Lição 04 – Alegria diante do Senhor: santuário e adoração – Lição – Auxiliar – Comentários de Vários Autores

Lição 4

16 a 23 de julho


Alegria diante do Senhor: santuário e adoração

Resumo da Lição

Texto-chave: Deuteronômio 12:12

e vos alegrareis perante o SENHOR, vosso Deus, vós, os vossos filhos, as vossas filhas, os vossos servos, as vossas servas e o levita que mora dentro das vossas cidades e que não tem porção nem herança convosco. (Deut. 12:12)

O aluno deverá…
Saber: Ilustrar como o santuário estava não apenas no centro da adoração, mas no centro do relacionamento e da comunicação com Deus.
Sentir: Alimentar a atitude da busca fervorosa, serviço abnegado e celebração das bênçãos de Deus em nossos atos de adoração.
Fazer: Apresentar-se diariamente, na adoração, como sacrifício vivo e santo.

Esboço
I. Saber: Deus habitando conosco

A. Como o santuário provia um lugar para experimentar um relacionamento salvífico com Deus?
B. Como o santuário ilustrava as doutrinas relacionadas com o caráter santo e glorioso de Deus e as expectativas a respeito de como Ele devia ser adorado?
C. Como ele trazia oportunidades para celebrar as bênçãos de Deus?
D. Como o santuário oferecia oportunidades para comunicação e relacionamento?

II. Sentir: Os que buscam a Deus com fervor
A. Embora os sacrifícios fossem oferecidos diariamente, que atitudes dos adoradores impediam que esses rituais se tornassem uma tradição fria e sem sentido?
B. Qual era papel do calendário de festas e sábados em promover a atitude de alegria e celebração na adoração?

III. Fazer: Templo vivo, sacrifício vivo
A. Como os serviços do santuário do tempo de Israel influenciam nossa devoção diária e vida espiritual? Como eles influenciam nossos cultos de adoração semanais?

Resumo: Os serviços de adoração do santuário estavam centralizados nas provisões de Deus para nos salvar do pecado e nos santificar diariamente. Eles também proviam os meios para comunicação íntima e celebração da bondade de Deus.


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Pv 25–27

VERSO PARA MEMORIZAR: “E regozijem-se ali perante o Senhor, o seu Deus, vocês, os seus filhos e filhas, os seus servos e servas, e os levitas que vivem nas cidades de vocês por não terem recebido terras nem propriedades” (Dt 12:12, NVI).

Leituras da semana: Êx 25:1-2229:38, 39Êx 35Dt 12:5-7121816:13-16

Disse o SENHOR a Moisés: Fala aos filhos de Israel que me tragam oferta; de todo homem cujo coração o mover para isso, dele recebereis a minha oferta. Esta é a oferta que dele recebereis: ouro, e prata, e bronze, e estofo azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pêlos de cabra, e peles de carneiro tintas de vermelho, e peles finas, e madeira de acácia, azeite para a luz, especiarias para o óleo de unção e para o incenso aromático, pedras de ônix e pedras de engaste, para a estola sacerdotal e para o peitoral. E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles. Segundo tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis. Também farão uma arca de madeira de acácia; de dois côvados e meio será o seu comprimento, de um côvado e meio, a largura, e de um côvado e meio, a altura. De ouro puro a cobrirás; por dentro e por fora a cobrirás e farás sobre ela uma bordadura de ouro ao redor. Fundirás para ela quatro argolas de ouro e as porás nos quatro cantos da arca: duas argolas num lado dela e duas argolas noutro lado. Farás também varais de madeira de acácia e os cobrirás de ouro; meterás os varais nas argolas aos lados da arca, para se levar por meio deles a arca. Os varais ficarão nas argolas da arca e não se tirarão dela. E porás na arca o Testemunho, que eu te darei. Farás também um propiciatório de ouro puro; de dois côvados e meio será o seu comprimento, e a largura, de um côvado e meio. Farás dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório; um querubim, na extremidade de uma parte, e o outro, na extremidade da outra parte; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele. Os querubins estenderão as asas por cima, cobrindo com elas o propiciatório; estarão eles de faces voltadas uma para a outra, olhando para o propiciatório. Porás o propiciatório em cima da arca; e dentro dela porás o Testemunho, que eu te darei. Ali, virei a ti e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do Testemunho, falarei contigo acerca de tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel. (Êxo. 25:1-22)

Isto é o que oferecerás sobre o altar: dois cordeiros de um ano, cada dia, continuamente. Um cordeiro oferecerás pela manhã e o outro, ao pôr-do-sol. (Êxo. 29:38-39)

Tendo Moisés convocado toda a congregação dos filhos de Israel, disse-lhes: São estas as palavras que o SENHOR ordenou que se cumprissem: Trabalhareis seis dias, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso solene ao SENHOR; quem nele trabalhar morrerá. Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sábado. Disse mais Moisés a toda a congregação dos filhos de Israel: Esta é a palavra que o SENHOR ordenou, dizendo: Tomai, do que tendes, uma oferta para o SENHOR; cada um, de coração disposto, voluntariamente a trará por oferta ao SENHOR: ouro, prata, bronze, estofo azul, púrpura, carmesim, linho fino, pêlos de cabra, peles de carneiro tintas de vermelho, peles finas, madeira de acácia, azeite para a iluminação, especiarias para o óleo da unção e para o incenso aromático, pedras de ônix e pedras de engaste para a estola sacerdotal e para o peitoral. Venham todos os homens hábeis entre vós e façam tudo o que o SENHOR ordenou: o tabernáculo com sua tenda e a sua coberta, os seus ganchos, as suas tábuas, as sua vergas, as suas colunas e as suas bases; a arca e os seus varais, o propiciatório e o véu do reposteiro; a mesa e os seus varais, e todos os seus utensílios, e os pães da proposição; o candelabro da iluminação, e os seus utensílios, e as suas lâmpadas, e o azeite para a iluminação; o altar do incenso e os seus varais, e o óleo da unção, e o incenso aromático, e o reposteiro da porta à entrada do tabernáculo; o altar do holocausto e a sua grelha de bronz…os trazia. Todo aquele que fazia oferta de prata ou de bronze por oferta ao SENHOR a trazia; e todo possuidor de madeira de acácia para toda obra do serviço a trazia. Todas as mulheres hábeis traziam o que, por suas próprias mãos, tinham fiado: estofo azul, púrpura, carmesim e linho fino. E todas as mulheres cujo coração as moveu em habilidade fiavam os pêlos de cabra. Os príncipes traziam pedras de ônix, e pedras de engaste para a estola sacerdotal e para o peitoral, e os arômatas, e o azeite para a iluminação, e para o óleo da unção, e para o incenso aromático. Os filhos de Israel trouxeram oferta voluntária ao SENHOR, a saber, todo homem e mulher cujo coração os dispôs para trazerem uma oferta para toda a obra que o SENHOR tinha ordenado se fizesse por intermédio de Moisés. Disse Moisés aos filhos de Israel: Eis que o SENHOR chamou pelo nome a Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, e o Espírito de Deus o encheu de habilidade, inteligência e conhecimento em todo artifício, e para elaborar desenhos e trabalhar em ouro, em prata, em bronze, e para lapidação de pedras de engaste, e para entalho de madeira, e para toda sorte de lavores. Também lhe dispôs o coração para ensinar a outrem, a ele e a Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã. Encheu-os de habilidade para fazer toda obra de mestre, até a mais engenhosa, e a do bordador em estofo azul, em púrpura, em carmesim e em linho fino, e a do tecelão, sim, toda sorte de obra e a elaborar desenhos. (Êxo. 35)

mas buscareis o lugar que o SENHOR, vosso Deus, escolher de todas as vossas tribos, para ali pôr o seu nome e sua habitação; e para lá ireis. A esse lugar fareis chegar os vossos holocaustos, e os vossos sacrifícios, e os vossos dízimos, e a oferta das vossas mãos, e as ofertas votivas, e as ofertas voluntárias, e os primogênitos das vossas vacas e das vossas ovelhas. Lá, comereis perante o SENHOR, vosso Deus, e vos alegrareis em tudo o que fizerdes, vós e as vossas casas, no que vos tiver abençoado o SENHOR, vosso Deus. (Deut. 12:5-7)

e vos alegrareis perante o SENHOR, vosso Deus, vós, os vossos filhos, as vossas filhas, os vossos servos, as vossas servas e o levita que mora dentro das vossas cidades e que não tem porção nem herança convosco. (Deut. 12:12)

mas o comerás perante o SENHOR, teu Deus, no lugar que o SENHOR, teu Deus, escolher, tu, e teu filho, e tua filha, e teu servo, e tua serva, e o levita que mora na tua cidade; e perante o SENHOR, teu Deus, te alegrarás em tudo o que fizeres. (Deut. 12:18)

A Festa dos Tabernáculos, celebrá-la-ás por sete dias, quando houveres recolhido da tua eira e do teu lagar. Alegrar-te-ás, na tua festa, tu, e o teu filho, e a tua filha, e o teu servo, e a tua serva, e o levita, e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão dentro das tuas cidades. Sete dias celebrarás a festa ao SENHOR, teu Deus, no lugar que o SENHOR escolher, porque o SENHOR, teu Deus, há de abençoar-te em toda a tua colheita e em toda obra das tuas mãos, pelo que de todo te alegrarás. Três vezes no ano, todo varão entre ti aparecerá perante o SENHOR, teu Deus, no lugar que escolher, na Festa dos Pães Asmos, e na Festa das Semanas, e na Festa dos Tabernáculos; porém não aparecerá de mãos vazias perante o SENHOR; (Deut. 16:13-16)

O escritor russo Leon Tolstoi escreveu sobre um amigo que, à beira da morte, explicou a perda da fé. O homem disse que, desde a infância, ele havia orado, num ato de devoção pessoal e adoração antes de ir para a cama. Um dia, após uma viagem de caça com seu irmão, estavam se preparando para dormir no mesmo quarto, e ele se ajoelhou para orar. Seu irmão olhou para ele e disse: “Você ainda está fazendo isso?” Daquele momento em diante, nunca mais o homem orou, nunca mais adorou novamente, e nunca mais exercitou a fé. As palavras “Você ainda está fazendo isso?” revelaram quão vazio e sem sentido esse ritual tinha sido para ele em todos aqueles anos, e por isso ele o havia abandonado.

Essa história ilustra o perigo do mero ritual. A devoção precisa vir do coração, da mente, de um relacionamento verdadeiro com Deus. É por isso que, nesta semana, consideraremos o serviço do antigo santuário israelita, o centro da adoração do povo de Israel, e tiraremos dele lições a respeito de como podemos ter uma experiência mais profunda de adoração.


Domingo

Ano Bíblico: Pv 28–31

“Para que Eu possa habitar no meio deles”

“Tu o introduzirás e o plantarás no monte da Tua herança, no lugar que aparelhaste, ó Senhor para a Tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as Tuas mãos estabeleceram” (Êx 15:17).

Esta é a primeira referência de um santuário nas Escrituras. Foi cantada como parte do cântico de libertação pelos filhos de Israel, depois que saíram do Egito. O verso não apenas fala sobre o santuário, mas sugere que ele será a morada de Deus na Terra. A palavra hebraica traduzida por “morada” vem de uma raiz que significa, literalmente, “estar sentado”. O Senhor realmente iria morar ou “sentar” entre Seu povo aqui na Terra?

1. Leia Êxodo 25:1-9. Por que Deus pediu para que o povo de Israel edificasse um santuário para Ele? Por que não usou Seu poder para erguer o tabernáculo?

1: O povo foi chamado a trazer ofertas para a construção do santuário; Deus decidiu habitar no meio deles. 

Disse o SENHOR a Moisés: Fala aos filhos de Israel que me tragam oferta; de todo homem cujo coração o mover para isso, dele recebereis a minha oferta. Esta é a oferta que dele recebereis: ouro, e prata, e bronze, e estofo azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pêlos de cabra, e peles de carneiro tintas de vermelho, e peles finas, e madeira de acácia, azeite para a luz, especiarias para o óleo de unção e para o incenso aromático, pedras de ônix e pedras de engaste, para a estola sacerdotal e para o peitoral. E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles. Segundo tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis. (Êxo. 25:1-9)

O Deus que livrou Israel passaria a habitar no meio dele. O mesmo Deus que havia sido capaz de realizar tantos “sinais e maravilhas” incríveis (Dt 6:22), o Deus que criou os céus e a Terra, viveria entre Seu povo. Isso mostra que Deus estava bem perto!

Aos nossos olhos fez o SENHOR sinais e maravilhas, grandes e terríveis, contra o Egito e contra Faraó e toda a sua casa; (Deut. 6:22)

Além disso, Deus habitaria em um prédio que seres humanos caídos haviam feito. Aquele que trouxe o mundo à existência com Sua Palavra poderia ter criado uma estrutura magnífica. Em vez disso, Ele fez com que Seu povo estivesse íntima e intrinsecamente envolvido na criação do lugar, que seria não somente Sua morada, mas o centro de toda a adoração israelita.

Os israelitas não fizeram o santuário de acordo com modelos humanos. Ao contrário: “Façam tudo… conforme o modelo” (Êx 25:9, NVI). Cada aspecto do tabernáculo terrestre devia representar corretamente um Deus santo e ser digno de Sua presença.

Tudo que se relacionava com ele devia inspirar o sentimento de temor e reverência. Afinal, essa era a morada do Criador do Universo.

Imagine que você está do lado de fora de um edifício e sabe que dentro dessa estrutura, habita Javé, o Deus Criador, o Senhor dos céus e da Terra. Que tipo de atitude você teria, e por quê? Sua atitude ainda precisa melhorar?


Segunda

Ano Bíblico: Ec 1–4

Corações dispostos

Como vimos ontem, o Senhor não somente decidiu habitar no meio do Seu povo, Ele resolveu habitar em uma estrutura que eles deviam construir, e não em um lugar que Ele havia criado de maneira sobrenatural. Ou seja, Deus os envolveu diretamente, uma atitude que, adequadamente, os teria aproximado do Senhor. Da mesma forma, Ele não criou miraculosamente o material que seria utilizado para a estrutura.

2. Que cuidados adotou Moisés ao ordenar a construção do Tabernáculo? Que lições importantes podemos obter, em relação à questão da adoração? Êx 35

2:Entregaram as ofertas com o coração disposto. Atos de abnegação, dedicação de tempo, talentos e recursos são atos de adoração. 

Tendo Moisés convocado toda a congregação dos filhos de Israel, disse-lhes: São estas as palavras que o SENHOR ordenou que se cumprissem: Trabalhareis seis dias, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso solene ao SENHOR; quem nele trabalhar morrerá. Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sábado. Disse mais Moisés a toda a congregação dos filhos de Israel: Esta é a palavra que o SENHOR ordenou, dizendo: Tomai, do que tendes, uma oferta para o SENHOR; cada um, de coração disposto, voluntariamente a trará por oferta ao SENHOR: ouro, prata, bronze, estofo azul, púrpura, carmesim, linho fino, pêlos de cabra, peles de carneiro tintas de vermelho, peles finas, madeira de acácia, azeite para a iluminação, especiarias para o óleo da unção e para o incenso aromático, pedras de ônix e pedras de engaste para a estola sacerdotal e para o peitoral. Venham todos os homens hábeis entre vós e façam tudo o que o SENHOR ordenou: o tabernáculo com sua tenda e a sua coberta, os seus ganchos, as suas tábuas, as sua vergas, as suas colunas e as suas bases; a arca e os seus varais, o propiciatório e o véu do reposteiro; a mesa e os seus varais, e todos os seus utensílios, e os pães da proposição; o candelabro da iluminação, e os seus utensílios, e as suas lâmpadas, e o azeite para a iluminação; o altar do incenso e os seus varais, e o óleo da unção, e o incenso aromático, e o reposteiro da porta à entrada do tabernáculo; o altar do holocausto e a sua grelha de bronz…os trazia. Todo aquele que fazia oferta de prata ou de bronze por oferta ao SENHOR a trazia; e todo possuidor de madeira de acácia para toda obra do serviço a trazia. Todas as mulheres hábeis traziam o que, por suas próprias mãos, tinham fiado: estofo azul, púrpura, carmesim e linho fino. E todas as mulheres cujo coração as moveu em habilidade fiavam os pêlos de cabra. Os príncipes traziam pedras de ônix, e pedras de engaste para a estola sacerdotal e para o peitoral, e os arômatas, e o azeite para a iluminação, e para o óleo da unção, e para o incenso aromático. Os filhos de Israel trouxeram oferta voluntária ao SENHOR, a saber, todo homem e mulher cujo coração os dispôs para trazerem uma oferta para toda a obra que o SENHOR tinha ordenado se fizesse por intermédio de Moisés. Disse Moisés aos filhos de Israel: Eis que o SENHOR chamou pelo nome a Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, e o Espírito de Deus o encheu de habilidade, inteligência e conhecimento em todo artifício, e para elaborar desenhos e trabalhar em ouro, em prata, em bronze, e para lapidação de pedras de engaste, e para entalho de madeira, e para toda sorte de lavores. Também lhe dispôs o coração para ensinar a outrem, a ele e a Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã. Encheu-os de habilidade para fazer toda obra de mestre, até a mais engenhosa, e a do bordador em estofo azul, em púrpura, em carmesim e em linho fino, e a do tecelão, sim, toda sorte de obra e a elaborar desenhos. (Êxo. 35)

Observe a ênfase na palavra dispostos. Deus disse: “Cada um, de coração disposto” (Êx 35:5), e “todo homem cujo coração o moveu” atendeu ao apelo (Êx 35:21).

e veio todo homem cujo coração o moveu e cujo espírito o impeliu e trouxe a oferta ao SENHOR para a obra da tenda da congregação, e para todo o seu serviço, e para as vestes sagradas. (Êxo. 35:21)

Isto significa que não houve fogo, trovões e alta voz do Sinai ordenando-lhes que dessem essas ofertas. Em vez disso, vemos ali o trabalho do Espírito Santo, que nunca força ninguém. A disposição deles para dar revelou um senso de reconhecimento e gratidão. Afinal, pense no que o Senhor havia feito por eles.

Além disso, observe que as pessoas não apenas estavam dispostas a dar para a obra da construção do santuário, mas desejavam fazer isso com espírito de alegria e vigor. Eles voluntariamente apresentaram dádivas materiais, tempo, talentos, e o trabalho de suas habilidades criativas: “Todas as mulheres cujo coração as moveu em habilidade…” (v. 26); “todo homem cujo coração o impeliu a se chegar à obra para fazê-la” (Êx 36:2).

E todas as mulheres cujo coração as moveu em habilidade fiavam os pêlos de cabra. (Êxo. 35:26)

Moisés chamou a Bezalel, e a Aoliabe, e a todo homem hábil em cujo coração o SENHOR tinha posto sabedoria, isto é, a todo homem cujo coração o impeliu a se chegar à obra para fazê-la. (Êxo. 36:2)

Pela sua maneira de doar, o que os israelitas estavam fazendo também, mesmo antes da edificação do santuário?

Muitas vezes temos a tendência de pensar que adoração é um grupo de pessoas se reunindo para cantar, orar e ouvir um sermão. E embora isso seja verdade, a adoração não se limita a isso. O que os filhos de Israel estavam fazendo naquela ocasião era adoração. Todo ato de abnegação, em doar bens materiais, tempo e talentos para a causa do seu Senhor foram atos de adoração.

Pense sobre seus atos de doação: dízimos, ofertas, tempo, talentos. Como você tem experimentado o que significa adorar por meio desses atos? Como reflexo de suas dádivas sinceras, como você tem sido abençoado?


Terça

Ano Bíblico: Ec 5–8

O holocausto contínuo

“’Isto é o que oferecerás sobre o altar: dois cordeiros de um ano, cada dia, continuamente. Um cordeiro… pela manhã e o outro, ao pôr-do-sol’” (Êx 29:38, 39).

O sacrifício diário de cordeiros, o “holocausto contínuo” (v. 42), devia ensinar ao povo sua constante necessidade de Deus e a dependência dEle para o perdão e aceitação.

Este será o holocausto contínuo por vossas gerações, à porta da tenda da congregação, perante o SENHOR, onde vos encontrarei, para falar contigo ali. (Êxo. 29:42)

O fogo sobre o altar devia continuar queimando dia e noite (Lv 6:8-13).

Disse mais o SENHOR a Moisés: Dá ordem a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei do holocausto: o holocausto ficará na lareira do altar toda a noite até pela manhã, e nela se manterá aceso o fogo do altar. O sacerdote vestirá a sua túnica de linho e os calções de linho sobre a pele nua, e levantará a cinza, quando o fogo houver consumido o holocausto sobre o altar, e a porá junto a este. Depois, despirá as suas vestes e porá outras; e levará a cinza para fora do arraial a um lugar limpo. O fogo, pois, sempre arderá sobre o altar; não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas. O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará. (Lev. 6:8-13)

Esse fogo poderia servir como lembrete permanente de sua necessidade de um Salvador.

Nunca foi intenção de Deus que a oferta diária de um cordeiro se tornasse simplesmente um ato ritual ou rotina. Devia ser um momento de “intenso interesse para os adoradores”, um tempo de preparação para a adoração, em oração silenciosa e com “ardoroso exame de coração e confissão de pecado”. Sua fé precisava se apegar às promessas de um Salvador vindouro, o verdadeiro Cordeiro de Deus que derramaria Seu sangue pelos pecados de todo o mundo (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 353).

3. Qual é a relação entre a morte de Cristo e os sacrifícios de animais no sistema do Antigo Testamento? Hb 10:1-41Pe 1:18, 19.

3:O sangue de animais não podia remover pecados, mas representava o sangue do imaculado Cordeiro de Deus, que pode nos purificar. 

Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem. Doutra sorte, não teriam cessado de ser oferecidos, porquanto os que prestam culto, tendo sido purificados uma vez por todas, não mais teriam consciência de pecados? Entretanto, nesses sacrifícios faz-se recordação de pecados todos os anos, porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados. (Heb. 10:1-4)

sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, (1 Ped. 1:18-19)

Em Hebreus 10:5-10, Paulo cita o Salmo 40:6-8, mostrando que Cristo cumpriu o verdadeiro significado das ofertas sacrificais.

Por isso, ao entrar no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste; antes, um corpo me formaste; não te deleitaste com holocaustos e ofertas pelo pecado. Então, eu disse: Eis aqui estou (no rolo do livro está escrito a meu respeito), para fazer, ó Deus, a tua vontade. Depois de dizer, como acima: Sacrifícios e ofertas não quiseste, nem holocaustos e oblações pelo pecado, nem com isto te deleitaste (coisas que se oferecem segundo a lei), então, acrescentou: Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade. Remove o primeiro para estabelecer o segundo. Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas. (Heb. 10:5-10)

Sacrifícios e ofertas não quiseste; abriste os meus ouvidos; holocaustos e ofertas pelo pecado não requeres. Então, eu disse: eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito; agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei. (Sal. 40:6-8)

Ele sugere que Deus não tinha prazer em tais sacrifícios, mas que eles haviam sido planejados para ser um momento de tristeza, arrependimento e afastamento do pecado. Da mesma forma, a dádiva de Seu Filho como sacrifício final seria um tempo de terrível agonia e tristeza de cortar o coração, tanto para o Pai quanto para o Filho. Paulo também destacou que a verdadeira adoração precisa sempre brotar de um coração perdoado, purificado e santificado, que se deleita em obedecer a quem tornou tudo isso possível. “Rogo-vos, pois, irmãos… que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm 12:1).

Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. (Rom. 12:1)

Adoração significa, em primeiro lugar, entregar-se total e completamente a Deus como sacrifício vivo. Quando nos entregamos primeiramente, em seguida dedicamos nosso coração, dons e louvores. Essa atitude é uma proteção segura contra rituais vazios e sem sentido.

Pense nisto: Entreguei tudo a Cristo, que morreu por meus pecados? Existe alguma coisa no meu coração ou na vida, que eu me recuso a submeter a Ele? Como posso estar disposto a abrir mão disso?


Quarta

Ano Bíblico: Ec 9-12

Comunhão com Deus

Um dos aspectos fundamentais de ser cristão e de ter uma relação salvadora com Cristo, é conhecer o Senhor. O próprio Jesus disse: “A vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste (Jo 17:3). Como em qualquer tipo de relacionamento, a comunicação é a chave.

E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. (João 17:3)

4. Leia Êxodo 25:10-22. O que o povo é orientado a fazer ali, e quais promessas são apresentadas?

4:A arca e o propiciatório com os dois querubins. Sobre a tampa da arca, a presença de Deus se manifestaria ao povo. 

Também farão uma arca de madeira de acácia; de dois côvados e meio será o seu comprimento, de um côvado e meio, a largura, e de um côvado e meio, a altura. De ouro puro a cobrirás; por dentro e por fora a cobrirás e farás sobre ela uma bordadura de ouro ao redor. Fundirás para ela quatro argolas de ouro e as porás nos quatro cantos da arca: duas argolas num lado dela e duas argolas noutro lado. Farás também varais de madeira de acácia e os cobrirás de ouro; meterás os varais nas argolas aos lados da arca, para se levar por meio deles a arca. Os varais ficarão nas argolas da arca e não se tirarão dela. E porás na arca o Testemunho, que eu te darei. Farás também um propiciatório de ouro puro; de dois côvados e meio será o seu comprimento, e a largura, de um côvado e meio. Farás dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório; um querubim, na extremidade de uma parte, e o outro, na extremidade da outra parte; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele. Os querubins estenderão as asas por cima, cobrindo com elas o propiciatório; estarão eles de faces voltadas uma para a outra, olhando para o propiciatório. Porás o propiciatório em cima da arca; e dentro dela porás o Testemunho, que eu te darei. Ali, virei a ti e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do Testemunho, falarei contigo acerca de tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel. (Êxo. 25:10-22)

A presença de Deus habitava na glória da Shekinah , sobre o propiciatório, acima da arca sagrada, que continha a santa lei de Deus. Ali, “encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram” (Sl 85:10).

Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram. (Sal. 85:10)

Ali, do altar de incenso, no lugar santo, a fumaça subia, representando as orações do povo de Deus misturadas com os méritos e intercessão de Cristo.

No meio de tudo isso está a promessa: “Ali, virei a ti e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do Testemunho, falarei contigo acerca de tudo o que Eu te ordenar para os filhos de Israel” (Êx 25:22).

Ali, virei a ti e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do Testemunho, falarei contigo acerca de tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel. (Êxo. 25:22)

Deus prometeu ao povo não apenas Sua presença; prometeu Se comunicar com as pessoas, falar com elas, para guiá-las nos caminhos que elas deviam seguir.

5. Que promessas encontramos em Salmo 37:2348:14Provérbios 3:6 e João 16:13?

5: O Senhor firma os passos do homem bom; Ele endireita as nossas veredas e nos guia a toda a verdade. 

O SENHOR firma os passos do homem bom e no seu caminho se compraz; (Sal. 37:23)

que este é Deus, o nosso Deus para todo o sempre; ele será nosso guia até à morte. (Sal. 48:14)

Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. (Prov. 3:6)

quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir. (João 16:13)

Hoje, é claro, não temos um santuário terrestre, mas temos as promessas da orientação e da presença de Deus em nossa vida, se nos entregarmos a Ele. Qual cristão não tem visto a direção do Senhor em algum momento de sua vida?

É aqui, também, que entra a adoração. Devemos adorar o Senhor em uma atitude de submissão, entrega, e boa vontade em ser conduzidos. Um coração submisso ao Senhor em oração, reverência e renúncia; um coração que sinta sua própria necessidade de salvação, graça e arrependimento, estará cheio de louvor e adoração a Deus, e será orientado no caminho que o Senhor deseja. No fim, a verdadeira adoração deve nos ajudar a ser mais abertos à liderança de Deus, porque a reverência deve nos ensinar a atitude de fé e submissão. Não há nada vazio nesse tipo de adoração.


Quinta

Ano Bíblico: Ct 1–4

Alegrar-se diante do Senhor

Grande parte dos livros de Êxodo, Levítico e Números está concentrada nos serviços do santuário: sua construção, suas cerimônias, os sacrifícios e as ofertas apresentadas ali, e o ministério dos sacerdotes. Era um lugar muito santo e consagrado. Afinal, não era apenas o lugar em que Deus habitava, era o lugar em que Israel se tornava perdoado e purificado do pecado. Era o lugar em que Israel descobria e experimentava o evangelho.

Ao mesmo tempo, não devemos ter a ideia de que a adoração israelita fosse fria, infrutífera e formal. O Senhor tinha estabelecido regras muito estritas sobre o que devia ser feito, mas essas diretrizes não eram fins em si mesmas. Ao contrário, eram meios para um fim, e a finalidade era que Seu povo fosse a santa, alegre e fiel nação da aliança, que ensinaria ao mundo sobre o verdadeiro Deus
(Êx 19:6Dt 4:5-7Zc 8:23).

vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel. (Êxo. 19:6)

Eis que vos tenho ensinado estatutos e juízos, como me mandou o SENHOR, meu Deus, para que assim façais no meio da terra que passais a possuir. Guardai-os, pois, e cumpri-os, porque isto será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que, ouvindo todos estes estatutos, dirão: Certamente, este grande povo é gente sábia e inteligente. Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o SENHOR, nosso Deus, todas as vezes que o invocamos? (Deut. 4:5-7)

Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Naquele dia, sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla da veste de um judeu e lhe dirão: Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco. (Zac. 8:23)

6. O que estes textos nos dizem sobre a adoração israelita no santuário? Lv 23:39-44Dt 12:5-7121816:13-16

6: Três vezes a cada ano, todo o povo devia se reunir no santuário para oferecer sacrifícios e ofertas e para celebrar as bênçãos do Senhor.

Porém, aos quinze dias do mês sétimo, quando tiverdes recolhido os produtos da terra, celebrareis a festa do SENHOR, por sete dias; ao primeiro dia e também ao oitavo, haverá descanso solene. No primeiro dia, tomareis para vós outros frutos de árvores formosas, ramos de palmeiras, ramos de árvores frondosas e salgueiros de ribeiras; e, por sete dias, vos alegrareis perante o SENHOR, vosso Deus. Celebrareis esta como festa ao SENHOR, por sete dias cada ano; é estatuto perpétuo pelas vossas gerações; no mês sétimo, a celebrareis. Sete dias habitareis em tendas de ramos; todos os naturais de Israel habitarão em tendas, para que saibam as vossas gerações que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito. Eu sou o SENHOR, vosso Deus. Assim, declarou Moisés as festas fixas do SENHOR aos filhos de Israel. (Lev. 23:39-44)

mas buscareis o lugar que o SENHOR, vosso Deus, escolher de todas as vossas tribos, para ali pôr o seu nome e sua habitação; e para lá ireis. A esse lugar fareis chegar os vossos holocaustos, e os vossos sacrifícios, e os vossos dízimos, e a oferta das vossas mãos, e as ofertas votivas, e as ofertas voluntárias, e os primogênitos das vossas vacas e das vossas ovelhas. Lá, comereis perante o SENHOR, vosso Deus, e vos alegrareis em tudo o que fizerdes, vós e as vossas casas, no que vos tiver abençoado o SENHOR, vosso Deus. (Deut. 12:5-7)

e vos alegrareis perante o SENHOR, vosso Deus, vós, os vossos filhos, as vossas filhas, os vossos servos, as vossas servas e o levita que mora dentro das vossas cidades e que não tem porção nem herança convosco. (Deut. 12:12)

mas o comerás perante o SENHOR, teu Deus, no lugar que o SENHOR, teu Deus, escolher, tu, e teu filho, e tua filha, e teu servo, e tua serva, e o levita que mora na tua cidade; e perante o SENHOR, teu Deus, te alegrarás em tudo o que fizeres. (Deut. 12:18)

A Festa dos Tabernáculos, celebrá-la-ás por sete dias, quando houveres recolhido da tua eira e do teu lagar. Alegrar-te-ás, na tua festa, tu, e o teu filho, e a tua filha, e o teu servo, e a tua serva, e o levita, e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão dentro das tuas cidades. Sete dias celebrarás a festa ao SENHOR, teu Deus, no lugar que o SENHOR escolher, porque o SENHOR, teu Deus, há de abençoar-te em toda a tua colheita e em toda obra das tuas mãos, pelo que de todo te alegrarás. Três vezes no ano, todo varão entre ti aparecerá perante o SENHOR, teu Deus, no lugar que escolher, na Festa dos Pães Asmos, e na Festa das Semanas, e na Festa dos Tabernáculos; porém não aparecerá de mãos vazias perante o SENHOR; (Deut. 16:13-16)

Uma das grandes lutas que a igreja enfrenta em nosso tempo tem que ver com adoração e estilos de culto. De um lado, os cultos da igreja podem ser frios, formais, obsoletos, e definitivamente sem alegria. O outro perigo é que as emoções se tornem o fator dominante: tudo o que as pessoas querem é ter momentos agradáveis, “se alegrando” no Senhor, em detrimento de todo tipo de fidelidade estrita às verdades bíblicas.

Um ponto importante a lembrar, uma lição que podemos aprender do modelo do santuário, é que toda a verdadeira adoração, que deve levar à alegria, precisa ser realizada no contexto da verdade bíblica. Deus deu aos israelitas instruções muito claras, rigorosas e formais, em relação à construção do santuário e seu ministério e cerimônias, todos os quais eram destinados a lhes ensinar as verdades da salvação, redenção, mediação e juízo. No entanto, ao mesmo tempo, eles deviam se regozijar perante o Senhor em sua adoração. Esse tema aparece repetidas vezes. Deve ficar claro, então, que uma pessoa pode ser muito forte nos ensinamentos bíblicos e, ao mesmo tempo, ter uma experiência de adoração feliz. Afinal, se as verdades da salvação, redenção, mediação e juízo, não são motivos de regozijo, que outra coisa nos alegraria?

Qual é sua experiência em se alegrar diante do Senhor? O que isso significa para você? Como você pode ter uma experiência de adoração mais feliz? Como você pode ter certeza de que sua experiência de adoração não é semelhante à do homem da história na introdução da lição desta semana, contada por Tolstoi?


Sexta

Ano Bíblico: Ct 5–8

Estudo adicional

Leia de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 343-358: “O Tabernáculo e Suas Cerimônias”; p. 359-362: “O Pecado de Nadabe e Abiú”; p. 367-373: “A Lei e os Concertos”; Parábolas de Jesus, p. 288-290: “Por que Vem a Ruína”; SDA Bible Commentary, v. 4, p. 1139, 1140.

Da santa shekinah, “Deus tornava conhecida a Sua vontade. Mensagens divinas às vezes eram comunicadas ao sumo sacerdote por uma voz da nuvem. Algumas vezes, uma luz caía sobre o anjo à direita, para significar aprovação ou aceitação; ou uma sombra ou nuvem repousava sobre o que ficava ao lado esquerdo, para revelar reprovação ou rejeição” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 349).

“Neles [Seu povo], o Senhor planejou habitar plenamente neste mundo; não somente de maneira geral, mas morando em uma tenda, e no entanto, tomando posse de sua vida completamente, para mostrar a eles, e através deles ao mundo, como o Messias seria a morada de Deus” (F. C. Gilbert, Practical Lessons From the Experience of Israel for the Church of Today [Lições Práticas da Experiência de Israel para a Igreja de Hoje], Concord, Massachusetts: Good Tidings Press [Imprensa Boas Novas], 1902, p. 351).

Perguntas para reflexão:

1. Como você pode ajudar outros a ver que a entrega de dízimos e ofertas é verdadeiramente um ato de adoração? O que estamos comprometendo quando não devolvemos o dízimo e não ofertamos?
2. Na tentativa de alcançar os descrentes, algumas congregações têm alterado radicalmente seus cultos. Embora isso possa ser uma coisa muito boa, de que perigos devemos estar cientes, como o de comprometer e enfraquecer verdades bíblicas cruciais?
3. O santuário terrestre era um lugar muito venerável e santo, em que Deus habitava. Ao mesmo tempo, os filhos de Israel deviam se alegrar ali perante o Senhor. Que lições podemos tirar dessas verdades importantes sobre adoração?

Respostas Sugestivas: 1: O povo foi chamado a trazer ofertas para a construção do santuário; Deus decidiu habitar no meio deles. 2:Entregaram as ofertas com o coração disposto. Atos de abnegação, dedicação de tempo, talentos e recursos são atos de adoração. 3:O sangue de animais não podia remover pecados, mas representava o sangue do imaculado Cordeiro de Deus, que pode nos purificar. 4:A arca e o propiciatório com os dois querubins. Sobre a tampa da arca, a presença de Deus se manifestaria ao povo. 5: O Senhor firma os passos do homem bom; Ele endireita as nossas veredas e nos guia a toda a verdade. 6: Três vezes a cada ano, todo o povo devia se reunir no santuário para oferecer sacrifícios e ofertas e para celebrar as bênçãos do Senhor.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li432011.html


Ciclo do aprendizado

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: A adoração não é um esporte para espectadores. Exige nossa participação, tanto no ativo louvor a Deus quanto na entrega de nós mesmos e daquilo que temos.
Só para o professor: Enfatize o valor que Deus coloca em nosso relacionamento com Ele, conforme percebemos em nossa experiência de adoração e entrega.

Há muito tempo, em Roma, havia um comerciante. Todos os anos de sua vida adulta ele havia pago o imposto prescrito de um denário para o imperador. Seu negócio prosperou, mas o que ele tinha nunca era suficiente. Então, ele secretamente se ressentia do pagamento daquele denário. No entanto, ele continuava a pagar, sabendo que não havia alternativa. Mas um dia, disse a um amigo: “Você sabe, para mim é realmente um grande absurdo ter que pagar ao imperador um denário a cada ano.”

O amigo olhou para ele com surpresa. “Por quê?”, perguntou.

“Pense nisso”, respondeu o comerciante. “Quem cunha os denários?”

“Ora, o imperador, eu acho”, disse o amigo, claramente desconfortável com essa linha de pensamento possivelmente sediciosa.

“Exatamente!”, exclamou o comerciante. “Então, por que ele precisa dos meus denários, quando ele poderia cunhar os dele e guardá-los?”

O amigo sorriu, como se tivesse descoberto uma nova ideia. “Você sabe, sendo um homem tão bem sucedido, você realmente não é muito inteligente. A questão é que ele não quer o seu denário, ele quer você.”

Embora a comparação de Deus com uma autoridade terrena como um imperador não seja inteiramente adequada, as pessoas têm perguntado desde o começo do tempo por que Deus deseja a nossa adoração, obediência e serviço, quando Ele é completamente autossuficiente. Por que, por exemplo, Deus pediu que os reis e o povo de Israel fizessem um santuário para Ele? Por que Ele permitiu que Sua adoração fosse realizada em uma série de tendas rudes (o significado literal de tabernáculo, por sinal) até que Ele encontrasse alguém que fosse digno de empreender o projeto de construir uma estrutura permanente? Aliás, por que Ele deseja manter um relacionamento conosco ou precisa de nós, afinal?

Em nível humano, é difícil imaginar as implicações, muito menos a resposta, a essas perguntas. Mas servimos a um Deus que nos concede o privilégio de ajudá-Lo a terminar Sua obra na Terra, até o ponto de viver entre nós e, finalmente, Se tornar um de nós. Ao refletirmos nesse pensamento, que nunca desprezemos nem pensemos que nossa adoração é um ritual sem sentido.

Comente com a classe: Para você a adoração, as ofertas e o serviço para Deus são privilégios, conforme foram planejados, ou você acha que são mera rotina e até mesmo um incômodo? Neste caso, o que é necessário para que você mude sua atitude?

Compreensão
Só para o professor: Destaque o papel das doações e do sacrifício pessoal em nossa adoração a Deus, como exemplificado nas atividades descritas relacionadas com o santuário sagrado, nos textos bíblicos que estudaremos.

Comentário Bíblico

 I. Tabernáculo ou hospedaria?

(Recapitule com a classe Êx 35).

Tendo Moisés convocado toda a congregação dos filhos de Israel, disse-lhes: São estas as palavras que o SENHOR ordenou que se cumprissem: Trabalhareis seis dias, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso solene ao SENHOR; quem nele trabalhar morrerá. Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sábado. Disse mais Moisés a toda a congregação dos filhos de Israel: Esta é a palavra que o SENHOR ordenou, dizendo: Tomai, do que tendes, uma oferta para o SENHOR; cada um, de coração disposto, voluntariamente a trará por oferta ao SENHOR: ouro, prata, bronze, estofo azul, púrpura, carmesim, linho fino, pêlos de cabra, peles de carneiro tintas de vermelho, peles finas, madeira de acácia, azeite para a iluminação, especiarias para o óleo da unção e para o incenso aromático, pedras de ônix e pedras de engaste para a estola sacerdotal e para o peitoral. Venham todos os homens hábeis entre vós e façam tudo o que o SENHOR ordenou: o tabernáculo com sua tenda e a sua coberta, os seus ganchos, as suas tábuas, as sua vergas, as suas colunas e as suas bases; a arca e os seus varais, o propiciatório e o véu do reposteiro; a mesa e os seus varais, e todos os seus utensílios, e os pães da proposição; o candelabro da iluminação, e os seus utensílios, e as suas lâmpadas, e o azeite para a iluminação; o altar do incenso e os seus varais, e o óleo da unção, e o incenso aromático, e o reposteiro da porta à entrada do tabernáculo; o altar do holocausto e a sua grelha de bronz…os trazia. Todo aquele que fazia oferta de prata ou de bronze por oferta ao SENHOR a trazia; e todo possuidor de madeira de acácia para toda obra do serviço a trazia. Todas as mulheres hábeis traziam o que, por suas próprias mãos, tinham fiado: estofo azul, púrpura, carmesim e linho fino. E todas as mulheres cujo coração as moveu em habilidade fiavam os pêlos de cabra. Os príncipes traziam pedras de ônix, e pedras de engaste para a estola sacerdotal e para o peitoral, e os arômatas, e o azeite para a iluminação, e para o óleo da unção, e para o incenso aromático. Os filhos de Israel trouxeram oferta voluntária ao SENHOR, a saber, todo homem e mulher cujo coração os dispôs para trazerem uma oferta para toda a obra que o SENHOR tinha ordenado se fizesse por intermédio de Moisés. Disse Moisés aos filhos de Israel: Eis que o SENHOR chamou pelo nome a Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, e o Espírito de Deus o encheu de habilidade, inteligência e conhecimento em todo artifício, e para elaborar desenhos e trabalhar em ouro, em prata, em bronze, e para lapidação de pedras de engaste, e para entalho de madeira, e para toda sorte de lavores. Também lhe dispôs o coração para ensinar a outrem, a ele e a Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã. Encheu-os de habilidade para fazer toda obra de mestre, até a mais engenhosa, e a do bordador em estofo azul, em púrpura, em carmesim e em linho fino, e a do tecelão, sim, toda sorte de obra e a elaborar desenhos. (Êxo. 35)

Em inglês, a palavra tabernáculo tem um sentido agradável, religioso e relacionado com igreja. A palavra, uma tradução do hebraicomishkan, ou lugar de habitação, é derivada do latim tabernaculum que, literalmente, se refere a uma tenda. Se você examinar mais atentamente, ficará claro que ela compartilha uma origem comum com a palavra taberna, que pode significar uma cabana, barraca, taberna ou bar. Todas eram estruturas muito humildes e, no caso das tabernas, até mesmo vergonhosas, de certa forma. Mas, na realidade, a única distinção importante é o uso em que as palavras têm sido empregadas. Se a história da língua tivesse sido um pouco diferente, poderíamos estar nos referindo à taberna de Deus, e menosprezando as pessoas que frequentam tabernáculos!

O tabernáculo construído pelos hebreus no deserto era, na verdade, uma tenda. A tenda mais bonita que poderia ser edificada sob aquelas circunstâncias, mas, mesmo assim, era uma tenda. Os materiais foram selecionados com critérios muito específicos, mas os materiais básicos e o projeto da tenda em si provavelmente tenham sido similares aos das tendas nas quais os hebreus viviam. Era a presença de Deus que santificava o tabernáculo, e o fato de que ele tinha sido edificado em obediência às Suas instruções; caso contrário, ele teria sido apenas mais um lugar.

Em 1 Coríntios 6:19, Paulo nos diz que o corpo da pessoa que decide se dedicar a Deus é um santuário do Espírito Santo, literalmente, um tabernáculo ou morada. Mencionamos o texto muitas vezes em referência às práticas de saúde, e isso é uma parte importante dele. Mas a principal diferença entre um cristão e um incrédulo é que o cristão permite que Deus habite nele e escolhe usar toda a sua força, energia e talentos para servi-Lo, por mais humildes que sejam. Então, a questão é: você é um tabernáculo, ou apenas uma tenda?

Pense nisto: O que a adoração significa para você? Está edificando sua vida em conformidade com Sua vontade perfeita?

II. Sacrifício vivo
(Recapitule com a classe Hb 10:1-4 e Rm 12:1.)

Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem. Doutra sorte, não teriam cessado de ser oferecidos, porquanto os que prestam culto, tendo sido purificados uma vez por todas, não mais teriam consciência de pecados? Entretanto, nesses sacrifícios faz-se recordação de pecados todos os anos, porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados. (Heb. 10:1-4)

Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. (Rom. 12:1)

No Antigo Testamento, adoração significava sacrifício e este significava que alguma criatura tinha que morrer. Todos haviam pecado, e pecado significava morte, se não para o pecador, então para um animal inocente. Provavelmente, poucos entendessem como essa transação funcionava em todos os seus detalhes metafísicos, mas, até certo ponto, ela fazia sentido, com base na intuição. Havia uma dívida a ser paga, e tinha que ser paga com uma vida.

Aqueles que passaram a ser chamados de “cristãos” chegaram a entender isso de uma forma diferente e, possivelmente, diferente do senso comum. Jesus Cristo, cuja vida, morte e ressurreição tinham ocorrido em plena luz da história, e que muitos deles haviam testemunhado pessoalmente, havia cumprido o verdadeiro significado desses sacrifícios. Pessoas que solicitavam Seu sacrifício por seus pecados pareciam mudar, para se tornar, realmente mais felizes e melhores; em resumo, mais altruístas. O sacrifício não precisava ser repetido como as cerimônias do templo. As antigas formas pareciam ser uma sombra do novo e vivo caminho. Jesus tinha morrido, mas havia voltado à vida! Que tipo de sacrifício terminava com a vítima viva e sadia?

Como se verificou, os antigos rituais haviam sido literalmente uma sombra do que estava por vir. Deus não queria a vida dos animais. O único sacrifício que Ele queria de nós era nós mesmos, cheios de vida nova: um sacrifício vivo.

Pense nisto: A verdadeira adoração ainda exige sacrifício. Não porque Deus seja insaciável ou deseje que levemos uma vida miserável, mas porque essa é a resposta adequada para as imensuráveis riquezas que temos em Cristo. O que realmente significa entregar a vida ao Deus que deu Sua vida por você?

Aplicação
Só para o professor: Use as perguntas a seguir para enfatizar a importância da adoração como ação, e também como uma questão de emoção ou atitude. Se não colocamos em prática nossas atitudes, elas se tornam apenas fantasias.

Perguntas para consideração
1. Uma vez que Deus não obtenha nenhum real benefício dos sacrifícios do ritual do templo, por que eles pareciam tão importantes para Ele nos livros do Antigo Testamento? De que forma eles representavam mais uma promessa do que Deus faria em Cristo?
2. No Antigo Testamento, Deus Se comunicava com os israelitas de forma bastante dramática, especialmente no tempo de Moisés. Grande parte dessa comunicação ocorria no contexto da adoração. Como Deus Se comunica conosco hoje, e como isso é facilitado pela nossa adoração?

Perguntas de aplicação
1. Embora não queiramos que a adoração seja apenas uma rotina, de certa forma, ela deve se tornar uma rotina para ser eficaz em nossa vida. Precisamos adorar, quer estejamos ou não com vontade no momento específico. Muitas vezes, os sentimentos se seguirão se entregarmos o coração a Deus. Como podemos perceber que nossa adoração está perdendo o significado, e o que podemos fazer para trazê-lo de volta?
2. Na lição de terça-feira Ellen G. White declara que os sacrifícios que finalmente se tornaram rituais rotineiros foram planejados originalmente para que fossem ocasiões de intensa oração e exame do coração. De certa forma, nossa experiência não é diferente. Começamos com altos ideais e desejos, mas eles parecem se enfraquecer com o tempo se não estivermos atentos. O que podemos fazer para que nossa adoração continue sendo uma comunicação vital entre nós e Deus?

Criatividade
Só para o professor: Enfatize a adoração como um reconhecimento da realidade de Deus. As atividades seguintes destacarão a consciência de Sua realidade e grandeza.

Como a lição observa, os antigos hebreus eram capazes de examinar um edifício e estrutura distintos e saber que Deus era representado ali. Peça que os alunos imaginem essa presença concreta de Deus diante deles; diante dessa estrutura, eles acreditam que a própria presença de Deus, de maneira especial, está lá. Como suas ações ou comportamento mudariam? Como sua maneira de pensar sobre as coisas mudaria? Depois de comentar essa questão, enfatize que, como cristãos, vivemos na presença de Deus.

Se você quiser adicionar uma dimensão extra a essa ideia, peça que os alunos tirem os sapatos enquanto estudam a lição, como Moisés fez diante da sarça ardente.

Alternativa: Peça que os alunos considerem aspectos de sua vida em que eles podem ainda necessitar de renovação. Sugira que eles anotem esses aspectos e façam deles o assunto principal de oração nos próximos dias, semanas ou meses, e que eles procurem fazer as mudanças.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/aux432011.html


Lição 4 – Alegria dianto do Senhor: Santuário e adoração
Compreendendo quem é Deus

Ozeas C. Moura
Doutor em Teologia Bíblica

 Nesta semana, consideraremos o serviço do antigo santuário israelita, o centro da adoração do povo de Israel, e tiraremos dele lições a respeito de como podemos ter uma experiência mais profunda de adoração.

 I. “Para que Eu possa habitar no meio deles”

“Tu o introduzirás e o plantarás no monte da Tua herança, no lugar que aparelhaste, ó Senhor para a Tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as Tuas mãos estabeleceram” (Êx 15:17).

Esta é a primeira referência de um santuário nas Escrituras. Foi cantada como parte do cântico de libertação pelos filhos de Israel, depois que saíram do Egito. O verso não apenas fala sobre o santuário, mas sugere que ele será a morada de Deus na Terra.

A Bíblia fala dos muitos atributos de Deus, entre eles o da transcendência e o da imanência. A transcendência tem que ver com a sublimidade e grandiosidade de Deus. Isaías O viu “assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de Suas vestes enchiam o templo” (6:1). Isso é transcendência. Mostra o abismo que há entre um Deus santo e infinito e a criatura pecadora e finita. Mas as Escrituras também ressaltam o outro atributo divino: a imanência, que é o modo pelo qual Deus Se relaciona com o ser humano, entra em sua história e está com ele em seus momentos bons e maus.

Isaías 57:15 mostra tanto a transcendência quanto a imanência de Deus: “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo. Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos.” E foi para “habitar” com os seres humanos que Deus ordenou a Moisés (Êx 25:8, 9) que construísse um santuário – símbolo visível da habitação ou presença de Deus entre Seu povo e centro de toda a adoração israelita.

Cada aspecto do tabernáculo terrestre devia representar corretamente um Deus santo e ser digno de Sua presença. Tudo que se relacionava com ele devia inspirar o sentimento de temor e reverência. Afinal, essa era a morada do Criador do Universo.

II. Corações dispostos
Na construção do santuário Deus contou com a colaboração de pessoas de “coração disposto”, ou seja, voluntário (Êx 35:5). Aqui temos uma das características fundamentais da adoração: ser voluntária, não forçada, motivada pelo senso da grandeza e bondade de Deus e de nossa pequenez, carência e pecaminosidade.

Da construção do santuário mosaico podemos tirar várias lições com respeito à adoração:

1. Primeiramente, a adoração tem que ver com o interior da pessoa, com sua disposição voluntária, prazerosa, de adorar a Deus. Isso é ter um “coração disposto” (Êx 35:5);

2. A adoração não é passiva nem somente contemplativa. O adorador é chamado a fazer algo, demonstrando ativamente que está do lado de Deus e O tem em alta conta. Os israelitas do tempo de Moisés agiram, trazendo ofertas em ouro, prata, bronze, pedras preciosas e peles de cabras e outros artigos necessários à construção do tabernáculo (35:5-9). Além disso, ajudaram na construção com seus variados talentos (35:10);

3. A doação de ofertas é parte importante da adoração. Assim, ao trazermos nossas ofertas (e dízimos) ao Senhor, façamos isso com gratidão pelas bênçãos recebidas do grande criador e mantenedor.

4. Em nossa adoração a Deus devemos entender que Ele sempre merece o melhor: na construção do santuário foram empregados os melhores materiais (ouro, prata, pedras preciosas, etc.) e as pessoas mais talentosas (Bezalel, Aoliabe e outras pessoas talentosas sob a supervisão desses dois; 35:10, 25, 30, 35).

III. O holocausto contínuo

“Isto é o que oferecerás sobre o altar: dois cordeiros de um ano, cada dia, continuamente. Um cordeiro… pela manhã e o outro, ao pôr do sol” (Êx 29:38, 39).

O sacrifício diário de cordeiros, o “holocausto contínuo” (Êx 29:42), devia ensinar ao povo sua constante necessidade de Deus e a dependência dEle para a sobrevivência física mas, acima de tudo, para o perdão e aceitação diante de Deus. O fogo sobre o altar devia continuar queimando dia e noite (Lv 6:8-13). Esse fogo poderia servir como lembrete permanente da necessidade de um Salvador.

Os holocaustos tinham função pedagógica. Lembravam continuamente aos israelitas a seriedade do pecado (ele resulta em morte) e o advento do Messias, o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29).

Lamentavelmente, a grande maioria dos israelitas perdeu de vista essas lições. Com o tempo, passaram a acreditar que os sacrifícios eram apenas um meio de comprar o favor de Deus ou aplacá-Lo por algum ato errado cometido. A adoração que deveria ser fruto de um coração contrito e agradecido passou a ser mero formalismo, destituído de vida e significado. Algo como mera barganha entre o adorador e seu Deus.

IV. Comunhão com Deus

Cada parte ou móvel do santuário fora projetado para chamar a atenção dos israelitas para o fato de que Deus desejava Se relacionar e manter comunhão com eles. Além de o santuário ser todo ele um tipo da obra de Cristo, a tenda representava a morada de Deus entre o povo; o altar dos holocaustos mostrava o amor de Deus em prover um substituto para a morte do pecador; a bacia com água lembrava aos adoradores israelitas que Deus desejava limpá-los do pecado; a mesa com os pães da proposição mostrava o cuidado de Deus em suprir as necessidades físicas do povo; o candelabro indicava que Deus ilumina e orienta Seu povo; o altar de incenso representava Deus atendendo as orações dos adoradores, e a arca, com a luz gloriosa, manifestada na shekinah (tampa da arca), era um símbolo da presença de Deus entre o povo.

Mesmo que hoje não tenhamos mais conosco o santuário mosaico, nem a luz brilhante da shekinah temos a promessa de que Cristo, na pessoa do Espírito Santo, está conosco “todos os dias” (Mt 28:20). É-nos dito que esse Espírito nos guia “a toda a verdade” (Jo 16:13). A verdadeira adoração deve nos ajudar a ser mais abertos à liderança de Deus e Seus ensinos, porque a reverência deve nos ensinar a atitude de fé e submissão à vontade de Deus. Assim, mesmo tendo Cristo ascendido ao Céu, não estamos órfãos nem da presença nem das orientações divinas. O Espírito Santo nos foi dado para que ficasse “para sempre” conosco (Jo 14:16).

V. Alegrar-se diante do Senhor

Embora a adoração israelita fosse expressa por meio do ritual do santuário, com seus variados sacrifícios e consequente derramamento de sangue, ela não devia ser triste nem formal. Deus ordenou aos israelitas que “se alegrassem diante do Senhor”, quando comparecessem diante dEle para adorá-Lo. Eles deviam se regozijar perante o Senhor em sua adoração. Essa ordem aparece repetidas vezes. Fica claro, então, que a experiência de adoração deve feliz. Afinal, se as verdades da salvação, redenção, mediação e juízo não são motivos de regozijo, que outra coisa nos alegraria?

Hoje há a tendência de ir para um dos extremos: uma adoração fria, mecânica e formalista, com bastante instrução, mas pouca alegria e emoção, ou uma adoração fervorosa, bastante emocional, mas com pouca instrução extraída da Palavra de Deus. O remédio para esse dilema é atentar para as orientações de Deus quanto à construção do santuário israelita e de como deveria ser a adoração. O mesmo Deus que deu instruções a Seu povo, os israelitas, mediante o sistema sacrifical, ordenou-lhes que O adorassem com alegria.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/com432011.html


COMENTÁRIOS SIKBERTO MARKS

 Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2011

Tema geral do trimestre: Adoração

Estudo nº 04 – Alegria diante do Senhor: santuário e adoração

Semana de   16 a 23 de julho

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristovoltara.com.br marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 Verso para memorizar:E regozijem-se ali perante o Senhor, o seu DEUS. Vocês, os seus filhos e filhas, os seus servos e servas, e os levitas que vivem nas cidades de vocês por não terem recebido terras nem propriedades” (Deut. 12:21, NVI).

Introdução de sábado à tarde

O ritual de adoração do santuário era impressionante, envolvente, participativo e diário. O povo devia participar ativamente. E para tudo havia motivos e explicações das razões. Por exemplo, quando um adorador cometesse um pecado, devia providenciar um sacrifício para obter o perdão dele. Isso requeria um impactante procedimento, tudo simbolizando a futura morte de JESUS. E tudo fazia sentido. Nada do que ali se fazia era sem algum propósito.

Em nossos cultos de adoração modernos, o que se faz tem seu sentido. Via de regra é assim. Mas temos gravíssimos problemas. Para muitas pessoas, os cultos e a adoração perderam o sentido. Quer dizer, essas pessoas não sabem o que fazem lá, porque estão lá, porque se ajoelham, porque cantam, qual o significado de tudo o que é feito. Então a adoração torna-se um mero ritual, ou melhor, uma rotina. Muitas vezes se torna numa rotina cansativa. Nesses casos, qualquer pequena provação, ou outro motivo banal, faz com que a pessoa relaxe na adoração, ou deixe tudo de lado. Um dos motivos mais frequentes para acontecer isso é a oportunidade de ganhar dinheiro, em princípio, envolvendo a santificação do sábado.

Um culto sem sentido, ou uma adoração sem sentido é algo que se desenvolve na mente das pessoas. Pode ser que a pessoa ao lado, na igreja, esteja adorando em espírito e em verdade, e nós, apenas de corpo presente, mas pensamento distante, ou vagueando por diversos assuntos. É preciso ter cuidado, pois muitas vezes, o sentido dos cultos é perdido por outros dois motivos: O primeiro, podem ser cultos maçantes, monótonos, sempre a mesma coisa, sem criatividade; E o segundo pode ser o oposto, cultos barulhentos, pessoas descuidadas falando entre si, sem reverência. Os nossos cultos devem ser envolventes, atraentes, de ambientes felizes, de participação, onde todos tenham alguma incumbência relevante; devem ser criativos e racionais, mas, sobre tudo, solenes e harmoniosos. Devem ser uma atração à parte em relação às coisas do mundo. Em resumo, uma santa solenidade onde nós possamos nos sentir felizes ao lado de DEUS.

  1. Primeiro dia: “Para que Eu possa habitar no meio deles”

DEUS é Criador porque quer ver esse Universo com sistemas de luz, com planetas, com cometas, com lugares lindos para se ficar e ser feliz, povoado por seres à Sua semelhança que o amem assim como Ele os ama. Ele cria coisas lindas formando ambientes favoráveis para amar os seres à Sua semelhança. Ele quer fazer bem a esses seres. Ele não cria para esquecer, mas para estar com Suas criaturas.

Infelizmente o pecado gera o efeito contrário. Quem foi o descobridor desse efeito, que DEUS já sabia antes de haver pecado? Foi Lúcifer. Ele sentiu na pele que pecando se provoca a separação entre a criatura e DEUS. Isso deve ter sido horrível para ele. Mas, continuando a sua aventura, ele foi separando outras criaturas da intimidade com DEUS, no caso, Adão e Eva e seus descendentes. DEUS, que é amor, sempre trabalha pela harmonia e intimidade; mas satanás, que é ódio, trabalha pelo desentendimento e separação. Ele hoje está enchendo o mundo de intrigas, de brigas e guerras, de separações nos lares, de facções nas igrejas. Ele é a antítese de DEUS, em tudo; ele é o contrário, e do contra. E o que vemos no mundo, produto das ações de satanás, é a sua imagem e semelhança; um mundo cujo efeito final é o sofrimento, a destruição e a morte.

DEUS que ama, portanto que quer estar entre os que Ele criou, quis ter um povo aqui na Terra. A gênese desse povo foram Adão e Eva. E DEUS queria viver aqui com eles, assim como Ele vive com os seres em outros planetas. Querer estar junto com Suas criaturas em todos os lugares do Universo talvez seja uma das explicações das razões porque DEUS é onipresente. Então, após o dilúvio, Ele chamou Abraão e Sara para formar um povo Seu, e em seus descendentes esse povo se constituiu. Eram agora, lá no Sinai, uns dois milhões de pessoas, e DEUS almejava morar com eles. Como DEUS gosta disso, estar com os Seus, sendo eles dois milhões, ou, sendo só dois ou três! Ou mesmo um só, nesse caso, esse um não está reunido, a não ser, com DEUS.

Aquele grande povo estava liberto do Egito e da idolatria. Finalmente chegou o tempo de DEUS poder morar com o Seu povo. Lá no Egito isso seria impossível. Imagine um grande templo construído ao lado de outros, dedicados a ídolos. Aqui DEUS iria instruir o povo para um ritual todo específico, dedicado à preparação deles para o recebimento de JESUS, o Salvador do mundo. E eles deveriam anunciar isto ao mundo. Eles seriam o povo pelo qual viria a salvação a toda humanidade. E esse DEUS que os tirara do Egito, queria morar entre eles, numa casa especialmente feita para esse fim.

Essa casa seria construída pelos homens, mas o modelo veio diretamente da parte de DEUS. Assim o modelo como todo o ritual de adoração. Nada deveria ser inventado pelo homem. Por qual razão? Simples de descobrir: no paganismo, ou idolatria, o homem inventava os deuses, fabricava esses deuses e imaginava um ritual para eles e também projetava e construía um templo. Mas com o DEUS verdadeiro seria exatamente o contrário: o homem receberia todas as instruções de um DEUS vivo e poderoso, infinitamente inteligente e capaz de criar do nada. Caberia ao homem obedecer ao Ser infinitamente superior que o ama eternamente, e deseja viver com o homem, e deseja salvar o ser humano para a vida eterna em ambiente de amor, pois DEUS é amor.

E por que DEUS mesmo não construiu a Sua casa de habitação? Ora, como é que nesse planeta em que tudo deteriorado, em que outros povos atacam para destruir (como foi com o primeiro templo, pelos babilônios), iria o DEUS perfeito e infinito colocar um imóvel perfeito, para os homens o aviltarem com sua presença e com seus atos? Seria o povo de DEUS um digno mordomo para zelar por tal templo até a volta de JESUS? É certo que não. Portanto, nessa Terra    DEUS Se contentou em habitar num templo feito por mãos humanas, mas cujo projeto era divino, e cujo ritual também viera do Céu.

Aqui encontramos lições solenes para nós hoje. Como estamos zelando pelo templo onde congregamos? É bem fácil encontrar templos onde se colocam móveis que foram descartados pelos adoradores; tapetes velhos; vasos feios de tanto uso; bancos estragados; teto depreciado e pinturas sem gosto ou deterioradas pelo tempo. Sem falar, muitas vezes, em goteiras, que um deixa para o outro consertar. E quando se chega à casa de moradia dos adoradores, tudo é de primeira qualidade, ou no mínimo, sempre bem limpinho. Está certo, DEUS habita em templos construídos por mãos humanas, mas também não é necessário que Ele se contente com as sobras. Isso veremos amanhã.

E outra coisa, DEUS queria envolver o ser humano na construção de Sua habitação. Ele tanto queria ensinar a importância da obediência à vontade de DEUS (repetimos sempre, essa vontade é a melhor para nós), como queria que os seres humanos se dedicassem a DEUS. Ele queria ensinar reverência para a adoração. Em resumo, DEUS queria reconstruir o caráter dEle em Seus filhos, em Seu povo.

  1. Segunda: Corações dispostos

Que privilégio tiveram os israelitas! Foram os primeiros a construir um templo, no caso, de madeira, peles e panos, além dos móveis de metais de diversos tipos. Isso, pouco depois do fracasso do bezerro de ouro, foi uma prova de amor do povo para com DEUS. Eles doaram materiais para o Tabernáculo, mais que o necessário, bem mais. A construção desse prédio móvel seria uma prova para eles, algo parecido como a árvore da ciência do bem e do mal fora para Adão e Eva. Nisso eles demonstrariam se amavam de fato a DEUS, se O queriam no meio deles e se desejavam dar o melhor de si para DEUS. Há algo bem curioso aqui: parte do que eles doaram foi recebido dos egípcios, quando do dia de sua saída. Portanto, para a construção dessa morada de DEUS, os egípcios também contribuíram. Ou seja, quem adorava outros deuses, de forma indireta, participou da construção da morada do DEUS verdadeiro. Isso vale como símbolo de que, esse Tabernáculo, deveria servir de morada do DEUS do mundo inteiro, não só dos israelitas. E quem estava dirigindo tudo isso, era o próprio DEUS.

E tem mais algo bem interessante. Onde aqueles profissionais aprenderam a sua perícia? Eles aprenderam trabalhando no Egito, para o faraó. Eles trabalhavam em várias frentes de ação, e alguns deles, faziam as atividades de acabamento, de arte, que exigia extrema capacidade e dedicação profissional. Eles todos saíram do Egito, e agora, tiveram a oportunidade de, em vez de trabalhar para os adoradores de ídolos, dedicar-se diretamente na obra de DEUS. Hoje podemos fazer o mesmo. Quem é profissional em alguma coisa, pense como pode dedicar a sua capacidade para salvar seres humanos à vida eterna.

Como foi a prova de amor dos israelitas para com DEUS? Eles trouxeram mais que o necessário; do melhor que possuíam; dedicaram os melhores profissionais em cada arte e buscaram fazer o melhor que podiam, segundo os recursos da época. Ou seja, eles fizeram o máximo para DEUS. Eles não eram perfeitos, mas no que podiam e eram capazes, não havia como fazer algo superior. Então, imagine, se esse povo, em nossos dias, construísse o templo de DEUS. Às vezes vemos escritórios administrativos de alto luxo, mas são meros escritórios, e no mesmo Campo, vemos templos dando mau testemunho, devido à falta de manutenção. DEUS não habita em escritórios administrativos, e sim, em templos.

Mais tarde, no tempo de Salomão, o povo deu outra demonstração de amor a DEUS. Outra vez fizeram o seu máximo. Trabalharam milhares de pessoas, buscaram madeira da melhor espécie, e muito ouro, prata e outros metais. As pedras trabalharam longe do lugar onde seria o Templo. Tudo isso, para demonstrar o respeito ao lugar onde, no futuro, seria a habitação de DEUS. Precisamos aprender com os israelitas: respeito e uma atitude solene dentro de Sua casa, mesmo que ela seja humilde. Mas…

Isso tudo é adoração! A construção da igreja, o modo como vamos aos cultos, nossas atitudes nos momentos do culto, nossos pensamentos, o que falamos ali quando é necessário falar, o que falamos quando devemos ficar quietos. Adorar a DEUS, em resumo, é um estilo de vida, seja dentro, seja fora da igreja, em qualquer lugar. Adorar é uma vida de testemunho sobre a que reino pertencemos.

  1. Terça: O holocausto contínuo

Todos os dias o povo devia oferecer dois cordeiros, um pela manhã, outro pela tarde, como sacrifício contínuo pelos seus pecados. Isso dava 730 animais por ano. Não é tanto assim, pois se considerarmos que cada família tivesse um animal (eles teriam muito mais que isso), deviam, ao todo, possuir ao menos uns 500 mil. Porém, o que significava esse sacrifício contínuo? Que eles necessitavam do Salvador a todo momento, todos os dias, sem interrupção. Cada dia deveriam fazer sua entrega ao Salvador, que viajava com eles, e sempre estava ali, na tenda da congregação. Eles precisavam daquele que os criou e os estava salvando do Egito, e viria morrer por eles, e depois, voltaria outra vez, o que nós ainda estamos aguardando. Aqueles sacrifícios, todos os dias, anunciavam a vinda de CRISTO para morrer em lugar deles, e de nós também.

“Quando os sacerdotes, pela manhã e à tardinha, entravam no lugar santo à hora do incenso, o sacrifício diário estava pronto para ser oferecido sobre o altar, fora, no pátio. Esta era uma ocasião de intenso interesse para os adoradores que se reuniam junto ao tabernáculo. Antes de entrarem à presença de Deus pelo ministério do sacerdote, deviam empenhar-se em ardoroso exame de coração e confissão de pecado. Uniam-se em oração silenciosa, com o rosto voltado para o lugar santo. Assim ascendiam suas petições com a nuvem de incenso, enquanto a fé se apoderava dos méritos do Salvador prometido prefigurado pelo sacrifício expiatório. As horas designadas para o sacrifício da manhã e da tardinha eram consideradas sagradas, e, por toda a nação judaica, vieram a ser observadas como um tempo reservado para a adoração” (CRISTO em Seu Santuário, 34).

  1. Quarta: Comunhão com DEUS

Há duas situações possíveis ao povo de DEUS, quanto ao conhecimento. Uma está em Oséias 5:6: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento”. A outra está em João 17:3: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste.” Para sermos cristãos vencedores precisamos conhecer a DEUS, e para conhecê-Lo, precisamos andar com Ele, ter comunhão com Ele. Comunhão significa estar intimamente associado com alguém; no caso, com DEUS. “Para Enoque não foi mais fácil viver uma vida justa em seus dias do que o é para nós no tempo presente. O mundo nos dias de Enoque não era mais favorável ao crescimento na graça e santidade do que agora, mas Enoque dedicou tempo à oração e comunhão com Deus, e isso o habilitou a escapar da corrupção das paixões que há no mundo. Foi sua devoção a Deus que o capacitou para a trasladação” (CRISTO Triunfante, MM: 2002, p. 44).

Em nossos dias, da mesma forma como foi com Enoque, também necessitamos andar com DEUS (isto é comunhão com DEUS) para vencermos as ciladas que o mundo prepara para todas as pessoas. “Todas as nossas ações são influenciadas por nossa experiência religiosa, e se essa experiência se baseia em Deus e se compreendemos os mistérios da piedade, se estamos recebendo diariamente algo do poder do mundo por vir e mantendo comunhão com Deus e tendo a presença do Espírito, se cada dia nos apegamos com mais firmeza à vida mais elevada e nos aproximamos cada vez mais do lado sangrante do Redentor, ser-nos-ão inculcados princípios que são santos e enobrecedores. Então nos será tão natural buscar pureza, e santidade e separação do mundo, como o é para os anjos de glória cumprir a missão de amor que lhes é designada em salvar os mortais da influência corruptora do mundo. Todos os que entrarem pelas portas de pérola da cidade de Deus serão praticantes da Palavra. Serão participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo. É nosso privilégio alcançar a plenitude existente em Cristo e ser favorecidos pela provisão feita por Seu intermédio. Foi feita ampla provisão para que sejamos erguidos acima das depressões da Terra e tenhamos nossas afeições firmadas em Deus e nas coisas celestiais” (Este Dia com DEUS, MM: 1980, 920.

Andar com DEUS não é difícil. É orar todos os dias, é estudar um pouco da Bíblia, é estudar a lição da Escola Sabatina daquele dia, dar bom testemunho e fazer algo para que outras pessoas se salvem. É também, no trabalho secular, fazer tudo com DEUS, falando com Ele e trocando idéias com Ele. Isso para muitos parece impossível, mas na verdade parece assim por falta de prática, por falta de vivência com DEUS. Nesse caso, DEUS, para estas pessoas, é como um estranho, que não conhecem como ele age.

  1. Quinta: Alegrar-se diante do Senhor

Há três tipos de culto em nossas igrejas: o desanimado; o gospel e o reavivado. O culto desanimado é rotineiro, sem criatividade, chato, tedioso, lamurioso, sem atividade, sempre a mesma coisa, tipo ambiente de despedida. O culto gospel é barulhento, tipo show, impositivo e dominante, vibração sem espiritualidade mas muito emocional, envolvimento mecânico à base de som alto e movimentos corporais, com o foco no ser humano, ambiente de festança. O culto reavivado tem a presença do poder do ESPÍRITO SANTO, atrai pelo testemunho sincero, há muitos voluntários engajados e ativos, criatividade original e santa, foco em DEUS, hinos harmoniosos e com entusiasmo, humildade e um ambiente feliz e contagiante. Ali há esperança e certeza, em meio à simplicidade de gente humilde de coração.

Muitas de nossas igrejas estão migrando do culto desanimado para o culto gospel. E as pessoas, percebendo uma alegria do tipo show, movido a barulho e emoções, pensam: agora sim, temos o ESPÍRITO SANTO. Puro engano, pois DEUS jamais se manifesta nesse tipo de culto. Ele deixou bem claro, por escritos na Bíblia e no Espírito de Profecia, como deve ser o culto. Sobre isso Ele expressou a Sua vontade, e devemos ter cuidado em não oferecer fogo estranho.

Para reanimar cultos muitos usam de uma criatividade sem inteligência nem sabedoria. Faz-se muito plagio (cópia ilegal) das coisas do mundo. E muitas vezes, justificando que faz parte da cultura. A nossa cultura aceitável é a celestial, a de cima, e nenhuma daqui da Terra serve para enriquecer o culto a DEUS. Simplesmente copiar do mundo para tentar tornar o culto a DEUS mais alegre, é uma declaração de fracasso mental e de desconhecimento de quem, afinal, é o nosso DEUS. Esse DEUS, como nós, também tem vontade, e devemos considerar isto. Ou melhor, seja feita a Tua vontade, assim na Terra como no Céu.

Os cerimoniais israelitas eram bem ricos e cheios de símbolos e significados. Por exemplo, o sacrifício contínuo era um lembrete permanente que necessitavam de um Salvador, e que esse Salvador viria para morrer em lugar deles, e de nós também. Todos os dias, duas vezes, eram lembrados disso. Todos os dias eles se entregavam a DEUS, no início e no final do dia. Isso quer dizer, todos os dias devemos confiar em DEUS para que Ele nos transforme, e nos mude segundo a sabedoria dEle, não segundo nós queremos. Devemos ir a DEUS como estamos, para voltar diferentes. “Eu venho como estou” mas retorno diferente do que vim. A cada culto devemos ir a DEUS como somos, e retornar diferentes do que viemos. Se não for assim, o nosso culto será uma mera rotina sem sentido e sem resultado prático.

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado

Vamos seguir a imaginação baseada em informações seguras da Bíblia. Entremos no Tabernáculo, ou tenda da congregação. Havia o primeiro compartimento, o lugar santo, com três móveis, a mesa dos pães, o candelabro e o altar do incenso. Passando por uma espessa cortina se entra no segundo compartimento, o lugar santíssimo. Ali se encontrava a arca do concerto. Dentro dela estavam as duas tábuas com a escritura dos Dez Mandamentos. A arca, que era uma caixa, cuja tampa media 1,10 metro de comprimento por0,66 metrode largura era o trono de DEUS. A tampa da arca se chamava propiciatório, que quer dizer lugar onde DEUS faz expiação e perdoa os pecados. Esse era também o lugar onde o sumo sacerdote aspergia o sangue pelos pecados, um dia ao ano. Sobre o propiciatório de madeira de acácia revestida em ouro, em cada lado, estavam dois anjos de ouro. E o mais importante, sobre a tampa, entre os dois anjos, se manifestava uma luz que não se originava por providência humana. Essa luz era a própria presença de DEUS. Era ali que DEUS morava. A arca e o propiciatório eram o Seu trono. Ele sempre estava ali. Até o dia em que tudo foi destruído pelos babilônios de Nabucodonosor. Imagina só, por falta de fidelidade, o anticristo da época destruiu a habitação de DEUS. E o que mais dói é que, depois de reconstruído, para aquele lugar nunca mais voltou a arca do conserto nem aquela luz de DEUS. Contudo, muito depois da reconstrução, naquele lugar JESUS entrou,em pessoa. Ele, que antes fora a luz da presença de DEUS. Pois Ele voltou, em pessoa, para cumprir o que anunciava o ritual diário.

Agora vem um aprendizado muito importante. Lembra o que havia dentro da arca? Além da vara de Arão, que floresceu, havia também os Dez Mandamentos. E o que significava isso? Que DEUS perdoava ou condenava com base naqueles mandamentos. Eles retratavam o caráter de DEUS. Portanto, esses nada têm a ver com a morte ou ressurreição de JESUS, eles têm a ver com o amor de DEUS, principal item de Seu caráter. Ou seja, DEUS perdoa não porque mereçamos, mas porque Ele nos ama. JESUS morreu por nós não porque temos dignidade, mas por que nos ama. Seremos salvos não porque nosso advogado é muito bom e poderoso, e sim, porque Ele nos ama. Os Dez Mandamentos são uma transcrição do amor, e o amor não pode mudar. Se o amor mudar, então, ou antes ele não era perfeito, ou depois não o é. Provavelmente nunca seria perfeito, isto é, nunca seria amor de verdade. Esse não é o caso, pois o amor de DEUS, que é Ele mesmo, sempre foi o mesmo e sempre será o mesmo. Ele é eterno e imutável, assim como a Sua lei. Graças a DEUS!

escrito entre 15 e 21/06/2011 – revisado em 22/06/2011

corrigido por Jair Bezerra

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 FONTE: http://www.cristovoltara.com.br/


COMENTÁRIOS BRUCE CAMERON

 Adoração – Lição 04

Alegria Diante do Senhor: Santuário e Adoração – (Êxodo 25; Hebreus 10)

Introdução: Quando eu estava na escola, passei um verão trabalhando para uma pequena empresa de construção civil. Não era um emprego muito bom. O trabalho era perigoso, porque os donos pareciam não ter certeza acerca de algumas regras fundamentais, como a gravidade, por exemplo. Um dos donos cortou uma prancha, onde ele estava sentado e caiu de uma altura de dois metros e meio em uma calçada de cimento. Os donos não se atentavam para os perigos para seus empregados, já que pareciam não notar as questões que envolviam sua própria segurança. Outro problema envolvia passar instruções. Um dono falava rapidamente o que ele queria que eu construísse e, quando eu não entendia, ele pegava o lápis e desenhava no chão o que parecia com uma figura. Então ele anunciava que já havia me explicado e até desenhado uma figura e, portanto, eu tinha instruções suficientes. Nosso Deus desenhou um quadro acerca de Seu plano de salvação. Ao contrário das figuras desenhadas por meu antigo chefe, o quadro de Deus é cheio de detalhes. Vamos mergulhar em nossas Bíblias ver que quadro Deus desenhou para o Seu povo acerca da salvação!

I. O Quadro do Céu – Deus Conosco

A. Leia Êxodo 25:8-9 e Hebreus 8:5. Vemos que Deus disse a Moisés para construir um santuário de acordo com um “modelo” que Deus lhe mostrou. Note que Hebreus descreve este santuário como “sombra daquele que está nos céus”. O que este texto nos diz sobre a versão terrena do tabernáculo? (Como você compararia a tua sombra com você mesmo? É uma cópia, mas que nos dá apenas uma idéia geral sobre o original.)

1. Qual é a razão que Deus dá para pedir a Moisés que construa um santuário? (Deus quer “habitar no meio” de Seu povo.)

B. Leia Apocalipse 21:2-4. Qual é o plano final de Deus para os Seus seguidores? (Ele quer viver com eles! O céu descerá até a terra e Deus habitará com os seres humanos. Note que este é um desejo há muito acalentado por Deus.)

1. Se alguém diz que quer morar com você (embora esta pessoa possa pagar um aluguel) o que isto diz acerca da atitude desta pessoa com relação a você? (Deus te ama!)

II. O Quadro do Céu – Parceiros Humanos

A. Leia Êxodo 25:1-7. Como o lugar da habitação de Deus na terra deveria ser construído? (Através de ofertas do povo de Deus.)

B. Leia Êxodo 35:20-21. As pessoas estavam sendo forçadas a dar a Deus os materiais para o Seu santuário? (Não. “Todos os que estavam dispostos, cujo coração os impeliu a isso”, trouxeram ofertas.)

1. Se você fosse Deus, e fosse uma honra e privilégio incríveis para qualquer grupo de seres humanos que você decidisse honrá-los com a tua presença, você teria esta mesma atitude com relação ao financiamento da tua casa?

2. Ou, se você fosse Deus, pensaria que estaria muito abaixo de você se misturar com os seres humanos – e traria à existência, pela palavra, um grande palácio mobiliado?

3. O que isto nos ensina a respeito da atitude de Deus com relação aos seres humanos? (Isto mostra que Deus quer fazer parceria conosco em cumprir a Sua vontade, mas Deus não nos força – mesmo quando tem um motivo legítimo para pedir o nosso apoio.)

C. Leia Êxodo 35:22. O que você acha a respeito da fonte deste ouro para a casa de Deus?

1. Você se lembra que há duas semanas atrás estudamos o bezerro de ouro feito por Arão? Leia Êxodo 32:1-4. O que foi usado para fazer o bezerro de ouro? (A mesma coisa – ouro de jóias.)

2. Pense ainda um pouco mais para trás, acerca da fonte deste ouro. Lembre que essas pessoas eram escravos. Suas posses certamente vieram dos egípcios (veja Êxodo 12:35-36). O que isto nos fala sobre os objetivos de Deus para a nossa riqueza? (Primeiro, Deus possui todas as coisas. Os hebreus tinham este ouro somente porque Deus havia interferido em seu favor. Deus poderia simplesmente reclamar este direito, mas não o fez. Ele deixou que as pessoas decidissem. Segundo, o ouro não era “limpo” ou “sujo”, a questão era como o povo de Deus o usaria. Nós o usaríamos para construir um ídolo ou o usaríamos para dar glória a Deus?)

3. O que estas ofertas sugerem a respeito do apoio para a obra de Deus hoje? (Deus quer que apresentemos os nossos talentos seculares e nossos recursos comuns e os usemos para o avançamento do reino de Deus. Todo tipo de dons e talentos podem ser usados para apoiar o evangelho.)

D. Leia Êxodo 25:9 novamente. Quão preciso Deus pede que Moisés seja? (Deus diz a ele para fazer exatamente “conforme o modelo”.)

1. Você acha que Deus é específico acerca de nossa parte na nossa parceira com Ele? (Deus não nos força. Deus usa os nossos talentos comuns. Mas Deus tem um alto padrão para nós. Se escolhemos nos juntar à obra de Deus, Ele espera que obedeçamos.)

III. O Quadro de Deus – A Atitude do Santuário

A. Leia Hebreus 10:1. Note a referência novamente a uma “sombra”, Assim como aprendemos que o santuário na terra era uma sombra daquele que está no céu, assim a lei é uma sombra “dos benefícios que hão de vir”. O que você acha que é a realidade – mais leis?

1. O que este texto sugere como sendo o objetivo da lei? (Nos aperfeiçoar. Para este objetivo, ela é uma mera sombra.)

B. Leia Hebreus 10:2-7. Qual é a realidade da lei? Qual é o original? (O sacrifício de Jesus em nosso favor. O objetivo da lei era nos tornar perfeitos, mas para isso ela é apenas uma sombra. Jesus era a realidade.)

C. Leia Hebreus 10:8-10. Se Deus não se agradava dos sacrifícios, por que o Antigo Testamento os exigia? (Veja novamente Hebreus 10:3. O texto nos fala que os sacrifícios eram para nós – para nos lembrar dos nossos pecados.)

D. Como você sugere que podemos ser lembrados dos nossos pecados hoje? (Jesus morreu em nosso lugar. Deveríamos ser lembrados disto através da Ceia do Senhor. Veja I Coríntios 11:23-26.)

1. Existe alguma maneira que você poderia ser lembrado com mais frequencia?

a. Existe uma forma como a lei poderia fazer parte desta lembrança? (Leia Mateus 22:36-40. Jesus nos fala para amarmos o nosso próximo “como a si mesmo”. Isto envolve sacrifício. Hebreus 10 é todo sobre sacrifício. A idéia que se forma em nossa mente é que quando nos sacrificamos pelos outros, somos lembrados do sacrifício que Jesus fez por nós. Desta maneira, a lei é uma “sombra” da realidade do extremo amor de Jesus por nós.)

b. Leia Romanos 12:1. O que Paulo nos ensina acerca deste tipo de atitude de sacrifício? (É uma forma de adoração – adoração verdadeira e apropriada!)

2. Estou em férias, enquanto escrevo este comentário. Encontrei uma igreja local para visitar a cada sábado de minhas férias. Estas igrejas são muito pequenas – e, em alguns aspectos, isto é muito desencorajador. Por que tão poucos vão à igreja? O que te levaria, pessoalmente, a abandonar a igreja? (Nós vamos à igreja para que possamos nos sacrificar? Ou vamos à igreja para que possamos ser espiritualmente alimentados por outros?) (*)

a. Se decidirmos ser parte de um grupo que alimenta espiritualmente aos outros, isto nos alimentaria?

E. Começamos dizendo “Que quadro Deus desenhou para nós, através de Seu santuário na terra?” Qual é a tua resposta a esta pergunta? (Deus quer habitar conosco. Deus não nos força. Porém, habitar com Deus é um compromisso sério. Todo o sistema da lei e do santuário desenha um quadro de sacrifício pelos outros. A verdadeira adoração é o sacrifício próprio. A verdadeira adoração é uma lembrança constante daquilo que Deus sacrificou pelos nossos pecados.)

F. Amigo, você examinou a tua vida, para avaliar se possui um espírito de sacrifício próprio ou um espírito de gratificação própria? Você vai pedir ao Espírito Santo hoje que converta o teu coração, para que possa refletir melhor a lei e o amor de Jesus para com você?

IV. Próxima Semana: Você é Feliz, Ó Israel!

(*) Nota do Tradutor: Ambas as respostas fornecidas não devem traduzir o real motivo para irmos à igreja. Vamos à igreja para adorar. O que motiva a verdadeira adoração é o reconhecimento de que Deus é digno. Este reconhecimento brota da comunhão pessoal e diária com Deus, e é isto o que verdadeiramente nos alimenta espiritualmente. A verdadeira adoração é uma reação à compreensão de quem Deus é, de quem eu (pecador) sou, diante deste Deus supremo, perfeito e santo, e de tudo o que Ele fez, faz e fará em minha vida, apesar de eu ser indigno. Somente uma pessoa que compreende isso é capaz de viver uma vida de adoração. Para mais detalhes sobre o conceito bíblico de adoração, visite http://www.musicaeadoracao.com.br/artigos/adoracao/index.htm

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Direito de Cópia de 2011, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses.
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FONTE: http://brucecameron.blogspot.com/


COMENTÁRIOS GILBERTO THEISS

 Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 4 – 3º Trimestre 2011 (16 a 23 de julho)

Observação: Este comentário é provido de Leitura Adicional no fim de cada dia estudado. A leitura adicional é composta de citações do Espírito de Profecia. Caso considere-a muito grande, poderá optar em estudar apenas o comentário ou vice versa.

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 16 a 23 DE JULHO – Alegria diante do Senhor: santuário e adoração – (Dt 12:12)

            Na era patriarcal o povo adorava a Deus através dos altares. Na era teocrática, a adoração se dava no tabernáculo. O templo surgiu apenas no período monárquico e foi substituído pela igreja (templo atual).

Havia em todo o sistema de adoração muito ritos com significados bem definidos e específicos. Cada ritual apontava para Cristo e sua função era bem meticulosa devido ao seu profundo simbolismo. Infelizmente, era possível para alguns, transformarem todos estes ritos em uma mera rotina formal. Em nossos dias não é diferente, pois, podemos com muita facilidade transformar nossas reuniões em uma rotina puramente formal e sem sentido para nossas vidas. É possível ir a igreja apenas por costume ou então participar de uma santa ceia como se fosse uma espécie de amuleto para dar sorte na vida cristã.

Todos esses ritos são apenas ilustrações de algo muito mais grandioso e profundamente glorioso. Ao centro de tudo está Deus com sua infinita compaixão e grandeza. Tudo o que Deus foi capaz de fazer pela humanidade caída se encontra nesses ritos e por esta razão deveríamos olhar para estes símbolos com extremo zelo, cuidado e devoção. Conseqüentemente, ao notar o grande amor de Cristo por nós, nossa adoração deve ser dirigida não aos ritos em si, mas ao foco deles – a Divindade.

O segredo para uma devoção e adoração viva não parte de retirar da igreja qualquer rito, mas olhar para além deles e ver o Cristo crucificado a nosso favor.

Leitura Adicional

“Na construção do santuário como a morada de Deus, Moisés foi instruído a fazer tudo segundo o modelo das coisas no Céu. Deus o chamou ao monte e revelou-lhe as coisas celestiais; e o tabernáculo foi, em todos os seus pertences, modelado à semelhança delas.

Assim também revelou Ele o Seu glorioso ideal de caráter a Israel, de que Ele desejava fazer Sua morada. A norma deste caráter foi-lhes mostrada no monte, ao ser do Sinai dada a lei, e quando passou Deus diante de Moisés e este proclamou: “Jeová, o Senhor, Deus misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade.” (Êx 34:6).

Mas por si mesmos eram eles incapazes de atingir este ideal. Aquela revelação no Sinai apenas poderia impressioná-los com sua necessidade e incapacidade. O tabernáculo, com os seus sacrifícios, deveria ensinar outra lição – a lição do perdão do pecado e do poder de obediência para a vida, mediante o Salvador.

Por meio de Cristo deveria cumprir-se o propósito de que era um símbolo o tabernáculo – aquela construção gloriosa, com suas paredes de ouro luzente refletindo em matizes do arco-íris as cortinas bordadas de querubins; o aroma do incenso, sempre a queimar, a invadir tudo; os sacerdotes vestidos de branco imaculado, e no profundo mistério do compartimento interior, acima do propiciatório, entre as figuras de anjos prostrados em adoração, a glória do Santíssimo. Em tudo Deus desejava que Seu povo lesse o Seu propósito para com o ser humano. Era o mesmo propósito muito mais tarde apresentado pelo apóstolo Paulo, falando pelo Espírito Santo:

“Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo.” (I Co 3:16 e 17) ” (Educação, págs. 35 e 36).

DOMINGO, 17 DE JULHO – “Para que Eu possa habitar no meio deles” – (Êx 15:17; 25:1-9)

            Deus pretendia estar presente e bem mais perto da vida e do dia a dia do Seu povo. Os Israelitas acostumaram no Egito a ter uma imagem sempre presente da divindade. Parecia que isto lhes dava mais segurança e proteção. No deserto, isto lhes fora tirado e ensinado que não passava de idolatria, pois muitos desses ídolos estavam bem dissociados da verdade do verdadeiro Deus. O santuário, ao mesmo tempo em que servia para esboçar todo o plano da redenção em Cristo, também servia para dar mais segurança e proteção visual ao povo de Israel. Ao eles saberem que Deus mesmo estaria presente neste templo, podiam ter uma vaga segurança emocional da presença do Criador. Deus queria oferecer essa segurança psicológica a eles, mas, muito além disto, Deus queria de alguma forma também manifestar sua presença diante deles e o santuário era o meio para tal.

O santuário foi feito aos moldes determinados por Deus. Interessante notar que, a semelhança da oferta de Abel em detrimento da de Caim, o santuário, embora feito por mãos humanas, deveria ser feito de acordo com o estabelecido por Deus. Mais uma vez podemos observar que, adoração e até mesmo tudo o que estaria envolvido à adoração deveriam refletir a vontade de Deus e não a nossa. A verdadeira e falsa adoração está centrada exatamente na maneira como somos submissos a Deus em todas as circunstâncias e estilo de vida. A vontade de Deus deve permear tudo o que oferecemos a Ele.

Outro propósito significativo desta lição é que, o santuário era a habitação de Deus para com seu povo. Era o meio mais significativo para YAHWEH estar bem próximo de seus filhos. Hoje, a igreja reflete este ambiente da presença de Deus. Nós, quando estamos na igreja, devemos dar a mesma atenção a todas as circunstâncias que permeiam a verdadeira adoração. Deus se faz presente quando, com sinceridade oferecemos a Ele nossa vida e devoção pessoal. O que oferecemos pode não ser o melhor, mas será aceito se for o que Ele pede. Lembre-se, o santuário de hoje pode ser nossa igreja ou o altar que temos em nossas casas.

Leitura Adicional

“Preciosas foram as lições ensinadas a Israel durante sua permanência no Sinai. Foi este um período de preparo especial para a herança de Canaã. E o ambiente, ali, era favorável para o cumprimento do propósito de Deus. No cume do Sinai, sobranceiro à planície em que o povo espalhava suas tendas, repousava a coluna de nuvem que tinha sido o guia em sua jornada. Como coluna de fogo à noite, assegurava-lhes a proteção divina; e, enquanto se achavam entregues ao sono, o pão do Céu mansamente caía sobre o acampamento. Em todos os lados, elevações vastas, escabrosas, em sua grandeza solene, falavam de duração e majestade eternas. O homem era levado a reconhecer sua ignorância e fraqueza na presença dAquele que “pesou os montes e os outeiros em balanças”. Isa. 40:12. Ali, pela manifestação de Sua glória, Deus procurou impressionar Israel com a santidade de Seu caráter e mandamentos, e a extrema culpabilidade da transgressão.

O povo, porém, era tardio para compreender a lição. Acostumados como tinham estado no Egito com as representações materiais da Divindade, e estas da mais degradante natureza, era-lhes difícil conceber a existência ou o caráter do Ser invisível. Condoendo-Se de sua fraqueza, Deus lhes deu um símbolo de Sua presença. “E Me farão um santuário”, disse Ele, “e habitarei no meio deles.” Êxo. 25:8.

Na construção do santuário como a morada de Deus, Moisés foi instruído a fazer tudo segundo o modelo das coisas no Céu. Deus o chamou ao monte e revelou-lhe as coisas celestiais; e o tabernáculo foi, em todos os seus pertences, modelado à semelhança delas” (Educação, p. 34 e 35).

“Foi comunicada a Moisés, enquanto se achava no monte com Deus, esta ordem: “E Me farão um santuário, e habitarei no meio deles” (Êxo. 25:8), e foram dadas instruções completas para a construção do tabernáculo. Em virtude de sua apostasia, os israelitas ficaram despojados da bênção da presença divina, e por algum tempo impossibilitaram a construção de um santuário para Deus, entre eles. Mas, depois de novamente haverem sido recebidos no favor do Céu, o grande líder procedeu à execução da ordem divina.

Homens escolhidos foram especialmente dotados por Deus de habilidade e sabedoria para a construção do sagrado edifício. O próprio Deus deu a Moisés o plano daquela estrutura, com instruções específicas quanto ao seu tamanho e forma, materiais a serem empregados, e cada peça que fazia parte do aparelhamento que deveria a mesma conter. Os lugares santos, feitos a mão, deveriam ser “figura do verdadeiro”, “figuras das coisas que estão no Céu” (Heb. 9:24 e 23) – uma representação em miniatura do templo celestial, onde Cristo, nosso grande Sumo Sacerdote, depois de oferecer Sua vida em sacrifício, ministraria em prol do pecador. Deus expôs perante Moisés, no monte, uma visão do santuário celestial, e mandou-lhe fazer todas as coisas de acordo com o modelo a ele mostrado. Todas estas instruções foram cuidadosamente registradas por Moisés, que as comunicou aos chefes do povo” (Patriarcas e Profetas, p. 343).

SEGUNDA, 18 DE JULHO – Corações dispostos –  (Êx 35)

Como visto até aqui, adoração envolve mais o estilo de vida do que ir a igreja e oferecer o culto ao Senhor. Adoração reflete submissão e também reflete a disposição de nosso coração em servi-lo. Deus conhece a sinceridade de nosso coração e sabe muito bem medir a intensidade do que lhe ofertamos se foi com extrema devoção ou não.

Na lição de hoje aprendemos sobre a construção do santuário e a disposição do povo em construir e levar até a construção o que de melhor possuíam para a realização do mesmo. Esta é uma lição e tanto, pois quando construímos uma igreja, um altar, ou fazemos uma devida reforma no ambiente de adoração, nem sempre levamos e ofertamos  o que realmente é melhor. Às vezes, quando estamos construindo nossa própria casa ou reformando-a, compramos o que tem de melhor ou então o que é mais bonito e atraente. Mas, em se tratando da casa de Deus, muitos cristãos ofertam o que é mais barato e econômico. Isto pode refletir a falta de contemplação e de valor que damos não à igreja, mas a Deus. Quando é para nós, fazemos o melhor, mas quando é para Deus sempre buscamos um jeito de economizar ou de ofertar o que é de péssima qualidade, e tudo isto em nome da economia. Nossas intenções são avaliadas por Deus e Ele sabiamente julga-as conforme realmente elas são. Às vezes pode ser por isso que há igrejas que demoram décadas para serem construídas, pois, Deus sabendo de nossa mesquinhez e falta de valor a Ele, não nos abençoa como deveríamos e assim sua obra fica manchada pela falta de sensibilidade e de valor que damos a Ele.

É bom lembrar que isto reflete adoração. No entanto, a pergunta que pode ser feita é: Que nível de adoração temos tido para com Deus quando construímos sua casa? O povo de Israel, neste contexto, fez com alegria e ofertou o de melhor com alegria. E nós, como temos feito a casa de nosso Deus hoje? Outra lição importante a aprender desta narrativa é que, o povo, de maneira geral, construiu o tempo segundo a forma como Deus determinou. Também ofertaram o que de melhor possuíam. Observe que, não era necessário apenas construir o templo, mas deveriam construir como Deus havia determinado. Isto nos faz lembrar da oferta de Abel e de Caim. Como visto desde o começo do trimestre, a adoração está centrado no que Deus nos pede em todos os sentidos. O que oferecemos pode até não ser o melhor, mas se for o que Deus pediu, com certeza será aceito. Isto é verdadeira adoração.

Leitura Adicional

“O tabernáculo foi feito de acordo com a ordem de Deus. O Senhor suscitou homens e os habilitou com aptidões mais do que naturais para realizarem tão engenhoso trabalho. Nem a Moisés nem àqueles artífices foi permitido planejar a forma e a arte da construção. Deus mesmo idealizou o plano e deu-o a Moisés, com instruções particulares quanto ao seu tamanho, forma e o material a ser usado, e especificou cada peça do mobiliário que nela devia haver. Apresentou a Moisés um modelo em miniatura do santuário celestial e ordenou-lhe que fizesse todas as coisas segundo o exemplar que lhe fora mostrado no monte. Moisés escreveu todas as instruções num livro e as leu para as pessoas mais influentes.

Então, o Senhor solicitou ao povo que trouxesse uma oferta espontânea, para fazer-Lhe um santuário, a fim de que Ele habitasse no meio deles. “Então toda a congregação dos filhos de Israel saiu de diante de Moisés, e veio todo o homem, a quem o seu coração moveu, e todo aquele cujo espírito voluntariamente o excitou, e trouxeram a oferta alçada ao Senhor para a obra da tenda da congregação, e para todo o seu serviço, e para os vestidos santos. E assim vieram homens e mulheres, todos dispostos de coração: trouxeram fivelas, e pendentes, e anéis, e braceletes, todo o vaso de ouro; e todo o homem oferecia oferta de ouro ao Senhor.” Êxo. 35:20-22.

Foram necessários grandes e dispendiosos preparativos. Caro e precioso material devia ser coletado. Mas o Senhor aceitou somente ofertas voluntárias. Devoção ao trabalho de Deus e sacrifício de coração foram os primeiros requisitos ao preparar-se um lugar para Deus. Enquanto a edificação do santuário estava caminhando, e o povo trazia suas ofertas a Moisés, e ele as apresentava aos artífices, todos os sábios que trabalhavam na obra examinaram as ofertas e concluíram que o povo tinha trazido o suficiente, e até mais do que podia ser usado. Moisés proclamou através do acampamento: “Nenhum homem nem mulher faça mais obra alguma para a oferta alçada do santuário. Assim o povo foi proibido de trazer mais. Êxo. 36:6.” (História da Redenção, p. 151, 152).

“Devemos louvar a Deus com total dedicação, fazendo todo esforço para promover a glória de Seu nome. Deus nos comunica Suas dádivas para que também demos, e deste modo revelemos Seu caráter ao mundo. Na dispensação judaica as dádivas e oferendas formavam uma parte essencial do culto a Deus. Os israelitas eram ensinados a consagrar ao serviço do santuário o dízimo de toda renda. Além disso deviam trazer ofertas expiatórias, ofertas voluntárias e ofertas de gratidão. Esses eram os meios para sustentar o ministério do evangelho naquele tempo. Deus não espera menos de nós do que do povo antigamente. A grande obra da salvação precisa ser levada avante. Pelo dízimo, ofertas e dádivas fez Ele provisão para esta obra. Desse modo pretende seja sustentada a pregação do evangelho. Reclama o dízimo como Sua propriedade, e o mesmo deveria ser sempre considerado uma reserva sagrada a ser depositada no Seu tesouro para o benefício de Sua causa. Pede também nossas ofertas voluntárias e dádivas de gratidão. Tudo deve ser consagrado para enviar o evangelho às partes mais remotas da Terra” (Parábolas de  Jesus, p. 300).

TERÇA, 19 DE JULHO – O holocausto contínuo – (Êx 29:38,39)

            Deus não tinha nenhum prazer em determinar que um animal inocente se tornasse um sacrifício diário nas mãos dos seres humanos. No entanto, propositalmente, Deus pretendia criar no coração humano a  mais profunda tristeza ao sacrificar e derramar o sangue destes animais. Queria impressionar-nos com as mais ricas lições do plano redentivo estabelecido para resgatar o que parecia ser irresgatável. Queria que as vidas humanas fossem impressionadas de tal maneira a ponto de causar um fortíssimo impacto emocional e racional que gerasse como conseqüência uma aceitação genuína e entrega completa de todo o ser a Deus.

É claro que, por mais inocente que fosse o animal, e, por mais que o animal sofresse para tal rito, nada se igualaria ao sofrimento e inocência de Jesus Cristo: o Deus encarnado. Se os sacrifícios diários de animais inocentes seriam capazes de trazer tristeza e arrependimento ao ser humano, quem dirá então o sacrifício do próprio Deus em todo o mais amplo sentido.

Hoje, o Espírito Santo pretende gradativamente impressionar-nos com este fato. É impressionante perceber que, infelizmente, existem pessoas que não conseguem ter sensibilidade para o que Jesus foi capaz de fazer por nós. Infelizmente muitos cristãos ficam na frente da televisão assistindo filmes e novelas cheias de violência, morte e assassinato, sem contar os programas jornalísticos como o famoso Datena cheio de sangue e injustiças. Estas imagens do dia a dia, desses programas, fazem com que nos acostumemos com tais atrocidades. Gradativamente ficamos tão frios que não conseguimos olhar para o sacrifício de Jesus de maneira que nos cause fortes impactos para a vida espiritual. Deus pagou um preço incalculável e muitos de nós ainda não entendemos isto.

Leitura Adicional

“Devemos lutar ardorosamente para alcançar o padrão estabelecido diante de nós. Não devemos fazê-lo como uma penitência, mas como o único meio de obter verdadeira felicidade. A única maneira de obter paz e alegria é ter uma ligação viva com Aquele que deu Sua vida por nós, que morreu para que pudéssemos viver, e que vive para unir Seu poder com os esforços daqueles que… estão lutando para vencer.

Santidade é constante acordo com Deus. Não seremos nós aquilo que Cristo tão grandemente deseja que sejamos cristãos em atos e em verdade – para que o mundo possa ver em nossa vida uma revelação do poder salvador da verdade? Este mundo é nossa escola preparatória e enquanto aqui estivermos enfrentaremos provas e dificuldades. Mas estamos seguros enquanto nos apegamos Àquele que deu Sua vida como uma oferta por nós” (Manuscritos 61, 1903).

“No tempo do antigo Israel, os sacerdotes examinavam cuidadosamente toda oferta que era levada para sacrifício. Caso fosse descoberto qualquer defeito, recusavam o animal; pois o Senhor ordenara que a oferta fosse “sem mancha”. Cumpre-nos apresentar nosso corpo como sacrifício vivo a Deus; e não devemos procurar tornar a oferta a mais perfeita possível? Deus nos deu toda instrução necessária para nosso bem-estar físico, mental e moral; e é dever de cada um de nós pôr nossos hábitos de vida, em todo particular, em harmonia com a norma divina. Ficará o Senhor satisfeito com coisa alguma a não ser o melhor que nos é possível oferecer? “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração.” Mat. 22:37; Mar. 12:30; Luc. 10:27. Se O amardes de todo o vosso coração, desejareis prestar-Lhe o melhor serviço de vossa vida, e buscareis pôr toda faculdade de vosso ser em harmonia com as leis que vos promoverão a capacidade de cumprir o Seu querer” (Testemunhos Seletos, v.2, p. 214).

QUARTA, 20 DE JULHO – Comunhão com Deus – (Êx 25:10-22; Sl 37:23; 48:14; Pv 3:6 e Jo 16:13)

            Comunhão vem do latim communio, e significa comunidade, associação, sociedade, relações com alguém ou ato de comungar. Outras definições também encontradas são:

1     ação de fazer alguma coisa em comum ou o efeito dessa ação

2     sintonia de sentimentos, de modo de pensar, agir ou sentir; identificação

3     com participação, união, ligação

4     o sacramento da Eucaristia

4.1  a administração ou a recepção da Eucaristia

4.2  parte da missa em que o sacerdote administra o sacramento da Eucaristia

4.3  antífona ou salmo que o sacerdote lê na missa após haver comungado

5     comunidade religiosa unida em torno de uma mesma fé

6     domínio de duas ou mais pessoas sobre a mesma coisa, de que detêm partes abstratas

6.1  conjunto de direitos e obrigações sobre a coisa possuída em comum

6.2  sociedade de bens e interesses que se estabelece entre marido e mulher por força do contrato de casamento (Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, 2007).

Como percebido, o significado da palavra comunhão em toda a sua abrangência tem por essência unidade de ideais, mesmo pensamentos, integração baseada nos mesmos pareceres, unidade composta e identificação não conflitante. Portanto, quando a Palavra de Deus sugere que tenhamos comunhão com Deus, está nos ensinando que devemos viver em conformidade com Deus em uma unidade completa e plena e submissa a Ele. Reforçando, esta unidade completa e plena exige de nós e não de Deus uma submissão e entrega total. Somos nós que temos que conformar com a vontade de Deus e não Deus se conformar com nossa vontade. Comunhão com Deus significa viver por Ele e para Ele. Significa viver em conformidade com Sua plena vontade. Como temos aprendido desde o começo do trimestre, adoração reflete dar o nosso melhor para Deus, mas, sempre dentro do que Ele nos pede. A experiência de Abel oferecendo o cordeiro, Abraão não poupando seu próprio filho, Moisés tirando as sandálias e o povo construindo o santuário aos moldes determinados por Deus refletem claramente a verdadeira adoração. Isto também nos ajuda a entender como é a essência da falsa adoração – na vontade humana em detrimento da vontade de Deus.

Comunhão é adorar a Deus, pois em nossa convivência com Ele, um estilo e devoção totalmente voltada à Sua vontade se torna um estilo de vida natural nos seres humanos que aprendem amá-lo de todo coração. Assim acontece em um casamento, pois, comunhão no casamento é viver totalmente em benefício e felicidade do outro.

Leitura Adicional

“O incenso que subia com as orações de Israel, representa os méritos e intercessão de Cristo. Sua perfeita justiça, que pela fé é atribuída ao Seu povo, e que unicamente pode tornar aceitável a Deus o culto de seres pecadores. Diante do véu do lugar santíssimo, estava um altar de intercessão perpétua; diante do lugar santo, um altar de expiação contínua. Pelo sangue e pelo incenso deveriam aproximar-se de Deus – símbolos aqueles que apontam para o grande Mediador, por intermédio de quem os pecadores podem aproximar-se de Jeová, e por meio de quem unicamente, a misericórdia e a salvação podem ser concedidas à alma arrependida e crente” (Patriarcas e Profetas, pág. 353).

“A tremenda malignidade do pecado só pode ser avaliada em face da cruz. Se os homens insistem em que Deus é bom demais para rejeitar o pecador, olhem eles ao Calvário. Foi por não haver outro meio de salvar o homem, e por ser impossível, sem esse sacrifício, escapar o gênero humano ao poder corruptor do pecado, e ser restaurado à comunhão com seres santos – impossível tornarem-se os homens de novo participantes da vida espiritual – foi por isso que Cristo tomou sobre Si a culpa dos desobedientes e sofreu em lugar dos pecadores. O amor, sofrimento e morte do Filho de Deus atestam a terrível enormidade do pecado e revelam que não há escape de seu poder, nem esperança da vida mais elevada, senão pela submissão da alma a Cristo” (Caminho a Cristo, págs. 31 e 32).

Seja a mente elevada das profundezas do pecado para contemplar o Deus de toda bondade, misericórdia e amor, mas que não inocentará de modo algum o culpado” (Review and Herald, 19 de março de 1889).

QUINTA E SEXTA, 21 e 22 DE JULHO – Alegrar-se diante do Senhor – (Lv 23:39-44; Dt 12:5-7,12,18; 16:13-16)

            A lição de hoje precisa ser moderada com alguns valores e princípios importantes que sejam capazes de impedir-nos de pender para os dois extremos. Alguns acreditam que, para alegrar-se diante do Senhor, deveríamos ter bateria na igreja, levantar as mãos, cantar músicas estimulantes, rítmicas e dançantes. Não é isto que nos levará a uma adoração alegre e contagiante. Não precisamos de êxtase nos cultos para sermos alegres e felizes diante do Senhor. Não são os estímulos emocionais e sensações de euforia que serão capazes de tornar-nos alegres diante do Senhor. O verdadeiro culto não pode estar nodoado com este tipo de culto. Isto é sensação barata e puramente estimulante. Muitos cristãos de nosso século estão confundindo êxtase emocional com fé e alegria genuína. A fé e a verdadeira alegria não são alimentadas desta forma. Ellen White nos ensina que o culto precisa ser entoado com canções:

* Suaves e puras (Educação, p. 167)

* Os tons precisam ser como a melodia dos pássaros ( Evangelismo, p. 510)

* O volume do som deve ser suave e não pode ferir os ouvidos (carta 66, p. 2 e 3, de 1983).

* O canto deve ser melodioso (Testemunhos Seletos, v.1, p. 45).

* A melodia deve ser alegre, porém solene (Evangelismo, p. 507 e 508).

* Deve aproximar-se da harmonia celeste (Patriarcas e Profetas, p.  637)

* Os anjos devem ser capazes de cantar juntos (Manuscritos 5, de 1874).

* Glorificar unicamente a Deus (Carta 5, de 1850)

* Deve erguer os pensamentos ao que é puro, nobre e edificante (Patriarcas e Profetas, p. 637)

* Ser capazes de impressionar os corações com verdades espirituais (Educação, p. 167)

* Deve atrair para o lar celestial (O Desejado de Todas as Nações, p. 37)

* Deve conduzir à santidade [separação do mundo] (Testemunhos para a Igreja, v.1, p. 496-497)

* Deve afastar os ouvintes da atenção ao terreno (O Desejado de Todas as Nações, p. 73)

* Não leva à união com o mundo e suas diversões (Patriarcas e Profetas, p. 637)

* Não tem gesticulações extravagantes (Manuscritos 5, de 1874)

* Não há movimentos corporais (Manuscritos 5, de 1874)

* As notas não são longamente puxadas (Evangelismo, p. 510)

* Não há confusão de vozes nem dissonância (Testemunhos Seletos, v.1, p. 45)

* Não vem do gênero das valsas frívolas (Fundamentos da Educação Cristã, p. 97)

* Não vem das canções petulantes  que elogiam o homem (Fundamentos da Educação Cristã, p. 97)

* Não é ruidosa, vulgar, nem  de abundante entusiasmo (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 306)

* Não idolatra o cantor ou músico (Testemunhos para a Igreja, v.1, p. 506)

*As canções não são próprias para o salão de baile (Testemunhos para a Igreja,v.1, p. 506)

* Não se adapta facilmente ao palco (Manuscritos 5,  de 1874)

* A melodia não é forçada (Manuscrito 5, de 1874)

* A música não serve para dança (Mensagens Escolhidas, v.2, p. 36)

* Não inclui tambores e o ritmo não domina a melodia nem a harmonia (Mensagens Escolhidas, v.2, p. 36)

* Não pertence à categoria do jazz, rock, blues, derivados ou forma correlatas (Manual da Igreja, p. 172)

Estas declarações preciosas foram extraídas do Site do Centro e ajudam a melhor proteger nossa adoração diante do Senhor. Alegrar-se diante do Senhor é melhor revelado através de genuína entrega e submissão a Deus. Como bem ilustrou o autor da lição: “Afinal, se as verdades da salvação, redenção, mediação e juízo, não são motivos de regozijo, que outra coisa nos alegraria?”

Outro extremo é pretender levar a igreja a ter uma reunião de adoração como o culto de um velório. Não há nada de errado com a modernização. Desde que não misturemos sagrado como profano, a modernização do culto e das músicas são necessárias e fundamentais para tornar o culto mais dinâmico e atraente. Lembremo-nos que Modernizar é diferente de mundanizar. Os músicos e os que cantam na igreja precisam compreender isto. Ellen White a este respeito diz que “às vezes é mais difícil disciplinar os cantores e mantê-los em forma ordeira, do que desenvolver hábitos de oração e exortação. Muitos querem fazer as coisas à sua maneira. Não concordam com deliberações, e são impacientes sob a liderança de alguém. No serviço de Deus se requerem planos bem amadurecidos. O bom senso é coisa excelente no culto do Senhor” (Gospel Workers, pág. 325 – ou Obreiros Evangélicos, p. 505). É claro que nem todos são assim, pois há cantores consagrados e tementes à vontade de Deus.

Leitura Adicional

“Nos tempos patriarcais as ofertas sacrificais relacionadas com o culto divino constituíam uma lembrança perpétua da vinda de um Salvador; e assim era com todo o ritual dos sacrifícios do santuário na história de Israel. Na ministração do tabernáculo, e do templo que posteriormente lhe tomou o lugar, o povo era ensinado cada dia, por meio de símbolos e sombras, a respeito das grandes verdades relativas ao advento de Cristo como Redentor, Sacerdote e Rei; e uma vez em cada ano tinham a mente voltada para os eventos finais do grande conflito entre Cristo e Satanás, a purificação final do Universo do pecado e pecadores. Os sacrifícios e ofertas do ritual mosaico deviam sempre apontar para uma adoração melhor, celestial mesmo. O santuário terrestre era “uma alegoria para o tempo presente, em que se oferecem dons e sacrifícios”; seus dois lugares santos eram “figura das coisas que estão no Céu” (Heb. 9:9 e 23); pois Cristo, nosso grande Sumo Sacerdote, é hoje “Ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem”  (Heb. 8:2 – Profetas e Reis, p. 684, 685).

“Nossas reuniões devem ser interessantes. Ali, deve imperar a própria atmosfera do Céu. As orações e discursos não devem ser longos e enfadonhos, apenas para encher o tempo. Todos devem contribuir com sua parte espontânea e pontualmente e, esgotada a hora, a reunião deve ser pontualmente encerrada. Desse modo, será conservado vivo o interesse. Nisso está o culto agradável a Deus. Seu culto deve ser interessante e atraente, não se permitindo que degenere em formalidade insípida. Dia a dia, hora a hora, minutos a minuto, devemos viver para Cristo; então, Ele habitará em nosso coração e, ao nos reunirmos, Seu amor em nós será como uma fonte no deserto, que a todos refrigera, incutindo nos que estão prestes a perecer o desejo ardente de sorver da água da vida” (Testemunhos para a Igreja, v.5, p. 609).

“A música pode ser um grande poder para o bem; contudo não tiramos o máximo proveito desta parte do culto. O cântico é geralmente originado do impulso ou para atender casos especiais, e em outras vezes os que cantam o fazem mal, e a música perde o devido efeito sobre a mente dos presentes. A música deve possuir beleza, poder e faculdade de comover. Ergam-se as vozes em cânticos de louvor e adoração. Que haja auxílio, se possível, de instrumentos musicais, e a gloriosa harmonia suba a Deus em oferta aceitável.

Mas às vezes é mais difícil disciplinar os cantores e mantê-los em forma ordeira, do que desenvolver hábitos de oração e exortação. Muitos querem fazer as coisas à sua maneira. Não concordam com deliberações, e são impacientes sob a liderança de alguém. No serviço de Deus se requerem planos bem amadurecidos. O bom senso é coisa excelente no culto do Senhor” (Gospel Workers, pág. 325 – ou Obreiros Evangélicos, p. 505).

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site http://www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

Postado por Gilberto Theiss às Sexta-feira, Julho 15, 2011 0 comentários Links para esta postagem

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Marcadores: Comentários da lição da Escola Sabatina

FONTE: http://gilbertotheiss.blogspot.com/


COMENTÁRIOS ESCOLA NO AR

3º Trimestre de 2011 – Adoração

Comentário da Lição 04 – Alegria diante do Senhor: santuário e adoração

Sábado, 16/7/2011 – › INTRODUÇÃO

“E regozijem-se ali perante o Senhor, o seu Deus, vocês, os seus filhos e filhas, os seus servos e servas, e os levitas que vivem nas cidades de vocês por não terem recebido terras nem propriedades”. – DT 12:12 – Nova Versão Internacional
INTRODUÇÃO – Deus orientou a Moisés: “E farão um santuário para mim, e eu habitarei no meio deles”. – Êx 25:8 – Nova Versão Internacional

Do capítulo 25 ao capítulo 40 de Êxodo, são descritos os detalhes do santuário como a provisão de Deus em favor do pecador, para ensinar aos israelitas o plano da salvação pela graça. Em cada detalhe do santuário e de seus serviços, Deus revelou aos nossos antepassados espirituais a grandeza imensurável de Seu eterno reino da graça, a eternidade de Seu amor e a imutabilidade de Sua justiça. Estes e os outros atributos do caráter de Deus e a Sua justa e amorosa manifestação em favor de Seu povo, deviam despertá-lo para um profundo e respeitoso espírito de adoração.

Estas manifestações foram vivenciadas na vida, no ministério e no sacrifício expiatório de Jesus. Portanto, as lições espirituais transmitidas pelos serviços e símbolos do santuário são para todas as gerações de filhos de Deus, porque são típicas da redenção do pecador por meio de Cristo Jesus. Constituem um poderoso convite para a adoração.

A adoração neste espírito culmina em felicidade: “Depois Salomão mandou o povo para casa, feliz e com coração alegre por toda a bondade que o Senhor havia mostrado a seu servo Davi e a seu povo Israel. E eles abençoaram o rei.” – 1Rs 8:66 – Bíblia Viva.
Que espetáculo maravilhoso deve ter sido o retorno dos filhos de Israel aos seus lares depois de adorar. Suas vozes ecoando pelas quebradas das montanhas e espalhando-se em harmoniosas melodias pelos vales e prados floridos. Quisera ter estado lá e vivido esses momentos de glória.

Pense: “Prestem culto ao Senhor com alegria; entrem na sua presença com cânticos alegres”. – Sl 100:2 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Majestade e esplendor estão diante dele, poder e dignidade no seu santuário”. – Sl 96:6 – Nova Versão Internacional.


Domingo, 17/7/2011 – › PARA QUE EU POSSA HABITAR NO MEIO DELES

Deus ordenou para Moisés: “E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles”. – Êx 25:8 Almeida Revista e Atualizada.

Por que Deus orientou o povo de Israel para construírem o santuário? Como este se tornaria a Sua morada, não poderia ter Ele edificado o local sem a interferência de humanos? Sem dúvida alguma, poderia tê-lo feito. No entanto havia conceitos profundos envolvidos na edificação do santuário. Seria o local onde Deus se manifestaria de modo poderoso para os Seus filhos. Eles deviam participar na edificação contribuindo com o melhor que possuíam de bens materiais para que o seu próprio coração sempre estivesse disposto a participar da adoração. Deviam compreender que tudo pertencia a Deus e tudo dEle recebiam.

Nesta maneira de edificar o santuário estava o ensino de que o seu próprio corpo devia ser preservado nas melhores condições físicas, porque Deus quer habitar na vida e no coração de cada um de Seus filhos. “Vocês serão santos para mim, porque eu, o Senhor, sou santo, e os separei dentre os povos para serem meus”. – Lv 20:26 – Nova Versão Internacional.

Paulo apresenta este ensino com grande poder e convicção para a Igreja apostólica. Nos apelos dirigidos aos crentes em várias de suas Epístolas, está ligando a vida cristã e a adoração com os ensinos do santuário. “Portanto glorifiquem a Deus com o seu próprio corpo”. – 1Co 6:20 – Nova Versão Internacional.

O relacionamento com Deus não sofreu alterações desde a criação do homem no Jardim do Éden. Adão e Eva foram criados com o senso da dependência de Deus e com profundas motivações para adorá-lO. A adoração fundamentava-se na entrega espontânea à vontade de Deus.

Pense: “Eu sou o Senhor que os tirou da terra do Egito para ser o seu Deus, por isso sejam santos, porque eu sou santo”. – Lv 11:45 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Não as adorarás, nem lhes darás culto, porque eu sou o Senhor, o teu Deus”. – Êx 20:5 – Almeida Revista e Atualizada.


Segunda-Feira, 18/7/2011 – › CORAÇÕES DISPOSTOS

Caldas Aulete em seu dicionário, define adoração como “culto ou homenagem que se rende à divindade”.

Teologicamente, o ato de adorar pode ser definido como: intercâmbio inteligente entre Deus e o homem, no qual o homem compreende sua posição de inferior e dependente em relação à divindade, infinitamente superior e fonte de toda a bênção.

Sem o reconhecimento da dependência de Deus e da Soberania divina, a adoração torna-se formal, vazia e sem sentido.

O povo de Israel compreendeu esta dependência e Soberania quando Deus pediu dádivas para a construção do santuário. Todos de coração “disposto” trouxeram suas oferendas.

A entrega, a rendição espontânea, sempre é motivada pelo amor. Tocado pelo amor de Deus, a resposta é dado por amor.

Que Deus deseja receber dádivas do homem como parte da adoração, é declarado no Salmo 96:8:“Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome; trazei oferendas e entrai nos seus átrios”. Com quem ou o que relaciona-se a oferenda apresentada perante o altar? Com as necessidades da Igreja?

Se a dádiva não estiver relacionada com o Soberano doador e não representar um ato de adoração, o ato de ofertar não está sendo compreendido corretamente e não atinge o seu verdadeiro propósito: desenvolver no adorador o caráter à semelhança dAquele a quem adora. A dádiva não deve ser uma resposta a uma necessidade, mas a resposta de amor do homem ao amor de Deus pelo pecador. Amar alguém maior, reconhecendo sua Soberania e apresentando-Lhe uma dádiva.

Pense: “Jacó não estava a fazer um contrato com Deus. O Senhor já lhe havia prometido prosperidade, e este voto era o transbordar de um coração cheio de gratidão pela certeza do amor e misericórdia de Deus. Jacó entendia que Deus tinha direitos sobre ele, os quais ele devia reconhecer, e que os sinais especiais do favor divino a ele concedidos exigiam retribuição. Assim, toda a bênção que nos é concedida reclama uma resposta ao Autor de todas as nossas mercês”. – Patriarcas e Profetas, págs. 185 e 186.

Desafio: “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades”. – Fp 4:19 – Almeida Revista e Atualizada.


Terça-Feira, 19/7/2011 – › O HOLOCAUSTO CONTÍNUO

O holocausto contínuo era o centro de toda a adoração do ritualismo israelita. Sem ele, a adoração não faria sentido. Revelando fé nesse sacrifício, o pecador não se apressava para ofertar o seu cordeiro, mas trazia-o na oportunidade das grandes festas espirituais de adoração, que se repetiam três vezes ao ano. Desta maneira era ensinado ao israelita que a adoração não ficava restrita ao santuário. Porém, o pecador, consciente de seu pecado, revelava o arrependimento, fazia a sua confissão e suplicava perdão, pela fé na provisão diária no Santuário, no local onde se encontrava. O seu lar era um lugar de adoração.

Sem o Velho Testamento, apresentando o plano da graça redentora através de tipos, em ritos e símbolos nos serviços de adoração do santuário, do tempo de Cristo para os nossos dias não saberíamos explicar a passagem de um Homem pelo mundo, que se proclamou o Filho de Deus, o Filho do Homem e o Salvador do Mundo. Não teríamos motivos para adorá-lO. Seria apenas mais um, como muitos outros que apareceram e aparecem. Seria mais um Maomé, Buda, Confúcio, Crishna…, nada mais.

Na epístola aos Hebreus, Paulo culmina com uma conclusão inequívoca: Sangue de animais não tem a menor possibilidade de eliminar pecados. Isto significa e equivale a dizer que se Cristo não tivesse vindo como o único sacrifício real para eliminar o pecado, todo o serviço ritual de adoração não teria o menor sentido. No entanto, sem os holocaustos do santuário, nós também não teríamos fundamentos para adorar. Adorar a quem e por quê? A Realidade, Jesus, projeta sombras para os tipos.

Pense: “Pelo cumprimento dessa vontade fomos santificados, por meio do sacrifício do corpo de Jesus Cristo, oferecido uma vez por todas”. – Hb 10:10 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. – Jo 1:29 – Nova Versão Internacional.


Quarta-Feira, 20/7/2011 – › COMUNHÃO COM DEUS

Para a adoração encontrar o seu verdadeiro sentido é necessário que o adorador, compreendendo sua posição de dependência, se aproxime de Deus como seu Senhor e Soberano do Universo. Sempre foi assim que os verdadeiros adoradores se relacionaram com Deus.

Este reconhecimento conduz à comunhão. Entregando a sua vida a Alguém maior, em quem pode confiar sem temor algum, desenvolve-se uma relação de companheirismo e intimidade. A correta compreensão deste relacionamento dá sentido à vida e à experiência espiritual. O dia de sábado torna-se um encontro feliz de comunhão com o Criador, Senhor e Redentor.

Qual o objetivo de Deus no ato de adoração? Para Moisés Deus deu a orientação: “E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles”. – Êx. 25:8. Um santuário para servir de habitação para Deus entre o seu povo. Mas o que realmente deseja Deus alcançar com esta vivência em meio ao seu povo? “Ali virei aos filhos de Israel para que por minha glória sejam santificados”. – Êx. 29:43. Santificar, em harmonia com o pensamento de Deus, é tornar semelhante a Ele. Esta semelhança é operada pela presença de Sua glória. A glória de Deus é o Seu caráter. Portanto, pela contemplação de Seu caráter e pela comunhão o homem é feito semelhante a Ele. Mas este ato envolve aceitação e rendição. Não é o homem que se torna a si mesmo semelhante ao Modelo, mas é Deus que o faz revelando e comunicando os atributos de Seu próprio caráter ao caráter do homem.

Pense: “Se desviares o teu pé de profanar o sábado, e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia, mas se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então te deleitarás no Senhor. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do Senhor o disse”. – Is 58:13 e 14 – Almeida Revista e Atualizada.

Desafio: “Que este Deus é o nosso Deus para sempre; ele será o nosso guia até o fim”. – Sl 48:14 – Nova Versão Internacional


Quinta-Feira, 21/7/2011- › ALEGRAR-SE DIANTE DO SENHOR

Quando os judeus voltaram do exílio babilônico, a primeira coisa que fizerem foi “reconstruir o altar do Deus de Israel, para nele se oferecerem holocaustos.” – Ed 3:2.

Este acontecimento ensina a grande lição de que o maior entrave entre Deus e o homem é o pecado. O altar é o lugar onde o homem se reconcilia com Deus, confessando e abandonando os seus pecados e recebendo o perdão. O salmista diz o que acontece no íntimo do homem quando participa desta experiência: “Como é feliz o homem que tem suas desobediências perdoados e seus pecados cobertos”.- Sl 32:1 – Bíblia Viva.

Esta experiência ensina que a felicidade é uma dádiva de Deus para o homem. É o fruto da bênção do amor, da graça do perdão e do poder transformador de Deus no íntimo do homem contrito e arrependido.

O israelita tinha dois grandes motivos para viver e expressar alegria. No dia da expiação todos os pecados do indivíduo e da nação eram perdoados e apagados. A este dia da expiação seguia-se a festa dos tabernáculos ou das cabanas. Constituíam sete dias de alegria por essa bênção de Deus. Essa alegria perdurava ao retornarem para seus lares. Era uma nação perdoada e aceita por Deus. (Lv 23:39-44 e Dt 16:13-16).

A festa das colheitas era outro grande motivo para alegra. Traziam os frutos da colheita, os dízimos e as ofertas voluntárias para o Senhor e uma grande provisão de alimentos para se alegraram durante os dias da festa. (Dt 12). Era um povo abençoado por Deus em seu labor.

O relacionamento de intimidade com Deus confere ao homem a dádiva da felicidade. A felicidade é permanente e traz consigo a alegria, a paz, a serenidade, a confiança e outras bênçãos.

Pense: “Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados cobertos”. – Sl 32:1 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Ó Senhor dos Exércitos, como é feliz aquele que em ti confia”. – Sl 84:12 – Nova Versão Internacional.


Sexta-Feira, 22/7/2011 – › ESTUDO ADICIONAL

Em Malaquias 1:6 o Senhor declara: “O filho honra o pai, e o servo ao seu senhor. Se eu sou pai, onde está a minha honra? E se eu sou Senhor, onde está o respeito para comigo? Como Pai que também é Soberano, o Senhor espera este ato de reconhecimento da parte do homem que está na posição de filho e súdito.

A adoração é a resposta, envolvendo um profundo sentimento de gratidão a Alguém tão grande e perfeito, que o homem possa ver e subsistir, mas que revela todo o Seu amor para o homem e quer torná-lo semelhante a Ele.

Jesus declarou: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. E em vão Me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens”. – Mt 15:8 e 9. Não é a parte humana que determina a conduta para o ato de adoração, mas a divina. “De que me serve a Mim a multidão de vossos sacrifícios? Diz o Senhor. Estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados, e não Me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes”. – Is 1:11. Na aparência dos atos externos, Israel era um povo religioso. Apresentava grande número de sacrifícios, mas a verdadeira religião era pobre. Como povo perdeu de vista o propósito de Deus na prática dos atos espirituais. Deram pompa e beleza ao formalismo, mas não compreendiam suas necessidades internas. Não compreendiam que adoração é muito mais do que imolar sacrifícios. Não compreendiam que a verdadeira adoração requer o sacrifício vivo de si mesmo. O que Deus requer neste ato é a rendição própria e não sacrifícios substitutos.

Pense: “Tua, Senhor, é a grandeza, o poder, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, Senhor, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força. Agora, pois, ó nosso Deus, graças te damos, e louvamos o teu glorioso nome”. – I Crôn. 29:11-13. Almeida Revista e Atualizada 1ª Edição.

Desafio: “Quem me oferece sua gratidão como sacrifício, honra-me, e eu mostrarei a salvação de Deus ao que anda nos meus caminhos”. – Sl 50:23 – Nova Versão Internacional.


 

Conheça o autor

Pr. Albino Marks
Especialista em aconselhamento familiar e profundo estudioso da Bíblia, o pastor Albino Marks já atuou como preceptor (IAP, IACS, IAE-SP); capelão (IACS e Hospital do Pênfigo); diretor geral do IAP; departamental em várias associações e na UCB.

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FONTE: http://www.escolanoar.org.br/Novo/impressao.asp?nivel=adultos_pt&data=22/7/2011

Lição 4

16 a 22 de julho

Regozijando-se diante do Senhor: o santuário e a adoração

“E regozijem-se ali perante o Senhor, o seu Deus, vocês, os seus filhos e filhas, os seus servos e servas, e os levitas que vivem nas cidades de vocês por não terem recebido terras nem propriedades” (Dt 12:12).

Prévia da semana: Os serviços de adoração do santuário estavam centralizados nas provisões de Deus para nos salvar do pecado e nos santificar diariamente. Eles também proviam os meios para comunicação íntima e celebração da bondade de Deus.

Leitura adicional: O Grande Conflito, p. 437, 438; Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 491-500.

Domingo, 17 de julho
Auxílio visual de Deus

Deus está buscando verdadeiros adoradores. Todos nós, inevitavelmente, adoramos alguém ou alguma coisa. Nossa decisão, portanto, não se baseia em adorarmos ou não, mas sim em quem ou o que adorarmos. Devemos adorar exclusivamente a Deus. Não há ninguém melhor. Ele nos ama tanto que enviou Seu único Filho para morrer em nosso lugar, por causa de nossos pecados.

Durante Seu ministério terrestre, Jesus enfatizou a importância da adoração tanto em Suas ações como em Seus ensinos (Mt 15:8, 9;18:20Lc 4:16Jo 4:22–24). Onde quer que estivesse (templo, montanha, sinagoga), Jesus sempre tirava tempo para adorar Seu Pai celestial.

Os redimidos terão o privilégio de adorar a Deus eternamente. Todas as raças, nações, línguas e povos se unirão para adorá-lo por meio de lindas sinfonias de louvor. “O Céu e a Terra se unirão em louvor, quando, ‘desde um sábado até ao outro’ (Is 66:23), as nações dos salvos se inclinarem em jubiloso culto a Deus e o Cordeiro” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 770).

Como os israelitas devem ter se sentido após centenas de anos sendo escravizados pelos egípcios? De repente, eles estavam livres para adorar a Deus – o Deus de seus antepassados. Provavelmente, muitos deles tivessem pouco ou nenhum conhecimento de seu Salvador. Por isso, Deus lhes deu instruções detalhadas de como construir um santuário, cujos serviços e mobílias iriam ensiná-losa respeito de Cristo e do plano da salvação. Cada detalhe, cada móvel, cada sacrifício e serviço, mesmo as cores usadas representavam o amor e a misericórdia de Deus para com Seu povo.

Nesta semana, analisaremos os rituais de adoração praticados no santuário terrestre. Ao estudar, busque a aplicação desses conceitos em sua vida, elevando sua própria adoração.

Mãos à Bíblia

1. Leia Êxodo 25:1-9. Por que Deus pediu que o povo de Israel edificasse um santuário para Ele? Por que Deus não usou Seu poder para erguer o tabernáculo?

Aquele que trouxe o mundo à existência com Sua Palavra poderia ter criado um santuário magnífico. Em vez disso, fez com que Seu povo estivesse íntima e intrinsecamente envolvido na criação do lugar que seria, não somente Sua morada, mas também o centro de toda a adoração israelita. Cada aspecto do tabernáculo terrestre devia representar corretamente um Deus santo e ser digno de Sua presença.

Ever Santillan Tandug – Jizan, ArábiaSaudita


Segunda, 18 de julho
Música em nosso coração

A música exerce um papel essencial na adoração. Quando Moisés foi instruído por Deus quanto às vestes do sumo sacerdote do santuário, foi-lhe dito que a bainha das vestes sacerdotais deveria ter sinos dourados. Apesar de os sinos não tocarem uma cadência específica de notas, seus sonidos “conscientizavam os adoradores de que (o sumo sacerdote) estava oficializando em seu favor na presença de Deus, e os estimulavam a segui-lo em seus pensamentos e orações ao ele proceder durante as diferentes partes do ritual sacerdotal. O som dos sinos unia o sacerdote e o povo em adoração […] Pela fé, nós também podemos ouvir o som do santuário que conduz para o alto nosso coração e mente, até onde Cristo Se senta à direita de Deus para fazer intercessão por nós (Rm 8:34Cl 3:1-3;Hb 8:1, 2).”*

Muitos tempo depois, salmos foram escritos para ser cantados no Templo,no qual os serviços sacrificais e a adoração continuaram a ser praticados. O Salmo 47, por exemplo, “é um hino festivo do mais puro louvor a Jeová, que é exaltado como Deus não somente de Israel, mas também de todas as nações da Terra […] Como um hino para adoração pública, o Salmo 47 provavelmente tenha sido entoado em antífona por dois coros, um cantando os versos 1, 2, e 5, 6, alternando com outro grupo cantando os versos 3, 4, e 7, 8, unindo-se ambos na entoação do verso 9”(The SDA Bible Commentary, v. 3, p. 746).

Hoje, as cortes celestiais estão repletas de cânticos de louvor. Quando adoramos a Deus por meio da música, somos privilegiados em nos juntar à sinfonia angelical. “A música faz parte do culto a Deus, nas cortes celestiais, e devemos esforçar-nos, em nossos cânticos de louvor, para nos aproximarmos tanto quanto possível da harmonia dos coros celestiais. […] O cântico, como parte do culto religioso, é um ato de adoração, tanto quanto a prece. O coração deve sentir o espírito do cântico, a fim de dar a este a expressão correta.”(Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 594).

Hoje, o santuário terrestre nos relembra o santuário celestial, onde Cristo está intercedendo em nosso favor. Em substituição às ofertas sacrificais, não mais exigidas, apresentemos canções de louvor e gratidão a Deus pelo sacrifício feito por Seu Filho em nosso favor.

* The SDA Bible Commentary, v. 1, p. 649, 650.

Mãos à Bíblia

2. Tendo em vista a construção do Tabernáculo, que lições podemos obter em relação à adoração? Êx 35

Para contribuir com a obra da construção do santuário, as pessoas voluntariamente apresentaram dádivas materiais, tempo, talentos e o trabalho de suas habilidades criativas: “Todas as mulheres cujo coração as moveu em habilidade…” (v. 26); “todo homem cujo coração o impeliu a se chegar à obra para fazê-la” (Êx 36:2)

Temos a tendência de pensar que adoração é a reunião de um grupo de pessoas para cantar, orar e ouvir um sermão. Mas a adoração não se limita a isso. Todo ato de abnegação pela causa do Senhor é um ato de adoração.

Rachel Leer – Aspers, EUA


Terça, 19 de julho
Separado para uso santo

Adoração: a quem? (Mt 4:10Ap 19:10). Quando Satanás encorajou Jesus a Se prostrar e adorá-lo, Ele respondeu: “Retire-se, Satanás! Pois está escrito: ‘Adore o Senhor, o seu Deus, e só a Ele preste culto’” (Mt 4:10).

Apesar de a Escritura testificar claramente que somente Deus deve ser o alvo de nossa adoração, existem momentos em que algumas pessoas direcionam sua adoração para outro rumo. Por exemplo: quando o apóstolo João encontrou um ser angelical, prostrou-se em adoração. Ele recebeu a seguinte repreensão do mensageiro celestial: “‘Não faça isso! […] Adore a Deus! ’” (Ap 19:10).

Cada vez que elevamos nosso coração e voz ao Criador em adoração, unimo-nos aos seres celestiais diante de Seu trono, os quais O adoram constantemente. Mediante orações silenciosas, podemos adorar nosso Deus a qualquer hora, em qualquer lugar.

Adoração: onde, quando e como? (Êx 25:1-2229:38, 39Dt12:5-7121816:13-16). Apesar da importância de nossa adoração particular, os textos acima nos ensinam que devem existir momentos especiais de adoração coletiva. Princípios a respeito desses momentos são encontrados nas orientações dadas por Deus em relação aos serviços do santuário e às festividades hebraicas.

Nesses textos, aprendemos que santidade é um atributo daquele (ou daquilo) que é “separado para uso santo”. A adoração coletiva é exatamente isto: a separação não só de tempo, mas também de nós mesmos, para uma comunhão especial com Deus e interação uns com os outros. É a nossa forma de dizer “Quão grande és Tu, Senhor Deus, e quão indignos nós somos.” É a maneira de reconhecermos nossa total dependência da justiça de Cristo, nosso único meio de salvação.

As instruções que Deus deu em relação à adoração no santuário nos ensinam que deveríamos separar tempo para nos oferecermos Àquele que é a fonte de tudo o que somos, Àquele cuja morte na cruz abriu as portas do Céu.

Adoração verdadeira (1Jo 5:3). A verdadeira adoração, muito mais que formalidades, hinos e liturgia, é a expressão de nossa gratidão pelo que Deus é e pelo que Ele tem feito por nós por intermédio de Jesus. Também adoramos a Deus revelando nosso amor por Ele: “Porque nisto consiste o amor a Deus: em obedecer aos Seus mandamentos” (1Jo 5:3).Certamente, a observância da Lei de Deus faz parte do comportamento daqueles que procuram adorá-Lo em “espírito e em verdade”.

A adoração, como qualquer outro ato repetitivo, corre o risco de se tornar uma rotina mecânica. Uma vez que deixemos de adorar a Deus com sincero amor, nossa adoração deixa de ter um propósito, passando a ser realizada de forma apática, enfadonha e, portanto, prejudicial.

Deus habitando entre nós (Êx 25:8). Deus deu a seguinte ordem a Moisés: “E farão um santuário para Mim, e Eu habitarei no meio deles.” (Êx 25:8). Com instruções detalhadas, Deus deu a Moisés o projeto para a construção de uma sombra terrestre do “verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, e não o homem” (Hb 8:2).

Um dos propósitos do santuário era que o homem se encontrasse com o Senhor e se regozijar em Sua glória. “Então a glória do Senhor levantou-se de cima dos querubins e moveu-se para a entrada do templo. A nuvem encheu o templo, e o pátio foi tomado pelo resplendor da glória do Senhor” (Ez 10:4).

A mensagem extraída do santuário terrestre é clara: Jesus Se tornou o portador de nossos pecados, tomando-os sobre Si mesmo e sendo punido por eles. Isso fez dEle o único meio de salvação e perdão para a humanidade caída. Hoje, Jesus está no santuário celestial intercedendo em nosso favor. “Nosso Deus é um terno e misericordioso Pai. Seu serviço não deve ser considerado um exercício penoso e entristecedor. Deve ser uma honra adorar o Senhor e tomar parte em Sua obra. Deus não quer que Seus filhos, para quem preparou uma tão grande salvação, procedam como se Ele fosse um duro e exigente feitor. Ele é seu melhor amigo, e espera que, quando O adorarem, Ele possa estar com eles, para os abençoar e confortar, enchendo-lhes o coração de alegria e amor. O Senhor deseja que Seus filhos encontrem conforto em Seu serviço, achando mais prazer que fadiga em Sua obra. Deseja que aqueles que O buscam para Lhe render adoração levem consigo preciosos pensamentos acerca de Seu cuidado e amor, a fim de poderem ser animados em todas as ocupações da vida diária e disporem de graça para lidar sincera e fielmente em todas as coisas” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 103).

Pense nisto

Como os princípios da adoração encontrados no santuário e nas festividades hebraicas podem ser aplicados em seus hábitos de adoração pessoal e nos momentos de adoração em sua igreja?

Mãos à Bíblia

“Isto é o que oferecerás sobre o altar: dois cordeiros de um ano, cada dia, continuamente. Um cordeiro… pela manhã e o outro, ao pôr do sol” (Êx 29:38, 39).

O sacrifício diário de cordeiros, o “holocausto contínuo” (v. 42), devia ensinar ao povo sua constante necessidade de Deus e a dependência dEle para o perdão e aceitação.

3. Qual é a relação entre a morte de Cristo e os sacrifícios de animais no sistema do Antigo Testamento? Hb 10:1-41Pe 1:18, 19.

Cristo cumpriu o verdadeiro significado das ofertas sacrificais. Deus não tinha prazer em tais sacrifícios, mas eles haviam sido planejados para ser um momento de tristeza, arrependimento e afastamento do pecado.

Adoração significa, em primeiro lugar, entregar-se total e completamente a Deus como sacrifício vivo. Quando nos entregamos primeiramente, em seguida dedicamos nosso coração, dons e louvores. Essa atitude é uma proteção segura contra rituais vazios e sem sentido.

Farrah Paterniti – Taylor, EUA

Quarta, 20 de julho
Aprendendo com o passado

“O incenso que subia com as orações de Israel, representa os méritos e intercessão de Cristo.Unicamente Sua perfeita justiça, que pela fé é atribuída ao Seu povo, pode tornar aceitável a Deus o culto de seres pecadores.

“Quando os sacerdotes, pela manhã e à tardinha, entravam no lugar santo à hora do incenso, o sacrifício diário estava pronto para ser oferecido sobre o altar, fora, no pátio. Essa era uma ocasião de intenso interesse para os adoradores que se reuniam junto ao tabernáculo. Antes de entrar à presença de Deus pelo ministério do sacerdote, deviam empenhar-se em ardoroso exame de coração e confissão de pecados. Uniam-se em oração silenciosa, com o rosto voltado para o lugar santo. Assim, ascendiam suas petições com a nuvem de incenso, enquanto a fé se apoderava dos méritos do Salvador prometido, prefigurado pelo sacrifício expiatório.

“As horas designadas para o sacrifício da manhã e da tardinha eram consideradas sagradas, e, por toda a nação judaica, vieram a ser observadas como um tempo reservado para a adoração. E, quando, em tempos posteriores, os judeus foram espalhados como cativos em países distantes, ainda naquela hora designada voltavam o rosto para Jerusalém e proferiam suas petições ao Deus de Israel. Nesse costume, os cristãos têm um exemplo para a oração da manhã e da noite. Conquanto Deus condene o mero ciclo de cerimônias sem o espírito de adoração, olha com grande prazer àqueles que O amam, prostrando-se de manhã e à noite, a fim de buscar o perdão dos pecados cometidos e apresentar-Lhe seus pedidos de bênçãos necessitadas” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 353, 354.)

Pense nisto

 1. Quais as partes do serviço de comunhão que, na atualidade, apontam para Jesus, nosso Mediador?

2. Por que o amanhecer e o anoitecer são bons momentos para a comunhão com Deus?

Mãos à Bíblia

 4. Leia Êxodo 25:10-22. O que o povo é orientado a fazer ali, e quais promessas são apresentadas?

Deus prometeu ao povo não apenas Sua presença. Ele prometeu Se comunicar com as pessoas, falar com elas, para guiá-las nos caminhos que elas deviam seguir.

5. Que promessas encontramos em Salmos 37:2348:14Provérbios 3:6 e João 16:13?

Qual cristão não tem visto a direção do Senhor em algum momento de sua vida? É aqui, também, que entra a adoração. Devemos adorar o Senhor em atitude de submissão, entrega e boa vontade em ser conduzidos.

Lyn Van Denburgh – Milwaukee, EUA

Quinta, 21 de julho
Revelando os fundamentos da adoração

Quando adoramos a Deus, experimentamos transformação pessoal. É impossível permanecermos em Sua presença e continuarmos os mesmos. A verdadeira adoração causa impacto em nós. Davi declarou: “Alegrei-me com os que me disseram: ‘Vamos à casa do Senhor!’” (Sl 122:1). Ele descobriu que na presença de Deus há alegria plena. Embora haja sempre o perigo de se deixar levar pelo exagero e pelo emocionalismo (como podemos perceber em algumas igrejas), há também o risco de nossa adoração se tornar fria e sem vida.

No contexto da guerra e da devastação, o poeta W. H. Auden escreveu que os humanos são como crianças “perdidas numa floresta encantada”, “com medo da noite”, e que “nunca foram felizes nem bons.”* Essas frases depressivas capturam a situação humana em geral. Felizmente, Deus quer nos tirar desse lamaçal.

Por séculos, o principal modo de revelação desse plano foi o serviço do santuário terrestre, que indicava os princípios de adoração a Deus:

A verdadeira adoração provém de um coração desejoso de adorar aos Senhor (Êx 25:1, 2). Adorar a Deus porque outros o fazem não garante a prática da verdadeira adoração.

Cada filho de Deus deve empregar seus talentos na adoração a Ele (Êx 35:10-35). Que talentos você pode utilizar nas horas de adoração em sua igreja? Como você pode usá-los para extrair o melhor de sua hora de adoração pessoal?

Adoração inclui esquadrinhar o próprio coração e confessar nossos pecados, suplicando o perdão divino (Lv 4:27-29).Talvez essa seja a essência da adoração – prostrar-nos diante do Salvador com um coração contrito, considerando nossa natureza pecaminosa e os erros que cometemos, e ansioso pela cura que provém de Suas pisaduras (Is 53:5).

* W. H. Auden. “1º de setembro de 1939.” Disponível em: http://lists.ncc.edu/scripts/wa.exe?A2=ind0710&L=WOM-PO&D=1&T=0&O=A&P=344182. Acesso em: 10 jun. 2010.

Mãos à Bíblia

 6. O que os textos a seguir nos dizem sobre a adoração israelita no santuário? Lv 23:39-44Dt 12:5-7121816:13-16

Uma das grandes lutas que a igreja enfrenta tem que ver com adoração e estilos de culto. Uma lição que podemos aprender do modelo do santuário é que toda a verdadeira adoração, que deve levar à alegria, precisa ser realizada no contexto da verdade bíblica. Deus deu aos israelitas instruções muito claras, rigorosas e formais, em relação à construção do santuário, seu ministério e suas cerimônias, destinados a ensinar as verdades da salvação, mediação e juízo. Ao mesmo tempo, eles deviam se regozijar perante o Senhor em sua adoração. Esse tema aparece repetidas vezes. Afinal, se as verdades da salvação e juízo não são motivo de regozijo, que outra coisa nos alegraria?

Leonardo Del Rosario Jr. – Davao City, Filipinas

Sexta, 22 de julho
Aprendendo pelo sacrifício

Mediante os rituais de sacrifício, o santuário proveu meios para que o povo, que tinha um concerto com Deus, pudesse entrar em Sua divina presença. Em que consistiam esses sacrifícios? Como esses sacrifícios prefiguravam o que Cristo faria por nós?

O santuário era uma forma pela qual Deus convidava Seu povo para uma aliança com Ele, com base na adoração. Por meio do santuário, os israelitas poderiam entendero plano de salvação, participar na santidade divina e desenvolver fé e obediência a Deus.

O pecado rompeu esse concerto. Enquanto não tratasse desse assunto, o povo sofreriapor conta de suas próprias iniquidades e jamais alcançariam a vida eterna. Contudo, o Senhor, por Sua graça, mostrou-lhes a maneira pela qual eles poderiam ser perdoados e purificados do pecado. Essas provisões eram o cerne do sistema sacrifical do santuário. Ao trazer um cordeiro para ser sacrificado, o israelita confessava sua crença no Salvador prometido por Deus. Por sua vez, o sacerdote, como representante de Deus, fazia a expiação pelos pecados (Lv 5:5, 6). O tipo exato de animal ou ritual dependia de inúmeros fatores, mas a ideia principal era sempre a mesma.

Quando alguém pensa no santuário, é comum refletir a respeito do local construído sob a direção do próprio Senhor. No entanto, muito mais importante que sua beleza extraordinária era a mensagem que Deus pretendia comunicar por meio dos rituais no santuário, particularmente, a atuação de Seu Filho no santuário celestial, em favor de cada um de nós.

“Foi Cristo mesmo o originador do sistema judaico de culto, pelo qual, mediante tipos e símbolos, as coisas espirituais e celestiais eram vistas na forma de sombras. […]

“Havia uma lição incorporada em cada sacrifício, impressa em cada cerimônia, solenemente pregada pelo sacerdote em seu santo ofício, e inculcada pelo próprio Deus – que somente pelo sangue de Cristo há perdão de pecados. […]

Pense nisto

 Atualmente, quando pecamos, não mais precisamos utilizar animais para sacrifício. Contudo, podem existir itens ou atividades que Deus nos pede que sacrifiquemos quando O aceitamos como nosso Salvador. O que você tem sacrificado para aceitar a Cristo?

Mãos à obra

 1. Fotografe e crie uma montagem que explore formas práticas de adoração a Deus.

2. Escreva uma peça sobre um jovem israelita levando um cordeiro para o santuário, como oferta por seu pecado. Explique a importância dos rituais de adoração.
3. Construa um modelo do santuário, bem como dos elementos de adoração nele existentes.
4. Pesquise os componentes da verdadeira adoração e, com base neles, organize um culto. Peça permissão à direção de sua igreja para que os jovens de sua congregação coloquem em prática o serviço de adoração que você planejou.

Glenn Brian Ente – Zambales, Filipinas

Fonte: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/jovens/2011/lj432011.html

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