuação do Espírito Santo, Cristo nos transforma. Não estamos fechados em um padrão genético fixo impossível de ser mudado. “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (2Co 5:17) O Deus que criou este mundo pode recriar nossa vida. O Criador pode produzir uma nova criação em nós. Foi por isso que Davi pôde rogar: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável.” (Sl 51:10). Davi sabia que havia somente um Deus que podia bara um novo coração para ele. Seu poder é muito maior que todo o poder de nossa natureza caída ou de nosso ambiente pecaminoso. NEle nossa vida pode se tornar nova. Ele não nos deixou lutar com o pecado sem ajuda. O Deus Todo-Poderoso, que criou a luz das trevas, pode novamente suscitar luz das trevas de nossa vida. Ele criou a vida no princípio e tem o poder de nos dar um novo começo também.
A Evolução Mina a Identidade Adventista
O nome “adventista do sétimo dia” transmite duas verdades vitais para as verdades dos últimos dias: o sábado e a segunda vinda de Jesus. A evolução em suas formas ateísta e teísta, mina a ambas. Como já mostramos anteriormente neste artigo, realmente não há fundamento para o sábado se Deus não criou o mundo em seis dias. Por que estabelecer um memorial para algo que não existe? No melhor, a evolução teísta pode considerar o sábado como um período de descanso e companheirismo social, mas certamente não um memorial do Criador Todo-Poderoso que criou nosso mundo em seis dias consecutivos de 24 horas.
Considerando-se essa conclusão lógica, a teoria da evolução elimina a necessidade do retorno de nosso Senhor. Se a raça humana está evoluindo para algum tipo de super-raça, por que haveria a necessidade da segunda vinda de Cristo? Com a aparente decadência moral dramática de nosso mundo, é difícil discernir como a humanidade está avançando para qualquer tipo de iluminação que, por fim, levará à paz e à harmonia na terra. Ainda que esse fosse o caso, o que não é, mesmo assim não resolveria o problema da morte. A volta de nosso Senhor é a resposta mais lógica e relevante para a questão do sofrimento e da morte em nosso planeta.
Há esperança: Jesus virá novamente. Um dia a doença, as catástrofes e a morte cessarão para sempre. Um dia Deus criará novo céu e nova terra onde habita a justiça eterna (2 Pedro 3:13). Assim como Deus falou e houve o princípio, de igual forma Deus nos transformará “num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. […]” (1Co 15:52)
O legado da rebelião de Lúcifer e de nossos primeiros pais fala em tons ensurdecedores. Exaltar a dádiva da razão dada por Deus acima da Palavra de Deus é catastrófico. Aceitar a evolução é abandonar a autoridade da Escritura, a salvação em Jesus Cristo e o poder recriador de Deus, o sábado e a segunda vinda de Jesus.
E esse é o preço muito alto para se pagar.
 
Mark A. Finley é pastor, evangelista, e administrador da igreja. Atuou como vice-presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia até 2010. Recentemente, uniu-se à equipe editorial da Adventist Review e à Adventist World como editor e também atua como assistente do presidente da Igreja mundial. Este artigo foi publicado em 12 de maio de 2011.


[1] Ellen G. White, A Fé Pela Qual eu Vivo, p. 24.
[2] Isto se aplica às formas qal e niphal do verbo. Os lexicógrafos não têm certeza se outras formas da palavra indicam o agente humano ou se simplesmente têm o mesmo som da raiz das palavras no hebraico.
[3] Em Gênesis 1 a maioria dos números são ordinais (salvo pelo primeiro dia). Para uma discussão proveitosa dos dados linguísticos, ver Gerhard F. Hasel, “The ‘Days’ of Creation in Genesis 1: Literal ‘Days’ or Figurative ‘Periods/Epochs’ of Time?” Origins 21, no. 1 (1994): 5-38.
[4] Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 111.
Aceitar a Missão da Esperança

Posted: 17 Oct 2011 10:21 AM PDT

Aceitar a Missão da EsperançaO verdadeiro culto resulta em coração puro e mãos limpas
Acesse a frase a “marca da besta” no Google e você obterá mais de 559.000 resultados. Parece que há muita gente intrigada com esse termo, mas o que exatamente é a marca da besta? É uma tentativa de se salvar da submissão a poderes opostos a Deus e à Sua lei; é o culto à criatura em vez de ao Criador. É o oposto do selo de Deus. Leiamos Apocalipse 14:9-12 para desenvolvermos essas ideias.
O Culto Verdadeiro x O Falso Culto
“Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome. Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.”
Primeiro, consideramos a prática do verdadeiro culto justaposto à contrafação do falso culto. Essa mensagem se centraliza na questão do culto: “Se alguém adora a besta”.
Debates a respeito do culto não são novos na igreja. Abundam os argumentos quanto ao que é culto aceitável – culto aberto, culto livre, culto tradicional, culto particular, culto corporativo, músicas do culto, dramatização no culto e assim por diante.
O observador neutro pode concluir que o culto diz respeito aos participantes. Na verdade, o culto focalizado nos adoradores nada mais é do que narcisismo espiritual, idolatria religiosa ou, se você preferir, culto à besta.
Nas palavras de Chris Rice: “O verdadeiro culto a Deus não é ornado com nossas palavras e partes vocais e com nossos corpos para impressioná-Lo com nossas ações. O verdadeiro culto é nos despirmos diante de Deus.” Como disse A. W. Tozer: “O culto é o conhecimento do santo.”
Nos últimos dias, a igreja remanescente de Deus chamará a atenção para o autêntico culto bíblico. Este não ocorrerá em um dia escolhido pelas pessoas, mas no sábado que foi santificado na Criação. É o culto que não foi fixado conforme as preferências humanas, mas na paixão do valor atribuído a nosso Santo Deus.
Salvação pela Fé x Salvação pelas Obras 
A segunda questão que surge na mensagem do terceiro anjo apresenta a salvação pela fé contra a salvação pelas obras. Ellen White apresenta este pensamento: “O tema da maior importância é a mensagem do terceiro anjo, que abrange as mensagens do primeiro e do segundo anjos. Todos deverão compreender as verdades contidas nessas mensagens e demonstrá-las na vida diária, pois isso é essencial para a salvação.”[1]
Por que essa mensagem é tão importante? Ela é importante porque o destino eterno de todos os seres humanos depende dessa questão central trazida pelo terceiro anjo – a questão do culto. Sua lealdade está reservada somente a Deus? Ou você se comprometerá com a contrafação de um deus que blasfema contra o Deus Santíssimo?
No reino de Deus, a salvação é gratuita a todos que aceitam o que Jesus fez na cruz. No reino da contrafação do inimigo, a salvação deve ser alcançada pelas obras. “[…] e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem”. O descanso somente é para os que dependem plenamente de Jesus para tudo – vida, liberdade e salvação.
Um exemplo desse descanso é a dádiva do sábado, o dia ordenado por Deus para culto. Além do mais, a observância do sábado é a resposta maravilhosa ao que Jesus fez por nós.
Pense no que Jesus fez. Ele sofreu a pena do pecado. Isso significa que nunca nos precisamos preocupar a respeito de sermos suficientemente bons para estar no Céu. Essa dádiva não se baseia naquilo que fazemos; antes, no que Jesus fez. Nada tem que ver com o ir à igreja em determinado dia, ou a se abster da carne de porco ou de devolver o dízimo. Somos salvos somente pela fé em Jesus. No Calvário, Jesus nos deu o que não podemos conquistar – o direito de estar diante de Deus (ver Rm 3:21-24). Não podemos acrescentar nada ao que Jesus fez.
Assim, o sábado é a resposta ideal a essa dádiva. Ele nos lembra do repouso de nossas lutas sem fim para sermos suficientemente bons. Em nosso frenesi para tentarmos obter a nossa salvação por nossas boas obras, Deus sussurra a dádiva do sábado como um lembrete para o descanso.
É irônico que João, o revelador, nos diga que a questão do culto será uma questão fundamental nos capítulos finais da história desta terra? Então, descanse, amigo peregrino; a obra já foi realizada no Calvário e Sua graça é o suficiente para você.
O Selo de Deus x A Marca da Besta 
Uma dicotomia final que emerge nesse texto contrasta o selo de Deus com a marca da besta. Em Apocalipse 14, João descreve duas classes de pessoas pouco antes da volta de Jesus. O primeiro grupo adora a besta e recebe sua marca – ele se submete à sua autoridade e à expressão visível dela ao obedecer a uma lei mutilada, uma lei na qual foi inserido um mandamento humano. O segundo grupo contém os verdadeiros seguidores de Jesus que “permanecem fiéis” e “obedecem aos mandamentos de Deus”.
O cristianismo falsificado recebe a marca da besta. O cristianismo genuíno, o selo de Deus, é o oposto da marca da besta. Esse selo é simbolicamente descrito como tendo o nome de Deus e do Cordeiro escritos na testa. Significando que o remanescente reflete o caráter de Deus em sua vida. Eles seguem fiéis a Seu Salvador. Decidem guardar “os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12). Eles obedecem a todos os mandamentos, incluindo ao quarto. Ellen White escreve: “[…] o sábado do quarto mandamento é o selo do Deus vivo.”[2]
Jesus guardou o sábado, estabelecendo assim exemplo para Seus seguidores. Não observamos o sábado por mérito para a salvação, mas expressamos nossa lealdade e culto ao Senhor a quem amamos.[3]
Rosa Cornelia Veal fala do encontro com uma mulher chamada Ruby Free: “Conheci-a quando estava conduzindo o grupo de turistas na Terra Santa. Ela deve ter um segredo, disse para mim mesma sentindo inveja. Quem poderia fazer tanto quanto ela e tão facilmente? Ela era boa ouvinte, hábil para eliminar dificuldades, organizadora, mãe de 72 turistas, além de seus dois filhos; não obstante, nunca estava cansada, nunca se aborrecia.
“Quando voltamos para casa, visitei a Ruby. Queria descobrir seu segredo. Ei-lo, um lema com duas palavras: ‘SIM, SENHOR’.”[4]4
Esse é o lema do remanescente de Deus. “Sim, Senhor”. Porque eles apreciam a amizade íntima com Ele, sua oração é: “Se Jesus prestava culto no Sábado e Tu me convidas a seguir-Lhe o exemplo, então, ‘Sim, Senhor!’”
E quanto a você? Deus está perguntando: “Você participará de Minha missão de esperança? Irá descansar na obra de Meu Filho, Jesus? Irá permanecer fiel a Mim?”
Como Ele anela ouvir duas palavras: “Sim, Senhor!”
PERGUNTAS PARA MEDITAÇÃO E DISCUSSÃO
1. Será que, necessariamente, todos os que prestam culto no sábado receberão o selo de Deus? E quanto aos judeus?
2. O autor enfatiza a frase: “Sim, Senhor.” Qual é seu significado no contexto desta leitura?
3. A guarda do sábado nos salva? Explique.

Karl Haffner


[1] Ellen G. White, Evangelismo, p. 196 (Carta 97, 1902, citado em www.sdabol.org/BOL%20Research/3ANGMESS.htm).
[2] White, O Grande Conflito, p. 640.
[3] 3Conceitos sobre o sábado, adaptado de Jon Paulien, What the Bible Says About the End-time (Hagerstown, Md.: Review and Herald Publishing Association, 1994), p. 126-129.

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Do Culto ao Reavivamento

Posted: 17 Oct 2011 04:55 AM PDT

Do culto do reavivamentoO que aprendi do tempo com qualidade passado com Deus
Ao seguir meu caminho, meu carro está tomado pela linda harmonia do blue dos Isaacs; sua música me atrai, quer na letra quanto na melodia.
Quando deixo a correria e estou na Sua santa presença,
Quando estou tão calmo que posso ouvir cada palavra sussurrada,
Quando paro para orar e entrar em Sua catedral,
Sinto como se Deus estivesse ao meu lado.
Nesses momentos passo pela profunda experiência de culto a meu Deus enquanto dirijo para o escritório. Há um ímpeto de alegria, de estupefação, adoração e louvor ao sentir que Ele me criou para adorá-Lo o tempo todo, em qualquer lugar, ao centralizar minha mente nEle. Em momentos como esse, os pensamentos, as palavras e a música se combinam para me elevarem de meu mundo manchado pelo pecado para a direta presença de Deus, onde desfruto do tempo que passamos juntos.
Como é maravilhoso entender que Ele anela ter relacionamento íntimo comigo, um de Seus filhos teimosos e afastado pelo pecado. A comunhão, o companheirismo com meu Deus é muito doce.
As Variedades Maravilhosas da Graça
Descobri que Deus opera de muitas formas para me levar à experiência de culto e louvor.
Uma das experiências mais ponderosas de culto da minha vida aconteceu quando eu era um jovem adulto, marido e pai e, certo sábado à tarde, minha esposa, Karen, foi chamada para trabalhar em um turno extra como enfermeira. Fiquei em casa com meu filho de um ano, Danny, que estava tirando uma soneca. Um amigo que participara de um evento de fim de semana no Union College, poucos dias antes, trouxera-me uma fita cassete do sermão de um pregador chamado C. D. Brooks. O Greg me emprestou a fita e sugeriu-me desfrutá-la. Aquela tarde tranquila de sábado pareceu-me o momento certo e comecei a ouvi-la.
Nunca antes ouvira esse pregador, mas na hora seguinte, no silêncio da sala de estar, entrei na presença do Deus Todo-Poderoso. Enquanto o Pastor Brooks falava poderosamente de Deus, senti o senso esmagador de que se eu fosse o único ser humano no planeta que tivesse aceitado Jesus Ele ainda teria vindo morrer apenas por mim. Senti um nó na garganta e lágrimas começaram a correr. Ajoelhei-me ao lado do sofá e despejei minha gratidão a Deus. Minha vida e futuro mudaram naquele momento. Guardo uma cópia dessa fita cassete, Uma Fé para Celebrar, na gaveta da minha escrivaninha até hoje.
Sou também abençoado ao lembrar das muitas vezes em que me assentei à mesa com pequenos grupos de amigos para juntos estudarmos a Palavra de Deus. Observei o poder transformador do Espírito Santo assumir o controle da discussão e falar-nos enquanto as Escrituras eram lidas. Notei que o impacto sobre meus convidados foi profundo.
Pouco tempo atrás, durante uma dessas reuniões de estudo, deparamo-nos com um texto que não fazia parte de nosso estudo planejado da Bíblia. Um dos presentes entendeu que Deus lhe estava falando pessoalmente naquele momento. A convicção tomou-lhe a mente e com uma expressão de fé e crença ele tomou a decisão de entregar sua vida plenamente a Deus agora e na eternidade. Mal pude dormir naquela noite ao ver que havia testemunhado novamente a mão de Deus tocando o coração de um homem, para toda a eternidade.
Marcando em Vermelho o que É Dito
O culto também floresce quando estou só com a Palavra de Deus. Amo ler as Bíblias especiais que ganhei de meus dois queridos amigos, Mark Finley e Shawn Boonstra. Marquei-as de forma singular. Ambas as Bíblias me exigiram quase um ano para completar a leitura. Fiz a leitura com uma caneta de tinta vermelha e uma régua na mão, sublinhando cada verso quando sentia que Deus me estava falando diretamente. Essa tem sido uma de minhas experiências favoritas de culto. Não sei dizer o número de vezes em que me sentei ou me reclinei na cama, quer cedo de manhã ou à noite para ouvir Deus falando comigo novamente, ao virar as páginas e ler outra vez o que sublinhara em vermelho. Muitas vezes me pareceu algo novo, como se eu nunca tivesse lido antes. Não obstante, estava marcado em vermelho, ou seja, eu já havia lido. A graça de Deus através de Sua Palavra é verdadeiramente nova a cada manhã e Sua fidelidade faz com que eu me sinta humilde.
Um de meus cultos e experiências de louvor mais memoráveis ocorreram quando me encontrava reunido com o povo de Deus para ouvir-Lhe a voz por meio de Seus servos. A boa pregação mexe com meu coração e faz com que eu me entregue totalmente a meu Salvador. Meu pastor em Fallbroock, Califórnia, faz transbordar a minha taça. Em nossa Convenção de Empresários Adventistas, as mensagens dos sermões e dos testemunhos revelaram a mão de Deus e fui tocado. Em um acampamento com minha família, cantar ao redor da fogueira fez com que meu coração respondesse às histórias contadas e às leituras falando da fidelidade de Deus. E sempre há os arquivos de MP3 se me esqueci de algo – detesto perder o que quer que seja bom!
Pertencemos a Ele, Como o Hino que Cantamos
Sei que muitos crentes ficaram fracos devido aos vigorosos debates quanto à música apropriada para o culto. Eu não pertenço a esse grupo, pois minha experiência com a música do culto tem transformado a minha vida.
Quando a Karen e eu éramos recém-casados, cantávamos e tocávamos instrumentos em público e em particular. Envolvemos nossos filhos à medida que iam crescendo e o culto musical se tornou uma forma de vida. A propósito, quase todas as músicas que ouvimos ou tocamos eram espirituais por natureza. Ao longo dos anos, temos enchido nossa mente com muitos hinos que falam da bondade e da graça de Deus. A algo majestoso a respeito de dirigir pelas Montanhas Shenadoah ou pelas Rocky Mountains, com hinos de louvor sendo tocados no estéreo do carro tão alto quanto a Karen permite!
Visão de Esperança
Sou também compelido a destacar o poder da arte no culto e no louvor. Na última Assembleia da Associação Geral, minha família e eu tivemos a honra de hospedar a exposição da galeria de arte do Nathan Greene. O ponto alto foi desvelar sua nova pintura da Segunda Vinda, intitulada Bendita Esperança. Milhares fizeram fila para verem-na com os olhos e com o coração. Porém, a experiência mais profunda de culto surgiu de um lado inesperado: o pessoal da segurança da Assembleia da Associação Geral se debatia para ver quem ficaria postado perto daquela obra de arte! Vários membros do staff me contaram que a sala lhes parecia santa, como um santuário.
Uma das seguranças me contou com lágrimas correndo pelo rosto que sentia como se Jesus estivesse ali, na presença dela. Ao empacotarmos as obras de arte para deixarmos o local, ela parou novamente e, apontando para a pintura da Segunda Vinda, disse: “Tomei a decisão. Não importa o que aconteça, estarei pronta para esse evento!” Disse-lhe que anelava encontrar-me com ela lá.
As bênçãos dos encontros com meu Deus no culto seguem fluindo! O culto e o louvor se tornaram uma atitude, uma parte de minha oração sem cessar, de trazer o poder e a graça transformadores para minha vida.
Lidando com as Distrações
Eu não seria honesto se também não mencionasse as coisas que me inibem e distraem da experiência de culto e louvor.
Algumas vezes parece que há tantas coisas que impedem minha comunhão com Deus: a tirania do urgente; outra tarefa para ser realizada; outro projeto para ser concluído; preocupações simples com a existência quotidiana. Os muitos avanços tecnológicos destinados a melhorar nossa vida e que nos ajuda a trabalhar de forma mais eficiente têm, frequentemente, aberto um tempo adicional no qual somos tentados a realizar mais trabalho. Algumas vezes, assim como o filho pródigo, eu caio em mim e percebo que não estou conectado com meu Deus como gostaria de estar e preciso. Não me sinto saudável ou bem. É como se houvesse estática no diálogo com o Céu, com somente cada terceira palavra sendo ouvida e compreendida.
Isso pode acontecer quando não faço o culto pela manhã devido a ter de sair correndo para um compromisso, encima da hora. Cansaço por ter trabalhado até tarde na noite anterior, e necessito de cada minuto extra para dormir e não tenho tempo para ouvir ou orar…. e não há como negar que o mundo que nos cerca é um lugar tentador. Até mesmo as coisas aparentemente “normais” do dia a dia, como o trabalho, relacionamentos, fazer compras, podem aumentar a distância entre o meu coração e o do Salvador. Algumas vezes, quando o Senhor olha para baixo, para as minhas distrações, deve pensar Consigo mesmo “o coração dele não está aqui”. Esse é um tipo de experiência de culto que oro para não repetir novamente.
Aonde o Senhor Conduz
Por que compartilhei minha jornada no louvor e adoração com vocês nestas páginas? O motivo é simples: nosso novo presidente da Associação Geral, Ted Wilson, emitiu ao som de trombetas o chamado, seis semanas atrás, para que a igreja mundial orasse para que o Espírito Santo suscitasse reavivamento e reforma entre nós. Esse apelo ressoou profundamente em meu coração. A Karen e eu temos orado por esse chamado a um novo tipo de “R & R” por 22 anos. Agora ouvimo-los de muitos lábios, ecoando ao redor do mundo. De forma fraca em alguns lugares, em outros mais forte, mas é o início do som de um aguaceiro!
Reavivamento e reforma não começam com grupos, mas com indivíduos. A Escritura revela repetidas vezes que o líder começa a fazer um compromisso pessoal, emitindo um chamado, convidando indivíduos a seguir. Então quando outros passam a proferir o refrão, isso se expande e se torna um movimento.
Temos diante de nós uma maravilhosa oportunidade. Podemos escolher abrir um momento em nossa vida individual no qual o Espírito Santo pode suscitar reavivamento e reforma em cada um de nós. A forma mais eficiente que conheço para essa abertura é melhorar dramaticamente nossas experiências pessoais de culto e louvor. Escolher propositalmente buscar o Senhor de uma ou mais formas que descrevi, ou em outras que lhe forem reveladas por Deus. Ao seu relacionamento com Deus se fortalecer e aprofundar, você encontrará nova energia espiritual, seu coração, assim como o de João Wesley será “estranhamente aquecido” e você se converterá novamente, e novamente. Você ficará surpreso ao ver Jesus mudar seus relacionamentos, suas circunstâncias e seus testemunhos. E você conhecerá a grande e duradoura satisfação de fazer parte de Sua obra final de salvar este planeta.
Quando Seu povo busca Sua face, Jesus se inclina para nós, anelando que conheçamos mais profunda e abundantemente a vida que sempre quis que experimentássemos. “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o SENHOR, […]” (Jeremias 29:13, 14).
Para que o reavivamento e a reforma ocorram neste movimento, e devem ocorrer, eles iniciarão com um adorador por vez, em uma hora de meditação por vez. Estou escolhendo uma experiência profunda de culto para minha vida, e ficarei muito feliz por ter a sua companhia.
_________
Dan Houghton é presidente da Hart Research, e ex-presidente da ASI. Este artigo foi impresso em 12 de agosto de 2010.

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Na medida certa

Posted: 17 Oct 2011 04:00 AM PDT

Há famílias que são regidas pela vontade dos filhos, os quais podem ser chamados de “tiranos pós-modernos”. Infelizmente, a maioria dos pais e avós de hoje faz as vontades dessa geração que não conhece limites. Mas essa atitude de benevolência consentida contrapõe-se diametralmente à severidade com que os pais, no passado, tratavam os filhos. Os dois extremos devem ser descartados
No livro Disciplina, Limite na Medida Certa (Integrare Editora: São Paulo, SP, 2006), p. 69, o psiquiatra e educador Içami Tiba menciona quatro gerações de filhos, tendo como ponto de partida o tempo em que “os pais patriarcas autoritários mais adestravam do que educavam”. Segundo ele, o pai era uma “figura distante, ameaçadora e punitiva”. Um olhar bastava para que o filho entendesse o recado.
Esse modelo suscitou uma geração de rebeldes, entre os quais, os hippies, que não repetiram o “esquema educacional de seus pais patriarcas” e se calaram “diante dos seus filhos, que acabaram se tornando ‘folgados’, porque não receberam limites” (ibid, p. 70). A geração dos “folgados” é neta do grande patriarca, ou seja, “são os adultos jovens de hoje, que não conseguem impor limites a seus filhos, porque também não os tiveram” (p. 71).
Os filhos dos “folgados” quase não têm contato com os pais, que passam a maior parte do tempo fora de casa. Essa geração, quando não está na escola, fica em casa recebendo “atenção terceirizada”, mas sem orientação nem rumo. Em tais circunstâncias, os filhos obtêm tudo o que desejam, extorquindo os pais “com agressões e chantagens afetivas, birras e pirraças, gritos e lágrimas, até dominá-los” (ibid.) E a coisa vai longe: a tirania da criançada de hoje chegou à escola, cujos professores e funcionários procuram agir cautelosamente para evitar atrito com a tirania de menores insubordinados.
Contudo, você como pai não precisa entrar nessa onda. A educação de seus filhos pode e deve ser pautada por princípios. Suas iniciativas devem seguir parâmetros equilibrados, evitando o autoritarismo que gera filhos ressentidos e a atitude benevolente que abre caminho para caprichos fora da ordem.
A educadora cristã Ellen G. White recomenda: “Todo lar cristão deve ter regas; e os pais devem, em suas palavras e comportamento de um para com o outro, dar aos filhos uma vida de precioso exemplo do que desejam que eles sejam” (O Lar Adventista, p. 305). A mesma autora adverte: “Quando os pais não requerem obediência imediata e perfeita dos filhos, deixam de colocar o devido fundamento do caráter em seus pequeninos. Preparam os filhos para desonrá-los quando forem mais velhos, e trarão tristeza ao seu coração quando se aproximarem da sepultura” (Orientação da Criança, p. 86).
Siga o caminho do equilíbrio. Vale a pena investir numa educação baseada no respeito, na ordem e obediência. Tudo isso com a chancela do exemplo dos pais. Com muita propriedade, Sêneca afirmou: “É longa a estrada dos preceitos; a dos exemplos é breve e mais segura”.
Rubens Lessa  é pastor e jornalista
Artigo originalmente publicado em http://www.educacaoadventista.org.br/familia/reflexoes/458/na-medida-certa.html

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Posted: 17 Oct 2011 04:00 AM PDT

As doenças mentais aumentaram de maneira alarmante nos últimos cem anos. Por exemplo, a depressão, ansiedade, dependência química ou os efeitos do estresse psicológico. Esse crescimento dos transtornos da mente tem relacionamento com a genética e ainda mais com o estilo de vida e atitude mental.
Promover a saúde mental e prevenir os transtornos da mente pode ser alcançado evitando emoções desagradáveis (ódio, medo, inveja, raiva, frustração, pessimismo, tristeza, impaciência, desesperança, etc.) e centralizando-se nas prazerosas. Essas constituem um escudo protetor contra os desequilíbrios mentais e emocionais. Qualquer pessoa consciente desse processo pode fazer uso desse recurso. Pratique estas atitudes:
Seja otimista. Quando alguma coisa sair errada com você, pense nas possíveis soluções, não apenas em dados desesperadores que impeçam a superação do assunto.
Fortaleça sua autoestima. Ao se sentir inferior, você está diminuindo suas “defesas” contra as doenças mentais. Desenvolva o hábito de cada dia nutrir mais segurança naquilo que faz. E quando conseguir sucesso em algum empreendimento, não tire o mérito que lhe corresponde.
Mantenha-se ativo. Dedique tempo necessário ao seu trabalho. Depois, no horário do descanso, procure fazer outra atividade de natureza distinta (se seu trabalho é sedentário, pratique esportes ou realize exercícios físicos). Se uma atividade não o agrada, tente fazer outra, mas evite ficar em casa sem fazer nada.
Enfrente a culpa. Se você tem sentimento de culpa, fundado ou infundado, procure agir rapidamente, pois esse sentimento é perigoso para a saúde mental. Se falou ou fez algo que magoou outra pessoa e a lembrança do fato relembra sua culpa, fale com a pessoa ofendida. Peça perdão com sinceridade e humildade. Certamente, ela aceitará suas desculpas e a situação será resolvida.
Às vezes, a pessoa ofendida não tem disposição para aceitar suas desculpas. Nesse caso, peça auxílio a Deus e confesse sua culpa. A Bíblia diz que “se confessarmos nossos pecados [culpas], Ele [Deus] é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9).
Cuide de sua saúde física.  A saúde física e mental mantêm uma relação muito íntima. Se você sofrer mal-estar físico não gozará de bem-estar mental. Portanto, é necessário manter a saúde no seu melhor estado.
Esteja atento à sua dieta. Coma alimentos vegetais. Produtos de origem animal, em sua grande maioria, não são necessários e geralmente são prejudiciais à saúde.
Faça exercício físico. Faça um programa regular de exercício físico, com algum esporte ou outra atividade. Se não puder fazer exercício que exija muita energia, procure caminhar.
Cuide de seu descanso noturno. Durma pelo menos sete a oito horas diariamente.
Evite substâncias químicas. As drogas, álcool e, inclusive, o café alteram o sistema nervoso central e o estado de ânimo. Qualquer planejamento de prevenção ou cura de problemas mentais deve eliminar completamente o uso dessas substâncias.
Seja humanitário. Participe de algum plano de apoio aos desamparados ou pessoas necessitadas.
Mantenha uma atitude confiante. É uma das medidas mais proveitosas para conservar a saúde mental.
Procure ambientes naturais. Os transtornos mentais encontram sua base de desenvolvimento em ambientes urbanos, enquanto a saúde integral se desenvolve em meio à natureza.
Inclua em sua vida o aspecto espiritual. A dimensão espiritual pode ser fortalecida por meio da música, meditação, reflexão na vida de personagens exemplares; mas a espiritualidade mais completa é alcançada através da experiência religiosa na qual, pela fé, se admite a existência de Deus. Não de um deus cruel que se alegra com o castigo e sofrimento de suas criaturas, mas um Deus amoroso que ouve a responde às orações de Seus filhos. Por meio da oração e da aproximação com Deus, você obterá tranquilidade e paz mental.
Julián Melgosa é psiquiatra
Artigo originalmente publicado em http://www.educacaoadventista.org.br/familia/saude/345/boa-atitude.html

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