Lição 06 – Adoração, música e louvor – Lição – Auxiliar – Comentários de Vários Autores

Lição 6

30 de julho a 6 agosto


Adoração, música e louvor

  Casa Publicadora Brasileira – Lição 632011


Resumo da Lição

Texto-chave: Salmo 96:1

Cantai ao SENHOR um cântico novo, cantai ao SENHOR, todas as terras. (Sal. 96:1)

O aluno deverá…

Conhecer: Os temas de adoração presentes nos salmos de Davi e nos cânticos do Apocalipse.
Sentir: Arrependimento consciente, para receber a alegria da libertação em Cristo.
Fazer: Louvar e glorificar a Deus e contar o que Ele tem feito por nós.

Esboço
I. Saber: Um cântico novo

A. Quais eram os atos de livramento pelos quais Davi devia louvar a Deus?
B. Embora Davi houvesse pecado grandemente, qual era a diferença entre seu pecado e o de Saul, conforme a lição da semana passada?
C. Por que é importante cantar sobre o que Deus fez por nós? Que assuntos temos para cantar que nos aproximam do Céu e da música celestial?

II. Sentir: Contrição e louvor
A. Como o abatimento e tristeza de Davi por seu pecado o conduziram aos cânticos de louvor?
B. Por que é importante que também avancemos das expressões de penitência para a alegria pela libertação em Cristo?

III. Fazer: Digno é o Cordeiro
A. Que músicas você usa para contar o que Deus fez por você, e por quê?
B. Como e quando você expressa louvor através da música? Como você pode tornar a música uma parte mais importante e pessoal de sua experiência de adoração, tanto em sua devoção particular quanto nos cultos da igreja?

Resumo: A música é um importante meio pelo qual manifestamos nossa contrição e necessidade, declaramos a bondade de Deus e oferecemos a Ele glória e louvor.


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Is 27–29

VERSO PARA MEMORIZAR: “Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, todas as terras” (Sl 96:1).

Leituras da semana: 1Cr 16:8-36Sl 32:1-551:1-617Fl 4:8Ap 4:9-115:9-13

Rendei graças ao SENHOR, invocai o seu nome, fazei conhecidos, entre os povos, os seus feitos. Cantai-lhe, cantai-lhe salmos; narrai todas as suas maravilhas. Gloriai-vos no seu santo nome; alegre-se o coração dos que buscam o SENHOR. Buscai o SENHOR e o seu poder, buscai perpetuamente a sua presença. Lembrai-vos das maravilhas que fez, dos seus prodígios e dos juízos dos seus lábios, vós, descendentes de Israel, seu servo, vós, filhos de Jacó, seus escolhidos. Ele é o SENHOR, nosso Deus; os seus juízos permeiam toda a terra. Lembra-se perpetuamente da sua aliança, da palavra que empenhou para mil gerações; da aliança que fez com Abraão e do juramento que fez a Isaque; o qual confirmou a Jacó por decreto e a Israel, por aliança perpétua, dizendo: Dar-vos-ei a terra de Canaã como quinhão da vossa herança. Então, eram eles em pequeno número, pouquíssimos e forasteiros nela; andavam de nação em nação, de um reino para um povo. A ninguém permitiu que os oprimisse; antes, por amor deles, repreendeu a reis, dizendo: Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas. Cantai ao SENHOR, todas as terras; proclamai a sua salvação, dia após dia. Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos, as suas maravilhas, porque grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado, temível mais do que todos os deuses. Porque todos os deuses dos povos são ídolos; o SENHOR, porém, fez os céus. Glória e majestade estão diante dele, força e formosura, no seu santuário. Tributai ao SENHOR, ó famílias dos povos, tributai ao SENHOR glória e força. Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome; trazei oferendas e entrai nos seus átrios; adorai o SENHOR na beleza da sua santidade. Tremei diante dele, todas as terras, pois ele firmou o mundo para que não se abale. Alegrem-se os céus, e a terra exulte; diga-se entre as nações: Reina o SENHOR. Ruja o mar e a sua plenitude; folgue o campo e tudo o que nele há. Regozijem-se as árvores do bosque na presença do SENHOR, porque vem a julgar a terra. Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua misericórdia dura para sempre. E dizei: Salva-nos, ó Deus da nossa salvação, ajunta-nos e livra-nos das nações, para que rendamos graças ao teu santo nome e nos gloriemos no teu louvor. Bendito seja o SENHOR, Deus de Israel, desde a eternidade até a eternidade. E todo o povo disse: Amém! E louvou ao SENHOR. (1 Crôn. 16:8-36)

Bem-aventurado aquele cuja iniqüidade é perdoada, cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniqüidade e em cujo espírito não há dolo. Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado e a minha iniqüidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado. (Sal. 32:1-5)

Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões. Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado. Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar. Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe. Eis que te comprazes na verdade no íntimo e no recôndito me fazes conhecer a sabedoria. (Sal. 51:1-6)

Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus. (Sal. 51:17)

Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento. (Filip. 4:8)

Quando esses seres viventes derem glória, honra e ações de graças ao que se encontra sentado no trono, ao que vive pelos séculos dos séculos, os vinte e quatro anciãos prostrar-se-ão diante daquele que se encontra sentado no trono, adorarão o que vive pelos séculos dos séculos e depositarão as suas coroas diante do trono, proclamando: Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas. (Apoc. 4:9-11)

e entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra. Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares, proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor. Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos. (Apoc. 5:9-13)

A vida do rei Davi está registrada na Bíblia por muitas razões: não somente porque uma parte importante da história de Israel está centralizada em sua vida e reinado, mas porque dele aprendemos muitas lições espirituais, tanto de suas obras boas quanto das perversas.

Nesta semana, usaremos alguns exemplos da vida de Davi, a fim de aprofundar mais a questão da adoração: seu significado, como devemos praticá-la, e o que ela deve fazer por nós. Na vida de Davi, vemos muitos exemplos de adoração, música e louvor. Essas coisas foram uma parte fundamental de sua vida e de sua experiência com o Senhor.

Assim também deve ser conosco, especialmente se lembramos constantemente que a mensagem do primeiro anjo é um convite à adoração. O que significa “adorar”? Como adoramos? Por que adoramos? Qual é o papel da música na adoração? O que distingue a verdadeira adoração da falsa?

Todos esses são temas que abordaremos de diversas formas neste trimestre, enquanto ouvimos o chamado: “Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor, que nos criou. Ele é o nosso Deus, e nós, povo do Seu pasto e ovelhas de Sua mão” (Sl 95:6, 7).

Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do SENHOR, que nos criou. Ele é o nosso Deus, e nós, povo do seu pasto e ovelhas de sua mão. Hoje, se ouvirdes a sua voz, (Sal. 95:6-7)


Domingo

Ano Bíblico: Is 30–33

Entre Saul e Davi

1. O que podemos perceber na vida de Davi, antes que ele se tornasse rei? 1Sm 16:6-1317:45-4718:1424:1026:930:6-8

1: Confiava em Deus; era corajoso; temia a Deus; era leal; foi ungido pelo Espírito Santo; recebia comunicação direta do Senhor. 

Sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe e disse consigo: Certamente, está perante o SENHOR o seu ungido. Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração. Então, chamou Jessé a Abinadabe e o fez passar diante de Samuel, o qual disse: Nem a este escolheu o SENHOR. Então, Jessé fez passar a Samá, porém Samuel disse: Tampouco a este escolheu o SENHOR. Assim, fez passar Jessé os seus sete filhos diante de Samuel; porém Samuel disse a Jessé: O SENHOR não escolheu estes. Perguntou Samuel a Jessé: Acabaram-se os teus filhos? Ele respondeu: Ainda falta o mais moço, que está apascentando as ovelhas. Disse, pois, Samuel a Jessé: Manda chamá-lo, pois não nos assentaremos à mesa sem que ele venha. Então, mandou chamá-lo e fê-lo entrar. Era ele ruivo, de belos olhos e boa aparência. Disse o SENHOR: Levanta-te e unge-o, pois este é ele. Tomou Samuel o chifre do azeite e o ungiu no meio de seus irmãos; e, daquele dia em diante, o Espírito do SENHOR se apossou de Davi. Então, Samuel se levantou e foi para Ramá. (1 Sam. 16:6-13)

Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do SENHOR dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado. Hoje mesmo, o SENHOR te entregará nas minhas mãos; ferir-te-ei, tirar-te-ei a cabeça e os cadáveres do arraial dos filisteus darei, hoje mesmo, às aves dos céus e às bestas-feras da terra; e toda a terra saberá que há Deus em Israel. Saberá toda esta multidão que o SENHOR salva, não com espada, nem com lança; porque do SENHOR é a guerra, e ele vos entregará nas nossas mãos. (1 Sam. 17:45-47)

Davi lograva bom êxito em todos os seus empreendimentos, pois o SENHOR era com ele. (1 Sam. 18:14)

Os teus próprios olhos viram, hoje, que o SENHOR te pôs em minhas mãos nesta caverna, e alguns disseram que eu te matasse; porém a minha mão te poupou; porque disse: Não estenderei a mão contra o meu senhor, pois é o ungido de Deus. (1 Sam. 24:10)

Davi, porém, respondeu a Abisai: Não o mates, pois quem haverá que estenda a mão contra o ungido do SENHOR e fique inocente? (1 Sam. 26:9)

Davi muito se angustiou, pois o povo falava de apedrejá-lo, porque todos estavam em amargura, cada um por causa de seus filhos e de suas filhas; porém Davi se reanimou no SENHOR, seu Deus. Disse Davi a Abiatar, o sacerdote, filho de Aimeleque: Traze-me aqui a estola sacerdotal. E Abiatar a trouxe a Davi. Então, consultou Davi ao SENHOR, dizendo: Perseguirei eu o bando? Alcançá-lo-ei? Respondeu-lhe o SENHOR: Persegue-o, porque, de fato, o alcançarás e tudo libertarás. (1 Sam. 30:6-8)

Deus escolheu Saul como o primeiro rei de Israel, porque ele tinha as características que o povo havia requerido. Mas, quando Deus escolheu Davi para ser o rei de Israel, Ele lembrou a Samuel que o Senhor olha para o coração (1Sm 16:7).

Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração. (1 Sam. 16:7)

Davi estava longe de ser perfeito. De fato, alguns poderiam argumentar que as últimas falhas morais de Davi foram muito mais graves do que os pecados de Saul. No entanto, o Senhor rejeitou Saul, mas perdoou os piores erros de Davi, permitindo que ele continuasse sendo rei. O que fez a diferença?

2. Leia os Salmos 32:1-5 e 51:1-6. Que conceito fundamental, tão importante para a fé, aparece nesses textos?

2: Esconder os pecados acaba com a paz e a saúde; quando abrimos o coração em arrependimento e confissão, Deus perdoa e cura. 

Bem-aventurado aquele cuja iniqüidade é perdoada, cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniqüidade e em cujo espírito não há dolo. Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado e a minha iniqüidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado. (Sal. 32:1-5)

Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões. Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado. Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar. Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe. Eis que te comprazes na verdade no íntimo e no recôndito me fazes conhecer a sabedoria. (Sal. 51:1-6)

Deus trata das questões do coração. Ele não apenas lê os sentimentos, o centro do pensamento, atitudes íntimas e motivos, mas pode tocar e mudar os corações abertos à Sua influência. O coração de Davi se rendeu à convicção do pecado. Ele se arrependeu e aceitou pacientemente as consequências de seus pecados. Em contraste com Davi, ficou claro que o coração de Saul não foi entregue ao Senhor, não importando as confissões exteriores que ele tivesse feito. “Contudo, tendo o Senhor posto sobre Saul a responsabilidade do reino, não o deixou entregue a si mesmo. Fez com que o Espírito Santo repousasse sobre Saul para revelar-lhe suas fraquezas, e sua necessidade de graça divina; e, se Saul tivesse depositado confiança em Deus, o Senhor teria estado com ele. Enquanto sua vontade foi dirigida pela vontade de Deus, enquanto se entregou à disciplina de Seu Espírito, Deus pôde coroar de êxito seus esforços. Mas, quando Saul preferiu agir independentemente de Deus, o Senhor não mais pôde ser seu guia, e foi obrigado a pô-lo de parte” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 636).

Pense nisto: O que se passa dentro do seu coração é diferente do que as pessoas veem em sua vida exterior? O que sua resposta diz sobre você?


Segunda

Ano Bíblico: Is 34–37

Coração contrito, espírito quebrantado

Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Sl 51:17).

Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus. (Sal. 51:17)

Pense nessas palavras de Davi, mas no contexto da adoração (afinal, no antigo Israel, a adoração era centralizada no sacrifício). Perceba, também, que a palavra traduzida como “contrito” vem de uma palavra hebraica que significa “esmagado”.

3. O que o Senhor está nos dizendo no Salmo 51:17? Como devemos entender essa ideia, visto que deve haver alegria na adoração? É possível harmonizar essa alegria com a contrição, ou elas são contraditórias?

3: Quando buscamos de Deus um espírito quebrantado, quando reconhecemos o sofrimento de Cristo, temos paz e isso resulta em alegria.

Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus. (Sal. 51:17)

Como cristãos, aceitamos como fato (ou, pelo menos, devemos aceitar) que toda a humanidade está caída, é pecaminosa e degradada. Essa degradação e pecaminosidade inclui cada um de nós, individualmente. Pense no contraste entre o que você sabe que poderia ser e o que é; o contraste entre os tipos de pensamentos que passam por sua mente e aquilo que você sabe que deveria pensar; o contraste entre o que você faz (ou deixa de fazer) e o que deveria fazer. Como cristãos, com o modelo bíblico de Jesus diante de nós, a compreensão pessoal da nossa verdadeira natureza pode ser especialmente devastadora. É dessa reflexão que surgem nosso espírito quebrantado e esmagado e nosso coração contrito. Se aqueles que professam ser cristãos não percebem isso, são realmente cegos, e muito provavelmente não tiveram uma experiência de conversão, ou a perderam.

No entanto, a alegria vem de saber que, apesar de nosso estado caído, Deus nos amou tanto que Cristo veio ao mundo e morreu, oferecendo-Se por nós, e saber que Sua vida, Sua santidade e Seu caráter perfeitos, são creditados a nós, pela fé. Novamente, aparece o tema do “evangelho eterno” (Ap 14:6).

Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, (Apoc. 14:6)

Nossa adoração deve se concentrar não apenas em nossa pecaminosidade, mas na cruz, a maravilhosa solução de Deus para o pecado. É claro, precisamos ter o coração quebrantado e esmagado, mas precisamos sempre colocar essa triste realidade no contexto daquilo que Deus fez por nós em Cristo. De fato, a percepção de como somos maus conduz à alegria, porque sabemos que, apesar de nossa maldade, ainda assim podemos ter vida eterna, e Deus, pelos méritos de Jesus, não levará em conta as nossas transgressões. Essa é uma verdade que deve estar sempre no centro de todas as experiências de adoração, quer coletivas ou individuais.


Terça

Ano Bíblico: Is 38–40

Davi: uma canção de louvor e adoração

A compreensão que Davi tinha de Deus e da salvação que Ele ofereceu moldou não somente sua própria vida, mas sua liderança espiritual e sua influência sobre o povo. Suas canções e orações refletem profundo sentimento de temor pelo Deus que ele amava e conhecia como amigo pessoal e Salvador.

De acordo com 1 Crônicas 16:7, Davi apresentou a Asafe, seu dirigente de música, uma nova canção de gratidão e louvor, no dia em que a arca foi transferida para Jerusalém.

Naquele dia, foi que Davi encarregou, pela primeira vez, a Asafe e a seus irmãos de celebrarem com hinos o SENHOR. (1 Crôn. 16:7)

Esse salmo de louvor consiste em dois aspectos importantes da adoração: a revelação de Deus como um ser digno de adoração e a resposta adequada do adorador. Nesse cântico, Davi primeiramente chama os adoradores para a participação ativa na adoração.

Leia todo o cântico em 1 Crônicas 16:8-36.

Rendei graças ao SENHOR, invocai o seu nome, fazei conhecidos, entre os povos, os seus feitos. Cantai-lhe, cantai-lhe salmos; narrai todas as suas maravilhas. Gloriai-vos no seu santo nome; alegre-se o coração dos que buscam o SENHOR. Buscai o SENHOR e o seu poder, buscai perpetuamente a sua presença. Lembrai-vos das maravilhas que fez, dos seus prodígios e dos juízos dos seus lábios, vós, descendentes de Israel, seu servo, vós, filhos de Jacó, seus escolhidos. Ele é o SENHOR, nosso Deus; os seus juízos permeiam toda a terra. Lembra-se perpetuamente da sua aliança, da palavra que empenhou para mil gerações; da aliança que fez com Abraão e do juramento que fez a Isaque; o qual confirmou a Jacó por decreto e a Israel, por aliança perpétua, dizendo: Dar-vos-ei a terra de Canaã como quinhão da vossa herança. Então, eram eles em pequeno número, pouquíssimos e forasteiros nela; andavam de nação em nação, de um reino para um povo. A ninguém permitiu que os oprimisse; antes, por amor deles, repreendeu a reis, dizendo: Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas. Cantai ao SENHOR, todas as terras; proclamai a sua salvação, dia após dia. Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos, as suas maravilhas, porque grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado, temível mais do que todos os deuses. Porque todos os deuses dos povos são ídolos; o SENHOR, porém, fez os céus. Glória e majestade estão diante dele, força e formosura, no seu santuário. Tributai ao SENHOR, ó famílias dos povos, tributai ao SENHOR glória e força. Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome; trazei oferendas e entrai nos seus átrios; adorai o SENHOR na beleza da sua santidade. Tremei diante dele, todas as terras, pois ele firmou o mundo para que não se abale. Alegrem-se os céus, e a terra exulte; diga-se entre as nações: Reina o SENHOR. Ruja o mar e a sua plenitude; folgue o campo e tudo o que nele há. Regozijem-se as árvores do bosque na presença do SENHOR, porque vem a julgar a terra. Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua misericórdia dura para sempre. E dizei: Salva-nos, ó Deus da nossa salvação, ajunta-nos e livra-nos das nações, para que rendamos graças ao teu santo nome e nos gloriemos no teu louvor. Bendito seja o SENHOR, Deus de Israel, desde a eternidade até a eternidade. E todo o povo disse: Amém! E louvou ao SENHOR. (1 Crôn. 16:8-36)

Observe com que frequência são utilizadas as seguintes palavras e expressões, especialmente na primeira parte do cântico: render graças, cantar, invocar o Seu nome, buscar o Senhor, fazer conhecidos, narrar, anunciar, tributar glória, proclamar, lembrar e trazer ofertas. Davi, em seguida, apresentou alguns dos motivos pelos quais Deus é digno de nosso louvor e adoração.

4. Que eventos do passado o povo de Israel devia fazer conhecidos aos outros povos? 1Cr 16:81216-22Que atos especiais de Deus eles deviam lembrar? Versos 12 e 15.

4: Maravilhas e prodígios no Egito; juízos dos Seus lábios; aliança com Abraão, Isaque e Jacó; promessa de fazer deles uma grande nação. 

 Rendei graças ao SENHOR, invocai o seu nome, fazei conhecidos, entre os povos, os seus feitos. (1 Crôn. 16:8)

Lembrai-vos das maravilhas que fez, dos seus prodígios e dos juízos dos seus lábios, (1 Crôn. 16:12)

dizendo: Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas. (1 Crôn. 16:22)

Lembrai-vos das maravilhas que fez, dos seus prodígios e dos juízos dos seus lábios, (1 Crôn. 16:12)

Lembra-se perpetuamente da sua aliança, da palavra que empenhou para mil gerações; (1 Crôn. 16:15)

5. A repetição da aliança, feita pelo salmista, ocupa quase um terço desse hino de gratidão. De que forma a aliança se relaciona com a adoração?

5: Na aliança, o compromisso de Deus era proteger, guiar e salvar Israel. O compromisso de Israel era amar, obedecer e adorar o Senhor.

A aliança que Deus fez com Abraão, Isaque e Jacó foi baseada em Sua capacidade, como governante deles, para fazer deles uma grande nação, abençoá-los e levá-­los para a terra prometida. A parte deles era amar, obedecer e adorar ao Senhor, como seu Pai e Deus. Por mais diferente que seja nosso contexto hoje, o mesmo princípio ainda permanece.

Medite nas formas pelas quais Davi nos convida a adorar a Deus. Como essas mesmas ideias podem ser refletidas em nossa adoração coletiva, em nosso tempo, lugar e contexto?


Quarta

Ano Bíblico: Is 41–44

O cântico de Davi

“Quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus” (Jó 38:7).

capítulo 22 de 2 Samuel registra um cântico que Davi escreveu em louvor ao Senhor. (Leia rapidamente o cântico e observe os elementos-chave e como eles estão ligados à adoração.)

Falou Davi ao SENHOR as palavras deste cântico, no dia em que o SENHOR o livrou das mãos de todos os seus inimigos e das mãos de Saul. E disse: O SENHOR é a minha rocha, a minha cidadela, o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo em que me refugio; o meu escudo, a força da minha salvação, o meu baluarte e o meu refúgio. Ó Deus, da violência tu me salvas. Invoco o SENHOR, digno de ser louvado, e serei salvo dos meus inimigos. Porque ondas de morte me cercaram, torrentes de impiedade me impuseram terror; cadeias infernais me cingiram, e tramas de morte me surpreenderam. Na minha angústia, invoquei o SENHOR, clamei a meu Deus; ele, do seu templo, ouviu a minha voz, e o meu clamor chegou aos seus ouvidos. Então, a terra se abalou e tremeu, vacilaram também os fundamentos dos céus e se estremeceram, porque ele se indignou. Das suas narinas, subiu fumaça, e, da sua boca, fogo devorador; dele saíram carvões, em chama. Baixou ele os céus, e desceu, e teve sob os pés densa escuridão. Cavalgava um querubim e voou; e foi visto sobre as asas do vento. Por pavilhão pôs, ao redor de si, trevas, ajuntamento de águas, nuvens dos céus. Do resplendor que diante dele havia, brasas de fogo se acenderam. Trovejou o SENHOR desde os céus; o Altíssimo levantou a sua voz. Despediu setas, e espalhou os meus inimigos, e raios, e os desbaratou. Então, se viu o leito das águas, e se descobriram os fundamentos do mundo, pela repreensão do SENHOR, pelo iroso resfolgar das suas narinas. Do alto, me esten… adestrou as minhas mãos para o combate, de sorte que os meus braços vergaram um arco de bronze. Também me deste o escudo do teu salvamento, e a tua clemência me engrandeceu. Alongaste sob meus passos o caminho, e os meus pés não vacilaram. Persegui os meus inimigos, e os derrotei, e só voltei depois de haver dado cabo deles. Acabei com eles, esmagando-os a tal ponto, que não puderam levantar-se; caíram sob meus pés. Pois de força me cingiste para o combate e me submeteste os que se levantaram contra mim. Também puseste em fuga os meus inimigos, e os que me odiaram, eu os exterminei. Olharam, mas ninguém lhes acudiu, sim, para o SENHOR, mas ele não respondeu. Então, os moí como o pó da terra; esmaguei-os e, como a lama das ruas, os amassei. Das contendas do meu povo me livraste e me fizeste cabeça das nações; povo que não conheci me serviu. Os estrangeiros se me sujeitaram; ouvindo a minha voz, me obedeceram. Sumiram-se os estrangeiros e das suas fortificações saíram espavoridos. Vive o SENHOR, e bendita seja a minha Rocha! Exaltado seja o meu Deus, a Rocha da minha salvação! O Deus que por mim tomou vingança e me submeteu povos; o Deus que me tirou dentre os meus inimigos; sim, tu que me exaltaste acima dos meus adversários e me livraste do homem violento. Celebrar-te-ei, pois, entre as nações, ó SENHOR, e cantarei louvores ao teu nome. É ele quem dá grandes vitórias ao seu rei e usa de benignidade para com o seu ungido, com Davi e sua posteridade, para sempre. (2 Sam. 22)

O ponto principal ali, e em tantos outros lugares na Bíblia, é que esse era um cântico. Era música. Ao longo das Escrituras, encontramos a música como parte integrante do culto. Segundo o texto acima, os anjos cantavam em resposta à criação do mundo.

6. Leia Apocalipse 4:9-115:9-137:10-1214:1-3. Que coisas acontecem no ambiente imaculado do Céu? Quais são os temas apresentados nesses textos, e o que podemos aprender neles sobre adoração?

6: Diante de Jesus, são oferecidos cânticos, louvor e adoração; pela criação da vida e pela redenção eterna. 

Quando esses seres viventes derem glória, honra e ações de graças ao que se encontra sentado no trono, ao que vive pelos séculos dos séculos, os vinte e quatro anciãos prostrar-se-ão diante daquele que se encontra sentado no trono, adorarão o que vive pelos séculos dos séculos e depositarão as suas coroas diante do trono, proclamando: Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas. (Apoc. 4:9-11)

e entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra. Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares, proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor. Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos. (Apoc. 5:9-13)

e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação. Todos os anjos estavam de pé rodeando o trono, os anciãos e os quatro seres viventes, e ante o trono se prostraram sobre o seu rosto, e adoraram a Deus, dizendo: Amém! O louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graças, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém! (Apoc. 7:10-12)

Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito o seu nome e o nome de seu Pai. Ouvi uma voz do céu como voz de muitas águas, como voz de grande trovão; também a voz que ouvi era como de harpistas quando tangem a sua harpa. Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém pôde aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra. (Apoc. 14:1-3)

Jesus, como Criador e Redentor, está no centro do assunto na música, louvor e adoração. Se os anjos cantam sobre Ele no Céu, quanto mais devemos fazer isso aqui na Terra?

Não há dúvida de que o canto, a música e o louvor fazem parte da nossa experiência de adoração. Como criaturas feitas à imagem de Deus, amamos e apreciamos a música, como fazem outros seres inteligentes. É difícil imaginar uma cultura que não use a música de uma forma ou outra, para um propósito ou outro. Amor e apreciação pela música estão entretecidos no próprio tecido de nossa existência humana, porque Deus com certeza nos fez assim.

Na música, há um poder para nos tocar e mover, que outras formas de comunicação não parecem ter. Na sua expressão mais pura, a música parece nos elevar à própria presença do Senhor. Quem não experimentou, em algum momento, o poder da música nos aproximando do Criador?

Qual tem sido sua experiência espiritual com o poder da música? Que tipo de música você ouve, e como isso afeta seu relacionamento com o Senhor?


Quinta

Ano Bíblico: Is 45–48

“Cantai ao Senhor um cântico novo”

Infelizmente, embora tenhamos acesso a alguns dos temas e letras das canções divinamente inspiradas, não temos as músicas. Assim, usando nossos talentos dados por Deus (pelo menos os que têm esses dons), escrevemos nossa própria música, mesmo que nem sempre façamos as letras. Mas, como sabemos, não fazemos isso em um vácuo. Adoramos em conexão com a cultura na qual vivemos, que em certa medida exerce influência sobre nós e nossa música. Essa pode ser uma coisa boa, ou pode ser algo ruim. O difícil é saber a diferença.

7. Leia os textos a seguir. Que princípios eles nos dão, que devem nos guiar no tipo de música utilizada em nossa adoração? 1Co 10:31Fp 4:8Cl 1:18

7: A música deve glorificar a Deus; deve ser verdadeira, respeitável, justa, pura, amável e de boa fama; Jesus deve ter a primazia.

Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. (1 Cor. 10:31)

Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento. (Filip. 4:8)

Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, (Col. 1:18)

Ao longo dos anos, a questão da música na adoração tem surgido em nossa igreja. Em alguns casos, as músicas do hinário têm recebido muitas classificações, exceto a atribuição de santidade; em outros, é difícil dizer a diferença entre o que está sendo tocado na igreja e o que está sendo tocado como música secular (porque, francamente, não há diferença!).

O importante na música de adoração é que ela nos conduza ao mais nobre e melhor, que é o Senhor. Ela deve apelar, não aos elementos mais baixos de nosso ser, mas aos mais nobres. A música não é moralmente neutra: ela pode nos levar a algumas das experiências espirituais mais elevadas, ou pode ser usada pelo inimigo para nos degenerar e degradar, para revelar desejos e paixão, desespero e ira. É preciso apenas olhar para o que alguns profissionais da indústria da música produzem hoje, para ver exemplos fortes de como Satanás tem pervertido outro dos dons maravilhosos de Deus para a humanidade.

A música em nossos cultos de adoração deve ter um equilíbrio entre os elementos espirituais, intelectuais e emocionais. As letras, em harmonia com a música, devem nos elevar, enobrecer nossos pensamentos e nos fazer desejar mais o Senhor, que tanto tem feito por nós. O tipo de música de que precisamos para a nossa adoração é aquele que pode nos levar ao pé da cruz e que pode nos ajudar a perceber o que nos foi dado em Cristo.

É bom lembrar que as várias culturas têm diferentes gostos, e que a música e os instrumentos musicais variam em nossa família mundial. O que é edificante e encorajador para pessoas de uma cultura, pode soar estranho a indivíduos de outra. De toda maneira, é importante que procuremos a orientação do Senhor quanto à música apropriada para nossos cultos!


Sexta

Ano Bíblico: Is 49–51

Estudo adicional

Torne-se distinto e claro o assunto de que não é possível efetuar coisa alguma em nossa posição diante de Deus ou no dom de Deus para nós, por meio do mérito de seres criados. Se a fé e as obras adquirissem o dom da salvação para alguém, o Criador estaria em obrigação para com a criatura. Eis aqui uma oportunidade para a falsidade ser aceita como verdade. Se alguém pode merecer a salvação por alguma coisa que faça, encontra-se, então, na mesma posição que os católicos para fazer penitência por seus pecados. A salvação, nesse caso, consiste em parte numa dívida, e pode ser adquirida como recompensa. Se o homem não pode, por qualquer de suas boas obras, merecer a salvação, então ela tem de ser inteiramente pela graça, recebida pelo homem como pecador, porque ele aceita Jesus e crê nEle. A salvação é inteiramente um dom gratuito. A justificação pela fé está fora de controvérsia.

E toda essa discussão estará terminada logo que for estabelecida a questão de que os méritos do homem caído, em suas boas obras, jamais poderão obter a vida eterna para ele” (Ellen G. White, Fé e Obras, p. 19, 20).

“[A música] é um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais. Quantas vezes, ao coração oprimido duramente e pronto a desesperar, vêm à memória algumas das palavras de Deus – as de um estribilho, há muito esquecido, de um hino da infância – e as tentações perdem seu poder, a vida assume nova significação e novo propósito, e o ânimo e a alegria se comunicam a outras pessoas!…

“Como parte do culto, o canto é um ato de adoração tanto como a oração. Efetivamente, muitos hinos são orações…” (Ellen G. White,Educação, p. 168).

Perguntas para reflexão:

1. Você acha que a cultura e a sociedade influenciam a música em sua igreja?
De que maneiras?
2. Com o tipo de música utilizada em sua igreja, você tem alcançado a experiência apresentada no livro Educação, mencionada acima? De que forma podemos avaliar a função da música em nossos cultos? Como sua igreja pode trabalhar unida, para se certificar de que a música seja, de fato, edificante e inspiradora, cumprindo seu papel?

Respostas Sugestivas: 1: Confiava em Deus; era corajoso; temia a Deus; era leal; foi ungido pelo Espírito Santo; recebia comunicação direta do Senhor. 2: Esconder os pecados acaba com a paz e a saúde; quando abrimos o coração em arrependimento e confissão, Deus perdoa e cura. 3: Quando buscamos de Deus um espírito quebrantado, quando reconhecemos o sofrimento de Cristo, temos paz e isso resulta em alegria. 4: Maravilhas e prodígios no Egito; juízos dos Seus lábios; aliança com Abraão, Isaque e Jacó; promessa de fazer deles uma grande nação. 5: Na aliança, o compromisso de Deus era proteger, guiar e salvar Israel. O compromisso de Israel era amar, obedecer e adorar o Senhor. 6: Diante de Jesus, são oferecidos cânticos, louvor e adoração; pela criação da vida e pela redenção eterna. 7: A música deve glorificar a Deus; deve ser verdadeira, respeitável, justa, pura, amável e de boa fama; Jesus deve ter a primazia.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li632011.html


Ciclo do aprendizado

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: Davi usava a música como um meio importante para explorar as verdades espirituais de Deus e como uma forma de compartilhar com Deus emoções como solidão, traição e tristeza pelo pecado. Ele também a usava para louvar, celebrar e demonstrar gratidão, em resposta às promessas de Deus.
Só para o professor: Encoraje a classe a se relacionar com o poder da música para evocar uma atmosfera de adoração. Explore seu papel em ensinar lições espirituais, pedindo que os alunos mencionem experiências pessoais com a música na adoração.

Atividade de abertura: Peter Rutenberg, diretor dos Los Angeles Chamber Singers [Cantores de Câmara de Los Angeles], escreve sobre os benefícios da música: “Pesquisas durante as últimas décadas têm mostrado cada vez mais que a música, e em particular cantar e tocar instrumentos musicais, ajuda o cérebro a se desenvolver de maneira muito mais plena e ampla, especialmente em nossos primeiros anos. A música nos torna mais brilhantes, mais inteligentes, mais coerentes, mais racionais e mais capazes. Melhora os hábitos de estudo e os resultados nas provas. Ela eleva o autoconceito e o sentido de comunidade. A música ajuda em nosso senso geral de bem-estar e melhora a qualidade de vida… Um recente estudo até sugere que o ato de cantar beneficia o sistema imunológico”.

A música é uma experiência de corpo inteiro, apelando não somente às nossas emoções, mas ao nosso corpo e mente. Ela pode prover uma experiência coletiva poderosa e comovente, que suaviza o ambiente, prepara nosso coração para as verdades espirituais e nos une em um encontro com Deus. Não é de admirar que a música desempenhe um papel tão importante na adoração.

Comente com a classe: Como têm sido suas experiências com a música na adoração? Em quais momentos você tem experimentado profunda união e compreensão de uma verdade espiritual através de uma música? Tem a música atraído seu coração para Deus? A música tem produzido alegria, reverência, admiração, louvor e unidade na fé? Para ilustrar esses pontos, toque um CD ou cante vários hinos que demonstram uma diversidade de verdades espirituais e ambientes de adoração que podem ser criados pela música, como “Fé dos nossos Pais”, “Junto ao Bondoso Deus”, “Adoração” e “Jubilosos Te Adoramos” (Hinário Adventista, 258, 237, 581 e 14).

Toque um hino conhecido em um CD, ou convide um solista para cantar uma estrofe e, em seguida, cantar o restante do hino com a classe. Qual é a diferença entre ouvir a música e cantar com a congregação? Qual é o papel de cada um desses tipos de experiências musicais na adoração? Leia “A importância da música na vida de todos”, por Peter Rutenberg, em http://www.shumeiarts.org/article_rutenberg.html., Acessado em 16 de janeiro de 2010.

Compreensão
Só para o professor: Ajude a classe a se familiarizar com o método de Davi quanto ao uso da poesia e da música para responder às coisas que ele aprendia sobre Deus.

Comentário Bíblico

 I. O jovem pastor e cantor

(Recapitule com a classe 1Sm 16:6–17:58.)

Sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe e disse consigo: Certamente, está perante o SENHOR o seu ungido. Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração. Então, chamou Jessé a Abinadabe e o fez passar diante de Samuel, o qual disse: Nem a este escolheu o SENHOR. Então, Jessé fez passar a Samá, porém Samuel disse: Tampouco a este escolheu o SENHOR. Assim, fez passar Jessé os seus sete filhos diante de Samuel; porém Samuel disse a Jessé: O SENHOR não escolheu estes. Perguntou Samuel a Jessé: Acabaram-se os teus filhos? Ele respondeu: Ainda falta o mais moço, que está apascentando as ovelhas. Disse, pois, Samuel a Jessé: Manda chamá-lo, pois não nos assentaremos à mesa sem que ele venha. Então, mandou chamá-lo e fê-lo entrar. Era ele ruivo, de belos olhos e boa aparência. Disse o SENHOR: Levanta-te e unge-o, pois este é ele. Tomou Samuel o chifre do azeite e o ungiu no meio de seus irmãos; e, daquele dia em diante, o Espírito do SENHOR se apossou de Davi. Então, Samuel se levantou e foi para Ramá. Tendo-se retirado de Saul o Espírito do SENHOR, da parte deste um espírito maligno o atormentava. Então, os servos de Saul lhe disseram: Eis que, agora, um espírito maligno, enviado de Deus, te atormenta. Manda, pois, senhor nosso, que teus servos, que estão em tua presença, busquem um homem que saiba tocar harpa; e será que, quando o esp…ntrar-se com Davi, este se apressou e, deixando as suas fileiras, correu de encontro ao filisteu. Davi meteu a mão no alforje, e tomou dali uma pedra, e com a funda lha atirou, e feriu o filisteu na testa; a pedra encravou-se-lhe na testa, e ele caiu com o rosto em terra. Assim, prevaleceu Davi contra o filisteu, com uma funda e com uma pedra, e o feriu, e o matou; porém não havia espada na mão de Davi. Pelo que correu Davi, e, lançando-se sobre o filisteu, tomou-lhe a espada, e desembainhou-a, e o matou, cortando-lhe com ela a cabeça. Vendo os filisteus que era morto o seu herói, fugiram. Então, os homens de Israel e Judá se levantaram, e jubilaram, e perseguiram os filisteus, até Gate e até às portas de Ecrom. E caíram filisteus feridos pelo caminho, de Saaraim até Gate e até Ecrom. Então, voltaram os filhos de Israel de perseguirem os filisteus e lhes despojaram os acampamentos. Tomou Davi a cabeça do filisteu e a trouxe a Jerusalém; porém as armas dele pô-las Davi na sua tenda. Quando Saul viu sair Davi a encontrar-se com o filisteu, disse a Abner, o comandante do exército: De quem é filho este jovem, Abner? Respondeu Abner: Tão certo como tu vives, ó rei, não o sei. Disse o rei: Pergunta, pois, de quem é filho este jovem. Voltando Davi de haver ferido o filisteu, Abner o tomou e o levou à presença de Saul, trazendo ele na mão a cabeça do filisteu. Então, Saul lhe perguntou: De quem és filho, jovem? Respondeu Davi: Filho de teu servo Jessé, belemita. (1 Sam. 16:6-17:58)

Davi, filho mais novo de Jessé, era responsável pelas ovelhas de seu pai, e aparentemente não havia sido considerado suficientemente importante nem maduro o bastante para ser convidado para uma festa na qual os outros familiares foram convidados especiais de Samuel. O profeta estava ali para ungir Davi, mas isso foi feito em segredo, o que aparentemente não alterou a posição de Davi na família; depois disso, ele voltou ao campo para cuidar das ovelhas. Mas, como Moisés no deserto durante 40 anos com seus rebanhos, esse tempo para Davi foi de preparação para liderar o povo de Deus.

Enquanto Davi cuidava dos rebanhos, enfrentava riscos, e era libertado do perigo, estava aprendendo lições de coragem, firmeza e confiança no grande Pastor que o preparava para assumir uma posição elevada entre os homens mais nobres da Terra. E não foi por acaso, pois seus companheiros nessas regiões remotas eram os mais nobres que o Céu ou a Terra poderiam prover. À medida que Davi meditava entre as montanhas e colinas, vales e riachos, diante do nascer e pôr do sol, e via as marcas do Pai das luzes e autor de toda boa dádiva, ele “diariamente mantinha uma comunhão mais íntima com Deus. Sua mente estava constantemente a penetrar novas profundidades em busca de novos assuntos para inspirar seus cânticos e despertar a música de sua harpa”, e seus cânticos ecoavam entre as colinas “como que em resposta ao regozijo do cântico dos anjos no Céu” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 642).

Esses momentos ensinaram a Davi a sabedoria e lhe deram uma piedade que o tornaram muito amado de Deus e dos anjos. Enquanto meditava em seu Criador, “eram iluminados assuntos obscuros, dificuldades eram explanadas, harmonizadas perplexidades, e cada raio de nova luz provocava novas expansões de júbilo, e mais suaves antífonas de devoção, para a glória de Deus e do Redentor” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 642). Muitas canções que Davi escreveu durante esse tempo têm chegado até nós através do livro de Salmos, para despertar o amor, a fé e a devoção em nosso coração, e nos aproximar do coração amoroso do Criador.

Pense nisto: Em quais ocasiões Davi foi chamado para tocar e cantar na corte do rei Saul? Como o ambiente da corte e seus serviços em favor de um rei sobrecarregado pela revolta, amargura e desespero devem ter afetado o jovem pastor quando ele voltava para seus rebanhos, sabendo que estava destinado a sentar-se no trono de Saul? Onde ele aprendeu a encontrar força nos momentos de dificuldade? Procure nos salmos 37, 40 e 41 os temas que indicam as importantes lições que Davi deve ter aprendido durante esses anos.

II. Um rei imperfeito, mas contrito
(Recapitule com a classe os salmos 32 e 51.)

Bem-aventurado aquele cuja iniqüidade é perdoada, cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniqüidade e em cujo espírito não há dolo. Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado e a minha iniqüidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado. Sendo assim, todo homem piedoso te fará súplicas em tempo de poder encontrar-te. Com efeito, quando transbordarem muitas águas, não o atingirão. Tu és o meu esconderijo; tu me preservas da tribulação e me cercas de alegres cantos de livramento. Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho. Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem. Muito sofrimento terá de curtir o ímpio, mas o que confia no SENHOR, a misericórdia o assistirá. Alegrai-vos no SENHOR e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos que sois retos de coração. (Sal. 32)

Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões. Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado. Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar. Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe. Eis que te comprazes na verdade no íntimo e no recôndito me fazes conhecer a sabedoria. Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve. Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que exultem os ossos que esmagaste. Esconde o rosto dos meus pecados e apaga todas as minhas iniqüidades. Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito. Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário. Então, ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores se converterão a ti. Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua exaltará a tua justiça. Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca manifestará os teus louvores. Pois não te comprazes em sacrifícios; do contrário, eu tos daria; e não te agradas de holocaustos. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus. Faze bem a Sião, segundo a tua boa vontade; edifica os muros de Jerusalém. Então, te agradarás dos sacrifícios de justiça, dos holocaustos e das ofertas queimadas; e sobre o teu altar se oferecerão novilhos. (Sal. 51)

Davi tinha um relacionamento forte e confiante com Deus, que o guiou durante os anos em que fugiu do que rapidamente se tornou ódio e ciúme da parte do rei Saul. No entanto, Davi não estava acima da tentação.

Os salmos 32 e 51 descrevem Davi, depois que se tornou rei, arrependido do terrível pecado que havia cometido com Bate-Seba, mulher de Urias. “Dessa maneira, em um cântico sagrado que havia de ser entoado nas assembleias públicas de seu povo, na presença da corte – sacerdotes e juízes, príncipes e homens de guerra – e que conservaria até a última geração o conhecimento de sua queda, relatou o rei de Israel seu pecado, seu arrependimento e sua esperança de perdão pela misericórdia de Deus” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 725).

Embora Davi tivesse inicialmente tentado encobrir seu pecado, até o ponto do homicídio, uma vez que sua culpa foi declarada, ele tentou impedir que outros caíssem no mesmo abismo. Ele abominava a contaminação que o pecado causa e ansiava pela pureza que só Deus pode prover, ao contrário de Saul, que detestava os resultados de sua rebelião, mas não o pecado. Davi reconhecia o longo alcance da perda de respeito e sabia quanta devastação e maldade seriam produzidas para o mal, pela sua influência entre seu povo e, especialmente, entre seus próprios filhos. Isso quebrou seu coração, e como suas canções retratam, ele percebeu que sua única esperança era se apegar a Deus e humildemente aceitar os juízos que surgiram da amorosa, mas completamente justa mão de Deus.

Pense nisto: Quais foram as consequências do pecado de Davi? Como ele respondeu aos juízos determinados por Deus? Por exemplo, comente as circunstâncias envolvendo os quatro filhos de Davi que morreram. Como Davi reagiu a três dessas quatro mortes? (O quarto filho foi morto após a morte do rei.) Leia 2 Samuel 12–20 e 1 Reis 1 e 2.

Aplicação
Só para o professor: Desafie os membros da classe a tentar colocar música em um verso favorito dos Salmos. Esse é um método para memorizar as Escrituras.

Perguntas para consideração
Enquanto você lê os salmos 32 e 51 com a classe, peça que os alunos anotem as lições que o texto traz sobre contrição, perdão, misericórdia e justiça de Deus ao lidar com nossas tendências de cair em pecado.

Quando o Senhor livrou você de um desastre? Peça que os alunos examinem os cânticos de libertação, conforme descritos nos salmos 183457 e 59 e mencionem os versos com os quais eles mais se identificam, e por quê. Peça que eles contem como Deus os livrou de dificuldades.

Eu te amo, ó SENHOR, força minha. O SENHOR é a minha rocha, a minha cidadela, o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo em que me refugio; o meu escudo, a força da minha salvação, o meu baluarte. Invoco o SENHOR, digno de ser louvado, e serei salvo dos meus inimigos. Laços de morte me cercaram, torrentes de impiedade me impuseram terror. Cadeias infernais me cingiram, e tramas de morte me surpreenderam. Na minha angústia, invoquei o SENHOR, gritei por socorro ao meu Deus. Ele do seu templo ouviu a minha voz, e o meu clamor lhe penetrou os ouvidos. Então, a terra se abalou e tremeu, vacilaram também os fundamentos dos montes e se estremeceram, porque ele se indignou. Das suas narinas subiu fumaça, e fogo devorador, da sua boca; dele saíram brasas ardentes. Baixou ele os céus, e desceu, e teve sob os pés densa escuridão. Cavalgava um querubim e voou; sim, levado velozmente nas asas do vento. Das trevas fez um manto em que se ocultou; escuridade de águas e espessas nuvens dos céus eram o seu pavilhão. Do resplendor que diante dele havia, as densas nuvens se desfizeram em granizo e brasas chamejantes. Trovejou, então, o SENHOR, nos céus; o Altíssimo levantou a voz, e houve granizo e brasas de fogo. Despediu as suas setas e espalhou os meus inimigos, multiplicou os seus raios e os desbaratou. Então, se viu o leito das águas, e se descobriram os fundamentos do mundo, pela tua repreensão, SENHOR, pelo iroso resfolgar das tuas narinas. Do alto me estendeu ele a mão e me tomou; tir…u as minhas mãos para o combate, de sorte que os meus braços vergaram um arco de bronze. Também me deste o escudo da tua salvação, a tua direita me susteve, e a tua clemência me engrandeceu. Alargaste sob meus passos o caminho, e os meus pés não vacilaram. Persegui os meus inimigos, e os alcancei, e só voltei depois de haver dado cabo deles. Esmaguei-os a tal ponto, que não puderam levantar-se; caíram sob meus pés. Pois de força me cingiste para o combate e me submeteste os que se levantaram contra mim. Também puseste em fuga os meus inimigos, e os que me odiaram, eu os exterminei. Gritaram por socorro, mas ninguém lhes acudiu; clamaram ao SENHOR, mas ele não respondeu. Então, os reduzi a pó ao léu do vento, lancei-os fora como a lama das ruas. Das contendas do povo me livraste e me fizeste cabeça das nações; povo que não conheci me serviu. Bastou-lhe ouvir-me a voz, logo me obedeceu; os estrangeiros se me mostram submissos. Sumiram-se os estrangeiros e das suas fortificações saíram, espavoridos. Vive o SENHOR, e bendita seja a minha rocha! Exaltado seja o Deus da minha salvação, o Deus que por mim tomou vingança e me submeteu povos; o Deus que me livrou dos meus inimigos; sim, tu que me exaltaste acima dos meus adversários e me livraste do homem violento. Glorificar-te-ei, pois, entre os gentios, ó SENHOR, e cantarei louvores ao teu nome. É ele quem dá grandes vitórias ao seu rei e usa de benignidade para com o seu ungido, com Davi e sua posteridade, para sempre. (Sal. 18)

Bendirei o SENHOR em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios. Gloriar-se-á no SENHOR a minha alma; os humildes o ouvirão e se alegrarão. Engrandecei o SENHOR comigo, e todos, à uma, lhe exaltemos o nome. Busquei o SENHOR, e ele me acolheu; livrou-me de todos os meus temores. Contemplai-o e sereis iluminados, e o vosso rosto jamais sofrerá vexame. Clamou este aflito, e o SENHOR o ouviu e o livrou de todas as suas tribulações. O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem e os livra. Oh! Provai e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele se refugia. Temei o SENHOR, vós os seus santos, pois nada falta aos que o temem. Os leõezinhos sofrem necessidade e passam fome, porém aos que buscam o SENHOR bem nenhum lhes faltará. Vinde, filhos, e escutai-me; eu vos ensinarei o temor do SENHOR. Quem é o homem que ama a vida e quer longevidade para ver o bem? Refreia a língua do mal e os lábios de falarem dolosamente. Aparta-te do mal e pratica o que é bom; procura a paz e empenha-te por alcançá-la. Os olhos do SENHOR repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor. O rosto do SENHOR está contra os que praticam o mal, para lhes extirpar da terra a memória. Clamam os justos, e o SENHOR os escuta e os livra de todas as suas tribulações. Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido. Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR de todas o livra. Preserva-lhe todos os ossos, nem um deles sequer será quebrado. O infortúnio matará o ímpio, e os que odeiam o justo serão condenados. O SENHOR resgata a alma dos seus servos, e dos que nele confiam nenhum será condenado. (Sal. 34)

Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia, pois em ti a minha alma se refugia; à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades. Clamarei ao Deus Altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa. Ele dos céus me envia o seu auxílio e me livra; cobre de vergonha os que me ferem. Envia a sua misericórdia e a sua fidelidade. Acha-se a minha alma entre leões, ávidos de devorar os filhos dos homens; lanças e flechas são os seus dentes, espada afiada, a sua língua. Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; e em toda a terra esplenda a tua glória. Armaram rede aos meus passos, a minha alma está abatida; abriram cova diante de mim, mas eles mesmos caíram nela. Firme está o meu coração, ó Deus, o meu coração está firme; cantarei e entoarei louvores. Desperta, ó minha alma! Despertai, lira e harpa! Quero acordar a alva. Render-te-ei graças entre os povos; cantar-te-ei louvores entre as nações. Pois a tua misericórdia se eleva até aos céus, e a tua fidelidade, até às nuvens. Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; e em toda a terra esplenda a tua glória. (Sal. 57)

Livra-me, Deus meu, dos meus inimigos; põe-me acima do alcance dos meus adversários. Livra-me dos que praticam a iniqüidade e salva-me dos homens sanguinários, pois que armam ciladas à minha alma; contra mim se reúnem os fortes, sem transgressão minha, ó SENHOR, ou pecado meu. Sem culpa minha, eles se apressam e investem; desperta, vem ao meu encontro e vê. Tu, SENHOR, Deus dos Exércitos, és o Deus de Israel; desperta, pois, e vem de encontro a todas as nações; não te compadeças de nenhum dos que traiçoeiramente praticam a iniqüidade. Ao anoitecer, uivam como cães, à volta da cidade. Alardeiam de boca; em seus lábios há espadas. Pois dizem eles: Quem há que nos escute? Mas tu, SENHOR, te rirás deles; zombarás de todas as nações. Em ti, força minha, esperarei; pois Deus é meu alto refúgio. Meu Deus virá ao meu encontro com a sua benignidade, Deus me fará ver o meu desejo sobre os meus inimigos. Não os mates, para que o meu povo não se esqueça; dispersa-os pelo teu poder e abate-os, ó Senhor, escudo nosso. Pelo pecado de sua boca, pelas palavras dos seus lábios, na sua própria soberba sejam enredados e pela abominação e mentiras que proferem. Consome-os com indignação, consome-os, de sorte que jamais existam e se saiba que reina Deus em Jacó, até aos confins da terra. Ao anoitecer, uivam como cães, à volta da cidade. Vagueiam à procura de comida e, se não se fartam, então, rosnam. Eu, porém, cantarei a tua força; pela manhã louvarei com alegria a tua misericórdia; pois tu me tens sido alto refúgio e proteção no dia da minha angústia. A ti, força minha, cantarei louvores, porque Deus é meu alto refúgio, é o Deus da minha misericórdia. (Sal. 59)

Criatividade
Só para o professor: Sugira as seguintes ideias para ajudar os alunos, durante as próximas semanas ou meses, a colocar em prática a discussão em classe.
1. Desafie os membros da classe a escrever seu próprio salmo e colocar música nele. Peça que levantem as mãos as pessoas dispostas a apresentar seus salmos na classe da próxima semana.
2. Vá para um local favorito na natureza e busque inspiração para escrever um poema para seu Criador.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/aux632011.html


Lição 6 – ADORAÇÃO, MÚSICA E LOUVOR

Ruben Aguilar

1. A essência da adoração

Há uma variada gama de conceitos sobre adoração, como ocorre naturalmente quando se deseja conceituar qualquer objeto sensível ou suprassensível.  Nesta oportunidade, ao tratar da relação entre a música e o louvor, procuraremos conceituar adoração utilizando o significado dos vocábulos encontrados nas línguas bíblicas.  No hebraico bíblico aparece o termo hishtahawa, que procede da raiz, hawa, significando literalmente: “prostrar-se” ou “permanecer ajoelhado”.  Outro vocábulo hebraico é: sagad, que significa “curvar-se até o chão”.  Esse termo apresenta seu correlato na língua árabe, como sugud que descreve o gesto dos muçulmanos ao realizarem suas orações com a cabeça tocando o chão.  No grego do Novo Testamento aparece o termo proskinesen, que ocorre 13 vezes no evangelho de Mateus, 11 vezes no evangelho de João e 24 vezes no livro do Apocalipse, sendo repetida em outros livros. A expressão sugere a mesma atitude de reverência, curvando o corpo diante da grandeza e majestade de Deus.

A adoração manifesta com a posição inclinada do corpo é uma demonstração de submissão e humildade do ser humano diante da natureza divina. Porém, a posição estática do corpo não implica o pleno ato de adoração.  Há algo mais que deve complementar o sentimento de adoração.  A reverência demonstrada pelo adorador ao prostrar seu corpo concede a oportunidade de expressar o sentimento genuíno de glorificar a Deus, mediante pensamentos e palavras.  O apóstolo Paulo sugere louvar a Deus, “…com salmos, e hinos, e cânticos espirituais” (Cl 3:16).

Por outro lado, a atitude de “adoração”, exposta pelo apóstolo Paulo, não se limita unicamente a uma atitude física, mas tem projeção sobre todas as atitudes do ser pessoal, de forma íntegra; ou seja, atinge o comportamento humano em qualquer circunstância ou lugar. Ele fez essa alusão em sua carta dirigida aos efésios, onde exorta a “andar prudentemente, não como néscios, e sim como sábios”, e continua: “procurai compreender qual a vontade do Senhor”, “falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais (Ef 5:15, 17, 19).  Assim, o homem adora a Deus em qualquer circunstância, em qualquer momento do seu viver; qualquer que seja a posição do seu corpo;  curvando espiritualmente seu ser; mas, procedendo segundo a vontade de Deus. Essa atitude é que faz a diferença entre os filhos de Deus, como é ilustrado pelas histórias de Saul e de Davi.

2. Dois reis de Israel

As personalidades dos dois primeiros reis de Israel, Saul e Davi, são descritas nas Escrituras Sagradas como modelos específicos de indivíduos de projeção para realizar uma grande obra no povo de Deus. Um paralelismo de atitudes e eventos destacados em cada um desses líderes sugere semelhança de traços de caráter compatíveis com os requisitos para governar a nação de Israel.

Saul cuidava das jumentas do seu pai e, quando se perderam, as procurou como servo fiel e responsável, caminhando sobre colinas diversas (1Sm 9:3, 4); Davi apascentava as ovelhas do seu pai, na condição de servo, agindo com muita responsabilidade (1Sm 16:11). Saul manifestou confiança em Deus ao consultar o vidente Samuel sobre as jumentas perdidas (1Sm 9:6-10); Davi mostrou plena confiança em Deus ao enfrentar o gigante dos filisteus (1Sm 17:37).  Saul foi chamado por Deus mediante a indicação do profeta Samuel para ser rei em Israel (1Sm 9:16, 17); Davi foi também chamado por Deus mediante revelação dada a Samuel, para governar o povo de Israel (1Sm 16:7, 12). Saul deixou transparecer humildade ao declarar a insignificância de sua origem (1Sm 9:21); Davi mostrava humildade ao servir seus irmãos e declarar que provinha de uma condição humilde (1Sm 17:17, 18 e 18:23). Saul foi ungido por Samuel para exercer o alto cargo da nação (1Sm 10:1); Davi recebeu de Samuel a unção como o rei de Israel sucessor de Saul (1Sm 16:13). Saul cultivava a virtude da prudência nas suas palavras, sem exaltação nem expressões de frases egoístas (1Sm 10:16); Em seu relacionamento com as pessoas, Davi se conduzia com prudência (1Sm 18:5). Saul não agia motivado pela vaidade ou orgulho; antes, era despretensioso mesmo sabendo que seria rei de Israel (1Sm 10:21, 22). Davi, mesmo estando cônscio da sua futura vida como rei, manifestava despretensão ao trono (1Sm 18:18).

O paralelismo das personalidades de Saul e Davi é até certo ponto admirável. Todo cristão deveria tê-los como exemplo e conduzir a vida de maneira semelhante. Mas o relato bíblico permite considerar as causas do fim da vida desses dois monarcas. Enquanto Davi atravessou o lapso da sua existência e terminou debaixo de honras reais, Saul terminou seu viver em evento trágico e cruento, decepado por lâmina vil, nas colinas de Gilboa.

Sem pretender efetuar juízo algum sobre o fim da vida desses dois reis, é inevitável, no entanto, revelar a possível causa desses desenlaces. O texto bíblico enfatiza a disposição de Davi de manter comunhão com Deus e genuína adoração a Ele (1Sm 17:46, 47; 24:6, 12; 2Sm 6:15). Ao mesmo tempo é também destacado o abandono da consciência espiritual por parte de Saul, ao ponto de essa atitude anular nele toda forma de adoração a Deus e, como ato consecutivo, eliminar todo meio de comunicação com Deus (1Sm 28:6).
A adoração é uma prática pela qual se consolida a comunhão íntima com Deus. As formas de demonstrar tal prática são variadas, e às vezes matizadas com expressões emotivas. A alegria plena, como forma de expansão de um coração santificado, é uma forma de manifestar adoração. Outras práticas de adoração: oração fervorosa, obediência aos preceitos divinos; estudo com devoção da Palavra de Deus; vocação missionária em favor das pessoas; meditação sobre o sacrifício e ministério de salvação promovido por Cristo; reconhecimento do atributo criador de Deus; pregação da mensagem redentora; canto efusivo de um hino; etc.

As formas de adoração praticadas por Davi devem ter sido diversas; no entanto, a Bíblia coloca de maneira exponencial, a composição e execução melódica por parte do rei de Israel, dos versos de louvor a Deus em forma de Salmos.

3. O cântico de Davi

A bela e magistral forma de adoração cultivada por Davi foi o exercício do canto. Suas composições denotam uma ambivalência de expressões emotivas que vão desde a tristeza de um coração compungido pela transgressão cometida até a alegria expansiva de um espírito aliviado pelo perdão divino. Essa maneira de exprimir adoração pareceria estar contra o princípio ontológico da contrariedade, em que se concebe que um objeto, é e não pode não ser ao mesmo tempo, No caso da “adoração” através dos Salmos, os versos literários podem revelar duas emoções ao mesmo tempo, como expressão de um coração constrangido; e, em forma concomitante, podem expressar contentamento pela paz alcançada.

Além de exteriorizar em versos melodiosos sua devoção a Deus, o rei Davi pretendia dar a conhecer a revelação dos atributos e atos divinos. Não devemos distanciar a adoração individual de quem compõe um hino de louvor a Deus daquela que pode ser tributada pelos participantes de uma reunião ou assembleia de fiéis adoradores do Altíssimo.

Nas composições de Davi, um fator importante que deve ser destacado é a letra, ou os versos que evocam sua intenção de adoração. São os versos que tipificam o caráter de autêntico louvor e fazem com que a melodia dos Salmos tenha aspectos de adoração. A letra nos Salmos de Davi manifesta uma tendência consequente ao desejo de adquirir efetiva experiência espiritual, isto é, o tema de cada composição é um componente da ligação da mente humana com a divina. Assim, o propósito de Davi era que seu conhecimento da natureza divina, expresso na letra dos salmos compostos, fosse um fator cognitivo dos atributos de Deus, vigentes na memória dos adoradores por meio de sua repetida interpretação.

Entre os temas que se destacam nas composições de Davi estão a exaltação do atributo criador de Deus, a misericórdia extrema do Onipotente, o perdão que purifica e redime o pecador, o cuidado e sustento permanente oferecido pelo pastor e, a paz que renova o ser concedendo a esperança de final salvação.

4. “Cantai ao Senhor um cântico novo”

A frase que serve de título aos parágrafos seguintes é uma exortação à prática da adoração melodiosa; mas, ao mesmo tempo, é uma sugestão para seguir uma linha de renovação ou inovação frequente. O autor dessa frase certamente não estava avaliando o que havia no repertório religioso da sua época para adorar a Deus, ao ponto de sugerir uma mudança decisiva. Pareceria melhor que esse convite revelasse uma visão sobre o desenvolvimento ou transformação, ao longo dos anos, dos sons melodiosos que servem para acompanhar as vozes que louvam a Deus. De toda maneira, parece advertir sobre a necessidade de entoar novos salmos de exaltação, novos hinos de louvor, novos cânticos de adoração.

É difícil ensaiar uma melodia que sirva de fundo à recitação dos versos de um salmo qualquer, como era interpretado na época da sua composição. Passaram muitos anos, e a cultura musical, como em toda expressão da práxis humana, mudou em formato e complexidade. A música em geral sofreu nítidas transformações na sua expressão, no percurso da história humana. Todas essas transformações foram resultado da própria evolução cultural das sociedades. Desde a interpretação das melodias com pequenas diferenças de tons, como as bitonais, atravessando pelas melodias politonais, as músicas sacras e as profanas de câmara do período medieval; a música alcançou uma variedade quase indefinível de ritmos. Como qualquer elemento cultural, cada formato musical pode exercer certa influência na expressão musical do canto sagrado.

No transcurso dos anos, os cantos de adoração executados nas comunidades cristãs receberam um acompanhamento musical de acordo com as características vigentes da época em que foram compostos. Essas mudanças, leves ou profundas, afetaram a forma de evocar a adoração cantada. Na atualidade, os hinos sagrados entoados pelas diferentes comunidades religiosas são elementos de adoração que foram compostos na atmosfera das novas expressões de ritmos musicais. Em alguns casos, as melodias dos cânticos religiosos são tão semelhantes aos ritmos que empolgam as multidões pelo seu poder de afetar as mentes que se tornam alienadas e impregnadas de paixões ilusórias e melancolicamente vis.

A variedade de ritmos e as conquistas da tecnologia eletrônica são manifestações da cultura atual e não deixam de exercer sua influência nas diversas formas de expressar emoções, inclusive as relacionadas com a vida religiosa. É aqui que surge um tema controverso de difícil elucidação; isto é, devem ou não ser adaptados os ritmos musicais, quaisquer que sejam, aos cânticos sagrados? Generalizando a questão: as diversas manifestações culturais devem ou não ser absorvidas na vida religiosa?

Uma atitude seria a de considerar que toda expressão cultural é uma conquista da humanidade e útil para a prosperidade social.  Dessa maneira, todo conhecimento científico, toda tecnologia médica, arquitetônica, educacional, artística, etc. devem ser considerados benéficos para a humanidade. Outra atitude poderia ser a de considerar que toda manifestação cultural é profana e na sua essência tem o propósito não explícito de secularizar o homem, fazendo que este perca sua relação com a natureza divina.  Assim, por exemplo: o descobrimento da energia nuclear tem dizimado as vidas humanas; o pensamento político filosófico tem deturpado o raciocínio nobre e obliterado as virtudes; a industrialização está contaminando o mundo, afetando sua propriedade como fonte de vida ao ponto de traumatizar os ambientalistas e cientistas em geral. Por tudo isso, e muito mais, toda manifestação cultural deve ser evitada para que não se perca a visão espiritual. Outra atitude mais equilibrada seria a de considerar que algumas manifestações culturais contribuem para o bem-estar da humanidade; mas outras, em forma evidente, deturpam o bom sentido. A dificuldade desta terceira atitude é qualificar as expressões culturais que promovem o desenvolvimento das virtudes humanas e as que não o fazem.

Aplicando especificamente à música esses pontos de vista sobre a cultura, e especificamente sobre a música, pode-se considerar que todos os ritmos musicais são expressões inovadoras para oferecer louvor a Deus e, por isso, uma adaptação do ritmo e letra seria admissível no culto religioso. Por outro lado, pode-se considerar que todo ritmo musical é ofensivo à dignidade da expressão religiosa e, portanto, deve ser sumariamente evitada. A terceira atitude a ser tomada promove uma avaliação dos ritmos musicais para optar por um ou alguns que sejam adequados à manifestação de louvor a Deus. Essa opção talvez seja razoável. A dificuldade é conciliar pareceres a esse respeito que se harmonizem na eleição dos tais ritmos musicais e conduzam a uma atitude de louvor. Do contrário, haverá uma ampla discussão e exposição de opiniões contraditórias que desvirtuam o propósito da música na adoração. O objetivo primordial da música na Igreja é a adoração. A regra para alcançar este objetivo e qualquer outro, relativo à vida religiosa é: manter comunhão com Deus e ser submisso à influência do Espírito Santo.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/com632011.html


COMENTÁRIOS SIKBERTO MARKS

 Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2011

Tema geral do trimestre: Adoração

Estudo nº 06 – Adoração, Música e Louvor

Semana de    30 de julho a 06 de agosto

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristovoltara.com.br marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 Verso para memorizar:Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, todas as terras” (Sal. 96:1).

Introdução de sábado à tarde

A adoração é uma relação entre criatura e Criador. É a criatura reconhecendo que a sua existência veio pelo seu Criador. Portanto, a adoração é algo que DEUS deve regular, não o adorador. Nenhuma autoridade superior desse mundo admite ser homenageada de alguma maneira que não lhe agrade. E muito menos DEUS. Outra coisa, a adoração tem que ser absolutamente coerente com o caráter de DEUS, o Criador. Ela não pode ser uma iniciativa da criatura de forma independente, conforme a vontade dessa criatura. Uma relação entre criatura e o Criador só pode ser admitida como autêntica se for conforme a vontade desse Criador. Se o correto fosse o contrário, então o Universo seria governado por iniciativas independentes, tantas quantas fossem as criaturas. Imagine a confusão. Esta semana o assunto é sobre a música, que faz parte íntima da adoração, mas que se tornou ponto de grande controvérsia entre o povo de DEUS. Uns dizem uma coisa, outros afirmam o contrário. Nesse ponto vital, o povo de DEUS acha-se, por enquanto, dividido, isso quer dizer, enfraquecido e fragilizado diante do inimigo. A situação clama por um posicionamento oficial embasado, claro e firme sobre essa questão. Apesar do Manual da Igreja ter uma diretriz geral sobre a música, ela tornou-se insuficiente, e desprezada por muitos.

Ellen G. White tem escritos importantes sobre adoração e louvor. Abaixo vão alguns deles, para reflexão nossa.

“A música pode ser um grande poder para o bem; contudo não tiramos o máximo proveito desta parte do culto. O cântico é geralmente originado do impulso ou para atender casos especiais, e em outras vezes os que cantam o fazem mal, e a música perde o devido efeito sobre a mente dos presentes. A música deve possuir beleza, poder e faculdade de comover. Ergam-se as vozes em cânticos de louvor e adoração. Que haja auxílio, se possível, de instrumentos musicais, e a gloriosa harmonia suba a Deus em oferta aceitável.

“Mas às vezes é mais difícil disciplinar os cantores e mantê-los em forma ordeira, do que desenvolver hábitos de oração e exortação. Muitos querem fazer as coisas à sua maneira. Não concordam com deliberações, e são impacientes sob a liderança de alguém. No serviço de Deus se requerem planos bem amadurecidos. O bom senso é coisa excelente no culto do Senhor” (Evangelismo, 505).

“A música faz parte do culto de Deus, nas cortes celestiais, e devemos esforçar-nos, em nossos cânticos de louvor, por nos aproximar tanto quanto possível da harmonia dos coros celestiais. O devido cultivo da voz é um aspecto importante da educação, e não deve ser negligenciado. O cântico, como parte do culto religioso, é um ato de adoração, tanto como a prece. O coração deve sentir o espírito do cântico, a fim de dar a este a expressão correta” (Patriarcas e Profetas, 594).

  1. Primeiro dia: Entre Saul e Davi

Queremos um rei, foi o que pediram a Samuel. Eles queriam um rei à semelhança daqueles de outros reinos. Samuel explicou a eles o que significava ter um rei: pagar altos impostos para manter as mordomias da família real; ser dominado por ele; trabalhar para ele (além dos impostos), etc. Ou seja, seria um homem que concentraria em suas mãos grande poder, e o usaria segundo a sua vontade, geralmente para os seus interesses pessoais e os de sua família e amigos por ele escolhidos. DEUS também é rei, mas há aqui uma diferença radical entre o Rei DEUS e o rei humano. DEUS é amor, o humano é falível e cheio de interesses próprios.

Então DEUS lhes deu um rei – Saul – um homem segundo as aparências que eles imaginavam para um rei. Os seres humanos, como não podem ver o que se passa na mente das pessoas, olham, admiram e valorizam o exterior. E Saul era uma pessoa interessante desse ponto de vista. Ele era alto, de boa aparência, forte e saudável. Segundo o modo de avaliação dos seres humanos, perfeito para ser rei. E foi rei, e o seu reinado foi um retumbante desastre. Até a arca do concerto foi parar nas mãos dos inimigos. Eles confiaram na arca de DEUS, não no DEUS da arca. Transformaram a arca num amuleto, como faziam os pagãos, e com ela nas mãos, pensaram que venceriam a guerra, quando, na verdade, deveriam ter obedecido o que se encontrava escrito nas duas tábuas, dentro da arca. O rei era grande e forte fisicamente, mas moralmente, um anão, ou menos que isso.

Depois foi escolhido Davi. Esse era um homem pequeno. Pequeno fisicamente, mas como ele andava com DEUS, tornou-se um gigante vencedor. Falhou muitas vezes, mas, porque tinha caráter, se arrependia, o que Saul nunca fez, senão tentar explicar e justificar o erro, como se fosse algo bom. E ai de quem resolvesse censurar seus erros. Aqui está a diferença vital entre os dois. Saul tinha boa aparência exterior, Davi tinha boa aparência de coração. Davi foi o homem segundo o coração de DEUS, Saul, segundo o coração dos homens. Assim, o primeiro rei chegou ao trono pela aparência exterior, o segundo pelo que possuía no coração (mente), pois DEUS conhecia esse coração.

Cuidemos com essa questão da aparência. Hoje o apelo é para a aparência. Para isso precisa pintar unhas, cabelos, cílios, etc. Precisa preencher partes do corpo para destacar perante os olhos dos outros seres humanos (não me refiro às plásticas corretivas). Aliás, quando é que inventarão plásticas para corrigir as idéias da mente? Precisa de um carro melhor que os dos outros (e sempre tem coisa melhor ainda), para mostrar que pode ter. Precisa usar produtos de marca cara (um rolex pode custar 15 mil reais, quando um relógio de 100 ou 200 reais faz o mesmo trabalho, e não atrai os ladrões). Resumindo, hoje há um apelo exponencial para que, como Saul, mostremos no exterior o que não temos no interior. Mas DEUS vê nosso interior, e vai nos julgar pelos atos que fazemos. A reforma no interior refletirá em mudanças no exterior.

“O reino de Deus não vem com aparência exterior. Vem mediante a suavidade da inspiração de Sua Palavra, pela operação interior de Seu Espírito, a comunhão da alma com Ele que é sua vida. A maior manifestação de Seu poder se observa na natureza humana levada à perfeição do caráter de Cristo” (Conselhos sobre Educação, 183).

  1. Segunda: Coração contrito, espírito quebrantado

Nós, os seres humanos, temos grande propensão a formas, mas não a essência. Damos preferência à aparência, mas não ao conteúdo. Gostamos de aparentar, mas não de ser integralmente. E assim vai. A tal ponto somos assim que DEUS teve que declarar Sua preferência pela obediência a sacrifícios. Mas é evidente, os sacrifícios apareceram por causa da desobediência, e não o inverso. Portanto, em nossos dias não é diferente. DEUS prefere a nossa sincera adoração que os rituais e formalidades. Mas também é evidente que DEUS não tolera cópias de rituais estranhos para assim Lhe prestarmos culto.

O necessário e vital a nós, para nos salvarmos, é a consciência de nosso estado pecaminoso. É imprescindível que tenhamos em mente que somos falhos, que, ao natural, estamos perdidos, e que necessitamos de auxílio superior a nós. Devemos ter sempre em mente que, ao natural, se assim permanecermos, não teremos futuro depois que morrermos. Não ressuscitaremos no dia em que os santos e justos forem chamados para a vida eterna. Temos que ter a consciência da necessidade do perdão, da transformação, da mudança radical e total de vida. Precisamos nos desligar desse mundo, e nos ligar às coisas de cima. E para isto, dependemos de nosso Salvador, não conseguimos fazer isto por nós mesmos. Precisamos sentir o desejo de um outro estilo de vida, sentir uma ansiedade de estar com JESUS, agora mesmo, e isso é perfeitamente possível.

  1. Terça: Davi: uma canção de louvor e adoração

Davi foi um homem que teve a vida sofrida. Tivesse ficado a cuidar das ovelhas de seu pai, que seriam suas em algum tempo, teria tido uma vida tranquila e sem sobressaltos. Teria dedilhado sua harpa sem nunca ter de fugir, de comandar exércitos contra inimigos e de arriscar a sua vida. Mas também não teria seu nome escrito na Bíblia, nem seria o rei cujo descendente seria o seu próprio Salvador. Davi ficaria anônimo. Mas o problema não seria o anonimato, e sim, a ausência de sua grande contribuição ao louvor e seu exemplo de homem propenso a se arrepender que não chegaria até nós.

Se havia alguém a agradecer a DEUS, essa pessoa era Davi. Ele sofreu, sim, mas ele também sentiu DEUS ao seu lado. Isso nos ensina que sofrimento não é só para os ímpios. Esses muitas vezes sofrem bem menos que muitos justos. Mas isso quer dizer que com DEUS o sofrimento compensa, pois no final da história, como Davi, teremos a vida eterna. E aí não há sofrimento que seja grande o suficiente, cuja intensidade seja acima da herança que receberemos.

Davi, portanto, tinha muitos motivos para agradecer a DEUS. E ele agradecia em forma de louvor, que é adoração. Os salmos de Davi, que são muitos, e certamente outros se perderam ao longo da história, apresentam agradecimento por sentir DEUS ao seu lado. Por meios desses salmos vemos um homem comparando-se com DEUS. E Davi se apresenta como sendo nada, que não merecia o que DEUS estava fazendo por ele. Olhando para ele mesmo, Davi vê um pecador que nada merece, mas olhando para DEUS, Davi vê uma imensidade de amor que o acode e acolhe.

“Entre as montanhas de Judá, procurou Davi refúgio da perseguição de Saul. Escapou para a caverna de Adulão, lugar este que, com uma pequena força, poderia ser mantido contra um grande exército. “E ouviram-no seus irmãos e toda a casa de seu pai, e desceram ali para ele.” A família de Davi não podia considerar-se livre de perigo, sabendo que em qualquer ocasião as desarrazoadas suspeitas de Saul poderiam dirigir-se contra eles por causa de sua relação com Davi. Tinham agora sabido – o que aliás estava sendo geralmente conhecido em Israel – que Deus escolhera a Davi para futuro governante de Seu povo; e acreditavam que com ele estariam mais livres de perigos, embora fosse um fugitivo numa solitária caverna, do que poderiam estar enquanto expostos à fúria doida de um rei invejoso.

“Na caverna de Adulão a família estava unida em simpatia e afeto. O filho de Jessé tangia a harpa e cantava melodiosamente: “Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!” Sal. 133:1. Ele tinha provado o amargor da desconfiança por parte de seus próprios irmãos; e a harmonia que tomara o lugar da discórdia trouxe alegria ao coração do exilado. Foi ali que Davi compôs o Salmo cinquenta e sete” (Patriarcas e Profetas, p. 657 e 658).

“Mas a história de Davi não fornece defesa ao pecado. Era quando ele andava no conselho de Deus que era chamado homem segundo o coração de Deus. Pecando, isto cessou de ser verdade com relação a ele, até que pelo arrependimento voltasse ao Senhor. A Palavra de Deus foi compreensivelmente declara: “Esta coisa que Davi fez pareceu mal aos olhos do Senhor.” II Sam. 11:27. E o Senhor disse a Davi pelo profeta: “Por que, pois, desprezaste a Palavra do Senhor, fazendo o mal diante de Seus olhos ? … Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto Me desprezaste.” II Sam. 12:9 e 10. Embora Davi se arrependesse de seu pecado, e fosse perdoado e aceito pelo Senhor, colheu os resultados da semente que ele próprio semeara. Os juízos sobre ele e sua casa testificam da aversão de Deus ao pecado” (Patriarcas e Profetas, 723).

  1. Quarta: O cântico de Davi

“No princípio, o Pai e o Filho repousaram no sábado após Sua obra de criação. Quando “os céus, e a Terra e todo o seu exército foram acabados” (Gên. 2:1), o Criador e todos os seres celestiais se regozijaram na contemplação da gloriosa cena. “As estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam.” Jó 38:7. Agora Jesus descansava da obra de redenção; e se bem que houvesse dor entre os que O amavam na Terra, reinou contudo alegria no Céu. Gloriosa era aos olhos dos seres celestiais a perspectiva do futuro. Uma criação restaurada, a raça redimida que, havendo vencido o pecado, nunca mais poderia cair – eis o resultado visto por Deus e os anjos, da obra consumada por Cristo. Com esta cena se acha para sempre ligado o diaem que Jesusdescansou. Pois Sua “obra é perfeita” (Deut. 32:4); e “tudo quanto Deus faz durará eternamente”. Ecl. 3:14. Quando se der a “restauração de todas as coisas, as quais Deus falou por boca dos Seus santos profetas, desde o princípio do mundo” (Atos 3:21, Versão de Figueiredo), o sábado da criação, o diaem que Jesusesteve em repouso no sepulcro de José, será ainda um dia de descanso e regozijo. O Céu e a Terra se unirão em louvor, quando, “desde um sábado até ao outro” (Isa. 66:23), as nações dos salvos se inclinarem em jubiloso culto a Deus e o Cordeiro” (O Desejado de Todas as Nações, 769 e 770).

O louvor, desde a eternidade passada, teve apenas uma motivação: a criação. Ou seja, DEUS, como Criador, era agradecido pelas criaturas por tê-las criado, e por tê-las feito em tão excelentes condições. Tudo o que DEUS fizera era bom, a vida era eterna, o amor reinava em tudo, portanto, as criaturas e a natureza eram absolutamente felizes. E esse era o único e grande motivo para adoração a DEUS, como Criador.

Hoje, nesse planeta, há uma segunda motivação para a adoração – a redenção. O Criador, por meio do qual tudo fora feito, por meio do qual DEUS, o Pai tudo trouxe à existência, é também, para nós terrestres, o Redentor. A redenção para nós tem importância igual à da criação. Não fosse a redenção, não viveríamos eternamente, como aqueles que nunca pecaram. Portanto, hoje, para nós, e também para o Universo, há dois motivos para louvor: a criação e a redenção. Para nós mais ainda, pois estamos sendo salvos pela redenção, eles, os não pecadores, porque estão vendo como somos salvos, e aprendem sobre o amor de DEUS por meio dessa experiência em nosso planeta. A tal ponto esse aprendizado será eficaz que jamais outra vez se levantará a angústia, nunca mais alguma criatura duvidará do amor de DEUS.

Portanto, no futuro ao longo do tempo infinito, jamais outra vez surgirá alguma criatura que busque deturpar o louvor. Jamais alguém irá querer ser louvado em lugar de DEUS; jamais algum ser buscará louvar outra criatura; ou algum compositor comporá hino com outra motivação que não seja a criação e a redenção. Para toda a eternidade, então haverá essas duas motivações de louvor: a criação e a redenção.

DEUS é o único Ser do Universo digno de ser louvado (Apoc. 4:11).

Duas perguntinhas supremamente importantes: na criação, em que dia DEUS descansou? No sétimo dia, o sábado. Na redenção em que dia o Salvador descasou? No sétimo dia, o sábado.

Isso ensina alguma coisa? Basta ler em Apoc. 14:7 e  Êxo. 20:8 a 11, especialmente o verso 11!

  1. Quinta: “Cantai ao Senhor um cântico novo”

Temos orientação sobre a música na igreja. Temos muita orientação. Iremos aqui colocar uma pitadinha dessa orientação.

Alguma coisa da Bíblia:

“Derribada está na cova a tua soberba, também o som da tua harpa…” (Is 14:14). Satanás foi expulso com duas coisas: sua soberba e sua música.

“Eu farei cessar o arruído das tuas cantigas e o som de tuas harpas não se ouvirá mais” (Ez. 26:13).

“Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos porque não ouvirei as melodias dos teus instrumentos” (Amós 5:23). Ou na paráfrase da Bíblia Viva: “Acabem com esse barulho das suas canções; eles são um barulho que incomoda meus ouvidos. Não ouvirei suas músicas, por mais belas que sejam.”

“Tenho contra ti que toleras Jezabel” (que introduziu música pagã em Israel – Ap 2:20).

“Cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.” (I Coríntios 14:15).

No nosso manual diz assim: “Grande cuidado deve ser exercido na escolha da música. Toda melodia que pertença à categoria do “jazz”, “rock” ou formas correlatas, e toda expressão de linguagem que se refira a sentimentos tolos ou triviais, serão evitadas. Usemos apenas a boa música, em casa, nas reuniões sociais, na escola e na igreja (Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia p. 76).

Importante é dizer que, aquelas organizações que não seguem minimamente suas próprias regras, necessitam de reforma interna, ou elas tendem a enfraquecer e a desaparecer. Isto escrevo como professor de Administração. E mais uma coisa importante: Aquelas organizações cuja liderança e pessoas de influência não agem de forma alinhada em relação aos pontos de importância estratégica, da mesma forma, ou fazem uma reforma nessa questão, ou tendem a levar a organização a enfraquecer e a morrer ao longo do tempo. Nesse aspecto, me encontro confortavelmente na situação de membro leigo, a perguntar: afinal, a qual pastor devo escutar: aquele que defende a música gospel com bateria na igreja, aquele que é contra, ou aquele que é indiferente para o qual tanto faz? Não é possível seguir aos três ao mesmo tempo, ou se agrada a um, e se desagrada a outros. Essa é uma saia bem justa para o nosso ministério. Enquanto em nosso ministério estivermos divididos no aspecto louvor, enquanto entre nossa liderança de influência e de ensinamento estivermos dando orientações contraditórias justamente no que é essencial ao que devemos pregar (adorai Àquele que fez…), seremos fracos e sem futuro promissor. Se não houver uma reforma nesse aspecto (ela já está acontecendo, felizmente), a igreja não poderá receber o poder do ESPÍRITO SANTO para concluir a obra. Ou DEUS daria tal poder a um ministério fragmentado em três grupos contraditórios? Se muitos de nossos líderes não seguem nem o manual, que podemos esperar dos que precisam ser orientados pelos mesmos? Nós leigos estamos esperando que os senhores ministros se definam de uma vez por todas nesse item vital à nossa igreja e à nossa salvação, e também à nossa pregação e ao ide ao mundo inteiro dar a mensagem do “sai dela povo Meu”, o Alto Clamor.

Para facilitar esta definição, aqui vão mais algumas coisas escritas, e que não podem ser contestadas, escritas por Ellen G. White, a qual, eu, humilde comentarista não oficial da lição, que nem teólogo sou, aceito integralmente e aponho abaixo.

“Deus convida Seu povo, que tem a luz diante de si na Palavra e nos Testemunhos, a ler e considerar, e dar ouvidos. Instruções claras e definidas tem sido dadas a fim de todos entenderem.” .(ME. Vol. 2. p. 38)

  1. 1.     Princípios da música de louvor

ð  Erguer os pensamentos às coisas altas e nobre (Ed. 166)

ð  Inspirar e elevar a alma (Ed. 166)

ð  Suave e pura (Ed. 167)

ð  Ato de adoração (Ed. 167)

ð  Adoração como a oração (Ed. 167)

ð  Impressionar o coração com verdades espirituais (Ed. 167)

ð  Glorificar a DEUS e afastar o inimigo (carta 5, 1850)

ð  Banir os anjos maus (DTN, 73)

ð  Afastar os ouvintes do terreno, para o lar celestial (DTN. 73)

ð  Contato mais íntimo com DEUS (Ed. 39)

ð  Santo propósito (PP. 637)

ð  Erguer os pensamentos ao que é puro, nobre e edificante (PP. 637)

ð  Despertar à alma devoção e gratidão a DEUS (PP. 637)

ð  Aproximar-nos da harmonia celeste (PP. 637)

ð  Músicos celestes unem-se ao cântico (Test. V9, 143)

ð  Que todos compreendam (Test. V9, 143)

ð  Tons claros e suaves (Test. V9, 143)

ð  Bom senso (Ev. 505)

ð  Como a melodia dos pássaros, dominado e melodioso (Ev. 510)

ð  Louvor simples entoado em tom natural (Ev. 510/511)

ð  Tom harmonioso (Ev. 510/511)

ð  Canto correto e harmonioso (TS. V1, 45)

ð  Quanto possível a participação de toda a congregação (Ev. 507)

ð  Melodias alegres e todavia solenes (Ev. 507/508)

ð  Engrandecer o nome de DEUS (FEC, 97)

ð  Conduz a santidade [separação do mundo] (T, v1, 496/497)

ð  Não fere os ouvidos, suave e gratificante aos sentidos por ser harmoniosa (Carta 66, p 2 e 3, 1983)

ð  Tem que harmonizar a música da Terra com a do Céu ((Manuscrito 5, 1874)

ð  O coro dos anjos não tem: notas estridentes, gesticulações, não irrita ao ouvido, é suave, melodioso e flui sem esforço (Manuscrito 5, 1874)

ð  Os anjos devem poder cantar juntos (Manuscrito 5, 1874)

ð  A música deve ser de ordem celeste (Manuscrito 5, 1874)

ð  Cantar para DEUS, não para os homens (Manuscrito 5, 1874)

  1. 2.     Características da ‘música não louvor’

ð  Leva os incautos a unir-se aos amantes do mundo e suas diversões (PP. 637)

ð  Fator pelo qual satanás distrai a mente (PP 637)

ð  Não com aspereza e estridência que ofendem o ouvido (Test. V9, 143)

ð  Muitos querem fazer as coisas à sua maneira (Ev. 505)

ð  Cantam alto, barulho não é música (Ev. 510)

ð  Notas longamente puxadas não agradam aos anjos (Ev. 510)

ð  Vozes agudas e estridentes (Ev. 507/508)

ð  Não notas fúnebres (Ev. 507/508)

ð  Não algaravia [confusão de vozes] e desarmonia [dissonância, desafinação, destoação] (desagrada a DEUS) (TS, v1, 45)

ð  Valsas frívolas e canções petulantes que elogiam o homem (FEC 97)

ð  Ruidosa alegria, riso vulgar, abundância de entusiasmo, que satanás produz (CPPE, 306)

ð  Canções frívolas próprias para salões de baile (T. v1, 506)

ð  Música é um ídolo adorado por muitos cristãos professos observadores do sábado (T. v1, 506)

ð  Música que atrai a mente dos jovens para satanás (T. v1, 506)

ð  Música e dança para romper a fidelidade com Jeová (PP, 479)

ð  Adequar-se mais ao palco do que ao solene culto a DEUS (Manuscrito 5, 1874)

ð  Movimentos corporais são de pouco proveito (Manuscrito 5, 1874)

ð  Movimento corporal e voz alta e estridente não faz harmonia Àquele que ouvem na terra e aos que ouvem no Céu (Manuscrito 5, 1874)

ð  Há ministros que professam ser de DEUS com gestos vulgares e indignos (Manuscrito 5, 1874)

ð  Há pessoas que têm pensamentos levianos com os gestos dos cantores (Manuscrito 5, 1874)

ð  Após certas músicas os pensamentos são menos elevados que antes (Manuscrito 5, 1874)

ð  Há músicas que removem solenes impressões das mentes (Manuscrito 5, 1874)

ð  Melodia forçada (Manuscrito 5, 1874)

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

Duas perguntas aos cristãos: estamos nos esforçando para sermos bons cristãos? Ou estamos nos entregando a DEUS para sermos bons cristãos?

O nosso futuro depende das respostas a estas perguntas.

Se nos esforçamos, em certas ocasiões, até aparentaremos ser bons. Aliás, geralmente pessoas assim, com o tempo, tornam-se melhores que a média das demais pessoas. Podem chegar a ser pessoas de bom caráter, confiáveis, bons cidadãos, e assim por diante. Mas elas não estão sendo transformadas por DEUS, nunca se completarão na santificação. Portanto, elas são frágeis em seus comportamentos, a qualquer momento cairão em alguma cilada, e fracassarão na vida. Isso é certo que vai acontecer. Quando se apresenta alguma prova, comportam-se como aquela semente da parábola do semeador, que caiu entre plantas daninhas, e foi sufocada por elas. Faltou poder do alto.

Aquelas pessoas que se entregam, por isso mesmo também se esforçam. Mas o esforço delas é acompanhado por um poder superior, o do ESPÍRITO SANTO, que as transforma dia a dia. Elas não só adquirem bons hábitos, mas a sua natureza vai sendo recriada. Elas deixam de ser o que já foram para serem novas criaturas. É bem diferente que somente se esforçar sem entrega.

“Quando um pecador se torna sensível ao fato de que unicamente por intermédio de Cristo pode ele obter a vida eterna; quando ele sente que a obediência à Palavra de Deus é a condição de entrada no reino de Deus; quando vê a Cristo como a propiciação pelo pecado, vem ao Salvador em humildade e contrição, confessando seus pecados e buscando perdão. Sua alma é impressionada com um sentimento da majestade e glória de Deus. A bênção de uma eterna vida de paz, felicidade, e pureza é sentida tão profundamente, que é feita uma entrega completa” (Colportor Evangelista, 153 e 154).

escrito entre  29/06 e 05/07/2011 – revisado em 06/07/2011

corrigido por Jair Bezerra 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 FONTE: http://www.cristovoltara.com.br/


COMENTÁRIOS BRUCE CAMERON

 Adoração – Lição 06 – Adoração, Música e Louvor – (Salmos 32 e 51; II Samuel 22)

Introdução: Quando eu era jovem, costumava ficar intrigado com as coisas mais estranhas. Por exemplo, meus pais me disseram que os cachorros enxergam as coisas somente em branco e preto, não conseguem ver as cores. Isto me fez ficar imaginando se eu via as coisas exatamente como as outras pessoas. As pessoas seriam capazes de ver as cores de maneira diferente e ninguém saberia? Atualmente, fico me perguntando a mesma coisa a respeito da adoração. Será que todos os cristãos compreendem a verdadeira adoração? Lembro-me do colégio e da maravilha e poder de cantar na Pioneer Memorial Church (Igreja Memorial dos Pioneiros). Ajunte umas duas mil pessoas, um órgão de tubos que valia (acredito) centenas de milhares de dólares, com o Dr. Becker tocando, e você podia sentir o poder do louvor! Atualmente sinto isto em grupos muito menores com cânticos de louvor contemporâneos; O rei Davi sentia isso também, embora não saibamos exatamente que tipo de música ele usou. Vamos pular para dentro de nossa lição e aprender mais a respeito do rei Davi e sua compreensão a respeito da adoração a Deus!

I. A Estrada para o Regozijo

A. Leia Salmos 32:11. Você quer ser feliz e alegre? (Todos querem!)

1. Se alguém te desse de presente um carro novo muito caro, você ficaria feliz e alegre?

a. Se a resposta é “sim”, você já experimentou um sentimento similar quando se trata de adorar a Deus? (Note que o nosso texto se refere a “Alegra[r]-se no Senhor e exulta[r]”. A idéia deste texto é que estes sentimentos brotam de um relacionamento com Deus.)

B. Vamos explorar como o rei Davi chegou a este ponto emocional. Leia Salmos 32:1. Você tem pecados que gostaria de abandonar?

1. O que Davi sugere aqui a respeito de se livrar dos pecados? (Que, se nós os confessamos, Deus os perdoará; Ele os “apagará”.)

C. Leia Salmos 32:2 O que significa ter os seus pecados “atribuídos” a contra você? (Que algum castigo ou retribuição virá em seguida.)

1. Por que você acha que o texto menciona ter um espírito “em quem não há hipocrisia”? (O rei Davi não está falando sobre esconder pecados secretos e usar isto para prejudicar ou corromper alguém. Está falando sobre confessarmos e abandonarmos o pecado. Está falando sobre seremos transparentes.)

D. Leia Salmos 32:3-4. Este é um sentimento que você deseja? (Não!)

1. Qual é a razão para este sentimento? (Não confessar o pecado.)

E. Leia Salmos 32:5. A quem Davi confessou o seu pecado? (A Deus.)

1. Se isto é verdade, como ele pode falar encobrir o pecado? Deus conhece todas as coisas! (Uma vez que Deus conhece todas as coisas, isto deve significar que “encobrimos” o pecado em nossa própria mente. Não queremos admitir que o que estamos fazendo é pecado. Se admitíssemos que é pecado, teríamos que parar.)

2. O que acontece quando confessamos a Deus, e não encobrimos os nossos pecados? (Deus perdoou a Davi “a culpa do [seu] pecado.”.)

a. Como é se sentir liberto da culpa?

3. Vamos tomar um pequeno desvio? Leia Salmos 51:3-4. O que você acha que Davi quer dizer quando escreve que seu pecado “sempre [o] persegue”? (Este é um ponto anterior à libertação da culpa. Antes do ponto do livramento, Davi não conseguia parar de pensar a respeito de seu pecado. Ele apenas se sentia culpado.)

a. O que Davi quer dizer quando fala que pecou somente contra Deus? Conheço alguns nomes de pessoas contra as quais tenho a impressão que Davi pecou! (Se somos capazes de reparar o dano que causamos, deveríamos fazer isto. Mas, o pecado real é entre mim e Deus. A pessoa contra a qual você pecou não pode perdoar o teu pecado, somente Deus pode fazer isto.)

F. Leia Salmos 32:6-7. Você acha que Davi está falando de águas que se elevam e de preservação de angústias? (Penso que ele ainda está falando sobre o perdão de pecados. Quando confessamos os nossos pecados, é como se fossemos livrados de uma enchente ou ser preservado de inimigos amedrontadores. É um sentimento de alívio e gratidão.)

G. Leia novamente Salmos 32:11. Compreendemos melhor como podemos conseguir esta felicidade e alegria? (Sim! Confessar e abandonar o pecado. Deus vai cobrir o nosso pecado, não vai atribuí-lo a nós e vamos nos sentir como se fossemos salvos de um terrível inimigo.)

H. Leia Salmos 32:8-9. Qual é a alternativa? (Ou podemos ouvir o que a Bíblia nos ensina acerca de felicidade e alegria, deixando nossos pecados para trás, ou podemos ser como um cavalo, sendo levados por aí pelo nosso pecado – e não entendermos por que a vida é tão dura.)

I. Vamos fazer uma revisão. Qual é o primeiro passo em direção à verdadeira (e alegre) adoração? (Confessar e abandonar os pecados. A felicidade e alegria provêm de sermos libertos do pecado e da culpa. Deus retira os pecados de nós e nós exultamos.)

II. Conseguindo a Atitude Correta

A. Leia Salmos 51:5-6. O que este texto nos fala a respeito do nosso problema com o pecado? (Parte dele não é nossa culpa. Somos nascidos em pecado.)

B. Leia Salmos 51:15-17. O que Davi quer dizer quando fala que Deus não se deleita com sacrifícios? Pensei que havíamos acabado de aprender que o caminho para a alegria na adoração é buscar o perdão dos pecados!

1. O que você acha que Davi está tentando ensinar para nós, que vivemos depois do período do serviço do santuário na terra? (Davi está falando a respeito de uma abordagem mecânica com relação ao pecado. Você continua confessando os pecados, de maneira que a confissão se torna uma rotina? Deus não está procurando por sacrifícios de animais. Não está procurando por confissões destituídas de vida. Deus está procurando por uma mudança na atitude.)

a. Que tipo de atitude Deus quer? Normalmente queremos dizer algo negativo quando falamos de “espírito quebrantado” ou um “coração quebrantado”. (O que é quebrantado é o nosso orgulho, nossa autossuficiência. Quando nos conscientizamos que não podemos lutar com o pecado por nós mesmos, quando entendemos que precisamos do poder do Espírito Santo, isto gera uma grande gratidão.)

C. Leia Salmos 51:10. Qual é o objetivo do orgulho quebrantado e da dependência de Deus? (Um coração puro, um espírito estável.)

D. Vemos a adoração sob uma luz diferente? Em vez de pensar na adoração apenas como cantar, orar ou louvar, vemos que ela se desenvolve naturalmente a partir de uma atitude correta. A gratidão porque fomos libertados as culpa e do castigo do pecado dá poder real à nossa adoração.

III. Regozijando-se com o Passado

A. Leia II Samuel 22:1-4. Quem é o centro deste cântico de louvor? (Deus.)

1. A Próxima vez que voe estiver cantando um hino ou um cântico de louvor, observe a letra cuidadosamente e determine quem está sendo louvado. Considere, por exemplo, o hino “Higher Ground.” Eis aqui uma parte dele: “Estou me esforçando no caminho para o alto, / Novas alturas estou alcançando a cada dia; / Vou orando enquanto estou subindo, / Senhor, guia-me para lugares mais altos.” Quem está sendo louvado aqui? (N.T. – Este hino não está em nosso Hinário Adventista brasileiro.)

B. Leia II Samuel 22:5-7. Davi está parecendo com o autor de “Higher Ground”? (Não. É verdade que Davi está cantando acerca de suas experiências passadas, mas ele não está falando acerca de seu próprio sucesso, está falando de assuntos que ameaçaram a sua vida.)

C. Vamos pular alguns versos e ler II Samuel 22:13-18. Qual é o ponto central do cântico de louvor de Davi? (Que Deus o havia resgatado.)

1. Você já olhou para o passado e pensou acerca dos momentos em que Deus te resgatou?

2. Nós debatemos anteriormente as atitudes na adoração. Quão importante para a adoração é meditarmos nas vezes em que fomos resgatados de problemas no passado? (Deus não apenas nos resgata do pecado, mas com frequencia Ele nos resgata dos problemas da vida.)

D. Nós começamos falando sobre se as pessoas enxergam as cores da mesma forma e se as pessoas sentem o poder da adoração da mesma forma. O rei Davi nos ensina que o poder da emoção na adoração brota da libertação do pecado, de uma atitude de dependência de Deus e da gratidão acerca do que Deus tem feito por nós, não apenas com relação ao problema do pecado, mas com relação às provações e perigos da vida. Se estes são os fatores que te levam à adoração, então você compreende por que o rei Davi dançou diante de Deus em seu louvor entusiástico!

E. Amigo, e você? Jesus diz (Lucas 7:47) que “aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama”. Deus te salvou da morte eterna. Ele te libertou do pecado e da culpa. A tua adoração reflete o enorme débito de gratidão que você deveria ter para com Deus? (…) Você vai determinar hoje dar a Deus o louvor e a honra que Ele merece, e não alguma coisa proveniente de um coração dividido?

IV. Próxima Semana: Adoração nos Salmos


(*) – Nota do Tradutor: O hino “Higher Ground”, citado pelo Dr. Cameron, consta no Hinário Adventista brasileiro, sob o número 514, com o título “O Alvo Supremo”.

Embora a adaptação que usamos da letra seja bastante diferente do sentido original, ainda assim é possível compreender o sentido geral do hino. Sugiro que a letra seja cuidadosamente analisada, para que possamos contextualizar o trecho citado no comentário acima.

Como pode ser verificado, trata-se de um cântico acerca do desejo do seguidor de Cristo de melhorar a cada dia, sob a guia e no poder de Deus.

Assim, fica a cargo de cada leitor concordar ou não com o enfoque dado pelo Dr. Cameron em seu comentário acerca deste hino.

Para os nossos leitores que não possuem o Hinário Adventista, segue abaixo a letra utilizada em Português:

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O Alvo Supremo

1. O mundo vil já desprezei
E seu prazer abominei;
E rogo a Ti, ó Salvador,
Que agora eu viva em Teu amor.

Côro:
Ó meu Jesus, me guia, sim,
Com Tua luz e amor sem fim,
E me sustém até chegar
Às portas do celeste lar.

2. No mundo aqui não tenho paz,
Pois ele não me satisfaz;
Mas com Jesus eu hei de ter
Grande alegria em meu viver.

3. De meu Senhor eu quero ser,
E Sua causa promover.
E pela fé já avistei
O lar em que descansarei. (voltar)

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Para os que possuem familiaridade com o idioma Inglês, a letra original, completa, é a seguinte:

===============================

Higher Ground

1. I’m pressing on the upward way,
New heights I’m gaining every day;
Still praying as I onward bound,
“Lord, plant my feet on higher ground.”

Refrain
Lord, lift me up, and let me stand
By faith on Canaan’s tableland;
A higher plane than I have found,
Lord, plant my feet on higher ground.

2. My heart has no desire to stay
Where doubts arise and fears dismay;
Though some may dwell where these abound,
My prayer, my aim, is higher ground.

3. I want to live above the world,
Though Satan’s darts at me are hurled;
For faith has caught the joyful sound,
The song of saints on higher ground.

4. I want to scale the utmost height
And catch a gleam of glory bright;
But still I’ll pray till rest I’ve found,
“Lord, lead me on to higher ground.”

Fonte: http://www.hymnal.net/hymn.php/h/396 (voltar)

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Direito de Cópia de 2011, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses.
Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse:http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ouhttp://feeds.feedburner.com/ComentariosBiblicosBruceCameron
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Postado por Levi de Paula Tavares às 10:09 0 comentários  

Marcadores: (2011-03) AdoraçãoAdoração (2011-03)

FONTE: http://brucecameron.blogspot.com/


COMENTÁRIOS GILBERTO THEISS

 Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 6 – 4º Trimestre 2011 (30 de julho a 6 de agosto)

Observação: Este comentário é provido de Leitura Adicional no fim de cada dia estudado. A leitura adicional é composta de citações do Espírito de Profecia. Caso considere-a muito grande, poderá optar em estudar apenas o comentário ou vice versa.

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 30 DE JULHO – Adoração, música e louvor – (Sl 96:1)

            A vida de Davi apresenta inúmeras lições de vitórias e derrotas, de sucessos e de fracassos. As narrativas bíblicas a respeito de sua vida e relação com Deus foram marcadas por atos de devoção, adoração e música permeados de situações, muitas das vezes estranhas e outras coerentes com a vontade de Deus. No entanto, com muita atenção, é possível perceber uma gradativa mudança, transformação e melhoria moral, espiritual e musical na vida deste notável homem.

            Davi foi o compositor de uma grande parte dos salmos e sua vida foi praticamente uma canção. Músico por excelência passou pelas experiências mais trágicas de sua vida como pecador, filho de Deus, rei e como músico. Seus pecados mais graves lhe custaram sua própria  família – especialmente os filhos. Suas músicas fazem do louvor em cânticos ganhar força em toda a Escritura. Temos muito o que aprender com Davi no tocante a verdadeira e falsa adoração, pois, sua vida foi marcada por períodos e experiências que permeiam essas duas características do culto. Olhando para os erros de Davi e seus posteriores acertos, podemos administrar melhor nossos erros e acertos de hoje. A fidelidade a Deus é a nota tônica da verdadeira adoração e este foi o motivo da queda do rei Saul. No entanto, embora a vida de Davi tivesse sido pautada também pela desobediência, ele foi humilde em reconhecer seus erros e se humilhar perante o Senhor.

Leitura Adicional

“Nesta história, Davi e Saul se apresentam a nós como homens muito diferentes quanto ao caráter. A história de Davi torna manifesto o fato de que ele considerava o temor do Senhor o princípio da sabedoria. Saul, porém, foi despojado de sua força porque não conseguiu tornar a obediência aos mandamentos de Deus a regra de sua vida. É coisa terrível alguém levantar a vontade própria contra a vontade de Deus claramente revelada. Toda a honra que a pessoa poderia receber no trono de um reino seria uma pobre compensação pela perda do favor de Deus por causa de um ato de deslealdade contra o Céu. A desobediência aos mandamentos de Deus só pode trazer desastre e, finalmente, desonra. Deus deu a cada um seu trabalho, tão verdadeiramente como designou a Saul o governo de Israel, e a lição prática e importante para nós e  cumprir nosso trabalho designado de tal maneira que possamos ver nossos registros da vida com alegria, e não com dor” (Signs of the Times, 7 de setembro de 1888).

DOMINGO, 31 DE JULHO – Entre Saul e Davi – (I Sm 16:6-13; 17:45-47; 18:14; 24:10; 26:9; 30:6-8)

            A ruína de Saul foi determinada por sua negligência em atender a sua própria necessidade de manter o controle de sua vida nas mãos de Deus. Não se humilhou e não se arrependeu de seus pecados como deveria. Embora não tenha cometido as atrocidades cometidas por Davi, a grande diferença que pode ser notada entre ambos é justamente a busca amargurada pelo perdão e a profunda humilhação e sofrimento que Davi suportou por causa de seus próprios erros grotescos. Saul não se humilhou e não seguiu as orientações de Deus. É exatamente isto que determina a verdadeira vida cristã da falsa vida cristã. Isto também é o que determina a verdadeira adoração da falsa. O problema não é a transgressão em si, mas a maneira como reagimos diante de tal pecado cometido. Seguir as próprias inclinações quando não conhecemos a Deus, embora não justificável, é compreensível. No entanto, Saul conhecia a Deus e Sua vontade, mas não seguiu suas orientações. Davi, ao contrário de Saul, conhecia a Deus, cometeu atrocidades terríveis, mas quando teve a oportunidade de arrepender-se, não a desperdiçou e se humilhou amargamente diante do Senhor. Daí em diante, Davi procurou, da melhor maneira possível, seguir as orientações de Deus para sua vida.

Percebe-se nas narrativas da vida de Davi uma progressiva mudança moral, comportamental e espiritual. Ele, provavelmente, temia o Senhor, tanto que, ao ter sido alertado pelo profeta Natan de sua real condição diante de Deus, sofreu amargamente por ter pecado contra seu Deus e contra o seu próximo. Por mais abominável que tenha sido a vida deste rei, Deus o alcançou e o transformou. O que determinou essa diferença entre Saul foi sua disposição de servir e de fazer a vontade Deus.

Leitura Adicional

“Na pessoa de Saul Deus dera a Israel um rei segundo o coração deles, conforme Samuel dissera quando o reino se confirmou a Saul, em Gilgal: “Vedes aí o rei que elegestes, e que pedistes.”  I Sam. 12:13. Garboso em sua aparência pessoal, de nobre estatura e porte principesco, seu parecer estava de acordo com as concepções que tinham da dignidade real; e seu valor pessoal e sua habilidade para dirigir exércitos eram qualidades que consideravam mais bem calculadas para conseguirem o respeito e a honra de outras nações. Pouca solicitude experimentavam quanto a possuir o seu rei aquelas qualidades mais elevadas que unicamente poderiam habilitá-lo a governar com justiça e eqüidade. Não pediram alguém que tivesse a verdadeira nobreza de caráter, que possuísse o amor e o temor de Deus. Não procuraram o conselho de Deus quanto às qualidades que um governante deveria possuir, a fim de preservar o caráter distintivo e santo deles como Seu povo escolhido. Não estavam a procurar o caminho de Deus, mas o seu próprio caminho. Portanto Deus lhes deu um rei tal como desejavam – rei este cujo caráter era o reflexo do deles. Seus corações não estavam em submissão a Deus, e seu rei também não era dominado pela graça divina. Sob o governo deste rei, obteriam a experiência necessária para poderem ver seu erro, e voltarem à sua fidelidade para com Deus.

Contudo, tendo o Senhor posto sobre Saul a responsabilidade do reino, não o deixou entregue a si mesmo. Fez com que o Espírito Santo repousasse sobre Saul para revelar-lhe suas fraquezas, e sua necessidade de graça divina; e, se Saul tivesse depositado confiança em Deus, teria Deus estado com ele. Enquanto sua vontade foi dirigida pela vontade de Deus, enquanto se entregou à disciplina de Seu Espírito, Deus pôde coroar de êxito os seus esforços. Mas, quando Saul preferiu agir independentemente de Deus, o Senhor não mais pôde ser seu guia, e foi obrigado a pô-lo de parte. Então Ele chamou ao trono “um homem segundo o Seu coração” (I Sam. 13:14); não um que fosse irrepreensível em seu caráter, mas que, em vez de confiar em si, confiaria em Deus, e seria guiado por Seu Espírito; que, ao pecar, sujeitar-se-ia à reprovação e correção” (Patriarcas e Profetas, p. 636).

SEGUNDA, 1 DE AGOSTO – Coração contrito, espírito quebrantado –  (Sl 51:17)

            Nada é mais significativo e profundamente comovedor diante de Deus do que um coração contrito e espírito quebrantado. O preço desta realidade no coração humano, para Deus, não possuí valor que pague. Deus se comove quando nos apresentamos a Ele com a vida assim. Nada mais poderá ser mais valioso como símbolo de verdadeira adoração do que isto.

            Possuir o coração contrito e o espírito quebrantado significa possuir profunda convicção de nossa mais profunda e verdadeira realidade. Somo pecadores, falhos, doentes, imperfeitos, cheios de erros e totalmente voltados para o mal. Se permitíssemos que nossa natureza real nos governasse completamente, então, entenderíamos muito bem o que significa possuir uma natureza propensa para o pecado. Entender a grandiosidade do plano da redenção em nosso favor e o que de fato merecemos ultrapassa qualquer lógica e deve nos levar a mais profunda experiência de contrição e de quebrantamento. A única coisa que merecemos é o sofrimento e a morte. Deus poderia ter lançado este mísero planeta nos confins do universo para dele nunca mais se lembrar, mas, não foi isso que Deus fez! Ele preferiu elaborar uma estratégia de salvação, mesmo em detrimento de Sua própria vida.

Somos salvos em Cristo sem merecer. Somos redimidos por Jesus sem nenhuma razão lógica em nossa defesa. Somos miseráveis, pobres e sem absolutamente nada de bom que possa favorecer sermos recebidos no Céu! A única lógica que existe é que, Deus ultrapassou todos os limites e qualquer tipo de racionalidade para nos oferecer justamente o que jamais mereceremos. Isto tudo não seria motivo para termos o coração contrito e o espírito quebrantado? Porque motivos muitos ainda acreditam que podemos ser salvos por algum tipo de obra? Não seria arrogância ou soberba de nossa parte acreditar que, podemos exigir de Deus alguma coisa caso tenhamos bons comportamentos e uma vida correta? Já somos doentes de natureza, mas, aqueles que acham que podemos ser salvos por alguma obra, esses, são mais doentes ainda. A verdadeira adoração, como estudado até aqui, nos conduz a materializar na vida unicamente a soberana vontade de Deus. O assunto de hoje é mais uma evidência cristalina da verdadeira adoração. Com a certeza e convicção de nossa real situação diante de Deus, com o coração contrito, somos levados a refletir e a cumprir com sabedoria, temor e amor a terna vontade do Senhor. Aqueles que realmente entendem esta grandiosa verdade jamais desejarão fazer sua própria vontade em detrimento da vontade daquele que não poupou a própria vida por nós.

Leitura Adicional

“Quanto mais uma pessoa vê do caráter de Deus, tanto mais humilde ela se torna, e tanto menos se estima a si mesma. Isto é na verdade a prova de que ela contempla a Deus, de que se encontra em união com Jesus Cristo. A menos que sejamos mansos e humildes, não podemos, na verdade, pretender possuir nenhuma visão do caráter divino.

Os homens podem pensar que possuem aptidões superiores. Seus talentos admiráveis, o grande saber, a eloqüência, atividade e zelo, podem deslumbrar os olhos, deleitar a fantasia e despertar a admiração dos que não podem ler para além da superfície; mas a menos que a humildade e a modéstia se ache ligada a esses outros dons, manifestar-se-ão exaltação e glorificação próprias. A menos que cada qualidade seja consagrada ao Senhor, a menos que aqueles a quem Ele confiou dons busquem a graça que, unicamente, pode tornar esses talentos aceitáveis a Deus, eles são considerados pelo Senhor… como servos inúteis. “Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito, não desprezarás, ó Deus.” Sal. 51:17. … Aquele cujo coração se acha abrandado e rendido, que viu a gloriosa manifestação do caráter de Deus, não apresentará descuidosa presunção. … O próprio eu se perderá na consciência que têm da maravilhosa glória de Deus, e de sua própria indizível indignidade. Todos quantos apreciam o valor do feliz andar com o Senhor, e prezam o conforto e a bênção que o conhecimento dEle nos traz, não deixarão de fazer coisa alguma, se tão-somente lhes for dado um vislumbre de Sua glória. Em todo lugar e sob toda circunstância, orarão a Deus para que lhes seja concedido vê-Lo. Cultivarão aquele espírito manso e contrito que treme ante a palavra de Deus. Carta 87, 1896.

TERÇA, 2 DE AGOSTO – Davi: uma canção de louvor e adoração – (I Cr 16:8, 12, 15, 16, 22)

            Davi foi um músico por excelência e suas canções devem ter feito uma grande diferença para o seu tempo. Possivelmente muitos haviam sido influenciados pelos cânticos de Davi e neste sentido, suas canções apresentavam a essência da verdadeira adoração – o de exaltar somente a Deus por Suas obras e misericórdia.

            A vida deste nobre homem mostra como deve ser a nossa. Nossa vida deve ser um eterno louvor para Deus por Suas brilhantes obras a nosso favor. Somos feitos em Cristo – nova criatura. Fomos resgatados do mais escuro poço. Estávamos perdidos, mas, pelo amor e graça de Jesus, fomos achados e purificados. Imagine se Deus tivesse simplesmente permitido que a justiça fosse feita quando o homem pecou? Hoje, com certeza, não teríamos existido. Deus suplantou nossa eterna morte com sua eterna vida. Suas pegadas trilharam o caminho que era nosso. Ele Se fez pó para revestir-nos de Sua glória. Tudo indica que Davi, em algum momento de sua vida, pode entender cada verdade que permeia nossa condição e a resposta de Deus diante de tudo isto. Davi teve uma vida de cânticos, pois, como ninguém, percebeu a assombrosa atitude da divindade em nosso favor, inclusive dele. Como Davi, se formos tocados por esta realidade, seremos eternamente gratos e nossa vida será pautada de eternas canções de louvor e gratidão. O amor de Deus é rodeado de grande mistério que foi capaz de assustar até mesmo os mais nobres anjos que existem nos Céus. Lembre-se, não se trata apenas de cantar, pois, na verdade, a vida como um todo precisa ser um verdadeiro e suave cântico de alegria ao Senhor.

Leitura Adicional

“Sentindo que seu próprio coração não era inteiramente reto para com Deus, Davi, vendo o golpe desferido em Uzá, temera a arca, receoso de que algum pecado de sua parte acarretasse juízo sobre si. Mas Obede-Edom, embora se regozijasse com temor, acolheu gratamente o símbolo sagrado como a garantia do favor de Deus aos obedientes. A atenção de todo o Israel dirigiu-se agora ao geteu e sua casa; todos estavam vigilantes para ver o que lhes aconteceria. “E abençoou o Senhor a Obede-Edom, e a toda a sua casa.” II Sam. 6:12.

A reprovação divina cumpriu a sua obra em Davi. Foi levado a compenetrar-se, como nunca dantes, da santidade da lei de Deus, e da necessidade de obediência estrita. O favor manifesto à casa de Obede-Edom levou Davi novamente a esperar que a arca pudesse trazer uma bênção a ele e a seu povo.

No fim de três meses, resolveu fazer outra tentativa para mudar a arca, e dispensou agora cuidadosa atenção à execução das instruções do Senhor, em todo pormenor. De novo foram convocados os homens principais da nação; e uma vasta congregação se reuniu em torno da residência do geteu. Com reverente cuidado a arca foi agora posta sobre os ombros de homens divinamente designados, a multidão pôs-se em linha, e, com corações a tremer, o grande séquito partiu novamente. Depois de caminharem seis passos, a trombeta deu sinal de parada. Por determinação de Davi deveriam ser oferecidos sacrifícios de “bois e carneiros cevados”. II Sam. 6:13. O júbilo então tomou o lugar do tremor e terror. O rei depusera suas vestes reais, e vestira-se com um simples éfode de linho, como o que era usado pelos sacerdotes. Não dava a entender por este ato que assumira as funções sacerdotais, pois que o éfode era algumas vezes usado por outros além dos sacerdotes. Antes, neste serviço santo ele queria, perante Deus, tomar lugar igual ao de seus súditos. Naquele dia, Jeová devia ser adorado. Devia Ele ser o único objeto de reverência” (Patriarcas e Profetas, p. 706 e 707).

“As cerimônias solenes que acompanharam a mudança da arca tinham produzido uma impressão duradoura no povo de Israel, despertando um interesse maior no serviço do santuário, e acendendo de novo seu zelo por Jeová. Davi se esforçara por todos os meios ao seu alcance por aprofundar estas impressões. O serviço do cântico tornou-se uma parte regular do culto religioso; e Davi compôs salmos, não somente para o uso dos sacerdotes no serviço do santuário, mas também para serem cantados pelo povo em suas jornadas ao altar nacional nas festas anuais. A influência assim exercida era de grande alcance, e teve como resultado libertar da idolatria a nação. Muitos dos povos circunvizinhos, vendo a prosperidade de Israel, eram levados a pensar favoravelmente acerca do Deus de Israel, que havia feito tão grandes coisas por Seu povo” (Patriarcas e Profetas, p. 711).

QUARTA, 3 DE AGOSTO – O cântico de Davi – (Jó 38:7; Ap 4:9-11; 5:9-13; 7:10-12; 14:1-3)

            A música está em todos os lugares. Parece que em tudo há música. Observe que, os sapos cantam, os grilos cantam, os pássaros cantam e especialistas em genética afirmam que em nossas células há música. Tudo na natureza é permeado de música. O homem foi dotado de um poder especial para produzir música. Enfim, Deus fez um mundo totalmente musical.

            Davi usou a música para adorar a Deus em seu tempo. Embora suas melodias tenham sido perdidas pelo tempo, as letras de muitas de suas canções estão registradas na palavra de Deus. Através destas letras percebemos a intimidade de Davi com Deus através dos cânticos. Ele usava a música para fins de louvor e adoração a seu Deus.

A música é o mais poderoso instrumento para elevar os homens até o Céu. No entanto, é bom que tenhamos em mente que, a música também possui poder para desviar a mente do Céu. A Bíblia não deixa claro como eram as canções de Davi mas nos deixa alguns suficientes princípios que visam diferenciar a música que é entoada a Deus das que possuem algum tipo de traço e simpatia com o pecado.

O cântico deve ser usado para elevar as pessoas até a atmosfera do Céu. Deve ser uma ferramenta que ajude as pessoas a se desvincularem das coisas do mundo que as afastam da pureza e da santidade. Não é qualquer música com letra religiosa que faz a música ser apropriada e muito menos a que venha satisfazer nossos gostos pessoais. Temos que ter em mente que, a natureza como um todo foi comprometida pelo pecado e nossos próprios gostos precisam passar pelo processo de regeneração e santificação. Segundo Salmo 96:1, a música não é uma questão de gosto mas de inteligência ou sabedoria. Como Davi, nossos cânticos que são oferecidos a Deus devem refletir a vontade de Deus. Com o tempo o rei Davi entendeu este grande propósito e não deixou de fazer o melhor que podia para alcançar esta realidade. É importante compreender que, devemos oferecer aquilo que Deus requer, ou seja, um cântico diferente do mundo e repleto de sinceridade subjugado pela vontade divina.

Leitura Adicional

“A melodia de louvor é a atmosfera do Céu; e, quando o Céu vem em contato com a Terra, há música e cântico – “ações de graças e voz de melodia”. Isa. 51:3.

Sobre a Terra recém-criada que aí estava, linda e sem mácula, sob o sorriso de Deus, “as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam”. Jó 38:7. Assim, os corações humanos, em simpatia com o Céu, têm correspondido à bondade de Deus em notas de louvor. Muitos dos fatos da história humana se têm ligado a cânticos” (Educação, p. 161).

“Com um cântico, Jesus, em Sua vida terrestre, defrontou a tentação. Muitas vezes, quando eram proferidas palavras cortantes, pungentes, outras vezes em que a atmosfera em redor dEle se tornava saturada de tristeza, descontentamento, desconfiança, temor opressivo, ouvia-se o Seu canto de fé e de santa animação” (Educação, p. 166).

“A história dos cânticos da Bíblia está repleta de sugestões quanto aos usos e benefícios da música e do canto. A música muitas vezes é pervertida para servir a fins maus, e assim se torna um dos poderes mais sedutores para a tentação. Corretamente empregada, porém, é um dom precioso de Deus, destinado a erguer os pensamentos a coisas altas e nobres, a inspirar e elevar a alma. Assim como os filhos de Israel, jornadeando pelo deserto, suavizavam pela música de cânticos sagrados a sua viagem, Deus ordena a Seus filhos hoje que alegrem a sua vida peregrina. Poucos meios há mais eficazes para fixar Suas palavras na memória do que repeti-las em cânticos. E tal cântico tem maravilhoso poder. Tem poder para subjugar as naturezas rudes e incultas; poder para suscitar pensamentos e despertar simpatia, para promover a harmonia de ação e banir a tristeza e os maus pressentimentos, os quais destroem o ânimo e debilitam o esforço. É um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais. Quantas vezes, ao coração oprimido duramente e pronto a desesperar, vêm à memória algumas das palavras de Deus – as de um estribilho, há muito esquecido, de um hino da infância – e as tentações perdem o seu poder, a vida assume nova significação e novo propósito, e o ânimo e a alegria se comunicam a outras pessoas!

Nunca se deve perder de vista o valor do canto como meio de educação. Que haja cântico no lar, de hinos que sejam suaves e puros, e haverá menos palavras de censura e mais de animação, esperança e alegria. Haja canto na escola, e os alunos serão levados para mais perto de Deus, dos professores e uns dos outros.

Como parte do culto, o canto é um ato de adoração tanto como a oração. Efetivamente, muitos hinos são orações. Se a criança é ensinada a compreender isto, ela pensará mais no sentido das palavras que canta, e se tornará mais suscetível à sua influência.

Ao guiar-nos nosso Redentor ao limiar do Infinito, resplandecente com a glória de Deus, podemos aprender o assunto dos louvores e ações de graças do coro celestial em redor do trono; e despertando-se o eco do cântico dos anjos em nossos lares terrestres, os corações serão levados para mais perto dos cantores celestiais. A comunhão do Céu começa na Terra. Aqui aprendemos a nota tônica de seu louvor” (Educação, p. 167-168).

QUINTA E SEXTA, 4 e 5  DE AGOSTO – “Cantai ao Senhor um cântico novo” – (I Co 10:31; Fp 4:8; Cl 1:18)

             Este é um dos assuntos mais espinhosos na atualidade. Nada pode gerar tantos atritos quanto o tema da música. Observe bem, se você subisse em um ringue nas condições em que se encontra neste momento, para lutar com o famoso Mike Taison, quanto tempo levaria para você se retirar do ringue às pressas? Bom, se fosse ao meu caso, eu nem entraria no ringue. Portanto, saiba que, no assunto da música, se você resolver subir no ringue, antes, é bom que saiba que o seu grande adversário não é Mike Taison, mas o próprio Satanás. O diabo entende muito mais de música do que todos os músicos juntos e por esta razão é muito importante ter em mente que, todo o cuidado é ainda muito pouco no tocante ao louvor e adoração.

            No contexto que aprendemos até o momento a respeito de verdadeira adoração, percebemos que a falsa adoração está relacionada à vontade humana em detrimento da vontade de Deus. Isto significa que não é o gosto humano que determina como deve ser a adoração a Deus. A adoração deve seguir parâmetros que envolvem os valores e princípios divinos. Infelizmente, devido ao forte relativismo e existencialismo, o que tem moldado a adoração a Deus de hoje é o gosto e cultura de nossa geração. Como no passado, o paganismo e o mundanismo têm entrado pelas portas sob o pseudo-argumento de que nem tudo no mundo é ruim e pode ser utilizado para atrair as mentes secularizadas para o evangelho. Na verdade, a geração de hoje está cometendo o mesmo erro do Israel antigo, transformar o que é mais importante na vida religiosa – a adoração – em um momento de entretenimento e satisfação emocional humana amalgamada com o mundanismo de uma geração corrupta e escrava do pecado. A música cristã de hoje, assim como bem expressou o autor da lição, está tão maculada com a música da cultura pecaminosa dos idólatras de nosso tempo que não mais podemos enxergar alguma diferença entre ambas. Isto é muito sério e infelizmente devido a cegueira espiritual de muitos, não estão conseguindo  observar a linha que diferencia o sagrado do mundano. Um cântico novo significa o cântico de uma nova vida, de novos pensamentos, de novos ideais, de um novo coração repleto de desejo de ser diferente do mundo e mais semelhante a Cristo, e não um cântico velho, mundano e cheio de características de uma cultura voltada a idolatria e as paixões carnais.

Lembremo-nos que, no conflito final, as revelações contidas no livro do Apocalipse, especialmente o capítulo 14, apresentam um acirrado combate baseado em tudo o que esteja permeado de verdadeira e falsa adoração. Não é de se admirar que os alicerces que sustentam a verdadeira adoração, além do próprio estilo de vida, se baseiem também na observância do Sábado e no culto entoado por cânticos?

É válido lembrar também que a igreja não é contra a modernização da música, na realidade ela é fundamental e necessária. No entanto, devemos avançar nesta direção aplicando princípios de censura espiritual e bíblica naquilo que escolhemos e selecionamos. Todo cuidado ainda é pouco no uso de métodos para alcançar as pessoas com as boas novas do Evangelho. No entanto, como a revelação nos alertou “a conformidade aos costumes mundanos converte a igreja ao mundo; jamais converte o mundo a Cristo” (O Grande Conflito, p. 509). Falando a respeito do povo de Israel, Ellen White nos adverte que “Os israelitas não compreendiam que serem neste sentido diferentes de outras nações era um privilégio e bênção especiais. Deus havia separado os israelitas de todos os outros povos, para deles fazer Seu tesouro peculiar. Eles, porém, não tomando em consideração esta alta honra, desejaram avidamente imitar o exemplo dos gentios! E ainda o anelo de conformar-se às práticas e costumes mundanos existe entre o povo professo de Deus. Afastando-se eles do Senhor, tornam-se ambiciosos dos proveitos e honras do mundo. Cristãos acham-se constantemente procurando imitar as práticas dos que adoram o deus deste mundo. Muitos insistem em que, unindo-se aos mundanos e conformando-se aos seus costumes, poderiam exercer uma influência mais forte sobre os ímpios. Mas todos os que adotam tal método de proceder, separam-se desta maneira da Fonte de sua força. Tornando-se amigos do mundo, são inimigos de Deus. Por amor à distinção terrestre, sacrificam a indizível honra a que Deus os chamou, honra esta de mostrarem os louvores dAquele que nos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz. I Ped. 2:9 (Patriarcas e Profetas, p. 607).

Como bem expressou o pastor Erton Koller, “precisamos modernizar, porém sem mundanizar” (Fonte: Paulistana.org.br)

Por outro lado, não é sábio de nossa parte sair por ai condenando as pessoas. Devemos pregar, ensinar, dialogar e sempre, no espírito cristão, buscar ajudar as pessoas a compreenderem melhor os aspectos que envolvem a adoração através da liturgia e música com muita paciência e com amor fraternal. Nem todos receberam a luz a este respeito. Muitos têm oferecido louvores com muita sinceridade e na ignorância, Deus os tem aceitado. Mas, devemos ter extremo cuidado, pois Deus também não aceitará louvores daqueles que persistentemente preferem permanecer na ignorância.

A música é um dos veículos que pode nos conduzir à verdadeira ou falsa adoração. Aqueles que insistem em ensinar que o importante é a letra e não a estrutura da música, estão fazendo uso do mesmo pseudo-dialético evangélico ao dizerem que o importante é adorar a Deus e não o dia da semana que se guarda para adorar. Este mesmo raciocínio relativista tem sido freqüentemente usado em detrimento de diversas doutrinas e princípios bíblicos ensinados e requeridos por Deus levando o mundo religioso a um falso reavivamento. Vários eruditos da teologia evangélica tem feito uso deste silogismo para perpretar a observância do domingo ensinando que na verdade o que importa para Deus não é o dia em si mas o princípio existente nesse dia, o de adorar a Deus na mais pura sinceridade humana. Com isto advogam a idéia de que, não existe lei quando tudo é feito com sinceridade.

Observe que a sinceridade é aliada não da ignorância proposital, mas da verdade. Deus somente aceita o erro quando ele parte de um coração sincero que não conhece a verdade de Deus. Neste caso, podemos considerar sem nenhuma margem de erro que a oferta de Caim não pode ter sido sincera, e por esta razão é que foi recusada. A este respeito, servindo de lição para todos nós em pleno século XXI, White esclarece que Abel “estava determinado a adorar a Deus de acordo com a orientação dada por Ele. Isso desagradava Caim. Ele achava que seus próprios planos eram os melhores, e que o Senhor chegaria a um acordo com ele” (Manuscript Releases, v. 14, p. 115, 116). Também esclarece que “no caso de Caim e Abel, temos o modelo de duas classes que haverá no mundo até o fim do tempo, e esse tipo é digno de estudo aprofundado. Havia uma diferença marcante no caráter desses dois irmãos, e essa mesma diferença é vista hoje na família humana. Caim representa os que vivem pelos princípios e pelas obras de Satanás, adorando Deus à sua própria maneira. A exemplo do líder que seguem, eles estão dispostos a prestar obediência parcial, mas sem submissão completa a Deus” (Signis of the Times, 23 de dezembro de 1886).

Concluo com duas citações do Espírito de Profecia muito pertinentes e que não podem ser subestimadas. Observe e guarde-as no coração. Falando a respeito dos últimos dias, imediatamente antes do fechamento da porta graça, White diz que:

“Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 31-39).

Também escreveu que:

“Tudo parecia preparado para o trabalho de satanás. Ele convenceu muitos a porem de lado a razão e o discernimento e serem governados por impressões. O Senhor requer que Seu povo empregue a razão, e não a ponha de lado por impressões. Sua obra será compreensível a todos os Seus filhos. Seus ensinos serão de molde a se recomendarem ao entendimento das pessoas estudiosas. São designados a elevar a mente…Foram-me mostrados grupos em confusão, movidos por espírito equivocado, todos fazendo ruidosas orações, alguns clamando de um jeito, outros de outro; e era impossível dizer o que era som de flauta ou de harpa. “Deus não é Deus de confusão, senão de paz” (ICo 14:33). Satanás penetrou neles e controlou as coisas como bem quis. A razão e a saúde foram sacrificadas no altar desse engano. Deus não quer que seu povo imite os profetas de Baal, afligindo o corpo, gritando e clamando, em desvairadas atitudes e sem nenhuma consideração para com a ordem, até se lhes esgotarem as forças. Religião não consiste em ruidosas manifestações; contudo, quando o coração está cheio do Espírito do Senhor, glorifica a Deus com suave e sincero louvor (Testemunhos para a Igreja, vol. 1, p.230, 231).

Artigos que vale apena serem lidos 
(Cronologia do Salmo 150 e o uso de tambores e danças – Para ler o artigo na íntegra acesse aqui). Fonte: musica sacra e adoração

(Teste a natureza da música sacra, acesse aqui) Fonte: Centro White.

(Artigo, louve a Deus em cântico, acesse aqui) Fonte: Centro White.

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site http://www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

Postado por Gilberto Theiss às Quarta-feira, Julho 27, 2011 0 comentários Links para esta postagem

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