Lição 08 – Conformidade, concessões e crise na adoração – Lição da Escola Sabatina – Auxiliar – Comentários de Vários Autores – Bom Estudo!!!

Lição 8

13 a 20 de agosto


Conformidade, concessões
e crise na adoração

 Casa Publicadora Brasileira – Lição 832011


Resumo da Lição

Texto-chave: 1 Reis 18:21

O aluno deverá…

Saber: A verdadeira adoração pode ser prejudicada, de maneira muito sutil, quando seguimos o que é certo aos nossos próprios olhos. É muito importante nos submetermos à cuidadosa e segura direção de Deus.
Sentir: Perceber a depravação da adoração que se baseia nas emoções, e não no “Assim diz o Senhor”.
Fazer: Responder à mensagem de Elias chamando ao arrependimento, obediência e adoração verdadeira.

Esboço
I. Saber: A descida enganosa das concessões
A. Como Salomão e Jeroboão conduziram o povo de Israel na decadência das concessões? Quais foram as consequências dessas concessões na história subsequente de Israel?
B. Com a mensagem de Elias no Monte Carmelo, como Deus ajudou Israel a se concentrar novamente nos elementos vitais da verdadeira adoração?

II. Sentir: Verdadeira devoção versus exibição emocional

A. Que sinais de exibição emocional foram apresentados pelos sacerdotes de Baal no Monte Carmelo?
B. Como Elias exemplificou a verdadeira devoção?
C. Que outros exemplos de pessoas demonstrando a verdadeira emoção na adoração podem ser encontrados nas Escrituras? Em quais ocasiões você tem experimentado as emoções apropriadas na adoração?

III. Fazer: O chamado de Elias
A. Por que a mensagem de Elias é tão apropriada hoje?
B. O que Deus está pedindo que você faça em resposta a essa mensagem?
C. Qual é o chamado para a igreja hoje?

Resumo: A conciliação entre as nossas próprias inclinações e as claras orientações de Deus pode levar à falsa adoração, mas a mensagem de Elias nos chama ao arrependimento, obediência e adoração ao único Deus verdadeiro.


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Jr 10–13

VERSO PARA MEMORIZAR: “Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal” (Hb 5:14).

Leituras da semana: Gn 6:5Dt 12:813:181Rs 11:1-131Rs 18Jr 17:5Ml 3:16­–4:6

Em 1954, o romancista William Golding escreveu The Lord of the Flies [O Senhor das Moscas], um relato fictício de um grupo de crianças inglesas presas em uma ilha deserta após um acidente de avião. Golding utilizou essa história como uma parábola moderna sobre o mal inerente nos seres humanos. O que tornou a narrativa tão poderosa foi que ele usou crianças, supostamente a essência da inocência, para mostrar seu conceito de como a humanidade, no seu coração, é corrupta, perversa, egoísta e violenta.

Os cristãos, naturalmente, diriam: “Isso eu já sei”. A maldade e pecaminosidade humanas são parte integrante da mensagem cristã. A Bíblia é clara sobre esse ponto. Mas embora o conceito da maldade do pecado seja bastante irrefutável, o que não é tão indiscutível é a questão: “O que é o mal?” Nem todos concordam sobre esse assunto.

Nesta semana, enquanto continuamos a estudar a questão da adoração, examinaremos certo tipo de mal que tem trazido consequências devastadoras para o povo de Deus e para a humanidade em geral. Podemos ver o que esse mal causou ao antigo Israel, mas é igualmente importante perguntarmos se somos suscetíveis a ele.


Domingo

Ano Bíblico: Jr 14–16

Aos olhos de Deus

1. Leia Gênesis 6:5Jeremias 17:5João 2:25Romanos 3:9-12. Como a Bíblia descreve o coração humano? Que lições podemos tirar dessa realidade? Que aspectos da cultura procuram apagar essa verdade de nossa consciência?

1. O mal está no coração humano; é importante lembrar disso para buscar perdão e poder de Deus. 

Ao longo das Escrituras, somos advertidos: o coração humano é enganoso; as pessoas são corruptas; não olhe para os outros; ninguém está imune ao mal. Com exceção, é claro, de Jesus, que nunca pecou, poucos personagens a quem a Bíblia dedica muita atenção são retratados como moralmente íntegros.

Mesmo sem a comprovação das Escrituras, podemos ver como a humanidade é corrupta. A história, os jornais, as notícias diárias, e na verdade, até mesmo nossos lares e nosso coração devem ser suficientes para nos mostrar o estado de decrepitude moral da humanidade. O que deve ser assustador é lembrar que, se um ser perfeito, como Lúcifer era originalmente, pôde escolher o mal, mesmo no ambiente perfeito do Céu; se outros seres perfeitos, como eram Adão e Eva, puderam escolher o mal, mesmo no ambiente perfeito do Éden, então, o que dizer de nós? Nascemos com uma natureza corrupta e caída, e permanecemos com ela em um ambiente degenerado e corrompido. Não é de admirar que o mal se manifeste assim tão facilmente, tão naturalmente, para nós. Ele está ligado aos nossos genes.

Temos que ser cuidadosos, porém, em nossa compreensão do que é o “mal”. Algumas coisas são tão claramente más, tão evidentemente perversas, que qualquer pessoa, quer acredite em Deus ou não – iria considerá-las ruins. O mal, no entanto, pode ser muito mais sutil. Coisas que o mundo, a cultura e a sociedade poderiam ver como boas, ou normais, com a alegação de que “as coisas são assim mesmo”, podem ser precisamente o que a Bíblia condena como erradas, pecaminosas e perversas.

2. Leia e compare Deuterônomio 12:8 e 13:18. Que diferença crucial aparece nesses versos? Por que é tão importante entender essa diferença?

 2. Os que agem conforme a própria vontade, e os abençoados, que fazem a vontade de Deus. 

Quais são algumas coisas que a sociedade não condena, mas que são claramente condenadas pela Bíblia? Mais importante ainda, quanto a sociedade tem afetado você e a Igreja, no que diz respeito a essas questões? Isto é, que coisas claramente condenadas nas Escrituras podem ser tratadas pelos cristãos de forma leviana, como resultado direto da influência da sociedade? Comente com a classe.


Segunda

Ano Bíblico: Jr 17–19

A arte (e o mal) das concessões

Temos ouvido a declaração de que a política é a arte de comprometer. A palavra arte, nesse caso, é muito importante, pois estabelecer acordos pode ser uma ação muito sutil, diversificada por parte da pessoa que a executa. O bom político é alguém que pode levar as pessoas a conceder pontos, comprometer posições, e muitas vezes até sem perceber que estão fazendo isso. Nesse contexto, então, não há dúvida de que Satanás é o melhor político que existe.

Em toda a Bíblia, encontramos exemplos desse mal – as concessões. Evidentemente, nem todo acordo é ruim. Em certo sentido, a própria vida é uma espécie de acordo. Mas a concessão se torna outra manifestação da maldade e corrupção humanas, quando os que deveriam ter mais discernimento se afastam da verdade que Deus lhes deu.

3. Leia 1 Reis 11:1-13. Por que a apostasia de Salomão foi tão grave? Qual foi sua causa? Como essa apostasia afetou a adoração, a fé e o sistema religioso de Israel? Que lições podemos tirar desse episódio e do perigo das concessões?

3. Apostasia de Salomão, ocorreu por influência de mulheres pagãs, após grande experiência com Deus; falhas de líderes arruínam o povo. 

Talvez a frase mais reveladora nesse texto seja a afirmação de que “À medida que Salomão foi envelhecendo, suas mulheres o induziram a voltar-se para outros deuses” (1Rs 11:4, NVI). Em outras palavras, isso não aconteceu da noite para o dia. O homem fiel, dedicado e piedoso revelado na Bíblia não se afastou do Senhor de repente, do nada. Em vez disso, a mudança ocorreu aos poucos, com o tempo; uma pequena concessão aqui, outra ali, cada passo levando-o cada vez mais longe de onde deveria ter permanecido, até que ele estava fazendo algo que, sem dúvida, teria causado horror ao Salomão de seus primeiros anos.

Observe, também, o efeito das concessões de Salomão sobre a adoração em Israel. Elas trouxeram um impacto negativo, que continuaria por muitas gerações.

De vez em quando surgem histórias sobre pessoas que deixaram a Igreja Adventista do Sétimo Dia há alguns anos, romperam relações com ela completamente, e depois voltaram, e simplesmente ficaram chocadas com algumas mudanças que viram em áreas como teologia, normas e adoração. Embora essas mudanças nem sempre sejam ruins, podem ser muito ruins em alguns casos. Como podemos saber a diferença entre elas?


Terça

Ano Bíblico: Jr 20–23

Falsa adoração

Em 1 Reis 11, Aías se encontrou com Jeroboão, servo de Salomão, com a mensagem de que ele se tornaria rei sobre dez das doze tribos de Israel (v. 26-31). Mas o profeta deixou claro para Jeroboão que seu sucesso dependeria da fidelidade aos mandamentos de Deus (v. 37, 38).

Infelizmente, Jeroboão ouviu somente o que queria ouvir e se esqueceu das condições de sucesso. Ele estava muito disposto a liderar a revolta (1Rs 12:16-20), e quase imediatamente tomou medidas para evitar que seus súditos voltassem a Jerusalém para adorar.

4. O que 1 Reis 12:25-27 nos diz sobre o poder e a influência que a adoração pode ter sobre a mente humana?

4. Muitos distorcem e se afastam da adoração verdadeira por causa de interesses e intrigas pessoais; assim acabam influenciando o povo no mau caminho. 

Examine o relato sobre a religião falsa estabelecida por Jeroboão, que iria finalmente separar Israel da adoração ao verdadeiro Deus, em Jerusalém (1Rs 12:25-33). Observe como esse novo culto se parecia com a adoração ao verdadeiro Deus e, ao mesmo tempo, contradizia a maior parte dos claros conselhos do Senhor:

1. Ofereceu sacrifícios e ordenou sacerdotes não levitas (v. 31-33).
2. Fez bezerros de ouro para adoração (v. 28).
3. Fez de Betel um lugar de culto (v. 29).
4. Fez de Dã um lugar de culto (v. 29).
5. Instituiu uma festa para rivalizar com a festa dos tabernáculos (v. 32).
6. Edificou santuários nos lugares altos (v. 31).

Dinheiro falso não pode enganar, a menos que se pareça com o verdadeiro. Assim, Jeroboão sabia que sua falsa adoração deveria ter muitos dos mesmos elementos da adoração com a qual o povo estava acostumado, embora eventualmente ele tivesse declarado, apontando para os bezerros de ouro: “Vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito!” (1Rs 12:28).

É muito fácil, de nossa perspectiva hoje, olhar para trás e perguntar: Como eles puderam ter caído em tão gritante apostasia? Por outro lado, os seres humanos têm uma incrível capacidade de enganar a si mesmos (faz parte de nossa natureza caída e corrompida), e nos enganamos se pensamos que não somos tão vulneráveis como eles eram naquela época. Examine a si mesmo, seu estilo de vida, seu modo de adoração. O que você pode estar fazendo que é, em princípio, não muito diferente do que aconteceu no passado? Você está disposto a fazer as mudanças necessárias?


Quarta

Ano Bíblico: Jr 24–26

Elias e os profetas de Baal

As coisas foram de mal a pior no reino do norte, especialmente quando surgiu a questão da adoração sob o reinado de Acabe e Jezabel. É nesse contexto (1Rs 17–19) que chegamos à famosa história do confronto entre Elias e os profetas de Baal. É aqui que podemos ver quão longe as concessões os haviam levado.

5. Leia 1 Reis 18. Observe a diferença nos “estilos de adoração” entre Elias e os falsos profetas. Que lições importantes podemos tirar sobre a questão da adoração?

5. Adoração a Deus não significa gritaria, êxtase e ferimento sobre o próprio corpo. Adorar é confiar no Deus que atende o sincero de coração. 

Deve ter sido uma cena fora do comum: os profetas de Baal gemendo, pulando, gritando (quem sabe que tipo de música pode ter acompanhado o ritual deles?), profetizando, e até mesmo se cortando e derramando o próprio sangue como parte de seu culto a Baal. Certamente essas pessoas estavam agitadas, cheias de ardor e paixão por sua fé e seu deus, um ardor e paixão que testemunhavam da sinceridade de suas crenças.

Hoje, também, alguns cultos cristãos poderiam lembrar, às vezes, algo parecido com isso: muita emoção, agitação e barulho. Embora queiramos evitar cultos que se pareçam com funerais, não queremos, igualmente, cultos que lembrem os sacerdotes de Baal no Monte Carmelo. Alguns parecem pensar que quanto mais barulho fizerem, quanto mais alta for a música, e quanto maior o estímulo emocional produzido, melhor será o culto. No entanto, adoração não se trata disso.

Talvez uma das lições mais importantes desse relato é de que toda adoração deve ser dirigida ao verdadeiro Senhor, o Criador. A verdadeira adoração precisa estar fundamentada na Palavra de Deus, conduzindo o adorador ao Senhor e à Sua atuação na história. Em contraste com o tumulto dos sacerdotes de Baal, Elias fez uma oração simples: “Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo saiba que Tu, Senhor, és Deus” (v. 37). Isso não foi um “show de Elias”. Tratava-se de adorar o verdadeiro Deus, em contraste com todo e qualquer falso deus, independentemente da sua forma.

Nossos cultos devem sempre colocar diante dos adoradores a pergunta que Elias fez a Israel: “Até quando vocês vão oscilar entre duas opiniões? Se o Senhor é Deus, sigam-nO; mas, se Baal é Deus, sigam-no” (v. 21, NVI). Nossa experiência de adoração deve nos impelir a examinar o próprio coração, para ver se nosso verdadeiro amor e devoção estão no Senhor ou em qualquer outra coisa.


Quinta

Ano Bíblico: Jr 27–29

A mensagem de Elias

“Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml 3:18).

Apesar de todo o drama, o confronto de Elias com os 450 profetas no Monte Carmelo se resumia a uma questão para as pessoas ali reunidas com eles: “Até quando vocês vão oscilar entre duas opiniões? Se o Senhor é Deus, sigam-nO; mas, se Baal é Deus, sigam-no” (1Rs 18: 21, NVI). Por mais específico que fosse o contexto, cada pessoa precisa responder à seguinte questão: Será que adoro e sigo o Deus verdadeiro, ou não? Podemos ser capazes de “oscilar entre duas opiniões” por algum tempo, mas cedo ou tarde, todos ficam de um lado ou outro.

No fim, quando o grande conflito terminar, toda a humanidade terá sido dividida para sempre, em duas classes: “O que serve a Deus e o que não O serve” (Ml 3:18). Como Jesus disse, de modo tão claro e direto: “Quem não é por Mim é contra Mim; e quem comigo não ajunta espalha” (Lc 11:23). Como Ele poderia ter sido mais claro?

6. Tendo em mente a história de Elias no Monte Carmelo, leia Malaquias 3:16–4:6. Qual é a mensagem do Senhor ali? Como podemos entender essa “mensagem de Elias”, no contexto dos eventos dos últimos dias e toda a questão da adoração? Ap 14:7-12.

6. Os salvos temem a Deus e O servem; seguem a lei, procurando unir a família com o Senhor. Temos hoje uma mensagem de arrependimento e reforma.

Assim como João Batista, a quem Jesus Se referiu como “Elias” (Mt 17:11-13), tinha uma mensagem de reforma, arrependimento, e obediência, Malaquias deixa claro (Ml 4:15) que “Elias” virá novamente pouco antes do fim do pecado e do mal. O livro do Apocalipse proclama uma mensagem de advertência para a última geração, um chamado à obediência e à adoração do Deus Criador. Assim como aconteceu com Elias no Carmelo, de maneira muito dramática, as pessoas terão que fazer a escolha mais importante de sua vida, uma escolha repleta de consequências realmente eternas. A boa notícia é que, mesmo antes que esses eventos finais se desdobrem, podemos fazer escolhas diárias que nos prepararão inteiramente para estar ao lado do Senhor, quando ocorrer, entre as nações, a batalha final entre o bem e o mal.

Pense nas escolhas diárias que você tem feito (talvez nos últimos dias), mesmo a respeito das mínimas coisas (Lc 16:10). A julgar por essas escolhas (e as concessões que podem se manifestar nelas, qual dos dois lados você está escolhendo? Medite nas implicações de sua resposta.


Sexta

Ano Bíblico: Jr 30–32

Estudo adicional

Leia de Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 99-108: “Jeroboão”; p. 114-116: “Apostasia Nacional”; p. 119-128: “Elias, o Tesbita”; p. 129-142: “A Voz de Severa Repreensão”; p. 143-154: “O Carmelo”.

A apostasia predominante hoje é similar à que predominou em Israel nos dias do profeta” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 170).

“Deus tem muitos milhares [nesta época] cujos joelhos não se dobraram a Baal… [e] muitos que têm adorado Baal ignorantemente, mas com quem o Espírito de Deus está ainda lutando” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 171).

A. W. Tozer, um pregador muito conhecido do século XX (morreu em 1963), muitas vezes pregou contra o culto do “deus do entretenimento”, sugerindo que não importa quão arduamente as igrejas tentem, elas não podem competir com a ideia que o mundo tem sobre entretenimento. É a cruz de Jesus Cristo, diz Tozer, não o entretenimento, que ganhará pessoas para Cristo. Veja A. W. Tozer, Tozer On Worship and Entertainment [Sobre Adoração e Entretenimento], compilado por James L. Snyder (Camp Hill, Pennsylvania:. Wing Spread Publishers, 1997), p. 108, 109.

Perguntas para reflexão:
1. Quanto a sociedade tem afetado a visão da Igreja sobre as questões morais atuais?
2. As descrições da adoração a Baal sugerem que isso era muito prazeroso, o que poderia explicar sua popularidade. Como podemos restaurar o senso de temor e reverência a Deus em nossa adoração, em lugar de incentivar a expectativa de ser distraído?
3. A Igreja Adventista tem mudado nos últimos vinte anos? Em sua opinião, de que forma ela melhorou, e de que maneira precisa melhorar? Se chegarmos até lá, como você acha que a Igreja será daqui a vinte anos? Como será a forma do culto de sua igreja local?
4. Pense na maneira drástica em que a nação de Israel caiu em apostasia. Nada disso aconteceu da noite para o dia. Uma característica do diabo é a paciência. Individualmente e como igreja, como podemos evitar o caminho lento, mas seguro, no qual Israel seguiu?

Respostas Sugestivas: 1. O mal está no coração humano; é importante lembrar disso para buscar perdão e poder de Deus.
2. Os que agem conforme a própria vontade, e os abençoados, que fazem a vontade de Deus. 3. Apostasia de Salomão, ocorreu por influência de mulheres pagãs, após grande experiência com Deus; falhas de líderes arruínam o povo. 4. Muitos distorcem e se afastam da adoração verdadeira por causa de interesses e intrigas pessoais; assim acabam influenciando o povo no mau caminho. 5. Adoração a Deus não significa gritaria, êxtase e ferimento sobre o próprio corpo. Adorar é confiar no Deus que atende o sincero de coração. 6. Os salvos temem a Deus e O servem; seguem a lei, procurando unir a família com o Senhor. Temos hoje uma mensagem de arrependimento e reforma.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li832011.html


Ciclo do aprendizado

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: O chamado de Deus exige que O amemos com tudo que possuímos: coração, vida, mente e força.
Só para o professor: A lição desta semana explora os perigos da adoração vacilante. Se a pessoa é desviada pelo desejo de conformidade com os padrões mundanos ou aceita uma espiritualidade livre dos imperativos bíblicos, as concessões espirituais destroem sua conexão com Deus. Conte a seguinte história em suas próprias palavras.

Atividade de abertura: Uma história de origem um tanto incerta capta a noção das concessões. Como conta a história, uma família de Nova York comprou uma grande fazenda no Oeste com a intenção de criar gado. Eles compraram a terra, levantaram o rancho e começaram a realizar seu sonho. Meses depois, alguns amigos curiosos visitaram a família e perguntaram ao aspirante a pecuarista se planejava dar nome à fazenda.

“Eu queria chamá-la de João da Barra”, ele respondeu, “minha esposa preferia Bela Susie, um dos filhos achava melhor Voadora, e o outro preferia Preguiçosa. Então colocamos o nome de João da Barra-Bela-Susie-Voadora-Preguiçosa!”

“Mas, onde estão todos os seus rebanhos?”, os amigos perguntaram.

“Nenhum deles sobreviveu à marca.”

Pense nisto: Comente com a classe alguns dos prós e contras das concessões em diferentes áreas da vida, tais como relacionamentos, política, trabalho, etc. Peça que os alunos compartilhem uma concessão da qual eles se arrependeram mais tarde.

Compreensão 
Só para o professor: O objetivo desta seção Compreensão é examinar a tendência humana de se afastar das ordens de Deus e a maneira de corrigir o problema. Em todos os níveis da nossa caminhada com Deus, haverá um chamado para entregar atitudes, hábitos, normas, convicções, opiniões, etc. Esse é o caminho apertado que conduz à vida eterna. Estude com a classe essa “luta” na jornada do cristão.

Comentário Bíblico

I. As condições de Deus
(Recapitule com a classe Dt 6:4-9.)

A lição de segunda-feira capta a natureza sutil das concessões, a aceitação diversificada das normas do mundo, e a devastação espiritual que ocorre em consequência. Deus tem plena consciência da natureza dissimulada do mal, especialmente para aqueles que professam Seu nome. Talvez seja por isso que Ele raramente concede uma bênção sem indicações rigorosas sobre a maneira de “permanecer abençoado”.

Enquanto Israel se preparava para entrar na terra prometida, Moisés exortou o povo a amar a Deus de todo o coração (Dt 6:5). Ele exigiu obediência total, para que lhes sucedesse o bem (Dt 6:18). Mas Moisés também deixou outras coisas para os israelitas:
● Vocês serão abençoados se obedecerem a toda a lei e os decretos (Dt 6:24, 25).
● Deus manterá Sua aliança com vocês, se vocês obedecerem aos Seus mandamentos (Dt 7:12).
● Vocês serão destruídos se esquecerem o Deus que os libertou e começarem a adorar outros deuses (Dt 8:19).
● Suas terras e rebanhos serão abençoados se vocês obedecerem aos mandamentos de Deus (Dt 11:13-15).

A lista das promessas condicionais de Deus é longa. O Senhor sempre esclarece Seus requisitos, porque Ele sabe que os seres humanos pecaminosos tendem a esquecê-los.

Pense nisto: Visto que servimos a um Deus que guarda zelosamente a santidade de Seus preceitos, por que deveríamos colocar a prioridade máxima em saber o que esses preceitos exigem de nós? Atos 17:30 deixa claro que Deus não nos responsabiliza por aquilo que não sabemos. No entanto, conhecer os mandamentos de Deus é essencial, pois isso serve como um baluarte contra as concessões e a conformidade com o mundo e seus caminhos.

II. Saber e fazer
(Recapitule com a classe 1Rs 12:25-33.)

O estranho caso de Jeroboão revela os desafios que enfrentamos, às vezes, entre saber o que é certo e praticar. Conforme a lição deixa claro, Jeroboão se considerava um “guru da adoração”, um inovador espiritual sem compromisso com as regras de adoração que Deus havia transmitido a Israel (Êx 25-31).

A falsa adoração de Jeroboão foi impulsionada por algo muito mais traiçoeiro do que parece. Ellen G. White declara: “O maior temor de Jeroboão era que, em qualquer tempo no futuro, o coração de seus súditos se deixasse cativar pelo ocupante do trono de Davi. Ele raciocinou que, se às dez tribos fosse permitido visitar com frequência a antiga sede da realeza judaica, onde os cultos do templo eram ainda dirigidos como nos anos do reinado de Salomão, muitos poderiam se sentir inclinados a renovar sua submissão ao governo centralizado em Jerusalém” (Profetas e Reis, p. 99).

Você entendeu isso? O medo de ser abandonado pelas pessoas e o desejo de poder e prestígio, interromperam sua obediência a Deus. Muitas vezes não é a pressão de fora que nos levam a rejeitar a Deus; são as maquinações do nosso coração que encontram expressão nas concessões maldosas.

Veja até que ponto Jeroboão distorceu a verdadeira adoração a Deus. Há um senso de que, uma vez que ele começou a fazer concessões, não parou mais. Ele levou as dez tribos de Israel a um abismo de idolatria cada vez mais profundo, que duraria centenas de anos.

Pense nisto: Se o tempo permitir, peça que alguém da classe leia Jeremias 17:9. Peça que a classe selecione algumas das palavras e frases principais nessa passagem. Observe que o profeta Jeremias diz que o coração humano não regenerado é enganoso “mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto”. Não é apenas corrupto, mas “desesperadamente” corrupto. Essa é uma caracterização forte. Denota algo além da esperança, algo que sofre extrema necessidade, ou algo que envolve grande perigo ou possível desastre. O que isso diz sobre nossa condição natural e nossa capacidade de nos renovarmos com nossa força? Qual é a nossa única esperança de renovação?

III. Adoração na vida
(Recapitule com a classe Ml 3:18Is 14:13 e Mt 4.)

O estudo de quarta e quinta-feira captam a grande metanarrativa na qual nós, humanos, nos encontramos: o conflito entre Deus e Satanás. A questão central nessa luta entre Deus e Seu inimigo é a adoração. Lembre-se: essa foi a questão no início do pecado, pois foi Satanás que declarou: “Eu subirei ao Céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte” (Is 14:13).

Essa vontade de exaltar o eu e colocá-lo no trono de nossa vida foi rejeitada por Jesus repetidamente, ao longo de Sua vida. Em nenhum momento essa atitude foi mais enérgica do que quando enfrentou Satanás no deserto (Mt 4). O inimigo tentou Jesus a Se alimentar, para satisfazer as necessidades de sua natureza humana fragilizada (v. 3). Ele O tentou a duvidar do pronunciamento de Seu Pai (Mt 3:17), de que Ele era realmente o Filho de Deus (Mt 4:3). Ele ofereceu a Cristo os reinos do mundo, se Ele apenas o adorasse (v. 9). Jesus respondeu obedecendo à Palavra de Deus, citando três vezes a Bíblia que Ele havia estudado, especificamenteDeuteronômio 8:36:16 e 6:13.

Para Jesus, não havia separação entre viver e adorar a Deus. Ele levava uma vida de adoração, e qualquer impulso para fazer concessões, mesmo com Seu corpo faminto, era colocado em sujeição à vontade de Deus.

Pense nisto: De que forma podemos criar, em nossa vida, uma falsa dicotomia entre o Deus que adoramos e a vida que levamos? Como costumamos separar nossa caminhada com Deus em compartimentos? Quais são as áreas em que podemos ser vulneráveis a fazer concessões, e como podemos nos proteger?

Atividade adicional: Se o tempo permitir, explore o significado de conhecer realmente a si mesmo e as áreas na vida que são propícias à conformidade e concessões.

Aplicação
Só para o professor: Conformidade e compromisso com o mundo muitas vezes levam à crise. Distribua pequenos cartões e lápis para os membros da classe. Liste os personagens bíblicos a seguir e peça que a classe identifique, na vida de cada um deles, a área em que houve concessões ou conformidade, e como isso afetou sua adoração a Deus.

1. Caim. 2. Sansão. 3. Jezabel. 4. Jacó. 5. Eli. 6. Judas. 7. Davi. 8. Acã

Pense nisto: De que maneira, muitas vezes, desrespeitamos nossos princípios nas mesmas áreas? Quais são os resultados?

Perguntas para consideração
1. De acordo com Jeremias 17:9, temos no coração um problema da espécie mais terrível. Como podemos evitar acordos sobre os princípios de Deus, quando temos um coração e uma natureza que nos prejudica internamente?
2. O Salmo 119:9 explica como o jovem pode manter puro o seu caminho: “Observando-o segundo a Tua Palavra”. O verso 11 se estende sobre esse tema. A Palavra escondida no coração ajuda a evitar que o pecado crie raízes. Se a Palavra de Deus é poderosa o suficiente para manter puro o nosso caminho, livre de concessões perigosas, e nos impedir de cair, por que continuamos a pecar depois de sabermos o que é certo?

Perguntas de aplicação
1. Como sua caminhada pessoal com Deus afeta a adoração a Deus em sua igreja? Você busca receber algo de Deus, ou entra na presença de Deus para dar algo a Ele? Comente.
2. A lição desta semana abordou a ética do entretenimento, predominante em alguns cultos de adoração atualmente. O que você pode fazer para ajudar sua igreja a evitar os perigos dos estilos de adoração ao gosto dos “consumidores”?

Perguntas sobre testemunho
1. Que tipo de exemplo você deve dar a seus vizinhos, amigos, familiares, colegas, etc.? Existe alguma distância entre sua profissão de fé e a vida que você leva? Como você pode fazer as mudanças necessárias?
2. O que é mais importante: uma vida de obediência a Deus, ou uma vida de obediência a Deus aliada a uma profissão de fé e prática visível, verbal?

Criatividade
Só para o professor: No verso dos cartões utilizados no Passo 3, peça que os alunos especifiquem uma área problemática de sua vida, na qual não estão seguindo completamente os mandamentos de Deus. Ou, você pode pedir que eles apenas pensem nessa área, sem revelar o que é. Depois, conceda um minuto para oração silenciosa. Convide cada membro da classe a suplicar a Deus força para entregar a Ele essa área da vida. Encerre com uma oração de agradecimento.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/aux832011.html


Lição 8 – CONFORMIDADE, CONCESSÃO E CRISE NA ADORAÇÃO

Ruben Aguilar

Em qualquer grupo humano, a prática da religiosidade, seja do passado ou presente, está matizada com diversos implementos comportamentais que caracterizam a cultura étnica que representam.  Muitos povos preservam sua religiosidade através de manifestações rituais como canto, dança, vestimenta, pintura e cores, ornamentação dos lugares de adoração, movimentos corporais, sacrifícios, ofertas, etc.  Tais manifestações de comportamento religioso são formas de adoração e estão baseadas na concepção da natureza e atributos dos seres sobrenaturais que as recebem.  Em geral, a concepção primária da expressão religiosa é a da luta entre o bem e o mal, ou dos personagens que representam essas qualidades.  Seguindo essa visão espiritual, é possível considerar como uma síntese da prática religiosa a forma de manifestar a luta entre o bem e o mal.

Algumas religiões consideram que o bem e o mal são entidades sobrenaturais que sempre existiram, mas que, finalmente, na luta travada, o bem sairá vitorioso.  Os grupos religiosos que mantêm essa concepção adoram, em forma indistinta, tanto o ser que personifica o bem como o ser que personifica o mal.  Existem, no entanto, grupos que cultivam a adoração unicamente ao ser que personifica o mal, porque consideram que seus atributos, que não são bem conhecidos ou são transmutados, revelam o bem que existe na sua natureza.

A Bíblia, livro sagrado de várias religiões, revela que o único ser eterno é Deus criador e redentor.  Ele criou seres celestiais, entre os quais estava Lúcifer, o qual ostentava galas e privilégios maiores que os dos outros seres.  Mas Lúcifer se rebelou contra a autoridade de Deus e Sua vontade; desejando maiores privilégios, tornou-se inimigo do Criador, pelo que é chamado de Satanás (adversário).  A rebelião de Satanás é a origem de todo mal existente no mundo e, também, a causa da crise na adoração.  Adoração, segundo as profecias apocalípticas, é a principal atitude que permitirá identificar o povo da verdade do resto da população humana.  É possível diferenciar essas duas atitudes em relação ao conflito surgido pela rebelião de Satanás: o povo da verdade adora a Deus e o restante das nações adora a “besta” e a sua imagem.

O mal existe desde a rebelião de Satanás e seus seguidores.  Mas o que é o mal? É uma interrogação que as áreas das ciências humanas não conseguem responder.  Baseado na atitude rebelde de Satanás, é possível dar uma definição simples e compreensível do que é o mal, ou da sua consistência.  Assim, pode-se afirmar que mal é toda atitude que contraria a vontade de Deus. Consiste na desobediência às leis e preceitos divinos.

AOS OLHOS DE DEUS

Aos olhos de Deus, o mal é um ato de rebelião contra Suas leis e contra Sua vontade.  Sendo o mal um ato de desobediência às leis de Deus, pode-se afirmar que uma pessoa incorre no mal quando não obedece ao Decálogo divino; quando não respeita as leis que regem os fenômenos naturais; quando não se sujeita às prescrições do ritualismo sacro; quando não atenta às normas de preservação da saúde, colocando em relevo os hábitos alimentares; quando não é submisso às orientações bíblicas do relacionamento social, incluindo o respeito às autoridades políticas; quando evita a dependência de Deus para arquitetar seu próprio futuro.

Como descendente de Adão, o homem tem aos olhos de Deus uma natural tendência ao mal e comete atitudes malignas.  O efeito  do mal é tão abrangente na humanidade que “não há justo, nenhum sequer” (Rm 3:10).  Nada está encoberto aos olhos de Deus. Seus atributos transcendentes examinam os desejos mais profundos do coração humano, ressaltando sua natural inclinação para o mal.  Todos estão contaminados por essa nefasta tendência, pela qual se faz necessário atentar à advertência da orientação divina: “Maldito o homem que confia no homem” (Jr 17:5).

Não é necessária uma atitude transcendente dos Céus ou de mensageiros humanos para nos convencer do império da maldade no mundo.  A cada momento, os meios de transmissão informativa, mesmo sem considerar o princípio bíblico de ato maligno, reportam eventos qualificados como tais.  Mas isso não significa que os atos de bem estejam banidos da vida humana.  Toda pessoa que analisa, seja por estudo ou simples vivência, no âmago da sua consciência, verifica que o ambiente social do mundo está pincelado com as cores do bem e do mal.  Viver num ambiente em que o império seja unicamente do bem é um desejo vivo de quem procura seguir com fidelidade as prescrições divinas; mas esse desejo é uma projeção futura para além deste mundo.  Por enquanto, é necessário viver em conformidade com o plano divino e livres do comprometimento com a maldade.

O substantivo conformidade enuncia a qualidade de estar conforme; ou seja, mantém uma relação verbal com a ação de concordar, aceitar, conciliar, adequar-se, resignar-se ou ajustar-se.  Relaciona essa ação à presença do mal no mundo, declara que é inevitável receber a influência dessa tendência na vida de cada ser humano.  Cada pessoa deve viver em conformidade com a condição humana de tendência ao mal e com as múltiplas manifestações dessa atividade na vida de cada pessoa.  Mas viver em conformidade não significa estar ligado ao comprometimento com o mal.

Comprometimento é um termo substantivado que indica a condição de alguém que vive comprometido com algo.  Esse compromisso é uma situação imposta por obrigação.  O comprometimento com o mal é uma condição da pessoa humana pela qual esta fica submetida à autoridade do maligno ou de quem gera o mal.  A atividade do inimigo de Deus é tão intensa para alcançar seu infeliz objetivo de submeter as pessoas ao domínio de sua influência que, dessa maneira, as compromete para a execução de todo ato maligno.

Reconhecendo a existência do mal neste mundo, a vida de toda pessoa é afetada por estas duas qualidades com as quais mantém ligação indissolúvel: conformidade e comprometimento.  O cristão vive em conformidade, isto é, em resignação pela presença do mal em toda esfera em que precisa atuar; mas, ao mesmo tempo, deve evitar todo comprometimento com a influência do maligno.  Viver em conformidade e evitar o comprometimento com o mal é desígnio de todo ser humano, pois, a partir da atitude assumida depende sua realização futura e eterna.  O interesse dessa pessoa diante dessas atitudes determinará sua postura de adorador sincero e fiel.  Só há uma maneira de alcançar o ideal proposto: vencer a influência do mal, mesmo que a presença dessa tendência seja real e constante, e não se submeter ao comprometimento com o maligno.  Isso se dá pela constante comunhão com Deus, ouvindo a voz do Senhor e guardando seus mandamentos (Dt 13:18).

A FALSA ADORAÇÃO

Adoração é uma atitude que caracteriza a vida religiosa de uma pessoa.  Muitos adoram deuses estranhos; outros, mesmo reconhecendo a existência do Deus supremo, não seguem as normas divinas de adoração, evidenciadas em Sua palavra.  Qualquer forma de adoração que não seja aquela sugerida pela palavra divina deve ser considerada falsa.  Assim aconteceu com a adoração de Caim ao oferecer um tipo de sacrifício não prescrito por Deus.  Numa definição generalizada das formas de adoração, é possível asseverar que a verdadeira adoração é aquela que segue as normas impostas por Deus para essa finalidade; enquanto outras manifestações, numa expressão sintética do conceito, podem ser consideradas idolatria.

A história das nações revela que os sistemas sociais e religiosos impostos por seus líderes induziram os povos a praticar formas de adoração fraudulentas, seja pela convicção emotiva da existência de deuses representando a natureza, seja mediante a artificialidade de expressões ritualísticas com sentido religioso.  Esse fato é demonstrado pelo surgimento de religiões que vigoraram num período da história; tiveram seu apogeu para finalmente ser extintas na ausência de devotos e, principalmente pela impossibilidade de inspirar esperança para consolidar a fé.  Exemplos dessa classe de tendências religiosas já extintas são as chamadas religiões nacionais como: a religião etrusca, do império de Mitani, de Ugarite, a religião assíria, egípcia, grega, babilônica,  romana, escandinava, asteca, maia, etc.; e os grandes movimentos religiosos como o Mitraismo, Jainismo, Xintoismo, Zoroastrismo, etc.  Algumas religiões demonstram certa paralisia na sua expansão e vigência, como: o Taoismo, Shikismo, Budismo.

Ao observar o declínio e final extinção de determinada religião, a inferência lógica que cabe nessa observação é considerar que as formas de adoração eram falsas.  Essa inferência deve ser aplicada a todo movimento religioso que surge por iniciativa ou manifestação espontânea de pessoas que promovem rituais e tipos de adoração alheios ao requerimento divino.

A religião verdadeira, motivada por genuína revelação, deve responder e elucidar as profundas questões do ser, como: a origem e o fim dos mundos, o propósito da vida, a origem do mal e da transgressão, a proposta de salvação, a justiça retributiva, a salvação como dom divino, a natureza e atributos da divindade, e outras. O cristianismo diferentemente das outras religiões, ostenta na Bíblia o paradigma e fonte de toda verdade.  Nela se encontra a característica que identifica o povo de Deus, que pratica a adoração genuína; a afirmação que a Bíblia faz a esse respeito é precisa e incisiva, pois descreve “um anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, … dizendo em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai aquele que fez o Céu, a terra e o mar e as fontes das águas” (Ap 14:6,7).

A interpretação do texto é simples, sem figuras literárias nem de linguagem; descreve uma comunidade que prega o “evangelho eterno”, ou seja, a salvação mediante o sacrifício de Cristo; exorta a adorar a Deus, pois, a “hora do seu juízo” está próxima, sentença que destaca o advento de Jesus; além disso, adverte referendar a adoração ao “criador”, celebrando culto no único dia que comemora a criação divina, o sábado semanal, conforme instituído no Decálogo.

A identidade do povo de Deus, que pratica a verdadeira adoração, culmina com a descrição que destaca a “perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12).  Em conclusão, toda pessoa que deseja adorar a Deus na forma requerida pela Majestade Divina deve guardar os Seus mandamentos, mantendo a fé em Jesus.  Sem essa distinção, qualquer tipo de adoração é falsa.

ELIAS E OS PROFETAS DE BAAL

A Bíblia põe em relevo a característica do verdadeiro adorador, o qual orienta a sua vida sob o princípio da observância aos mandamentos de Deus.  Essa vivência pessoal é básica para considerar a validade da adoração, pois Jesus afirma que “nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus” (Mt 7:21).  Vista dessa forma, a regra da verdadeira adoração é simples e deve ser vivida em cada instante; mas, por outro lado, existe uma gama de atitudes, às vezes inconscientes, que caracterizam uma forma de agir contrária à posição do verdadeiro adorador; é a típica forma de idolatria sutil.

A idolatria pode ser definida como uma inclinação emotiva de gostar obsessivamente de qualquer objeto, em lugar de Deus.  Os objetos idolatrados podem ser considerados simplesmente atrativos e de boa aparência; mas outros podem ser qualificados como detentores de poderes mágicos e fenomenais como: amuletos, cartas, tarô, búzios, pedras minerais, cristais, números de loterias, figuras simbólicas, nomes de entidades pessoais, representações de seres de outros mundos, etc.

O verdadeiro adorador deve ser consciente de que só Deus, através do poder do Espírito Santo é capaz de proteger, sustentar e salvar; provocando manifestações de benefício espiritual.  Não sendo Deus, qualquer manifestação aparentemente benéfica deve ser considerada ação de entidade adversa ao poder divino; por conseguinte, resultado de uma inclinação à idolatria.

Uma das eloquentes demonstrações bíblicas da inoperância da falsa adoração, baseada na idolatria, é o desafio promovido pelo profeta Elias aos adoradores do deus Baal.  Essa divindade era popular entre várias nações do antigo Oriente Médio.  Seu nome significa: senhor, amo, marido.  Era considerado o deus da chuva e da fertilidade, e o “cavaleiro das nuvens”; essa consideração era dada baseada em relato mitológico que envolvia sua pessoa.  O relato informava de uma luta travada entre Baal e Mot, deus da seca.  Nessa contenda, Mot mata seu contendor; mas, logo sua morte é vingada por ação de Anath, deusa da morte.  O corpo de Baal é conduzido até a montanha dos deuses, onde ressuscita.  Sua ressurreição provoca chuvas copiosas que fertilizam a terra.  A adoração nos cultos a Baal era de extrema sensualidade, devido à lenda de que a fertilidade humana provoca a fertilidade da terra.  Nesses cultos, centenas e milhares de mulheres, consideradas sacerdotisas de Baal, estavam dispostas à prática de franca prostituição.

É por demais afirmar que a adoração a Baal era de uma prolixidade extremada, por promover o prazer sensual.  Seus adoradores consideravam esse deus um verdadeiro salvador e todo-poderoso.  Mas, neste episódio, seus profetas estão reunidos no Monte Carmelo para, por sua intercessão, esse deus se ponha a medir forças com Deus, representado pelo profeta Elias.  Qual divindade seria capaz de provocar fogo intenso?  Apesar do ímpeto manifestado por esses profetas, na adoração a Baal e do ritual de extravagância que dilacerava suas próprias peles, a essência fictícia do deus invocado não se manifestou, como não poderia.  Elias, profeta do verdadeiro Deus, em atitude de decidida confiança, manda molhar o altar para logo invocar em humilde oração a revelação do poder de Deus.  O fogo, que queima até os rochedos se manifesta na sua forma destruidora sobre o altar exposto, consumindo as poças lodacentas.

Dessa ação um tanto bélica, uma grande lição que permanece para todo cristão é a essência do questionamento imperioso proposto por Elias: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos?  Se o Senhor é Deus, segui-O; se é Baal, segui-o” (1Rs 18:21).


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/com832011.html


COMENTÁRIOS SIKBERTO MARKS

Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2011

Tema geral do trimestre: Adoração

Estudo nº 08 – Conformidade, concessões e crise na adoração

Semana de    13 a 20 de agosto

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristovoltara.com.br marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar:Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal” (Hab. 5:14).

Introdução de sábado à tarde

A adoração, parece, agora serve a todos os fins. Na Bíblia, sabemos, serve ao relacionamento com o Criador. Mas atualmente, no mundo, a adoração tem outros fins, e isso é perigoso para o povo de DEUS.

Os grandes líderes políticos, empresariais e religiosos estão dando início a um movimento global de adoração, mas não para um relacionamento com DEUS, e sim, para salvar a globalização dos negócios. É que o mundo está indo de mal a pior, a olhos vistos. Por um lado, as catástrofes naturais aumentam e não dão sinais de estabilizarem. Qualquer pessoa de são juízo sabe que essas catástrofes não podem continuar piorando indefinidamente. Por outro lado, a sociedade está apodrecendo, já cheirando mal. É a corrupção de todos os dias, a criminalidade, a violência, as drogas, a imoralidade, o desrespeito ao próximo, o aumento do ódio, e assim vai. Pois bem, o que esses líderes pensam é auxiliar as igrejas do mundo inteiro para que se unam e sirvam como motor na construção de uma nova humanidade, uma nova cidadania. E veja só: Quem está sendo incumbido para uma reforma geral da humanidade? As igrejas unidas sob o comando da Igreja Católica. Isso exatamente quando os seguidores da Bíblia se preparam para a última advertência ao mundo, sobre a iminente volta de JESUS, pois o colapso da sociedade baseada no pecado está por ocorrer.

Por isso é tão importante estudar sobre a verdadeira adoração. Esse é o assunto dessa semana: comparar o que é adoração segundo estabelecido pelo Criador, e o que é a adoração estabelecida pelo Seu inimigo, por meio da manipulação de seres humanos. É importante para o povo de DEUS discernir isso nesses últimos dias.

  1. Primeiro dia: Aos olhos de DEUS

Vamos imaginar um pouco a nossa situação. Ela nos parece normal, porque nascemos num ambiente degenerado e não conhecemos outro. Esse já é o ambiente de nossos pais, avós, bisavós, isto é, há uns seis mil anos. O ambiente vai degradando sempre mais, e nos acostumamos com ele, e nos parece impossível ser diferente. Muitas vezes reclamamos de algumas coisas mais radicais, como da violência, das drogas ou da corrupção. Porém, em geral, achamos normais muitas situações que DEUS nunca aprovaria. É que somos influenciados pelo ambiente e por sua cultura dominante. Mas servos de DEUS não podem se conformar com aquilo que parece normal, porque segundo os critérios da perfeição, são coisas grosseiras e deploráveis.

Somos todos pecadores, e nenhum de nós serve de exemplo a qualquer outra pessoa. Todos necessitamos da transformação do ESPÍRITO SANTO.

E o que é um pecador? É uma pessoa cuja natureza tende à prática de maldades; alguém que facilmente fracassa em querer fazer o bem. Um pecador, mesmo que queria ser uma boa pessoa, não vai conseguir o tempo todo; ela vai cometer erros, ou até mesmo vai pecar em coisas que já sabe que são condenáveis por DEUS. Enfim, pecadores têm atração pelo que é mau, talvez não por tudo que é mau, mas cada pecador tem seus pontos fracos em que tende a cair em erro. A nossa mente tem uma tendência a apreciar muitas coisas que nos são nocivas. A nossa mente é enganosa porque ela tem a natureza do mal, vivemos em um ambiente em que se valoriza o mal e não o bem, e, para piorar, nos acostumamos a apreciar mais o mal que o bem. Portanto, os seres humanos gostam de enganar os outros, acham que isso é ser inteligente. E em certos episódios, os seres humanos até gostam de ser enganados. Por exemplo, os que se drogam sabem que isso lhes faz mal, mas continuam se drogando. E é cada vez maior o número de pessoas que caem nas drogas, mesmo sabendo que faz mal, ou até que vai morrer. Haveria muitos outros exemplos desse tipo para inserirmos aqui. Em resumo, até gostamos de ser enganados, mas gostamos mais de enganar, isto é, de levar vantagem na contabilidade da enganação.

Agora avalie pecadores vivendo em ambiente culturalmente favorável a pecados, em que se valoriza o que é errado e não se valoriza o que é correto. Como um ser humano, por sua própria força iria conseguir mudar a sua natureza? Não há como, ao natural, pois a tendência da humanidade é a que estamos presenciando: degeneração até o colapso da sociedade humana, mesmo que haja muita gente tentando reformar essa sociedade.

Para que escapemos da tendência da deterioração, devemos renunciar a fazer a nossa vontade e adotar a vontade de DEUS. Mas isso não é o mesmo que abdicar do livre-arbítrio. Não é! Aliás, seguir a vontade de DEUS é adotar o livre-arbítrio. Acontece que a nossa vontade é contra nós, contra o nosso futuro, contra o nosso bem-estar, contra o nosso bom relacionamento com outras pessoas. A nossa vontade nos prejudica, porque é a vontade de um pecador. Não podemos confiar nela; ela nos engana; e por meio dela, outros também nos enganam, inclusive satanás. A vontade de DEUS, que é o nosso Criador, é de alguém que nos ama. Ela é boa, considera o nosso futuro eterno para o nosso bem. Ela quer nos libertar de nossa situação embaraçosa que nos faz sofrer e morrer. Em síntese, a vontade de DEUS é a mesma que seria a nossa vontade se nunca tivéssemos pecado. Logo, adotar essa vontade é viver melhor, ter esperança, ter bom relacionamento, ter melhor saúde aqui mesmo, e saber que o futuro na pior das hipóteses será apenas interrompido pela morte, mas depois, com a segunda vinda de JESUS, seremos agraciados com a vida eterna e felicidade absoluta. Quem é mais livre: aquele que opta pela vida eterna, ou aquele que opta pelo sofrimento e morte?

Portanto, devemos andar com DEUS como fez Enoque. Isso quer dizer, gradativamente nos libertar também daqueles atos que a sociedade não condena, e que, muitas vezes nem mesmo na igreja se acha que está errado. Alguns exemplos? Lá vão só alguns: pirataria de programas de computador, músicas, filmes, etc.; compras sem nota fiscal para pagar menos; piadas que denigrem outras pessoas ou que são sensuais; falar de negócios aos sábados; ir ao cinema ou assistir determinados filmes em casa; assistir novelas, ou o que é pior, o BBB ou a Fazenda, etc.; gastar dinheiro em coisas supérfluas ou que exaltem o “eu”; falar mal da vida alheia; tratar mal o cônjuge mas pregar bonito na igreja; ser mau exemplo aos irmãos; aconselhar uma coisa mas fazer outra; e assim vai.

Que tal se a comissão da igreja se reunisse por tais tipos de assunto? Precisamos muito mais de aconselhamento mútuo, de leitura da Bíblia e dos livros do Espírito de Profecia, do que de comissões e de disciplinas. Os grandes problemas devem sim ser motivos de análise nas comissões, mas o grande número dos tais pequenos problemas, em que um só deles é capaz de tirar uma pessoa da vida eterna, esses devem ser tratados por meio de ensinamentos, aconselhamentos, reavivamento, reforma, na busca de sermos cada vez mais semelhantes a CRISTO.

  1. Segunda: A arte (e o mal) das concessões

Bem, como a lição apresenta, o ser humano tornou-se, à semelhança de satanás, um agente político. À vista da normalidade nesse planeta, isso é bom, mas à vista de DEUS, nem tanto. O que é política? Dizem muitos, é a ciência pela qual se governa uma nação, buscando o bem comum, a ordem, a justiça, a oportunidade a todos, o desenvolvimento igualitário, etc. Seria bom se fosse isso mesmo. Na realidade, política está sendo o uso do poder para beneficiar a poucos sobre o trabalho de muitos. Nesse caso, a teoria e a prática não coincidem. O que vemos é que política está sendo o jogo dos interesses dos grupos, e vence o que tem mais poder. Ou seja, muitos cedem para poucos receberem. O problema da política são os políticos, não a sua teoria.

É disso que a lição fala hoje. As concessões ou a condescendência com um adversário, que, com o tempo, passamos a ter como aliado. Para isto, analisemos o caso de Salomão. Sendo filho de Davi, aprendeu muito com seu pai. Todos nós, por sermos falhos, devemos saber distinguir os bons exemplos de nossos pais e os exemplos deles que não devemos seguir. Afinal, nem nós, nem nossos pais, nem algum dos nossos antepassados foram ou são perfeitos. Todos erramos. Salomão recebeu especial inteligência e sabedoria de DEUS para governar o povo escolhido, e de distinguir o bem do mal. Davi fez as conquistas, Salomão deveria enfatizar no aspecto espiritual. Um preparou o terreno, o outro deveria ocupá-lo conforme DEUS estava instruindo. Assim a nação seria uma bênção para o mundo inteiro, ou seja, uma poderosa nação do ponto de vista material, mas também uma abençoada nação do ponto de vista espiritual. Seria um atrativo para as demais desejarem conhecer aquele DEUS de Israel. O que aconteceu foi o contrário. O próprio rei de Israel se afastou do DEUS verdadeiro e se aproximou dos deuses que não são nada.

Como foi isso? Salomão passou a fazer acordos políticos com as nações vizinhas. Selava esses acordos com casamentos. Esse era o costume da época, e foi ao longo da história. Acordos políticos eram celebrados com casamentos, pois o rei oferecia a sua filha. Salomão acabou casando-se com 700 mulheres, e tinha mais 300 concubinas. A concubina era outra mulher, mas não com os direitos daquela(s) com que se casavam naqueles tempos. Cada uma daquelas mulheres, à exceção talvez de algumas esposas de Israel, adoravam outros deuses. E, aos poucos, Salomão foi fazendo concessões. Por exemplo, ele tolerava os rituais delas em seu meio. Algumas vezes observava esses rituais. E o tempo foi passando, e os tais rituais não mais o incomodavam, pois estava acostumando com eles, e não os achava mais algo como “fogo estranho”. Já fazia parte da rotina diária. E ele continuava se casando. Veja bem, ele em seus 40 anos de reinado, casou-se, em média, mais de 17 vezes ao ano, isto é, 3 casamentos em média a cada dois meses. Issoem média. Não acha que é um tanto exagerado se casar tanto? Haja impostos para sustentar tanta mulherada. Calculamos só com as esposas, sem as concubinas, pois então seriam em média exatamente 25 casamentos a cada ano, dois por mês. Haja impostos para tanta festa!

DEUS fez a mulher para ser completa para um homem. Uma esposa é ótimo, duas não é nada bom. Não porque o problema esteja com duas mulheres, mas porque esse não é o plano de DEUS. O Criador fez a mulher tão completa que basta uma, assim como ela deve ter um só marido. Ou seja, o amor de um homem, ou de uma mulher, deve ser dedicado a apenas um cônjuge. Não há como ser fiel a mais de um cônjuge do mesmo modo como não se pode ser fiel a dois deuses.

Agora tente imaginar: se o rei chegou a ter centenas de mulheres, como é que ainda lhe sobraria algum amor para DEUS? É assim hoje. Se gostamos de dezenas ou de centenas de coisas que vêm do mundo, como ainda teremos amor para o nosso DEUS Criador e Redentor?

Tantas mulheres para Salomão! Elas passaram a fazer exigências. Elas eram mulheres pagãs, vindas de palácios de reinos pagãos, onde a nobreza fazia o que desejassem. Elas não eram mulheres israelitas, que foram educadas na submissão a DEUS, a serem humildes, do mesmo modo como DEUS requer dos homens. Então, temos aqui, um homem com um tipo de educação, e centenas de mulheres com outro tipo de educação e cultura. E Salomão foi fazendo concessões, e quando percebeu, já havia construído templos para essas mulheres, estava adorando como elas adoravam, e o verdadeiro templo, que ele mesmo construíra e inaugurara, estava ocioso e sub-utilizado. Lá estava a arca do concerto, sobre ela a luz visível de DEUS, e o rei indo adorar imagens pagãs! Dá para imaginar a situação?

Em poucas palavras, é isso que hoje acontece conosco: satanás procura que façamos pequenas e quase insuspeitas concessões na igreja, que chamamos de mundanismo. Essa é uma estratégia quase perfeita para subjugar o povo de DEUS. Ela é uma estratégia que quase parece vinda de um grande amigo. Por exemplo, muitos membros e até pastores a utilizam para atrair pessoas para a igreja, afim de convertê-las. Há inclusive alguns projetos oficiais dessa natureza. Mas, como a sábia história já cansou de provar, se alguns por essa via se convertem, muito maior é o número dos que saem, para o mundo, por essa porta. E outra coisa, se o DEUS a quem adoramos necessita de métodos do mundo para converter alguém, então Ele não é DEUS como diz ser, nem o ESPÍRITO SANTO tem algum poder. É isso que se faz crer por tais métodos que muitos de nossos líderes insistem em usar para alcançar seus alvos. DEUS não necessita dos nossos métodos, muito menos dos métodos do mundo. Afinal, Ele é o Criador, e fez o Universo a partir do zero, do nada, do vazio. Se Ele foi capaz disso, então deve ser capaz de coisas menores que a criação, das quais necessitamos para converter pessoas.

Ellen G. White escreveu sobre Salomão. Algumas citações abaixo permitem um bom estudo do que se passou com o homem mais inteligente de todos os tempos, mas que não era nada perto da astúcia política de satanás, que o engambelou e levou, a ele e à nação, a um estrondoso fracasso.

“Salomão presumia que sua sabedoria e o poder do seu exemplo haveriam de levar suas esposas da idolatria à adoração ao verdadeiro Deus, e também que as alianças assim formadas atrairiam as nações circunvizinhas em mais íntimo contato com Israel. Vã esperança! O erro de Salomão em considerar-se suficientemente forte para resistir às influências de associações pagãs foi fatal. E fatal foi também o engano que o levou a esperar que, não obstante a desconsideração de sua parte para com a lei de Deus, outros poderiam ser levados a reverenciá-la e obedecer-Lhe aos sagrados preceitos” (Profetas e Reis, 54).

“Tivesse Salomão continuado a servir ao Senhor em humildade, todo o seu reinado teria exercido poderosa influência para o bem sobre as nações circunvizinhas – nações que tinham sido tão favoravelmente impressionadas pelo reinado de Davi, seu pai, e pelas sábias palavras e magnificentes obras dos primeiros anos de seu próprio reinado” (Profetas e Reis, 47).

“Durante os anos da apostasia de Salomão, o declínio espiritual de Israel foi rápido. Como poderia ter sido diferente, se o seu rei se unira com agentes satânicos? Através desses agentes o inimigo operou para confundir a mente do povo com respeito ao verdadeiro e ao falso culto. Eles se tornaram presa fácil. O intercâmbio matrimonial com os pagãos tornou-se uma prática comum. Os israelitas depressa perderam sua repulsa pela idolatria. Adotaram-se costumes pagãos. Mães idólatras levaram seus filhos a observar ritos pagãos. A fé dos hebreus tornava-se rapidamente uma mistura de idéias confusas” (Fundamentos da Educação Cristã, 499).

“O arrependimento de Salomão foi sincero; mas o dano que o exemplo de suas más práticas produzira não podia ser desfeito. Durante sua apostasia, houve no reino homens que permaneceram fiéis a seu encargo, mantendo sua pureza e lealdade. Muitos, porém, foram levados a se transviarem; e as forças do mal postas em operação pela introdução da idolatria e práticas mundanas não poderiam facilmente ser detidas pelo penitente rei” (Profetas e Reis, 84).

A igreja adventista, atualmente, não fracassará diante do mundanismo. Haverá uma sacudidura. Fracassarão todos aqueles que insistirem em introduzir e manter métodos do mundo para substituir a inteligência e o poder do ESPÍRITO SANTO. Há uma conspiração contra a vinda da Chuva Serôdia sobre a igreja. Por um lado, muitos de nós combatem a divindade do ESPÍRITO SANTO, sendo Ele, agora, o agente divino principal para a conclusão da obra na Terra. Por outro lado, muitos tentam substituir a tarefa do ESPÍRITO SANTO por métodos mundanos. O maior estrago para a igreja não são as ações flagrantemente contra o ESPIRITO SANTO, e sim, as ações sutis por parte daqueles que tentam substituir o poder de DEUS pelo poder do demônio, e permanecem na igreja sendo louvados e inclusive promovidos. Os inimigos de fora da igreja são fracos perto daqueles que se tornam inimigos e que estão dentro das trincheiras, fazendo de conta que lutam alinhados com DEUS, mas, como Salomão, estão levando muitos à perdição sem saírem da igreja.

  1. Terça: Falsa adoração

Que tragédia em família! Davi fora escolhido para substituir a Saul enquanto este ainda estava vivo. Saul tentou matar Davi várias vezes, porém, este não atentou contra a vida do rei, mesmo sabendo ser o substituto escolhido por DEUS. Agora Salomão repete o erro de Saul. Jeroboão fora escolhido para ser o seu substituto após a sua morte. Dessa vez os dois erraram. Jeroboão levantou a sua mão contra Salomão, e este planejava a sua morte, aliás, foi o penúltimo registro na Bíblia sobre esse rei, o último foi a sua morte (I Reis 11:40 a 43). A que ponto chega o ser humano! Como é que um homem tão sábio e inteligente, filho de um rei fiel a DEUS, consegue cair tanto por conta do poder da idolatria?

Jeroboão, ao contrário de Davi, fugiu para o Egito, onde aprendeu sobre idolatria. Davi havia escolhido o deserto, como séculos antes acontecera com Moisés. Essa é a questão: onde nos posicionamos? Em que terreno buscamos apoio? Muitas vezes nos situamos no terreno encantado de satanás, e mesmo tendo sido escolhidos por DEUS, podemos ser dominados pelo inimigo, e dentro da causa de DEUS, servir como inimigos (anticristos) entre as fileiras do exército do Senhor.

Saul começou bem, mas terminou mal. Davi começou bem, errou muitas vezes, e terminou bem. Salomão começou muito bem e terminou mal. Jeroboão nem começou bem, e terminou pior ainda. Roboão começou mal e terminou mal. O que cada um desses personagens escolhidos de DEUS fez de sua vida? Como é fácil escolhidos tomarem caminhos em direção ao inimigo! É só olhar demais para o “eu”!

DEUS não tirou todo o reino do descendente de Salomão. Não tirou por amor a Davi. Deu duas tribos a Roboão, filho de Salomão, que se havia tornado arrogante e prepotente, e dez tribos deu a Jeroboão. Apesar de haver prometido por meio do profeta que seria rei, Jeroboão temeu que o povo, indo frequentemente adorar em Jerusalém, e participando das festas no Reino do Sul, onde se encontrava o Templo de Salomão, onde estavam os sacerdotes, onde os levitas ensinavam, onde se localizava a presença visível de DEUS, temeu que aos poucos o povo retornasse ao rei do sul, por isso resolveu mudar o sistema de adoração. O que aprendera no Egito, durante a sua fuga de Salomão, misturou com a adoração a DEUS, e inventou um sistema de adoração específico de seu reino. Fez dois bezerros de ouro, assim como Arão já havia feito e se deu mal. Pois o ser humano tem uma dificuldade de aprender com os erros do passado, erra outra vez da mesma forma. Como somos fracos!

Jeroboão resolveu fazer o que bem mais tarde fez a igreja católica. Ele misturou verdade com mentira, para formar um sistema de engano em que caem todos aqueles não bem fundamentados na verdade pura. O que foi que esse homem fez, segundo 1 Reis 12:25-33?

a)      Utilizando o precedente histórico de Arão, fabricou dois bezerros de ouro. Ele disse: esses são os deuses que vos tiraram do Egito! E a maioria do povo acreditou, afinal, foi o rei quem disse. Como pesa a influência de um líder, assim para o bem como para o mal!

b)      DEUS designou Jerusalém como o lugar de Sua habitação visível, onde Salomão construiu o templo. Mas Jeroboão escolheu outras duas cidades. Uma foi Betel, que significa “casa de DEUS”, onde no passado Abraão havia sacrificado (Gên. 12:8) e onde Jacó teve o sonho da escada (Gên. 28:10 a 12). E escolheu mais outra cidade para adoração, Dã. Geograficamente favorecia, encurtando as caminhadas.

c)       Ele mudou o sacerdócio. DEUS ordenara que os encarregados das coisas do templo deveriam ser levitas, e os ministradores do templo, descendentes de Arão. O novo rei escolheu gente do povo, os levitas se recusaram a servir a outros deuses.

d)      Mudou as datas das festas anuais especiais. A festa dos tabernáculos era no sétimo mês, mas ele criou outra festa, e a fez no oitavo mês.

Muitos hoje criam seus próprios conceitos quanto à adoração. Quantos líderes que não têm leitura da Bíblia nem do Espírito de Profecia, mas elaboram planos para a igreja, recebe cargos de liderança, pregam, ensinam, dão opiniões, dão exemplo, são influência, e introduzem os seus próprios conceitos, geralmente copiados do mundo. O que faz sucesso no mundo é trazido para a igreja. E com base nisso, muitas pessoas se convertem, e são batizadas. Porém, muitas dessas pessoas, a exemplo dos que as trouxeram para a igreja, se não buscarem por si mesmas o que DEUS realmente deseja, se perderão juntas com quem as converteu. Elas seguem um caminho que as leva para a destruição (Mat. 15:13 e 14), enquanto outras, que estão decididas a seguir a DEUS, abandonarão tais caminhos (2 Cor. 11:16).

“Durante as reuniões em Orebro, fui impelida pelo Espírito do Senhor a apresentar Sua lei como a grande norma de justiça e a advertir nosso povo contra a falsa santificação moderna, que tem sua origem na adoração da vontade, e não na submissão à vontade de Deus. Esse erro está rapidamente inundando o mundo, e, como testemunhas de Deus, seremos convidados a dar decidido testemunho contra ele. É um dos maiores enganos dos últimos dias e constituíra uma tentação para todos os que creem na verdade presente. Aqueles cuja fé não está firmemente estabelecida sobre a Palavra de Deus serão enganados. E a parte mais triste de tudo isso é que bem poucos dos que são enganados por esse erro encontram novamente o caminho para a luz.

“A Bíblia é a norma para provar as alegações de todos os que professam santificação. Jesus orou que Seus discípulos fossem santificados pela verdade, e Ele diz: “A Tua palavra é a verdade” (João 17:17); ao passo que o salmista declara: “A Tua lei é a verdade.” Sal. 119:142. Todos aqueles a quem Deus está guiando manifestarão elevada consideração pelas Escrituras nas quais é ouvida Sua voz. A Bíblia ser-lhes-á “proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra”. II Tim. 3:16. “Por seus frutos os conhecereis.” Mat. 7:16” (Fé e Obras, 51).

  1. Quarta: Elias e os profetas de Baal

Quanto barulho nesse nosso mundo! Parece que tudo se faz com barulho. Principalmente a adoração. E o barulho sempre está no limite, não da capacidade auditiva das pessoas, mas na potência dos aparelhos de som. Se a tecnologia continuar avançando, e ela está, bem logo teremos cultos, em muitas igrejas, em que se pode ouvir a gritaria, não do outro lado da rua, mas a dois quilômetros de distância. Bem logo haverá aparelhos com tal potência. E muitos pregarão utilizando esses aparelhos, a plena capacidade. Que ninguém duvide. Refiro-me, não em relação às igrejas populares, mas a algumas de nossa denominação.

Quando o reformador Elias, sozinho, por ordem de DEUS, foi enfrentar centenas de profetas de Baal, que serviam a um deus inexistente, pois não passava de um ídolo inerte, a cena foi, no mínimo, hilariante. Imagine só, esses profetas, com seus batuques e tambores, batendo, pulando e gritando cada vez mais algo. Elias se divertia com a falta de sucesso deles. Era tanta a confiança de Elias em seu DEUSque ele sabia não ser necessária aquela êxtase toda. Barulho se faz quando falta fé, ou quando não se está ligado humildemente a DEUS. Aí se substitui o insucesso por som alto, dança, pulos e sensações esquisitas, quando não faz parte algum tipo de droga, como em alguns tipos de rituais pagãos. Pularam, gritaram e se retalharam, até a exaustão. E nada de alguma manifestação da parte daquele deus. Era evidente, pois o deus Baal não tinha, sequer, vida. Elias, enquanto isso se divertia e zombava deles, tão certo estava do DEUS a quem servia. Ele sabia que o DEUS verdadeiro não precisa de barulho para responder.

Chegou, afinal, a vez de Elias. O que ele fez? Desafiou ainda mais os profetas de Baal, mandando encharcar a oferta sobre o altar, a lenha, e até transbordar uma vala que fez ao redor do altar. Então, solenemente ele se ajoelhou e fez uma oração sem gritaria, sem som alto e sem pulos e danças. E imediatamente veio a resposta. Aqui está a diferença entre dois cultos, a DEUS e a satanás.

Há alguns meses atrás me encontrei, por descuido, num culto pentecostal. Lá um pastor, altamente graduado, ao final do culto, acompanhado por um quarteto que cantava em som alto e batia forte numa bateria, fazia algo que ele mesmo chamou de apelo. Todos os presentes ficaram em pé, e levantaram as mãos, e diziam aleluia; alguns até choravam. Pelo que vi, pois para azar meu, estava na plataforma, umas duas ou três pessoas ficaram em atitude discreta. Aí pensei: como é fácil enganar o povo de DEUS, é só fazer barulho. Como é fácil encher as igrejas de gente, é só apelar ao êxtase, e o pessoal cai direitinho. Cai mesmo. Como me senti mal naquele culto pentecostal! Principalmente porque aconteceu numa igreja adventista.

É bom, oportuno, nosso povo ler os livros do Espírito de Profecia. Não digo isso a ministros como esse, pois já se vendeu ao inimigo. A propósito, àqueles que ainda tenham alguma dúvida sobre muitos dos CDs e DVDs que circulam em nosso meio, e que são música gospel, apropriadas para danças, com barulho tipo rock, leiam alguns livros publicados pela editora UNASPRESS. A CPB também tem literatura boa sobre esse assunto, a partir de EGW, e coerentemente não publicou sequer um livro que defenda o ritual barulhento. Nem a Revista Adventista. Nela podemos encontrar dezenas de artigos a favor da música e do culto como DEUS deseja. Então, como se explica a barulheira em muitas de nossas igrejas? Se as nossas publicações oficiais se posicionam claramente, como que a prática vai num sentido oposto? Mais abaixo Ellen White vai responder. Os livros que estou sugerindo são:

Cristãos em Busca do Êxtase, por Vanderlei Dorneles.

Música Sacra, Cultura e Adoração, por Wolfgang Hans Martin Stefani.

O que DEUS diz sobre a música? Por Eurydice V. Osterman.

E mais um livreto pequeno, tem só 80 páginas, mas o suficiente para entender sobre o assunto, “Música, Adventismo e Eternidade”, por Dario Araújo (tem que procurar com o autor).

Há outros livros bons; procure no SELS mais próximo. E há também ao menos um site excelente para esse assunto: WWW.musicaeadoracao.com.br. Aliás, quem é diretor de música, ou cuida do som na igreja, precisa ler algo sobre a música na igreja, pois, em suas mãos está pesada responsabilidade, que se errar, pode causar grandes estragos na igreja, bem como sobre si atrair graves acusações no dia do juízo. E quem deseja ouvir boa música, pena que em língua inglesa, acesse: WWW.rejoice.org, e não se arrependerá. Vai ver que dá para fazer música alegre, porém, solene.

E continuo fazendo a pergunta: afinal, nós, os leigos, a qual classe de pastor devemos dar ouvidos? Àqueles que defendem a música gospel em nossos cultos? Àqueles que são contra essa música? Ou aos que são indiferentes? É impossível seguir a mais de um deles. Está maduro o tempo de se definir essa questão, pois se nós não o fizermos, DEUS enviará o seu Elias, ou Ele mesmo tomará as providências, que conhecemos por sacudidura.

Agora, a resposta à pergunta acima, por EGW: “Impossível é calcular demasiado grandemente a obra que o Senhor há de efetuar mediante os vasos por Ele designados na execução de Seu pensamento e propósito. As coisas que descrevestes como ocorrendo em Indiana, o Senhor revelou-me que haviam de ocorrer imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo [já está sendo]. O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruído. Isso é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo. E melhor nunca ter o culto do Senhor misturado com música do que usar instrumentos músicos para fazer a obra que, foi-me apresentado em janeiro último, seria introduzida em nossas reuniões campais. A verdade para este tempo não necessita nada dessa espécie em sua obra de converter almas. Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção. As forças dos agentes satânicos misturam-se com o alarido e barulho, para ter um carnaval, e isto é chamado de operação do Espírito Santo” (Mensagens Escolhidas, 36).

  1. Quinta: A mensagem de Elias

A pergunta de Elias aos que o assistiam no embate entre os 450 profetas de Baal e ele, profeta do Senhor: Até quando estareis indecisos entre dois senhores? Se o Senhor é DEUS, então decidam por segui-Lo; se Baal é Deus, então sigam-no. Mas não fiquem entre um e outro sem se definir.

Como Elias diria essas palavras a nós hoje? Talvez dissesse assim: Até quando ficareis um pouco na igreja e um pouco no mundo? Decidam-se em definitivo, se o Senhor da Igreja é DEUS, então fiquem só com Ele, mas se o mundo é que garante o vosso futuro, então deixem a igreja, e fiquem no mundo.

Por que ele diria algo assim? Porque estamos no final dos tempos. Veja o verso que a lição destaca em Malaquias, sobre Elias: “Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a DEUS e o que não O serve” (Mal. 3:18). Ou seja, no final, no mundo, vai haver duas classes de pessoas: as que seguem inteiramente a DEUS, e as que seguem inteiramente a satanás. Só duas classes porque há só dois senhores. Se houvesse mais, haveria mais classes, cada uma optando por um senhor. No final dos tempos, enquanto o povo de DEUS que se entregou inteiramente a DEUS estiver pregando o Alto Clamor, isso já durante a vigência do decreto dominical, haverá grande sacudidura entre esse povo. E haverá um poderoso reavivamento entre aqueles que não forem sacudidos. E em babilônia haverá um movimento tremendo de gente saindo, e vindo unir-se com os não sacudidos do povo de DEUS. E assim se concluirá o grandioso trabalho, de um modo bem simples.

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

Na lição dessa semana deve ficar bem entendida uma coisa importante: o caminho para o Céu é estreito e árduo, cheio de ciladas, que requer esforço, persistência e determinação, com humilde entrega diária. Quem não estiver ao lado de JESUS, não vai vencer. Quem disser que a salvação é algo simples, estará enganando. Na verdade, a salvação, em si, até é bem simples, pois basta entregar-se a JESUS e permitir o ESPÍRITO SANTO fazer o seu trabalho de santificação. O complicado é dominar a vontade, e querer largar das coisas do mundo. Assim como no tempo de Elias, hoje entre o povo de DEUS, a grande maioria vai se perder porque não consegue largar do mundanismo. Portanto, está coxeando entre dois senhores, o mundo e DEUS. Quer ser salvo, mas gosta do mundo. Se continuar assim, vai ficar no mundo.

Outra coisa, não há como salvar alguém utilizando métodos e recursos do mundo. Há recursos do mundo que enchem igrejas. Muitas igrejas populares utilizam, e alguns de nossos ministros, não são poucos, também já os utilizam. Mas por meio de tais artifícios essas pessoas se perderão, e principalmente os líderes que os utilizam, pois nisso o ESPÍRITO SANTO não está atuando. As pessoas que se batizam por essa via, o fazem por emoção, assim como compram mercadorias numa loja. Os apelos emocionais até servem para vender produtos, mas nunca para salvar um ser humano para a vida eterna.

Estamos em tempo de reforma e reavivamento, e a pergunta de Elias, “até quando coxeareis entre dois pensamentos” ainda tem um curto prazo para ser respondida.

escrito entre  08 e 14/07/2011 – revisado em 15/07/2011

corrigido por Jair Bezerra

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 FONTE: http://www.cristovoltara.com.br/


COMENTÁRIOS BRUCE CAMERON

 Adoração – Lição 08 – Conformidade, Concessão e Crise na Adoração – (I Reis 11 e 19; Lucas 16; I Coríntios 9; Romanos 14)

Introdução: O estudante da Universidade Hillsdale, David Wagner fez uma pesquisa sobre a história do uso do órgão de tubos na adoração da igreja. Wagner relata que Thomas Brattle, um puritano da Nova Inglaterra, morreu em 1713. Ele deixou seu órgão de tubos para a igreja, mas a igreja rejeitou a doação “crendo que seria impróprio utilizar instrumentos musicais na adoração”. {01} A decisão daquela igreja Puritana foi uma recusa à conformidade com o mundo ou uma determinação de não fazer concessões em sua adoração a Deus? {02} Aparentemente, em 1713 havia uma polêmica sobre que tipo de música constitui uma adoração apropriada! {03} Três séculos mais tarde isto ainda é verdade. {04} Vamos mergulhar em nosso estudo da Bíblia e descobrir o que significa fazer “concessões” na adoração!

I. Exemplos de Concessão Pecaminosa

A. Leia I Reis 11:4-6. O que aconteceu a Salomão quando estava com a idade avançada?

1. Eu pensava que o normal seria a pessoa ficar mais sábia, conforme vai ficando mais velha! O que levou Salomão a escorregar? (Leia I Reis 11:1-2. Deus havia dito ao Seu povo para não se casar com mulheres que seguiam a outros deuses. Salomão desobedeceu e isto enfraqueceu a sua fé no verdadeiro Deus.)

B. Leia I Reis 11:7-8. Qual é o cerne da adoração falsa? (Construir um altar a um falso deus e adorá-lo.) {05}

C. Leia I Reis 18:19-20. Qual era a controvérsia na adoração que colocou Elias e o rei Acabe em conflito? (Pode ser necessário ler o contexto mais abrangente, mas {a controvérsia} era se Baal e Aserá {ou Astarote} ou Jeová eram o verdadeiro Deus.)

D. Leia I Reis 19:14-18. Este é um diálogo entre Deus e Elias. Qual foi a conclusão errada de Elias? (Ele pensava que somente ele era leal a Deus. Ocorre que pelo menos 7.000 haviam permanecido leais a Deus.)

1. Qual era o teste de Deus para separar aqueles que ainda estavam adorando a Ele daqueles que tinham feito concessões pecaminosas? (Se eles “se inclinaram” ou “beijaram” a Baal.)

a. O que significa {“se inclinar” ou} “beijar” Baal? (Inclinar-se seria um ato formal de adoração. Beijar Baal indicaria uma afeição por ele.)

II. Exemplos de Concessão Santificada

A. Leia Deuteronômio 4:1-4. Quais são os dois erros que os seguidores de Deus podem cometer em seu esforço para evitar a adoração a Baal? (Eles podem dizer às pessoas que práticas não pecaminosas são pecado e podem dizer que práticas pecaminosas não são pecado.) {06}

1. Uma prática é pior do que a outra? (Aparentemente ambas são uma violação da vontade de Deus.)

2. Quando eu estava na faculdade, usava barba (e ainda uso). Certo Sábado, estava visitando a igreja de minha namorada e fui convidado a dirigir a igreja em oração. Eu concordei, o que significava que deveria me assentar à frente, durante todo o culto. Aconteceu que o sermão era sobre o pecado de usar barba. O pregador terminou seu sermão dizendo alguma coisa como “Fidel Castro usa barba, e todos nós sabemos o que ele defende.” Eu estava pensando, “E os quadros de Jesus usando barba?” O pregador estava pecando quando fez o seu sermão? {07}

B. Leia Lucas 16:1-7. Este administrador é um homem bom ou mau? Este administrador fez concessões com relação aos seus princípios para viver uma vida melhor? (Ele claramente é desonesto, preferindo seus próprios interesses aos de seu senhor.)

C. Leia Lucas 16:8-9. Quem é o senhor? (Jesus está contando a história. Ele se coloca no lugar do senhor.)

1. O que Jesus vê de bom nesta história de desonestidade e traição? (Que o administrador é astuto. Jesus diz que seus seguidores precisam ser ainda mais astutos.)

D. Estude cuidadosamente Lucas 16:9. O que você acha que significa “a riqueza deste mundo”? (Devem ser coisas que o mundo considera valiosas: dinheiro, beleza, influência.) {08}

1. O que quer dizer “ganhar amigos”? (Uma vez que “moradas eternas” deve se referir ao céu, Jesus está nos dizendo para usarmos as ferramentas do mundo para ganhar pessoas para o evangelho.) {09}

E. Leia Lucas 16:10-12. Como esta pode ser uma conclusão apropriada para a história que acabamos de ler? (A princípio, isto não faz absolutamente qualquer sentido. A história defende um ponto de vista exatamente oposto! Mas, se olharmos mais profundamente, vemos que Jesus está nos ensinando com esta parábola que precisamos ser espertos (astutos) como o mundo, ao trazer o evangelho a outros – e precisamos usar as riquezas mundanas para fazer isso.) {10}

1. O que você acha da definição de Jesus de concessões? (Nós fazemos concessões ao evangelho quando não utilizamos todos os nossos recursos disponíveis para fazer avançar o reino do céu. Somos considerados servos infiéis se falhamos diante de Deus em fazer isto!){11} {12}

F. Leia I Coríntios 9:19-22. O apóstolo Paulo explica sua abordagem em ganhar outros para Jesus. Ele está fazendo concessões?

1. Paulo é um hipócrita, acreditando uma coisa e fazendo outra?

2. O que você acha que Paulo quer dizer quando escreve “tornei-me judeu para os judeus, a fim de ganhar os judeus”?

3. Leia Gálatas 2:11-13. Espere um minuto! Paulo condena Pedro por se tornar como um “judeu, a fim de ganhar os judeus”, certo? Não é isso que Paulo acabou de escrever que deveríamos fazer?

a. Que diferença você vê aqui? Como explica a repreensão de Paulo a Pedro? (Pedro não está tentando ganhar novos conversos, os homens “da parte de Tiago” já eram cristãos. O problema parece ser que a concessão de Pedro está prejudicando os novos convertidos gentios.)

b. Qual regra para a promoção do evangelho você extrairia do argumento de Paulo para fazer concessões e das concessões feitas por Pedro? (Paulo parece dizer que em situações diferentes ele se adapta à cultura para ganhar outros para o evangelho. Pedro está simplesmente ofendendo cristãos já convertidos.) {13}

III. Comprometimento Descomprometido

A. Leia Romanos 14:1-4. Eu sou vegetariano, então a minha fé deve ser fraca! Leia novamente I Coríntios 9:20. Você pode ter sorrido quando eu escrevi que sou vegetariano. Qual seria a tua reação se eu escrevesse que “estou debaixo da lei”? Uma destas opções parece ser uma questão polêmica inofensiva (exceto que eu estou mais saudável!), enquanto a outra parece um sério erro teológico. Até onde deveríamos levar a nossa disposição em fazer concessões?

B. Leia Romanos 14:13-18. Você chamaria o que Paulo está defendendo aqui de “concessão”?

1. Qual é o padrão de Paulo para um comprometimento descomprometido? (Não faça qualquer coisa que possa impedir que alguém venha para a fé.) {14}

C. Vamos ver se podemos chegar a algumas conclusões acerca da adoração. {15} Aprendemos que Jesus nos chama de servos infiéis se não usamos as ferramentas do mundo para promover o evangelho. {16} Aprendemos que Paulo defende a conformidade com diferentes pontos de vista culturais (e teológicos?) para promover o evangelho. {17} {18} Aprendemos que Deus nos diz que é pecado proibir coisas que Ele não proibiu (ou permitir coisas que Ele proíbe). {06} Também aprendemos que quando Salomão permitiu a entrada dos deuses culturais de suas esposas, ele pecou. Me diga, que regra(s) para a adoração você acredita que Deus exige? {19}

1.Vamos voltar no tempo 300 anos e aplicar esta regra. Você está na Comissão da Igreja Puritana que acaba de descobrir que Thomas Brattle fez a doação de um valioso órgão de tubos. Como você votaria? {20}

a. E se você acrescentasse que um grande número de pessoas que não tinham interesse na igreja Puritana viria à igreja, se pudessem ouvir algumas músicas de entretenimento tocadas no órgão de tubos? {21}

D. Amigo, meu ponto de vista é que a regra imutável de Deus para a adoração é não adorar falsos deuses. Sua regra secundária é que devemos usar o bom senso e a sabedoria para nos adaptarmos à cultura para promovermos o evangelho. Sua terceira regra é evitarmos insultar àqueles que são fracos na fé – aqueles que confundem suas preferências culturais com a lei de Deus. Para seguir de forma mais adequada todas estas regras, meu conselho é adorar em uma igreja que está crescendo, (uma que está promovendo o evangelho), e que tenha um estilo de adoração que você gosta. {22}

IV. Próxima Semana: “Não Confie Em Palavras Enganosas”: Os Profetas e a Adoração

Direito de Cópia de 2011, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. As frases entre chaves { } foram acrescentadas pelo tradutor e não constam no original.

Este comentário, bem como os anteriores, poderá ser encontrado, em vários idiomas, nos seguintes endereços:
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Estes comentários referem-se às Lições da Escola Sabatina, publicadas em Português pela Casa Publicadora Brasileira, cujo original pode ser encontrado semanalmente em:http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/les2011.html

Tradução: Levi de Paula Tavares

Notas do Tradutor:

{01} – Algumas igrejas reformadas e puritanas recusam ainda hoje a utilização de instrumentos mecânicos na adoração.

{02} – Não fica claro no texto original qual é a intenção do autor com esta pergunta. Ambas as opções significam a mesma coisa, já que a conformidade com o mundo é uma concessão em nossa adoração a Deus.

{03} – Não deveria ser motivo de espanto que esta polêmica já existisse no século XVIII, uma vez que a real polêmica sobre o culto apropriado deve ter iniciado com Caim e Abel (ver Gênesis 4).

{04} – Também não deveria ser motivo de espanto que a polêmica continue até os dias de hoje, já que, como a própria lição de domingo enfatizou, a natureza humana caída continua a mesma e, uma vez que a tendência de satisfazer os desejos da carne faz parte desta natureza, esta polêmica só deixará de existir no céu (ver Gênesis 6:5; Jeremias 17:5, 9; Romanos 3:9-12).

{05} – Deve ser notado que além da adoração falsa (a falsos deuses) existe também a adoração vã, que consiste em adorar ao Deus verdadeiro, mas de maneira inaceitável a Ele (ver Gênesis 4:3-5; Êxodo 20:7; Isaías 1:11-15; Amós 5:21-23; Mateus 7:21-23; Marcos 7:6-7).

{06} – O problema com esta citação é que o contexto colocado pelo autor induz o leitor a pensar que qualquer interpretação divergente da que está sendo exposta é uma afronta a Deus. Para compreendermos o contexto da citação, devemos notar que entre outras exortações, Moisés também adverte no capítulo 12 contra a adoração vã (ver nota 5), além da adoração falsa (a outros deuses). Porém, a argumentação que o autor coloca nos parágrafos que se seguem viola este princípio. Portanto, podemos confirmar que esta síntese fornecida pelo autor está correta, mas a aplicabilidade dela depende de conhecermos a vontade revelada de Deus em sua plenitude

{07} – O autor pretende que a história citada sirva de exemplo para o texto de Deuteronômio, citado acima. Ao induzir o leitor a que responda com sim ou não, provaria o seu ponto de vista. Mas devemos compreender que esta seria uma postura demasiadamente simplista diante do problema apresentado. O pecado é sempre caracterizado por uma atitude de rebeldia com relação a Deus. Na história citada, o pregador poderia estar equivocado, mas desejoso de fazer a vontade de Deus e, neste caso, não estaria pecando. A verdade é que simplesmente não temos elementos para fazer este julgamento. Esta é a razão pela qual não somos autorizados a fazer este tipo de juízo que envolve os motivos interiores (ver Mateus 7:1; Lucas 6:37; Romanos 2:1; 14:13; I Coríntios 4:5), embora sejamos autorizados a fazer outros tipos de julgamento, que envolvem os resultados visíveis (ver João 7:24; I Coríntios 5:12; 6:3).

Para uma discussão mais detalhada do assunto, ver:
http://www.musicaeadoracao.com.br/diversos/nao_julgue.htm.

{08} – Ao chegar a esta conclusão o autor desconsidera o próprio ensinamento de Jesus nesta parábola, pois no verso 15 Ele deixa claro que não está falando das coisas que o mundo valoriza: “Aquilo que tem muito valor entre os homens é detestável aos olhos de Deus.” Na verdade, o contexto imediato do texto demonstra que Jesus está falando de riquezas literais, como os versos 10, 11, 13 e 14 (bem como o contexto da história) nos mostram. Além disso, o verso de Lucas 16:13 é repetido de forma exata em Mateus 6:24, no contexto das riquezas literais deste mundo, comparando-as com as riquezas eternas do porvir. Porém, quando o autor nos leva a ler o texto apenas até o verso 12, este contexto é perdido.

{09} – Ao chegar a esta conclusão o autor desconsidera outros ensinamentos bíblicos, como por exemplo: “Visto que, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por meio da sabedoria humana, agradou a Deus salvar aqueles que crêem por meio da loucura da pregação.” (I Coríntios 1:21) ou “Não se enganem. Se algum de vocês pensa que é sábio segundo os padrões desta era, deve tornar-se ‘louco’ para que se torne sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura aos olhos de Deus (…).” (I Coríntios 3:18-19).

Para uma discussão mais detalhada do assunto, ver:
http://www.musicaeadoracao.com.br/crescimento/artimanhas_evangelisticas.htm

{10} – Ellen G. White adverte contra os perigos desta metodologia: “Formalidade, sabedoria mundana, certa esperteza e métodos mundanos, parecerão a muitos o próprio poder de Deus, mas quando aceitos, ficam como obstáculo impedindo a luz de Deus em advertências, reprovação e conselho de atingir o mundo.” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 19)

{11} – Neste ponto, será útil uma consulta do livro “Parábolas de Jesus”, de Ellen G. White. O capítulo 26 trata exatamente desta parábola, analisando-lhe todos os detalhes. Este capítulo poderá ser lido em http://www.ellenwhitebooks.com/livros.asp?lista=33&pagina=366. O leitor interessado notará que o ponto que Jesus defende aqui é que devemos abrir mão das riquezas mundanas e buscar o reino de Deus; se necessário, usando essas riquezas (literais) para fazer o bem aos pobres (Lucas 12:33-34), o que também nos colocará sob uma perspectiva favorável aos olhos das pessoas.

O Dr. Alberto Timm endossa este ponto de vista, conforme documento do Centro de Pesquisas Ellen G. White, no endereço:
http://www.centrowhite.org.br/textos.pdf/01/29.pdf

{12} – Evidentemente, esta conclusão só tem valor caso tenhamos o cuidado de evitar os problemas causados pela abordagem pragmática, que leva a uma ênfase em resultados no que se refere às coisas de Deus. Devemos enfatizar que não somos chamados a atrair pecadores, pois esta é a obra de Jesus Cristo (João 12:22). Nem somos chamados a converter, pois esta é a obra do Espírito Santo (João 16:8). Somos chamados simplesmente a pregar (Marcos 16:15); os resultados são obra de Deus (E.G.White,Evangelismo, pp. 64, 173, 329). Além disso é evidente que a filosofia cristã é (ou deveria ser) contrária à noção de que os fins justificam os meios. John. F. MacArthur, em seu livro “Com Vergonha do Evangelho”, cita que “Qualquer filosofia de ministério do tipo “fins-que-justificam-os-meios” inevitavelmente comprometerá a doutrina, a despeito de qualquer proposição em contrário. Se a eficácia se tornar o indicador do que é certo ou errado, sem a menor dúvida nossa doutrina será diluída. Em última análise, o conceito de verdade para um pragmatista é moldado pelo que parece ser eficaz e não pela revelação objetiva das Escrituras.”

Para uma discussão mais detalhada do assunto, ver:
http://www.musicaeadoracao.com.br/crescimento/religiao_show.htm,
http://www.musicaeadoracao.com.br/debate/discussao_contemporanea.htm e
http://www.musicaeadoracao.com.br/crescimento/enfase_numerica.htm

{13} – É importante compreender corretamente as palavras aqui: O Dr. Cameron afirma que Paulo adaptava seu comportamento às diversas culturas locais. Muitos confundem adaptação cultural com conformação cultural, que é o que o apóstolo nos adverte a rejeitar em Romanos 12:2. Na verdade, este é exatamente o tema central da lição desta semana. Não podemos usar este texto bíblico como um pretenso argumento para dizer que devemos adaptar o evangelho às culturas locais. Ellen G. White diz: “Nunca devemos rebaixar o nível da verdade, a fim de obter conversos, mas precisamos procurar elevar o pecador e corrupto à alta norma da lei de Deus.” (Evangelismo, p. 137)

{14} – A questão debatida neste texto não é a adoração e nem mesmo o evangelismo, mas a postura de algumas pessoas dentro da comunidade dos primeiros cristãos, face a problemas específicos de interpretação das regras judaicas à sua nova realidade espiritual. O próprio autor fez anteriormente um estudo sobre o texto de Romanos 14 e afirmou claramente que, conforme I Coríntios 10:18-29, a questão em discussão neste texto é que alguns “pensam que Deus exige (ou não) o consumo de vegetais para evitar qualquer questão com a adoração de ídolos”.

Para acesso a este estudo visite:
http://brucecameron.blogspot.com/2010/09/redencao-em-romanos-licao-13.html (ver item I-B).

Para compreender melhor a postura de Paulo com relação à adoração, veja:
http://www.musicaeadoracao.com.br/artigos/adoracao/adoracao_paulo.htm

Para uma discussão mais detalhada do assunto, ver:
http://www.musicaeadoracao.com.br/crescimento/fraco_fracos.htm e
http://www.musicaeadoracao.com.br/crescimento/artimanhas_evangelisticas.htm

{15} – O autor discorreu sobre adoração somente na seção I, onde analisou as concessões de Salomão. Nas seções seguintes, buscou apenas defender certas práticas evangelísticas duvidosas. Embora haja uma clara ligação entre uma vida de adoração e os esforços evangelísticos, um culto de adoração não é um evento evangelístico. Adoração é o resultado de reconhecermos quem Deus é, quem nós, pecadores, somos diante dEle; além de compreendermos o que Ele tem feito, faz e fará em nosso favor, apesar de sermos indignos. Um descrente pode assistir a um culto de adoração mas não participa dele, pois não tem o necessário conhecimento de Deus para chegar ao espírito de adoração. Por isso, a frase: “Culto não se assiste, se presta”, continua verdadeira.

Para uma discussão mais detalhada do assunto, ver:
http://www.musicaeadoracao.com.br/artigos/adoracao/igreja_adoracao.htm,
http://www.musicaeadoracao.com.br/artigos/adoracao/adoracao_essencial.htm e
http://www.musicaeadoracao.com.br/artigos/adoracao/adoracao_verdadeira.htm

{16} – O Novo Testamento nos diz que quando Cristo veio ao mundo, “o mundo não o conheceu” (João 1:10), porque Ele “não era deste mundo” (João 8:23). O que nos faz crer que poderemos ter sucesso onde Cristo falhou? O próprio Jesus mencionou que os cristãos “não são deste mundo, como Eu mesmo não sou” (João 17:16, cf. versos 9 e 14). Ele afirmou enfaticamente que as obras deste mundo são más (João 7:7). Além disso, Ellen G. White contradiz frontalmente a conclusão do autor, quando escreve: “Os mensageiros de Deus não devem seguir, em seus esforços para atrair o povo, os métodos do mundo. Nas reuniões que se realizam eles não devem confiar em cantores do mundo e exibições teatrais para despertar o interesse.” (Obreiros Evangélicos, p. 357)

{17} – Que a utilização de métodos mundanos de evangelismo perverte a própria teologia fica evidente, pela expressão que o autor coloca entre parênteses nesta frase. Com isto o autor sugere que poderíamos “adaptar” a nossa teologia à cosmovisão do mundo. Não é esta, contudo, a posição dos apóstolos, que deram a vida defendendo a pureza do evangelho (ver Gálatas 1:6-10). Este evangelho, que é chamado de “eterno” no Apocalipse, envolve a conclamação de todos os povos à adoração do verdadeiro Deus, que está prestes a executar Seus juízos (Apocalipse 14:6-7). Ellen G. White corrobora este ponto de vista ao escrever: “Não devemos adular o mundo nem pedir-lhe perdão por ter que dizer-lhe a verdade; devemos desprezar toda dissimulação. Arvorai a vossa bandeira para pelejar pela causa dos homens e dos anjos. Entenda-se que os adventistas do sétimo dia não devem fazer acordos. Em vossas opiniões e fé não deve haver a menor aparência de incertezas; o mundo tem direito a saber que esperar de nós.” (Evangelismo, p. 179)

{18} – Contrariamente à conclusão do autor, o apóstolo Paulo não nos incita a tentarmos “fisgar” pessoas através da “isca” do entretenimento, para que assim elas sejam “pescadas” para o evangelho. Se Paulo estivesse determinado a alcançar as massas a qualquer custo, teria se tornado um evangelista popular, atraindo grandes platéias onde quer que fosse. Mas este não foi o caso. Pelo relato de Atos dos Apóstolos e através de suas epístolas sabemos que em quase todos os lugares sofreu oposição, perseguição, e algumas vezes, até mesmo apedrejamento. A razão é que Paulo escolheu pregar o evangelho, e a forma como ele fez isso é claramente delineada por ele mesmo, quando escreve:

E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com ostentação de palavras ou de sabedoria. Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. A minha linguagem e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder; para que a vossa fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (I Coríntios 2:1-5)

E ainda, de maneira mais específica:

Pois nossa exortação não tem origem no erro nem em motivos impuros, nem temos intenção de enganá-los; ao contrário, como homens aprovados por Deus para nos confiar o evangelho, não falamos para agradar pessoas, mas a Deus, que prova o nosso coração. Vocês bem sabem que a nossa palavra nunca foi de bajulação nem de pretexto para ganância; Deus é testemunha.” (I Tessalonicenses 2:3-5 – NVI)

{19} – Dos textos analisados pelo autor, somente a história de Salomão nos fornece regras claras para a adoração. Cabe aqui a pergunta: Por que motivo o autor desviou-se do assunto da lição, deixando de analisar as histórias de Jeroboão e Elias? Provavelmente, porque já possuía uma agenda predeterminada, na qual estas histórias não se encaixavam.

Ao citar os textos de Lucas 16, I Coríntios 9 e Romanos 14, o autor pretendeu que tratassem de questões relacionadas ao evangelismo (embora o assunto foco da lição fosse a adoração), o que vimos que também não é o caso. Porém, muitos outros textos, não citados pelo autor – além daqueles abordados pela lição desta semana – nos fornecem regras aplicáveis para a adoração e demonstram o perigo de nos desviarmos dos propósitos de Deus nesta área. Por exemplo:

– O foco da adoração só pode ser Deus. Seu propósito nunca é a satisfação pessoal, mas unicamente a glorificação de Deus (I Crônicas 16:8-11; Salmos 96:1-2; 117; 146:1-2; Isaías 12:5-6; Romanos 5:1; Efésios 5:19)
– O louvor, como parte da adoração, serve para a edificação dos crentes (Efésios 5:19; Colossenses 3:16)
– Deus não aceita uma adoração vã (ver nota 5)
– O povo de Deus (e sua adoração) deve ser separado do mundo. Não pode haver na adoração a Deus qualquer mistura do santo com o profano (Levítico 10:10-11; 20:26; 22:32; I Reis 18:21; Ezequiel 22:26; 44:23; II Coríntios 6:14-20; Tito 2:12; Tiago 4:4; I Pedro 1:14-16; I João 2:15-17).

{20} – Mais uma vez o autor pretende induzir o leitor a uma decisão cartesiana (sim ou não). Porém, não temos elementos do contexto sociocultural da época para fazermos este julgamento. De acordo com o próprio texto de Romanos 14, citado pelo autor, se a minha escolha, mesmo estando correta, escandalizar o meu irmão, devo abrir mão desta escolha, por amor e respeito ao meu irmão.

{21} – É um erro pensarmos que programas musicais são a fonte do poder de uma igreja. Embora Ellen G. White tenha instruído que a música instrumental é desejável em nossos cultos e que pode aumentar o interesse, ela também escreveu o seguinte:

“Aparelhamento faustoso, ótimo canto e música instrumental na igreja não convidam o coro angélico a cantar também. À vista de Deus estas coisas são como galhos de figueira infrutífera, que só mostrava folhas pretensiosas. Cristo espera fruto, princípios de bondade, simpatia e amor. Estes são os princípios do Céu, e quando se revelam na vida de seres humanos, podemos saber que Cristo, a esperança da glória, está formado em nós. Pode uma congregação ser a mais pobre da Terra, sem música nem ostentação exterior, mas se ela possuir esses princípios, os membros poderão cantar, pois a alegria de Cristo está em sua alma, e esse canto podem eles dedicar como oferenda a Deus…”.

“Quando os professos cristãos alcançam a alta norma que é seu privilégio alcançar, a simplicidade de Cristo será mantida em todo o seu culto. As formas, cerimônias e realizações musicais não são a força da igreja. No entanto, estas coisas tomaram o lugar que deveria ser dado a Deus, tal como se deu no culto dos judeus. O Senhor revelou-me que, se o coração está limpo e santificado, e os membros dão participantes da natureza divina, sairá da igreja que crê a verdade um poder que produzirá melodia no coração. Os homens e as mulheres não confiarão então em sua música instrumental, mas no poder e graça de Deus, que proporcionará plenitude de alegria. Há uma obra a fazer: remover o cisco que se tem trazido para dentro da igreja”. (Evangelismo, pp. 511-512).

{22} – Felizmente, o autor concede que o que está sendo apresentado é o seu ponto de vista pessoal. Porém, este não é o ponto de vista da lição da Escola Sabatina, que representa a teologia da Igreja Adventista do Sétimo Dia a ser ensinada à comunidade mundial dos crentes.

A lição desta semana tratou sobre as concessões ou a condescendência para com um adversário, o qual, se não cuidarmos em nos mantermos à distância, com o tempo, corremos o perigo de passar a ver como aliado, pois somos pecadores vivendo em um mundo de pecado.

Salomão, por influência de suas muitas esposas, permitiu o ingresso sutil e gradual de costumes e práticas pagãs em sua casa e terminou adorando ídolos.

Jeroboão pretendeu reformar o estilo e as práticas do culto a Deus, misturando a verdade com a mentira, acrescentando ao culto práticas adotadas de seus visinhos pagãos. Ele pretendia utilizar no culto aquilo que fazia sucesso no mundo. Porém esta linha de ação era frontalmente contrária às instruções divinas e terminou levando todo o reino do Norte a uma apostasia que levou à sua ruína e exílio.

A história de Elias nos mostra o contraste entre um ritual de êxtase e emoções descontroladas, e o poder de uma oração sincera e confiante. Vemos a diferença entre rituais carnais e a verdadeira adoração, que brota de um relacionamento com Deus.

A mensagem de Elias (a qual é extremamente atual para os nossos dias) nos impele a fazermos escolhas e tomarmos uma posição na questão da adoração: “Até quando vocês vão oscilar entre duas opiniões? Se o Senhor é Deus, sigam-nO; mas, se Baal é Deus, sigam-no” (I Reis 18:21, NVI). Este é um resumo das três mensagens angélicas, que definem a adoração como sendo a linha divisória entre os santos e os ímpios nos últimos dias.

A lição de quinta-feira diz o seguinte sobre este texto: “cada pessoa precisa responder à seguinte questão: Será que adoro e sigo o Deus verdadeiro, ou não? Podemos ser capazes de ‘oscilar entre duas opiniões’ por algum tempo, mas cedo ou tarde, todos ficam de um lado ou outro. No fim, quando o grande conflito terminar, toda a humanidade terá sido dividida para sempre, em duas classes: “O que serve a Deus e o que não O serve” (Malaquias 3:18). Como Jesus disse, de modo tão claro e direto: “Quem não é por Mim é contra Mim; e quem comigo não ajunta espalha” (Lucas 11:23). Como Ele poderia ter sido mais claro?”

E você, amigo, de que lado pretende estar? Ao lado daqueles que fazem concessões aos métodos e à linguagem do mundo ou ao lado daqueles que adoram ao verdadeiro Deus, de maneira aceitável a Ele?

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Direito de Cópia de 2011, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses.
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FONTE: http://brucecameron.blogspot.com/


COMENTÁRIOS GILBERTO THEISS

 Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 8 – 4º Trimestre 2011 (13 a 20 de agosto)

Observação: Este comentário é provido de Leitura Adicional no fim de cada dia estudado. A leitura adicional é composta de citações do Espírito de Profecia. Caso considere-a muito grande, poderá optar em estudar apenas o comentário ou vice versa.

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 13 DE AGOSTO – Conformidade, concessões e crise na adoração – (Hb 5:14)

Quanto mais nos aproximamos da segunda vinda de Cristo, parece que mais limitada é a capacidade de discernir o que é certo e errado. Conseqüentemente, a conformidade e as concessões vão negociando espaço dentre os que professam ser seguidores de Jesus Cristo.

O povo de Israel, por diversas vezes enfrentaram esta crise e na maioria delas caíram como prezas fáceis nas mãos do paganismo. De igual forma, hoje, todos nós estamos suscetíveis aos mesmos acidentes de percurso. Não deve ser surpresa para nós a revelação de que haverá uma sacudidura em nosso meio!

Infelizmente, não temos sido melhores do que o Israel do passado e por esta razão, precisamos ser um pouco mais atentos e francos conosco mesmos. Até que ponto podemos confiar em nossa sinceridade? Aquele que, verdadeiramente teme a Deus jamais confiará em sua própria sabedoria e interpretação dos fatos. Sempre buscará respostas em Deus subjugando seu gosto, sua maneira de achar e pensar, seus vícios e sua lógica.

Deus pretende preparar um povo para enfrentar a grande crise que se aproxima de nós e muitos estão brincando de cristão enquanto que Satanás não está brincando de ser Satanás. Observe esta advertência séria na leitura adicional abaixo e reflita por alguns minutos a respeito.

Leitura Adicional

“Minha alma está muito preocupada, pois sei o que diante de nós está. Todo o engano concebível fará sentir seus efeitos sobre os que não têm com Deus uma ligação diária viva. Em nossa obra não deve haver esforços colaterais enquanto não houver completo exame das idéias sustentadas para que se possa verificar de que fonte se originam. Os anjos de Satanás são sábios para fazer o mal, e criarão o que alguns pretenderão ser luz avançada, proclamarão como sendo coisas novas e maravilhosas, e embora em alguns aspectos seja a mensagem uma verdade, estará misturada com invenções humanas, e ensinará como doutrinas os mandamentos de homens. Se jamais houve um tempo em que deveríamos vigiar e orar com real fervor, é agora. Pode haver coisas supostamente boas, e que no entanto necessitam ser cuidadosamente consideradas com muita oração, pois são sedutoras artimanhas do inimigo para conduzir pessoas num rumo que esteja tão perto do caminho da verdade que muito pouco se distinga do caminho que leva à santidade e ao Céu. Mas os olhos da fé podem discernir que isto diverge do caminho certo, embora quase que imperceptivelmente. Pode a princípio ser julgado positivamente certo, mas depois de algum tempo verifica-se divergir amplamente do caminho da segurança, do caminho que leva à santidade e ao Céu. Meus irmãos, aconselho-vos a fazer caminhos retos para os vossos pés, para que o que coxeia não seja desviado do caminho” (Testemunhos para Ministros, p. 229).

DOMINGO, 14 DE AGOSTO – Aos olhos de Deus – (Gn 6:5; Jr 17:5; Jo 2:25; Rm 3:9-12; Dt 12:8; 13:18)

O coração humano está repleto de maldade. Sem a atuação do Espírito de Deus o homem é capaz de praticar as maldades mais nefastas. Se permitirmos que nossa vida seja guiada por nossas impressões, sentimentos, pelo impulso de nossa natureza, fatalmente seriamos arrastados para uma incontrolável perversidade sem limites como se fossemos arrastados para o fundo do mar por uma âncora de navio se estivéssemos amarrados a ela.

Infelizmente, a maldade alcançou dimensões tão ridículas que muitas das perversidades do homem passaram a ser consideradas como estando dentro de uma esfera de normalidade. Até o adultério, na mente de alguns, tem sido considerado como uma necessidade para manter o sabor do casamento. Li a entrevista de uma especialista em relacionamento afirmar que, pular o muro no relacionamento só trará benefícios e que este tabu a este respeito deve ser combatido. Sexo antes do casamento já tem sido mais do que comum – uma necessidade. Tão normal que muitos pais estão aconselhando seus filhos adolescentes a andarem com preservativos. Enfim, poderia escrever muitas páginas a este respeito. Por mais normais que alguns comportamentos pareçam ser, aos olhos de Deus continua sendo imorais e perversas. Falar de pureza em nossos dias significa ser ultrapassado e completamente ridículo. No entanto, o plano de Deus para os sinceros é o que vai totalmente contra a maré. Os que pretendem fazer a vontade de Deus estarão visivelmente do lado oposto desta grande avenida que está conduzindo a maioria à perdição eterna.

Na adoração, os mesmos problemas podem ser notados. Muitas formas de adorar a Deus têm sido criadas com roupagem de santidade. Música, louvor e comportamento de hoje, tem mais haver com estilos mundanos e baseados em culturas místicas do que essencialmente deveria ser. A esta altura do campeonato, parece que estamos em rumo sem volta. Não dá para ser muito otimista quanto a tudo o que está acontecendo. A cegueira espiritual tem angariado muitos discípulos – mesmo dentro das igrejas. O profano, trazido do mundo, tem sido oferecido a Deus sem nenhum escrúpulo de consciência. A este respeito bem escreveu Ellen White, “Ao nos aproximarmos do fim do tempo, a falsidade estará tão misturada com a verdade que somente os que têm a guia do Espírito Santo serão capazes de distinguir a verdade do erro” (SDA Bible comentary, v. 7, p. 907). Também escreveu que Deus “removerá Seu favor dos que continuam pecando, exaltando a si mesmos e misturando o sagrado com o profano. Terríveis juízos destruirão os que O representam mal, dizendo: “Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este” (Jr 7:4), quando seu exemplo é enganoso” (Sgins of the Times, 31 de outubro 1900).

(Aleluias, realmente estamos no fim…

Leitura Adicional

“Ao nos aproximarmos do fim do tempo, a falsidade estará tão misturada com a verdade, que somente os que têm a guia do Espírito Santo serão capazes de distinguir a verdade do erro. Precisamos fazer todo esforço para guardar o caminho do Senhor. De modo nenhum devemos afastar-nos de Sua guia e pôr nossa confiança no homem. Aos anjos do Senhor está determinado que mantenham estrita vigilância sobre os que põem sua fé no Senhor, e esses anjos devem ser nossa especial ajuda em todo tempo de necessidade. Cada dia devemos ir ao Senhor em plena certeza de fé, e dEle esperar sabedoria. … Os que são guiados pela Palavra do Senhor distinguirão com certeza entre a falsidade e a verdade, entre o pecado e a justiça” (SDA Bible Commentary, vol. 7, pág. 907).

“Assim diz o Senhor: ‘Maldito é o homem que confia nos homens, que faz da humanidade mortal a sua força, mas cujo coração se afasta do Senhor’ (Jr 17:5). Muitos afirmam que o Senhor é a fonte de sua força, mas tão logo vêm provações sobre eles, em vez de buscar o Senhor em oração, recorrem a algum mortal, falível, tão pobre como eles mesmos, em busca de simpatia e conselho. Mas os que estão fazendo quando seguem esse curso? Estão fazendo da carne o seu braço e, assim, certamente, se enfraquecem. Devemos ir a Deus com nossas perplexidades. Ele é o grande e infalível conselheiro. Quando faz do homem mortal o seu auxílio e derrama aos ouvidos humanos todos os seus problemas, você só se priva da força, pois só receberá a ajuda que a humanidade pode dar” (Review and Heraldo, 16 de abril de 1889).

“Ninguém imagine que possa deixar de lado o grande padrão moral de Deus e construir um padrão de acordo com o próprio julgamento finito. É porque as pessoas estão se medindo entre si e vivendo de acordo com seu próprio padrão que a iniqüidade se identifica e o amor de muitos se esfria. A lei de Deus é desprezada e, por isso, muitos se atrevem a transgredir, e mesmo aqueles que tiveram a luz da verdade vacilam em sua lealdade à lei de Deus” (Review and Herald, 12 de junho de 1894).

SEGUNDA, 15 DE AGOSTO – A arte (e o mal) das concessões – (1Rs 11:1-13)

Para refletir no tema da lição de hoje, uma pergunta pode nos ajudar a entender melhor o significado das concessões. Se não tivéssemos o conhecimento científico de que a Terra, sustentada pelo nada, gira em torno de si mesma e do sol, seríamos capazes de saber com absoluta certeza esta verdade? É claro que não. Apenas o fato de ser dia e noite não seria capaz de nos revelar que a Terra esteja girando em torno de um sol gigantesco e em torno de si mesma. Pelo conhecimento que temos hoje, sabemos que a Terra esta girando e andando em torno do sol, mas, não conseguimos sentir esta rotação. Da mesma forma, quando fazemos concessões na vida cristã, gradativamente nos apostatamos sem apercebermos. Cegamente e gradualmente começamos a trilhar o caminho do mal como se estivéssemos no caminho do bem. Assim como não percebemos ou sentimos a rotação da terra, assim também não percebemos ou sentimos a rotação de nossas concessões para o erro. O rei Salomão cometeu este gravíssimo erro ao fazer alianças com nações pagãs. Ele acreditava que, se aproximando desta maneira das nações vizinhas e fazendo concessões para facilitar a compreensão da verdade perante esses povos, mal sabia que estava arruinando a nação de Israel comprometendo a verdade misturando-a com o mundo. Ellen White revelou que “tão gradual foi a apostasia de Salomão que antes que dela se advertisse, tinha-se afastado de Deus. Quase imperceptivelmente começara a confiar cada vez menos na divina guia e bênção, e a pôr a confiança em sua própria força. Pouco a pouco deixou de prestar a Deus aquela obediência retilínea que devia fazer de Israel um povo peculiar, e conformou-se cada vez mais intimamente aos costumes das nações ao redor.” (Profetas e Reis, p. 55). Também esclareceu que “a apostasia de Israel havia-se desenvolvido gradualmente. De geração a geração Satanás tinha feito repetidas tentativas para levar a nação escolhida a esquecer os mandamentos, os estatutos e os juízos que eles haviam prometido guardar para sempre” (Profetas e Reis, p. 296). No entanto, como a revelação nos alertou “a conformidade aos costumes mundanos converte a igreja ao mundo; jamais converte o mundo a Cristo” (O Grande Conflito, p. 509). Falando a respeito do povo de Israel, Ellen White nos adverte que “Os israelitas não compreendiam que serem neste sentido diferentes de outras nações era um privilégio e bênção especiais. Deus havia separado os israelitas de todos os outros povos, para deles fazer Seu tesouro peculiar. Eles, porém, não tomando em consideração esta alta honra, desejaram avidamente imitar o exemplo dos gentios! E ainda o anelo de conformar-se às práticas e costumes mundanos existe entre o povo professo de Deus. Afastando-se eles do Senhor, tornam-se ambiciosos dos proveitos e honras do mundo. Cristãos acham-se constantemente procurando imitar as práticas dos que adoram o deus deste mundo. Muitos insistem em que, unindo-se aos mundanos e conformando-se aos seus costumes, poderiam exercer uma influência mais forte sobre os ímpios. Mas todos os que adotam tal método de proceder, separam-se desta maneira da Fonte de sua força. Tornando-se amigos do mundo, são inimigos de Deus. Por amor à distinção terrestre, sacrificam a indizível honra a que Deus os chamou, honra esta de mostrarem os louvores dAquele que nos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz. I Ped. 2:9 (Patriarcas e Profetas, p. 607).

Como bem expressou o pastor Erton Koller, “precisamos modernizar, porém sem mundanizar” (Fonte: Paulistana.org.br)

TERÇA, 16 DE AGOSTO – “Falsa adoração” – (1Rs 11; 12:25-27, 28)

O tema da verdadeira e falsa adoração tem sido tratado de forma muito leviana em nossos dias. Infelizmente, assim como no passado, o culto do Senhor tem sido misturado com costumes que estão além dos nossos próprios portais. Neste caso em específico, temos o exemplo de Jeroboão que virou as costas para Deus. Este ímpio rei, para impedir que o povo fosse até Jerusalém, providenciou templos com altares de adoração ao norte em Dã e ao sul em Betel na divisa com Judá. Além de impedir que seu povo descesse a Jerusalém, ainda serviu de influência para a decadência de Judá. O surpreendente desta história é que ela se repete em nossos dias, porém em uma dimensão muito maior. Hoje, as divisas entre o santo e profano são quase que imperceptível. Assim como Judá e Israel caíram no engodo de serem absorvidos pela cultura pagã da época, em nossos dias muitos do Israel e Judá contemporâneos vivem aos moldes da cultura religiosa atual amalgamada com o misticismo e paganismo de nosso século. Fogo estranho e cultos a baal tem sido comuns em meio a cultura cristã. Diante deste grande dilema, precisamos aprender a não subestimar a inteligência de Satanás e suas artimanhas. O tempo em que vivemos é solene e a brevidade do desfecho do conflito entre o bem e o mal está por chegar ao fim. Por este motivo, Satanás está mais do que nunca enfurecido e suas estratégias para comprometer a vida do povo de Deus com o mundanismo serão gradativamente maiores e certeiras. Ou acordamos para esta realidade ou estaremos a mercê da perdição eterna. A igreja Adventista não está imune a estes enganos e por esta razão é que Deus providenciará uma sacudidura. Quando este dia chegar, quem ficará de pé? Quem viver neste tempo saberá…

Leitura Adicional

“Planejando esta transferência, intentava Jeroboão apelar à imaginação dos israelitas, colocando perante eles alguma representação visível para simbolizar a presença do Deus invisível. Conseqüentemente, mandou fazer dois bezerros de ouro, e estes foram postos dentro de nichos nos centros indicados para adoração. Nesta tentativa para representar a divindade, Jeroboão violou o claro mandamento de Deus: “Não farás para ti imagem de escultura. … Não te encurvarás a elas nem as servirás.” Êxo. 20:4 e 5.

Tão forte era o desejo de Jeroboão de conservar as dez tribos afastadas de Jerusalém, que perdeu de vista a fraqueza fundamental de seu plano. Ele deixou de tomar em consideração o grande perigo a que estava expondo os israelitas, pelo colocar perante eles o símbolo idólatra da divindade, com os quais seus ancestrais haviam estado tão familiarizados durante os séculos de seu cativeiro no Egito. A estada recente de Jeroboão no Egito devia tê-lo ensinado a loucura de colocar perante o povo tais representações pagãs. Mas seu decidido propósito de induzir as tribos do norte a não continuar sua visita anual à cidade santa, levou-o a adotar a mais imprudente das medidas. “Muito trabalho vos será o subir a Jerusalém”, insistiu ele; “vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito”. I Reis 12:28. Assim foram eles convidados a se prostrarem perante imagens de ouro e a adotar estranhas formas de culto. O rei procurara persuadir os levitas, alguns dos que estavam vivendo em seus domínios, a servirem como sacerdotes nos altares recém-erguidos em Betel e Dã; mas nesta tentativa ele foi ao encontro do fracasso. Foi então compelido a elevar ao sacerdócio homens “dos mais baixos do povo”. I Reis 12:31. Alarmados com as perspectivas, muitos dos fiéis, incluindo-se um grande número de levitas, fugiram para Jerusalém, onde podiam adorar em harmonia com os divinos reclamos.

“E fez Jeroboão uma festa no oitavo mês, no dia décimo quinto do mês, como a festa que se fazia em Judá, e sacrificou no altar. Semelhantemente fez em Betel, sacrificando aos bezerros que fizera; também em Betel estabeleceu sacerdotes dos altos que fizera.” I Reis 12:32” (Profetas e Reis, p. 100 e 101).

QUARTA, 17 DE AGOSTO – Elias e os profetas de Baal – (1Rs 18)

Esta surpreendente história, muito conhecida, é uma das marcas mais destacáveis da verdadeira e falsa adoração. Deus não necessita de euforia, gritaria, músicas dançantes e muito menos de emocionalismo e barulho para estar presente e operar no meio do seu povo. Há pessoas que acreditam que, quanto mais barulho maior será o poder. Ledo engano, pois o que geralmente faz muito barulho é lata vazia e não cheia. A maneira como Deus agiu no monte camelo pode nos indicar algumas diferenças que permeiam a verdadeira e falsa adoração. Observe:

1º Se baseia na verdade. Uma vida em erro não é capaz de mover o braço Deus a nosso favor. O Espírito Santo é sempre concedido ao homem de coração contrito, sincero e desejoso em fazer a vontade Deus – independente de qual seja ela.

2º Se baseia na sinceridade, porém sobre a plataforma da vontade de Deus. A sinceridade não anula a obediência e a retidão. A sinceridade não bonifica uma vida e escolhas contrárias a vontade de Deus. Minha sinceridade não inseri um selo de aprovação ao tipo de música que me agrada ou comportamento e lugares que freqüento seguindo minha própria vontade e gosto.

3º Se baseia na solenidade, e os aspectos emocionais não suplantam os racionais. Não é o êxtase emocional que nos favorece a receber o poder ou a presença do Espírito Santo. Na verdade, quem se utiliza desses métodos são as religiões pagãs. Este tipo de culto pode ser visto inclusive no confronto do monte Carmelo onde os profetas de Baal gritavam e dançavam em volta do altar. Elias, ao contrário dos profetas, moveu o braço de Deus apenas com uma simples oração silenciosa.

4º Deve refletir as determinações, ensinamentos e vontade de Deus. A maior diferença entre verdadeira e falsa adoração se baseia na vontade de Deus em detrimento da vontade e determinação humana. O que teria acontecido se Moisés tivesse se recusado a retirar as sandálias e entrado na presença do Senhor com elas nos pés! O que teria acontecido se o povo de Israel não tivesse passado o sangue de cordeiros nas umbrais! O que teria acontecido caso o povo tivesse se recusado a erigir o santuário diferente do modelo que fora mostrado! Nossa vontade, sabedoria, gostos e convicções devem ser subordinadas inteiramente à vontade de Deus – isto é verdadeira adoração na vida prática e na devoção cultual. Pense nisso!

A falsa adoração está diretamente ligada à vontade humana em detrimento da vontade de Deus. No que diz respeito à igreja, por exemplo, não vamos à igreja para fazer nossa vontade mas para realizar o que Deus deseja. Não estamos na congregação para participar de um culto, mas para oferecê-lo ao Senhor. Nossos gostos, desejos e achismos não devem permear absolutamente nada no que diz respeito à adoração. Se isto ocorrer, não estaremos adorando ao Deus do Céu mas o anjo caído.

Leitura Adicional

O Senhor aborrece a indiferença e deslealdade em tempo de crise em Sua obra. Todo o Universo está observando com inexprimível interesse as cenas finais da grande controvérsia entre o bem e o mal. O povo de Deus está-se aproximando do limiar do mundo eterno; que pode haver de mais importante para eles do que ser leais ao Deus do Céu? Em todos os séculos Deus tem tido heróis morais; e tem-nos agora – os que como José, Elias e Daniel, não se envergonham de se reconhecerem como Seu povo peculiar. Suas bênçãos especiais acompanham os esforços de homens de ação; homens que não se desviarão da linha reta do dever, mas que perguntarão com divina energia: “Quem é do Senhor”? (Êxo. 32:26), homens que não se deterão apenas no perguntar, mas exigirão que os que escolherem identificar-se com o povo de Deus prossigam e demonstrem sem sombra de dúvida sua obediência ao Rei dos reis e Senhor dos senhores. Tais homens subordinam sua vontade e planos à lei de Deus. Por amor a Ele, não têm a sua vida por preciosa. Seu trabalho é captar a luz da Palavra e deixá-la brilhar para o mundo em raios claros e firmes. Fidelidade a Deus é sua divisa.

Enquanto Israel no Carmelo duvidava e hesitava, a voz de Elias de novo quebra o silêncio: “Eu só fiquei por profeta do Senhor, e os profetas de Baal são quatrocentos e cinqüenta homens. Dêem-se-nos, pois, dois bezerros; e eles escolham para si um dos bezerros, e o dividam em pedaços, e o ponham sobre a lenha, porém não lhe metam fogo; e eu prepararei o outro bezerro, e o porei sobre a lenha, e não lhe meterei fogo. Então invocai o nome do vosso deus e eu invocarei o nome do Senhor; e há de ser que o deus que responder por fogo esse será Deus.” I Reis 18:22-24.

A proposta de Elias era tão razoável que o povo não pôde mesmo fugir a ela; encontraram pois coragem para responder: “É boa esta palavra”. Os profetas de Baal não ousaram erguer a voz para discordar; e dirigindo-se a eles, Elias lhes ordena: “Escolhei para vós um dos bezerros, e preparai-o primeiro, porque sois muitos, e invocai o nome do vosso deus, e não lhe metais fogo”. I Reis 18:24 e 25.

Aparentemente ousados e desafiadores, mas com o terror no coração culpado, os falsos sacerdotes preparam seu altar, pondo sobre ele a lenha e a vítima; e tem início suas fórmulas de encantamento. Seus estridentes gritos ecoam e reboam através das florestas e dos promontórios, enquanto invocam o nome do seu deus, dizendo: “Ah, Baal, responde-nos!” I Reis 18:26. Os sacerdotes se aglomeram em torno de seu altar, e com saltos e contorções e gritos histéricos, arrancando os cabelos e retalhando as próprias carnes, suplicam a seu deus que os ajude.

Passa-se a manhã, aproxima-se o meio-dia, e contudo não há evidência de que Baal ouça o clamor de seus enganados seguidores. Não há voz, nem resposta a suas frenéticas orações. O sacrifício permanece inconsumado.

Enquanto continuam com suas exaltadas devoções, os astutos sacerdotes estão continuamente procurando imaginar algum meio pelo qual possam acender o fogo sobre o altar e levar o povo a crer que o fogo viera diretamente de Baal. Mas Elias lhes vigia cada movimento; e os sacerdotes, esperando contra a esperança de alguma oportunidade para a fraude, prosseguem com suas insensatas cerimônias.

“E sucedeu que ao meio-dia Elias zombava deles, e dizia: Clamai em altas vozes, porque ele é um deus; pode ser que esteja falando, ou que tenha alguma coisa que fazer, ou que intente alguma viagem; porventura dorme, e despertará. E eles clamavam a grandes vozes, e se retalhavam com facas e com lanças, conforme ao seu costume, até derramarem sangue sobre si. E sucedeu que, passado o meio-dia, profetizaram eles, até que a oferta de manjares se oferecesse; porém não houve voz nem resposta, nem atenção alguma”. I Reis 18:27-29.

Alegremente Satanás teria vindo em socorro desses a quem havia enganado, e que eram devotados a seu serviço. Alegremente ele teria enviado o fogo para queimar o sacrifício. Mas Jeová havia fixado limites a Satanás – restringira seu poder – e nem todos os artifícios do inimigo podiam lançar sobre o altar de Baal uma única centelha.

Afinal, roucos de tanto gritar, as vestes maculadas com o sangue das feridas que a si mesmos se haviam infligido, os sacerdotes ficam desesperados. Com furor inquebrantável, misturam a suas súplicas terríveis maldições de seu deus-sol; e Elias continua a observar atentamente; ele sabe que se por qualquer artifício os sacerdotes lograrem lançar fogo sobre o altar, ele será feito em pedaços num momento.

É chegada a tarde. Os profetas de Baal estão fatigados, abatidos, confusos. Um sugere uma coisa, outro outra coisa, até que finalmente cessam seus esforços. Suas maldições e gritos estridentes não mais ressoam sobre o Carmelo. Em desespero retiram-se da luta.

Durante todo o longo dia o povo havia testemunhado as demonstrações dos frustrados sacerdotes. Haviam contemplado seus saltos selvagens sobre o altar, como se desejassem captar os raios do Sol para que servissem a seus propósitos. Eles haviam olhado com horror para as bárbaras mutilações infligidas a si mesmos pelos sacerdotes, e tinham tido a oportunidade de refletir sobre a loucura da adoração de ídolos. Muitos dentre a multidão estão fartos das exibições de demonismo, e aguardam agora com o mais profundo interesse os movimentos de Elias.

É a hora do sacrifício da tarde, e Elias convida o povo: “Chegai-vos a mim”. Aproximando-se eles a tremer, ele se volta para o altar derribado onde uma vez os homens haviam adorado ao Deus do Céu, e repara-o. Para ele esse montão de ruínas é mais precioso que todos os magnificentes altares do paganismo.

Na reconstrução deste antigo altar, Elias revelava seu respeito pelo concerto que o Senhor havia feito com Israel quando este transpôs o Jordão para a terra prometida. Escolhendo “doze pedras, conforme o número das tribos dos filhos de Jacó, … edificou o altar em nome do Senhor”. I Reis 18:30-32.

Os desapontados sacerdotes de Baal, exaustos pelos inúteis esforços, esperam para ver o que Elias fará. Eles odeiam o profeta por haver proposto uma prova que expusera as fraquezas e ineficiência de seus deuses; contudo temem o seu poder. O povo, igualmente temeroso, e com a respiração quase suspensa ante a expectativa, observa enquanto Elias continua seus preparativos. O porte calmo do profeta ergue-se em agudo contraste com o frenesi fanático e insensato dos seguidores de Baal.

Reconstruído o altar, o profeta, abre um rego em torno dele, e havendo posto a lenha em ordem e preparado o bezerro, coloca a vítima sobre o altar, e ordena ao povo que inunde com água o sacrifício e o altar. “Enchei de água quatro cântaros”, ordenou, “e derramai-a sobre o holocausto e sobre a lenha. E disse: Fazei-o segunda vez; e o fizeram segunda vez. Disse ainda: Fazei-o terceira vez; e o fizeram terceira vez. De maneira que a água corria ao redor do altar; e ainda até o rego encheu de água”. I Reis 18:34 e 35.

Trazendo à lembrança do povo a longa e continuada apostasia que havia despertado a ira de Jeová, Elias convida-os a humilhar seus corações e tornar para o Deus de seus pais, para que fosse removida a maldição de sobre a terra de Israel. Então inclinando-se reverente ante o invisível Deus, ele ergue as mãos para o céu, e oferece uma singela oração. Os sacerdotes de Baal haviam gritado e espumado e dado saltos desde a manhã até à tarde; mas com a oração de Elias, nenhum clamor insensato ecoa nas alturas do Carmelo. Ele ora como se soubesse que Jeová está ali, testemunhando a cena, atento a seu apelo. Os profetas de Baal haviam orado selvagemente, incoerentemente. Elias ora com simplicidade e fervor, pedindo que Deus mostre Sua superioridade sobre Baal, para que Israel pudesse ser reconduzido a Ele.

“Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó”, o profeta suplica, “manifeste-se hoje que Tu és Deus em Israel, e que eu sou Teu servo, e que conforme a Tua palavra fiz todas estas coisas. Responde-me, Senhor, responde-me para que este povo conheça que Tu, Senhor, és Deus, e que Tu fizeste tornar o seu coração para trás”. I Reis 18:36 e 37. Um silêncio opressivo em sua solenidade cai sobre todos. Os sacerdotes de Baal tremem de terror. Cônscios de sua culpa, temem imediata retribuição.

Mal havia a oração de Elias terminado, e chamas de fogo, como brilhantes relâmpagos, descem do céu sobre o altar erguido, consumindo o sacrifício, lambendo a água do rego e devorando as próprias pedras do altar. O brilho das chamas ilumina o monte e ofusca os olhos da multidão. Nos vales abaixo, onde muitos estão observando em ansiosa expectativa os movimentos dos que estão em cima, a descida do fogo é claramente vista, e todos ficam maravilhados com o espetáculo. Ele lembra a coluna de fogo que no Mar Vermelho separou das tropas egípcias os filhos de Israel” (Profetas e Reis, p. 147-154).

QUINTA E SEXTA, 18 e 19 DE AGOSTO – A mensagem de Elias – (Mt 3:18; Ap 14:7-12)

A mensagem de Elias ultrapassa gerações chegando em pleno século XXI como se a experiência fosse exatamente em nossa época.

A mensagem de Elias inserida em três períodos da história é interessante e reflete a essência do conflito em todos os tempos. Os três períodos refletem o conflito na essência tempo de Elias. O período de João Batista e o período em que as três mensagens angélicas seriam proclamadas seriam os outros dois tempos em que Elias, simbolicamente, seria enviado. O Elias de hoje são os que, com poder do Céu, proclamam a mensagem para o tempo presente.

O curioso é que, se a mensagem de Elias alcança os nossos dias através dos proclamadores das três mensagens angélicas. Isto pode significar que este mesmo impasse deve ser travado em nosso tempo. Também significa que o confronto entre verdadeira e falsa adoração devem ser travados mesmo dentre o povo de Deus. A mensagem de Elias, assim como no passado, deve alcançar e advertir não apenas os de fora, mas também os de dentro.

Ellen White considerou que o que tempo em que vivemos é um tempo de grande apostasia geral e que “Deus convida Seus mensageiros a anunciar Sua lei no espírito e no poder de Elias. Assim como João Batista, na preparação de um povo para o primeiro advento de Cristo, chamou sua atenção para os Dez Mandamentos, da mesma forma, nós devemos dar, com som muito definido, a mensagem: ‘Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo’ (Ap 14:7. Com a seriedade que caracteriza o profeta Elias e João Batista, estamos envidando esforços para preparar o caminho para a segunda vinda de Cristo. Requer-se de cada trabalhador resolução, abnegação, esforço e consagração. Prontidão e zelo consagrado devem tomar o lugar da indiferença apática. Apelos fervoroso, misturados com oração, provenientes de um coração governado pelo espírito que atuava em Elias, trará convicção para os sinceros de coração” (The Southern, 21 de março de 1905).

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site http://www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

Postado por Gilberto Theiss às Domingo, Agosto 14, 2011 0 comentários Links para esta postagem

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Marcadores: Comentários da lição da Escola Sabatina

FONTE: http://gilbertotheiss.blogspot.com/


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3º Trimestre de 2011 – Adoração

Comentário da Lição 08 – Conformidades, concessões e crise na adoração

Sábado, 13/8/2011 – › INTRODUÇÃO“Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal”. – Hb 5:14.

“Quanto a vós, guardai as minhas leis e os meus costumes, e não pratiqueis nenhuma dessas abominações: nem o nativo, nem o migrante que mora entre vós”. – Lv 18:26 – Tradução Ecumênica da Bíblia.
Esta foi a clara orientação de Deus para os filhos de Israel, antes de possuírem a terra prometida. Nenhum costume da cultura dos povos que habitavam Canaã devia ser aceito pelos israelitas, nem pelos gentios que se converteram ao verdadeiro Deus e aceitaram a salvação no Redentor prometido. “Guardai as minhas leis e os meus costumes”. Nenhuma porta é deixada aberta para misturar as duas culturas: A que é dada por Deus e a que vem do mundo dominado pelo inimigo.

Como saber, no mundo em que vivemos o que é o certo e o que é errado? As condições são bastante complicadas. Deus diz que nas culturas mundanas, ao mal chamam bem e ao bem chamam mal. Como estabelecer a diferença e saber o que é aceito por Deus e o que é rejeitado?
Deus não deixa esta questão importante sem dar as devidas orientações. Diz Ele: à lei e o testemunho – à instrução e à advertência. Em Sua Palavra estabelece princípios bem definidos sobre o certo e o errado, sobre o que deve ser aceito e o que deve ser rejeitado. Suas orientações abrangem toda a conduta espiritual, incluindo a adoração.

Paulo declara que o discernimento entre o bem e o mal, requer maturidade espiritual. É preciso encontrar prazer no saborear alimentos sólidos, verdades espirituais fundamentadas em um claro e definido assim diz o Senhor. Se as concessões são perigosas em qualquer área, elas são devastadoras quando envolvem princípios espirituais de conduta.

Pense: “Portanto guardareis a obrigação que tendes para comigo, não praticando nenhum dos costumes abomináveis que se praticaram antes de vós, e não vos contamineis com eles. Eu sou o Senhor vosso Deus”. – Lv 18:30 – Almeida Revista e Atualizada

Desafio: “Satanás tentou destruir a igreja nascente nos tempos apostólicos. Seus métodos naquele tempo eram os mesmos de sempre:… tentativas de limitar o papel da palavra de Deus na vida da igreja”. – Lição da Escola Sabatina. 1o t. 2002, pág. 138 – Pfs.


Domingo, 14/8/2011 – › AOS OLHOS DE DEUS 

“Busquem o bem, não o mal, para que tenham vida. Então o Senhor, o Deus dos Exércitos, estará com vocês, conforme vocês afirmam”. – Am 5:14 – Nova Versão Internacional.

No Éden, a vida estava relacionada com a prática do bem. O bem estava relacionado com a expressão da vontade de Deus. Enquanto o homem, criado à semelhança de Deus, vivesse em harmonia com a expressão da vontade de Deus, ele receberia vida da fonte de vida que é a fonte do bem. Se praticassem o mal, declarou-lhes Deus: “certamente morrereis”.

Logo, buscar o bem, que é a proposta do profeta Amós para o povo de Israel, encontra seu antítipo no relacionamento que Adão e Eva mantinham com Deus no jardim do Éden, antes de sua desobediência.

Por meio do profeta Amós, Deus faz o apelo: Busquem a Mim – Lembra Betel, Gilgal, Berseba. (Am 5:5) Foram locais de grandes encontros com Deus. Locais de adoração. Mas estavam transformados em lugares de idolatria e rejeição de Deus. Satanás corrompera a mente dos adoradores e eles adoravam a seu modo.‘

O Evangelho é o poder de Deus para mudar o caráter, a conduta e a cultura, implantando o bem e destruindo o mal. A cultura do mal não pode conviver com o Evangelho do Bem. Não é possível servir a dois senhores: o Evangelho do Bem e a cultura do mal. Ainda que algumas práticas da cultura local possam ser aceitas, mas elas devem ser moldadas pela cultura de Deus

Para Israel, o Senhor deixou orientações bem definidas: “Observai as minhas leis e os meus costumes: é pondo-os em prática que o homem tem a vida. Eu sou o Senhor”. – Lv 18:5 – Tradução Ecumênica da Bíblia.

Pense: “Vocês não agirão como estamos agindo aqui, cada um fazendo o que bem entende”. – Dt 12:8 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “E vocês saberão que eu sou o Senhor, pois vocês não agiram segundo os meus decretos nem obedeceram às minhas leis, mas se conformaram aos padrões das nações ao seu redor”. – Ez 11:12 – Nova Versão Internacional.
Segunda-Feira, 15/8/2011 – › A ARTE (E O MAL) DAS CONCESÕES 

Um dos exemplos mais significativos de conformidades e concessões na adoração encontramos em Salomão. Ele exaltou o nome de Deus na edificação do templo em Jerusalém, e na sua dedicação, a verdadeira adoração alcançou o seu clímax.

O plano da salvação como uma dádiva da graça de Deus, inundava o coração dos israelitas e o brilho dessa glória deslumbrava a todos os povos. A rainha de Sabá quando compreendeu o significado da mensagem do “holocausto que oferecia na Casa do Senhor ficou como fora de si”. – 1Rs 10:5 – Almeida Revista e Atualizada.

Salomão uniu-se a centenas de mulheres estrangeiras em movimentos políticos, e para agradar estas mulheres construiu lugares de adoração a seus deuses. (1Re 121:1-8) Ellen G. White comenta: “Para satisfazer suas esposas colocou enormes ídolos – desproporcionadas imagens de madeira e pedra – entre as alamedas de murta e oliveiras”. – Profetas e Reis, pág. 57.

Estas mulheres “o induziram a voltar-se para outros deuses, e o seu coração já não era totalmente dedicado ao Senhor, o seu Deus”. – 1Re 11:4 – Nova Versão Internacional.
Jesus declarou para a mulher samaritana: “Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade”. – Jo 4:23 -Nova Versão Internacional.

Para adorar desta maneira correta e obter satisfação plena, é preciso compreender estas duas condições básicas: adorar em espírito e em verdade. Em espírito, significa que o trivial desta terra, o banal e transitório, cederá lugar para a compreensão e a vivência dos planos de Deus. Em verdade, é a adoração totalmente isenta de toda a especulação humana e aceitação submissa de toda a vontade e orientação divina. A adoração genuína será expressa em reverente e respeitoso amor a Quem adoramos.

Pense: “Se, porém, cedessem uma vez à tentação, sua natureza se tornaria tão depravada que não teriam em si poder nem disposição para resistir a Satanás”. – Patriarcas e Profetas, pág. 45.

Desafio: “O Senhor diz: ‘Este povo se aproxima de mim com a boca e me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. A adoração que me prestam é feita só de regras ensinadas por homens’”.– Is 29:13 – Nova Versão Internacional.
Terça-Feira, 16/8/2011 – › FALSA ADORAÇÃO 

Depois do cisma, Jeroboão, temeu que o povo voltando para as festas espirituais em Jerusalém, se voltaria também para submeter-se ao poder político de Judá. Para evitar que isso acontecesse, buscando o conselho de seus líderes, fez dois bezerros de ouro e os colocou um ao norte de seus limites e outro ao sul, na fronteira com Judá. Proclamou para seus súditos que estes eram os deuses que os tiraram do Egito.

O significativo desta trama está no que é declarado: “No décimo quinto dia do oitavo mês, data que ele mesmo escolheu, ofereceu sacrifícios no altar que havia erguido em Betel. Assim ele instituiu a festa para os israelitas”. 1Rs 12:33 – Nova Versão Internacional.

Atente-se para o que é declarado: “Data que ele mesmo escolheu, no altar que havia erguido Assim ele instituiu a festa para os israelitas”. Todas as decisões e ações estão fundamentadas na iniciativa humana para estabelecer um sistema de adoração. Um falso sistema em contraposição àquilo que Deus determinara para adorá-lO em harmonia com a Sua vontade.

Assim aconteceu através dos tempos e acontece hoje. Satanás corrompe a mente do ser humano e o induz a criar sistemas de adoração. Alguns mais ousados, como os vários sistemas do paganismo, outros mais sutis, como os diferentes ramos do cristianismo.

João declara: “Todo o mundo ficou maravilhado e seguiu a besta. Adoraram, o dragão, que tinha dado autoridade à besta, e também adoraram a besta”. Ap 13:3 e 4 – Nova Versão Internacional.

Além dos muitos sistemas de adoração, o diabo criou um similar ao verdadeiro e assim, consegue o que não conseguiu com Jesus.

Adoramos nós de maneira correta ou teríamos distorções falsas?

Pense: “Foi-lhe dado poder para dar fôlego à imagem da primeira besta, de modo que ela podia falar e fazer que fossem mortos os que se recusassem a adorar a imagem”. Ap 13:15 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Adorem aquele que fez os céus, a terra, o mar e as fontes das águas”. – Ap 14:7 – Nova Versão Internacional.
Quarta-Feira, 17/8/2011 – › ELIAS E OS PROFETAS DE BAAL 

Encontramos em Israel dos dias de Acabe um exemplo clássico de conformidade e concessões. A cultura pagã foi introduzida na adoração com sabores de divina. Os altares e sacrifícios foram mantidos, mas o cerimonial invocava deuses falsos. Elias fez a intrigante pergunta: “Até quando vocês vão oscilar para um lado e para outro?” – 1Rs 18:21.

Hoje o diabo usa dois métodos para limitar o papel da Palavra de Deus: Culturas e ciências. Descobriu-se que as culturas são o terreno neutro no grande conflito cósmico. As idéias e os costumes culturais são puramente humanistas e, portanto, não sofrem a influência e ação de Satanás para o mal e para atos pecaminosos. Como tais, não são objeto da transformadora graça, influência e ação do Espírito Santo, atuando com o poder do evangelho no sentido de interferir nas idéias e costumes culturais para operar mudanças.

Já tornou-se prática invocar a dádiva da liberdade de escolha. Como Deus concedeu a liberdade de escolha, faz-se uma simbiose da cultura com a Palavra de Deus, e dependendo das circunstâncias vive-se uma ou outra.

Estas idéias, de maneira muito sutil, militam dentro da igreja e atuam no sentido de limitar a Palavra e o poder de Deus. Para os líderes judeus que tentaram transferir a conduta humanista de sua cultura para a cultura do Reino de Deus, Jesus declarou enfaticamente: “Estais no erro, porque não conheceis nem as Escrituras nem o poder de Deus”. – Mt 22:29 – Tradução Ecumênica da Bíblia.

Quando Jesus Cristo é aceito como o Senhor no coração, Ele também se torna Senhor da vontade, do caráter. Paulo declarou: “Com Cristo eu sou um crucificado; vivo, mas não sou mais eu, é Cristo que vive em mim”. – Gl 2:19 e 20 – Tradução Ecumênica da Bíblia.

Pense: “Elias dirigiu-se ao povo e disse: ‘Até quando vocês vão oscilar para um lado e para outro? Se o Senhor é Deus, sigam-no; mas, se Baal é Deus, sigam-no’. O povo, porém, nada respondeu” – 1Rs 18:21 – Nova Versão Internacional

Desafio: “Quando o povo viu tudo isso, todos caíram prostrados e gritaram: ‘O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!’” – 1Rs 18:39 – Nova Versão Internacional.


Quinta-Feira, 18/8/2011 – › A MENSAGEM DE ELIAS

Elias confrontou Israel com a magna questão: A quem vocês estão adorando? Vocês sabem a quem adoram? Ele propôs para o povo: “‘O deus que responder por meio do fogo, esse é Deus’. Então todo o povo disse: ‘O que você disse é bom’”. – 1Rs 18:24 – Nova Versão Internacional.

O teste foi feito e nenhum questionamento poderia ser levantado. Todo o povo viu quem é Deus e a diferença entre aquele que adora a Deus e aquele não O adora. Enquanto a falsa adoração era regida pelos sentimentos com manifestações as mais estranhas, o verdadeiro adorador apresentou-se na simplicidade de um amigo que conhece Aquele à quem adora.

Elias invocou o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Deus revelou-se para os patriarcas como o Deus Todo-Poderoso. Os patriarcas reconheceram-nO como “o Deus Altíssimo, Criador dos céus e da terra”. – Gn 14:22. Esse é o único que merece adoração. Os outros deuses, ou são criaturas, ou são fabricados pelo próprio homem.

Esta grande questão da adoração, do confronto entre os verdadeiros adoradores e os falsos, mais uma vez terá o seu monte Carmelo. As mensagens dos três anjos são o chamado de Elias para cada ser humano tomar a sua decisão, deixando de oscilar de um lado para outro.

A adoração é definida pela obediência. Ou adoramos e obedecemos ao Deus criador, ou adoramos e nos submetemos à besta, o Baal moderno. Tal como nos dias de Elias, os falsos adoradores serão destruídos. De que lado estaremos nós, quando todos tiverem que decidir a quem adoram?

Pense: “Então vocês verão novamente a diferença entre o justo e o ímpio, entre os que servem a Deus e os que não o servem”. – Ml 3:18 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Aqui está a perseverança dos santos que obedecem aos mandamentos de Deus e permanecem fiéis a Jesus”. – Ap 14:12 – Nova Versão Internacional.


Sexta-Feira, 19/8/2011 – › ESTUDO ADICIONAL 

Paulo declara que é preciso ter as “faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal”. – Hb 5:14.

Dentro desse contexto, o que é o bem? O bem é tudo o que Deus é. Amor, justiça, misericórdia, clemência, santidade, pureza, lealdade, fidelidade, retidão… .

Em oposição ao bem, o que é o mal? O mal é tudo o que Satanás é: Ódio, injustiça, maldade, impureza, imoralidade, torpeza, infidelidade, deslealdade, egoísmo, orgulho, vaidade… .

Acima de tudo, Deus é vida. Alguém, separado de Deus, tem realmente vida, mesmo estando vivo? Jesus declarou: “Deixe os mortos, enterrar os seus mortos”. Como dizendo: quem não conhece Deus, não está vivo.

Busquem o Deus Criador; que fez os astros, o mar, a terra. Busquem Jeováh, o Deus do amor e da justiça, que destrói o orgulho e lança ao pó o eu. Busquem o Deus da graça e do perdão. O Deus que transforma a vida e o caráter, devolvendo-lhe a Sua semelhança. Adorem esse Deus, porque é o único que merece a nossa adoração.

Quem aceita a Jesus como Salvador é trabalhado pelo Espírito Santo para uma completa transformação do caráter, aceitando o bem que vem de Deus e rejeitando o mal que tem origem com Satanás. Quando Jesus foi tentado pelo diabo para transferir a adoração que pertence a Deus, para ele em um processo de barganha, Jesus expulsou-o de Sua presença.

A adoração verdadeira não se fundamenta em barganha, mas em um relacionamento de amor e de escolha. Escolhemos o bem porque amamos Aquele que é o Bem. Jesus declarou: “Não há ninguém que seja bom, a não ser somente Deus”. – Lc 18:19 – Nova Versão Internacional.

Pense: “Ora, a vida eterna é que eles te conheçam a Ti, o único verdadeiro Deus, e àquele que enviaste, Jesus Cristo”. – João 17:3 – Tradução Ecumênica da Bíblia.

Desafio: “Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam”. – Hb 11:6 – Nova Versão Internacional.


Conheça o autor

  Pr. Albino Marks
Especialista em aconselhamento familiar e profundo estudioso da Bíblia, o pastor Albino Marks já atuou como preceptor (IAP, IACS, IAE-SP); capelão (IACS e Hospital do Pênfigo); diretor geral do IAP; departamental em várias associações e na UCB.

http://www.escolanoar.org.br

 

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FONTE: http://www.escolanoar.org.br/Novo/impressao.asp?nivel=adultos_pt&data=19/8/2011

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