Lição 03 – O sábado e a adoração – Lição – Auxiliar e Comentários de Vários Autores

 

Lição 3

9 a 16 de julho


O sábado e a adoração


Resumo da Lição

Texto-chave: Salmo 95:6, 7

Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do SENHOR, que nos criou. Ele é o nosso Deus, e nós, povo do seu pasto e ovelhas de sua mão. Hoje, se ouvirdes a sua voz, (Sal. 95:6-7)

O aluno deverá…
Saber: Sobre a relação entre a adoração e o sábado, a criação, a redenção e a santificação.
Sentir: Alegria na celebração da criação, bem como a libertação e restauração para as quais o sábado proporciona oportunidade.
Fazer: Lembrar-se do sábado e de tudo o que ele representa durante a semana, como base para nossa fé pessoal e as doutrinas que praticamos.

Esboço
I. Saber: Criador, redentor e restaurador

A. Como o sábado se estende tanto para trás quanto para frente, para celebrar atos fundamentais de Deus em nosso favor? Quais são esses grandes atos?
B. Como a santificação do sábado serve de sinal e testemunho para os incrédulos a respeito do nosso relacionamento com Deus?

II. Sentir: Muito para celebrar
A. No mundo criado por Deus, o que nos traz alegria? Como o sábado nos dá a oportunidade de celebrar a criação e o Criador?
B. Como a celebração do sábado nos aproxima do Redentor e aprofunda nosso relacionamento com Ele?

C. Como devemos celebrar a santificação no sábado?

III. Fazer: Fundamentos e defesas importantes
A. Embora o sábado chegue uma vez por semana, como seu significado molda nossa maneira de viver o restante da semana?
B. Que aspectos da criação, redenção e santificação são fundamentais às nossas atividades cotidianas e filosofias de vida?

Resumo: A adoração no sábado imortaliza o ato divino da criação, nossa libertação do pecado e nossa restauração à santidade. É um testemunho para os incrédulos e o Universo em geral sobre nossa identidade e nosso relacionamento com Deus.


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Sl 145–150

VERSO PARA MEMORIZAR: “Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor, que nos criou. Ele é o nosso Deus, e nós, povo do Seu pasto e ovelhas da Sua mão” (Sl 95:6, 7).

Leituras da semana: Êx 20:11Dt 5:15Is 44:15-20Mt 11:28-30Rm 6:16-23

porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou. (Êxo. 20:11)

porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o SENHOR, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o SENHOR, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado. (Deut. 5:15)

Tais árvores servem ao homem para queimar; com parte de sua madeira se aquenta e coze o pão; e também faz um deus e se prostra diante dele, esculpe uma imagem e se ajoelha diante dela. Metade queima no fogo e com ela coze a carne para comer; assa-a e farta-se; também se aquenta e diz: Ah! Já me aquento, contemplo a luz. Então, do resto faz um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, prostra-se e lhe dirige a sua oração, dizendo: Livra-me, porque tu és o meu deus. Nada sabem, nem entendem; porque se lhes grudaram os olhos, para que não vejam, e o seu coração já não pode entender. Nenhum deles cai em si, já não há conhecimento nem compreensão para dizer: Metade queimei e cozi pão sobre as suas brasas, assei sobre elas carne e a comi; e faria eu do resto uma abominação? Ajoelhar-me-ia eu diante de um pedaço de árvore? Tal homem se apascenta de cinza; o seu coração enganado o iludiu, de maneira que não pode livrar a sua alma, nem dizer: Não é mentira aquilo em que confio? (Isa. 44:15-20)

Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. (Mat. 11:28-30)

Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte ou da obediência para a justiça? Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues; e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça. Falo como homem, por causa da fraqueza da vossa carne. Assim como oferecestes os vossos membros para a escravidão da impureza e da maldade para a maldade, assim oferecei, agora, os vossos membros para servirem à justiça para a santificação. Porque, quando éreis escravos do pecado, estáveis isentos em relação à justiça. Naquele tempo, que resultados colhestes? Somente as coisas de que, agora, vos envergonhais; porque o fim delas é morte. Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna; porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Rom. 6:16-23)

Como vimos na introdução, criação e redenção estão no centro da mensagem do primeiro anjo e no tema da adoração. O primeiro anjo chama nossa atenção ao “evangelho eterno”, a boa notícia da salvação em Jesus, que inclui não apenas o perdão do pecado, mas o poder para vencê-lo. O evangelho, então, nos promete vida nova em Cristo, e a santificação, que em si mesma é parte do processo de salvação e redenção (Jo 17:17At 20:321Ts 5:23).

Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. (João 17:17)

Agora, pois, encomendo-vos ao Senhor e à palavra da sua graça, que tem poder para vos edificar e dar herança entre todos os que são santificados. (Atos 20:32)

O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. (1 Tess. 5:23)

Como vimos, a mensagem do primeiro anjo inclui um lembrete especial de que aquele a quem devemos adorar é o Criador, que nos criou e fez o mundo em que vivemos.

Assim, os temas da criação, redenção e santificação estão ligados à adoração. Não é de surpreender que esses três temas são revelados no sábado, um elemento crucial nos eventos descritos em Apocalipse 14, quando diante de nós é colocada a questão: adoramos o Criador, Redentor e Santificador, ou a besta e a sua imagem? O texto não nos deixa uma terceira opção.

Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito o seu nome e o nome de seu Pai. Ouvi uma voz do céu como voz de muitas águas, como voz de grande trovão; também a voz que ouvi era como de harpistas quando tangem a sua harpa. Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém pôde aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra. São estes os que não se macularam com mulheres, porque são castos. São eles os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá. São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro; e não se achou mentira na sua boca; não têm mácula. Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição. Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, dia…culos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome. Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. Então, ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham. Olhei, e eis uma nuvem branca, e sentado sobre a nuvem um semelhante a filho de homem, tendo na cabeça uma coroa de ouro e na mão uma foice afiada. Outro anjo saiu do santuário, gritando em grande voz para aquele que se achava sentado sobre a nuvem: Toma a tua foice e ceifa, pois chegou a hora de ceifar, visto que a seara da terra já amadureceu! E aquele que estava sentado sobre a nuvem passou a sua foice sobre a terra, e a terra foi ceifada. Então, saiu do santuário, que se encontra no céu, outro anjo, tendo ele mesmo também uma foice afiada. Saiu ainda do altar outro anjo, aquele que tem autoridade sobre o fogo, e falou em grande voz ao que tinha a foice afiada, dizendo: Toma a tua foice afiada e ajunta os cachos da videira da terra, porquanto as suas uvas estão amadurecidas! Então, o anjo passou a sua foice na terra, e vindimou a videira da terra, e lançou-a no grande lagar da cólera de Deus. E o lagar foi pisado fora da cidade, e correu sangue do lagar até aos freios dos cavalos, numa extensão de mil e seiscentos estádios. (Apoc. 14)

Nesta semana, vamos considerar o mandamento do sábado e como esses temas são revelados nesse dia. Ao estudar, pense nisto: Como podemos tornar esses temas o centro de nossa experiência de adoração?


 

Domingo

Ano Bíblico: Pv 1–3

Criação e redenção: o fundamento da adoração

“Lembra-te do dia de sábado, para o santificar” (Êx 20:8). As palavras lembrar e memorial em hebraico vêm da mesma raiz hebraica, zkr. Quando Deus disse “lembra-te”, estava dando ao povo um memorial de dois grandes eventos, um deles sendo o fundamento do outro.

1. De acordo com o quarto mandamento, quais são esses dois eventos, e como eles estão relacionados entre si? Êx 20:11;Dt 5:15

1: Criação e redenção. A relação está no fato de que Deus realizou as duas obras em favor de Seu povo.

porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou. (Êxo. 20:11)

porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o SENHOR, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o SENHOR, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado. (Deut. 5:15)

O papel de Cristo como criador está inseparavelmente ligado ao Seu papel como redentor, e toda semana o sábado destaca ambos. Isso não acontece apenas a cada mês ou ano, mas a cada semana, sem exceção, o que mostra a importância do Salvador. Aquele que nos planejou e criou é o mesmo que libertou Israel do Egito e que nos liberta da escravidão do pecado.

2. Leia Colossenses 1:13-22. Como Paulo une claramente os papéis de Cristo como criador e redentor?

2:NEle foram criadas todas as coisas. NEle tudo subsiste e somos reconciliados com Deus mediante Sua morte.

Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados. Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus. E a vós outros também que, outrora, éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas, agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentar-vos perante ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis, (Col. 1:13-22)

Criação e redenção estão na base de toda a verdade bíblica e são tão importantes que recebemos o mandamento de guardar o sábado como lembrete dessas duas verdades. Desde o Éden, onde o sétimo dia foi primeiramente separado, até agora, houve pessoas que adoraram o Senhor santificando o sábado do sétimo dia.

Pense nisto: Essas duas verdades eram tão importantes que o Senhor nos deu um lembrete semanal delas; tão importantes que Ele nos ordena dedicar um sétimo de nossa vida em um tipo especial de repouso, a fim de que possamos focalizar melhor nossa atenção nessas verdades. Como sua experiência de adoração no sábado pode ajudar a aumentar sua apreciação de Cristo como criador e redentor?


Segunda

Ano Bíblico: Pv 4–7

Lembra-te do teu Criador

A Bíblia começa com a famosa frase: “No princípio, criou Deus os céus e a terra”. O verbo “criou”, bara, se refere apenas a ações de Deus. Os seres humanos podem construir coisas, fazer coisas, criar coisas e formar coisas, mas somente Deus pode bara. Só Deus pode criar espaço, tempo, matéria e energia, que fazem parte do mundo material em que existimos. Tudo está aqui apenas porque Deus criou (bara).

Certamente, a maneira pela qual Ele fez tudo isso permanece um mistério. A ciência mal entende o que é a própria matéria, muito menos como foi criada e por que existe em determinada forma. O mais importante, porém, é que nunca nos esqueçamos de onde tudo surgiu. “Os céus por Sua palavra se fizeram… Pois Ele falou, e tudo se fez; Ele ordenou, e tudo passou a existir”(Sl 33:69).

Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles. (Sal. 33:6)

Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir. (Sal. 33:9)

Além disso, quando um importante projeto é concluído, as pessoas gostam de comemorar. Por exemplo, quando construímos uma igreja, a dedicamos ao Senhor. Similarmente, quando Deus terminou a criação da Terra, Ele comemorou o evento separando um dia especial, o sábado.

3. Compare Isaías 40:25, 2645:1218Colossenses 1:16, 17; e Hebreus 1:2, com Isaías 44:15-20, e 46:5-7. Qual é a diferença entre Deus e os ídolos?

3: Deus criou e governa todas as criaturas com Seu poder, ao contrário dos ídolos mortos, que não sabem de nada.

A quem, pois, me comparareis para que eu lhe seja igual? —diz o Santo. Levantai ao alto os olhos e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o seu exército de estrelas, todas bem contadas, as quais ele chama pelo nome; por ser ele grande em força e forte em poder, nem uma só vem a faltar. (Isa. 40:25-26)

Eu fiz a terra e criei nela o homem; as minhas mãos estenderam os céus, e a todos os seus exércitos dei as minhas ordens. (Isa. 45:12)

Porque assim diz o SENHOR, que criou os céus, o Deus que formou a terra, que a fez e a estabeleceu; que não a criou para ser um caos, mas para ser habitada: Eu sou o SENHOR, e não há outro. (Isa. 45:18)

pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. (Col. 1:16-17)

nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. (Heb. 1:2)

Tais árvores servem ao homem para queimar; com parte de sua madeira se aquenta e coze o pão; e também faz um deus e se prostra diante dele, esculpe uma imagem e se ajoelha diante dela. Metade queima no fogo e com ela coze a carne para comer; assa-a e farta-se; também se aquenta e diz: Ah! Já me aquento, contemplo a luz. Então, do resto faz um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, prostra-se e lhe dirige a sua oração, dizendo: Livra-me, porque tu és o meu deus. Nada sabem, nem entendem; porque se lhes grudaram os olhos, para que não vejam, e o seu coração já não pode entender. Nenhum deles cai em si, já não há conhecimento nem compreensão para dizer: Metade queimei e cozi pão sobre as suas brasas, assei sobre elas carne e a comi; e faria eu do resto uma abominação? Ajoelhar-me-ia eu diante de um pedaço de árvore? Tal homem se apascenta de cinza; o seu coração enganado o iludiu, de maneira que não pode livrar a sua alma, nem dizer: Não é mentira aquilo em que confio? (Isa. 44:15-20)

A quem me comparareis para que eu lhe seja igual? E que coisa semelhante confrontareis comigo? Os que gastam o ouro da bolsa e pesam a prata nas balanças assalariam o ourives para que faça um deus e diante deste se prostram e se inclinam. Sobre os ombros o tomam, levam-no e o põem no seu lugar, e aí ele fica; do seu lugar não se move; recorrem a ele, mas nenhuma resposta ele dá e a ninguém livra da sua tribulação. (Isa. 46:5-7)

Depois que o grande conflito entre Cristo e Satanás atingiu a Terra, o inimigo tem tentado levar as pessoas a duvidar ou negar a existência do verdadeiro Deus, o Criador. Por meio da ignorância de Sua Palavra ou negação da evidência de Seu poder criativo, a inteligência humana procura outras explicações para nossas origens, além do Senhor. Todos os tipos de teorias têm sido propostas. A mais popular hoje, é claro, é a evolução, que supõe a mutação aleatória e a seleção natural como meios pelos quais toda vida e inteligência existem. Alguém apresentou recentemente a teoria de que todos somos apenas projeções de computadores e de que realmente não existimos, mas somos apenas criações dos computadores de alguma super-raça de seres alienígenas. De muitas formas, é possível argumentar que os deuses de madeira sobre os quais Isaías escreveu, que eram adorados pelos seus próprios fabricantes, eram tão bons quanto muitas das teorias sobre as origens, muitas vezes apresentadas como alternativas ao Deus da Bíblia.

Se realmente aceitamos o sábado conforme a Bíblia o identifica, como um memorial dos seis dias da criação de Deus, como podemos ser protegidos contra as falsas ideias sobre nossas origens? Além disso, quem desejaria adorar um Deus que usasse o cruel e violento processo da evolução para nos criar, como alguns ensinam?


Terça

Ano Bíblico: Pv 8–11

Liberdade da escravidão

Como já vimos, o sábado aponta não apenas para a criação, um importante assunto da adoração, mas também para a redenção.Deuteronômio 5:15 nos diz: “porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado”.

porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o SENHOR, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o SENHOR, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado. (Deut. 5:15)

Estas palavras são refletidas no tema fundamental da mensagem do primeiro anjo: redenção e salvação. Essa redenção é simbolizada por aquilo que o Senhor fez pelos filhos de Israel por ocasião do Êxodo. Nenhum deus do Egito teve poder para impedir que a nação de escravos escapasse de seu cativeiro. Somente o Deus de Israel, que Se revelou em milagres poderosos e que Se apresentou com glória majestosa e ofuscante, foi capaz de libertá-los com “mão poderosa” e “braço estendido” (Dt 5:15).

porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o SENHOR, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o SENHOR, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado. (Deut. 5:15)

Deus queria que eles se lembrassem de que “o Senhor é Deus; nenhum outro há, senão Ele” (Dt 4:35).

A ti te foi mostrado para que soubesses que o SENHOR é Deus; nenhum outro há, senão ele. (Deut. 4:35)

Então, Ele lhes deu o dia de sábado para ser um constante lembrete de Sua grande libertação da escravidão egípcia e uma lembrança da escravidão espiritual da qual Cristo nos libertou.

4. Leia Romanos 6:16-23. Que promessas nos são oferecidas? Como isso se relaciona com o que o Senhor fez por Israel no Egito?

4: Os que se entregam a Deus deixam de ser escravos do pecado, se tornam servos da justiça e seguem no caminho da vida eterna.

Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte ou da obediência para a justiça? Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues; e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça. Falo como homem, por causa da fraqueza da vossa carne. Assim como oferecestes os vossos membros para a escravidão da impureza e da maldade para a maldade, assim oferecei, agora, os vossos membros para servirem à justiça para a santificação. Porque, quando éreis escravos do pecado, estáveis isentos em relação à justiça. Naquele tempo, que resultados colhestes? Somente as coisas de que, agora, vos envergonhais; porque o fim delas é morte. Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna; porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Rom. 6:16-23)

O Novo Testamento ensina claramente que a escravidão do pecado exige um poderoso Salvador, assim como ocorreu no cativeiro egípcio do antigo Israel. Foi isso que os filhos de Israel tiveram em seu Senhor, e é isso que nós, cristãos de hoje temos, porque o Deus que os livrou da sua escravidão é o mesmo que nos livra da nossa.

Se já necessitamos de uma razão para adorar o Senhor, a libertação da escravidão, que Ele conquistou para nós, não seria um bom motivo? Os filhos de Israel cantaram um grandioso cântico, depois de terem sido libertados (Êx 15).

Então, entoou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao SENHOR, e disseram: Cantarei ao SENHOR, porque triunfou gloriosamente; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro. O SENHOR é a minha força e o meu cântico; ele me foi por salvação; este é o meu Deus; portanto, eu o louvarei; ele é o Deus de meu pai; por isso, o exaltarei. O SENHOR é homem de guerra; SENHOR é o seu nome. Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército; e os seus capitães afogaram-se no mar Vermelho. Os vagalhões os cobriram; desceram às profundezas como pedra. A tua destra, ó SENHOR, é gloriosa em poder; a tua destra, ó SENHOR, despedaça o inimigo. Na grandeza da tua excelência, derribas os que se levantam contra ti; envias o teu furor, que os consome como restolho. Com o resfolgar das tuas narinas, amontoaram-se as águas, as correntes pararam em montão; os vagalhões coalharam-se no coração do mar. O inimigo dizia: Perseguirei, alcançarei, repartirei os despojos; a minha alma se fartará deles, arrancarei a minha espada, e a minha mão os destruirá. Sopraste com o teu vento, e o mar os cobriu; afundaram-se como chumbo em águas impetuosas. Ó SENHOR, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu, glorificado em santidade, terrível em feitos gloriosos, que operas maravilhas? Estendeste a destra; e a terra os tragou. Com a tua beneficência guiaste o povo que salvaste; com a tua força o levaste à habitação da tua santidade. Os povos o ouviram, eles estremeceram; agonias apoderaram-se dos habitantes da Filí…a herança, no lugar que aparelhaste, ó SENHOR, para a tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as tuas mãos estabeleceram. O SENHOR reinará por todo o sempre. Porque os cavalos de Faraó, com os seus carros e com os seus cavalarianos, entraram no mar, e o SENHOR fez tornar sobre eles as águas do mar; mas os filhos de Israel passaram a pé enxuto pelo meio do mar. A profetisa Miriã, irmã de Arão, tomou um tamborim, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamborins e com danças. E Miriã lhes respondia: Cantai ao SENHOR, porque gloriosamente triunfou e precipitou no mar o cavalo e o seu cavaleiro. Fez Moisés partir a Israel do mar Vermelho, e saíram para o deserto de Sur; caminharam três dias no deserto e não acharam água. Afinal, chegaram a Mara; todavia, não puderam beber as águas de Mara, porque eram amargas; por isso, chamou-se-lhe Mara. E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber? Então, Moisés clamou ao SENHOR, e o SENHOR lhe mostrou uma árvore; lançou-a Moisés nas águas, e as águas se tornaram doces. Deu-lhes ali estatutos e uma ordenação, e ali os provou, e disse: Se ouvires atento a voz do SENHOR, teu Deus, e fizeres o que é reto diante dos seus olhos, e deres ouvido aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre os egípcios; pois eu sou o SENHOR, que te sara. Então, chegaram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras; e se acamparam junto das águas. (Êxo. 15:1-27)

Assim, para nós, a experiência de adoração no sábado deve ser uma celebração da graça de Deus, que nos liberta não somente da penalidade legal do pecado (que caiu sobre Jesus, em nosso favor), mas do poder do pecado para nos escravizar.

O que significa não mais ser escravos do pecado? Significa que não somos pecaminosos, ou que não pecamos mais, às vezes? E, mais importante, como você pode aprender a clamar as promessas de libertação que o evangelho nos oferece, e torná-las reais?


Quarta

Ano Bíblico: Pv 12–15

Lembra-te do teu santificador

5. Leia Êxodo 31:13. Qual é o significado do verso? Qual é a relevância disso para nós hoje? O que significa ser santificado por Deus? Como podemos experimentar esse processo em nossa vida?

5: O sábado é um sinal da aliança entre Deus e Israel, sendo relevante também para a igreja atual. Santificar é separar para um fim santo. Pela comunhão com o Espírito Santo podemos também ser santos.

Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes dirás: Certamente, guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica. (Êxo. 31:13)

Criação, redenção e santificação estão interligados. Criação, é claro, é a base de tudo (pois sem ela não haveria ninguém a quem redimir e santificar). No entanto, em nossa condição caída, a criação já não mais é suficiente, pois precisamos de redenção, da promessa de perdão pelos pecados. Caso contrário, teríamos que enfrentar a destruição eterna, e nossa criação se acabaria para sempre.

Certamente, a redenção está inseparavelmente ligada à santificação, processo pelo qual crescemos em santidade e na graça. A palavra traduzida como “santifica” em Êxodo 31:13 vem da mesma raiz da palavra usada em Êxodo 20:8, quando o Senhor ordenou ao povo que santificasse o sábado.

Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes dirás: Certamente, guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica. (Êxo. 31:13)

A mesma raiz aparece em Êxodo 20:11, que diz que Deus “santificou” ou “tornou sagrado” o dia do sábado (veja também Gênesis 2:3, onde Deus “santificou” o sétimo dia).

porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou. (Êxo. 20:11)

E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera. (Gên. 2:3)

Em todos esses casos, a raiz, qds, significa “ser santo”, “separar como santo, “ser consagrado como santo”.

Deus chamou Israel e os separou como Seu povo santo, para ser uma luz para o mundo. Cristo chamou Seus discípulos para a missão de levar o evangelho ao mundo. No centro dessa tarefa estão a santidade e o caráter dos que proclamam a mensagem. O evangelho não trata apenas da questão de não ser condenado por causa dos pecados. Como vimos ontem, o assunto é ser livre da escravidão do pecado. Trata-se de ser uma nova pessoa em Cristo e fazer com que nossa vida seja um testemunho vivo do que Deus pode fazer por nós aqui e agora.

6. Leia 2 Coríntios 5:17. Qual o plano de Deus para a criação arruinada pelo pecado? Como o sábado pode nos ajuidar nesse plano de redenção? Como nossos cultos de adoração podem ajudar a realçar esse tema?

6: Deus criou, o pecado arruinou e Jesus recriou o ser humano. O sábado é sinal desses dois momentos. Cada culto deve nos lembrar dessa dupla obra divina.

E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. (2 Cor. 5:17)


Quinta

Ano Bíblico: Pv 16–19

Descansando na redenção

Criação, redenção e santificação: temos tudo isso em Cristo, e cada um deles é simbolizado de maneira especial por meio das bênçãos do sábado.

7. Leia o convite de Jesus para o descanso, em Mateus 11:28-30. Como o sábado se encaixa com o que Jesus nos diz ali?

7: O sábado também é um convite para descansarmos nos braços de Jesus.

Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. (Mat. 11:28-30)

O “descanso” que Jesus ofereceu às pessoas incluía descanso emocional, psicológico e espiritual, para aqueles que estivessem sobrecarregados com cargas pesadas, incluindo a carga do pecado, culpa e medo. Além da necessidade humana básica, de descanso físico, há uma necessidade igualmente importante, de que a mente e as emoções tenham uma mudança de ritmo, um descanso dos fardos e do estresse da vida diária. Deus planejou o sábado exatamente para isso. Estudos têm mostrado que a produtividade no local de trabalho realmente aumenta com uma pausa semanal. Interromper a rotina habitual de vida melhora a acuidade mental e a resistência física. Além disso, o sábado provê o necessário senso de expectativa que ajuda a evitar o tédio e o cansaço.

Embora qualquer um possa dizer que está descansando em Cristo, o sábado nos oferece uma manifestação real e física desse descanso. O sábado é um símbolo do descanso que temos verdadeiramente nEle, na salvação que Cristo realizou para nós.

O sábado também nos satisfaz no aspecto emocional, porque nos dá um senso de identidade: somos criados à imagem de Deus, e pertencemos ao Senhor, porque Ele nos fez.

E assim como Deus estabeleceu a instituição do casamento no Éden, para atender à necessidade humana de intimidade social, Ele deu o sábado para a intimidade entre o Criador e Suas criaturas.

O sábado promete realizar o que é possível por meio da obra restauradora de Cristo. Ele nos dá esperança para o futuro, no eterno sábado de descanso final. Mas, o mais importante de tudo, o sábado nos supre na maior de todas as necessidades humanas: adorar algo ou alguém. Deus, em Sua grande sabedoria, nos deu o sábado como um dia reservado para adoração, um dia para ser usado em Sua honra e louvor.

Que fardos você está carregando, dos quais necessita descansar? Como pode aprender a entregá-los a Ele? Como sua experiência de adoração no sábado pode ajudá-lo a aprender a descansar verdadeiramente nEle?


Sexta

Ano Bíblico: Pv 20–24

Estudo adicional

Leia de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 44-51: “A Criação”; p. 111-116: “A Semana Literal”; O Desejado de Todas as Nações, p. 281-289: “O Sábado”.

Era intenção do Senhor que [a] observância [do sábado] os designasse como adoradores Seus. Seria um sinal de sua separação da idolatria e ligação com o verdadeiro Deus. Mas, a fim de santificar o sábado, os homens precisam ser eles próprios santos. Devem, pela fé, tornar-se participantes da justiça de Cristo… Só assim o sábado poderia distinguir os israelitas como os adoradores de Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 283).

Perguntas para reflexão:
1. Pense mais na ideia de que a verdadeira guarda do sábado pode nos proteger de muitos dos enganos a respeito da criação. Pense, por exemplo, sobre os eventos finais acerca dos que adoram a besta, em contraste com os que adoram o Criador (Ap 14). Como uma falsa compreensão das nossas origens, como a ideia de que Jesus usou a evolução para nos criar, poderia predispor as pessoas a ser enganadas nos últimos dias?

Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito o seu nome e o nome de seu Pai. Ouvi uma voz do céu como voz de muitas águas, como voz de grande trovão; também a voz que ouvi era como de harpistas quando tangem a sua harpa. Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém pôde aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra. São estes os que não se macularam com mulheres, porque são castos. São eles os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá. São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro; e não se achou mentira na sua boca; não têm mácula. Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição. Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, dia…culos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome. Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. Então, ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham. Olhei, e eis uma nuvem branca, e sentado sobre a nuvem um semelhante a filho de homem, tendo na cabeça uma coroa de ouro e na mão uma foice afiada. Outro anjo saiu do santuário, gritando em grande voz para aquele que se achava sentado sobre a nuvem: Toma a tua foice e ceifa, pois chegou a hora de ceifar, visto que a seara da terra já amadureceu! E aquele que estava sentado sobre a nuvem passou a sua foice sobre a terra, e a terra foi ceifada. Então, saiu do santuário, que se encontra no céu, outro anjo, tendo ele mesmo também uma foice afiada. Saiu ainda do altar outro anjo, aquele que tem autoridade sobre o fogo, e falou em grande voz ao que tinha a foice afiada, dizendo: Toma a tua foice afiada e ajunta os cachos da videira da terra, porquanto as suas uvas estão amadurecidas! Então, o anjo passou a sua foice na terra, e vindimou a videira da terra, e lançou-a no grande lagar da cólera de Deus. E o lagar foi pisado fora da cidade, e correu sangue do lagar até aos freios dos cavalos, numa extensão de mil e seiscentos estádios. (Apoc. 14)

2. Examine novamente a relação entre sábado e adoração. Como sua igreja adora no sábado? O serviço é voltado para exaltar a Deus como criador, redentor e santificador? Se não, qual é a ênfase? Como podemos aprender a manter o Senhor como o foco de nossa experiência de adoração?
3. A criação é o centro de todas as nossas crenças. Por que nada do que cremos, como adventistas do sétimo dia, faz sentido, à parte de Deus como criador?

O sábado está inserido no relato original da criação. Como esses fatos ajudam a revelar o quanto o sábado é importante e fundamental? Como isso nos ajuda a compreender melhor, também, o fato de que o sábado será tão central nesse drama final dos últimos dias, quando os poderes falsos procurarão receber a adoração que só Deus merece?

Respostas Sugestivas:

1: Criação e redenção. A relação está no fato de que Deus realizou as duas obras em favor de Seu povo.

2:NEle foram criadas todas as coisas. NEle tudo subsiste e somos reconciliados com Deus mediante Sua morte.

3: Deus criou e governa todas as criaturas com Seu poder, ao contrário dos ídolos mortos, que não sabem de nada.

4: Os que se entregam a Deus deixam de ser escravos do pecado, se tornam servos da justiça e seguem no caminho da vida eterna.

5: O sábado é um sinal da aliança entre Deus e Israel, sendo relevante também para a igreja atual. Santificar é separar para um fim santo. Pela comunhão com o Espírito Santo podemos também ser santos.

6: Deus criou, o pecado arruinou e Jesus recriou o ser humano. O sábado é sinal desses dois momentos. Cada culto deve nos lembrar dessa dupla obra divina.

7: O sábado também é um convite para descansarmos nos braços de Jesus.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li332011.html


Ciclo do aprendizado

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: Historicamente, o sábado sempre tem distinguido os verdadeiros adoradores de Deus. Os poderosos atos de Deus na criação, bem como Sua redenção prometida, estão incluídos no sábado. Guardando o mandamento do sábado, demostramos nossa fé em Seu poder e em Suas promessas.
Só para o professor: Enfatize a importância do descanso sabático e da adoração para nosso bem-estar físico, mental e espiritual.

Todos sabemos que precisamos nos exercitar. As muitas resoluções de ano-novo confirmam essa ideia. Entendemos que, se queremos ter boa saúde, temos que trabalhar para isso. A última coisa de que precisamos é de mais tempo em repouso, não é?

É verdade que muitos, ou a maioria das pessoas nos países desenvolvidos, é demasiadamente sedentária e se priva de exercício. Mas você sabia que essas pessoas também são privadas do sono? A maioria de nós está ciente dos resultados negativos que resultam de um estilo de vida sedentário. A obesidade é um deles; males relacionados, tais como diabetes tipo 2 e doença coronariana ou vascular também vêm à mente. Mas você sabia que a privação do sono contribui para muitas dessas mesmas coisas? Falta de sono resulta em aumento dos níveis de um hormônio chamado cortisol. Em excesso, o cortisol manda nosso corpo armazenar mais gordura na barriga. Ele também causa estresse aos órgãos vitais, tornando-nos suscetíveis a certas doenças degenerativas. Tudo isso pode ser evitado por um sono mais restaurador, como parte de um estilo de vida saudável, que também inclui exercício e nutrição adequados.

Assim, a própria natureza decreta que devemos passar certa quantidade de tempo descansando ou correr o risco de morte e doença em idade precoce. Mas o descanso não ocorre naturalmente para nós.

Como cristãos adventistas do sétimo dia, reconhecemos uma dimensão espiritual no descanso, como exemplificado no mandamento do sábado. O descanso sabático não é apenas um “relaxamento”, por mais benéfico que seja. Ao mantê-lo, reconhecemos nossa completa dependência de Deus, em adoração. E O honramos no modo e no tempo de Sua escolha, não necessariamente os nossos.

Comente com a classe: Por que o mandamento do sábado, uma clara ordem de Deus, é tão amplamente mal interpretado, ignorado e até mesmo ridicularizado pelos cristãos? Como podemos, pessoalmente, ajudar outros a compreendê-lo e apreciá-lo?

Compreensão
Só para o professor: Enfatize o sábado como sinal de nossa criação e redenção, bem como sua importância como um período de tempo explícita e especificamente dedicado a Deus.

Comentário Bíblico

I. Você não precisa ser judeu…
(Recapitule com a classe Êx 20:8-11 e Dt 5:12-15).

Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou. (Êxo. 20:8-11)

Guarda o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o SENHOR, teu Deus. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro das tuas portas para dentro, para que o teu servo e a tua serva descansem como tu; porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o SENHOR, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o SENHOR, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado. (Deut. 5:12-15)

Para muitas culturas e religiões, o tempo é cíclico: o que aconteceu antes vai acontecer novamente. Mesmo que não concordemos com a visão cíclica da natureza e do tempo, como, por exemplo, os maias faziam e os hindus ainda fazem, seria bastante fácil acreditar que “tudo continua como desde o princípio da criação” (2Pe 3:4, NVI).

Mas, como cristãos e adventistas do sétimo dia, sabemos que o mundo tem um começo. Ocorrendo no fim da semana cíclica de sete dias, o sábado é um lembrete de nossa origem como criaturas de Deus, feitas à Sua imagem. Com o sábado, Deus marcou o início da presente era da criação. E ele tem sido observado desde então. Considere outras comemorações ou festas. Nenhuma delas volta ao começo do mundo, com exceção do sábado. Isso apenas sugere que o sábado não é um assunto judaico, mas uma questão divina.

Pense nisto: Somos instruídos a lembrar do sábado. Isso não significa apenas que, quando ele ocorre, devemos nos lembrar somente de parar de trabalhar, fazer compras ou assistir a entretenimentos estúpidos (embora tudo isso seja verdade). O sábado também nos leva a considerar por que fazemos essas coisas, ou deixamos de fazê-las, conforme o caso. O sábado nos dirige ao início e, portanto, a Deus.

Muitas pessoas consideram o sábado uma arcaica relíquia do passado, sejam as leis do Antigo Testamento ou os sábados ou domingos tristes de sua juventude, quando esses momentos eram definidos por aquilo que eles não podiam fazer. O sábado é um fardo para você, ou é um lembrete do impressionante poder criador e redentor de Deus? Por quê? Se for um fardo, o que precisa mudar para você?

Aplicação
Só para o professor: O sábado nos faz lembrar dos atos poderosos de Deus em nosso favor, de Suas promessas e Sua suficiência em todas as nossas necessidades. Use as perguntas a seguir para enfatizar a centralidade do sábado para uma completa experiência da paz e da redenção que Deus nos oferece.

Perguntas para consideração
1. O que a existência do sábado, o mesmo dia a cada semana, desde o princípio do tempo, nos diz sobre a confiabilidade e a estabilidade de Deus neste mundo em que tanta coisa é instável e transitória?
Descreva como todos os atos de Deus (criação, santificação e redenção), são refletidos na celebração do sábado.

Pergunta de aplicação
A observância do sábado é muitas vezes colocada como uma questão de leis, fundamentada em regras. Que critério você aceita, ou rejeita, a fim de determinar quais são as atividades que honram a Deus no sábado, e as que O desonram? Como você santifica o sábado?
Como o sábado o ajuda a se lembrar da presença e da centralidade de Deus em todas as coisas?

Criatividade
Só para o professor: A dádiva do sábado é um lugar santificado no tempo, no qual não temos nada a fazer além de honrar a Deus pelo que Ele fez (criação), pelo que Ele está fazendo (santificação) e pelo que Ele fará (redenção). Enfatize que, de certa forma, quando entramos no descanso sabático, estamos entrando em um lugar diferente, bem como em um tempo diferente.

Leve para a classe uma mala (ou qualquer bagagem) com alguns objetos (roupas, produtos de higiene, etc., qualquer coisa que se poderia pensar em colocar na bagagem para uma viagem). Comece a arrumar esses itens na mala. Pergunte aos seus alunos o que eles pensam em levar quando viajam para qualquer lugar por um determinado período de tempo. Sugestão: distribua folhas de papel para que eles possam fazer pequenas listas.

Depois, explique que devemos considerar o sábado um lugar especialmente diferente, bem como um segmento da semana. Como poderíamos estar mais preparados para honrar o sábado, se pensássemos nele como um lugar para onde estivéssemos indo? Pergunte aos alunos como eles se preparariam, se pensassem no sábado dessa maneira.

Alternativa: Conduza uma discussão sobre o que o sábado tem significado para a vida individual dos membros da classe. Será que eles já tiveram que sacrificar alguma coisa por causa do sábado, como emprego ou compromissos sociais? O sábado é um alívio? Por quê? É uma fonte de mais estresse? Explique. Como podemos melhorar nossa experiência do sábado e obter as bênçãos que Deus deseja que recebamos dele?


 

FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/aux332011.html


Lição 3 – O sábado e a adoração: Compreendendo quem é Deus

Ozeas C. Moura
Doutor em Teologia Bíblica

Nesta semana, veremos como os temas da criação, redenção e santificação estão ligados à adoração. Não é de surpreender que esses três temas sejam revelados no sábado, elemento crucial nos eventos descritos em Apocalipse 14, quando diante de nós será colocada a questão: adoraremos o Criador, Redentor e Santificador, ou a besta e sua imagem? O texto não nos deixa uma terceira opção.

Vamos considerar o mandamento do sábado e como esses temas são reveladas nesse dia. Ao estudar, pense nisto: Como podemos tornar esses temas o centro de nossa experiência de adoração?

I. Criação e redenção: o fundamento da adoração

Geralmente, pensamos no sábado como memorial da criação. E isso está certo. Mas ele é também memorial de redenção. Isso é visto nas razões para a guarda desse dia. Em Êxodo 20:11, a razão é: “… porque, em seus dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há”, indicando que Deus é criador. Já em Deuteronômio 5:15 a razão é outra: “… porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado”, apontando para o fato de que Deus é resgatador.

A expressão “… te tirou dali com mão poderosa e braço estendido”, aplicada ao livramento da escravidão do Egito, parece apontar para outra ocasião de libertamento, dessa vez libertação do pecado, quando, no monte do Calvário, a mão poderosa de Jesus foi cravada no madeiro, e Seus braços foram estendidos naquela cruz vergonhosa e dolorosa.

Deus dá tanto valor ao fato de que os seres humanos O reconheçam como criador e resgatador que deixou um memorial semanal que lembra essas ações divinas: o repouso no sábado, o sétimo dia da semana.

II. Lembra-te do teu Criador
O pedido de Salomão “lembra-te do teu Criador” (Ec 12:1) é atendido quando cumprimos o mandamento de Deus “lembra-te do dia de sábado” (Êx 20:8). Os dois (pedido e mandamento) são inseparáveis: ao guardarmos o sábado estamos nos lembrando do Criador.

O sábado lembra nossa origem: saímos das mãos do Criador. Somos feitura dEle, e não produto de alguma explosão cósmica, nem descendentes de alguma ameba. Assim, a guarda do sábado nos lembra de que Deus existe. Nesse sentido a observância desse dia é antídoto contra a teoria da evolução, bem como contra o ateísmo.

Com respeito à nossa origem, poderíamos perguntar: Quais são as consequências de se aceitar a teoria da evolução ou a da criação? A verdade é que, se nos consideramos produto do acaso e evoluímos de formas inferiores de vida (se é que existe isso), então vale a lei do mais forte, do mais apto. A implicação dessa ideia é que o amor ao próximo, o cuidado com os mais fracos e carentes não tem sentido. De acordo com a teoria da evolução, os mais fracos deveriam desaparecer, deixando o campo livre apenas para os mais aptos e fortes. Isso levou Adolf Hitler a eliminar milhões de judeus, ciganos e homossexuais, por serem considerados raças ou pessoas inferiores. A guarda do sábado, porém, implica em que todos somos irmãos e criaturas do mesmo Pai, não importando a etnia, nem quão fortes ou fracos fisicamente somos – todos temos o mesmo valor diante de Deus.

III. Liberdade da escravidão

Como vimos no item 1 (Criação e redenção: o fundamento da adoração), no livro do Deuteronômio (5:15) o sábado foi dado também como memorial da redenção ou libertação dos israelitas da escravidão egípcia. No Egito, eles não poderiam guardar o sábado (dado ao ser humano na criação, cf. Gênesis 2:1-3), pois eram escravos e, como tais, não podiam dispor do tempo para fazer o que pretendessem. Certamente, durante aqueles anos de escravidão eles tiveram que transgredir o sábado, fazendo tijolos e se ocupando de outros serviços a eles impostos pelos feitores egípcios.

Imagine agora o senso de liberdade que os israelitas sentiam em cada sábado, enquanto caminhavam pelo deserto em direção à terra prometida! Nesse dia, em vez de estarem sob as ordens de feitores, eles podiam parar suas labutas diárias e desfrutar de descanso físico e espiritual.

Semelhantemente aos israelitas do passado, os cristãos também têm o privilégio de descansar no sábado, lembrando-se da libertação do cativeiro do pecado, alcançada através do sacrifício de Cristo, e agradecendo a Deus por isso. No entanto, além dessa libertação espiritual, podemos encarar o sábado como memorial da libertação da escravidão do trabalho, do consumismo e da busca desenfreada pelos prazeres e o lazer. Nesse dia, nos libertamos da escravidão do que é terreno e somos alçados ao nível do que é espiritual e celestial.

IV. Lembra-te do teu santificador

Criação, redenção e santificação estão interligadas. Criação, é claro, é a base de tudo (pois sem ela não haveria ninguém a quem redimir e santificar). No entanto, em nossa condição caída, a criação já não mais é suficiente, pois precisamos de redenção, do perdão dos pecados. Caso contrário, teríamos que enfrentar a destruição eterna, e nossa criação se acabaria para sempre. Certamente, a redenção está inseparavelmente ligada à santificação, processo pelo qual crescemos em santidade e na graça.

O sábado, além de ser memorial da criação e da redenção, está relacionado com a santificação. Na Bíblia, santificar é “separar para uso sagrado”. Assim, quando “santificamos” o sábado, ou seja, o separamos dos demais dias da semana para um momento de especial comunhão com Deus, também estamos sendo santificados por esse encontro com Deus. Nesse dia (e não só nele) nos lembramos de que Deus não só nos redimiu, mas também nos “separou” das demais pessoas do mundo para sermos Seu povo peculiar, deu-nos mais revelação de Sua Palavra, a fim de sermos a luz do mundo, participando da libertação de outros que ainda não pertencem ao povo de Deus.

V.Descansando na redenção

Preso ao pecado e apegado às coisas materiais, o pecador nunca tem descanso genuíno. Está sempre buscando mais e mais do que é pecaminoso e terreno, sem nunca estar completamente satisfeito. Mas, ao se encontrar com Cristo e aceitá-Lo como Senhor de sua vida e seu Salvador, o pecador experimenta o senso de que foi liberto daquilo que o escravizava, de que foi redimindo de suas culpas e pecado. Ele passa a experimentar o jugo de Cristo (fazer Sua vontade), que é leve e suave. Ele descansa na obra que Cristo fez por ele. Deixa de lutar para se salvar, porém confia na salvação efetuada por Deus.

O autor de Hebreus (4:4-9) captou bem o sentido de o sábado ser um símbolo do descanso advindo pela redenção alcançada pelo sacrifício de Cristo. Quando o pecador entende que sua redenção é obra de Deus, ele para de “trabalhar” ou fazer coisas para sua salvação. Ele descansa em Deus, e confia na obra de Cristo, como suficiente para salvá-lo. Assim, o sábado é também um memorial da redenção.


 

FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/com332011.html


COMENTÁRIOS SIKBERTO MARKS

Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2011

Tema geral do trimestre: Adoração

Estudo nº 03 – O Sábado e a Adoração

Semana de 9 a 16 de julho

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristovoltara.com.br  marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar: “Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor que nos criou. Ele é o nosso DEUS, e nós, povo do Seu pasto e ovelhas da Sua mão” (Salmo 95:6 e 7).

Introdução de sábado à tarde

O que DEUS fez que compõe a semana da criação? Além de todas as coisas que existem – flora, fauna, homem e mulher – Ele instituiu mais duas coisas importantíssimas: a família, pelo casamento entre um homem e uma mulher, e a santificação do sétimo dia da semana da criação. Esse é o conjunto da criação.

Satanás vem atacando a semana da criação. As coisas criadas ele vem dizendo, por meio da ciência, que vieram por meio da evolução. O casamento e a família, ele vem dizendo que é melhor homem com homem e mulher com mulher. Inclusive o Ministério da Educação, no Brasil, está empenhado em influenciar a criançada sobre ser homoafetivo. Esse mesmo Ministério, incompetente até para ensinar a mais simples matemática, pois em seus livros há erros crassos, quer ser competente para definir o que é casamento. Esse é um grande sinal dos tempos, embora não seja o maior.

Por fim, a última coisa que DEUS criou, nesse caso estabeleceu, foi a santificação do sétimo dia. Veja a ordem de importância do que DEUS fez no final da criação: o homem que Ele moldou; a mulher que ele formou de uma costela de Adão; o casamento, para que se amassem entre si e com DEUS, e por culminância, o sábado, para que se lembrassem que são criaturas de DEUS e que O amassem, por que os criou.

Esses serão alguns dos pontos da grande controvérsia final: a criação, incluindo a mortalidade ou não por causa do pecado, o casamento e o dia de sábado. E a nós compete saber defender o que é correto, segundo a verdade de DEUS. É uma questão de adoração. O sábado é o centro da adoração, pois é o momento da semana em que paramos tudo, e nos dedicamos exclusivamente ao nosso Criador, amando-O, isto é, adorando-O.

  1. Primeiro dia: Criação e redenção: o fundamento da adoração

O sábado é um dia para ser lembrado. O motivo de lembrar do sábado é a criação. E esse é um motivo especial, pois, se DEUS não tivesse nos criado, não existiríamos. Portanto, o fato de existir é um dom que recebemos de DEUS, e é evidente que é razão para agradecimento. Por isso, o sábado nos lembra que fomos criados.

E veja bem, após o mandamento do sábado vem outro, que nos leva a lembrarmos de nossos pais. Eles não nos criaram, mas nos geraram. Devemos a nossa existência a DEUS que nos criou em Adão e Eva, e aos nossos pais que nos geraram com vida, e por isso existimos. Por isso devemos adorar a DEUS e honrar a nossos pais.

Pergunto: haveria motivo maior aos seres humanos que a existência para agradecer?

O quarto mandamento é peculiar; é o mais importante por uma razão especial. Ele define o relacionamento com o nosso Criador e dá a razão desse relacionamento. Como devemos nos relacionar com DEUS? O quarto mandamento diz que santificando o sábado em forma de adoração. E adorar a DEUS é sinônimo de amá-Lo. E diz porque devemos amar a DEUS. Porque Ele é o Criador de todas as coisas, inclusive de nós mesmos. E porque JESUS é o nosso Redentor. Bem, isso não diz diretamente no mandamento, mas está lá porque esse é o mandamento do amor. E JESUS morreu por nós por amor. Pelo quarto mandamento DEUS garante que vai fazer tudo por nós, pois assim é que age o amor. Ele nunca desiste, exceto quando não há mais possibilidade, e a impossibilidade é sempre uma decisão do ser humano, nunca de DEUS. Nesse caso a situação chegou ao pecado contra o ESPÍRITO SANTO.

O quarto mandamento é do amor porque ele separa um tempo em sete para a nossa intimidade com DEUS. Amor não existe sem intimidade, sem estar juntos, sem comunhão. Um casal também não mantém o amor se não tiver intimidade. A intimidade é a condição de cultivo do amor, e em resumo, intimidade é estar juntos, unidos, dedicados um ao outro. Portanto, o sábado nos ensina, na prática, como cultivar o amor com DEUS e com nosso próximo, para assim vivermos felizes. E a nossa felicidade sempre foi o maior objetivo de DEUS.

  1. Segunda: Lembra-te do teu Criador

E DEUS falou, e aquilo que Ele falou apareceu, e passou a existir. Certamente houve um tempo em que nem o Universo existia, só DEUS, a Trindade. A origem de tudo foi pela palavra de DEUS. Depois, pela palavra, DEUS criou a vida nesta Terra. Quanto tempo levou desde que o Universo foi criado até que se criou a vida aqui, não temos idéia, mas um dia saberemos isto também. Como foi antes de toda criação, também é-nos hoje impossível saber, mas um dia saberemos.

Uma coisa sabemos: quanto mais inteligência disponível, menos se usa a força bruta para fazer as coisas. Por exemplo, há 200 anos atrás, para lavrar a terra, usavam os músculos do ser humano e do animal. Hoje se usa a máquina, que pode ser comandada por computador, e é capaz de fazer tudo sozinha. Tempos atrás, para fabricar um automóvel, muitos operários faziam esforço físico. Hoje os robôs fazem esse trabalho, o homem só comanda, pela sua inteligência. Tempos atrás, para dar partida num automóvel se precisava girar uma manivela, hoje se vira uma chave ou se aperta um botão. Tempos atrás, tinha que se subir escadas num edifício, hoje se sobe de elevador. Por meio dos computadores se faz muita coisa sem sair de casa, como comprar artigos de outras localidades próximas ou não e até do exterior. Faz-se cada vez menos força física e usa-se cada vez mais o poder mental.

E o que dizer sobre como DEUS é capaz de fazer as coisas, sendo Ele infinitamente inteligente! Certamente Ele não necessita fazer esforço físico para realizar o que deseja. A Sua inteligência é tanta, que, planejando algo em Sua mente, determina esse plano pelo poder de sua mente, e, pensando ou falando, isso surge do nada. Foi assim que Ele criou o Universo, e foi assim que criou a vida nesta Terra: do nada. Ou melhor, exatamente do nada não, Ele criou a partir de Seus pensamentos. Dizemos do nada nos referindo que não existia matéria para Ele criar, e fez surgir até mesmo a matéria. Essa é a explicação que temos da existência de todas as coisas. Tudo se originou em DEUS, e Ele sempre existiu.

O evolucionismo quer ter outra explicação. E não entramos no debate para saber qual a mais lógica, pois seria um debate sem sentido. Aceitamos a explicação bíblica pela fé, e pelas evidências proféticas. Julgamos que Aquele que tem o poder de saber o futuro em detalhes tais como se já tivesse acontecido, também está falando a verdade quando dá algumas explicações sobre a origem de tudo. Então a nossa fé não é cega e sem fundamento. A rigor, tem bem mais solidez que o evolucionismo, que a cada momento está mudando sua explicação. Mas como dizíamos, o evolucionismo diz que tudo iniciou com o Big Bang, a grande explosão inicial, há quase 14 bilhões de anos atrás. E de onde teria vindo a matéria e a energia que explodiu? Depois, para explicar a vida na Terra, os céticos em DEUS o fazem por meio do evolucionismo. Assim como o Universo teria se formado por meio de uma explosão, a vida na Terra teria surgido por uma combinação de elementos químicos em condições adequadas, e a vida se teria formado nesse contexto. Ou seja, tanto o Universo quanto a vida, os dois apareceram sem que houvesse a participação nem de conhecimento nem de inteligência. Vieram do caos! Sim, do caos! E as pessoas aceitam, assim mesmo. A inteligência foi aparecendo mais tarde. Resumindo: tudo invertido, como a cauda sacudindo o cachorro. E nisso o ser humano acredita facilmente, assim como os mais antigos acreditavam que o deus deles era o ídolo que eles mesmos haviam fabricado. O pecado avilta a inteligência humana, a ponto dele acreditar nos maiores absurdos, e ainda ficar estarrecido como há pessoas que tem fé em DEUS. O ser humano continua não sendo mais que aquilo em que ele acredita. E a sociedade é reflexo disso.

  1. Terça: Liberdade da escravidão

“Para os pecaminosos homens, a mais elevada consolação, a maior causa de regozijo, é que o Céu tenha dado a Jesus para ser o Salvador dos pecadores. … Ele Se ofereceu para colocar-Se no terreno em que Adão tropeçou e caiu; para enfrentar o tentador no campo de batalha e derrotá-lo em favor do homem. Contemplai-O no deserto da tentação. Jejuou quarenta dias e quarenta noites, suportando os mais ferozes assaltos das forças das trevas. Ele pisou o lagar sozinho, dos povos nenhum homem se encontrou com Ele. (Isa. 63:3). Não o fez para Si próprio, mas para que pudesse quebrar as cadeias que retinham a humanidade na escravidão de Satanás.

“Como Cristo, em Sua humanidade, buscou forças do Pai, a fim de que estivesse habilitado a suportar a prova e a tentação, assim devemos nós fazer. Devemos seguir o exemplo do Filho de Deus, que era sem pecado. Diariamente carecemos de auxílio, graça e poder da Fonte de todo o poder. Devemos lançar nosso espírito indefeso sobre Aquele que está disposto a nos ajudar em todo tempo de necessidade. Muitas vezes nos esquecemos do Senhor. Cedemos ao impulso, e perdemos as vitórias que deveríamos alcançar.

“Se somos vencidos, não adiemos o arrependimento, e a aceitação do perdão que nos colocará em terreno vantajoso. Se nos arrependemos e cremos, pertencer-nos-á o purificador poder de Deus. Sua graça salvadora é oferecida gratuitamente. … Sobre cada pecador que se arrepende, os anjos de Deus se regozijam com cânticos de alegria. Pecador algum precisa perder-se. Pleno e gratuito é o dom da graça salvadora” (Cuidado de DEUS, MM, 1995, 241).

O primeiro motivo de se santificar o sábado é por termos sido criados. O segundo motivo é o de sermos libertos da escravidão do pecado, assim como os israelitas foram libertos do Egito. JESUS CRISTO foi que nos libertou. A luta pela nossa liberdade já está no passado, e conhecemos o resultado: Ele venceu por nós. Agora só faltam duas coisas muito importantes: que a igreja de CRISTO conclua o trabalho de anunciar a verdade sobre a adoração e a segunda vinda de CRISTO. Essa segunda vinda está diretamente vinculada ao término da pregação, e pelo que estamos vendo acontecer dentro da igreja, esse término, que se chama Alto Clamor, está iminente. A igreja adventista está reagindo, e a proclamação da mensagem final está muito próxima.

  1. Quarta: Lembra-te do teu santificador

O que significa santificar o sábado? Por que tem que ser o sábado? Não pode ser o domingo? Ou a sexta-feira?

DEUS determinou a santificação do sábado junto com a criação. E em diversas ocasiões Ele confirmou a santidade desse dia. Ele jamais mencionou que esse dia seria trocado por algum outro dia da semana para ser santificado. Se foi DEUS quem instituiu o sábado, e se Ele o fez no ato da criação, então Ele santificou o dia de sábado como Criador, durante a criação. Isso que dizer, o sábado faz parte da criação. Por isso foi que JESUS disse que pode passar o Céu e a Terra, mas nada mudará da Lei de DEUS. O sábado, que é uma parte dessa Lei, é parte integrante da criação, portanto, tem que passar toda a criação, para que junto passe também o sábado. Está entendido isso? Ou seja, repetiremos, por ser importante: como a santidade do sábado faz parte da criação, essa santidade para este dia só deixará de existir se algum dia a criação deixar de existir. Essa lógica é verdadeira e irrefutável.

Do mesmo modo, jamais deixarão de existir homem, mulher e o casamento entre pessoas de sexo oposto, pois isso também foi instituído no conjunto da criação. Assim sendo, enquanto existir a criação, existirá a semana, a família como DEUS a concebeu, e o sábado como o dia a ser santificado. Fique isso bem claro: jamais DEUS, em algum lugar da Bíblia, refutou esses conceitos e jamais Ele alterou essas relações estabelecidas na criação. Para que esses conceitos sejam anulados, tem que se extinguir a criação toda. Portanto, quem ensina algo diferente disto, está ensinando algo que vem de outra fonte, não da Bíblia, e nem de DEUS.

Assim sendo, biblicamente falando, só o sábado pode ser santificado, pois assim DEUS o instituiu. Ele o fez no pacote da criação, e jamais alterou algo nesse pacote. Continuam vigorando, pela vontade de DEUS – a família fundamentada pelo casamento entre um homem e uma mulher, adultos, e a santificação do sétimo dia da semana. E se DEUS tivesse feito alguma alteração nesses conceitos, Ele então não seria DEUS, pois para ser DEUS Ele precisa ser perfeito, isto é, ser tão capaz que em tudo o que faz, seja definitivo, e Ele mesmo não tenha jamais necessidade de mudar. É assim que DEUS é; Ele não muda jamais, pois é perfeito e infalível.

A santificação do domingo, o primeiro dia da semana é adequada para se adorar a satanás, pois antes desse dia, ou, antes do primeiro dia, não houve criação. E pelo fato de antes desse dia não ter havido criação, esse é o único dia adequado para se adorar o não criador, que é satanás, que há muito procura adoradores para ele. E o dia de sábado é o único que serve para se adorar o Criador, pois antes dele, o sétimo dia, tudo foi criado. Assim, é esse o dia para se lembrar do Criadorpois Ele criara antes desse dia tudo o que existe, e o domingo é o dia, para quem assim preferir, de se lembrar do não-criador, satanás, pois não houve criação antes do primeiro dia da semana. Essa é a lógica bíblica! Irrefutável!

E agora, como se santifica o dia de sábado? Separando-o dos demais, do mesmo modo como DEUS fez. No sétimo dia DEUS não criou mais nada, mas Ele santificou esse dia, ou seja, descansou de Sua obra que fizera. Assim nós também, à semelhança de DEUS, devemos parar as nossas atividades seculares nesse dia, e nos lembrar de nosso Criador. E como se faz para lembrarmos dEle? Reunindo-nos em Seu nome, pare aprender algo dEle, para louvá-Lo, para ensinar a outros a Seu respeito, para estudar algo sobre o Criador e sobre a criação; enfim, para nos voltarmos exclusivamente aos interesses espirituais, e esquecer os interesses seculares.

DEUS bem poderia ter estabelecido uma semana de seis dias, pois esse foi o tempo em que criou tudo. Mas Ele, sabiamente, acrescentou mais um dia aos de Seu trabalho como Criador, como dia de descanso. É por isso que temos a semana de sete dias em todos os lugares do mundo. Veio da criação, não de algum outro motivo. É bom refletir nisso, pois a semana não está vinculada a mais nada, senão na criação. E o seu último dia é santo, por causa da criação.

“Enquanto céus e Terra durarem, continuará o sábado como sinal do poder do Criador. E quando o Éden florescer novamente na Terra, o santo e divino dia de repouso será honrado por todos debaixo do Sol. “Desde um sábado até ao outro”, os habitantes da glorificada nova Terra irão “adorar perante Mim, diz o Senhor”. Isa. 66:23″ (O Desejado de Todas as Nações, 283).

DEUS, O Criador, e seus princípios de caráter, estão acima da criação. A Sua Lei está acima da criação pois faz parte de DEUS, e faz parte da criação porque DEUS é O Criador. Por isso, onde houver criação, ali está a Lei de DEUS, ali há ordem, há respeito, há inteligência, há harmonia, há louvor, há adoração, há reconhecimento do poder do Criador. Onde há criação, há amor, porque DEUS colocou o amor ali. A exceção é a Terra, onde houve a rebeldia contra o amor de DEUS. Onde não houver criação, ali nada existe, portanto, ali também não há necessidade de lei alguma. Mas a Lei de DEUS é tão eterna quanto o próprio DEUS, que é eterno e nunca muda. “Porque eu, o SENHOR, não mudo…” (Mal. 3:6).

  1. Quinta: Descansando na redenção

“Vinde a Mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei”, (Mat. 11:28) assim disse JESUS. Vamos refletir um pouco sobre essas palavras.

O descanso no Céu tem uma conotação um pouco diferente que aqui na Terra. Lá não existe o cansaço físico, nem mental. Portanto, lá, nem DEUS nem algum anjo tem necessidade de descanso nessas dimensões. Aqui na Terra, esse tipo de descanso é muito importante, necessário até para a manutenção da vida. Aqui cansamos fisicamente, e nos estressamos em nossas atividades profissionais, devido à pressão de várias naturezas sobre o que fazemos.

No Céu, e assim foi aqui na Terra antes do pecado, há descanso. Inclusive DEUS descansa. Então, o que significa esse descanso na perfeição? Ele é um momento em que os seres se dedicam ao louvor ao Criador, em que se concentram intimamente em adoração ao Criador. Requer atividade mental totalmente voltada a quem criou e que nos mantém vivos. Por isso, tal atividade jamais pode ser barulhenta, pois envolve reflexão, e não ações físicas. No Céu, Lúcifer era o encarregado dessa reflexão, o culto de adoração ao Criador, e entendia tudo sobre como DEUS se deleitava nesse culto. O que DEUS quer com Suas criaturas são momentos de intimidade e de extrema felicidade.

É qualquer coisa parecida com os momentos de intimidade que as pessoas passam aqui na Terra. Por exemplo, uma família quando quer conversar, quer trocar idéias, quer fazer um bate-papo, quer cultivar a felicidade juntos, tem de fazê-lo em harmonia, sem barulho que interfira nesse relacionamento de troca de informações e sentimentos. São momentos de plena e singela aproximação dos afetos e dos sentimentos. Para que funcione bem, o ambiente deve ser calmo e favorável ao pleno funcionamento da mente e da comunicação entre seres inteligentes. Em palavras simples, esse deve ser o contexto da adoração. Um ambiente em que se possa pensar com facilidade, em que se possa entender as coisas com facilidade e em que se possa trocar idéias com facilidade. Inclusive ouvir o ESPÍRITO SANTO. Por isso, o dia de sábado precisa ser de reflexão, de intimidade com DEUS, de solenidade, de quietude, e não de barulho, como está acontecendo em muitas igrejas, inclusive em igrejas adventistas. Há agentes de satanás, infiltrados entre nós, que a título de louvor, estão promovendo barulheira nos cultos, e assim, impedindo que haja condições de intimidade entre as pessoas e destas com DEUS. As pessoas que provêm isto, não importa se pastores, se músicos, se outros membros leigos, fazem o papel de satanás como seus agentes, e se não mudarem, serão sacudidos para fora, e em bem pouco tempo. É preciso estar atento a estas coisas. Pois o dia de sábado é um dia de descanso, não de mais estresse, como os outros dias da semana. E não há descanso em ambientes de barulho.

Creio que, para o tema desse dia, o que acima foi escrito está bom. Porém, é muito importante estudar na lição correspondente, os muitos outros motivos de adoração e descanso, que nela aparecem, tais como em relação ao aspecto emocional, a sermos criaturas, a questão da esperança na redenção, da intimidade com o Criador e entre nós, e o senso de experiência com DEUS.

  1. Aplicação do estudo  Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

“Portanto, ao reunir-vos sábado após sábado, cantai louvores Àquele que vos chamou das trevas para Sua maravilhosa luz. Ao que nos amou e em Seu precioso sangue nos lavou dos pecados, dedicai a adoração de vossa alma. Seja o amor de Cristo a preocupação dos que pregam a Palavra! Seja ele expresso em linguagem simples em cada hino de louvor! Sejam vossas orações ditadas pelo Espírito de Deus! Ao ser pregada a palavra da vida, testemunhai de coração que a aceitais como uma mensagem vinda de Deus. Isto é costume velho, bem sei; mas será uma oferta de ação de graças pelo pão da vida proporcionado à alma faminta. Essa resposta à inspiração do Espírito Santo será uma força para a vossa própria alma e animação para outros. Será de algum modo a evidência de que existem na casa de Deus pedras vivas que emitem luz” (Testemunhos Seletos, v. 3, p. 33).

escrito entre 08 e 14/06/2011 – revisado em 15/06/2011

corrigido por Jair Bezerra

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

FONTE: http://www.cristovoltara.com.br/


COMENTÁRIOS BRUCE CAMERON

Adoração – Lição 03

O Sábado e a Adoração – (Gênesis 1-2; Êxodo 20; Colossenses 1)

Introdução: Imagine um terrível processo de divórcio, envolvendo filhos. A mãe odeia o pai, sente-se como se estivessem em competição e deseja apagar sua memória da mente das crianças. Que coisas diabólicas a mãe poderia fazer para ferir o pai? A primeira coisa seria tentar impedir o pai de ver seus filhos. Segunda, poderia dizer aos filhos que o pai não as ama, e nem mesmo se importa com elas. Terceira, poderia sugerir que ele não é o pai delas. Os objetivos do pai {para com as crianças} são justamente o contrário: reforçar o fato de que ele é o seu pai, de que ele as ama e se preocupa com elas, e que quer visitá-las regularmente. Agora, medite no conflito entre Deus e Satanás. Não é lógico que Satanás teria os mesmos objetivos que esta mãe? Satanás deseja que acreditemos que Deus não nos ama nem se preocupa conosco, Deus não é nosso pai e não deveríamos nos preocupar com nos encontrarmos com Deus. Vamos mergulhar em nosso estudo da Bíblia e aprender mais a respeito dos detalhes!

I. O Sábado da Criação

A. Leia Gênesis 1:26-27. O que este texto nos ensina sobre o nosso relacionamento com Deus? (Até certo ponto, fomos criados para sermos semelhantes a Deus.)

1. Qual é o nosso relacionamento com o restante da criação? (Fomos criados para dominar o restante da criação.)

2. Por que você acha que Deus decidiu que os seres humanos deveriam dominar sobre o restante da criação? (Este fato reforça a idéia de que somos criados à imagem de Deus. A partir desta hierarquia de relacionamentos, começamos a ver como somos semelhantes ao nosso Pai nos céu.)

B. Leia Gênesis 2:1-3. Qual é a razão de Deus para criar o sábado? (Ele havia terminado a Sua Criação. A poderosa obra de Deus estava concluída.)

1. O que Deus declarou a respeito do sábado? (Este era um dia abençoado e santo.)

a. O que quer dizer tornar um dia “santo”? (Deus santificou este dia.)

C. Vamos colocar tudo junto. Qual é o relacionamento entre Deus haver criado os seres humanos e o sábado? (O sábado é um dia especial, um dia sagrado, no qual somos lembrados que Deus é o nosso Criador.)

D. Leia Êxodo 20:8-11. Quando Deus diz “Lembra-te do dia do sábado”, a que Ele está se referindo? (Esta é uma referência óbvia ao relato da criação no Gênesis.)

1. Por que Deus nos diz para trabalharmos seis dias? (Novamente, esta é uma alusão aos seis dias da criação.)

2. Por que nos é dito que não devemos permitir que os animais trabalhem no sábado? (Deus não está apenas nos dizendo que todos nós merecemos um descanso no sábado, mas está reforçando a idéia de que devemos dominar a criação.)

II. A Ligação do Sábado com a Adoração

A. Leia Gênesis 1:1. Como Deus se apresenta a nós? (Como nosso Criador.)

1. Por que você acha que esta é a primeira coisa que Deus nos diz em Sua Bíblia?

B. Leia Apocalipse 14:7. Qual é a base sobre a qual Deus reclama a nossa adoração? (Que Ele é o nosso Criador.)

C. O catálogo “Nave’s Topical Bible” lista 104 textos (sob o tópico “Criador”) abrangendo desde Gênesis até o Apocalipse onde Deus, diretamente ou através de seres humanos, proclama Sua autoridade sobre nós devido ao fato da Sua Criação. O que você conclui a respeito do pensamento de Deus, a partir disto? (Aprendemos que a declaração consistente, simples e primária de Deus acerca de Sua autoridade sobre os seres humanos é a Sua obra de criação. Deus está dizendo aos seres humanos: “Eu te criei, portanto você deve obediência a Mim.”)

D. Você se lembra da nossa introdução a respeito da mulher divorciada que queria apagar a memória de seus filhos sobre o pai? Por que é importante para Satanás atacar a adoração sabática? (Este ataque cumpre dois dos objetivos lógicos de Satanás, que mesmo nós somos capazes de compreender. Primeiro, uma vez que o sábado é o memorial semanal da Criação que Deus realizou em seis dias, ele remove este memorial de que Deus nos criou e que, portanto, tem autoridade sobre nós. Segundo, uma vez que o sábado é um tempo importante para estudar, louvar e adorar a Deus, o desrespeito para com o sábado limita o nosso tempo para nos encontrarmos com o nosso Pai Celestial.)

E. Como Satanás está se saindo em seu propósito de fazer com que os seres humanos esqueçam que Deus é o seu Criador? (Multidões não crêem mais que uma criação de seis dias literais seja o relato correto da origem dos seres humanos. Muitos acreditam que os seres humanos não podem se declarar superiores aos animais, e que não temos autoridade para dominá-los. A maior parte dos cristãos, mesmo cristãos devotos, desrespeita o sábado do sétimo dia.)

III. A Importância do Sábado

A. Muitos dizem, “E daí? O que você acabou de dizer a respeito da importância do sábado não é suficiente. Eu posso acreditar em Deus, mesmo sem crer no relato da criação ou observar o sábado.” Se você acredita que crer no relato do Gênesis acerca da criação e do sábado faz alguma diferença, pode explicar por quê? (Primeiro, se o relato não é verdadeiro, isto quer dizer que Deus não nos disse a verdade a respeito da origem dos seres humanos. Se é assim, então Deus não está falando a verdade a respeito de Sua autoridade sobre nós. Finalmente, se Deus não está dizendo a verdade acerca de nossa origem (porque estaria superestimando Seu poder), isto sugere que nosso Deus não tem poder.)

1. Temos certeza de que isto levanta uma dúvida sobre a honestidade de Deus? Deus poderia estar nos contando apenas uma alegoria, nos dando algum tipo de grande parábola? (Quando lemos o Apocalipse, sabemos que estamos lendo acerca de símbolos. Gênesis é extremamente específico nos detalhes, é ilógico considerá-lo como uma alegoria – especialmente uma alegoria sobre a evolução!)

B. Leia Colossenses 1:15-18. O Apóstolo Paulo acreditava na Criação? (Sim.)

1. A quem Paulo está se referindo neste texto? (A Jesus.)

2. Qual é a nossa esperança mais importante, como cristãos? (O céu. Você espera que Jesus virá te buscar, juntamente com aqueles a quem você ama, e levá-los para o céu.)

3. Que ligação estes versos fazem entre a Criação e a nossa esperança do céu? (Jesus tem “a supremacia” sobre a Criação e a morte. Se Jesus não é poderoso o bastante para criar a terra e seus habitantes, por que deveríamos acreditar que Ele é poderoso o bastante para derrotar a morte? Paulo demonstra que estas crenças estão logicamente ligadas.)

C. Vamos considerar onde estamos agora. O sábado está ligado à Criação, a autoridade de Deus e o poder de Deus para nos ressuscitar para a vida eterna!

IV. Libertação da Escravidão

A. Leia Deuteronômio 5:15. Por que a Bíblia daria duas razões diferentes para o sábado?

B. Leia Romanos 6:15-18. O que nos libertou da escravidão do pecado? (Jesus nos libertou da escravidão do pecado através de Sua vida e morte em nosso favor. Nós obedecemos a Deus por causa do que Ele fez por nós.)

C. Você consegue ver uma conexão entre um Memorial à criação e um memorial à nossa salvação? (Deus nos deu a vida, e então nos deu a vida eterna.)

1. Isso tem alguma coisa a ver com o poder e a autoridade de Deus?

V. O Sábado e a Ressurreição de Jesus

A. Leia Mateus 28:1 e Mateus 27:50-53. Jesus descansou no túmulo durante o sábado, mas estes outros, aparentemente, foram ressuscitados na sexta feira. Se você fosse Deus o Pai e o teu filho tivesse sido brutalmente morto enquanto estava conquistando o Campeonato Universal, não desejaria tê-lo nos braços imediatamente? (É claro! Nenhum pai ou mãe desejaria esperar mesmo que um segundo, para consolar e congratular a um filho.)

1. Por que Deus esperou para ressuscitar Jesus? (Medite em nosso debate até aqui. O sábado está no centro daquilo que Jesus estava fazendo por nós. A conclusão lógica é que Jesus descansou no sábado! Assim como Jesus descansou depois de Sua grande obra de Criação, também Ele descansou depois de Sua grande obra de salvação. Esta é a única explicação razoável para a demora.)

B. Amigo, se você acredita que existe uma batalha acontecendo acerca do poder e da autoridade de Deus, por que não decidir hoje demonstrar o teu comprometimento com Deus, aceitando o Seu relato da Criação e lembrando e rememorando Sua autoridade, através da guarda do Sábado?

VI. Próxima Semana: Alegria Diante do Senhor: Santuário e Adoração

===============================
Direito de Cópia de 2011, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses.
Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse:
http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameronouhttp://feeds.feedburner.com/ComentariosBiblicosBruceCameron
===============================

Postado por Levi de Paula Tavares às 14:25 0 comentários 

Marcadores: (2011-03) AdoraçãoAdoração (2011-03)

FONTE: http://brucecameron.blogspot.com/


COMENTÁRIOS GILBERTO THEISS

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 3 – 3º Trimestre 2011 (9 a 16 de julho)

Observação: Este comentário é provido de Leitura Adicional no fim de cada dia estudado. A leitura adicional é composta de citações do Espírito de Profecia. Caso considere-a muito grande, poderá optar em estudar apenas o comentário ou vice versa.

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 9 DE JULHO – O sábado e a adoração – (Sl 95:6-7)

“Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor, que nos criou. Ele é o nosso Deus, e nós, povo do Seu pasto e ovelhas da Sua mão” (S 95:6-7).

Como sempre, assim como é difícil não falar da segunda vinda de Cristo quando abordamos o final dos tempos, também é difícil não falar do sábado quando abordamos o mesmo tema. O conflito gira em torno de todos os elementos existentes entre adorar a Deus e a besta, o sábado mais uma vez entra em cena como um memorial e notável evidência de quem realmente estamos adorando.

A mensagem dos três anjos de Apocalipse 14 apresenta entre tantas, a mensagem de adoração registrada na teologia e essência do sábado bíblico. Como relatado em Ezequiel 20:9 e 12, o sábado é “um sinal entre Deus” e o seu povo, especialmente para o tempo do fim.

Certa vez um evangélico me perguntou, qual seria o motivo de nós falarmos tanto sobre o sábado. Eu disse que pregamos muito a respeito e a favor do sábado na mesma medida em que eles pregam contra.

Observe que João viu que, no final dos tempos, Deus teria um povo na Terra que O adoraria como Aquele que fez “os Céus, a Terra, o mar e as fontes das águas” (Ap 14:7). A única maneira de adorar a Deus desta forma é obedecendo-lhe guardando o sábado como memorial da criação (Êx 20:8-11). Não se adora a Deus da maneira como pretendemos e achamos, mas na forma em que Ele nos ensina que devemos adorar. Não temos dúvidas que, o sábado será o ponto de toque entre os que servem a Deus e os que O não servem. Quem viver verá.

Leitura Adicional

“Tanto pela criação como pela redenção somos propriedades do Senhor. Somos do modo mais absoluto súditos Seus, e responsáveis perante as leis do Seu reino. Que ninguém alimente o engano de que o Deus do Céu e da Terra não tem lei pela qual controlar e governar os Seus súditos. Somos dependentes em tudo que desfrutamos. O alimento que comemos, a roupa que vestimos, o ar que respiramos, a vida que usufruímos dia a dia, tudo nos vem de Deus. Estamos sob a obrigação de ser governados por Sua vontade, de conhecê-Lo como nosso supremo Governador. …

Temos um débito de gratidão para com Deus pela revelação de Seu amor em Jesus Cristo; e como inteligentes instrumentos humanos, devemos revelar ao mundo a espécie de caráter que resulta da obediência a cada exigência da lei do governo de Deus. Em perfeita obediência a Sua santa vontade, devemos manifestar adoração, amor, alegria e louvor, e assim honrar e glorificar a Deus. É somente desta maneira que podemos revelar ao mundo o caráter de Deus em Cristo, e tornar manifesto aos homens que felicidade, paz, segurança e graça vêm da obediência à lei de Deus” (Review and Herald, 9 de março de 1897).

DOMINGO, 10 DE JULHO – Criação e redenção: o fundamento da adoração – (Êx 20:8-11; Dt 5:15; Cl 1:13-22)

O sábado não é mais importante que o autor de sua criação: Jesus Cristo. No entanto, o papel que este dia representa o torna extremamente significativo. Não é de admirar o fato de Satanás se preocupar tanto em destruir o mandamento sabático ou diminuir o seu valor de importância para o crente atual. O sábado está além de um mero dia de guarda. Se todos neste planeta o guardassem aos moldes da revelação, com certeza não existiria idolatria e veneração a outros deuses, pois o sábado ensina que existe um único Deus. Não existiria a crença da evolução, pois o sábado ensina que existe um criador e que a Terra e tudo o que nela há fora criado por este Deus em seis dias literais. Não existiria tanta incredulidade e egoísmo, pois o sábado ensina que há um Deus que se preocupa conosco pensando em nosso bem estar ensinando-nos a lei do altruísmo mútuo. Enfim, poderíamos enumerar muitos outros benefícios que teríamos no mundo se todos fossem fiéis a este mandamento precioso.

O mais sublime ensino que podemos absorver de nossa comunhão com Deus neste dia especificamente, é que fomos criados e redimidos por Deus. O sábado é um marco histórico de nossa própria existência. Quando descanso neste dia estou sendo lembrado por meu próprio ato que somente existo graças a esse Deus maravilhoso que pensou mim. O sábado é como se fosse uma fotografia do dia do nosso nascimento. Ele nos faz lembrar que saímos das mãos de Deus e que fazemos parte desta história graças a Ele. Também nos fazer lembrar que fomos redimidos por Cristo. Jesus descansou no sábado mesmo em sua morte, pois somente ressurgiu dos mortos após passar as horas finais do sábado (Lc 4:16; 23:54-56). Esta verdade pode ser vista especialmente pela experiência de Israel ao terem sido libertados do Egito, pois, o sábado lhes foi dado com o objetivo primário de se lembrarem sempre que foi o Deus que os criou e que também os libertou da escravidão do Egito e dos pecados egípcios. Da mesma forma hoje, Deus, através da verdade do mandamento sabático, nos revela que, somos suas criaturas e que Ele deseja nos libertar da escravidão do pecado egípcio da atualidade (mundo).

Leitura Adicional

“O dever de adorar a Deus se baseia no fato de que Ele é o Criador, e que a Ele todos os outros seres devem a existência. E, onde quer que se apresente, na Bíblia, Seu direito à reverência e adoração, acima dos deuses dos pagãos, enumeram-se as provas de Seu poder criador. “Todos os deuses dos povos são coisas vãs; mas o Senhor fez os céus.” Sal. 96:5. “A quem pois Me fareis semelhante, para que lhe seja semelhante? diz o Santo. Levantai ao alto os vossos olhos, e vede quem criou estas coisas.” “Assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a Terra, e a fez; … Eu sou o Senhor, e não há outro.” Isa. 40:25 e 26; 45:18. Diz o salmista: “Sabei que o Senhor é Deus: foi Ele, e não nós que nos fez povo Seu.” “Ó, vinde, adoremos, e prostremo-nos; ajoelhemo-nos diante do Senhor que nos criou.” Sal. 100:3; 95:6. E os seres santos que adoram a Deus nos Céus, declaram porque Lhe é devida sua homenagem: “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque Tu criaste todas as coisas.” Apoc. 4:11.

No capítulo 14 de Apocalipse, os homens são convidados a adorar o Criador; e a profecia revela uma classe de pessoas que, como resultado da tríplice mensagem, observam os mandamentos de Deus. Um desses mandamentos aponta diretamente para Deus como sendo o Criador. O quarto preceito declara: “O sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus… porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou.” Êxo. 20:10 e 11. Acerca do sábado, diz mais o Senhor ser ele “um sinal, … para que saibais que Eu sou o Senhor vosso Deus”. Ezeq. 20:20. E a razão apresentada é: “Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, e ao sétimo dia descansou e restaurou-Se.” Êxo. 31:17.

“A importância do sábado como memória da criação consiste em conservar sempre presente o verdadeiro motivo de se render culto a Deus” – porque Ele é o Criador, e nós as Suas criaturas. “O sábado, portanto, está no fundamento mesmo do culto divino, pois ensina esta grande verdade da maneira mais impressionante, e nenhuma outra instituição faz isso. O verdadeiro fundamento para o culto divino, não meramente o daquele que se realiza no sétimo dia, mas de todo o culto, encontra-se na distinção entre o Criador e Suas criaturas. Este fato capital jamais poderá tornar-se obsoleto, e jamais deverá ser esquecido.” – História do Sábado, J. N. Andrews. Foi para conservar esta verdade sempre perante o espírito dos homens que Deus instituiu o sábado no Éden; e, enquanto o fato de que Ele é o nosso Criador continuar a ser razão por que O devamos adorar, permanecerá o sábado como sinal e memória disto. Tivesse sido o sábado universalmente guardado, os pensamentos e afeições dos homens teriam sido dirigidos ao Criador como objeto de reverência e culto, jamais tendo havido idólatra, ateu, ou incrédulo. A guarda do sábado é um sinal de lealdade para com o verdadeiro Deus, “Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas”. Apoc. 14:7. Segue-se que a mensagem que ordena aos homens adorar a Deus e guardar Seus mandamentos, apelará especialmente para que observemos o quarto mandamento” (O Grande Conflito, p. 436-438).

SEGUNDA, 11 DE JULHO – Lembra-te do teu Criador – (Is 40:25,26; 45:12, 18; Cl 1:16,17; Hb 1:2; Is 44:15-20; e 46:5-7)

Embora o hebraico seja uma língua muito pobre, encontramos nesta língua a palavra bara’ (criar) usada exclusivamente para Deus. Sempre que Deus é o autor de algum ato que envolve criar algo ou alguém, a palavra bara’ entra em cena. O seu significado é abrangente podendo ser interpretado como, além de criar, também moldar, formar, dar forma, mas, sempre tendo Deus como sujeito. Como Deus fez todas as coisas pode não ser claro para nossa mente finita, mas, não podemos negar a realidade da vida e de tudo que é permeado por ela. Tudo na natureza é extremamente perfeito para não ter sido criado por alguém extremamente inteligente.

A natureza com suas cores, belezas e leis meticulosamente organizadas encanta até as mentes mais céticas existentes. O próprio Richard Dawkins, que, quando esteve no Brasil, em 2009, e visitou o Pantanal, disse aos repórteres que ficou deslumbrado com tanta beleza. Afirmou que se não conhecesse Darwin, ele se ajoelharia e diria com absoluta certeza que ‘isso é obra de Deus’ (1). É claro que, se ele pensasse por si mesmo, talvez se tornasse um criacionista nato. Infelizmente, muitos cientistas não compreendem a criação porque suas idéias preconcebidas os impedem de aceitar o óbvio. Certa vez houve um debate entre Quentin Smith, da Western Michigan University, e o teólogo e filósofo William Lane Craig. Confrontado pelos argumentos de Craig, Quentin, numa retórica, simplesmente disse: “O universo surgiu do nada, pelo nada e para nada.” (2). Diante disto podemos fazer uma pergunta bem capciosa para o nosso ilustre ateu: Se Deus não existe, como explicar que algo veio do nada por ela mesma se ela não existe? Se esse algo não existe, como ele pode ter provocado sua própria existência? Isto significa que é do que necessário existir alguém eterno e inteligente antes de qualquer outra coisa vir a existência

Bom, essas discussões são longas e cansativas. Cansativas e muito exaustivas pelo fato de os céticos e evolucionistas fazerem uso excessivo da fé mais do que os próprios cristãos. Na verdade, a fé verdadeira é tão racional quanto a própria evidência. Para provar, basta olhar para toda a complexidade da vida e de sua manutenção para entender que foi Deus quem trouxe todas as coisas à existência. O próprio Dawkins, ateu de carterinha, disse que a mensagem encontrada apenas no núcleo de uma pequena ameba é maior do que os 30 volumes combinados da Enciclopédia Britânica. Também afirma que a ameba inteira possui tanta informação em seu DNA quanto mil conjuntos completos da mesma enciclopédia (BORGES, Michelson. Práxis Teológica, SALT/IAENE, p. 56). Se existe alguém que pratica uma fé cega, podemos ter certeza que não são os que conhecem a Deus. A prática do fideismo não vem dos cristãos sensatos.

Leitura Adicional

“Até mesmo os intelectos mais brilhantes do mundo, quando ao iluminados pela Palavra de Deus, ficam confusos ao tentar investigar os assuntos de ciência e revelação. O Criador e Suas obras estão além da compreensão finita, e os homens concluem que, porque não podem explicar as obras e caminhos de Deus pelas causas naturais, a história da Bíblia não é confiável. Muitos são tão persistentes em excluir Deus do exercício da vontade e do poder soberanos sobe a ordem estabelecida do Universo que rebaixam os seres humanos, a mais nobre de Suas criaturas. As teorias e especulações da filosofia querem nos fazer acreditar que, a passos lentos, o homem provém não apenas de um estado selvagem, mas da forma mais baixa da criação irracional. Destroem a dignidade humana porque não se dispõem a admitir o poder miraculoso de Deus” (General Conference Daily Bulletin, 18 de fevereiro de 1897).

“O sábado foi dado a toda a humanidade a fim de comemorar a obra da criação. O grande Jeová, havendo lançado os fundamentos da Terra, revestido o mundo todo com seus trajes de beleza, e criado todas as maravilhas da Terra e do mar, instituiu o dia do sábado e o santificou. Quando as estrelas da alva juntas cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam, o sábado foi separado como memorial de Deus. Ele santificou e abençoou o dia em que repousara de toda a Sua maravilhosa obra. …

Como a árvore do conhecimento foi colocada em meio do jardim do Éden, assim o sábado se acha posto em meio do Decálogo. Relativamente ao fruto da árvore da ciência, foi feita a restrição: “Não comereis dele, … para que não morrais”. Gên. 3:3. Acerca do sábado, Deus disse: Não o profanareis, mas guardai-o santo. “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar.” Êxo. 20:8. Como a árvore da ciência foi a prova da obediência de Adão, assim o quarto mandamento é a prova dada por Deus para provar a lealdade de todo o Seu povo” (Review and Herald, 30 de agosto de 1898).

“O sábado é um sinal entre Deus e Seu povo. É um dia santo, dado pelo Criador ao homem como um dia em que descansar, e refletir nas coisas sagradas. Deus designou que ele fosse observado em todos os séculos como concerto perpétuo. Devia ser considerado como tesouro peculiar, depósito a ser cuidadosamente mantido. Ao observarmos o sábado, lembremo-nos de ser ele o sinal que o Céu deu ao homem, de que Ele é aceito no Amado; de que, se ele é obediente, pode entrar na cidade de Deus, e partilhar do fruto da árvore da vida. Ao abstermo-nos de trabalho no sétimo dia, testificamos ao mundo que nos achamos do lado de Deus, e estamos nos esforçando por viver em perfeita conformidade com os Seus mandamentos. Reconhecemos assim como nosso soberano o Deus que fez o mundo em seis dias e repousou no sétimo.

O sábado é o elo que une Deus e Seu povo” (Review and Herald, 28 de outubro de 1902).

“Da coluna de nuvem Jesus disse a Moisés: “Tu, pois, falarás aos filhos de Israel, e lhes dirás: Certamente guardareis os Meus sábados; pois é sinal entre Mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que Eu sou o Senhor, que vos santifica.” Êxo. 31:13. O sábado é um penhor dado por Deus ao homem – um sinal da relação que existe entre o Criador e os seres criados por Ele. Observando o monumento comemorativo da criação do mundo em seis dias e do descanso do Criador no sétimo dia, santificando o sábado, de acordo com as Suas instruções, os israelitas deviam declarar ao mundo sua lealdade ao único e verdadeiro Deus vivente, o Soberano do Universo.

Observando o verdadeiro sábado, os cristãos sempre devem dar ao mundo fiel testemunho de seu conhecimento do verdadeiro Deus vivente, como distinto de todos os falsos deuses, pois o Senhor do sábado é o Criador dos céus e da Terra, Aquele que é exaltado acima de todos os outros deuses” (Mensagens Escolhidas, v.3, p. 256).

TERÇA, 12 DE JULHO – Liberdade da escravidão – (Rm 6:16-23)

Tem sido comum e nossos dias, influenciados por uma teologia neoliberal desses movimentos evangélicos descomprometidos com a verdade, adquirir uma graça bastante vazia e barata. Dizem que, ser salvos pela graça nos isenta de qualquer responsabilidade quanto aos deveres cristãos. Por esta razão é que os conceitos têm mudado quanto à forma de se vestir, o que comer e beber, o tipo de música que se ouve em casa e oferece na igreja, o tipo de comportamento, uso de ornamentos e maquiagens extravagantes e o tipo de comportamento na relação conjugal. Os valores e princípios que permeiam estes exemplos citados têm sido minimizados ou até mesmo aniquilados pelos supostos cristãos de nosso tempo. A graça irresponsável que insistem em pregar tem destruído a visão de santificação e aberto as fronteiras para a perversidade e mundanismo. Isto é tão verdade que, mesmo entre muitos adventistas, tem sido muito comum chamar de fanático qualquer pessoa que deseje viver uma vida mais de acordo com a vontade de Deus. Parece que o errado hoje é se afastar do mundo e deixar o pecado. Pela maneira como alguns se comportam, parece sugerir que, pecado é deixar o pecado.

Liberdade da escravidão é um tema crucial e importante para os dias atuais, pois, é através deste tema que podemos entender melhor o papel da graça e da verdadeira adoração. Isto envolve verdadeira ou falsa adoração.. Ellen White é clara a este respeito quando diz que “Ao brado de – liberalidade – os homens se tornam cegos aos ardis do adversário” (O Grande Conflito, p. 522). Em nome do equilíbrio, muitos cometem as maiores atrocidades para facilitar a vinda dos que ainda não são da fé. Será que isto é sancionado pela palavra de Deus? Observe: “Cristãos acham-se constantemente procurando imitar as práticas dos que adoram o deus deste mundo. Muitos insistem em que, unindo-se aos mundanos e conformando-se aos seus costumes, poderiam exercer uma influência mais forte sobre os ímpios. Mas todos os que adotam tal método de proceder, separam-se desta maneira da Fonte de sua força. Tornando-se amigos do mundo, são inimigos de Deus” (Patriarcas e Profetas, p. 607).

Neste ínterim, a verdadeira graça nos salva pelos méritos de Cristo, porém, além de salvar, ela também nos leva a cumprir os deveres da vida cristã (Santificação, p.81 e 87). Graça que não santifica não é graça, pois o mesmo poder que salva é o mesmo que transforma. Paulo escreveu a este respeito dizendo que “É Deus quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segunda a sua boa vontade” (Fl 2:13).

Aqueles que ensinam que Deus não está interessado em nos resgatar da escravidão do pecado estão ensinando a doutrina que Satanás sempre pregou desde o Céu. O pecado só trás sofrimento, angústia, tristeza e infelicidade. Como então Deus não estaria tão interessado em nos livrar do poder do pecado? Pelo poder de Deus, através do poder de Sua graça, é óbvio que o pecado precisa ser abandonado e isto não é perfeccionismo, isto é entrega e santificação bíblica.

Leitura Adicional

“Deus declarou em Sua palavra que o sétimo dia é um sinal de lealdade entre Ele e Seu povo escolhido. “Eu sou o Senhor, o seu Deus”, Ele diz: “ajam conforme os Meus decretos e tenham o cuidado de obedecer às Minhas leis. Santifiquem os Meus sábado, para que eles sejam um sinal entre nós. Então vocês saberão que Eu sou o Senhor, o seu Deus” (Ez 19:19,20). O dia que Deus separou para ser mantido livre do trabalho secular, Ele designou que seja respeitado em comemoração a Sua sabedoria, poder e bondade na criação do mundo e do homem. O sábado foi instituído antes que os judeus fossem distinguidos como povo, e foi dado a toda a humanidade para ser santificado, “a fim de que saibam”, Deus declara “que Eu sou o Senhor, que os santifica” (Êx 31:13). Se o sábado for aceito, o restante dos mandamentos do Decálogo será obedecido, pois ninguém pode verdadeiramente guardar os sábado e desconsiderar outro preceito da lei” (Signs of the Times, 31 de março de 1898).

“Mas, agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna. Rom. 6:22. O Espírito de Deus não cria habilidades novas no homem convertido, mas realiza decidida mudança no emprego dessas habilidades. Quando mente, alma e coração se transformam, não é dada ao homem nova consciência, mas sua vontade é submetida a uma consciência renovada, cujas sensibilidades adormecidas são despertadas pela atuação do Espírito Santo” (Carta 44, 1899).

“Cedendo ao pecado, o homem colocou a vontade sob o domínio de Satanás. Tornou-se um impotente cativo no poder do tentador. Deus mandou Seu Filho ao nosso mundo a fim de derrubar o poder de Satanás, e emancipar a vontade do homem. Enviou-O para proclamar liberdade aos cativos, desfazer a opressão e soltar das prisões os oprimidos. Derramando todo o tesouro do Céu sobre este mundo, dando-nos, em Cristo, o Céu inteiro, Deus comprou a vontade, as afeições, a mente, a alma de todo ser humano. Quando o homem se coloca sob o domínio de Deus, a vontade torna-se firme e forte para fazer o que é direito, o coração é purificado do egoísmo, e cheio de amor cristão. O espírito rende-se à autoridade da lei do amor, e todo pensamento é levado em cativeiro à obediência de Cristo” (Manuscrito 21, 1900).

“Ao ser a vontade posta ao lado do Senhor, o Espírito Santo toma essa vontade e a faz uma com a vontade divina.

O Senhor ama o homem. Deu demonstração desse amor dando Seu Filho unigênito para morrer pelo homem, para que pela Sua graça Ele o pudesse redimir da hostilidade com Deus, levando-o de volta à lealdade com Ele. Se o homem cooperar com Deus, o Senhor lhe trará a vontade à união com Ele próprio, vivificando-a por Seu Espírito. … O evangelho tem de ser recebido de modo a regenerar o coração, e a recepção da verdade significará a entrega da mente e da vontade à vontade do poder divino” (Carta 44, 1899).

“A vontade do homem só está em segurança quando unida à vontade de Deus” (Carta 22, 1896).

QUARTA, 13 DE JULHO – Lembra-te do teu santificador – (Êx 31:13; 2Co 5:17)

A Terra era sem forma e vazia e Jesus fez desse mundo desorganizado e caótico em um lindo planeta repleto de vegetação das mais vivas cores e de animais dos mais variados em esplêndida beleza. Toda a estrutura do planeta refletia o caráter do seu projetista. A obra mais sublime de tudo o que até o momento fora criado, era sem dúvida, a criação do homem e da mulher. Jesus trabalhou naqueles seis dias e logo após ter terminado descansou no sábado conforme o mandamento (Gn 2:1-3; Êx 20:8-11).

Infelizmente o pecado entrou neste mundo e a imagem de Deus fora destruída no homem. O homem não mais refletia o caráter de seu Criador. Por este motivo, o Filho de Deus se ofereceu a vir neste mundo maculado pelo pecado para pagar a pena da transgressão que deveria ser nossa. Jesus, agora, realizaria a obra da redenção se pendurando entre o Céu e a Terra para que pudesse nos religar novamente a Deus. Graças ao Seu sacrifício, a redenção pode alcançar a todos os que clamam por Seu poderoso nome. Após ter sofrido, mal tratado, cuspido, chicoteado, caminhado até o monte da crucifixão, pregado na cruz e dado o último suspiro, enfim, após ter concluído a obra da redenção Ele, na Sua morte, novamente descansa no sábado conforme o mandamento (Lc 23:54-56; 24:1-3).

Deus, através de Cristo, realizou a obra da criação, redenção e também da santificação. A santificação não significa apenas ser separado como se separa uma laranja podre de um monte de outras laranjas podres. A santificação também significa fazer uma laranja podre se tornar uma laranja boa. Através da santificação, Cristo mediante o Espírito Santo pretende realizar a obra da recriação, ou seja, imprimir novamente o caráter de Deus na vida dos Seus filhos. Quando o pecado entrou no mundo Satanás desfigurou o caráter de Deus no homem inserindo nele o seu próprio caráter pecaminoso. Porém, agora, pelo poder da graça verdadeira, Deus não somente perdoa e salva o homem perdido, mas, realiza nele a obra de preparação para viver no Céu. Longe de qualquer idéia perfeccionista, Ellen White esclarece que “Não podemos nunca igualar o modelo, mas podemos imitá-lo e nos assemelharmos a Ele segundo nossa capacidade” (Manuscrito 65, 1894). Também ensina que “Deus comprometeu-se a introduzir no coração dos seres humanos um novo princípio – o ódio ao pecado, ao engano, à presunção, a tudo que trouxesse as marcas da traição de Satanás” (Manuscritos 72, 1904). Bom, você poderia perguntar: qual seria a relação de uma vida transformada com a mensagem do sábado? Como bem expressou o autor da lição “No centro dessa tarefa estão a santidade e o caráter dos que proclamam a mensagem”. O sábado bíblico ao ser aplicado na vida cristã, Deus, através desta obediência realiza em nossas vidas a separação legítima impregnada nos princípios deste mandamento. A santidade do sábado representa e apresenta o caráter do Deus que o estabeleceu e o ideal a ser buscado pelos que se propõem inserir em suas vidas este mesmo princípio. Ser leal a Deus erguendo a bandeira do dia separado por Deus significa representá-Lo em todos os sentidos da vida, inclusive no caráter. Significa ser embaixador do Céu aqui na Terra. Um embaixador normalmente defende e vive os princípios e valores de sua nação. Desta forma, Deus não pede menos dos seus filhos. Como bem ilustrou Paulo “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5:17). White declara que “Dado ao mundo como sinal do Criador, o sábado é também o sinal de Deus como nosso santificador. O poder que criou todas as coisas é o que torna a nos restaurar à Sua própria semelhança. Para os que guardam o sábado, esse dia é o sinal da santificação A verdadeira santificação consiste na harmonia com Deus, na imitação de Seu caráter” (Testemunhos para a Igreja, v.6, p. 349, 350).

Leitura Adicional

“Assim como o sábado era o sinal que distinguia Israel quando saiu do Egito para entrar em Canaã, é também o sinal que deve distinguir o povo de Deus que sai do mundo para entrar no repouso celestial. O sábado é um sinal do relacionamento entre Deus e Seu povo, sinal de que este honra a lei de Deus. É o que distingue entre os fiéis súditos de Deus e os transgressores.

Do meio da coluna de nuvem, Cristo declarou acerca do sábado: “Diga aos israelitas que guardem os Meus sábados. Isso será um sinal entre Mim e vocês, geração após geração, a fim de que saibam que Eu sou o Senhor, que os santifica” (Êx 31:13). Dado ao mundo como sinal do Criador, o sábado é também o sinal de Deus como nosso santificador. O poder que criou todas as coisas é o que torna a nos restaurar à Sua própria semelhança. Para os que guardam o sábado, esse dia é o sinal da santificação. A verdadeira santificação consiste na harmonia com Deus, na imitação de Seu caráter. Essa harmonia e semelhança são alcançados pela obediência aos princípios que são a transcrição de Seu caráter. E o sábado é o sinal da obediência. Aquele que, de coração, obedecer ao quarto mandamento, obedecerá a toda a lei. Será santificado pela obediência.

A nós, como Israel, o sábado é dado ‘em aliança perpétua (Êx 31:16). Para os que reverenciam o santo dia do Senhor, o sábado é um sinal de que Ele os reconhece como Seu povo eleito, penhor de que cumprirá Sua parte no concerto. Qualquer pessoa que aceite esse sinal do governo de Deus se coloca sob o concerto divino e perpétuo. Liga-se, assim, à áurea cadeia da obediência, cada elo da qual representa uma promessa” (Testemunhos para a Igreja, v.6, p. 349, 350).

“O sábado é sempre o sinal que distingue os obedientes dos desobedientes. Com magistral poder tem Satanás procurado tornar nulo e inútil o quarto mandamento, a fim de que o sinal de Deus seja perdido de vista. O mundo cristão tem calcado sob os pés o sábado do Senhor e observa o sábado instituído pelo inimigo. Deus, porém, tem um povo leal a Ele. Esta obra deve ser levada avante da maneira devida. O povo que leva o Seu sinal deve estabelecer igrejas e instituições como monumentos a Ele. Esses monumentos, conquanto humildes na aparência, testificarão constantemente contra o falso sábado instituído por Satanás, e em favor do sábado instituído pelo Senhor no Éden, quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam e todos os filhos de Deus rejubilavam” (Conselhos sobre Saúde, p. 236).

QUINTA E SEXTA, 14 DE JULHO – Descansando na redenção – (Mt 11:28-30)

O sábado não representa apenas a lealdade e a verdadeira santificação, mas, antes disso, representa em sua mais pura essência a graça redentora de Cristo. Perceba que, Adão e Eva foram criados no sexto dia, e isto significa que o primeiro dia de existência deles foi especificamente no sábado. O primeiro dia de vida foi em descanso sabático. Isto pode sugerir que as obras vêm depois de uma vida descansada em Cristo em sua graça maravilhosa. Para nós, hoje, sustenta-se o mesmo princípio, além da libertação do cansaço, muitas das vezes escravatórios da semana.

A respeito do império romano, existe uma frase muito curiosa que diz que todas as estradas davam à Roma. Da mesma forma, no mandamento sabático há muitos princípios e doutrinas interligados. Por exemplo: (1) o sábado é um sinal de repouso na graça; (2) é um sinal de santificação; (3) é um sinal do cuidado paterno de Deus; (4) é um sinal de propriedade de Deus, ou seja, de pertencimento ao Criador; (5) é um sinal de lealdade; (6) é um sinal de fé e submissão; (8) é um sinal ou verdadeiro dia da família instituída por Deus; (9) e será um sinal de verdadeira adoração no conflito final envolvendo os que adorarão a Deus e os que adoram a besta.

Além do mais, o sábado foi um presente dado a Deus para nossa felicidade e descanso. Para os que entendem sobre computador, seria como um meio de desfragmentar a vida ou reiniciá-la novamente, preparando-nos para mais uma nova fase de batalha diária. Existe um vazio inserido pelo Espírito Santo no coração humano que só Deus é capaz de preenchê-lo, e o sábado exerce o papel de contribuir ou ajudar nesse encontro e preenchimento deste vazio. O detalhe é que, o descanso sabático é um templo no tempo que nos reúne com Deus proporcionando um grandioso encontro entre as criaturas e o criador. Não há nada de especial no sábado em si, e não há nada que o diferencie dos demais dias da semana se não fosse o fato de Deus ter “descansado, abençoado e santificado” o dia do sábado (Gn 2:1-3). Estes três atos de Deus é que o torna diferente e especial. Mas o sábado somente é especial por causa dos que são diretamente afetados por este descanso – nós, seres humanos.

Leitura Adicional

“Grandes bênçãos estão compreendidas na observância do sábado, e a vontade divina é que esse dia seja para nós de deleites. Grande júbilo presidiu à instituição do sábado. Contemplando com satisfação as coisas que criara, Deus declarou “muito bom” tudo quanto fizera. Gên. 1:31. O Céu e a Terra vibravam então de alegria. “As estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam.” Jó 38:7. Embora o pecado tivesse sobrevindo, e manchado a perfeita obra divina, o Senhor nos dá no sábado o testemunho de que um Ser onipotente, infinito em misericórdia e bondade, é o Criador de todas as coisas. É intuito do Pai celestial preservar entre os homens, mediante a observância do sábado, o conhecimento de Si mesmo. Seu desejo é que o sábado nos aponte a Ele como o único Deus verdadeiro, e pelo conhecimento dEle possamos ter vida e paz.

Ao livrar o Senhor, do Egito, o Seu povo Israel, e confiar-lhes Sua lei, ensinou-lhes que, pela observância do sábado, deveriam distinguir-se dos idólatras. Este deveria ser o sinal da diferença entre os que reconheciam a soberania de Deus e os que recusavam aceitá-Lo como seu Criador e Rei. “Entre Mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre”, disse o Senhor. “Guardarão pois o sábado os filhos de Israel, celebrando o sábado nas suas gerações por concerto perpétuo.” Êxo. 31:17 e 16.

Assim como o sábado foi o sinal que distinguiu Israel quando saiu do Egito para entrar em Canaã, é, também, o sinal que deve distinguir o povo de Deus que sai do mundo para entrar no repouso celestial. O sábado é um sinal de afinidade entre Deus e o Seu povo, sinal de que este honra Sua lei. É o distintivo entre os fiéis súditos de Deus e os transgressores.

Do meio da coluna de nuvem, Cristo declarou, acerca do sábado: “Certamente guardareis Meus sábados; porquanto isso é um sinal entre Mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que Eu sou o Senhor, que vos santifica.” Êxo. 31:13. Dado ao mundo como o sinal do Criador, o sábado é também o sinal de Deus como nosso Santificador. O Poder que criou todas as coisas é o que torna a restaurar a alma à Sua própria semelhança. Para os que guardam o sábado, esse dia é o sinal da santificação. A verdadeira santificação consiste na harmonia com Deus, na imitação de Seu caráter. Essa harmonia e semelhança são alcançadas pela obediência aos princípios que são a transcrição de Seu caráter. E o sábado é o sinal da obediência. Aquele que de coração obedecer ao quarto mandamento, obedecerá toda a lei. Será santificado pela obediência.

A nós, como a Israel, o sábado é dado “em concerto perpétuo”. Êxo. 31:16. Para os que reverenciam o Seu santo dia, o sábado é um sinal de que Deus os reconhece como Seu povo eleito, o penhor de que cumprirá para com eles Seu concerto. Qualquer alma que aceitar esse sinal do governo de Deus, coloca-se a si mesma sob o concerto divino e perpétuo. Liga-se assim à áurea cadeia da obediência, cada elo da qual representa uma promessa.

De todos os dez preceitos, só o quarto contém o selo do grande Legislador, Criador dos céus e da Terra. Os que obedecem aos Seus mandamentos tomam-Lhe o nome, e todas as bênçãos que esse nome implica lhes serão garantidas. “E falou o Senhor a Moisés, dizendo: Fala a Arão, e a seus filhos, dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel, dizendo-lhes:

“O Senhor te abençoe e te guarde:

O Senhor faça resplandecer o Seu rosto sobre ti,

E tenha misericórdia de ti;

O Senhor sobre ti levante o Seu rosto, e te dê a paz.

Assim porão o MEU NOME sobre os filhos de Israel,

E Eu os abençoarei.” Núm. 6:22-27.

Por intermédio de Moisés, foi feita a seguinte promessa: “O Senhor te confirmará para Si por povo santo, como te tem jurado, quando guardares os mandamentos do Senhor teu Deus, e andares nos Seus caminhos. E todos os povos da Terra verão que és chamado pelo NOME do Senhor. … E o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda; e só estarás em cima, e não debaixo, quando obedeceres aos mandamentos do Senhor teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e fazer.” Deut. 28:9-13.

Falando da inspiração divina, diz o salmista:

“Vinde, cantemos ao Senhor,

Cantemos com júbilo à Rocha da nossa salvação.

Apresentemo-nos ante a Sua face com louvores,

E celebremo-Lo com salmos.

Porque o Senhor é Deus grande,

E Rei grande acima de todos os deuses.

Nas Suas mãos estão as profundezas da Terra,

E as alturas dos montes são Suas.

Seu é o mar, pois Ele o fez,

E as Suas mãos formaram a terra seca.

Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos;

Ajoelhemos diante do Senhor que nos criou.

Porque Ele é nosso Deus,

E nós povo do Seu pasto e ovelhas da Sua mão.”

Sal. 95:1-7; Sal. 100:3.

Essas promessas, feitas a Israel, são-no também ao povo de Deus hoje em dia. São as mensagens que o sábado nos traz. (Testemunhos Seletos, v.3, p. 17 e 18).

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato:gilbertotheiss@yahoo.com.br

Postado por Gilberto Theiss às Quinta-feira, Julho 07, 2011 0 comentários Links para esta postagem

Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no orkutCompartilhar no Google Buzz

Marcadores: Comentários da lição da Escola Sabatina

FONTE: http://gilbertotheiss.blogspot.com/


COMENTÁRIOS ESCOLA NO AR

3º Trimestre de 2011 – Adoração

Comentário da Lição 03 – O sábado e a adoração

Sábado, 9/7/2011 – › INTRODUÇÃO

“Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor que nos criou. Ele é o nosso Deus, e nós, povo do seu pasto e ovelhas da sua mão”. Sl 95:6 e 7.

Deus, pelo poder de Sua palavra poderia ter realizado toda a obra criadora na Terra em um momento. Não o fez com o grande propósito de revelar-se não apenas como Criador, mas acima de tudo, como Pai amoroso de Suas criaturas modeladas à Sua imagem e semelhança. Para desenvolver a relação de Pai e filhos, estabeleceu um dia dentro do ciclo semanal e declarou-o santo, abençoado e dia de comunhão especial, dia de adoração.

Uma questão muito importante em relação ao dia de sábado como memorial da obra criadora de Deus na terra, e consagrado como dia de adoração e comunhão da criatura para com o Criador, é compreender quando Deus determinou este dia para estes objetivos específicos.

No programa divino tudo é planejado. Deus não se depara com emergências imprevistas. Não trabalha com a possibilidade de improvisos. Colossenses 1:26; 2:2; Romanos 16:25 e outros textos evidenciam a inquestionável certeza que a Redenção é um plano eterno. Não é alguma coisa que Deus inventou e passou a executar depois da queda de Adão.

Para o Deus eterno, com planejamentos eternos, só podemos aceitar que o sábado para esta terra como dia santo e como memorial dos atos criadores, foi definido na eternidade e estabelecido no momento exato em que deveria acontecer. Deus sabia como uma eternidade de antecedência quando a observância do sábado entraria em vigor no planeta Terra. Portanto, o sábado para o nosso mundo é uma instituição sagrada eterna, decidida pelo Deus eterno. “Não violarei a minha aliança, nem modificarei o que os meus lábios proferiram. … Porque, eu, o Senhor, não mudo”. – Sl 89:34 e Ml 3:6 – Almeida Revista e Atualizada.

Pense: “E esclarecer a todos a administração deste mistério que, durante as épocas passadas, foi mantido oculto em Deus, que criou todas as coisas. … de acordo com o seu eterno plano que ele realizou em Cristo Jesus, nosso Senhor”. – Ef 3:9 e 11 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Quem é esse que obscurece o meu conselho com palavras sem conhecimento? … Onde você estava quando lancei os alicerces da terra? Responde-me, se é que você sabe tanto”. – Jó – 38:2 e 4 – Nova Versão Internacional.


Domingo, 10/7/2011 – › CRIAÇÃO E REDENÇÃO: O FUNDAMENTO DA ADORAÇÃO

Como o Deus Eterno atua em Suas obras pelo poder de Sua palavra, realiza o que quer e como quer seguindo os Seus métodos de agir e não limitado a conceitos humanos. Quanto à Sua maneira de agir, declara categórico: “Sou eu, o Senhor, que faço tudo: eu estendi os céus, eu sozinho, fiz a superfície da terra, quem me assistia?” – Is 44:24 – Tradução Ecumênica da Bíblia.

A pergunta: “quem me assistia?”, traz em si a idéia desafiadora de que ninguém está em condições de discutir e muito menos contestar o Seu poder criador. Para tornar o nosso planeta habitável e um maravilhoso Paraíso, Deus usou seis dias literais para as atividades criadoras e um para a contemplação, deleite, comunhão e refrigério. Nesta maneira de agir ensinou o estilo de vida para o homem inteligente, criado à Sua imagem. Para o homem foi ensinado que durante seis dias deveria ocupar-se em todas as suas atividades em harmonia com as habilidades recebidas do Criador. O sétimo dia foi separado para todos para um objetivo comum: lembrar, adorar e exaltar o Criador.

O dia de sábado foi colocado por Deus como coroa do ciclo semanal, declarando-o como um período de tempo em que toda atividade secular deveria cessar, para o homem volver-se para o Criador e com Ele desenvolver um relacionamento de comunhão, companheirismo e adoração.

Na redenção Jesus confirmou o que estabeleceu na criação: O homem é convidado para adorar o Criador e o Redentor. no memorial definido na eternidade.

Pense: “Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados… pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra”. – Cl 1:13-16 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Que se faça do dia de sábado um memorial, considerando-o sagrado. Trabalharás durante seis dias, fazendo todo o teu trabalho, mas o sétimo dia, é o sábado do Senhor, teu Deus. Não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva, nem teus animais, nem o migrante que está em tuas cidades. Pois em seis dias o Senhor fez o céu e a terra, o mar e tudo o que eles contêm, mas no sétimo dia repousou. Eis porque o Senhor abençoou o dia de sábado e o consagrou”. – Êx 20:8-11 – Tradução Ecumênica da Bíblia.


Segunda-Feira, 11/7/2011 – › LEMBRA-TE DO TEU CRIADOR

“Lembra-te do dia de sábado, para o santificar”. – Êx 20:8. Lembra-te de um dia especial dentro do ciclo semanal, para não esqueceres o Criador do Universo, o teu Criador, teu Pai Eterno. Este recado é de nosso Pai!

O sábado foi feito por Deus o memorial de Sua obra criadora em relação ao planeta Terra e o consagrou para este fim. Para que todos os seres humanos de sucessivas gerações pudessem tomar conhecimento desse grande feito de Deus, Ele erigiu um monumento no tempo. Cada semana, o sábado, em torno de todo o planeta, traz à lembrança dos seres humanos de que existe um Deus criador e Pai Eterno. Se os homens sempre o houvessem observado como o memorial da criação e como dia de comunhão e adoração, não teríamos tamanha diversidade de profissões espirituais e não teríamos ateus em nosso mundo.

Que espetáculo grandioso, que sinfonia gloriosa, que cânticos de louvor e exaltação, que ato eloqüente de adoração, que reconhecimento da soberania do Deus Eterno, teríamos entre os seres humanos, se todos se unissem ao louvor da natureza engrandecendo o seu Criador e Pai! Teríamos cada sábado vinte e quatro horas ininterruptas de louvor e exaltação a Deus.

No coração de Deus, este acontecimento de fé, de amor, de glorificação, estava previsto uma vez por semana a cada dia de sábado. Para isto Ele erigiu um monumento no tempo, que em verdade é um templo mundial no qual todos podem congregar-se para exaltá-lO e adorá-lO como Criador e Deus Eterno. Se assim acontecesse, os Seus filhos nunca esqueceriam a sua origem e paternidade divinas.

Pense: “Santifiquem os meus sábados, para que eles sejam um sinal entre nós. Então vocês saberão que eu sou o Senhor, o seu Deus”. Ez 20:20 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Amanhã será dia de descanso, sábado consagrado ao Senhor”. – Êx 16:23 – Nova Versão Internacional.


Terça-Feira, 12/7/2011 – › LIBERDADE DA ESCRAVIDÃO

Na repetição da lei, no livro de Deuteronômio, Deus adiciona uma razão importante para os israelitas em relação à observância do sábado como dia sagrado. “Lembra-te de que foste escravo no Egito e que o Senhor, o teu Deus, te tirou de lá com mão poderosa e com braço forte. Por isso o Senhor, o teu Deus, te ordenou que guardes o dia de sábado”. – Dt 5:15 – Nova Versão Internacional.

O sábado foi estabelecido por Deus como o memorial de que Ele é o Criador, e, portanto, deve ser santificado e observado como tal Para Israel, Deus acrescentou o memorável acontecimento da libertação da escravidão do Egito. Havia, portanto, dois grandes motivos para lembrar o sábado como dia sagrado.

No entanto, a libertação da escravidão do Egito, é típica da libertação da escravidão do pecado. Portanto, não somente os israelitas tinham dois motivos para a observância do sábado como dia sagrado, mas todos os cristãos. Em Cristo temos o Criador e o Redentor. O mesmo Cristo que nos libertou da escravidão do pecado, é o mesmo Cristo que libertou os israelitas da opressão do Egito.

A correta observância do sábado nunca conduz para o legalismo, como muitos advogam. Quando observamos o sábado no espírito de adoração ao Criador e com o mesmo espírito de adoração ao Redentor, estamos antevendo a eternidade de adoração ao Criador e Redentor. “Adorem aquele que fez os céus, a terra, o mar e as fontes das águas… E clamavam em alta voz: ‘A salvação pertence ao nosso Deus, que assenta no trono, e ao Cordeiro'”. – Ap 14;7 e 7:10 – Nova Versão Internacional.

Pense: “Eles seguravam harpas que lhes haviam sido dadas por Deus, e cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro”. Ap 15:2 e 3 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Todas as nações virão à tua presença, e te adorarão… ‘de um sábado a outro, toda a humanidade virá e se inclinará diante de mim’, diz o Senhor”. – Ap 15:4 e Is 66:23 Nova Versão Internacional.


Quarta-Feira, 13/7/2011 – › LEMBRA-TE DO TEU SANTIFICADOR

“A justiça de Cristo… é um princípio de vida que transforma o caráter e rege a conduta. Santidade é integridade para com Deus; é a inteira entrega da alma e da vida para habitação dos princípios do Céu.” – Desejado de Todas as Nações, pág. 413.

Santidade – implica em rompimento decidido com o pecado em todas as suas formas e desenvolvimento de reforma completa em todos os hábitos e costumes. Os desejos naturais das paixões que atuam em nós, apelando para o pecado, precisam ser dominados e vencidos. Esta obra, porém, não podemos desenvolver em nós mesmos pelos nossos esforços. Precisamos colocar-nos sob o controle do Espírito Santo para que Ele trabalhe em nosso caráter transformando-o e tornando-o semelhante ao do Modelo, que é o caráter de Cristo, que veio revelar o caráter da divindade.

Para os israelitas Deus declarou como esta obra de transformação é realizada: “Certamente guardareis os Meus sábados;… para que saibais que Eu sou o Senhor, que vos santifica.” – Êx 31:13. – Almeida Revista e Atualizada.

No sábado, Deus deseja atuar de modo especial para santificar-nos, separar-nos para Ele e preparar-nos para a companhia com os santos anjos e santos habitantes de outros mundos que não caíram. Estamos concedendo a Deus esta oportunidade? Encontramos real prazer na observância do sábado?

Nós nos dedicamos e Ele nos santifica. Molda-nos segundo a Sua vontade, para que em nós tenha pleno prazer: “Porque Deus é Quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade.”– Fp. 2:13. – Almeida Revista e Atualizada

Pense: “Então será o Senhor glorificado nos Seus santos, mesmo nas coisas comuns e temporais, com as quais se acham relacionados. ‘Santidade ao Senhor’ será a inscrição colocada sobre eles.” – Meditação Matinal, – pág. 228. 1974.

Desafio: “Segui a… santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” – Heb. 12:14 Almeida Revista e Atualizada.


Quinta-Feira, 14/7/2011 – › DESCANSANDO NA REDENÇÃO

Além de memorial da criação o sábado estabelece um vínculo de relacionamento entre o homem e Deus, unindo-o ao Criador como filho. Esta relação garante para o homem a obtenção de todas as bênçãos espirituais, físicas e materiais.

Em conseqüência do pecado, o homem passou a viver sob tensões, ansiedades e inquietudes. As vidas agitadas pelas tensões e oprimidas pela angústia, necessitam de descanso.

Agostinho, um dos pais da Igreja Católica, em seu opúsculo, “Confissões”, faz esta declaração lapidar: “Tu nos fizeste para Ti, e nosso coração continuará inquieto até que encontre descanso em Ti”. Ele mesmo viveu esta experiência.

O verdadeiro repouso não é encontrado em determinados lugares, práticas, ou mesmo comprimidos, mas sim, no relacionamento com uma Pessoa, a Pessoa de Cristo. Ele convida: “Vinde a Mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei”. – Mat. 11:28. – Almeida Revista e Atualizada

O repouso e a paz verdadeiros não são obtidos pelo esforço humano e meios por ele criados. São um dom de Deus e somente os obtemos quando permitimos que Cristo coloque a nossa vida em ordem e oriente nossos passos.

O perfeito equilíbrio entre o físico, o mental e o espiritual, somente Jesus pode comunicar. Foi Ele quem nos criou, conhece a delicadeza de nossa estrutura, e dentro do ciclo semanal estabeleceu o sábado para conceder esta bênção.

Pense: “Tu pois fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados… será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, e ao sétimo dia descansou, e restaurou-se”. – Êx. 31:13 e 17. –Almeida Revista e Corrigida.

Desafio: “Então o povo descansou no sétimo dia”. – Êx 16:30 Nova Versão Internacional


Sexta-Feira, 15/7/2011 – › ESTUDO ADICIONAL

“O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo”. – Gn 2:15 – Nova Versão Internacional.

Nos seis dias dedicados à criação de um ambiente de vida no planeta Terra, Deus colocou todas as bênçãos materiais para a felicidade de Suas criaturas. Certamente é preciso entender que o Criador não limitou estas bênçãos apenas às coisas materiais. Sem dúvida cada dia traz em sua esteira muitas bênçãos espirituais, mas grandes foram as providências materiais para estes dias. O homem se ocuparia em atividade prazerosa em todas as dependências de seu domínio. Deus disse para o homem: Esta é a tua responsabilidade. Terás de administrar este espaço em forma de mordomia e prestar contas dele.

“Deus abençoou o sétimo dia”. – Gn 2:3 – Tradução Ecumênica da Bíblia. O domínio do tempo ficou sob inteira competência de Deus. Ele determinou seis dias para o homem desempenhar as suas atividades com o espaço a ele concedido, e também no seu relacionamento com o semelhante. Determinou um dia no tempo, exclusivamente para o relacionamento com Ele, para adoração e louvor. Também devia este dia servir para desenvolver o relacionamento entre as criaturas.

O sábado, Deus cumulou de bênçãos espirituais. Este dia sempre deveria ser um dia de comunhão da criatura com o seu Criador e também com os seus semelhantes. Deixando de lado todas as atividades pertinentes ao dia a dia, no sábado receberia as bênçãos espirituais, atuando em toda a sua estrutura psico-emocional ao apresentar-se na presença do Criador.

Pense: “‘Se você vigiar seus pés para não profanar o sábado e para não fazer o que bem quiser em meu santo dia; se você chamar delícia o sábado e honroso o santo dia do Senhor, e se honrá-lo, deixando de seguir seu próprio caminho, de fazer o que bem quiser e de falar futilidades, então você terá no Senhor a sua alegria, e eu farei com que você cavalgue nos altos da terra e se banqueteie com a herança de Jacó, seu pai’. É o Senhor quem fala”.– Is 58:13 e 14 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “E então lhes disse: ‘O sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do sábado'”. – Mc 2:27 – Nova Versão Internacional.


Conheça o autor

Pr. Albino Marks
Especialista em aconselhamento familiar e profundo estudioso da Bíblia, o pastor Albino Marks já atuou como preceptor (IAP, IACS, IAE-SP); capelão (IACS e Hospital do Pênfigo); diretor geral do IAP; departamental em várias associações e na UCB.

www.escolanoar.org.br

© Escola no Ar 2001-2008 • Todos os direitos reservados
Coordenação › Wanderley Gazeta • Projeto gráfico › Rodrigo Matias

FONTE: http://www.escolanoar.org.br/Novo/impressao.asp?nivel=adultos_pt&data=15/7/2011


Lição 3

9 a 15 de julho



O sábado e a adoração


“Venham! Adoremos prostrados e ajoelhemos diante do Senhor, o nosso Criador; pois Ele é o nosso Deus, e nós somos o povo do Seu pastoreio, o rebanho que Ele conduz” (Sl 95:6, 7).

Prévia da semana: A adoração no sábado imortaliza o ato divino da criação, nossa libertação do pecado e nossa restauração à santidade. É um testemunho para os incrédulos e o Universo em geral sobre nossa identidade e nosso relacionamento com Deus.

Leitura adicional: Êx 20:11Dt 5:15Is 58:13, 14Mt 11:28-30Parábolas de Jesus, p. 25-27; Patriarcas e Profetas, p. 48-50.


Domingo, 10 de julho
O coração da adoração

Eu me lembro de cantar na Escola Sabatina: “O sábado é um dia feliz, um dia feliz […] amo cada sábado.” Quando criança, eu ficava feliz por não haver nenhuma tarefa ou lição de casa para fazer no sábado. Era maravilhoso poder sintonizar-me nas canções de adoração e canais cristãos quando o pôr do sol dava fim à sexta-feira. Nesse dia eu usava meu melhor vestido e comia a melhor comida.

Conforme fui crescendo, entendi que o sábado é um dia feliz por causa dAquele que me resgatou do pecado e criou o mundo para que eu habitasse nele. Podemos, entretanto, ter todos esses benefícios e, ainda assim, não estarmos realmente adorando. Precisamos retornar à essência da adoração para compreender de quem ela trata: Jesus.

Somente colocamos Jesus no centro de nossa adoração quando nos entregamos completamente a Ele, obedecendo à Sua lei e declarando ao mundo que somos leais ao Criador. Nossa adoração e a guarda do sábado são reflexos de nossa redenção por Seu intermédio. O ato de adorar a Deus é um símbolo de santificação e lealdade ao nosso Criador. Êxodo 31:13 e Ezequiel 20:12 nos lembram de que o sábado é um sinal entre Deus e Seu povo. Ele instituiu o sábado para todas as pessoas como um memorial da criação e requer que nós o observemos como um dia dedicado ao descanso e à adoração. O sábado deve ser um dia para estabelecermos uma comunhão prazerosa com Deus e também com os outros.

A observância do sábado, no entanto, representa muito mais do que frequentar uma igreja. Significa relacionar-se intimamente com Cristo. Constantemente, usamos o sábado para fazer distinção entre os adventistas do sétimo dia e outras denominações, mas falhamos em conectá-lo com a verdadeira adoração e com as razões pelas quais deveríamos observá-lo como dia santo.

Nesta semana, reflita: (1) Por que você guarda o sábado? (2) Quais são as mudanças que você pode fazer em sua vida para verdadeiramente honrar a Cristo em Seu dia santo? (3) Como você pode ajudar outros a compreender o tipo de adoração que caracteriza os redimidos?

Mãos à Bíblia

“Lembra-te do dia de sábado, para o santificar” (Êx 20:8). Quando Deus disse “lembra-te”, estava dando ao povo um memorial de dois grandes eventos.

1. De acordo com o quarto mandamento, quais são esses dois eventos, e como eles estão relacionados entre si? Êx 20:11Dt 5:15

O papel de Cristo como criador está inseparavelmente ligado ao Seu papel como redentor, e toda semana o sábado destaca ambos. Aquele que nos planejou e criou é o mesmo que libertou Israel do Egito e que nos liberta da escravidão do pecado.

2. Leia Colossenses 1:13-22. Como Paulo une claramente os papéis de Cristo como criador e redentor?

Helyne Frederick – Mt. Rose, Granada


Segunda, 11 de julho
Reconhecendo nossa fonte

Leia Apocalipse 14:7 e Salmo 100:3. Nossa conexão com Deus está enraizada no fato de que Ele nos fez. Mas isso não é tudo. Todas as passagens bíblicas analisadas nesta semana fazem referência ao nosso ponto de origem: nosso Criador, que tem autoridade suprema sobre nós e que, portanto, é o único merecedor nossa adoração. Os versos de hoje retratam o script completo de nossa existência: nossa fonte, o caminho, nossa maior ameaça e nossa libertação.

Nossa fonte (Êx 20:11). O mandamento acerca do sábado nos leva de volta às nossas origens, para o momento em que o Criador trabalhou na terra e dela moldou a vida. “Pois em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles existe”. Em Gênesis, o discurso de Deus dá forma à realidade, e toda a vida emerge de Suas intenções criativas. “Haja luz… Ajuntem-se num só lugar as águas… Cubra-se a terra de vegetação.” Nós também emergimos da mente e do coração de Deus, que toma barro e uma costela, molda-os e forma o homem e a mulher (Gn 1:26, 27). Existimos porque Deus nos fez; e porque Ele nos fez à Sua imagem e semelhança, somos Sua propriedade.

O caminho (Dt 5:15). Somos propriedade de Deus, embora Ele não tenha nos amarrado nos portões do Éden. Se uma câmera cósmica tivesse gravado nossa história, poderíamos ver a humanidade saindo do Éden para os deltas e planícies da Mesopotâmia, a leste da África, sul do continente africano, leste da Ásia e norte além do Mediterrâneo (Gn 10). Exportamos do jardim toda a criatividade e poder com os quais Deus nos dotou, mas também exportamos nossa culpa, insegurança, medos e capacidade para violência. Artes e ciências floresceram paralelamente a assassinatos, destruição e escravidão – mesmo nas civilizações mais avançadas.

A narrativa de Deuteronômio informa que, embora tenhamos sido criados pelas mãos de Deus, tornamo-nos abusadores criativos e escravos dotados. “Lembra-te de que foste escravo no Egito e que o Senhor, o teu Deus, te tirou de lá com mão poderosa e com braço forte. Por isso o Senhor, o teu Deus, te ordenou que guardes o dia de sábado” (Dt 5:15). Para os hebreus que ouviram essa narrativa, o sábado provia liberdade do trabalho forçado e da desumanização que o acompanhava. Como um símbolo semanal, o sétimo dia da semana representava a existência de um Redentor divino que Se importava não somente com os rituais de purificação, mas também com a liberdade física de Seus filhos. “Lembra-te de que foste escravo no Egito” não correspondia a um passe livre para abrir velhas feridas ou guardar rancor. Em vez disso, o mandamento deu aos hebreus a razão histórica para parar, relembrar sua origem e libertação, e continuar escolhendo um caminho livre de opressão física ou abuso espiritual (Is 58;Rm 6).

Nossa maior ameaça – e a libertação (Is 44:15-20Is 58). Quando Isaías escreveu, no capítulo 58, sobre o jejum que Deus havia escolhido para Seu povo, apresentou o sábado como uma testemunha contra a opressão e como uma bênção para aqueles que respeitam a Deus e aos seus semelhantes. No capítulo 44, o profeta também descreveu a maior ameaça para a liberdade, a santidade e o bom senso: a idolatria. Esta é muito mais do que adorar alguma criatura ou um objeto feito pelo homem. Ninguém pode adorar coisa alguma sem se afastar de Deus, o Criador. Isaías critica duramente todas as tentativas para se fazer isto. Tentar substituir o lugar de Deus é estupidez!

Deus é o primeiro e o último. Além dEle não há outro (Is 44:6-9). Não há quem possa competir com Deus, e nada na criação tem qualquer outra fonte. O Todo-poderoso não pode ser substituído. Isaías zomba do artesão que quebra a madeira em dois pedaços, forma um ídolo com uma parte e usa a outra peça para se esquentar ou assar o pão. Nem madeira nem metal podem competir com Deus. Somente Deus nos fez e somente Ele nos salva. Somente Ele é digno de adoração.

Curando e ensinando, Jesus nos direcionou para a liberdade completa que Deus oferece (Mt 11:23-30). Sejam quais forem as circunstâncias, Ele nos completa. “Venham a Mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e Eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o Meu jugo e aprendam de Mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve” (versos 28-30). O sábado é uma prova de que podemos descansar no Deus que nos criou e que continua nos sustentando e Se importando com todos os aspectos do nosso ser. Livrou-nos da opressão e nos desafia a descansar sob Seus cuidados. Somos completos, mas somente nEle.

Pense nisto

1. Segundo Paulo, a quem quer que nos rendamos, este será nosso mestre (Rm 6:16). A que tipo de escravidão os cristãos atuais podem estar sujeitos? Como o sábado responde às formas modernas de escravidão?
2. Leia novamente Isaías 44 e 58. Que conexão você vê nesses capítulos entre idolatria e opressão?

Mãos à Bíblia

A Bíblia começa com a famosa frase: “No princípio, criou Deus os céus e a terra.” O verbo “criou”, bara, refere-se apenas a ações de Deus. Seres humanos podem construir coisas, mas somente Deus pode criar espaço, tempo, matéria e energia, que fazem parte do mundo material em que existimos. Tudo está aqui apenas porque Deus criou (bara).

3. Compare Isaías 40:25, 2645:1218Colossenses 1:16, 17; e Hebreus 1:2, com Isaías 44:15-20, e 46:5-7. Qual é a diferença entre Deus e os ídolos?

Depois que o grande conflito entre Cristo e Satanás atingiu a Terra, o inimigo tem tentado levar as pessoas a duvidar da existência do verdadeiro Deus, o Criador. De muitas formas, é possível argumentar que os deuses de madeira sobre os quais Isaías escreveu, adorados pelos seus próprios fabricantes, eram tão bons quanto muitas das atuais teorias sobre as origens, muitas vezes apresentadas como alternativas ao Deus da Bíblia.

Keisha McKenzie – Lubbock, EUA


Terça, 12 de julho
Sábado: um sinal de lealdade

Ellen White nos lembra de que o sábado atrai nossos pensamentos para a natureza e nos coloca em comunhão com o Criador. “No canto do pássaro, no sussurro das árvores e na música do mar, podemos ouvir ainda Sua voz, a voz que falava com Adão no Éden, pela viração do dia. E ao contemplarmos Seu poder na natureza, encontramos conforto, pois a palavra que criou todas as coisas, é a mesma que comunica vida à alma. Aquele ‘que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo’(2Co 4:6).”*

A respeito do sábado, Ellen G. White diz: “Enquanto céus e Terra durarem, continuará o sábado como sinal do poder do Criador. E quando o Éden florescer novamente na Terra, o santo e divino dia de repouso será honrado por todos debaixo do Sol. ‘Desde um sábado até ao outro’, os habitantes da glorificada nova Terra irão ‘adorar perante Mim, diz o Senhor’” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p.283).

O sábado também é um símbolo de nossa lealdade para com Deus, “pois é o ponto da verdade especialmente controvertido. Quando sobrevier aos homens a prova final, será traçada a linha divisória entre os que servem a Deus e os que não O servem. Ao passo que a observância do sábado falso, em conformidade com a lei do Estado, contrária ao quarto mandamento, será uma declaração de fidelidade ao poder que se acha em oposição a Deus, é a guarda do verdadeiro sábado, em obediência à lei divina, uma prova de lealdade para com o Criador. Enquanto uma classe, aceitando o sinal de submissão aos poderes terrestres, recebe o sinal da besta, a outra, preferindo o sinal da obediência à autoridade divina, recebe o selo de Deus” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 605).

*Ellen G. White. O Desejado de Todas as Nações, p.281, 282.

Pense nisto

Como você pode expressar sua lealdade a Cristo ao adorá-Lo no sábado? O que você deveria estar fazendo para se preparar para o dia em que sua obediência para com Deus será posta à prova por causa da observância do sábado?

Mãos à Bíblia

4. Leia Romanos 6:16-23. Que promessas são feitas a nós? Como isso se relaciona com o que o Senhor fez por Israel no Egito?

O Novo Testamento ensina claramente que a escravidão do pecado exige um poderoso Salvador, assim como ocorreu no cativeiro egípcio do antigo Israel. Os filhos de Israel cantaram um grandioso cântico, depois de serem libertos (Êx 15). Assim, para nós, a experiência de adoração no sábado deve ser uma celebração da graça de Deus, que nos liberta não somente da penalidade legal do pecado, mas do poder do pecado para nos escravizar.

Shirley Roberts – Mt. Rose, Granada


Quarta, 13 de julho
A quem você honra?

Do Dia dos Namorados ao Dia das Mães, do Oscar ao Prêmio Nobel da Paz, temos muitas maneiras de expressar nossa apreciação pelas pessoas importantes. Apesar de a concessão de algumas dessas honrarias ser baseada em critérios predeterminados, geralmente existem controvérsias quando as decisões são anunciadas. As Escrituras fazem referência a vários títulos e honrarias, como príncipe, sacerdote, homem de valor e senhor. Também aqui, nem sempre o real merecedor é aquele que usufrui dos privilégios.

Em Apocalipse 14:7, um anjo nos exorta: “Temam a Deus e glorifiquem-nO, pois chegou a hora do Seu juízo. Adorem Aquele que fez os céus, a terra, o mar e as fontes das águas”. Esse verso dá somente um critério para que alguém seja digno de receber glória e adoração: “Aquele que fez.” A Bíblia não tenta provar a existência de Deus; ela apresenta uma quantidade de justaposições entre Aquele, que é Deus, e algo/alguém que não o é.

Uma das principais diferenças entre Deus e os ídolos é que o verdadeiro Deus é Aquele que age. Por exemplo: no contexto do sábado, lembramo-nos desse dia e, consequentemente, de seu Criador, pelo fato de que Jeová o “criou”, “descansou” nele, “abençoou” e santificou esse dia (Êx 20:11). Em Deuteronômio 5:15, Israel foi advertido a se lembrar de Deus porque Ele “tirou” o povo da servidão e “ordenou” que o sábado fosse observado. Por outro lado, os ídolos estão longe de ser agentes ativos, que exercem poder independente e criativo. São falsos deuses, artefatos meramente humanos (Leia Is 44).

Ao passo que a decisão a respeito de quem deve receber o Oscar de melhor ator ou atriz não influencia significantemente nenhum de nós, nossas escolhas referentes à adoração têm consequências eternas.

Mãos à Bíblia

5. Leia Êxodo 31:13. O que significa ser santificado por Deus? Como podemos experimentar esse processo em nossa vida?

 

Criação, redenção e santificação estão interligadas. Deus chamou Israel e os separou como Seu povo santo, para ser uma luz para o mundo. Cristo chamou Seus discípulos para a missão de levar o evangelho ao mundo. No centro dessa tarefa está a santidade. O evangelho não trata apenas de escapar à condenação. Também inclui ser livre da escravidão do pecado.

6. Leia 2 Coríntios 5:17. Qual é o plano de Deus para a criação arruinada pelo pecado? Como o sábado pode nos ajudar nesse plano de redenção? Como nossos cultos de adoração podem realçar esse tema?

Yogeld André – Lubbock, EUA


Quinta, 14 de julho
Na beleza da Sua santidade

A adoração no sábado não deveria ser sempre um mero ritual. Ela deveria refletir nossa conexão e relacionamento com Deus. Ele nos criou e, por isso, é digno de toda a honra e o louvor (Sl 48:196:4;145:3). Nos dias em que tudo está correndo bem e nosso céu emocional está ensolarado e brilhante, a adoração provavelmente seja apresentada em forma de agradecimento. Porém, nos dias em que as tormentas da vida desabam sobre nós, a adoração pode envolver clamar ao Senhor com oração e súplicas.

O Senhor deseja que falemos com Ele assim mesmo como falamos com nossos amigos. Ele quer que levemos a Ele nossos pensamentos mais profundos, nossas maiores necessidades, nossos desafios, nossas fraquezas e nossas alegrias.

O sábado deve nos tornar renovados e rejuvenescidos para a nova semana.

Eis alguns passos que certamente nos ajudarão a adorar dessa maneira:

Seja honesto em sua adoração. Se tivemos uma semana difícil, Deus quer ouvir sobre isso. É verdade que Ele sabe de tudo, mas quer que Lhe contemos. Davi escreveu, “Clamo ao Deus Altíssimo, a Deus, que para comigo cumpre o Seu propósito” (Sl 57:2). Nós podemos fazer o mesmo!

Sempre inclua louvor e gratidão em sua adoração. Independentemente do que esteja acontecendo em nossa vida.

Adore a Deus de formas variadas. Deveríamos incluir não somente oração, mas também canções e leituras inspiradoras em nossa adoração. A variedade nos ajuda a evitar o tédio em nossa jornada espiritual e a prestar atenção àquilo que Deus está tentando nos dizer por meio de nossa adoração a Ele. Uma oração curta no início, pedindo a Deus que conduza a adoração é sempre uma boa ideia. Quando permitirmos que Ele nos guie, sempre seremos agraciados com as maravilhas que Ele fará.

Pense nisto

1. Como os rituais de adoração podem atrapalhar alguém?
2. Como você descreveria a adoração ideal para o serviço de sábado?

Mãos à Bíblia

7. Leia o convite de Jesus para o descanso, em Mateus 11:28-30. Como o sábado se encaixa com o que Jesus nos diz ali?

Embora qualquer um possa dizer que está descansando em Cristo, o sábado nos oferece a manifestação real e física desse descanso. O sábado promete realizar o que é possível por meio da obra restauradora de Cristo. Ele nos dá esperança para o futuro, no eterno sábado de descanso final. Mas, o mais importante de tudo, o sábado nos supre a maior de todas as necessidades humanas: adorar algo ou alguém. Em Sua grande sabedoria, Deus nos deu o sábado como um dia reservado para adoração, um dia para ser usado em Sua honra e louvor.

Arlette Wildman – Calivigny, Granada


Sexta, 15 de julho
Além da tradição

Levítico 23:3 faz referência à adoração no sábado como “dia de reunião sagrada”. Entretanto, para muitas pessoas a adoração sabáticas e resume em ir à Escola Sabatina, ouvir o sermão, cumprimentar os membros os membros da igreja (muitas vezes de forma mecânica, coagida), cantar, orar e retornar às rotinas individuais.

Como sabemos, a adoração no sábado ultrapassa essas tradições. Analisemos o exemplo de Jesus: “Ele foi a Nazaré, onde havia sido criado, e no dia de sábado entrou na sinagoga, como era Seu costume” (Lc 4:16). Mesmo seguindo os costumes da época, Jesus desafiou as tradições dos líderes judaicos, os quais questionavam Suas ações nas horas sabáticas. Como resposta, adorava a Deus praticando o bem no sábado. Deveríamos seguir Seu exemplo.

Como parte de sua adoração no sábado, os apóstolos costumavam frequentar as reuniões na sinagoga e pregar. Paulo, especificamente, estava habituado a pregar em sinagogas judaicas no sábado. Ao considerarmos mais detalhadamente os exemplos de adoração praticados por Jesus e Seus discípulos, vemos que adoração é muito mais do que apenas ir à igreja. Trata-se de alcançar o mundo, curar o enfermo, cuidar daqueles em necessidade, passar algum tempo em meio à natureza, observando a criação de Deus, etc.

Não é preciso manter uma rotina fixa de adoração no sábado. Contudo, é necessário que não percamos o foco: estamos adorando o nosso Criador e conduzindo outros até Ele. No sábado, precisamos seguir os passos dos apóstolos: ir à natureza, encontrar um lugar quieto para orar (At 16:13) e repartir as boas novas de Cristo. Ao adorarmos de maneira diligente e reverente, atingiremos o coração dos que se encontram em necessidade, espalhando a mensagem de salvação em Cristo.

Pense nisto

1. Quais aspectos você considera importantes para a adoração no sábado?
2. Cite algumas das várias formas de adoração sabática abordadas na Bíblia.
3. Apresente algumas formas criativas de se utilizar o sábado como um tempo para testemunhar.

Mãos à obra

1. Esboce seis diferentes faces, incluindo a sua (africana, brasileira, caribenha, inglesa, esquimó, indiana), e imagine que essas “pessoas” são os únicos membros de sua igreja. Pense em coisas que você poderia fazer para tornar a adoração sabática mais prazerosa para eles.
2. Medite em Êxodo 20:8-11 e em Gênesis 2:1-3. O que esses textos dizem a respeito de nossa adoração a Deus no sábado?
3. Como você abordaria a questão da adoração sabática em conversas com pessoas pertencentes a grupos religiosos com costumes diferentes dos seus?

Raul Peters – Fort Worth, EUA


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/jovens/2011/lj332011.html

Esse post foi publicado em Não categorizado. Bookmark o link permanente.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s