Lição 12 – Adoração na igreja primitiva – Lição da Escola Sabatina – Auxiliar – Comentários de Vários Autores

Lição 12

10 a 17 de setembro


 Adoração na igreja primitiva

 Casa Publicadora Brasileira – Lição 1232011


Resumo da Lição

Texto-chave: 1 Coríntios 13:1

O aluno deverá…
Saber: O lugar da pregação da Palavra de Deus na adoração e seu efeito sobre o crescimento da igreja primitiva.
Sentir: Amor para com os outros, conforme a descrição de 1 Coríntios 13.
Fazer: Firmar nossa fé e adoração em Deus, nosso criador e redentor, como salvaguarda contra a falsidade.

Esboço
I. Saber: Pregar a Palavra

A. Por que é tão importante pregar e obedecer a Palavra de Deus como parte da adoração?
B. Qual é o papel do estudo da Palavra no desenvolvimento da fé, tanto dos fiéis quanto dos incrédulos?

II. Sentir: Amor
A. Por que o amor é o mais importante de todos os dons concedidos à igreja?
B. Como o mau uso de alguns dons pode criar conflito?
C. Como o amor pode ser uma proteção contra esses abusos?

III. Fazer: Enfrentando desafios

Assim como aconteceu com a igreja primitiva, a igreja atual enfrenta problemas. De que modo nossa fé em Cristo como criador e redentor pode impedir que nossos pés tropecem nos problemas da igreja?

B. Como você aconselharia alguém que está hesitante entre a crença na evolução e criação? Como a crença no Criador muda e motiva a fé no Redentor?

Resumo: A Palavra de Deus a respeito de Sua lei, nossa história com Ele através do tempo, Seus atos redentivos, e o futuro que Ele está preparando para nós, são o alicerce da nossa adoração e proteção para nossa fé.


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Ez 42–44

VERSO PARA MEMORIZAR: “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine” (1 Co 13:1).

Leituras da semana: At 1:1-112:14-4117:15-3418:1-161Co 13

Logo depois que Cristo retornou ao Céu, a igreja primitiva começou a se expandir e crescer. No início, era formada quase exclusivamente de judeus que estavam aceitando Jesus como o Messias e passando para as fileiras dos cristãos. De fato, no começo, muitos entre os fiéis pensavam que o evangelho fosse só para os judeus, o que mostrava o quanto eles ainda tinham que aprender.

No dia de Pentecostes, depois da pregação e apelo de Pedro diante da multidão de judeus (At 2), “os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas” (Atos 2:41). Esse texto apenas demonstra a falácia da ideia de que todos os judeus rejeitaram Jesus.

No entanto, seria um erro olhar para a história da igreja primitiva como uma espécie de momento poético de adoração e louvor. Embora em um contexto radicalmente diferente, a igreja primitiva lutou com algumas das mesmas questões que enfrentamos hoje, questões que afetariam tudo sobre sua fé, incluindo a adoração.

Nesta semana, examinaremos alguns exemplos dos primórdios do cristianismo e alguns dos desafios que a Igreja enfrentou, à medida que crescia e procurava aprender com as coisas boas e também com as ruins.


Domingo

Ano Bíblico: Ez 45–48

Muitas “provas”

Da perspectiva humana, o ministério terrestre de Jesus não pareceu tão bem-sucedido. Embora Ele tivesse atraído uma comitiva bastante popular, esse padrão não ocorreu em massa. Muitos líderes O rejeitaram e, naturalmente, os romanos O crucificaram, fazendo com que Seus discípulos mais próximos se dispersassem e fugissem.

As coisas pareciam bastante ruins, até a ressurreição e o Pentecostes, quando, repentinamente, Seus seguidores encontraram nova coragem para proclamar seu Mestre crucificado como o Messias de Israel. Foi somente após a ressurreição de Jesus, de fato, que a igreja primitiva começou a progredir.

1. Leia Atos 1:1-11. Que verdades importantes encontramos ali sobre a segunda vinda de Jesus, batismo, Espírito Santo e missão?

1: Cristo guia através do Espírito Santo; o batismo de João foi o preparo para o dom do Espírito enviado por Jesus; a missão dos discípulos era testemunhar do Salvador e de Sua volta, em todos os cantos da Terra. 

2. Observe especialmente os versos 3 e 6. Quanto mais, a respeito da verdade, os discípulos tinham que aprender?

2: Devido à falta de compreensão dos discípulos, Jesus apresentou muitas provas de Sua ressurreição; eles não entenderam o tempo da profecia.

Uma das partes mais interessantes desta seção é o verso 3, no qual Lucas afirma que Jesus lhes apresentou muitas “provas”. Algumas versões usam a expressão “infalíveis provas”, que é um pouco exagerada nesse caso. Outra tradução chama de “provas convincentes”, que é a tradução menos problemática. A questão é que os fiéis a Jesus receberam poderosas evidências, “provas” de Jesus como o Messias. Considerando a difícil tarefa para a qual Ele os havia chamado e toda a oposição que enfrentariam, eles precisavam de todas as provas que pudessem obter. A boa notícia é que o Senhor nos dará todas as razões de que precisamos para confirmar nossa fé, todas as razões de que necessitamos para acreditar nas coisas que não entendemos completamente. Como vemos nessa passagem, os discípulos ainda não compreendiam totalmente as intenções do Senhor com relação à nação de Israel, mesmo depois de todo o tempo em que haviam estado com Jesus. Precisamos aprender a adorar, louvar e obedecer ao Senhor, apesar de tudo o que não entendemos.

Pense sobre a poderosa evidência que temos para nossas crenças, e em todas as boas razões para a lógica de nossa fé. Observe, também, o uso da palavra fé. O que a fé implica? Isto é, que boas razões temos para ter fé, uma crença em algo que não entendemos completamente?


Segunda

Ano Bíblico: Dn 1–3

A pregação da Palavra

Grande parte da tradição da adoração protestante tem sido a pregação da Palavra. Uma sagrada responsabilidade recai sobre aquele que recebeu a tarefa de apascentar as ovelhas, ensinar, pregar, exortar e encorajar. Música, liturgia, oração, a Ceia do Senhor e o lava-pés, todos têm seu lugar, mas, talvez, nada seja mais importante do que aquilo que é pregado no púlpito durante a hora do culto.

3. Leia o sermão de Pedro no dia de Pentecostes (At 2:14-41). Como ele apresentou temas importantes, como as Escrituras, doutrina, profecia, Cristo, o evangelho, e a salvação? Por que esses assuntos são tão essenciais na pregação?

3:Interpretou o Pentecostes como cumprimento da profecia de Joel 2 e viu na morte e ressurreição de Cristo o cumprimento da profecia de Davi, no Salmo 16. 

Que experiência deve ter sido, ouvir o pescador Pedro pregar com tal poder e autoridade! Suas palavras não mostraram nenhum tipo de indecisão ou dúvida, mas revelaram o Espírito operando por meio dele. Durante todo o seu sermão, Pedro não vacilou, mas usando as Escrituras (na época, apenas o Antigo Testamento), pregou com poder o evangelho de Jesus Cristo, o Messias crucificado e ressuscitado, que está agora “exaltado à direita de Deus” (At 2:33, NVI). É incrível como, em um número tão pequeno de frases, ele tivesse colocado uma quantidade tão extraordinária de informação, incluindo tudo, desde o derramamento do Espírito Santo, ao arrependimento, e à segunda vinda de Jesus!

4. Quais foram os resultados da pregação daquele culto de adoração, conforme Atos 2:41? Que lição podemos tirar desse relato para nossas reuniões de sábado?

4: O sermão teve um apelo poderoso; três mil pessoas foram batizadas; precisamos reavivar nossos cultos de adoração e nossos apelos. 

Sem dúvida, esse deve ter sido um culto de adoração muito especial. No entanto, ao mesmo tempo, temos as mesmas promessas que eles tinham. Temos a mesma Bíblia que eles tinham (e agora, também, o Novo Testamento), e temos o mesmo Senhor, que nos oferece o mesmo Espírito. Por que, então, não devemos ter cultos de adoração com o mesmo tipo de poder que vemos ali? O que nos impede?


Terça

Ano Bíblico: Dn 4–6

Paulo no Areópago

Nos dias da igreja primitiva, vemos outro exemplo da questão da adoração, e do que as pessoas adoram, desta vez no ministério do apóstolo Paulo, quando ele estava em Atenas, o lugar em que viveram três dos filósofos mais influentes do mundo (Sócrates, Platão e Aristóteles).

Que diferença entre o público com o qual Paulo teve que lidar ali e os devotos judeus que ouviram Pedro alguns anos antes, em Jerusalém!

5. Leia a pregação de Paulo aos atenienses, em Atos 17:15-34. Qual foi a diferença entre o testemunho de Paulo ao povo de Atenas e a mensagem de Pedro ao seu público, no dia de Pentecostes?

5: Pedro foi direto: disse que Jesus era o Messias judaico; Paulo foi indireto: disse que os pagãos procuravam encontrar nos ídolos algo que nem conheciam ainda: o Deus verdadeiro e a esperança da ressurreição. 

Uma das diferenças mais óbvias é que, ao contrário de Pedro, Paulo não citou a Bíblia. Na verdade, em lugar das Escrituras, ele citou um autor pagão. Ao mesmo tempo, perceba como Paulo apelou à lógica e à razão, quando disse o seguinte: olhem ao redor, para o mundo criado, e vocês verão uma evidência poderosa do Deus Criador. Ele começou usando uma espécie de teologia natural e apontou para o mundo natural como uma razão para acreditar no Deus criador.

É interessante notar a questão da adoração nesse caso. Aquelas pessoas adoravam algo que não compreendiam. Paulo procurou desviar o culto e a devoção deles, dos ídolos e outras coisas vãs, para o Deus vivo. Os seres humanos parecem ter uma necessidade inata de adorar alguma coisa, qualquer coisa, e Paulo buscou dirigi-los para a única coisa verdadeiramente digna de adoração.

Em que ponto algumas dessas pessoas tinham um verdadeiro problema, e por quê?

No fim, apelar para a lógica, razão e teologia natural, pode nos levar apenas até certo ponto. Paulo, em seu testemunho, tentou então lhes ensinar sobre o arrependimento, juízo e ressurreição, ensinos que devem ser aceitos pela fé. Por isso, não teve tanto sucesso com eles. Embora tivesse conseguido alguns conversos, a maioria parecia ter voltado sua adoração ao que é vão, inútil e incapaz de salvar.

De que forma nossos cultos podem se tornar mais capazes de alcançar aqueles que não têm conhecimento bíblico e que não partem de premissas iguais às nossas? Como podemos tornar nossos cultos mais agradáveis aos que nos procuram, sem comprometer os princípios bíblicos?


Quarta

Ano Bíblico: Dn 7–9

Adoração “contrária à lei”

Adoração não é apenas o que você faz na igreja no sábado. Adoração inclui aspectos da nossa fé de modo geral: o que acreditamos, o que proclamamos e nossa maneira de agir. O conceito do Senhor como nosso Criador e Redentor é fundamental para a adoração. Tudo que se relaciona com a adoração deve brotar dessa verdade fundamental e sagrada. Além do mais, o assunto principal da adoração é Deus e Suas ações na história. O culto verdadeiro deve atrair os participantes a andar mais perto do seu Senhor e deve nos levar a um sentimento de temor, reverência, arrependimento e amor por Ele e pelos outros.

Embora devamos pensar sempre no Senhor (Lc 21:36Sl 1:2), o momento do culto de adoração deve ser algo especial, único. Não podemos, contudo, depender da igreja ou dos líderes de culto, para prover esse tipo de experiência para nós, por mais importante que seja o papel deles. No fim, tudo depende de nós mesmos e da atitude que levamos conosco à igreja, no sábado.

Ao mesmo tempo, como temos visto ao longo do trimestre, adoração é um meio para um fim, não um fim em si mesma. Nossa adoração não nos salva, mas é uma de nossas respostas à salvação.

6. Leia Atos 18:1-16. Que acusação foi apresentada contra Paulo, e o que isso nos diz sobre adoração?

6: O acusaram de persuadir os homens a adorar a Deus por modo contrário à lei. O maior erro é adorar a Deus de acordo com a lei e rejeitar a Cristo, que é o sentido e essência da lei. 

É interessante que Paulo tivesse sido acusado de persuadir as pessoas para uma forma diferente de adoração, “contrária à lei” (v. 13; mesmo os judeus que acreditavam em Jesus, às vezes, dirigiam uma acusação semelhante contra Paulo). A questão em Atos 18 é que aqueles ouvintes estavam tão presos à tradição, tão envolvidos na maneira pela qual as coisas haviam sido feitas no passado, tão ligados às formas de culto que, quando Paulo lhes apresentou aquele que era todo o sentido do seu culto, aquele a quem eles adoravam sem conhecer, aquele para quem todas as cerimônias realmente apontavam, eles rejeitaram o que ele disse. Estavam tão apegados à lei que não perceberam aquele a quem ela apontava.

Além disso, embora as circunstâncias de hoje sejam radicalmente diferentes do que eram as de Paulo naquele tempo, precisamos ter cuidado para não permitir que as formas e tradições sirvam de obstáculo ao propósito essencial de nossa fé. Qualquer culto que não nos leve diretamente à cruz está equivocado.


Quinta

Ano Bíblico: Dn 10–12

O amor supera tudo

De nossa perspectiva atual, é muito fácil considerar a igreja primitiva uma espécie de modelo de harmonia e paz, um exemplo do que significava inteiramente a verdadeira adoração. Infelizmente, a história do Novo Testamento é muito semelhante à do Antigo Testamento, no sentido de que os dois mostram até que ponto todos somos degenerados.

Tomemos, por exemplo, a igreja de Corinto, a qual Paulo estabeleceu em sua segunda viagem missionária. Um centro comercial, conhecido por seu luxo e riqueza, Corinto era também o centro de uma das religiões mais sensuais e degradantes da época. Por influência dessa cultura, imoralidade e dissensão haviam invadido a igreja. E ainda assim, por mais que isso fosse ruim, não era o único problema ali. Paulo abordou outras questões que estavam fazendo com que as dissenssões se desenvolvessem na igreja (1Co 8-11), incluindo idolatria (1Co 10:14) e a aparente ênfase exagerada nos dons, especialmente o mau uso do dom de línguas por motivos egoístas (1Co 14).

7. No meio de seu discurso aos coríntios acerca dos problemas deles, Paulo apresentou o famoso capítulo de 1 Coríntios 13. Qual é a mensagem essencial ali? Como podemos aplicá-la à nossa vida e à nossa experiência de adoração?

7: Sem amor, não há valor nos dons, no conhecimento, na fé, na distribuição de coisas nem no autosacrifício; sem amor, nossa adoração não tem valor.

Paulo sugeriu que nenhuma profissão que fazemos, nem milagres poderosos, nem dons carismáticos, nem piedade ou zelo, nos trarão proveito, a menos que haja um coração cheio de amor por Deus, confirmado pelo amor de uns pelos outros. Isso, diz Paulo, é o dom supremo, o qual devemos procurar, e que não pode ser substituído por nada que seja menos que isso.

Os dons espirituais são úteis, e os cristãos devem usar seus dons para honrar a Deus e edificar a Igreja em unidade. Mas nunca nenhum dom deve ser usado para exibição de si mesmo, para ganho pessoal, ou de forma desordenada no culto e assim por diante.

No fim, uma igreja cheia de cristãos amorosos e dedicados exercerá uma influência e poder que se estenderá muito além do culto semanal.

Até que ponto o amor desinteressado pelos outros afeta sua vida diária? Isto é, quanto de seu próprio tempo e energia você gasta buscando servir aos outros? Quanto de si você está disposto a renunciar, para o bem de outras pessoas? Não é tão fácil, certo?


Sexta

Ano Bíblico: Os 1–4

Estudo adicional

Leia de Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 35-46: “O Pentecostes”; p. 47-56: “O Dom do Espírito”; p. 201-210: “Exaltando a Cruz”; p. 243-254: “Corinto”; p. 309-322: “Chamado a Mais Elevada Norma”.

Santidade não é arrebatamento: é inteira entrega da vontade a Deus; é viver por toda palavra que sai da boca de Deus;… é andar pela fé… é apoiar-se em Deus com indiscutível confiança , descansando em Seu amor” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 51).

“Em que consistia a força daqueles que no passado sofreram perseguição por amor a Cristo? Era a união com Deus, … com o Espírito Santo, … com Cristo. A acusação e a perseguição têm separado muitos de seus amigos terrestres, mas nunca do amor de Cristo” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 85).

“Os consagrados mensageiros… não permitiam que pensamentos de exaltação própria viessem empanar sua apresentação de Cristo… Não cobiçavam nem autoridade nem preeminência” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 209).

“Por idolatria entendia ele [Paulo] não apenas a adoração de ídolos, mas o egocentrismo, o amor das comodidades e a condescendência com o apetite e paixão (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 317).

Perguntas para reflexão:
1. Peça que a classe fale sobre as razões que temos para a fé. Que “provas” temos para o que cremos? Que evidência racional e lógica temos que nos fortalece em nossas crenças? Ao mesmo tempo, quais são os desafios à nossa fé? No fim, apesar desses desafios, por que temos essas crenças?
2. Pense em alguns dos cultos de adoração mais poderosos a que você já assistiu. O que os tornou tão especiais, tão poderosos? Que elementos, em particular, fizeram a diferença? Como esses elementos poderiam ser trazidos para o culto de sua igreja?
3. Quais são algumas das possíveis formas pelas quais nossos cultos realmente poderiam impedir nossa visão de Cristo e da cruz? Como podemos garantir que isso não aconteça?
4. Medite um pouco mais em 1 Coríntios 13. Que medidas concretas sua igreja poderia tomar para manifestar o amor sobre o qual Paulo fala ali?

Respostas Sugestivas: 1: Cristo guia através do Espírito Santo; o batismo de João foi o preparo para o dom do Espírito enviado por Jesus; a missão dos discípulos era testemunhar do Salvador e de Sua volta, em todos os cantos da Terra. 2: Devido à falta de compreensão dos discípulos, Jesus apresentou muitas provas de Sua ressurreição; eles não entenderam o tempo da profecia. 3:Interpretou o Pentecostes como cumprimento da profecia de Joel 2 e viu na morte e ressurreição de Cristo o cumprimento da profecia de Davi, no Salmo 16. 4: O sermão teve um apelo poderoso; três mil pessoas foram batizadas; precisamos reavivar nossos cultos de adoração e nossos apelos. 5: Pedro foi direto: disse que Jesus era o Messias judaico; Paulo foi indireto: disse que os pagãos procuravam encontrar nos ídolos algo que nem conheciam ainda: o Deus verdadeiro e a esperança da ressurreição. 6: O acusaram de persuadir os homens a adorar a Deus por modo contrário à lei. O maior erro é adorar a Deus de acordo com a lei e rejeitar a Cristo, que é o sentido e essência da lei. 7: Sem amor, não há valor nos dons, no conhecimento, na fé, na distribuição de coisas nem no autosacrifício; sem amor, nossa adoração não tem valor.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1232011.html


Ciclo do aprendizado

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: Como foi demonstrado na igreja primitiva, a adoração é primordial para a vida comunitária da Igreja, e a pregação é um dos seus componentes importantes, e também um método eficaz de evangelismo.
Só para o professor: A pregação é um componente importante da adoração, e muitos cristãos podem relembrar momentos em sua vida espiritual que foram concentrados em sermões significativos e experiências de adoração. Alguns pastores têm importantes ministérios através do ensino contínuo e encorajamento das pessoas que os ouvem regularmente. É importante reconhecer e apoiar esses líderes cristãos. Por outro lado, precisamos ter cuidado com pregadores que se tornam “celebridades”, uma situação que pode gerar riscos, tanto para os pregadores quanto para seus “fãs”. Ao falar de pregadores favoritos, a ênfase deve estar na qualidade da pregação fiel, e não na personalidade dos pregadores “célebres”. Uma sugestão para essa discussão seria considerar Jesus como pregador à luz de Seus sermões, registrados nos evangelhos. Essa discussão também deve ser temperada pelas reflexões de Paulo em 1 Coríntios 13:1-3.

Atividade de abertura: Peça que os alunos mencionem seus pregadores favoritos, pessoas cujos sermões ensinam, inspiram, encorajam e desafiam. Quando um membro da classe sugerir um nome, pergunte o que ele aprecia nos sermões desse pregador. Faça uma lista dessas qualidades em um quadro ou folha grande de papel. Permita que várias sugestões sejam apresentadas e comente com a classe, de modo que a lista de qualidades possa crescer. Ao concluir a atividade, reflita sobre a lista que foi preparada a partir das sugestões da classe e converse sobre a importância da pregação na adoração e no testemunho da igreja.

Compreensão
Só para o professor: Com base na adoração e pregação da igreja primitiva, que significado essas coisas podem ter para a igreja hoje? Compare os três sermões na parte II, abaixo, 1. Divida a classe em três grupos pequenos. 2. Separe um dos três sermões para cada grupo. 3. Peça que cada grupo tire as principais ideias do sermão. 4. Convide um representante de cada grupo para apresentar à classe essas informações.

Comentário Bíblico

I. Questões e dúvidas
(Recapitule com a classe At 1:1-11.)

Depois da ressurreição de Jesus, os fiéis que se tornariam a igreja primitiva tiveram apenas um curto período de tempo para se acostumar com a nova realidade de seu Messias ressuscitado. Em Atos 1, vemos a evidência de suas muitas dúvidas. Mateus 28:17 resume a questão desta forma: “E, quando O viram, O adoraram; mas alguns duvidaram”.

Com base na tradição judaica de conhecer a Deus pelo profundo estudo das Escrituras, o escritor Rob Bell menciona que “os rabinos chegam a expressar uma bênção específica, quando não entendem uma parte do texto. Quando não entendem ou quando o texto não tem sentido, dizem uma palavra de agradecimento a Deus pela bênção que um dia será deles. ‘Obrigado Senhor, porque em algum momento no futuro, as luzes surgirão para mim’” (Velvet Elvis, Repainting the Christian Faith [Redesenhando a Fé Cristã], Zondervan, 2005, p. 68, 69). Usando essa abordagem, o que não sabemos nem entendemos realmente podem nos impelir à adoração.

Pense nisto: Perguntas e dúvidas têm lugar na adoração? Você é capaz de louvar a Deus por aquilo que não sabe sobre Ele?

II. Comparando três sermões
(Recapitule com a classe At 2:14-4117:15-34 e 18:1-16.)

O livro de Atos é um registro das primeiras experiências na vida e no testemunho dos cristãos. Embora essas experiências fossem guiadas pelo Espírito, as pessoas envolvidas nessas circunstâncias diferentes estavam se esforçando para descobrir a melhor forma de viver e expressar sua nova fé, inspirada por Jesus. Um aspecto dessa fé era a pregação, e os versos citados acima dão exemplos de três sermões, apresentados em circunstâncias bem diferentes, enquanto a mensagem de Jesus se espalhava no mundo romano. Esses sermões estão entre os mais famosos da história cristã e exemplificam como seus pregadores adaptaram a mensagem de Jesus aos ouvintes e ao contexto no qual estavam falando. Utilize as seguintes questões como guia para comparar os três grandes sermões: 1. Quem foi o pregador? 2. Para quem o sermão foi proferido? 3. Qual era o contexto social mais amplo em que o sermão foi pregado? 4. Como o pregador se relacionou especificamente com seus ouvintes? 5. O que o sermão tem em comum com os outros dois sermões que estamos considerando? 6. O que é único nesse sermão em comparação com os outros? 7. Que efeito desse sermão está registrado? 8. Em que contexto um sermão como esse pode ser apropriado ou eficaz na sociedade de hoje?

III. “O maior destes”
(Recapitule com a classe 1 Coríntios 13.)

Paulo fez muitas coisas notáveis em seu ministério. Ele foi o superevangelista do seu tempo, viajando por todo o mundo conhecido, pregando a milhares, plantando igrejas e escrevendo extensamente, por causa de sua paixão para compartilhar as boas-novas sobre Jesus. Sua influência mudou vidas desde Jerusalém e Damasco até a casa de César, em Roma. Mas, apesar de todas as realizações, sucesso e fama, Paulo manteve em vista seu ministério. Se ele tivesse feito isso pelas razões erradas, teria sido inútil (1Co 13).

Pense nisto: Qual é a importância de nossas motivações na adoração e no ministério? Deus pode trabalhar através do que fazemos, mesmo que o façamos com a motivação errada? Por quê?

Quais são os riscos se a igreja, o ministério ou o pregador têm sucesso? Como podemos permanecer fundamentados no “amor” sobre o qual Paulo fala?
Aplicação
Só para o professor: Algumas pessoas dizem que os sermões não são mais relevantes em sociedades cada vez mais acostumadas com o entretenimento acelerado da televisão, cinema e Internet. Ao mesmo tempo, muitas pessoas ainda atestarão que sua vida foi transformada por um sermão. Assim como a igreja primitiva em Atos, precisamos encontrar os melhores caminhos para comunicar a boa notícia sobre Jesus no contexto em que vivemos e adoramos. Isso é algo de que precisamos ser capazes de falar, com oração e cuidado, em nossas igrejas.

Pergunta de aplicação
1. Até que ponto as histórias de Atos são um modelo para a igreja hoje, não sendo simplesmente a história do início da igreja?
2. É errado ter perguntas e dúvidas? Por quê?
3. Qual é a importância da pregação na vida da igreja? Cada culto de adoração precisa incluir um sermão? Que alternativas poderiam ser usadas para ensinar e desafiar os adoradores?
3. Qual é a influência do contexto cultural na adoração e no evangelismo? Existem riscos associados com o demasiado esforço para estar contextualizado? Como podemos manter o equilíbrio?
4. O que é necessário para ser um bom ouvinte de sermão?
5. Amor é uma palavra com muitos significados. Como você explicaria o conceito sobre o qual Paulo fala em 1 Coríntios 13, para alguém que não está familiarizado com esse capítulo nem com a linguagem bíblica?

Criatividade
Só para o professor: As atividades a seguir são destinadas a motivar os alunos a considerar aspectos da pregação como componente da adoração. Talvez nem todos na classe pregarão no futuro, mas, visto que a pregação faz parte da adoração na igreja, devemos refletir sobre o assunto e dar nossa contribuição, dentro das nossas possibilidades.

Sugestões de atividades individuais:
Comece a planejar um sermão que enfatize alguns dos princípios de adoração que o impressionaram, no estudo da Bíblia e nas discussões das últimas semanas. Que ideias ou conclusões chamaram sua atenção? Você estaria entusiasmado a partilhá-las com os outros? Qual seria a forma eficaz de partilhar essas ideias com as pessoas? Possivelmente você não tenha a oportunidade de pregar esse sermão imediatamente, mas se tiver interesse nesse ministério, continue a desenvolver suas ideias e esteja aberto ao convite divino para você compartilhar, quando as oportunidades surgirem.

Sugestões para atividades em grupo:
Faça uma lista de orientações para a pregação fiel e proveitosa. Use os princípios do estudo da Bíblia desta semana e, talvez, algumas das qualidades de um bom sermão ou pregador, da atividade de abertura. Se o pastor de sua igreja ou um pregador experiente estiver disponível, essa pessoa pode oferecer algumas perspectivas teóricas. Tente evitar ser demasiadamente impositivo, a ponto de limitar a expressão individual e a criatividade. Em vez disso, desenvolva ideais que possam ser úteis e encorajadores para pastores e líderes de louvor. Tente evitar espírito de crítica; ao contrário, enfatize que essas orientações devem ser preparadas com espírito de amor. Quando uma lista satisfatória estiver desenvolvida, partilhe-a com os pastores, anciãos ou com a comissão de adoração de sua igreja.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/aux1232011.html


Lição 12 – ADORAÇÃO NA IGREJA PRIMITIVA

Ruben Aguilar

O motorista, quando aciona a chave para ligar o motor do seu veículo, manifesta duas atitudes conscientes para concretizar a atividade desejada: conhecimento e confiança. Tal motorista sabe que a máquina que pretende usar foi fabricada para efetuar o transporte de pessoas; e ao mesmo tempo acredita que aquela complexa máquina funcionará com eficácia. De maneira geral, toda atividade, seja na área tecnológica ou científica, para ser realizada, requer essas duas expressões da pessoa humana.

Os eventos passados que fazem parte da História, geral ou biográfica, igualmente precisam do conhecimento de certas evidências e uma dose de confiança ou fé, para ser aceitos como acontecimentos reais. Os documentos que registram determinado evento produzem, ao mesmo tempo, um vazio amplo de detalhes não relatados. O maior número de documentos, contrariamente ao esperado, amplia o espaço de detalhes ignorados. Em geral, o vazio de detalhes é preenchido pela fé, depositada no próprio registro documentário ou nos resultados de experiências semelhantes.

Existe uma tendência de considerar como evento real só o que pode ser documentado, a despeito de opiniões pessoais, referidas sobre o caso. Essa tendência atenta negativamente contra o parecer ou registro de quem processa a narrativa histórica. Um exemplo extensivo dessa tendência é a relativa à vida de Jesus. Pessoas que propagam essa forma de interpretar a historicidade de Jesus aceitam unicamente o que pode ter acontecido com o Mestre galileu, seguindo os padrões de vida e comportamento de um ser humano comum da Sua época. Obviamente, negam os fatos portentosos realizados por Jesus, como: a multiplicação dos pães, a cura dos paralíticos, a visão devolvida aos cegos, a ressurreição de Lázaro, Sua própria ressurreição, etc. Esse procedimento é uma forma extremada de analisar e relatar o tema do Cristo histórico.

É imprescindível manifestar fé nos detalhes que documentos históricos não relatam. Em relação à vida de Jesus, negar os escritos evangélicos seria uma alienação das fontes históricas primárias. A morte de Jesus causou consternação e intensa frustração na mente dos Seus discípulos. Tão intenso foi esse sentimento que eles tiveram dúvidas sobre a Sua ressurreição. Mas Jesus deu “muitas provas”, “convincentes”, sobre esse fato, a tal ponto que Seus seguidores empreenderam a grande missão de difundir essa verdade. Naquele tempo, muitos acreditaram na ressurreição de Jesus, e com fé profunda, colocaram a vida no crisol do sacrifício cruento, como adoração ao Deus feito carne.

A PREGAÇÃO DA PALAVRA
O grupo de discípulos constituído por Jesus empreendeu uma atividade de obediência e dedicação à missão aceita. A adoração expressa, não mais seria nos átrios do Templo de solo anfractuoso; nem durante a cerimônia do cordeiro imolado cujo sangue escorrendo tingia o altar e as mãos do executor. A adoração passou a ser realizada sob a égide divina: “em espírito e em verdade”, devia ser efetivada na esfera do serviço; pois a verdadeira adoração deve ser tributada ao único Deus verdadeiro e, só a Ele se deve servir.

No período apostólico, o serviço executado como forma de adoração foi realizado por meio do dom da pregação. Alguns movimentos político sociais contribuíram para que a pregação do evangelho redentor alcançasse lugares extremos do centro de difusão do cristianismo. Entre esses fatos pode-se mencionar a “diáspora” ou dispersão dos judeus, por imposição do poder romano, das cidades da Palestina, como forma de evitar conglomerações que derivassem em rebelião. Muitos judeus convertidos ao cristianismo, que foram vítimas dessa decisão política, chegaram a terras estranhas e longínquas e adoravam a Deus mediante a pregação do evangelho. Outro fato a ser mencionado e que contribuiu com a pregação apostólica foi o derramamento do Espírito Santo no meio dos eventos comemorativos da festa do Pentecostes. Centenas e milhares de pessoas de distintas nacionalidades e línguas, “vindos de todas as nações debaixo do céu” (At 2:5) visitavam Jerusalém e outras cidades da Palestina. O poder divino se manifestou na ocasião, permitindo que cada pessoa ouvisse a pregação do evangelho na sua língua materna (At 2:8) e, como resultado inicial desse ato prodigioso, três mil pessoas aceitaram a nova mensagem.

Os métodos utilizados para executar a magna tarefa, foram: kerygma, “proclamação”e didaké, “ensino”; os mesmos que os seguidores de Cristo praticaram ao longo dos séculos. O significado dos termos permite ter uma ideia da forma de trabalho executado. A proclamação da mensagem evangélica era efetuada em lugares em que a concentração de pessoas era permitida, em espaço aberto como no discurso do apóstolo Pedro, durante os dias de Pentecostes, e no pórtico do Templo, como aconteceu alguns dias após o primeiro evento. O didaquéou ensino, era uma interlocução entre uma pessoa que precisava ser instruída no conteúdo da mensagem e o instrutor, como foi o caso do encontro de Filipe com o oficial da Etiópia, na estrada para Gaza.

O tema das pregações era:  o estabelecimento do Reino de Deus em suas duas fases: a primeira, o reino da graça, e a segunda, o reino da glória. O reino da graça constitui o agrupamento de pessoas que, mediante arrependimento e fé, aceitam seguir a doutrina de Cristo (At 2:38). Vivem neste mundo; mas, não pertencem ao mundo. O reino da glória compreende o conjunto de pessoas de todas as épocas, conformando uma grande multidão que, permanecendo fiel e leal a Deus, receberá finalmente a recompensa da vida eterna, nas mansões celestiais.

PAULO NO AREÓPAGO
Na cidade de Atenas, nos tempos da Grécia antiga, duas colinas se destacavam como lugares de concentração popular. A mais importante era a Acrópole, onde foram erigidas várias suntuosas edificações, entre elas: o Partenon e o Teatro de Dionicius. Um pouco mais ao norte dessa elevação, estava localizada a colina denominada Areópago. O significado desse nome não é claro, mas muitos consideram que nele está uma referência ao deus Ares, “senhor da guerra”, Marte para os latinos. A alusão ao deus da guerra, exposta no vocábulo Areópago, é de tal transcendência que motiva a aceitação etimológica desse nome com o significado de “colina de Marte”.
O Areópago era um lugar amplo, que servia como foro de pensadores. Ali eles expunham suas ideias ao debate popular. Essa colina abrigava poucas edificações; entre elas, possivelmente o prédio da autoridade comunal, onde se reunia o concílio da cidade. Outro edifício público era o palácio da corte, onde se realizavam reuniões de juristas e também onde os membros do tribunal de justiça procediam ao julgamento de acusados. Na época de Paulo, o espaço aberto no cume da colina, era frequentado por pessoas versadas nas bases filosóficas do pensamento grego, principalmente os seguidores do epicurismo e estoicismo. Sentados nos bancos de pedra, muitos aguardavam a exibição de um expositor do pensamento filosófico que pudesse entretê-los com suas elucubrações, para logo iniciar um debate. Foi ali que Paulo apresentou a mensagem do evangelho de Cristo.

Paulo, convertido ao cristianismo, ostentava uma personalidade bem alicerçada no conhecimento cultural da época. Judeu de elevado intelecto, ele mesmo destaca o privilégio de ter sido instruído aos “pés de Gamaliel” (At 22:3), o mais famoso e respeitado rabino fariseu desse período. Pelo conteúdo de suas epístolas se deduz que ele também conhecia os costumes populares prevalecentes na época, como: lutas, corridas, jogos atléticos, coroas, etc., que serviam de base ilustrativa, nas suas mensagens, aplicadas à experiência cristã. Paulo teve a oportunidade de demonstrar seu conhecimento da filosofia grega quando, ocupando o estrado pétreo do Areópago, reservado aos expositores das especulações filosóficas, ele sentiu que sua presença atraiu em forma concêntrica, os olhares curiosos dos muitos espectadores reunidos na ocasião.

Os interlocutores de Paulo eram pessoas versadas nas correntes filosóficas mais populares da época como o epicurismo e o estoicismo. O relato bíblico identifica alguns desses letrados, com o epíteto de “filósofos” (At 17:18). Epicuro e seus seguidores desejavam “salvar” a humanidade da escuridão religiosa e promoviam a exclusão dos deuses para desfrutar uma vida de bondade e prazer. Acreditavam na existência de deuses feitos de átomos de matéria refinada, mas que não interferem na natureza. O estoicismo, por seu lado, na época de Paulo, gozava de maior popularidade do que as irradiações luminosas do pensamento de Platão e Aristóteles juntos. Os estoicos acreditavam na existência de um deus imanente do Universo; uma força que determina o modo de ser das coisas pelo qual recebia o nome de Logos Spermatikos. Era também identificado como pneuma, “respiração”. Essa qualidade fazia que estivesse presente em todas as coisas e até nos eventos.

Para o apóstolo Paulo, revelar os atributos do Deus verdadeiro e dissertar sobre o ministério redentor de Cristo, era um ato de extrema contrição; uma atitude de concentração profunda e de consumada adoração, onde a natureza humana é sufocada pela divina, que o fez exclamar: “vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20). A pregação consciente e responsável é um ato de adoração.

Entre seus argumentos, Paulo destaca a versão desconhecida dos seguidores de Epicuro, referente à natureza divina. Fez alusão ao “deus desconhecido” cujos atributos pairam como a névoa sobre a superfície externa das cabeças, sem penetrar na profundidade da massa cerebral dos pensadores dessa linha filosófica. Mais adiante, no seu discurso, Paulo atraiu a atenção dos seguidores do estoicismo fazendo referência à afirmação de Aratus de Cicília, na sua obra Phaenomena: “pois nele vivemos e nos movemos, e existimos”, declarando a origem dessa premissa, com a afirmação: “como alguns dos vossos poetas têm dito” (At 17:28). Assim, o apóstolo, com franco sentimento de adoração, apresentou o Deus verdadeiro e a graça redentora de Cristo a um auditório cujo intelecto era eminentemente racional.

ADORAÇÃO CONTRÁRIA À LEI
A pregação da Palavra de Deus é um ato de adoração. Porém, essa forma de adoração pode não ser efetivamente positiva, e até se tornar negativa e atingir o limite da blasfêmia, quando não reproduz a vontade divina, mesmo que a intencionalidade da mensagem seja de serviço. Um dos princípios fundamentais da pregação como forma de adoração é a sua plena concordância com as asseverações bíblicas. Interpretar corretamente os ensinamentos bíblicos, as sentenças que refletem os atributos divinos, as figuras da visão profética, as metáforas e simbolismos do padrão didático de cada prescrição, as regras e orientações legais que conduzem as atitudes do crente, os padrões ritualísticos das cerimônias festivas, tudo isso deve ser bem entendido para não desfigurar nem tergiversar a verdade revelada.

O povo de Israel teve o privilégio que nenhum outro grupo étnico desfrutou; o de estabelecer uma religião com base na revelação divina. As outras nações criaram e estabeleceram formas religiosas estimuladas só pela expressão sentimental e logo racional dos precursores, carentes da iluminação da fonte sagrada. Mas o maior privilégio que Israel ostentou foi de ter sido a nação em cujo seio foi gestada, de maneira miraculosa, a encarnação do Filho de Deus. Cristo, Deus entre os homens, principalmente entre os judeus da Palestina era a maior revelação que o Ser divino poderia oferecer ao mundo. Ele veio para os Seus, mas os Seus não O receberam (Jo 1:11).

Os judeus não adoraram Jesus, nem através do seu simples reconhecimento como o Messias, nem mediante a obediência às Suas prescrições. Eles possuíam cópias dos livros sagrados entremeados com relatos não inspirados, de tradições originadas nos costumes dos antepassados, de interpretações sem concordância com o texto original, e de sentenças sociofilosóficas, que resultaram na versão denominada Talmude. São muitas as referências que o escritor evangelístico menciona sobre as circunstâncias em que Jesus fora rejeitado, ameaçado e escarnecido pelos judeus, motivados pela exaltada autoridade que eles atribuíam às tradições em prejuízo da luminosidade irradiada na originalidade da cópia sagrada.

Após o martírio de Cristo, a igreja por Ele fundada foi integrada, na sua maioria, por judeus conversos acostumados aos rituais e tradições dos seus antepassados. Eles aceitaram o cristianismo como a realidade messiânica que dá prosseguimento ao judaísmo, sem eliminar alguns ritos inerentes à prática religiosa. A convicção predominante da nova fé cristã era: a Lei e Cristo. Esse conceito, inicialmente sem consequências de ordem moral, ergueu-se com protuberância no estreito caminho em que o cristianismo começava a transitar, quando a pregação alcançou conversos de outras nacionalidades. Esses novos membros da igreja eram alheios aos ritos judaicos, e foram atraídos ao cristianismo pela pregação de Paulo, que exaltava a missão e sacrifício redentor de Cristo, como cumprimento das leis cerimoniais estabelecidas para o serviço no santuário. Por causa da novidade exposta por Paulo na sua pregação, ele foi acusado pelos cristãos judeus como praticante de uma forma errada de adoração, “contrária à lei” (At 18:13).

Elucidar sobre qual das duas mensagens era a real expressão de adoração da Igreja de Cristo, foi uma necessidade que levou os líderes apostólicos a celebrar o Concílio de Jerusalém. Nessa ocasião deliberou-se que os ritos judaicos são prescindíveis para seguir a fé cristã. Cristo veio cumprir a Lei da Aliança. Antes de exigir dos gentios, a submissão a essa forma desviada de interpretação do ritualismo veterotestamentário, a mensagem viva, que transcende o aroma da adoração, deve conter a essência do amor.

A pregação é uma forma de adoração autêntica, quando interpreta corretamente a revelação divina, transcrita na Bíblia Sagrada.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/com1232011.html


COMENTÁRIOS SIKBERTO MARKS

Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2011

Tema geral do trimestre: Adoração

Estudo nº 12 – Adoração na Igreja Primitiva

Semana de 10 a 17 de setembro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristovoltara.com.br marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar: “Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine” (1 Cor. 13:1).

Introdução de sábado à tarde

Hoje muitas igrejas enfatizam o dom de línguas. Mas a Bíblia não dá grande ênfase a esse dom. Se lermos I Coríntios, nos capítulos12 a14, veremos, por exemplo, o dom da fé como mais importante que o dom de línguas. Especialmente nesses dias finais, o dom da fé é vital, pois, da sacudidura em diante, viveremos exclusivamente pela fé.

O verso básico dessa semana refere-se a ser o amor mais importante que qualquer dom, superior ao dom da fé e da esperança. Poder-se-ia dizer que, todos os dons são nada se não houver amor. De fato, qual é o sentido de qualquer qualidade humana, se as pessoas não se amam? Qual é a importância dos feitos da ciência, se as pessoas fazem a guerra porque se odeiam, e há desconfiança entre elas? Qual é o valor de um bem estudado e bem apresentado sermão, se o pregador não ama? Qual é o propósito de estudos bíblicos, se quem os dá, não ama seus mais íntimos? Qual é o resultado de uma série de conferências, se o conferencista não ama nem a sua esposa?

JESUS não veio morrer por nós através da fé, Ele veio movido pelo amor, e suportou tudo porque nos amava acima de Suas provações. O amor impediu que JESUS renunciasse a cruz, e impediu que Ele descesse dela. Porque nos amava, Ele foi até o fim.

Podemos falar as línguas dos homens ou dos anjos, podemos até fazer milagres, curar enfermos, mas se não tivermos amor para com as pessoas e para com DEUS, tudo isso será nulo, pura vaidade, sem valor prático. Sem amor somos frios, valorizamos os números, as estatísticas, os relatórios, a burocracia, os procedimentos, as promoções, os elogios. Mas tudo isso é frio e sem efeito relacional que muda os corações.

Se não soubermos falar aos corações, se não soubermos influenciar os sentimentos, se não entendermos os problemas das pessoas, se não tivermos empatia para com as dificuldades e as lutas das pessoas, tudo o que fizermos será ligado a nós, ao reconhecimento nosso e a autopromoção. Foi por essa via que satanás caiu.

Só ama quem humildemente sente como as pessoas sofrem, temem, cansam e vivem em busca, muitas vezes, nem sabem de quê. JESUS foi aquele que entendeu a humanidade, e a amou infinitamente. Antes de tudo, que esteja o nosso coração cheio de amor para dar, pois assim, tudo o que fizermos, por pequeno que seja, dará resultados amplificados porque DEUS estará nesse trabalho.

  1. Primeiro dia: Muitas provas

A mente dos discípulos, assim como de todo o povo de Judá, estava voltada inteiramente à conquista da independência pelo povo de DEUS do jugo romano. Era o que esperavam de JESUS. Os líderes judeus nem tanto, pois eram muito favorecidos pelos romanos. Era assim que esse império dominava os povos: seduzia os líderes locais a seu favor para controlar o povo.

Na véspera da morte de JESUS, no momento da última ceia, ainda os discípulos discutiam quem seria o maior no reino de JESUS, aqui na Terra, que supunham estava próximo de ser implantado. Judas imaginava ser depois honrado por ter apressado o processo de conquista da liberdade de Roma, ao entregar JESUS aos Sinédrio e romanos. Pensava que assim desencadearia o conflito entre os romanos e JESUS. O Mestre reagiria, e com o Seu poder, destruiria os romanos, e finalmente se tornaria rei. Ele, Judas, seria reconhecido como muito inteligente por ter precipitado fatos tão promissores.

Quando JESUS foi preso, ficaram perplexos. Judas ficou tão frustrado, e num misto de culpa e derrota, se enforcou, pois seu plano fora um tremendo fracasso. Os demais discípulos ficaram sem entender nada. Apenas João, com dó do Mestre, porque O amava muito, ficou ao seu lado, até à morte.

Aquele sábado,em que JESUSestava morto, foi o pior dia da vida dos apóstolos e demais discípulos. Estavam desolados, pois foi por água abaixo o sedutor plano de vencer os romanos. Quer dizer, o Mestre falhou; não era assim tão poderoso. Parecia ser mais forte do que de fato foi diante dos líderes judeus e diante das autoridades romanas. Como é que aquele inteligente Mestre, aquele poderoso homem, não falou uma palavra em Seu favor, e não moveu um dedo pela Sua libertação? Totalmente submisso, deixou que O batessem, que Lhe dessem chibatadas ultrajantes, que zombassem dEle, que cuspissem nEle, que O fizessem carregar uma cruz, que O pregassem nessa cruz, entre dois ladrões. Que fracasso, principalmente quando tudo ia tão bem, na direção certa. É o que pensavam.

Todos viram em JESUS um fracassado. Até satanás deve ter pensado assim. O que ele precisava agora era segurar JESUS na tumba, para sempre.

Os líderes judeus alegravam-se entre si, finalmente livres de quem tirava deles a audiência do povo. O povo estava confuso e perplexo. A maioria dele estava até alegre, pois ao lado dos líderes, gritaram a Pilatos: crucifique-O! Mas alguns, os discípulos, os mais íntimos, que amavam a JESUS, e tinham esperança de que Ele proclamaria a libertação do país da submissão romana, esses estavam perplexos e com sentimentos de derrota, se saber nem o que pensar. O que se passava na mente deles era o que temos no relato dos dois homens que JESUS encontrou no caminho para Emaús (Lucas 24:13 a 35), no domingo à tarde, e discutiam sem entender nada, sobre a morte de JESUS na sexta-feira.

Então, por 40 dias JESUS aparecia a eles. Agora Ele era um vencedor. A vitória de JESUS não foi do tipo das que ocorrem na Terra, mas Ele permaneceu obediente à Lei de DEUS, amando as criaturas em todas as condições, desde os que também O amavam, e também aqueles que gritaram contra Ele, aqueles que O maltrataram e que zombaram dEle. Tinha que morrer fiel aos mandamentos, e foi o que fez. Durante esses 40 dias tornou-Se convincente aos Seus bons amigos, pois tudo o que prometera aconteceu. Havia dito que ressuscitaria ao terceiro dia, e assim foi.

Mas ainda havia uma poderosa obsessão na mente deles: proclamar a libertação do povo de DEUS do jugo romano. Perguntaram: “será esse o tempo em que restaures o reino de Israel?” (Atos 1:6). Ainda pensavam assim, mas foi a última vez que tiveram esse pensamento. Então JESUS lhes explicou que esse não era tal tempo (v. 7) mas que receberiam poder do ESPÍRITO SANTO (a Chuva Temporã), e ensinariam as pessoas de todo o mundo, até os confins da Terra, sobre o verdadeiro Reino de DEUS. Eles deveriam esperar a promessa do Pai reunidosem Jerusalém. Essa promessa era poder do alto. Seriam batizados pelo ESPÍRITO SANTO.

Então, tendo-lhes dado as últimas instruções, de permanecerem unidos em Jerusalém para aguardarem o recebimento do poder, Ele Se elevou rumo ao Céu, e numa nuvem desapareceu. Agora, era esperar o outro, o Consolador. Para que pudesse vir esse outro, deveriam estar perfeitamente unidos entre si, sem divisão alguma. Hoje é o mesmo: devemos alcançar perfeita unidade, em nossos lares e na igreja. Isso vai ocorrer por meio da reforma e reavivamento que está sendo conduzida pelo atual presidente mundial, Pr. Ted Wilson. A igreja adventista está, nesse momento, em igual situação à que estavam aqueles seguidores de CRISTO, durante os dez dias em que permaneceram em Jerusalém para receberem o poder do ESPÍRITO SANTO. Devemos nos tornar unidos num só propósito, concluir a pregação da mensagem ao mundo todo.

“Estes discípulos se prepararam para a obra. Antes do dia de Pentecoste se reuniram e tiraram dentre eles todas as desinteligências. Estavam de um mesmo sentimento. Acreditavam na promessa de Cristo, de que a bênção seria dada, e oravam com fé. Não pediam a bênção apenas para si; estavam preocupados com a responsabilidade quanto à salvação de almas. O evangelho devia ser levado até aos confins da Terra, e eles reclamavam a doação do poder que Cristo prometera. Foi então que o Espírito Santo foi derramado, e milhares se converteram num dia.

“Assim pode ser agora. Em vez das especulações dos homens, seja pregada a Palavra de Deus. Tirem os cristãos do meio deles as dissensões, e entreguem-se a si mesmos a Deus para salvação dos perdidos. Peçam a bênção com fé, e ela há de vir. O derramamento do Espírito, nos dias apostólicos, foi a “chuva temporã” (Joel 2:23), e glorioso foi o resultado. Mas a “chuva serôdia” será mais abundante” (O Desejado de Todas as Nações, 827).

  1. Segunda: A pregação da palavra

“”E cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; e de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.” Atos 2:1 e 2.

“O Espírito veio sobre os discípulos, que expectantes oravam, com uma plenitude que alcançou cada coração. O Ser infinito revelou-Se em poder à Sua igreja. Era como se por séculos esta influência estivesse sendo reprimida, e agora o Céu se regozijasse em poder derramar sobre a igreja as riquezas da graça do Espírito. E sob a influência do Espírito, palavras de penitência e confissão misturavam-se com cânticos de louvor por pecados perdoados. Eram ouvidas palavras de gratidão e de profecia. Todo o Céu se inclinou na contemplação da sabedoria do incomparável e incompreensível amor. Absortos em admiração, os apóstolos exclamaram: “Nisto está a caridade!” I João 4:10. Eles se apossaram do dom que lhes era repartido. E que se seguiu? A espada do Espírito, de novo afiada com poder e banhada nos relâmpagos do Céu, abriu caminho através da incredulidade. Milhares se converteram num dia.

“Disse Cristo a Seus discípulos: “Digo-vos a verdade, que vos convém que Eu vá; porque, se Eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se Eu for, enviar-vo-Lo-ei.” “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.” João 16:7 e 13.

“A ascensão de Cristo ao Céu foi, para Seus seguidores, um sinal de que estavam para receber a bênção prometida. Por ela deviam esperar antes de iniciarem a obra que lhes fora ordenada. Ao transpor as portas celestiais, foi Jesus entronizado em meio à adoração dos anjos. Tão logo foi esta cerimônia concluída, o Espírito Santo desceu em ricas torrentes sobre os discípulos, e Cristo foi de fato glorificado com aquela glória que tinha com o Pai desde toda a eternidade. O derramamento pentecostal foi uma comunicação do Céu de que a confirmação do Redentor havia sido feita. De conformidade com Sua promessa, Jesus enviara do Céu o Espírito Santo sobre Seus seguidores, em sinal de que Ele, como Sacerdote e Rei, recebera todo o poder no Céu e na Terra, tornando-Se o Ungido sobre Seu povo.

(…)

“”E em Jerusalém estavam habitando judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.” Atos 2:5. Durante a dispersão os judeus tinham sido espalhados por quase todas as partes do mundo habitado, e em seu exílio tinham aprendido a falar várias línguas. Muitos desses judeus estavam nessa ocasião em Jerusalém assistindo às festas religiosas que então se realizavam. Cada língua conhecida estava por eles representada. Esta diversidade de línguas teria sido um grande embaraço à proclamação do evangelho; Deus, portanto, de maneira miraculosa, supriu a deficiência dos apóstolos. O Espírito Santo fez por eles o que não teriam podido fazer por si mesmos em toda uma existência. Agora podiam proclamar as verdades do evangelho em toda parte, falando com perfeição a língua daqueles por quem trabalhavam. Este miraculoso dom era para o mundo uma forte evidência de que o trabalho deles levava o sinete do Céu. Daí por diante a linguagem dos discípulos era pura, simples e acurada, falassem eles no idioma materno ou numa língua estrangeira” (Atos dos Apóstolos,37 a40).

  1. Terça: Paulo no Areópago

Paulo chega a Atenas. E o que ele faz? Um reconhecimento da cidade, da cultura local, dos deuses e das formas de culto. O seu espírito o importunava, pois o que descobriu foi idolatria com deuses que nada podiam fazer. Ansiava ensinar aquelas pessoas. E foi o que começou a fazer. De boa eloquência, logo conquistou público de um povo que apreciava discursos. O seu assunto se espalhou, e foi a novidade na cidade. Vieram a ele alguns homens que gostavam de debates, o convidaram a lhes falar no Areópago, um local de debates públicos, de julgamentos, de reuniões para tratar dos assuntos da cidade.

Lá Paulo falou a filósofos. “A experiência do apóstolo Paulo ao defrontar-se com os filósofos de Atenas encerra uma lição para nós. Ao apresentar o evangelho no Areópago, Paulo enfrentou a lógica com a lógica, ciência com ciência, filosofia com filosofia. Os mais sábios de seus ouvintes ficaram atônitos e emudecidos. Suas palavras não podiam ser controvertidas. Pouco fruto, porém, produziu seu esforço. Poucos foram levados a aceitar o evangelho. Daíem diante Pauloadotou uma diversa maneira de trabalhar. Evitava os argumentos elaborados e as discussões de teorias e, em simplicidade, encaminhava homens e mulheres a Cristo como o Salvador dos pecadores” (A Ciência do Bom Viver, 214).

Ele havia falado de um DEUS desconhecido, que poderia ser qualquer outro que eles não conheciam, inclusive o Criador. Nisso Paulo foi sábio, e eles se interessaramem ouvi-lo. MasPaulonão se deu bem por utilizar argumentos da cultura deles, bem poucos foram os conversos. Isso indica que, se nós decidimos trocar os argumentos simples, diretos mas poderosos da Bíblia, aos quais se associa o ESPÍRITO SANTO, podemos estar inventando métodos que não produzem bons resultados. Também Paulo foi muito cedo a assuntos que eles não queriam saber, como sobre a necessidade de arrependimento por causa do pecado e do juízo, e sobre a ressurreição. Eles não criam na morte, entendiam, desde há muito, da existência de uma alma imortal. Isso afastou o interesse da maioria dos atenienses em ouvir mais alguma coisa dele.

Nós, hoje, não precisamos inventar métodos humanos, muito menos copiar métodos do mundo. Para alcançar qualquer tipo de pessoa, o que necessitamos é do poder do ESPÍRITO SANTO. Devemos tão somente ser humildes e obedientes a DEUS, dando um bom testemunho de nossa fé, e o que falar DEUS suprirá. O que nos falta, ainda, é poder do alto.

  1. Quarta: Adoração “contrária à lei”

O ritual do santuário era importante? Sim! A lei era ou é importante? Sim! A profecia é importante? Sim! Participar dos cultos é importante? Sim! Fazer trabalho pela salvação de outros é importante? Sim!

Mas nada disso é o fim em si. Podemos ser cuidadosos em tudo isso, e mesmo assim, podemos estar afastados da salvação.

Se não estivermos andando com JESUS, como Enoque, podemos dedicar todo o nosso tempo à igreja, e perder a vida eterna, mesmo que pelo nosso esforço muitos sejam salvos.

No estudo de hoje esse é o assunto: fazer tudo certo e mesmo assim estar errado. Vamos ao ponto, para entender. Estamos justo nesses dias entrando no debate profundo sobre os Dez Mandamentos e sobre o sábado em relação ao domingo, quanto a santificação. Podemos ser em extremos zelosos em santificar o sábado, mas podemos, ao mesmo tempo, nos desqualificar para a vida eterna.

Está difícil de entender? Então vamos facilitar. Isso tudo são obras, a obediência também é obra. Ela não é a finalidade da vida de um cristão. A finalidade é a pessoa ser transformada pelo poder de DEUS. Portanto, o fim de todas aquelas obras é levar a pessoa a JESUS crucificado, e entregar-se a Ele. Se a pessoa não for a JESUS e não se entregar a Ele, pode fazer tudo o que a lei pede, e mesmo assim, vai se perder.

Foi o que aconteceu com aqueles judeus que acusavam Paulo. Eram zelosos quanto a lei, até aí, tudo correto. Mas não aceitavam a JESUS. O fim da Lei é JESUS, e até mesmo hoje, pode acontecer, de praticarmos muito bem os Dez Mandamentos, mas não conhecermos a JESUS.

  1. Quinta: O amor supera tudo

“Não vou mais à igreja porque lá tem muita coisa errada.” “Saí da igreja porque lá tem gente pior que no mundo.” “O pastor nunca me visitou.” “Conheço irmãos que dão mau testemunho, e alguns até não são confiáveis nos negócios.” E assim por diante. Essas afirmações são frequentes. E muitas vezes são verdadeiras. Contudo, existe um “MAS”

Onde está escrito na Bíblia que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é formada por gente perfeita? Onde DEUS exige que seus membros nunca cometam pecado algum?

Esta é uma igreja que foi constituída nesse mundo, num planeta cheio de problemas. Ela abriga pessoas que vieram desse mundo problemático. E uma das coisas que a igreja faz, por meio do ensinamento, é curar o mal dessas pessoas. Mas nem todas querem ser curadas, outras querem, e são curadas logo, e ainda outras, também querem, mas o tratamento é demorado. E as pessoas que não querem receber o bom tratamento, não devem, por isso, serem excluídas, exceto se o que fazem seja clamorosamente prejudicial à comunidade de crentes. Um dia DEUS irá julgar a todos. Até lá, todos devem ter oportunidade de arrependimento. Muitos, de fato, se arrependem.

Vamos ilustrar isso melhor. Utilizemos o que se passa numa escola, ou numa Universidade. Sou professor numa Universidade, no curso de Administração. Temos alunos excelentes, assim como aqueles que não estudam. Assim é na igreja, joio misturado com trigo. Mas não excluímos os alunos que não estudam. Eles até prejudicam aos demais, tendem a pressionar a qualidade para baixo. Mas ficam lá. Eles estão tendo oportunidades, em todas as aulas, de mudarem de atitude. Ao final de cada disciplina, há uma prova, a decisiva. E eles muitas vezes rodam, e perdem aquela disciplina. E nem por isso os expulsamos. Continuam tendo oportunidades.

O interessante é que alguns, poucos é verdade, se tocam de seu mau procedimento, e mudam. Existem casos assim. E estes se tornam também bons alunos. E como nós, professores, ficamos felizes quando isso acontece. Ficamos mais felizes do que a satisfação que nos dão aqueles que sempre foram bons alunos. Os relapsos que mudam geram uma satisfação do tipo: conseguimos tirar este do fracasso!

A maioria dos maus alunos continua assim, até o final do curso. E sabe o que acontece nesse final? Há um trabalho de conclusão, sem o qual, ele não recebe o diploma. Nesse momento, outros se tocam, e mudam de vida. Mais um momento de satisfação e realização profissional. Mas outros ainda continuam maus alunos. E sabe o que acontece com estes? Simples, eles não recebem o diploma, porque não conseguem fazer um bom trabalho de conclusão de curso. É incrível, mas perderam um curso que dura 5 anos. Morreram na praia, como se diz. Quase chegaram ao final, mas perderam tudo. Assim muitos dentro da igreja, estavam no caminho da salvação, chegaram perto, estavam quase salvos, mas, perderam tudo. Porém outros, que também eram relapsos, mudaram, e se salvaram.

Na igreja é parecido como na escola. No final, há um julgamento. Desde 1844 esse julgamento estáem andamento. Umdia chegará o momento do julgamento dos vivos, que pertencem à igreja de CRISTO. Será perto do dia do fechamento da porta da graça. Então, aqueles que deram mau testemunho, saberão que por isso se perderam para todo o sempre.

O que acontecia na igreja de Corinto? O mesmo que acontece entre nós hoje. Por isso não devemos focar tanto nos que dão mau testemunho. Os corintos tinham dissensões, como nós. Eles tinham idolatria, como nós. Eles tinham o falso dom de línguas, esse não é o nosso caso. Eles eram afetados fortemente pela cultura do mundo, como nós também somos. Foi a uma igreja com esse tipo de problemas que Paulo escreveu, resumindo I Cor. 13, “o amor supera tudo”. Certamente havia naquela igreja pessoas boas, fiéis servos de DEUS. Assim também é hoje, há membros fiéis a DEUS. Assim como há o joio. Se quisermos nos salvar, devemos olhar para CRISTO, que foi trigo, e não para aqueles que ainda estão, hoje, tendo oportunidade de mudar de vida, mas estão resistindo, sendo ainda atraídos ao mundo. Devemos ser exemplo construtivo ao joio, e não ficar olhando demais para aqueles que dão mau testemunho, e nos escandalizar e sair da igreja. Vai que exatamente esse que foi a razão de nossa saída, mude de atitude, e se salve! E nós, depois no inferno, não o encontraremos, nem ele nos encontrará no Céu. Que situação irônica, não acha?

Assunto bom para se pensar bastante.

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

Para concluir o estudo dessa semana, a autora nos leva a uma reflexão sobre santidade. E o que é santidade, conforme a revelação profética? Nos nossos dias, muito se diz por aí que santidade é um estado de êxtase, quando supostamente o ESPÍRITO SANTO se apossa da pessoa e ela fica com uma atitude diferente por uns momentos. Até já acontece em algumas de nossas igrejas. Longe disso o conceito de santidade.

Na verdade santidade, ou ser santo, é algo que está ao alcance de todos nós, mesmo sendo pecadores. Um santo é aquele que decide separar-se do mundo e de suas atrações que não são edificantes para ao lado de DEUS, dedicar-se a uma vida de amor a DEUS e ao próximo. Esse irá ser transformado, cada dia um pouco, pelo poder do ESPÍRITO SANTO. Portanto, é inteira entrega a DEUS, passando a fazer a Sua vontade. Assim sendo, cada dia vai sentir que algo está mudando em sua vida. Aquilo que sempre gostava, mas que era inconveniente a um cidadão ou a uma cidadã do Reino de DEUS, ela passa naturalmente a não gostar mais. Por exemplo, nesses últimos dias, cada vez mais membros de nossa igreja querem saber, afinal, o que há de errado em ir ao cinema. Esse é só um exemplo, dentre muitas outras coisas mais. Quem se entrega todos os dias a DEUS, e anda com Ele, deixa de fazer tal pergunta. Com o tempo, não só não sente mais atração por cinema, como até sente repulsa. Há alguém superior, infinitamente capaz e inteligente, que está participando da condução de sua vida. E assim, torna-se natural a essa pessoa não ter mais certos desejos que antes nem conseguia enfrentar. Coisas que antes degradavam a sua vida espiritual, depois, com o tempo, se tornam inofensivas. E a pessoa não precisa mais se cuidar para não fazer isso ou aquilo, ela perde o desejo, e esses atrativos deixam de ser atraentes. Assim a vida de um cristão se torna mais fácil. Há pessoas assim, sejam elas em idade madura e com experiência de vida, sejam jovens e cheias de impulsos por novidades, sejam adolescentes ainda sem referenciais suficientes para a direção da vida. Tais pessoas terão uma direção segura em tudo o que fizerem. DEUS sempre estará dirigindo a vida delas, e elas se tornarão firmes em princípios que não são naturais desse mundo aviltado.

Agora pense um pouco: há pessoas assim, que refletem a semelhança de CRISTO porque estão sendo recriadas pelo poder de DEUS em sua vida. Elas são ou não são santas?

Experimente; é bom viver assim. Entregue todos os dias a sua vida a DEUS, e vai ver como a vida é melhor.

escrito entre 10 a 16/08/2011 – revisado em 17/08/2011

corrigido por Jair Bezerra

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

FONTE: http://www.cristovoltara.com.br/


COMENTÁRIOS BRUCE CAMERON

Adoração – Lição 12 – Adoração na Igreja Primitiva – (Atos 1, 2, 17 e 18; I Coríntios 13)

Introdução: Como as pessoas que moravam em Jerusalém adoravam? A igreja primitiva estava repleta de pessoas que tiveram a oportunidade de ouvir Jesus ensinando. Será que eles receberam alguma informação especial do Senhor? Podemos importar para a nossa adoração o que eles usaram em sua adoração? Vamos mergulhar no relato bíblico e ver o que podemos aprender!

I. A Instrução

A. Leia Atos 1:1-3. Que dois assuntos Jesus discutiu com Seus seguidores depois de Sua ressurreição? (Que Ele realmente havia ressuscitado da tumba e o reino de Deus.)

1. Jesus era o único mestre envolvido? (Não. O texto revela que Jesus subiu ao céu “depois de ter dado instruções por meio do Espírito Santo”.)

B. Leia Atos 1:4-6. Depois de haver ressuscitado, ao terminar Sua reunião de instruções a respeito do reino de Deus, os seguidores de Jesus compreenderam claramente {o assunto}? (Não! Eles ainda pensavam que o reino de Deus surgiria através de um reavivamento do reino de Israel.)

1. Como você explica que os discípulos ainda compreendiam errado este assunto? (Isto demonstra que às vezes temos grandes dificuldades para compreender a verdade – mesmo tendo os melhores professores.)

C. Leia Atos 1:7-9. Por que Jesus não disse. “Seus tontos! Por que vocês não prestaram atenção?”

1. É possível que os discípulos não tenham entendido errado? (Leia Apocalipse 21:1-3. Está chegando um tempo no qual Jesus renovará todas as coisas nesta terra, inclusive trazendo do céu a Nova Jerusalém.)

2. Note em Atos 1:8 que Jesus se refere a Seus seguidores como sendo Suas testemunhas “em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria”. O que isto deveria dizer aos Seus seguidores a respeito do reino? (Que o reino de Deus não é apenas Israel, mas Samaria e toda a terra.)

3. O que isto nos ensina acerca da adoração na igreja primitiva? (Eles ainda estavam resolvendo problemas importantes com relação ao evangelho.)

D. Vamos olhar novamente Atos 1:8. Nós aprendemos que o Espírito Santo já estava trabalhando com Jesus para instruir aos Seus seguidores. O que Jesus está prometendo quando diz “Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês”? (Este texto sugere uma graduação do poder do dom do Espírito Santo.)

1. Leia novamente Atos 1:5. O que significa ser “batizados com o Espírito Santo”?

E. Leia Atos 1:12-14. Pelo que você acha que eles estavam orando? (Pela restauração do reino de Israel. Pelo poder do Espírito Santo.)

F. Que lições encontramos aqui sobre adoração? (Eles estavam em oração. Precisamos orar por uma correta compreensão do evangelho. Precisamos orar não apenas pelo Espírito Santo, mas para sermos batizados no Espírito, para recebermos grande poder.)

II. Cumprimento

A. Leia Atos 2:1-4. Vemos que o Espírito Santo trabalhava com Jesus para dar a última série de instruções aos seguidores de Jesus. O que é diferente agora? (O Espírito Santo veio em poder.)

1. Quais foram os sinais do Espírito Santo vindo em poder? (O vento soou como um furacão. Fogo desceu sobre cada um deles. Eles tinham o dom miraculoso de falar em línguas estrangeiras.)

2. Isto nunca aconteceu comigo. Isto já aconteceu com você? Todo tipo de igreja possui figuras de fogo em seu símbolo ou logotipo, mas não há fogo real nas igrejas. Até onde posso dizer, eu possuo o Espírito Santo “comum”. Nunca experimentei o Espírito Santo “com grande poder”. Por que? (Tenho estado em reuniões onde penso ter sentido distintamente o Espírito Santo, mas nunca ouvi o vento nem vi o fogo.)

a. Como estes discípulos receberam tal poder? (Duas coisas: Este poder foi prometido a eles, e eles oraram fervorosamente por isto.)

B. O Espírito Santo foi prometido a nós com poder?

C. Os ouvintes disseram (Atos 2:12) “Que significa isto?” Vamos ler o que Pedro diz que isto significa. Leia Atos 2:14-18. O Espírito Santo foi prometido a nós, não apenas com poder comum, mas com grande poder? (Sim! Se há dois mil anos atrás a expressão “últimos dias” era aplicável, como chamaríamos o nosso tempo agora? Se Joel 2 diz que esta promessa se aplica àqueles que estão nos “últimos dias”, o único entendimento razoável é que isto se aplica a nós.)

1. Você se lembra dos dois ingredientes para a vinda do Espírito Santo em poder? A promessa era um e a oração fervorosa era outro. Você tem orado fervorosamente para que o Espírito Santo venha em poder?

D. Vamos continuar lendo. Leia Atos 2:22-24. O que é isso? A mensagem do evangelho.)

1. Que papel o grande poder do Espírito Santo desempenhou neste culto de adoração/evangelístico? (Leia Atos 2:32-33. O Espírito Santo foi a prova da veracidade da mensagem. Isto chamou a atenção das pessoas, e provou que Pedro não era apenas um bêbado falando qualquer coisa.)

E. Leia Atos 2:37-39. Que outro papel 0 Espírito Santo desempenha? (O Espírito Santo ajudou a convencer os ouvintes de seus pecados (veja João 16:8-11). O Espírito Santo também foi um dom prometido.)

1. Pedro estava prometendo o dom do Espírito Santo com poder comum ou com grande poder em Atos 2:38? (Você já comprou algum aparelho e quando chegou em casa o aparelho não teve o mesmo desempenho que teve na loja? O que você fez quando isto aconteceu? Não posso ver como Pedro poderia fazer outra coisa além de prometer o que eles haviam acabado de ver – O Espírito Santo com grande poder.)

F. Leia Atos 2:40-43. Que resposta maravilhosa! Três mil foram convertidos em um dia! Note a referência ao grande poder do Espírito Santo no verso 43. O que isto sugere? (Todos estavam impressionados com as maravilhas e os milagres. Mas, parece que apenas os discípulos os estavam fazendo.)

1. Deveríamos concluir que o grande poder do Espírito Santo está (estava) disponível apenas para os líderes?

2. Leia novamente Atos 2:17-18. São líderes os que estão sendo descritos aqui? (Não. Exatamente o contrário. Os jovens e os velhos possuem o dom. Mulheres possuem o dom. “Todos os povos” possuem o dom.)

3. Amigo, eu não sei a resposta do porque o grande poder do Espírito Santo não está presente hoje. Eu quero ouvir o vento, ver o fogo e experimentar o grande poder do Espírito Santo. Penso que precisamos orar fervorosamente por isto e ver o que Deus fará! Neste meio tempo, vamos explorar mais o assunto.

III. Outra Reunião Evangelística

A. Leia Atos 17:16-21. Que tipo de reação Paulo está obtendo com sua pregação? (Parece que vai do ceticismo ao razoavelmente curioso.)

1. As coisas seriam diferentes se Paulo tivesse o grande poder do Espírito Santo com ele?

B. Se você der uma olhada em Atos 17:22-31 verá que Paulo prega o evangelho a eles com base nas evidências da natureza. Esta mensagem é semelhante à de Pedro no dia do Pentecoste. Pedro citou a Bíblia e Paulo cita a natureza. Leia Atos 17:32-34. Quantos conversos Paulo conseguiu? (Apenas uns poucos.)

1. Pedro tinha o grande poder do Espírito Santo e 3.000 conversões. Paulo não tinha este poder e conseguiu somente poucas conversões. Alguma coisa está errada com Paulo? (Leia Atos 9:17. Paulo (Saulo) foi “cheio do Espírito Santo”.)

2. Leia Atos 16:4-5 e Atos 18: 8-11. Quem está com Paulo nesta pregação evangelística? (Nós colocamos a culpa em Paulo por não ter o mesmo poder do Pentecoste, mas Deus diz que Ele estava com a pregação de Paulo.)

3. Uma vez que Deus diz que está com Paulo em sua pregação, por que o grande poder do Espírito Santo não está presente?

IV. Conselho Sobre o Grande Poder do Espírito Santo

A. Leia I Coríntios 13:1-3. Qual é o relacionamento entre dons espirituais e o amor pelos outros? (Este texto nos diz para não perdermos de vista o objetivo. O verdadeiro objetivo não é o grande poder do Espírito Santo. Estes dons do Espírito Santo são ferramentas para o avançamento do evangelho. O coração do evangelho é amar a Deus e ao nosso próximo (veja Mateus 22:37-40).)

B. Leia Coríntios 14:1. Que atitude deveríamos ter a respeito do grande poder do Espírito Santo? (Deveríamos desejar (e orar por) todo o poder do Espírito Santo que Deus está disposto a oferecer. Mas precisamos reconhecer que os dons do Espírito Santo são ferramentas para trazermos outros ao reino de Deus.)

C. Amigo, você vai orar fervorosamente, não apenas para que o grande poder do Espírito Santo seja dado a você e à igreja, mas que o Espírito te dê um coração de amor com relação aos outros?

V. Próxima Semana: Adoração no Livro do Apocalipse

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Direito de Cópia de 2011, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses.

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FONTE: http://brucecameron.blogspot.com/


COMENTÁRIOS GILBERTO THEISS

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 12 – 3º Trimestre 2011 (10 a 17 de setembro)

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 10 DE SETEMBRO – Adoração na igreja primitiva – (I Co 13:1)

            É importante falar de adoração no contexto em que vivemos atualmente. Deus é o Senhor do Universo e também de nossas vidas. No entanto, também é importante falar a respeito de falsa adoração uma vez que, Satanás pretende atrair para si toda a atenção possível e fazer com que as pessoas e até mesmo os próprios cristãos adorem a Deus de uma maneira bem aborrecível. Em outras palavras – chamamos isso de falsa adoração.

A igreja primitiva, assim como qualquer outro povo do passado, teve grandes dificuldades e obstáculos em seu crescimento. A falsa adoração trilhou nas divisas da igreja cristã. Claro que no primeiro século a igreja desfrutou de um momento triunfante e sustentou a verdade bravamente com punho de aço. Mas infelizmente a partir do segundo século a igreja enfrentou grandes problemas até a crise se estabelecer definitivamente a partir do terceiro século. Interessante notar que, Satanás não se cansa em tentar atrapalhar os planos de Deus. Poderíamos dizer que ele talvez seja o ser mais motivado e positivista que já existiu, pois, de maneira incansável acredita em seus planos e luta por eles como se fossem invencíveis. Mesmo sendo derrotado ele se levanta com energia inabalável como se tivesse vencida a guerra anterior. No entanto, como já bem profetizado, no final de tudo, somente o amor prevalecerá definitivamente. Esse amor é Deus…

DOMINGO, 11 DE SETEMBRO – Muitas “provas” – (Atos 1:1-11)

            As provas para a igreja cristã em seu princípio não foram das melhores. Os discípulos viveram pela fé, abandonaram muitas coisas de sua vida cotidiana e viveram inteiramente por uma função que lhes trazia escarnio, vergonha e desprezo por parte dos conterrâneos de seu tempo. Claro que, para eles, não era vergonho ser o que eram, mas muitos dentre a sociedade e do meio político os tratavam assim. Não eram assalariados, não possuíam plano de aposentadoria e ainda foram cruelmente perseguidos por professarem o nome de um grupo de pessoas encaradas como ameaçadores da paz, do governo e do politeísmo de seus dias. Que belo exemplo para muitos de nós hoje! Muitos cristãos vivem no aconchego de sua sala enfrente a uma televisão de 20 ou 40 polegadas gozando do melhor da vida enquanto pouquíssimos labutam com a pregação do evangelho. Deus nos chama para fazermos mais e não menos do que estes homens do passado fizeram. Precisamos olhar com mais amor e compaixão pelas pessoas desenganadas por Satanás e fazer valer o chamado que Deus nos fez com sussurros ao nosso coração e consciência. Eles enfrentaram a própria morte para dar sustento ao crescimento da obra e conclusão da pregação do evangelho. Olhando para o passado e projetando o nosso presente, que futuro queremos para nós mesmos em meio a grande e ou gigantesca obra que precisa ser feita no mundo? O que você e eu poderíamos sacrificar um pouco mais em nossa vida para, com mais vibração, nos envolver nesta guerra pela verdade e pela humanidade perdida?

No desenrolar da narrativa de hoje podemos ver como Jesus foi compassivo com eles. Diante de tamanho esforço e dedicação, Jesus os presentou com o poder dos céus capacitando-os com grandioso poder. Deus pretende fazer o mesmo por aqueles que hoje sacrificam-se pela obra de Deus. Ninguém que de alguma maneira não esteja envolvido com a obra de Deus receberá a chuva serôdia. Deus não revestirá de poder os preguiçosos e indolentes de nosso tempo. Pense nisso!

SEGUNDA, 12 DE SETEMBRO – A pregação da Palavra –  (At 2:14-41)

            A lição de hoje toca em um assunto muito interessante e muito negligenciado por mensageiros leigos e ministros do Senhor. Talvez estejamos vivendo no tempo das historinhas. A palavra de Deus tem sido deixada de lado e a exposição da palavra tem se baseado mais em historinhas e vida pessoal. Os nossos cultos tem sido um problema sério nos dias de quarta feira e andando nesta mesma direção estão os cultos de domingo. O grande problema é que, muitos membros trabalham duro durante o dia e o cansaço tem sido tão grande que valeria a pena ir a igreja se o orador pregasse algo transformador e renovador. Infelizmente muito tem perdido o ânimo de ir a igreja nestes dias, pois, sabem que entraram na igreja para tirar um belo cochilo. Não estou fazendo uma crítica à igreja em si, mas aos tantos pregadores que assumem os púlpitos para pregar qualquer coisa menos a PALAVRA. Estou trazendo isto à tona porque tem isso essa a reclamação de muitos dos membros. Precisamos voltar as origens e começar a gastar um pouco mais de tempo em preparar mensagens que leve o povo e refletir na vida como um todo. Pedro, como narrado em Atos 2, pregou uma mensagem profética, cristocêntrica e poderosa. Ele, movido pelo Espírito Santo falou levou os olhos, o coração e a consciência do povo direto para a Bíblia. Outra lição importante é pregar a palavra de Deus através de nossos atos, palavras e pensamentos. Tudo em nós refletirá na mensagem se ela é real ou não. Pense nisso!

TERÇA, 13 DE SETEMBRO – Paulo no Areópago –  (At 17:15-34)

            Paulo, nesta experiência em Atenas, não deixou de pregar a Palavra de Deus. Na verdade o seu discurso fez com que refletissem a respeito da vida, da criação e da perfeita lógica da existência de um Deus todo poderoso. É verdade que ele não usou o pentateuco para construir o seu discurso, mas fez uso da eloquência e da própria retórica dialética dos gregos com o objetivo de construir na mente deles o conflito necessário que os fizesse duvidar de suas próprias crenças e dar crédito ao que a verdade da palavra de Deus ensina.

Arrependimento, juízo e ressurreição eram a nota tônica de seus ensinamentos. Aliás, que outra coisa pode ser mais importante que isso? Jesus é a essência desta norma e religião. Sem arrependimento jamais me achegarei até Cristo. Jamais serei alcançado pela graça. Paulo enfrentou a sabedoria dos atenienses e discursou com classe diante dos filósofos de sua época. Como conhecedor da filosofia construiu seus argumento a favor da verdade levando muitos ao pés da verdade e de Cristo. Fez uso da revelação natural – a natureza até poder inserir a revelação especial – Jesus Cristo. Sua eloquência era capaz de confundir muitos gregos de sua endeusado conhecimento até torna-los cativos de um conhecimento muito superior – o da palavra de Deus.

QUARTA, 14 DE SETEMBRO – Adoração “contrária à lei” – (At 18:1-16)

             Infelizmente esta foi e é uma realidade em nossos dias. A lei é justa, santa e boa, mas não pode ser maior que o seu legislador. É exatamente isto que as vezes acontece com alguns, fazem da lei sua âncora para o sustento da religião quando na verdade deveria ser o amor. Sempre costumo dizer que, se o amor não transformar, nada mais o fará. Não estou tentando ensinar que a lei não é importante, pois de fato ela é. Mas, infelizmente, muitos fazem da lei do seu escudo de defesa e o seu canhão de ataque. Se Jesus não for a essência de nossa religião e se Ele não for a essência da lei, tudo perderá o devido sentido e o que deveria ser uma bênção para nós acaba se tornando uma aberração. A verdadeira adoração jamais será contra a lei e nem a lei contra a adoração, mas é possível tornar a religião um fardo vivido sobre a lei. Quando a lei toma o topo do pódio a misericórdia, compaixão e o amor perdem sua beleza e poder. Todas as coisas precisam se conciliar uma à outra agindo mutuamente como resposta ou consequência do viver em Cristo somente. Como bem ilustrou o autor da lição, “qualquer culto que não nos leva diretamente à cruz está equivocado”. Pense nisso!

QUINTA E SEXTA, 15 e 16  DE SETEMBRO – O amor supera tudo – (I Co 13)

            As igrejas por onde Paulo passou e outras em que se comunicou através de cartas, foram igrejas cheias de problemas sérios. A igreja de corinto foi uma dessas igrejas difíceis e cheias de problemas diversos. Se achamos que algumas de nossas igrejas hoje são problemáticas, é porque não conhecem direito o pé de guerra e problemas morais existentes em muitas das igrejas daquele tempo inclusive a igreja de Corinto. Entretanto, é interessante notar como Paulo buscou tratar alguns problemas existentes em Corinto. Ele tratou de questões importantes de forma eloquente e teológica, mas, fez questão de apelar aos valores mais profundos da fé cristã – a amabilidade entre os irmãos. Quando qualquer sentimento toma conta do coração humano que não seja amor, intolerância, competição, problemas familiares, intrigas, porfias e problemas de natureza moral podem ganhar espaço mesmo nas igrejas mais aparentemente consagradas. Sem amor é impossível viver sob a esfera espiritual ensinada por Jesus quando aqui esteve. Ele deu exemplo de abnegação pelo mais sofrido ser humano e ensinou através da prática o lugar do amor na vida dos que professam ser seus seguidores. Parece poético falar sobre este assunto, mas, lembre-se que, sendo poesia ou não, se este poderoso princípio não reinar em nossas vidas, jamais veremos a face daquele estará em breve assentado no trono em sua segundo vinda, a não ser para ser consumido. Pensei nisso!

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como constam no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site http://www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

Postado por Gilberto Theiss às Sábado, Setembro 10, 2011 0 comentários Links para esta postagem

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Marcadores: Comentários da lição da Escola Sabatina

FONTE: http://gilbertotheiss.blogspot.com/


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3º Trimestre de 2011 – Adoração

Comentário da Lição 12 – Adoração na igreja primitiva

Sábado, 10/9/2011 – › INTRODUÇÃO“Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine”. 1Co 13:1.

A igreja primitiva ou apostólica passou pelo período de transição entre a Igreja tipicamente israelita, e nos dias de Jesus, realmente judaica, para a Igreja judaica-gentílica. A Igreja israelita era a nação-Igreja, enquanto a Igreja judaica-gentilica é a Igreja-nações. Israel devia inundar o mundo com a proclamação do plano da salvação. Deus declarou: “Assim diz o Soberano, o Senhor: esta é Jerusalém, que pus no meio dos povos, com nações ao seu redor”. – Ez 5:5 – Nova Versão Internacional.

Israel falhou na sua missão: “Portanto, assim diz o Soberano, o Senhor: Você tem sido mais rebelde do que as nações ao seu redor e não agiu segundo os meus decretos nem obedeceu às minhas leis. Você nem mesmo alcançou os padrões das nações ao seu redor”. – Ez 5:7 – Nova Versão Internacional.

Da adoração ao Deus Criador, os judeus caíram para o formalismo na adoração. Introduziram o mercantilismo nos serviços espirituais e para justificá-lo sobrecarregaram o povo com tradições humanas. Jesus condenou esta prática na adoração: “Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens”. – Mt 156:9 – Nova Versão Internacional.

Na Igreja primitiva os princípios da adoração segundo o plano de Deus, não foram alterados. O Deus vivo e criador continuava o centro da adoração. No entanto, uma motivação nova e igualmente gloriosa foi adicionada à adoração: Jesus, o Salvador.

Como o brilho da luz da aurora crescendo mais e mais, a Igreja apostólica compreendeu que Aquele que veio para ser o Salvador, era Ele também o Criador. “No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus… Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito”. – Jo 1:1 e 3 – Nova Versão Internacional.

Pense: “Adorem aquele que fez os céus, a terra, o mar e as fontes das águas”. – Ap 14:7 – Nova Versão Internacional

Desafio: “Todas as coisas foram criadas por ele e para ele”. – Cl 1:16 – Nova Versão Internacional.


Domingo, 11/9/2011 – › MUITAS “PROVAS”

A questão fundamental, básica para os apóstolos que receberam a incumbência de proclamar o plano da salvação por meio de Cristo Jesus, era se realmente Ele é o Messias prometido, o Príncipe do Céu. Esta questão é fundamental para a adoração verdadeira. Toda a Escritura, para os discípulos, o Velho Testamento, ensina que somente o Deus vivo e eterno, Criador e Mantenedor de todas as coisas, merece adoração.

Os discípulos tiveram evidências poderosas da divindade de Jesus durante os dias do Seu ministério. Nas muitas curas de enfermos, na multiplicação dos pães, alimentando multidões, no acalmar das tempestades, no andar sobre as águas, no Seu domínio sobre os demônios e especialmente no poder de Sua palavra sobre o pensamento humano. Porém, todas as suas grandes esperanças se evaporaram na trágica sexta-feira da morte de Jesus. Se era Deus, não podia morrer. Não compreendiam todas as implicações do conflito cósmico entre Jesus e Satanás e Sua morte redentora.

Assim, durante os quarenta dias depois de Sua ressurreição “apresentou-se a eles e deu-lhes muitas provas indiscutíveis de que estava vivo”. At 1:3 – Nova Versão Internacional. Versões diferentes trazem expressões diferentes para provar o mesmo fato: Ele é o Messias. A versão parafraseada, “A Bíblia Viva”, traz uma idéia poderosa: “e provando para eles de muitas maneiras que era realmente Ele que estava ali”.

Ele é o Messias, o Cordeiro morto, o Deus Eterno, o Criador, o Redentor, Aquele que é digno de nossa adoração.

Pense: “Dia e noite repetem sem cessar: ‘Santo, santo, santo é o Senhor, o Deus todo-poderoso, que era, que é e que há de vir’”. – Ap 4:8 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “E eles cantavam um cântico novo: ‘Tu és digno… pois foste morto, e com teu sangue compraste para Deus gente de toda a tribo, língua, povo e nação’”. – Ap 5:9 – Nova Versão Internacional.


Segunda-Feira, 12/9/2011 – › A PREGAÇÃO DA PALAVRA

Jesus deixou muitas evidências e provas inquestionáveis de que Ele era o Messias prometido por Deus e aguardado durante milênios. Foi sob o impacto dessas provas que Pedro, depois de experimentar a conversão genuína nas praias do mar da Galiléia, onde Jesus confirmou aos discípulos a comissão de anunciar o evangelho, pregou o convincente sermão do Pentecostes.

Com suas convicções abaladas, Pedro e companheiros seus, decidiram voltar ao seu trabalho de pescaria. Jesus chamou Pedro à parte e o confrontou com a desafiadora missão: “Vai e apascenta as minhas ovelhas”.

Pedro havia ouvido esse desafio, sem compreendê-lo, antes do drama da Cruz: “Ide, e pregai”. Jesus confirmou-o mais uma vez pouco antes de ascender para o Céu: “Recebereis poder e sereis minhas testemunhas”.

Pedro e os discípulos não tiveram nenhuma desculpa de como tornar-se omissos a tão grandiosa tarefa, que lhes fora confiada por Jesus. As provas foram irrefutáveis e contundentes. “Pedro levantou-se com os Onze e, em alta voz, dirigiu-se à multidão”. – At 2:14 – Nova Versão Internacional.

A Palavra exerceu o seu poder e convicções inabaláveis se formaram em milhares de corações. As decisões foram surpreendentes para os apóstolos, mas não para o poder de Deus em ação. A grandeza das decisões fez brotar o louvor e a exaltação espontâneos ao poder transformador.

“Durante Sua vida na Terra Ele semeara a semente da verdade e regara-a com Seu sangue. As conversões havidas no dia do Pentecostes foram o resultado dessa semeadura, a colheita da obra de Cristo, revelando o poder dos Seus ensinos”. – Atos dos Apóstolos, pág. 45.

Pense: “Mas o Espírito Santo com divino poder convenceu o coração pelos argumentos. As palavras dos apóstolos eram como afiadas setas do Todo-Poderoso, convencendo os homens de sua terrível culpa em haverem rejeitado e crucificado o Senhor da glória… Com que abrasante linguagem vestiam suas idéias quando testificavam dEle”. – Atos dos Apóstolos. págs. 45 e 46.

Desafio: Spurgeon, grande pregador do passado, exclama: “Um coração abrasado logo encontra uma língua inflamada. Quão gloriosas são as palavras do pregador cujos lábios são abrasados pelo fogo de Deus.”


Terça-Feira, 13/9/2011 – › PAULO NO AREÓPAGO

Em suas viagens pregando a Cristo, Paulo chegou a Atenas. Atenas era o centro intelectual e cultural do mundo de então. Cidade de Aristóteles, Platão, Sócrates, Epicuro e outros intelectuais da época.

O maior anseio do homem sempre foi compreender o verdadeiro sentido da vida, Obter felicidade, paz interior e segurança. Sempre foi assim. Em todos os tempos, em todas as raças e classes sociais.

O homem moderno continua o mesmo de todos os tempos. Sente o mesmo vazio interior, a mesma insegurança, a mesma solidão, a mesma falta de paz.

Paulo encontrou esta mesma situação em Atenas, cidade de grandes pensadores e intelectuais. Era também uma cidade dominada pela superstição, pela religiosidade paganizada. Paulo não se conteve. Ele tinha uma mensagem de fé, de inspiração e de esperança. Com ousadia pregou o evangelho de Cristo.

No areópago pregou para epicureus e estoicos. Os epicureus endeusavam Venus e Afrodite, a encarnação do sexo. Os estoicos endeusavam a razão. O homem deve independer-se da idéia de um ser superior, a quem adorar. O homem pode viver por si mesmo.

Paulo valeu-se do altar dedicado ao “Deus Desconhecido”. O Deus que adorais e não conheceis, é este que eu vos anuncio. Paulo anunciou o Criador do céu e da Terra, o único que merece adoração.

Você conhece a Deus e mantém relação pessoal com Ele? Se O conhecemos teremos a resposta para todas as nossas dúvidas e inquietudes, porque descansaremos à sombra do Todo-Poderoso. William James, pai da psicologia moderna chegou a esta conclusão: “À medida que os anos passam, me vejo cada vez mais impossibilitado de continuar o meu caminho sem Deus”. 

Pense: “Ora, o que vocês adoram, apesar de não conhecerem, eu lhes anuncio”. – At 17:23 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Pois nele vivemos, nos movemos e existimos”. – At 17:28 – Nova Versão Internacional.


Quarta-Feira, 14/9/2011 – › ADORAÇÃO “CONTRÁRIA À LEI”

Adoração contrária a que lei? Qual era o real problema de Paulo com os judaizantes? Uma tendência dos estudiosos é trazer os escritos de Paulo para os dias atuais e considerá-los como mensagens dirigidas em primeira instância para os nossos dias e para solucionar problemas atuais na compreensão da conduta espiritual. Aplicam-se os ensinos no sentido de que Paulo considerava obsoleta a lei moral e especificamente o sábado como dia de adoração.

Não compreendem que Paulo estava combatendo e sanando um problema específico surgido entre os crentes por pressão dos judaizantes.

Desconsiderando este importante aspecto de interpretação, com facilidade são usados argumentos que não encontram apoio sustentável naquilo que foi escrito a uma distância de dois milênios no passado.

É, pois, de suma importância levar em consideração nos escritos de Paulo, os objetivos específicos como alvo: 1. Esclarecer sobre o que Jesus fez em favor do pecador quando morreu sobre a cruz. 2. Desfazer as dúvidas em relação às cerimônias simbólicas depois da morte de Jesus. 3. Demonstrar que as cerimônias desempenharam o seu papel até a vinda “do Descendente”, Cristo o Redentor. 4. A justificação e a salvação são uma dádiva da graça de Deus, que se tornam reais para o pecador que as aceita pela fé.

A acusação do texto em foco nada tem a ver com a vigência da lei moral. O problema que se gerou entre Paulo e os judaizantes é que ele declarava sem sentido e sem valor os ritos e os símbolos das cerimônias, porque em Jesus tudo isto encontrou o seu fim. A adoração não mais necessitava dos rituais, mas a comunhão direta com Jesus. Esta era a acusação da “adoração contrária à lei”. (Veja mais em Estudo Adicional).

Pense: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo”. – Gl 6:14. – Almeida Revista e Atualizada.

Desafio: “A lei de Deus é tão imutável quanto Seu trono” – Patriarcas e Profetas, pág. 379. 


Quinta-Feira, 15/9/2011 – › O AMOR SUPERA TUDO

“Um novo mandamento vos dou: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, vós também amai-vos uns aos outros. Nisto todos reconhecerão que sois meus discípulos; no amor que tiverdes uns para com os outros”. – Jo 13:34 e 35 – Tradução Ecumênica da Bíblia.

O que Jesus estava dizendo quando declarou: “Um novo mandamento vos dou, amai-vos uns aos outros?” Os discípulos não se amavam? Não sabiam como amar? Ou não tinham compreensão correta do tipo de amor que deviam manifestar uns para com os outros?

Jesus declara de que pela maneira de amar uns aos outros, “todos reconhecerão” quem são os Seus verdadeiros discípulos. Esta maneira de amar que revela aos outros quem são os verdadeiros discípulos de Jesus, certamente não é uma maneira comum de amar. Portanto, esta maneira de amar é muito importante e é preciso conhecê-la para orientar nosso amor de uns para com os outros como discípulos de Jesus.

Como Jesus colocou esta maneira de amar para os Seus discípulos? Que princípios Jesus estabeleceu para definir este amor que forma convicções poderosas na mente dos observadores da conduta de Seus seguidores?

Jesus usa o verbo agape – agapate – para ensinar aos seus seguidores a maneira correta de amar e que se constitui o sinal de identidade com Ele, perante aqueles que não amam desta maneira.

A definição de Jesus é concludente e não oferece margem para divagar. Ele declarou: amai-vos, assim como Eu vos amei. “Deus é amor – ágape”. Jesus é amor. Este amor é regido por princípios, não pelos sentimentos. A lei de Deus é a lei dos princípios, é a lei do amor. A adoração verdadeira se fundamenta na lei do amor porque se fundamenta no caráter de Deus.

Pense: ”Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa vocês receberão? Até os publicanos fazem isso”. – Mt 5:46 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Nisto sabemos que o conhecemos: se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz: ‘Eu o conheço’, mas não guarda os seus mandamentos, é um mentiroso e a verdade nele não está. Mas aquele que guarda a sua palavra, nele o amor de Deus é verdadeiramente perfeito; e nisto reconhecemos que estamos nele”. – 1Jo 2:3-5 – Tradução Ecumênica da Bíblia.


Sexta-Feira, 16/9/2011 – › ESTUDO ADICIONAL

Como a liderança israelita desvirtuou os símbolos e transformou os serviços espirituais em fonte de lucro material, o povo, como adoradores, não receberam o ensino correto sobre o significado dos símbolos e ritos como tipos da graça. Sem o ensino correto, não compreenderam as importantes lições espirituais de todo o seu culto e, por esta razão não reconheceram em Cristo o verdadeiro Cordeiro de Deus, a manifestação da graça salvadora, a Quem adorar. O centro do plano da salvação e da adoração foi desvirtuado e, portanto, torna-se fácil compreender porque não entendiam esta mudança pregada por Paulo, o fim dos ritos e sacrifícios para a experiência espiritual centralizada diretamente em Cristo. Consequentemente continuavam ensinando e praticando o ritualismo como fora feito durante séculos através de gerações. Sob estas circunstâncias, o cerimonialismo, que era o ensino sobre a graça, transformou-se em jugo legalista. A lei cerimonial, com todos os seus tipos, que deveriam conduzir a Cristo, tornaram-se pesado e inútil fardo, da salvação pelas obras.

Em face dos falsos ensinos, Paulo demonstra a sua oposição de modo decisivo. Era um homem que sabia em Quem depositara fé, e cônscio da grandeza de sua tarefa. Ainda que anjos anunciassem algo novo além do evangelho por ele pregado, ou se ele mesmo o fizesse, devia ser rejeitado.

Os ritos e símbolos cerimoniais haviam desempenhado o seu papel antes da vinda do Messias – Jesus. Depois da cruz, tornaram-se instrumentos inoperantes para a salvação e na adoração. A salvação é um dom da graça de Deus e nunca conquistada por méritos e práticas humanos.

Pense: “Estes falsos ensinadores estavam misturando tradições judaicas com as verdades do evangelho. Desconsiderando a decisão do concílio geral de Jerusalém, impuseram aos crentes gentios a observância da lei cerimonial”. – Atos dos Apóstolos, pág. 383.

Desafio: “Ali o Senhor reunira Seu povo para que os pudesse impressionar com a santidade de Seus mandamentos, declarando de viva voz a Sua santa lei”. – Patriarcas e Profetas, pág.308.


Conheça o autor

  Pr. Albino Marks
Especialista em aconselhamento familiar e profundo estudioso da Bíblia, o pastor Albino Marks já atuou como preceptor (IAP, IACS, IAE-SP); capelão (IACS e Hospital do Pênfigo); diretor geral do IAP; departamental em várias associações e na UCB.

 http://www.escolanoar.org.br

 

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 FONTE: http://www.escolanoar.org.br/Novo/impressao.asp?nivel=adultos_pt&data=16/9/2011

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