Lições da Bíblia – Auxiliar – Comentários Adultos, Jovens e Adolescentes de Vários Autores

Lição 5

23 a 30 de julho

 


Você é feliz, ó Israel!

 Casa Publicadora Brasileira – Lição 532011


Resumo da Lição

Texto-chave: Isaías 5:20, 21

 Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito! (Isa. 5:20-21)

O aluno deverá…
Saber: As diferenças entre adoração egocêntrica e adoração centralizada em Deus.
Sentir: Nutrir atitudes de submissão e obediência na adoração.
Fazer: Submeter-se à vontade de Deus e aos Seus caminhos, em lugar de substituir Seus requisitos pelas próprias ideias e métodos.

Esboço
I. Saber: Deus no centro da adoração

A. Por que é importante reconhecer as distinções que Deus faz entre o sagrado e o comum?
B. Que exemplos bíblicos descrevem as consequências de substituir os requisitos de Deus pelos nossos próprios caminhos e formas de adoração?
C. Por que as medidas drásticas que Deus tomou para com Nadabe e Abiú foram tão importantes naquele momento decisivo de desenvolvimento dos conceitos de adoração em Israel?
D. Por que Deus rejeitou a liderança de Saul e tirou dele o reino?

II. Sentir: Obediência em lugar de sacrifícios:
A. Qual foi a diferença entre a atitude de Ana e Saul na adoração? (1Sm 11Sm 15).

Houve um homem de Ramataim-Zofim, da região montanhosa de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efraimita. Tinha ele duas mulheres: uma se chamava Ana, e a outra, Penina; Penina tinha filhos; Ana, porém, não os tinha. Este homem subia da sua cidade de ano em ano a adorar e a sacrificar ao SENHOR dos Exércitos, em Siló. Estavam ali os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, como sacerdotes do SENHOR. No dia em que Elcana oferecia o seu sacrifício, dava ele porções deste a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos e filhas. A Ana, porém, dava porção dupla, porque ele a amava, ainda mesmo que o SENHOR a houvesse deixado estéril. (A sua rival a provocava excessivamente para a irritar, porquanto o SENHOR lhe havia cerrado a madre.) E assim o fazia ele de ano em ano; e, todas as vezes que Ana subia à Casa do SENHOR, a outra a irritava; pelo que chorava e não comia. Então, Elcana, seu marido, lhe disse: Ana, por que choras? E por que não comes? E por que estás de coração triste? Não te sou eu melhor do que dez filhos? Após terem comido e bebido em Siló, estando Eli, o sacerdote, assentado numa cadeira, junto a um pilar do templo do SENHOR, levantou-se Ana, e, com amargura de alma, orou ao SENHOR, e chorou abundantemente. E fez um voto, dizendo: SENHOR dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, e lhe deres um filho varão, ao SENHOR o darei por todo… em paz, e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste. E disse ela: Ache a tua serva mercê diante de ti. Assim, a mulher se foi seu caminho e comeu, e o seu semblante já não era triste. Levantaram-se de madrugada, e adoraram perante o SENHOR, e voltaram, e chegaram a sua casa, a Ramá. Elcana coabitou com Ana, sua mulher, e, lembrando-se dela o SENHOR, ela concebeu e, passado o devido tempo, teve um filho, a que chamou Samuel, pois dizia: Do SENHOR o pedi. Subiu Elcana, seu marido, com toda a sua casa, a oferecer ao SENHOR o sacrifício anual e a cumprir o seu voto. Ana, porém, não subiu e disse a seu marido: Quando for o menino desmamado, levá-lo-ei para ser apresentado perante o SENHOR e para lá ficar para sempre. Respondeu-lhe Elcana, seu marido: Faze o que melhor te agrade; fica até que o desmames; tão-somente confirme o SENHOR a sua palavra. Assim, ficou a mulher e criou o filho ao peito, até que o desmamou. Havendo-o desmamado, levou-o consigo, com um novilho de três anos, um efa de farinha e um odre de vinho, e o apresentou à Casa do SENHOR, a Siló. Era o menino ainda muito criança. Imolaram o novilho e trouxeram o menino a Eli. E disse ela: Ah! Meu senhor, tão certo como vives, eu sou aquela mulher que aqui esteve contigo, orando ao SENHOR. Por este menino orava eu; e o SENHOR me concedeu a petição que eu lhe fizera. Pelo que também o trago como devolvido ao SENHOR, por todos os dias que viver; pois do SENHOR o pedi. E eles adoraram ali o SENHOR. (1 Sam. 1)

Disse Samuel a Saul: Enviou-me o SENHOR a ungir-te rei sobre o seu povo, sobre Israel; atenta, pois, agora, às palavras do SENHOR. Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Castigarei Amaleque pelo que fez a Israel: ter-se oposto a Israel no caminho, quando este subia do Egito. Vai, pois, agora, e fere a Amaleque, e destrói totalmente a tudo o que tiver, e nada lhe poupes; porém matarás homem e mulher, meninos e crianças de peito, bois e ovelhas, camelos e jumentos. Saul convocou o povo e os contou em Telaim: duzentos mil homens de pé e dez mil homens de Judá. Chegando, pois, Saul à cidade de Amaleque, pôs emboscadas no vale. E disse aos queneus: Ide-vos, retirai-vos e saí do meio dos amalequitas, para que eu vos não destrua juntamente com eles, porque usastes de misericórdia para com todos os filhos de Israel, quando subiram do Egito. Assim, os queneus se retiraram do meio dos amalequitas. Então, feriu Saul os amalequitas, desde Havilá até chegar a Sur, que está defronte do Egito. Tomou vivo a Agague, rei dos amalequitas; porém a todo o povo destruiu a fio de espada. E Saul e o povo pouparam Agague, e o melhor das ovelhas e dos bois, e os animais gordos, e os cordeiros, e o melhor que havia e não os quiseram destruir totalmente; porém toda coisa vil e desprezível destruíram. Então, veio a palavra do SENHOR a Samuel, dizendo: Arrependo-me de haver constituído Saul rei, porquanto deixou de me seguir e não executou as minhas palavras. Então, Samuel se contristou e toda a noite clamou …ra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei. Então, disse Saul a Samuel: Pequei, pois transgredi o mandamento do SENHOR e as tuas palavras; porque temi o povo e dei ouvidos à sua voz. Agora, pois, te rogo, perdoa-me o meu pecado e volta comigo, para que adore o SENHOR. Porém Samuel disse a Saul: Não tornarei contigo; visto que rejeitaste a palavra do SENHOR, já ele te rejeitou a ti, para que não sejas rei sobre Israel. Virando-se Samuel para se ir, Saul o segurou pela orla do manto, e este se rasgou. Então, Samuel lhe disse: O SENHOR rasgou, hoje, de ti o reino de Israel e o deu ao teu próximo, que é melhor do que tu. Também a Glória de Israel não mente, nem se arrepende, porquanto não é homem, para que se arrependa. Então, disse Saul: Pequei; honra-me, porém, agora, diante dos anciãos do meu povo e diante de Israel; e volta comigo, para que adore o SENHOR, teu Deus. Então, Samuel seguiu a Saul, e este adorou o SENHOR. Disse Samuel: Traze-me aqui Agague, rei dos amalequitas. Agague veio a ele, confiante; e disse: Certamente, já se foi a amargura da morte. Disse, porém, Samuel: Assim como a tua espada desfilhou mulheres, assim desfilhada ficará tua mãe entre as mulheres. E Samuel despedaçou a Agague perante o SENHOR, em Gilgal. Então, Samuel se foi a Ramá; e Saul subiu à sua casa, a Gibeá de Saul. Nunca mais viu Samuel a Saul até ao dia da sua morte; porém tinha pena de Saul. O SENHOR se arrependeu de haver constituído Saul rei sobre Israel. (1 Sam. 15)

B. Qual foi a semelhança entre as atitudes de Nadabe e Abiú e Saul, para com a adoração? (1Sm 15Lv 10).

Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que lhes não ordenara. Então, saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR. E falou Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR disse: Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão se calou. Então, Moisés chamou a Misael e a Elzafã, filhos de Uziel, tio de Arão, e disse-lhes: Chegai, tirai vossos irmãos de diante do santuário, para fora do arraial. Chegaram-se, pois, e os levaram nas suas túnicas para fora do arraial, como Moisés tinha dito. Moisés disse a Arão e a seus filhos Eleazar e Itamar: Não desgrenheis os cabelos, nem rasgueis as vossas vestes, para que não morrais, nem venha grande ira sobre toda a congregação; mas vossos irmãos, toda a casa de Israel, lamentem o incêndio que o SENHOR suscitou. Não saireis da porta da tenda da congregação, para que não morrais; porque está sobre vós o óleo da unção do SENHOR. E fizeram conforme a palavra de Moisés. Falou também o SENHOR a Arão, dizendo: Vinho ou bebida forte tu e teus filhos não bebereis quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações, para fazerdes diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo e para ensinardes aos filhos de Israel todos os estatutos que o SENHOR lhes tem falado por i…ento, junto ao altar, porquanto coisa santíssima é. Comê-la-eis em lugar santo, porque isto é a tua porção e a porção de teus filhos, das ofertas queimadas do SENHOR; porque assim me foi ordenado. Também o peito da oferta movida e a coxa da oferta comereis em lugar limpo, tu, e teus filhos, e tuas filhas, porque foram dados por tua porção e por porção de teus filhos, dos sacrifícios pacíficos dos filhos de Israel. A coxa da oferta e o peito da oferta movida trarão com as ofertas queimadas de gordura, para mover por oferta movida perante o SENHOR, o que será por estatuto perpétuo, para ti e para teus filhos, como o SENHOR tem ordenado. Moisés diligentemente buscou o bode da oferta pelo pecado, e eis que já era queimado; portanto, indignando-se grandemente contra Eleazar e contra Itamar, os filhos que de Arão ficaram, disse: Por que não comestes a oferta pelo pecado no lugar santo? Pois coisa santíssima é; e o SENHOR a deu a vós outros, para levardes a iniqüidade da congregação, para fazerdes expiação por eles diante do SENHOR. Eis que desta oferta não foi trazido o seu sangue para dentro do santuário; certamente, devíeis tê-la comido no santuário, como eu tinha ordenado. Respondeu Arão a Moisés: Eis que, hoje, meus filhos ofereceram a sua oferta pelo pecado e o seu holocausto perante o SENHOR; e tais coisas me sucederam; se eu, hoje, tivesse comido a oferta pelo pecado, seria isso, porventura, aceito aos olhos do SENHOR? O que ouvindo Moisés, deu-se por satisfeito. (Lev. 10)

C. Que atitudes devem ser alimentadas na adoração, e por quê?

III. Fazer: Não a minha vontade, mas a Tua
A. Onde podemos encontrar a maior tentação de seguir nossas próprias ideias, em lugar de nos submeter à direção de Deus?
B. O que devemos fazer para nos concentrarmos em Deus, e não em nós mesmos, durante o momento de adoração?

Resumo: Quando os israelitas seguiram as claras orientações de Deus na adoração, eles foram recompensados com Sua presença. Os que substituíram os requisitos de Deus por seus próprios caminhos e formas sofreram sérias consequências.


 

Sábado à tarde

Ano Bíblico: Is 1–4

VERSO PARA MEMORIZAR: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!” (Is 5:20, 21).

Leituras da semanaLv 910:1-11Dt 33:26-291Sm 115:22, 23Ap 20:9

Ao oitavo dia, chamou Moisés a Arão, e a seus filhos, e aos anciãos de Israel e disse a Arão: Toma um bezerro, para oferta pelo pecado, e um carneiro, para holocausto, ambos sem defeito, e traze-os perante o SENHOR. Depois, dirás aos filhos de Israel: Tomai um bode, para oferta pelo pecado, um bezerro e um cordeiro, ambos de um ano e sem defeito, como holocausto; e um boi e um carneiro, por oferta pacífica, para sacrificar perante o SENHOR, e oferta de manjares amassada com azeite; porquanto, hoje, o SENHOR vos aparecerá. Então, trouxeram o que ordenara Moisés, diante da tenda da congregação, e chegou-se toda a congregação e se pôs perante o SENHOR. Disse Moisés: Esta coisa que o SENHOR ordenou fareis; e a glória do SENHOR vos aparecerá. Depois, disse Moisés a Arão: Chega-te ao altar, faze a tua oferta pelo pecado e o teu holocausto; e faze expiação por ti e pelo povo; depois, faze a oferta do povo e a expiação por ele, como ordenou o SENHOR. Chegou-se, pois, Arão ao altar e imolou o bezerro da oferta pelo pecado que era por si mesmo. Os filhos de Arão trouxeram-lhe o sangue; ele molhou o dedo no sangue e o pôs sobre os chifres do altar; e o resto do sangue derramou à base do altar. Mas a gordura, e os rins, e o redenho do fígado da oferta pelo pecado queimou sobre o altar, como o SENHOR ordenara a Moisés. Porém a carne e o couro queimou fora do arraial. Depois, imolou o holocausto, e os filhos de Arão lhe entregaram o sangue, e ele o aspergiu sobre o altar, em redor. Também lhe entregaram o holocausto nos seus pedaços, com a cabeça; e queimou-o sobre o altar. E lavou as entranhas e as pernas e as queimou sobre o holocausto, no altar. Depois, fez chegar a oferta do povo, e, tomando o bode da oferta pelo pecado, que era pelo povo, o imolou, e o preparou por oferta pelo pecado, como fizera com o primeiro. Também fez chegar o holocausto e o ofereceu segundo o rito. Fez chegar a oferta de manjares, e dela tomou um punhado, e queimou sobre o altar, além do holocausto da manhã. Depois, imolou o boi e o carneiro em sacrifício pacífico, que era pelo povo; e os filhos de Arão entregaram-lhe o sangue, que aspergiu sobre o altar, em redor, como também a gordura do boi e do carneiro, e a cauda, e o que cobre as entranhas, e os rins, e o redenho do fígado. E puseram a gordura sobre o peito, e ele a queimou sobre o altar; mas o peito e a coxa direita Arão moveu por oferta movida perante o SENHOR, como Moisés tinha ordenado. Depois, Arão levantou as mãos para o povo e o abençoou; e desceu, havendo feito a oferta pelo pecado, e o holocausto, e a oferta pacífica. Então, entraram Moisés e Arão na tenda da congregação; e, saindo, abençoaram o povo; e a glória do SENHOR apareceu a todo o povo. E eis que, saindo fogo de diante do SENHOR, consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar; o que vendo o povo, jubilou e prostrou-se sobre o rosto. (Lev. 9)

Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que lhes não ordenara. Então, saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR. E falou Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR disse: Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão se calou. Então, Moisés chamou a Misael e a Elzafã, filhos de Uziel, tio de Arão, e disse-lhes: Chegai, tirai vossos irmãos de diante do santuário, para fora do arraial. Chegaram-se, pois, e os levaram nas suas túnicas para fora do arraial, como Moisés tinha dito. Moisés disse a Arão e a seus filhos Eleazar e Itamar: Não desgrenheis os cabelos, nem rasgueis as vossas vestes, para que não morrais, nem venha grande ira sobre toda a congregação; mas vossos irmãos, toda a casa de Israel, lamentem o incêndio que o SENHOR suscitou. Não saireis da porta da tenda da congregação, para que não morrais; porque está sobre vós o óleo da unção do SENHOR. E fizeram conforme a palavra de Moisés. Falou também o SENHOR a Arão, dizendo: Vinho ou bebida forte tu e teus filhos não bebereis quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações, para fazerdes diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo e para ensinardes aos filhos de Israel todos os estatutos que o SENHOR lhes tem falado por intermédio de Moisés. (Lev. 10:1-11)

Não há outro, ó amado, semelhante a Deus, que cavalga sobre os céus para a tua ajuda e com a sua alteza sobre as nuvens. O Deus eterno é a tua habitação e, por baixo de ti, estende os braços eternos; ele expulsou o inimigo de diante de ti e disse: Destrói-o. Israel, pois, habitará seguro, a fonte de Jacó habitará a sós numa terra de cereal e de vinho; e os seus céus destilarão orvalho. Feliz és tu, ó Israel! Quem é como tu? Povo salvo pelo SENHOR, escudo que te socorre, espada que te dá alteza. Assim, os teus inimigos te serão sujeitos, e tu pisarás os seus altos. (Deut. 33:26-29)

Houve um homem de Ramataim-Zofim, da região montanhosa de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efraimita. Tinha ele duas mulheres: uma se chamava Ana, e a outra, Penina; Penina tinha filhos; Ana, porém, não os tinha. Este homem subia da sua cidade de ano em ano a adorar e a sacrificar ao SENHOR dos Exércitos, em Siló. Estavam ali os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, como sacerdotes do SENHOR. No dia em que Elcana oferecia o seu sacrifício, dava ele porções deste a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos e filhas. A Ana, porém, dava porção dupla, porque ele a amava, ainda mesmo que o SENHOR a houvesse deixado estéril. (A sua rival a provocava excessivamente para a irritar, porquanto o SENHOR lhe havia cerrado a madre.) E assim o fazia ele de ano em ano; e, todas as vezes que Ana subia à Casa do SENHOR, a outra a irritava; pelo que chorava e não comia. Então, Elcana, seu marido, lhe disse: Ana, por que choras? E por que não comes? E por que estás de coração triste? Não te sou eu melhor do que dez filhos? Após terem comido e bebido em Siló, estando Eli, o sacerdote, assentado numa cadeira, junto a um pilar do templo do SENHOR, levantou-se Ana, e, com amargura de alma, orou ao SENHOR, e chorou abundantemente. E fez um voto, dizendo: SENHOR dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, e lhe deres um filho varão, ao SENHOR o darei por todo… em paz, e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste. E disse ela: Ache a tua serva mercê diante de ti. Assim, a mulher se foi seu caminho e comeu, e o seu semblante já não era triste. Levantaram-se de madrugada, e adoraram perante o SENHOR, e voltaram, e chegaram a sua casa, a Ramá. Elcana coabitou com Ana, sua mulher, e, lembrando-se dela o SENHOR, ela concebeu e, passado o devido tempo, teve um filho, a que chamou Samuel, pois dizia: Do SENHOR o pedi. Subiu Elcana, seu marido, com toda a sua casa, a oferecer ao SENHOR o sacrifício anual e a cumprir o seu voto. Ana, porém, não subiu e disse a seu marido: Quando for o menino desmamado, levá-lo-ei para ser apresentado perante o SENHOR e para lá ficar para sempre. Respondeu-lhe Elcana, seu marido: Faze o que melhor te agrade; fica até que o desmames; tão-somente confirme o SENHOR a sua palavra. Assim, ficou a mulher e criou o filho ao peito, até que o desmamou. Havendo-o desmamado, levou-o consigo, com um novilho de três anos, um efa de farinha e um odre de vinho, e o apresentou à Casa do SENHOR, a Siló. Era o menino ainda muito criança. Imolaram o novilho e trouxeram o menino a Eli. E disse ela: Ah! Meu senhor, tão certo como vives, eu sou aquela mulher que aqui esteve contigo, orando ao SENHOR. Por este menino orava eu; e o SENHOR me concedeu a petição que eu lhe fizera. Pelo que também o trago como devolvido ao SENHOR, por todos os dias que viver; pois do SENHOR o pedi. E eles adoraram ali o SENHOR. (1 Sam. 1)

Porém Samuel disse: Tem, porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei. (1 Sam. 15:22-23)

Marcharam, então, pela superfície da terra e sitiaram o acampamento dos santos e a cidade querida; desceu, porém, fogo do céu e os consumiu. (Apoc. 20:9)

Em culturas voltadas para a individualidade, é muito fácil esquecer aquilo que deve ser sempre o ponto de partida de toda a adoração: a ação de Deus na história. A adoração autêntica deve ser a resposta sincera do cristão aos atos poderosos de Deus, tanto na criação quanto na redenção (mais uma vez, o tema da mensagem do primeiro anjo). A verdadeira adoração emana de nossa resposta ao amor de Deus e deve afetar todas as áreas de nossa vida. No fim, a adoração genuína não é somente o que fazemos no sábado; ela deve permear todos os assuntos de nossa vida, não apenas na igreja.

Especialmente em nosso desejo de ser relevantes, é muito fácil mudar o foco da adoração, unicamente para nós mesmos, nossas necessidades, desejos e anseios. E embora a adoração deva ser pessoalmente satisfatória, o perigo surge na forma pela qual buscamos experimentar essa satisfação. Somente no Senhor, somente naquele que nos criou e redimiu, podemos encontrar verdadeira satisfação, tanto quanto possível neste mundo pecaminoso e caído.

Nesta semana, analisaremos um pouco mais a história de Israel, tanto as coisas boas que aconteceram quanto as ruins, tirando algumas lições sobre a verdadeira adoração.


 

Domingo

Ano Bíblico: Is 5–7

A consagração

Sete dias de consagração haviam passado (Lv 8).

Disse mais o SENHOR a Moisés: Toma Arão, e seus filhos, e as vestes, e o óleo da unção, como também o novilho da oferta pelo pecado, e os dois carneiros, e o cesto dos pães asmos e ajunta toda a congregação à porta da tenda da congregação. Fez, pois, Moisés como o SENHOR lhe ordenara, e a congregação se ajuntou à porta da tenda da congregação. Então, disse Moisés à congregação: Isto é o que o SENHOR ordenou que se fizesse. E fez chegar a Arão e a seus filhos e os lavou com água. Vestiu a Arão da túnica, cingiu-o com o cinto e pôs sobre ele a sobrepeliz; também pôs sobre ele a estola sacerdotal, e o cingiu com o cinto de obra esmerada da estola sacerdotal, e o ajustou com ele. Depois, lhe colocou o peitoral, pondo no peitoral o Urim e o Tumim; e lhe pôs a mitra na cabeça e na mitra, na sua parte dianteira, pôs a lâmina de ouro, a coroa sagrada, como o SENHOR ordenara a Moisés. Então, Moisés tomou o óleo da unção, e ungiu o tabernáculo e tudo o que havia nele, e o consagrou; e dele aspergiu sete vezes sobre o altar e ungiu o altar e todos os seus utensílios, como também a bacia e o seu suporte, para os consagrar. Depois, derramou do óleo da unção sobre a cabeça de Arão e ungiu-o, para consagrá-lo. Também Moisés fez chegar os filhos de Arão, e vestiu-lhes as túnicas, e cingiu-os com o cinto, e atou-lhes as tiaras, como o SENHOR lhe ordenara. Então, fez chegar o novilho da oferta pelo pecado; e Arão e seus filhos puseram as mãos sobre a cabeça do novilho da oferta pelo pecado; e…reia e os pôs sobre a gordura e sobre a coxa direita. E tudo isso pôs nas mãos de Arão e de seus filhos e o moveu por oferta movida perante o SENHOR. Depois, Moisés o tomou das suas mãos e o queimou no altar sobre o holocausto; era uma oferta da consagração, por aroma agradável, oferta queimada ao SENHOR. Tomou Moisés o peito e moveu-o por oferta movida perante o SENHOR; era a porção que tocava a Moisés, do carneiro da consagração, como o SENHOR lhe ordenara. Tomou Moisés também do óleo da unção e do sangue que estava sobre o altar e o aspergiu sobre Arão e as suas vestes, bem como sobre os filhos de Arão e as suas vestes; e consagrou a Arão, e as suas vestes, e a seus filhos, e as vestes de seus filhos. Disse Moisés a Arão e a seus filhos: Cozei a carne diante da porta da tenda da congregação e ali a comereis com o pão que está no cesto da consagração, como tenho ordenado, dizendo: Arão e seus filhos a comerão. Mas o que restar da carne e do pão queimareis. Também da porta da tenda da congregação não saireis por sete dias, até ao dia em que se cumprirem os dias da vossa consagração; porquanto por sete dias o SENHOR vos consagrará. Como se fez neste dia, assim o SENHOR ordenou se fizesse, em expiação por vós. Ficareis, pois, à porta da tenda da congregação dia e noite, por sete dias, e observareis as prescrições do SENHOR, para que não morrais; porque assim me foi ordenado. E Arão e seus filhos fizeram todas as coisas que o SENHOR ordenara por intermédio de Moisés. (Lev. 8)

No oitavo dia, os sacerdotes começaram seu ministério sagrado no santuário. Eles estavam iniciando uma obra que continuaria (embora não sem interrupção) por mais de 1.400 anos, algo que prefigurava a obra de Cristo no santuário celestial, o verdadeiro tabernáculo onde Cristo ministra agora em nosso favor.

1. Como os rituais em Levítico nos ajudam a compreender a obra da expiação e as razões que temos para adorar a Deus?Lv 9

1: No encerramento da consagração, sacrifícios e ofertas foram oferecidos em favor de Arão e do povo. A glória de Deus trouxe alegria. 

Ao oitavo dia, chamou Moisés a Arão, e a seus filhos, e aos anciãos de Israel e disse a Arão: Toma um bezerro, para oferta pelo pecado, e um carneiro, para holocausto, ambos sem defeito, e traze-os perante o SENHOR. Depois, dirás aos filhos de Israel: Tomai um bode, para oferta pelo pecado, um bezerro e um cordeiro, ambos de um ano e sem defeito, como holocausto; e um boi e um carneiro, por oferta pacífica, para sacrificar perante o SENHOR, e oferta de manjares amassada com azeite; porquanto, hoje, o SENHOR vos aparecerá. Então, trouxeram o que ordenara Moisés, diante da tenda da congregação, e chegou-se toda a congregação e se pôs perante o SENHOR. Disse Moisés: Esta coisa que o SENHOR ordenou fareis; e a glória do SENHOR vos aparecerá. Depois, disse Moisés a Arão: Chega-te ao altar, faze a tua oferta pelo pecado e o teu holocausto; e faze expiação por ti e pelo povo; depois, faze a oferta do povo e a expiação por ele, como ordenou o SENHOR. Chegou-se, pois, Arão ao altar e imolou o bezerro da oferta pelo pecado que era por si mesmo. Os filhos de Arão trouxeram-lhe o sangue; ele molhou o dedo no sangue e o pôs sobre os chifres do altar; e o resto do sangue derramou à base do altar. Mas a gordura, e os rins, e o redenho do fígado da oferta pelo pecado queimou sobre o altar, como o SENHOR ordenara a Moisés. Porém a carne e o couro queimou fora do arraial. Depois, imolou o holocausto, e os filhos de Arão lhe entregaram o sangue, e ele o aspergiu sobre o altar, em redor. Também lhe entregaram o holocausto nos seus pedaços, com a cabeça; e queimou-o sobre o altar. E lavou as entranhas e as pernas e as queimou sobre o holocausto, no altar. Depois, fez chegar a oferta do povo, e, tomando o bode da oferta pelo pecado, que era pelo povo, o imolou, e o preparou por oferta pelo pecado, como fizera com o primeiro. Também fez chegar o holocausto e o ofereceu segundo o rito. Fez chegar a oferta de manjares, e dela tomou um punhado, e queimou sobre o altar, além do holocausto da manhã. Depois, imolou o boi e o carneiro em sacrifício pacífico, que era pelo povo; e os filhos de Arão entregaram-lhe o sangue, que aspergiu sobre o altar, em redor, como também a gordura do boi e do carneiro, e a cauda, e o que cobre as entranhas, e os rins, e o redenho do fígado. E puseram a gordura sobre o peito, e ele a queimou sobre o altar; mas o peito e a coxa direita Arão moveu por oferta movida perante o SENHOR, como Moisés tinha ordenado. Depois, Arão levantou as mãos para o povo e o abençoou; e desceu, havendo feito a oferta pelo pecado, e o holocausto, e a oferta pacífica. Então, entraram Moisés e Arão na tenda da congregação; e, saindo, abençoaram o povo; e a glória do SENHOR apareceu a todo o povo. E eis que, saindo fogo de diante do SENHOR, consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar; o que vendo o povo, jubilou e prostrou-se sobre o rosto. (Lev. 9)

Os versos 22-24 são especialmente fascinantes.

Depois, Arão levantou as mãos para o povo e o abençoou; e desceu, havendo feito a oferta pelo pecado, e o holocausto, e a oferta pacífica. Então, entraram Moisés e Arão na tenda da congregação; e, saindo, abençoaram o povo; e a glória do SENHOR apareceu a todo o povo. E eis que, saindo fogo de diante do SENHOR, consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar; o que vendo o povo, jubilou e prostrou-se sobre o rosto. (Lev. 9:22-24)

É difícil imaginar o que deve ter passado na mente e coração de Moisés e Arão, quando entraram no santuário e depois saíram, simplesmente para ver a manifestação da “glória do Senhor” diante do povo. Embora o texto não diga exatamente o que aconteceu, havia muita gente no acampamento, naquela ocasião, e o fato de que todos tenham visto isso significa que a cena deve ter sido algo espetacular. Talvez a glória tivesse sido manifestada pelo que aconteceu em seguida: “E eis que, saindo fogo de diante do Senhor, consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar; o que vendo o povo, jubilou e prostrou-se sobre o rosto” (Lv 9:24).

E eis que, saindo fogo de diante do SENHOR, consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar; o que vendo o povo, jubilou e prostrou-se sobre o rosto. (Lev. 9:24)

O tabernáculo tinha sido dedicado, e os sacerdotes, consagrados ao serviço de adoração divina. O fogo santo apareceu como sinal de que o sacrifício havia sido aceito. O povo respondeu em uníssono com uma exclamação de louvor, e depois todos se prostraram sobre seus rostos em humildade, diante da glória da santa presença de Deus. Percebemos intensa reverência, temor e obediência; todos os detalhes dos mandamentos de Deus foram seguidos, e o Senhor mostrou Sua aceitação do que eles haviam feito.

Observe a reação dos israelitas: exclamaram e também se prostraram sobre seus rostos. Por mais intenso que fosse todo o ritual, sua reação foi de reverência, alegria e temor, tudo ao mesmo tempo. Como podemos aprender a manifestar em nossos cultos esse tipo de reverência e alegria?


 

Segunda

Ano Bíblico: Is 8–10

Fogo do Senhor

Auxiliado por seus filhos, Arão ofereceu os sacrifícios que Deus ordenara, e levantou as mãos e abençoou o povo. Tudo havia sido feito conforme Deus indicara, Ele aceitou o sacrifício e revelou Sua glória de maneira notável: fogo veio do Senhor e consumiu a oferta sobre o altar. O povo olhou para aquela maravilhosa manifestação de poder divino. Com espanto e intenso interesse, nela viram o sinal da glória e favor de Deus, e alçaram uma aclamação geral de louvor e adoração, caindo sobre seu rosto como se estivessem na presença imediata de Jeová (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 359). É difícil acreditar que, depois de algo tão dramático, uma queda terrível se seguiria imediatamente. Poderíamos pensar que, com tal demonstração do poder de Deus, todo o povo, particularmente os sacerdotes (especialmente sacerdotes tão grandemente honrados como aqueles), se manteriam estritamente fiéis. Quão tolos somos, sempre que subestimamos a corrupção do coração humano, especialmente o nosso coração!

2. Leia a história de Nadabe e Abiú em Levítico 10:1-11. Quem eram eles? Qual foi o pecado deles? (Compare com Êx 30:9,Lv 16:1210:9). Depois do que aconteceu no capítulo anterior, que significado é encontrado na forma pela qual eles morreram? Que importante lição do evangelho podemos aprender dessa história trágica?

2: Sacerdotes, filhos de Arão; trouxeram fogo estranho perante o Senhor; após presenciar a glória de Deus, caíram em apostasia; é preciso começar bem e perseverar até o fim. 

Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que lhes não ordenara. Então, saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR. E falou Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR disse: Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão se calou. Então, Moisés chamou a Misael e a Elzafã, filhos de Uziel, tio de Arão, e disse-lhes: Chegai, tirai vossos irmãos de diante do santuário, para fora do arraial. Chegaram-se, pois, e os levaram nas suas túnicas para fora do arraial, como Moisés tinha dito. Moisés disse a Arão e a seus filhos Eleazar e Itamar: Não desgrenheis os cabelos, nem rasgueis as vossas vestes, para que não morrais, nem venha grande ira sobre toda a congregação; mas vossos irmãos, toda a casa de Israel, lamentem o incêndio que o SENHOR suscitou. Não saireis da porta da tenda da congregação, para que não morrais; porque está sobre vós o óleo da unção do SENHOR. E fizeram conforme a palavra de Moisés. Falou também o SENHOR a Arão, dizendo: Vinho ou bebida forte tu e teus filhos não bebereis quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações, para fazerdes diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo e para ensinardes aos filhos de Israel todos os estatutos que o SENHOR lhes tem falado por intermédio de Moisés. (Lev. 10:1-11)

Não oferecereis sobre ele incenso estranho, nem holocausto, nem ofertas de manjares; nem tampouco derramareis libações sobre ele. (Êxo. 30:9)

Tomará também, de sobre o altar, o incensário cheio de brasas de fogo, diante do SENHOR, e dois punhados de incenso aromático bem moído e o trará para dentro do véu. (Lev. 16:12)

Vinho ou bebida forte tu e teus filhos não bebereis quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações, (Lev. 10:9)

A expressão hebraica nas passagens de Levítico 9:24 e 10:2 era igual: “Saindo fogo de diante do Senhor, consumiu… Consumiu o quê? No primeiro caso, a oferta; no outro, os pecadores. Que representação poderosa do plano da salvação! Na cruz, o “fogo de Deus,” na ira divina, “consumiu” a oferta, e essa era Jesus. Assim, todos que nEle depositam sua fé, nunca têm que enfrentar esse fogo, essa ira, porque um substituto os enfrentou por eles. Os que, no entanto, como aqueles sacerdotes, rejeitam o caminho de Deus em favor dos seus, terão que enfrentar esse fogo (Ap 20:9).

Marcharam, então, pela superfície da terra e sitiaram o acampamento dos santos e a cidade querida; desceu, porém, fogo do céu e os consumiu. (Apoc. 20:9)

A mesma glória revelada na cruz será a glória que, no fim, destruirá o pecado. Que escolha difícil e inequívoca está diante de nós!

Em certo sentido, pensando a esse respeito, fogo é fogo. Qual é a diferença? Obviamente, nesse caso, foi uma grande diferença. Pense não apenas na sua maneira de adorar, mas em sua vida em geral. Existem “fogos estranhos” que você precisa apagar em sua vida?


 

Terça

Ano Bíblico: Is 11–14

Você é feliz, ó Israel

Imagine a cena: Moisés, o servo fiel, repreendido pelo Senhor por sua explosão de ira, estava diante da nação de Israel (Nm 20:8-12).

Toma o bordão, ajunta o povo, tu e Arão, teu irmão, e, diante dele, falai à rocha, e dará a sua água; assim lhe tirareis água da rocha e dareis a beber à congregação e aos seus animais. Então, Moisés tomou o bordão de diante do SENHOR, como lhe tinha ordenado. Moisés e Arão reuniram o povo diante da rocha, e Moisés lhe disse: Ouvi, agora, rebeldes: porventura, faremos sair água desta rocha para vós outros? Moisés levantou a mão e feriu a rocha duas vezes com o seu bordão, e saíram muitas águas; e bebeu a congregação e os seus animais. Mas o SENHOR disse a Moisés e a Arão: Visto que não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso, não fareis entrar este povo na terra que lhe dei. (Núm. 20:8-12)

Tempos depois, Moisés soube que estava prestes a morrer. Quão facilmente ele poderia ter se afundado na autopiedade e frustração! No entanto, mesmo nessa ocasião, os pensamentos dele estavam no futuro que seria enfrentado pelo povo. Diante do povo como seu líder, pela última vez, sob a inspiração do Espírito Santo, ele pronunciou uma bênção sobre cada tribo. Moisés então, concluiu com uma bênção.

3. Leia Deuteronômio 33:26-29. Como as palavras de Moisés podem nos ajudar a entender melhor o que significa adorar o Senhor? Que verdades e princípios podemos aplicar na medida em que procuramos conhecer o que é a verdadeira adoração?

3: Adorar é reconhecer que não há outro semelhante a Deus, que nos concede felicidade. É lembrar-se do que Deus tem feito por nós. 

Não há outro, ó amado, semelhante a Deus, que cavalga sobre os céus para a tua ajuda e com a sua alteza sobre as nuvens. O Deus eterno é a tua habitação e, por baixo de ti, estende os braços eternos; ele expulsou o inimigo de diante de ti e disse: Destrói-o. Israel, pois, habitará seguro, a fonte de Jacó habitará a sós numa terra de cereal e de vinho; e os seus céus destilarão orvalho. Feliz és tu, ó Israel! Quem é como tu? Povo salvo pelo SENHOR, escudo que te socorre, espada que te dá alteza. Assim, os teus inimigos te serão sujeitos, e tu pisarás os seus altos. (Deut. 33:26-29)

A palavra Yeshurun é um termo poético para Israel (Dt 33:526).

E o SENHOR se tornou rei ao seu povo amado, quando se congregaram os cabeças do povo com as tribos de Israel. (Deut. 33:5)

Não há outro, ó amado, semelhante a Deus, que cavalga sobre os céus para a tua ajuda e com a sua alteza sobre as nuvens. (Deut. 33:26)

Vem de uma raiz (yashar) que significa “justo” ou “reto”, não apenas fisicamente mas também moralmente. Jó foi descrito (Jó 1:1) como “íntegro e reto” (do original yashar); veja também os Salmos 32:11,97:11 e Provérbios 15:8.

Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal. (Jó 1:1)

Alegrai-vos no SENHOR e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos que sois retos de coração. (Sal. 32:11)

A luz difunde-se para o justo, e a alegria, para os retos de coração. (Sal. 97:11)

O sacrifício dos perversos é abominável ao SENHOR, mas a oração dos retos é o seu contentamento. (Prov. 15:8)

Assim, Moisés estava falando a respeito de como deveria ser o povo de Deus, aqueles que haviam entrado em um relacionamento de aliança com Ele.

Como sempre, o foco principal está nos atos de Deus em favor do Seu povo. Todas as coisas que iriam acontecer a Israel – vitória sobre os inimigos, salvação, segurança e o fruto da terra – seriam deles por causa daquilo que o Senhor havia feito por eles. Era crucial que eles nunca se esquecessem dessas importantes verdades. Entre as muitas coisas que a adoração pode fazer por nós, está a lembrança constante do que “o Deus de Jesurum” tem feito por nós. Louvor, culto e adoração, seja saindo verbalmente de nossos lábios ou expressos nos pensamentos do coração e mente, são muito oportunos em nos ajudar a manter o foco em Deus e não em nós mesmos e nossos problemas.

Pense em todas as razões que você tem para louvar e adorar o Senhor. Por que é tão importante manter sempre diante de você todas essas bênçãos, tudo o que Ele tem feito em seu favor? Caso contrário, é fácil ficar desanimado?


 

Quarta

Ano Bíblico: Is 15–19

Uma atitude de entrega

Adoração, na Bíblia, é assunto sério. Não é uma questão de gosto pessoal, nem é uma questão de fazer as coisas preferidas ou seguir as próprias inclinações. Embora haja sempre o perigo de se envolver em tradições e rituais mortos, devemos ser cuidadosos para não permitir que a autoexaltação, a satisfação pecaminosa e o desejo de glória pessoal ditem nossa maneira de adorar. Os rituais não são fins em si mesmos, mas meios para um fim – e esse fim é a verdadeira adoração ao Senhor, de uma forma que muda nossa vida e nos coloca em conformidade com Sua vontade e caráter (Gl 4:19).

meus filhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós; (Gál. 4:19)

Vamos agora avançar algumas décadas na história de Israel e ler uma história simples que nos revela como a verdadeira adoração pode ser expressa no coração de uma pessoa arrependida.

4. Leia a história de Ana, em 1 Samuel 1. O que podemos tirar de sua experiência para compreender o significado da adoração e como devemos adorar o Senhor?

4: Adorar é se entregar totalmente, ter consciência de nossa impotência e do poder de um Deus que atua pessoalmente em nossa vida. 

Houve um homem de Ramataim-Zofim, da região montanhosa de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efraimita. Tinha ele duas mulheres: uma se chamava Ana, e a outra, Penina; Penina tinha filhos; Ana, porém, não os tinha. Este homem subia da sua cidade de ano em ano a adorar e a sacrificar ao SENHOR dos Exércitos, em Siló. Estavam ali os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, como sacerdotes do SENHOR. No dia em que Elcana oferecia o seu sacrifício, dava ele porções deste a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos e filhas. A Ana, porém, dava porção dupla, porque ele a amava, ainda mesmo que o SENHOR a houvesse deixado estéril. (A sua rival a provocava excessivamente para a irritar, porquanto o SENHOR lhe havia cerrado a madre.) E assim o fazia ele de ano em ano; e, todas as vezes que Ana subia à Casa do SENHOR, a outra a irritava; pelo que chorava e não comia. Então, Elcana, seu marido, lhe disse: Ana, por que choras? E por que não comes? E por que estás de coração triste? Não te sou eu melhor do que dez filhos? Após terem comido e bebido em Siló, estando Eli, o sacerdote, assentado numa cadeira, junto a um pilar do templo do SENHOR, levantou-se Ana, e, com amargura de alma, orou ao SENHOR, e chorou abundantemente. E fez um voto, dizendo: SENHOR dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, e lhe deres um filho varão, ao SENHOR o darei por todo… em paz, e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste. E disse ela: Ache a tua serva mercê diante de ti. Assim, a mulher se foi seu caminho e comeu, e o seu semblante já não era triste. Levantaram-se de madrugada, e adoraram perante o SENHOR, e voltaram, e chegaram a sua casa, a Ramá. Elcana coabitou com Ana, sua mulher, e, lembrando-se dela o SENHOR, ela concebeu e, passado o devido tempo, teve um filho, a que chamou Samuel, pois dizia: Do SENHOR o pedi. Subiu Elcana, seu marido, com toda a sua casa, a oferecer ao SENHOR o sacrifício anual e a cumprir o seu voto. Ana, porém, não subiu e disse a seu marido: Quando for o menino desmamado, levá-lo-ei para ser apresentado perante o SENHOR e para lá ficar para sempre. Respondeu-lhe Elcana, seu marido: Faze o que melhor te agrade; fica até que o desmames; tão-somente confirme o SENHOR a sua palavra. Assim, ficou a mulher e criou o filho ao peito, até que o desmamou. Havendo-o desmamado, levou-o consigo, com um novilho de três anos, um efa de farinha e um odre de vinho, e o apresentou à Casa do SENHOR, a Siló. Era o menino ainda muito criança. Imolaram o novilho e trouxeram o menino a Eli. E disse ela: Ah! Meu senhor, tão certo como vives, eu sou aquela mulher que aqui esteve contigo, orando ao SENHOR. Por este menino orava eu; e o SENHOR me concedeu a petição que eu lhe fizera. Pelo que também o trago como devolvido ao SENHOR, por todos os dias que viver; pois do SENHOR o pedi. E eles adoraram ali o SENHOR. (1 Sam. 1)

Por mais importante que seja lembrar que Deus deve ser o foco da nossa adoração, não adoramos a Deus no vazio. Não estamos adorando um ser distante, afastado e abstrato; estamos adorando o Deus nos que criou, redimiu e que interage nos assuntos humanos. Adoramos um Deus pessoal, que entra em nossa vida da maneira mais íntima, para nos ajudar em nossas necessidades mais profundas, se permitirmos que Ele atue.

Ana adorou o Senhor dos recessos mais profundos de seu ser. Em certo sentido, todos somos iguais a Ana. Temos necessidades importantes e profundas que, por nós mesmos, não podemos suprir. Ana chegou diante do Senhor em uma atitude de completa entrega (Afinal, que sacrifício maior poderíamos encontrar do que a disposição de entregar o próprio filho?). Podemos e devemos nos aproximar de Deus com nossas necessidades, mas devemos sempre submeter nossas necessidades ao chamado do Senhor em nossa vida. A verdadeira adoração deve brotar de um coração partido, totalmente consciente de sua própria impotência e dependência de Deus.

Quais são os lugares quebrados dentro de você? Como você pode aprender a entregá-los ao Senhor?


 

Quinta

Ano Bíblico: Is 20–23

Adoração e obediência

“Porém Samuel disse: Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à Sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do Senhor, Ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei”(1Sm 15:22, 23).

Porém Samuel disse: Tem, porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei. (1 Sam. 15:22-23)

5. Que princípio fundamental podemos tirar do texto acima, a respeito do que constitui a verdadeira adoração? Que advertência encontramos nele? Como podemos ter certeza de que não somos culpados dessa atitude?

5: Obediência à Palavra de Deus é mais importante do que cerimônias religiosas. Obstinação é idolatria, adoração do ego.

Esses versos estão no contexto da contínua decadência e apostasia de Saul, primeiro rei de Israel. Saul devia atacar e destruir totalmente (a palavra hebraica significa “consagrado à destruição”) cada pessoa e animal. Deus tinha planejado usar Israel para trazer juízo sobre os amalequitas, uma nação perversa. Em Sua misericórdia, Deus havia adiado a punição por cerca de três séculos. Apesar da instrução explícita sobre o que fazer, Saul desobedeceu abertamente (1Sm 15:1-21), e colheria as consequências de suas ações.

Disse Samuel a Saul: Enviou-me o SENHOR a ungir-te rei sobre o seu povo, sobre Israel; atenta, pois, agora, às palavras do SENHOR. Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Castigarei Amaleque pelo que fez a Israel: ter-se oposto a Israel no caminho, quando este subia do Egito. Vai, pois, agora, e fere a Amaleque, e destrói totalmente a tudo o que tiver, e nada lhe poupes; porém matarás homem e mulher, meninos e crianças de peito, bois e ovelhas, camelos e jumentos. Saul convocou o povo e os contou em Telaim: duzentos mil homens de pé e dez mil homens de Judá. Chegando, pois, Saul à cidade de Amaleque, pôs emboscadas no vale. E disse aos queneus: Ide-vos, retirai-vos e saí do meio dos amalequitas, para que eu vos não destrua juntamente com eles, porque usastes de misericórdia para com todos os filhos de Israel, quando subiram do Egito. Assim, os queneus se retiraram do meio dos amalequitas. Então, feriu Saul os amalequitas, desde Havilá até chegar a Sur, que está defronte do Egito. Tomou vivo a Agague, rei dos amalequitas; porém a todo o povo destruiu a fio de espada. E Saul e o povo pouparam Agague, e o melhor das ovelhas e dos bois, e os animais gordos, e os cordeiros, e o melhor que havia e não os quiseram destruir totalmente; porém toda coisa vil e desprezível destruíram. Então, veio a palavra do SENHOR a Samuel, dizendo: Arrependo-me de haver constituído Saul rei, porquanto deixou de me seguir e não executou as minhas palavras. Então, Samuel se contristou e toda a noite clamou ao SENHOR. Madrugou Samuel para encontrar a Saul pela manhã; e anunciou-se àquele: Já chegou Saul ao Carmelo, e eis que levantou para si um monumento; e, dando volta, passou e desceu a Gilgal. Veio, pois, Samuel a Saul, e este lhe disse: Bendito sejas tu do SENHOR; executei as palavras do SENHOR. Então, disse Samuel: Que balido, pois, de ovelhas é este nos meus ouvidos e o mugido de bois que ouço? Respondeu Saul: De Amaleque os trouxeram; porque o povo poupou o melhor das ovelhas e dos bois, para os sacrificar ao SENHOR, teu Deus; o resto, porém, destruímos totalmente. Então, disse Samuel a Saul: Espera, e te declararei o que o SENHOR me disse esta noite. Respondeu-lhe Saul: Fala. Prosseguiu Samuel: Porventura, sendo tu pequeno aos teus olhos, não foste por cabeça das tribos de Israel, e não te ungiu o SENHOR rei sobre ele? Enviou-te o SENHOR a este caminho e disse: Vai, e destrói totalmente estes pecadores, os amalequitas, e peleja contra eles, até exterminá-los. Por que, pois, não atentaste à voz do SENHOR, mas te lançaste ao despojo e fizeste o que era mal aos olhos do SENHOR? Então, disse Saul a Samuel: Pelo contrário, dei ouvidos à voz do SENHOR e segui o caminho pelo qual o SENHOR me enviou; e trouxe a Agague, rei de Amaleque, e os amalequitas, os destruí totalmente; mas o povo tomou do despojo ovelhas e bois, o melhor do designado à destruição para oferecer ao SENHOR, teu Deus, em Gilgal. (1 Sam. 15:1-21)

A resposta de Samuel a Saul, nos versos 22 e 23, nos ajuda a entender melhor o que é a adoração verdadeira.

Porém Samuel disse: Tem, porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei. (1 Sam. 15:22-23)

1. Deus prefere nosso coração às nossas ofertas (Se Ele realmente tem nosso coração, as ofertas serão o resultado).

2. A obediência é mais agradável a Ele do que os sacrifícios. (A obediência é a nossa maneira de mostrar que entendemos o verdadeiro sentido dos sacrifícios).
3. Ser obstinado, insistir em nosso próprio caminho, é idolatria, porque transformamos em deus a nós mesmos, nossos desejos e opiniões.

Permita que o Espírito Santo fale ao seu coração, enquanto pensa no seguinte: Em que áreas da minha vida estou seguindo meus próprios desejos e opiniões, em lugar de deixar que Deus me guie? Como posso aplicar à minha experiência de adoração o exemplo de Saul, em suas presunções fatais?


 

Sexta

Ano Bíblico: Is 24–26

Estudo adicional

Leia de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 359-362: “O Pecado de Nadabe e Abiú” e p. 616-626: “A Presunção de Saul”.

Deus pronunciou maldição sobre aqueles que se afastam de Seus mandamentos e não fazem diferença entre as coisas comuns e as coisas santas” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 360).

“Sua fatal arrogância [de Saul] deve ser atribuída à feitiçaria satânica. Saul tinha manifestado grande zelo ao suprimir a idolatria e a feitiçaria; no entanto, em sua desobediência à ordem divina fora movido pelo mesmo espírito de oposição a Deus, e realmente inspirado por Satanás como são os que praticam a feitiçaria; e, ao ser reprovado, acrescentou teimosia à rebelião. Não poderia ter oferecido maior insulto ao Espírito de Deus, se abertamente se tivesse unido aos idólatras” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 635).

Perguntas para reflexão
1. Por que é importante manter Cristo no centro da adoração? Que outras coisas podem se insinuar de forma sutil e tirar nosso foco do Senhor? Estamos em perigo de usar o Senhor, ou o nome do Senhor, no louvor e no canto, apenas como um disfarce para a adoração de outra coisa?
2. De que maneiras podemos ser hipócritas na adoração? Isto é, se quando estamos fora da igreja agimos com apatia, mas dentro dela nos enchemos de louvor, adoração e dedicação, o que isso diz a nosso respeito? Embora nenhum de nós seja perfeito, nossa vida não deveria estar conectada com o tipo de adoração que praticamos? Infelizmente, algumas pessoas que vão “adorar” na igreja, voltam para casa e abusam do seu cônjuge e filhos, ou se envolvem em outros comportamentos perversos. Como tais práticas ridicularizam nossa adoração?
3. Releia o Verso Para Memorizar desta semana e o aplique no contexto da adoração. Como podemos ter certeza de que não estamos cometendo exatamente o erro destacado ali?
4. Como você pode aprender melhor a “arte” da adoração, a “arte” da entrega pessoal ao Senhor? Como você pode aprender a se aproximar do Senhor no seu momento de culto particular?

Respostas Sugestivas: 1: No encerramento da consagração, sacrifícios e ofertas foram oferecidos em favor de Arão e do povo. A glória de Deus trouxe alegria. 2: Sacerdotes, filhos de Arão; trouxeram fogo estranho perante o Senhor; após presenciar a glória de Deus, caíram em apostasia; é preciso começar bem e perseverar até o fim. 3: Adorar é reconhecer que não há outro semelhante a Deus, que nos concede felicidade. É lembrar-se do que Deus tem feito por nós. 4: Adorar é se entregar totalmente, ter consciência de nossa impotência e do poder de um Deus que atua pessoalmente em nossa vida. 5: Obediência à Palavra de Deus é mais importante do que cerimônias religiosas. Obstinação é idolatria, adoração do ego.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li532011.html


Ciclo do aprendizado

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: Deus não é um ser imaginário que podemos moldar de acordo com nossos caprichos e opinião. Existe uma forma dinâmica, satisfatória de adorar e servir a Deus, e uma forma interesseira. Ao adorarmos, coloquemos Deus sempre acima dos nossos caprichos e opiniões arraigadas.
Só para o professor: Enfatize o fato de que amar a Deus significa mostrar esse amor através da obediência, do desejo de agradá-Lo e da vontade de descobrir os requisitos desse amor.

Provavelmente já tenhamos passado por experiências em que nossas opiniões ou preferências foram tratadas como se fossem irrelevantes. Já lhe perguntaram, por exemplo, o que você queria ganhar no seu aniversário ou no Natal, mas lhe deram algo que não você não pediu, ou algo que foi claramente escolhido porque o indivíduo não quis gastar tempo nem se incomodar? Como se sentiu? Evidentemente, o importante era a consideração, mas isso não existiu. Não é pior quando essa atitude vem de alguém que alega nos amar e respeitar?

Nas semanas anteriores exploramos o significado da verdadeira adoração, que procede de um coração verdadeiramente dedicado a Deus, e do desejo de aprender e cumprir Sua vontade. Mas quantas vezes ignoramos o que Ele deseja de nós, e Lhe damos meramente o que achamos que Ele deve receber ou o que estamos dispostos a entregar-Lhe? Deus quer nosso ser, nosso coração, mente e obediência. Nada menos que isso será suficiente.

Comente com a classe: Você pode demonstrar seu amor a Deus através da obediência? É possível obedecer sem amor?

Compreensão
Só para o professor: Enfatize o fato de que amar a Deus significa rejeitar o que não Lhe agrada. Em palavras mais positivas, agradar a Deus deve ser mais importante para nós do que qualquer outra coisa, mesmo o sucesso material.

Comentário Bíblico

I. Isaías e a inconstante escala de valores
(Recapitule com a classe Is 5:18-23.)

Ai dos que puxam para si a iniqüidade com cordas de injustiça e o pecado, como com tirantes de carro! E dizem: Apresse-se Deus, leve a cabo a sua obra, para que a vejamos; aproxime-se, manifeste-se o conselho do Santo de Israel, para que o conheçamos. Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito! Ai dos que são heróis para beber vinho e valentes para misturar bebida forte, os quais por suborno justificam o perverso e ao justo negam justiça! (Isa. 5:18-23)

Dizem que a realidade é aquilo que não vai embora quando você para de acreditar nela. Muitos de nós estamos muito dispostos a aderir a essa ideia quando se trata do próximo ônibus, cogumelos venenosos e serpentes peçonhentas. Se alguém é picado por uma cobra venenosa, reclassificá-la como serpente não venenosa não fará nenhuma diferença para a vítima. Há também algum debate sobre o que é doce ou amargo, levando em conta algumas diferenças culturais. Por exemplo, os chineses consideram doce o sabor do chá, enquanto muitos ocidentais o consideram amargo. Mas, ainda assim, a reação ao sabor percebido como amargo é imediata, e ignora completamente as habilidades “racionais” e inteligentes. E ninguém nega a realidade da densa escuridão, especialmente quando uma lanterna é oferecida.

Assim, na prática, existe pouco ou nenhum debate sobre a doçura versus amargura, ou escuridão versus luz. E sobre o bem e o mal, o certo e o errado? A maioria de nós tem uma escala, com algum ditador terrível na extremidade do mal e, na extremidade oposta, possivelmente, alguém como a Madre Teresa. Mas nossa tendência é agir com base em uma escala inconstante, especialmente naquilo que “todo mundo faz”, e mais ainda se nós ou as pessoas do nosso círculo social estão fazendo isso. Sabemos a diferença entre o certo e o errado, mas talvez, para nós, isso seja apenas “um pouco errado”. Se não estamos fazendo algo específico, seja o que for, talvez nos sintamos particularmente iluminados e compassivos para desculpá-lo ou ignorá-lo.

Isaías vai direto ao cerne da questão. Ai daqueles que ao mal chamam bem e ao bem, mal, uma distinção que deve ser tão real e importante para nós como escuridão versus luz. Note que, nessa passagem, ele não mencionou pessoas que fazem o mal. Sua preocupação era com as pessoas que desculpam o mal, ou que se recusam a reconhecer que o bem e o mal existem.

Pense nisto: De onde você tira seus padrões para adoração e para a vida? Eles estão fundamentados em Deus ou a base deles é o que os outros fazem e pensam que é certo, ou o que eles pensam que “não é tão ruim”? Essa questão é importante?

II. Obediência é mais importante que resultados
(Recapitule com a classe Nm 20:8-12.)

Toma o bordão, ajunta o povo, tu e Arão, teu irmão, e, diante dele, falai à rocha, e dará a sua água; assim lhe tirareis água da rocha e dareis a beber à congregação e aos seus animais. Então, Moisés tomou o bordão de diante do SENHOR, como lhe tinha ordenado. Moisés e Arão reuniram o povo diante da rocha, e Moisés lhe disse: Ouvi, agora, rebeldes: porventura, faremos sair água desta rocha para vós outros? Moisés levantou a mão e feriu a rocha duas vezes com o seu bordão, e saíram muitas águas; e bebeu a congregação e os seus animais. Mas o SENHOR disse a Moisés e a Arão: Visto que não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso, não fareis entrar este povo na terra que lhe dei. (Núm. 20:8-12)

Muitos leitores e estudantes da Bíblia têm se perguntado por que, na sequência de acontecimentos registrados nessa passagem, Deus puniu Moisés de maneira tão dura. Moisés foi um líder dedicado de um povo muitas vezes petulante e teimoso. Ele enfrentou adversidades e horrores que teriam impelido um homem comum a sair gritando de noite, para nunca mais voltar. E depois de tudo isso, essas mesmas pessoas, a quem ele havia guiado e suprido, o acusaram de não saber o que estava fazendo e de levá-los em uma sinistra marcha sem sentido. Então, Moisés ficou irado e feriu a rocha, em lugar de falar com ela. E daí?

De certa maneira, funcionou. A água saiu da rocha, assim como teria ocorrido se Moisés tivesse seguido as instruções ao pé da letra. Mas também não lemos muito sobre murmuração ou dissensão do povo imediatamente, nas passagens posteriores. Moisés fez com que eles se calassem. O que poderia ter sido melhor?

O que esse resultado demonstra é que Deus pode trazer resultados positivos, mesmo dos nossos erros ou desobediência. Ele é misericordioso e tem a visão de longo prazo. Porém, isso não significa que, em nossa vida, ministério ou adoração, devemos aceitar ser guiados pelos nossos caprichos e mau humor, fazendo o que parece certo no momento, sem levar em conta o que é melhor aos olhos de Deus. Apesar de nossa ignorância ou falhas, Deus permitirá que alcancemos resultados, mas Ele espera que aprendamos, enquanto nossa mente se torna mais semelhante à Sua. Moisés falava com Deus face a face. Para atingir nossos objetivos, devemos buscar não apenas o que é adequado, mas a boa e perfeita vontade de Deus em todas as questões.

Pense nisto: Enquanto Deus nos abençoa e nos dá um conhecimento mais completo da Sua vontade e caráter, Ele espera mais de nós. Se quisermos conhecer a Deus e Sua vontade, como devemos seguir esse modelo em nossa vida?

Aplicação
Só para o professor: Use as seguintes perguntas e exercícios para enfatizar a necessidade de reivindicar o manto da justiça de Cristo, para ser reconciliado com Deus.

Perguntas para consideração
1. Em Deuteronômio 33:526, Moisés se refere aos israelitas como “retos”, literalmente “justos”. Mas, pela história registrada, sabemos que muitas vezes eles se comportaram de uma forma que, absolutamente, não parecia justa. De todos ali, Moisés era a pessoa que tinha razões para saber disso. Por que, então, ele se referiu a eles como justos? O que isso sugere sobre a maneira de Deus nos ver, ou sobre o que poderíamos ser?

E o SENHOR se tornou rei ao seu povo amado, quando se congregaram os cabeças do povo com as tribos de Israel. (Deut. 33:5)

Não há outro, ó amado, semelhante a Deus, que cavalga sobre os céus para a tua ajuda e com a sua alteza sobre as nuvens. (Deut. 33:26)

2. Como seres humanos, nossa tendência natural é focalizar pecados específicos que podemos considerar particularmente abomináveis e dos quais (geralmente) não somos pessoalmente culpados. Podemos ver isso nas cruzadas morais que periodicamente varrem nosso cenário político. Mas em 1 Samuel 15:23 nos é dito que a rebelião (qualquer ato consciente de desobediência a Deus) é semelhante a um dos maiores e mais gritantes pecados: a feitiçaria. O que isso sugere sobre a distância entre os nossos padrões, muitas vezes superficiais, e os de Deus?

Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei. (1 Sam. 15:23)

Pergunta de aplicação
Embora sejamos pecadores, Deus está pronto e disposto a nos tratar como se fôssemos justos. Como podemos ser mais gratos pelo fato de que Deus nos aceita em Cristo?

Não conhecemos todas as circunstâncias da oferta de “fogo estranho” de Nadabe e Abiú, em Levítico 10:1-3.

Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que lhes não ordenara. Então, saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR. E falou Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR disse: Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão se calou. (Lev. 10:1-3)

Teriam eles sido arrogantes e profanos intencionalmente, ou pensaram que estivessem fazendo o que era certo? No fim, saber as respostas não mudaria a história. Eles estavam colocando o próprio discernimento e padrões acima dos de Deus. Como podemos evitar fazer a mesma coisa, embora as consequências raramente sejam tão rápidas no mundo de hoje?

Criatividade
Só para o professor: As seguintes atividades são destinadas a nos ajudar a pensar nas muitas razões que temos para ser gratos a Deus pela Sua orientação.

Como cristãos, cremos em um Deus que age na história. Ele não age apenas na história, o tipo de história incluída na Bíblia, nos comentários sobre a Bíblia e nos livros escolares de história, mas age em nossa vida também. A maioria de nós provavelmente sentiu que Deus estava tentando nos dizer algo específico, mesmo que não fosse de forma literal, audível.

Pergunte aos alunos se eles já tiveram consciência de Deus Se comunicando com eles sobre sua vida ou sobre determinado curso de ação. Como eles reagiram? Eles obedeceram? Ignoraram a mensagem? Quais foram os resultados?

Alternativa: Concentre-se na adoração. Use um quadro para escrever ou um quadro com papel para essa atividade. Reconheça que Deus fala com pessoas diferentes de formas diferentes, mas que existem características distintas na verdadeira adoração que levam à obediência. Seja qual for a forma exterior, o que a adoração deve incluir? Anote as respostas apresentadas pela classe. O que as respostas revelam: 1. Sobre nossa atitude para com Deus? 2. Sobre a adoração? 3. Sobre nós mesmos?


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/aux532011.html


Lição 5 – Você é feliz, ó Israel!
Compreendendo quem é Deus

Ozeas C. Moura
Doutor em Teologia Bíblica

Adoração autêntica é a resposta sincera do cristão aos atos poderosos de Deus na criação e na redenção. Verdadeira adoração é nossa resposta ao amor de Deus e deve afetar todas as áreas de nossa vida. Adoração genuína não é somente o que fazemos ou deixamos de fazer no sábado. Ela deve permear todos os assuntos de nossa vida, em todos os dias da semana, e não apenas durante o sábado e na igreja.

Especialmente em nosso desejo de ser relevantes, é muito fácil mudar o foco da adoração, unicamente para nós mesmos, nossas necessidades, desejos e anseios. E embora a adoração deva ser pessoalmente satisfatória, o perigo surge na forma pela qual buscamos experimentar essa satisfação. Somente no Senhor, aquele que nos criou e redimiu, podemos encontrar verdadeira satisfação, tanto quanto isso é possível neste mundo pecaminoso.

Nesta semana, analisaremos um pouco mais a história de Israel, tanto as coisas boas que aconteceram quanto as ruins, tirando algumas lições sobre a verdadeira adoração.

I. A consagração
Antes de ministrarem no santuário recém-inaugurado, os sacerdotes (Arão e seus filhos) se consagraram a Deus durante uma semana (Lv 8:35). Eles e suas vestes foram ungidos com o óleo da unção (8:30). Devem ter passado esse tempo em oração, confissão de pecados e estudando as normas divinas quanto às diferentes ofertas que seriam trazidas ao santuário e de como deveriam oferecê-las.

Ao oitavo dia (o dia seguinte aos sete dias de consagração) Arão e seus filhos ofereceram sacrifícios por si mesmos e pelo povo (9:8-22). Arão e Moisés “abençoaram o povo; e a glória do Senhor apareceu a todo o povo. E eis que, saindo fogo de diante do Senhor, consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar; o que, vendo o povo, jubilou e prostrou-se sobre o rosto” (9:23, 24). O povo respondeu em uníssono com uma exclamação de louvor, e depois todos se prostraram sobre seus rostos em humildade, diante da glória da santa presença de Deus. Nesse incidente, percebemos intensa reverência, temor e obediência às orientações divinas.

A lição desse incidente é clara: consagração pessoal e consideração pelas orientações divinas são componentes indispensáveis da verdadeira adoração. Quando isso acontece, ela é aceita pelo Senhor.

II. Fogo do Senhor
Após sair “fogo de diante do Senhor” (Lv 9:24) e queimar o holocausto, em sinal de aprovação divina, houve outra ocasião em que também saiu “fogo de diante do Senhor” (10:2). Só que desta vez o fogo divino consumiu Nadabe e Abiú, dois dos filhos de Arão. No primeiro caso, o fogo consumiu a vítima oferecida em holocausto – símbolo do “fogo divino” ou da ira contra o pecado, manifestada na cruz, quando Jesus, que Se fez pecado em nosso lugar, recebeu sobre Si a ira divina que haveria de cair sobre nós, caso não nos arrependêssemos. No segundo caso, fogo divino queimou dois sacerdotes pecadores, que haviam entrado bêbados no santuário (conforme é inferido das orientações de Deus contra o uso de vinho, em 10:8-11) e levado fogo estranho. Esse fogo divino que tirou a vida desses dois filhos de Arão é símbolo da ira de Deus contra os impenitentes, os quais serão destruídos por fogo após o milênio (Ap 20:9).

A lição da morte de Nadabe e Abiú mediante fogo divino á clara: Deus e Suas orientações devem ser levados a sério. Adoração diferente daquela requerida por Deus é levar “fogo estranho diante dEle”. Isso nos faz lembrar de Caim e de sua oferta de “frutos da terra” (Gn 4:3), e mostra que, por mais bem-intencionado que esteja o adorador, Deus só aceitará a adoração que estiver de acordo com Suas orientações. Com essas considerações em mente, deveríamos nos perguntar: Temos levado “fogo estranho” perante o Senhor em nossos momentos de adoração? (Por exemplo, com que tipo de música temos procurado adorar ao Senhor durante os cultos em nossa casa e também na igreja?).

III.Você é feliz, ó Israel
Antes de morrer, Moisés se despediu dos israelitas com um longo discurso – todo o livro de Deuteronômio! Já bem no fim ele exclamou: “Feliz és tu, ó Israel! E, a seguir, deu as razões para a felicidade desse povo: “… povo salvo pelo Senhor, escudo que te socorre, espada que te dá alteza. Assim, os teus inimigos te serão sujeitos, e tu pisarás os seus altos” (Dt 33:29).

O reconhecimento por aquilo que Deus tinha feito pelos israelitas (salvação do cativeiro, cuidado e proteção ao longo dos quarenta anos de caminhada pelo deserto) era elemento fundamental na adoração. Deus devia ser adorado em reconhecimento de Sua grandeza (afinal, Ele abrira o mar Vermelho diante do povo de Israel) e em gratidão pelas bênçãos outorgadas a Seu povo (só para mencionar uma: o maná caiu do céu por todos aqueles quarenta anos). E hoje não deve ser diferente: Devemos adorar a Deus pelas mesmas razões que tiveram os israelitas: reconhecimento pela grandeza de Deus e pelas bênçãos que Ele bondosamente derrama sobre nós.

IV.Uma atitude de entrega
Nos primeiros capítulos de 1 Samuel (1 e 2) lemos a tocante história de Ana, uma das esposas de Elcana, que era estéril (naquele tempo havia a prática da poligamia). Além de não ter a alegria de ser mãe, Ana tinha que conviver com o estigma de ser vista como amaldiçoada por Deus – assim eram consideradas as mulheres estéreis.

Depois de uma fervorosa e quase desesperada oração diante do Senhor, no santuário em Siló (1Sm 1:10) e do solene voto de devolver ao Senhor o filho, caso o tivesse (1:11), Ana voltou para casa e ficou grávida (1:19, 20).

No tempo devido, Ana teve um filho, ao qual deu o nome de Samuel (“Deus ouviu”). Cumpriria Ana seu voto ao Senhor de Lhe devolver o filho? (E não temos nenhuma informação de que Ana soubesse que teria outros filhos!). Mas ela o devolveu, tão logo ele foi desmamado (1:24-28). Nesse sentido ela imitou Deus, ao entregar Seu Filho único (Jo 3:16), para a salvação da humanidade.

No momento da entrega de Samuel por parte de Ana e seu marido, é-nos dito que “eles adoraram ali o Senhor” (1Sm 1:28). Adoraram entregando o que de melhor eles tinham, mesmo com imenso sacrifício pessoal. Isso mostra que adoração não é mera questão de gosto e conveniência pessoal. Ana chegou diante do Senhor em uma atitude de completa entrega (afinal, que sacrifício maior poderíamos encontrar do que a disposição de entregar o próprio filho?). A verdadeira adoração envolve a disposição de entregar tudo o que temos e somos para a exaltação do nome de Deus e para a expansão de Seu reino neste mundo.

V. Adoração e obediência
Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar” (1Sm 15:22, 23).

As palavras desses versos foram endereçadas ao rei Saul, após o cumprimento apenas parcial das ordens de Deus para que esse rei exterminasse completamente os amalequitas.

“Deus tinha planejado usar Israel para trazer juízo sobre os amalequitas, uma nação perversa. Em Sua misericórdia, Deus havia adiado a punição por cerca de três séculos. Apesar da instrução explícita sobre o que fazer, Saul desobedeceu abertamente (1Sm 15:1-21), e colheria as consequências de suas ações. A resposta de Samuel a Saul, nos versos 22 e 23, nos ajuda a entender melhor o que é a adoração verdadeira.

“1. Deus prefere nosso coração às nossas ofertas (Se Ele tem realmente nosso coração, as ofertas serão o resultado).

“2. A obediência é mais agradável a Ele do que os sacrifícios. (A obediência é a nossa maneira de mostrar que entendemos o verdadeiro sentido dos sacrifícios).

“3. Ser obstinado, insistir em nosso próprio caminho, é idolatria, porque transformamos em deus a nós mesmos, nossos desejos e opiniões.” (A parte entre aspas é comentário extraído da lição.)


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/com532011.html


COMENTÁRIOS SIKBERTO MARKS

Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2011

Tema geral do trimestre: Adoração

Estudo nº 05 –  Você é feliz, ó Israel

Semana de   23 a 30 de julho

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristovoltara.com.br marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põe o amargo por doce e o doce, por amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!” (Isa. 5:20 e 21).

Introdução de sábado à tarde

Em poucas palavras, o verso acima alerta aos que invertem as coisas. E hoje é assim que acontece. Os delinquentes estão soltos (alguns estão presos), e os honestos presos em suas casas cercadas. Os casais heterossexuais podem sofrer chacotas, mas as duplas homossexuais têm proteção. O Ministério da Educação quer fazer uma cartilha contra a homofobia, mas não se interessa em relação ao bullying por outros motivos, que existe desde sempre. Os honestos sempre pagam as contas, os sonegadores enriquecem e são bem vistos na sociedade como pessoas capazes. A maioria, por alguma vantagem, compra produtos sem nota, ou importados ilegalmente, em vez de agir segundo a lei. Mas quem não age assim é classificado como incompetente. Quem se cuida e não bebe bebida alcoólica é taxado de fraco. Quem faz a reforma da saúde, muitas vezes, até pelos seus “amigos” é ridicularizado. Quem procura levar uma vida simples e despojada de ingredientes do mundo, é taxado como puritano. Um juiz que insiste em seguir a constituição pode ser punido, mas uma corte que a atropela é bem vista pela sociedade. Quem quer seguir as leis do país é visto como retrógrado e preconceituoso, mas quem vive como a onda presente, esse é progressista ou sem preconceitos. Quem se prepara para a Nova Terra é classificado como retardado, mas quem acredita que o mundo vai melhorar e que aqui será um lugar seguro, esse é visto como otimista e esclarecido. Quem tem uma família alinhada, feliz e saudável é visto como incapaz de aproveitar a vida, mas quem vive nas festanças de final de semana, esse sabe o que é viver bem. A violência é que promove vendas e enriquece pessoas, assim como as drogas, mas qualquer coisa sossegada e harmoniosa é cada vez menos interessante. Pelas drogas se fazem passeatas para liberação, mas por uma alimentação saudável isso não e feito. Os governos investem, no mundo, cerca de um trilhão de dólares em armamentos por ano, mas pela educação e saúde esse valor é muito inferior.

O mal está sendo visto como algo bom, e o bem, como algo sem sentido. Tudo está sendo invertido. O essencial, nesses dias de inversão de valores, é o mais íntimo apego a DEUS, a Seus mandamentos, à Sua Palavra. Obediência, entrega diária e vida humilde diante de DEUS, é uma orientação segura para quem deseja ser salvo. “O propósito de Deus era ensinar ao povo que devem dEle aproximar-se com reverência e temor, e da maneira indicada por Ele mesmo. Não pode Ele aceitar uma obediência parcial. Não era bastante que nesta hora solene de culto quase tudo tivesse sido feito conforme Ele determinara. Deus pronunciou uma maldição sobre aqueles que se afastam de Seus mandamentos e não fazem diferença entre as coisas comuns e as coisas santas. Declara pelo profeta: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem da escuridade luz, e da luz escuridade. … Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos!… Dos que justificam o ímpio por presentes, e ao justo negam justiça!… Rejeitaram a lei do Senhor dos exércitos, e desprezaram a Palavra do Santo de Israel.” Isa. 5:20-24. Ninguém se engane com a crença de que uma parte dos mandamentos de Deus não é essencial, ou que Ele aceitará uma substituição daquilo que exigiu. Disse o profeta Jeremias: “Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando o Senhor o não mande?” Lam. 3:37. Deus não pôsem Sua Palavraordem alguma a que os homens possam obedecer ou desobedecer à vontade e não sofrer as consequências. Se os homens escolhem qualquer outro caminho que não o da estrita obediência, acharão que “o fim dele são os caminhos da morte”. Prov. 14:12.” (Patriarcas e Profetas, 361).

  1. Primeiro dia: A consagração

Hoje o assunto é consagração. Os sacerdotes se consagraram por 7 dias para o serviço no santuário.

O que é consagração? É uma confirmação, ratificação, dedicação a DEUS. Significa separar-se, seja do mundo, seja até de atividades corriqueiras e lícitas, para a dedicação mais intensa ou em alguns casos, integralmente a DEUS.

Um trecho de Alexandre Pevidor achei interessante, sobre vida consagrada:

“O que deve ser comum na vida de um cristão que deseja ser consagrado:
a) Separar-se para Deus. “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei, serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.” (2Co 6.14-18);

b) Ter momentos separados para meditação na Bíblia. “Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia!” (Sl 119.97);

c) Ter momentos separados para oração. “Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer” (Lc 18.1);

d) Cultuar constantemente. “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns” (Hb 10.25)”

Ellen G. White trata muito sobre a consagração. Anexamos algumas citações bem interessantes, que podem ser estudadas, para construirmos um conceito bem fundamentado sobre esse assunto, e assim, podermos tomar decisões corretas em nossa vida.

“Depois da dedicação do tabernáculo, os sacerdotes foram consagrados ao seu ofício sagrado. Estas cerimônias ocuparam sete dias, cada um assinalado por cerimônias especiais. No oitavo dia, deram início ao seu ministério. Auxiliado por seus filhos, Arão ofereceu os sacrifícios que Deus ordenara, e levantou as mãos e abençoou o povo. Tudo havia sido feito conforme Deus indicara, e Ele aceitou o sacrifício, e revelou Sua glória de maneira notável; fogo veio do Senhor e consumiu a oferta sobre o altar. O povo olhou para esta maravilhosa manifestação de poder divino. Com espanto e intenso interesse, nela viram o sinal da glória e favor de Deus, e alçaram uma aclamação geral de louvor e adoração, caindo sobre seu rosto como se estivessem na presença imediata de Jeová” (Patriarcas e Profetas, 359).

“Toda manhã e tarde, um cordeiro de um ano era queimado sobre o altar, com sua apropriada oferta de manjares, simbolizando assim a consagração diária da nação a Jeová, e sua constante necessidade do sangue expiatório de Cristo. Deus ordenara expressamente que toda oferta apresentada para o ritual do santuário fosse “sem mácula”. Êxo. 12:5. Os sacerdotes deviam examinar todos os animais levados para sacrifício, e rejeitar todo aquele em que se descobrisse algum defeito. Apenas uma oferta “sem mácula” poderia ser um símbolo da perfeita pureza dAquele que Se ofereceria como “um cordeiro imaculado e incontaminado”. I Ped. 1:19. O apóstolo Paulo aponta para esses sacrifícios como uma ilustração do que os seguidores de Cristo devem tornar-se. Diz ele: “Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” Rom. 12:1. Devemos entregar-nos ao serviço de Deus e procurar que a oferta se aproxime o máximo possível da perfeição. Deus não Se agradará de coisa alguma inferior ao melhor que podemos oferecer. Aqueles que O amam de todo o coração, desejarão dar-Lhe o melhor serviço de sua vida, e estarão constantemente procurando pôr toda a faculdade de seu ser em harmonia com as leis que promoverão sua habilidade para fazerem a Sua vontade” (CRISTOem Seu Santuário, p. 33).

“Vossos pensamentos precisam ser santificados. Paulo escreve aos coríntios: “Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus e levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo.” II Cor. 10:5. Ao chegardes a estas condições, a obra de consagração vos será a ambos mais compreensível. Vossos pensamentos serão puros, castos e elevados; puras e santas as ações. Conservareis o corpo em santificação e honra, a fim de que o apresenteis em “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. Rom. 12:1. Requer-se de vós que vos negueis a vós mesmos nas coisas pequenas, assim como nas maiores. Deveis fazer a Deus uma completa entrega; não tendes Sua aprovação no estado em que vos encontrais” (Testemunhos Seletos, v. 1, p. 300).

“No sábado deve haver uma solene consagração da família a Deus. O mandamento inclui todos quantos se encontram dentro de nossas portas; todos os moradores da casa devem pôr de parte suas ocupações seculares, e empregar as horas sagradasem devoção. Unam-setodos para honrar a Deus em um culto deleitoso em Seu santo dia” (Testemunhos Seletos, v. 2, 185).

  1. Segunda: Fogo do Senhor

Em algumas ocasiões muito especiais, o Senhor Se manifestou com fogo. A primeira vez não foi na consagração do Tabernáculo, em que desceu fogo do Senhor e consumiu a oferta, que representava JESUS na cruz (Lev. 9:24). Veio fogo do Senhor e consumiu a Sodoma e Gomorra (Gên. 19:24), e seus pecadores e pecados. Veio fogo do Senhor e consumiu, não a JESUS representado, mas o pecador, aliás, dois, Nadabe e Abiu (Lev. 10:1 e 2), que bêbados, resolveram brincar com DEUS, tomando-O em pouca conta, e ofereceram fogo estranho, que fora aceso de outra fonte, não daquela do fogo contínuo que deveriam manter sempre aceso, e que viera daquele primeiro fogo do Senhor. Eles foram consumidos por outro fogo do Senhor, que demonstrava que aquela leviandade não seria jamais tolerada. Outra vez desceu fogo do Senhor e consumiu as beiradas do arraial, porque o povo se rebelara (Num. 11:1 a3). Mais uma vez desceu fogo do Senhor, agora na inauguração do Templo de Salomão (II Crôn. 7:1 a 3). E também quando Elias orou, e desceu fogo do Senhor para consumir a oferta, depois que os sacerdotes rezaram, gritaram e pularam para que Baal o fizesse (I Reis 18:38. Houve outras manifestações sobrenaturais de DEUS, com fogo, como no caso de Elias ao receber as embaixadas do rei Acazias. Cada embaixada era formada por um capitão e 50 soldados, para levarem Elias ao rei. Duas dessas embaixadas foram consumidas com fogo do Senhor (II Reis. 1:9 a 12).  Agora, satanás se prepara para simular fogo do Céu (Apoc. 13:13 e 14), e fazer o mundo pensar que é do Senhor, quando será apenas uma simulação. Muitos acreditarão ser um sinal de DEUS, e na direção contrária do que Elias demonstrou, crerão em satanás, e ratificarão sua crença na santidade do domingo. E a última vez que vai descer fogo do Senhor será após os mil anos de prisão de satanás, quando a Terra será purificada totalmente (Apoc. 20:10).

Nós, em nossos dias, devemos ter o cuidado de Daniel, em não introduzirmos nos cultos coisas que DEUS não aceita. Nós sabemos que coisas são essas. Temos toda a luz a esse respeito. Temos dezenas de livros escritos por Ellen G. White, além da Bíblia completa, repleta de exemplos positivos e negativos. Daniel é para nós um bom exemplo de fidelidade. “Daniel poderia ter argumentado que, à mesa do rei e por sua ordem, não havia para ele outra atitude a seguir. Mas ele e seus companheiros reuniram-se em conselho. … O vinho, em si, era uma armadilha. Estavam familiarizados com a história de Nadabe e Abiú que lhes viera nos pergaminhos. Naqueles homens, o uso do vinho havia estimulado o amor à bebida. Bebiam vinho antes de seus sagrados serviços no santuário. Seus sentidos ficavam confusos. Não conseguiam distinguir entre o fogo sagrado e o comum. Na embotada condição de seu cérebro, fizeram o que o Senhor recomendara não fizessem os que serviam no santo ofício” (CRISTO Triunfante. MM, 2002, p. 172).

“Nem por estardes entre incrédulos, vos torneis descuidados em vossas palavras; porque eles estão vos avaliando. Estudai a instrução dada a Nadabe e Abiú, os filhos de Arão. Eles “trouxeram fogo estranho perante a face do Senhor, o que lhes não ordenara”. Lev. 10:1. Tomando fogo comum, colocaram sobre seus incensários. “Então, saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu; e morreram perante o Senhor. E disse Moisés a Arão: Isto é o que o Senhor falou, dizendo: Serei santificado naqueles que se cheguem a Mim e serei glorificado diante de todo o povo.” Lev. 10:2 e 3. Os colportores devem lembrar-se de que estão trabalhando com o Senhor para salvar almas e de que não devem trazer a Seu sagrado serviço nada de comum ou baixo. Que a mente esteja repleta de pensamentos puros e santos e que as palavras sejam bem escolhidas. Não impeçais o êxito de vosso trabalho, pronunciando palavras levianas e descuidadas” (Manual do Colportor, p. 30).

“Ao misturar a apresentação de histórias fabulosas com seus discursos, está o pastor usando fogo estranho. … Tendes, para enfrentar, homens de todas as espécies de intelecto, e ao tratardes da Palavra Sagrada, deveis manifestar fervor, respeito e reverência. Não se produza em mente alguma a impressão de que sois oradores vulgares e superficiais. Suprimi de vossos sermões os contos fabulosos. Pregai a Palavra. Se houvésseis constantemente pregado a Palavra, teríeis maior colheita para o Mestre. Pouca compreensão tendes da grande necessidade e anelo da alma. Alguns estão lutando com a dúvida, quase em desesperação, quase sem esperança. …

“Deus é ofendido quando Seus representantes se rebaixam ao uso de palavras triviais e frívolas. A causa da verdade é desonrada. Os homens julgam todo o ministério pela pessoa a quem escutam, e os inimigos da verdade tirarão o maior proveito de seus erros” (Evangelismo, 210).

  1. Terça: Você é feliz, ó Israel

O que você acha? Desde Abraão, já se passaram mais de 400 anos. Os patriarcas peregrinaram por terra de outros poderes. Eles foram escravos no Egito. Peregrinaram por 40 anos no deserto. Agora, já podendo ver a Terra Prometida, não era de estarem felizes? Bem logo cada um teria o seu terreno e a sua casa. Teriam o seu governo. Teriam a sua pátria, a que DEUS prometera. Teriam um lugar de repouso. E acima de tudo, tinham um DEUS cujos poderes são infinitos, e cujo caráter é amor. E esse DEUS superior aos demais, era seu amigo, os conduzia, e era capaz de torná-los uma grande e próspera nação. Agora iria iniciar a parte boa dessas aventuras todas. Era para eles estarem felizes? Certamente que sim.

Do mesmo modo ocorre hoje, passados seis mil anos de angústia. Tempos de graves dificuldades, como a Inquisição; os 1260 anos de perseguições; JESUS já foi morto e já ressuscitou, e agora já está no lugar santíssimo. Já estamos vendo, e participando do reavivamento final da igreja, e sabemos que este é o sinal do desfecho de nossa incumbência aqui na Terra. Pelos sinais, vemos que está chegando a hora de JESUS voltar. Finalmente poderemos vê-Lo. É ou não é para estarmos felizes? Por isso, preparemo-nos, pois ainda temos pouco tempo aqui.

E Moisés? Ele que fora o líder humano do povo de DEUS nessa Terra, o braço direito de DEUS na condução daquele povo pelo deserto, nos ensinamentos, na mudança de cultura da idolatria para uma cultura do alto. Ele, que sempre fora fiel, bom exemplo, exceto uma única vez. Agora esse líder, tão amado e também tão odiado (líderes a serviço de DEUS sempre serão amados por uns, odiados por outros), agora deveria concluir a sua obra na Terra. Ele até poderia viver por mais uns tempos, pois vigor físico teria. Mas era chegada a hora do povo conquistar Canaã, entrar na Terra Prometida. E Moisés não deveria liderá-los para além do Jordão. Ele cometera um erro público, e esse lhe foi fatal. Acontece que, quando um líder erra, esse erro, se não for punido exemplarmente, se torna referencial para que os liderados também pensem que podem errar sem problema algum. Moisés até poderia ser perdoado na hora, por DEUS, como cremos que foi, mas o povo devia saber que pecado tem preço alto. Moisés não deveria entrar na Terra Prometida. Ele não entrou porque o povo o levou a pecar.

E na humildade dele, orou pela última vez por aquela nação, desejando que DEUS os acompanhasse, que fossem vitoriosos, que naquela terra se mantivessem fiéis ao DEUS que os conduzira pelo deserto. Ele subiu ao monte, viu a Terra Prometida, viu a história futura, vislumbrou o sacrifício de CRISTO. Então DEUS lhe concedeu o sono da morte. Mas Moisés não deveria ficar na morte até a segunda vinda de CRISTO.

Um dia desses, Moisés ouve um chamado. Ele acorda da morte, a agora vê Aquele que pedira para ver há quase quarenta anos. A voz era familiar, a mesma que falava com Ele no monte Sinai, e que o acompanhava pelo deserto, e falava com ele na tenda da congregação. Era Aquele que estava na nuvem, face a face, com o líder humano. Agora O podia ver, como Ele era.

O que aconteceu? Moisés fora ressuscitado por JESUS. Ele o viera buscar para o Céu. O grande líder humano estava transformado, jovem, perfeito, imortal. Iria para a Nova Terá celeste, unir-se com Enoque. Mais tarde, viria também Elias.

Perante os homens, Moisés teve que amargar a não entrada na Nova Terra terrestre, mas perante DEUS, ele foi levado para um lugar muito melhor. Ele foi à frente, e bem logo, todo aquele povo que ele conduziu pelo deserto, os que se mantiveram fiéis, se unirão a ele, quando JESUS retornar. E nós também.

  1. Quarta: Uma atitude de entrega

Ana é um exemplo de adoradora para nós. Ela tinha problemas graves. É mais difícil a seres humanos que vão bem na vida, que nada necessitam, adorar como DEUS deseja. É desses que muitas vezes surgem idéias de adoração do tipo “fogo estranho”.

Ana já havia perdido o posto de esposa única para Penina, que dava filhos a Elcana (que marido era ele! e mesmo assim, queria convencer Ana que a amava!). Ela sofria por pressões de várias frentes. Era a sua rival, que a queria deslocar para mais longe do marido. Era a sociedade que a classificava como pecadora, por isso ficara estéril, conforma uma crendice da época. Era a sua autoestima de mulher, que naqueles tempos só se preenchia tendo filhos. E assim por diante.

Mas Ana confiavaem DEUS. Essafé nunca perdera, aliás, vinha aumentando. Mas um dia desses, ela decidiu que lançaria a DEUS tudo o que possuía. Ou melhor, o que possuiria. Ela agiu como DEUS: daria o filho que nasceria do clamor de suas orações para ter esse filho. Ela daria o seu filho para o serviço do Tabernáculo. Ela daria tudo, pois além de DEUS, outro que fizera tal coisa fora Abraão. Poucos são capazes de doar tanto. Dar-se a si mesmo, é bem mais fácil do que dar um filho, ainda quando é único, e quando veio, como para a Abraão e Sara, e como a Ana, de forma milagrosa.

Ana foi vendo a sua angústia aumentar, até que chegou ao fundo do poço. Já não daria mais para suportar a vida desse jeito. Mas ela não apelaria para soluções ou figas do tipo humano. Ela recorreria, totalmente, a DEUS. Foi junto com o marido Elcana ao Tabernáculo, para lá adorar a DEUS. Lá havia um lugar de adoração, onde se reuniam. Ela se desmanchou diante de DEUS, a tal ponto que Eli, o sacerdote naqueles dias, pensar que ela estava alterada por causa de bebida forte. Mas quando ele soube da realidade, falou por DEUS, e o seu filho fora prometido. Ela, tendo fé, levantou-se com o seu problema resolvido, e foi, com seu marido, para casa, segura de que de agora em diante a vida seria diferente. E foi.

Porque essa mulher foi atendida? Porque ela entregou tudo. E isso é que é adoração. Entregar tudo a DEUS. Devemos ter ciência de nossa dependência total de DEUS. Isso quer dizer, devemos saber que, sem Ele, nada podemos fazer. Ou, o pouco do que somos capazes, sempre será insuficiente. “A oração de Ana foi atendida; recebeu a dádiva que tão fervorosamente havia rogado. Olhando para o filho, chamou-o Samuel – “pedido a Deus”. I Sam. 1:8, 10, 14-16 e20”(Patriarcas e Profetas, 569 e 570).

  1. Quinta: Adoração e obediência

A pergunta de Samuel,em I Sam.15:22 e 23 é significativa até nós hoje. Ele queria saber de Saul, o líder político de Israel, se DEUS preferia sacrifícios ou obediência. Raciocinemos: Qual a principal razão dos sacrifícios? Foi a desobediência! O próprio sacrifício de JESUS CRISTO se tornou necessário por causa da desobediência da raça humana. Então fica evidente que é muito superior obedecer a sacrificar.

A nós, hoje, dá-se o mesmo. O que é mais importante? O ritual de nossos cultos ou a obediência? Ou mais acentuadamente: impressionantes formalismos, ou fazer a vontade de DEUS? Ora, os cultos existem para aprendermos por eles qual é a vontade de DEUS, e para então a praticarmos. Assim como os antigos sacrifícios foram um ritual para dizer aos pecadores que necessitavam de um Salvador porque desobedeceram, os cultos de hoje são rituais para nos ensinar que JESUS vai voltar logo, e que precisamos estar a todo momento preparados.

Os sacrifícios deveriam ajudá-los a ver como a desobediência era algo ruim, e levá-los a desejarem obedecer. Mas, o seu principal líder político, o rei Saul, foi o que puxou à frente para o país desobedecer. E os demais foram na mesma trilha. Como é fácil desencaminhar um povo inteiro! Basta ter um líder que influencie, pois a maioria das pessoas não tem senso de avaliação das coisas, como os bereanos, para distinguir o certo do errado. Ao líder o espelho sempre deve ser JESUS, para que tenhamos certeza de que o rumo que seguimos é o correto. E JESUS nos deixou uma Bíblia inteira que é o manual da salvação, e o Espírito de Profecia, material mais que necessário para termos o mapa de onde passar, e o que evitar.

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

Que contradição! Aquilo que Saul havia condenado, a feitiçaria, foi ao que ele recorreu em sua decadência. Aqui está mais uma lição para todos nós. Três conceitos devemos ter sempre presentes: o da verdade presente que é algo como revelação progressiva, o do equilíbrio e o da fidelidade a DEUS.

A verdade presente quer dizer que, no geral, a igreja foi aprendendo sobre as doutrinas necessárias para esses tempos, pois DEUS foi revelando aos poucos. Também quer dizer que pessoas há que recém se converteram, e ainda não sabem tanto quanto aquelas que estão na igreja há mais tempo. De modo que as exigências devem ser conforme o que cada um já sabe, e a igreja deve servir como uma escola onde se ensinam as verdades de DEUS para todos obterem mais conhecimento sobre a vontade de DEUS. Em vez de exigir demais de quem é novo na fé, o que se deve fazer é ensiná-lo a obter mais conhecimento, e pelo nosso testemunho, ensiná-lo a como colocar esse conhecimentoem prática. Issovale especialmente para a juventude, sobre a qual há uma competição poderosa por parte do mundo para seduzir para fora da igreja.

O segundo conceito é “equilíbrio”. Ellen G. White era uma pessoa assim. Fiel a DEUS, zelosa pelo conhecimento da fé, e equilibrada na aplicação desses conceitos. Exigia muito e era durona em relação a líderes que também já sabiam muito, e que por isso, deveriam ser exemplos de fidelidade e obediência. Mas era compreensiva com aqueles que estavam iniciando no conhecimento da verdade. JESUS também foi assim. Ele condenou aqueles que estavam condenando a prostituta, e a ela perdoou. Mas Ele disse: vai e não peques mais. Tudo resolvido! É só querer não pecar mais, ter apoio de alguém para contar com uma força adicional, e lutar, com o poder do ESPÍRITO SANTO, para obter a vitória. Todos nós devemos agir equilibradamente. Por exemplo, com relação à reforma da saúde, sugiro que as pessoas abandonem cada coisa por vez, sem estresse e sem atropelos, mas que avancem sempre, para cima, para mais perto de JESUS, que já está Se preparando para vir em nossa direção. As 40 madrugadas são importantes, mas só darão o seu efeito, se, de fato, colocarmos em prática o que ali se ensina.

O terceiro conceito é fidelidade a DEUS. Em tudo o que já sabemos devemos ser fiéis. Isso se chama consciência. Ela é movida pelos princípios de caráter. Devemos ser fiéis àquilo que nós mesmos já aprendemos sobre o que é a verdade. Assim formaremos um caráter puro, e seremos obedientes a DEUS, que, nessas condições, vai nos ensinar cada vez mais.

Saul falhou nisso tudo. Em primeiro lugar, ele deixou de continuar aprendendo do profeta de DEUS, e proclamou uma espécie de independência religiosa. O profeta dizia uma coisa, mas ele fazia outra. Também não foi equilibrado, ou seja, a um tempo condenou os feiticeiros e determinou que fossem mortos, e noutro tempo, recorreu a uma feiticeira para pedir conselho. Totalmente desequilibrado. E quanto à fidelidade a DEUS, ele se interessou muito mais por sua imagem como rei, pelo seu poder, sua autoridade, por seu prestígio do que a DEUS.

Então, o que é afinal a tal maldição sobre aqueles que se afastam dos mandamentos de DEUS? A rigor, é colher os frutos de fazer as coisas erradas, pois esses mandamentos ensinam como fazer as coisas certas.

escrito entre 22 a28/06/2011 – revisado em 29/06/2011

corrigido por Jair Bezerra 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

FONTE: http://www.cristovoltara.com.br/


COMENTÁRIOS BRUCE CAMERON

Adoração – Lição 05

Você é Feliz, Ó Israel! – (Levítico 9-10; Romanos 8; I Samuel 15)

Introdução: Na semana passada, vimos o santuário construído durante o êxodo do povo de Deus do Egito. A partir deste santuário, e do original no céu, aprendemos várias lições a respeito do desejo de Deus de estar conosco e nos salvar da morte eterna. Nesta semana voltamos a nossa atenção para o início das práticas e procedimentos ligados ao santuário, para vermos o que mais podemos aprender a respeito do plano de Deus para nós. Vamos mergulhar em nosso estudo da Bíblia!

I. Fogo Amigo

A. Leia Levítico 9:1-4. De quem era exigido possuir uma oferta? (De todos. Tanto aos líderes quanto às pessoas comuns foi ordenado que trouxessem ofertas.)

1. Note que Arão deve trazer primeiro a sua oferta. Por que é desta maneira? (Arão era o sumo sacerdote. Portanto, antes que Arão pudesse ministrar em favor dos outros, ele deveria entrar em um relacionamento adequado com Deus.)

2. Quais ofertas foram trazidas? (Oferta pelo pecado, holocausto {oferta queimada}, oferta de comunhão e oferta de cereal.)

a. Pense a respeito destes diferentes tipos de ofertas. Qual era o propósito de cada uma delas? (Uma oferta era para lidar com o problema do pecado. Outra era para mostrar que algo foi doado voluntariamente. A terceira, de acordo com um comentário, era “uma festa sagrada”. Esta era a oferta de comunhão. A oferta de grãos era (em alguns casos) uma farinha, a qual eu presumo que se queimava facilmente, criando (conforme Levítico 2:2) um “aroma agradável ao Senhor.”)

3. Não funcionamos mais sob o sistema sacrifical, mas quais princípios para a adoração encontramos aqui? (Nossa primeira preocupação é cuidar do nosso problema com o pecado, através da confissão e o abandono do pecado. Nosso próximo contexto é reconhecermos e abrirmos mão do nosso egoísmo. Em seguida, temos o aspecto da comunhão na adoração. Finalmente, temos o doce deleite de um relacionamento correto com Deus.)

B. Leia Levítico 9:5-6. As pessoas teriam que fazer isso para ver a glória de Deus? (Sim. Lembre-se que aprendemos na semana passada que Deus quer habitar com Seu povo. Deus quer estar conosco, enquanto O adoramos. Mas a adoração não é passiva. Deus tem exigências, as quais Ele deu ao Seu povo como uma condição para que Sua glória apareça a eles.)

C. Levítico 9:7-21 descreve como estas diferentes orientações foram cumpridas. Vamos ler Levítico 9:22-24. Como Deus demonstra a Sua aceitação destas ofertas? (Sua glória aparece ao povo e Seu fogo consome as ofertas.)

1. Como o povo reagiu a isto? (Eles gritaram de alegria e prostraram-se, com o rosto em terra.)

D. Algumas pessoas declaram que, na igreja, devemos ser muito solenes, porque somos pecadores e estamos na presença de um Deus santo. Como deveríamos entender a alegria, os gritos e o fato destas pessoas terem se prostrado? (Seus sacrifícios foram aceitos. Elas estavam na presença o seu Deus. Isto lhes deu grande alegria, a qual eles expressaram com um grito. {Porém,} sem dúvida, eles se prostraram porque eram seres humanos na presença da glória de Deus.)

1. Você consegue se lembrar quando se sentiu “gritando de alegria” por causa do perdão de Deus aos seus pecados e Sua aceitação com relação a você?

a. Se você não consegue se lembrar de um momento assim, por que não?

E. Leia Romanos 8:1-4. De que Jesus é chamado? (De “oferta pelo pecado”.)

1. Por que era necessário que Jesus fosse sacrificado? (Romanos 8:3 nos diz que a lei, por si mesma, não pode nos salvar por “estar enfraquecida pela carne” {ou seja, a nossa natureza pecaminosa}.)

a. A qual natureza pecaminosa a Bíblia está se referindo aqui? (A minha! A tua!)

F. Leia Romanos 8:12-17. Depois que aceitamos Jesus como a nossa oferta pelo pecado, o que acontece em seguida? (Pelo poder do Espírito Santo, “[fazemos] morrer os atos {pecaminosos} do corpo”. Nós “participamos dos sofrimentos [de Jesus]”.)

1. O que aprendemos que eram as segundas ofertas feitas em Levítico 9? (Os holocaustos {ou ofertas queimadas}. Elas representam abrir mão de alguma coisa. Estas eram ofertas de abnegação. Abrir mão de nossas preferências pecaminosas. Aceitarmos que temos que compartilhar dos sofrimentos de Jesus.)

G. Leia Romanos 8:18-19 e Romanos 8:26-27. Qual era a terceira oferta em Levítico 9? (Comunhão, ou uma oferta pacífica.)

1. Como isto é refletido aqui {neste texto}? (Deus envia Seu Espírito Santo para habitar conosco, trabalhar conosco e interceder por nós.)

2. Lembre-se como a culminação do processo e dos procedimentos de Levítico foi a glória do Senhor aparecendo diante do povo. Qual é o paralelo em Romanos 8:18? (Dois paralelos: a glória de Deus é revelada em nós e a criação aguarda a Segunda Vinda de Jesus.)

H. Leia Atos 2:1-3. Como a glória de Deus se manifestou? (Em fogo!)

I. Retroceda um momento e considere o que já estudamos. Por que Deus iniciou o sistema do santuário? Por que não mandar Jesus imediatamente e passar por cima dos processos e procedimentos levíticos? (Lembre-se que na semana passada eu contei a história do meu patrão, que desenhava figuras para mim? O sistema do santuário é o grande quadro de Deus sobre o plano da salvação. Infelizmente, a maior parte do povo de Deus rejeitou Jesus mesmo tendo este quadro. Além disso, o santuário é mais do que um quadro. Hebreus 8:1-2 nos ensina que ele reflete a realidade que está no céu.)

II. Fogo Não Amigo

A. Leia Levítico 10:1. Parece que este evento segue-se ao grande momento de alegria que acabamos de debater. O que você acha que estes filhos fizeram, que violou as ordens de Deus? (Leia Êxodo 30:7-9 e Levítico 16:12. A natureza do “fogo não autorizado” não é clara, mas parece que eles não seguiram as instruções para o fogo que utilizaram.)

B. Leia Levítico 10:2-3. Fogo veio da parte de Deus novamente, mas desta vez consumiu os sacerdotes, em vez do sacrifício. Por que isto ocorreu? (Eles desobedeceram e desonraram a Deus.)

C. Leia Levítico 10:4-6. Lemos anteriormente que Arão “ficou em silêncio”, e agora Moisés diz a Arão que ele não deveria lamentar a perda de seus filhos. Por quê? (Se Arão pensasse que seus filhos não fizeram nada de errado, ele teria protestado. Deus não queria que a tristeza de Arão sobre a morte de seus folhos fosse interpretada pelo povo como uma rebelião contra o castigo de Deus.)

D. Leia I Samuel 15:22-23. Samuel traz essas más notícias ao rei Saul, que ele perderia seu reino, porque havia desobedecido a Deus. Este exemplo ultrapassa a cruz e Romanos 8? (A primeira resposta parece ser “não”; Romanos 8:3 me ensina que esta minha natureza pecaminosa me torna incapaz de guardar a lei. Mas, note em I Samuel 15:23 as razões para a rejeição de Saul: rebelião e arrogância. Romanos 8:12-14 nos diz que se vivemos guiados por este tipo de atitude, morreremos.)

E. Os filhos de Arão estavam no processo de {oferecer} sacrifícios, mas morreram. Compare as nossas histórias sobre o fogo amigo e o fogo não amigo. Que lições podemos extrair delas? (Temos duas escolhas. O fogo pode consumir os nossos pecados ou a nós. Esta é uma escolha séria, com conseqüências sérias. Fazer a escolha certa traz alegria. Fazer a escolha errada traz tristeza e morte eterna.)

F. Leia Levítico 10:8-9. O que este texto sugere sobre a causa do pecado dos filhos de Arão? (Sugere que eles possivelmente estiveram bebendo. Na celebração do fogo amigo, eles começaram a beber – o que os levou a estarem menos alertas, menos cautelosos e menos cuidadosos do de veriam estar.)

1. Que lições podemos extrair disto? (Deus procura a alegria na adoração, mas também espera que Suas palavras sejam consideradas com seriedade.)

G. Leia Levítico 10:10-11. Qual é o nosso objetivo em distinguir o que é santo do que é comum? (Tem a ver com honrar a Deus. A reclamação de Deus (Levítico 10:3) era que Ele havia sido desonrado. O objetivo da nossa adoração deveria ser honrar a Deus.)

1. Esta lição se aplica à nossa vida fora da igreja? Estamos constantemente em uma missão para distinguir entre o impuro e o puro? (Leia Romanos 8:5. Romanos nos ensina que o objetivo da nossa vida é ter a mente voltada para “o que o Espírito deseja”. Isto significa aquilo que é “puro”, conforme Levítico 10:10)

H. Você já avaliou o teu culto de adoração para ver se ele honra a Deus? O teu culto de adoração é considerado com seriedade, ou é montado {às pressas} com pouca consideração ou planejamento?

1. E a tua vida? Ela honra a Deus?

I. Amigo, vimos que Deus é representado pelo fogo. Deus está no fogo que simboliza Sua presença e traz alegria. Mas, Deus também está no fogo que consome os pecadores. Graças a Deus, porque somos salvos pela graça. Mas esta salvação exige uma decisão – uma decisão de viver pelo (fogo do) poder do Espírito Santo e não pela nossa natureza pecaminosa. Você vai escolher hoje o fogo amigo?

III. Próxima Semana: Adoração, Música e Louvor

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Direito de Cópia de 2011, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses.
Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse:http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ouhttp://feeds.feedburner.com/ComentariosBiblicosBruceCameron
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Postado por Levi de Paula Tavares às 14:44 0 comentários  

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FONTE: http://brucecameron.blogspot.com/


COMENTÁRIOS GILBERTO THEISS

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 5 – 4º Trimestre 2011 (23 a 30 de julho)

Observação: Este comentário é provido de Leitura Adicional no fim de cada dia estudado. A leitura adicional é composta de citações do Espírito de Profecia. Caso considere-a muito grande, poderá optar em estudar apenas o comentário ou vice versa.

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 23 DE JULHO – Você é feliz, ó Israel – (Is 5:20, 21)

            “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!

A adoração reflete não apenas um momento único e circunstancial. Ela deve permear a vida como um todo. Os cultos na igreja, nos pequenos grupos, nas programações especiais e nosso encontro especial com Deus no dia de Sábado devem ser uma conseqüência da adoração que diariamente são materializadas e vividas a todo o momento. Adoramos a Deus no comportamento, nas palavras, na forma como vestimos, nas coisas que usamos, na maneira como empregamos pessoas, na forma como trabalhamos para os outros, como namoramos, como nos comportamos e convivemos com as pessoas que estão a nossa volta, a maneira como tratamos os que nos ferem, a forma como agimos diante de um tumulto no trânsito, a forma como usamos nossos olhos, o que colocamos no prato para comer e no copo para beber, a maneira como tratamos nosso cônjuge e filhos, em fim, a adoração verdadeira precisa ser um estilo de vida. Deus precisa ser honrado em todo o momento por nós em nosso viver.

Nesta semana, mais uma vez perceberemos que a adoração verdadeira está totalmente baseada e fundamentada na vontade de Deus em detrimento da nossa própria. Creio que, se entendermos bem esta essência, com certeza os problemas que se concentram na adoração se resolverão definitivamente. O grande problema é o próprio eu que trabalha constantemente para, seja na vida cotidiana seja na igreja, oferecer a Deus o que achamos, gostamos e pensamos. Nossa vida não é mais nossa, pois foi comprada por um preço incalculável. Poderemos ser felizes somente cumprindo a vontade do Senhor, porque Ele sim sabe  que realmente pode ser feito para nossa eterna felicidade: Nós não. Devemos oferecer ao nosso Senhor o que de melhor temos segundo sua vontade. Satanás fará de tudo para nos enfraquecer neste sentido para desviar o verdadeiro foco da fé, redenção e adoração. Pela graça de Cristo, qualquer coisa poderemos enfrentar e ser transformados a imagem de Jesus e assim oferecer a Ele, além das ações comuns, a própria vida como um troféu de vitória em Suas mãos.

Leitura Adicional

“Satanás sabe que os que buscam o perdão e a graça de Deus os obterão; por isto apresenta diante deles os seus pecados para os desencorajar. Ele está sempre buscando ocasião contra os que estão procurando obedecer e apresentar o melhor e mais aceitável serviço a Deus, fazendo parecer corruptas todas essas iniciativas. Mediante astúcias sem conta, as mais sutis e mais cruéis, procura ele assegurar a sua condenação.

O homem não pode, em sua própria força, enfrentar as acusações do inimigo. Com suas vestes manchadas de pecado e em confissão de culpa, ele está perante Deus. Mas Jesus, nosso Advogado, apresenta uma eficaz alegação em favor de todo aquele que, pelo arrependimento e fé, confiou a guarda de sua alma a Ele. Ele defende sua causa, e mediante os poderosos argumentos do Calvário, derrota o seu acusador. Sua perfeita obediência à lei de Deus deu-Lhe poder no Céu e na Terra, e Ele reclama de Seu Pai misericórdia e reconciliação para com o homem culpado. Ao acusador do Seu povo Ele declara: “O Senhor te repreenda, ó Satanás. Estes são os que foram comprados com o Meu sangue, tição tirado do fogo.” E aos que nEle descansam em fé, Ele dá a certeza: “Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniqüidade, e te vestirei de vestidos novos.” Zac. 3:4.

Todos os que se vestiram da justiça de Cristo estarão perante Ele como escolhidos, e fiéis e leais. Satanás não tem poder para arrancá-los da mão do Salvador. Nenhuma alma que em penitência e fé reclame a Sua proteção, permitirá Cristo que passe para o poder do inimigo. Sua palavra está empenhada: “Que se apodere da Minha força, e faça paz comigo; sim, que faça paz comigo.” Isa. 27:5. A promessa dada a Josué é dada a todos: “Se observares as Minhas ordenanças … te darei lugar entre os que estão aqui.” Zac. 3:7. Anjos de Deus caminharão ao lado deles, mesmo neste mundo, e eles estarão afinal entre os anjos que circundam o trono de Deus” (Profetas e Reis, págs. 586 e 587).

DOMINGO, 24 DE JULHO – A consagração – (Lv 9)

“Vi que um santo, se reto, poderia mover o braço de Deus; mas toda uma multidão, se em erro, seria fraca e nada efetuaria.” (Primeiros Escritos, p. 120).

Quão significativo a adoração se torna quando executada de maneira em que Deus responde animosamente enchendo-nos mais ainda de admiração e louvor.  A citação acima claramente ensina o quanto devemos levar a sério a vida cristã e nossa devoção ao Senhor. Adoração é um claro reflexo de consagração. Nossos atos, nossa vida, nossas palavras e o que oferecemos ao Senhor possui uma íntima ligação com nossa consagração assim como a oração, estudo da Bíblia e a testificação. É um conjunto completo e muito bem entrelaçado.

O povo de Israel recebera a maior e mais profunda impressão quando Deus reagira diante deles aceitando suas devoções. Se prepararam muito para este evento e fizeram valer os valores que permeavam a consagração para uma adoração mais real e viva aos moldes divinos. Esta narrativa nos ensina como devemos agir diante de Deus hoje. Deus não exige de nós menos do que exigia de Israel. Deus nos convida a irmos até Ele como estamos, mas não pede que permaneçamos indefinidamente como estamos. Nossa vida deve ser um cheiro suave que sobe ao Senhor. Devemos nos consagrar a Deus totalmente sem reservas. Devemos almejar a pureza, a integridade e a santidade. Deus reprova nossas ações egoístas motivadas apenas pela própria satisfação.

Muita gente pretende hoje transformar a igreja em uma discoteca, ou área de lazer, ou até mesmo em um lugar de entretenimento. O argumento é o mesmo de sempre: Eu preciso me sentir bem na igreja mesmo que tenha que comprometer a verdadeira adoração. Deus não está atrás de pessoas que estejam buscando-o apenas por razões cômodas. Muitos estão procurando um Deus que esteja disposto a se submeter aos seus próprios gostos e desejos. Infelizmente, por conta do fortíssimo existencialismo e relativismo, a vontade de Deus não é mais tão relevante. Aliás, gradativamente, por conta do existencialismo e relativismo Deus é trazido para a esfera humana. O templo de hoje tem, aos poucos, se tornado um lugar de entretenimento e de encontros sociais do que um centro de adoração. Uma prova disso são as músicas baseadas nos gostos humanos, os cultos baseados nos gostos humanos, as mensagens baseadas aos gostos humanos, os apelos baseados nos gostos humanos, as roupas que usam baseadas nos gostos humanos, enfim, parece que em tudo, os humanos colocam suas impressões, seus gostos e desejos.

No entanto, há pessoas sinceras, tementes e cheias de desejo de agradar, servir e de se submeter a Deus completamente. Há pessoas que não estão preocupadas com seus próprios gostos e desejos, pelo contrário, se sentem alegres, satisfeitas e felizes em renunciar-se por amor ao seu Mestre Jesus. Nisto é que está a verdadeira essência da verdadeira adoração. Aqueles que servirem ao Senhor seguindo Sua vontade, Deus mesmo se manifestará poderosamente em suas vidas assim como se manifestou no antigo Israel quando possuíam semelhante comportamento de devoção plena.

Leitura Adicional

“A graça de Deus que, se recebida, leva à prática das coisas certas, é a linha de demarcação entre os filhos de Deus e a multidão dos que não creem. Enquanto uns são levados em cativeiro a Cristo, outros são levados ao cativeiro e à servidão do príncipe das trevas. Aqueles que responderam ao apelo de Cristo são iluminados por Seu amor. Mostram os louvores daquele que os chamou das trevas para Sua maravilhosa luz. Não podem deixar de empregar seus talentos para manifestar a graça que foi derramada tão generosamente sobre eles. Alistaram-se no exército daqueles que se esforçam para promover a glória de Deus e, assim, se tornaram canais de luz. Dóceis e obedientes, fazem parte dos que são chamados pela inspiração “sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus” (I Pe 2:9).

Juntamente com a paz e alegria daqueles que, assim, servem a Deus, sempre se vê um temor piedoso, de que “sendo-nos deixada a promessa de entrar no descanso de Deus, suceda parecer que algum de vós tenha falhado” (Hb 4:1). Esse santo temor é inteiramente apropriado. Não é um medo servil e covarde, é uma preocupação de não fazer coisa nenhuma que Cristo não aprove. Esse temor regula a experiência cristã. Os que o sentem santificam o Senhor em seu coração.Consideram Deus com reverência e amor que levam à auto-humilhação. Mas o temor é muito diferente do terror de um escravo, que vive na expectativa do chicote. Esse medo genuíno leva à firme confiança em Deus” (Signs of the Times, 22 de setembro de 1898).

“Não devia haver nenhum desleixo e falta de asseio naqueles que compareciam diante dEle quando fossem a Sua santa presença. E por que isso? Qual era o objetivo de todo esse cuidado? Era meramente para recomendar o povo a Deus? Era meramente para obter Sua aprovação?

A razão que me foi dada era esta: para que fosse causada correta impressão sobre o povo. Se os que ministravam no ofício sagrado deixassem de manifestar cuidado e reverência para com Deus, em seu traje e na sua conduta, o povo perderia seu temor e sua reverência para com Ele e Seu serviço sagrado.

Se os sacerdotes mostravam grande reverência para com Deus sendo muito cuidadosos e muito meticulosos ao comparecerem à Sua presença, isso dava ao povo elevada idéia de Deus e Seus requisitos. Mostrava-lhes que Deus é santo, que Sua obra é sagrada e que tudo quanto se relaciona com o Seu trabalho precisa ser santo; que precisa estar livre de tudo que se caracterize pela impureza e falta de asseio; e que deve ser removida toda corrupção dos que se aproximam de Deus” (Mensagens Escolhidas, v.3, p. 250, 251).

SEGUNDA, 25 DE JULHO – Fogo do Senhor –  (Lv 10:1-11; Êx 30:9; Lv 16:12; 10:9)

Interessante notar que, o mesmo fogo que consumiu a oferta em sinal de aprovação de Deus, foi o mesmo fogo capaz de consumir Nadabi e Abiú em sinal de reprovação. É válido lembrar que, a mesma glória que glorificará o povo de Deus na segunda vinda de Cristo será a mesma glória que consumirá os ímpios. Esta lição é importante para nós, pois, muitos tratam a adoração, a fé e a Deus como questões periféricas de nossa vida. Claro que este trato não é de boca ou convicção. Na verdade demonstramos tal fato em nossos atos, devoção e adoração. Nossa vida também deve ser uma demonstração clara da maneira como realmente encaramos a Deus e a adoração.

A narrativa de Nadabi e Abiú é um pouco semelhante à oferta de Caim quando rejeitada por Deus. Ellen White comenta que “Os filhos de Arão tomaram fogo comum, o qual Deus não aceitava, e insultaram ao infinito Deus, apresentando fogo estranho diante dele. Deus os consumiu com fogo, por causa do desrespeito à Sua expressa orientação. Tudo que faziam era como a oferta de Caim” (No Deserto da Tentação, p. 97). O que torna essas narrativas semelhantes não são os aspectos externos, mas, os aspectos da irreverência, rebeldia e intransigência quanto aos fatores envolvidos que correspondem a vontade de Deus. Por esta razão é que as duas histórias são assemelhadas e nos transmitem lições importantes que, infelizmente, são poucos os que conseguem enxergar. A pergunta séria que devemos fazer diante destes ensinamentos seria: O que estou oferecendo e fazendo para Deus realmente é o que Ele deseja? Pela milésima vez, não podemos nos esquecer que, a verdadeira adoração possui como centro ou alicerce: a vontade Deus em detrimento da vontade humana. Nossa devoção e adoração sempre será imperfeita enquanto permanecermos aqui neste mundo de pecado. No entanto, o que Deus julga é o melhor que podemos oferecer dentro dos aspectos que envolvem a Sua vontade e não a nossa. Se oferecermos a Ele nossa adoração, no melhor que pudermos, mas, nas condições de Sua vontade, mesmo que sejam imperfeitas, elas subirão diante do trono do Altíssimo transformadas e purificadas e Ele responderá dando sua impressão de aceitação.

Leitura Adicional

“Os filhos de Arão tomaram fogo comum, o qual Deus não aceitava, e insultaram ao infinito Deus, apresentando fogo estranho diante dele. Deus os consumiu com fogo, por causa do desrespeito à Sua expressa orientação. Tudo que faziam era como a oferta de Caim. O divino Salvador não estava representado.

Se esses filhos de Arão tivessem um domínio claro de suas faculdades mentais, teriam discernido a diferença entre o fogo sagrado e o profano. A satisfação do apetite lhes aviltou as faculdades e ficaram com a mente obscurecida de tal maneira que não puderam ter discernimento. Compreendiam muito bem o caráter sagrado do cerimonial típico e da venerável solenidade e responsabilidade que deveriam assumir ao se apresentarem diante de Deus para ministrar o serviço sagrado.

Alguns poderão perguntar: Como podem os filhos de Arão ser responsabilizados, sendo que sua mente estava tão paralisada pela intoxicação, que eles não estavam aptos para discernir a diferença entre o fogo sagrado e o comum? Quando levaram o copo aos lábios, tornaram-se responsáveis por todos os atos cometidos enquanto estavam sob a influência do vinho. A condescendência com o apetite custou a vida àqueles sacerdotes. Deus proíbe expressamente o uso do vinho, que tem influência para rebaixar o intelecto.

“E falou o Senhor a Arão, dizendo: Vinho ou bebida forte tu e teus filhos contigo não bebereis, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações, para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo, e para ensinar aos filhos de Israel todos os estatutos que o Senhor lhes tem falado pela mão de Moisés.” Lev. 10:8-11. (No Deserto da Tentação, p. 97 e 98).

TERÇA, 26 DE JULHO – Você é feliz, ó Israel – (Nm 20:8-12; Dt 33:26-29)

            Com Deus, o que poderia sair errado? O povo de Israel somente encontrou desgraças ao seu redor e em seu meio somente quando se afastavam de Deus quebrando os Seus mandamentos. Permanecer ao lado do Senhor sempre resulta em bênçãos, proteção e prosperidade. Israel foi um testemunho claro do significado exato da palavra obediência ou desobediência. Um escudo protetor sempre esteve com o povo enquanto permaneciam abraçados à aliança feita com Jeová. No entanto, todas as vezes em que viravam as costas para Deus, o escudo protetor que os protegia e as bênçãos que recebiam deixavam de ser uma realidade. Aqui está uma verdade incontestável, é impossível ser abençoado por Deus vivendo no pecado. É impossível receber a proteção de Deus permanecendo na rebelião. É impossível ser salvo apenas possuindo um suposto coração sincero quando nossos atos não correspondem a fé que professamos crer. Passar o verniz da boa religião não é capaz de nos tornar essencialmente puros e íntegros. Seremos felizes com Deus somente se, genuinamente permanecermos ao Seu lado de maneira irrestrita. Os cuidados especiais do Senhor só podem acompanhar a vida dos que são tementes e entregam seus gostos e suas vidas ao controle total e absoluto do Espírito Santo. Não há outro caminho e não há outra solução.

Esta lição é fundamental e reflete uma vida de verdadeira ou falsa adoração. O Senhor deseja nossa felicidade e oferece Seu mais sublime amparo. Ele nos ama e coloca a nossa disposição suas mais preciosas bênçãos. O que poderia sair errado quando estamos com Ele? A resposta é simples: Absolutamente nada. Mesmo os acontecimentos ruins se transformarão em bênçãos. Mas é necessário fazer valer nossa confiança Nele e buscar de todo o coração a pureza e a integridade, ingredientes estes que, precisam ser uma realidade na vida de qualquer ser humano que deseje o título de Cristão.

Leitura Adicional

“[Moisés] Não atribuiu ao poder e glória de Deus o jorrar de novo a água da rocha, e portanto não O glorificou diante do povo. Por esta falha da parte de Moisés, Deus não permitiria que ele guiasse o povo à Terra Prometida.

Esta necessidade de manifestação do poder de Deus tornava a ocasião solene, e Moisés e Arão deviam tê-la aproveitado para causar uma impressão favorável sobre o povo. Mas Moisés estava perturbado e, em impaciência e ira com o povo, por causa de suas murmurações, disse: “Ouvi agora, rebeldes, porventura tiraremos água desta rocha para vós?” Núm. 20:10. Em assim falando, ele admitia virtualmente ao murmurador Israel que eles estavam certos em acusá-lo de os ter tirado do Egito. Deus havia perdoado ao povo maiores transgressões do que este erro da parte de Moisés, mas não podia tratar o pecado em um líder de Seu povo, da mesma forma como nos liderados. Não podia desculpar o pecado de Moisés e permitir sua entrada na Terra Prometida.

Aqui deu o Senhor a Seu povo uma prova inconfundível de fora o poderoso Anjo, e não Moisés, que havia operado tão maravilhosa libertação em favor deles, tirando-os da servidão egípcia, que estava seguindo adiante deles em todas as suas jornadas, e de quem Ele dissera: “Eis que Eu envio um Anjo diante de ti, para que te guarde neste caminho, e te leve ao lugar que te tenho aparelhado. Guarda-te diante dEle, e ouve a Sua voz, e não O provoques à ira: porque não perdoará a vossa rebelião; porque o Meu nome está nEle.” Êxo. 23:20 e 21. (História da Redenção, p. 166).

QUARTA, 27 DE JULHO – Uma atitude de entrega – (I Sm 1)

            Que exemplo magnífico e poderoso! Assim como Abraão, Ana não poupou seu próprio filho e ofereceu-o ao Senhor para servi-lo no templo. O seu grande sonho era ter um filho, mas nenhum sonho era-lhe maior do que o de agradar e servir a Deus.

Esta narrativa ilustra bem como deve ser nossa vida de adoração. Aos moldes do melhor que podemos oferecer, percebemos que tudo deve estar ornamentado com os gostos e vontades do Senhor. Nossos gostos não podem estar acima dos valores e princípios determinados pelo criador. Nossa adoração deve refletir nossa disposição de fazer Sua vontade em detrimento da nossa.

Em nossos dias, infelizmente, muitos fazem de sua vida um centro de adoração a si próprio. Alguns cantores cristãos, ao invés de desenvolverem um louvor e adoração que foque totalmente a vontade de Deus, fazem de seus cânticos e louvor uma demonstração clara de quem estão adorando: o próprio eu. Isto se revela quando ignoram valores e princípios que permeiam seus comportamentos e músicas. Quando misturam música mundana com letra religiosa estão voltando a adoração para o próprio ego ou gosto pessoal. Da mesma forma, muitos dos que vão à igreja para adorar, dependendo do pregador ou da mensagem, se retiram e vão embora. Estas atitudes, assim como muitas outras, refletem o tipo de adoração que existe neles, o de transformar o momento do culto em um centro de adoração que reflita suas próprias convicções. Isto é muito sério e precisamos entender bem o verdadeiro sentido da adoração. Deus é quem deve ser adorado e isto significa que, a adoração como um todo, deve ser voltada para Ele e por Ele. Nossos gostos e vontades precisam ser transformados e renovados pela presença e poder do Espírito Santo. Infelizmente, muitos estão vindo do Egito, mas, o Egito ainda permanece dentro deles. Além de o Egito ainda permanecer dentro de alguns professos cristãos, ao invés de mudarem suas vidas, estão tentando moldar o Senhor Deus aos gostos e vontades humanas.  Não é Deus que deve se entregar a nós, mas nós é que devemos nos entregar a Deus totalmente.

Leitura Adicional

“Este grande poder na oração. Nosso grande adversário está constantemente buscando perturbar a mente, mantendo-a longe de Deus. Um apelo ao Céu, feito pelo mais humilde santo, é mais temido por Satanás do que os decretos dos gabinetes ou os mandados dos reis.

A oração de Ana não foi ouvida pelos ouvidos mortais, mas penetrou os ouvidos do Senhor dos Exércitos. Sinceramente, ela apelou para que Deus tirasse sua reprovação e lhe concedesse o benefício mais valorizado pelas mulheres daquela época- a bênção da maternidade. Enquanto lutava em oração, sua voz não pronunciava nenhum som, mas seus lábios se moviam, e seu semblante dava provas de profunda emoção. E então, outro julgamento aguardava a humilde suplicante. Quando os olhos de Eli, o sumo sacerdote, caíram sobre ela, ele concluiu apressadamente que ela estava embriagada. As folias festivas quase haviam suplantado a verdadeira piedade entre o povo de Israel. Casos de intemperança, mesmo entre as mulheres, eram freqüentes, e Eli decidiu ministrar o que considerava uma merecida reprimenda. ‘Até quando você continuará embriagada? Abandone o vinho! (I Sm 1:14).

Ana tinha estado em comunhão com Deus. Ela acreditava que sua oração tinha sido ouvida, e a paz de Cristo enchia seu coração. Sua natureza era gentil e sensível, mas não condescendeu nem à tristeza nem à indignação pela acusação injusta de embriaguez na cada de Deus. Com a devida reverência para com o ungido do Senhor, ela calmamente repeliu a acusação e afirmou o motivo de sua emoção…Em sua oração, Ana tinha prometido que, se seu pedido fosse atendido, ela dedicaria o filho ao serviço de Deus. Esse voto, ela deu a conhecer ao mando, e ele o confirmou em um ato de adoração, antes de deixar Siló” (Signs of the Times, 27 de outrubro de 1881).

QUINTA E SEXTA, 28 e 29 DE JULHO – Adoração e obediência – (I Sm 15:22, 23)

             Adoração e obediência estão bem amalgamados um ao outro. Um depende do outro quando o contexto é adoração. A obediência deve ser uma realidade na vida dos que dizem servir a Deus. O título de cristão representa um povo que serve, obedece e adora o Deus dos Cristãos. Não há dúvidas que, no conflito entre falsa e verdadeira adoração, estão permeados valores que impulsionam a obediência a Deus ou desobediência. Ellen White esclarece que”Deus requer agora o que exigiu de Adão – perfeita obediência, justiça completa, sem falha aos Seus olhos.” (ME, vol. 2, p. 381).

Também é contundente quando diz que “Deus nos ajude a dar-Lhe tudo quanto Sua lei requer.” (ME, vol. 2, p. 381). Ela não está se referindo a perfeccionismo, mas à entrega completa da vida ao poder regenerador do Espírito Santo. O que verdadeiramente teme a Deus, farão o melhor para Ele seguindo Sua vontade em todas as coisas. A obediência determina de fato, de qual lado estamos neste grande conflito. Querendo ou não, a verdadeira adoração está muito longe de nossas próprias convicções e vontades. Adoração sem obediência não é adoração e jamais será.

Neste contexto, cabe muito bem o estilo de vida que vivemos diante de Deus e dos homens, pois nossos atos, comportamentos e palavras refletem muito bem nossa obediência e a adoração. A transformação da vida, realizada pelo poder de Deus mostra de que lado estamos. Ela é progressiva, porém crescente. White esclarece que “A santificação não é uma obra instantânea, e, sim, progressiva, assim como a obediência é contínua. Enquanto Satanás lançar suas tentações sobre nós, a batalha pela conquista do próprio eu terá de ser travada reiteradas vezes; mas, pela obediência, a verdade santificará a alma. Os que são leais à verdade irão, pelos méritos de Cristo, vencer toda debilidade de caráter que os levou a serem moldados por todas as multiformes circunstâncias da vida” (Signs of the Times, 19 de maio de 1890).

Leitura Adicional

“Saul havia agora sido submetido à prova final. Sua arrogante desconsideração pela vontade de Deus, mostrando sua determinação de governar como um rei independente, provou que não se lhe poderia confiar poder real como representante do Senhor. Enquanto Saul e seu exército marchavam para casa no entusiasmo da vitória, havia profunda angústia no lar do profeta Samuel. Ele havia recebido uma mensagem do Senhor, denunciando o procedimento do rei: “Arrependo-Me de haver posto a Saul como rei; porquanto deixou de Me seguir, e não executou as Minhas palavras.” I Sam. 15:11. O profeta ficou profundamente magoado pela conduta do rei rebelde, e chorou e orou a noite toda pedindo uma revogação da terrível sentença.

O arrependimento de Deus não é como o do homem. “Aquele que é a Força de Israel não mente nem Se arrepende; porquanto não é um homem para que Se arrependa.” I Sam. 15:29. O arrependimento do homem implica uma mudança de intuitos. O arrependimento de Deus implica uma mudança de circunstâncias e relações. O homem pode mudar sua relação para com Deus, conformando-se com as condições sob as quais pode ser levado ao favor divino; ou pode, de moto próprio, colocar-se fora da condição favorável; mas o Senhor é o mesmo “ontem, e hoje e eternamente”. Heb. 13:8. A desobediência de Saul mudou sua relação para com Deus; mas as condições de aceitação por parte de Deus ficaram inalteradas – as reivindicações de Deus eram ainda as mesmas; pois nEle “não há mudança nem sombra de variação”. Tia. 1:17.

Com coração dolorido o profeta partiu na manhã seguinte para encontrar-se com o rei, que procedia erradamente. Samuel acariciava a esperança de que, refletindo, pudesse Saul ter consciência de seu pecado, e, pelo arrependimento e humilhação, ser de novo restabelecido ao favor divino. Quando, porém, o primeiro passo é dado no caminho da transgressão, este caminho se torna fácil. Saul, aviltado por sua desobediência, veio ao encontro de Samuel com uma mentira nos lábios. Exclamou: “Bendito tu do Senhor; executei a palavra do Senhor.”

Os sons que vinham aos ouvidos do profeta desmentiram a declaração do desobediente rei. À incisiva pergunta: “Que balido, pois, de ovelhas é este nos meus ouvidos, e o mugido de vacas que ouço?” Saul respondeu: “De Amaleque as trouxeram; porque o povo perdoou ao melhor das ovelhas e das vacas, para as oferecer ao Senhor seu Deus; o resto porém, temos destruído totalmente.” I Sam. 15:13-15. O povo havia obedecido às determinações de Saul; mas, a fim de defender-se, queria este atribuir a eles o pecado de sua desobediência.

A mensagem da rejeição de Saul trouxe indizível pesar ao coração de Samuel. Tinha ela de ser transmitida perante todo o exército de Israel, quando estava cheio de orgulho e regozijo triunfal por uma vitória que se atribuía ao valor e às aptidões de general de seu rei, pois que Saul não havia relacionado com Deus o êxito de Israel nesse conflito; mas, quando o profeta viu a prova da rebelião de Saul, foi tomado de indignação pelo fato de que aquele que fora tão altamente favorecido por Deus, transgredisse o mandamento do Céu, e levasse Israel ao pecado. Samuel não foi enganado pelo subterfúgio do rei. Com um misto de dor e indignação, declarou: “Espera, e te declararei o que o Senhor me disse esta noite. … Porventura, sendo tu pequeno aos teus olhos, não foste por cabeça das tribos de Israel? e o Senhor te ungiu rei sobre Israel.” Repetiu a ordem do Senhor com relação a Amaleque, e perguntou os motivos da desobediência do rei.

Saul persistiu na justificação de si mesmo: “Antes dei ouvidos à voz do Senhor, e caminhei no caminho pelo qual o Senhor me enviou; e trouxe a Agague, rei de Amaleque, e os amalequitas destruí totalmente. Mas o povo tomou do despojo ovelhas e vacas, o melhor do interdito, para oferecer ao Senhor teu Deus em Gilgal.”

Com severas e solenes palavras o profeta varreu o refúgio de mentiras, e pronunciou a irrevogável sentença: “Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniqüidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do Senhor, Ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei.” (Patriarcas e Profetas, p. 629-631)

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site http://www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

Postado por Gilberto Theiss às Sexta-feira, Julho 22, 2011 0 comentários Links para esta postagem

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Marcadores: Comentários da lição da Escola Sabatina

FONTE: http://gilbertotheiss.blogspot.com/


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3º Trimestre de 2011 – Adoração

Comentário da Lição 05 – Você é feliz, ó Israel

 
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Sábado, 23/7/2011 – › INTRODUÇÃO

“Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito”. – Is 5:20 e 21.

Jesus declarou que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. Adorar em espírito e em verdade significa render a própria vontade ao controle da vontade do Deus Eterno para que Este opere o Seu querer.

Todo adorador que se apresenta diante de Deus colocando perante Ele os seus próprios méritos e a sua própria importância, para obter os favores divinos, corrompe o verdadeiro sentido da adoração. Ela passa a centralizar-se no adorador que exalta a si mesmo, e esta prática egocêntrica, conduz para o formalismo espiritual.

Um dos mais graves problemas da adoração é degenerar em formalidades vazias e inoperantes. Formalidades que não conduzem à comunhão. Esta experiência é relatada pelo profeta Ezequiel: “Assim o meu povo se ajunta em grande número para ouvir o que você tem a dizer, mas eles não querem pôr em prática o que você diz”. – Ez 33:31- Bíblia na Linguagem de Hoje.

A primeira e mais importante condição: o adorador vem para adorar, independente de tudo o que possa acontecer. O adorador apresenta-se perante seu Criador e Mantenedor reconhecendo sua permanente dependência. Esta postura é fundamental para adorar de maneira genuína.

Adorar em espírito significa que o trivial desta terra, o banal e transitório, cederá lugar para compreender e viver os planos de Deus. Verdade é a adoração totalmente isenta de toda a especulação humana, e aceitação submissa de toda a vontade e orientação divina.

A adoração genuína será expressa em reverente e respeitoso amor a Quem adoramos. Nós conhecemos aquele a quem adoramos.

Pense: “Os males de um culto formal não podem ser acentuados com demasiada força, mas não há palavras capazes de descrever devidamente os profundos benefícios do culto genuíno”. – Testemunhos Para a Igreja, Vol. 9 pág. 143.

Desafio: “O Senhor diz: esse povo ora a mim com a boca e me louva com os lábios, mas os seus corações estão longe de mim”. – Is 29:13 – Bíblia na Linguagem de Hoje.

Domingo, 24/7/2011 – › A CONSAGRAÇÃO

Para que os israelitas pudessem compreender claramente tudo o que aconteceu na sua libertação e os propósitos redentores de Deus, entendendo que foram separados por Deus para serem Seu povo eleito, o Senhor Deus declarou: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te fiz sair da terra do Egito, da casa da servidão”. – Êx 20:2 – Tradução Ecumênica da Bíblia.

É importante atentar para a seqüência dos acontecimentos: libertação da opressão egípcia como uma dádiva da graça de Deus. Entrega incondicional aos cuidados providos por Deus, conhecimento dos princípios de conduta para viver de modo agradável a Deus em harmonia com a Sua justiça e caminhar sob a Sua sombra e luz protetoras.

Em Levíticos Deus ensina o pecador como responder a esta manifestação de graça e à declaração de Seu amor pelo homem. Levíticos é o livro do Velho Testamento que descreve em detalhes a entrega do homem a Deus, reconhecendo que ele e tudo o que possui, pertence ao Senhor.

Nos primeiros sete capítulos Deus empenha Sua palavra de garantia de que para toda e qualquer situação de pecado há graça abundante e amor perdoador. A certeza da garantia não se centralizava nos sacrifícios em si, mas na provisão e vinda do Messias, o Redentor, tipificado nos sacrifícios.

A compreensão de todas essas provisões de Deus a favor do pecador constituía um poderoso convite para adorar. Quando o serviço do santuário foi inaugurado e executado pela primeira vez, o impacto foi grandioso. “E, quando todo o povo viu isso, gritou de alegria e prostrou-se rosto em terra”. – Lv 9:24 – Nova Versão Internacional.

Pense: “Assim Moisés e Arão entraram na tenda do encontro. Quando saíram, abençoaram o povo, e a glória do Senhor apareceu a todos”. – Lv 9:23 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Pois Cristo não entrou em santuário feito por homens, uma simples representação do verdadeiro; ele entrou nos céus, para agora se apresentar diante de Deus em nosso favor”. – Hb 9:24 – Nova Versão Internacional.


Segunda-Feira, 25/7/2011 – › FOGO DO SENHOR

Ninguém de nós lá esteve para testemunhar o que foi a inauguração do tabernáculo como o centro da adoração do povo de Israel acampado junto ao monte Sinai.

“De maneira maravilhosa Ele os tirara do cativeiro no Egito, para que os pudesse elevar e enobrecer, e fazer deles um louvor na Terra”. – Patriarcas e Profetas, pág. 297.

Libertou-os do cativeiro para os elevar e enobrecer, tornando-os motivo de louvor.

A revelação de Sua gloriosa presença se fez sentir de maneira maravilhosa na cerimônia inaugural do santuário. Todo o povo curvou-se e reconheceu que o seu Deus é grandioso.

Mas, o que aconteceu pouco tempo depois? Àqueles a quem foi confiada a sagrada tarefa de através da conduta, seus paramentos e o ensino, revelar a santidade da presença de Deus, instruindo o povo na adoração, corromperam-se em suas idéias e comportamento.

Nadabe e Abiú tentaram profanar a santidade do local onde o Senhor prometeu revelar-Se para os filhos de Israel como o Seu Deus. Desobedecendo as claras orientações divinas e sob a influência corruptora de Satanás, trouxeram as suas próprias idéias para a adoração. De Deus não se zomba, e a Sua glória os fulminou.

Como procedemos nós em relação à maneira de adorar o Senhor? Seguimos as determinações por Ele estabelecidas ou manifestamos um comportamento fundamentado em nossas convicções?

Nossa adoração congregacional desenvolve-se em ambiente de reverência, solenidade e de profundo e respeitoso temor na presença da Majestade do Céu, ou mais parece um encontro de amigos?

Pense: “Quando você for ao santuário de Deus, seja reverente” – Ec 5:1 – Nova Versão Internacional

Desafio: “O Senhor, porém, está em seu santo templo; diante dele fique em silêncio toda a terra”. – Hc 2:20 – Nova Versão Internacional


Terça-Feira, 26/7/2011 – › VOCÊ É FELIZ, Ó ISRAEL

Encontrava-se Israel acampado nos limites de Canaã, a terra da promessa. Mui breve entrariam em sua herança. Glorioso é o testemunho em relação a este povo acampado nos vaus do Jordão.

Moisés, pronunciando a sua última bênção, declara a respeito de Israel: “Feliz és tu, ó Israel! Quem é como tu? Povo salvo pelo Senhor”. – Dt 33:29 – Almeida Revista e Atualizada.

Balaque, rei dos moabitas, acompanhava com ansiedade todos os movimentos do povo de Israel. O estado de espírito dos moabitas e a sua maneira de ver este povo é manifestado por estas palavras:“Moabe teve grande medo deste povo… e andava angustiado…”. – Nm 22:3 – Almeida Revista e Atualizada.

Animadora e maravilhosa experiência alcançaram os filhos de Israel. Um povo fazendo sentir a sua presença e influência de maneira significativa. Um povo abençoado. Um povo feliz.

Ao contemplar o acampamento Israelita, Balaão teve uma visão, e acompanhou sua história até o glorioso triunfo final. Ao contemplar a volta de Jesus em glória, com milhares de anjos, e ver a recompensa de glorificação dos justos, externou o anseio de pertencer ao povo de Deus, e morrer com a esperança que vibrava em seus corações.

Deus “não viu iniquidade em Jacó”. – Nm 23:21 Que testemunho glorioso! Toda a maldade foi perdoada e coberta com o sangue de Jesus. Os poderes das trevas com seus mais astutos requintes de maldade não puderam tocar neste povo. Todos os planos para destruir foram desfeitos, porque Israel é “povo que habita só, e não será reputado entre as nações”. – Nm 23:9 – Almeida. Revista e Atualizada.

Pense: “Como posso amaldiçoar aquele que Deus não amaldiçoou? Como posso condenar aquele que Deus não condenou? Do alto das rochas, na montanha, eu vejo o povo de Israel. eles vivem sozinhos e acham que são diferentes dos outros povos”. Nm 23:8 e 9 – Bíblia na Linguagem de Hoje.

Desafio: “Como são felizes os que andam em caminhos irrepreensíveis, que vivem conforme a lei do Senhor!” – Sl 119:?1 Nova Versão Internacional.

Como é a influência da igreja em meio à sua comunidade? Todos sabem da presença da igreja, ou é uma ilustre desconhecida?


Quarta-Feira, 27/7/2011 – › UMA ATITUDE DE ENTREGA

Quais algumas das características da adoração genuína? O que Deus pede do adorador? Como deseja ser adorado?

“Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor que nos criou”. – Sl 95:6 Almeida Revista e Atualizada.

A atitude de adoração é de entrega. O adorador vem para adorar, independente de tudo o que possa acontecer. O adorador apresenta-se perante o seu Criador e Mantenedor reconhecendo sua permanente dependência. Esta postura é fundamental para adorar de maneira correta e genuína.

Esta foi a experiência de Ana ao curvar-se diante de Deus e fazendo a sua entrega para obter a bênção. Ela estava plenamente convicta de que em si mesma não possuía condições para alcançar o que desejava. Rendeu inteiramente a sua vontade à vontade de Deus compreendendo a sua completa dependência.

Para adorar de maneira genuína e correta encontrando satisfação plena, é preciso compreender duas outras condições básicas: adorar em espírito e em verdade. Deus espera pelo culto inteligente e profundamente espiritual, e expresso em sentimentos reais de amor.

A adoração genuína será expressa em reverente e respeitoso amor a Quem adoramos. Nós conhecemos aquele a quem adoramos.

Ana em sua adoração buscou a bênção com o propósito de que o que ela estava pedindo se tornasse uma bênção para outros.

Para a igreja apostólica a adoração era o fogo procedente do trono de Deus para atear suas vidas em favor do evangelho. Suas vidas eram colocadas sobre o altar do serviço, e o Espírito Santo as inflamava com coragem e intrepidez.

Pense: “Como a corça bramindo por águas correntes, assim minha alma está bramindo por ti, ó meu Deus! Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando voltarei a ver a face de Deus?” – Sl 42:1 e 2 – Bíblia de Jerusalém.

Desafio: “Fiquei muito alegre quando me convidaram, dizendo: vamos até a casa do Senhor!” – Sl 122:1 – Bíblia Viva.


Quinta-Feira, 28/7/2011 – › ADORAÇÃO E OBEDIÊNCIA

Saul entrou em dificuldades em seu relacionamento com Deus. Deus lhe deu uma ordem em relação à destruição dos amalequitas. Saul executou a ordem à sua maneira, justificando-se perante Samuel de que assim agiu para oferecer sacrifícios ao Senhor, adorando-O.

Samuel respondeu: “Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra?” – 1Sm 15:221 –Nova Versão Internacional.

Uma questão fundamental na adoração é obedecer ao que Deus determina. Em verdade, a obediência é fundamental em todo o nosso relacionamento com Deus. É Deus quem estabelece os princípios do relacionamento e da adoração. Ele é Deus, o Criador, que sustenta o Universo com o Seu poder.

Nesse contexto, para adorar de maneira correta é preciso compreender que não é um ato entre iguais, mas de um inferior para outro infinitamente Superior. Portanto, é o Superior quem determina o modo de agir. É Ele quem declara às Suas criaturas como deseja ser adorado e porque quer receber adoração.

Adorar de maneira incorreta, com a idéia de que para o Senhor a maneira não faz diferença destrói a santidade do ato de adoração. Destrói o senso da entrega de si mesmo, por atribuir ao ato o significado de algo sem importância e sem valor.

Quando seguidas as orientações divinas para o ato de adorar o adorador presta a sua homenagem, sabendo que está na presença do Criador, Todo-Poderoso e lhe rende esta homenagem em harmonia com a Sua vontade. Sabe que este ato é aceito e traz bênçãos.

Pense: “A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros”. – 1Sm 15:22 – Nova Versão Internacional

Desafio: “Pois a rebeldia é como o pecado da feitiçaria, e a arrogância como o mal da idolatria”. – 1Sm 15:23 – Nova Versão Internacional.


Sexta-Feira, 29/7/2011 – › ESTUDO ADICIONAL

No conflito cósmico espiritual entre Cristo e Satanás, e quem merece adoração, Deus formou um grande povo a partir de Abraão. O tempo passado no Egito e o período de escravidão deixaram marcas profundas da adoração do paganismo.

Para desenvolver Sua obra transformadora nos Seus escolhidos, conduziu-os para o monte Sinai, onde longe de todas as influências pudessem ter uma revelação clara de Seu Deus.

A inspiração descreve o ambiente nestas palavras: “A aurora dourava a crista negra das montanhas, e os áureos raios do Sol penetravam nas profundas gargantas, parecendo-se a esses cansados viajores com os raios de misericórdia procedentes do trono de Deus. De todos os lados, enormes, anfractuosas eminências pareciam em sua solitária grandeza falar de permanência e majestade eternas. Ali, tinha o espírito a impressão de solenidade e de respeitoso temor. O homem era levado a sentir sua ignorância e fraqueza na presença dAquele que ‘pesou os montes e os outeiros em balanças’. (Is. 40:12) Ali deveria Israel receber a revelação mais maravilhosa que por Deus já foi feita aos homens. Ali o Senhor reunira Seu povo para que os pudesse impressionar com a santidade de Seus mandamentos, declarando de viva voz a Sua santa lei. Grandes e radicais mudanças deviam operar-se neles; pois que a influência degradante da servidão e a prolongada associação com a idolatria lhes haviam deixado seus traços nos hábitos e caráter. Deus estava a agir a fim de erguê-los a nível moral mais elevado, outorgando-lhes um conhecimento de Si”. – Patriarcas e Profetas, pág. 308.

Pense: “Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude, pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo”. – 2Pe 1: 3 e 4 – Almeida Revista e Atualizada.

Desafio: “Como é feliz a nação que tem o Senhor como Deus, o povo que ele escolheu para lhe pertencer”. – Sl 33:12 – Nova Versão Internacional.


 

Conheça o autor

 
  Pr. Albino Marks
Especialista em aconselhamento familiar e profundo estudioso da Bíblia, o pastor Albino Marks já atuou como preceptor (IAP, IACS, IAE-SP); capelão (IACS e Hospital do Pênfigo); diretor geral do IAP; departamental em várias associações e na UCB.
 

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 FONTE: http://www.escolanoar.org.br/Novo/impressao.asp?nivel=adultos_pt&data=29/7/2011

 


COMENTÁRIOS JOVENS

Feliz é você, Israel!

  Casa Publicadora Brasileira – Lição dos jovens 532011


“Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo! Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos e inteligentes em sua própria opinião!” (Is 5:20, 21).

Prévia da semana: Quando os israelitas seguiram as claras orientações de Deus na adoração, eles foram recompensados com Sua presença. Os que substituíram os requisitos de Deus por seus próprios caminhos e formas sofreram sérias consequências.

Leitura adicional: Lv 910:1–111Sm 115Is 5:20, 21Lc 19:9-14Ap 20:7-10Parábolas de Jesus, “Um Sinal de Grandeza”, p. 150-163.


 

Domingo, 24 de julho  Introdução

Honrando a Deus por meio da obediência

Um jovem pobre desistiu de viver. Ele não conseguia enxergar esperança para seu futuro. A desgraça o acompanhava desde a infância. O que tornava sua ferida ainda mais profunda era o fato de que ele estava em dívida com muitas pessoas. E não eram pequenas somas!

Um dia, um rico fazendeiro resgatou esse jovem e o livrou das dívidas. Deu-lhe também uma casa mobiliada. Contudo, o fazendeiro ordenou-lhe que nunca entrasse no cômodo em que havia a palavra “Obediência” na porta. Se o jovem o fizesse, haveria uma terrível consequência e ele seria obrigado a deixar a casa.

O fazendeiro promoveu o rapaz a mordomo da casa e partiu para uma longa viagem. No entanto, não retornou na época em que havia dito que o faria. Na verdade, ele ficou ausente por muito mais tempo do que a data prevista para seu retorno. O jovem, então, decidiu abrir aquela porta com a placa “Obediência”. O fato é que, uma vez aberta, a porta não poderia ser fechada a menos que o próprio fazendeiro o fizesse. O que havia de tão terrível nisso?

Passados alguns dias, o fazendeiro retornou e descobriu que o jovem havia falhado no único teste que lhe havia sido proposto. O rapaz desconhecia que, se houvesse passado no teste, aquele senhor o transformaria em seu herdeiro. Em vez disso, por conta de sua conduta desobediente, foi expulso da casa.

Também nós, seres humanos, estamos perdidos e sem esperança. Teremos que enfrentar a morte eterna. Deus, contudo, nos concede salvação por meio de Seu Filho. Por ter nos libertado, Ele merece nossa adoração. Entretanto, devido à nossa propensão ao pecado, muitas vezes nos afastamos dEle e deixamos de adorá-Lo apropriadamente. Quão triste se torna nossa existência quando menosprezamos Seus santos preceitos! Se guardarmos Seus mandamentos, Ele prometeu nos tornar herdeiros de Seu divino reino.

Nossa capacidade de honrar e obedecer a Deus é uma evidência de que o Espírito Santo habita em nosso coração. Embora a obediência possa parecer algo secundário, ela é fundamental no contexto da adoração. Ao desobedecermos a Deus, passamos a tratar as coisas santas como se fossem comuns. Durante esta semana, trataremos do respeito pelas coisas sagradas, outra característica da verdadeira adoração.

Mãos à Bíblia

1. Como os rituais em Levítico nos ajudam a compreender a obra da expiação e as razões que temos para adorar a Deus? Lv 9

O tabernáculo tinha sido dedicado ao Senhor. Os sacerdotes foram consagrados ao serviço de adoração divina. O fogo santo apareceu como sinal de que o sacrifício havia sido aceito.

O povo respondeu em uníssono com uma exclamação de louvor. Depois, todos se prostraram em humildade, diante da glória da santa presença de Deus. Observe a reação dos israelitas: exclamaram e também se prostraram. Como podemos aprender a manifestar esse tipo de reverência e alegria?

Kofi Kermah WagyaGana


 

Segunda, 25 de julho  Exposição

Adoração: tristeza ou felicidade?

Em Deuteronômio 33, Moisés invoca as bênçãos de Deus sobre Israel, tribo por tribo. Sua declaração conclusiva, nos versos 26-29, encoraja os israelitas a se dedicarem a Deus, que os redimiu tanto de seus inimigos quanto de seus pecados. Isso é enfatizado da seguinte forma: “Como você é feliz, Israel! […]povo salvo pelo Senhor” (verso 29). De fato, esses versos tinham o propósito de despertar a confiança e a esperança nas pessoas. Se os israelitas se identificassem com o Senhor, colheriam bênçãos e alegria. A verdadeira forma de adoração que traz felicidade ao adorador consiste em reconhecer Deus como Criador, Mantenedor, Redentor e Senhor.

Não apenas qualquer estilo de vida (Lv9; 10:1-11; Is 5:20, 21). Nadabe e Abiú morreram instantaneamente por terem feito um sacrifício utilizando fogo comum, o qual não havia sido tirado do altar dos holocaustos, como o Senhor havia instruído. Eles perderam a vida porque foram “sábios aos seus próprios olhos”, chamando por bem o que na verdade era mal (Is 5:20, 21).

O que impediu Nadabe e Abiúde distinguir o que era mau do que era bom, ou seja, de agir de acordo como as ordens do Senhor? Primeiramente, eles “não haviam sido, em sua juventude, ensinados quanto aos hábitos de domínio próprio”.(Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 360). Suas inclinações dominaram os princípios e mandamentos de Deus até o momento em que não mais conseguiram reconhecer a importância de obedecer a Deus. Em segundo lugar, é provável que Nadabe e Abiú, contrariando a ordem dada por Deus para que não bebessem vinho nem outra bebida forte antes de entrar no santuário (Lv 10:9), tivessem utilizado fogo não consagrado por estarem embriagados (The SDA Bible Commentary, v. 1, p. 749).O vinho enfraqueceu seu julgamento entre o certo e o errado, sua habilidade de diferenciar o que era santo do que era comum.

Assim, aprendemos que nosso modo de vida influencia nossa forma de adorar a Deus. Nadabe e Abiú nos ensinam que devemos respeito aos estatutos divinos, não importando onde nos encontremos. Não devemos nos entregar a qualquer estilo de vida. Tudo o que fazemos precisa glorificar o nome de Deus (1Co 10:31).

Obediência ou sacrifício? (1Sm 1; 15). Em lugar de obedecer a Deus, Saul permitiu ser consumido pela presunção e pelo egoísmo. Fez um sacrifício quando tinha sido instruído a não fazê-lo; teria até mesmo sacrificado seu filho para assegurar-se no trono de Israel, se não houvesse ocorrido uma intervenção (1Sm 1314). Ele foi, contudo, poupado por Deus, recebendo outra missão – destruir os amalequitas. Mesmo assim, por ter poupado a Agague e alguns animais, Saul desobedeceu a Deus. Embora sua desculpa por ter feito isso fosse, de certa forma, razoável, ainda assim ele havia desobedecido às ordens de Deus.O Senhor deixou claro Seu desapontamento ante os atos de Saul(1Sm 15:10, 11). As palavras inspiradas de Samuel enfatizam que a obediência a Deus está ligada à adoração assim como a cabeça está conectada ao corpo (1Sm 15:22, 23).

Ainda hoje, nosso Pai amoroso não tem “tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à Sua palavra” (1Sm 15:22). Assim, a obediência às instruções divinas deveria ser considerada o elemento central da adoração. Obediência incondicional deveria, contudo, ser uma resposta ao amor de Deus, não ao medo da punição. A esse respeito, Jesus diz: “Se vocês Me amam, obedecerão aos Meus mandamentos” (Jo 14:15).

Como parte de nossa adoração, a obediência a Deus é uma evidência de que confiamos nEle. Ana partiu em paz com a bênção proferida por Eli, sem nenhuma dúvida nem angústia. Deus a honrou, atendendo seu pedido por um filho, segundo a promessa: “Honrarei aqueles que Me honram, mas aqueles que Me desprezam serão tratados com desprezo” (1Sm 2:30).

Enfrente agora ou mais tarde (Ap 20:7-10). Salomão esboçou nosso exato dever: “Tema a Deus e obedeça aos Seus mandamentos, porque isso é o essencial para o homem” (Ec12:13, NVI). Uma declaração semelhante é encontrada em Apocalipse 14:7: “Temam a Deus e glorifiquem-No, pois chegou a hora do Seu juízo. Adorem Aquele que fez os céus, a Terra, o mar e as fontes das águas.”

O juízo separará o trigo do joio; se nossa adoração não estiver fundamentada na obediência a Deus, se não fizermos diferença entre Suas ordens e o que Ele não nos ordenou, seremos identificados entre aqueles que serão consumidos pelo fogo descrito em Apocalipse 20:9. Em compensação, os que forem obedientes e sinceros em sua adoração a Deus ouvirão: “Como você é feliz, Israel!”

Pense nisto

 1. Como seu estilo de vida pode afetar seu julgamento a respeito do que é bom e do que é mau? Ao considerar sua resposta, pense no que você assiste na televisão, o tipo de amizades que tem, os sites que acessa na internet, etc.

2. Que resoluções diárias podem ajudar você a adorar a Deus em obediência?
3. Pense em uma ocasião em que você tenha chamado de bom algo que era realmente mau. Qual foi o resultado disso? O que o levou a mudar de ideia?

 

Mãos à Bíblia

 Auxiliado por seus filhos, Arão ofereceu os sacrifícios que Deus ordenara, levantou as mãos e abençoou o povo. Tudo havia sido feito conforme Deus indicara. Ele aceitou o sacrifício e revelou Sua glória de maneira notável: fogo veio do Senhor e consumiu a oferta sobre o altar. É difícil acreditar que, depois de algo tão dramático, uma queda terrível se seguisse imediatamente.

2. Leia a história de Nadabe e Abiú em Levítico 10:1-11. Quem eram eles? Qual foi o pecado deles? (Compare com Êx 30:9Lv16:1210:9). Que importante lição do evangelho aprendemos a partir dessa história trágica?

Na cruz, o “fogo de Deus”, na ira divina, “consumiu” a oferta: o próprio Jesus. Assim, todos que nEle depositam sua fé, nunca terão que enfrentar esse fogo, porque um substituto o enfrentou por eles. Mas aqueles que rejeitam o caminho de Deus terão que enfrentá-lo (Ap 20:9). A mesma glória revelada na cruz será a glória que, no fim, destruirá o pecado. Que escolha importante está diante de nós!

 Silas Owusu-Nkwantabisah – College Park, EUA


 

Terça, 26 de julho  Testemunho

Obediência aos mandamentos de Deus

No texto de ontem, aprendemos sobre a importante conexão entre obediência e adoração. Essa conexão nos proporciona muitas bênçãos.

“Enquanto estivesse sob a proteção divina, nenhum povo ou nação, embora auxiliado por todo o poder de Satanás, seria capaz de prevalecer contra [o povo de Deus]. O mundo todo se maravilharia ante a obra admirável de Deus em prol de Seu povo. […] E o favor de Deus, manifestado a Israel nessa ocasião, deveria ser uma segurança de Seu cuidado protetor para com Seus filhos obedientes e fiéis, em todos os tempos” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 449).

A proteção de Deus não pode nos envolver enquanto vivermos de forma contrária aos Seus mandamentos. Deus nos deu muitas promessas, mas elas só podem se cumprir se formos servos obedientes. O único modo pelo qual os homens podem ser felizes é prestando obediência às leis do reino de Deus.”(Ellen G. White, Nossa Alta Vocação[MM 1962], p. 22).

Em Deuteronômio 28:1-14, encontramos várias das bênçãos prometidas aos filhos de Israel, todas sob a condição da obediência. Se obedecermos aos Seus mandamentos, essas promessas e bênçãos também podem ser nossas. O restante do capítulo descreve as maldições que cairão sobre os desobedientes.

Pense nisto

 1. Cite algumas atitudes tomadas pelos filhos de Israel para que permanecessem sob a proteção de Deus.

2. Que atitudes dos israelitas fizeram com que Deus retirasse deles Sua proteção?
3. O que nos afasta de Deus e de Suas bênçãos atualmente?
4. O que você pode fazer para fortalecer a conexão que deveria existir em sua vida entre obediência e adoração?

 

Mãos à Bíblia

 3. Leia Deuteronômio 33:26-29. Como as palavras de Moisés, em sua mensagem de despedida, podem nos ajudar a entender melhor o que significa adorar o Senhor? Que verdades e princípios podemos aplicar na medida em que procuramos conhecer o que é a verdadeira adoração?

Como sempre, o foco principal está nos atos de Deus em favor do Seu povo. Todas as coisas que iriam acontecer a Israel – vitória sobre os inimigos, salvação, segurança e o fruto da terra – seriam deles por causa daquilo que o Senhor havia feito. Era crucial que eles nunca se esquecessem dessas importantes verdades. Entre as muitas coisas que a adoração pode fazer por nós, está a lembrança constante do que Deus tem feito por nós. Louvor, culto e adoração nos ajudam a manter o foco em Deus e não em nossos problemas.

 Elizabeth A. Adonu – Owings Mills, EUA


 

Quarta, 27 de julho  Evidência

Obediência: um pré-requisito para a adoração

Deus deu instruções aos líderes de Israel e, posteriormente, ao povo, sobre as formas adequadas de adoração. O livro de Levítico aborda, principalmente, a santidade de Deus e como pessoas pecadoras como nós podem se aproximar dEle em adoração (Lv 20:7, 8). Deuteronômio também contém informações detalhadas sobre esses assuntos. O estudo desses dois livros nos mostra um princípio fundamental da adoração, a ser compreendido pelos cristãos modernos: adorar a Deus de acordo com Suas instruções (Lv 9:6, 716).

Êxodo 28:36 descreve a vestimenta do sumo sacerdote. Deus instruiu o sacerdote a gravar em sua coroa, com ouro puro, as palavras Consagrado ao Senhor. “Essa deu ao povo a mais alta concepção de religião e apontou para seu objetivo supremo (Lv 11:44, 45Hb 12:141Pe 1:15, 16). Era um lembrete constante de que, sem o essencial [santidade], todo o exercício da adoração seria como zombaria aos olhos de Deus (consulte Is 1:11–17).

A adoração de acordo com as instruções de Deus deve ter evidenciado aos sacerdotes e ao povo de Israel que submeter-se à Sua amorosa vontade é a essência da adoração. É nisso que a adoração correta deveria se basear. Uma vez que nossa própria opinião substitua o que a Bíblia tem claramente revelado, tornamos a adoração a Deus em algo que Ele não pode aceitar. Em Apocalipse 14:1-13, vemos que a amorosa e obediente adoração ao nosso Deus Criador será o teste para o povo de Deus durante o tempo do fim.

“Conduzido cativo pelas ilusões de Satanás, o mundo se prostrará diante da besta e de sua imagem, e executará suas ordens e decretos […] Os santos, por outro lado, se recusarão a cumprir os seus decretos. Eles guardam os mandamentos de Deus. O especial ponto de controvérsia será o quarto dos Dez Mandamentos” (The SDA Bible Commentary, v. 7, p. 832, 833).

Pense nisto

 Deus, obviamente, requer uma distinção entre as coisas santas e as comuns. Faça uma lista de coisas consideradas santas pela igreja moderna. De que maneiras nós podemos, eventualmente, tratá-las como se fossem comuns?

 

Mãos à Bíblia

 4. Leia a história de Ana, em 1 Samuel 1. O que podemos tirar de sua experiência para compreender o significado da adoração e como devemos adorar o Senhor?

Por mais importante que seja lembrar que Deus deve ser o foco da nossa adoração, não adoramos a Deus no vazio. Como Ana, temos necessidades importantes e profundas que, por nós mesmos, não podemos suprir. Podemos e devemos nos aproximar de Deus com nossas necessidades, mas devemos sempre submetê-las ao chamado do Senhor em nossa vida. A verdadeira adoração deve brotar de um coração consciente de sua dependência de Deus.

 Kenneth Boachie – Laurel, EUA


 

Quinta, 28 de julho  Aplicação

Para o Senhor?

O grande conflito representa a batalha travada entre Deus e Satanás, tendo como objetivo a nossa adoração. A intenção de Lúcifer sempre foi sobrepor-se a Deus (Is 14:13, 14). Quando escolhemos adorar ao Senhor, precisamos fazê-lo com reverência, humildade e obediência aos Seus sagrados estatutos. Para isso, algumas práticas precisam ser cultivadas:

Saiba quem é Deus. A verdadeira adoração reconhece a Deus como nosso Criador, Redentor, Pai, Médico, Provedor e Refúgio. Precisamos nos lembrar de que “não há ninguém santo como o Senhor” (1Sm 2:2Sl 95:1-7).

Honre a Deus. Seja individualmente, seja em uma congregação, precisamos reverenciar a Deus.

Seja decidido. Devemos estar decididos a adorar a Deus apropriadamente (Js 24:15Dn 3Rm 12:2).

Busque a Deus. Estar determinado a adorar de maneira apropriada não é suficiente. Precisamos ter uma conexão viva com Deus. Oração diária, estudo da Bíblia e meditação na Palavra de Deus nos mantêm em contato com Ele. Essas atividades precisam integrar nosso estilo de vida (Sl 55:1777:11, 12119:11).

Motive-se. O amor de Deus é o maior motivador que existe. Porque Ele nos ama, queremos segui-Lo (2Co 5:14).

Seja vigilante. O atleta distraído raramente conquista prêmios. O tempo que gastamos em oração, meditação e estudo da Bíblia determina o nosso nível de distração. Estejamos concentrados nos exemplos deixados por Jesus quanto à oração e adoração (Hb 12:2). As avenidas da alma – visão, audição, tato, paladar e olfato – podem ser usadas com astúcia por Satanás, por isso, precisamos guardá-las diligentemente. Quando não o fazemos, fica fácil apagar a linha de distinção entre o que é santo e o que não é.

Arrependa-se. Devemos pedir perdão com coração sincero. Se errarmos na adoração, não hesitemos em buscar o perdão do Senhor (1Jo 1:9Tg 4:6).

Se nos aproximarmos de Deus, Ele Se aproximará de nós (Tg 4:8). Ele nos abençoará se O adorarmos apropriadamente (Is 58:13, 14).

Mãos à Bíblia

 5. Leia 1Samuel 15:22 e 23. Que princípio fundamental podemos tirar do texto acima? O que constitui a verdadeira adoração? Que advertência encontramos nele? Como podemos ter certeza de que não somos culpados dessa atitude?

A resposta de Samuel a Saul nos ajuda a entender melhor o que é a adoração verdadeira: (1) Deus prefere nosso coração às nossas ofertas. Se Ele tem nosso coração, as ofertas serão o resultado. (2) A obediência é mais agradável a Ele do que os sacrifícios. A obediência é a maneira de mostrar que entendemos o verdadeiro sentido dos sacrifícios. (3) A obstinação em nosso próprio caminho é idolatria, porque endeusamos nossos desejos e opiniões.

Abena Marfowaa Boateng – Vitebsk, Bielorrússia


 

Sexta, 29 de julho  Opinião

Feliz sábado! Dia feliz!

Para muitos de nós, “Feliz sábado!” é uma frase formal em nosso acervo de palavras. Muitas pessoas respondem a esse cumprimento dizendo: “Dia feliz!”No entanto, quando eu era criança, mesmo a simples menção do sábado me causava um sentimento de desprazer. Isso acontecia por causa de todo o entediante trabalho feito como preparação para esse dia. Além disso, no sábado eu não podia jogar futebol. Para mim, então, o sétimo dia nada mais era do que um período no qual nós não podíamos fazer certas coisas. O que podemos aprender dessa saudação sabática que nos ajude a compreender melhor a natureza da adoração?

O sábado do Senhor “é um sinal do poder criador e redentor; ele indica Deus como a fonte da vida e do saber; lembra a primitiva glória do homem, e assim testifica do propósito de Deus em criar-nos de novo à Sua própria imagem” (Ellen G. White, Educação, p. 250). O dia de adoração ao Senhor é um momento especial para compartilharmos com as hostes celestiais o maravilhoso privilégio de glorificar nosso Criador e proclamar Sua majestade. É também o momento para comparecermos diante do nosso Criador e sermos novamente criados.

No centro de todas as atividades do sábado está a hora de adoração. “E isso não tem que ver conosco. Tem que ver com Deus.*Em todo ato de adoração deveria existir uma clara descrição da nossa grata resposta ao amor que o Salvador demonstrou por nós. Em nosso falar, vestir, expressão facial, ofertas, cantos e todas as outras condutas, um único pensamento deve nos motivar: Isso agrada a Deus?

O sábado precisa ser para nós um dia especial, no qual podemos nos deleitar no Senhor (Is 58:14). É um dia para nos regozijarmos porque o Senhor o fez (Gn 2:2, 3).

* CB Radio Ghana. Enoch Affum, http://www.cbradioghana.com/vidsermons.htm Acesso em: 13 maio 2010.

Pense nisto

 1. Qual atividade está no centro de seu dia de sábado: “junta-panelas”, visitas a amigos ou o serviço de adoração?

2. Que mudanças você poderia fazer em sua adoração sabática?
3. Que benefícios essas mudanças trarão à sua experiência cristã?

 

Mãos à obra

 Diagrame o serviço de adoração que seja familiar a você, trazendo à mente todos os elementos que o compõem. Você pode fazer uma lista, desenhar um cartaz, criar um boletim da igreja, etc. Neste diagrama, indique onde você acha que Deus seria mais bem apresentado, sabendo que Ele precisa ser o centro do serviço.

Kwasi Oppong – Columbia, EUA

 FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/jovens/2011/lj532011.html

 


COMENTÁRIOS ADOLESCENTES

 

3º Trimestre de 2011 – Hora de Escolher

Comentário da Lição 05 – O Último Olhar Saudoso

 

Sábado, 23/7/2011 – › Imitando o Exemplo

Amigos, estaremos divulgando o resultado do concurso de ontem, assim que recebermos o resultado dos Pastores. Obrigado”. 

Bom Sábado, pessoal! Que bom é estar com vocês novamente. Vamos para mais uma lição maravilhosa. Ore para que Deus trabalhe em seu coração e o mude.

Hoje, o que mais ouvimos ouvir, ler e falar, se trata de sucesso. Dizem, que para sermos felizes, precisamos dessa palavrinha em nossa vida. Mas, será que a definição da palavra “sucesso” para Deus é a mesma que para o mundo?

Deus tem Sua forma de pensar, e nos deixou relatado através de Sua palavra, você pode verificar. Sucesso para o Senhor, não inclui somente bênçãos espirituais, apesar de serem as mais importantes. Moises estudou muito no Egito, era uma pessoa inteligente, capaz. Depois, Deus o mandou para o deserto para que aprendesse lições diferentes e todas as circunstâncias de sua vida o ajudaram a ser o profeta que “conheceu a Deus face a face” (Dt 34:10).
Você, provavelmente conhece pessoas em sua vida que você considera um exemplo a seguir. Já parou para pensar quem são elas? Será que é uma banda, um artista de novela, uma cantora famosa, um jogador de futebol?
Pense: A quem estou imitando? Isso tem sido positivo ou negativo em minha vida?

Querido adolescente, você quer ser um sucesso? Leia a palavra de Deus e a obedeça; quando for para a escola, estude; respeite seus pais; ouça conselhos; trabalhe na igreja; leia bons livros; tenha amizade com pessoas que te acrescentem coisas boas; fale de Deus mesmo estando em silêncio; aprenda a imitar o exemplo certo. Você não irá passar despercebido pela multidão, assim como Moisés não passou.

Pense: A quem estou imitando? Isso tem sido positivo ou negativo em minha vida?

Desafio: Analise as características de Moisés, tente colocar algumas delas em prática, hoje.


Domingo, 24/7/2011 – › Líderes da Igreja 

“E nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés…” (Dt 34:12).

Moisés não foi escolhido sem motivo nenhum para ser líder do povo de Israel. Ele não foi eleito por votação, porque era bonito, inteligente ou rico, mas por um chamado de Deus. Por anos, o Senhor o preparou no deserto para que ele soubesse lidar com as circunstâncias.

Pode ser que você não goste do pastor da sua igreja, que tenha um ancião que “pegue no seu pé”, mas lembre-se que todos eles são servos do Senhor e você deve respeitá-los, não importando como são. A Bíblia nos mostra que o povo reclamava de Moisés, o criticava e nada dessas coisas foram construtivas. Até que seu líder (do povo) morreu, e só então, perceberam o valor dele: “E os filhos de Israel prantearam a Moisés trinta dias, nas campinas de Moabe…” (Dt 34:8).
Os líderes da igreja possuem muita importância para o povo, eles nos influenciam e são guiados pelo Senhor; Deus os cobra de suas responsabilidades.

Sei que não é fácil, mas não espere perder um grande líder em sua igreja, para saber seu verdadeiro valor. Tenha paciência, se alguns líderes “pegam pesado”, é porque sabem de sua responsabilidade diante de Deus em relação ao Seu povo. Não os critique, não os interprete mal, procure conhecê-los e quem sabe uma admiração pode desenvolver e iniciar uma amizade?

Pense: O que penso dos líderes de minha igreja? Como os trato?

Desafio: Procure conhecer melhor os líderes de sua igreja. Peça a Deus que o ajude a respeitá-los e não esquecer que quem os escolhe é o Senhor.


Segunda-Feira, 25/7/2011 – › Entrada da alma

“Guardo no meu coração a Tua palavra pra não pecar contra Ti”. 

Tenho ótimas recordações da minha infância. Graças a Deus, tenho o privilégio de ter meus avós ainda vivos. Minha avó materna é especial demais para mim. Ela já me ensinou muitas coisas, como fazer bolo de cenoura, decorar a tabuada e me fazia decorar trechos da Bíblia. Lembro-me que ouvi mil e quinhentos vezes o Salmo 23. Eu achava legal, mas não compreendia a importância de memorizar a palavra de Deus. Hoje, eu sei e pretendo passar isso aos meus filhos.

Antes da despedida final de Moisés, ele deixou uma advertência ao povo, que já devia ter aprendido há muito tempo: guardar a palavra de Deus no coração. Ele sabia que o povo só se manteria se obedecessem aos preceitos divinos. Como o conceito popular diz, “o coração é a entrada da alma”, não pode ser qualquer coisa que tenha acesso a ele. Guardar a palavra de Deus ajuda a desenvolver a nossa fé, ela nos modifica mesmo sem percebermos.

A advertência de Moisés continua sendo válida, quão perigoso é não cuidarmos da entrada da nossa alma. Talvez, você não saiba, mas a palavra possui muito valor e poder. A palavra de Deus é nossa fonte segura, também pode ser um filtro, capaz de nos manter no caminho certo.

Pense: Você tem guardado e obedecido a palavra de Deus? Que benefícios decorar trechos bíblicos podem ser experimentados em sua vida?

Desafio: Escolhe um trecho bíblico e o decore ate o final da semana. Faça esse exercício, depois conte aos seus colegas sobre a experiência.


Terça-Feira, 26/7/2011 – › Lutos da vida

“Declarou-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (João 11:25).

Uma das melhores coisas em ser cristão, é saber que a morte não é maior que o poder do nosso Senhor Jesus. Nessa vida de pecado, os lutos, infelizmente, nos acompanham. Você já parou para pensar que nós vivemos lutos diários? Pois é. Não, necessariamente, precisamos morrer para vivenciar algum luto. O luto, pode ser o término de um namoro, pode ser envelhecer, pode ser a fase de transição da adolescência para a vida adulta, há muitos exemplos. E o mais surpreendente é que todas essas coisas podem causar um sentimento em nós, mais ou menos, semelhante a morte. Para Moisés, deve ter sido muito difícil, dois lutos, por não entrar em Canaã e por saber que iria morrer.

Tenha em mente, querido adolescente, que Deus é poderoso para nos ajudar a lidar e a enfrentar todos os tipos de lutos em nossa vida. Talvez, alguém que você amava muito morreu; talvez, você esteja com dificuldades para amadurecer e todos ao seu redor te falam isso; enfim, são perdas que acontecem todos os dias. Deus é poderoso para nos restaurar, ele sabe o que vai dentro do seu coração. Ele não criou os lutos, mas sabe como são difíceis e assim, como Moisés venceu a morte, através do poder de Deus, você também pode vencer. Fique firme!

Desafio: Identifique os lutos em sua vida e peça para Deus o ajudar a não esquecer, que nem a morte pode vencer o poder de Jesus Cristo.


Quarta-Feira, 27/7/2011 – › “Vida de grandes homens”

“A história sagrada apresenta muitas ilustrações dos resultados da verdadeira educação. Apresenta muitos nobres exemplos de homens cujo caráter foi formado sob direção divina; homens cuja vida foi uma bênção a seus semelhantes, e que estiveram no mundo como representantes de Deus. Entre estes se acham José, Daniel, Moisés, Elias e Paulo – os maiores estadistas, o mais sábio legislador, um dos mais fiéis reformadores, e o mais ilustre instrutor que o mundo já conheceu, com exceção dAquele que falou como nenhum outro. Os jovens precisam ser impressionados com a verdade de que seus dotes não são deles próprios. Força, tempo, intelecto – não são senão tesouros emprestados. Pertencem a Deus; e deve ser a decisão de todo jovem pô-los no mais elevado uso. O jovem é um ramo do qual Deus espera fruto; um mordomo cujo capital deve crescer; uma luz para iluminar as trevas do mundo” (Educação).

Pense: “Não trateis a vida como se ela fosse um romance, mas como uma realidade. Cumpri vossos mínimos deveres no temos e no amor de Deus, com fidelidade e alegria. Deus declara: ‘Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito’. Ele não negligenciou os menores, os mais simples deveres. A perfeição marcou tudo o que ele fez. Buscai o Seu auxílio e estareis habilitados a cumprir vossos deveres diários com a graça e a dignidade de quem está buscando a coroa de vida imortal” (Beneficência Social, p. 153).

Desafio: Olhe para dentro de você e peça para Deus que você seja uma pessoa bem-sucedida à maneira dEle.


Quinta-Feira, 28/7/2011 – › Ninguém planta banana e colhe melancia – II

Agrada-te do SENHOR e Ele satisfará os desejos do teu coração (Salmos 37:4). 
Dentre muitas características de Moisés, podemos dizer que ele foi um guerreiro. Imagine você, sendo o líder de um povo tão grande. Já não basta os seus problemas pessoais, ainda tem que cuidar dos problemas dos outros. É uma tarefa muito complicada. É difícil encontrarmos um “Moisés” em nossos dias, não é mesmo? Se houvesse, o mundo seria muito melhor!

Porém, eu quero chamar a sua atenção para uma coisa. O principal segredo de Moisés é que Ele buscava a Deus, mantinha uma amizade com o Senhor, constante. Mas, Moisés não ouvia a voz de Deus e ficava sentado, esperando algo acontecer. Ele se movia, pensava em alternativas, corria atrás de seus objetivos, ele também se esforçava para ser um excelente líder .

Sabe, Deus planejou uma vida de sucesso para nós. O sucesso não é antibíblico, só que a parte que nos corresponde deve ser feita. Não espere ser bem-sucedido, sem fazer nada. Vai prestar vestibular? Estude. Quer aprimorar suas habilidades? Faca cursos, entre na faculdade. Vai passar a Carta Missionária na igreja? Faça da melhor maneira possível. Você não precisa esperar ir para o céu, para ser bem-sucedido. Deus quer que você comece aqui, agora. Lembre-se, que quem planta banana, não pode colher melancia.

Pense: Que coisas estão ao meu alcance para fazer e eu tenho negligenciado?

Desafio: Que tal mudar algumas coisas em sua vida? Peça para que seus pais, amigos, o ajudem, a saber, no que você deve melhorar. Faça a sua parte, pois Deus não irá esquecer-se da dEle.


Sexta-Feira, 29/7/2011 – › “A glória dessa Terra é passageira…”

Como conseguir relacionar a busca pelo sucesso e a Glória de Deus? Deus deve ser a medida de todas as coisas para nós. Isso quer dizer que o sucesso mais importante não se trata daqui, deste mundo, mas do sucesso celestial. E ele não começa só quando vamos para o céu, começa em cada atitude que tomamos. Deus pode te dar riqueza, aplauso, conhecimento, saúde, isso não é problema para Ele; mas, o verdadeiro sucesso é agradar a Deus. Moisés foi uma pessoa bem sucedida, por isso, porque ele fez o que o Senhor queria.

Como vimos, não há pecado algum, em você querer ser um ótimo aluno, em trabalhar para ganhar seu dinheiro e sua independência, ser participante ativo na igreja. A única coisa que não podemos esquecer é que a glória dessa Terra irá passar, mas a Glória do Senhor é eterna. Apenas, Deus, pode nos satisfazer.

Moisés deixou de entrar na Terra prometida. Foi algo triste, talvez ele não esperasse algo assim. No entanto, ele tinha um relacionamento tão íntimo com Deus, que para Ele, a glória do Senhor, estava acima de todas as coisas deste mundo. Você está disposto a sacrificar a glória terrena, pela glória do céu?

Pense: “A glória dessa Terra é passageira, a vida passa e tudo o que ela traz. Não temo o futuro, pois tenho Deus comigo. Pode cair o mundo, estou em paz!” (Novo Tom).

Desafio: Faça uma carta para você mesmo e escreva sobre o que você aprendeu da lição dessa semana e como isso o modificou, para daqui em diante você ser uma pessoa bem-sucedida para honra e glória de Deus.


 

 

Conheça o autor

  Karol Lírio
Tem vinte anos, estudante do 5 semestre de Psicologia, futuramente estagiária. Pretende ser Terapeuta familiar e se especializar em Ética. Ama cantar na igreja e tem um carinho especial pelos Adolescentes

 http://www.escolanoar.org.br

 

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FONTE: http://www.escolanoar.org.br/Novo/impressao.asp?nivel=adolescentes_pt&data=29/7/2011

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