Lição 01 – Paulo: apóstolo dos gentios – Lição da Escola Sabatina – Auxiliar – Comentários de Vários Autores

Lição 1

24 de setembro a 1º de outubro

 



Paulo: apóstolo dos gentios

 Casa Publicadora Brasileira – Lição 142011


Resumo da Lição

Texto-chave: Atos 11:18

O aluno deverá…
Saber: Quais foram os eventos desafiadores que levaram à pregação do evangelho aos gentios.
Sentir: As tensões em torno da transformação de Paulo, de zeloso fariseu a dedicado pregador do evangelho aos gentios.
Fazer: Oferecer a Deus os talentos e ministério de vida a fim de ser habilitado para o serviço.

Esboço
I. Saber: Ir a todo o mundo

A. Que circunstâncias envolveram o desenvolvimento do ministério da recém-formada igreja para os gentios?
B. Por que pregar o evangelho aos gentios foi uma prática tão revolucionária para os cristãos da igreja primitiva, e como eles reagiram a esse desafio?

II. Sentir: Desafios e tensões
A. Que efeito as perseguições de Saulo tiveram sobre a igreja primitiva?
B. De que maneiras os líderes da igreja primitiva reagiram ao chamado que transformou Paulo em pregador do evangelho?
C. Como aquela igreja iniciante resolveu as tensões suscitadas pela expansão da pregação do evangelho aos gentios?

III. Fazer: Aptos para o serviço
A. Que transformações precisam ocorrer a fim de nos preparar para o ministério?
B. Como podemos nos adaptar às variadas formas da pregação do evangelho, como fez a igreja primitiva?
C. Que desafios diferentes enfrentamos, sendo uma igreja mais experiente, e que transformações necessitamos?

Resumo: No começo, a nova igreja enfrentou a oposição determinada do fanático Saulo de Tarso, mas sua transformação em resposta ao chamado de Deus resultou no desenvolvimento de um forte ministério aos gentios.


 

Sábado à tarde

Ano Bíblico: Mq 5–7

VERSO PARA MEMORIZAR: “Ouvindo isso, não apresentaram mais objeções e louvaram a Deus, dizendo: ‘Então, Deus concedeu arrependimento para a vida até mesmo aos gentios!’” (At 11:18, NVI).

Leituras da semana: At 6:9-159:1-911:19-2115:1-51Sm 16:7Mt 7:1

Não é tão difícil entender Saulo de Tarso (também conhecido como apóstolo Paulo, após a conversão), e por que ele fez o que fez. Sendo judeu devoto, ensinado durante toda a vida sobre a importância da lei e sobre a futura redenção política de Israel, a ideia do Messias esperado por tanto tempo sendo vergonhosamente executado, como o pior dos criminosos, era demais para ele tolerar.

Não é de admirar, então, que ele estivesse convencido de que os seguidores de Jesus estavam sendo desleais para com a Torá e, assim, prejudicando o plano de Deus para Israel. Suas alegações de que o Jesus crucificado era o Messias e de que Ele tinha ressuscitado, acreditava ele, eram terrível apostasia. Não poderia haver tolerância para com esse absurdo nem para quem se recusasse a desistir dessas ideias. Saulo estava determinado a ser o agente de Deus para livrar Israel dessas crenças. Assim, ele aparece pela primeira vez nas páginas das Escrituras como perseguidor violento dos seus concidadãos judeus que acreditavam que Jesus era o Messias.

Deus, porém, tinha planos bem diferentes para Saulo, planos que ele nunca poderia ter esperado: esse judeu não apenas pregaria Jesus como o Messias; ele faria isso entre os gentios!


 

Domingo

Ano Bíblico: Naum

Perseguidor dos cristãos

Saulo de Tarso aparece pela primeira vez em Atos como um dos envolvidos no apedrejamento de Estêvão (At 7:58) e, em seguida, em conexão com a ampla perseguição que irrompeu em Jerusalém (At 8:1-5). Pedro, Estêvão, Filipe e Paulo desempenharam um papel significativo no livro de Atos, pois estavam envolvidos nos eventos que levaram à disseminação da fé cristã para além do mundo judaico. Estêvão é especialmente importante porque sua pregação e martírio parecem ter exercido uma influência profunda sobre Saulo de Tarso.

Estêvão, um judeu que falava o idioma grego, era um dos sete diáconos (At 6:3-6). De acordo com Atos, alguns judeus estrangeiros que foram morar em Jerusalém (v. 9) entraram em discussão com Estêvão acerca do conteúdo de sua pregação sobre Jesus. É possível, talvez até provável, que Saulo de Tarso estivesse envolvido nesses debates.

1. Leia Atos 6:9-15. Quais foram as acusações apresentadas contra Estêvão? Que lembranças essas acusações nos trazem?Mt 26:59-61

A feroz hostilidade para com a pregação de Estêvão parece ter resultado de duas coisas diferentes. Por um lado, Estêvão atraiu a ira de seus adversários por não dar importância primária à lei judaica e ao templo, que se haviam tornado o ponto focal do judaísmo e eram símbolos preciosos da identidade religiosa e nacional. Mas Estêvão fez mais do que simplesmente menosprezar esses dois valiosos ícones: ele proclamou vigorosamente que Jesus, o Messias crucificado e ressuscitado, era o verdadeiro centro da fé judaica.

Não é de admirar, então, que ele tenha irritado o fariseu Saulo (Fp 3:3-6), cujo zelo contra os cristãos primitivos indica que ele provavelmente pertencesse a uma ala rigorosa, intensamente revolucionária e militante dos fariseus. Saulo entendia que as grandes promessas proféticas do reino de Deus ainda não tinham sido cumpridas (Dn 2Zc 8:23; Is 40-55), e ele provavelmente acreditasse que era sua tarefa ajudar Deus a tornar aquele dia uma realidade, o que se poderia fazer purificando Israel da corrupção religiosa, incluindo a ideia de que esse Jesus era o Messias.

Convencido de que estava certo, Saulo estava disposto a matar aqueles que ele pensava que estavam errados. Embora necessitemos de zelo e fervor por aquilo que cremos, como podemos aprender a temperar nosso zelo com a compreensão de que, às vezes, podemos estar equivocados?


 

Segunda

Ano Bíblico: Habacuque

A conversão de Saulo

“E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões” (At 9:5, RC).

Embora a perseguição de Saulo contra a igreja primitiva tivesse começado de forma bastante discreta (no momento em que ele segurava as vestes dos assassinos de Estêvão), ela rapidamente se intensificou (At 8:1-39:1, 213, 142122:3-5).

Várias das palavras usadas por Lucas para descrever Saulo revelam a figura de uma criatura selvagem, feroz, ou de um soldado saqueador, determinado a destruir seu oponente. A palavra traduzida por “devastava” em Atos 8:3 (NVI), por exemplo, é usada na tradução grega do Antigo Testamento (Sl 80:13) para descrever o comportamento descontrolado e destrutivo de um javali selvagem. A cruzada de Saulo contra os cristãos evidentemente não era um assunto de conveniência tratado com indiferença, mas um plano determinado e sustentado para exterminar a fé cristã.

2. Examine as três descrições da conversão de Saulo (At 9:1-1822:6-21 e 26:12-19). Que papel a graça de Deus teve nessa experiência? Saulo mereceu a bondade que o Senhor mostrou para com ele?

Da perspectiva humana, a conversão de Saulo deve ter parecido impossível (essa foi a razão do ceticismo que muitos manifestaram quando ouviram falar dela pela primeira vez).

A única coisa que Saulo merecia era punição, mas, em lugar disso, Deus concedeu graça a esse judeu fervoroso. Contudo, é importante notar que a conversão de Saulo não aconteceu num vácuo, nem foi forçada.

Saulo não era ateu. Ele era um homem religioso, embora seriamente equivocado em sua compreensão de Deus. As palavras de Jesus a Paulo, “Resistir ao aguilhão só lhe trará dor!” (At 26:14, NVI), indicam que o Espírito estivera convencendo Saulo. No mundo antigo, o “aguilhão” era uma vara com uma ponta afiada utilizada para cutucar bois, sempre que se recusavam a puxar o arado. Saulo havia resistido ao aguilhão de Deus durante algum tempo, mas finalmente, em sua viagem para Damasco, através de um encontro miraculoso com o Jesus ressuscitado, ele decidiu parar de lutar.

Pense em sua experiência de conversão. Talvez ela não tenha sido tão dramática quanto a de Paulo (na maior parte dos casos não é), mas de que maneira você também recebeu a graça de Deus? Por que é importante não esquecer o que recebemos em Cristo?


 

Terça

Ano Bíblico: Sofonias

Saulo em Damasco

Durante o encontro com Jesus, Saulo ficou cego, foi instruído a ir à casa de um homem chamado Judas e aguardar ali a visita de outro homem, Ananias. Sem dúvida, a cegueira física de Saulo foi um poderoso lembrete da cegueira espiritual, mais ampla, que o havia levado a perseguir os seguidores de Jesus.

A manifestação de Jesus a ele na estrada de Damasco mudou tudo. Nas questões sobre as quais Saulo pensava que tinha toda a razão, ele estava completamente errado. Em vez de trabalhar para Deus, havia trabalhado contra Ele. Quando entrou em Damasco, Saulo era um homem diferente do orgulhoso e zeloso fariseu que havia saído de Jerusalém. Em vez de comer e beber, Saulo passou seus primeiros três dias em Damasco jejuando, orando e refletindo sobre tudo o que tinha acontecido.

Leia Atos 9:10-14. Imagine o que deve ter passado na mente de Ananias: Saulo, o perseguidor, não era, então, apenas um seguidor de Jesus; ele também se tornou Paulo, o apóstolo escolhido por Deus para levar o evangelho aos gentios (At 26:16-18).

Não é de admirar que Ananias estivesse um tanto confuso. Se a igreja em Jerusalém estava hesitante em aceitar Paulo, cerca de três anos após sua conversão (At 9:26-30), podemos imaginar as dúvidas e preocupações que enchiam o coração dos fiéis em Damasco, apenas alguns dias depois do evento!

Observe também que Ananias recebeu uma visão do Senhor, mostrando para ele a notícia surpreendente e inesperada sobre Saulo de Tarso. Possivelmente, qualquer outra coisa menos do que uma visão não o teria convencido de que aquelas informações acerca de Saulo eram verdadeiras, e de que o inimigo do cristãos judeus havia se tornado um deles.

Saulo tinha saído de Jerusalém com poder e autorização dos principais sacerdotes para acabar com a fé cristã (At 26:12). Deus tinha, no entanto, uma missão bastante diferente para Saulo, apoiada numa autoridade muito maior. Saulo devia levar o evangelho ao mundo gentílico, uma ideia que, para Ananias e os outros fiéis judeus, deve ter sido ainda mais chocante do que a própria conversão de Saulo.

Onde Saulo havia procurado impedir a propagação da fé cristã, agora Deus iria usá-lo para disseminá-la muito além do que os cristãos judeus poderiam imaginar.

3. Leia 1 Samuel 16:7Mateus 7:1 e 1 Coríntios 4:5. Por que devemos ter cuidado na nossa avaliação da experiência espiritual de outras pessoas? Que erros temos cometido em nosso julgamento sobre os outros? O que temos aprendido com esses erros?


 

Quarta

Ano Bíblico: Ageu

O evangelho vai aos gentios

4. Onde foi estabelecida a primeira igreja gentílica? Que acontecimentos ocasionaram a ida dos cristãos para lá? Que lembrança do Antigo Testamento essa história nos traz? At 11:19-2126Dn 2

A perseguição que irrompeu em Jerusalém após a morte de Estêvão fez com que muitos cristãos judeus fugissem para Antioquia, cerca de 480 quilômetros ao norte. Sendo capital da província romana da Síria, Antioquia era inferior apenas a Roma e Alexandria, em importância. Sua população, estimada em 500 mil pessoas, era extremamente cosmopolita, o que a tornava um local ideal não só para uma igreja de gentios, mas como ponto de partida para a missão universal da igreja primitiva.

5. O que aconteceu em Antioquia, que resultou na visita de Barnabé à cidade e sua decisão posterior de convidar Paulo para se juntar a ele ali? Que descrição é apresentada da igreja daquela comunidade? At 11:20-26

Traçar a cronologia da vida de Paulo é difícil, mas parece que cerca de cinco anos se passaram entre sua visita a Jerusalém depois da conversão (At 9:26-30) e o convite de Barnabé, para que Paulo se juntasse a ele em Antioquia. O que Paulo fez em todos esses anos? É difícil dizer com certeza. Mas, com base em seus comentários em Gálatas 1:21, possivelmente ele tivesse pregado o evangelho nas regiões da Síria e da Cilícia. Alguns têm sugerido que, talvez, durante essa época ele tivesse sido deserdado por sua família (Fp 3:8) e sofrido uma série de dificuldades, como ele descreve em 2 Coríntios 11:23-28. A igreja em Antioquia floresceu sob a orientação do Espírito. A descrição em Atos 13:1 indica que a natureza cosmopolita da cidade logo foi refletida na diversidade étnica e cultural da própria igreja (Barnabé era de Chipre, Lúcio de Cirene, Paulo da Cilícia, Simeão presumivelmente da África; pense também em todos os gentios convertidos). O Espírito procurava então levar o evangelho a outros gentios, usando Antioquia como base para mais atividades missionárias de longo alcance, além da Síria e da Judeia.

Leia Atos 11:19-26. A igreja de Antioquia era muito diversificada cultural e etnicamente. O que podemos aprender com ela que possa ajudar a igreja de hoje a imitar o bem que existia ali?


 

Quinta

Ano Bíblico: Zc 1–4

Conflitos dentro da igreja

Com certeza, tudo que é humano é imperfeito, e não demorou muito para que começassem os problemas dentro da primitiva comunidade de fé. Para começar, nem todos ficaram satisfeitos com a entrada dos gentios cristãos na igreja primitiva. A divergência não foi sobre o conceito de uma missão entre os gentios, mas sobre a base na qual os gentios deveriam ser autorizados a se unir à igreja. Alguns achavam que a fé em Jesus, apenas, não era suficiente como sinal característico do cristão; a fé, eles argumentavam, devia ser complementada com a circuncisão e obediência à lei de Moisés. Para ser um verdadeiro cristão, eles afirmavam, os gentios deviam ser circuncidados (em Atos 10:1–11:18, podemos ver a extensão da divisão entre judeus e gentios, na experiência de Pedro com Cornélio e na reação que se seguiu).

As visitas oficiais de Jerusalém, que observaram o trabalho de Filipe entre os samaritanos (At 8:14) e o trabalho com os gentios em Antioquia (At 11:22), podem sugerir alguma preocupação acerca da inclusão dos não judeus na comunidade cristã. No entanto, a reação que ocorreu quando Pedro batizou Cornélio, um soldado romano incircunciso, foi um claro exemplo da discordância que existia entre os primeiros cristãos sobre a questão dos gentios. A inclusão de um gentio ocasional, como Cornélio, pode ter feito com que alguns se sentissem desconfortáveis, mas os esforços intencionais de Paulo para abrir totalmente as portas da igreja para os gentios na base da fé em Jesus somente resultou em tentativas deliberadas, por parte de alguns, para prejudicar o ministério de Paulo.

6. Como alguns fiéis da Judeia tentaram dificultar o trabalho de Paulo com os cristãos gentios em Antioquia? At 15:1-5

Embora o concílio de Jerusalém, em Atos 15, finalmente tivesse se unido a Paulo na questão da circuncisão, a oposição ao ministério de Paulo continuou. Cerca de sete anos mais tarde, durante a última visita de Paulo a Jerusalém, muitos ainda desconfiavam do evangelho que ele pregava. De fato, quando Paulo visitou o templo, quase perdeu a vida, quando os judeus da Ásia clamaram: “Israelitas, socorro! Este é o homem que por toda parte ensina todos a serem contra o povo, contra a lei e contra este lugar” (At 21:2821:20, 21).

Ponha-se na posição desses fiéis judeus que estavam preocupados acerca do ensino de Paulo. Por que sua preocupação e oposição fazia algum sentido? Como nossas ideias preconcebidas, bem como as noções culturais (e até mesmo as religiosas), podem nos desviar do caminho correto? Como podemos evitar o mesmo tipo de erros, não importando o quanto sejamos bem-intencionados?


 

Sexta

Ano Bíblico: Zc 5–8

Estudo adicional

Sobre a relação entre conversão pessoal e a Igreja, leia de Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 430-434: “Independência individual”; para uma proveitosa descrição do início da vida de Paulo e um comentário sobre sua conversão, leia The SDA Bible Commentary, v. 6, p. 226-234.

Paulo fora anteriormente reconhecido como zeloso defensor da religião judaica e implacável perseguidor dos seguidores de Jesus. Corajoso, independente, perseverante, seus talentos e preparo o teriam capacitado a servir quase em qualquer atividade. Era capaz de arrazoar com clareza extraordinária e, por seu fulminante sarcasmo, podia colocar o adversário em posição nada invejável. E agora os judeus viam esse jovem extraordinariamente promissor unido com aqueles a quem antes perseguira, pregando destemidamente no nome de Jesus.

“Um general que tomba em combate está perdido para seu exército, mas sua morte não acrescenta força ao inimigo. Mas quando um homem preeminente se une às forças opositoras, não apenas se perdem seus serviços como ganham decidida vantagem aqueles com quem ele se uniu. Saulo de Tarso, em caminho para Damasco, podia facilmente ter sido fulminado pelo Senhor, e muita força se teria retirado do poder perseguidor. Porém, Deus, em Sua providência, não apenas poupou a vida de Saulo, mas converteu-o, transferindo assim um campeão do campo do inimigo para o lado de Cristo. Orador eloquente e crítico severo, Paulo, com seu decidido propósito e inquebrantável coragem, tinha as próprias qualificações necessárias à igreja primitiva” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 124).

Perguntas para reflexão
1. Que lição podemos aprender do fato de que alguns dos mais duros opositores de Paulo eram judeus que acreditavam em Jesus?

2. Como você pode defender questões de princípios religiosos e, ao mesmo tempo, ter certeza de que não está lutando contra Deus?

Resumo: O encontro de Saulo com Jesus ressuscitado, na estrada de Damasco, foi o momento decisivo em sua vida e na história da igreja primitiva. Deus mudou o antigo perseguidor da igreja e fez dele Seu apóstolo escolhido para levar o evangelho ao mundo gentílico. Entretanto, a iniciativa de Paulo, ao incluir os gentios na igreja somente pela fé, provou-se um conceito difícil para alguns aceitarem – um poderoso exemplo de como preconceito e discriminação podem dificultar a missão.

Respostas sugestivas: verificar na página 187 (recomendação na lição impressa).


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li142011.html


Ciclo do aprendizado

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: Assim como Saulo de Tarso, podemos ter certeza absoluta do que acreditamos, e sobre isso estar absolutamente errados. Estar aberto à direção de Deus significa estar aberto a surpresas, mesmo quando elas não são fáceis nem agradáveis.
Só para o professor: Enfatize o fato de que tanto Saulo/Paulo quanto a igreja cristã primitiva necessitavam permitir que Deus abrisse sua mente. Paulo precisava perceber que aquilo que em sua concepção não poderia ser verdade era, de fato, a verdade. Os primeiros cristãos judeus, por sua vez, tinham que ser despertados para o fato de que o evangelho era para todos, mesmo os gentios.

Você quer se tornar realmente mau? Não mau como um “incompreendido”, não mau como o tipo de pessoa “diamante bruto”, com o notório coração de ouro, mas mau como alguns dos homens mais perversos do mundo? Você deve começar convencendo a si mesmo de que você é bom. Tão bom que você se considera melhor do que qualquer pessoa. Ou que você não pode fazer nada de errado. Não apenas isso, mas porque você tem Deus ao seu lado, quem se opõe a você se opõe a Deus. O filósofo e matemático francês Blaise Pascal escreveu: “Os homens nunca fazem o mal tão completa e alegremente como quando o fazem a partir de uma convicção religiosa”. Poderia ser você. Poderia ser qualquer um de nós se, em devoção equivocada, nos colocássemos no lugar de Deus e parássemos de ouvir o verdadeiro Deus.

Nesta semana, estudaremos alguém que estava seguindo esse caminho: Saulo de Tarso. Ele prosseguia em seu caminho para se tornar, como ele disse mais tarde, o principal dos pecadores (1Tm 1:15). Mas Deus tinha outros planos para ele.

Comente com a classe: É importante ter certeza, de maneira sensata, a respeito do que acreditamos e por que acreditamos. Como podemos equilibrar essa exigência com a necessidade de humildade para perceber que nossas ideias e percepções são falíveis e podem precisar de mudança, à medida que aprofundamos nosso relacionamento com Deus e nosso entendimento de Sua Palavra?

Compreensão
Só para o professor: Nos evangelhos, conhecemos Jesus Cristo. Ficamos familiarizados com Sua personalidade, Sua natureza, Sua missão e Sua relação com as coisas que haviam ocorrido antes, as quais Ele veio cumprir. Em Atos vemos como os primeiros discípulos avançaram na luz da missão e da mensagem de Jesus. Vemos antigas formas desafiadas, transformadas e vidas renovadas. Em nenhum lugar esse processo é mais claro do que na vida e carreira de Saulo/Paulo. Enfatize como esse processo de provação e transformação se repete em nossa vida pessoal.

Comentário Bíblico

I. Espectador culpado
(Recapitule com a classe At 7:588:1-5.)

Em inglês há uma expressão: “I’ll hold your coat for you” [Eu seguro seu casaco]. Como muitas outras expressões na língua inglesa, essa poderia ter vindo da Bíblia; nesse caso, de Atos 7:58. Ela pode ser usada em uma das duas seguintes maneiras: Uma pessoa pode aprovar um ato de violência ou agressão, mas não estar muito disposta a praticá-lo por si mesmo; ou pode ser um comentário mordaz de uma pessoa que apoia o derramamento de sangue, mas nunca assume realmente os riscos pessoais.

Como cristãos e estudantes da Bíblia, vemos Saulo de Tarso como um grande perseguidor. Mas pouco sabemos sobre ele ou suas atividades antes dos eventos contados nesses versos. Ele tinha opiniões fortes sobre os cristãos primitivos, antes de assistir à pregação de Estêvão? Obviamente, a pregação de Estêvão foi suficiente para motivá-lo a algum tipo de ação, mas por quê? Foi ele atraído pela mensagem, ao mesmo tempo em que tinha aversão a ela? Ele sabia que ela era verdadeira, mesmo quando tentava forçar a si mesmo e aos outros a acreditar que não era?

Considere as ações de Saulo. Ele não foi um participante ativo na morte de Estevão, a julgar pela passagem. De toda maneira, o autor possivelmente não se preocupasse em mencionar isso, mas apenas em apresentar Saulo como um personagem que depois se tornaria importante para a narrativa de Atos. Se tudo que Paulo houvesse feito tivesse sido agir como um inocente espectador, teria sido difícil culpá-lo – muito menos lançar sobre ele a responsabilidade – de algum crime, com base nas informações dadas no texto. Talvez ele tivesse incitado os assassinos de Estêvão, mas isso não está registrado. Ao contrário da expressão mencionada antes, ele nem sequer segurou as vestes. Ele viu seus companheiros apedrejar Estêvão. Dois versos depois, é dito que ele aprovava a morte de Estêvão. Mas podemos supor que isso provavelmente não tivesse sido ideia dele.

Isso significaria que Paulo não era culpado da morte de Estêvão? Ele mesmo sentia que havia sido, e carregou a culpa pelo resto da vida. Temos boas razões para acreditar que o relato dos eventos de Atos foram contados a Lucas (geralmente considerado o autor de Atos, bem como do evangelho que leva seu nome) pelo próprio Paulo, e que Paulo tivesse insistido bastante para que Lucas mencionasse seu papel e seu consentimento. E vários versos mais à frente, em Atos 8:1-5, foi demonstrado que ele era o perseguidor sanguinário que todos conhecemos.

Por que Paulo não teve um papel mais ativo no apedrejamento de Estêvão? Ele era um manipulador nos bastidores, ou estava esperando para ver o que fariam as autoridades que ele venerava e cujo exemplo seguia? Em qualquer caso, sua decisão de facilitar esse ato de violência coletiva, disfarçada de justiça teocrática, o tornou culpado como se ele mesmo tivesse recolhido e jogado todas as pedras, embora aparentemente ele não tivesse praticado nenhuma ação. Somente a graça de Deus poderia desviá-lo do caminho que ele livremente havia escolhido para si.

Pense nisto: Você já tomou uma decisão errada, que teve repercussões muito além das circunstâncias imediatas, ao deixar de agir, ou agindo passivamente para facilitar uma injustiça ou irregularidade? Como você acertou a situação?

II. A conversão de Saulo
(Recapitule com a classe At 9:1-1822:6-2126:12-191Co 9:115:3;. Gl 1:11, 1215, 16.)

Mencionar o evento relatado nas passagens acima como uma conversão é correto, mas não é realmente adequado. As palavras bíblicas que geralmente traduzimos como “conversão” (sub em hebraico e epistrophe, em grego) se referem a uma virada ou um retorno a Deus ou ao caminho que conduz a Ele. Por isso, é um ato da vontade, auxiliado por Deus ou Seu Espírito.

Saulo, por outro lado, não se converteu por si mesmo; mais do que isso, ele foi convertido. Até o momento em que o Cristo vivo apareceu e o incapacitou, não vemos nenhum sinal de mudança de coração em Saulo. As passagens nos capítulos 8 e 9 não dizem nada sobre seu estado interno. Vemos bastante sobre seu estado externo, vividamente descrito em termos que lembram um animal feroz e predador (At 8:3). O Espírito Santo estava trabalhando nele? Sem dúvida, mas para ver isso seria preciso fé maior do que a maioria tinha naquele tempo e do que muitos têm hoje.

A experiência de Saulo foi uma conversão que resultou em uma mudança dramática de sua trajetória anterior. E por mais irresistível que a experiência e o chamado tenham sido, e por mais absurda que seja esta ideia ao leitor, Saulo poderia ter rejeitado o chamado – pelo menos em teoria. Mas o que aconteceu ali? Em primeiro lugar, Saulo foi privado de suas faculdades, incluindo a visão. Deus tirou as coisas das quais Saulo dependia. Tudo o que ele podia fazer era sentar e ouvir. E quando Deus finalmente obteve toda a atenção dele, então, deu a Saulo uma revelação, que ele descreveu mais tarde, em diversos lugares, como uma visão do Cristo ressuscitado. Por mais incrédulos que os outros pudessem ter sido, Paulo não hesitou em comparar essa experiência com a dos apóstolos, que haviam andado e falado pessoalmente com Jesus Cristo, durante Seu ministério terrestre.

Jesus Cristo deu a Saulo o melhor que Ele tinha, o homem que menos merecia isso. Para alguns, essa generosidade pode ter sido desconcertante ou até mesmo revoltante. Mas se alguém tem consciência de que é um pecador necessitado da graça, a conversão de Saulo demonstra o quanto a graça é ilimitada e poderosa.

Pense nisto: Embora afirmemos crer na graça de Deus, algumas vezes podemos ser tentados a imaginá-Lo distribuindo-a em colheradas pesadas rigorosamente. Por que somos tentados a pensar dessa forma? Chegamos até mesmo a desejar que as coisas fossem assim?

Aplicação
Só para o professor: Use as seguintes perguntas para ajudar seus alunos a ver o que a conversão de Saulo de Tarso nos ensina sobre a graça de Deus e como devemos reagir a ela.

Perguntas para reflexão 
Na realidade, pouca coisa é dita sobre o início da vida de Saulo e as influências que o moldaram. Em sua opinião, que motivos ele teve para perseguir os cristãos?

Em Atos 9:5, a misteriosa voz se refere a Saulo dando murros contra os aguilhões. Como exatamente Deus estava “ferindo Saulo com o aguilhão”, mesmo quando ele parecia agir de forma muito contrária à vontade de Deus?

Perguntas de aplicação
1. Todos nós conhecemos, ou ouvimos falar sobre pessoas com histórias espetaculares de conversão, e talvez a nossa seja um pouco mais comum. De que forma você percebeu a graça de Deus manifestada na sua história, talvez no próprio fato de que você não teve que experimentar todas essas coisas?

2. Como você reage quando uma pessoa de quem você desconfia, ou tem motivos para temer ou rejeitar, parece ter mudado para melhor?

Criatividade
Só para o professor: A história de Saulo é, acima de tudo, uma história de graça. Deus lhe mostrou a graça quando ele não a estava buscando nem sentia necessidade dela. E aqueles a quem Saulo perseguiu, ou poderia ter perseguido, aprenderam como uma pessoa pode ser verdadeiramente transformada por essa graça e como podem manifestar a graça em sua vida. A seguinte atividade é destinada a incentivar os alunos a tornar a graça uma parte da sua vida e pensamentos diários.

Atividade: Todos enfrentamos situações ou pessoas difíceis. Como reagimos? Será que temos um ataque de fúria? Dizemos certas palavras e frases quando pensamos que ninguém pode ouvi-las? Será que nutrimos silenciosamente nossos ressentimentos?

Na próxima semana, medite sobre a graça ao se deparar com uma situação ou relacionamento desafiadores. Considere isso como oportunidades para aprender ou uma oportunidade para praticar a demonstração da graça. Quando os pensamentos habituais entrarem em sua mente e, talvez, saírem de sua boca, conscientemente pense – e diga – algo diferente. Proteja seus pensamentos com um verso bíblico apropriado. Traga um relatório na próxima semana. Como a experiência com a graça mudou sua maneira de agir e sentir em tais situações?


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/aux142011.html


O evangelho em Gálatas

Nossa maior necessidade

Pr. Matheus Cardoso
Editor-assistente dos livros do Espírito de Profecia
na Casa Publicadora Brasileira

“Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo deve ser nossa primeira ocupação.”1 Com essas palavras, Ellen G. White iniciou sua matéria de capa na Review and Herald de 22 de março de 1887. Título: “A maior necessidade da igreja”.

Hoje, 124 anos depois, essas palavras são familiares a nós, principalmente depois da última assembleia mundial da igreja, que lançou um “apelo urgente por reavivamento e reforma”. Tanto tempo depois, essa ainda é nossa maior necessidade, como indivíduos e como igreja mundial.

Apenas um ano depois daquele enfático chamado ao reavivamento, Deus levantou dois jovens pastores para proclamar uma importante mensagem na assembleia mundial da igreja, realizada na cidade de Minneapolis, nos Estados Unidos. Esses jovens se chamavam Alonzo T. Jones e Ellet J. Waggoner. A pregação deles se tornou conhecida como a “mensagem de 1888”.2 De acordo com alguns estudiosos adventistas, esse foi o momento mais decisivo da história de nossa igreja.

Pouco depois da reunião, Ellen White escreveu: “Quando o irmão Waggoner apresentou essas ideias em Minneapolis, foi a primeira vez que ouvi claramente o ensino a respeito desse assunto vindo de lábios humanos, exceto pelas conversas mantidas entre meu marido e eu. E, quando outra pessoa o apresentou, cada fibra de meu coração disse: Amém!”3

Em outra ocasião, ela disse, de maneira ainda mais entusiasmada: “Em Sua grande misericórdia, o Senhor enviou preciosa mensagem a Seu povo por intermédio dos pastores Waggoner e Jones. […] Essa é a mensagem que Deus manda proclamar ao mundo. É a terceira mensagem angélica que deve ser proclamada com alto clamor e regada com o derramamento de Seu Espírito Santo em grande medida.”4

Em que consiste essa mensagem, e por que ela é tão importante? Nas palavras de Ellen White, “essa mensagem devia pôr de maneira mais preeminente diante do mundo o Salvador crucificado, o sacrifício pelos pecados de todo o mundo. Apresentava a justificação pela fé no Fiador; convidava as pessoas a receber a justiça de Cristo, que se manifesta na obediência a todos os mandamentos de Deus”.5

Fonte de reavivamento
A mensagem proclamada por Jones e Waggoner em 1888 tinha por base principalmente a carta de Paulo aos gálatas. Toda a discussão em Minneapolis ocorreu em torno desse livro. Durante a década seguinte, os ensinos de Jones e Waggoner se tornaram tão populares que, em 1900-1901, Waggoner produziu um comentário6 e uma Lição da Escola Sabatina (em três trimestres!) a respeito de Gálatas.7

Em resultado do trabalho de Ellen White, Jones e Waggoner, foram promovidos inúmeros reavivamentos entre os adventistas durante a década de 1890. Para muitos, Cristo Se tornou um Salvador mais real, e Gálatas, um livro fascinante.

O forte apoio dado por Ellen White a Jones e Waggoner, no entanto, não significa que ela tenha aprovado tudo o que foi dito por eles, inclusive sobre Gálatas.8 A grande contribuição desses dois pregadores foi ter chamado a atenção dos adventistas para Cristo e o verdadeiro evangelho. Para Ellen White, a mensagem de 1888 não se constitui precisamente nas palavras de Jones e Waggoner, mas noensino bíblico sobre a justificação pela fé. E é esse ensino que estudaremos durante os próximos três meses.

O que existe de tão extraordinário em Gálatas que levou Ellen White a apoiar Jones e Waggoner de maneira tão entusiasmada? Por que um livro bíblico tão pequeno foi capaz de produzir grandes reavivamentos na igreja? Mais importante do que isso, como a mensagem de Gálatas pode nos levar a um verdadeiro reavivamento, hoje mesmo?

Durante este trimestre, conheceremos a principal fonte da mensagem de 1888: a carta de Paulo aos gálatas. Por meio desse estudo, poderemos desenvolver um relacionamento mais profundo com Cristo e experimentar a realidade do evangelho. Essa continua sendo nossa maior necessidade.

1. Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 121.

2. Para saber mais a respeito do assunto, veja George R. Knight, A Mensagem de 1888 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2003).

3. Ellen G. White, The Ellen G. White 1888 Materials, p. 349.

4. Idem, Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 91, 92.

5. Ibid.

6. E. J. Waggoner, The Glad Tidings (Oakland, CA: Pacific Press, 1900).

7. [Idem], Sabbath-School Lessons in Galatians, julho-setembro, outubro-dezembro de 1900, janeiro-março de 1901.

8. Para exemplos de temas em que Ellen White discordava de Jones e Waggoner, inclusive em relação a aspectos da justificação pela fé, veja Knight, A Mensagem de 1888, p. 75-79.

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Lição 1 – Paulo: apóstolo dos gentios

Pr. Matheus Cardoso
Editor-assistente dos livros do Espírito de Profecia
na Casa Publicadora Brasileira

Antes de estudarmos Gálatas, é necessário saber como Paulo começou a proclamar a mensagem do evangelho. É isso o que estudamos na lição desta semana. Vimos como Saulo, o perseguidor dos cristãos, teve um encontro transformador com Jesus na estrada de Damasco. Ele se tornou Paulo, aquele que proclamou intensamente o evangelho aos judeus e aos gentios.

“O encontro com o Senhor o ajudou a enxergar três coisas. Primeira, o Messias já havia vindo e estava vivo. Segunda, ele estava sendo chamado para ser embaixador de Cristo, em vez de perseguidor de cristãos. Terceira, o Israel literal não tinha direitos exclusivos sobre a mensagem do evangelho” (Lição de Jovens, domingo).

Mas, desde o início, a pregação de Paulo despertou controvérsias entre os cristãos a ponto de, já ao final de sua primeira viagem missionária, a igreja organizar aquele que ficou conhecido como o Concílio de Jerusalém, o primeiro concílio eclesiástico (At 15).

O problema central era: Como um gentio pode ser admitido à fé? Ou seja, que precisa fazer para ser salvo? Paulo ensinava que tudo o que precisa fazer é crer no sacrifício de Jesus. Mas os cristãos que discordavam dele “achavam que a fé em Jesus, apenas, não era suficiente como sinal característico do cristão; a fé, eles argumentavam, devia ser complementada com a circuncisão e obediência à lei de Moisés” (Lição de Adultos, quinta-feira).

Aqueles que discordavam de Paulo tinham ideias equivocadas sobre basicamente dois assuntos: (1) o que ocorreu com a lei por ocasião da morte de Cristo e (2) qual é a missão da igreja. A seguir, abordaremos esses dois assuntos. No fim deste comentário, veremos algumas aplicações práticas sobre o tema geral da semana.

1. A lei e o templo no plano da salvação
Muitos podem estranhar este fato, mas, no início, a única diferença significativa entre os cristãos (que eram praticamente todos judeus) e os demais judeus é que os primeiros acreditavam que Jesus é o Messias.1 No entanto, eles continuavam a frequentar o templo e a participar de pelo menos algumas das cerimônias realizadas nesse local (At 2:46; 3:1; 21:17-26; Gl 2:11-14). Algum tempo se passou até compreenderem que o templo já havia cumprido sua função. Dois notáveis pregadores foram os primeiros a perceber essa verdade: Estêvão e Paulo.

Quando se fala das leis cerimoniais, logo surge na mente o nome de Paulo. Porém Estêvão já ensinava várias ideias que depois seriam enfatizadas pelo apóstolo. Estêvão foi acusado de “falar contra este lugar santo [o templo] e contra a lei” (At 6:13)2 e de ensinar que “Jesus, o Nazareno, destruirá este lugar e mudará os costumes que Moisés nos deixou” (v. 14).

É verdade que os ensinos de Estêvão foram distorcidos por seus acusadores (v. 13), mas, assim como aconteceu com Jesus (Mt 26:59-61; cf. Jo 2:19, 20), as acusações não pareciam ser totalmente falsas e sem fundamento. Em seu último discurso, Estêvão argumentou, por exemplo, que “o Altíssimo não habita em casas feitas por homens” (At 7:48). Com isso, ele estava dizendo claramente que o templo de Jerusalém não desempenhava mais nenhum papel no plano da salvação (v. 44-50). Paulo usaria o mesmo argumento para mostrar que o templo já havia cumprido seu objetivo (Hb 8:1, 2; 9:24; cf. 8:13; 10:1-4).

Paulo foi influenciado pelas pregações de Estêvão e de outros judeus cristãos que já tinham uma compreensão semelhante sobre a lei (At 6:9, 10; 8:4-8).3 Estêvão e esses judeus (At 6:1, 5, 9), bem como Paulo (At 21:39), haviam nascido fora de Israel. Portanto, viviam em meio aos gentios e falavam grego. Isso deve tê-los ajudado a se tornarem mais abertos ao fato de que o templo e seus rituais não era mais relevantes para o povo de Deus.

Como seria esperado, Paulo acabou recebendo as mesmas acusações lançadas contra Estêvão. Os adversários de Paulo diziam que ele ensinava “contra o nosso povo, contra a nossa lei e contra este lugar [o templo]” (At 21:28). Em resposta, ele afirmava acreditar “em tudo o que concorda com a lei e no que está escrito nos Profetas” (At 24:14). Mais do que isso, no fim de sua vida podia dizer que jamais fizera “nada contra o nosso povo nem contra os costumes dos nossos antepassados” (At 28:17).

Aqueles que defendiam que os gentios deveriam ser circuncidados e obedecer à lei para se tornar cristãos ainda não tinham a mesma compreensão que Estêvão e Paulo. Em grande parte, a carta aos gálatas foi escrita para esclarecer esse equívoco. Uma das perguntas mais importantes de Gálatas é: “Qual era […] o propósito da lei?” (Gl 3:19).

Mas, como veremos durante este trimestre, a circuncisão e as leis cerimoniais eram apenas a “ponta do iceberg” de toda a questão…

2. Missão universal
A segunda razão que levou alguns a exigirem que os gentios praticassem a circuncisão era o fato de não compreenderem a missão da igreja. Pouco antes de subir ao Céu, Jesus disse que o evangelho deveria ser pregado a “todas as nações” (Mt 28:19) e “até os confins da Terra” (At 1:8). Apesar da clareza da ordem, o livro de Atos mostra que os cristãos demoraram algum tempo para compreendê-la.

Os primeiros 15 capítulos de Atos descrevem grandes mudanças que ocorreram no cristianismo, de uma igreja formada apenas por judeus até uma igreja composta por judeus e gentios. Durante esse processo, se passaram cerca de 15 anos.

Por essa e outras razões, muitos imaginam que os judeus do tempo de Jesus eram fechados dentro de sua própria nação e não tinham senso missionário. Mas essa ideia é equivocada. Eles estavam profundamente envolvidos em contatos missionários e conversões (Mt 23:15).

Além disso, os conversos não eram forçados a viver de acordo com todas as leis e costumes judaicos. Havia os chamados “tementes a Deus” (At 2:5), que aceitavam os princípios da fé judaica e frequentavam as sinagogas, mas não seguiam algumas leis, como a circuncisão. Era o caso de Cornélio e sua família (At 10:1, 2).

Como veremos durante este trimestre, realmente havia equívocos entre muitos judeus daquela época. Mas, infelizmente, muitos cristãos apresentam uma imagem caricaturizada da cultura judaica do primeiro século. Em alguns momentos, tentaremos corrigir essa visão distorcida.

A exigência dos oponentes de Paulo não era simplesmente que os gentios deveriam guardar as leis cerimoniais (At 15:1). Para eles, aceitar Jesus significava se tornar judeu em todos os aspectos (v. 5), visto que eles ainda consideravam o cristianismo como uma denominação judaica. E tornar-se judeu significava abraçar tudo o que era ensinado e praticado pelo judaísmo. Por isso, uma das perguntas mais importantes de Gálatas é: O que é um filho de Abraão? Quem realmente é o “Israel de Deus”? (Gl 6:16).

O estudo de Gálatas irá esclarecer também essa questão, mas, por enquanto, guarde as três perguntas que fizemos acima (elas estão destacadas em itálico). Retornaremos a elas várias vezes:

O que um gentio precisa fazer para ser salvo?
Qual era o propósito da lei?
Quem é o “Israel de Deus”?

Aplicações práticas
1. Transformação (im)possível – Quando lemos a história da conversão de Paulo, é surpreendente ver como o maior perseguidor da igreja pôde se tornar seu maior defensor. “A conversão e chamado de Paulo também demonstram o poder da graça. Se nós conhecêssemos Paulo antes de sua conversão, teríamos a certeza de que ele jamais se converteria. Talvez até pensássemos que ele já havia blasfemado contra o Espírito Santo. Mas a conversão de Paulo nos lembra do poder de Deus para transformar as pessoas mais improváveis. Nunca devemos parar de orar por aqueles que parecem impossíveis de ser alcançados, porque a salvação é do Senhor. […]
“Que maravilha o fato de que Deus salva pecadores que têm completa aversão por Ele! Não recebemos o crédito por nossa salvação. […] Nós não somos melhores do que outros. Não somos sábios que veem o que outros não veem. […] Quando pensamos que o Senhor nos salvou por Sua graça, nosso coração ficará cheio de louvor e gratidão.”4

O encontro de Paulo com Jesus na estrada de Damasco transformou aspectos fundamentais da vida do futuro apóstolo, como sua religião e missão.5 As mesmas características que existiam no ministério de Paulo precisam estar presentes em nossa vida.

2. Mudança de foco religioso – Antes de conhecer a Cristo, Paulo vivia uma religião centralizada em si mesmo e em suas ações. Ele pensava que a obediência à lei podia compensar pecados cometidos e fazer com que alguém seja aceito por Deus. A conversão de Paulo em nada diminuiu sua disposição em obedecer aos mandamentos (Rm 3:31; 8:4; cf. Mt 5:20), mas Cristo passou a ser o centro de sua religião e vida (1Co 2:2).

Todos nós precisamos ter um encontro com Cristo, talvez não tão extraordinário, mas não menos real que o que teve Paulo. Quando compreendemos quem é Jesus, passamos a considerar todo o restante como secundário (Fp 1:21). Percebemos que mesmo nosso melhor é insuficiente para que sejamos aceitos por Deus. Então não existe espaço para acharmos que nossos talentos, habilidades e realizações nos tornam boas pessoas ou superiores aos outros. O grande objetivo de nossa vida é deixar que Cristo apareça em nós (Gl 2:20).

3. Nova missão – Antes do encontro com Jesus, Paulo era um shaliah, apóstolo do judaísmo, levando terror e destruição àqueles a quem considerava inimigos da fé judaica. Depois, como apóstolo de Jesus, passou a levar perdão e salvação aos pecadores. E Paulo não escolhia audiência. Pelo contrário, ele chegava ao ponto de se considerar devedor para com todos (Rm 1:14). Gregos ou bárbaros, sábios ou ignorantes, todos precisavam ouvir a mensagem de Jesus e Sua maravilhosa graça.
“Nenhum de nós é o apóstolo Paulo. Nenhum de nós foi chamado para ser um apóstolo, e poucos fomos chamados para o ministério pastoral. Mas todos nós fomos chamados para servir ao Senhor onde quer que Ele tenha nos colocado. Somos chamados a declarar Sua glória no lugar em que vivemos. Temos o privilégio de compartilhar a Palavra da vida com aqueles que estão em trevas. Devemos não apenas viver de maneira que mostre Cristo aos outros, mas também proclamar a mensagem do evangelho em nossa vizinhança e local de trabalho.”6

1. Esta seção se baseia em Wilson Paroschi, “Estevão, Israel e a igreja”, Parousia, ano 6, nº 1 (1º semestre de 2007), p. 39-52.

2. Todos os textos bíblicos são extraídos da Nova Versão Internacional.

3. Veja Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 115, 116.

4. Thomas R. Schreiner, Galatians, Exegetical Commentary on the New Testament, v. 9 (Grand Rapids, MI: Zondervan, 2010), p. 104.

5. O restante do texto se baseia em Wilson Paroschi, “A visão do crucificado”, Ministério, setembro-outubro de 2010, p. 17-20. A citação foi acrescentada.

6. Schreiner, Galatians, p. 104, 105.


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COMENTÁRIOS SIKBERTO MARKS

Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Quarto Trimestre de 2011

Tema geral do trimestre: O Evangelho em Gálatas

Estudo nº 01 – Paulo: apóstolo dos gentios

Semana de    24 de setembro a 1º de outubro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristovoltara.com.br marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar: “Ouvindo isso, não apresentaram mais objeções e louvaram a DEUS, dizendo: ‘Então, DEUS concedeu arrependimento para a vida até mesmo aos gentios!’” (Atos 11:18, NVI).

Introdução de sábado à tarde

Há duas possibilidades mais frequentes de perseguição: pessoas erradas pensando sinceramente estarem corretas perseguindo pessoas que são corretas; e pessoas erradas, intolerantes, sabendo que estão erradas, perseguindo as pessoas que são corretas. Essas são as duas situações mais frequentes em se tratando de perseguição religiosa, principalmente no cristianismo. Via de regra, perseguidas eram as pessoas de vida correta diante de DEUS.

Paulo era do primeiro tipo. Ele fora educado nas boas escolas judaicas. Aguardava o Messias, como todos os judeus. E jamais aceitou que Aquele homem pobre, que finalmente foi pregado e morto numa cruz, fosse de fato o Messias. Era sincero em seus pensamentos. E de tão zeloso, mas com um zelo sem equilíbrio e mal fundamentado, descobriu-se militando por uma causa errada, falsa e perdedora. Na verdade estava lutando contra DEUS, pensando estar ao lado de DEUS. Assim pensam muitos hojeem dia. Equando se adiciona mais um ingrediente, o do fanatismo, então facilmente se faz o que Paulo consentia em se fazer: prender pessoas e levá-las para a cadeia, e até matá-las.

Mas Paulo de sinceramente errado passou a sinceramente esclarecido, e se tornou no mais esforçado dos apóstolos, sendo que nunca fez parte do grupo dos apóstolos no tempo de JESUS. É possível que ele nunca tenha visto JESUS, embora tenha estudado em Jerusalém “aos pés de Gamaliel”, onde foi educado “segundo a exatidão da lei. . .“ (At 22:3). Gamaliel era neto de Hillel, um dos mais importantes rabinos judeus. Ele era “acatado por todo o povo” (Atos 5:33-39).

Paulo disse de si mesmo: “Eu sou judeu, natural de Tarso, cidade não insignificante da Cilícia” (At 21:39), “da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu” (Fp 3:5). Chamou a si de “israelita da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim” (Rm 11:1). Mas ele se mostrava arrependido em profundidade por ter perseguido a igreja: “Porque eu sou o menor dos apóstolos”, escreveu, “. . . pois persegui a igreja de Deus” (1 Co 15:9). Em outras passagens ele se denomina “perseguidor da igreja” (Fp 3:6), “como sobremaneira perseguia eu a igreja de Deus e a devastava” (Gl 1:13). “Saulo, porém, assolava a igreja, entrando pelas casas e, arrastando homens e mulheres, encerrava-os no cárcere” (Atos 8:3).

Esse homem, na tendência um perigo para o futuro da igreja, tornou-se um poder de DEUS para levar a mensagem aos gentios. Quando estamos sinceramente errados, e se ao descobrirmos formos humildes, continuaremos sendo sinceros, mas mundando para o certo.

  1. Primeiro dia: Perseguidor dos cristãos

Não é como começamos a vida que interessa, e sim, como continuamos. Paulo, no livro de Atos, começou aparecendo como feroz perseguidor dos cristãos. Mas ele assim não continuou. No restante do livro de Atos, aparece como o principal pregador do evangelho de JESUS. Tanto que, em vez de Atos dos apóstolos, quase se poderia mudar o nome do livro para Atos de Paulo. Assim como DEUS mudou o nome de Abrão para Abraão, o nome de Jacó para Israel, mudou o de Saulo para Paulo. E quando DEUS muda o nome, algo importante acontece na vida dessa pessoa. Um dia todos os que forem salvos terão seus nomes mudados.

Saulo, depois de ter estudado em Jerusalém, tornou-se forte opositor do que chamavam de nova seita. Essa seita parecia minimizar a importância do templo, que os judeus tanto prezavam. O Salvador esteve nesse templo, mas ao Salvador não viram, ao templo sim. O templo tinha a sua importância, mas não acima de quem ali era anunciado.

Eles prezavam também a lei, em especial, os fariseus, e Saulo era um deles. Todo aquele que ensinasse sobre JESUS, e afirmasse que Ele havia ressuscitado, e que fora ao Céu, e que voltaria, se tornava inimigo do templo e da lei. Acontece que os principais do templo, os membros do Sinédrio, que defendiam o templo, foram os que haviam condenado JESUS como digno de morte. Eles é que levaram a Pilatos a mandar pregar JESUS na cruz. Assim, esses homens procuravam acusar todo aquele que ensinasse a respeito de JESUS que este seria inimigo do templo e da lei. Que ironia, pois na verdade eram bem estes que defendiam a lei, e que respeitavam o templo. “Sinédrio estava fazendo o máximo para deter o progresso do evangelho. Por ele foram escolhidos homens para seguirem os apóstolos, especialmente Paulo, e por toda a maneira possível opor-se a sua obra. Se os crentes em Cristo fossem condenados pelo Sinédrio como quebrantadores da lei, seriam levados a sofrer imediata e severa punição como apóstatas da fé judaica” (Atos dos apóstolos, 404 e 405).

  1. Segunda: A conversão de Saulo

“Duro é recalcitrar contra os aguilhões” (Atos 9:5), foi o que JESUS mesmo disse a Saulo. Que sermão melhor seria o de Estêvão enquanto morria! Ele falou sobre JESUS, e foi morto por isso, e Saulo estava lá, segurando as vestes dos matadores. E o semblante desse homem justo, sem ódio, pronunciando palavras de perdão, nada disso fez Saulo pensar que talvez estivesse fazendo a coisa errada. E certamente houve outras situações que Saulo poderia ter mudado de atitude, mas não mudou. Essa frase de JESUS dá claramente a entender que Saulo já obtivera informações suficientes e já deveria ter-se arrependido de seus atos. Mas não o fez. Por fim, ele estava tendo ao que parece a última advertência de não continuar nesse caminho. Foi o próprio Senhor JESUS quem foi ao encontro de Saulo, e o derrubou do cavalo. Quando Saulo perguntou: “quem és, Senhor?” a voz do Céu lhe disse: “Eu Sou JESUS, a quem tu persegues” (Atos 9:5).

Mais claro e evidente que essa afirmativa não poderia haver. JESUS conhecia a motivação de Saulo. Sabia que ele era zeloso, que era sincero em seus atos, mas que estava cego pelo ódio, pois ele era um destruidor fanático. Tornara-se num homem disposto a exterminar a nova seita, se possível; matar todos. Mas havia algo promissor: ele fazia isso por zelo, querendo acertar. Se ele soubesse que estava completamente errado, mudaria. No entanto, as mensagens anteriores a essa não foram eficazes, pois o seu lado zeloso estava cegado pelo ódio.

O pior é quando fazemos a coisa errada, sabemos que estamos errados, e insistimos em permanecer assim. Também é uma desgraça quando descobrimos que estamos errados, mas por orgulho, não queremos admitir, e também insistimos em permanecer no erro. Mas Saulo era do tipo que, descobrindo estar no erro, pela sua sinceridade e traços de humildade, teve a nobreza de fazer a mudança em sua vida. Por esse motivo DEUS o perdoou. E assim, de perseguidor tornou-se um aliado dos cristãos, e motivo de perseguição da parte de seus antigos aliados. Ele literalmente mudou de lado. O que ele levou de seus antigos tempos era a sinceridade.

  1. Terça: Saulo em Damasco

Que momentos de altas perplexidades passaram viárias pessoas em Damasco. Sabiamque Saulo vinha para exterminá-los. Ele se tornara um dos principais perseguidores, aliados ao grupo de ferozes inimigos de JESUS, que O haviam mandado para a cruz. Mas agora ele era um homem arrependido, e o arrependimento acontecera no caminho, já próximo a Damasco. É uma típica história para ninguém acreditar, mais parecendo algum tipo astuto de emboscada. O que se passava na cabeça de Saulo, na casa de seu hospedeiro? Antes, cego espiritual, agora, cego físico. Como cego espiritual, podia perseguir aos seguidores de JESUS, agora como cego físico, estava tendo tempo para refletir sobre muitas coisas. Ele teve tempo para pensar nas palavras e atitude de Estevão, de outros, e principalmente de JESUS. Percebeu que não havia atentado às mensagens anteriores a de JESUS. E se não atentasse a essa mensagem? Qual seria o seu futuro? Tudo o que Saulo não queria era lutar contra DEUS, mas era exatamente isso que ele estava fazendo. Ele estava do lado dos assassinos de JESUS. E descobriu isso de uma forma radical, prostrado ao solo. Ele foi um tição tirado do fogo, para não ser consumido pelo fogo de satanás, no inferno de seu destino.

Saulo era dedicado à sua missão. Ele fazia o seu trabalho com grande esforço. Queria em pouco tempo eliminar os seguidores de JESUS, que considerava morto. Mas, de um momento para outro, em questão de minutos, estava mudando de atitude. Agora a missão de Saulo seria levar a mensagem da cruz e da ressurreição de JESUS aos gentios. Essa era a verdadeira missão de Saulo. Muitas vezes certamente ele fora advertido de sua errada militância, mas, afinal, diante do próprio Senhor que ele perseguia, percebeu o erro e decidiu pela mudança de sentido em sua vida, de perseguidor a aliado de JESUS. Ele aproveitou corretamente o que possivelmente seria a sua última oportunidade.

  1. Quarta: O evangelho vai aos gentios

Foi em Atioquia que o registro bíblico relata o primeiro sermão de Paulo. Talvez tivesse falado a público antes disso, mas não se sabe. Ele foi convidado por Barnabé, que era fervoroso seguidor de JESUS, vindo da ilha de Chipre.

Antioquia era a terceira cidade em importância no Império Romano. “Flávio Josefo descreve Antioquia como tendo sido a terceira maior cidade do império romano, menor que Roma e Alexandria, e também do mundo, com uma população estimada em mais de meio milhão de habitantes. Cresceu a ponto de se tornar o principal centro comercial e industrial da Síria Romana. Era considerada como a porta para o Oriente. César, Augusto e Tibério utilizavam-na como centro de operações. Era também chamada de “Antioquia, a bela“, “rainha do Oriente“, devido às riquezas romanas que a embelezavam, desde a estética grega até o luxo oriental” (Wikipédia).

O ESPÍRITO SANTO cuidou dos fatos. Havia em Antioquia cidadãos de vários lugares do mundo. Era uma importante rota comercial, de afluxo de pessoas de vários lugares do mundo. Sua importância no cenário político também era importante no Império Romano. Por esses motivos, para lá iam pessoas de quase todos os lugares e saíam pessoas para quase todo os lugares. Assim sendo, fundar uma igreja nessa cidade era uma decisão estratégica, que facilitaria a disseminação da mensagem de CRISTO ao mundo todo. E era bem favorável, pois já os judeus cristãos haviam fugido de Jerusalém para essa cidade. Portanto, havia nela um núcleo de cristãos, o que faltava era organizar a igreja e dar-lhe ímpeto missionário. Para esse fim, Barnabé percebeu com toda a clareza, iluminado pelo ESPÍRITO SANTO, que o homem certo seria Paulo, com sua energia e zelo, com sua coragem e determinação de fazer tudo de modo correto e completo. Pois Antioquia foi a cidade pólo das viagens missionárias de Paulo, e ela se tornou como um trampolim para a evangelização de muitos lugares do mundo.

Quinta: Conflitos dentro da igreja

Houve polêmica na igreja primitiva. Era um conflito negativo, que prejudicou o andamento da igreja, e aos poucos a enfraquecia. Uma organização dividida sempre enfraquece, mesmo que isso leve tempo. Uma organização já enfraquecida por divisões, nunca consegue recobrar a força, se não mudar de atitude. Eles, naquela época, enfraqueceram. Levou algumas décadas, pois os líderes originais, que aprenderam de CRISTO, e outros que aprenderam destes, eram poderosos e indestrutíveis pois possuíam o poder de DEUS. Mas a terceira geração de pregadores, que vieram depois do ano 100, já não possuíam mais o mesmo poder. E assim a igreja foi enfraquecendo para no quarto século depois de cristo, entrarem heresias terríveis, entre elas, a santificação do domingo.

Que grande polêmica surgiu já na primeira década após o Pentecostes? Foi a questão da circuncisão dos gentios. Não ficou claro para muitos que nem judeus nem gentios não precisavam mais ser circuncidados na carne, e sim, em espírito, isto é, pela transformação do caráter. A par disso, havia preconceito contra os gentios, porque não eram judeus. Esse preconceito também se estendeu sobre os pregadores que iam aos gentios, dentre eles, Pedro e Paulo, além de outros. Quando enfim a questão foi esclarecida no concílio de Jerusalém (vide em Atos cap. 15), mesmo assim, muitos não aceitaram.

“Antes de sua conversão, Paulo se havia considerado como irrepreensível “segundo a justiça que há na lei”. Filip. 3:6. Mas desde sua mudança de coração, ele havia alcançado uma clara concepção da missão do Salvador como Redentor da raça toda, judeus e gentios, e aprendera a diferença entre uma fé viva e um formalismo morto. À luz do evangelho, os antigos ritos e cerimônias confiados a Israel haviam ganho uma nova e mais profunda significação. Aquilo que haviam prefigurado tinha-se cumprido, e os que estavam vivendo sob a dispensação evangélica tinham ficado livres de sua observância. A imutável lei de Deus, dos Dez Mandamentos, entretanto, Paulo ainda guardava no espírito bem como na letra. Na igreja de Antioquia, a consideração do assunto da circuncisão deu em resultado muitas discussões e litígio. Afinal, os membros da igreja, temendo que o resultado de continuada discussão fosse uma divisão entre eles, decidiram enviar a Jerusalém Paulo e Barnabé, juntamente com alguns homens de responsabilidade na igreja, a fim de exporem a questão perante os apóstolos e anciãos. Ali deviam eles encontrar-se com delegados de diversas igrejas e com os que tinham ido a Jerusalém para assistir às próximas festas. Enquanto isto, toda a discussão devia cessar até que fosse pronunciada a decisão do concílio geral. Esta decisão devia ser então universalmente aceita pelas várias igrejas em todo o país” (Atos dos Apóstolos, 190).

Quando não se aceitam decisões tomadas em conselho, pela igreja, a situação se torna, digamos, gravíssima: ou quem não aceita está totalmente errado, ou o conselho está totalmente errado. Havendo essas possibilidades a solução não é declarar guerra, e sim, buscar mais esclarecimento, mais estudo, mais diálogo honesto com mais oração, até que a questão se esclareça. É óbvio que nem sempre vai haver consenso, pois nem sempre pessoas estão dispostas a recuar, como aconteceu com o Dr. Kellog no caso de sua argumentação em favor da teoria que resultou no movimento “alfa da apostasia”, assim como hoje já atua o movimento “ômega da apostasia”. Enquanto o conflito de ideias está se desenrolando em bases honestas, pela busca da verdade, DEUS atenta e abençoa, mas, quando a situação se radicaliza e se torna um conflito imprudente e preconceituoso, não há como a igreja não enfraquecer. A radicalização é mais frequente do lado daqueles que defendem pontos de vistas errados, mas também pode ser vista do lado dos que defendem a verdade. Aí entra o conceito de “equilíbrio”, que nada tem a ver com concessão ou conformação, que são aberturas para o erro.

“O concílio que decidiu este caso era composto dos apóstolos e mestres que se haviam salientado no trabalho de levantar igrejas cristãs judaicas e gentias, juntamente com delegados escolhidos de vários lugares. Estavam presentes anciãos de Jerusalém e delegados de Antioquia, e as igrejas mais influentes estavam representadas. O concílio se conduziu de acordo com os ditames de iluminado juízo e com a dignidade de uma igreja estabelecida pela vontade divina. Como resultado de suas deliberações, todos eles viram que o próprio Deus havia dado resposta à questão em apreço, concedendo aos gentios o Espírito Santo; e sentiram que era sua parte seguir a guia do Espírito.

“Não foram convocados todos os crentes para votarem sobre a questão. Os “apóstolos e anciãos” (Atos 15:23), homens de influência e bom senso, redigiram e expediram o decreto, que foi logo aceito pelas igrejas cristãs. Nem todos, entretanto, ficaram contentes com a decisão; havia uma facção de irmãos ambiciosos e possuídos de presunção que a desaprovaram. Esses homens pretensiosamente tomaram a decisão de se empenhar na obra sob a própria responsabilidade. Entregaram-se a muita murmuração e crítica, propondo novos planos e procurando deitar abaixo a obra dos homens a quem Deus ordenara ensinassem a mensagem do evangelho. Desde o início teve a igreja tais obstáculos a enfrentar, e há de tê-los até a consumação do tempo” (Atos dos apóstolos, 196 e 197).

Enfim, a situação da radicalização foi uma experiência dos primeiros cristãos. Eles eram contra Paulo e o que ele pregava. Mas usavam da circuncisão para formarem mais base nessa oposição. E quando a questão da circuncisão foi resolvida, a oposição a Paulo no entanto continuou, e até se tornou mais forte. Paulo não foi prudente em futuramente retornar a Jerusalém. Isso gerou algo mais que polêmica, foram envolvidos em agressão física, e sabe onde? Dentro do templo. Paulo, assim como JESUS, era acusado de pregar contra o templo, de profanar o templo levando para ali gentios. Paulo estava certo em suas pregações, mas poderia ter tido um pouco mais de calma e dar mais tempo ao tempo, buscando que outros líderes cuidassem da situação até que aqueles judeus mais radicais se acomodassem, ou se volvessem para o correto. Talvez isso nunca acontecesse. Mas é muito importante se evitar a agressão física, ainda mais, dentro do templo do Senhor, pois é bem isso que satanás deseja.

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

Qual, enfim, foi a verdadeira motivação da feroz oposição a Paulo, por parte de um grupo de judeus? Os motivos alegados foram superados, mas a oposição só aumentou. O verdadeiro motivo está na citação de EGW, na parte de sexta-feira dessa lição. Paulo era promissor aos oponentes de CRISTO. Aliás, ele era o mais promissor. Era homem inteligente, com bom estudo na principal escola em Jerusalém, fariseu convicto, de uma capacidade de oratória e argumentação poderosa, a ponto de derrotar qualquer tipo de ideia contrária a dele. Só perdeu para uma pergunta bem direta: “porque Me persegues?”.

Agora imagine, alguém assim tão poderoso mudar de lado! A sua capacidade de defesa de idéias pode ser vista em seus escritos. De todos os escritores do Novo Testamento, e de toda a Bíblia, os escritos de Paulo são frequentemente um debate de ideias e argumentos. Muitas vezes de difícil leitura. Mas Paulo arrasa com veemência as ideias erradas. Esse poderoso homem, sincero tanto quando estava errado como quando descobriu seu erro, homem decidido, pois ao descobrir sua militância errada, mudou completamente (nesse sentido vemos nele a disposição de Davi, em aceitar o erro), era útil tanto a satanás como a DEUS. O inimigo disputava por ele, mas DEUS o conquistou. Agora o inimigo não podia admitir tamanha derrota como também não conseguia aceitar sua ação poderosa ao lado de DEUS. Uma pessoa talentosa, e com o poder de DEUS, pode muito, como foi o caso de Paulo. “O homem iletrado que é consagrado a ‘DEUS’ e aspira a abençoar a outros, pode ser e é utilizado pelo SENHOR em Seu serviço. Mas os que, com o mesmo espírito de consagração, tiveram o benefício de uma instrução completa, podem fazer obra muito mais extensa para ‘CRISTO’. Estão em posição vantajosa.” (Parábolas de JESUS, 333, grifos acrescentados).

Que no final da história do pecado, esse lado da experiência de Paulo seja também a nossa experiência, não importando a nossa expressão ou fama, mas sim, a determinação como a de Paulo em atender ao chamado de CRISTO.

“Paulo dedicara sua pessoa e todas as suas faculdades ao serviço de Deus. Havia recebido as verdades do evangelho diretamente do Céu, e em todo o seu ministério mantivera vital ligação com os instrumentos celestiais. Tinha sido ensinado por Deus com respeito a impor encargos desnecessários aos cristãos gentios; assim, quando crentes judaizantes introduziram na igreja de Antioquia a questão da circuncisão, Paulo conhecia o pensamento do Espírito de Deus com respeito a tal ensino, e tomou decisão firme e inabalável, que libertou as igrejas de ritos e cerimônias judaicos” (Atos dos Apóstolos, 200).

escrito entre  29 e 31/08/2011 – revisado em 31/08/2011

orrigido por Jair Bezerra

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

FONTE: http://www.cristovoltara.com.br/


COMENTÁRIOS BRUCE CAMERON

O Evangelho em Gálatas – Lição 01 – Paulo: Apóstolo dos Gentios – (Atos 9 e 22)

Introdução: Existe um antigo ditado que diz que precisamos nos colocar no lugar da outra pessoa, antes de podermos compreender a situação daquela pessoa. Quando eu era jovem, passava meus verões construindo casas e apartamentos com meu irmão. Certa manhã, na longa jornada até o trabalho, o carro do meu irmão quebrou e ele decidiu que deveríamos andar e ver se alguém poderia nos dar uma carona. Não estávamos vestidos muito bem e estávamos carregando ferramentas. Este não era um quadro convidativo para que alguém considerasse nos dar uma carona. Normalmente, quando eu estava dirigindo, não dava carona para as pessoas que pediam – poderia ser perigoso! Mas agora, eu esperava desesperadamente que alguém demonstrasse simpatia para conosco! Para compreender melhor a carta de Paulo aos Gálatas, vamos tentar nos colocar no lugar do autor, Paulo. (Para aqueles que não sabem, “Saulo” foi chamado, mais tarde, de “Paulo”, Vou chamá-lo simplesmente de Paulo neste comentário.) Vamos mergulhar no nosso estudo da Bíblia e ver o que a Bíblia tem a nos ensinar acerca da vida {de Paulo}. Vamos ver como seria ser como Paulo!

I. Paulo: O Cenário

A. Leia Atos 21:26-28. Paulo é aprisionado sob quais acusações? (Que ele está violando a lei judaica e ensinando contra o povo judeu.)

B. Vamos pular alguns versos e ler a defesa de Paulo. Leia Atos 22:2-3. Que tipo de credenciais são estas? (Paulo diz que é judeu, não um inimigo dos judeus. Ele foi criado em Jerusalém, o centro da cultura judaica.)

1. Com relação às acusações de que Paulo é contra a lei, ele diz que foi ensinado por Gamaliel. Quem é Gamaliel? (O comentário de Adam Clarke nos diz que Gamaliel era o neto de Hilel (um dos mais famosos mestres judaicos da história), era presidente do concílio do Sinédrio e o 35º guardião das tradições. Fausset acrescenta que Gamaliel foi celebrado como “a glória da lei”, e o primeiro a ser designado como Rabban, “nosso mestre”.)

a. Em termos atuais, o que Paulo está dizendo? (Que ele foi ensinado pela mais conceituada autoridade mundial na lei. Ele está melhor familiarizado com a lei do que aqueles que estão lançando acusações contra ele.)

C. Leia Atos 22:4-5. Como isto é relevante para as acusações contra Paulo? (Vocês sugerem que eu estou violando a lei? Eu já matei pessoas que se opunham à lei!)

D. Como você resumiria a defesa de Paulo até este ponto? (Ele é mais bem educado na lei do que seus acusadores, e é mais zeloso pela lei do que seus acusadores. Ele não está refutando as acusações, está apenas dizendo, “Quem são vocês para me acusar?”)

E. Você já ouviu Paulo. Coloque-se no lugar dele. Que tipo de atitude voe esperaria que ele tivesse? Que tipo de atitude é refletida em sua defesa até aqui? (Ele se sentiria superior. E, ele era superior, em termos de educação.)

F. Leia Atos 22:6-10. Vamos conversar sobre isto. Paulo apresenta as suas extraordinárias credenciais, e então diz “Deus me escolheu”. Por que Deus escolheria a ele?

1. Leia Juízes 7:2-3; I Coríntios 1:20-21 e I Coríntios 1:26-29. A Bíblia possui um tema recorrente a respeito de Deus trabalhando através da fraqueza humana. Ser inteligente e bem educado é um problema, porque este tipo de pessoa tende a reclamar {para si} a glória devida a Deus. Será que Deus mudou a Sua abordagem?

2. Outro problema com inteligência, educação e poder é que tendemos a confiar nestas coisas em vez de em Deus. À luz de tudo isto, por que Deus escolheria um homem (Paulo) com uma atitude de superioridade? (Eu não tenho certeza. Mas estas são boas notícias para as pessoas inteligentes e bem educadas. Deus não usou apenas Paulo de uma forma destacada, Ele também usou Daniel e Moisés. Deus usa pessoas talentosas, bem educadas e Ele {também} usa aqueles que não possuem estes talentos. Louvado seja Deus, porque todos nós temos oportunidade de servi-Lo.)

II. Paulo: A Instrução

A. Veja novamente a primeira frase de Atos 22:10. Se você tivesse o histórico educacional de Paulo, seu zelo pela lei de Deus e sua carta de autoridade dada pelo Sinédrio para acabar com os cristãos, estaria fazendo esta pergunta? (Toda a tua vida foi virada do de cabeça para baixo! Você pensava que estava obedecendo a Deus. Pensava que Jesus era uma fraude. Agora descobre que Jesus é Deus! Você verdadeiramente não saberia o que fazer.)

1. Que tipo de resposta Deus dá? (Primeiro, siga instruções simples; depois Eu te darei mais.)

B. Leia Atos 22:12 e Atos 9:10-15. Que tipo de pessoa era Ananias? (Confiante! Mas ele quer ter certeza de que Deus conhece todos os fatos a respeito deste homem que estava matando os cristãos! Note que Paulo chama Ananias de  “piedoso segundo a lei”. Isto lhe dá alguma coisa em comum com Paulo. Além disso, este homem tinha o respeito de seus vizinhos judeus.)

C. Leia Atos 22:13. O que este ato diz a Paulo? (Este homem pode operar milagres. Ele pode desfazer o que Deus fez! Portanto, deve ter sido confiado a ele o poder de Deus. Eu terei imediatamente uma atitude de grande confiança e gratidão em relação a ele.)

1. Encontramos maiores detalhes a respeito deste evento em Atos 9. Vamos ler Atos 9:17-19. Note que Ananias se refere tanto à obra de Jesus quanto do Espírito Santo neste evento. O que isto sugere?

2. Paulo fora cegado pela luz. Por que “escamas” caíram de seus olhos? (Detalhes como este dão credibilidade – alguma coisa física foi alterada, que podia ser vista. Parece improvável que escamas tenham se formado como resultado da luz, mas Deus queria mostrar uma alteração física.)

D. Leia Atos 22:14. Vamos por partes aqui. Eu pensava que Paulo era um dos mais conceituados especialistas na lei – tendo sido ensinado por Gamaliel. O que a expressão “o escolheu para conhecer a sua vontade” sugere? (Que Paulo precisava mais educação. Talvez, uma educação diferente.)

1. Quem é o “Justo”? (Este termo deve significar Jesus. Veja Salmos 16:10.)

a. Se este termo significa Jesus, como isto é possível? (Isto nos dá um vislumbre interessante. Paulo recebe a promessa de que Jesus irá ensiná-lo pessoalmente. Uma vez que Atos 1:3 registra que Jesus ensinou os outros discípulos depois de Sua ressurreição, isto faz sentido.)

b. Leia Gálatas 1:11-12 e Gálatas 1:15-17. Que declaração consistente Paulo está fazendo acerca de sua instrução no evangelho? (Que ele o recebeu diretamente de Jesus!)

E. Leia Atos 22:15-16. A quem Paulo deve testemunhar? (A todos os seres humanos.)

1. Que impacto isto tem sobre sua compreensão anterior da vida? (Seu foco estava em ensinar os judeus e promover o entendimento da lei. Agora ele tem uma missão muito além de seu próprio povo.)

2. Por que Paulo teve que ser batizado? (Este é um reconhecimento de que sua vida passada, promovendo o que ele pensava ser o Reino de Deus era, ao contrário, pecaminosa.)

a. Quão difícil é para uma pessoa com muita inteligência, grande educação e atitude superior, faze uma conversão de 180 graus? (Isto deve ter sido muito difícil.)

F. Leia Atos 22:17-20. Paulo está disposto a aceitar a direção de Deus? (Não! Deus diz a Paulo para partir, porque não será capaz de persuadir aquelas pessoas. Paulo diz, “Por que não! Estas pessoas sabem que eu fui o mais zeloso defensor de seus pontos de vista! Certamente eles me levarão a sério!)

G. Leia Atos 22:21. Qual é a instrução de Deus para a vida de Paulo? (Ensinar aos gentios.)

1. Por que você acha que Paulo registra esta discussão contra as instruções de Deus? O que ele está dizendo a seus ouvintes e a nós? (Ele está enfatizando a parte de Deus na sua obra. Está dando crédito a Deus. Paulo diz, eu tinha educação, era inteligente, motivado e trabalhava duro. Tinha o apoio dos lideres religiosos da minha nação. Mas Deus virou tudo isso do avesso. Ele mudou tudo e me deu uma missão que eu não escolhi.)

a. Coloque-se no lugar de Paulo. Como você se sentiria com relação a isto?

H. Leia Atos 22:22. Paulo estava contando uma história popular? (Não!)

1. Você acha que Paulo teria previsto isto? (Sim. Isto dá credibilidade ao que ele disse. As pessoas mentem para evitar problemas. Pessoas que estão dizendo coisas que as colocam em problemas estão, muito provavelmente, dizendo a verdade. Os advogados chamam isto de “declaração contra o interesse”.)

I. Se você fosse Paulo, olhando em retrospectiva para a tua vida, o que acharia acerca da maneira como Deus te guiou?

1. Foi um desperdício de tempo para Paulo ter sido instruído por Gamaliel? (Não. Foi importante que Paulo fosse um aluno excelente, que ele tivesse o melhor professor e que ele estivesse cheio de ímpeto. Tudo o que ele precisava era compreender melhor a vontade de Deus para a sua vida,)

J. Amigo, e você? Você tem lutado pela excelência em tudo o que faz? Deus te deu dons que você pode usar para o avançamento de Seu reino? Está aberto a ser dirigido pelo Espírito Santo de maneiras que você não previu?

III. Próxima Semana: A Autoridade de Paulo e o Evangelho

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Direito de Cópia de 2011, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses.

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Postado por Levi de Paula Tavares às 16:44 0 comentários  

Marcadores: (2011-04) O Evangelho em GálatasO Evangelho em Gálatas (2011-04)

FONTE: http://brucecameron.blogspot.com/


COMENTÁRIOS GILBERTO THEISS

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 01 – 4º Trimestre 2011 (24 de setembro a 1 de outubro)

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 24 DE SETEMBRO – Paulo: Apóstolo dos Gentios – (At 11:18)

            Paulo foi, sem dúvida, um dos homens mais cultos de sua época. Ensinado aos pés de Gamaliel (At 22:3) se tornou um cidadão temido e respeitado. Poliglota e conhecedor da ciência e filosofia da época foi um homem de grande importância. Ele possuía um currículo invejável. No entanto, também possuía outro currículo negro e marcado pela intolerância, violência e perseguição. Antes de sua conversão, ele era um terror para os Judeus conversos e, em nome de Deus, perseguiu ferozmente todos os que se tornavam seguidores de Jesus Cristo. Sua fúria foi implacável e não poupava absolutamente ninguém que fizesse parte de tal grupo religioso. Sua vida foi marcada por zelo assoberbado, pela tradição rabínica e em sua imaginação a religião judaica precisava prevalecer em meio às seitas e novas religiões que surgiam – inclusive a cristã.

Mesmo sendo um problema para a fé cristã e um terror para o povo de Deus, O Senhor tinha um plano para este homem. Sua vida foi marcada por dois períodos bem distintos – pré Damasco e pós Damasco. Quando, a caminho de Damasco, teve um encontro com Cristo, sua vida nunca mais foi a mesma. Seu encontro com o Messias ressuscitado e glorificado o fez enxergar sua própria pequenez e necessidade de algo que estava além dos ritos judaicos. Ali ele entendeu que seu currículo invejável não passava de uma âncora para segurar sua arrogância, orgulho e ostentar medo e intolerância contra o próprio Deus – Jesus cristo.

DOMINGO, 25 DE SETEMBRO – Perseguidor dos Cristãos – (At 6:9-15; Mt 26:59-61)

            O centro da religião judaica era o templo e a lei e qualquer investida contra esses dois pilares era uma séria profanação. A fé cristã não ressurgia ali para revogar a lei ou o templo, mas, apenas para mostrar seu exato cumprimento. Os judeus perderam de vista o verdadeiro significado das verdades contidas nas palavras dos profetas e por esta razão não conseguiram perceber o maior de todos os eventos até aquele tempo – da vinda do messias.

A maneira como trataram Estêvão e outros cristãos revela até onde os judeus estavam dispostos a ir para impedir qualquer ensinamento novo a respeito do templo e da lei. Distorcidamente entenderam que os cristãos estavam invalidando a religião judaica e o sistema de salvação oferecida ao homem. Na verdade a distorção estava do lado judaico por transformar a religião em um fardo e a salvação totalmente pelas obras humanas.

Neste contexto surge Saulo que mais tarde se tornaria Paulo. Este homem, cheio de zelo e de sinceridade, perseguiu ferozmente qualquer um que se opusesse aos costumes da religião convencional. Saulo acreditava piamente em uma possível reforma de sua religião e que as promessas proféticas do reino eterno se cumpririam no judaísmo (Dn 2; Zc 8:33; Is 40-55). O que podemos vagamente perceber é que ele sonhava com uma religião destituída da corrupção e das possíveis heresias que circundavam israel. Quando se deparou com Estêvão, de imediato levantou-se com fúria contra ele. Foi ali que a ira de Saulo contra os cristãos começou a entrar em ruína. É possível que o martírio de Estêvão deva ter iniciado um conflito na mente de Saulo preparando-o definitivamente para o encontro com Cristo a caminho de Damasco. Interessante notar que, muitos em nossos dias, assim como Saulo, são sinceros em suas religiões e intolerâncias. É possível que venhamos a encontrar pessoas cheias de zelo por sua fé e às vezes até perseguidoras. Por esta razão é que devemos tomar muito cuidado com a forma como abordamos essas pessoas. Nossa maneira de interagir, carregada de palavras bondosas e de amor farão a obra que confronto indelicado nenhum jamais seria capaz de fazer. Saiba que, o Espírito Santo só poderá agir no coração dos opositores quando nossas palavras e atos forem semelhantes ao de Estêvão – “Senhor não lhes imputes este pecado”.

SEGUNDA, 26 DE SETEMBRO – A conversão de Saulo –  (At 9:5; 1-18; 22:6-21 e 26:12-19)

            Saulo passou por uma das experiências mais interessantes em toda a Bíblia. Embora impressionado com o testemunho de Estêvão, no caminho de Damasco recebeu o impacto final pela presença de Jesus. O próprio Cristo foi ao encontro deste zeloso homem destronando-o de seu orgulho. Segundo algumas tradições antigas, cair do cavalo naquele tempo era muito vergonhoso, quem dirá então para um comandante, líder ou respeitado como Saulo. Como ele resistira à voz do Espírito de Deus,  a vergonha era necessária para destronar Saulo de seu trono de orgulho e cegueira espiritual. O mais importante em aprender desta narrativa é que, Deus está disposto a derrubar qualquer um do trono de soberba, arrogância, egoísmo, orgulho e cegueira – caso sejamos teimosos em trilhar nosso próprio caminho.

Saulo, agora Paulo, recebeu de Deus o maior milagres que alguém pode receber – o da conversão. Nada pode ser mais difícil para Deus do que conseguir quebrar a dureza do coração humano. A conversão do coração é algo que não depende só de Deus, mas, da própria vontade humana. Por esta razão é que, nos humilhar, pode ser uma ferramenta muito útil e eficaz nas mãos de Deus com o objetivo de conseguir nos abrir os olhos e enxergar o que não conseguimos quando cegados pelo orgulho e soberba. Por esta razão quando algo acontecer em nossa vida que venha arrebatar nosso sentimento de grandeza e de infalibilidade, não pergunte a Deus porque, mas para quê…

TERÇA, 27 DE SETEMBRO – Saulo em Damasco – (I Sm 16:7; Mt 7:1 e I Co 4:5)

            Assim como Lutero, Deus levantou Saulo no seio da própria igreja ou debaixo do nariz de Satanás. Um dos homens mais temidos daquele tempo se tornara agora um dos homens mais influentes a favor do evangelho. A caminho de Damasco Saulo imaginara o quanto seria útil para a fé judaica desarraigando qualquer semente a favor do cristianismo. No entanto, o que não sabia ele é que neste caminho passaria pela maior surpresa de sua vida. A conversão de Saulo não foi surpresa apenas para os cristãos daquele tempo, mas, foi uma enorme surpresa até mesmo para os judeus, fariseus e principalmente para o próprio Paulo. No tempo em que foi entregue à cegueira, ele pode contemplar o passado e se aperceber das loucuras que fizera a favor de uma religião que havia abandonado a Deus e a verdade. Mesmo cerca de 3 anos depois da conversão de Saulo, ainda havia entre muitos cristãos um receio temeroso quanto a confiar em suas palavras. Isto indica claramente não a falta de capacidade dos cristãos em crer no poder regenerador do Espírito Santo, mas, o nível de crueldade em que Saulo estivera envolvido anos antes na perseguição aos cristãos.

Interessante imaginar que, mesmo nos dias atuais, é possível que os mais cruéis inimigos da verdade se tornem os maiores defensores dela. Às vezes parece difícil acreditar nesta possibilidade, mas, o mesmo calor utilizado para defender a mentira poderá se tornar no mesmo calor para defender a verdade. Nossa função é apenas ensinar com amor e paciência, o resto, o Espírito Santo se encarregará de fazer como fez com Paulo.

QUARTA, 28 DE SETEMBRO – O evangelho vai aos gentios – (At 11:19-21, 26; Dn 2; At 11:20-26)

            A perseguição se tornara uma forte marca da intolerância em Jerusalém e posteriormente em toda Roma. Os cristãos não viviam em paz e eram confrontados constantemente pelo medo e insegurança. Jerusalém, a cidade mais religiosa do mundo havia se tornado em um dos lugares mais sombrios para os seguidores de Cristo. Por este e por outros motivos, muitos cristãos, devido a intensa opressão e perseguição, se retiraram da cidade e muitos se deslocaram para Antioquia. Cidade cosmopolita, ou seja, de diferentes culturas e nacionalidades, se tornou naquele tempo um refúgio e ao mesmo tempo uma base estratégica para pregação do evangelho pelo mundo. Cidade grande e uma das mais importantes daquele tempo talvez tenha sido preparada por Deus para abrigar seus filhos amantes da verdade.

Com o deslocamento de muitos cristãos de Jerusalém, muitos gentios se tornaram privilegiados, pois, com mais facilidade o evangelho pode alcança-los. Talvez, se a perseguição em Jerusalém não tivesse banido os cristãos de lá, a pregação aos gentios teria sido mais lenta ou não os teria alcançado. Deus possui seus meios para levar Sua palavra aos mais necessitados e com certeza esta alternativa aparentemente negativa se tornou uma poderosa ferramenta nas mãos de Deus. Desta forma o evangelho se espalhou mais rápido alcançando também os gentios. Possivelmente, no futuro, algo semelhante venha acontecer para que o evangelho se espalhe com mais rapidez. Com certeza, o momento em que a verdade será mais semeada nos corações dos que ainda não ouviram, será de fato nos momentos de mais dor e sofrimento devido a perseguição. Na Babilônia o evangelho alcançou o reino através do testemunho de fé e coragem de três jovens em momento de perseguição. Nos tempos da igreja primitiva, o mesmo pode ser visto. Através da perseguição aos cristãos é que o evangelho ganhou maior força alcançando com mais rapidez tanto judeus quanto gentios. Em nosso tempo não será diferente. O evangelho eterno, a verdade presente somente alcançará o mundo todo com poder quando as chamas da perseguição se acenderem novamente contra a verdade e os súditos de Deus.

QUINTA E SEXTA, 29 e 30  DE SETEMBRO – Conflitos dentro da igreja – (At 15:1-5)

            A igreja crescia imensuravelmente e tanto judeus quanto gentios iam acrescentando as fileiras dos novos conversos à igreja. Os judeus cristãos se gabavam por possuírem as credenciais que fundamentavam o cristianismo e os gentios sofriam com as discriminações por não terem praticado os ritos do cerimonialismo judaico. Infelizmente este foi o ponto da controvérsia entre ambos. A discussão a este respeito foi tão acirrada que dividiu por um tempo até mesmo os próprios discípulos.

Os judeus eram tão enraizados nas leis e no cerimonialismo que, ao mesmo tempo em que eram pendentes ao legalismo, também não conseguiam deixar de lado os velhos costumes baseados em rituais cerimoniais. Embora em Jesus tudo houvesse se cumprido, exigiam que os gentios praticassem tais ritos antes de se tornarem cristãos. Para eles soava como se fosse injusto os judeus terem por tanto século praticado tais exigências, e agora, os gentios, povos que consideravam imundo, poderem fazer parte da mesma fé sem nenhuma exigência ritualística.

A lição aqui para nós é simples e muito séria. Em nossos dias não fazemos apologia aos rituais antigos como obrigatórios aos novos conversos, mas, às vezes, exigimos que os novos conversos sejam tão perfeitos quanto nós. Na verdade em alguns casos muitas comissões de igrejas nem aprovam alguns batismos por acharem que os candidatos não estão preparados. A exigência de conversão do batizante parece ser maior do que a própria experiência de conversão da maioria dos membros da comissão. É claro que as pessoas devem ser muito bem preparadas, mas isto não significa que devam ser perfeitas para serem aceitas.

Outra lição importante tem haver com o legalismo que pode ser ainda notado em nosso meio. É crucial entender que legalismo não é guardar os mandamentos, a obediências à vontade de Deus é fundamental na vida cristã. Legalismo é fazer da lei o meio em que devemos ser salvos. Muitos judeus daquele tempo ainda não haviam entendido que a lei, embora importante, não podia remediar nossa condição diante de Deus. Somente pelos méritos de Cristo por sua graça perdoadora é que somos capazes de sermos aceitos pelo Céu. Quanto tempo mais levaremos para entender este importante princípio? Este foi um dos motivos do porque que Cristo ainda não retornou. Se a mensagem da justificação pela fé tivesse sido compreendida em sua verdadeira luz nos tempos de Ellen White e Tiago White, pouco tempo depois de 1888, segundo a revelação, Jesus já teria retornado. Lembre-se que, assim como o liberalismo, o legalismo também dificulta a ação da graça e do Espírito Santo em nossas vidas.

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como constam no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site http://www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

Postado por Gilberto Theiss às Sábado, Setembro 24, 2011 0 comentários Links para esta postagem

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FONTE: http://gilbertotheiss.blogspot.com/

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