Lição 02 – A autoridade de Paulo e o evangelho – Lição da Escola Sabatina – Auxiliar – Comentários de Vários Autores

Lição 2

1 a 8 de outubro


 A autoridade de Paulo e o evangelho

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 Resumo da Lição

Texto-chave: Gálatas 1:10

O aluno deverá…
Conhecer: Como Paulo definiu a autenticidade do seu chamado evangélico e seus ensinos.
Sentir: Empatia com a ardente paixão e a determinação com que Paulo defendeu a verdade do evangelho e lutou contra os ensinos errôneos na Galácia.
Fazer: Decidir manter-se apegado às verdades das Escrituras e apoiar fortemente sua defesa.

Esboço
I. Saber: A defesa de Paulo
A. Como os primeiros parágrafos de Paulo em Gálatas apresentaram sua posição em relação a seu chamado e autoridade para abordar e corrigir ensinamentos doutrinários?
B. Como o relato que Paulo fez de sua história pessoal no ministério ampara sua alegação de autoridade? Como essas alegações foram fundamentadas por outros na liderança da igreja?

II. Sentir: As fortes emoções de Paulo
A. Que frases no início da carta de Paulo ilustram seus fortes sentimentos em relação à doutrina equivocada e seus efeitos sobre os membros da igreja? Por que Paulo foi afetado de forma tão forte?
B. Quanta destruição foi causada na história da igreja por causa dos erros doutrinários?

III. Fazer: Chamado atual para defender o evangelho com fervor
A. Quais desafios doutrinários específicos a igreja enfrenta hoje e que exigem da nossa parte uma defesa dedicada, determinada e ousada?
B. O que precisamos fazer para garantir nosso apoio às verdades bíblicas em cooperação com Cristo e Seu corpo, para a glória do evangelho?

Resumo: Paulo abriu sua carta aos Gálatas com uma referência autorizada e sucinta à supremacia dos dons da graça de Deus e uma condenação determinada de qualquer doutrina contraditória.


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Zc 9–11

VERSO PARA MEMORIZAR: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo” (Gl 1:10).

Leituras da semana: 2Pe 3:15, 16Gl 15:12Fp 1:1

Estudantes de uma universidade construíram um centro em seu campus, onde todos seriam bem-vindos, independentemente da etnia, gênero, status social, ou crenças religiosas. Imagine se, anos mais tarde, esses alunos retornassem ao campus e descobrissem que outros estudantes haviam redesenhado o centro. Em vez da sala grande com bastante espaço para a socialização, concebido para proporcionar um sentido de unidade a todos ali, o local tivesse sido subdividido em várias salas menores, com restrições à entrada com base em raça, sexo, e assim por diante. Os alunos responsáveis pelo novo desenho poderiam ter argumentado que sua autoridade para fazer essas mudanças vinha de uma prática estabelecida há vários séculos.

Isso é algo parecido com a situação que Paulo enfrentou quando escreveu sua carta às igrejas da Galácia. Seu plano, segundo o qual os gentios podiam se unir à igreja com base na fé somente, estava sendo desafiado por falsos mestres, que insistiam que os gentios também deviam ser circuncidados antes de se tornarem membros da igreja.

Essa posição, Paulo pensava, era um ataque à essência do próprio evangelho; portanto, ele tinha que responder. A resposta é a carta aos Gálatas.


 

Domingo

Ano Bíblico: Zc 12–14

Paulo, o escritor de cartas

1. Leia 2 Pedro 3:15, 16. Como a igreja primitiva considerava os escritos de Paulo? Como a inspiração acontecia para Paulo? Por que nem todos conseguiam entender suas cartas?

Quando Paulo escreveu aos gálatas, ele não tentou produzir uma obra-prima literária. Em vez disso, sob a orientação do Espírito Santo, ele tratou de situações específicas que o envolviam e aos cristãos da Galácia.

Cartas como a que Paulo escreveu aos gálatas desempenharam um papel importante em seu ministério apostólico. Sendo o missionário ao mundo dos gentios, Paulo fundou várias igrejas espalhadas ao redor do Mediterrâneo. Embora visitasse essas igrejas sempre que era possível, ele não podia ficar em um lugar por muito tempo. Para compensar sua ausência, Paulo escrevia cartas às igrejas, a fim de lhes dar orientação. Com o tempo, cópias dessas cartas foram compartilhadas com outras igrejas (Cl 4:16). Embora algumas das cartas de Paulo tenham sido perdidas, pelo menos treze livros no Novo Testamento levam seu nome. Além disso, como mostram as palavras de Pedro, acima, em algum momento, os escritos de Paulo passaram a ser vistos como Escrituras. Isso mostra quanta autoridade seu ministério finalmente ganhou, nos primórdios da história da igreja.

Antigamente, alguns cristãos acreditavam que o formato das cartas de Paulo fosse único, especialmente criado pelo Espírito a fim de conter a Palavra inspirada de Deus. Essa visão mudou quando dois jovens estudantes de Oxford, Bernard Grenfell e Arthur Hunt, descobriram no Egito cerca de quinhentos mil fragmentos de papiros antigos (documentos escritos em papiro, um material popular para escrita, usado vários séculos antes e depois de Cristo). Além de encontrar algumas das mais antigas cópias do Novo Testamento, eles encontraram notas fiscais, declarações de renda, recibos e cartas pessoais.

Para surpresa de todos, verificou-se que o formato básico das cartas de Paulo era comum a todos os escritores de cartas de seu tempo. O formato incluía (1) uma saudação de abertura, que mencionava o remetente e o destinatário e, em seguida, introduzia a saudação; (2) palavras de agradecimento; (3) o corpo principal da carta; e, finalmente (4) uma declaração de encerramento.

Em resumo, Paulo estava seguindo o formato básico do seu tempo, falando aos seus contemporâneos através de um meio de comunicação e de um estilo com o qual eles estavam familiarizados.

Se a Bíblia fosse escrita hoje, que meios de comunicação, formato e estilo você acha que o Senhor usaria para nos alcançar?


 

Segunda

Ano Bíblico: Malaquias

O chamado de Paulo

Embora as epístolas de Paulo geralmente sigam o formato básico das cartas antigas, Gálatas contém uma série de características únicas não encontradas nas outras epístolas de Paulo. Quando reconhecidas, essas diferenças podem nos ajudar a entender melhor a situação com a qual Paulo estava lidando.

2. Quais são as diferenças e semelhanças entre a saudação introdutória de Paulo em Gálatas 1:1, 2 com o que ele escreveu em Efésios 1:1Filipenses 1:12 e Tessalonicenses 1:1?

A saudação de Paulo em Gálatas é não apenas um pouco mais longa do que a saudação das outras cartas, mas ele teve que agir de forma diferente, ao descrever a base de sua autoridade apostólica. Literalmente, a palavra apóstolo significa “alguém que é enviado” ou “mensageiro”. No Novo Testamento, no sentido estrito, ela se refere aos primeiros doze seguidores de Jesus e aos outros a quem o Cristo ressuscitado apareceu e comissionou para ser Suas testemunhas (Gl 1:191Co 15:7). Paulo declarou que pertencia a esse grupo seleto.

O fato de Paulo negar com tanta força que seu apostolado se apoie sobre qualquer ser humano sugere que havia uma tentativa por parte de alguns na Galácia de enfraquecer sua autoridade apostólica. Por quê? Como vimos, alguns na igreja não estavam felizes com a mensagem de Paulo, de que a salvação era fundamentada na fé em Cristo apenas, e não nas obras da lei. Eles achavam que o evangelho de Paulo estava minando a obediência. Esses perturbadores eram sutis. Sabiam que a base da mensagem do evangelho de Paulo era diretamente ligada à fonte de sua autoridade apostólica (Jo 3:34), e resolveram fazer um ataque poderoso contra essa autoridade.

No entanto, eles não negaram diretamente o apostolado de Paulo; eles simplesmente alegaram que isso não era realmente muito importante. Eles provavelmente afirmaram que Paulo não havia sido um dos primeiros discípulos de Jesus. Sua autoridade, portanto, não era de Deus, mas de homens, talvez dos líderes da igreja de Antioquia, que designaram Paulo e Barnabé como missionários (At 13:1-3). Ou, talvez, viera de Ananias, que batizou Paulo, no começo (At 9:10-18). Na opinião deles, Paulo era apenas um mensageiro de Antioquia ou Damasco, e nada mais. Consequentemente, eles argumentaram que sua mensagem era simplesmente sua própria opinião, não a Palavra de Deus.

Paulo reconheceu o perigo dessas afirmações e defendeu imediatamente o apostolado que Deus lhe havia dado.

Que sutilezas estão desafiando a autoridade das Escrituras dentro da nossa igreja? Como podemos reconhecer esses desafios? Mais importante, como elas têm influenciado seu pensamento no que diz respeito à autoridade da Bíblia?


 

Terça Ano Bíblico: Vista geral do Antigo Testamento.

O evangelho de Paulo

3. Além de defender seu apostolado, o que mais Paulo enfatiza em sua saudação aos gálatas? (Compare Gl 1:3-5 com Ef 1:2;Fp 1:2Cl 1:2)

Uma das características únicas das cartas de Paulo é sua maneira de ligar as palavras graça e paz nas saudações. A combinação dessas duas palavras é uma modificação das saudações mais características do mundo grego e judaico. Onde um autor grego normalmente escreveria “saudações” (chairein), Paulo escrevia “graça”, uma palavra que tinha o som parecido em grego (charis). A isso Paulo acrescentava a típica saudação judaica da “paz”.

A combinação dessas duas palavras não é uma mera cortesia. Ao contrário, essas palavras descrevem basicamente sua mensagem do evangelho (na verdade, Paulo usou essas duas palavras mais do que qualquer outro autor do Novo Testamento). A graça e a paz não eram de Paulo, mas de Deus, o Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

4. Que aspectos do evangelho Paulo apresenta em Gálatas 1:1-6?

Embora Paulo tivesse pouco espaço em sua saudação inicial para desenvolver a natureza do evangelho, ele descreveu magistralmente a essência do evangelho em alguns poucos versos. Qual é a verdade central sobre a qual o evangelho está firmado? De acordo com Paulo, não é nossa conformidade com a lei – o conceito que os adversários de Paulo estavam anunciando. Ao contrário, o evangelho está apoiado inteiramente no que Cristo realizou por nós através de Sua morte na cruz e ressurreição. A morte e ressurreição de Cristo fizeram algo que nunca poderíamos fazer por nós mesmos: quebraram o poder do pecado e da morte, libertando Seus seguidores do poder do mal, que mantém muitas pessoas no medo e na escravidão.

À medida que Paulo refletia sobre a maravilhosa notícia da graça e paz que Deus criou para nós em Cristo, ele entrava numa doxologia espontânea, que aparece no verso 5.

Utilizando aproximadamente a mesma quantidade de palavras que Paulo usou em Gálatas 1:1-5, escreva o que o evangelho significa para você. Compartilhe suas palavras com a classe.


 

Quarta

Ano Bíblico: Mt 1–4

Nenhum outro evangelho

5. O que normalmente aparece depois da saudação inicial nas cartas de Paulo? Qual é a diferença em Gálatas? Gl 1:6Rm 1:81Co 1:4Fp 1:31Ts 1:2

Embora Paulo tenha lidado com todos os tipos de desafios e problemas locais em suas cartas às igrejas, ainda assim ele costumava colocar, depois da saudação inicial, uma palavra de oração ou agradecimento a Deus pela fé dos seus leitores. Ele fez isso até em suas cartas aos coríntios, que estavam lutando com todos os tipos de comportamento questionável (1Co 1:45:1). No entanto, a situação na Galácia era tão perturbadora que Paulo omitiu totalmente a ação de graças e foi direto ao ponto.

6. Que palavras fortes Paulo utilizou para demonstrar o grau de sua preocupação com o que estava acontecendo na Galácia? Gl 1:6-95:12

Paulo não reteve as palavras em sua acusação contra os gálatas. Simplificando, ele os acusou de trair sua vocação como cristãos. Na verdade, a palavra abandonando (NVI) ou passando (RA), que aparece no verso 6, muitas vezes era usada para descrever soldados que desistiam de sua lealdade ao país, abandonando o exército. Espiritualmente falando, Paulo estava dizendo que os gálatas eram desertores que estavam virando as costas para Deus.

De que forma os gálatas estavam abandonando a Deus? Passando para um evangelho diferente. Paulo não estava dizendo que há mais de um evangelho, mas que havia alguns na igreja que, ao ensinar que a fé em Cristo não era suficiente (At 15:1-5), estavam agindo como se houvesse outro. Paulo ficou tão incomodado com essa distorção do evangelho que desejou que qualquer pessoa que pregasse um evangelho diferente caísse sob a maldição de Deus! (Gl 1:8). Paulo foi tão enfático sobre esse ponto que chegou a dizer basicamente a mesma coisa duas vezes (Gl 1:9).

Hoje, mesmo em nossa igreja (em alguns lugares), há uma tendência de enfatizar a experiência acima da doutrina. O mais importante (dizem) é a nossa experiência, nosso relacionamento com Deus. Por mais importante que seja a experiência, o que Paulo ensina sobre a importância da doutrina correta?


 

Quinta

Ano Bíblico: Mt 5–7

A origem do evangelho de Paulo

7. Os perturbadores da Galácia alegaram que o evangelho de Paulo era realmente dirigido por seu desejo de obter a aprovação dos outros. Em sua carta, o que Paulo poderia ter feito de forma diferente, se estivesse apenas buscando a aprovação dos homens? Gl 1:6-911-24

Por que Paulo não exigiu que os gentios convertidos fossem circuncidados? Seus oponentes alegaram que foi porque Paulo queria conversões a qualquer custo. Talvez eles tivessem pensado que, pelo fato de Paulo saber que os gentios teriam restrições com relação à circuncisão, ele não exigiu isso. Insinuaram que ele gostava de agradar o povo! Em resposta a tais alegações, Paulo apresentou a seus oponentes as fortes palavras de Gálatas 1:8, 9. Se tudo o que ele quisesse fosse aprovação, certamente teria respondido de outra forma.

8. Por que Paulo diz que é impossível ser seguidor de Cristo e, ao mesmo tempo, querer agradar as pessoas?

9. Em Gálatas 1:11, 12, Paulo diz que recebeu seu evangelho e autoridade diretamente de Deus. Quais são os argumentos apresentados nos versos 13-24 para provar esse conceito?

Os versos 13-24 trazem um relato autobiográfico da situação de Paulo antes da conversão (v. 13, 14), na conversão (v. 15, 16), e posteriormente (v. 16-24). Paulo afirmou que as circunstâncias que envolveram cada um desses eventos tornaram absolutamente impossível que qualquer pessoa pudesse afirmar que ele havia recebido o evangelho de outra pessoa, a não ser Deus. Paulo não ficaria indiferente, permitindo que alguém denegrisse sua mensagem, questionando sua vocação. Ele sabia o que lhe havia acontecido, o que havia sido chamado a ensinar, e faria isso, não importando o que custasse.

Você tem certeza do seu chamado em Cristo? Como você pode saber ao certo o que Deus chamou você para fazer? Ao mesmo tempo, mesmo que você esteja certo da sua vocação, por que você deve aprender a ouvir o conselho dos outros?


 

Sexta

Ano Bíblico: Mt 8–10

Estudo adicional

Em quase todas as igrejas havia alguns membros judeus de nascimento. A esses conversos os mestres judeus achavam fácil acesso e, através deles, ganhavam um ponto de apoio nas igrejas. Com argumentos bíblicos, era impossível derrubar as doutrinas ensinadas por Paulo; por isso, eles recorriam às medidas mais inescrupulosas para neutralizar sua influência e enfraquecer sua autoridade. Declaravam que ele não havia sido discípulo de Jesus e não tinha recebido nenhuma comissão da parte dEle, mas ousara ensinar doutrinas diretamente opostas aos ensinos defendidos por Pedro, Tiago e outros apóstolos…

“O coração de Paulo ficou agitado quando viu os males que ameaçavam destruir rapidamente essas igrejas. Imediatamente ele escreveu aos gálatas, expondo suas teorias falsas e, com grande severidade, repreendeu os que tinham abandonado a fé” (Ellen G. White, Sketches From the Life of Paul [Esboços da Vida de Paulo], p. 188, 189).

Perguntas para reflexão
1. Peça que os alunos escrevam qual é o significado do evangelho para eles. O que cada um pode aprender com os colegas sobre o assunto?
2. Na saudação de Paulo aos gálatas, ele declarou que a morte de Jesus ocorreu por uma razão específica. Qual foi essa razão, e que significado isso tem para nós hoje?
3. Em Gálatas 1:14, Paulo disse que ele era extremamente zeloso das tradições de seus pais. Por “tradições” ele provavelmente se referisse tanto às tradições orais dos fariseus como ao próprio Antigo Testamento. Existe espaço para as tradições em nossa fé? Que advertência a experiência de Paulo nos apresenta hoje, em relação à questão da tradição?
4. Por que aparentemente Paulo era tão “intolerante” com os que tinham crenças diferentes das dele? Leia novamente algumas das coisas que ele escreveu sobre os que tinham uma visão diferente do evangelho. Como seria vista em nossa igreja hoje uma pessoa com uma postura tão firme e intransigente?

Resumo: Os falsos mestres da Galácia estavam tentando minar o ministério de Paulo, afirmando que seu apostolado e mensagem do evangelho não lhe tinham sido dados por Deus. Paulo enfrentou essas duas acusações nos primeiros versos de sua carta aos Gálatas. Corajosamente, ele declarou que só há um meio de salvação, e descreveu como os eventos que envolveram sua conversão demonstravam que sua vocação e evangelho só podiam provir de Deus.

Respostas sugestivas: verificar na página 187.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li242011.html


Ciclo do aprendizado

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: O evangelho pregado por Paulo ainda é a base inabalável para a fé cristã. Tudo na nossa vida deve ser submetido à sua autoridade.
Só para o professor: Enfatize o fato de que, embora Paulo tivesse defendido sua autoridade para ensinar, ele chamou a atenção para a única autoridade verdadeira: Jesus Cristo.

A internet e outras formas de tecnologia moderna tornaram possível aos “sintonizados” entre nós o acesso a uma incrível quantidade de informações. Ao mesmo tempo, essa acessibilidade tornou mais viável do que nunca simplesmente “ignorar” as vozes das quais discordamos ou que nos desafiam. Assim, nossa visão de mundo é formada pelas autoridades que decidimos considerar confiáveis.

O mundo em que Paulo escreveu aos gálatas não era muito diferente. Havia muitas pessoas afirmando ser autoridades, com todos os tipos de razões plausíveis indicando que seus adversários não eram autoridades. Os oponentes de Paulo, defendendo um evangelho que não era, de fato, um evangelho, atacaram Paulo, prejudicando suas reivindicações de autoridade e semeando confusão e desconfiança dentro da igreja. Paulo respondeu fundamentando sua autoridade não nas próprias qualidades pessoais, mas no melhor de todos os fundamentos: seu encontro com Jesus Cristo e a mensagem recebida: o evangelho.

Comente com a classe: Paulo colocou toda a confiança e fé no evangelho que tinha sido chamado a pregar e naquele que o havia comissionado a pregá-lo. Onde você coloca sua confiança? Em última análise, quem ou qual é a autoridade para você?

Compreensão
Só para o professor: Na igreja primitiva, como hoje, a essência do ensinamento estava em uma pessoa, Jesus Cristo, Sua vida e ministério. Naquele tempo a igreja primitiva não tinha a coleção completa de documentos que nós conhecemos como o Novo Testamento. Mas eles tinham apóstolos vivos, pessoas que tinham conhecido e andado com Jesus durante Sua existência terrena. Necessariamente, uma quantidade significativa de confiança e autoridade foi dada a eles. Enfatize a importância do papel de Paulo como apóstolo e o que significavam os esforços para questioná-lo ou minimizá-lo.

Comentário Bíblico

I. “Segundo a sabedoria que lhe foi dada…”
(Recapitule com a classe 2Pe 3:15, 16.)

A maioria dos estudantes da Bíblia bem informados está ciente de que os primeiros cristãos não conheciam outras Escrituras, senão as do Antigo Testamento, e de que o Novo Testamento, como o conhecemos, não se formou até o segundo século, pelo menos. No entanto, 2 Pedro se refere às cartas de Paulo como Escrituras, ou pelo menos sugere esse status, ao compará-las com as “outras Escrituras”. Alguns estudiosos têm, por isso, proposto uma data tardia para 2 Pedro, mesmo negando a autoria de Pedro. Eles perguntam: Como o autor poderia saber que as cartas de Paulo receberiam o status de Escrituras?

Em primeiro lugar, a igreja primitiva reconheceu grandemente a presença de ativa inspiração em seu meio. Os apóstolos, incluindo Paulo, não eram simplesmente carismáticos, indivíduos altamente espirituais, que tinham algumas boas ideias e hábeis pensamentos, como poderíamos considerar um determinado pastor ou professor hoje. Parte da estima que eles recebiam ocorria porque eles tinham conhecido, encontrado e andado com o Cristo vivo e eram considerados dignos de representá-Lo diante do mundo.

Por isso, as coisas que os apóstolos escreveram ou ensinaram possuíam autoridade extra. Não sabemos se, na época, esses escritos ou ensinos foram colocados no mesmo nível do Pentateuco ou dos profetas do cânon normativo do Antigo Testamento. Mas eles certamente foram considerados como tendo plena autoridade.

Esse ponto nos leva à situação específica abordada por Paulo em Gálatas. A principal diferença entre Paulo e seus adversários era que Paulo podia alegar e, de fato, alegava ser apóstolo, e seus oponentes não podiam e não reivindicavam para si esse status. Poderíamos supor que eles tivessem feito tal alegação, se esta pudesse ser provada, ou se os membros da igreja não soubessem o suficiente para refutá-la ou questioná-la. Mas, claramente, sua falta de status era bem conhecida. Tudo o que lhes restava era dizer: “Ei, nós podemos não ser apóstolos, mas Paulo também, até certo ponto, não é realmente um apóstolo”.

Pense nisto: Como a atitude mostrada para com Paulo por seus adversários é vista hoje nas tentativas de minar a autoridade das Escrituras?

II. A autoridade de Paulo
(Recapitule com a classe Gl 1:11-24.)

Como vimos, os adversários de Paulo o atacaram com base em suas qualidades pessoais e na integridade da sua vocação e ensinamentos. Superficialmente, seus ataques violentos poderiam ter sido apelativos para as pessoas do ambiente greco-romano do primeiro século. Paulo não havia conhecido Jesus durante a vida terrena de Cristo, o que ele mesmo admitia. Assim, quer gostasse ou não, ele não podia ser visto da mesma forma que, por exemplo, Pedro.

Além disso, os judaizantes, adversários de Paulo, falavam em defesa da tradição. Respeito pela tradição era uma coisa sobre a qual judeus, romanos e gregos, concordavam. Ao contrário da recente crença que progredia, as pessoas daquela época acreditavam que a era dourada (literal) tinha sido no passado e que as coisas desde então estavam entrando em decadência. Dessa forma, coisas que podiam alegar como tendo sido herdadas de um passado remoto eram superiores às coisas que haviam surgido recentemente. Muitos gregos e romanos desprezavam a tradição judaica, considerando-a estranha, desagradável ou contrária ao bom senso. Mas muitos também entre eles a consideravam com uma espécie de reverência, como uma revelação de uma época em que seus próprios antepassados tinham acabado de sair do barbarismo. Alguns deles até acreditavam nos judeus helenísticos, como Filo de Alexandria, que afirmava (entre outras coisas) que Platão obteve todas as suas ideias de Moisés. Em resumo, a inovação não era valorizada. E Paulo era visto, com ou sem razão, como um inovador.

A resposta de Paulo? Seus adversários estavam absolutamente certos. Ele não havia recebido suas doutrinas por meio de contato pessoal com o Jesus histórico durante Seu ministério terrestre. Ele as tinha recebido do Jesus celestial, ressuscitado, que agora habitava à direita do Pai no Céu. Evidentemente, essa revelação era tão autêntica e poderosa que, mesmo os que haviam andado com Jesus durante Seu ministério terrestre eram obrigados a reconhecê-la e, de fato, “glorificavam a Deus” por causa dela (v. 24).

Quanto ao conhecimento das tradições judaicas de interpretação das Escrituras e prática religiosa, Paulo estava habilitado, mesmo acima de seus críticos. E esse conhecimento lhe havia trazido pouco proveito! A tradição o havia colocado no caminho errado, que o levava à perseguição dos próprios cristãos judeus, que agora alegavam que ele não estava suficientemente enraizado no judaísmo. Na verdade, para se tornar o apóstolo que era, ele teve que abandonar grande parte da ostentação que lhe teria dado mais credibilidade aos olhos de seus acusadores.

Pense nisto: Em seu ministério Paulo não podia depender de muitas das coisas que outros poderiam usar para lhes garantir o próprio valor e autossuficiência. Sobre que você baseia a certeza de seu chamado e da presença da graça de Deus em sua vida?

Aplicação
Só para o professor: Use as seguintes perguntas para desafiar os alunos a basear a vida na autoridade do mesmo Jesus Cristo do qual Paulo dependia para sua autoridade para ensinar e pregar.

Perguntas para reflexão
1. Os adversários de Paulo fundamentavam seus ensinamentos no que era, essencialmente, um apelo à tradição. Qual é o lugar da tradição na vida da igreja e na vida espiritual de uma pessoa?
2. No começo, provavelmente tivesse sido difícil para as “colunas” da Igreja em Jerusalém aceitarem o apostolado de Paulo. Mas somos informados de que, finalmente, eles louvaram a Deus por isso. E mesmo os acusadores de Paulo na Galácia não atacaram frontalmente as afirmações de Paulo. Embora, aparentemente, os adversários de Paulo poudessem facilmente dizer que ele estava imaginando coisas, o que mostrou claramente a autenticidade do seu ministério?

Perguntas de aplicação
1. Como nossa vida pode provar aos céticos a realidade de Deus?
2. Paulo falou sobre um evangelho verdadeiro e “outros evangelhos” falsos. Às vezes, a diferença é muito sutil. Como podemos saber que somos guiados pelo verdadeiro evangelho, mesmo quando os falsos evangelhos parecem razoáveis?

Criatividade
Só para o professor: A carta de Paulo aos gálatas vai ao cerne da razão pela qual cremos naquilo que cremos, que é uma questão de autoridade. Ressalte que na vida cristã só existe uma autoridade final, e essa é Jesus Cristo e o Evangelho que Ele viveu e pregou. Somos atraídos para ele por causa da maneira como se manifesta em nossa vida e experiência, assim como as alegações que Paulo fazia a respeito de sua autoridade se demonstravam em seu ministério eficaz e em sua vida radicalmente transformada. A atividade a seguir desafiará seus alunos a avaliar as autoridades que eles aceitam e a tornar Deus e Sua Palavra os primeiros na vida deles.

Pergunte aos seus alunos como eles sabem o que sabem. Por que eles acreditam na existência da Antártida, por exemplo? Quantos foram lá? Talvez eles conheçam alguém que foi lá, mas como eles sabem que essa pessoa é confiável? Depois que os alunos acumularem evidências da credibilidade das autoridades que eles aceitam, compare essas autoridades com as Escrituras.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/aux242011.html


Lição 2 – A autoridade de Paulo e o evangelho

 Pr. Matheus Cardoso

Editor-assistente dos livros do Espírito de Profecia
na Casa Publicadora Brasileira

O apóstolo Pedro já dizia que as cartas de Paulo “contêm algumas coisas difíceis de entender” (2Pe 3:16).1 Ele poderia ter acrescentado que Gálatas contém muitas coisas difíceis de entender. Veja uma amostra de declarações intrigantes dessa carta:

“A lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé. Agora, porém, tendo chegado a fé, já não estamos mais sob o controle do tutor” (Gl 3:24, 25).

“Quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho, […] a fim de redimir os que estavam sob a lei” (4:4, 5).

“Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós tenha eu trabalhado em vão para convosco” (v. 10, 11, ARA).

“Estas mulheres representam duas alianças. Uma aliança procede do monte Sinai e gera filhos para a escravidão” (v. 24).

“Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão” (5:1).

Alguns poderiam dizer que a “lei” mencionada nesses textos é apenas a lei cerimonial. Isso aparentemente resolveria todos os problemas, e poderíamos encerrar nosso estudo por aqui.

Mas existem várias razões para rejeitar essa ideia. Uma delas é que Ellen G. White discordava dessa interpretação. Ela escreveu:

“Perguntam-me acerca da lei em Gálatas. Que lei é o aio [ou tutor] que nos leva a Cristo? Respondo: Tanto o código cerimonial como o moral, dos Dez Mandamentos.” 2

Talvez Gálatas 3:24 e 25 (veja acima) seja o texto mais forte de toda a carta. Comentando especificamente sobre ele, Ellen G. White diz: “Nessa passagem, o Espírito Santo, pelo apóstolo, Se refere especialmente à lei moral.” 3

Como, então, entender esses textos?

Em breve, você será capaz de explicar esses textos de Gálatas (e todos os demais). No fim deste trimestre, você estará mais convicto do que nunca quanto à importância e permanência da lei de Deus. Em vez de rebaixar a lei, Paulo a exaltou como poucos. Não foi por acaso que Gálatas levou muitos adventistas na década de 1890 a ter maior convicção de sua mensagem e a proclamá-la mais intensamente.

Paulo, o escritor de cartas
Uma frase da lição pode parecer estranha para algumas pessoas e, portanto, merece ser esclarecida: “Embora algumas das cartas de Paulo tenham sido perdidas, pelo menos treze livros no Novo Testamento levam seu nome” (Lição de Adultos, domingo). O que aconteceu com as outras cartas? Paulo escreveu, por exemplo, uma carta aos cristãos de Laodiceia (Cl 4:16) e duas aos coríntios, além das que estão na Bíblia (1Co 5:9-11; 2Co 2:3-9; 7:8, 12).

Além dessas, deve ter havido outras cartas, não mencionadas no Novo Testamento. Não sabemos qual era o conteúdo dessas cartas, mas Deus não julgou necessário que esses outros escritos entrassem para a Bíblia. Em Sua sabedoria, Deus viu que os livros que estão na Bíblia são suficientes para revelar Sua vontade e o caminho da salvação.

Abertura da carta
Quase sempre, o apóstolo começava suas cartas com estas palavras: “Paulo, apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus, à igreja de (cidade): A vocês, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.” Escrever uma saudação breve e simples era o costume seguido nas cartas da época. Na introdução dessas cartas, Paulo não apresenta nenhum conteúdo teológico elaborado.

Mas a introdução de Gálatas (Gl 1:1-7) não segue esse padrão. As igrejas da Galácia tinham sérias dificuldades para compreender o evangelho. Por isso, já na introdução da carta a essas igrejas, Paulo explicou o profundo significado do evangelho. A impressão que temos é de que Paulo estava tão ansioso para tratar de um assunto fundamental que precisava apresentá-lo e enfatizá-lo desde o início.
Na introdução de Gálatas, Paulo apresenta assuntos importantes que são desenvolvidos na carta:

1. Paulo se tornou apóstolo porque foi escolhido por Deus, e não por algum ser humano (v. 1).

2. O evangelho não era apenas uma compreensão de Paulo, mas de “todos os irmãos” (v. 2).

3. A salvação se tornou uma realidade através da morte e ressurreição de Cristo, que nos liberta “desta presente era perversa” (v. 1, 4).

4. Deus é nosso Pai, e, portanto, somos Seus filhos (v. 2-4).

5. O evangelho pregado por Paulo glorifica a Deus (v. 5).

Paulo: intolerante? 
Em questões secundárias, Paulo podia aceitar a existência de opiniões diferentes na igreja (cf. Rm 14; 1Co 8). Mas quando se tratava do centro da pregação apostólica – o evangelho –, ele não podia tolerar desunião. Como vimos na lição desta semana, algumas pessoas estavam ensinando um falso evangelho nas igrejas da Galácia. No entanto, de acordo com Paulo, existe apenas um evangelho (Gl 1:7). Esse é o mesmo evangelho pregado a Abraão (Gl 3:8) e aos israelitas (Hb 4:2) – é o “evangelho eterno” (Ap 14:6).

De todas as cartas de Paulo, a que escreveu aos gálatas é uma das que contêm palavras mais fortes (Gl 1:6-9). Seria possível que Paulo estivesse sendo intolerante e rude? De acordo com o ensino bíblico, às vezes é necessário dar advertências firmes contra o erro; no entanto, mesmo nesses casos, tudo deve ser feito com amor sincero e profundo interesse pela pessoa.

Jesus é o maior exemplo desse fato. Ele “nunca suprimiu uma palavra da verdade, mas sempre a proferiu com amor. […] Denunciava sem temor a hipocrisia, a incredulidade e a iniquidade, mas tinha lágrimas na voz quando emitia Suas esmagadoras repreensões”.4 Paula agia da mesma forma (Fp 3:18; 2Co 2:4). E esse foi também o caso ao escrever aos gálatas (Gl 4:19, 20). Em vez de expressar intolerância, Paulo demonstrava amor e preocupação por seus filhos na fé.

Paulo e as tradições 
Antes de seu encontro com Jesus, Paulo se considerava “extremamente zeloso das tradições dos [seus] antepassados” (Gl 1:14). Isso incluía não apenas as “tradições orais dos fariseus”, mas o “próprio Antigo Testamento” (Lição de Adultos, sexta-feira). Em vez de ter em si mesma um sentido negativo ou positivo, “tradição” é simplesmente algo que foi transmitido e que recebemos. Apenas depois de verificarmos o conteúdo de uma tradição é que podemos determinar se ela é “boa” ou “ruim”.

Muitas pessoas mantêm um estereótipo quanto aos fariseus e suas tradições. A verdade é que esse grupo era muito diversificado. Jesus criticou os ensinos dos fariseus que contradiziam o Antigo Testamento (Mt 15:3-6), mas aprovou muitos outros ensinos desse grupo (Mt 23:3; 5:19, 20). Com isso, Jesus mostrou claramente que devemos rejeitar as tradições antibíblicas e aceitar as tradições que estão em harmonia com a Bíblia.

A atitude de Cristo foi seguida também por Paulo. Até o fim de sua vida, o apóstolo manteve as tradições judaicas que estavam em harmonia com o Antigo Testamento (At 25:8; 28:17). Ele não falava contra toda e qualquer tradição, mas contra as “tradições humanas”, compostas por “filosofias vãs e enganosas” (Cl 2:8).

Muitas vezes Paulo teve que enfrentar tradições antibíblicas que ameaçavam penetrar nas igrejas. Nesses casos, sua orientação era que os cristãos deviam se manter fiéis às “tradições” cristãs (1Co 11:2; 2Ts 2:15; cf. 2Ts 3:6). Esse era exatamente o problema que ocorria nas igrejas da Galácia. Em vez de permanecerem fiéis ao evangelho transmitido por Paulo, a verdadeira tradição cristã, algumas pessoas estavam dando ouvidos a tradições antibíblicas (Gl 1:8, 9).

A origem do evangelho de Paulo
A argumentação de Paulo em Gálatas 1:11-24 pode parecer longa e complexa, mas, em realidade, é fácil de ser compreendida. Com base na defesa do apóstolo, podemos concluir que as acusações lançadas contra ele eram as seguintes: (1) tudo o que Paulo sabia sobre o evangelho, ele aprendeu com outros líderes da igreja e (2) ele distorceu o que lhe foi ensinado. Em Gálatas 1:11-24, o apóstolo responde à primeira acusação. No capítulo 2:1-10 (que estudaremos na próxima semana), ele responde à segunda acusação.

A ideia básica de Gálatas 1:11-24 é a seguinte: “O evangelho por mim anunciado não é de origem humana. Não o recebi de pessoa alguma nem me foi ele ensinado” (Gl 1:11, 12). Para defender essa ideia, Paulo argumenta que:

1. Não havia razão para que ele abandonasse o judaísmo tradicional e aceitasse Jesus (v. 13, 14). Ele não tinha a menor dúvida sobre suas crenças e comportamento (v. 14). Além disso, combatia o cristianismo com todas as forças (v. 13).

2. Portanto, a única explicação lógica para a mudança tão radical seria uma intervenção divina (v. 15, 16). Apenas Deus poderia convencê-lo a aceitar ideias tão diferentes e amar o que antes odiava.

3. Depois de sua conversão, Paulo teve um contato muito limitado com os apóstolos (v. 18-24). Isso mostra que ele não teve tempo de aprender com eles o significado do evangelho. Foi três anos depois de sua conversão que ele se encontrou com Pedro e Tiago e, mesmo assim, por apenas 15 dias (v. 18, 19). Além disso, as igrejas da Judeia, onde os apóstolos trabalhavam, nem sequer o conheciam (v. 21-24). Não havia a menor possibilidade de que Paulo tivesse “copiado” dos apóstolos o evangelho, para depois distorcê-lo (Gl 2:1-10). A única explicação é que o próprio Cristo lhe revelou o evangelho (v. 12).

Aplicações práticas
1. O chamado divino – Durante esta semana, estudamos sobre o chamado de Paulo para se tornar apóstolo. Quando falamos em “chamado”, a maioria dos cristãos logo pensa na vocação pastoral. Mas a Bíblia apresenta uma visão muito mais abrangente do assunto. Assim como Deus “chamou [Paulo] por Sua graça” (Gl 1:15), Ele também nos “chamou pela graça de Cristo” (v. 6). Não apenas os pastores, mas todos os cristãos são chamados por Deus (Rm 8:28, 30; 1Co 1:9; Ef 4:1, 4; 1Ts 2:12; 2Tm 1:9; Hb 9:15; 1Pe 2:9; 2Pe 1:10).

Embora proclamar o evangelho seja dever e privilégio de todos os cristãos, o chamado divino não se limita a isso. Ellen G. White escreveu: “Porque não são ligados diretamente a algum trabalho religioso, muitos imaginam que sua vida é inútil; que nada estão fazendo para promover o reino de Deus. Porém, isso é um erro. […] Embora modesto, qualquer trabalho feito para Deus com completa abnegação é tão aceitável a Ele quanto o serviço mais elevado. […]

“Se você é mãe, eduque seus filhos para Cristo. Esse trabalho é tão verdadeiramente para Deus como é o do pastor no púlpito. […] Se seu trabalho é cultivar a terra ou ocupar-se em qualquer outro serviço ou negócio, torne esse dever um sucesso. […] Represente Cristo em toda a sua atividade. Faça como Ele o faria em seu lugar.”5 “Deus nos chamou para servi-Lo nas tarefas seculares da vida. Dedicação a isso é tanto parte da religião verdadeira como a devoção.”6 O chamado divino é tão amplo que envolve todas as áreas da vida (cf. 1Co 10:31).

2. A centralidade do evangelho na igreja – “A mensagem do terceiro anjo exige a apresentação do sábado do quarto mandamento, e essa verdade deve ser apresentada ao mundo; mas o grande centro de atração, Jesus Cristo, não deve ser deixado fora da mensagem do terceiro anjo.”7 “De todos os professos cristãos, os adventistas do sétimo dia devem ser os primeiros a exaltar Cristo perante o mundo.”8

“A clareza e a verdade do evangelho podem ser facilmente perdidas de vista. Tantas outras coisas podem ocupar nossa mente, coração e vida que podemos nos esquecer do evangelho, imaginando que tudo o que temos não nos afasta dele. Em nossas igrejas, podemos começar a nos concentrar tanto no que significa ser bons pais, ter um bom casamento, estabelecer relacionamentos significativos e impactar o mundo (todas coisas boas!), que nos desviamos calma e imperceptivelmente do evangelho da livre graça.”9

3. Enfrentando falsas doutrinas – “Deus despertará Seu povo; se outros meios falharem, surgirão entre nós heresias, as quais irão nos peneirar, separando a palha do trigo. […] Nossa fé deve estar firmemente estabelecida sobre a Palavra de Deus, de maneira que, quando o tempo de prova chegar, e formos levados perante os concílios para responder por nossa fé, sejamos capazes de dar uma razão para a esperança que há em nós, com mansidão e temor. […]

“É importante que, ao defender as doutrinas que consideramos artigos fundamentais da fé, nunca nos permitamos usar argumentos que não sejam totalmente corretos. [Argumentos incorretos] podem fazer calar um adversário, mas não honram a verdade. Devemos apresentar argumentos legítimos, que não somente façam silenciar os oponentes, mas que suportem a mais profunda e perscrutadora investigação.”10

4. Agradando a Deus – “Paulo nos adverte nesse texto [Gl 1:10] a respeito do perigo de tentar agradar as pessoas em vez de agradar a Deus. Que escravidão vivemos quando esperamos pela opinião positiva de outros! […] Temer seres humanos pode ser fatal. A razão pela qual muitos não creram em Jesus foi o fato de que ansiavam a glória e louvor das pessoas mais do que a aprovação de Deus [Jo 5:43, 44; 9:22; 12:42, 43…].

“Talvez nosso temor seja contar a algum colega de trabalho o que significa ser cristão. Ou talvez seja compartilhar nossas lutas e dificuldades com outros cristãos porque poderão pensar mal de nós.  […] O que nos livra desse temor? A promessa de que Deus nos dará tudo o que precisamos e não recusa nenhum bem àqueles que O temem (Sl 34:9; 84:11).”11

1. Os textos bíblicos são extraídos da Nova Versão Internacional, salvo outra indicação.

2. Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 233.

3. Ibid., p. 234.

4. Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 353.

5. Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 343.

6. Ibid., p. 359, 360.

7. Ellen G. White, Evangelismo, p. 184.

8. Idem, Obreiros Evangélicos, p. 156.

9. Thomas R. Schreiner, Galatians, Exegetical Commentary on the New Testament, v. 9 (Grand Rapids, MI: Zondervan, 2010), p. 90.

10. Ellen G. White, Testemunhos Seletos, v. 2, p. 311-313.

11. Schreiner, Galatians, p. 91.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/com242011.html


COMENTÁRIOS SIKBERTO MARKS

Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Quarto Trimestre de 2011

Tema geral do trimestre: O Evangelho em Gálatas

Estudo nº 02 – A autoridade de Paulo e o evangelho

Semana de  1º a 08 de outubro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristovoltara.com.br marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de DEUS? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de CRISTO (Gal. 1:10).

Introdução de sábado à tarde

A plenitude dos tempos está conosco. Formam-se condições interessantes aos princípios da pregação do evangelho, enquanto que, ao mesmo tempo, também crescem condições contrárias. Há um conflito global se armando. É o caso da crescente promoção, mundo afora, de sentimentos contrários ao bulling, à homofobia, à xenofobia, ao racismo, a diferentes nacionalidades, a pessoas de outras religiões e de outras nacionalidades e culturas, ou costumes, e assim por diante. O mundo vem sendo preparado para mensagens de paz e de respeito ao próximo, ao mesmo tempo que, por outro lado, vem sendo preparado para se tornar cada vez mais violento. Isso vem do próprio mundo! Cristãos não devem discriminar, e não importa o motivo. Cristãos devem ensinar a mensagem de paz de CRISTO. Todos são iguais perante DEUS. E cada um toma a sua decisão particular, colhendo seus resultados. O cristão deve servir a DEUS buscando as pessoas em suas situações particulares para levá-las a um plano superior, aquele que o Salvador oferece.

“Deve-lhes ser ensinado que o evangelho de Cristo não tolera nenhum espírito de discriminação, que ele não dá lugar a juízos descorteses de outros, o que tende diretamente à exaltação própria. A religião de Cristo nunca degrada o que a recebe, nem o torna vulgar e rude; nem o torna maldoso, em pensar ou sentir, para com aqueles por quem Cristo morreu. …

“Alguns se acham em perigo de fazer do exterior o todo-importante, de pôr excessiva estima no valor de meras convenções. …

“Tudo quanto incite a crítica menos generosa, a disposição para notar e expor todo defeito ou erro, é mau. Isso fomenta desconfiança e suspeita, as quais são contrárias ao caráter de Cristo, e prejudiciais ao espírito que nelas se exercita. Os que se empenham nessa obra, apartam-se gradualmente do espírito do cristianismo.

“A educação essencial, perdurável, é a que desenvolve as mais nobres qualidades, que anima o espírito de geral benevolência, levando a mocidade a não pensar mal de ninguém, para que não ajuízem mal dos motivos, nem interpretem falsamente as palavras e ações. O tempo empregado nessa espécie de instrução produzirá frutos para a vida eterna” (Obreiros Evangélicos, 332-334).

  1. Primeiro dia: Paulo, o escritor de cartas

Os escritos de Paulo não são fáceis de ler. Há duas características principais neles: abordagem profunda e estilo dialogado. Às vezes são textos um tanto truncados, ou seja, como se estivesse querendo convencer sobre algo que ninguém concorda. É para ser lido devagar, indo e voltando nos trechos mais complexos. E uma coisa é certa: tem-se muito a aprender com esses escritos, principalmente em razão de sua profundidade e por serem bem focados em assuntos que precisavam ser resolvidos. Paulo foi daquele tipo que percebia os problemas e não ficava sem abordá-los. Ele mesmo estava num problema fatal antes de cair do cavalo, e talvez por isso, não queria que outros deixassem de ter oportunidades de se flagrarem das situações fatais.

Bem que Pedro escreveu (2 Ped. 3:15 e 16) que Paulo escrevia segundo a sabedoria que recebera, e que havia trechos de difícil compreensão, mas que esses trechos, os “ignorantes e instáveis” deturpavam para interpretações maldosas. Aqui Pedro não se refere aos ignorantes por falta de estudo, e sim, àqueles que não queriam aceitar a verdade quando ela exigisse mudança na vida deles. E os escritos de Paulo, de fato, ainda hoje são muito deturpados. Por exemplo: “Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para, por todos os meios, chegar a salvar alguns” (I Cor. 9:22). Já vi um debate na televisão, de certos pastores de igrejas populares (no conceito de Ellen G. White, que usa essa expressão), que baseados nesse versículo, justificavam todo e qualquer tipo de ações, mesmo altamente reprováveis, afim de alcançar pessoas para CRISTO. E parece que não percebiam que assim eles mesmos estavam dando mau exemplo de cristão. Por isso, veja só um trecho que Ellen White escreveu, sobre os escritos de Paulo. É uma daquelas pérolas, que devemos considerar muito bem:

“Os escritos de Paulo mostram que o ministro do evangelho deve ser um exemplo das verdades que ensina, “não dando… escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado”. De sua própria obra deixou-nos um quadro em sua carta aos crentes coríntios: “Tornando-nos recomendáveis em tudo; na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias, nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns, na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, à direita e à esquerda, por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama; como enganadores, e sendo verdadeiros; como desconhecidos, mas sendo bem conhecidos; como morrendo, e eis que vivemos; como castigados, e não mortos; como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos.” II Cor. 6:3 e 4-10”(Atos dos Apóstolos, 369).

Em nossos dias, Paulo merece ser lido pelo povo que deseja ser salvo. Ele era um especialista em detectar problemas na igreja, e não se calava. Inclusive, fica a sugestão aos teologandos, que alguns façam seus trabalhos de conclusão de curso (TCC) baseados nesses escritos, confrontando-os com nossa prática de vida cristã. Poderia ser enriquecedor para a igreja, e serviria de preparo para o Alto Clamor.

  1. Segunda: O chamado de Paulo

Paulo foi um pregador com enorme capacidade de argumentação. Ele podia desfazer as idéias erradas dos outros, e com fundamentação bíblica. Era inteligente, culto e bom de oratória. Portanto, era bem difícil para os seus opositores contraporem. O seu poder em debater e vencer os debates era parecido ao de JESUS. Aliás, ele possuía o poder de JESUS; o havia recebido.

Há pelo menos dois tipos importantes de oposição: a daqueles que vem de fora da igreja e a dos que estão dentro da igreja. Paulo, quando era Saulo, era um do segundo tipo. Desse tipo, há também duas possibilidades: os sinceramente errados e os maldosos. Os primeiros não sabem que estão errados, e quando percebem seu erro, em muitos casos, acertam a situação, mas quando há orgulho, nem sempre querem corrigir-se. Foi o que aconteceu com Lúcifer. A uma certa altura de seu movimento contra DEUS ele percebeu que era loucura, mas não conseguiu mais retornar, pois já se tornara escravo do orgulho.

Os da segunda possibilidade sabem que labutam em erro, mas apreciam essa posição porque visam vantagens terrenas imediatas, e pouco se importam com o seu futuro e com as promessas de DEUS. Esses são os mais selvagens, espiritualmente falando. Hoje existem dessa classe na igreja, muitos em cargos oficiais, fazendo o seu trabalho para satanás, não para DEUS. Sejamos realistas: isso é uma profecia, mas ai daqueles que se enquadram nessa classe de pessoas.

Não podendo contra-argumentar com Paulo, perdendo sempre, assim como não podia argumentar contra JESUS, elaboraram outra estratégia. Diziam que Paulo pregava um evangelho estranho que não possuía a autoridade dos pregadores originais. Que Paulo não seria um apóstolo, portanto, seus ensinamentos não mereciam crédito. Assim procuravam desacreditar o que ele ensinava.

Mas essa estratégia era frágil, pois os demais apóstolos, que eram doze, também ensinavam como Paulo, havia coerência entre eles, falavam a mesma linguagem, embora não com tanto poder. De qualquer modo, Paulo escreveu aos gálatas que ele também foi escolhido diretamente por JESUS, isso aconteceu naquele dia em que foi derrubado ao chão. De fato, ali ocorreu o chamado de Paulo. E as suas pregações eram fiéis às de JESUS CRISTO, que esse pessoal que passou a perseguir Paulo já havia perseguido anteriormente. Portanto, a rigor, estava tudo coerente, pois, os perseguidores eram os mesmos e os perseguidos faziam parte de um mesmo grupo. Assim, qualquer pessoa honesta nos pensamentos podia compreender que essa oposição interna, na verdade, era maldosa.

Em nossos dias também cresce uma oposição interna. A principal é contra a profetisa do Senhor, Ellen G. White. Há pelo menos dois tipos de opositores. Aqueles que não aceitam abertamente partes de seus escritos, e agem em desacordo com eles, e aqueles que dizem aceitar a profetiza, mas na prática, agem em desacordo com suas orientações. Isso pode ser visto com relação à santificação do sábado, à Trindade, ao estilo de vida incluindo a saúde, à educação na família, à música na igreja, ao estilo de liderança e gestão das coisas da igreja, e em relação a muitos outros assuntos. Aliás, você conhece algum profeta que não tenha sofrido oposição interna? JESUS era profeta, e foi o mais perseguido por aqueles que Ele havia formado como Seu povo. Ai de JESUS se viesse hoje à Terra, como da primeira vez. Sejamos sinceros, na medidaem que Elecomeçasse a falar de um modo que não se pudesse contra-argumentar, requerendo mudança na vida das pessoas, quantos de nós permaneceríamos ao Seu lado, no dia de Seu julgamento?

Essa é uma boa pergunta. Podemos reformular essa pergunta: quantos de nós, hoje, estamos dispostos a mudar nossa vida e colocá-la em coerência com os ensinamentos da Bíblia e do Espírito de Profecia? Da resposta que dermos, e do que fizermos na nossa vida prática, vai depender o nosso futuro.

  1. Terça: O evangelho de Paulo

“Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho que, na realidade, não é o evangelho. O que ocorre é que algumas pessoas os estão perturbando, querendo perverter o evangelho de Cristo. Mas ainda que nós ou um anjo dos céus pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado!” (Gálatas 1:6-8).

A igreja dos gálatas, fundada por Paulo, era nova. Vieram a esta igreja, falsos mestres, ensinando outro evangelho. Verdadeiro evangelho, só existe um, portanto, esse outro evangelho era falso. É impossível existirem duas verdades uma diferente da outra. E os gálatas passaram facilmente para outro ensinamento. Desprezaram o que Paulo lhes havia ensinado, e se apegaram a outro mestre. Estava havendo apostasia entre essa comunidade de cristãos.

Que outro evangelho era esse? Vamos resumir, em itens:

ð  Salvação pela lei, não pela graça;

ð  Exigência da circuncisão, que fora abolida junto com o cerimonialismo, quando JESUS foi crucificado;

ð  Exigência da prática dos cerimoniais em lugar da aceitação do sacrifício de CRISTO;

ð  Observação dos dias cerimoniais;

ð  Validade das obras em lugar do fruto do ESPÍRITO SANTO;

Esse outro evangelho era ensinado pelos chamados ‘judaizantes’, ou seja, aqueles que insistiam na manutenção do ritual do santuário. Muitos desses eram de fato cristãos, mas ainda apegados aos rituais que já foram abolidos na cruz.

Paulo foi enfático contra esse falso evangelho. Atente para o que ele escreveu: “Mas, ainda que nós (ele ou os verdadeiros apóstolos) ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (v. 8, grifos acrescentados). Anátema é uma solene maldição com exclusão da igreja, atualmente não mais em prática, que antigamente se aplicava a pessoas que tivessem feito algo bem grave e que tinham levado a pessoas abandonarem a fé, portanto, a perderem a possibilidade da vida eterna.

Atualmente rondam a igreja mais de um evangelho estranho. Não os listaremos aqui, mas são dezenas. Estamos no final da história, o conflito se acirra. E os membros da igreja verdadeira bem como os membros de outras igrejas que estão buscando o conhecimento bíblico são os alvos preferidos de falsos evangelhos. Os principais objetivos deles são: criar confusão, enfraquecer na fé, provocar apostasia, enfraquecer a igreja, sobrecarregar os líderes, e assim por diante. Assim como Paulo orienta os gálatas, também nós devemos vigiar para não aderir a certas idéias contrárias às doutrinas da igreja e aos ensinamentos de CRISTO. O mais seguro é permanecer fiel às doutrinas da igreja. Os dirigentes da igreja podem errar, são humanos, mas das doutrinas DEUS cuida de perto. E quanto mais para o final, Ele também assumirá as rédeas em suas próprias mãos, e conduzirá essa igreja à vitória. É altamente arriscado combater a igreja, ou sair dela, pois CRISTO jamais declarou que se tornasse noivo de alguma outra.

  1. Quarta: Nenhum outro evangelho

Vamos aqui apresentar a receita de como se inventa um outro evangelho, falso, para que as pessoas caiam na novidade, sejam enganadas e percam a vida eterna. A receita não é para que seja praticada, evidente, mas para que os leitores estejam precavidos. É bem mais fácil enganar do que ensinar a verdade, porque somos pecadores, portanto, temos preferência por algo que esteja errado. Todos os falsos mestres sabem disso, conhecimento importante para enganar os outros em assuntos de fé, e em qualquer assunto. Outro ponto importante que os enganadores sabem é que o povo em geral não busca o conhecimento por si mesmo, e não confere o que lhe é ensinado. Aceita o que é dito, e se for dito com certa teatralidade, ou solenidade, jamais questiona. Portanto, as condições em geral são melhores aos que mentem do que aos que falam a verdade. Esses últimos frequentemente precisam dizer coisas que requerem mudanças na vida, e os enganadores não exigem nada, mas prometem muitas facilidades. É algo como do tipo: compre esse aparelho pois com ele, sem fazer exercício algum, vai se tornar um atleta, corpo bonito e saúde excelente. Isso basta, e milhões de pessoas compram o tal aparelho, que depois se torna num desajeitado dispositivo para depositar outras coisas em cima. O evangelho falso sempre é barato, fácil e não requer mudança nem esforço, mas promete muito.

Mais alguns ingredientes para enganar as pessoas (nunca faça isto). É a mistura de bastante verdade com alguma mentira. Isso sempre é gradativo. Nas primeiras vezes, colocam mais de 90 % de verdade, e só uma dose de algo falso, de modo que, ou não se torne perceptível ou seja a diferença percebida não digna de protesto. Assim fizeram, por exemplo, com o CD das músicas jovens, para a aceitação da barulhenta bateria na igreja, e das letras sensacionalistas que apontam para existencialismo, para o eu, para o aqui e agora. Visa a conquista, primeiro dos jovens e dos pastores, depois de todos os outros membros da igreja, embora muitos deles jamais se renderam ao que Ellen G. White havia tão bem alertado, que aconteceria no final dos tempos. Nos primeiros CDs que mudaram, havia em algumas faixas, um leve toque da bateria e alguns corinhos com letra de mensagem fraca, repetitiva e exigia pouco raciocínio. Com o tempo, isso foi aumentando, e quase imperceptivelmente, passou para um som de rua, barulhento, de péssimo gosto, e tudo ficou como algo oficial da igreja, mas muito bem arquitetado por satanás para derrubar a juventude, e a igreja toda. Atualmente, temos conjuntos que usam brincos, alargadores de orelhas, se vestem de modo banal, cantam letras banais e repetitivas, em um som altíssimo, dançam e fazem espetáculos a si mesmos, com milhares de fãs. E são exaltados oficialmente por meio de nossa mídia. Mas estava tudo previsto profeticamente, porém, por que eu e você precisamos cumprir essa profecia? Cumpra-a quem, focando em si mesmo, quiser se perder para a vida eterna.

Aqui fica a estratégia de como introduzir um falso evangelho, mesmo que previsto profeticamente, e enganar a quase todas as pessoas. Vai-se misturando grande proporção de verdade com um pouco de falsidade. Essa falsidade, pelo menos no início, tem que ser algo que caia ao gosto da maioria das pessoas, ou da classe que se deseja atingir. Aos poucos vão se acostumando com erros, e vão desejando mais, o que é concedido. E assim o ministério falso vai conquistando adeptos até que se tornem maioria.

Há mais um importante ingrediente para introduzir falsidades na igreja atualmente. É introduzir coisas que atraiam multidões. Nada de ESPÍRITO SANTO, mas daquilo que o mundo gosta. Já que deu certo a gradativa introdução de falsidades, num certo momento chega a hora de trazer do mundo, atrativos típicos de fora, para dentro da igreja, lotando-as de pessoas sedentas de mundanismo, mas pouco interessadas na salvação. Com fortes provocações de sensações físicas, de emoções intensas, aqueles que tem pouco embasamento bíblico ficam extasiados, pensando estarem sob a ação do ESPÍRITO SANTO. Aí está feito o sucesso. E as pessoas caem direitinho, pois confundem facilmente êxtase emocional com o poder do ESPÍRITO SANTO.

Estejamos atentos, pois nesses dias finais, os falsos evangelhos estão minando a igreja. Muitos são de irmãos e pastores dissidentes, mas outros assumem uma aparência de oficialidade. E aí, quem vai ficar em pé? Só aqueles que conferirem por si mesmos, na Bíblia e nos escritos do Espírito de Profecia, para saber distinguir o falso do verdadeiro. Paulo tem muito a nos ensinar.

  1. Quinta: A origem do evangelho de Paulo

Como estamos estudando, Paulo foi fortemente acusado de introduzir, digamos, heresia entre os cristãos. Quem o acusava eram alguns judeus, que não aceitavam a abolição dos rituais do santuário. Eles, segundo a maioria dos exegetas, eram judeus cristãos, que aceitavam CRISTO, mas que não admitiam a não exigência das tradições ritualísticas. A acusação, como já havíamos visto, em resumo, era de que Paulo não exigia tanto dos gentios quanto era requerido dos judeus. Em específico, não se exigia dos gentios a circuncisão, além de outras coisas abolidas. Era para muitos descendentes de Jacó difícil aceitar que algo milenar não tinha mais valor. Digamos assim, era cristãos judeus ortodoxos, ou de uma linha de direita, ou, conservadores em coisas que não se deveriam conservar mais. Na realidade, depois da morte de CRISTO ninguém mais necessitava ser circuncidado. Esse foi um dos rituais abolidos.

Esses acusadores estavam defendendo o antigo judaísmo, e eram contra a pregação a gentios praticada na nova igreja de CRISTO, recém instituída. Eles se haviam apegado tanto àqueles rituais que não conseguiam imaginar a fé sem esses rituais, que se tornaram um fimem si. Ofoco desses rituais sempre foi a primeira vinda de JESUS e a necessidade de preparo para recebê-Lo. Mas na medida em que na mente daquelas pessoas os ritos não mais apontavam para JESUS, e sim, eram realizados como uma mera rotina muito embora com forte zelo, se tornaram parecidos como um ídolo. Não conseguiam admitir ficar sem esses rituais, com os quais se acostumaram por mais de mil anos. Desde Abraão recebera a ordem da circuncisão e outros desde o monte Sinai.

Mas contra Paulo a motivação de acusá-lo tinha um ingrediente a mais. Paulo vinha convertendo muitos gentios. Não só ele, mas era o mais expressivo. Portanto, esses opositores voltaram seus esforços mais intensamente contra esse homem. Buscaram difundir que Paulo não era autorizado a pregar, que a sua pregação era meramente uma iniciativa humana. Seria algo parecido como hoje acusar um bom médico de clinicar mas não ter diploma, embora tenha. Ou de dizer que um pastor está batizando mas ainda não foi ordenado. Repetindo, Paulo argumentou que recebera autorização para pregar de JESUS, ao ser derrubado ao chão. Ele estava dizendo que JESUS não aprovava os motivos de suas ações anteriores, portanto, também não aprovava o que eles, os seus acusadores estavam fazendo. Mas, como foi o próprio JESUS que fora ao seu encontro, e isto foi testemunhado por várias pessoas, o seu chamado não veio de algum ser humano, mas do próprio Mestre. Esse argumento era impossível contrapor. Contudo a oposição continuava, mesmo assim.

Na verdade, satanás precisava eliminá-lo, isto é, matá-lo, pois era o principal evangelista. E essas pessoas, zelosas no erro, se prestavam para essa finalidade, uma vez que se tornaram fanáticos por um ritual. Então passaram a acusá-lo, de que ele pregava sem a autoridade de CRISTO, ou sem a autoridade dos antigos profetas. Note bem, quem estava fazendo essa acusação eram cristãos, mas que mantinham as antigas tradições, essas que foram anuladas.

Em nossos dias a situação no mundo, não dentro da igreja, mas lá fora, é exatamente o contrário. Hoje se diz que os Dez Mandamentos foram anulados. E especificamente, a Igreja Católica, por meio do sacrifício da missa, demonstra que o ritual, que foi abolido, continua vigorando. Resumindo, hoje muitos creem que o abolido vale e o não abolido não está valendo. Tudo invertido, que confusão! Pois é no meio da confusão que satanás consegue adeptos, o seu poder se fundamenta no engano e na mentira.

Precisamos estudar o assunto de hoje com equilíbrio. Por Paulo estar convertendo grande número de pessoas, era acusado de facilitar essas conversões, exigindo pouco, não requerendo dos gentios a circuncisão. Assim ele conseguiria se promover, ganhar fama, ter prestígio, ser reconhecido. Mas no caso de Paulo isso também não fazia sentido, pois o estilo de vida de Paulo era simples, e ele era de costumes humildes. O equilíbrio que se requer é o seguinte: já naqueles dias, e hoje também, de fato, há pregadores que facilitam conversões por conta de sua promoção pessoal. É atingir alvos, ultrapassar alvos, por meio de batismos que não passam de faz de conta, pois as pessoas nem sabem bem pelo que estão optando. O que adianta batizar alguém sábado pela manhã, e essa pessoa, ingenuamente, à tarde, vai ao supermercado fazer compras? Poucas semanas depois, já nem frequente mais a igreja. A facilitação exagerada para batizar, hoje existe, e muito. Sobre isso Ellen G. White se pronunciou da seguinte maneira (essas passagens são daquelas que alguns, que dizem aceitar a profetiza, não consideram válidas na prática):

“É a graça de Cristo que dá vida à alma. Separado de Cristo, o batismo, como qualquer outro serviço, é uma forma sem valor” (Evangelismo, 318).

“Nossos irmãos do ministério falham decididamente quanto a fazerem sua obra segundo a maneira indicada pelo Senhor. Deixam de apresentar todo homem perfeitoem Cristo Jesus. Nãoobtiveram experiência mediante a comunhão pessoal com Deus, ou um verdadeiro conhecimento do que constitua o caráter cristão; assim, são batizados muitos que não se acham aptos para essa sagrada ordenança, mas que se acham enlaçados com o próprio eu e com o mundo. Não viram a Cristo nem O receberam pela fé” (Evangelismo, 319).

“A aquisição de membros que não foram renovados no coração e reformados na vida é uma fonte de fraqueza para a igreja. Este fato é muitas vezes passado por alto. Alguns pastores e igrejas acham-se tão desejosos de assegurar um aumento de membros, que não dão testemunho fiel contra hábitos e costumes não cristãos. Aos que aceitam a verdade não é ensinado que eles não podem, sem perigo, ser mundanos em sua conduta, ao passo que de nome são cristãos. Até então, eram súditos de Satanás; daí em diante, devem ser súditos de Cristo. A vida deve testificar da mudança de dirigente.

“A opinião pública favorece uma profissão de cristianismo. Pouca abnegação ou sacrifício é exigido de uma pessoa para se revestir da forma da piedade e ter o nome registrado na igreja. Daí muitos se unem à igreja sem primeiro se haverem unido a Cristo. Nisto Satanás triunfa. Tais conversos são seus instrumentos mais eficientes. Servem de laço para outras almas. São falsas luzes, atraindo os descuidados à perdição. É em vão que os homens procuram tornar o caminho cristão amplo e aprazível para os mundanos. Deus não suavizou ou fez mais largo o caminho áspero e estreito. Se quisermos entrar na vida, cumpre-nos seguir o mesmo trilho palmilhado por Jesus e os discípulos – o trilho da humildade, da abnegação e do sacrifício. Testimonies, vol. 5, pág.172.”(Evangelismo, 319 e 320).

Paulo foi severamente acusado de algo que ele não fazia. Mas essa acusação se torna bem grave, se ela tem fundamentos. Ou a nossa profetiza não teria escrito sobre esse assunto.

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

Uma excelente citação de Ellen G. White foi selecionada para o estudo de sexta-feira. Vale ler ou reler. Em dois parágrafos está de forma objetiva a explicação sobre a oposição a Paulo. Envolve judeus cristãos, e isso precisamos entender melhor. Quem se opunha a Paulo eram judeus fiéis a CRISTO, mas incomodados com o trabalho em favor dos gentios, bem como com a abolição de ritos do santuário. Detestavam também a popularidade de Paulo.

Como diz a citação, em quase todas as igrejas havia cristãos judeus. Eles eram fiéis membros, em tudo o que se ensinava na nova igreja cristã. O que aprendiam de Paulo, ou dos outros apóstolos, aceitavam e colocavamem prática. Maseles, por serem judeus, eram o alvo predileto dos opositores de Paulo, pois se tornavam mais facilmente convencidos por estes opositores. E muitos deles se tornavam também opositores a Paulo, mas nem todos.

É aqui que nos vem importante alerta a nós. Somos, como aqueles judeus, o atual povo de DEUS. Temos grande responsabilidade, como eles tinham. E, do mesmo modo como eles, somos o alvo mais visado de satanás. E também como eles, muitos de nós irão trair a igreja quando vier o Alto Clamor da chuva serôdia, assim como naqueles tempos aconteceu quando veio a chuva temporã. E, ainda como eles, muitos de nós sairão da igreja, e isto é a sacudidura, e se voltarão contra a poderosa pregação que já se inicia pela conclusão da difusão do evangelho de CRISTO no mundo todo. E, ainda mais, como naqueles tempos, como os gentios afluíam para a igreja, hoje, das outras igrejas muitos sairão e se unirão com os que ficarem na IASD, para se aliarem aos que já estão nela, na conclusão da obra.

Pessoalmente acredito muito no povo judeu que ainda existe, como sendo o primeiro povo escolhido por DEUS, na pessoa de Abraão e sua esposa Sara. Muitos deles se unirão ao segundo povo escolhido por DEUS, o povo da Igreja Adventista do Sétimo Dia, o que de fato já está acontecendo. Virão também membros de todas as igrejas, e se declararão fiéis à Bíblia, que é a Palavra de DEUS, e então a obra será concluída.

escrito entre 31/08 e 06/09/2011 – revisado em 07/09/2011

corrigido por Jair Bezerra

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

FONTE: http://www.cristovoltara.com.br/


COMENTÁRIOS BRUCE CAMERON

O Evangelho em Gálatas – Lição 02 – A Autoridade de Paulo e o Evangelho – (Gálatas 1; Atos 5)

Introdução: Na semana passada aprendemos que Paulo dependeu de sua educação de alta qualidade e de seu passado como autoridade legal para defender-se das acusações que foram levantadas contra ele. Nesta semana veremos que Paulo está mais uma vez se defendendo – e fazendo algumas declarações muito impressionantes. O que este tipo de defesa nos diz? Nos diz que Paulo acredita que foram levantados sérias dúvidas com relação à sua credibilidade. Como você se sente quando alguém ataca a tua credibilidade e a tua autoestima? É difícil, certo? Por que você acha que Paulo está sob tais ataques tão sérios? Vamos mergulhar em nosso estudo do livro de Gálatas e ver se estes ataques são justificados!

I. A Autoridade de Paulo

A. Leia Gálatas 1:1-2. Como o teu líder religioso chegou à direção da tua congregação? (Normalmente, seres humanos (espera-se que sejam guiados pelo Espírito Santo) fazem os arranjos necessários.)

1. O que Paulo fala acerca de seu chamado? (Que ele não veio da parte de homens.)

2. Por que Paulo diz “não da parte de homens nem por meio de pessoa alguma”? O que a expressão “pessoa alguma” acrescenta? (O comentário de Jack Sequeira revela que inimigos do evangelho haviam vindo à igreja da Galácia (uma igreja fundada por Paulo) e dito aos membros que Paulo era “autoeleito”. Ele não tinha autoridade real para os seus ensinamentos. Portanto, com a expressão “pessoa alguma” Paulo está dizendo “eu não elegi a mim mesmo”.)

3. Quem autorizou a mensagem de Paulo? (Ele diz que foram tanto “Jesus Cristo” quanto “Deus Pai”.)

B. Vamos pular à frente e ler Gálatas 1:11-12. Qual é a afirmação que Paulo faz aqui? (Que Jesus o havia ensinado pessoalmente.)

1. Por que deveríamos acreditar em Paulo? Jesus havia retornado ao céu!

a. Se eliminarmos da Bíblia os livros escritos por Paulo, provavelmente teremos uma visão diferente da salvação. Jesus com frequencia se refere a algo que alguma pessoa precisa fazer para ser salva (veja, por exemplo, Mateus 5:17-20; Mateus 25:34-36, Mateus 19:21). Sei que estas declarações que parecem contradizer a graça podem ser explicadas, mas tenho dúvidas se muitos tentariam a explicação sem os escritos de Paulo a respeito da graça. Isto quer dizer que a questão sobre de onde Paulo tirou as suas idéias é muito importante – mesmo na atualidade.

C. Leia Gálatas 1:15-20. Como isto afeta a credibilidade de Paulo? (Geralmente, não fico impressionado quando alguém tem que negar que está mentindo! “De verdade, foi isso que aconteceu!” O que dá credibilidade a Paulo é que ele dá os detalhes de sua instrução – ele esteve por três anos na Arábia, recebendo instruções de Jesus.)

1. Você acha que Jesus passou três anos com Paulo – mais ou menos o mesmo tempo que Jesus passou com Seus discípulos? (Nós simplesmente não sabemos. Paulo não afirma que Jesus o estava instruindo todo este tempo.)

D. Leia Atos 9:10-15. Quem escreveu o livro de Atos? (Acreditamos que Lucas o escreveu, não Paulo. Portanto, Lucas está convencido, baseado em um relato de Ananias, que Paulo foi selecionado especialmente por Deus para compartilhar o evangelho com os gentios.)

E. Leia Pedro 3:15-16. O que o discípulo Pedro diz acerca dos escritos de Paulo (além de que eles são difíceis de entender, em alguns trechos)? (Que os escritos de Paulo são oriundos da sabedoria que Deus deu a Paulo, que eles estão no mesmo nível das “outras Escrituras”, e que ignorá-los ou torcê-los significa a perda da salvação.)

1. O que isto nos diz acerca da autoridade de Paulo? (Que os líderes da igreja que estava nascendo, Lucas e Pedro, aceitavam as afirmações de Paulo a respeito de sua autoridade. Então, também deveríamos aceitar.)

2. Vamos voltar para a nossa questão original: por que você acha que a autoridade de Paulo estava sob tal ataque? (Se Satanás quisesse acabar com a mensagem da graça, Paulo seria o seu alvo.)

3. A graça (justificação pela fé somente) é importante? (Além de uma parte da cristandade, todas as religiões do mundo são baseadas em obras. Isto deveria nos dizer algo importante acerca da luta entre o bem e o mal.)

F. Antes de terminarmos esta seção, vamos ler Atos 1:6. Sempre achei que esta pergunta, apresentada a Jesus pouco antes de Seu retorno ao céu, deve ter sido muito desapontadora. Seus seguidores parecem ainda estar confusos a respeito da missão de Jesus. É possível que, à luz desta pergunta, Jesus houvesse repensado a questão de usar pescadores aposentados para promover o evangelho, e decidido que acrescentaria ao Seu grupo um teólogo incrivelmente inteligente, altamente educado?

II. O Evangelho

A. Agora que resolvemos a questão da autoridade de Paulo, vamos voltar para Gálatas 1:1. Como Paulo descreve Jesus? (“Ressuscitado dos mortos”.)

1. Por quê? (Esta questão é central ao assunto da salvação pela graça. Ou vivemos ou morremos pela lei, ou vivemos ou morremos por aceitar a vida, morte e ressurreição de Jesus em nosso favor. A parte mais importante disto (para Jesus e para nós) é a parte da ressurreição!)

B. Leia Gálatas 1:3-5. Não vamos escorregar rapidamente por sobre essas palavras que vemos o tempo todo. O que quer dizer ter “graça e paz”, e por que Paulo diria essas três palavras em vez de “riqueza e beleza”? (Graça, mais uma vez, é o nosso bilhete para a vida eterna. Isto nos dá paz com Deus. Jesus foi ressuscitado dentre os mortos, portanto temos a graça e a paz disponível para nós.)

C. Leia Gálatas 1:6-7. Quem está sendo abandonado? (Paulo parece estar se referindo a si mesmo. Ele é quem os chamou para a graça.)

1. Qual é o problema? (Eles estão abandonando o evangelho.)

2. Medite sobre isto por um momento. Quando penso acerca de me perder, minha preocupação é que Satanás me atrairá tão profundamente para o pecado que eu não me preocupo mais com o meu relacionamento com Deus. Paulo parece estar advertindo acerca de um problema diferente – um problema no qual os supostos seguidores de Deus nos atraem para um evangelho “pervertido”. O que poderia ser este falso evangelho?

D. Leia Atos 15:2-6. O que {o livro de} Atos registra como sendo o problema do falso evangelho? (Que os gentios devem ser circuncidados e obedecer à lei de Moisés.)

1. O que há de errado com a circuncisão ou com as instruções que Deus deu a Moisés? Deus deu instruções erradas no passado?

E. Leia Atos 15:7-11. Pedro se levanta e argumenta em favor do ponto de vista de Paulo. Um comentário que eu li apontou que a expressão “a lei de Moisés” (Atos 15:5) se referia à lei cerimonial, e não aos Dez Mandamentos. Resolver esta questão é importante?

1. Pedro e Paulo dizem que o que é necessário para a salvação é somente a fé. As pessoas do falso evangelho dizem que o que é necessário para a salvação é a fé mais alguma outra coisa. Reduzido a uma fórmula matemática: Salvação = Fé + X. A questão é o que este “X” representa? Ou a questão é se a salvação realmente exige um “X”?

2. Se a questão é o que o “X” representa, então precisamos decidir se o “X” são os Dez Mandamentos ou a lei cerimonial. Mas, se a questão é se o “X” é realmente necessário, não importando o que ele represente, então determinar a identidade do “X” é perda de tempo.

F. Leia Gálatas 1:8-9. Quão sério é o assunto de pregar um falso evangelho? (A vida eterna está em risco.)

G. Depois da discussão sobre o assunto, Tiago se levanta e dá a decisão da igreja primitiva. Leia Atos 15:19-20. Da maneira como entendo isto, a circuncisão e alei de Moisés estão de fora, evitar comer certas comidas e a pureza sexual estão dentro. Este é o novo “X”? A fórmula da salvação agora é Fé + X, com o X sendo definido no verso 20? (Dê uma olhada em I Coríntios 8. Ali, Paulo argumenta que somente aqueles que têm a “consciência (…) fraca” se abstém de comer carne oferecida aos ídolos. As declarações de Paulo em I Coríntios 8 e o bom senso, nos dizem que as nossos hábitos alimentares e a pureza sexual não podem ser o novo “X”. A circuncisão, a lei de Moisés, os Dez Mandamentos hábitos alimentares apropriados e pureza sexual são, todas eles, boas coisas. Estas instruções vieram de Deus para abençoar as nossas vidas e nos ajudar a andar em Seus caminhos. Mas nenhuma delas são parte da fórmula da salvação. Torná-las parte da formula da salvação é um falso evangelho.)

H. Amigo, e você? Você aceita que a mensagem de Paulo veio de Jesus? Você acredita na salvação unicamente pela fé? Ou está promovendo um falso evangelho no qual o arrependimento e a fé em Jesus precisam ser suplementados por um fator “X” – seja lá como quer que possamos defini-lo? Sou uma pessoa competidora. Gosto de conquistar a vitória e odeio a derrota. Mas, quando se trata de salvação, a minha natureza competitiva precisa ser jogada no lixo. Nada, absolutamente nada que eu faça (inclusive escrever estas lições) faz qualquer diferença para a minha salvação.

III. Próxima Semana: Unidade do Evangelho

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Direito de Cópia de 2011, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses.

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Postado por Levi de Paula Tavares às 02:55 0 comentários  

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FONTE: http://brucecameron.blogspot.com/


COMENTÁRIOS GILBERTO THEISS

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 02 – 4º Trimestre 2011 (1 a 8 de outubro)

 Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 01 DE OUTUBRO – A autoridade de Paulo e o evangelho – (Gl 1:10)

            A igreja primitiva crescia imensuravelmente naquele tempo. Tanto judeus quanto gentios somavam e aumentavam as fileiras da igreja cristã. No entanto, junto a este crescimento, uma crise começara a se estabelecer no meio deles e na teologia cristã quanto à natureza da salvação e união dos gentios à igreja. Muitos dentre os judeus conversos insistiam na ideia de que os gentios precisavam cumprir alguns ritos antes de serem aceitos à fé cristã. Uma defesa muito bem armada foi montada para defender a tradição judaica e Paulo enfrentou de frente esta problemática. De certa forma, o apóstolo foi perseguido, mesmo pelos próprios cristãos judaicos, que viam nele um inimigo à tradição e a tudo que Moisés havia lhes concedido. Uma reverência sem precedente ainda permanecia no coração deles quanto a todo sistema antigo. De fato, tal reverência não era exclusiva aos novos conversos judaizantes, mas, até mesmo dentre alguns discípulos. Pedro é um exemplo, pois em alguns casos passou por grande dificuldade quanto a negar ou ainda manter alguns ritos ou até mesmo em continuar a considerar alguns povos como imundos (At 10; 15). A crise se alojou no meio cristão e uma explanação mais clara a respeito do evangelho era crucial. Por este motivo é que Paulo escreve a carta aos Gálatas dando detalhes a respeito do papel da lei e da fé na vida dos que são salvos em Cristo. Esta carta foi útil para aquele tempo e também nós em pleno século XXI.

DOMINGO, 02 DE OUTUBRO – Paulo, o escritor de cartas – (2 Pe 3:15, 16)

            Paulo demonstrou ser um escritor prolifero e bem afinado as regras de seu tempo para a escrita. Suas cartas eram muito bem escritas, estruturadas e elaboradas. Embora fosse, em alguns casos, difícil de serem entendidas, apresentavam uma estética literária capaz de não deixar dúvidas quanto ao enredo teológico proposto pelo autor. Na verdade, a dificuldade maior se prende ao conteúdo abordado. Os temas em conflito não eram, para aquele tempo, tão fáceis como se imagina. A luz do evangelho que trazia o cumprimento dos ritos em Cristo não eram fáceis de serem compreendidos pelos judeus daquela época. Satanás dificultou o entendimento através de distorções teológicas e proféticas, e por este motivo, muitos não conseguiram ver luz nas mensagens de Jesus e dos discípulos.

As cartas de Paulo, assim como a carta aos Gálatas, foram escritas para suprirem uma demanda de dúvidas que pairavam nebulosamente na mente de muitos cristãos. Interessante notar que, assim como hoje, parece que os cristãos daquele tempo necessitavam do apoio de pessoas que conheciam um pouco mais das escrituras. No entanto, por conta desta deficiência, muitos cristãos se apostataram da fé se tornando inimigos do cristianismo. Parece que a história não mudou em algumas coisas, pois, em nossos dias muitos cristãos se estacionam no conhecimento e esperam que outros estudem por eles para resolver seus grandes dilemas e dúvidas. Quando tais dúvidas não se resolvem, escolhem sair da igreja e muitas das vezes até se tornam inimigos da mesma. As cartas de Paulo foram escritas para nosso crescimento e amadurecimento em alguns temas importantes para a conduta cristã e salvação pela fé. A carência de uma compreensão mais real dessas cartas poderão nos levar a uma compreensão equivocada tanto para a libertinagem cristã quanto para o legalismo farisaico. Esta advertência é tão séria para nós hoje quanto para o tempo em que foram escritas.

SEGUNDA, 03 DE OUTUBRO – O chamado de Paulo –  (Gl 1:1,2; Ef 1:1; Fp 1:1,2; Ts 1:1)

            Para nós, não há dúvidas de que Paulo tenha sido chamado por Deus para desempenhar um ministério a favor da verdade. No entanto, para os legalistas daquele tempo, as mensagens de Paulo pareciam destoar das mensagens bíblicas que conheciam a respeito da salvação. Infelizmente, o apego distorcido à lei de Deus, fez com que acreditassem na salvação também pelas obras. É importante entender que zelo e legalismo são duas situações muito diferentes. Zelo todos nós devemos ter e a Bíblia nos ensina que devemos ter zelo para com as verdades que aprendemos. Mas, o legalismo foi e é um problema sério na religião cristã. É uma falsa ideia de santificação e de salvação. De forma simples e clara, ser legalista não é guardar a lei, mas fazer dela um meio de salvação. Se a lei pudesse exercer o papel salvífico, com certeza a cruz do calvário poderia ser descartável. No seu tempo, Paulo enfrentou um grupo de pessoas assim, que fazia as obras exercerem um papel que não lhe pertencia.

Por este motivo, Paulo inicia a carta inibindo qualquer dúvida quanto ao seu chamado. Por não concordarem com a mensagem do apóstolo, parecia que havia pessoas tentando minimizar o valor ou o nível do seu chamado. Em nossos dias, algo semelhante pode acontecer, pois, muitos, ao ensinarem verdades que entram em desacordo com seus gostos e achismos, preferem acreditar que o mensageiro foi enviado por qualquer ser – menos Deus. Jeremias foi ignorado pelo povo, Moisés foi desacreditado algumas vezes e o próprio Jesus foi crucificado por pregar mensagens um tanto que estranhas. Qualquer um de nós hoje, se pregarmos, por exemplo, mensagens que leve o povo a um reavivamento e reforma na vida cristã, sofreremos perseguições. O evangelho parece atrair sobre alguns o amor e sobre outros o ódio… Uma polaridade interessante e muito intrigante.

TERÇA, 04 DE OUTUBRO – O evangelho de Paulo – (Gl 1:3-5; Ef 1:2; Fp 1:2; Cl 1:2)

            Qual é o evangelho? Não há outro evangelho em toda a Escritura em que importa que sejamos salvos. O evangelho é o próprio Cristo morto e ressuscitado que concedeu o pode de Deus para a salvação de todo aquele que Nele crê (Rm 1:16,17).

Às vezes fico muito perturbado ao pensar que ainda hoje existem pessoas que insistem nesta ideia de salvação pelas obras. Isto é muito semelhante a alguém que recebe um presente de outra pessoa, mas, por incrível que pareça, somente aceita o presente caso possa pagar por ele. Infelizmente está cheio de pessoas em nossos dias que às vezes se sentem tão puras que chegam ao ponto de acreditar que sua pureza pode se igualar as exigências da justiça divina. Parece que algumas delas não querem aceitar a salvação pela graça, ficam incômodas e somente ficariam satisfeitas e felizes se Deus aceitasse algum pagamento como retribuição. Lembrem-se que, salvação fora de Cristo jamais será salvação. A lei foi estabelecida apenas para mostrar nossa condição diante do Céu e deixar claro que precisamos de algo que está além de nós – a cruz do calvário.

Lembre-se que, a lei poderá justificar-nos diante dos homens, mas jamais poderá justificar-nos diante de Deus. Não foi esta a finalidade da lei, portanto, deixemos a lei exercer o seu papel correto em todo o plano estabelecido por Deus. Paulo enfrentou teimosos em seu tempo com esta ideia fixa, e em nossos dias enfrentamos problemas semelhantes, inclusive voltados ao perfeccionismo.

QUARTA, 05 DE OUTUBRO – Nenhum outro evangelho – (Gl 1:6; Rm 1:8; I Co 1:4; Fp 1:3; I Ts 1:2)

            A maneira como Paulo lida com seus opositores neste contexto pode não ser apropriado para todos os tempos. No entanto, quando há teimosia desses indivíduos e consequentemente divisão da igreja, essas pessoas precisam ser encaradas com mais firmeza. Em nossos dias há pessoas que não mais acreditam que a igreja seja ainda a verdadeira igreja. No entanto, ao invés de se retirarem ficam em nosso meio tentando persuadir outros a chegarem a mesma conclusão. Essas pessoas são instrumentos cegos do diabo e não conseguem perceber tal fato. Pessoas assim, que agem como sanguessugas, devem ser enfrentadas com coragem, ousadia e muita firmeza. No tempo de Paulo havia pessoas que criavam problemas de natureza teológica na mente das pessoas, e o apóstolo precisou ser mais contundente devido a gravidade da situação. Interessante notar que, Satanás não usa apenas falsos líderes, mas, também falsos irmãos que costumeiramente agem como boas pessoas.

Não há dois evangelhos para a salvação de todo homem, somente pela fé em Cristo é que a redenção pode ser uma realidade. As obras têm o seu lugar, a perfeição cristã também possui o seu papel, mas a salvação pela fé é única e suficiente e ponto final. Claro que, para os opositores, a fé não era suficiente, uma dosagem de obras possuía algum mérito nessa jogada.

QUINTA E SEXTA, 06 e 07  DE OUTUBRO – A origem do evangelho de Paulo – (Gl 1:6-9; 11-24)

            Qual era a origem do evangelho de Paulo? Se você estivesse vivendo naquele tempo, como encararia o evangelho ensinado por ele? Hoje não temos dúvidas quanto ao evangelho ensinado por estas cartas, mas e se não conhecêssemos as narrativas do encontro de Paulo com Cristo e o seu chamado? Como encararíamos suas cartas, conselhos e experiências? É possível que, muitos de nós, assim como alguns judaizantes daquela época, encararíamos este mensageiro como que um tanto estranho.

A origem do evangelho de Paulo não é duvidosa e suas cartas são claras em apresentar a nós a certeza da redenção em Cristo. Nada é tão importante em suas palavras quanto esta sublime verdade. Todos nós somos afetados e impressionados pela verdade presente descrita em Apocalipse 14:6 do evangelho eterno que deve ser transmitido a todos os povos. O evangelho eterno não é apenas o evangelho completo, mas essencialmente o único evangelho capaz de carimbar nosso passaporte para a eternidade. O sangue de Cristo derramado a nosso favor é a verdade mais sublime e ímpar para a redenção humana. As obras, ou melhor dizendo, a obediência, não salva, mas, evidencia às demais pessoas que nossa fé é verdadeira. Falar da graça é um tanto perigoso, assim como falar da lei. Corremos o risco de exaltar uma em detrimento da outra. No entanto, se sabermos defender a graça e a lei em seus respectivos lugares, jamais erraremos quanto a este assunto….. jamais….

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como constam no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site http://www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

Postado por Gilberto Theiss às Quinta-feira, Setembro 29, 2011 0 comentários Links para esta postagem

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4º Trimestre de 2011 – O Evangelho em Gálatas

Comentário da Lição 02 – A Autoridade de Paulo e o Evangelho

Sábado, 1/10/2011 – › INTRODUÇÃO

“Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda o homem, não seria servo de Cristo”. – Gl 1:10 – Almeida Revista e Atualizada

Em defesa da pregação do evangelho que estava proclamando, Paulo escreve: “Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo homens”. – Gl 1:11 – Almeida Revista e Atualizada.

Em sua argumentação volve aos anos de preparo passados no deserto.(Gl 1:12). Um panorama completo do plano da salvação foi desdobrado ante a ávida e lúcida mente de Paulo. Jesus fora seu Mestre praticamente tanto tempo quanto dos onze apóstolos, mais o traidor.

Cristo revelou-se a ele no caminho de Damasco e agora era seu privilégio e dever revelar Cristo em sua vida e pregação anunciando-O para os gentios.

Sua responsabilidade não era apresentar e pregar sobre as figuras dos símbolos e ritos que anunciavam o Redentor vindouro, mas representar em sua vida o Cristo vivo que veio em cumprimento das promessas de Deus. Anunciá-lO com poder e convicção, para que por sua pregação e exemplo, Ele fosse formado nos ouvintes: “Cristo em vós, a esperança da glória”. – Cl. 1:27.

Encerrando sua defesa contra a cavilosa acusação dos judeus ritualistas, (Gl 1:20), Paulo jura na presença de Deus, haver dito em sua argumentação de defesa, a verdade e a verdade somente. Fora chamado para o apostolado diretamente por Cristo, e recebera sua mensagem por revelação sem intermediário humano. “Diante de Deus testifico que não minto”, é o selo de sua defesa.

Pense: “Ali na solitude do deserto, Paulo teve ampla oportunidade para sossegado estudo e meditação… Jesus comungou com ele e confirmou-o na fé, conferindo-lhe uma rica medida de sabedoria e graça”. – Atos dos Apóstolos, págs. 125 e 126.

Desafio: “Ora, acerca do que vos escrevo, eis que diante de Deus testifico que não minto”. – Gl 1:20 – Almeida Revista e Atualizada


Domingo, 2/10/2011 – › PAULO, O ESCRITOR DE CARTAS

Não é lícito deduzir da afirmação do apóstolo Pedro em sua segunda carta capítulo 3:16, onde declara referente às cartas de Paulo: “nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam…”, que queira dizer: escritos confusos. Difíceis, sim; porque a argumentação paulina é profunda como sói poderia ser a de um erudito. Mas confusos, não. Dentro desta assertiva concluímos, focalizando a epístola aos Gálatas e as outras cartas de Paulo: Em sua argumentação falando sobre a lei, que normalmente envolve a Torah, e que apresenta o conjunto das leis para orientar os israelitas, não é possível admitir que estamos diante de um escritor realmente confuso e indefinido. Paulo não revela estas características em nenhum de seus escritos.

Escritor esclarecido, erudito, não misturaria em suas cartas, dirigidas a leigos neófitos, as diversas leis numa confusão tamanha a ponto de ser impossível descobrir o pensamento correto de sua argumentação.

Muitas vezes sacamos um verso ou mesmo uma frase, contido no centro de um argumento e nos embaraçamos com uma teia de aranha por procurarmos compreendê-lo isoladamente. Na maioria dos casos de “coisas difíceis de entender”, é suficiente ler atentamente o contexto e a dificuldade se esclarece por si. Na epístola aos Gálatas, esse pormenor é sumamente importante.

Pense: “Muitos há que procuram confundir estes dois sistemas, usando os textos que falam da lei cerimonial para provar que a lei moral foi abolida; mas isto é perversão das Escrituras. Ampla é a distinção entre os dois sistemas. O cerimonial era constituído de símbolos que apontavam para Cristo, para o seu sacrifício e sacerdócio. A lei ritual, com seus sacrifícios e ordenanças, devia ser cumprida pelos hebreus até que o tipo encontrasse o antítipo, na morte de Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, e então cessariam todas as ofertas sacrificais. Foi esta a lei que Cristo “tirou do meio de nós, encravando-a na cruz. (Col. 2:14)”. – Patriarcas e Profetas, pág. 379.

Desafio: “E começando por Moisés e todos os profetas, ele lhes explicou em todas as Escrituras o que lhe concernia”. – Lc 24:27 – Tradução Ecumênica das Bíblia.


Segunda-Feira, 3/10/2011 – › O CHAMADO DE PAULO

Abrindo sua carta, o apóstolo saúda afetuosamente os crentes da Galácia. A seguir identifica-se com os apóstolos e defende o seu apostolado. A acusação dos judaizantes era: Paulo não foi comissionado por Cristo e sua mensagem é falsa e em desacordo com a dos outros apóstolos. Essa infundada acusação é fulminada por Paulo em apresentando o seu chamado direto, quando estava no caminho para Damasco.

“Paulo, apóstolo”, é a característica lacônica, inconfundível, da maioria das epístolas paulinas. Considerando-se o menor e mesmo indigno “de ser chamado apóstolo”, – 1Co 15:9, era, não obstante, um “enviado” do Soberano do Universo. Este chamado, abaixo da excelência de Cristo, era-lhe o mais precioso bem. Jamais envergonhara-se dele; exaltara-o sempre. Ele era um embaixador “em nome de Cristo”.

“Não da parte de homens”. Os judaizantes, para obter maior êxito em seu trabalho demolidor, colocavam em dúvida o apostolado de Paulo. A força do argumento apoiava-se na escolha dos doze. Paulo não tivera parte entre os escolhidos. Logo, realizava uma obra de moto próprio ou por determinação de outro homem. A esta cavilosa imputação o apóstolo responde de maneira incisiva, autorizada: o seu apostolado não proveio da parte de homens,

Relembrando seu encontro com Cristo na lendária estrada para Damasco, declara enfático que sua mensagem é diretamente de Jesus e de Deus Pai, que O ressuscitou dentre os mortos.

Pense: “Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo, e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos”. – Gl 1:1 – Almeida Revista e Atualizada.

Desafio: “Assim, rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial”. – At 26:19 – Nova Versão Internacional.


Terça-Feira, 4/10/2011 – › O EVANGELHO DE PAULO

A graça de Deus revelada em Cristo é o evangelho de Paulo. É o inesgotável tema das Escrituras. Precisa ser o centro de toda mensagem evangelística.

Constitui-se a graça na mais grandiosa manifestação de Deus ao homem. A vida das criaturas de Deus é dependente de Sua graça. Adão e Eva ao sair das mãos de Deus possuíam vida por graça. Quando pela desobediência foram envolvidos pelo pecado, a graça foi manifesta em superabundância para resgatá-los. Tão profunda e ilimitada é esta dádiva estupenda, que na eternidade porvir os salvos a estudarão sempre, nunca a esgotando.

Somos salvos unicamente por graça, sem poder apresentar mérito algum. A única coisa que podemos fazer como pecadores, é aceitar ou rejeitar a oferta gratuita de Deus. Aceitando-a, a graça envolve-nos, e de condenados a eterno infortúnio, morrendo para sempre, passamos a ser filhos e filhas de Deus, herdeiros e co-herdeiros com Cristo para viver para sempre. (Rm 8:17).

Acompanha a graça, outra preciosa dádiva do céu para o homem neste mundo conturbado – a paz. É Cristo quem a dá. “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou… Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. – Jo 14:27. Esta paz traz consigo a felicidade, anseio de cada coração. Traz tranqüilidade ao espírito mais turbado pelos duros embates íntimos, porque transmite a certeza de proteção e segurança. Esta paz inundando todo ser, é a prova mais evidente de nossa reconciliação com o Pai.

Pense: “Graça a vós outros e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo, o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai, a quem, seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém”. – Gl 1:3-5 – Almeida Revista e Atualizada.

Desafio: “Revelai o caminho da paz à alma turbada e acabrunhada, e manifestai a graça e suficiência do Salvador”. – Obreiros Evangélicos, pág. 160.


Quarta-Feira, 5/10/2011 – › NENHUM OUTRO EVANGELHO

“Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro Evangelho”. – Gl 1:6 – Almeida Revista e Atualizada.

“Admira-me” – Paulo vai direto ao ataque do problema espiritual surgido nas igrejas há muito pouco tempo estabelecidas na Galácia. Surpreso pela inconstância dos gálatas, Paulo é franco, enérgico. Como desprezavam com tanta facilidade e indiferença a oferta da graça divina, para aceitar uma pesada carga de ritos e cerimônias vazios e inoperantes? Esta leviana troca incita o zelo do apóstolo, levando-o a agir com firmeza e determinação. Se as doutrinas dos judaizantes, já sem valor prático para a experiência espiritual, com tanta rapidez entorpeceram a visão espiritual dos novos crentes, ele não podia perder tempo. De modo contundente, aplica o antídoto. “Admira-me” – é uma sacudida para despertar os inconscientes gálatas; é um chamado à reflexão.

Em realidade, o cerimonialismo era também o evangelho da salvação, a mensagem da cruz em símbolos, tipificando o Salvador que viria. Era o evangelho em figuras, a “sombra dos bens vindouros”. (Cl 2:17, Hb 10:1). Mas agora já viviam à realidade destes bens. A cruz projeta a “sombra” para o passado, e lança para o futuro fulgurantes raios de luz do evangelho real – Cristo. O evangelho da salvação foi sempre o mesmo desde a preciosa promessa proferida para Adão e Eva, assim que o inimigo os venceu. Os métodos para comunicar o evangelho é que foram vestidos da maneira apropriada para os que viveram à sombra da cruz e para os que vivem à glória da cruz.

Pense: “Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim como já dissemos, e agora repito, se alguém vos pregar evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema”. – Gl 1:8 e 9 – Almeida Revista e Atualizada.

Desafio: “O qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo”. – Gl 1:7 – Almeida Revista e Atualizada.


Quinta-Feira, 6/10/2011 – › A ORIGEM DO EVANGELHO DE PAULO

“Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo homens. Porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo”. – Gl 1:11 e 12 – Almeida Revista e Atualizada.

Defendendo-se da acusação dos judaizantes de que sua obra não provinha de Deus, e ansioso por provar que sinceramente labutara no erro, relembra seu maravilhoso chamado quando do memorável encontro com Cristo na estrada de Damasco. Fora chamado a assumir uma mudança de posição, e isto inesperadamente. Que decisão devia tomar! Decisão de conseqüências eternas para ele e para pecadores mergulhados no lamaçal do pecado.

Reforçando a sua afirmação de não haver consultado a ninguém, depois de sua conversão, salienta não haver subido a Jerusalém, mas buscado retiro solitário no deserto da Arábia, onde passou três anos em estudo e preparo. Dali, depois de lhe ser revelado o evangelho eterno, pelo próprio Senhor Jesus, voltou a Damasco onde primeiramente anunciou a mensagem a ele confiada.

No local onde findou a senda de perseguidor, iniciou a de perseguido. Não mais era um algoz, mas um homem com uma mensagem.

Certamente poderosa era a palavra do apóstolo. Ele pregava aquilo que vira e ouvira. E, “palavras inefáveis” foram ditas aos seus ouvidos. Ao transmitir esta experiência maravilhosa, o poder de Deus operava poderosamente nos ouvintes. A fama do campeão da cruz espalhou-se com rapidez.

Pense: “Quando, porém, ao que me separou antes de nascer e me chamou pela sua graça, aprouve revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, sem detença não consultei carne e sangue”, – Gl 1:15 e 16 – Almeida Revista e Atualizada.

Desafio: “Ouviam somente dizer: Aquele que, antes, nos perseguia, agora prega a fé que, outrora, procurava destruir”. – Gl 1:23 – Almeida Revista e Atualizada.


Sexta-Feira, 7/10/2011 – › ESTUDO ADICIONAL

Paulo volvera seu olhar para o alto. Seu coração ligou-se a Deus e a Sua causa redentora. Todas as suas afeições centralizavam-se em Cristo, o Salvador. Na vergonha da cruz estava a sua glória.

Seu único interesse era agradar a Deus, que o comissionara com a mais gloriosa tarefa – embaixador do Seu Reino.

“Cristo, o Pastor-chefe, confiou o cuidado de Seu rebanho a Seus ministros, como pastores ajudantes; e ordena-lhes que tenham o mesmo interesse que Ele manifestou, e sintam a responsabilidade sagrada do encargo que lhes cometeu. Mandou-lhes solenemente que sejam fiéis, que alimentem o rebanho, que fortaleçam as fracas, que reanimem as desfalecidas, e as defendam dos lobos devoradores”. – Patriarcas e Profetas, pág. 191

Sim, pode suceder de pastores fugirem aos pesados encargos de sua vocação, para tornar-se agradáveis a determinadas pessoas. Podem mesmo esquecer que o desagrado de Deus paira sobre eles. Paulo jamais admitira em sua longa experiência pastoral o suborno do agrado. Nunca foi relapso em sua obra. Ele era “servo de Cristo”.

Gloriosa é a missão do ministro, mas tremenda em suas responsabilidades. Paulo compreendera perfeitamente a grandeza do privilégio, bem como os magnos encargos da tarefa. Jamais, com todas as tribulações, trocaria a recompensa eterna do fiel atalaia do rebanho de Cristo pela transitória satisfação do louvor humano. “Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo”.

Pense: “A igreja de Cristo foi comprada com o Seu sangue, e cada pastor deve compenetrar-se de que as ovelhas sob seu cuidado custaram um sacrifício infinito. Deve considerar a cada uma delas como tendo um valor inapreciável, e ser incansável em seus esforços por conservá-las em estado salutar e próspero. O pastor que estiver embebido do espírito de Cristo imitará Seu exemplo abnegado, trabalhando constantemente pelo bem estar de seu rebanho; e este prosperará sob seu cuidado”. – Patriarcas e Profetas, pág. 192.

Desafio: “Todos serão chamados a prestar contas estritas de seu ministério”. – Patriarcas e Profetas, pág. 192.


Conheça o autor

  Pr. Albino Marks
Especialista em aconselhamento familiar e profundo estudioso da Bíblia, o pastor Albino Marks já atuou como preceptor (IAP, IACS, IAE-SP); capelão (IACS e Hospital do Pênfigo); diretor geral do IAP; departamental em várias associações e na UCB.

 www.escolanoar.org.br

 

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FONTE: http://www.escolanoar.org.br/Novo/impressao.asp?nivel=adultos_pt&data=7/10/2011

 

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