Lição 11 – Em espírito e em verdade – Lição da Escola Sabatina – Auxiliar – Comentários de Vários Autores

Lição 11

3 a 10 de setembro


Em espírito e em verdade

 Casa Publicadora Brasileira – Em espírito e em verdade


Resumo da Lição

Texto-chave: João 4:23

O aluno deverá…
Saber: Como o ministério de Cristo e Seu exemplo destacam os temas da verdadeira adoração, em contraste com as práticas da falsa adoração.
Sentir: A essência da adoração a Deus em espírito e em verdade.
Fazer: Ir além do ritual e da forma exterior, e beber profundamente da água viva que Jesus promete dar, enquanto adoramos e crescemos em nosso relacionamento com Deus.

Esboço:
I. Saber: Cristo e a adoração
A. Como a oração de Maria reconheceu a ocasião significativa do cumprimento das promessas de Deus ao Seu povo?
B. Como Cristo tornou claros os limites da adoração durante Suas tentações no deserto?

II. Sentir: Em espírito e em verdade
A. Como a mulher samaritana, junto ao poço, tentou usar as diferenças na adoração para colocar de lado a revelação de Cristo a ela? Como fazemos o mesmo hoje?
B. O que Cristo identificou como fórmula inadequada para a verdadeira adoração?
C. O que é necessário para adorar de uma forma que agrade a Deus?
D. Como podemos manter o equilíbrio entre espírito e verdade em nossa adoração?

III. Fazer: Água viva
A. O que precisamos fazer para beber profundamente da água viva que Jesus oferece?
B. Qual é a função da água viva na adoração verdadeira?

Resumo: Pelo seu exemplo, Cristo reforçou a necessidade da supremacia de Deus em nossa afeição e serviço, bem como a importância de adorar em espírito e em verdade.


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Ez 21-23

VERSO PARA MEMORIZAR: “Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (João 4:23).

Leituras da semana: Dt 11:16Lc 1:46-554:5-819:37-40Jo 4:1-24

Como temos visto ao longo do trimestre, a mensagem do primeiro anjo é um chamado para proclamar o “evangelho eterno”. No centro desse evangelho está Jesus, o Deus encarnado, o Deus que veio a este mundo como ser humano, por meio de poderes e recursos que nossa mente não pode sequer começar a entender.

Pense cuidadosamente no que isto significa: o Deus que criou todas as coisas (Jo 1:1-3) Se tornou humano, nessa humanidade viveu sem pecado e Se ofereceu como sacrifício pelos pecados de todo ser humano. Quando você pensa no tamanho do Universo, os bilhões de galáxias, cada uma composta de bilhões de estrelas, como acreditar que foi Jesus quem criou tudo? Isso desafia a mente humana; é tão incrível que mal podemos compreender. Não é de admirar que Paulo tenha escrito: “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (1Co 1:18, RC).

Com uma verdade como essa diante de nós, não é surpreendente que desejemos adorar a Deus. Nesta semana, vamos estudar os temas da adoração e louvor como revelados no ministério do Cristo encarnado, o Criador que tomou sobre Si a forma e a carne da criatura.


Domingo

Ano Bíblico: Ez 24–26

O cântico de louvor e adoração de Maria

Embora Maria, mãe de Jesus, tenha sido motivo de muito interesse religioso ao longo dos séculos, a maior parte desse interesse é tradição proveniente da multidão de fontes que não estão enraizadas nas Escrituras.

No entanto, na questão da vinda de Cristo à Terra, Maria desempenhou um papel fundamental e essencial: em seu ventre, o Salvador do mundo foi miraculosamente concebido; em seu ventre, Ele Se tornou o menino Jesus. Olhando para o passado, com toda a retrospectiva e luz recebidas no Novo Testamento, só podemos nos maravilhar com o milagre. Ainda que ela certamente soubesse que fazia parte de um evento incrível, que devia ter consequências importantes para seu povo, a jovem Maria mais provavelmente não tinha uma ideia real da história da qual seria parte. Porém, ela sabia o suficiente para se maravilhar com as circunstâncias extraordinárias que haviam mudado tão radicalmente sua vida.

1. Leia Lucas 1:46-55, conhecido como o cântico de Maria. Qual é o contexto desse cântico? Por que ela estava cantando? Que elementos de louvor e adoração são revelados nessas palavras? Que assunto abordado ao longo do trimestre aparece nessa canção?

1: Alegria de Maria, ao ser reconhecida como a mãe do Salvador; ela adorou a Deus por Sua aliança com Israel, confirmada na vida de Maria. 

Esse cântico de louvor e adoração está repleto de alusões e imagens tiradas do Antigo Testamento, as únicas Escrituras que ela conhecia. Podemos vê-la dando glória ao Senhor e reconhecendo Sua liderança, não apenas em sua vida, mas igualmente entre seu povo. Sua alusão a Abraão é claramente uma referência à aliança que o Senhor fez com Seu povo; ela estava louvando a Deus por Suas promessas ao Seu povo e via essas promessas como a esperança para ela e para seu povo no futuro.

Mais uma vez, o pouco que ela sabia era suficiente para ver a atuação do Senhor. Por isso, ela demonstrou gratidão e adoração.

Quantas obras “miraculosas” você vê em sua vida? Podem estar acontecendo muitas, mas, mesmo assim, você não percebe, porque continua endurecido, fechado e envolvido em si mesmo?


Segunda

Ano Bíblico: Ez 27–29

Adoração e serviço

“O Diabo O levou a um lugar alto e mostrou-Lhe num relance todos os reinos do mundo. E Lhe disse: “Eu Te darei toda a autoridade sobre eles e todo o seu esplendor, porque me foram dados e posso dá-los a quem eu quiser. Então, se me adorares, tudo será Teu”. Jesus respondeu: “Está escrito: ‘Adore o Senhor, o seu Deus, e só a Ele preste culto’” (Lc 4:5-8, NVI).

Imagine Jesus, depois de 40 dias de fome, cansaço, abnegação e privação, enfrentando as tentações abertas e atrevidas do diabo. Não é difícil imaginar quão belos devem ter parecido a Jesus, nessa tentação, “todos os reinos do mundo” em seu “poder” e “glória”. Satanás tem sido um mestre em fazer as coisas deste mundo sempre parecerem muito encantadoras, agradáveis e gratificantes. Por isso as pessoas caem tão facilmente nos enganos que ele apresenta.

2. Leia atentamente Lucas 4:5-8, especialmente a resposta de Jesus. O que Ele quis dizer ao ligar os verbos “adorar” e “servir” (Almeida Revista e Corrigida)? Como eles estão relacionados?

2: Somente Deus é digno de culto; servimos a quem adoramos. Não há culto verdadeiro sem serviço. 

No Antigo Testamento, os conceitos de adorar falsos deuses e servi-los estão relacionados. “E não levantes os teus olhos aos céus e vejas o Sol, e a Lua, e as estrelas, todo o exército dos céus, e sejas impelido a que te inclines perante eles, e sirvas àqueles que o Senhor, teu Deus, repartiu a todos os povos debaixo de todos os céus” (Dt 4:19; ver também Dt 11:16Sl 97:7Dn 3:12). Basicamente, você serve o que você adora; por isso, é muito importante que você adore somente o Senhor.

Assim, observamos um ponto crucial sobre a adoração. É difícil imaginar alguém que adora o Senhor com fé, com entrega, com humildade, amor e respeito, ao mesmo tempo em que serve a outros “deuses”, seja qual for sua forma. Adoração, portanto, pode ser uma proteção contra a idolatria. Quanto mais adoramos o Senhor, mesmo em nossa devoção particular, mais protegidos somos contra a atitude de servir ao eu, ao pecado, e todas as outras forças que disputam nosso serviço.

Pense mais sobre esta ideia: o que adoramos é o que servimos. Esse princípio tem se manifestado em sua vida? Como sua experiência de adoração pode ajudá-lo a se concentrar em servir somente ao Senhor?


Terça

Ano Bíblico: Ez 30–32

Adorando o que não se conhece

Como já vimos inúmeras vezes, mesmo com todas as formas complexas e profundas de adoração que o Senhor havia instituído para Israel, não era apenas com as formas que o Senhor Se importava. As formas, as tradições e a liturgia eram meios para um fim, e esse fim era que a pessoa se entregasse inteiramente ao seu Criador e Redentor. É muito mais fácil, no entanto, fazer da religião uma série de fórmulas, tradições e atos exteriores do que morrer diariamente para o eu e se render ao Senhor com humildade e fé. Esse fato certamente é suficiente para explicar por que a Bíblia gasta tanto tempo falando daqueles cujos corações não são justos diante de Deus, independentemente de quanto suas formas de adoração estejam “corretas”.

Quando Jesus Se tornou humano, também tratou desse problema.

3. Leia João 4:1-24. Que importante questão sobre adoração Jesus apresentou para a mulher samaritana no verso 21? Por que Ele estava desviando a mente dela dos locais específicos de adoração?

3:Ter um relacionamento íntimo com Deus, de modo que nossa vida seja transformada, é mais importante do que o local ou as formas da religião. 

Ao mencionar alguns dos segredos mais profundos da mulher, Jesus atraiu a atenção dela. Ele então usou aquele momento para lhe oferecer algo melhor do que o que ela possuía. Jesus usou uma frase poderosa: “Creia em Mim, mulher”, a fim de mostrar a ela que a verdadeira adoração vai muito além das formas exteriores e locais de culto. “Este monte” era o Monte Gerizim, onde os samaritanos haviam construído um templo. É claro que se poderia esperar que um judeu dissesse isso para um samaritano.

Mas Jesus não parou por aí. Ele incluiu até mesmo Jerusalém, o local do templo sagrado que Ele mesmo havia escolhido. Assim, no início de Seu ministério terrestre, Jesus estava de maneira muito ampla apontando para o que Ele mais tarde declarou, em referência ao templo: “Não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas” (Mt 24:2, NVI). Em tudo isso, Jesus estava trabalhando para dar à mulher a “água viva” (Jo 4:10), que é Ele mesmo. Ele queria que ela entendesse que um relacionamento pessoal com seu Criador e Redentor certamente era o fundamento da adoração, e não as formas e tradições de sua fé, a qual se havia desviado da verdadeira religião dos judeus. Sua referência a Jerusalém (Jo 4:21), entretanto, provou que Ele estava apontando para algo ainda além do sistema de sacrifícios e de adoração que Ele mesmo havia criado.

De que forma todos os aspectos de sua experiência de adoração podem ajudá-lo a aprofundar seu relacionamento com Deus?


Quarta

Ano Bíblico: Ez 33–35

Os verdadeiros adoradores

“Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (Jo 4:23).

Depois de afastar a mente da samaritana dos locais específicos de adoração e, em seguida, mencionar a superioridade da fé judaica sobre a dela, Jesus então falou à mulher sobre “os verdadeiros adoradores”. No verso 21, Jesus disse: “Vem a hora” em que as pessoas não adorarão naquele monte nem em Jerusalém; agora, porém, no verso 23, Ele diz que a hora “já chegou”, em que todos os verdadeiros adoradores adorarão em espírito e em verdade. Em outras palavras, não olhe para a glória passada, e não olhe para algum evento futuro. Ao contrário, “já chegou” o tempo para dar ao Senhor a adoração que Ele merece, e através dessa adoração experimentar o amor, a graça e a salvação que Ele oferece.

4. Jesus disse que todos os verdadeiros adoradores “adorarão o Pai em espírito e em verdade”. O que esses dois elementos representam, e como devemos aplicar isso à nossa experiência de adoração? Mc 7:6-9

4: O espírito são as emoções e a verdade são as convicções doutrinárias; precisamos adorar de forma completa, com o coração e com a razão. 

Jesus a estava chamando para uma forma equilibrada de adoração, que procede do coração, que é sincera e profundamente sentida, que nasce do amor e temor para com Deus. Não há nada de errado com as emoções na adoração; afinal, nossa religião nos convida a amar a Deus (1Jo 5:2Mc 12:30), e como o amor pode ser separado das emoções?

Ao mesmo tempo, Deus pede que Seus verdadeiros adoradores O adorem “em verdade”. Deus revelou Sua vontade, Sua lei e Sua verdade. Ele espera que acreditemos nessa verdade e a ela obedeçamos. Os verdadeiros adoradores amam a Deus, e por causa desse amor procuram servir-Lhe, obedecer-Lhe e fazer o que é certo. No entanto, como podem saber o que é certo sem conhecer a verdade sobre fé, obediência, salvação e assim por diante? Está equivocada a ideia de que as crenças não importam, de que apenas o espírito sincero é importante. Isso é apenas metade da equação. Crenças corretas não salvam, mas nos dão uma grande compreensão do caráter de Deus, e isso deve nos levar a amá-Lo e servir-Lhe ainda mais.

É a sua adoração mais espírito do que verdade, ou mais verdade do que espírito? Como você pode aprender a integrar e equilibrar esses dois aspectos do culto?


Quinta

Ano Bíblico: Ez 36-38

Adorando aos Seus pés

Durante os longos anos da história cristã, a igreja ficou dividida sobre a questão da divindade de Cristo. Seria Ele verdadeiramente o Deus eterno, um com o Pai desde a eternidade? Ou Ele teria sido criado mais tarde, vindo à existência através do poder criativo do Pai?

Embora, no início de nossa igreja, tenha existido certa confusão sobre esse assunto, Ellen G. White deixou muito claro, anos atrás, qual era sua posição. Como igreja hoje, temos aceitado plenamente essa posição.

“‘Ele será chamado pelo nome de Emanuel [que quer dizer: Deus conosco]’” (Mt 1:23). O brilho do ‘conhecimento da glória de Deus’ vê-se ‘na face de Jesus Cristo’ (2Co 4:6). Desde os dias da eternidade o Senhor Jesus Cristo era um com o Pai; era ‘a imagem de Deus’, a imagem de Sua grandeza e majestade, ‘o resplendor de Sua glória’ (Hb 1:3). Foi para manifestar essa glória que Ele veio ao mundo. Veio à Terra entenebrecida pelo pecado, para revelar a luz do amor de Deus, para ser ‘Deus conosco’. Portanto, a Seu respeito foi profetizado: ‘Será o Seu nome Emanuel’” (Is 7:14O Desejado de Todas as Nações, p. 19).

5. O que os seguintes textos nos dizem sobre a divindade de Cristo? Mt 2:114:109:1820:20Mc 7:7Lc 24:52Jo 9:38.

5: Os magos e os discípulos adoraram Jesus, reconhecendo Sua divindade; Jesus aceitou essa honra.

Em Sua resposta a Satanás (Mt 4:10), Jesus deixou muito claro que só o Senhor deve ser adorado. O que nos leva à importante questão apresentada nos textos acima: Cristo nunca recusou a adoração das pessoas. Nas várias vezes em que as pessoas O adoraram, nenhum exemplo é dado, no qual Ele tivesse dito: Não Me adorem, dirijam sua adoração somente ao Pai. De fato, o oposto é o caso.

6. Leia Lucas 19:37-40. O que a resposta de Jesus aos fariseus diz sobre Sua atitude para com aqueles que O adoravam?

6: Ele defendeu os que O adoraram, dizendo que se eles não fizessem isso, as pedras o fariam.

Precisamos reafirmar um tema abordado neste trimestre: é muito importante que Jesus seja o centro e o foco de toda a nossa adoração. Cada música, cada oração, cada sermão, tudo o que fazemos deve, de uma forma ou de outra, em última análise, dirigir nossa mente para Cristo, o Deus encarnado que Se ofereceu como sacrifício pelos nossos pecados. A adoração que nos deixa com um sentimento de admiração, amor e reverência para com nosso Senhor é a única, sem dúvida, agradável aos Seus olhos.


Sexta

Ano Bíblico: Ez 39–41

Estudo adicional

Leia de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 19-26: “Deus conosco”.

Os homens não são postos em comunhão com o Céu mediante a busca de um monte santo ou um templo sagrado. Religião não se limita a formas e cerimônias exteriores. A religião que vem de Deus é a única que leva a Ele. Para O servirmos devidamente, é necessário nascermos do divino Espírito. Isso purificará o coração e renovará a mente, nos dando nova capacidade para conhecer e amar a Deus. Trará motivação para obediência voluntária a todos os Seus reclamos. Esse é o verdadeiro culto. É o fruto da operação do Espírito Santo” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 189).

“Ele próprio, igual a Deus, fez o papel de servo para com Seus discípulos… Aquele diante de quem todo joelho se dobrará, a quem os anjos da glória consideram uma honra servir, Se curvou para lavar os pés daqueles que Lhe chamavam Senhor” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 649).

Perguntas para reflexão:

1. Os líderes religiosos do tempo de Cristo afirmavam conhecer as Escrituras, mas ignoravam o maior milagre da história, o nascimento do Messias. Entretanto, os sábios do Oriente foram procurá-Lo no lugar certo e na hora certa. Que significado essa história tem para nós, como cristãos e como igreja? Como podemos evitar os erros das pessoas nos dias de Cristo, ao vermos se cumprido as profecias dos últimos dias?

2. Pense novamente sobre Maria e o que devia estar se passando em sua mente naquela incrível reviravolta nos acontecimentos. Pense em quanta coisa ela não entendeu e como algumas delas podem ter sido difíceis para ela (estar grávida sem nunca ter se envolvido com um homem, certamente deve ter sido estressante).

E ainda, mesmo em meio a tudo isso, ela foi capaz de louvar ao Senhor e adorá-­Lo, apesar de tantas perguntas sem respostas, de tantos pensamentos perturbadores e tantas coisas obscuras. Como podemos fazer o mesmo: adorar e louvar o Senhor em tempos de incertezas e incógnitas? Na verdade, por que esse pode ser o melhor de todos os momentos para estar em atitude de sincera adoração?

Respostas Sugestivas: 1: Alegria de Maria, ao ser reconhecida como a mãe do Salvador; ela adorou a Deus por Sua aliança com Israel, confirmada na vida de Maria. 2: Somente Deus é digno de culto; servimos a quem adoramos. Não há culto verdadeiro sem serviço. 3:Ter um relacionamento íntimo com Deus, de modo que nossa vida seja transformada, é mais importante do que o local ou as formas da religião. 4: O espírito são as emoções e a verdade são as convicções doutrinárias; precisamos adorar de forma completa, com o coração e com a razão. 5: Os magos e os discípulos adoraram Jesus, reconhecendo Sua divindade; Jesus aceitou essa honra. 6: Ele defendeu os que O adoraram, dizendo que se eles não fizessem isso, as pedras o fariam.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1132011.html


Ciclo do aprendizado

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: Quando gastamos tempo com as histórias de Jesus, descobrimos o verdadeiro assunto da nossa adoração, e encontramos o que Ele ensinou sobre adoração.
Só para o professor: Recolha exemplos de como Jesus tem sido banalizado de diferentes maneiras. Se possível, traga alguns deles para comentar com a classe, ou imprima cópias desses tipos de coisas em sites da Internet. Exemplos poderiam incluir miniaturas de Jesus no papel de personagens seculares, esculturas, camisetas, músicas, ou exemplos de pessoas usando Jesus para justificar algum tipo de ação ou escolha que, obviamente, parece contradizer o que Jesus ensinou. Tente dissuadir os membros da classe de criticar coisas em que outros cristãos encontram significado. Em vez disso, concentre-se em exemplos que parecem evidentemente comerciais ou triviais. Dirija a discussão conforme a sugestão abaixo, procurando levar os alunos a ter mais discernimento, ao reconhecer os aspectos positivos e negativos na forma pela qual Jesus é retratado em várias culturas.

Atividade de abertura: Peça que os alunos sugiram exemplos de como Jesus é banalizado em diferentes culturas do mundo, até mesmo na cultura da Igreja. Compartilhe os exemplos coletados e comente com a classe sobre as possíveis motivações dos vários itens analisados. Parece que Jesus é muito comum em diversas culturas do mundo, mesmo em algumas que não são claramente “cristãs”. Para muitos, Jesus Se tornou um personagem ridículo, e para outros, uma oportunidade de marketing. Mas esse tipo de interesse em Jesus é diferente da verdadeira adoração. Por exemplo, quais são os aspectos positivos que pode haver em alguém vestindo uma camiseta que fale de Jesus? Por que adoração é algo diferente e maior do que isso? Conclua essa discussão, introduzindo as histórias de como pessoas que realmente se encontraram com Jesus responderam a Ele.

Compreensão
Só para o professor: Esta seção traz a oportunidade de considerar aspectos da adoração por meio de histórias da vida e de ensinos de Jesus.

Comentário Bíblico

I. Um cântico sobre Jesus
(Recapitule com a classe Lc 1:46-55.)

Mesmo antes de Jesus nascer, a boa notícia de Sua vinda impeliu Maria a louvar a Deus por Sua bondade, Seus atos na história, Sua intervenção na vida dela, e esperança de salvação em Jesus. Maria foi visitada por um anjo com uma mensagem pessoal e uma tarefa para ela, (Lc 1:26-38), mas ela reconheceu rapidamente que essa notícia era parte do plano maior e das ações de Deus ao longo da história. Sua expressão de adoração demonstrou a profundidade de sua compreensão de que algo grande estava acontecendo, e de que ela teve o privilégio de desempenhar um papel nesse evento.

Pense nisto: O que chama sua atenção no cântico de Maria? Você acha que esse cântico foi espontâneo, inspirado, ou talvez cuidadosamente composto? Por quê? E que diferença isso pode fazer no nosso modo de lê-lo?

I. Tentado a “Adorar”
(Recapitule com a classe Lucas 4:5-8.)

A segunda tentação de Jesus, registrada em Lucas 4 (terceira tentação no relato de Mateus), talvez tenha sido a maior dessas ofertas a Jesus. O ponto central de Sua missão na Terra foi recuperar os reinos deste mundo, como domínio divino. Aquela tentação parecia um atalho para esse objetivo. Jesus, porém, Se manteve firme, declarando que Deus, e somente Deus, é digno de adoração. Ele também deu o exemplo de manter a verdadeira adoração, não importando o custo ou quanto a oferta seja sedutora, esperando a promessa apresentada na visão de João no Apocalipse: “O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no Céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos” (Ap 11:15).

Pense nisto: Jesus poderia ter achado essa tentação atraente? Por quê? Quando nos lembramos das promessas que temos para o futuro, como a de Apocalipse 11:15 (não importando nossa situação atual), o que muda em nossa perspectiva sobre a adoração?

III. Jesus fala sobre adoração
(Recapitule com a classe João 4:1-24.)

Quando Jesus respondia questões que eram de tema de discussões teológicas de Seus dias, Ele muitas vezes evitava as perguntas, preferindo, em vez disso, reformular a conversa e dar a Seus ouvintes uma nova maneira de encarar o tema. Um desses exemplos é encontrado em João 4:19-24, em que a mulher samaritana levantou a discussão sobre o lugar em que Deus poderia ser verdadeiramente adorado. Jesus explicou que nossa forma de adorar, a atitude com a qual adoramos, são muito mais importantes do que o lugar. Ele lembrou à mulher que Deus é acessível a todos os que verdadeiramente O buscam. Mas Jesus também demonstrou que fazer as perguntas certas é mais importante do que responder às questões menores, que podem facilmente nos distrair.

Pense nisto: O que você acha que Jesus quis dizer quando falou sobre adorar “em espírito e em verdade”?Quais são algumas das perguntas pelas quais poderíamos ser distraídos?

IV. Adorando a Jesus como Deus
(Recapitule com a classe Mt 2:114:109:1820:20Lc 5:819:37-4024:52; e João 9:38.)

Durante todo o ministério de Jesus, várias pessoas experimentaram momentos em que perceberam que Jesus era realmente Deus, e sua resposta natural foi adorá-Lo. Embora Jesus geralmente não incentivasse isso publicamente, Ele também não desencorajou os que foram impelidos a Lhe responder dessa forma. Imagine como deve ter sido irresistível perceber que essa pessoa que eles haviam conhecido significava muito mais. Uma compreensão similar, de que estamos na presença de Deus, deve também nos levar a adorar esse mesmo Jesus.

Pense nisto: Como você explicaria as ocasiões em que Jesus pediu às pessoas que mantivessem silêncio sobre Ele, em contraste com as vezes em que Ele aceitou adoração e louvor?

Como podemos ter uma experiência com Jesus de forma semelhante à que aconteceu com os que tiveram o privilégio de andar e falar com Ele, direta e fisicamente?

Aplicação
Só para o professor: Visto que Jesus é o centro de nossa adoração, compreender o que Ele disse sobre esse assunto e como Ele o praticou, é vital para desenvolver uma vida de adoração saudável, individualmente e como Igreja. É interessante que Jesus aparentemente não tenha dito muita coisa sobre a adoração diretamente, e tenhamos apenas relatos ocasionais de Seu envolvimento com o que poderíamos reconhecer como adoração. Mesmo assim, Ele levou uma vida de adoração e serviço a Deus, Seu Pai, e constantemente conduzia outros ao Senhor, o que é a essência da adoração.

Perguntas de aplicação
1. Considerando outros aspectos da Bíblia e a importância da adoração na vida da nossa igreja, podemos pensar que a adoração teve um papel relativamente pequeno na vida de Jesus? Explique sua resposta.
2. Como podemos comparar a adoração na vida e nos ensinos de Jesus com a adoração na vida da Igreja hoje?
3. Você acha que a adoração é mais eficaz ou atrativa quando é espontânea, ou quando é cuidadosamente planejada? Por quê? Quais são as vantagens da adoração espontânea? Quais são as vantagens da maneira mais planejada de adoração?
4. Como somos tentados a praticar formas de adoração que nos afastam de Deus? Como evitar isso?
5. Você acha que Jesus estava dizendo para a mulher junto ao poço que os lugares de culto não são importantes? De que maneira os lugares dedicados à adoração podem ser úteis ou inúteis?
6. Como podemos fazer com que os cultos e outras atividades da igreja sejam realizados “em espírito e em verdade”?
7. Partilhe sua lembrança de um momento em que você reconheceu Jesus como Deus, Salvador, alguém que o ama e cuida de você. Como você reagiu na ocasião? Como você responde a essa percepção hoje?
8. O que significa ter Jesus como o centro de nossa adoração? Como podemos ter certeza de que essa é uma realidade?

Criatividade
Só para o professor: Estas atividades são destinadas a motivar os alunos a adorar a Deus de forma diferente, como exaltá-Lo de forma escrita e buscar na sua região lembranças de Jesus e razões para louvá-Lo.

Sugestões de atividades individuais
Distribua papel e caneta e peça que os alunos componham canções de louvor a Deus, por Suas ações na vida deles e do mundo, no estilo do cântico de Maria, em Lucas 1. Isso pode ser escrito em poesia, prosa, ou música, usando as palavras introdutórias do cântico de Maria como ponto de partida e sugestão: “Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, pois Ele…”

Se os alunos estiverem dispostos a partilhar suas “canções”, separe um tempo para ler algumas delas, como oração final pela classe.

Sugestões para atividades em grupo ou equipe

Planeje com a classe uma caminhada em uma área natural do bairro ou da região. Isso poderia ser feito durante o sábado à tarde ou em outro momento. Durante a atividade, mantenha uma atitude de oração e caminhe tranquilamente, tendo a consciência da presença de Deus e atenção aos ecos de Deus no mundo que nos rodeia. Procure sugestões à oração ou louvor, enquanto o grupo caminha, parando para indicá-las ou reconhecê-las. Lembre-se: muitas vezes Jesus usou imagens e histórias do mundo natural para ilustrar como é o reino de Deus. Depois de um tempo específico, termine os momentos de adoração com orações em grupo e, talvez, partilhem uma refeição juntos, ou converse com os colegas, no lugar em que caminharam.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/aux1132011.html


Lição 11 – EM ESPÍRITO E EM VERDADE

Ruben Aguilar

A adoração ao verdadeiro Deus, pelas características próprias que essa atitude manifesta, principalmente quando se define o lugar em que esse sentimento é expresso, pode ser dividida em dois períodos:  Vetero testamentário e Neotestamentário. No primeiro período indicado, o lugar de adoração era o Tabernáculo, mais tarde, o Templo de Jerusalém. No segundo período, a exclusão do Templo como lugar de adoração permite que o sentimento de reverência ao Ser divino seja expresso em espírito e em verdade.

A construção do Tabernáculo, na travessia do deserto e na posse da terra de Canaã, seguida pela grandeza arquitetônica do Templo de Jerusalém, teve o propósito divino de ser habitação de Deus.  Ali a presença do Ser supremo se manifestava para promover a purificação do povo, principalmente quando o sumo sacerdote atuava como intercessor. Como distinção da terra ocupada, era reconhecido pelo povo de Israel como lugar de santidade. Ali eram renovadas as benéficas promessas da aliança. Era o lugar em que se revelava o sacrifício do Redentor mediante a morte cruenta do cordeiro sem defeito. Em suma, era o lugar da revelação divina para conceder ao povo a salvação esperada.

No período Neotestamentário, Cristo cumpre as funções pelas quais o Templo havia sido erguido. Ele é a mais autêntica revelação de Deus. Seu nome, Emanuel, dá clara prerrogativa ao seu significado “Deus conosco”. Sua voz, o toque das Suas mãos, as marcas das Suas pisadas deixam o selo da Sua santidade. Seus ensinamentos projetam à vida eterna, todas as promessas da aliança. Acima de tudo, Ele é o Redentor aguardado, consumado com o derramamento do Seu sangue na ignominiosa morte no Calvário. Seu papel histórico em favor da humanidade continua, como intercessor diante do Pai celestial. Assim, Cristo na Sua missão terrena, substitui o Templo; ou melhor, Ele é o próprio Santuário (Jo 2:19-21).

O Templo vetero testamentário cumpriu o papel que lhe fora designado. Não mais é necessário contemplar seu solo umidificado pelo escorrer do sangue do cordeiro, degolado para redimir o pecador. Não mais é preciso manter o símbolo da augusta presença divina para promover as grandes celebrações ritualísticas anuais. Toda essa função apenas tipificava a missão de Cristo na Terra. O Templo, agora inexistente, deixa de ser o lugar de adoração; começa um novo período em que os adoradores exprimem esse sentimento, em espírito e em verdade.

ADORAÇÃO E SERVIÇO
O vocábulo sagad, no hebraico bíblico, é o termo mais frequentemente traduzido como adorar.  Literalmente, essa palavra é um verbo que significa “curvar-se até o chão”. A semântica do termo indicado reflete uma atitude de humilde submissão e reverência diante da presença de Deus; sendo ampliado por outras expressões da pessoa humana, relativas à adoração, como: respeito, consternação, temor, honra, acatamento, dar glória, louvor, exaltação, obediência, tributo, etc.

A atitude de “adorar” não se restringe simplesmente a uma forma ou posição corporal que o adorador deve assumir. Segundo o contexto bíblico, a adoração pode ser expressa mediante duas atitudes pessoais: uma estática, e outra, dinâmica. A atitude estática da adoração é aquela na qual o adorador restringe seus movimentos corporais à expressão mínima, como nos momentos de oração, meditação, leitura da Palavra, momento de ouvir a mensagem, consagração, louvor, etc. A atitude dinâmica da adoração é representada pela gama de atividades de relacionamento do adorador com Deus e com seus semelhantes. Nessa conduta assumida pelo adorador, o relacionamento é de obediência e serviço.

A relação da atitude de adoração com o serviço efetivo é íntima, ao ponto de o adorador depositar sua vontade na dependência da vontade do Ser que recebe adoração. Essa relação  é demonstrada na narrativa bíblica, na forma interpretativa de adoração exigida pelo tentador à pessoa de Jesus. O jejum prolongado de Jesus deixou Seu corpo no extremo da fraqueza física, e qualquer tentativa de sublimar essa situação seria uma oportunidade de vida. O tentador, conhecedor da condição humana de Jesus à qual estava submetido, procurou com argumentação e objetividade, que Jesus ouvisse seu apelo e concordasse em cumprir seu insinuante desejo. Finalmente, ele mostrou a Jesus a vasta diversidade de grandes impérios, onde o poder e a riqueza afloram em níveis elevados e descritos em graus superlativos. Tudo seria da posse do justo Galileu, se tão somente ELe cumprisse a exigência do tentador, de receber adoração de Cristo ajoelhado diante dele (Lc 4:6, 7).

A resposta de Jesus, mesmo estando no limite da resistência da Sua natureza humana, foi imediata e fulminante: “Ao Senhor, teu Deus adorarás e só a Ele darás culto” (Lc 4:8). No contexto do Antigo Testamento, render culto a uma entidade superior leva a conotação de serviço (Dt 11:16; Sl 97:7; Dn 3:12). Assim, a atitude de adorar adquire a ação reflexiva de servir a quem é tributada essa adoração. Quem serve a deuses estranhos, representados por figuras de materiais corruptíveis, torna-se servo deles, agindo de maneira também estranha, em rituais e comportamento social improcedente. A adoração ao verdadeiro Deus envolve uma atitude de serviço real, colocando a vontade do adorador na dependência da vontade divina.

Um exemplo claro da relação entre o sentimento de adoração e a atitude de serviço encontra-se na narrativa do evangelista Lucas, que transferiu para as páginas as palavras do Cântico de Maria, mãe de Jesus. A jovem mulher da Judeia recebeu a visita do anjo do Senhor, que fez a anunciação do nascimento do Redentor, e da escolha da pessoa através da qual esse evento seria realizado. Então, Maria adorou o Senhor, elaborando um cântico no qual expressa sua condição de “serva” (Lc 1:48), para cumprir a vontade de Deus. Dessa maneira, Maria, como adoradora de Deus, colocou sua vontade de servir em irrestrita harmonia com a vontade divina.

ADORANDO O QUE NÃO SE CONHECE
Uma das condições primordiais da adoração genuína é a de conhecer os atributos de quem merece adoração. As religiões do passado, que na atualidade são consideradas extintas e, por esse fato, devem ser consideradas falsas expressões de religiosidade, assumiam suas características com cerimônias e ritos diante de imagens elaboradas, sem que se conhecesse a natureza ou os atributos do ser que adoravam.

Estudiosos da origem das religiões afirmam que muitos desses agrupamentos foram constituídos por impulsos sentimentais do ser humano, diante do desconhecido. Essas religiões surgiam por expressões emotivas da natureza humana, como esforço um tanto racional para poder entender os fenômenos que afetavam sua vivência. Tais expressões emotivas permitem efetuar uma classificação das religiões e da sua origem. Assim, o fetichismo consiste em personificar os grandes objetos que provocam os fenômenos naturais (exemplo: o deus Sol, adorado em muitas religiões); o Manismo, que surgiu pela recordação e culto aos antepassados mortos; o Animismo, posição que sustenta a ideia da existência de espíritos dos objetos da natureza; o Totemismo, crença que destaca o parentesco de todas as famílias do clã ou tribo com um determinado animal de atributos pródigos, considerado o Tótem (exemplo: as religiões nacionais, que agrupam os indivíduos pelas afinidades com o símbolo religioso, como as atuais torcidas organizadas).

As teorias propostas para tratar a origem das religiões, principalmente do passado, podem também ser aplicadas ao surgimento de movimentos religiosos da atualidade. Em parte das suas crenças, esses evocam alguns dos princípios fundamentais ou expressões emotivas que, no passado, motivaram o surgimento das religiões. Assim, essas formas religiosas podem ser identificadas como grupos que estimulam uma religiosidade de adoração ao que não se conhece.

Nas páginas do evangelho de João, o discípulo amado, está registrado um evento que permite verificar como um grupo social pode estabelecer um comportamento religioso improcedente, adorando o que não se conhece. É o encontro de Jesus com a mulher samaritana, na região da Galileia, no entorno do poço de Jacó.

Os samaritanos foram denominados assim, com sentido pejorativo, porque eram um grupo social heterogêneo constituído por remanescentes das tribos que formavam o reino de Israel ou do Norte, que se uniram em matrimônio com pessoas de diversas nacionalidades. Essa miscigenação começou durante o exílio, após a destruição da cidade de Samaria em 722 a.C. pelas forças do exército assírio comandadas, inicialmente, por Salmanasar V, e concluída por Sargão II. Os sobreviventes foram levados ao cativeiro onde puderam formar famílias com pessoas do paganismo. A mistura étnica era de tão grande que, nas veias das novas gerações, parecia correr mais o sangue do paganismo do que o israelita. A volta do exílio permitiu que muitos estrangeiros fizessem parte do novo grupamento, adotando a religião judaica alienada com o ritualismo idolátrico das suas origens.

Os judeus de Jerusalém não os reconheceram como descendentes de Israel. Eles os desprezaram e não permitiram que colaborassem com a construção do Templo. Então, os samaritanos decidiram construir para si um Templo, no monte Gerizim. O local escolhido tinha precedentes de sacralidade: fazia parte da região de Hamor, adquirida por Jacó. Foi o lugar em que Josué leu para o povo a Lei de Moises. Flávio Josefo, historiador judeu, afirma que os samaritanos, além de construir o Templo, estabeleceram uma casta sacerdotal, que propiciou o início de um cerimonial festivo e inovador.

A controvérsia sobre a validade da adoração no Templo de Jerusalém ou no edificado no monte Gerizim é colocada em destaque pelas palavras da mulher samaritana, quando se referiu aos juízos enunciados pelos ancestrais dos samaritanos e dos judeus (Jo 4:20). Jesus, então, procurou elucidar a controvérsia que persistia sobre o lugar de adoração, afirmando que os samaritanos adoravam o que não conheciam; mas, os judeus adoravam o que conheciam, porque é desse povo que procede a salvação (Jo 4:22). Jesus fazia referência à revelação divina sobre o povo judeu; enquanto a religiosidade e o ritualismo dos samaritanos eram fruto de bem intencionadas prerrogativas humanas; mais nada que isso.

O problema sobre o lugar de adoração teria permanecido insolúvel, não fosse o esclarecimento de Jesus, a esse respeito. O Templo de Jerusalém cumpriu sua função como lugar de adoração, pelos atributos que ostentava e por enunciar a vinda e sacrifício do Redentor, na figura do cordeiro imolado. A partir do momento em que o Redentor veio para os Seus, e aguardava o momento culminante do Seu sacrifício expiatório, Jesus anunciou que era chegada a hora em que a verdadeira adoração não mais seria efetuada no lugar restrito pelo cerimonialismo judeu; mas os verdadeiros adoradores “adorarão o Pai em espírito e em verdade” (Jo 4:21, 23).

OS VERDADEIROS ADORADORES
Não havendo o Templo para expressar adoração a Deus, esse ato, que renova a comunhão do humano com o divino, deve ser efetuado em “espírito e em verdade”. Não se deve considerar que os templos atuais não sejam lugares de adoração. Não são, na medida da função cerimonial e sacerdotal que caracterizava o Templo do período vetero testamentário. Mas os templos atuais exercem outras funções e, como tais, são lugares sagrados de adoração.

A expressão “em espírito e em verdade” merece uma análise e interpretação em forma ampla, o que é feito por diversos comentaristas bíblicos. Nesta oportunidade, daremos a interpretação com base na relação entre adoração e serviço, segundo o critério hermenêutico esboçado em parágrafos anteriores. Ao assim proceder, cabe mencionar a relação explícita entre os vocábulos ativos: servir e obedecer. Só é possível servir a quem se obedece. O serviço efetuado para o bem reflete obediência devida a Deus; contrariamente, o serviço que gera resultados negativos supõe submissão e obediência ao maligno. A advertência de Jesus a esse respeito é uma orientação segura para uma vida de comunhão: “Ao Senhor teu Deus adorarás e só a Ele servirás (obedecerás)” (Lc 4:8).

O termo grego utilizado pelo apóstolo João, e traduzido por espírito, é pneuma. Os significados desse vocábulo são diversos, como: ar, vento, força, disposição, atitude, etc. Numa apreciação genérica do termo, observa-se que seu significado mais expressivo é: energia dinâmica que atua na pessoa. Com o auxílio desses recursos linguísticos, será possível concretizar um conceito mais elaborado sobre o termo verbal adorar. O enunciado seria: adorar é servir para o bem, obedecendo a Deus, com paixão e dinamismo.

O bem servir, segundo expressão da vontade divina, é para beneficiar a si mesmo e aos semelhantes. Na realidade, é uma atitude que se iguala ao mandamento comportamental enunciado por Jesus: “Amarás ao teu próximo, como a ti mesmo” (Jo 22:39). Só existe uma forma de bem servir recomendada pelo escritor bíblico, e cuja premissa fundamental concede caráter de viabilidade e disponibilidade para os verdadeiros adoradores. Essa única maneira de executar serviço eficiente e de benefício para todos é desenvolver os “dons espirituais” e cultivar os “frutos do Espírito”. Citamos algumas dessas virtudes que fazem parte da nobre galeria de qualidades morais concedidas pelo Espírito Santo: entre os dons espirituais: sabedoria, conhecimento, fé, dons de curar, operação de milagres, etc. (1Co 12:8-12); e entre os frutos do Espírito: amor, alegria, paz, longanimidade, bondade, mansidão, etc. (5:22-24). Adorar em espírito é servir imbuído integralmente com os dons e frutos do Espírito.

Adorar em verdade. Não é possível desprender da identidade de Jesus o conceito de verdade. Ele mesmo afirmou: “Eu sou… a verdade…” (Jo 14:6). Jesus teria feito a mesma afirmação quando foi inquirido por Pilatos: “O que é a verdade?”; mas o governador da Judeia não aguardou a resposta orientadora que teria causado grande comoção à sua natureza humana, enfraquecida pela corroída ambição política.

Um dos conceitos sobre verdade que têm harmonia com a declaração de Jesus foi exposto pelo filósofo grego, Aristóteles. Para esse pensador, verdade é o que se relaciona com a realidade; não com aquela realidade transitória ou efêmera, mas, com a que perdura ou que é eterna. Assim, utilizando o enunciado aristotélico, podemos entender a afirmação bíblica e saber que a única realidade eterna é Deus, portanto, a única verdade. Todos os outros objetos, criados e transformados apenas se aproximam da verdade. Continuando com a exposição do sábio ateniense, é necessário incluir o seguinte raciocínio: todo objeto verdadeiro precisa de um enunciado verdadeiro. Isso significa que um objeto, por mais real que seja, se não tiver um conceito ou descrição, será incognoscível. Ainda mais, é necessário destacar a relação íntima entre o objeto real e seu enunciado; assim: o objeto real é verdadeiro se seu enunciado for verdadeiro, e a expressão inversa é também válida: o enunciado é verdadeiro se o objeto real for verdadeiro.

As premissas expostas por Aristóteles assumem uma sequência lógica e são de valioso auxílio para entender a afirmação bíblica que relaciona Deus com a verdade. Deus é a única realidade eterna; por isso, Sua qualidade de verdade é apreciada. Além disso, o enunciado de Deus são Seus atributos que também são eternos, através dos quais Ele se faz conhecido. Os atributos de Deus se expressam em Seu poder criador, na implantação das leis naturais e sobretudo no estabelecimento da lei moral, sem deixar de apontar Seu desígnio que esboça o destino futuro do Universo. O estudo desses atributos em forma sistemática dá origem à contextualização das doutrinas. Por isso, é factível asseverar: Deus é verdadeiro porque Suas doutrinas são verdadeiras; ou inversamente, as doutrinas de Deus são verdadeiras poque Ele é verdadeiro. Adorar em verdade é observar em obediência os preceitos das Suas doutrinas.

Em suma, adorar em espírito e em verdade é servir a Deus mediante o uso dos dons e frutos do Espírito e cumprir as proposições das Suas doutrinas.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/com1132011.html


COMENTÁRIOS SIKBERTO MARKS

Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2011

Tema geral do trimestre: Adoração

Estudo nº 11 – Em espírito e em verdade

Semana de    3 a 10 de setembro

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristovoltara.com.br marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar: “Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (João 4:32).

Introdução de sábado à tarde

“Quando Cristo veio à Terra, a humanidade parecia estar rapidamente atingindo seu ponto mais degradante. Os próprios fundamentos da sociedade estavam desarraigados. A vida se tornara falsa e artificial. Os judeus, destituídos do poder da Palavra de Deus, davam ao mundo tradições e especulações que obscureciam a mente e amorteciam a alma. A adoração de Deus, “em espírito e em verdade” (João 4:23), tinha sido suplantada pela glorificação dos homens em uma rotina infindável de cerimônias de criação humana. Pelo mundo todo, os sistemas todos de religião estavam perdendo seu poder sobre a mente e a alma. Desgostosos com as fábulas e falsidades, e procurando abafar o pensamento, os homens volviam à incredulidade e ao materialismo. Deixando de contar com a eternidade, viviam para o presente.

“Como deixassem de admitir as coisas divinas, deixaram de tomar em consideração as humanas. Verdade, honra, integridade, confiança, compaixão, estavam abandonando a Terra. Ganância implacável e ambição absorvente davam origem a uma desconfiança universal. A idéia do dever, da obrigação da força para com a fraqueza, da dignidade e direitos humanos, era posta de lado como um sonho ou uma fábula. O povo comum era considerado como bestas de carga, ou como instrumentos e degraus para que subissem os ambiciosos. Riqueza e poderio, comodidade e condescendência própria, eram procurados como o melhor dos bens. Caracterizavam a época a degenerescência física, o torpor mental e a morte espiritual.

“(…) Propensos à satisfação própria, chegaram os homens a considerar a Deus tal como eles mesmos, a saber, como um Ser cujo objetivo fosse a glorificação própria, cujas ordenanças se acomodassem a Seu prazer; Ser este pelo qual fossem os homens elevados ou rebaixados, conforme favorecessem ou impedissem ao Seu propósito egoísta. As classes inferiores consideravam o Ser supremo mal diferindo de seus opressores, sobrepujando-os apenas no poder. Por tais idéias se modelava toda forma de religião.

(…)

Cristo veio ao mundo com um amor que se fora acrescendo durante a eternidade. Varrendo aquelas cobranças que tinham atravancado a lei de Deus, mostrou Ele que esta é uma lei de amor, uma expressão da bondade divina. Mostrou que na obediência a seus princípios se acha envolvida a felicidade da humanidade, e com ela a estabilidade, o próprio fundamento e arcabouço da sociedade humana” (Educação,74 a 76, grifos acrescentados).

Esse foi o cenário antes da primeira vinda de CRISTO, e a descrição é perfeita para os nossos dias. Compete-nos, adventistas do sétimo dia, realizar o mesmo trabalho que CRISTO, precedido por João Batista, realizou naquele tempo. Já estamos começando a fazer isso, a oposição também já está se mobilizando, esteja ela dentro ou esteja ela fora da igreja. Resta saber se eu e você estaremos atuando dentro da igreja, para anunciar a verdade, ou para confundir. É uma decisão de cada um.

  1. Primeiro dia: O cântico de louvor e adoração de Maria

Que maravilha de mensagem traz o “cântico de Maria”, chamado de ‘Magnificant’. É um dos trechos mais sublimes da Bíblia, não pode deixar de ler. Ela exaltou o poder de DEUS como Senhor e Salvador. Ela contemplou o Infinito diante da sua humildade. Percebeu que o Poderoso fez grandes coisas por meio dela, por isso, Santo é o seu nome. Maria exaltava somente a DEUS, e quando se referia a si, o fazia como uma humilde serva de DEUS. Ela estava feliz por ser a escolhida em servir de meio para a vinda do Salvador ao mundo. Poderia alguém questionar a sua gravidez, devendo ainda ser virgem. Dá a entender que ela não focava nessa questão, mas que a sua alegria superava todo tipo possível de fofoca. Essa é a relação que todos nós devemos ter para com DEUS: ser humildes, e nunca apelar para o “eu”.

Ela exaltou a DEUS também com alguém capaz de colocar reis no trono e de lá tirá-los. Ao mesmo tempo, esse DEUS exalta os humildes, como ela, para dar ao mundo o Salvador. JESUS não veio ao mundo por meio de uma mulher esposa de algum grande rei, num palácio. Mas veio ao mundo, por meio de uma mulher noiva de um pobre carpinteiro, uma mulher humilde, e que sabia reconhecer essa humildade e a grandiosidade do poder de DEUS.

Maria referiu-se a DEUS como o protetor de Israel, foi misericordioso com seu povo, desde seu servo Abraão. Sempre houve descendente a partir desse homem com sua esposa Sara. E por meio dela, vinha ao mundo, nada menos que o grande Rei do Universo, para ser tão humilde quanto ela, viver como ela vivia e vencer o arrogante inimigo da humanidade.

Enquanto JESUS ensinava que, para alcançarmos o Céu precisamos nos tornar humildes como as criancinhas, poderia se acrescentar também a humildade de Maria como exemplo de vida. Ela foi a mulher mais importante da história, mas ela não se envaideceu por isso. Se por uma mulher iniciou a derrocada da humanidade, por outra, iniciou a sua salvação. DEUS é justo e corretoem tudo. Marianunca imaginou que ela seria mais tarde erroneamente elevada acima da importância de JESUS para a salvação da humanidade. Certamente, quando ela ressuscitar, vai ficar horrorizada com o que líderes religiosos fizeram com seu nome, para adorar justamente aquele que liderou a morte de seu filho JESUS CRISTO.

  1. Segunda: Adoração e serviço

O estudo de hoje pode ser aprofundado pela leitura do livro de EGW, “No deserto da tentação”. Excelente obra sobre aqueles 40 diasem que JESUSficou à disposição do inimigo. Ali revela que desde o início satanás esteve com JESUS, tentando dissuadi-Lo de não irem frente. Elese apresentou como anjo de luz, mensageiro de DEUS, com a suposta orientação de que JESUS não necessitava ir até o final do jejum. Algo assim como Abraão, que não precisou chegar a tirar a vida de seu filho, nem oferecê-loem holocausto. Sóno final desses dias que satanás se apresentou como que de fato era, nas últimas três tentações.

No dia das últimas tentações, isto ocorreu em uma situaçãoem que JESUSestava extremamente debilitado, por certo já não caminhava mais, por isso precisou ser levado para o pináculo do templo, que foi a penúltima tentação, pois a anterior fora feita no próprio local do jejum. Depois, também levado a um alto monte, satanás apelou para o máximo. Vamos tentar imaginar a situação. JESUS durante esses 40 dias não teve a menor notícia da parte de DEUS, ou de um de seus anjos. Suportou tudo só, sem ninguém por perto que lhe desse apoio. Aquele anjo de luz, depois satanás revelou que era ele, se bem que JESUS o soubesse desde o início, estava ali, o tempo todo, tentando dissuadir de ir em frente no jejum. Naquele estado, JESUS precisava de auxílio de alguém, Ele por si só, como ser humano, já não conseguiria mais escape. Portanto, ao final do jejum, ou mantém a fé e espera ainda mais por socorro, mesmo ante a iminente morte, ou faz algo de sua iniciativa, ou aceita o auxílio de alguém não confiável. Havia só essas três opções. Era um dilema, ou cofia que nesse último instante de Sua vida DEUS vai agir, ou, se não agir, ele morre de uma maneira não planejada, e não salva ninguém. E o objetivo de JESUS foi retomar tudo o que agora pertencia a satanás, que lhe fora dado por Adão e Eva, por meio de astúcia. Para isto veio morrer na cruz. Mas devemos sempre estar lembrados de que, na véspera da cruz, o próprio JESUS, em extrema agonia, orou a Seu Pai, sobre a possibilidade de outra via, e assim passar d’Ele esse cálice. Pois essa oportunidade estava sendo oferecida, nessa segunda tentação.

A proposta parecia ser um pedido de paz por parte de satanás, ou até uma capitulação. Só parecia! Ele daria de volta a JESUS tudo o que lhe fora entregue. Dava a entender que satanás não estivesse mais disposto a levar a guerra adiante. E, sendo assim, JESUS evitaria a segunda agonia d’Ele, a da cruz, pior que esses 40 diasem jejum. Satanássabia que JESUS não veio para brincadeira, e que na cruz seria uma batalha de vida e morte entre os dois. Se pudesse evitar essa batalha, e vencer antes dela por meio da astúcia, sairia lucrando. O sagaz inimigo estava oferecendo algo irrecusável a JESUS, d’Ele conseguir o que veio buscar por meio do confronto, mas, sem confronto.

Era ou não era de aceitar?

O inimigo, satanás, cometeu um erro bobo, bem estúpido, coisa que ele não precisava ter feito. Mas como ele é um enganador, por vezes, assim como acontece com todos os que enganam os outros, ele mesmo se enganou. Ele propôs uma troca, ele daria a JESUS tudo o que possuía, desde que Este prostrado o adorasse.

Tente imaginar a cena: JESUS, de joelhos, diante de satanás, adorando-o!

Consegue imaginar isso?

Pois o erro de satanás foi exigir, pela troca, a adoração. JESUS respondeu enfaticamente que só DEUS pode ser adorado, que era Ele mesmo. Como DEUS se prostraria diante de uma criatura? Seria colocar tudo de pernas para cima, a inversão dos princípios e da lógica natural.

Se JESUS tivesse caído nessa, e se satanás cumprisse o prometido, pois até nisso poderia haver falsidade, ele é mentiroso, que resultado se teria concretizado? JESUS seria então o governador da Terra, e acima dele, estaria, satanás, com poder sobre JESUS! Agora, pode imaginar a situação?

Pois bem, satanás propôs algo demais. Pois, se ele tivesse proposto apenas aceitar de vota o que lhe fora dado, mas sem se prostrar, a tentação teria sido ainda mais sutil, e mais tentadora. Estava fora a ridícula necessidade de prostrar-se diante de satanás. Mas, e veja bem isto, por tal proposta, se evitaria a cruz, pois JESUS teria conquistado os reinos para Si. Em outras palavras, JESUS teria negociado algo de sua missão com o inimigo, e isso lhe tiraria os créditos da reconquista pela cruz. E, mesmo que JESUS depois fosse morto na cruz, sempre ficaria o erro de ter negociado com o inimigo, e a morte na cruz perderia o seu significado, por haver a falha anterior.

Fato é que JESUS venceu. Nesse momento, JESUS já estava, digamos, morrendo. Eram Seus últimos momentos. Ele, tal como depois na cruz, confiouem Seu Pai, até o último suspiro, e quando esse momento final estava chegando, vieram os anjos de DEUS, e O serviram, o fortaleceram, e Ele se saiu vitorioso.

  1. Terça: Adorando o que não se conhece

Hoje estudamos sobre um diálogo entre JESUS e a mulher samaritana, que Ele encontrou junto ao poço de Jacó, próximo a cidade de Samaria. A cidade de Samaria foi construída pelo rei Onri, do Reino do Norte. Ele adquiriu o monte de um homem chamado Semer, e ali construiu uma cidade e lhe deu o nome de Samaria, em homenagem ao nome de quem comprou o monte (1 Reis 16:23-24). A construção continuou no reinado de Acabe. Foi a capital de Israel por 150 anos.

Mais tarde a cidade foi tomada pelo Assírio Salmanaser IV e por Sargão, em 722, após 5 anos de cerco (2 Reis 17:5-6) colocando os cidadãos em situação horrível de penúria, houve muito sofrimento (Oséias 10:5, 8-10). Eles haviam-se tornado adoradores idólatras, ainda não eram samaritanos, mas descendentes de Israel. Sargão deportou aqueles cidadãos para a Assíria, e nunca mais retornaram. Ele os substituiu por outras pessoas da Assíria, de Babilônia, de Cuta, de Ava, de Hamate e de Serfarvain, e os estabeleceu em Samaria, em lugar dos israelitas deportados. Desses povos que surgiram os samaritanos. Formaram um povo mesclado, de origens diferentes, adoradores pagãos, que passaram a temer ao DEUS de Israel, pensando que Este poderia eliminá-los a qualquer momento assim como havia eliminado os habitantes anteriores. Mas não sabiam servir ao DEUS de Israel como devia ser, continuavam também a servir a seus próprios deuses, segundo a sua origem e o costume das nações de onde vieram, e também serviam ao DEUS verdadeiro. Faziam uma espécie de culto misturado, um tanto pagão e um tanto ao DEUS verdadeiro (II Reis 17: 33). Eles não sabiam como adorar ao DEUS verdadeiro, e também nunca chegaram a abandonar os seus deuses de origem. A história toda está relatadaem II Reis17:23 a 34. Hoje ainda existem uns 700 samaritanos que vivem no monte Gerizim e em Holon.

A mulher com que JESUS falou era samaritana. O culto que ela praticava era misto, nem bem a DEUS, nem bem aos ídolos. Foi a esta mulher que Ele disse assim: “vem a hora que nem em Jerusalém e nem neste monte [Gerizim] adorareis ao Pai” (João 4:21). Por que JESUS disse isso? “Respondendo à mulher, Jesus disse: “Crê-Me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos, porque a salvação vem dos judeus.” João 4:21 e 22. (…)

“Era Seu desejo erguer os pensamentos de Sua ouvinte acima de questões de formas, cerimônias e controvérsias. “A hora vem”, disse, “e agora é em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim O adorem. Deus é Espírito, e importa que os que O adoram em espírito e em verdade.” João 4:23 e 24.

“Aí se declara a mesma verdade que Jesus expusera a Nicodemos, quando disse: “Aquele que não nascer de novo [de cima, diz outra versão], não pode ver o reino de Deus.” João 3:3. Não por procurar um monte santo ou um templo sagrado, são os homens postos em comunhão com o Céu. Religião não é limitar-se a formas e cerimônias exteriores. A religião que vem de Deus é a única que leva a Ele. Para O servirmos devidamente, é mister nascermos do divino Espírito. Isso purificará o coração e renovará a mente, dando-nos nova capacidade para conhecer e amar a Deus. Comunicar-nos-á voluntária obediência a todos os Seus reclamos. Esse é o verdadeiro culto. É o fruto da operação do Espírito Santo. É pelo Espírito que toda prece sincera é ditada, e tal prece é aceitável a Deus. Onde quer que a alma se dilate em busca de Deus, aí é manifesta a obra do Espírito, e Deus Se revelará a essa alma. A tais adoradores ele busca. Espera recebê-los, e torná-los Seus filhos e filhas” (O Desejado de todas as nações, 188 – 189, grifos acrescentados).

“Templos, rituais, liturgias, formalidades, se em consonância com a Bíblia, são importantes, mas desde que colaborem para o que é vital: um sincero relacionamento com DEUS. Nesse sentido Ellen White alerta contra a construção de templos suntuosos, com exagero de luxo. “Consumir grandes somas de dinheiro em uns poucos lugares é contrário aos princípios cristãos. Cada edifício deve ser levantado tomando-se em consideração a necessidade de construções semelhantes em outros lugares. Deus pede aos homens em posições de confiança em Sua obra que não barrem o caminho do progresso usando de forma egoísta todos os meios que possam ser poupados, em uns poucos lugares privilegiados ou em um ou dois ramos da obra” (Conselhos sobre saúde, 217). Em nossos dias, temos muita forma, e pouca adoração em espírito e verdade. Há muita valorização dos meios, e pouca ênfase nos fins. É urgente que se resolva essa situação, pois ela apela para a vaidade, o orgulho, a demonstração do poder de posse. DEUS está nos dando um tempo para equacionarmos a ambição de uma igreja rica que não sente falta de nada. Mas Ele está prestes a agir em relação a esses devaneios de líderes do ministério e dos leigos, que fazem uma espécie de competição para ver quem constrói o maior templo ou o mais luxuoso. Precisamos adorar a DEUS, a se na mesma cidade há um templo de alto gasto e outro em situação deplorável, algo está errado. DEUS Se manifestará em relação a essa situação. Ele está dando um tempo para as pessoas fazerem as correções. Mas quando Ele se manifestar, em relação a parte de Seu povo, cuidemos, pois há história quanto a essas manifestações: dilúvio; destruição por duas vezes do templo de Jerusalém, destruição do povo de Israel, deportação do povo de Judá, destruição do sanatório de Battle Creek, etc.

  1. Quarta: Os verdadeiros adoradores

O estudo de hoje é uma continuidade do de ontem. Precisamos saber o que quer dizer “adoração em espírito e em verdade”. A lição faz uma pergunta importante: “é a sua adoração mais espírito do que verdade, ou mais verdade do que espírito?” A questão abre a mente sobre a necessidade de adorar por esses dois modos, em equilíbrio, nem só um, nem só outro. Precisamos saber o que é um e o que é outro. Assim saberemos como está a nossa adoração, e se devemos buscar mudanças. Vamos recorrer a uma citação de Ellen G. White, que se agrega às já citadas ontem.

“Em país algum devem as nossas instituições ser aglomeradas em uma só localidade. Jamais foi desígnio de Deus que a luz da verdade seja assim restringida. Durante algum tempo foi exigido que a nação judaica adorasse em Jerusalém. Jesus, porém, disse à mulher samaritana: “Crê-Me que a hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. A hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim O adorem. Deus é Espírito, e importa que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade.” João 4:21, 23 e 24. A verdade deve ser estabelecida em cada lugar nos quais porventura possamos ter acesso. Deve ser levada a regiões que se acham desprovidas do conhecimento de Deus. Os homens devem ser abençoados ao receberem Aquele em quem estão centralizadas as suas esperanças de vida eterna. A aceitação da verdade tal como é em Jesus encher-lhes-á o coração de louvores a Deus” (Conselhos sobre saúde, 216 e 217, grifos acrescentados).

Nessa citação fica evidente que a verdade é JESUS, e essa verdade está em Sua palavra, a Bíblia. Pois diz que “a verdade deve ser estabelecida em cada lugar”. Isso tem a ver com a autoridade dos escritos bíblicos. A verdade deve ser aceita para encher o coração. Portanto, para uma adoração verdadeira, é necessário buscar o conhecimento da verdade, e quem tiver esse conhecimento, deve ensinar a quem não tem.

Da citação de ontem, recordemos um trecho: “Para O servirmos devidamente, é mister nascermos do divino Espírito. Isso purificará o coração e renovará a mente, dando-nos nova capacidade para conhecer e amar a Deus. Comunicar-nos-á voluntária obediência a todos os Seus reclamos. Esse é o verdadeiro culto” (O Desejado de todas as nações, 189, grifos acrescentados). Portanto, o que nos ensina aqui é a transformação por meio dos ensinamentos fundamentados na Bíblia, que é a verdade. É a purificação do coração, a renovação da mente, que gera uma nova capacidade de conhecer a DEUS, e d’Ele depender. Por isso, o que DEUS pede é uma adoração sábia, inteligente, racional, baseada no conhecimento de DEUS e sobre DEUS. Assim é a adoração em verdade. Ela é construída no ser por meio do batismo do ESPÍRITO SANTO, que opera em nós as mudanças necessárias. Ele o faz por meio de uma única via: o ensinamento. Cabe buscarmos esse conhecimento, aceitá-lo e colocá-lo em prática. Veja como esse ensinamento está relatado nos escritos: “Os anjos de Deus, serafins e querubins, potestades encarregadas de cooperar com as forças humanas, vêem, com admiração e alegria, que homens decaídos, que eram filhos da ira, estejam por meio do ensino de Cristo formando caráter segundo a semelhança divina, para serem filhos e filhas de Deus, e desempenharem um papel importante nas ocupações e prazeres do Céu” (A Igreja Remanescente, 14, grifos acrescentados).

E o que é adoração em espírito? Tem a ver com a sinceridade, a honestidade e até com emoções envolvidas na adoração. É algo assim: chegar-se próximo de um grande amigo gera alegria, bem estar, satisfação. Então, quanto mais intensas serão as emoções ao nos aproximarmos de nosso DEUS e Salvador!

Portanto, adorar em espírito, isto é, com emoções, mas não em verdade, vai ser um fracasso. E adorar só fundamentado no conhecimento da verdade, mas sem as emoções da presença de DEUS é mero ritual acadêmico, algo burocrático, controlado por rituais, liturgias e formalismos.

Nos tempos antigos, o pessoal do povo de DEUS adorava em verdade, mas nãoem espírito. Hojeem dia, a maioria das pessoas adora em espírito, mas nãoem verdade. Inclusiveem nossa igreja, e esse é um dos mais urgentes pontos da reforma que precisa ser realizada. O que os cultos gospel hoje procuram são emoções por meio de shows. As pessoas querem sentir alguma coisa, e naquele momento. Esse tipo de desejo é fácil suprir: basta apelar para algum tipo de carismatismo e seus métodos. Estamos em plena reforma e reavivamento em nossa igreja. Isto é profético. O importante é que esse movimento interno está sendo conduzido pelo nosso presidente mundial, o Pr. Ted Wilson, homem do qual se ouve falar muitas coisas excelentes. Há, no entanto o temor de que essa reforma e reavivamento não cheguem em todos os lugares, porque em algumas instâncias da hierarquia há rebeldia, o que não seria novidade entre o povo de DEUS ao longo da história. É tempo de posicionamento solene. Quem é por CRISTO, deve sê-lo em espírito e em verdade, e deve se firmar nessa posição. E quem não é, deveria procurar se tornar humilde, e se posicionar ao lado de CRISTO. Mas quem não o fizer, em breve será sacudido fora. Ainda é tempo de oportunidade dentro da igreja, para cada um se preparar e estar pronto, em pé, e ser útil quando começar o Alto Clamor, que é a última proclamação do evangelho antes das pragas.

Em relação a verdadeira adoração, que estudamos ontem e hoje, nossos líderes já estão se posicionando em definitivo, e este posicionamento é a opção que decidirá quem deles fica e quem deles sai da igreja, e quem dos membros segue os líderes que ficam e os que saem. É esse o efeito da reforma e reavivamento, necessária para a adoração em espírito e em verdade.

  1. Quinta: Adorando aos Seus pés

A Igreja Adventista do Sétimo Dia é dirigida por CRISTO. Nesse sentido, o que até o momento é da responsabilidade de CRISTO, é inquestionável. E o que é da incumbência de seres humanos, isso pode ser falho, e muitas vezes é. Por certo deve-se entender que o conjunto das doutrinas da igreja é uma responsabilidade que CRISTO tem conduzido. Tem que ser assim, pois qualquer igreja com falhas doutrinárias não consegue ter poder do alto, nem poderia ter esse poder, seria uma incoerência por parte de DEUS. Ou seja, como DEUS, perfeito, iria concluir a obra por meio de uma igreja com doutrinas incorretas? Que testemunho seria esse da parte de DEUS perante o Universo? É inadmissível tal situação. Ellen G. White diz que a igreja é frágil, e que precisa ser repreendida. E é isso mesmo, porém, não em relação às crenças fundamentais. Se houvesse nesses dias finais necessidade de alteração, mesmo em apenas uma doutrina, a falha nesse caso não seria de homens, e sim, do Senhor da obra. Se algo assim fosse realidade, o Senhor da igreja, e não a igreja, poderia ser acusado por satanás como incompetente. Por esse motivo, e não é só por esse, jamais questionarei as nossas doutrinas fundamentais. É o mesmo que questionar ao próprio Senhor. E quem questionar as doutrinas da IASD, estará questionando a capacidade de CRISTO em conduzir a igreja rumo ao porto final.

Um dos questionamentos que existem hoje, e que vem desde muito tempo, é sobre a natureza de JESUS. Uns dizem, Ele nasceu em Maria, outros dizem que Ele foi criado pelo DEUS Pai, outros entendem que JESUS veio perfeito, outros que Ele veio pecador. Essas duas últimas são as chamadas abordagens pré-lapsariana e pós-lapsariana, ou seja, de JESUS ter vindo integralmente como Adão foi criado, ou d’Ele ter vindo integralmente como Adão após o pecado.

Ora, o que devemos crer é o que igreja sempre ensinou: Ele veio ao mundo sem pecado (como Adão antes do pecado) mas na condição dos pecadores, ou seja, sujeito a pecar e até a morrer (como Adão após o pecado). Nessa condição de alto risco, Ele, no entanto, nunca pecou. De certa forma, Ele estava em desvantagem em relação a Adão que estava num Jardim onde a possibilidade de pecar era apenas uma, a árvore da qual não deveria comer, e JESUS, tal como nós, estava sujeito a possibilidades infinitas de pecado. Além disso, JESUS veio também na condição do ser humano afetado pelo pecado, ou seja, ele veio mortal como todos nós. Ele venceu nas mesmas condições que nós somos chamados a vencer, sendo que nós podemos contar com o auxílio do poder do ESPÍRITO SANTO. Em resumo, podemos vencer recebendo, de graça, a vitória que Ele conquistou.

JESUS veio ao mundo como um ser humano. Ele, sendo DEUS desde sempre, ao lado do Pai, se fez homem mortal e sujeito a todo tipo de fraqueza e tentação. Andou no limite o tempo todo, durante mais de 3 décadas, com o feroz inimigo ao lado. A diferença é que Ele nunca caiu em sequer uma dessas tentações, ou possibilidades de cometer erro ou ilegalidade. Então, nesse mundo, o único ser humano igual a nós a ser vitorioso foi JESUS. Ele venceu como ser humano, não como DEUS, que Ele certamente também era, pois como DEUS, não poderia deixar de existir por esse templo. E ele foi adorado em diferentes oportunidades, foi aclamado como DEUS, e Ele mesmo nunca repeliu tais atitudes. Portanto, JESUS é DEUS do mesmo modo como o é o Seu Pai.

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

O que é o verdadeiro culto? É a obediência voluntária. Assim como Davi, ele era o homem segundo o coração de DEUS quando estava em perfeita harmonia com a vontade de DEUS. Isto é, quando ele era obediente.

Prestar culto a DEUS é um modo de vida. Quando se vive segundo um estilo de obediência, se é cristão sempre, seja estando na igreja, seja estando frente a um desafio ético, seja estando ante uma tentação, seja estando diante de uma desfeita por alguma pessoa. O cristão não tem necessidade de se cuidar para não fazer coisas erradas. Ele vive corretamente o tempo todo. Aquele ou aquela que adoram a DEUS em ‘espírito e em verdade’ são sempre as mesmas pessoas, seja nos momentos em que tudo é favorável, seja nos momentos em que ocorrem desafios.

O que muito se vê são cristãos mascarados. Eles usam uma máscara de cristianismo. Quando a situação é normal, eles se parecem cristãos tanto quanto os verdadeiros cristãos. Não se distingue diferença. Mas quando ocorre algum problema qualquer, às vezes bem pequeno, o mau cristão, que a Bíblia classifica como joio, esse perde a máscara e briga, ou fica de mal, ou se enche de ódio, ou não fala mais com aquela pessoa, ou fala mal da pessoa, e assim vai. Mas o cristão que presta culto a DEUS como um estilo de vida, isto é, que obedece sempre, ao se deparar com algum desafio, (e quem não se depara?), permanece o mesmo que é quando tudo está normal e favorável. Ele tem controle, não dele, mas de DEUS, ele pondera, e se a outra parte fica de mal com ele, ele mesmo continua amando essa outra parte. Esse é o seu fruto, e pelos frutos os conhecereis. Pois, revisando, na normalidade todos dão bons frutos, mas em situações de desafio, o joio dá maus frutos e o trigo continua dando bons frutos.

“Um tal amor deviam os crentes sempre acariciar. Deviam proceder em obediência voluntária ao novo mandamento. Tão intimamente deviam estar unidos com Cristo que pudessem estar habilitados a cumprir todos os seus reclamos. Sua vida devia magnificar o poder de um Salvador que poderia justificá-los por Sua justiça.

“Mas gradualmente se operou uma mudança. Os crentes começaram a olhar os defeitos uns dos outros. Demorando-se sobre os erros, dando lugar a inamistoso criticismo, perderam de vista o Salvador e Seu amor. Tornaram-se mais estritos na observância de cerimônias exteriores, mais estritos no tocante à teoria que à prática da fé. Em seu zelo para condenar a outros, passavam por alto seus próprios erros. Perderam o amor fraternal que Cristo lhes ordenara, e, o que é mais triste, não tinham consciência dessa perda. Não reconheceram que a felicidade e a alegria lhes estavam abandonando a vida, e que, havendo excluído o amor de Deus do coração, estariam logo andando em trevas” (Atos dos apóstolos, 547 e 548).

“A pérola não nos é apresentada na parábola como uma dádiva. O negociante adquiriu-a pelo preço de tudo que possuía. Muitos indagam a significação disto, pois Cristo é apresentado nas Escrituras como uma dádiva. É uma dádiva, mas somente para aqueles que se Lhe entregam alma, corpo e espírito sem reservas. Devemos entregar-nos a Cristo, para viver uma vida de obediência voluntária a todos os Seus reclamos. Tudo que somos, todos os talentos e habilidades que possuímos, são do Senhor para serem consagrados a Seu serviço. Quando assim nos rendemos inteiramente a Ele, Cristo Se entrega a nós com todos os tesouros do Céu e  adquirimos a pérola de grande preço.

“A salvação é um dom gratuito e contudo deve ser comprado e vendido. No mercado que está sob a administração do favor divino, a preciosa pérola é representada como sendo comprada sem dinheiro e sem preço. …

“O evangelho de Cristo é uma bênção que todos podem possuir. Os mais pobres tanto como os mais ricos estão em condições de adquirir a salvação; pois soma alguma de riquezas terrenas pode assegurá-la. É obtida pela obediência voluntária, entregando-nos a Cristo como Sua propriedade adquirida. …

“Devemos buscar a pérola de grande preço, mas não nos mercados mundanos, ou por meios mundanos. O preço de nós exigido não é ouro nem prata, pois isto pertence a Deus. Abandonai a idéia de que privilégios temporais ou espirituais adquirir-vos-ão a salvação. Deus requer vossa obediência voluntária.

“Todas as [Suas] dádivas são prometidas sob a condição de obediência. Deus tem um Céu cheio de bênçãos para aqueles que com Ele cooperarem” (Parábolas de Jesus, 116, 117 e 145).

escrito entre:  03/06/12 a 09/06/2011 – revisado em 10/06/2011 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

FONTE: http://www.cristovoltara.com.br/


COMENTÁRIOS BRUCE CAMERON

Adoração – Lição 11 – Em Espírito e Verdade – (João 4)

Introdução: Imagine ser capaz de perguntar a Jesus qual Ele pensava ser o ponto mais importante da adoração. Isto não seria o máximo? Bem, acontece que temos exatamente este diálogo registrado na Bíblia. Vamos entrar direto em nosso estudo da Bíblia e descobrir mais!

I. A Estranha Hostil

A. Leia João 4:1-3. Parece que Jesus está ganhando a disputa de batismos! Por que Ele partiria, logo quando está ganhando? (Isto não é uma disputa, é atenção indesejada. Os fariseus estão agora mudando seu foco e tornando Jesus o “inimigo” principal. Jesus decidiu que era melhor se retirar.)

B. Leia João 4:4. A rota direta para a Galiléia é através de Samaria. Os judeus e os samaritanos não gostavam uns dos outros porque os judeus pensavam que os samaritanos eram inferiores. Assim, Jesus frequentemente dava a volta em Samaria. Por que você acha que a Bíblia diz que era “necessário” que Jesus passasse por Samaria? (Talvez o Espírito Santo O houvesse instruído a passar por Samaria.)

C. Leia João 4:5-8. É cerca de meio-dia. Por que Jesus ficaria no poço, em vez de ir com os discípulos comprar comida? (Novamente isto sugere que o Espírito Santo O está orientando a ficar ali.)

D. Leia João 4:9. Você já tentou ter uma conversa com alguém e esta pessoa deseja transformar a conversa em um debate político ou racial? O que este texto te diz a respeito desta mulher samaritana? (Ela quer ser hostil.)

1. Vamos assumir que o Espírito Santo está dirigindo Jesus para ter esta conversa. Como você reagiria? “Obrigado, Espírito Santo, eu precisava deste tapa na cara verbal!”?

2. Você seria tentado a responder, “Pare com esta besteira. Eu só estou com sede!”?

II. Evangelizando Com a Água Viva

A. Leia João 4:10. Você acha que Jesus está realmente com sede, ou Ele só está tentando iniciar uma conversa?

1. Para onde Jesus está tentando dirigir a conversa? (Para a Sua missão na terra.)

B. Leia João 4:11-12. A resposta para a pergunta dela sobre Jesus e Jacó é “Sim”. Você acha que a mulher pensou nesta frase como uma pergunta? (Não. Ela o acusa de ser maluco – desconectado da realidade.)

C. Leia João 4:13-15. A mulher repentinamente mudou a sua atitude com relação a Jesus? (Parece que sim.)

1. Por que você acha que isto aconteceu? Como podemos passar de hostis para curiosos? (O poder de Deus.)

2. Você tem amigos e conhecidos que são hostis a Deus e, portanto, hostis a você?

a. Que lição podemos aprender a respeito de compartilhar o evangelho com pessoas hostis?

3. Vamos voltar e considerar os comentários de Jesus. Sobre que água Jesus está falando?

a. Leia João 7:37-39. Jesus nos oferece o que Ele ofereceu a esta mulher. Você já aceitou?

b. Como seria uma vida que tivesse “rios de água viva” fluindo “do seu interior”?

(1) Jesus utiliza este simbolismo da água por uma razão. O que a água faz? (Ela refrigera. Dá vida às coisas. Faz as coisas crescerem.)

(2) A tua vida é assim? Você dá energia aos que estão ao teu redor? Você refrigera os outros? Os ajuda a crescer espiritualmente?

(3) Imagine uma igreja inteira cheia com pessoas fluindo rios de água viva! Como seria este tipo de adoração?

D. Leia João 4:16-18. Na semana passada aprendemos que Deus disse que nos ouviria quando O buscássemos de todo o nosso coração e que Ele não ouviria aqueles que O rejeitam, mesmo que gritassem em Seus ouvidos. Esta é uma mulher imoral. Se o Espírito Santo dirigiu esta reunião, por que? (Existe uma diferença entre aqueles que estão ativamente voltando as suas costas para Deus e promovendo a falsa adoração, e aqueles que simplesmente estão embrenhados no pecado.)

1. Por que Jesus apontou para o pecado dela? (Ele lhe mostrou que sabia a verdade – coisas que nenhum estranho poderia possivelmente saber. Ele não era um maluco. E mais, Deus sonda nossas áreas de fraqueza espiritual.

E. Leia João 4:19-20. A mulher reconhece que Jesus é alguém especial, mas então muda de assunto. Por que? (Aquela mulher é igual a nós. Nós encontramos alguém que tem discernimento espiritual e queremos falar sobre as grandes questões teológicas que separa a nossa igreja das outras, não queremos falar sobre o pecado em nossas próprias vidas!)

III. O Conselho de Jesus Sobre a Verdadeira Adoração

A. Leia João 4:21. Jesus segue a mulher na tentativa de mudar de assunto, para as grandes questões espirituais. A resposta correta não seria que as pessoas deveriam estar adorando em Jerusalém? (Leia I Timóteo 2:8. Jerusalém em breve seria destruída. O sistema do santuário na terra seria cumprido com o sacrifício e a ressurreição de Jesus. Jesus aponta para um tempo quando, todos em todos os lugares, levantariam as mãos em oração e adoração a Deus!)

B. Leia João 4:22. Jesus diz que a salvação vem dos judeus, certo? Isto não seria um insulto a ela? (Os judeus tinham o sistema do santuário, que apontava para Jesus. Jesus era judeu em Sua humanidade.)

C. Leia João 4:23-24. Chegamos ao conselho eterno de Jesus acerca da adoração! Vamos explorar o que significa adorar a Deus “em espírito em verdade.” A frase “Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito” faz algum sentido para você?

1. Vamos refazer esta frase em um contexto similar: “teu pai é um homem, você deve falar com ele como um homem.” “A tua mãe é uma mulher, você deve falar com ela como uma mulher.” O que estas frases nos ensinam sobre como devemos nos dirigir aos nossos pais?

{Nota do tradutor: A partir deste ponto, este tradutor optou por utilizar-se dos textos de Ellen G. White acerca do assunto. Caso o leitor deseje acesso ao comentário original completo, em Inglês, visite http://www.gobible.org/study.php3}

Era Seu desejo erguer os pensamentos de Sua ouvinte acima de questões de formas, cerimônias e controvérsias. “A hora vem”, disse, “e agora é em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim O adorem. Deus é Espírito, e importa que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade.” João 4:23 e 24.
Aí se declara a mesma verdade que Jesus expusera a Nicodemos, quando disse: “Aquele que não nascer de novo [de cima, diz outra versão], não pode ver o reino de Deus.” João 3:3. Não por procurar um monte santo ou um templo sagrado, são os homens postos em comunhão com o Céu. Religião não é limitar-se a formas e cerimônias exteriores. A religião que vem de Deus é a única que leva a Ele. Para O servirmos devidamente, é mister nascermos do divino Espírito. Isso purificará o coração e renovará a mente, dando-nos nova capacidade para conhecer e amar a Deus. Comunicar-nos-á voluntária obediência a todos os Seus reclamos. Esse é o verdadeiro culto. É o fruto da operação do Espírito Santo. É pelo Espírito que toda prece sincera é ditada, e tal prece é aceitável a Deus. Onde quer que a alma se dilate em busca de Deus, aí é manifesta a obra do Espírito, e Deus Se revelará a essa alma. A tais adoradores ele busca. Espera recebê-los, e torná-los Seus filhos e filhas. – O Desejado de Todas as Nações, p. 189

Se nosso coração está sintonizado no louvor a nosso Criador, não só em salmos e hinos e cânticos espirituais, mas em nossa vida também, então viveremos em comunhão com o Céu. Nossa oferta de ações de graças não será espasmódica, ou reservada para ocasiões especiais; haverá gratidão no indivíduo e no lar, na devoção particular como na pública. Isto constitui o verdadeiro culto a Deus. – Para Conhecê-lo, p. 320

Embora Deus não habite em templos feitos por mãos humanas, honra, não obstante, com Sua presença, as assembléias de Seu povo. Ele prometeu que quando se reunissem para buscá-Lo, reconhecendo seus pecados, e para orarem uns pelos outros, Ele Se reuniria com eles por meio de Seu Espírito. Mas os que se reúnem para adorá-Lo devem afastar de si toda coisa má. A menos que O adorem em espírito e em verdade e na beleza da Sua santidade, seu ajuntamento será de nenhum valor. Destes o Senhor declara: “Este povo honra-Me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de Mim. Mas em vão Me adoram” Mateus 15:8, 9. Os que adoram a Deus devem adorá-Lo em “espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim O adorem” João 4:23. – Profetas e Reis, p. 19

Nossa casa de adoração pode ser muito humilde, mas não é menos reconhecida por Deus. Se adoramos em espírito e em verdade e na beleza da santidade, ela será para nós o próprio portal do céu. Conforme as lições das maravilhosas obras de Deus são repetidas e a gratidão dos corações é expressa em oração e cânticos, anjos do céu apanham a harmonia e unem-se em louvor e ações de graças a Deus. Estes momentos repelem o poder de Satanás. Expulsam murmurações e reclamações e Satanás perde sua influência. – Nos Lugares Celestiais, p. 288

A forma e a cerimônia não constituem o reino de Deus. As cerimônias tornam-se numerosas e extravagantes, quando se perdem os princípios vitais do reino de Deus. Mas não é forma e cerimônia o que Cristo requer. Ele almeja receber de Sua vinha frutos de santificação e altruísmo, atos de bondade, misericórdia e verdade.
Aparelhamento faustoso, ótimo canto e música instrumental na igreja não convidam o coro angélico a cantar também. À vista de Deus estas coisas são como os galhos da figueira infrutífera, que só mostrava folhas pretensiosas. Cristo espera fruto, princípios de bondade, simpatia e amor. Estes são os princípios do Céu, e quando se revelam na vida de seres humanos, podemos saber que Cristo, a esperança da glória, está formado em nós. Pode uma congregação ser a mais pobre da Terra, sem música nem ostentação exterior, mas se ela possuir esses princípios, os membros poderão cantar, pois a alegria de Cristo está em sua alma, e esse canto podem eles dedicar como oferenda a Deus. – Evangelismo, pp. 511-512.

Próxima Semana: Adoração na Igreja Primitiva

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Direito de Cópia de 2011, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses.

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FONTE: http://brucecameron.blogspot.com/


COMENTÁRIOS GILBERTO THEISS

 

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 11 – 3º Trimestre 2011 (03 a 10 de setembro)

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 3 DE SETEMBRO – Em espírito e em verdade – (João 4:23)

            Jesus Cristo foi o autor de todas as coisas criadas neste planeta. Isto indica que além da natureza, dos animais e toda a complexidade das leis físicas, químicas e biológicas, nós seres humanos somos também criaturas resultantes de Seu grandioso poder. Se observarmos com extrema atenção todos os detalhes de nossa existência e percebermos que sem Cristo nada do que foi feita se faria, com este pensamento em mente deveríamos ser levados a olhar para Cristo com olhares de profunda admiração. Não é surpresa sermos cativados para Jesus, uma vez que Ele é autor de nossa existência. Jesus foi o centro do universo de Deus, é o centro da história humana e deve ser o centro de nossa vida e adoração. Ele nos fez não para embelezar seu universo infinito, mas para se entreter, conviver e se relacionar conosco. Ele nos ama e foi por intermédio de seu infinito amor é que viemos à existência.

Nada mais nesta vida deveria ocupar nossa mente e coração a não ser a presença soberana de Jesus. Ele nos criou e quando caímos em pecado, doou-se por pós para não nos perder. Ele se pendurou entre o Céu e a Terra para nos conduzir de volta à eternidade. Seus méritos, obediência e santidade são oferecidos gratuitamente a nosso favor. Tudo isto não deveria ser razão suficiente para sempre servi-lo? Pense nisso!

DOMINGO, 4 DE SETEMBRO – O cântico de louvor e adoração de Maria – (Lc 1:46-55)

            O cântico de Maria neste contexto é bem surpreendente. O que torna o seu cântico extraordinário é o tempo em que ela viveu. O povo de Israel, embora esperasse o Messias prometido, viviam afastados de Deus e da verdade. Haviam feito das leis um grande fardo incapazes de serem seguidas e haviam perdido completamente a noção das profecias bíblicas referente a própria vinda do Messias. Enfim, a situação espiritual em que viviam não era das melhores. Por este motivo o cântico de Maria reflete bem o motivo porque ela foi escolhida para ser a mãe carnal de Jesus aqui na Terra. Seu cântico ecoa até os dias de hoje como um louvor genuíno em meio a tantos falsos cânticos de seu tempo. A adoração de Maria, embora não entendesse com exatidão o plano que Deus tinha para ela, foi o de um coração sincero e cheio de desejo em manter-se em submissão a Deus.

Outra lição importante a ser extraída desta narrativa é que, em meio à adoração, Maria não deixou de reconhecer sua pequenez e necessidade de um salvador. Se ela chamou o seu Senhor de Salvador, significa que ela era pecadora como qualquer outro ser humano. Isto invalida a teoria de sua suposta divindade. Assim podemos entender também que, no louvor e adoração a Deus, é crucial nosso sentimento e reconhecimento de nossa situação e pequenez diante de Deus e da necessidade que temos do Salvador. Reconhecer a Deus como nosso sublime Senhor e o quanto somos dependentes Dele para a redenção fazem parte do contexto da verdadeira adoração.

SEGUNDA, 5 DE SETEMBRO – Adoração e serviço –  (Lc 4:5-8)

            Há muitas coisas, seres e pessoas que buscam conquistar nossa adoração. Há aqueles que adoram de maneira escancarada ao diabo nas igrejas denominadas “Igreja de Satanás”. Há também aqueles que adoram o diabo de maneira velada através de seitas místicas e satânicas. Há os que adoram o próprio eu ou as coisas deste mundo como um time de futebol, artista, ator de holywood, objetos, vícios, etc.

A palavra adoração está diretamente associada à devoção e serviço. Fatalmente, o que adoramos com certeza será servido por nós. Também é interessante entender que, aquilo que adoramos é o que determinará nossa sorte, pois a tudo o que adoramos e servimos será o que transformará nossa vida, nossos gostos, costumes, valores, princípios e até mesmo nossa maneira de pensar. No muito contemplar, sereis transformados – é a regra tônica.

Querendo ou não, não escaparemos deste dilema. Nossa vida será moldada por aquilo que oferecemos nosso serviço. Tudo em nós irá girar em torno do que adoramos e até nossas emoções e caráter serão moldados pelas características daquele que oferecemos devoção. Por esta razão é que devemos elevar nossas afeições somente ao Senhor Deus que criou o Céu e a Terra. A Ele somente devemos oferecer nossa adoração e serviço. Quanto mais nos aproximarmos de Jesus, mais semelhante a Ele nos tornaremos e mais aptos a viver conforme Sua vontade seremos.

TERÇA, 6 DE SETEMBRO – Adorando o que não se conhece –  (Jo 4:1-24)

            Jesus foi enfático ao pronunciar as palavras “vós adorais o que não conheceis, pois a salvação vem dos judeus”. Que encontro mais surpreendente foi este de Jesus com a samaritana. Ali, foi o encontro da esperança com o desespero, o encontro da vida com a morte, o encontro da fonte da felicidade com a triste alma em desamparo, o encontro do sedento com aquele que é capaz de sanar a sede, o encontro de Deus com o ser humano. Aquela mulher representa em pleno século XXI muitos que vagam por ai a procura da verdade que liberta e que mata a sede espiritual. Jesus, ao ter se aproximado e dirigido suas palavras em diálogo com esta jovem, pode fazê-la compreender a maior revelação de todas – que Ele é o único que pode ser adorado a ponto de nossas maiores necessidades espirituais serem supridas. Em Cristo está a essência da verdadeira adoração. Em Jesus somente é que nossa devoção poderá dar sentido real as nossas necessidades de devoção e serviço. Existe um vazio dentro de nós inserido pelo Espírito Santo que somente em Cristo poderemos preencher. No entanto, é importante abrir um parêntese para dizer que, adorar a Cristo vai além de nossas próprias perspectivas. Devemos adorá-lo em Espírito e em verdade. Devemos adorá-lo da maneira como Ele é digno de ser adorado. Não é nossa vontade ou convicção que deve reinar, mas a vontade soberana de Deus. Não adianta absolutamente nada eu dizer que estou adorando a Jesus e ao mesmo tempo fazendo as coisas ao meu modo. Isto não é adorar a Deus, mas ao próprio EU. Desta forma estaremos incorrendo no mesmo erro que outros cometeram, o de adorar o que não conhecem…

QUARTA, 07 DE SETEMBRO – Os verdadeiros adoradores – (Jo 4:23; Mc 7:6-9)

             Quais seriam os verdadeiros adoradores? O que os distinguiriam dos falsos adoradores? Ellen White foi contundente ao dizer que “a graça de Deus que, se recebida, leva à prática das coisas certas, é a linha de demarcação entre os filhos de Deus e a multidão dos que não creem” (Signs of the Times, 22 de Setembro de 1898).  E espírito e verdade não pode ser outra coisa senão amar e obedecer a Deus acima de TUDO. As crenças perdem o seu valor quando não são acompanhadas de prática. Não há coerência eu dizer que amo minha esposa e continuar vivendo como se eu fosse solteiro. É totalmente antitético dizer que amo a Cristo, mas, viver oferecendo a Deus e inserindo na igreja e em minha vida os meus próprios gostos e desejos. Devemos conhecer a Deus profundamente e através de suas verdades expressas na Bíblia e no Espírito de Profecia realizar a vontade e soberana vontade de Deus em nossa vida, na vida dos outros e na igreja.

Diante de um período, repleto de pessoas sem escrúpulo de consciência diante do erro e da injustiça, permeado de uma cosmovisão pós-moderna secularizada e sem compromisso com Deus e Sua verdade, nada pode ser mais importante do que uma vida que reflita a coerência do poder do puro evangelho que é capaz de salvar e regenerar a vida humana. Por conta deste dilema, devido a tanta rebeldia e relativismo será mais fácil identificar quem realmente serve e não serve a Deus, pois os que O servem serão cada vez mais diferentes e taxados de fanáticos e fundamentalistas. Não estou me referindo aos grupos literalmente fanáticos que existem por ai, mas os que em espírito e em verdade servem a Deus. Ao mesmo tempo em que, para alguns soam como fanáticos, ao mesmo tempo soam para outras, como pessoas sinceras e com um brilho diferente na vida e em todos os seus atos e palavras.

QUINTA E SEXTA, 8 e 9  DE SETEMBRO – Adorando aos Seus pés – (Mt 2:11; 4:10; 9:18; 20:20; Mc 7:7; Lc 24:52; Jo 9:38)

            Ao longo dos primeiros anos na história da igreja adventista, muitos pioneiros não acreditavam na doutrina da trindade. No entanto isto não significa que esta doutrina era espúria, pois havia muitas outras crenças que os pioneiros não acreditavam. Entre elas poderíamos destacar a mensagem de saúde, mortalidade da alma, sábado e outras verdades que foram sendo compreendidas e organizadas com o tempo. A doutrina bíblica da trindade só foi mais bem compreendida a partir de 1898 com a primeira publicação do livro Desejado de Todas as Nações que deixou claramente evidente a pessoa e divindade de Jesus e também do Espírito Santo. Portanto, por este fato quanto a doutrina da trindade, poderíamos dividir a história da igreja como antes e depois de 1898.

Mas é claro, Ellen White apenas confirmou o que a Bíblia já nos ensinava. A divindade de Jesus é defendida centenas de vezes na Escritura. Na lição de hoje, neste caso em específico, a Palavra de Deus nos ensina que Jesus deve ser adorado. Observe que, em Mateus 4:10 diz que somente Deus deve ser adorado. Com base nesta poderosa verdade, analise com atenção os seguintes versos abaixo:

“E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra” (Mt 2:11).

“Dizendo-lhes ele estas coisas, eis que chegou um chefe, e o adorou, dizendo: Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem, impõe-lhe a tua mão, e ela viverá”(Mt 9:18).

“Então se aproximou dele a mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, adorando-o, e fazendo-lhe um pedido” (Mt 20:20).

“E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém” (Lc 24:52).

“Ele disse: Creio, Senhor. E o adorou” (Jo 9:38).

Como observado, Jesus é na mais pura essência Deus e digno de ser adorado. Ele é o Senhor da glória e o nosso inefável Criador e Redentor. A ele devemos nossas vidas pois nos comprou com seu sangue precioso. Se pendurou entre o Céu e a Terra para nos ligar novamente com a eternidade. A Ele louvemos e adoremos por toda a eternidade. Jesus foi o centro do universo de Deus, é o centro da história humana e deve ser o centro de nossa vida e adoração. Ele nos fez não para embelezar seu universo infinito, mas para se entreter, conviver e se relacionar conosco. Ele nos ama e foi por intermédio de seu infinito amor é que viemos à existência.

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como constam no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site http://www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

Postado por Gilberto Theiss às Domingo, Setembro 04, 2011 0 comentários Links para esta postagem

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Marcadores: Comentários da lição da Escola Sabatina

FONTE: http://gilbertotheiss.blogspot.com/


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3º Trimestre de 2011 – Adoração

Comentário da Lição 11 – Em espírito e em verdade

Sábado, 3/9/2011 – › INTRODUÇÃO

“Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores”. – Jo 4:23.

“Chegaram a Jerusalém uns magos, vindos do Oriente, que perguntaram: Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Pois vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”. – Mt 2:2 – Pontifício Instituto Bíblico de Roma.

Uma importante questão é levantada pelos magos. Vieram adorar uma criança “que acaba de nascer” Por que adorar uma criança?

Os magos justificaram a sua adoração: “É o rei dos judeus”. Por trás desta justificativa estava outra razão que transcende a tudo. Pelo cuidadoso exame das profecias das Escrituras, a Torah dos israelitas, estes magos descobriram que esta criança recém nascida é o prometido Messias, o Príncipe do Céu. Não era qualquer criança que vieram para adorar. É o Rei, o Príncipe do Céu.

Naquela criança estava presente o Criador do Universo e tudo o que nele existe, e a tudo sustenta pelo Seu poder. Portanto, as criaturas inteligentes têm razões sobejas para adorá-lO.

Como os magos se orientavam pelas profecias, provavelmente quando “viram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram”, Mt 2:11 – Nova Versão Internacional, o fizeram reconhecendo na criança o Salvador dos pecadores.

Vivemos em dias em que está havendo um despertar para o espírito de religiosidade. As pessoas estão se voltando para a busca de algo ou de alguém que possa satisfazer os seus anseios. Esta busca em grande parte centraliza-se em Jesus. Uma das grandes dificuldades é que cada um quer adorá-lO à sua maneira.

As poderosas razões para adorar a Jesus e a Deus, é que adoramos o nosso Criador e o nosso Redentor. O meu Criador e o meu Redentor.

Pense: “Depois, ouvi todas as criaturas existentes no céu, na terra, debaixo da terra e no mar, e tudo o que neles há, que diziam: ‘Àquele que está assentado no trono e ao Cordeiro sejam o louvor, a honra, a glória e o poder, para todo o sempre’”. Ap 5:13 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Então os que estavam no barco o adoraram, dizendo: ‘Verdadeiramente tu és o filho de Deus’”. –Mt 14:33 Nova Versão Internacional.


Domingo, 4/9/2011 – › O CÂNTICO DE LOUVOR E ADORAÇÃO DE MARIA

A vinda do Messias, o Príncipe do Céu, o Salvador, era a grandiosa esperança acalentada em muitos corações que depunham suas aspirações na promessa do Deus Todo-Poderoso. O ensino transmitido pelos serviços do santuário comunicava a certeza do cumprimento dessa promessa.

Maria, ainda jovem, na flor da idade, era uma das filhas de Deus que animava seu coração com a vinda do Redentor. Com certeza não compreendia que o grande mistério da encarnação em algum momento teria lugar. Quando chegou a hora marcada no infalível relógio de Deus, o mistério aconteceu e se cumpriu em Maria. O Verbo, o Criador se fez carne e armou a Sua tenda entre os homens para revelar o incomensurável amor do Pai.

No seu cântico, Maria deixa claro que aguardava com expectativa a vinda do Messias: “O meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador”. – Lc 1:47 Nova Versão Internacional.

Também revela o seu conhecimento da promessa, fundamentada nos rolos do que se tornou o Velho Testamento. No seu cântico de adoração, exalta a Deus por “Sua misericórdia para com Abraão e seus descendentes para sempre”. – Lc 1:54 e 55 – Nova Versão Internacional.

Em nossa adoração, revelamos gratidão e admiração pelo mistério do Deus-homem? Tal como Maria, que viveu a experiência maravilhosa da encarnação em seu próprio corpo, mas não a entendeu, também nós não entendemos esse mistério, mas vemos que é uma realidade em nosso favor. Porque aos que o recebem, aos que crêem em Seu nome, “deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus”. – Jo 1:12.

Pense: “Não há dúvida que é grande o mistério da piedade: Deus foi manifestado em corpo, justificado no Espírito, visto pelos anjos, pregado entre as nações, crido no mundo, recebido na glória”. – 1Tm 3:16 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Onde está o recém-nascido rei dos judeus? (mistério de Deus?) Vimos a sua estela no oriente e viemos adorá-lo”. – Mt 2:2 – Nova Versão Internacional.


Segunda-Feira, 5/9/2011 – › ADORAÇÃO E SERVIÇO

Jesus respondeu a Satanás: “Adorarás o Senhor seu Deus, e só a Ele servirás”. Lc 4:8 – Almeida Revista e Corrigida.

Quais algumas das evidências da adoração genuína?

1. Opera e desenvolve o processo de santificação: A santificação é obra do Espírito Santo e é durante o ato de adoração que Ele atua com mais intensidade para desenvolver este processo nos filhos de Deus. “Para que saibais que Eu sou o Senhor, que vos santifica”. – Êx 31:13 – Almeida Revista e Atualizada.

2. Promove o aperfeiçoamento na unidade da fé e do amor, para o desempenho do serviço: “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço”. – Ef. 4:11-16 – Almeida Revista e Atualizada.

Não havendo crescimento na unidade da fé, alguma coisa está errada em nossa maneira de adorar. Os verdadeiros adoradores centralizam sua fé em Cristo. À medida que se unem a Cristo, unem-se entre si em fé e amor, e o resultado é uma igreja ativa no serviço em favor de outros pecadores.

3. Culmina com o poder do Espírito Santo na experiência individual e coletiva dos crentes: “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo, e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus”. – Atos 4:31 – Almeida Revista e Atualizada.

Para a igreja apostólica a adoração era o fogo procedente do trono de Deus para atear suas vidas em favor do evangelho. Suas vidas eram colocadas sobre o altar do serviço e o Espírito Santo as inflamava com coragem e intrepidez. A igreja naqueles dias, espalhou-se como fogo em campo ressequido.

Pense: “Enquanto a igreja estiver satisfeita com coisas pequenas, não estará em condições de receber grandes bênçãos de Deus. Mas por que não sentirmos fome e sede do dom do Espírito Santo, uma vez que esse é o meio pelo qual o coração pode ser conservado puro?… Falai sobre isto, orai neste sentido, pregai relativamente a este assunto, pois, o Senhor está mais desejoso de conceder o Seu Espírito Santo, do que os pais de darem boas dádivas a seus filhos”. – Rev. and Herald, 15.11.1892.

Desafio: “Nós também serviremos ao Senhor, porque ele é o nosso Deus”. – Js 24:18 – Nova Versão Internacional


Terça-Feira, 6/9/2011 – › ADORANDO O QUE NÃO SE CONHECE

A mulher samaritana estava preocupada com a adoração. Ela colocou para Jesus o problema de distinguir o falso do verdadeiro “Os nossos pais adoraram sobre esta montanha, e vós afirmais que é em Jerusalém que se encontra o lugar onde se deve adorar”. – Jo 4:20 – Tradução Ecumênica da Bíblia.

Jesus estabeleceu princípios bem definidos e deu orientações esclarecedoras: “Nem neste monte nem em Jerusalém. Vocês, samaritanos, não sabem o que adoram, mas nós sabemos o que adoramos”. – Jo 4:21 e 22. – Bíblia na Linguagem de Hoje.

Vocês, samaritanos, adoram o que não conhecem. Palavras duras de Jesus para uma mulher desejosa de entender o ato de adoração.

Nós adoramos o que conhecemos. Englobaria esta afirmação todo o culto dos judeus? Jesus várias vezes condenou o formalismo dos líderes fariseus.

Você sabe o que adora? Para estar seguro de que não está sendo induzido em erro é preciso conhecer a Quem adora.

O culto verdadeiro conduz à compreensão de que o Deus Todo-Poderoso, Onipotente, Onisciente, Onipresente, é também um Deus pessoal, e quer que o conheçamos como nosso maior e melhor amigo. O conhecimento vem através do relacionamento. Mas, como relacionar-se com o Invisível: “Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, a não ser o Pai, e ninguém conhece o Pai, a não ser o Filho, e aquele a quem o Filho quiser revelá-lo”. – Mt 11:27 – Tradução Ecumênica da Bíblia.

Somente é possível conhecer a Deus pela revelação de Jesus. É através de Jesus que conhecemos Deus o Pai. Quando estudamos a palavra de Deus, mediante o Espírito Santo a nossa mente é iluminada para que possamos conhecer o Deus verdadeiro a Quem devemos adorar.

Pense: “Eu vos exorto, pois, em nome da misericórdia de Deus, a vos oferecerdes vós mesmos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; que será o vosso culto espiritual. Não vos conformeis ao mundo presente, mas sede transformados pela renovação da vossa inteligência, para discernirdes qual é a vontade de Deus: o que é bom, o que lhe é agradável, o que é perfeito”. – Rm 12:1 e 2 – Tradução Ecumênica da Bíblia.

Desafio: “Ora, sem a fé, é impossível agradar a Deus, pois quem se aproxima de Deus deve crer que ele existe e recompensa os que o procuram”. – Hb 11:6 – Tradução Ecumênica da Bíblia.


Quarta-Feira, 7/9/2011 – › OS VERDADEIROS ADORADORES

Jesus declarou para a mulher samaritana: “Os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e em verdade”. – Jo 4:23 Bíblia na Linguagem de Hoje.

Com a declaração Jesus identifica duas classes de adoradores: Os verdadeiros e os falsos. Jesus identificou os verdadeiros: Adoram em espírito e em verdade.

Como você adora? A sua maneira de adorar depende do lugar e das motivações deste lugar?

Uma noite, em lugar solitário, Jacó estava dormindo sob o teto de uma árvore, quando despertou sob o impacto de uma visão gloriosa: “De fato o Deus Eterno está neste lugar, e eu não sabia disso.” – Gn 28:16 – Bíblia na Linguagem de Hoje.

Será possível, querido irmão, você estar na augusta presença do Soberano do Universo, para adorar, e não saber disso?

Você consegue ver a sarça ardente da presença de Deus neste lugar? Como você entra neste recinto? De maneira indiferente ou com respeitosa reverência? Os magos, de muito longe vieram a Jerusalém com a indagadora pergunta e com o único propósito: “Onde está aquele que é nascido rei dos judeus?… viemos para adorá-lO”. – Mat. 2:2. O lugar não teve muita importância, mas, sim, Aquele a Quem vieram adorar.

Qual o teu grande propósito quando vem para este lugar? Vem para adorar o Rei do Universo e prestar-Lhe homenagens, ou não consegue visualizar a visão deste encontro?

Importante também é a maneira como adoramos. A verdadeira adoração é racional, inteligente e fundamentada em princípios orientadores. Os sentimentos estão presentes, mas não são um guia seguro para o ato de adoração, porque mudam como as nuvens. A adoração genuína precisa assentar-se sobre alicerce mais firme.

Pense: “Como a corça bramindo por águas correntes, assim minha alma está bramindo por ti, ó meu Deus! Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando voltarei a ver a face de Deus?”. – Sl 42:1 e 2 – Bíblia de Jerusalém.

Desafio: “Certamente guardareis os Meus sábados; pois é sinal entre Mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que Eu sou o Senhor, que vos santifica.” – Êx 31:13. – Almeida Revista e Atualizada. A Adoração opera e desenvolve o processo de santificação.


Quinta-Feira, 8/9/2011 – › ADORANDO A SEUS PÉS

Apocalipse 14 proclama o evangelho eterno aos que habitam na terra com o chamado para a adoração: “Adorem aquele que fez os céus, a terra, o mar e as fontes das águas”. – Ap 14:7 – Nova Versão Internacional. Em Apocalipse 5, o Cordeiro é adorado, porque por Sua morte Ele proveu a salvação. Apocalipse 7 reconhece que “A salvação, pertence ao nosso Deus, … e ao Cordeiro”. – Ap 7:10.

Somente o Deus Criador do Universo, o Salvador de pecadores e Mantenedor de todas as coisas merece adoração. Por esta razão, desde a manjedoura até a Sua ascensão, Jesus foi adorado.

Quando os magos chegaram ao curral de ovelhas em Belém e se depararam com o bebê recém nascido envolto em panos e deitado na manjedoura, “prostraram-se e adoraram”. – Mt 2:11. Este ato revela que eles possuíam clara convicção de que estavam na presença do Criador do Universo e do Salvador prometido.

Os discípulos estavam atravessando o mar da Galiléia em noite escura, quando Jesus os alcançou andando sobre as ondas agitadas. Com a Sua presença no barco, o vento e o mar se aquietaram. “Então os que estavam no barco o adoraram…”. – Mt 14:33

Em Seu último encontro com os discípulos sobre esta terra, Jesus dirigiu-se para o monte das Oliveiras. Depois de transmitir as últimas orientações para a missão dos discípulos, foi elevado para as alturas retornando para o Céu. “Então eles o adoraram e voltaram para Jerusalém?”. – Lc 24:52 – Nova Versão Internacional.

Há outras circunstâncias em que Jesus foi adorado. Em nenhuma situação Jesus recusou esta homenagem por parte daqueles que a tributavam. Negou-se a adorar a Satanás.

Pense: “A mulher veio, adorou-o de joelhos e disse: ‘Senhor, ajuda-me’”. – Mt 15:25 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Voltem-se para mim e sejam salvos, todos vocês, confins da terra; pois eu sou Deus, e não nenhum outro… Diante de mim todo joelho se dobrará”. – Is 45:22 e 23 – Nova Versão Internacional.


Sexta-Feira, 9/9/2011 – › ESTUDO ADICIONAL

Detenhamo-nos mais um pouco sobre a declaração de Jesus: “Os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e em verdade”. Como identificar os verdadeiros adoradores dos falsos? Aparentemente não é tão difícil. Os pagãos adoram ídolos. Mas a minha adoração como cristão, é realmente verdadeira?

Como adoramos o nosso Deus? Como você o adora? Compreendemos realmente o que significa apresentar-se à presença de Deus? Conhecemos Aquele a Quem adoramos? É Ele real para nós?

Moisés, no deserto de Midiã, estava apascentando suas ovelhas como de costume, quando observou um arbusto em fogo, mas não se consumindo. Quando intentou ver de perto o estranho fenômeno ouviu uma voz: “Moisés! Moisés!… pare aí e tire as sandálias, pois o lugar onde você está é um lugar sagrado.” – Êx 3:4 e 5 – Bíblia na Linguagem de Hoje.

Como você entra no recinto de adoração? De maneira indiferente ou com respeitosa reverência? Tire as sandálias, “cuida de teus passos quando vais à Casa de Deus.” – Ec 4:17 – Bíblia de Jerusalém. O lugar é sagrado e o Deus vivo e eterno está presente.

Como você se conduz neste local? Como em qualquer lugar comum, ou consegue sentir a presença do Invisível? “O Deus Eterno está no Seu santo Templo; que todos se calem na Sua presença”. – Hc 2:20 – Bíblia na Linguagem de Hoje.

Envolve-se em conversas, indiferente ao ato de adoração. Participa com entusiasmo do louvor? Durante o estudo da Palavra permanece atento ou indiferente por estar sem a Bíblia?

A adoração genuína será expressa em reverente e respeitoso amor a Quem adoramos. Nós conhecemos Aquele a Quem adoramos!

Pense: “Quando todas as outras vozes silenciam e em sossego esperamos perante Ele, o silêncio da alma torna mais distinta a voz de Deus. Ele nos manda: aquietai-vos, e sabei que Eu sou Deus. Somente assim se pode encontrar o verdadeiro descanso. E é essa a preparação eficaz para todo trabalho que se faz para Deus”. – Desejado de Todas as Nações, pág. 363.

Desafio: “Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor que nos criou… Adorai ao Senhor na beleza da Sua santidade; tremei diante dEle todas as terras”. – Sl 95:6 e 96:9 – Almeida Revista e Atualizada.


Conheça o autor

  Pr. Albino Marks
Especialista em aconselhamento familiar e profundo estudioso da Bíblia, o pastor Albino Marks já atuou como preceptor (IAP, IACS, IAE-SP); capelão (IACS e Hospital do Pênfigo); diretor geral do IAP; departamental em várias associações e na UCB.

 http://www.escolanoar.org.br

 

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FONTE: http://www.escolanoar.org.br/Novo/impressao.asp?nivel=adultos_pt&data=9/9/2011

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