Lição 09 – “Não confie em palavras enganosas”: os profetas e a adoração – Lição – Auxiliar e Comentários de Vários Autores

Lição 9

20 a 27 de agosto


 “Não confie em palavras enganosas”: os profetas e a adoração

 Casa Publicadora Brasileira – Lição 932011


Resumo da Lição

Texto-chave: Miqueias 6:7, 8

O aluno deverá…
Saber:
 A essência do que Deus requer de nós, para poder aceitar nossos atos de adoração.
Sentir: Compartilhar do senso de indignidade de Isaías, seu desejo de purificação e sua vontade de servir, em resultado de estar diante do Deus todo-poderoso, santo e glorioso.
Fazer: Agir com justiça, amor e misericórdia, e andar humildemente com Deus.

Esboço
I. Saber: Deus percebe a hipocrisia

A. Embora Deus tenha estabelecido muitos rituais de adoração, incluindo o sacrifício, o que, no comportamento e estilo de vida de Israel, frequentemente tornava sem sentido esses rituais planejados por Deus?
B. Quando nos aproximamos de Deus em adoração, o que, em nossas ações, demonstra que somos verdadeiramente arrependidos e obedientes? Em que sentido ajudar os pobres e oprimidos é um aspecto vital da adoração?

II. Sentir: Ai de mim!
A. O que sentimos na presença de Deus, ao reconhecer verdadeiramente Sua glória, poder criativo e amor redentor?
B. Qual deve ser nossa atitude, em resposta à presença de Deus e ao chamado para servir?

III. Fazer: Justiça, misericórdia e serviço humilde
A. O que precisamos fazer, diariamente, pelos necessitados ao nosso redor?
B. Como podemos apoiar a igreja em seu serviço à comunidade local e mundial?

Resumo: Quando realmente sentirmos a presença de Deus, pediremos, como Isaías, pureza de coração. Então poderemos aceitar Seu chamado para andar humildemente com Ele, servindo a todos que Ele colocar em nosso caminho, com a devida justiça e compassiva misericórdia.


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Jr 33–35

VERSO PARA MEMORIZAR: Quem então é como Eu? Que ele o anuncie, que ele declare e exponha diante de Mim o que aconteceu desde que estabeleci Meu antigo povo, e o que ainda está para vir; que todos eles predigam as coisas futuras e o que irá acontecer” (Is 44:7, NVI).

Leituras da semana: Is 1:11-156:1-84458:1-10Jr 7:1-10Mq 6:1-8

O escritor russo Ivan Turgenev, em sua história Fathers and Sons [Pais e Filhos], colocou estas palavras na boca de um personagem: “A vida de cada um de nós está por um fio, um abismo pode se abrir abaixo de nós a qualquer momento, e mesmo assim saímos de nosso caminho para inventar todos os tipos de problemas para nós mesmos e para atrapalhar nossa vida” (New York, NY: Signet Classics, 2005, p. 131).

Certamente o Senhor oferece um jeito melhor de viver. Ele nos concede a oportunidade de segui-Lo, amá-Lo, adorá-Lo, e assim evitar muitos problemas que, de outra maneira, traríamos sobre nós mesmos.

No entanto, vida cristã não é apenas alguém dizer que segue o Senhor. Nesta semana, estudaremos o que alguns profetas disseram sobre os que pensavam que sua “adoração” do verdadeiro Deus, no verdadeiro templo, no verdadeiro dia de sábado, era tudo o que importava, independentemente de seu modo de viver no restante da semana. Como os profetas mostram, isso é um engano, uma boa maneira de “inventar todos os tipos de problemas para nós mesmos”.


Domingo

Ano Bíblico: Jr 36–38

Mil carneiros?

Ao contrário de qualquer outra, a religião da Bíblia (ambos os Testamentos) ensina que a salvação é somente pela graça. Nada do que fazemos jamais pode nos tornar bons o suficiente para ser aceitos por Deus. Nossas boas obras, por mais que sejam bem-intencionadas, inspiradas pelo Espírito, nunca poderão transpor o abismo que o pecado causou entre Deus e a humanidade. Se as boas obras pudessem nos salvar, se as boas obras pudessem expiar o pecado, se elas pudessem pagar nossa dívida diante de Deus e reconciliar a humanidade caída com o Criador, então Jesus nunca precisaria ter morrido por nós, e o plano da salvação seria algo radicalmente diferente do que é.

Mas, na realidade, podemos ser salvos do pecado unicamente por meio da morte de Jesus, creditada a nós pela fé, e da justiça de Cristo, desenvolvida em Sua vida e oferecida a todos os que verdadeiramente a aceitam. O pecado é muito perverso e contrário aos princípios básicos do governo de Deus, fundamentado no amor e na liberdade de escolha. Por isso, nada menos do que a morte de Cristo poderia resolver o problema trazido pelo pecado.

No entanto, a Bíblia deixa claro que nossas palavras, obras e pensamentos são importantes, e os pensamentos e ações revelam a realidade da nossa experiência com Deus.

1. Com isso em mente, leia Miqueias 6:1-8. Qual é a mensagem do profeta, especialmente no que diz respeito à questão dos sacrifícios (parte do culto em Israel), que simboliza o plano da salvação? Como essas palavras podem ser aplicadas a nós? Dt 10:12, 13

1: A humildade e obediência são mais importantes que os sacrifícios, que eram apenas símbolos. 

Os que alegam ser filhos de Deus, mas que não mostram justiça nem misericórdia para com seus semelhantes, estão revelando o espírito de Satanás, não importando a devoção com que se apegam às formas de adoração. Por outro lado, os que andam humildemente com Deus não negligenciam os princípios de justiça e misericórdia, nem desprezam as formas adequadas para o culto. Deus está procurando verdadeiros adoradores, que estejam dispostos a demonstrar seu amor por Ele, levando uma vida de obediência, motivada pela humildade de coração. O que todas as orações corretas, todos os estilos de culto corretos e toda a teologia correta significam, se a pessoa é desagradável, cruel, arrogante, injusta e impiedosa com os outros?

Na sua opinião, o que é mais importante: teologia correta ou ações corretas? É possível ter uma teologia certa, mas tratar os outros de forma errada? Que esperança existe para você, se esse tipo de desequilíbrio faz parte de sua vida?


Segunda

Ano Bíblico: Jr 39–41

O chamado de Isaías

Enquanto Oseias, Amós e Miqueias estavam advertindo Israel quanto ao perigo iminente, Judá parecia estar prosperando sob o reinado de vários bons reis. O rei Uzias (também conhecido como Azarias) era conhecido e respeitado entre as nações por sua sábia liderança e realizações (2Cr 26:1-15). Mas, como muitas vezes acontece, seu sucesso se tornou sua ruína. A humildade foi substituída pelo orgulho e a devoção, pela presunção (2Cr 26:16-21).

O povo de Judá também parecia estar prosperando espiritualmente. Muitos compareciam aos rituais do templo, o que revelava fervor religioso. No entanto, muitos dos mesmos males que afligiam o povo de Israel estavam corrompendo rapidamente o reino de Judá. Foi nesse tempo que o Senhor chamou Isaías para uma obra especial.

2. Leia Isaías 6:1-8. Por que você acha que Isaías respondeu conforme a descrição do texto (v. 5), ao ter uma visão do Senhor? Que importante verdade “teológica” é revelada ali?

2: Porque percebeu sua pecaminosidade, em contraste com a glória de Deus. 

Tente imaginar a reação desesperada de Isaías diante dessa revelação da glória de Deus. De repente, ele viu os próprios pecados e os pecados do povo se destacando, em contraste com a pureza imaculada e a majestosa santidade do Deus todo-poderoso. Não é de admirar que ele tenha reagido dessa maneira! É difícil imaginar alguém fazendo algo diferente.

Nesse episódio, é revelada uma verdade essencial e fundamental sobre a condição da humanidade, especialmente em contraste com a santidade e glória de Deus. Vemos uma atitude de arrependimento, disposição para reconhecer a própria pecaminosidade e o senso da própria necessidade de graça.

Como seriam nossos cultos se levassem os adoradores ao senso de que eles estão na presença do nosso santo Deus, o que, por sua vez, os tornaria profundamente conscientes de sua própria pecaminosidade e necessidade de Sua graça salvadora e poder purificador? Imagine se a música, a liturgia, a oração e a pregação trabalhassem juntas, de modo que, a cada momento, nos conduzissem à fé, ao arrependimento, à pureza, e à disposição de clamar: “Eis-me aqui. Envia-me!” É isso que a adoração deve fazer.

Imagine que você estivesse na presença física de Jesus. Qual seria sua reação? O que você diria? O que faria? E quanto à Sua promessa em Mateus 28:20? O que essa promessa significa para nós, na prática?


Terça

Ano Bíblico: Jr 42–44

Não tragam ofertas inúteis

Éfácil esquecer que grande parte do Antigo Testamento, especialmente os escritos dos profetas, foi escrita como repreensões e advertências ao povo da aliança de Deus, os que eram Sua “igreja verdadeira”. A maioria dessas pessoas professava seguir o verdadeiro Deus, tinha uma compreensão básica das verdades bíblicas (pelo menos muito mais do que seus vizinhos pagãos), e sabia as coisas certas para dizer e fazer na adoração. No entanto, como fica muito claro para quem lê os profetas, tudo isso estava longe de ser suficiente.

3. Leia Isaías 1:11-15. O que o Senhor, que instituiu todos esses serviços, estava dizendo para eles?

3: Não há valor nos sacrifícios, ofertas e rituais religiosos associados com pecado e violência.

A resposta se encontra, realmente, nos versos seguintes (Is 1:16-18), que, de muitas formas, é semelhante ao que vimos na lição de domingo, sobre Miqueias. Sem dúvida, a igreja é para pecadores, e se tivéssemos que esperar até que fôssemos perfeitos, antes de podermos adorar o Senhor, então nenhum de nós iria adorá-Lo.

Mas não é isso que a Bíblia está dizendo nesse texto, nem em qualquer outra passagem. Ela diz que Deus está mais interessado na nossa maneira de tratar os outros, especialmente os fracos e desamparados entre nós, do que em todos os tipos de rituais religiosos, mesmo os que Ele instituiu.

4. Leia Isaías 58:1-10. O que há de errado com o jejum descrito ali? Como as pessoas deviam jejuar? Que lição podemos tirar desse texto, mesmo que tenhamos o hábito de jejuar?

4: As pessoas que jejuavam eram egoístas, violentas e exploravam os pobres; o jejum verdadeiro parte de um coração puro, interessado no bem dos outros. 

O jejum é uma forma de autonegação da qual Jesus tinha muito a dizer. Mas alguns tipos de jejum são apenas uma exibição inútil. São um sintoma da hipocrisia, que cobiça os privilégios da obediência, enquanto detesta suas responsabilidades. A abnegação, motivada pelo amor a Deus, serve aos que estão em necessidade. Esse é o tipo de jejum (autonegação), que O honra; esse é o tipo de vida que leva ao tipo de adoração que Ele não despreza, uma adoração que mostra ao pecador que, assim como ele tem recebido a graça e o amor imerecido, também deve oferecer graça e amor imerecido aos outros. Esse é o tipo de renúncia que revela a verdadeira fé (Lc 9:23), o tipo de abnegação que está na essência do que significa ser seguidor de Jesus.


Quarta

Ano Bíblico: Jr 45–48

Sem nenhum valor?

O escritor sul-africano Laurens van der Post escreveu certa vez sobre o que ele chamou de “o fardo da insignificância”, essa inquietação que as pessoas têm, no fim de tudo, sobre o significado de sua vida. Houve sentido na existência? Cedo ou tarde, elas morrerão, e todos que as conheceram estarão mortos, e em pouco tempo também, toda a memória deles deixará de existir para sempre. Nesse cenário, o que nossa vida significa? Quantas vezes, e quão facilmente, podemos ter a sensação de que muito do que fazemos não tem significado real, nem importância verdadeira e duradoura!

5. Com isso em mente, leia Isaías 44. Qual é a essência desses versos, especialmente quanto à maneira pela qual eles se relacionam com a questão da adoração e daquilo que as pessoas adoram?

5: Deus é único, soberano e protetor. Somente Ele é digno de adoração. Os ídolos de feitura humana são ilusões. 

Por mais que Isaías estivesse escrevendo para seu tempo, sua cultura e seu povo, perceba quão relevantes são os princípios para nós hoje! O Senhor, somente Ele é o Criador, somente Ele é nosso Redentor, somente Ele pode nos salvar. Portanto, somente Ele é digno de nossa adoração e louvor. Isaías ridiculariza os que criam ídolos com as próprias mãos, deuses fabricados por eles mesmos, e em seguida se prostram para adorar essas coisas que, de fato, não têm nenhum valor.

Embora tudo isso possa parecer ridículo e insensato, não estamos em perigo de fazer algo semelhante, dedicando a vida, o tempo e a energia a coisas que, no fim, não têm valor, coisas que não podem atender às necessidades mais profundas do nosso ser, e que certamente não poderão nos redimir da sepultura, no fim do tempo? É muito importante que vigiemos, oremos e que, conforme Paulo disse, examinemos a nós mesmos, para ver se estamos na fé, (2Co 13:5). A adoração no sábado, se realizada corretamente, pode nos lembrar, de maneira especial, das razões pelas quais devemos adorar somente ao Senhor. O culto deve ser um momento que nos lembre, especialmente, sobre o que é importante na vida, o que realmente importa, e o que é temporal, aquilo que não serve para nada.

Todos conhecemos o perigo de transformar em ídolos o dinheiro, o poder, o prestígio, e assim por diante. E quanto ao perigo de transformar em ídolos coisas como a igreja, o pastor, nosso próprio ministério, ou até mesmo nossa fidelidade, estilo de vida ou piedade? Pense nisso e compartilhe sua resposta com a classe.


Quinta

Ano Bíblico: Jr 49, 50

“Este é o templo do Senhor, o templo do Senhor…”

O reino de Judá, o reino do sul, tinha seus altos e baixos espirituais, tempos de reforma e tempos de completa apostasia. No entanto, muitas vezes, mesmo durante os piores momentos espirituais, havia a manifestação externa de piedade e adoração que não eram aceitáveis ao Senhor. Como necessitamos ser cuidadosos, para não cair no mesmo engano!

6. Leia Jeremias 7:1-10. Que tema é repetido ali, que temos visto nesta semana? Que princípios encontramos no texto, que podemos aplicar em nosso contexto?

6: Somos advertidos a adorar a Deus de maneira coerente. O fato de estar na igreja não nos salva. É preciso ser honesto e justo para com o semelhante.

Observe especialmente o verso 4. Em certo sentido, as pessoas que falavam estavam certas. Aquele era o “templo do Senhor,” o lugar em que o nome do Senhor devia permanecer, o lugar em que era realizado o sistema sacrifical, que Deus havia instituído; lugar em que eram ensinadas as grandes verdades do sacrifício, salvação, purificação e juízo. Afinal, esse era o povo da aliança. Seu Deus era o verdadeiro Deus, e eles tinham mais luz e mais verdade, como nação, do que seus vizinhos pagãos. Nada disso pode ser contestado e, no entanto, o Senhor, obviamente, não estava satisfeito com eles nem com sua adoração. De fato, como Ele definiu a frase: “Este é o templo do Senhor, o templo do Senhor, o templo do Senhor”? “Palavras enganosas?” Elas eram enganosas, não porque aquele não fosse o templo do Senhor, mas porque as pessoas acreditavam que, simplesmente pelo fato de ir ao templo do Senhor e adorar ali, elas estavam seguras, salvas, e estavam fazendo tudo que era necessário.

Com toda a luz que recebemos, de que maneira podemos, como adventistas do sétimo dia, estar em perigo de cometer o mesmo erro daquelas pessoas? Pense em possíveis paralelos entre elas e nós. Como podemos ser enganados, da mesma forma, se não tomarmos cuidado? Em quais “palavras enganosas” podemos estar em perigo de confiar, palavras que na superfície são verdadeiras (assim como aquele era, de fato, “o templo do Senhor”), mas que poderiam nos levar a cometer os mesmos tipos de erros presunçosos?


Sexta

Ano Bíblico: Jr 51, 52

Estudo adicional

Leia de Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 303-310: “O Chamado de Isaías”; p. 331-339: “Ezequias”; p. 349-366: “Libertos da Assíria”; p. 381-391: “Manassés e Josias”; p. 407-421: “Jeremias”.

Nos dias de Isaías as faculdades espirituais da humanidade haviam sido entenebrecidas por uma errônea compreensão de Deus….

“Havendo perdido de vista o verdadeiro caráter de Jeová, os israelitas ficaram sem escusa. Não raro havia Deus Se revelado a eles como ‘um Deus cheio de compaixão e piedoso, sofredor e grande em benignidade e em verdade’ (Sl 86:15)”.

“Na visão dada a Isaías no recinto do templo, foi-lhe propiciado ver claramente o caráter do Deus de Israel. ‘O Alto e o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo’ (Is 57:15), havia-lhe aparecido em grande majestade; contudo, ao profeta fora feito compreender a natureza compassiva de seu Senhor” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 311, 312, 314).

Perguntas para reflexão:
1. Quais são as “coisas boas” que podemos transformar em ídolos? Como saber quando alguma coisa se tornou um ídolo?
2. As pessoas iam constantemente ao “templo do Senhor”, e ali adoravam (Jr 7:4), de maneira enganosa e hipócrita. Como podemos evitar essa mesma armadilha? Por que a simples obediência à Bíblia tem um papel tão importante em nos proteger de todos os tipos de engano?
3. Pense nos cultos de adoração em sua igreja. Você sai com um senso de temor diante da majestade de Deus, em contraste com sua pecaminosidade e necessidade de graça? Se não, o que poderia ser mudado, a fim de ajudar a igreja a ter, até certo ponto, a experiência que Isaías teve? Por que isso é tão importante?
4. Quantas coisas você faz que não servem para nada? Quanto tempo você gasta basicamente desperdiçando tempo, fazendo coisas inúteis, vãs e, essencialmente, sem nenhum valor? Como podemos aprender a fazer melhor uso do tempo limitado que temos nesta vida?

Respostas Sugestivas:
1:
 A humildade e obediência são mais importantes que os sacrifícios, que eram apenas símbolos. 2: Porque percebeu sua pecaminosidade, em contraste com a glória de Deus. 3: Não há valor nos sacrifícios, ofertas e rituais religiosos associados com pecado e violência. 4: As pessoas que jejuavam eram egoístas, violentas e exploravam os pobres; o jejum verdadeiro parte de um coração puro, interessado no bem dos outros. 5: Deus é único, soberano e protetor. Somente Ele é digno de adoração. Os ídolos de feitura humana são ilusões. 6: Somos advertidos a adorar a Deus de maneira coerente. O fato de estar na igreja não nos salva. É preciso ser honesto e justo para com o semelhante.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li932011.html

Ciclo do aprendizado

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: A transformação espiritual não está completa até que a vida diária tenha a marca do caráter de Jesus. Quando a religião da cabeça se torna também a religião das mãos e pés; quando a profissão encontra expressão na ação, é sinal de que possuímos o caráter do Salvador.
Só para o professor: Coloque os conceitos a seguir em suas próprias palavras. Seus alunos provavelmente se identificarão com a verdade de que a prática pode, muitas vezes, mudar a maneira pela qual a pessoa percebe alguma coisa.

Há um segredo para uma vida dinâmica que muitos palestrantes motivacionais procuram transmitir aos seus ouvintes. Com certeza, há muita coisa na indústria motivacional que tem um quilômetro de largura e um centímetro de profundidade, mas essa verdade é um fato. Qual? O ato físico de fazer alguma coisa pode mudar a atitude da pessoa com relação a essa coisa.

A internalização desse segredo separa os grandes atletas do restante, e artistas espetaculares daqueles meramente talentosos. Todos os que conquistam grandeza em qualquer empreendimento sabem que a grandeza se rende apenas ao trabalho duro e esforço constante. Para trabalhar constante e arduamente em algo, é preciso ignorar os sentimentos e emoções regularmente, para atingir os objetivos. É aqui que entra a “lei da ação”. De vez em quando, podemos não sentir vontade de praticar nossas habilidades. Mas se avançamos e começamos a praticá-la, as atitudes negativas geralmente desaparecem. A “prática” ajuda a mudar o estado mental.

Comente com a classe: Pergunte aos alunos se eles acreditam que “a lei da ação” realmente funciona. Essa lei também funciona no aspecto espiritual? Qual foi o papel da “prática” na vida de Jesus (Jo 8:29)? Como a repetição da prática do que é certo ajuda a mudar o que somos interiormente?

Compreensão
Só para o professor: Como a lição desta semana deixa claro, os profetas do Antigo Testamento enfrentaram a difícil tarefa de expor os pecados ocultos, e não tão ocultos, do povo que muitas vezes afirmou estar adorando o Deus verdadeiro.

Comentário Bíblico

I. A visão do Céu
(Recapitule com a classe Is 6:1-81Sm 16:72Cr 16:9.)

A lição de segunda-feira destaca um dos trechos mais belos das Escrituras: o “encontro” de Isaías com Deus (Is 6:1-8). Nessa passagem, há uma clara percepção de que Deus tem mais conhecimento de Isaías e do povo de Judá do que eles próprios. Quando Deus revelou quem Ele realmente era, Isaías viu que os remendos de sua vida começaram a se romper.

O penetrante olhar de Deus viu a verdadeira condição de Adão e Eva após a queda, mesmo quando eles mal podiam compreender isso (Gn 3:11). Quando Samuel escolheu Eliabe, o forte filho mais velho de Jessé, para ser rei, Deus o fez lembrar-se de que Ele olha além da aparência e vê o coração (1Sm 16:7). Quando Asa, rei de Israel, fez uma aliança com Ben-Hadade, da Assíria, Deus enviou estas incisivas palavras de repreensão: “Os olhos do Senhor estão atentos sobre toda a Terra, para fortalecer aqueles que Lhe dedicam totalmente o coração” (2Cr 16:9, NVI).

O rei Davi fez uma pergunta inocente: “Para onde me ausentarei do Teu Espírito? Para onde fugirei da Tua face?” (Sl 139:7, NVI). Essa foi uma realidade que Davi aprendeu em primeira mão, depois de seu pecado com Bate-Seba (2Sm 12). Como professos seguidores de Deus, devemos compreender que nenhuma quantidade de autoengano pode mudar a realidade de quem realmente somos. Deus nos vê como somos: pecadores incapazes de corrigir a nós mesmos. Esconder-se é inútil.

Pense nisto: Por que tendemos a ter medo do olho de Deus, que tudo vê? Como podemos “experimentar” a presença de Deus em todos os momentos, para que ela transforme nossa maneira de viver?

II. Arrependimento, reavivamento e reforma
(Recapitule com a classe Mq 6:8Rm 2:4 e Jo 6:44.)

Os rabinos antigos examinaram a lei de Deus e descobriram 613 preceitos. Esses 613 preceitos são, no salmo 15, reduzidos para onze princípios e, em Isaías 33:15, são resumidos ainda mais, para seis mandamentos. Em Miqueias 6:8, Deus resume os 613 preceitos em três breves requisitos, que podem ser traduzidos da seguinte forma: seja justo em tudo que fizer; seja amável, compassivo e fiel; viva com humildade e submissão a Deus.

Para viver a verdade de Miqueias 6:8, é preciso uma reorganização radical da vida e das prioridades. Essa mudança só pode ocorrer quando a pessoa aceita o chamado de Deus ao arrependimento, reavivamento e reforma. O verdadeiro arrependimento é tristeza inspirada por Deus, por causa do pecado, e afastamento do erro (Rm 2:4Ez 18:30-32). O verdadeiro reavivamento é demonstrado por uma renovação da vida espiritual (Sl 85:6Is 57:15Rm 6:11). Reforma é o reordenamento das prioridades, a mudança de ideias, hábitos e práticas (Fp 1:9, 10).

Essa transformação é obra de Deus. Romanos 3:11 deixa claro que nenhum de nós busca a Deus. É Ele que nos procura. Quando vamos a Ele, é em resposta a essa busca divina. Em João 6:44 Jesus declara que ninguém vai a Ele se o Pai não o levar. Até que Deus nos transforme, haverá uma separação entre nossa profissão e nossas ações.

Pense nisto: Deus está procurando adoradores que O adorem em espírito e em verdade (Jo 4:21-23). Como o arrependimento, reavivamento e reforma nos ajudam a adorar a Deus em verdade? Como eles nos ajudam a viver a verdade?

II. Fazer o que é necessário
(Recapitule com a classe Is 58:1-10Lc 9:23Lc 22:31, 32.)

Os terríveis pronunciamentos dos profetas de Deus no Antigo Testamento eram assunto sério. Eles eram literalmente uma questão de vida ou morte. No entanto, Israel e Judá tinham uma escolha nesse assunto. Eles podiam optar entre continuar pecando, ou poderiam se arrepender. Arrependimento e obediência aos mandamentos de Deus exigem abnegação (Lc 9:23), como a lição de segunda-feira menciona.

Às vezes, quando Deus nos mostra nossos pecados, é difícil para nós aceitar nossa condição e nossa necessidade dEle. Isso nunca foi mais evidente do que na vida de Pedro, o discípulo de Jesus que falava demais. Observe em Lucas 22:31, 32 que, quando Jesus falou a Pedro do desejo de Satanás de peneirá-lo, a resposta de Pedro foi orgulhosa: “Estou pronto a ir contigo, tanto para a prisão como para a morte” (v. 33). Ele não conhecia a própria fraqueza, mas Jesus conhecia. Não somente Jesus já estava orando por ele, mas também predisse que Pedro um dia seria realmente convertido, e dedicaria a vida totalmente a Deus (v. 32).

Pense nisto: A presciência de Deus significa que Ele sabe tudo sobre nós (Sl 139). Como é animador saber que Deus não apenas nos conhece, mas também fez provisão para que vivamos em obediência a Ele! Como Deus, em Cristo, supriu todas as nossas necessidades, mesmo as que não sabíamos que tínhamos?

Aplicação
Só para o professor: Incentive seus alunos a internalizar as perguntas abaixo. O objetivo é que cada pessoa examine cuidadosamente a si mesmo.

Perguntas para consideração
1. Como você reage quando Deus lhe pede que mude a conduta em alguma área da vida? Por quê?
2. Se você pudesse reverter uma decisão tomada contra a clara orientação de Deus, qual seria? Por quê?

Pergunta de aplicação
“A obra de cada ser humano passa em revista perante Deus, e é registrada pela sua fidelidade ou infidelidade. Ao lado de cada nome, nos livros do Céu, estão escritos, com terrível exatidão, toda palavra inconveniente, todo ato egoísta, todo dever não cumprido e todo pecado secreto e toda hipocrisia dissimulada. Advertências ou admoestações enviadas pelo Céu, e que foram negligenciadas, momentos desperdiçados, oportunidades não aproveitadas, influência exercida para o bem ou para o mal, e seus resultados de vasto alcance, tudo é historiado pelo anjo relator” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 482). É assustador o conhecimento de que cada momento, bom ou mau, é registrado, especialmente quando parece que os momentos desperdiçados e as oportunidades não aproveitadas sobrepujam as ocasiões boas. Esse solene pensamento é suficiente para tentar até mesmo o cristão mais firme em sua fidelidade, a desistir de toda a esperança do Céu. Mas podemos ser muito gratos porque o Céu veio à Terra, para que pudéssemos ter a esperança do Céu; essa esperança tomou a forma humana e morreu por todos os pecados registrados contra nós. Além do perdão de Cristo para nossos erros e pecados do passado, e de Sua graça, que nos capacita a viver segundo Sua vontade no presente, não há nada de bom em nós. Que inspiração para conduzir nossa vida recebemos da pergunta: “O que desejo que esteja no registro da minha vida?”

Se lhe pedissem que concluísse a declaração a seguir, o que você diria? “A principal coisa que impede a minha comunhão com Deus é …”.

Perguntas para testemunhar:
1. A maioria dos cristãos provavelmente diria que falar às pessoas sobre as boas novas da salvação através de Jesus Cristo é o coração da mensagem a ser compartilhada com o mundo. Qual é o momento adequado para compartilhar com um infiel os mandamentos e requisitos divinos? Como saber se ainda não é o tempo? Comente.
2. Mateus 7:1, 2 nos alerta para não julgar os outros, “Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês” (v. 2, NVI). Tendo em conta essa advertência, como devemos nos aproximar de um irmão ou irmã que professa o cristianismo, mas vive em pecado aberto? Que orientação especial é dada em Mateus 18:15-17?

Criatividade
Só para o professor: Compartilhe com a classe os dilemas éticos a seguir, e solicite suas respostas. O objetivo deste exercício é analisar os desafios de viver nossa fé neste mundo que muitas vezes se opõe a essa fé.

1. Você está fazendo compras e percebe uma mulher colocando na bolsa um par de meias. Você também nota que, com base em suas roupas, ela provavelmente esteja enfrentando dificuldades financeiras. Você a denunciaria? Comente.
2. Você administra um orfanato e tem dificuldades para cobrir as despesas. Uma concessionária de carros oferece uma caminhonete nova no valor de 30.000 reais gratuitamente, se você falsamente informar ao governo que a concessionária doou o veículo no valor de 60.000 reais. Você realmente precisa de uma caminhonete, e isso lhe dará a oportunidade de fazer as crianças felizes. Você concordaria em levar o veículo? Comente.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/aux932011.html


Lição 9 – “NÃO CONFIE EM PALAVRAS ENGANOSAS”: OS PROFETAS E A ADORAÇÃO

Ruben Aguilar

Aristóteles, o filósofo estagirita, chamado assim por ter nascido em Estagira; incluiu, nas suas obras, algumas referências do pensamento de filósofos anteriores a ele e de outros, contemporâneos seus. Na sua obra “Discursos”, Aristóteles transcreveu uma declaração de Epicteto, pensador grego que, ao que parece projetou com sua verbalização muitos conceitos, não deixando nada escrito.  Segundo Aristóteles, a declaração de Epicteto é a seguinte: “Se eu fosse um rouxinol, eu agiria como rouxinol; se fosse um cisne, agiria como um cisne. Mas, eu sou uma criatura racional, e devo louvar a Deus; este é meu trabalho; eu farei isso, não abandonarei essa posição; tanto quanto possa, eu guardarei isto e cantarei assim”.

A declaração de Epicteto deve ter provocado profunda impressão na mente do filósofo grego, ao ponto de destacar seu conteúdo. Nas frases que compõem essa sentença, se encontra explicitado o propósito da existência de todo ser humano; o qual pode ser sintetizado na seguinte afirmação: sendo o homem um ser racional, deve viver para louvar a Deus. Se o viver pleno de uma pessoa é louvar a Deus, isso significa que toda atividade ou conduta humana deve atingir esse propósito. A conduta humana foi tema de demoradas elucubrações por parte de Aristóteles, cujos conceitos a esse respeito, permitiram sua sistematização como um dos ramos da Filosofia: a Ética.

A palavra Ética deriva do grego “ethos” que significa “costume”. Por sua raiz etimológica esse termo faz alusão ao estudo da conduta ideal do indivíduo. Qual é essa conduta ideal? Devido à variedade de sistemas sociais, políticos e filosóficos, não é fácil chegar a uma conceituação única sobre o que é a Ética. Por exemplo, para o hedonismo, a conduta ideal é a que conduz ao prazer; para o eudemonismo, a que leva à felicidade; para o naturalismo, a que estimula a evolução progressiva da raça; para o pragmatismo, um ato bom é quando é útil, e ruim, quando não o é. Nessa linha de pensamento cabe afirmar que, para o cristianismo, a conduta ideal é a que louva a Deus; e o resto, é sequela de sistemas de comportamento convencionais vertidas em palavras enganosas.

Na Bíblia encontram-se as normas que orientam a conduta ideal que louva a Deus, principalmente nas mensagens dos profetas. As sérias repreensões pronunciadas por esses instrumentos de Deus ao povo de Israel foram propaladas para elucidar o verdadeiro conceito da adoração genuína e para contrastara artificialidade de uma religiosidade ritualista com a prática do amor a Deus e ao próximo.

PROSPERIDADE EM ISRAEL
A mensagem dos profetas destaca em relevo o conceito da adoração aceita por Deus diante de uma visão religiosa sustentada pela prosperidade material. Ao que parece, essa prosperidade, nos tempos do Antigo Testamento, começou a ser sentida durante o governo de Jeroboão II, rei de Israel. A nação não temia a ameaça de invasão por parte das grandes potências da época: Assíria e Egito. Jeroboão II governou 41 anos (2Rs 14:23) em Samaria; “restabeleceu… os limites de Israel, desde a entrada de Hamate até ao mar da Planície…”(v. 25); “reconquistou Damasco e Hamate, pertencentes a Judá, para Israel” (v. 28). Seu governo foi de relativa paz e prosperidade estimulada por uma economia baseada na agricultura, comércio internacional, desenvolvimento da indústria têxtil e expansão populacional através das grandes construções.

Alguns profetas testemunharam vividamente essa prosperidade fazendo referência aos castelos construídos em Samaria (Am 3:9-11); e às aconchegantes casas de inverno e casas de verão, com sofisticadas casas de marfim e outras de tamanho faustoso (Am 3:15); e ao espírito altaneiro que levou a construir casas de pedras lavradas (Am 5:11); e as casas decoradas com riquíssimos móveis como: camas de marfim (Am 6:4); todo conforto alcançado para levar uma vida de prazeres, bebendo vinhos e mostrando prodigalidade no uso de óleos caríssimos (Am 6:6).

A prosperidade é uma benção quando obtida no ambiente da honestidade e do trabalho servil. Não era esse o método usado por essa classe de privilegiados que ostentavam luxo e bom viver. No comércio, adulteravam os pesos e as medidas, diminuindo o efa, usando balanças enganadoras (Am 8:5); os governantes afligiam os pobres exigindo elevados tributos (Am 5:11); os poderosos deitavam por terra a justiça (Am 5:7); o necessitado ou o justo humilde era oprimido por juízes que aceitavam suborno (Am 5:12); e nessa atitude os juízes vendiam o justo por dinheiro e as prisões ficavam lotadas de “ladrões de galinhas” ou por aqueles que furtaram sandálias (Am 2:6); a angústia dos pobres se estendia na esfera da humilhação com suas cabeças calcadas até o pó da terra (Am 2:7); tamanha opressão social suprimia qualquer ideia de igualdade, pois o pobre valia tanto quanto um par de sandálias (Am 8:6). Em resumo, a prosperidade material era exclusiva de uma classe privilegiada enquanto a massa plena da população amargava sua existência bebendo do cálice da injustiça social.

MIL CARNEIROS? NÃO TRAGAM OFERTAS INÚTEIS
Na atmosfera poluída pela injustiça e a opressão, para desgraça dos menos favorecidos, Deus determinou a evocação de uma mensagem cujo conteúdo incluía a reprovação da falsa adoração e ao mesmo tempo a exortação para o cumprimento da caridade. Para que essa voz fosse ouvida, vários profetas foram chamados e preparados por Deus para atuar nas suas esferas geográficas respectivas, sendo quase contemporâneos. O chamado do profeta Isaías é um exemplo de como é imposta a comissão divina para atuar num momento oportuno e de grande transcendência. Ele viu a santidade de Deus e se sentiu, por esse fato, indigno e sujeito à morte. Esse sentimento era uma parte da experiência espiritual do profeta que, no seu todo, representava a autêntica forma de adoração. Arrependido e purificado das suas transgressões, Isaías recebeu o convite para transmitir a mensagem do momento, ao qual respondeu com a intrepidez necessária: “eis-me aqui, envia-me a mim”.

A prosperidade e todo bem material é uma benção divina; mas, não quando obtidos por mecanismos ilícitos de enriquecimento; então, a riqueza pode ser uma concessão de quem assim tenta aos filhos de Deus, como o fez com Jesus.

Na época dos profetas do Antigo Testamento, os que detinham riqueza podiam oferecer centenas ou milhares de animais como prova do seu sentimento de adoração a Deus. O oferecimento certamente impressionava a maioria dos adoradores reunidos em torno do Templo. Nessas circunstâncias a liturgia era completada com enlevo e deleite para os olhos. O brilho das vestes dos oficiantes e dos que concediam a oferenda parecia refletir os raios luminosos da natureza. Todo o ritual seria um glorioso culto de adoração a Deus e aceito como tal por toda a natureza Divina. Mas a oferta não mereceu aprovação e o ritual de adoração foi rejeitado por causa da vida inadequada do ofertante. Deus que vê o coração e examina todo espírito, deixa revelada a transgressão que desmerece toda forma de adoração.

É a voz do profeta que dilui a magnificência da oferta diante da transgressão velada dos que pretendem cumprir uma prescrição religiosa. Pelas palavras do profeta, toda riqueza concentrada na dádiva, como forma exata de adoração, torna-se uma oferta inútil. É um torrão de sal que mergulha num copo de água e logo desaparece. Para Deus, a adoração genuína e verdadeira, não está no valor material da oferta, a qual na sua essência pode simplesmente representar exibicionismo autêntico; mas, na caridade e justiça praticada como expressão de uma consciência humilde. “Agradar-se-á o Senhor de milhares de carneiros? De dez mil ribeiros de azeite?” (Mq 6:7); é a reprovação exposta pelo profeta mesmo na forma interrogativa com certo traço de ironia. Essa reprovação é ainda mais incisiva quando o profeta evoca as palavras divinas, sentenciando: “de que Me serve a Mim a multidão de vossos sacrifícios? … Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes” (Is 1:11).
A palavra hebraica para oferta é o vocábulo “korban” que assinala um objeto que faz ligação com o divino; seu sentido básico é: “aquilo que une a Deus”. O significado desse termo é imperativo quando se declara que ninguém se aproxime de Deus sem trazer sua oferta. Nessa prática exclui-se a quantidade ou valor da oferta; sendo eminente a intenção de adorar a Deus. Assim, uma parte da liturgia no culto sagrado é o ofertório no qual se dedica a Deus uma oferta, como parte da adoração; mas, o qualificativo divino pode ser negativo e excludente, como recomenda a voz do profeta: “não continueis a trazer ofertas vãs” (Is 1:13).

Os profetas expõem o contraste das ofertas vãs, com uma exortação apelativa; mas na sua forma é concludente sobre o sentido da adoração que Deus aceita. A voz profética declara o que o Senhor deseja: “que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus” (Mq 6:8). E o profeta complementa a instrução da correta adoração: “Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas” (Is 1:17).

A adoração a Deus é uma atitude consciente de dedicação e obediência aos preceitos divinos. Ninguém pode adorar a Deus com uma duplicidade de conduta, demonstrando no templo, os artifícios de uma religiosidade aparente, enquanto o restante das suas atividades escorregam sobre uma superfície de dolo e engano. Nessas condições de vida, Deus afasta Seus olhos da mão estendida e nem as orações são ouvidas (Is 1:15); o jejum não beneficia ao participante e a aflição de espírito é inconsequente (Is 58:3). O que fazer? A voz do profeta referenda mais uma vez a prática da caridade, para que a participação no templo, como adorador, seja eficaz e alcance o objetivo primário da adoração. Para tanto, é necessário dar ouvidos à recomendação profética que transmite o requerimento divino em forma imperativa, nos seguintes termos: “que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, …  que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados; e se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante” (Is 58:6, 7).

SEM NENHUM VALOR?
Platão, grande mestre da Grécia clássica, ensinava filosofia nos jardins da mansão do seu amigo Academus. No portão principal do ostentoso casarão, o filósofo dependurou um cartaz que dizia: “Não entre se não souber geometria”. Considerava Platão que, para compreender os intrincados e sutis princípios do pensamento filosófico, era básico conhecer geometria. O eminente pensador, afirmava que o ideal de uma sociedade é quando seus membros alcançam o pleno conhecimento filosófico e sejam filósofos. Na vida pratica, porém, a porcentagem de pessoas que conhecem geometria é exígua. Muitos homens de sucesso nas artes, na política, na medicina ou na literatura, ignoram os teoremas de tal disciplina ou pelo menos nunca os usaram.  Poderia até ser considerado um conhecimento sem nenhum valor.

Claro que não é possível ser radical, ou presumir ter certeza absoluta ao qualificar com o grau de nenhum valor, o que uma pessoa conhece ou faz. Não se deve deixar de lado o consenso popular de que todo conhecimento contribui para se obter um resultado, seja bom ou mau, ou simplesmente é causa da perda de tempo. O lamento das pessoas idosas com frequência é de ter procedido erroneamente em anos passados e, se tivessem uma chance de voltar a viver, fariam tudo de maneira diferente. Isso significa que conheceram ou fizeram coisas que não beneficiaram sua vida; coisas sem nenhum valor.

Não é fácil a tarefa de assinalar as coisas ou os conhecimentos no transcurso da vida, a ser qualificados como de nenhum valor. Mas, um exame à luz das promessas divinas e dos seus atributos, da esperança da salvação e da vida eterna, dará possibilidade de eliminar aquilo que é sem valor.

O capítulo 44 do livro do profeta Isaías, apresenta uma atitude que definidamente é sem nenhum valor para a vida eterna. O apelo é para considerar a natureza divina com seus atributos de sabedoria e poder. Só Ele é criador e sustentador, só Ele é quem conhece as necessidades de cada ser humano e as atende no momento preciso. Não há no Universo outra entidade capaz de manifestar tanto interesse na salvação do homem como o faz o Deus triúno. Mas o homem deposita sua confiança em objetos materiais e até de caráter abstrato, que substituem Deus, como se esses objetos tivessem todo o poder para suprir as necessidades humanas. Segundo a versão profética, isso é idolatria.

Etimologicamente, idolatria significa adoração a ídolos. Ídolo é todo objeto que ocupa o lugar de Deus. Aos ídolos, as pessoas atribuem adoração que é devida unicamente ao Criador. Um ídolo surge na mente de uma pessoa, como uma forma ou figura de algo que ocupa uma posição ideal de poder. Na imagem dos que cultivam o ídolo, este existe num ambiente supraterreal. É detentor de atributos magníficos e capaz de beneficiar com graças aos seus adoradores. O ídolo passa da imaginação à objetividade, quando o idólatra concebe uma forma física e confecciona essa figura usando materiais fortes como ouro, prata, pedras nobres, madeira, etc.

Nos seus escritos, o profeta Isaías procura levar seus leitores a raciocinar sobre a futilidade dessa ação, e em forma irônica menciona a atividade do ferreiro que usa os metais para fabricar uma ferradura e com o restante fabricar um deus. É também fútil a conduta do artífice em madeira que corta árvores para fazer fogo com a lenha, cozer pão e, com o restante da madeira talhar um deus (Is 44:9-17). Pode-se atribuir a essas imagens algum poder? Certamente não! Esses ídolos não têm nenhum valor.

Os ídolos preservados em materiais diversos prevalecem através das épocas; mas, outros surgem, sempre com o magnetismo que induz as pessoas a prestar atenção, manifestar sentimentos de respeito, reverência e adoração. Na atualidade, nessa classe de idolatria devem ser incluídos: as imagens de santos; relíquias sagradas; ícones representativos da terra, do mar, do sol e da lua; números de loterias; objetos de adivinhação e magia; objetos de valor inapreciável; certos objetos de recordação; objetos que cativam as emoções ao ponto de provocar obsessão; personalidades que despertam as paixões; literatura subliminar como as aventuras novelescas; e tudo aquilo que priva ou diminui a adoração devida a Deus.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/com932011.html


COMENTÁRIOS SIKBERTO MARKS

Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2011

Tema geral do trimestre: Adoração

Estudo nº 09 –  “Não confie em palavras enganosas”: os profetas e a adoração

Semana de  20 a 27 de agosto

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristovoltara.com.br marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar: “Quem então é como Eu? Que ele o anuncie, que ele declare e exponha diante de Mim o que aconteceu desde que estabeleci Meu antigo povo, e o que ainda está para vir; que todos eles predigam as coisas futuras e o que irá acontecer” (Isa. 44:7, NVI).

Introdução de sábado à tarde

Que lições duras estão sendo estas! Desde que as estudo, nunca vi algo assim. Como estão indo direto ao ponto de nossas falhas! Aqui em nossa casa, estamos aproveitando para fazer uma faxina (limpeza) na vida espiritual. Onde encontramos algo errado, oramos, e humildemente pedimos a DEUS que nos dê as forças para mudarmos de hábito. Se os meus comentários da lição às vezes parecem duros, ou muito diretos, eles também são direcionados ao nosso lar. É que estamos em dias que satanás está usando seu máximo poder de enganar, e todos somos alvos dele. É tempo de reavivamento e reforma. E esse assunto centra na adoração, que é o modo de relacionamento com nosso DEUS e nosso Salvador.

No Israel antigo, eles cometeram muitos erros. Mas não podemos condená-los, pois somos ainda mais pecadores que eles, já que temos, a mais que eles, dois mil anos de degeneração. E temos ainda que enfrentar maior experiência do mal. Não esqueçamos: houve 1260 anos de severa perseguição, de cristãos contra cristãos. E aqui nos encontramos justo no auge do drama.

Nesses últimos tempos, pelo que se está vendo, grande parte do povo judeu assumirá uma importante e poderosa posição ao lado da verdade. Só eles podem dar um determinado testemunho que vai impressionar o mundo cristão e o pagão também. Essa parte de judeus, quando aceitar JESUS como Salvador, obviamente mantendo a santificação do sábado, dará uma força única e exclusiva aos demais santificadores do sábado. Imagina só, quando muitos deles tomarem essa decisão, com que moral aqueles que defendem a abolição da lei e do sábado continuarão mantendo essa idéia!? DEUS tem reservado grandes emoções para bem pouco tempo, quem sabe, para o próximo ano, mas se não for, não demora muito tempo mais. Preparemo-nos para nos posicionar, em definitivo, do lado certo quanto à adoração, pois essa é a grande questão. Para isto, façamos o reavivamento e a reforma em nossa vida, urgentemente.

Em que erro o povo judeu antigo caiu, e que nós, adventistas, também estamos caindo (e não adianta tentar esconder, pois isso é verdade)? Eles adentraram no formalismo. Acharam que o importante eram os rituais. Pois o que se vê em muitas de nossas igrejas não é diferente. As pessoas observam a liturgia (ritual eclesiástico, ordem das cerimônias), e se bem que ela tem sua importância, ela nunca substitui O adorado. Ela é apenas o meio respeitoso para se chegar a quem se adora. Então, se o nosso foco for em liturgia, o que vai acontecer? O que vemos por aí? Pessoas santíssimas dentro da igreja, e assim que saem, se tornam outras pessoas, bem diferentes, como o mundo gosta. E muitas vezes, esse estilo até entra junto na igreja. Ou seja, é “faz de conta”, mas não há genuinidade. Durante a semana, são em geral, apenas um pouco melhores que os do mundo. É por esse motivo que carecemos todos, de uma reforma em nossa vida. Estudemos bem as lições dessa semana, pois elas têm muito a ensinar. Mas também nós devemos mudar nossa vida.

  1. Primeiro dia: Mil carneiros?

Se pudéssemos ser salvos pelas obras, então o plano de salvação seria outro. JESUS não teria vindo morrer por nós. O Céu provavelmente teria enviado diretamente o ESPÍRITO SANTO para nos assessorar a praticarmos boas obras, e assim, aos poucos, nos tornaríamos pessoas boas. Ao longo do tempo a nossa natureza seria purificada, ela se transformaria, e, por esforço próprio, alcançaríamos outra vez a perfeição.

Achou absurdo? Mas essa pregação é a que mais se ouve pelo mundo afora. É só colocar um ingrediente a mais, e já vai entender. E aqui vai o ingrediente. Se a salvação fosse pelas obras, então faz sentido não haver morte de alguma parte do ser humano, digamos, o seu pensamento, que chamam de espírito, ou alma. Nesse caso, se uma vida não fosse suficiente para chegar outra vez ao ponto de ser aceito no Céu, então aquela alma reencarna e retorna à vida em outro corpo, e assim vai, e pelas obras vai se aperfeiçoando, até que se torne outra vez digna da vida eterna com corpo, ou seja lá como for.

De primeira, podemos ver que realmente essa idéia, de salvar-se (note, salvar-SE) pelas obras coloca o reino de DEUS em risco. Querver? A Lei de DEUS valeria pouco, quase nada, e DEUS também teria pouco poder. Afinal, o sujeito peca, depois, ele mesmo, com algum auxílio da divindade, se recupera e retorna a ser bom. Esse é, em nosso mundo, o princípio da impunidade. Por isso a nossa sociedade vai de mal a pior! Pode pecar, você mesmo se recupera. E se não conseguir, teríamos o ESPÍRITO SANTO para ajudar. É de se notar que nesse caso, o ESPÍRITO SANTO não transforma, ele ajudaria a pessoa a praticar boas obras. Seria a banalização da Lei, o rebaixamento do poder de DEUS, e o aviltamento de Seu Reino. Obedeça, ou não, você mesmo resolve a sua situação. Resumindo, seria um governo anárquico, no sentido direto dessa palavra, ou como dizem, a casa onde todo mundo manda, e do seu jeito.

E o que foram todos aqueles cordeiros e carneiros que se matavam todos os dias? Foram obras? Eles foram uma representação prática da dramaticidade do pecado. Indo direto ao ponto: pecado mata! Quem peca, morre por inteiro, não fica algo dessa pessoa para reencarnar. Nesse caso, a Lei tem força, o Rei tem poder, e esse é um reino onde a impunidade e a confusão não tem lugar. Resumindo isto, é um lugar 100% seguro para quem obedece, pois há lei e ela tem valor.

Mas o povo de DEUS naqueles tempos transformou o ritual do santuário, em que se matavam animais, em o fim em si mesmo. O ritual era procedido por seres humanos, e o povo participava. Então, enfatizar no ritual é o mesmo que enfatizar no ser humano e em suas obras, não em quem o ritual representa, que era JESUS. Nesse caso, é o mesmo que dizer: faça sacrifícios que por meio deles você se salva.

Mas o que DEUS quer mesmo, conforme Miq. 6:1 a 8? Ele quer que pratiquemos a justiça, que amemos a misericórdia e que andemos humildemente com nosso DEUS. Ou seja, Ele quer nos perdoar para que, tendo o perdão, não pequemos mais. E não pecar mais é praticar boas obras. Resumindo, por meio da prática de obras más (desobediência) podemos nos perder, pois estamos desobedecendo a Lei, e ela tem que nos condenar. Portanto, sempre que praticarmos uma obra má, anulamos a graça em nossa vida, e necessitamos outra vez ser perdoados. Mas depois de perdoados, aí sim, devemos obedecer, e obediência é a prática de boas obras, que estão em conformidade com a Lei de DEUS.

Qual é a lógica de tudo isso? Ela é bem simples. O ser humano pecou, portanto tem que morrer, pois o salário do pecado é a morte. Assim exige a Lei. E atentem, a Lei não perdoa, ela condena. A função dela não é perdoar, mas condenar à morte, e esse é o seu poder. Por isso a lei serve também para prevenir contra a morte, orientando a não pecar para não morrer. Mas pecando, entra o amor de DEUS, que vendo-nos condenados, quer nos salvar. Veio o Seu Filho, para morrer em nosso lugar. Isso satisfaz a Lei, que exige a morte do pecador. JESUS colocou-Se em nosso lugar nessa morte. A partir dessa morte, como Ele pagou o preço do pecado dos pecadores, tem todo direito de perdoar a quem sinta a necessidade e queira ser perdoado. E isso é a graça. Ele perdoa, e a pessoa está livre de morrer para sempre. Mas atenção, ela estará livre até que cometa outro pecado, aí o processo reinicia, se ela desejar ser salva. Se não desejar, esteve por um tempo livre de morrer, mas pecando outra vez, voltou à condição de condenada. Portanto, uma vez aceita a graça, precisa ter o desejo de não pecar mais, isto é, ter o desejo de praticar somente boas obras. E é para isso que o ESPÍRITO SANTO foi enviado: nos ajudar no processo de santificação, que é a capacidade de cada vez mais conseguir praticar boas obras evitando as más obras. Resumindo mais uma vez: as boas obras, obras da obediência à lei de DEUS, se praticadas antes do perdão, são louváveis, mas não servem para obter o perdão de pecados anteriores, e, se praticadas após o perdão pela graça, servem para não ser condenado outra vez e manter-se salvo.

  1. Segunda: O chamado de Isaías

Isaías, filho de Amoz, que, segundo o Talmude era irmão do rei Uzias, profetizou no tempo dos reis Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias. Isaías viveu 79 anos, iniciou seu ministério em 740 aC, aos 20 anos, anoem que Uziasmorreu. Era contemporâneo dos profetas Amós, Oséias e Miquéias. Consta que Isaías tenha sido serrado ao meio pelo iníquo rei Manassés.

Uzias foi um rei bom por muitos anos, mas não no final. Reinou 55 anos, e levou Judá à grande prosperidade espiritual como material. Mas, o rei Uzias, no auge de seu sucesso, tornou-se orgulhoso e convencido de seu poder. Esqueceu que DEUS era seu superior, exaltou-se sobre o sacerdócio, e foi realizar tarefas que só eram permitidas, por DEUS, aos descendentes de Arão. “Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração até se corromper; e transgrediu contra o SENHOR seu Deus, porque entrou no templo do SENHOR para queimar incenso no altar do incenso” (2 Crônicas 26:16-17). Ele foi repreendido pelo sacerdote ao que se indignou tanto que contraiu lepra. Foi separado do palácio, perdeu o poder, e assim morreu, e seu filho Jotão assumiu o poder. Uzias omeçou bem, mas terminou mal.

Seu sucessor, Jotão, foi um bom rei. Reinou por 16 anos, e fez muitas construções. Mas a corrupção na adoração começou em seus auxiliares. Morrendo, assumiu seu filho Acaz, e este foi um rei mau. Levou o reino ao declínio, vindo a tornar-se vassalo da Assíria. Judá estava se corrompendo. Depois de Acaz, reinou seu filho Ezequias que foi um rei à semelhança de Davi, seu ancestral.

Isaías iniciou seu ministério, por chamado de DEUS, no final do reinado de Uzias. Judá já estava se corrompendo, por causa do rei que se tornara mau sujeito. A situação piorou muito no tempo do neto de Uzias, que foi Acaz.

Como foi o chamado de Isaías? Era o último ano do reinado de Uzias. Iniciava-se a corrupção no reino, a partir do seu rei. Ele foi, em visão, levado até diante do trono de DEUS. Lá viu a DEUS. O cenário é descrito em Isaías 6:1 a 8, e foi para ele algo tão impressionante que foi indescritível. Ao ver a DEUS, Sua santidade, Seu poder, Sua imponência, Isaías exclamou: “Ai de mim! Estou perdido, porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos Exércitos!” (Isa. 6:5). Então um anjo tomou, com uma tenaz, uma brasa acesa, e com ela tocou os lábios de Isaías, assim ficando purificado. É que Isaías, arrependido de seus pecados, se confessou como pecador, num povo pecador, vendo-se perdido. Por isso foi perdoado. Logo veio a pergunta por parte de DEUS: “a quem enviarei, e quem há de ir por nós?” Isaías disse: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Isa. 6:8).

Isaías sentiu o contraste de seu estado de pecador e a santidade do Criador à Sua frente. Ele reconheceu sua pecaminosidade e sentiu a necessidade de perdão. Por isso ele falou que seus lábios eram impuros.

Agora a lição nos leva a uma reflexão. E nós hoje, sentimos esse contraste? Ou achamos que não necessitamos de perdão, isto é, de mudança? Os nossos cultos são coerentes com as nossas doutrinas? Nossos hinos todos são como DEUS deseja? Esses cultos são solenes e ao mesmo tempo alegres, inspiradores e que nos deixam mais santos que quando entramos? Ou saímos assim como entramos? Seguimos os escritos deixados pela Bíblia, pelo Espírito de Profecia e pelos atuais pastores pesquisadores que escrevem atualmente, ou seguimos costumes e ritmos vindos do mundo? Enfim, há coerência entre nossa fé e o nosso culto?

  1. Terça: Não tragam ofertas inúteis

O contexto do estudo de hoje está em Isa. 1:11 a 15 e 58:1 a 10. São duas situações bem parecidas.

O que se passava entre o povo de DEUS? Havia dois problemas: um era o ritual do santuário, outro, era o estilo de vida deles. Mas o que havia de errado com o ritual? Nada, exceto que eles estavam, digamos, adorando esse ritual, e não O que havia estabelecido o ritual, ou a quem ele apontava. É algo como comprar uma bíblia muito bonita, cheia de recursos, de elevado preço, e colocá-la, aberta, sobre uma estante na sala de visitas, e por essa razão exigir que DEUS derrame as Suas bênçãos. Esses estão adorando a Bíblia, e não o Senhor que ela apresenta. E talvez façam ainda pior: dizendo que servem ao DEUS da sua bíblia, no entanto, na sociedade e na igreja dão mau testemunho. Agora tente refletir: deve DEUS abençoar alguém assim? Ora, se Ele abençoar, que mensagem estará dando aos demais? Alguém assim serve de embaixador da vontade de DEUS nessa Terra?

O povo de DEUS naqueles tempos jejuava, e no entanto, DEUS não lhes abençoava. E eles estavam reclamando disso. Hoje em dia, ir à igreja para receber bênçãos é usual. Muitos vão à igreja para enriquecer, para receber saúde ou ser curado em caso de doença, para obter a solução de qualquer tipo de problema. Vão por muitos motivos, mas não para serem transformadas pelo Salvador. Isso nas igrejas populares. Mas nós também, em parte, estamos sendo afetados. Já não somos mais o povo “bom de Bíblia” como éramos no passado recente. Mas nos imaginamos ser o povo de DEUS, que tem a verdade, mas que em grande parte a desconhece. Aliás, muitos de nós não conhece bem nem mesmo o Salvador. E queremos ser abençoados, queremos ter poder do alto.

À semelhança do antigo povo de DEUS, também devemos mudar. Eles tiveram que mudar, pois praticavam os rituais como uma mera rotina, que assim, perdeu o sentido e o significado. Desprezando os escritos, viviam conforme imaginavam ser bom. Eles exploravam uns aos outros e não amparavam o necessitado. DEUS lhes disse que já estava farto dos rituais que Ele mesmo havia estabelecido. Não porque havia enjoado dos rituais, mas porque o Seu povo perdeu de vista o significado deles. Praticavam os rituais mas viviam conforme o diabo gostava. Alguém iria gostar de um ritual assim?

Comparando, vamos supor um aniversário seu. E você resolveu dar uma festa. Prepara tudo: bolo, doces, bebida, ambiente agradável, etc. Mas quando chegam os convidados, o que acontece? Eles comem, bebem, mas falam mal um do outro, fazem fofocas, criticam os ausentes, e assim por diante. Em pouco tempo, você mesmo ficará farto da festa, que era para ser algo bom para confraternizar. E mais um pouco, é capaz de dizer: ‘pessoal, vamos encerrar a festa por aqui mesmo, pois já estou cansado de ouvir tanto falatório da vida alheia.’ A festa era para comemorar um aniversário, não para falar mal dos outros.

Assim era o ritual do santuário. Era para preparar as pessoas para a vinda do Salvador, para serem perdoadas e para serem salvas do pecado, não para afundarem mais ainda no pecado, como estava acontecendo.

Que jejum DEUS pediu? Um jejum das maldades desse mundo. Que deixassem essas coisas, e praticassem a justiça. Que fizessem o bem aos pobres, que fossem cuidadosos no que falavam, e que se arrependessem de seus pecados e andassem humildemente diante de DEUS.

Não seria isso que Ele também pede de nós hoje? Nossos cultos são bonitos, sem dúvida, e neles, especialmente na Escola Sabatina, pode-se aprender muitas coisas boas. Mas se nada mudar em nossa vida, DEUS vai ficar farto de irmos e voltarmos da igreja e seus cultos, e continuarmos sendo sempre os mesmos, ou piorando em nossa vida espiritual.

  1. Quarta: Sem nenhum valor?

O “fardo da insignificância” – gostei da idéia. Não conhecia. O que vem a ser esse fardo citado na lição? Vamos a alguns fatos da história. Lembrem dos faraós. Eles enriqueciam explorando o povo, se proclamavam até como deuses. Mas morriam como qualquer súdito. E curiosamente, iam com eles, muitas de suas riquezas. Atentem bem, morriam e levavam junto riquezas. E para quê? Tempos depois outros saqueavam tudo! Perceba que com a morte, foi-se a glória. A glória, a honra, o poder, só existem para os vivos; os mortos, perderam tudo, outros levam e fazem o que bem desejarem com seus bens.

Na verdade, com o orgulhoso faraó, que se gabava pelo seu poder e riquezas, ao morrer, tudo foi para a sepultura. Acabou tudo, só restou história, que na verdade pouca gente conhece. O que adianta ter sido famoso, se não existe mais, e se um dia vai acordar para ser queimado no fogo do inferno? Conquistou tanto, só para perder tudo. Diria Salomão, tudo foi vaidade.

Agora reflitamos em outro personagem: Moisés. O que ele tinha na vida? Poderia ter sido um faraó, mas renunciou às honras. Então ficou pobre, tornou-se pastor de ovelhas em lugares de gente humilde. Hoje se diria de Moisés, que ele fez uma péssima troca. É o que parece. Mas onde ele está atualmente? Não embaixo de alguma pirâmide, que não passa de um montão de pedras, mas num lugar que faraó algum sequer poderia sonhar, e pode falar com o Criador do Universo, e está aguardando que JESUS volte à Terra para buscar os demais amigos e irmãos, para estarem junto com ele.

Entre o faraó do tempo de Moisés e Moisés, quem fez a melhor escolha da vida? E nós, o que estamos escolhendo? Há coisas que nesse mudo aparentemente valem muito, mas que, no máximo, podemos deixar para outros, ou levar para o túmulo. Só um bom caráter irá junto para a eternidade. E bom caráter só pode ser formado em pessoas humildes.

É bom ler Isaías 44. Lá descreve uma das capacidades de DEUS, a de conhecer o futuro. Não consigo explicar como Ele consegue isso. E fico fascinado com esse poder, tanto que gosto de estudar profecias. Um dos motivos dessa predileção é poder adentrar nesse conhecimento. Alguém revelou o futuro, e é algo impressionante poder ver o futuro se tornando presente, e nós já sabermos de muitos detalhes. A revelação profética tem um grande motivo, o maior de todos: é quando o previsto se tornar fato, rigorosamente como previsto, que creiamos que DEUS é realmente DEUS. Porque, quem mais nesse Universo é capaz de tal proeza? Ora, se DEUS tem tanto poder assim, e se Ele é amor, então, qualquer ser razoavelmente inteligente certamente optará por segui-Lo, pois com alguém assim o futuro estará garantido. Afinal, Ele conhece o futuro. Imagina se alguém assim não seria capaz de cumprir suas promessas!

Mas em Isaías 44 também o profeta ridiculariza das pessoas que adoram ídolos. Um homem pegou seu machado, cortou uma árvore, e com parte dela fez lenha, e fez fogo, e assou carne e dela comeu. E com outra parte daquela arvore esculpiu um ídolo, e se ajoelhou perante ele e disse: ‘livra-me, pois tu és meu deus.’ Alguém assim é digno de ser internado num hospital psiquiátrico, mas não haveria lugar para tantos. Hoje a maioria dos seres humanos confia nesses tipos de ídolos, feitos de papel (dinheiro); feitos de material (ouro, pérolas, imóveis); feitos de conceitos (fama, prestígio, honra); feitos de alegria passageira (festanças, orgias, drogas); feitos de todo tipo de material como aquela madeira, que também servia para assar carne. Ora, se o tal deus serve também para algo tão comum, como fazer fogo para cozinhar, a mesma matéria certamente não poderia servir para salvar. Assim é com os nossos deuses de hoje, cujo principal é a ganância por dinheiro e o que ele pode proporcionar.

Será que nós, povo de DEUS, não estamos sendo afetados pelos deuses modernos? É só parar para pensar, em quem confiamos mais!

  1. Quinta: “Este é o templo do Senhor, o templo do Senhor…”

DEUS incumbiu Jeremias de proclamar uma palavra ao povo judeu. Eles estavam adorando a Baal e outros deuses pagãos; furtavam, oprimiam os pobres e as viúvas, adulteravam, mentiam, juravam falsamente, entre outras coisas. E, contraditoriamente, confiavam no templo do Senhor, e não no Senhor do templo. O templo tornou-se um amuleto. Confiavam no prédio e nos rituais, mas não adoravam o Senhor, nem lhe prestavam culto, e também não lhe obedeciam. Viviam como os pagãos, mas queriam a proteção de DEUS. E falavam: “templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este” (Jer. 7:4). Em resumo, eles gostavam das bênçãos e do poder de DEUS, ao mesmo tempo em que gostavam da adoração aos deuses pagãos, e também gostavam de se aproveitar dos outros em benefício próprio, assim como faziam os pagãos. Viviam a cultura dos povos ao redor. Ai de nós, que estamos na mesma direção. Muitos de nós!

Foi nesse cenário que DEUS chamou Jeremias, que era um rapaz muito humilde, filho de Ilquias, sacerdote descendente de Arão. Jeremias era estudioso, escritor, historiador e profeta. Viveu em uma época de decadência espiritual, política, social e econômica de Judá, e viu a queda do reino ante Babilônia. Por ele DEUS tentou salvar a nação, mas, eles escolheram o caminho que a história registrou.

Em Jeremias 7:11, ele escreveu algo pesado que DEUS disse: “Será esta casa que se chama pelo meu nome, um covil de salteadores?” Por que DEUS falou assim? Porque eles praticavam tudo de mau que acima descrevemos, e tentavam se proteger pelo templo, pelo prédio, o edifício. Ou seja, a casa do Senhor tornou-se o esconderijo de gente de má índole, assaltantes, exploradores, adoradores do demônio, etc. Um verdadeiro covil de salteadores. Moravam na morada de DEUS, e praticavam as maldades dos mundanos.

Naqueles tempos antigos, os salteadores, ao menos muitos deles, viviam escondidos em cavernas e covas naturais, e a sua vida era assaltar pessoas de bem, e refugiar-se nesses lugares. Esses professos, que praticavam muitas coisas condenáveis, transformaram o templo do Senhor em algo assim.

E em relação a nós, hoje, como será? Para muitos não é tão diferente. Ouvir bons sermões no sábado, confraternizar com amigos na igreja, dar alguma oferta, participar do louvor, participar de diversos rituais. Durante a semana, negociar com astúcia, mentir aqui e ali, não ser de todo honesto, ser ganancioso por dinheiro, ser invejoso e/ou orgulhoso, etc. Ora, quem age assim, está em igual situação. São pessoas que querem ser salvas, não há dúvida, mas, ao mesmo tempo, também não querem largar das coisas e dos métodos do mundo. Querem o bem que DEUS promete, a vida eterna, a proteção divina, prosperidade sob Suas bênçãos, enquanto também apreciam, sem disposição de mudança, o que de mau o mundo oferece. Um caso típico, é aquele crente que sábado pela manhã vai à igreja, à tarde dorme e à noite assiste filmes não recomendáveis a cidadãos do Reino de DEUS, durante a noite toda.

Excetuando-se os verdadeiros servos de DEUS, e existem muitos, esses que se assemelham aos que Jeremias condenou, são o joio, que estão, ainda, e por pouco tempo, não só dando mau testemunho, mas servindo para que outros lhes sigam o exemplo, para se perderem e serem sacudidos fora da igreja, por ocasião do decreto dominical.

Por enquanto, e por pouco tempo, ainda se pode mudar de vida.

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

Sempre houve compreensão errada sobre DEUS, e em nossos dias continua assim. Nos tempos antigos, e durante a Idade Média, DEUS era visto como os deuses pagãos (a influência do paganismo na formação do conceito sobre DEUS foi forte). Ele era visto como um Ser majestoso e poderoso, em extremo exigente e vingativo, que mandava para o inferno quem não se comportasse conforme os requisitos. Era visto como perseguidor, que exigia perseguição e morte de quem fosse herege.

Em nossos dias, a idéia que em geral fazem de DEUS é um ser de amor e liberal, que salva todo mundo. Pode viver como quiser, pois uma vez salvo, salvo para sempre. Além disso, é visto como um DEUS que, como pensavam os judeus no tempo de JESUS, vai fundar o Seu reino aqui mesmo. Por isso ganha cada vez mais força a “Teologia da Prosperidade”, pois a maioria das pessoas se torna cada vez mais gananciosa e presa aos negócios desse mundo.

Se durante a Idade Média DEUS era visto como um tirano, hoje Ele está sendo visto quase como permissivo. O foco centra no “eu”; essa é a visão atual, chamada de pós-moderna. E há os ultra liberais, que com a Bíblia na mão, pregam e ensinam exatamente ao contrário das normas da própria Bíblia, como os atuais casamentos entre pessoas de mesmo sexo. E dizem que DEUS aprova. Para esse foco, a oração seria assim: ‘faça-se a minha vontade assim na Terra como no Céu.” É isso mesmo que muitos pregadores pensam, e que atrai tanta gente: faça o que quiser, assim mesmo vai se salvar, pois DEUS é amor. Mas esquecem que DEUS também é justiça.

Ainda há outras compreensões a respeito de DEUS, muitas, e cresce o número delas. Há, por exemplo, aqueles que não acreditam na existência de DEUS. São os ateus. Esse é um mundo típico de pecadores, pois, a respeito de um assunto, DEUS, como é que pode haver tantas diferenças de entendimento? É evidente que um só entendimento pode estar correto, pois não há como existirem duas explicações diferentes e as duas serem corretas. Assim, está estabelecida a confusão sobre esse assunto, que favorece os interesses de satanás.

Em meio a essa confusão babilônica de conceitos, e de aviltamento sobre o que se pensa a respeito de DEUS, cabe a nós, povo adventista do sétimo dia, ensinar e testemunhar a verdade sobre DEUS. Não é só ensinar, é também demonstrar através da vida diária, em todos os lugares e momentos. Para isso, o requisito inicial é ser humilde. Quem não for humilde estará fechando o coração ao trabalho do ESPÍRITO SANTO.

escrito entre  20 e 26/07/2011 – revisado em 27/07/2011

corrigido por Jair Bezerra 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

FONTE: http://www.cristovoltara.com.br/


COMENTÁRIOS BRUCE CAMERON

Adoração – Lição 09 – “Não Confie Em Palavras Enganosas”: Os Profetas e a Adoração – (Jeremias 7; Isaí9as 58; Miquéias 6)

Introdução: Há muitos anos atrás, eu estava na região de Michigan para um encontro com um grupo de professores que tinham objeções religiosas acerca de dar apoio ao sindicato dos professores. A maior parte dos professores estava muito ansiosa pela minha ajuda, porque eles estavam convencidos que não era agradável a Deus permanecer em um sindicato que se opunha aos princípios divinos. Certo professor estava preocupado com suas obrigações para com Deus, mas também estava preocupado com o seguro do seu carro, feito através do sindicato. Ele queria saber se, caso se desligasse do sindicato, poderia continuar com seu seguro pelo sindicato. Quando eu lhe disse “Não”, pessoas que não são membros do sindicato não têm o direito de manter um seguro feito pelo sindicato, ele respondeu que seria muito custoso para ele levantar uma objeção de cunho religioso. Conforme saí da reunião, notei que ele estava dirigindo um Cadillac novo em folha. Sua fé poderia ser avaliada pela quantia que ele economizou com o seguro do sindicato. E nós? A nossa fé faz alguma diferença em nossa vida? Ou, será que a justificação pela fé nos alivia de tais preocupações? Vamos mergulhar em nosso estudo da Bíblia e aprender acerca da fé que faz a diferença!

I. Povo de Deus, Igreja de Deus

A. Leia Jeremias 7:1-2. A quem Deus tinha em mente como público para esta mensagem? (Seu povo. Ele queria que aqueles que viessem adorá-Lo ouvissem esta mensagem.)

B. Leia Jeremias 7:3-4. Deus diz, “Vocês precisam fazer mudanças em suas vidas.” Algumas das pessoas respondem com um comentário sobre geografia: “Este é o templo do Senhor”. O que as pessoas estão realmente dizendo? (Elas estão adorando na igreja certa.)

1. Note que as pessoas repetem a sua resposta três vezes. Por que? (Repetir algo duas vezes é uma forma comum na Bíblia para dizer que algo é importante. Talvez eles falem isto pela terceira vez para convencerem a si mesmos.)

2. O texto sugere que “Este é o templo do Senhor” é uma frase que as pessoas usavam frequentemente. Deus chama esta frase de “palavras enganosas”. Acerca do que esta frase está enganando? (A identidade de uma igreja não é o que te salva.)

a. Note que essas pessoas não apenas estão na “igreja” certa, elas estão ingressando na forma correta de adoração. Ainda mais importante, elas estão adorando o Deus correto. Pode a forma correta de adoração ao Deus correto ser enganosa?

C. Leia Jeremias 7:5. O que Deus está ordenando que seu povo faça? (Que mude a sua “conduta”. A palavra hebraica é uma referência a “caminho”, assim, ela significa o rumo da vida, a atitude. Deus deseja uma mudança de atitude.)

1. Vamos parar um minuto e considerar isso. Essas pessoas tinham a igreja certa, o Deus certo, a adoração certa, mas Deus os chama de enganadores. O que isso nos ensina a respeito da adoração? (Que ela não termina quando saímos da igreja.)

II. Adoração Viva

A. Leia Jeremias 7:6-7. O que o estrangeiro, o órfão e a viúva têm em comum? (Eles não têm força na comunidade.)

1. Você os oprimiria, deixando de ajudá-los? (Existem outros textos na Bíblia que discutem sobre ajudarmos ao necessitado, mas este não é um deles. A palavra hebraica para “oprimir” se refere a “defraudar” ou “violar”. Essas pessoas estavam ativamente tirando vantagem dos necessitados.)

2. Além de prejudicar os necessitados, o que mais essas pessoas estavam fazendo? (Estavam matando inocentes.)

3. Como você descreveria a atitude em geral deste povo de Deus? (Eles usam o poder de maneira errada.)

4. Nos Estados Unidos, o governo paga para pessoas que são pobres e não trabalham, e impõe impostos extras sobre as pessoas que trabalham duro e são bem sucedidas. Em uma democracia, nós decidimos as coisas através do voto, e temos um número maior de eleitores potenciais pobres do que de eleitores potenciais ricos. Os pobres podem usar mal o seu poder, ou isto é apenas um pecado dos ricos?

B. Leia Jeremias 7:7-8. Deus abençoará os que abusam do poder? (Eles não podem confiar em Deus, porque Deus diz que eles estão enganando a si mesmos. Deus lhes diz que Ele lhes tirará de suas casas e suas terras.)

C. Leia Jeremias 9:9-11. Estamos adorando a Deus de maneira apropriada se abusamos do nosso poder? (Não! Deus diz que essas pessoas estão prejudicando aos outros de maneiras muito sérias. Além disso, eles ainda prestam homenagens a outros deuses.)

1. O que este texto nos diz sobre a justificação pela fé? (Não penso que a justificação pela fé é o assunto aqui, porque essas pessoas estão colocando a sua fé em Baal, embora estejam frequentando a igreja certa. Ações erradas simplesmente demonstram que eles não têm uma atitude de obediência para com Deus.)

2. Note que Deus diz que está observando essas pessoas. Ele está nos observando?

a. Se você diz “sim”, deixe-me fazer uma pergunta pessoal: As tuas ações variam com base em se há outras pessoas te observando? Você assistiria aos mesmos programas na televisão, veria os mesmos sites na Internet, ou ouviria as mesmas músicas se o teu líder religioso estivesse com você?

(1) Se você disse que não, então por que estaria envolvido com essas coisas, quando Deus está observando?

(2) O teu comportamento diante de Deus (que diz que está observando o tempo todo) é uma questão de adoração? (Adorar é honrar a Deus e mostrar a Ele o nosso comprometimento. Em certo sentido, obediência é adoração.)

III. Seguidores Honestos

A. Leia Isaías 58:1. Deus está aborrecido com os pecados do povo?

1. Como Deus considera os pecados do povo? (Rebelião.)

a. Esta é uma palavra muito interessante. Eu acredito na justificação pela fé. Esta é a única maneira de entrar na vida eterna. Mas vamos examinar o problema do pecado. Como Deus vê o pecado, e o que isso nos diz a respeito da justificação pela fé? (O pecado é a rebelião contra Deus. É uma rejeição de Seu reino. A fé e as obras não poder ser logicamente separadas, pois as nossas ações brotam a partir de nossas atitudes. O pecado resulta de uma atitude de rebelião contra Deus.)

B. Leia Isaías 58:2. Essas pessoas parecem rebeldes para você?

C. Leia Isaías 58:3. Vamos olhar a primeira parte deste verso Todas essas pessoas estão negando a si mesmas?

D. Leia Isaías 58:3-4 e Romanos 7:14-15. Isaías está se dirigindo a um grupo de pessoas que é assim como o apóstolo Paulo (e, a verdade seja dita, assim como você e eu)?

1. Qual é o objetivo do jejum e do ato de humilhar-se, que as pessoas dizem que estão fazendo? (Negação de si mesmo.)

2. Por que você iria “explorar os seus empregados” ou entraria em “brigas de socos brutais”? (Essas pessoas preferem a si mesmas aos seus empregados. Insistem em fazer valer seus pontos de vista sobre outros membros da igreja. Isto é exatamente o oposto da negação de si mesmo.)

E. Leia Isaías 58:6-7. O que Deus está pedindo em nosso jejum? (Coerência! Autoanálise. Como podemos dizer que estamos negando a nós mesmos se estamos oprimindo outras pessoas para nosso benefício próprio? Deus nos diz para abrirmos os nossos olhos e vermos as coisas como Ele vê.)

F. Vamos pular de volta para o início deste debate. Leia novamente Isaías 58:2. À luz do que está acontecendo, como podemos explicar essas pessoas? (Já aconteceu com você de alguém pedir a tua opinião, e parecia que esta pessoa não tinha interesse na tua opinião – a menos que você concordasse com ela? Essas pessoas não estão pedindo uma opinião porque possuem uma disposição séria para mudar. Estão procurando uma aprovação oficial para seus próprios atos egoístas.)

1. Quão sério você é acerca de buscar a seguir a opinião de Deus?

G. Leia Miquéias 6:6-8. As ofertas queimadas, os carneiros, o óleo, todos são exemplos do sacrifício vindouro de Jesus em nosso favor. O que isto nos ensina a respeito da verdadeira justificação pela fé? Da verdadeira adoração? (Oferecer o sacrifício, invocar o nome de Jesus, não importa com que frequência fazemos isso, não nos salva. Essas coisas não são como uma frase mágica, ou a senha final. Em vez disso, a verdadeira adoração, o verdadeiro sacrifício, a verdadeira justificação pela fé envolve uma atitude que é refletida em nossa vida diária: misericórdia, justiça, procurar andar no mesmo passo de Deus.)

H. Amigo, você já examinou a tua vida? A tua adoração é superficial? A tua atitude diária está em sintonia com a tua atitude na igreja? Você pergunta a opinião de Deus, mas não quer realmente saber a Sua resposta? Você é sempre egoísta, tirando vantagem dos outros? Peça ao Espírito Santo, agora mesmo, para converter o teu coração e a tua atitude, para que você “ande humildemente com o seu Deus”.

IV. Próxima Semana: Adoração: Do Exílio à Restauração

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Direito de Cópia de 2011, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses.

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Postado por Levi de Paula Tavares às 03:15 0 comentários  

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FONTE: http://brucecameron.blogspot.com/


COMENTÁRIOS GILBERTO THEISS

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 9 – 4º Trimestre 2011 (20 a 27 de agosto) 

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 20 DE AGOSTO – “Não confie em palavras enganosas”: os profetas e a adoração – (Is 44:7)

Não há dúvidas que Deus oferece um caminho excessivamente melhor. Todos nós temos o direito de escolher segui-lo ou não, mas, é bom sabermos antes que, por mais que confiemos nos caminhos que traçamos para nós mesmos, os caminhos do Senhor são mais seguros e repletos de soluções para nossos problemas. E claro especialmente segurança e solução para o pecado e a morte.

Em tudo o que temos aprendido neste trimestre, não podemos perder o foco original – verdadeira x falsa adoração. O centro do que define verdadeira de falsa adoração é a vontade. Vontade de Deus exposta em Sua palavra e vontade determinada pelos gostos, entendimentos e achismos humanos. Com base neste conflito é que serão determinados o cumprimento das palavras enganosas dos falsos profetas, e nós poderemos muito bem nos encaixar neste paradigma. Hoje mesmo devemos fazer um checape de nossas vidas, comportamentos, atitudes, palavras e pensamentos para determinar com precisão – a quem estou seguindo? Que profeta estou me inclinando a ouvir as palavras? Os profetas de Deus ou o profeta chamado EU? O que penso, faço e determino pode ser melhor?

DOMINGO, 21 DE AGOSTO – Mil carneiros? – (Dt 10:12,13)

A igreja não é um ambiente para entretenimento social. Embora ali nos encontremos com nossos irmãos e o calor da irmandade seja manifesto em atos, a igreja é o lugar apropriado para, elevarmos a Ele nossa devoção permeada de fidelidade, amor e justiça. Devemos ir à presença de Deus com o objetivo de oferecer-lhe o melhor que podemos, porém de acordo com o que nos foi solicitado. Não podemos ofertar ao Senhor simplesmente o que está em nosso coração. Deve ser com sinceridade, no entanto também deve ser segundo o que a revelação nos orientou. Imagine se o povo tivesse passado qualquer outra coisa nas umbrais da porta menos o sangue exigido! Com certeza, os primogênitos daquelas casas teriam deixado sido removidos da lista dos que deveriam permanecer vivos. Imagine se o povo tivesse construído o santuário, porém de uma forma diferente da que lhes foi mostrado no monte! Com certeza o tempo não teria recebido a glória da presença de Deus no santíssimo. Enfim, como bem entendido até o momento, nossas obras não possuem nenhum valor salvífico, mas isto não indica que, diante da graça, a obediência e a intregridade perdem sua importância. Pelo contrário, pois a graça na verdade nos conduz a cumprir os deveres da vida cristã (Santificação, p. 81, 87).

SEGUNDA, 22 DE AGOSTO – O chamado de Isaias – (Is 6:1-8)

Isaias, assim como outros profetas, foram levantados por Deus para ajudar o povo e reconhece os caminhos errôneos em que estavam trilhando. No caso de Isaias, o povo se encontrava em uma situação espiritual nefasta. A idolatria e a transgressão estavam corroendo a vida espiritual do povo. Sempre que Deus levanta um profeta é porque geralmente o povo se encontra distante da verdade ou apostatado dela. No entanto, nem sempre os profetas são ouvidos, pois o povo de Israel muitas das vezes recusava ouvir a voz de Deus por intermédio de seus profetas. Isaias enfrentou problemas assim e chegou a ser cassado por suas mensagens. Em nosso tempo, Deus também levantou um profeta como Isaias e parece que esse profeta contemporâneo não é muito estimado pelo povo atual. Muitas de suas mensagens são recusadas ou interpretadas a bonificar seus gostos pessoais. Isto indica que, assim como o povo do passado, todos nós corremos o mesmo risco de recusar ouvir a voz de Deus por intermédio de Seus profetas.

Com relação ao culto, quão diferente seria se déssemos ouvidos aos conselhos de Deus e praticássemos as orientações como nos são oferecidas através da revelação? Quão diferente seria se deixássemos o orgulho, arrogância, soberba, egoísmo e o desejo por supremacia. Quão diferente seria o culto e a adoração se fôssemos ao templo para agradar unicamente a Deus? Quão diferente tudo seria para nós se exercêssemos maior fé e amor a Deus incondicionais! Uma pergunta nos cabe bem aqui: O que você pode fazer para que sua igreja seja assim?

TERÇA, 23 DE AGOSTO – Não tragam ofertas inúteis – (Is 1:11-15; Is 58:1-10)

Há pessoas que terão de morrer solteiras, pois no dia em que se casam se perdem. Há pessoas que terão de morrer pobre, pois no dia em que ficam ricas se perdem. Da mesma forma, há pessoas que terão de morrer analfabetas, pois no dia em que começam a se tornar muito entendidos acabam se perdendo. Na igreja não parece ser muito diferente. Muitas pessoas confundem conhecimento com vida prática. Não adianta absolutamente nada conhecer todos os grandes mistérios e segredos da verdade e da teologia se não houver vida prática. O conhecimento sem ser vivido é como um carro sem motor. Não irá para lugar algum. É como um avião sem asas ou uma árvore frutífera sem frutos. O conhecimento é importante, pois é ele que nos conduz ao Deus verdadeiro. Porém, se o conhecimento não conduzir-nos à obediência por amor, este conhecimento se tornará uma maldição na vida dessas pessoas. O conhecimento que não salva, com certeza condenará.

Deus não se agrada de ofertas inúteis. Assim como na experiência de Saul ao ter trazido os despojos dos inimigos para oferecer a Deus, na certa será rejeitado. Saul tinha um bom propósito ao ter poupado os despojos, mas não era o que Deus havia solicitado.

Isto indica claramente que, por melhores que sejam as nossas intenções no que fazemos ou oferecemos para Deus, elas jamais poderão substituir o que Deus pede.

QUARTA, 24 DE AGOSTO – Sem nenhum valor? – (Is 44)

Certa feita, uma irmã que conheci que fora adventista por vários anos, devido a alguns problemas da vida, acabou saindo da igreja. Esta irmã conhecia a verdade e foi uma defensora da verdade. Um dia resolvi fazer-lhe uma visita e para minha surpresa, quando entrei em sua sala, me deparei com uma imagem enorme de quase 50 centímetros de altura. Impressionante notar que, até que ponto uma pessoa que conheceu a verdade pode afastar-se de Deus pra chegar a esse ponto? A resposta é que, longe de Deus somos capazes fazer as piores atrocidades da vida. Quanto mais distante, maior o ato que corresponda a apostasia.

Isaias enfrentou um povo corrompido e cheio de misérias no coração. Eles conheciam a verdade e provavelmente conheciam a linha que separa o erro da verdade. No entanto, uma cegueira espiritual fez com que transformassem o santo em profano e o profano em santo. Assim como o povo de Israel do passado, ninguém está livre das piores mazelas da vida e do pecado. Basta estar longe de Deus e muitas coisas poderão se tornar bem diferentes. Sem Deus somos capazes de fazer coisas inimagináveis. Somente estando muito próximo de Deus e sobre a influência do Espírito Santo é que estaremos seguros. Infelizmente os nossos dias não serão muito diferentes. Muitos têm transformado o santo em profano e o profano em santo. E você o que tem feito da verdade?

QUINTA E SEXTA, 25 DE AGOSTO – “Este é o templo do Senhor, o templo do Senhor…” – (Jr 7:1-10)

Estar no templo do Senhor não significa estar salvo. Aliás, é possível ser um bom pregador, cantor e diretor de algum departamento e estar totalmente perdido.

Certa vez, uma esposa e mãe fez suas malas e as levou para a igreja. Seu esposo, ancião da igreja, não entendendo do que se tratava perguntou à sua esposa qual seria o motivo de estar levando as malas para a igreja. Sua esposa respondeu que estava se mudando para a igreja. O marido confuso perguntou-lhe qual seria o motivo. Então a esposa, com muita firmeza disse que estava se mudando para a igreja porque ele, o esposo, na igreja era um ótimo marido, ótimo pai e ótimo cristão. Esta hestória serve para avaliarmos a nossa própria história de vida. Como temos nos comportado em casa, nas ruas, no trabalho e na igreja? Geralmente na igreja somos os melhores cristãos, mas, infelizmente, muitos, ao sair das portas da igreja para fora, se tornam diferentes.

Por outro lado, há aqueles que, mesmo movidos pela sinceridade podem estar oferecendo a Deus na igreja coisas indevidas que não refletem a mais pura santidade desse Deus sublime e grandioso. Podemos estar cegamente fazendo coisas que desagradam a Deus imaginando estarmos fazendo o que é certo. Precisamos questionar nossa sinceridade e vigiar nossas atitudes a todo o momento. Se não fizermos isto, com certeza seremos enganados por nós mesmos.

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site http://www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

Postado por Gilberto Theiss às Sexta-feira, Agosto 19, 2011 0 comentários Links para esta postagem

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3º Trimestre de 2011 – Adoração

Comentário da Lição 09 – “Não confie em palavras enganosas”: os profetas e a adoração

Sábado, 20/8/2011 – › “NÃO CONFIE EM PALAVRAS ENGANOSAS”: OS PROFETAS E A ADORAÇÃO“Quem então é como eu? Que ele o anuncie, que ele declare e exponha diante de Mim o que aconteceu desde que estabeleci Meu antigo povo, e o que ainda está para vir, que todos eles predigam as coisas futuras e o que irá acontecer”. – Is 44:7 – Nova Versão Internacional.

O sábio Salomão descreve com duas frases o que o homem era, quando saiu das mãos de Deus e o que aconteceu com a queda: “Eis a única coisa que achei: Deus fez o ser humano reto, mas eles procuraram maquinações sem conta”. – Ec 7:29 – Tradução Ecumênica da Bíblia.

O homem foi criado reto, perfeito, em completa harmonia com o Criador, pois trazia em si a imagem e a semelhança do Criador. Adorava o Criador em harmonia com as determinações deste. O pecado separou o homem de Deus, a sua fonte de equilíbrio e felicidade, corrompeu o seu delicado sistema mental e emocional e em inquietantes frustrações foi e continua indo em busca de maquinações sem conta. Isto também é verdade no terreno da adoração.

O profeta Isaias retrata esta situação com estas palavras candentes de advertência: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem mal, dos que transformam as trevas em luz e a luz em trevas, dos que mudam o amargo em doce e o doce em amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e inteligentes na sua própria opinião”. – Is. 5:20 e 21 – Bíblia de Jerusalém.

Com a mente emocionalmente desequilibrada, por separar-se da fonte do equilíbrio, não consegue discernir os valores espirituais e morais. Perdeu o senso do certo e do errado.

Assim como Satanás tentou a Jesus para corromper a verdadeira adoração, do mesmo modo ele atua hoje. A mente do ser humano, sem o poder de resistência contra o mal, passa a ser controlada pelo inimigo. Este, com o seu grande poder de engano, induz o homem a aceitar falsos elementos na adoração. E tudo é praticado como se estivesse correto e em harmonia com a vontade de Deus.

Pense: “E lhe disse: ‘Tudo isto te darei, se te prostrares e me adorares’”. – Mt 4:9 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Jesus lhe disse: ‘Retire-se, Satanás! Pois está escrito: ‘Adore o Senhor, o seu Deus, e só a ele preste culto’”. – Mt 4:10 Nova Versão Internacional.


Domingo, 21/8/2011 – › MIL CARNEIROS 

O sistema ritual dos sacrifícios foi instituído por Deus para ensinar aos israelitas o plano da salvação pela graça. Ninguém é salvo por méritos próprios ou, por apresentar grande número de sacrifícios, como tentando comprar a salvação. O sacrifício substituto tipificava a graça que se manifestaria de modo real na morte substituta de Jesus.

Os israelitas, com o passar do tempo perderam de vista o ensino do Redentor substituto tipificado, transformando os ritos dos sacrifícios em si, como o meio salvador. As cerimônias do santuário receberam o significado pagão de salvação por suas próprias obras ou meios. Assim foi criado o comércio espiritual girando em torno das cerimônias e sacrifícios da lei cerimonial. Toda a justiça própria era expressa nas práticas rituais e nas práticas acrescidas pela tradição.

A busca do perdão e da justificação por meio da prática de cerimônias e na apresentação de sacrifícios transformou-se na salvação pelas obras. O legalismo israelita e judeu estava centralizado na prática da lei cerimonial. A lei moral orienta a conduta e quando o israelita a transgredia, sentindo-se no desfavor de Deus, recorria ao cerimonialismo sem a fé no Redentor prometido, para desfazer as ofensas. Era este o verdadeiro sistema legalista que Paulo condenou com toda a veemência. “Pois por obras da lei ninguém será justificado”.

O profeta Miquéias advertiu com muita clareza: “Com que poderia comparecer diante do Senhor… Ficaria o Senhor satisfeito com milhares de carneiros, com dez mil ribeiros de azeite? Devo oferecer o meu filho mais velho por causa da minha transgressão,… por causa do pecado que cometi?” – Mq 6:6 e 7 – Nova Versão Internacional.

Pense: “Mas todas essas coisas, que eram para mim um lucro, considerei-as, por amor de Cristo, um prejuízo. Antes considero todas as coisas como um prejuízo ante o valor bem superior do conhecimento de Cristo Jesus, Senhor meu. Por amor dele renunciei a todas as coisas e reputo-as como lixo, a fim de ganhar a Cristo, e de ser encontrado unido a ele, não com a minha justiça, que venha da lei, mas com a justiça que se recebe da fé em Cristo, a justiça que vem de Deus e se funda na fé”. – Fp 3:2-9 – Pontifício Instituto Bíblico de Roma.

Desafio: “Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus” – Mq 6:8 – Nova Versão Internacional.


Segunda-Feira, 22/8/2011 – › O CHAMADO DE ISAÍAS 

O rei Uzias reconquistou diversos territórios perdidos no passado. Reviveu o comércio fortalecendo financeira e economicamente a nação. A prosperidade material trouxe o declínio do poder espiritual e o serviço de adoração caiu para o formalismo.

Nestas circunstâncias espirituais, políticas e sócio-econômicas da nação de Judá, Isaías recebeu o chamado de Deus para reconduzir o povo no retorno à submissão a Deus, à adoração em harmonia com a Sua vontade e aos Seus princípios de conduta.

Serafins em reverente adoração exaltavam em permanente louvor a santidade e a glória de Deus: “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia de Sua glória”. – Is 6:3 – Almeida Revista e Atualizada.

Contemplando esta cena de santidade e glória e a adoração reverente em contraste com a impureza e a adoração corrompida de seu povo, a exclamação brota espontânea: ”Ai de mim! Estou perdido!”. – Is 6:5 – Almeida Revista e Atualizada.

Aterrorizado, Isaías humilhou-se até o pó, sentindo o terrível senso de culpa. “Sou um homem de lábios impuros!”, exclamou angustiado.
A importante lição para nós é: Como estamos reagindo ante as advertências dos mensageiros de Deus em nossos dias? Como estamos aceitando as orientações de Sua Palavra que “permanece para sempre”. – Is 40:8.

Praza aos céus que cada um nós, neste tempo de tanta depravação pecaminosa, sinta o poderoso impacto da mensagem da santidade, pureza e glória de nosso Criador. Que humildes e contritos O adoremos na beleza da Sua santidade.

Pense: “Contemplando Isaías esta revelação da glória e majestade de seu Senhor, sentiu-se oprimido com o senso da pureza e santidade de Deus. Quão saliente o contraste entre a incomparável perfeição de seu Criador, e a conduta pecaminosa dos que, como ele, havia muito foram contados entre o povo escolhido de Israel e Judá”. – Profetas e Reis, pág. 307.

Desafio: “Um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás”. – Sl 51:17 – Nova Versão Internacional.


Terça-Feira, 23/8/2011 – › NÃO TRAGAM OFERTAS INÚTEIS 

Por que Deus pediu aos israelitas para não trazer ofertas, porque eram inúteis? Não fora Ele que instituíra os serviços do santuário para ensinar as verdades espirituais para Seu povo através dos sacrifícios?

O que realmente aconteceu com estes serviços? “Sua religião se centralizara nas cerimônias do sistema sacrifical. Haviam tornado todo-importante as formas exteriores, ao perderem o espírito da verdadeira adoração… O Senhor atuara para levar o povo ao cativeiro e suspender os serviços do templo, a fim de que as cerimônias exteriores não se tornassem a totalidade de sua religião… A glória exterior foi removida, para que se revelasse a espiritual…”. – Meditação Matinal, 2002, pág. 335.

Os israelitas excluíram a Cristo, o Antítipo, do sistema de símbolos e cerimônias, estabelecido por Deus para ensinar o plano da salvação pela fé no Redentor prometido. Passaram a praticar os símbolos e cerimônias destituídos de seu ensino tipificador. O plano da graça de Deus centralizado no Substituto – Cristo Jesus – foi mutilado e feito o plano legalista, centralizado na lei dos símbolos e cerimônias que se apóia nas obras.

Muitos em sua vivência espiritual, correm o risco de centralizar a sua fé e a sua devoção em formalismos, em detrimento da comunhão com o Senhor de sua vida. As formas têm o seu lugar e valor na liturgia, mas nunca devem tornar-se o centro da adoração, ocupando o lugar dAquele que determina as formas de como quer ser adorado. Esta prática desvirtua a graça de Deus, e estimula o legalismo das obras e da justiça própria.

Pense: “Ao mesmo tempo os judeus, por seus pecados, estavam-se separando de Deus. Eram incapazes de discernir o profundo significado espiritual do seu serviço simbólico. Em sua justiça própria confiaram em suas próprias obras, nos sacrifícios e ordenanças em si, em vez de descansar nos méritos dAquele a quem todas essas coisas apontavam… Faltando-lhes o Espírito e a graça de Deus, procuravam ressarcir a falta mediante rigorosa observância das cerimônias e ritos religiosos. – Profetas e Reis, págs. 708 e 709.

Desafio: “Em cada ato da vida deveis tornar manifesto o nome de Deus… Não lhe podeis santificar o nome, nem podeis representá-Lo perante o mundo, a menos que na vida e no caráter representeis a própria vida e caráter de Deus. Isto só podereis fazer mediante a aceitação da graça e justiça de Cristo… É porque os homens usam o nome de Cristo ao passo que Lhe negam o caráter na vida que vivem, que o cristianismo tem no mundo tão pouco poder”. – O Maior Discurso de Cristo, págs. 107 e 137.


Quarta-Feira, 24/8/2011 – › SEM NENHUM VALOR 

O profeta Isaías é o que mais contrasta a eternidade, a grandeza, o poder, o cuidado por Suas criaturas, do Deus eterno e Criador, com a inutilidade dos deuses fabricados por mãos humanas. No capítulo 44, Isaías é irônico e contundente no estabelecer os contrastes.

Na introdução apresenta o Deus do céu como Aquele que com paternal cuidado vela sobre Israel, Seu povo escolhido. Ele é o seu redentor. É o primeiro, o último e único. Além dEle, não há deus.
Ironiza o ferreiro modelando um ídolo com as suas ferramentas. Faz o mesmo com o carpinteiro, que busca uma madeira escolhida entre as árvores por ele mesmo plantadas. Leva-a para casa, acende um fogo, se aquece e assa o pão. Da parte de madeira que sobra fabrica um ídolo e o adora.

Argumenta: “Ninguém pára para pensar, ninguém tem o conhecimento ou o entendimento para dizer: ‘Metade dela usei como combustível; até mesmo assei pão sobre suas brasas, assei carne e comi. Faria eu algo repugnante com o que sobrou? Iria eu ajoelhar-me diante de um pedaço de madeira?’” – Is 44:19 – Nova Versão Internacional.

Em verdade quem fabricou esse deus não se dá conta que para “nada lhe serve”. – Is 44:10. O trágico em toda essa questão é que o ser humano adora um pedaço de madeira, faz pedidos e promessas para ele, esquecendo-se que tem um Criador que com carinhoso cuidado supre todas as suas necessidades.

Pense: “Todos os que fazem imagens nada são, e as coisas que estimam são sem valor. As suas testemunhas nada vêem e nada sabem para que sejam envergonhados”. -´Is 45:9 – Nova Versão Internacional

Desafio: “Lembre-se disso, ó Jacó, pois você é meu servo, ó Israel. Eu o fiz, você é meu servo; ó Israel, eu não o esquecerei”. – Is 44:21 – Nova Versão Internacional.


Quinta-Feira, 25/8/2011 – › “ESTE É O TEMPLO DO SENHOR, O TEMPLO DO SENHOR…” 

Se o quadro apresentado por Isaías é decepcionante, quando avaliamos que seres humanos inteligentes fabricam um ídolo e conferem-lhe o status de um deus, que dizer do quadro apresentado pelo profeta Jeremias?

Aqueles que foram escolhidos por Deus para desempenhar o papel de depositários da mensagem de salvação para os pecadores, envolveram-se com as mesmas práticas e adoração a coisas sem significado. Bem pior do que isso, apresentavam-se perante o Senhor com o coração dividido, mas considerando-se seguros por que estavam no templo do Senhor.

A piedade prática deixou de existir. O respeito para os princípios de conduta estabelecidos por Deus, foi ousada e atrevidamente banido. Mas o forte argumento era: Estamos no templo do Senhor e na Sua presença.

Que lições espirituais podemos aprender destas situações do passado? Estamos no templo do Senhor e na Sua presença, mas o deus da irreverência domina nossa conduta. Vamos para o templo para adorar o Soberano do Universo, mas o deus da moda dita nossa apresentação indecente e sensual. Ouvimos a mensagem, mas o deus do desinteresse não permite que a coloquemos em prática. Estamos na presença de Deus, mas o deus da indiferença nos impede sentir Sua presença.

Que podemos dizer sobre o deus da hipocrisia? Deus o acusa: “O Senhor diz: esse povo ora a mim com a boca e me louva com os lábios, mas os seus corações estão longe de mim”. – Is 29:13 – Bíblia na Linguagem de Hoje.

Pense: “A cada reunião religiosa devemos levar a viva consciência espiritual de que Deus e os anjos estão presentes, a fim de cooperar com todos os verdadeiros crentes. Ao transpor as portas da casa de Deus, pedi ao Senhor que vos afaste do coração tudo o que é mau. Introduzi em Sua casa somente o que Ele possa abençoar. Ajoelhai-vos diante de Deus, em Seu templo, e consagrai-Lhe aquilo que Lhe pertence e que Ele adquiriu com o sangue de Cristo. Orai a favor da pessoa que dirigirá a reunião. Orai para que grande bênção advenha à congregação, por meio daquele que deve ministrar a palavra da vida. Esforçai-vos fervorosamente para alcançar vós mesmos uma bênção. Deus abençoará todos quantos dessa maneira se preparam para o Seu culto, e eles compreenderão o que significa ter o penhor do Espírito”. – Testemunhos Seletos, vol. 3 – págs. 28 e 29.

Desafio: “Como a corça bramindo por águas correntes, assim minha alma está bramindo por ti, ó meu Deus! Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando voltarei a ver a face de Deus?” – Sl 42:1 e 2 – Bíblia de Jerusalém.


Sexta-Feira, 26/8/2011 – › ESTUDO ADICIONAL 

Importante também é a maneira como adoramos. A verdadeira adoração é racional, inteligente e fundamentada em princípios orientadores.

Os sentimentos não são um guia seguro para o ato de adoração, porque mudam como as nuvens. A adoração genuína precisa assentar-se sobre alicerce mais firme.

Um dos mais graves problemas da adoração é degenerar em formalidades vazias e inoperantes. Formalidades que não conduzem à comunhão. Essa experiência é relatada pelo profeta Ezequiel: “Assim o Meu povo se ajunta em grande número para ouvir o que você tem para dizer, mas eles não querem pôr em prática o que você diz. ‘Ele fala bonito’- eles dizem, mas o que querem é ganhar dinheiro. Para eles você não passa de um cantor de canções de amor ou tocador de harpa. Eles ouvem o que você diz, porém não fazem nada daquilo que você manda. Porém, quando acontecer tudo o que você diz – e vai acontecer mesmo – aí eles ficarão sabendo que um profeta esteve no meio deles”. – Ez 33:31-33 – Bíblia na Linguagem de Hoje.

Eis aí um povo cujo culto degenerou em formalidades sem o poder transformador. Vinham ouvir o pregador, mas a sua mensagem era tida como uma canção de seresteiro, excelente para embalar o sono. Não sentiam a malignidade do pecado, muito menos a necessidade do Salvador e de desenvolvimento espiritual. Esta espécie de culto não agrada a Deus.

Pense: “Os males de um culto formal não podem ser acentuados com demasiada força, mas não há palavras capazes de descrever devidamente os profundos benefícios do culto genuíno”. – Testemunhos, Vol. 9 pág. 143.

Desafio: “Certamente guardareis os Meus sábados; pois é sinal entre Mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que Eu sou o Senhor, que vos santifica”. – Êx 31:13 Almeida Revista e Atualizada.


Conheça o autor

  Pr. Albino Marks
Especialista em aconselhamento familiar e profundo estudioso da Bíblia, o pastor Albino Marks já atuou como preceptor (IAP, IACS, IAE-SP); capelão (IACS e Hospital do Pênfigo); diretor geral do IAP; departamental em várias associações e na UCB.

 http://www.escolanoar.org.br

 

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 FONTE: http://www.escolanoar.org.br/Novo/impressao.asp?nivel=adultos_pt&data=26/8/2011

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