Lição 13 – Adoração no livro do Apocalipse – Lição da Escola Sabatina – Auxiliar – Comentários de Vários Autores

Lição 13

17 a 24 de setembro


Adoração no livro do Apocalipse

 Casa Publicadora Brasileira – Lição 1332011


Resumo da Lição

Texto-chave: Apocalipse 7:9, 10

O aluno deverá…
Conhecer: As cenas de adoração no Apocalipse: os adoradores, onde eles estão, o que fazem, dizem e cantam, e por quê.
Sentir: Profundo temor, amor indescritível e gratidão, prostrando-se diante do trono de Deus em adoração.
Fazer: Unir-se em adoração eterna ao Criador, Redentor, Juiz e Rei.

Esboço

I. Saber: Um cântico novo
A. Quais são os temas dos cânticos de adoração cantados em Apocalipse?
B. Onde estão os adoradores, o que eles têm nas mãos, e como expressam sua reverência?
C. Como a música no Céu se relaciona com o que acontece na Terra?

II. Sentir: Senso de reverência
A. Quando nos curvamos diante de Deus e colocamos nossas coroas diante do trono, que emoções estão em nosso coração?
B. Que outras ações, comportamento e emoções fazem parte do culto e adoração?
C. Por que nossos corpos e ações têm um papel importante na expressão da adoração?

III. Fazer: Unindo-se ao coro
A culminação de tudo o que Deus tem feito por este mundo e o Universo só pode ser reconhecida através da adoração. Como podemos participar dessa adoração a cada hora, dia, semana, e por toda a eternidade? Por que cantar com a igreja é um aspecto importante da adoração, do qual precisamos participar, aqui e no Céu?

Resumo: Nossa maior alegria é cantar louvores e adorar ao nosso Criador, Rei, Juiz e Salvador.


Sábado à tarde

Ano Bíblico:Os 5-9

VERSO PARA MEMORIZAR: “Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém pôde aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da Terra” (Apocalipse 14:3).

Leituras da semana: Jó 42:1-6Ap 1:13-181314:6-1219:1-5

Poucos livros da Bíblia contêm tanto mistério e fascínio como o Apocalipse. Ele está cheio de imagens incríveis de bestas, dragões, fogo, terremotos, pragas, exércitos, rãs, cidades, estrelas cadentes e assim por diante.

E, no entanto, em meio a todo o drama, adoração é o tema que aparece repetidamente. Seja tratando da crise final sobre os que adoram a besta e sua imagem, ou revelando seres que cantam louvores a Deus no Céu, o assunto da adoração reaparece muitas vezes no Apocalipse: adoração àquele que “vive para todo o sempre” (Ap 5:14, RC), àquele que é, e que era, e que há de vir, que tomou o Seu grande poder e reinou (Ap 11:17), e adoração àquele que deve receber “glória, e honra, e poder” (Ap 4:11, RC).

Em resumo, o Apocalipse revela o que temos estudado em todo o trimestre: Que somente o Senhor, nosso criador, redentor e juiz, é digno de nossa adoração e louvor.


Domingo

Ano Bíblico: Os 10–14

“Caí a Seus pés como morto”

Talvez uma das maiores revelações que recebemos da majestade e poder de Deus tenha chegado a nós através da astronomia. A maioria dos antigos não tinha ideia do tamanho nem da expansão do Universo. No século XX, com os avanços incríveis em vários telescópios, tem sido apresentada uma visão do Universo diante da qual a maioria dos antigos teria ficado assombrada. De fato, nós mesmos ficamos desconcertados pelo tamanho, pelas distâncias e pelo incrível número de galáxias e estrelas. Com nossa mente, mal podemos compreender tudo isso.

E aqui está algo impressionante: Somente alguém maior do que o Universo poderia tê-lo criado, assim como somente alguém maior do que um quadro artístico poderia tê-lo criado. Assim, o Deus a quem adoramos e a quem servimos é o criador do Universo; portanto, Ele é “maior” do que todas as coisas.

Quem, então, somos nós, em contraste com esse Deus?

1. Qual foi a reação de João depois de ver Jesus, conforme a descrição de Apocalipse 1:13-18? Por que ele reagiu dessa maneira? Como a cruz apareceu nesse episódio?

1: Caiu a Seus pés como morto, devido ao espanto diante da glória de Jesus; na cruz Ele passou pela morte, para nos dar a chave da vida. 

2. Leia Jó 42:1-6. Qual é a semelhança entre a reação de Jó e a de João?

2: Jó não conhecia as maravilhas de Deus, mas quando teve uma visão do Senhor, abominou a si mesmo e se arrependeu humildemente. 

Embora esses dois homens tivessem recebido apenas uma revelação parcial do Senhor, o que eles viram foi suficiente para torná-los muito mais humildes. Havia temor, reverência, admiração e sentimento de arrependimento em suas reações. Como não haveria? Eles tiveram uma visão do criador do Universo; mais ainda, eles eram pecadores recebendo uma visão de um Deus sem pecado e santo. Sem dúvida, uma compreensão de sua própria pecaminosidade, injustiça e imundície lhes veio à mente diante da presença do Senhor.

Quais são os segredos para que nossos cultos também nos conduzam à presença de Deus, despertando uma reação de humildade parecida com os exemplos de Jó e Apocalipse? Ao mesmo tempo, é muito importante que a cruz seja erguida diante de nós como nossa única esperança de salvação.


Segunda

Ano Bíblico: Joel

Santo, Santo, Santo. . .

Embora o livro do Apocalipse ainda contenha muitos mistérios, a adoração é o tema principal, que surge repetidamente. Ao longo do Apocalipse aparecem cenas de vários seres adorando o Senhor.

3. O que podemos aprender sobre adoração nos textos a seguir? Que temas estudados durante o trimestre aparecem nestas passagens?

a) Ap 4:8-11

b) Ap 5:8-14

c) Ap 7:9-12

d) Ap 11:15-19

e) Ap 15:1-4

f) Ap 19:1-5

3: a) Deus é adorado pela criação; b) adoração ao Cordeiro pelo sacrifício; c) seres humanos farão parte da multidão de adoradores; d) os adoradores viverão e os rebeldes serão destruídos; e) os adoradores de Deus vencerão a besta e estarão no mar de vidro; f) o juízo final destruirá a meretriz, com sua corrupção e violência; restarão apenas vozes de louvor e adoração eternas. 

Entre todas as coisas que o Apocalipse pode nos ensinar, uma deve se destacar: o que acontece na Terra afeta o Céu, e o que acontece no Céu afeta a Terra. Céu e Terra estão, como já foi dito, mais perto do que podemos imaginar. O Apocalipse nos mostra o quanto eles estão próximos. Com efeito, frequentemente as criaturas do Céu estão adorando a Deus pelo que Ele tem feito na Terra.
Quais são, também, os temas de louvor e adoração vistos nessas passagens, mas que temos estudado em todo o trimestre? O Senhor é o criador, redentor e juiz. Ele é louvado por Sua santidade e pelo derramamento de Seu sangue; Ele é louvado e adorado por Seu poder, Sua força, e por Sua honra. Ele é louvado por Sua justiça, juízo e pela salvação que Ele oferece.

Pense novamente no plano da salvação, no que ele significa e no que Deus nos tem dado por meio dele. Não temos muitas razões para louvar? Sejam quais forem suas lutas e provações, separe tempo, a cada dia, para louvar o Senhor por todos os motivos que você tem para ser agradecido. Isso mudará sua vida.


Terça

Ano Bíblico: Am 1-4

Apocalipse 13

Desde a introdução, vimos como a crise do tempo do fim estará centralizada na questão da adoração. Esse não é um tema insignificante. O destino eterno das pessoas depende disso. Essa verdade fundamental se torna mais evidente naquilo que se desdobra em Apocalipse 13 e 14.

4. Leia Apocalipse 13 e responda às seguintes perguntas:

a) Qual é o contexto histórico desses versos? Sobre o que eles tratam, histórica e profeticamente?

b) Quantas vezes o tema da adoração aparece nesse capítulo? O que isso nos diz sobre sua importância?

c) Onde, nesse capítulo, é apresentado o evangelho, a salvação que nos é oferecida em Cristo?

4: a) poderes que perseguiram os cristãos, especialmente o império romano e o papado; b) na adoração ao dragão, à primeira besta e à segunda besta; o assunto é muito importante; c) apesar da perseguição, existe o livro da vida do Cordeiro morto. Temos esperança. 

Desde o início do grande conflito, Satanás tentou subverter a autoridade e o poder de Deus. A batalha que ele começou no Céu, está agora sendo travada na Terra. Esse capítulo mostra a obra do inimigo através da história, por meio dos poderes apresentados ali, e como ela culminará na crise final, envolvendo a questão da adoração: todos aqueles que não adorarem a besta e a sua imagem enfrentarão a perseguição física e econômica. Apesar de Satanás saber que está derrotado, embora na cruz seu fracasso tenha sido confirmado, o inimigo ainda continua a lutar, ainda tenta enganar tantos quantos seja possível, e ele fará isso até o fim.

No entanto, em meio a tudo isso, temos Apocalipse 13:8, que se refere a Jesus como o “Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo”; ou seja, antes mesmo que tudo isso começasse na Terra, a “eterna aliança” (Hb 13:20) havia existido, oferecendo aos seres humanos a oportunidade de salvação. Os que realmente aceitam essa salvação, cujos nomes estão no livro da vida, não adorarão a besta nem sua imagem. Ao contrário, eles estão adorando aquele que “em Seu sangue nos lavou dos nossos pecados” (Ap 1:5) e O adorarão igualmente no Céu.


Quarta

Ano Bíblico: Am 5–9

Apocalipse 14

O que dá início a Apocalipse 14? Uma cena celestial, mostrando os 144 mil que foram “comprados da Terra” (v. 3). Começa com uma visão do futuro, de como ele será, pelo menos para esse grupo, quando eles estiverem diante de Deus no Céu. E embora o texto não diga isso, parece que essa é uma descrição de uma espécie de adoração celestial.

Assim, Apocalipse 14 continua o tema da adoração encontrado no capítulo 13. Essas pessoas não adoraram a besta e sua imagem, mas, em lugar disso, foram vistas adorando o Senhor no Céu.

O capítulo, a seguir, retorna à Terra, retomando onde o capítulo 13 havia parado, onde foram mostrados os que adoraram a besta e sua imagem, em contraste com os que não fizeram isso, aqueles cujos nomes estavam escritos no livro da vida.

5. Por que Apocalipse 14:6-12 é tão central, tão importante para os adventistas do sétimo dia? Que temas examinados durante o trimestre aparecem ali? Por que chamamos esses versos de “verdade presente?”

5: Encontramos ali a mensagem fundamental a ser levada ao mundo: o evangelho é eterno e universal; mensagem única para pessoas diferentes: verdade presente ; fala do juízo e do Criador a ser adorado a cada sábado; a falsa adoração caiu em rebelião contra Deus. 

Esses versos são ricos e perfeitos em verdade: criação, redenção, juízo, salvação, o evangelho, a obediência, a fé, os Dez Mandamentos e a missão. Ali, também, podemos ver a advertência mais terrível em toda a Bíblia, centralizada em torno da questão da adoração: “A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome” (Ap 14:11).

Como adventistas do sétimo dia, entendemos que, em toda essa questão, o sábado é fundamental. O sétimo dia está relacionado igualmente com a criação e a adoração. Adoramos o Senhor porque Ele é o Criador, e o sábado tem sido e continuará a ser a marca fundamental, ou sinal, de Seu papel como criador.

Embora ainda não saibamos quando nem como essas questões serão trazidas à tona, podemos ter certeza de que serão. Como é importante, então, que estejamos prontos, não somente para defender firmemente a verdade, mas também para ser capazes de “responder com mansidão e temor a qualquer que [nos] pedir a razão da esperança que há em [nós]” (1Pe 3:15).


Quinta

Ano Bíblico: Obadias, Jonas

Adore a Deus

“Eu, João, sou quem ouviu e viu estas coisas. E, quando as ouvi e vi, prostrei-me ante os pés do anjo que me mostrou essas coisas, para adorá-lo. Então, ele me disse: Vê, não faças isso; eu sou conservo teu, dos teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus” (Ap 22:8, 9).

6. Leia o contexto dos versos acima. Qual é a mensagem essencial sobre adoração encontrada ali?

6: É um erro adorar outros além de Deus, mesmo o maravilhoso anjo que nos faz ver a glória celestial; João desejou adorar da forma certa, pelos motivos certos, mas cometeu um grande erro: adorou a pessoa errada. Corremos o mesmo risco na igreja?

Por todo o trimestre vimos a mesma coisa: os seres humanos têm essa necessidade inata de adorar, mesmo as coisas boas. João desejou adorar o mensageiro celestial que lhe havia revelado uma verdade tão incrível. No entanto, o anjo pediu que ele não fizesse isso, mas adorasse a Deus.

Esta não foi a primeira vez que ele havia tido essa experiência. Em Apocalipse 19:10, ele estava prestes a fazer a mesma coisa, e novamente, foi impedido e orientado a adorar ao Senhor. Isso lembra uma das declarações de Cristo a Satanás: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a Ele darás culto” (Mt 4:10).

Em ambos os casos, também, João caiu aos pés do ser que ele desejava adorar, um símbolo de entrega, de submissão e de reverência diante do objeto de adoração. Qualquer outra coisa diferente não é realmente adoração, certo?

É por isso que adoração não é apenas o que fazemos no sábado, por algumas horas a cada semana. Adoração é cair aos pés de nosso Senhor o tempo todo. Trata-se de toda a nossa atitude e relacionamento com Deus. Adoração é o que devemos fazer sete dias por semana, 24 horas por dia; é uma vida de fé, de obediência e de entrega ao Senhor. É colocar Deus em primeiro lugar em tudo o que dizemos, fazemos e pensamos. Adoração é nossa maneira de tratar os outros, como tratamos aqueles que amamos, e os que não nos amam. Adorar é obedecer aos mandamentos, servir aos necessitados, morrer para o eu e proclamar o evangelho.

Além do mais, pense na criação, no Deus que criou todas as coisas. Então, pense na cruz, no Criador morrendo pelos pecados daqueles que Ele havia criado, suportando em Si mesmo o castigo que eles mereciam, a fim de que essas criaturas indignas pudessem ter a oportunidade de ser recriadas em um novo Céu e uma nova Terra.

Porque Deus criou tudo o que existe, qualquer outra coisa que adorarmos significa adorar a criação acima do Criador, adorar ídolos de uma forma ou de outra, adorar o que não pode nos salvar. Em contraste com isso, com a imagem do Criador sobre a cruz, a questão é: por que haveríamos de adorar qualquer outra coisa ou qualquer outro ser?


Sexta

Ano Bíblico: Mq 1–4

Estudo adicional

Leia de Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 582-592: “O Maior Perigo Para o Lar e a Vida’’; p. 603-612: “O Último Convite Divino”; p. 662-678: “O Final e Glorioso Triunfo”.

Adorar é nos prostrarmos diante de nosso Criador, reconhecendo e confessando Sua santidade e nossa condição de criaturas. É nos submetermos à Sua soberania, reverenciando Sua presença majestosa….”

“O salmista diz: ‘Servi ao Senhor com temor e alegrai-vos nEle com tremor’ (Sl 2:11). Na adoração, reconhecemos a majestade impressionante e poder infinito do Rei; lembramos que ‘nosso Deus é fogo consumidor’ (Dt 4:24Hb 12:29), que nos consumiria imediatamente, se não fosse pelo sacrifício substitutivo de Jesus, que foi ‘consumido’ no altar do Calvário em nosso lugar”.

“Assim, nossa adoração manterá um equilíbrio entre alegria e reverência. Será uma alegria santa… Nossa adoração deve ter profunda reverência… e ainda uma vibrante alegria” (Documento de Richard M. Davidson, professor do Seminário da Andrews University, Adoração no Antigo Testamento, p. 3, 30).

“Os resgatados entoam um cântico de louvor que ecoa repetidas vezes pelas abóbadas do Céu: ‘Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro’ (Ap 7:10)…”

“Em toda aquela resplendente multidão ninguém há que atribua a salvação a si mesmo, como se houvesse prevalecido pelo próprio poder e bondade. Nada se diz do que fizeram ou sofreram; antes, o motivo de cada cântico, a nota fundamental de toda antífona, é: Salvação ao nosso Deus, e ao Cordeiro” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 665).

Perguntas para reflexão:
1. Comente um pouco mais sobre o plano da redenção, o milagre da encarnação, a vida imaculada de Jesus, Sua morte em nosso favor e a promessa de Sua segunda vinda. Por que tudo isso torna Cristo tão digno de adoração?
2. De que maneiras adoramos o Senhor, quando não estamos participando do culto? Se não estamos adorando o Senhor o tempo todo, podemos verdadeiramente adorá-Lo apenas por algumas horas no sábado? Comente sua resposta.
3. Quais são algumas coisas “boas” que podemos estar em perigo de adorar?

Respostas Sugestivas:
1: Caiu a Seus pés como morto, devido ao espanto diante da glória de Jesus; na cruz Ele passou pela morte, para nos dar a chave da vida. 2: Jó não conhecia as maravilhas de Deus, mas quando teve uma visão do Senhor, abominou a si mesmo e se arrependeu humildemente. 3: a) Deus é adorado pela criação; b) adoração ao Cordeiro pelo sacrifício; c) seres humanos farão parte da multidão de adoradores; d) os adoradores viverão e os rebeldes serão destruídos; e) os adoradores de Deus vencerão a besta e estarão no mar de vidro; f) o juízo final destruirá a meretriz, com sua corrupção e violência; restarão apenas vozes de louvor e adoração eternas. 4: a) poderes que perseguiram os cristãos, especialmente o império romano e o papado; b) na adoração ao dragão, à primeira besta e à segunda besta; o assunto é muito importante; c) apesar da perseguição, existe o livro da vida do Cordeiro morto. Temos esperança. 5:Encontramos ali a mensagem fundamental a ser levada ao mundo: o evangelho é eterno e universal; mensagem única para pessoas diferentes: verdade presente ; fala do juízo e do Criador a ser adorado a cada sábado; a falsa adoração caiu em rebelião contra Deus. 6:É um erro adorar outros além de Deus, mesmo o maravilhoso anjo que nos faz ver a glória celestial; João desejou adorar da forma certa, pelos motivos certos, mas cometeu um grande erro: adorou a pessoa errada. Corremos o mesmo risco na igreja?


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1332011.html


Ciclo do aprendizado

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: Adoração é um tema importante no livro do Apocalipse, e escolher a quem adoramos é vital hoje, amanhã e para a eternidade.
Só para o professor: Peça aos alunos que partilhem uma experiência em que se sentiram pequenos. Apresentar exemplos, e talvez contar uma experiência pessoal pode ser útil para estimular o exercício. Muitas dessas experiências podem incluir episódios em meio à natureza, como estar num barco em mar aberto e ser envolvido por uma tempestade, olhar para as estrelas numa noite clara, observar o pôr do sol, fazer parte de uma grande multidão ou tentar achar o caminho através de uma cidade grande e desconhecida. Partilhar essas experiências pode ser uma oportunidade útil e agradável de ajudar os alunos a conhecer uns aos outros e edificar a comunidade, sendo também uma valiosa introdução à discussão da lição.

Atividade de abertura: Depois que os alunos compartilharem algumas de suas experiências, peça que eles identifiquem os elementos comuns em cada uma delas. Comente sobre o que esses elementos têm em comum com a adoração e compare-os com as experiências de Jó e João, registradas em Jó 42:1-6 e Apocalipse 1:13-18, respectivamente. Assim como acontece com muitas outras histórias registradas na Bíblia, quando as pessoas são confrontadas com a realidade de Deus, comumente reconhecem sua própria pequenez e indignidade, à luz da bondade e grandeza de Deus.

Compreensão
Só para o professor: O Apocalipse descreve os capítulos finais do “grande conflito”, em sua plena realidade. Cenas de adoração celestial são colocadas ao lado de episódios de conflito e engano terrenos. O reino perfeito de Deus é contrastado com a angústia deste mundo fracassado, com o pecado e Satanás atingindo seu clímax destrutivo. Mas as visões que João registra são, no fim das contas, sobre a esperança e a restauração da verdadeira adoração em nossa vida, em nossas escolhas hoje, e no Universo restaurado para sempre.

Comentário Bíblico

I. Adoração reverente
(Recapitule com a classe Ap 4:8-115:8-147:9-1211:15-1915:1-419:1-5.)

A escritora Annie Dillard perguntou: “Por que nós, pessoas das igrejas parecemos turistas alegres e descuidados em uma excursão ao Absoluto?” Ela continua a observar: “No geral eu não acho cristãos… suficientemente sensíveis às circunstâncias. Alguém tem a mínima ideia do tipo de poder que invocamos tão alegremente? Ou, como eu suspeito, ninguém acredita em nenhuma das palavras que pronuncia? As igrejas são crianças brincando no chão com seus laboratórios químicos de brinquedo, misturando uma quantidade de explosivo… É loucura usar na igreja os chapéus de palha ou de veludo que as senhoras usam. Deveríamos usar capacetes. Diáconos deveriam distribuir coletes salva-vidas e foguetes de sinalização e amarrar-nos aos nossos bancos” (Teaching a Stone to Talk [Ensinando a Pedra a Falar], Harper Collins, 1982, p. 52).

As observações de Dillard destacam o perigo de perder o senso da distinção divina: Sua grandeza, poder supremo e majestade. Ao mesmo tempo, ela também toca implicitamente no que pode ser o antídoto para o problema: nutrir um sentimento de admiração por uma Divindade tão incompreensível em poder e majestade. Mas como podemos começar a reverenciar esse ser? Como podemos levar esse senso de admiração para o ato de adoração? Os escritos do apóstolo João no livro do Apocalipse são um bom lugar para se obter respostas. O Apocalipse inclui algumas das mais incríveis e impressionantes cenas de adoração registradas na Bíblia. Quando adoramos, estamos, de certa forma, nos unindo com esse tipo de adoração eterna. Esse é um privilégio maravilhoso e uma responsabilidade assustadora!

Pense nisto: Por que às vezes encaramos a adoração de forma tão leviana? Como podemos equilibrar a reverência com a alegria?
Como as descrições de adoração celestial, no Apocalipse, devem afetar a maneira pela qual a igreja adora?

II. A escolha da adoração
(Recapitule com a classe Ap 13 e 14.)

O Apocalipse descreve um falso sistema de adoração que procura tomar o lugar da verdadeira adoração a Deus. Ao mesmo tempo que fala contra Deus e Seu povo, esse falso sistema também tenta imitar a verdadeira adoração, que é fundamental para a vida no Céu. Esse contraste entre o falso e o verdadeiro sistema de adoração, retratado em Apocalipse 13 e 14, é um convite para adorar “Aquele que fez o céu, e a Terra” (Ap 14:7), bem como um alerta para se ter cuidado, devoção e discernimento para se saber a quem e como adorar. Às vezes, a adoração não é o que parece: os adoradores podem ser enganados, e Satanás está atuando para subverter os melhores dons que Deus nos dá.

Pense nisto: Se aceitamos que adorar a Deus é uma parte importante da vida cristã, o que devemos buscar, para discernir qual é a adoração genuína?

Qual é a importância da verdade na adoração? É necessário ter “todas as respostas” para adorar verdadeiramente? Por quê? O que faz a diferença?

III. Dominado
(Recapitule com a classe Ap 22:8, 9.)

Algumas vezes durante as visões registradas no Apocalipse, João ficou completamente dominado pelo que viu e experimentou. No livro Following Jesus in a Culture of Fear [Seguindo Jesus em uma Cultura do Medo] (Brazos Press, 2007), Scott Bader-Saye cita o teólogo irlandês David Ford, argumentando que nossa vida é moldada por aquilo que nos domina, tanto as coisas positivas como as negativas. “Nossos medos esmagadores”, observa Bader-Saye, “precisam, eles próprios, ser dominados pelas coisas maiores e melhores, por um senso de coragem e de plenitude de vida, que vem quando colocamos nossos medos e vulnerabilidades dentro de uma história mais ampla, que é, em última análise, esperançosa” (p. 60). Essa história maior é a história ou histórias de Jesus, a realidade do reino de Deus, e a esperança que Ele oferece a nós e ao nosso mundo. E isso é sempre o fundamento para a adoração.

Pense nisto: Como podemos manter nosso foco em Deus e Seus propósitos quando as situações em nossa vida parecem esmagadoras?

Como as cenas de adoração celestial em Apocalipse se relacionam com as cenas, muitas vezes assustadoras, nesse mesmo livro, relacionadas com o povo de Deus na Terra? Que reafirmação essas cenas de adoração nos oferecem?

Aplicação
Só para o professor: As advertências sobre adoração no Apocalipse devem nos levar a uma solene consideração e a perguntas sobre o que é a verdadeira adoração. Por outro lado, as descrições da adoração no Céu nos dão um vislumbre do que a adoração pode, deve e vai ser. Depois de várias semanas estudando esse tema, temos muito fundamento para a discussão.

Perguntas de aplicação
1. Onde é que o evangelho se encaixa nas descrições da adoração verdadeira e falsa em Apocalipse? – 2. Não parece, às vezes, pelas descrições, como as de Apocalipse, que Deus só gosta de ouvir as pessoas Lhe dizendo, o tempo todo, o quanto Ele é bom? Como você responderia esta pergunta, se viesse de um amigo que tem um pequeno conhecimento de Deus e está preocupado com a ideia de que o Senhor parece um tanto egoísta? – 3. Em que medida as descrições feitas no Apocalipse sobre a adoração no Céu, nos dão diretrizes sobre a maneira pela qual devemos adorar? O que aprendemos sobre a forma ideal de adorarmos na igreja, por exemplo? – 4. Qual é o papel das emoções na adoração saudável? Como podemos usar nossas emoções para adorar apropriadamente? Quando e como a emoção pode desempenhar um papel demasiadamente grande na adoração? – 5. Que aspecto da adoração a torna tão importante e faz dela um fator determinante no conflito final, descrito em Apocalipse 13 e 14? – 6. Apocalipse 14:11 descreve o triste fim dos que escolhem adorar “a besta e a sua imagem” (v. 9, NVI). Como podemos equilibrar essas advertências (talvez ameaças) com a insistência de Deus sobre a liberdade de escolha? – 7. Qual é o papel da adoração na nova Terra, descrita no fim do Apocalipse? Será que precisaremos adorar a Deus, uma vez que nosso relacionamento com Ele será restaurado e renovado? Por quê?

Criatividade
Só para o professor: Após 13 semanas falando sobre adoração, os membros da classe podem ter novas ideias, compreensões e apreciações da adoração, bem como de sua importância na história da Bíblia, da vida do cristão e da Igreja. Permita que os alunos reflitam sobre o que eles descobriram, para compartilhar algumas dessas ideias, e separar algum tempo para adorar juntos. Não gaste muito tempo falando sobre adoração sem ter adorado. Vamos encontrar formas de incorporar a adoração de maneira mais intencional em nossa vida todos os dias.

Atividades:
Sugestões de atividades individuais

O estudo de sexta-feira começa com uma definição de “adoração” de Richard M. Davidson. Examine essa definição. Depois do estudo deste trimestre, como você definiria “adoração”? Partilhe suas definições com os membros da classe. Como sua definição de “adoração” mudou durante as últimas semanas de estudo?

Sugestões para atividades em grupo
Peça que os alunos tragam algo para compartilhar, que os ajude na adoração ou que ajude a explicar o que a adoração significa para eles. Pode ser uma música, um poema, obra literária, texto bíblico favorito, foto, ou qualquer outra coisa. Peça que eles expliquem seus itens e depois os mostrem para o restante da classe. Confirme os membros da classe em sua adoração, incentive a classe a aprender uns com os outros, e a usar esses itens diferentes como oportunidades para a adoração em grupo.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/aux1332011.html


 Lição 13 – ADORAÇÃO NO LIVRO DO APOCALIPSE

Ruben Aguilar

O último livro das Sagradas Escrituras é intitulado com o vocábulo grego Apocalipse, que significa “revelação”. É de tal transcendência, a ponto de ser o nome que identifica o próprio texto. Em algumas línguas se prefere usar esse significado para intitular o livro que relata as visões do apóstolo João. A opção de uso desse título concede ao conteúdo do texto, maior autoridade, pois este, na essência, não é o resultado da inspiração sentimental ou racional de uma pessoa, mas a revelação do desígnio divino no desenlace da história da grande conflagração ocorrida nos Céu e projetada a este mundo.

O conteúdo pleno do livro do Apocalipse é a revelação dos eventos do grande conflito, em que são confrontadas as forças angélicas comandadas pelo Rei dos reis contra as forças de anjos demoníacos dirigidos por Satanás. O grande conflito é uma batalha incomum e difere das outras por sua singularidade. Não é uma conflagração bélica em que os contendores devam utilizar a potência de armas destruidoras. Não é também uma luta na qual a resistência e força física dos oponentes permanecem expostas em todo o seu vigor. Não é um conflito de ideologias e de princípios, disputado na arena dos debates ideológicos como se fossem a exposição de teses, réplicas e antíteses. A batalha do grande conflito entre Deus e Satanás é travada no âmbito da consciência dos adoradores, sejam estes celestiais ou terrenos. O propósito final do conflito é a vindicação da santidade e justiça de Deus.

Após séculos de transgressão, desde a rebelião de Lúcifer até o derradeiro momento da história humana, tanto os seres celestiais quanto os humanos terão percebido as consequências da desobediência satânica. Em contraste com essa atitude, a obediência de Cristo, exposta até o sacrifício e morte de cruz, estimula o reconhecimento do plano de salvação. A aceitação desse plano implica uma atitude de adoração por parte de uma grande multidão que se reúne em torno do Rei salvador. Essa multidão, finalmente entoará o hino de Moisés e do Cordeiro, em atitude de adoração, sentimento que vindica a justiça e santidade de Deus. Então, a batalha será vencida pelo Rei dos reis e a multidão de adoradores. A destruição final e total de todo mal é simplesmente o momento do fechamento da porta da história da transgressão.

A compreensão do simbolismo apocalíptico e assimilação dos enunciados que tipificam a realização do grande conflito entre Deus e Satanás deve motivar cada crente a participar do projeto de salvação da humanidade, mediante autêntica adoração ao Criador e Salvador. Ninguém está excluído da participação no desenlace do grande conflito. Existem duas frentes de batalha e cada combatente não usa outras armas além de seu espírito de adoração. De um lado estão os correligionários dos rebeldes que adoram a besta. Do outro lado estão os que aceitam o plano redentor de Cristo e deixam luzir como espadas flamejantes seu sentimento de humilde adoração ao Deus eterno.

Santo, Santo, Santo…
O livro do Apocalipse é lido e estudado por uma infinidade de pessoas de toda tendência filosófica ou religiosa. Para muitos escritores é padrão de desfecho trágico de uma situação social. Roteiristas cinematográficos têm utilizado esse nome como título de um drama em que o caos moral e a liberalidade social terminam tragicamente.

Existem obras literárias profícuas, em várias línguas, que tergiversam os eventos do Apocalipse. O conteúdo desses textos é essencialmente um chamado à participação política. Em geral essas obras, cujos títulos não prescindem do uso da palavra “Apocalipse”, descrevem a guerra no Céu como uma sequência de eventos de caráter bélico, através dos séculos, desde a queda de uma multidão de anjos até o crepúsculo do julgamento final. Nessa classe de literatura, a descrição do conflito começa com a rebelião de anjos contra a ditadura opressiva que impõe seu domínio. Essa luta por liberdade não é bem-sucedida e os implicados com a sedição são lançados à Terra, onde o conflito é projetado nas lutas político-sociais ou na ânsia de liberdade das classes oprimidas contra o domínio das elites e oligarquias dominadoras. Tal tipo de literatura deve ser rejeitado como rebotalho letal que afeta a mente dos desavisados.

Mais do que descrever incidentes do grande conflito, o livro do Apocalipse é um texto que procura destacar a característica essencial dos seguidores de Cristo: a adoração. A atitude de adoração é referida com muita frequência em cada capítulo do livro, mediante o uso do próprio vocábulo ou de palavras que refletem tal atitude. Além do seu significado “revelação”, o livro do Apocalipse poderia ser resumido com a expressão substantivada “adoração”. A atitude de adoração é o instrumento bélico disponível para enfrentar a grande batalha. Ninguém está livre dessa contenda. Queiram ou não, anjos e seres humanos devem participar do conflito, manifestando esse sentimento. O Apocalipse revela que, finalmente, os vitoriosos serão os que adoram a Deus, reconhecendo Sua Santidade.

Em sua estrutura literária, o Apocalipse descreve o conteúdo de oito visões básicas recebidas pelo profeta João, o apóstolo amado. Essas oito visões estão estruturadas de maneira tal que há porções que se destacam como partes comuns de cada visão. O Dr. Kenneth A. Strand, que exerceu sua atividade como professor de Teologia na Universidade Andrews, apresenta as partes de cada visão, da seguinte maneira: a introdução é uma cena vitoriosa. Segue-se a descrição básica da profecia que tem cumprimento em fatos históricos. A terceira é um intervalo da narrativa profética, um hiato que prepara a mente do leitor para a narrativa da quarta parte que é a culminação escatológica do juízo final.

A cena vitoriosa que serve como introdução de cada uma das oito visões é o reflexo de um quadro luminoso, onde se destaca a estrutura do templo de Deus, ou de partes dele, com o brilho sacrossanto da sua magnificência. A cena é portentosa pela presença, às vezes claramente, do Salvador vitorioso, o qual recebe a homenagem dos quatro seres viventes, dos vinte e quatro anciãos, dos 144 mil escolhidos, de anjos incontáveis e da grande multidão. A cena visualizada ocorre num ambiente em que vozes celestiais retumbam como sons de trovões; a superfície que os sustenta é o mar de cristal, onde a suprema autoridade e pureza plena da divindade aparecem como fogo que calcina. Ali todos se inclinam para prestar adoração ao Rei vitorioso, entoando o cântico de Moisés e do Cordeiro, repetindo sem cessar o estribilho melodioso “Santo, Santo, Santo”…

A besta de Apocalipse 13
Além de descrever simbolicamente a natureza e atuação da força que se opõe a Deus, o capítulo 13 do Apocalipse adverte sobre o perigo de ignorar as características e a identidade das figuras referidas como bestas. Especificamente são duas as bestas que são motivo de destaque por parte do autor, as quais, na forma interpretativa do seu simbolismo, abrangem todo o período do cristianismo, até o marco dos eventos finais. A advertência não é uma indicação tênue que deixa o leitor do texto na dependência de outra indicação. Ao contrario, ela é clara e específica ao identificar a besta que seduz os habitantes da Terra para adorarem o dragão e a besta que surge do mar (Ap 13:4, 12). Ressaltamos mais uma vez que o tema do conflito é (e não poderia deixar de ser) a adoração. Por esse fato é essencial e, de certo modo, imperativo, identificar as bestas de Apocalipse 13, para evitar ser induzido à prática de uma adoração indevida.

O termo “dragão” primariamente identifica o inimigo de Deus (Ap 12:3, 4), mas também identifica o poder político usado por Satanás na ocasião da primeira vinda de Jesus (Ap 12:4). O poder político aludido e que procurou destruir o Filho da mulher, quando nasceu, foi Roma imperial. O império romano desempenha papel importante no surgimento da primeira besta, a qual recebe do dragão (Roma) o “seu poder, o seu trono e grande autoridade” (Ap 13:2). Isso significa que a primeira besta que surge do mar é herdeira política do império romano. Como e quando isso aconteceu?

No ano 303 d.C., o imperador Diocleciano, por instigação de Galério, decretou uma tenaz perseguição contra os cristãos, acusando-os de sedição. Dois anos mais tarde, o imperador renunciou ao trono, desatando uma luta fratricida pelo poder. Os aspirantes ao trono, e contendores de fato, eram Galério e Constâncio. Vítima das feridas em combate e outras sequelas, Constâncio morreu (307 d.C.) e seus soldados proclamaram seu filho, Constantino, novo comandante. Mais outro par de anos e Galério, que prosseguia o decreto de perseguição aos cristãos, morreu, deixando seu posto a Magêncio. As batalhas eram favoráveis a Constantino, cujo exército se preparou para tomar a cidade de Roma (312 d.C.). Mas o empreendimento militar era arriscado. Para encorajar seus soldados, Constantino declarou que teve uma visão na qual havia aparecido a cruz de Cristo envolvida com um estandarte romano e a inscrição: “Com este sinal vencerás”. Após essa arenga, os soldados de Constantino tomaram a cidade.

Constantino, como imperador de Roma, anulou o decreto de perseguição aos cristãos, liberou os líderes do cristianismo do pagamento de tributos e da prestação impositiva de serviços ao império, estimulou a construção de igrejas cristãs, transformou igrejas do paganismo em igrejas cristãs, ofereceu cargos públicos para alguns líderes, transformou várias festividades do paganismo em festas cristãs, emitiu o decreto dominical, estimulou os cidadãos romanos a ser batizados na igreja cristã e ofereceu uma túnica branca e vinte moedas de ouro para quem fizesse isso. Declarou-se chefe do cristianismo optando pelo título de Máximo Pontífice. Com tal prerrogativa, convocou e presidiu, em 325 a.C., o Concílio de Niceia. Ostentava também autoridade para nomear e depor bispos. Em suma, estava em gestação um novo movimento religioso que combinava o cristianismo com o paganismo romano.

Os atos do governo de Constantino popularizaram o cristianismo ao preço de uma decadência das normas de fé e amor da primitiva igreja. Ao mesmo tempo, o paganismo começava a sucumbir, deixando seu lugar à nova crença. Essa política foi continuada pelos sucessores de Constantino até a consumação da adoção do cristianismo como religião oficial do império, fato que ocorreu durante o governo do imperador Teodócio. Esse governante convenceu o senado romano (380 d.C.) da necessidade de adotar o cristianismo para manter a unidade e permitir a governabilidade do império. Em 381 d.C. Teodócio convocou o Concílio de Constantinopla, no qual foi emitido o decreto da oficialização do cristianismo como Igreja Católica, legada pelo apóstolo Pedro, com sede na cidade de Roma. O “dragão” deu à besta, seu poder, seu trono e grande autoridade.

Os verdadeiros adoradores e Apocalipse 14
A besta que surgiu do mar teve um domínio aterrador de 1.260 anos de hegemonia e perseguição. Em seu seio foram geradas outras denominações que inicialmente procuravam voltar à prática do primeiro amor, mas, no fundo, compactuavam com os desígnios da besta, erguendo as bandeiras da observância dominical e da crença na imortalidade da alma. São adoradores, mas também vítimas de uma artimanha satânica que os mantém na névoa doutrinária que se denomina cristã e na falácia intercessora de um sistema sacerdotal fraudulento.

Diante de um ambiente nebuloso e controverso, em que os adoradores divagam entre as duas frentes atuantes do tempo do fim, é necessário suplicar a iluminação do Espírito Santo para fazer parte das falanges dos verdadeiros adoradores. Um dos sinais indicadores que orientam as pessoas a fazer parte do grupo dos escolhidos é o significado da mensagem do primeiro anjo do capítulo 14 de Apocalipse.
A mensagem dos três anjos, de amplitude universal, é oferecida a toda nação, tribo e língua, e, na sua versão de temporalidade, é uma edição para o tempo do fim. A mensagem narrada no Apocalipse apresenta uma estruturação sintética. São frases concisas, mas que preservam um conteúdo amplo sobre o desígnio divino. A fraseologia deve ser ampliada à luz do contexto bíblico, e dessa maneira identificar as características predominantes nos verdadeiros adoradores do tempo do fim.

A mensagem do primeiro anjo ostentam nas suas linhas a revelação do “evangelho eterno”. O evangelho é a bem-aventurada nova da salvação com base no sacrifício de Cristo. A salvação humana foi confirmada no momento em que Cristo, assumindo o lugar do pecador, foi sacrificado segundo o requerimento da lei. A proclamação do evangelho outorga ao pregador autoridade para exortar aos que se “assentam sobre a Terra” à prática da piedade e do temor a Deus, pois é “chegada a hora do Seu Juízo”. O juízo mencionado no conteúdo dessa mensagem é a operação de justiça que será efetuada por Deus no contexto da segunda vinda de Jesus. O apelo inerente a esse ato divino é de assumir a condição de pessoas que aguardam o advento de Jesus, rodeado de anjos, entre as nuvens dos céus. Assim, o povo que assume a tarefa de anunciar a primeira mensagem angélica, deve comunicar o evangelho de salvação e o advento de Jesus na Sua segunda aparição.

O prosseguimento da mensagem divina apresenta como motivo básico da adoração tributada a Deus o reconhecimento do Seu poder criador. As palavras alcançam veemência na sua forma: “Adorai Aquele que fez o céu, a Terra, e o mar, e as fontes das águas”. Não pode ser mais clara a atitude que identifica os verdadeiros adoradores do tempo do fim, do que reconhecer o magno atributo do Deus criador, adorando-O no sétimo dia da semana.

Os verdadeiros adoradores do tempo do fim pregam o evangelho eterno, aguardam a segunda vinda de Jesus e reconhecem o atributo criador do Deus Todo-poderoso, adorando-O no sábado semanal, conforme o mandamento.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/com1332011.html


COMENTÁRIOS SIKBERTO MARKS

Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2011

Tema geral do trimestre: Adoração

Estudo nº 09 –  Adoração no livro do Apocalipse

Semana de  17 a 24 de setembro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristovoltara.com.br marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar:Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém pôde aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da Terra” (Apoc. 14:3).

Introdução de sábado à tarde

“No mar cristalino diante do trono, naquele mar como que de vidro misturado com fogo – tão resplendente é ele pela glória de Deus – está reunida a multidão dos que “saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu nome”. Apoc. 15:2. Com o Cordeiro, sobre o Monte Sião, “tendo harpas de Deus”, estão os cento e quarenta e quatro mil que foram remidos dentre os homens; e ouve-se, como o som de muitas águas, e de grande trovão, “uma voz de harpistas, que tocavam com as suas harpas”. E cantavam um “cântico novo diante do trono – cântico que ninguém podia aprender senão os cento e quarenta e quatro mil. É o hino de Moisés e do Cordeiro – hino de livramento. Ninguém, a não ser os cento e quarenta e quatro mil, pode aprender aquele canto, pois é o de sua experiência – e nunca ninguém teve experiência semelhante. “Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai.” “Estes, tendo sido trasladados da Terra, dentre os vivos, são tidos como as primícias para Deus e para o Cordeiro.” Apoc. 14:1-5; 15:3. “Estes são os que vieram de grande tribulação” (Apoc. 7:14); passaram pelo tempo de angústia tal como nunca houve desde que houve nação; suportaram a aflição do tempo da angústia de Jacó; permaneceram sem intercessor durante o derramamento final dos juízos de Deus. Mas foram livres, pois “lavaram os seus vestidos, e os branquearam no sangue do Cordeiro”. “Na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis” diante de Deus. “Por isso estão diante do trono de Deus, e O servem de dia e de noite no Seu templo; e Aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a Sua sombra.” Apoc. 7:15. Viram a Terra devastada pela fome e pestilência, o Sol com poder para abrasar os homens com grandes calores, e eles próprios suportaram o sofrimento, a fome e a sede. Mas “nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem Sol nem calma alguma cairá sobre eles”” “O Grande Conflito, 648 e 649).

Por quê esse cântico, dos 144 mil era novo? Foi a primeira vez que ele era cantado, isso acontecerá logo após o resgate que JESUS fará na Sua segunda vinda. Essas pessoas estavam sendo perseguidas no tempo da angústia de Jacó, quando DEUS fez a intervenção do livramento, ocasião em que também mostrou os Dez Mandamentos ao mundo todo. Foi então que os ímpios perseguidores entenderam que perseguiam o povo errado. Esse era o povo, que não fazia muito, havia pregado a toda nação, tribo e língua, entre outras coisas importantes, a veracidade dos Dez Mandamentos bíblicos. E eles haviam rejeitado dando ouvidos a falsos pregadores, que prometiam muito aqui na Terra. Eles preferiram atender a mentira. Agora finalmente se deparam com seu erro consciente, então deixam os servos de DEUS em paz e buscam os falsos mestres para uma severa e cruel vingança. Esse foi o livramento pelo qual passaram os 144 mil (esse número pode não ser literal).

Então, passada a 7ª praga, eles são resgatados pelo Salvador do mundo, juntamente com a grande multidão de pessoas de todos os tempos, e vão para as moradas celestiais, para viver eternamente. Chegando na Nova Terra, antes de outras novidades, reúnem-se sobre uma ampla plataforma semelhante ao vidro, para a primeira cerimônia, quando então cantam o cântico de Moisés, o cântico daqueles que foram vitoriosos sobre satanás.

  1. Primeiro dia: “Caí a Seus pés como morto”

Algumas experiências impressionantes que ocorreram no passado devem fazer com que tenhamos mais respeito à vontade de DEUS. Estamos nos últimos dias, bem logo passaremos por uma experiência que se chama “refrigério” que é literalmente sentir a poderosa ação de DEUS em nossa vida. Essa experiência teremos a partir do momento da concessão do poder do ESPÍRITO SANTO, a Chuva Serôdia.

Estamos hoje nos preparando para tal experiência?

No passado, além dos humildes servos de DEUS no Pentecostes, que num mesmo dia se tornaram poderosos porque receberam poder do alto, outros também tiveram experiência muito íntima com DEUS. Vamos relembrar alguns: Enoque, esse andou com DEUS por 300 anos; Noé, que passou 120 anos construindo um navio de madeira para escaparem de se afogar, sendo que nunca havia chovido; Jó, que confiou em DEUS mesmo que evidências mostrassem que parecia abandonado por DEUS; Moisés, que liderou uma missão impossível de dois milhões de pessoas por um deserto onde não há nem comida nem água, e que falava face a face com DEUS. Ele foi quem recebeu as duas tábuas dos Dez Mandamentos, até então aprendidas pela tradição oral. Elias também foi um homem que teve intimidade com O Ser divino. E o que dizer de Maria, mãe de JESUS, que carregou o Ser divino em seu íntimo, que O amamentou, que O educou e cuidou em Sua infância? Quem teria tido experiência mais íntima com o Rei do Universo e Salvador do mundo senão essa mulher pobre e humilde? Ellen G. White foi muito íntima com DEUS, tinha visões de DEUS, falava com seu anjo. Foi uma pessoa recente, próxima a nós, a ter em sua vida a experiência de intimidade com O Criador.

Interessante, podemos arrolar aqui muitos outros personagens bíblicos, e todos os que tiveram experiência de proximidade com DEUS, foram pessoas humildes, de vida simples, desprendidas dos atrativos do mundo, importando-se muito mais com os outros de que com os próprios interesses. É de se notar que JESUS veio para servir, Ele mesmo disse isso. E as pessoas que tiveram tais experiências, viviam para servir aos outros.

No final dos tempos, teremos experiências de intimidade com DEUS. Todos aqueles que se desprenderem do mundo mas que se ligarem ao futuro prometido por DEUS, que por enquanto só é esperança, terão uma emocionante aventura com DEUS. Enquanto os aliados de satanás nos perseguirem, que nos obrigará em certos momentos a fugir, a deixar tudo para trás, estaremos sentindo, ao nosso lado, uma sensação de que alguém nos ama muito. Foi isso que manteve em pé a fidelidade dos mártires no passado: sentir o amor de DEUS, embora ardendo em chamas. Por isso tais pessoas cantavam enquanto eram consumidas, ao invés de gritarem de dor. Que dor pode alguém sentir se acima dela, sente um inexplicável amor de quem a criou e que a quer junto de si?

Ainda é tempo de nós, adventistas do sétimo dia, nos prepararmos para o Alto Clamor, quando sairemos ao mundo proclamando com um poder como jamais se viu nesse planeta, que a volta de JESUS está iminente, e que o mais importante é fazer a Sua vontade.

  1. Segunda: Santo, Santo, Santo…

Uma importante e interessante pergunta: por que adoramos a DEUS? O estudo de hoje nos responde. Seguimos os trechos selecionados pela autora da lição, e encontramos verdadeiras pérolas sobre as razões para se adorar a DEUS. Veja na mesma ordem da lição.

Adoramos porque DEUS é O Criador. Ele é digno de ser adorado porque por Sua vontade tudo veio a existir. E nós estamos aqui, existimos. Como é bom existir, não é mesmo? Pois assim, nós nesse mundo, podemos ter esperança em tudo o que JESUS nos prometeu. Como seria se DEUS nunca nos tivesse criado? Duas situações seriam decorrentes da não criação: não teria ocorrido o pecado (ao menos nesse mundo) mas também, não existiria esperança. Agora sofremos, mas pela nossa experiência o Universo conheceu melhor o caráter de DEUS. E nós estamos tendo a valiosa oportunidade da experiência da transformação de pecadores em seres perfeitos. Isso é mais que criação. Que bom que Ele nos criou!

Adoramos porque JESUS foi morto, em nosso lugar, e pelo Seu sangue nos comprou para DEUS. Outro motivo que só nós nesse Planeta temos para adorar a DEUS. Os demais seres do Universo, em razão de nunca terem pecado, não precisam ser salvos nem transformados. Agora veja que coisa interessante: Ele nos criou, e está sempre ao nosso lado, porque quando o pecado entrou no mundo, no mesmo dia o Criador veio falar com nossos pais para anunciar que Ele é quem lutaria contra o inimigo. Mais um excelente motivo de adoração.

Adoramos porque Ele reassumiu o poder e Se tornou o Rei, desse mundo, e do Universo. Ele já foi o Rei desde sempre, mas abriu mão de sua nobreza e se tornou como uma criatura e a mais humilde. Vencendo pelos Seus méritos, voltou a ser Rei, agora com o direito legal de ser também o Juiz, que trabalha para nos libertar da morte. Esse, com o anterior, é o nosso motivo de adoração mais peculiar, pois só nós terrestres é que somos os beneficiados pelo grande amor de nosso Criador e Salvador.

Adoramos porque o juízo de DEUS é justo e verdadeiro. No final, até satanás vai admitir que DEUS sempre estava correto. Entre os ímpios haverá uma polêmica, e eles admitirão que DEUS é justo, que a Sua lei, que é o amor, é perfeita. Todos, sejam os que nunca se perderam, sejam os salvos, sejam os ímpios, confirmarão que DEUS é perfeito e que a Sua justiça não pode ser contestada por alguma falha ou de ser tendenciosa. Então, o Universo adorará a DEUS, por toda a eternidade, como ficou provado nesse episódio da Terra, que DEUS e a Sua lei são perfeitos. Em toda a eternidade, nunca mais se levantará outra rebelião, de tão bem conduzida que está sendo a solução da primeira e única. E nós estamos tendo o privilégio de sermos protagonistas ativos nesse grande conflito.

  1. Terça: Apocalipse 13

Há capítulos na Bíblia que explicam a guerra entre o bem e o mal. Em Daniel e Apocalipse os principais são: Daniel 2; 7;8 a12; Apocalipse 12; 13;16 a18. Mas há muitos outros capítulos. Esses são os básicos.

O capítulo 12 de Apocalipse apresenta um grande dragão com sete cabeças e dez chifres, e coroas sobre as cabeças. No capítulo 13, do estudo de hoje, outra besta, com sete cabeças e dez chifres, e coroas sobre os chifres. E o capítulo 17, outro animal com sete cabeças, dez chifres e nenhuma coroa. O que significa isso?

Isso significa que, em Apoc.12, aguerra que iniciou no Céu, aqui na Terra estava sendo comandada por impérios, que em Apoc.13, aguerra não envolvia impérios, mas nações democráticas, pois cabeças são melhor entendidas como impérios, e chifres como nações livres e democráticas, como nos dias atuais. E no Apoc. 17, ali se entende que todas as nações do mundo entregaram seu poder, sua autoridade e seu reino à mulher prostituta, que assume o poder sobre o planeta. E é exatamente o que já está acontecendo em nossos dias. Leia bem Apoc. 17 e vai entender, há nele dois versos que revelam sobre essa entrega de todo o poder, autoridade e reino.

Pois bem, qual é o foco de nosso estudo hoje? É a guerra! Querendo ou não, estamos envolvidos. Desde o início nesse mundo, ainda no Jardim, os servos de DEUS eram perseguidos pelo demônio e suas forças. Atualmente a segunda besta (Estados Unidos da América) está consolidando uma aliança já feita com a primeira besta (Santa Sé, a besta que carrega a mulher, que é a Igreja Católica), para alistar o mundo inteiro contra o povo de DEUS. E algo bem interessante, DEUS sempre teve adoradores fiéis a Ele em todos os tempos. Nunca houve uma interrupção nessa corrente, nunca faltou um elo da corrente, desde que Adão e Eva caíram até os nossos dias. Nesses dias finais, a quantidade de adoradores verdadeiros é muito maior que em todos os tempos. Mas é fato que eles sempre existiram, e sempre foram perseguidos. Houve de tempos em tempos, períodos de paz, como atualmente, mas só para depois a perseguição recobrar sua ação violenta.

E onde se vê adoração nessa história de hoje? Simples, essa guerra toda, que se iniciou lá no Céu, junto ao trono de DEUS, é pela adoração. Uma criatura quer ser adorada como se fosse DEUS iniciou essa guerra. Não foi DEUS quem começou isso, pois Ele sempre foi adorado desde que existe criatura, e era adorado porque merecia. Essa é a grande questão universal, que já está, agora, chegando ao seu capítulo final. Cuidemos de nessa guerra, que sempre tem dois lados, e nunca mais de dois, todos nós, por livre decisão, escolhamos o lado vencedor.

  1. Quarta: Apocalipse 14

O capítulo 14 de Apocalipse é uma sucessão do 13. No cap. 13, descreve as duas bestas (países) que guerreiam contra o povo de DEUS, representados pelos 144.000 que passam pela grande tribulação final, pessoas que não chegam a ver a morte, e principalmente que não se corromperam com as igrejas de babilônia. Não se corromper com as prostitutas pode não significar nunca ter sido membro de outra igreja senão a da bíblia. De qualquer maneira, fato é que a salvação será dada tanto aos que já nasceram entre o povo de DEUS e permaneceram fiéis quanto os que saem de babilônia e se tornam fiéis a DEUS.

Os 144.000 são os vencedores sobre a besta. No desfecho final vai haver dois sinais de fidelidade, o sábado, que é o selo de DEUS, e o domingo, que é a marca da besta. E vai ser praticamente impossível observar o mandamento do sábado nos últimos dias na Terra, e ser adventista nesses dias será uma dura prova, embora, nós, nesses dias também teremos o poder do alto para concluir a obra a nós confiada. E ela será concluída pela Igreja Adventista, num contexto muito duro e de tremendas provas, em que haverão sinais e prodígios, tanto da parte de DEUS quanto de satanás. Em escala bem menor, algo assim aconteceu nas primeiras pragas do Egito, dos dois lados houve sinais, até que satanás não conseguiu mais imitar a DEUS. A adoração, em grande medida, passa por qual dia estamos santificando, se o domingo ou se o sábado. Quem santifica o sábado, esse se liga ao Criador, pois assim está escrito no próprio quarto mandamento em Êxodo 20: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar … porque em seis dias fez o Senhor…”  A primeira mensagem angélica remete justamente à questão do sábado ligado ao Criador, quando diz em Apoc. 14:7 “…e adorai aquele que fez…”. Essa mensagem está mandando observar o quarto mandamento, pois as palavras são complementares.

Atenção, o sábado não tem vínculo com a ressurreição, mas com a criação. Não há na Bíblia alguma comemoração a ser feira pela ressurreição. Ela é importante, lógico, mas a sua importância está em aguardarmos aquele que ressuscitou vir pela segunda vez, e não santificar o primeiro dia.

Depois da primeira mensagem angélica (é muito recomendável ler elas ao todo, em Apoc. 14:6 a 11, e mais o verso 12), então vem as conseqüências de não seguir essa mensagem. A segunda mensagem angélica anuncia a queda de babilônia. É a queda de um sistema que tem dado de beber ao mundo inteiro o vinho da fúria da prostituição da prostituta. Isso significa uma mistura bem dosada de verdade com mentira, de bons princípios bíblicos com falsidades, pelos quais fica fácil enganar as pessoas. Esse sistema utiliza boa parte da Bíblia para servir de motivo a se chamar “cristão”, quando na verdade é de natureza espírita, pois adora mortos, crê na imortalidade de pecadores, e inventou uma coleção enorme de santos que são seres humanos já mortos, para serem adorados. Pois é interessante que não existe São Enoque, nem São Moisés, nem São Elias, que estão vivos. Aliás, nem São JESUS CRISTO foi estabelecido por esse sistema. Existe a Santa Maria, mãe de JESUS. Um rol de dogmas e crenças que, ao que não investiga na Bíblia, parecem vindas direto do trono de DEUS, mas, na verdade, vieram de um trono aqui na Terra mesmo, colecionados do paganismo que se originou na antiga Babilônia de Nimrode.

A terceira mensagem angélica vai ao ponto final. Veja que é uma sucessão bem lógica: a primeira chama para a adoração a DEUS; a segunda, anuncia a queda de Babilônia, e a terceira adverte para o destino dos adoradores da besta. São aqueles que receberam o sinal da besta, o domingo, e que portanto não tiveram seus nomes escritos no livro da vida, como aconteceu com os guardadores do sábado.

É bem fácil entender a lógica do sábado e a do domingo. O sábado é o sétimo dia da semana. Antes dele tudo foi criado até ao sexto dia. Portanto, quem deseja adorar o Criador, que santifique o sábado já que esse dia comemora a criação. Mas quem quer adorar a satanás, esse então deve santificar o primeiro dia da semana, antes do qual não houve criação alguma. Assim, uns adoram o Criador, e outros, adoram o não criador, ou seja, uma criatura. Mesmo aqueles que apenas utilizam o domingo para mero final de semana.

E essa será a maior controvérsia, qual o dia a ser santificado? Essa controvérsia já está em seu início, embora ainda discretamente. Mas em pouco tempo, esse será o assunto de maior repercussão no mundo. E os que guardam o sábado devem estar prontos a defender a sua posição, seja pelo manuseio da Bíblia, seja pelo zelo em santificar esse dia.

“No capítulo 14 de Apocalipse, os homens são convidados a adorar o Criador; e a profecia revela uma classe de pessoas que, como resultado da tríplice mensagem, observam os mandamentos de Deus. Um desses mandamentos aponta diretamente para Deus como sendo o Criador. O quarto preceito declara: “O sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus… porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, o mar e tudo que neles há e ao sétimo dia descansou; portanto, abençoou o Senhor o dia do sábado e o santificou.” Êxo. 20:10 e 11. Acerca do sábado, diz mais o Senhor ser ele um “sinal… para que saibais que Eu sou o Senhor, vosso Deus”. Ezeq. 20:20. E a razão apresentada é: “Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, e, ao sétimo dia, descansou, e restaurou-Se.” Êxo. 31:17.

“Enquanto o fato de que Ele é o nosso Criador continuar a ser razão por que O devamos adorar, permanecerá o sábado como sinal e memória disto. Tivesse sido o sábado universalmente guardado, os pensamentos e afeições dos homens teriam sido dirigidos ao Criador como objeto de reverência e culto, jamais tendo havido idólatra, ateu, ou incrédulo. A guarda do sábado é um sinal de lealdade para com o verdadeiro Deus, “Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas”. Apoc. 14:7. Segue-se que a mensagem que ordena aos homens adorar a Deus e guardar Seus mandamentos, apelará especialmente para que observemos o quarto mandamento” (O Grande Conflito,  436-438).

  1. Quinta: Adore a DEUS

O profeta e apóstolo João, homem que como Daniel que recebeu as mais fantásticas revelações sobre o futuro, por duas vezes se viu na situação de adorar um anjo, tamanha a glória dele, e tamanha a impressão sobre o homem. Mas o anjo, ao contrário de satanás, não se viu tentado a ser adorado, e evitou o erro por parte de João. Antes, como JESUS havia dito a satanás na terceira tentação, que só a DEUS se deve adorar.

Em resumo, adoração é um estilo de vida em que assumimos ser dependentes de DEUS, ou de algum ídolo. Quando adoramos a DEUS, abolimos qualquer outro tipo de idolatria, mesmo as bem modernas, que nem se parecem com adoração. Por exemplo, um tipo de idolatria é o apego a pessoas famosas, as chamadas ‘celebridades’, ou ídolos que são por todos vistos e apreciados. Muitos os imitam, ou se apaixonam por esses famosos, ou se tornam fás deles.

Mas há outras formas de idolatria, que já estudamos nesse trimestre, como paixões, por automóveis, esportes, programas de televisão, internet, jogos eletrônicos, etc. Adoramos aquilo que nos atrai mais que ao DEUS Criador. Muitos adoram até pastores, conjuntos musicais da igreja, programas da igreja. Acontece quando o fim, o foco, o objetivo deixa de ser CRISTO, e passa a ser qualquer outra coisa, mesmo que seja boa. Muitos, ainda, adoram a si mesmos. O “eu” vem sendo cada vez mais adorado.

Satanás conseguiu atualmente uma quase infinidade de ídolos, e sempre há um sob medida para cada pessoa. Mas nós devemos todos os dias nos entregar a CRISTO, o nosso Salvador, e somente adorar a DEUS.

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

“O preço pago por nossa redenção, o infinito sacrifício de nosso Pai celestialem entregar Seu Filhopara morrer por nós, deveria inspirar-nos idéias elevadas sobre o que nos podemos tornar por meio de Cristo. Quando o inspirado apóstolo João contemplou a altura, a profundidade e a amplidão do amor do Pai para com a raça perdida, foi possuído de um espírito de adoração e reverência; e, não podendo encontrar linguagem apropriada para exprimir a grandeza e ternura desse amor, chamou para ele a atenção do mundo. … Em que grande valor é tido o homem! Pela transgressão tornam-se os filhos dos homens sujeitos a Satanás. Pela fé no sacrifício expiatório de Cristo, os filhos de Adão podem voltar a ser filhos de Deus. Assumindo a natureza humana, Cristo elevou a humanidade. Os homens caídos são colocados na posição em que, mediante a conexão com Cristo, podem na verdade tornar-se dignos do nome de “filhos de Deus”.

“Tal amor é incomparável. Filhos do celeste Rei! Preciosa promessa! Tema para a mais profunda meditação! O inigualável amor de Deus por um mundo que O não amou! Caminho a CRISTO, 15).

“Nosso Deus é um terno e misericordioso Pai. Seu serviço não deve ser considerado como um exercício penoso e entristecedor. Deve ser uma honra adorar o Senhor e tomar parte em Sua obra. Deus não quer que Seus filhos, para quem preparou uma tão grande salvação, procedam como se Ele fosse um duro e exigente feitor. É seu melhor amigo, e espera que, quando O adorem, possa estar com eles, para os abençoar e confortar, enchendo-lhes o coração de alegria e amor. O Senhor deseja que Seus filhos encontrem conforto em Seu serviço, achando mais prazer que fadiga em Sua obra. Deseja que aqueles que O buscam para Lhe render adoração, levem consigo preciosos pensamentos acerca de Seu cuidado e amor, a fim de poderem ser animados em todas as ocupações da vida diária, e disporem de graça para lidar sincera e fielmente em todas as coisas” (Caminho a CRISTO, 103).

escrito entre:  17/08/2011 a 24/08/2011 – revisado em 25/08/2011 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

FONTE: http://www.cristovoltara.com.br/


COMENTÁRIOS BRUCE CAMERON

Adoração – Lição 13 – Adoração no Livro do Apocalipse – (Apocalipse 4; 13 e 14)

Introdução: O Apocalipse é um livro impressionante! Ele não apenas nos fala de igrejas, seres, criaturas e batalhas, mas nos fala de uma vitória final. Não sei sobre você, mas quando eu ganho alguma coisa na vida, me sinto bem. Deus me dá as minhas vitórias e saber isso me faz sentir vontade de louvá-Lo! Imagina quanta vontade de louvar sentiremos quando Deus nos der a vitória final sobre o pecado, a morte e a tristeza! Vamos mergulhar em nosso estudo da Bíblia e ver como aqueles que estão no céu desfrutam desta adoração de vitória!

I. Adoração no Trono

A. Leia Apocalipse 4:1. Pense a respeito do ambiente. Uma porta aberta, uma voz “como trombeta”, fazendo um convite para ver um filme acerca do futuro. Você aceitaria?

B. Leia Apocalipse 4:2. Quem tornou possível este filme? (O Espírito Santo!)

1. Este é um dom que você gostaria de receber?

2. João é quem está vendo o filme (a visão). O que existe depois da porta? (Um “trono no céu e nele estava assentado alguém”.)

3. Por que João diz que “alguém” estava sentado no trono? É alguém da limpeza, que estava polindo o trono? (parece que este é um relato momento a momento daquilo que João viu. Provavelmente é Deus quem está assentado no trono, mas João não sabe disso ainda, então ele não diz. Isto acrescenta credibilidade ao relato.)

C. Leia Apocalipse 4:3-4. Por que Deus tem vinte e quatro anciãos sentados em tronos na sala do trono de Deus? (Este fato reafirma que Deus quer viver com Seu povo. Ele quer que participemos com Ele em Seu governo. Os seres humanos precisam de conselheiros, mas o Criador do Universo não precisa. Ainda assim, Ele escolhe nos ter ao Seu lado, governando com Ele.)

D. Leia Apocalipse 4:5. Sempre me interesso por relatos bíblicos que incluem “trovões” {ou sons fortes}. Nenhum ser humano do tempo de João jamais viu um motor de qualquer tipo. Eles não sabiam coisa alguma sobre a eletricidade. Que tipo de fonte de energia você acha que Deus tem debaixo do Seu capô?

1. Note que a fonte de energia destas lâmpadas é o Espírito Santo.

E. Leia Apocalipse 4:6. Que tipo de vista Deus gosta? (Uma vista com água! Isto me dá confiança de que vistas com água farão parte {do panorama do} céu.)

F. Agora chegamos à parte da adoração. Leia Apocalipse 4:6-8. Estes são alguns seres de aparência muito interessante. Por que você acha que eles têm todos esses olhos? (Eles não perdem nada!)

1. Por que todas essas asas? (Eles podem se mover rapidamente.)

2. Considere a aparência geral das quatro criaturas: leão, boi, homem e águia. O que isto sugere? (O leão é corajoso, o boi é forte e fiel, o homem é inteligente e a águia é rápida e nobre.)

3. Como as declarações destes seres descrevem a Deus? (Três vezes eles dizem que Ele á santo e então eles dão três períodos de tempo. Deus era santo naquele tempo, é santo agora e será santo amanhã.)

4. Considere toda esta informação como tinta em uma tela. Que quadro você pode ver? (Uma vez que eles estão descrevendo a Deus com suas vozes, por que não concluir que estão descrevendo a Deus {também} com a sua aparência: Vê tudo, é rápido para resolver qualquer problema, é corajoso, forte, fiel, inteligente e nobre.)

5. O que este texto nos ensina a respeito da adoração no céu? (Eu pesquisei alguns comentários que sugerem que as criaturas representavam os quatro evangelhos, quatro padrões das tribos de Israel, ou as quatro forças da natureza. Parece mias lógico que todos eles representam atributos de Deus. Adoração é completamente acerca de Deus, não acerca de nós. Todos os aspectos da adoração deveriam ser direcionados para darmos glória a Deus.)

a. Toda vez que você canta um hino ou uma canção de louvor, pense sobre isto: esta canção é mais a respeito de mim mesmo do que um louvor a Deus?

b. Se os corpos dos seres representam atributos de Deus, o que isto nos sugere a respeito da adoração? (Adoração não é apenas aquilo que dizemos, mas como vivemos.)

G. Leia Apocalipse 4:9-11. Na sala do trono do céu, qual é a base para os vinte e quatro anciãos darem louvor a Deus? (Que Ele é o Criador (“porque criaste todas as coisas”). Tudo foi criado pela vontade de Deus e tudo continua a existir pela vontade de Deus.)

1. Onde isto coloca aqueles que negam a criação e promovem a teoria da evolução? (Eles estão atacando o próprio fundamento da autoridade de Deus e a base lógica de dar a Deus “a glória, a honra e o poder”. Não é um debate educado entre amigos, mas é um debate que estabelece os limites entre aqueles que promovem a adoração a Deus e aqueles que pervertem a adoração a Deus.)

II. A Adoração à Besta

A. Leia Apocalipse 13:1-4. A besta também possui características animalescas. Qual é a base para a adoração à besta? (Poder. “Quem pode guerrear contra ela?” O dragão deu autoridade à besta.)

1. Pense sobre isto um minuto. Qual é a diferença entre a base para a adoração a Deus e a adoração à besta? (A adoração a Deus é baseada em Seu caráter (santo) e naquilo que Ele tem feito e está fazendo (a criação e manutenção do universo). A adoração à besta é baseada exclusivamente no poder.)

B. Leia Apocalipse 13:5-7. Se estivesse escolhendo entre a verdadeira e a falsa adoração, que sinais você procuraria? (Ataques ao nome de Deus, ao céu, aos anjos, e aos seguidores de Deus.)

1. Onde você ouve sobre este tipo de coisas hoje em dia?

2. É fácil confundir estes dois tipos de adoração? (Algumas pessoas querem argumentar que estas coisas são complicadas. Qual complicado isto pode ser? Ou você adora o Deus Criador ou você ataca a Ele, o céu, os anjos, ou Seus seguidores. Ou a tua adoração é baseada no caráter e nas bênçãos de Deus ou é baseada na coerção (poder). Não me parece tão complicado!)

III. O Chamado Final à Adoração

A. Leia Apocalipse 14:6-7. Qual é a primeira mensagem do convite final àqueles que estão na terra para a adoração? (O “evangelho eterno”.)

1. Qual é o primeiro componente deste apelo? (“Temam a Deus e glorifiquem-no”.)

a. O que isto significa? (É um apelo à obediência e ao louvor.)

(1) Estas duas coisas estão ligadas?  (Nós trazemos glória a Deus ao seguir os Seus caminhos.)

2. Qual é o segundo componente deste apelo? (“Chegou a hora do seu juízo”.)

a. O que isto quer dizer? (É um apelo ao arrependimento porque o momento (“a hora”) do julgamento de Deus é agora.)

3. Qual é o terceiro componente deste apelo? (Adorem a Deus porque Ele é o Criador.)

B. Leia Apocalipse 14:8. Qual é a segunda mensagem do convite final à adoração? (O teu inimigo está derrotado. Os cristãos deveriam dar a mensagem do evangelho com ousadia, porque a “Grande Babilônia” caiu!)

C. Leia Apocalipse 14:9-11. Qual é a terceira mensagem do convite final à adoração? (É uma advertência. O tempo de decidir é agora. Há muita coisa em jogo – a vida eterna ou a ira não diluída de Deus.)

D. Leia Apocalipse 14:12. Se você lê regularmente estas lições, conhece a respeito destas questões. Você já ouviu a mensagem dos três anjos. Se você fez a escolha certa, qual é o conselho final do anjo para nós? (Continue a ser fiel. Persevere com paciência.)

1. O que constitui uma perseverança fiel e paciente? (Justificação pela fé (“permanecem fiéis a Jesus”) e uma atitude de obediência.)

E. Amigo, e você? Já aceitou o apelo para escolher a Jesus como o teu Mestre? Já se arrependeu dos teus pecados e aceitou o sacrifício de Jesus em teu favor? Vive uma vida que dá glória a Deus? Levanta a voz em louvor ao teu Criador? Tem uma atitude de obediência humilde à vontade de Deus? Se não, por que não tomar esta decisão hoje? O juízo chegou. O mal foi derrotado. Deus está trazendo os capítulos finais da história deste mundo a um final.

IV. Próxima Semana: Iniciaremos um maravilhoso estudo do Evangelho em Gálatas!

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Direito de Cópia de 2011, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses.

Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse:http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ouhttp://feeds.feedburner.com/ComentariosBiblicosBruceCameron
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Postado por Levi de Paula Tavares às 02:40 0 comentários   

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FONTE: http://brucecameron.blogspot.com/


COMENTÁRIOS GILBERTO THEISS

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 13 – 3º Trimestre 2011 (17 a 24 de setembro)

 Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 17 DE SETEMBRO – Adoração no livro do Apocalipse – (Ap 14:3)

            “Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém pôde aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da Terra”.

O Apocalipse é um livro especial em toda a Bíblia, pois apresenta com indescritível mistério o conflito entre o bem e o mal em toda a história. Embora seja um mistério, este livro não é incompreensível. Deus providenciou meios para que, no tempo adequado, suas alegorias sejam compreendidas de maneira clara. Hoje, estamos nesses dias em que estes grandes mistérios passaram a ser desvendados a nós. Sob este contexto, somos um povo privilegiado. O livro apresenta claramente o conflito entre a verdadeira e a falsa adoração e em todos os seus pormenores destaca o personagem central – Jesus Cristo, e o seu adversário – Satanás.  Todos nós somos o alvo destes personagens e a nossa participação neste enredo é determinada pelas decisões que tomamos, se adoraremos a besta e seu sinal ou se adoraremos ao cordeiro recebendo o seu sinal. A luta pela adoração é acirrada e todos nós, aceitando ou não, estamos ou estaremos envolvidos.

DOMINGO, 18 DE SETEMBRO – “Caí a Seus pés como morto” – (Ap 1:13-18; Jó 42:1-6)

            Muitas heresias, liberalismos e mundanismos permeiam a vida de muitos professos cristãos, talvez por não entenderem bem a grandiosidade da majestade dos Céus. Moisés quando viu o reflexo da glória de Deus ficou estupefato e seu rosto brilhou a ponto do povo não conseguir encarar-lhe a face. De igual forma, João, ao contemplar a glória e o caráter de Cristo se humilhou imensuravelmente. Ellen White pode contemplar em algumas visões a grandiosidade e bondade de Deus e suas declarações a este respeito são impressionantes. Em uma das ocasiões ela mencionou: “‘Vi quão grandioso e santo é Deus. Disse o anjo: ‘Ande com cuidado diante dEle, pois Ele é alto e sublime, e o séquito de Sua glória enche o templo.’ Vi que no Céu tudo está em perfeita ordem. Disse o anjo: ‘Vede vós, Cristo é a cabeça, movei-vos em ordem, movei-vos em ordem. Tende um significado para cada coisa.’ Disse o anjo: ‘Vede vós e sabei quão perfeita, quão bela é a ordem no Céu; segui-a.'” (Manuscrito 11, 1850). Em outra ocasião também disse, “Que Deus nos ajude a vermos nossa pequenez e a grandeza de Deus. Que Deus não permita que tenhamos ideias exaltadas de nossa própria grandeza e exaltemos o eu. A magnitude de experiência não é medida de valor. Deus tem um padrão tão diferente dos padrões humanos, e se víssemos como Deus nos avalia, observaríamos valor onde supomos haver pequenez, e pequenez onde supomos haver grandeza” (Carta 48, 1886).

Não há absolutamente nada do que nos orgulhar ou exaltar. Nós somos pó e viemos à existência pelas mãos do Criador. Às vezes temos muita facilidade para nos orgulhar e exaltar. Na verdade, pequenas coisas são suficientes para encher nosso coração de orgulho e soberba. Há!!! se pudéssemos ver a dimensão da glória da Majestade do Céu! Também cairíamos como que mortos ao chão. Quantas pessoas se exaltam pelo que não tem e quantos outros se exaltam pelo que acham que tem. Muitos acadêmicos sentem-se deuses pelo simples fato de possuir um currículo de doutor. Esses PHDeus de nosso século, se escondem por trás de seus currículos e sentem-se donos da verdade. No entanto, qual será a reação desses indivíduos, caso não se humilhem diante da fonte de todo o conhecimento e verdade? O que será de nós caso não paremos para enxergar a glória do redentor? Do que temos de nos orgulhar, uma vez que, não possuímos absolutamente nada, a não ser uma vida miserável e cheia de vergonhas e desprezo? Pense nisso…

SEGUNDA, 19 DE SETEMBRO – Santo, Santo, Santo… –  (Ap 4:8-11; 5:8-14; 7:9-12; 11:15-19; 15:1-4; 19:1-5)

            Imagine que você estivesse vivendo no tempo de Cristo e fosse um bom judeu praticante. Em um belo dia, ao levantar o cutelo, com o cordeiro nas mãos, alguém lhe chama a atenção para dizer-te que não é mais necessário sacrificar animas pois o verdadeiro cordeiro já havia sido imolado. Inquieto e sem entender absolutamente nada pede um melhor esclarecimento. Então, com detalhes, o amigo lhe diz que Jesus era o messias prometido e que Ele cumpriu ao pé da letra todas as profecias pronunciadas pelos profetas. Então, este camarada lhe dá todos os detalhes de cada profecia e mostra com perfeita exatidão o cumprimento em Cristo das palavras dos profetas. De repente, você olha para a ovelha e para o cutelo nas mãos e todo o sangue ali já derramado naquele dia. Observa com muita apreensão os rituais do santuário e em sua mente consegue ter um vislumbre da cruz e do seu significado. Encantado com a situação larga o cutelo e corre desesperadamente para casa com o objetivo de contar as boas novas à família.

Esta narrativa acima embora apenas ilustrativa,  pode nos dar uma vaga ideia de como deve ter sido a experiência de alguns Judeus ao compreenderem a verdade do Messias. No dia do pentecostes, com certeza muitos judeus ficaram maravilhados com o que perceberam a respeito de Cristo. Ninguém melhor do que um judeu convertido daquele tempo para entender bem a realidade da cruz e do sacrifício de Cristo por nós.

Bom, esta surpreendente realidade é apenas uma peça do infinito quebra cabeça das maravilhas que Deus tem feito por nós. Ele, embora grandioso, majestoso e cheio de glória, tudo o que Ele faz visa nosso bem e felicidade. O Universo, a Terra e tudo que nela há foram criados para nós, e a vida nos concedeu para que fôssemos um colorido a mais na existência. Enfim, tudo parece girar ao nosso redor para nosso bem e felicidade. O que mais precisamos compreender para cair de joelhos e servi-lo? O que mais precisamos para entender o que realmente somos e o que devemos fazer por Ele? Pense nisso…

TERÇA, 20 DE SETEMBRO – Apocalipse 13

            Apocalipse 13 apresenta um cenário de luta, perseguição e adoração. Um confronto entre as forças do bem e as forças do mal. Uma batalha que está além da primeira e segunda guerra mundial – na verdade uma batalha cósmica que dura quase seis mil anos e que acontece no céu, na terra e em nossas vidas. Satanás e seus anjos batalham contra o Cordeiro e Seus anjos. No centro desta intensa luta estão os seres humanos caídos e condicionados à morte – devido a entrada do pecado.  Embora Cristo e Seus anjos sejam infinitamente superiores em tudo, Satanás obtém mais êxito na conquista dos seres humanos. Ele, através de sua astúcia leva multidões a seus pés, “adorá-la-ão todos os que habitam sobe a terra, aqueles cujos nomes não estão escritos no livro da Vida” (Ap 13:8). O profeta amplia a situação caótica da adoração no futuro e faz uma pergunta intrigante “Quem pode pelejar contra ela?” (Ap 13:4). Impressionante notar que, através destas narrativas, parece que o mal definitivamente triunfará. No entanto o mal, por mais prevalecente que pareça, seus dias de triunfo estão contados. A falsa adoração, por mais atraente e enganadora que pareça, cedo ou tarde será desmascarada. Nem todos aceitarão se submeter à falsa adoração. Nem todos dobrarão seus joelhos a baal. O verso 15 apresenta uma cena interessante dos verdadeiros cristãos que adorarão ao cordeiro mesmo em face da morte e o verso 10 apresenta que, mesmo em meio a tanta heresia, perseguição e adoração falsa, ainda permanecerá um povo fiel e santo. Deus seja louvado, pois manterá seu povo sincero e escolhido em pé diante do conflito iminente. Os dias finais estão diante de nós e em breve a última grande crise mostrará quem realmente é quem nesse drama…

QUARTA, 21 DE SETEMBRO – Apocalipse 14

            Apocalipse 14 é o centro da verdadeira adoração e o baluarte da verdade presente. Em contraste com Apocalipse 13 podemos ter uma noção mais profunda dos valores que envolvem a palavra adorar em seu contexto no grande conflito entre o bem e o mal, entre Cristo e Satanás, entre o povo de Deus e o povo de Satanás, entre a lei de Deus e as leis dos homens, entre o Sábado (sinal de Deus) e o domingo (sinal da besta), entre os que glorificam a Deus em suas obras (Jo 15:8; Mt 5:16) e os que vivem de maneira irresponsável quanto aos deveres cristãos e estilo de vida.

A linha que demarca e separa a verdadeira da falsa adoração está baseada na vontade. Eu sigo e me submeto à vontade Deus ou eu me submeto a minha própria vontade. Em todas as decisões que temos a tomar na vida estão em jogo as determinações de Deus em Sua Palavra ou as determinações do relativismo humano. Esse contraste pode ser nitidamente notado nos dois capítulos: Em Apocalipse 13 João descreve “adorá-la-ão todos” (Ap 13:8), todos aqueles que não tiverem o sinal de Deus. Em Apocalipse 14 João descreve “Aqui está a paciência dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e tem a fé de Jesus” (Ap 14:12). O contraste é claro e simples, se prende além de salvação pela graça e se estende até a obediência e submissão plena. Portanto, embora a ideia do perfeccionismo seja real, por outro lado, ao mesmo tempo pode ser uma retórica para inibir a necessidade de transformação e de submissão plena a Deus. Satanás procurará contrafazer ou contrariar toda e qualquer mensagem que nos conduza a Deus pela fé e pela obediência. As últimas cenas do grande conflito serão as mais difíceis de serem compreendidas, pois como bem ilustrou a revelação, a linha que separará a mentira do erro será quase que imperceptível aos olhos humanos. Somente uma vida de entrega absoluta, luta contra o próprio eu e profunda aproximação com Cristo é que nos ajudará a não sermos enganados nos dias finais. Pense nisso…

QUINTA E SEXTA, 15 e 16  DE SETEMBRO – Adore a Deus – (Ap 22:8,9)

            Alguém certa feita disse que adorar é apenas uma questão de foco. Claro que particularmente eu não podia concordar com tal visão sobre adoração. Se adorar fosse apenas uma questão de foco, significaria que qualquer coisa ou jeito serviria para adorar a Deus, bastaria apenas mudar o foco. Músicas mundanas poderiam ser usadas para adorar a Deus, basta apenas mudar a letra, ou seja – o foco. Alguns povos no passado ofereciam orgia sexual para os seus deuses, bom, se a questão é apenas o foco, orgia sexual pode ser bem vinda aos cultos. Em nosso estilo de vida poderíamos viver de qualquer maneira já que o importante é foco. Vivemos em um tempo muito difícil onde o santo têm sido encarado como profano, e o profano têm sido encarado como santo. Os que buscam viver piamente a vontade de Deus são considerados fanáticos, e elevar a norma de Deus tem sido considerado por muitos como perfeccionismo. Ellen White, a este respeito escreveu que “terríveis juízos destruirão os que O representam mal, dizendo: “Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este” (Jr 7:4), quando seu exemplo é enganoso” (Sgins of the Times, 31 de outubro 1900). Também afirmou que “Ao nos aproximarmos do fim do tempo, a falsidade estará tão misturada com a verdade, que somente os que têm a guia do Espírito Santo serão capazes de distinguir a verdade do erro” (SDA Bible Commentary, vol. 7, pág. 907). No que diz respeito a adoração, adorar não é somente ir a igreja e cantar algum louvor, mas viver um estilo de vida que glorifique a Deus (Jo 15:8). Nossos atos, nossas palavras e nossos pensamentos devem refletir a imagem de Cristo e glorifica-Lo. Nada menos que isso deve acontecer em nossas vidas. Isso é adorar a Deus.

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como constam no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site http://www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

Postado por Gilberto Theiss às Sexta-feira, Setembro 16, 2011 0 comentários Links para esta postagem

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