Lição 02 – Adoração e o êxodo: compreendendo quem é Deus – Lição – Auxiliar e Comentários de Vários Autores

Lição 2

2 a 9 de julho


 Adoração e o êxodo: compreendendo quem é Deus

Casa Publicadora Brasileira – Lição 232011

Sábado à tarde

Ano Bíblico: Sl 100–105

VERSO PARA MEMORIZAR: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de Mim” (Êx 20:2, 3).

Leituras da semana: Êx 3:1-1512:1-3620:4, 532:1-633:12-23

Ao falar com a mulher junto ao poço, Jesus disse: “Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus” (Jo 4:22). Imagine como seria adorar o que você não conhece. Em certo sentido, isso é o que quase todo o mundo tem feito, ou talvez esteja fazendo agora: adorando o que não conhece. Quando você vê pessoas se curvando e adorando um bloco de pedra, pensando que esse objeto responderá às suas orações, você as vê adorando o que não conhecem. Isto é, estão adorando o que elas pensam que pode lhes trazer salvação, mas não pode. Num contexto mais moderno, as pessoas que transformam em deuses o poder, o dinheiro, a fama e o ego estão, também, adorando o que não conhecem. Estão adorando o que não pode salvá-las.

No contexto cristão imediato, a pergunta para nós poderia ser: Conhecemos o que adoramos? Conhecemos o Senhor a quem honramos e louvamos com a boca? Quem é Ele? Qual é Seu nome? Como Ele é?

Nesta semana estudaremos relatos antigos dos filhos de Israel, e como seus encontros com o Senhor revelam mais sobre a natureza e o caráter do Deus a quem professamos servir e adorar. Afinal, que sentido teria adorar o que não conhecemos?

Domingo

Ano Bíblico: Sl 106–110

Terra santa

Para Moisés, vivendo no deserto, ver uma sarça ardente significaria uma coisa. Isso poderia não ser um evento tão marcante; ele provavelmente tivesse visto coisas desse tipo antes. O que ele mais provavelmente nunca tivesse visto antes, porém, foi que a sarça ardente não se consumia: ela continuava queimando e queimando. Naquele momento, Moisés reconheceu que estava tendo uma “grande visão”, algo notável e mesmo sobrenatural.

1. Leia Êxodo 3:1-15. Que elementos fundamentais da verdadeira adoração podem ser vistos nesses versos?

Desde o começo, vemos ali algo da santidade de Deus e a atitude com que precisamos nos aproximar dEle. Foi Deus quem falou a Moisés ordenando-lhe que tirasse as sandálias, pois aquela era terra santa. O Senhor deixou clara a distinção entre Ele, o Senhor, e Moisés, um pecador necessitado de graça. Reverência, admiração e temor são atitudes cruciais para que possamos nos envolver na verdadeira adoração.

Outro ponto importante é a centralidade de Deus nessa experiência. A primeira resposta de Moisés a Deus foi: “Quem sou eu para ir?” O foco estava em si mesmo, suas necessidades, fraquezas e temores. Pouco depois, porém, deixou de olhar para si mesmo e se concentrou em Deus e no que Ele faria. Como é importante que toda a adoração esteja centralizada no Senhor, não em nós mesmos!
Isso leva a outro elemento importante na adoração: salvação e libertação.

O êxodo do Egito simboliza a salvação que alcançamos em Cristo (1Co 10:1-4). Deus não estava aparecendo a Moisés apenas para Se fazer conhecido; Ele desejava que Moisés soubesse da grande obra de libertação que realizaria em favor dos filhos de Israel. Da mesma forma, Jesus não veio a este mundo apenas para representar Deus e nos ajudar a conhecer mais sobre Ele. Não, Jesus veio para morrer por nossos pecados, para dar a vida em resgate, para morrer na cruz a morte que nós merecemos. Através de Sua morte, é claro, conhecemos mais e mais sobre o caráter de Deus. Mas Cristo veio para pagar a penalidade pelos nossos pecados e assim nos dar verdadeira libertação, a salvação simbolizada em parte pelo que o Senhor fez para Israel, ao libertar a nação do Egito.

Quanto tempo você gasta pensando na cruz e na libertação que nos foi dada por meio de Jesus? Ou você gasta mais tempo pensando em coisas que não podem salvá-lo? Que conclusões podemos tirar de sua resposta?

Segunda

Ano Bíblico: Sl 111–118

A morte dos primogênitos: Páscoa e adoração

“Respondam-lhes: É o sacrifício da Páscoa ao Senhor, que passou sobre as casas dos israelitas no Egito e poupou nossas casas quando matou os egípcios”. Então o povo curvou-se em adoração” (Êx 12:27, NVI).

A palavra hebraica traduzida por “adorou” no verso acima vem de uma raiz que significa “se curvar” ou “se prostrar”. Essa palavra quase sempre aparece na forma verbal que intensifica o significado ou que dá a ideia de repetição. Poderíamos quase imaginar uma pessoa se curvando para baixo e para cima, repetidamente, em sinal de reverência, admiração e gratidão. De fato, considerando o contexto, isso não é difícil de imaginar.

2. Leia a história daquela primeira noite de Páscoa, em Êxodo 12:1-36. Como esses versos revelam o evangelho, que deve ser o centro de toda a nossa adoração?

A menos que fossem cobertos pelo sangue, os filhos de Israel sofreriam a perda de seus primogênitos. Para eles, o primogênito (que geralmente era o filho mais velho), tinha privilégios e responsabilidades especiais. Posteriormente os primogênitos foram substituídos pelos levitas (Nm 3:12). Israel foi considerado “primogênito” do Senhor (Êx 4:22), o que indicava sua relação especial com o Criador. No Novo Testamento, Jesus foi chamado de “Primogênito” (Rm 8:29Cl 1:1518).

Embora os primogênitos de Israel tenham sido poupados, na realidade, Cristo, “o Primogênito”, devia sofrer a morte simbolizada pelo sangue colocado sobre as portas das casas. Esse ato surge como uma poderosa representação da morte substitutiva de Jesus. Ele morreu a fim de poupar da merecida morte os “primogênitos”, que representam, em certo sentido, todas as pessoas salvas (Hb 12:23).

No Egito, o povo havia obedecido aos seus senhores por causa do medo, e agora eles aprenderiam que a verdadeira adoração brota de um coração cheio de amor e gratidão para com aquele que tem poder para livrar e salvar. Como você pode aprender a apreciar melhor e amar o Senhor? Como o pecado tende a diminuir esse amor?

Terça

Ano Bíblico: Sl 119

Não terás outros deuses

Imagine a cena: o Monte Sinai, envolto em uma nuvem espessa, estremecendo com trovões, brilhando com relâmpagos e o som de trombetas. As pessoas tremiam.

O ar se enchia de fumaça, porque o Deus de Israel havia descido no fogo sobre o monte santo (Êx 19:16-19). Ali, em meio a nuvens e fumaça, Ele Se revelou em terrível grandeza. Então, a voz do Libertador proclamou os primeiros quatro mandamentos, os quais estão diretamente ligados à adoração.

3. Examine Êxodo 20:1-6. Que pontos importantes sobre adoração podemos tirar desses versos?

Os Dez Mandamentos começam com um lembrete de Deus aos filhos de Israel, sobre sua libertação. Somente o Senhor, o Deus verdadeiro, o único Deus, poderia ter feito isso por eles. Todos os outros deuses, como os do Egito, eram falsos, criações humanas, incapazes de salvar ou livrar. Esses “deuses” também demonstravam traços de caráter egoístas, exigentes, e muitas vezes imorais, refletindo sua origem humana. Que contraste com o Senhor, o amoroso e abnegado Criador e Redentor! Assim, depois de séculos de envolvimento com o rude politeísmo de uma cultura pagã, os filhos de Israel precisavam conhecer seu Senhor e Deus como o único Deus, especialmente naquela ocasião em que estavam entrando na relação de aliança com Ele.

4. Como esse contexto nos ajuda a entender melhor o que o Senhor disse em Êxodo 20:4, 5? Como podemos aplicar esse princípio em nossa vida?

Ellen G. White escreveu: “O que quer que acariciemos que tenda a diminuir nosso amor para com Deus, ou seja incompatível com o culto a Ele devido, disso fazemos um deus” (Patriarcas e Profetas, p. 305).

Pense nisto: Tenho outros deuses em minha vida, competindo pelas minhas afeições, tempo, prioridades e objetivos? Quais são eles e como posso removê-los?

Quarta

Ano Bíblico: Sl 120–134

“Estes são teus deuses”

5. Leia Êxodo 32:1-6 e responda às seguintes perguntas:

a) Que evento catalisador primeiramente abriu o caminho para essa poderosa expressão de falsa adoração? Como adventistas do sétimo dia, que lições devemos tirar disso?

b) De que foi feito esse falso deus, e o que isso diz sobre quanto é infrutífero esse tipo de adoração?

c) Como a adoração do bezerro de ouro contrasta com a adoração ao Senhor?

O povo “levantou-se para divertir-se”, “se corrompeu” “e depressa se desviou do caminho” (Êx 32:6-8). Dificilmente parece refletir o temor e reverência que deve marcar a verdadeira adoração, não é?

A multidão mista (egípcios que tinham escolhido seguir Israel no Êxodo, ou que eram casados com israelitas), sem dúvida influenciou o povo e exigiu de Arão a forma e estilo de adoração que lhes era familiar. Quando Josué ouviu o barulho que vinha de baixo, sugeriu a Moisés que havia uma guerra no acampamento. Moisés, porém, tendo vivido na corte real do Egito, sabia muito bem o que eram aqueles ruídos. Ele provavelmente tivesse reconhecido os sons de folia licenciosa: dança, música alta, canto, gritaria e confusão geral que marcavam sua adoração idolátrica (Êx 32:17-22).

Quando eles adoraram o verdadeiro Deus, o fizeram com humildade e reverência. Mas, adorando o bezerro de ouro, se comportaram como animais. Eles “trocaram a Glória deles pela imagem de um boi” (Sl 106:19, 20, NVI). Parece ser um princípio da natureza humana que nós não subimos mais alto do que aquilo que adoramos e reverenciamos.

Observe quão rápida e facilmente eles comprometeram a verdade em sua adoração. Muito rapidamente a cultura local foi introduzida e os afastou de Deus. Em nossa adoração, como podemos evitar essa mesma armadilha?

Quinta

Ano Bíblico: Sl 135–139

“Mostra-me a Tua glória”

Na experiência do bezerro de ouro, o povo de Israel havia quebrado sua aliança com Deus. Pelo pecado e falsa adoração, tinha tomado Seu nome em vão. Moisés implorou a Deus em favor deles (Êx 32:30-33). Por causa desse terrível pecado, Deus ordenou ao Seu povo obstinado que tirasse os enfeites, para que o Senhor pudesse decidir o que fazer com eles (Êx 33:4, 5). Para os que, em humildade, se arrependeram, a remoção dos ornamentos foi um símbolo de reconciliação com Deus (Êx 33:4-6).

6. Leia Êxodo 33:12-23. Por que Moisés pediu que Deus lhe mostrasse Sua glória? O que Moisés queria conhecer? Por que ele acreditava que necessitava dessas coisas?

O desejo de Moisés de ver a glória de Deus não era curiosidade nem presunção, mas brotou de uma profunda fome de sentir a presença de Deus, depois de tão escandalosa apostasia. Embora Moisés não houvesse participado do pecado, ele foi afetado pela situação. Não vivemos isolados dos outros membros da igreja. O que afeta uma pessoa afeta as outras, algo que nunca deveríamos esquecer.

Leia atentamente Êxodo 33:13. Moisés disse ao Senhor que desejava “conhecê-Lo”. Não obstante tudo que o Senhor havia realizado, Moisés ainda sentia a própria necessidade, fraqueza e impotência, e assim, queria andar mais perto do Senhor. Ele desejava conhecer melhor o Deus de quem era tão dependente. É interessante que, séculos mais tarde, Jesus disse: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17:3). Moisés queria ver a glória de Deus, algo que o levaria a compreender ainda mais a própria pecaminosidade e impotência e, consequentemente, sua completa dependência do Senhor. Afinal, considere o que Moisés tinha sido chamado a fazer e os desafios que teve de enfrentar. Não é de admirar que ele tivesse sentido essa necessidade de conhecer Deus.

Percebemos, também, um ponto crucial sobre adoração. Deus deve ser o assunto da adoração; a ênfase deve ser o nosso empenho em conhecer mais sobre Ele e Seu “caminho”, com humildade, fé e submissão (Êx 33:13).

Quanto você conhece sobre o Senhor? Que escolhas o habilitarão a conhecê-Lo melhor? Como aprender a adorar de uma forma que lhe dê melhor apreciação de Deus e Sua glória?

Sexta

Ano Bíblico: Sl 140–144

Estudo adicional

Leia de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas; p. 303-314: “Israel Recebe a Lei”; p. 315-330: “Idolatria no Sinai”; e p. 331-342: “Inimizade de Satanás Contra a Lei”; Salmos 105:26-45106:8-23.

A humildade e a reverência devem caracterizar o comportamento de todos os que vão à presença de Deus. Em nome de Jesus podemos ir perante Ele com confiança. Não devemos, porém, nos aproximar dEle com uma ousadia presunçosa, como se Ele estivesse no mesmo nível que nós. Há os que se dirigem ao grande, todo-poderoso e santo Deus… como se estivessem se dirigindo a um igual, ou mesmo inferior. Há os que se portam em Sua casa conforme não imaginariam fazer na sala de audiência de um governador terrestre. Tais pessoas devem se lembrar de que se acham à vista daquele a quem serafins adoram, perante quem os anjos velam o rosto. Deus deve ser grandemente reverenciado. Todos os que em verdade se compenetram de Sua presença, se prostram com humildade perante Ele (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 252).

Perguntas para reflexão 

1. O que podemos aprender com a história trágica da adoração ao bezerro de ouro? Quais são as consequências de adorar falsos deuses (visíveis ou invisíveis)? Quais são os ídolos geralmente adorados na sociedade? Quais são as lições dessa história para a igreja hoje, que tem esperado por longo tempo a segunda vinda de Jesus?
2. Como os nossos cultos podem nos ajudar a sentir de maneira mais intensa a majestade, glória e poder de Deus? Ou será que eles tendem a trazer Deus para o nosso próprio nível?
3. O que significa conhecer o Senhor? Se alguém lhe perguntasse: “Como você conhece o Senhor?”, como você responderia? Em outras palavras, como pode um ser humano conhecer a Deus pessoalmente?

Respostas Sugestivas: 

1: Reverência (Moisés tirou as sandálias); admiração e temor; consciência de sua inferioridade e pecado; por isso ele “escondeu o rosto”. 

2: O sangue nas ombreiras e vergas das portas representava o sangue de Cristo, nosso libertador. 

3: Essas declarações são os princípios básicos da aliança do Senhor com o povo. Pois o libertador é único que deve receber adoração. 

4: Não devemos adorar ídolos de fabricação humana, que provocam o zelo do Deus verdadeiro. Devemos nos afastar desses ídolos. 

5: a) Na ausência do líder, o povo, corrompido pela idolatria egípcia, pediu que Arão fizesse deuses que fossem adiante deles. Não devemos criar falsos deuses apenas para atender o clamor de pessoas influenciadas pelo mundanismo. b) de ouro. c) A adoração idólatra inclui folia, barulho e dança; a adoração ao Senhor inclui reverência e humildade. 

6: Ele queria ver a glória de Deus porque queria conhecer intimamente a pessoa de Deus e Seu caminho. Ele acreditava que precisava dessa manifestação para ter segurança diante dos desafios da jornada. Só assim eles poderiam chegar ao descanso da terra prometida.

FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li232011.html


Resumo da Lição

Texto-chave: Êxodo 20:2, 3

O aluno deverá…

Saber: A diferença entre os sentimentos e ações dos adoradores ao redor da imagem do bezerro e os sentimentos e ações dos adoradores ao pé do Monte Sinai.
Sentir: Humildade ao adorar a Deus, tendo percepção do domínio de Sua majestade, Seu poder criativo e justiça santa.
Fazer: Honrar o Deus do Êxodo, respeitando Suas expectativas para o culto e a elas respondendo.

Esboço
I. Saber: Respeito ou folia?
A. Por que, para Deus, era tão importante demonstrar quem Ele era, através do fogo, palavras trovejantes e terremotos no Monte Sinai?
B. O que distingue a celebração reverente do poder libertador de Deus da folia hedonista exibida por Israel ao redor da imagem do bezerro? Como Israel caiu nesse tipo de adoração falsa?
C. Como tentações semelhantes podem surgir diante de nós? Como podemos evitar a adoração falsa e irreverente?

II. Sentir: Digno de adoração
A. Como Deus Se apresentou a Moisés e a Israel, ao lhes ensinar a maneira de adorá-Lo?
B. Que emoções e comportamentos surgem do reconhecimento da glória, poder e justiça de Deus?

III. Fazer: Governante majestoso, libertador poderoso

A. Que imagens e concepções de Deus devemos ter em mente ao nos aproximarmos dEle em adoração?
B. Como podemos expressar nossa devoção de maneira íntima, porém respeitosa?

Resumo: Embora Deus pessoalmente tivesse libertado Israel do Egito e Se manifestado ao Seu povo de muitas formas, Ele requeria profundo reconhecimento e respeito por Sua natureza transcendente e santa.


Ciclo do aprendizado

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: A verdadeira adoração é caracterizada pela consciência e reconhecimento da infinita grandeza de Deus e nossa aspiração de conhecê-Lo mais. O verdadeiro adorador se recusará a aceitar substitutos para Deus, também conhecidos como ídolos.
Só para o professor: Enfatize o contraste entre Deus e as coisas que poderíamos ser tentados a colocar acima dEle em nossa vida.

Ídolo. Todos nós estamos familiarizados com essa palavra. Se estudamos a Bíblia, ou escutamos os que a estudam, sabemos que a palavra se refere à imagem de um deus falso. Algumas culturas e religiões pensavam que o poder residia na própria imagem; outras pensavam que o ídolo era um ponto focal através do qual o deus em questão se manifestava ao adorador. Mas o ponto importante é que o ídolo é, ou era, um artefato humano, que não tinha nenhum significado verdadeiro além da imaginação, superstições ou equívocos de seu criador.

No entanto, a palavra ídolo também é usada de outras maneiras. É usada, por exemplo, nos títulos de shows populares de televisão em vários países. Alguém a quem se admira muito é chamado de “ídolo”. Com certeza, poderíamos pensar que isso é apenas uma figura de linguagem, ou que a intenção é irônica. Mas a realidade é que o mundo nos incentiva a colocar nossa adoração e confiança em coisas temporais e transitórias como nós. E, embora não sejamos totalmente incentivados a adorá-las, parte das emoções em torno dessas coisas e pessoas certamente se parece muito com adoração. Podemos argumentar que isso tende a enfraquecer o desejo e a disposição de adorar a Deus autenticamente.

No livro de Êxodo vemos os atos poderosos de Deus, o único Ser digno de adoração. Vemos também a tendência humana de substituir Deus por outras coisas e a confusão e tristeza que resultam disso.

Comente com a classe: O que é necessário para manter a atitude correta para com Deus e uma percepção correta de quem e o que Ele é? Como as coisas deste mundo podem tirar a reverência e a adoração que devemos dedicar somente a Deus? Como podemos manter em ordem nossas prioridades?

Compreensão
Só para o professor: Enfatize a diferença entre a verdadeira atitude de adoração, como se vê na experiência de Moisés no Monte Horebe (Êx 3:1-15), e a atitude característica da adoração aos falsos deuses (Êx 32:1-6).


Comentário Bíblico

I. “Eu Sou me enviou a vocês”

(Recapitule com a classe Êx 3:1-15).

Deus primeiramente Se revelou a Moisés em um objeto muito comum: uma sarça. Um arbusto que estava em chamas. Numa área seca como, aquela os arbustos deviam pegar fogo com bastante frequência. O fogo era a maneira pela qual a natureza removia a vegetação morta para dar lugar à vegetação viva. Moisés, porém, logo notou algo que não era tão natural e comum: a sarça não se consumia. Era um grande insulto às leis da termodinâmica, que até mesmo os antigos devem ter compreendido intuitivamente. Tendo conseguido a atenção de Moisés, o Senhor então trabalharia de maneira especial com Seu servo.

Deus criou os arbustos, assim como o fogo, e criou as leis que regem as relações entre ambos. Mas Deus é maior do que essas leis. Ele poderia, se quisesse, eliminá-las completamente, que ele fez, obviamente.

Moisés estava familiarizado com a maneira natural de acontecerem as coisas: arbustos queimados. Mas, nesse caso, ele viu dois fenômenos naturais se comportando de modo antinatural, o que indicava que Deus estava presente. Deus havia aparecido no meio de Sua criação, e coisas estranhas estavam acontecendo. A resposta natural foi adoração. Moisés teve que ser orientado a tirar as sandálias, mas não teve que ser instruído a se prostrar.

Quando adoramos hoje, geralmente é um evento agendado. Raramente é uma explosão espontânea da presença de Deus, da forma que Moisés experimentou. Vamos à igreja no mesmo tempo, a cada semana ou reservamos um tempo para adoração pessoal ou familiar. É fácil, mesmo com as melhores intenções, permitir que a adoração se torne apenas mais uma rotina. Mas devemos sempre lembrar que a verdadeira adoração ocorre onde encontramos Deus em meio à realidade comum e reconhecemos que, talvez, a experiência não seja tão comum, afinal. A adoração nos lembra de que Deus está no centro da realidade comum, e que essa realidade, e nós também, somos totalmente dependentes dEle.

Pense nisto: Como Deus Se revela na sua vida diária? De que maneiras você honra a Deus e Lhe agradece a Sua presença?

II. O bezerro de ouro
(Recapitule com a classe Êx 32:1-6).

Quando se considera a história do bezerro de ouro, é fácil supor que os israelitas estavam simplesmente se apropriando dos deuses das culturas pagãs vizinhas e abandonando o Senhor. Isso parece ser sugerido na passagem (v. 14), na qual é dito que o povo pediu que Arão fizesse deuses para eles e, em seguida, os adorou, considerando que tais ídolos os houvessem tirado do Egito. Mas temos também o verso 5, no qual Arão se refere à iminente festa como “uma festa ao Senhor”, literalmente, Jeová.

Analisado em conjunto, o texto sugere que, pelo menos, algumas pessoas pensavam que, enquanto ainda honravam o Senhor, poderiam ter deuses semelhantes aos de seus vizinhos. Desejavam se envolver nessa orgia pagã desenfreada, mas consagrando essa festa como se fosse ao Senhor, de alguma forma a tornariam agradável a Deus.

Assim, o que realmente observamos nessa passagem não é tanto a apostasia aberta, mas o sincretismo. O termo se refere à combinação de religiões ou sistemas de crenças geralmente contraditórios, muitas vezes com base em expediente político, gosto pessoal, ou capricho. Como acontece com muitos conceitos moralmente ou teologicamente duvidosos, justificativas para o sincretismo são fáceis de encontrar.

Por exemplo, pense no que poderia estar acontecendo na mente de Arão. Moisés parecia ter desaparecido sem deixar vestígios e, sem sua liderança carismática, a lealdade do povo ao Senhor estava se enfraquecendo. Sua fé era do tipo que pergunta “o que Ele tem feito por mim ultimamente?” Arão, de certa forma, provavelmente estivesse com medo de uma revolta. Ao mesmo tempo, ele era muito leal ou medroso para abandonar o Senhor completamente. “Por que não satisfazer os desejos do povo, para mantê-lo no aprisco, no caso de Moisés retornar?” Esse pode ter sido o pensamento de Arão. Essa foi a decisão, então. Ele daria aos israelitas apenas um deus falso, embora eles pedissem muitos, e faria desse falso deus um amigo de Jeová, Seu ajudante.

Se o raciocínio falho por trás dessa argumentação não fora óbvio desde o início, certamente deve ter sido quando a festa começou. Arão e os outros logo descobriram que não havia algo como uma insignificante adoração falsa. Misturar um pouco de culto pagão com um “uma festa ao Senhor” resultou em uma festa pagã, assim como teria ocorrido se eles simplesmente abandonassem o Senhor e abraçassem o paganismo. Assim como veneno misturado com alimento disfarça o veneno, mas não altera sua natureza, a falsa adoração misturada com a adoração verdadeira se torna apenas uma falsa adoração.

Pense nisto: Quais são os resultados de tentar unir o culto ao verdadeiro Deus com elementos incompatíveis, ou mesmo contraditórios? Por que tentamos fazer isso?

Aplicação
Só para o professor: Use as seguintes perguntas para enfatizar a importância de conhecer a Deus e de buscar conhecê-Lo como o elemento-chave na adoração. Destaque como o verdadeiro conhecimento de quem e do que Deus realmente é previne a idolatria, ou a adoração de deuses de nossa própria fabricação ou imaginação.

Perguntas para consideração
1. O que significa temer a Deus? Esse temor tem o sentido de ter medo de Deus? Há algum sentido em que devemos ter medo de Deus? Por quê?
2. Por que você acha que o povo de Israel tinha memória tão curta acerca do que Deus havia feito por ele? O que isso pode dizer sobre a maneira pela qual eles se aproximavam de Deus na adoração e na vida diária?

Pergunta de aplicação
1. Em Êxodo 3:1-15 testemunhamos a relutância inicial de Moisés em fazer o que Deus pediu dele. Mas, quando ele adorou, reconheceu que Deus tinha poder suficiente para usá-lo de forma eficaz. Como a adoração a Deus pode nos dar confiança?
2. Nosso Deus é grande. Há muitas maneiras válidas para adorá-Lo. Como podemos discernir entre os caminhos compatíveis com a descrição bíblica da adoração correta e espiritualmente honesta, e os caminhos que comprometem ou contradizem o espírito da verdadeira adoração? Como podemos ter certeza de que nossos pontos de vista sobre o assunto não procedem apenas de nossas opiniões, ou mesmo preconceitos?

Criatividade
Só para o professor: Esta lição enfatiza a centralidade de Deus na verdadeira adoração. As seguintes atividades são destinadas a incentivar os membros da classe a colocar a adoração no centro de sua vida e derivar suas prioridades e compreensão de si mesmos do verdadeiro conhecimento de Deus assim obtido.

Pergunte aos alunos: De que maneiras eles têm experimentado o que consideram um verdadeiro milagre ou algo que lhes tenha transmitido a mensagem de que eles poderiam lidar com a vida com espírito de piedosa confiança?

Alternativa: Para os filhos de Israel, foram os deuses da terra da qual tinham acabado de sair. Embora fossem filhos do Deus supremo, que havia mostrado muitos milagres e sinais, eles ainda desejavam os deuses do Egito. E alguns deles pensavam que poderiam adorar os dois. Hoje temos ainda mais coisas afastando nossa atenção de Deus. E como os filhos de Israel, podemos pensar que podemos ter “Deus e…”.  Pergunte aos membros da classe quais são algumas dessas coisas que os afastam do Senhor. Como podemos colocá-las no devido lugar? Seria necessário abandoná-las completamente, como teria sido o caso com os deuses pagãos? Comente.

FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/aux232011.html


Lição 2 – Adoração e o êxodo: compreendendo quem é Deus

Ozeas C. Moura
Doutor em Teologia Bíblica

 Nesta semana, analisaremos alguns encontros que os filhos de Israel tiveram com o Senhor e o que eles revelam sobre a natureza e o caráter do Deus a quem professamos servir e adorar.

 I. Terra santa

Vivendo no deserto, Moisés provavelmente já tivesse visto sarças queimando, mas não uma que não se consumia. A cena lhe chamou a atenção e ele se dirigiu até o local. É possível que ele pensasse tratar-se de algo sobrenatural. Foi então que ele ouviu duas ordens de Deus: não se aproximar demais e tirar as sandálias, porque aquele lugar, pela presença divina, era santo (Êx 3:5).

O relato de Êxodo 3:1-15 nos mostra os elementos fundamentais da verdadeira adoração:

1. Deus é santo; nós somos pecadores. Daí a razão para dEle nos aproximarmos com reverência, admiração e temor (respeitoso).
2. A adoração deve estar centralizada em Deus, não em nós. A pergunta de Moisés “Quem sou eu para ir?” (Êx 3:11), que expressa seus temores e fraqueza e está focalizada no que ele poderia fazer, deveria ser trocada para: “Se é Deus quem ordena, quem sou eu para não ir?”, expressando confiança em quem é Deus e no que Ele poderia e iria fazer pelos israelitas.
3. Adorar é reconhecer que a salvação só é possível pela atuação divina. Sem a intervenção de Deus estaríamos condenados à escravidão do pecado, como estavam os israelitas no tempo do cativeiro egípcio.

II. A morte dos primogênitos: Páscoa e adoração

O capítulo 12 de Êxodo relata a instituição da Páscoa. O sangue do cordeiro pascal deveria ser colocado na verga e ombreiras (batentes) das portas. Moisés explicou aos israelitas que seus filhos primogênitos seriam poupados por causa do sangue do inocente cordeiro.

Em gratidão pelo prometido livramento da morte de seus filhos, os israelitas se inclinaram e adoraram (Êx 12:27). Há aqui um princípio ou motivo-chave para adorarmos a Deus: além de Criador, Ele é também Redentor. Cada pecador perdoado jamais deveria se esquecer de que sua salvação só é possível por causa do sacrifício que Deus fez na pessoa de Cristo. Nesse sentido, adoração envolve tanto o reconhecimento de quem é Deus quanto gratidão pelo que Ele fez e faz pelo pecador. Havendo gratidão, há adoração. E o contrário também é verdadeiro: a ingratidão leva à negação de Deus ou ao desrespeito para com Sua pessoa.

Por causa do sangue do cordeiro pascal, os primogênitos dos israelitas foram poupados. O mesmo não aconteceu a Jesus, o filho Primogênito de Deus. Ele teve que morrer para que os “primogênitos” da humanidade, os que serão salvos, pudessem viver. E o que faremos em face de tão grande amor e sacrifício? Só nos resta fazer como os israelitas do passado: inclinarmo-nos diante de Deus e adorá-Lo por Seu imenso amor, manifestado no plano da salvação.

III. Não terás outros deuses

No monte Sinai Deus proclamou Sua vontade para com os israelitas e toda a humanidade através dos Dez Mandamentos, estando os quatro primeiros diretamente relacionados à adoração.

Antes de proclamar os mandamentos, Deus lembrou aos israelitas que fora Ele quem os havia tirado “da terra do Egito, da casa da servidão” (Êx 20:2). Ao fazer isso, o Senhor pretendia que Seu povo fosse obediente e O adorasse motivado por gratidão, pelo fato de ter sido livrado da escravidão egípcia.

O primeiro mandamento mostra que Deus não admite rivais. Só Ele deve ser adorado. A razão para esse exclusivismo é o nosso próprio bem. Adorando-O, encontramos razão e significado para nossa vida, crescemos em bondade, altruísmo, pureza, veracidade, paciência, longanimidade, pois essas virtudes são as de Deus. Adorando outros deuses, certamente desenvolveremos outros atributos, diferentes daqueles que levam ao bem e ao crescimento pessoal e espiritual. A verdade é que nos tornamos parecidos com aquilo que adoramos.
O segundo mandamento proíbe fazer e adorar imagens, pois só Deus é digno de adoração, visto que é criador e mantenedor de tudo o que existe. Além disso, esse ato reduziria Deus ao tamanho e formato de uma imagem. A verdade é que não existe nada que possa representar adequadamente a pessoa de Deus. Qualquer tentativa nesse sentido acabaria por diminuí-Lo.

O terceiro mandamento proíbe tomar o nome de Deus em vão, seja em proferir Seu nome de maneira descuidada, seja em fazer piadas com o nome de Deus, seja ainda em dizer-se cristão e viver como se não fosse.

E o quarto mandamento nos pede que, de maneira especial no sétimo dia, nos lembremos do poder criador de Deus – o que nos levará a adorá-Lo em reconhecimento de tal poder. Após a morte de Cristo, o sábado passou a ser também lembrança da redenção efetuada na cruz. A adoração sabática, portanto, celebra o poder criador, mantenedor e salvador da pessoa de Deus.

IV. “Estes são teus deuses”

Quão facilmente a adoração pode ser corrompida! Bastou a ausência de Moisés por alguns dias, e eis o povo adorando um bezerro de ouro, algo bem conhecido, pois no Egito o boi Ápis era adorado. E o mais triste: aquela adoração (pelo menos na mente de Arão e dos demais idólatras) era uma “festa ao Senhor”! Chama nossa atenção a prontidão dos idólatras. Para um ato de falsa adoração eles madrugaram, ofereceram holocaustos e levaram ofertas pacíficas. Teriam eles a mesma prontidão caso o encontro fosse para a adoração séria e verdadeira a Javé, e não a um ídolo? Dificilmente!

Na verdade, quando adoraram o bezerro de ouro, os israelitas estavam adorando a si mesmos, no extravasar de suas paixões carnais. É-nos dito que “… o povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se” (Êx 32:6). E o resultado dessa falsa adoração foi que o povo ficou “desenfreado” (Êx 32:25). Os israelitas se esqueceram de que eram o povo de Deus e se comportaram como animais. E hoje não é diferente: sempre que houver falsa adoração, haverá afrouxamento moral, descambando para a licenciosidade, pois o ser humano não é maior nem diferente daquilo que adora. Se o ídolo não é ético (pois ele não fala contra a conduta errada), que dizer de seus adoradores?

V. “Mostra-me a Tua glória”

 Chama nossa atenção o fato de que tão logo os adoradores do bezerro de ouro foram mortos (Êx 32:27-29), Moisés pediu que o Senhor lhe mostrasse Sua glória (Êx 33:18). Por que esse pedido? O que tem a ver o conhecimento de Deus com adoração? A resposta é: tudo a ver.

Quando conhecemos verdadeiramente a Deus, Seus poderosos atributos, Sua justiça, bondade, fidelidade e amor, nossa reação a tudo isso será nos prostrarmos diante dEle em admiração e gratidão. Isso indica que geralmente a causa da idolatria é o desconhecimento do Deus verdadeiro. Foi isso o que Jesus quis dizer, ao Se dirigir em oração ao Pai: “A vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17:3).

Interessante é que Deus Se fez conhecido a Moisés não por demonstrações fantásticas de Seu imenso poder, nem pela manifestação de Seu brilho e resplendor (coisas que Ele poderia fazer, se assim o desejasse), mas por revelar-Se como Deus bondoso, misericordioso e compassivo (Êx 33:19). Isso indica que, mais importante do que saber sobre o que Deus pode fazer é saber quem Ele é (e também quem somos: seres finitos e pecaminosos). Isso nos levará à adoração correta de Sua pessoa.

FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/com232011.html


COMENTÁRIOS SIKBERTO MARKS

Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2011

Tema geral do trimestre: Adoração

Estudo nº 02 – Adoração em Êxodo: compreendendo quem é DEUS

Semana de    2 A 9 de julho

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristovoltara.com.br marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar: “Eu Sou o Senhor, teu DEUS, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de Mim” (Êxodo 20:2 e 3).

Introdução de sábado à tarde

“Respondendo à mulher, Jesus disse: “Crê-Me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos, porque a salvação vem dos judeus.” João 4:21 e 22. Jesus mostrara ser isento do preconceito judaico contra os samaritanos. Agora procurava derribar o mesmo preconceito da parte desta samaritana contra os judeus. Ao mesmo tempo que aludia à corrupção da fé dos samaritanos pela idolatria, declarou que as grandes verdades da redenção haviam sido confiadas aos judeus, e que dentre eles devia aparecer o Messias. Nos Sagrados Escritos tinham clara apresentação do caráter de Deus e dos princípios de Seu governo. Jesus Se colocou juntamente com os judeus, como sendo aqueles a quem o Senhor outorgara conhecimento a Seu respeito” (O Desejado de Todas as Nações, 188 e 189).

Os samaritanos adoravam o que eles não conheciam. E porque não conheciam seus deuses? Não é difícil entender. Eles não tinham nenhuma revelação, nem por escritos, nem por profetas, a respeito desses deuses. Na verdade eles adoravam de forma mística, isto é, misteriosa. Eram deuses misteriosos, invenção de homens. O mais curioso é que os próprios deuses não tinham noção de sua existência, pois eram feitos de madeira, de metal ou de pedra. Imagine só, adorar algo que nem ele, o adorado, tem alguma noção de que é um pedaço de pau, ou de pedra! Nem o adorador nem o deus tinham conhecimento. É uma relação impossível, uma tentativa só da parte do adorador, que se iludia pensando ser atendido pelo deus.

Mas havia casos em que ocorria algum conhecimento em relação ao deus. Era quando adoravam algum ser humano. Nesse caso havia alguma troca de informação e havia alguma formação de conhecimento. Contudo, o que o ser humano sabia de relevante sobre o outro ser humano que adorava? E o que o adorado sabia a respeito do adorador? Beira a nada, ou seja, aquele deus também não possuía conhecimento nem de si mesmo para se revelar, e muito menos possuía conhecimento sobre quem o adorava, para o socorrer, ou guiar, onde quer que estivesse. Aliás, estando os dois distantes, não haveria a menor possibilidade de troca de informações, e nem mesmo do deus saber o que se passava com quem o adorava. Nesse sentido, era uma adoração de ignorantes, como disse JESUS.

Modernamente isso também acontece. Precisamos expandir um pouco mais o conceito de adoração. Adorar não significa apenas referir-se em forma de prece ou louvor ao DEUS verdadeiro. Significa também ter o senso de dependência dEle, confiança nEle, esperança nEle. Significa depositar em DEUS tudo o que possui e que é; todo o ser. Adoração é a resposta do ser humano ao amor de DEUS. É também ofertar algo a DEUS, dar algo a Ele, ou devolver algo que Ele já nos deu. É sempre uma relação de resposta do adorador a DEUS, pelo que Ele já fez antes a quem O adora. Adoração é falar respeitosamente a respeito de DEUS, partilhar com outros a Seu respeito, seja em forma de sermão, de cântico ou de ensinamentos, ou ainda pela página escrita. Testemunhar também pode ser adorar. Enfim, adorar é uma relação de comunhão diária, de vida, com DEUS, fazendo a Sua vontade, que sempre é a melhor opção para nós, porque DEUS é puro amor. Isso é adorar. Portanto, a adoração não se limita apenas ao ato de ajoelhar-se e fazer uma oração. Podem ler a respeito um interessante artigo, esclarecedor, sobre adoração, sob o titulo: “O que significa adoração?” de Andrew Fountain, em: http://www.musicaeadoracao.com.br/artigos/adoracao/significa_adoracao.htm. Observa-se apenas que este autor não é adventista, por isso fez uma referência à adoração dominical. Mas o conteúdo sobre adoração é algo impressionante.

Presentemente muita gente adora algo desconhecido, ou seja, que não sabe bem o que vem a ser, e cujo adorado não conhece o adorador, ou nem sabe de sua existência. Os atuais deuses geralmente vivem muito bem com base nos adoradores, que é exatamente o contrário do que quer fazer o DEUS verdadeiro. Ele quer servir; os deuses desse mundo querem ser servidos. Alguns exemplos de deuses atuais, entre os muitos que existem: o prestígio, a fama, o dinheiro, a moda, o poder, os ídolos de cinema ou de exportes, os famosos, os bens, o luxo, e assim por diante. É uma imensidão de deuses, que vivem muito bem a partir da adoração por parte de milhões de pessoas. Se não vivem, são conceitos e costumes que assumem uma atitude de tornar os adoradores dependentes para explorá-los. Geralmente os adoradores trabalham e os deuses fazem festa, se drogam ou até levam outros à morte. Mas uma coisa eles não fazem: dar a sua vida pelos que amam, pois o amor deles é de interesses para si mesmos.

  1. Primeiro dia: Terra santa

Moisés estava tranquilamente cuidando das ovelhas de seu sogro. Num certo momento, viu fogo ali adiante. Isso chamou a sua atenção. Quem teria acendido aquele fogo? Percebeu que era fogo numa planta, uma sarça, que é uma espécie de acácia espinhenta do oriente. A planta queimava, e isso não era novidade, pois é um tipo de planta resinosa que queima com facilidade, mesmo verde. Mas nesse caso havia algo curioso que atraiu Moisés para mais perto: a sarça não se consumia. Isso era bem estranho, principalmente por se tratar de um fogo que apareceu, como se diz, do nada. Essa árvore, também chamada “Shittim” no Brasil é conhecida por Jurema, bem comum no nordeste brasileiro. Sua altura pode chegar até uns 3 metros.

Estando mais perto, do meio do fogo surge uma voz, que fala com Moisés. Logo dá uma ordem, que Moisés tire suas sandálias, pois a terra que pisava era terra santa. Daqui tiramos duas lições importantes. O lugar onde está DEUS, não importa se é na igreja, ou se no deserto, ou se em nossa casa, ou na rua, se DEUS está ali, devemos manifestar reverência, isto é, atitude respeitosa de quem está diante de DEUS. A segunda lição é que DEUS está em todos os lugares onde esteja um filho Seu. É verdade, pois o ESPÍRITO SANTO habita no coração dos filhos de DEUS. Portanto, em todo o lugar onde estiver um filho de DEUS, ali, esse mesmo filho de DEUS deve demonstrar respeito, pois DEUS está com ele. Logo, mais respeito ainda devemos demonstrar quando estivermos na casa de DEUS.

O diálogo entre Moisés e DEUS nos ensina algo sobre a atitude de adoração. Moisés demonstrou uma atitude de respeito por DEUS. Demonstrou sua inferioridade e reconheceu a superioridade de DEUS. Viu-se incapaz, e até indigno para fazer o que DEUS pedia; sentia-se fraco para isto. Possuía o senso humilde de pecador, não o orgulho de quem se acha muita coisa, que se imagina superior. Por fim, sentindo que DEUS faria tudo e que ele seria apenas um porta-voz, aceitou a missão. Veja bem, Moisés foi não como alguém que se acha importante por ter sido escolhido por DEUS dentre milhares; ele foi como um homem humilde, cuja capacidade de realizar uma grande missão não estava com ele, mas com DEUS. Aí sim, tudo dá certo. Mas quando nos achamos suficientes, mesmo em pouca coisa, já entramos na estrada do fracasso espiritual. Não é esse o caminho que devemos seguir.

  1. Segunda: A morte dos primogênitos: Páscoa e adoração

O primogênito é o primeiro filho. JESUS é considerado o primogênito de DEUS, não que ele tenha nascido de DEUS. Mas JESUS é como um filho para DEUS. Essa é uma relação de amor, como é a lei celeste. Assim também o povo de Israel é considerado o primogênito na Terra, e certamente hoje é a igreja adventista do sétimo dia.

Na noite que antecedia a saída de Israel do Egito foi que eles tiveram que pintar as vergas das portas de entrada das casas com sangue de animais. Esse sangue simbolizava o sangue de JESUS, que iria morrer por eles, e por todos. Seria a morte do primogênito de DEUS, e também Filho único, para que os seres humanos não necessitassem morrer, embora tenham pecado. Naquela noite o anjo da morte – porque essa era a sua missão: matar todos os primogênitos nas casas em que não havia sangue nas portas – matou todos os filhos mais velhos dos egípcios, pois eles não pintaram nada. O pintar as ombreiras das portas significava que o pecador devia e deve fazer alguma coisa para ser salvo. Ele deve obedecer, em primeiro lugar, se arrependendo de seus pecados.

No dia seguinte houve grande velório entre os egípcios. Eles choravam, e clamavam também para que os israelitas saíssem, antes que o DEUS deles os destruísse por inteiro. Naquele dia nenhum egípcio perguntou ao rei o que deveria fazer com os israelitas. Todos, como se fossem um só, fizeram o possível para ajudar os israelitas saírem. Deram-lhes presentes, alimento, e muito dinheiro. Para os egípcios o que valia era que ficassem vivos, o que ainda restava deles. Foi o dia em que o faraó perdeu toda a sua autoridade e quem assumiu essa autoridade foi o povo. Quando o seu rei não permitia a saída, nesse dia, o povo não só permitiu, mas clamou para que saíssem, e os encheram de presentes. Aí se vê quem é e quem não é DEUS. A essa altura dos acontecimentos, nesse dia, até o faraó queria que os israelitas saíssem. Todos os egípcios estavam unânimes nesse ponto.

Essa cerimônia do sangue se tornou, daí em diante, motivo de adoração, pela libertação do Egito. Era a cerimônia da Páscoa, que até hoje celebramos, embora de modo diferente e com motivos diferentes. Na noiteem que JESUSseria preso para ser morto, o primogênito de DEUS, ele instituiu a páscoa atual, como a conhecemos, que inclui o lava-pés e depois a cerimônia do pão e do suco de uva. Simboliza a libertação, não mais do Egito antigo, mas do Egito do pecado, que é esse mundo, quando seremos resgatados para a vida eterna. Portanto, essa é uma cerimônia muito importante, em relação à qual devemos ter grande respeito e zelo, pois, assim como para os israelitas, também para nós hoje, ela retrata a diferença entre a vida e a morte eterna.

  1. Terça: Não terás outros deuses

Vamos tentar imaginar o que se passava entre os israelitas, diante do monte Sinai, quando receberam os Dez Mandamentos. É muito bom que se saiba que esses mandamentos já existiam por tradição, ou seja, um contava para o outro. Já se sabia que só havia um único DEUS, e só Ele deveria ser adorado; sabia-se que o sábado era o dia memorial da criação; sabia-se que não se deveria matar, que se deveria ser respeitoso com os pais, e assim por diante. Já havia o conhecimento de todos os princípios deles, embora não organizado em dez preceitos. Por exemplo, quando Caim matou Abel, DEUS o repreendeu por isso. O sábado fora instituído junto com a criação. Cam foi repreendido severamente porque zombou de seu pai. Na verdade bastava eles terem conhecimento do que é o amor, e todos os preceitos dos mandamentos seriam automaticamente seguidos.

Agora DEUS estava para dar-lhes os princípios que compõe o amor a DEUS e o amor ao próximo em forma de Dez Mandamentos, simples e completos em si. Essesmandamentos representam o caráter de DEUS, por isso eles jamais podem ser alterados. Se, como muitas igrejas admitem e até pregam, esses mandamentos pudessem ser alterados, então estão a dizer, ao mesmo tempo, que DEUS não é tão poderoso a ponto de ser perfeito e infinito em tudo, pois qualquer alteração nesses mandamentos implica em alteração no caráter de DEUS, o que é inadmissível. Se DEUS tiver que mudar, então Ele não pode ser DEUS, e sim, no máximo, um ser muito poderoso, mas não infinito em poder nem perfeito em seu caráter. É bom pensar bem nessas coisas.

Vamos imaginar o que se passava lá no Sinai, durante o pronunciamento de DEUS ao proclamar esses mandamentos. Pense no contraste do DEUS verdadeiro com os deuses do Egito, com os quais eles se haviam acostumado. Aqueles deuses, sempre calados, que não diziam nem sim nem não, que nem saíam do lugar, e que não demonstravam glória alguma, eram como nada perto desse DEUS, que fazia tremer a terra, que fez rachar as rochas do grande monte Sinai, rachaduras que evidentemente estão lá, que fez aparecer relâmpagos, trovões, que falou em poderosa e grande voz. O povo nunca vira algo igual, e tão diferente dos ídolos nos quais os egípcios confiavam, e nos quais, certamente, muitos israelitas já estavam confiando.

Então DEUS proclamou em grande voz os quatro primeiros mandamentos, que podemos resumir em dois pontos: Não adianta nada querer adorar outros deuses ou fabricar algum, pois não existe a mínima possibilidade de haver outro. E só se deve adorar ao DEUS criador, respeitar o Seu nome, e guardar o Seu dia de descanso, por Ele mesmo estabelecido. Esses mandamentos se referem à adoração a DEUS. Portanto, são os mandamentos maiores, ou, os mais importantes. Os outros seis são os menores, pois dizem respeito a como nós devemos nos relacionar com as outras pessoas. Resumindo, os quatro primeiros mandamentos dizem respeito a como amar a DEUS, o que é a adoração; e os outros, dizem respeito a como amar o semelhante, o que é servir. Assim, a DEUS se adora, e ao próximo se serve. E em uma palavra, isso é “amor”.

E DEUS, que conhece o futuro tanto quanto o passado (isso não entendemos como pode ser, mas é assim, aceitamos pela fé, sabemos pelas profecias, pois Ele previu, e quando as coisas previstas acontecem, então Ele mesmo disse que é para que creiamos), teve a sabedoria de colocar no segundo mandamento o que sem sombra de dúvida é a maior de todas as tentações do ser humano: idolatrar algo. Por isso DEUS disse, não farás para ti imagem de escultura, e não devemos adorar tais imagens que alguém tenha feito. E dito e feito. Embora exista esse mandamento, o que mais impera nesse planeta são imagens e ídolos sendo adorados.

Pensando bem, o segundo mandamento parece um tanto bobo, não acha? Ora, desde quando um ser humano, dotado de inteligência racional, iria ter a idéia de ele mesmo fabricar um ídolo de um pedaço de madeira, e curvar-se diante dele, para o adorar, e achar que é o seu DEUS, que o pode livrar? Mas bobos são os seres humanos. O pecado os levou a tal estupidez, que foi justamente essa coisa boba que eles fizeram. Por isso DEUS colocou esse mandamento, um tanto esquisito, entre os dez. Veja sobre esse tema, algo muito interessante em Isaías 44:12 a 20. É um trecho hilário, e triste, da condição aviltada em que chegou o ser humano. Outro trecho semelhante, que vale a pena ler, é Isaías 46:6 e 7. Compare com os versos 3 e 4, pois aí está uma comparação entre o que é capaz um ídolo fazer (ele não faz nada, tem que ser carregado pelo próprio adorador) e o que o verdadeiro DEUS é capaz de fazer. Vale refletir sobre essa importante comparação.

Resumindo o estudo de hoje, nada mais ridículo adorar o que quer que seja, mas que não é o DEUS, que é capaz de criar e de manter o que criou, e de amar Suas criaturas.

  1. Quarta: “Estes são teus deuses”

Moisés e Josué haviam subido ao monte Sinai, e já se encontravam por lá há alguns dias. O povo tornou-se impaciente. Havia entre o povo duas influências poderosasem ação. Umaera o costume de idolatria em que viveram, como escravos por séculos. Eles foram fortemente influenciados pela cultura egípcia. A segunda poderosa influência foram os egípcios e as egípcias, em grande número, que vieram junto com os israelitas. Esses eram idólatras, como seus familiares de onde vieram. Muitos desses se casaram com israelitas; outros vieram junto por vários motivos. Eles foram um peso negativo para os israelitas, e se tornaram razão de tentação a eles, influenciando-os rumo à idolatria.

Apareceu uma oportunidade dessas pessoas agirem. Os demais israelitas eram facilmente influenciáveis por poderes contrários à sua adoração, pois estavam fragilizados por séculos de escravidão e falta de orientação sobre o verdadeiro DEUS e sobre a verdadeira adoração. Essa fragilidade pode se repetir no final dos tempos, entre o povo de DEUS, por falta de leitura e por falta de colocar a fé em prática. Satanás facilmente se aproveitou da situação para desqualificá-los a receberem os Dez Mandamentos de DEUS, e aprenderem sobre como se adora ao Criador. A oportunidade que apareceu foi a demora de Moisés sobre o monte. Essa demora foi como a árvore da ciência do bem e do mal para Adão e Eva; e eles caíram no teste. A aparente demora, hoje, de JESUS voltar é o nosso principal teste. Muitos se acomodam, pensando, “o meu Senhor tarde virá”.

Agora paremos para pensar. Qual a razão de uma demora ser motivo de buscarem voltar aos deuses do Egito, que há poucas semanas foram humilhados ao pó? Esses falsos deuses nada puderam fazer diante do DEUS que convidara Moisés a subir ao monte. Então, se foi o grande DEUS que agira com mão forte no Egito, que fizera passá-los por meio do Mar Vermelho, que afogara todo o exército do Egito, incluindo o faraó, não era de esperarem com paciência para saber das novidades que esse DEUS estava passando a Moisés? Se demorava é porque o assunto era importante! Pois, se o seu líder humano estava junto com DEUS, não era para eles terem expectativa de saberem o que DEUS estava dizendo a Moisés? Sim, porque depois daquelas demonstrações de poder por parte do DEUS que estava com Moisés, e sabedores da inutilidade de todos os deuses do Egito, não havia motivo algum para duvidarem do Criador e de quererem retornar aos deuses do Egito. Se havia algo que não fazia sentido, era, depois de tudo o que se passou, terem vontade de adorar algo que se assemelhasse àqueles deuses.

Mas aconteceu o inimaginável. Eles tornaram-se como loucos, e seus pensamentos perderam a capacidade de todo raciocínio lógico; e influenciados por más companhias, forçaram a Arão a lhes fabricar um deus à semelhança de um dos do Egito. Isso não é memória curta; ninguém esquece tão rápido algo que se passou há algumas semanas. Isso é ceder à tentação de um inimigo terrível, por meio de seus agentes infiltrados, agindo sobre os mais vulneráveis do povo, e seduzindo o líder maior, que no caso era Arão. Os poucos que não aceitaram a decisão, foram vencidos pela maioria que se tornou não-racional. Hoje não é diferente. Temos as profecias, e a maioria delas já se cumpriu; e o principal objetivo das profecias nem é que saibamos o que vai ser no futuro, e sim, que quando vemos o seu cumprimento, creiamos em DEUS. Portanto, nós hoje somos o povo de DEUS que mais tem fundamentos para uma fé viva, e forte confiança em DEUS. Mas, ao contrário, muitos de nós vivem como se não desse para confiar nesse DEUS. A história se repete, e até isto já estava previsto.

E como foi essa adoração? Foi ao estilo dos pagãos: danças, som alto e barulho, sensualidade, diversão. Enfim, êxtase para impressionar os sentidos, e impulsionar os músculos ao movimento frenético. Uma algazarra. É exatamente esse o culto que o atual pentecostalismo faz hoje. Em algumas de nossas igrejas já penetrou, embora as advertências de Ellen G. White. Alguns de nossos líderes estão hoje fazendo o papel de Arão. Nesse sentido, somos uma igreja dividida, pois há pastores nossos que são fortemente contra esse tipo de adoração, e outros, fortemente a favor, e ainda outros, que não se definiram. Não é admissível que a igreja verdadeira esteja dividida justo em relação à adoração, pois somos incumbidos de ensinar ao mundo como se procede para adorar em espírito eem verdade. Há pessoas, e muitos líderes que imaginam adorar a DEUS na base do grito. E esse é o ômega da apostasia, que será o principal motivo para a sacudidura mais forte que está muito próxima. Aliás, a fase branda da sacudidura já começou há algum tempo.

O barulho da adoração pagã entre os israelitas foi tão alto que Josué pensou que estavam em guerra. Imaginouque talvez tivessem sido atacados por algum outro povo. Mas era coisa pior: estavam em guerra, contra o verdadeiro DEUS. A adoração verdadeira é em primeiro lugar reverente, e, logo a seguir, é harmoniosa e melodiosa. Não há barulho, nem êxtase, mas há muita humildade, conhecimento, inteligência, sabedoria e felicidade, um senso de esperança e segurança inexplicável. Logo, o barulho é uma guerra espiritual contra a verdadeira adoração, e toda guerra é, por princípio, barulhenta. Que triste semelhança entre a falsa adoração e a guerra: o barulho!

Não caiamos jamais nessa situação. Que o nosso louvor não seja confundido com uma guerra, nem com uma briga, mas que seja reconhecido como a adoração de gente sábia e inteligente. No mínimo, gente racional, à semelhança de DEUS (refiro-me ao Criador).

  1. Quinta: “Mostra-me a Tua glória”

Moisés estava no âmago da experiência com DEUS. Desde a experiência da sarça ardente, Moisés vinha tendo um relacionamento muito próximo a DEUS, que falava com esse homem quase todos os dias. Enquanto no Egito, ele viu bem de perto a ação do poder de DEUS. Agora, ao dirigir o povo rumo ao país da liberdade, ele continuava tendo o supremo prazer de andar com DEUS. Depois de DEUS ter perdoado o povo por causa da idolatria, de não ter extinto aquele povo, Moisés teve aumentada a sua admiração ao DEUS que ele já conhecia tão bem. Ele percebeu que seria excelente conhecer ainda mais a DEUS. Moisés, com o tempo, passou a ter sede de estar com DEUS, de falar com Ele, de aprender dEle, de ser transformado por Ele. Era bom demais estar na companhia do Criador. Então foi que esse homem fez um pedido do fundo de seu coração. Um pedido humilde: que DEUS mostrasse a ele o Seu rosto, a Sua face, que é a beleza da glória de DEUS. A face de DEUS tem um brilho impressionante, oriundo do amor às Suas criaturas.

DEUS não poderia mostrar por inteiro a Sua glória, pois isso consumiria o pecador. DEUS Se mostrou pelas costas, e Moisés ficou tão impressionado com essa visão que exaltou a DEUS como o grande perdoador.

Um dia, quando pudermos ver a DEUS, então veremos que Ele é puro amor. Isso está estampado em Seu rosto. Essa é a Sua glória, é amar e perdoar. Só em ver, já se sabe que DEUS é assim.

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

A adoração a DEUS deve ser em humildade e reverência. E qual a razão? Ao menos uma das razões é: no Céu todos são humildes e reverentes. Aqui na Terra que é diferente: as pessoas são orgulhosas, centradas no “eu”, e irreverentes. Aqui, para nós, é coisa estranha e muitas vezes até vulgar, ser humilde, honesto, sincero, reverente, bem comportado. Aqui precisamos aprender esses princípios de vida. E uma das maneiras de aprendê-los é por meio da adoração.

JESUS CRISTO, quando estava na Terra, nos ensinou como se ama, sendo humilde servo dos outros. É assim no Céu. Lá ser humilde é o normal; aqui é algo estranho. DEUS, que criou a todos, é infinito em Seus atributos porque Ele ama, e porque serve a todos, mantém tudo em excelente estado, eternamente. Lá o poder existe para fazer o bem. O infinito poder de DEUS é para Ele, humildemente, servir as Suas criaturas. Dessa humildade advém a glória de DEUS. Então não deve ser visto como algo estranho que, para adorar a DEUS, se deva chegar com humildade, reverência e submisso. Esse é o modo normal de vida no Céu; é por isso que lá tudo funciona perfeitamente bem. Ou como DEUS disse na criação: “e viu DEUS que é bom”. A adoração é o ato mais íntimo de amor entre toda a criatura e o Criador. Bem por isso, nesse momento, deve haver a expressão do mais alto valor do reino de DEUS: a humildade. Só sendo humildes que se pode amar 100%, e a adoração é um momento para se aprender esse princípio positivo, como também para nos fazer ver como é a vida onde DEUS governa.

escrito entre  01 e 07/06/2011 – revisado em 08/06/2011

corrigido por Jair Bezerra

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

FONTE: http://www.cristovoltara.com.br/


COMENTÁRIOS BRUCE CAMERON

 Adoração – Lição 02

Adoração em Êxodo: Compreendendo Quem é Deus – (Êxodo 3, 20 e 32; I Crônicas 15; II Samuel 6)

Introdução: Os Dez Mandamentos iniciam com uma declaração de que não devemos ter outros deuses diante do nosso Deus. Normalmente, tenho pensado que a adoração de ídolos (que era uma coisa que acontecia muito na Bíblia) era idiotice. Por que alguém adoraria algo que ele próprio havia feito com suas mãos?  Se a prática é idiota, por que Deus está tão preocupado acerca dela? Por que os falsos deuses são citados no primeiro mandamento? Os deuses do passado são nada, são impostores? Se satanás queria ser como Deus, é possível que os anjos caídos sejam os falsos deuses do passado (veja Apocalipse 14:11)? Se alguns deuses falsos não são apenas simples pedaços de madeira, mas seres inteligentes, por que tentariam nos impedir de adorar a Deus de maneira adequada? Por que tentariam roubar a nossa adoração? Se for assim, isso explicaria por que Deus coloca a questão no princípio {de Sua lei}. Vamos mergulhar em nossa Bíblia e ver quais idéias ela nos ensina a respeito da verdadeira e da falsa adoração!

I. Sarça em Chamas e Adoração

A. Leia Êxodo 3:1-3. Deus conseguiu a atenção de Moisés. Por que Deus se aproximaria de Moisés desta maneira? (Ele queria que Moisés pensasse que isto era uma coisa que ele devia olhar mais de perto.)

B. Leia Êxodo 3:4. Você daria a mesma resposta? (Moisés está obviamente maravilhado pela voz – é claro que ele estava ali.)

C. Leia Êxodo 3:5-6. Vamos examinar este texto por um momento e ver o que podemos aprender a respeito da adoração. Por que Deus diz a Moisés para tirar as suas sandálias? (Deus é santo e isto torna o solo ao redor dEle santo.)

1. Por que Moisés deveria manter uma certa distância? (Podemos nos aproximar da terra santa, mas não podemos nos aproximar demais de um Deus perfeito.)

2. Qual é a mensagem geral acerca da adoração? (Deus vem de uma forma miraculosa – uma sarça ardente. Ele transforma lugares comuns em santos. Só podemos nos aproximar dEle, não podemos chegar perto demais.)

D. Leia João 13:3-5. Como Você explica passar de um Deus em cuja presença você tira os teus sapatos, para um Deus que lava os teus pés?

1. A natureza de Deus mudou?

2. A natureza da adoração mudou?

a. Leia Hebreus 4:14-16 e Romanos 5:10. O que esses textos sugerem?

b. Eles diminuem a glória de Deus?

II. O Bezerro de Ouro e a Adoração

A. Leia Êxodo 32:1-4. É possível para nós sermos tão estúpidos e tão ofensivos a Deus?

1. O que, nestes versos, constitui a maior ofensa a Deus? (Que os feitos maravilhosos de Deus sejam atribuídos a algo feito por mãos humanas.)

a. Você sempre atribui o teu sucesso ao teu trabalho duro e às tuas habilidades, em vez de ao poder de Deus?

(*)

III. Deuses Modernos e a Adoração

A. Leia Êxodo 20:4-6. Você conhece uma única pessoa que tenha um ídolo em seu jardim e que sai para adorá-lo? (Eu nunca vi osso, nem mesmo uma vez, em toda a minha vida nos Estados Unidos.)

1. Será que uma das mais bem sucedidas tentações de Satanás se tornou obsoleta? Foi apenas um modismo passageiro?

2. Quais são os elementos da adoração aos ídolos? (Um ídolo é algo que os seres humanos fazem. Nós nos curvamos a este objeto e o adoramos.)

a. O que significa adorar um ídolo? (Damos a ele o nosso dinheiro, nosso tempo, nosso respeito e levamos em conta seus conselhos.)

3. Quando eu estava lendo o livro “American Gods” {Deuses Americanos} (um livro que eu não recomendo), um deus moderno era a televisão. A televisão, para mostrar a sua importância, disse (parafraseando de memória), “Famílias se reúnem em torno de mim, sacrificam o seu tempo, me dão a sua atenção e obedecem às minhas palavras.” Puxa! Isto chamou a minha atenção. O nosso ídolo de adoração se mudou do nosso jardim para a sala de estar da família?

IV. Adoração no Apocalipse

A. Leia Apocalipse 5:13-14 e Apocalipse 19:1-7. É o teu maior desejo se unir a estas palavras de louvor e adoração a Deus?

B. Amigo, se você quer ser parte deste grupo, por que não louvar a Deus com tal intensidade agora? Por que não exclamar em alta voz (Apocalipse 19:1) o teu louvor a Deus? Por que não adorá-lo da maneira que você realmente deseja, e não como se estivesse se preparando para a tua soneca no sábado à tarde?

V. Próxima Semana: O Sábado e a Adoração

(*) Nota do Tradutor: Um trecho deste comentário foi suprimido por solicitação do tradutor, com a autorização expressa do autor.

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Direito de Cópia de 2011, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses.
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FONTE: http://brucecameron.blogspot.com/


COMENTÁRIOS GILBERTO THEISS

 Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 2 – 3º Trimestre 2011 (2 a 9 de julho)

Observação: Este comentário é provido de Leitura Adicional no fim de cada dia estudado. A leitura adicional é composta de citações do Espírito de Profecia. Caso considere-a muito grande, poderá optar em estudar apenas o comentário ou vice versa.

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 2 DE JULHO – Adoração e o êxodo: compreendendo quem é Deus (Êx 20:2-3)

            “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de Mim” (Êx 20:2-3).

 O Povo de Israel, Nação eleita de Deus, viveu momentos difíceis no Egito! Mais de quatrocentos anos se passaram após a sua chegada até esta terra de estrangeiros. Várias gerações haviam se passado e os líderes do Egito, chegaram à conclusão de que os israelitas cresciam rapidamente. Por ser uma terra muito cobiçada por nações vizinhas, a possibilidade de uma futura união dos israelitas com nações inimigas não era descartada.

É neste contexto que a nação eleita por Deus perde a liberdade e passa a viver sob o jugo egípcio. Como veremos adiante, a opressão estabelece um cerco a Israel nos aspectos sociais, éticos e religiosos fazendo-os, com o tempo, perder parte dos princípios e valores que os identificava como remanescente de Deus para aquele tempo para se tornar um povo perdido, sem rumo e completamente idólatra. As marcas do paganismo e da traição espiritual para com Deus foram tão bem enraizadas na vida e costumes de Israel que muitos dentre o povo sentiam vontade e desejo de voltar às velhas práticas comuns dos egípcios. Vontades estas que, algumas vezes, eram materializadas trazendo grande prejuízo e maldição sobre todo o povo (Êx 32; 11; 14; 16; 25). A cultura egípcia foi determinante em ofuscar e minimizar os valores da verdadeira adoração na mente e coração do povo de Deus. Portanto, como povo de Israel espiritual de hoje, devemos ser decisivos em rejeitar qualquer costume cultural de nosso tempo que seja capaz de moldar-nos aos costumes do Egito atual (mundo). Os tempos que vivemos são mais solenes do que qualquer outro tempo. Um deslize na vida espiritual de hoje possui maior significado do que em qualquer outra geração. Estamos no clímax do grande conflito e da guerra que envolve aspectos incisivos da adoração.

Leitura Adicional

“Entre os adventistas do sétimo dia, são feitas advertências e reprovações aos que erram não porque sua vida seja mais repreensível que a de professos cristãos das igrejas nominais, ou porque seu exemplo e atos sejam piores que os dos adventistas que não prestam obediência aos reclamos da lei de Deus; mas porque eles têm grande luz, e porque, pela sua profissão de fé, se colocara como povo especial, escolhido de Deus, tendo Sua lei escrita no coração. Eles mostram lealdade ao Deus do Céu prestando obediência às leis de Seu governo. São representantes de Deus na Terra. Qualquer pecado que neles houver os separa de Deus e, de modo especial, desonra Seu nome, pois dá aos inimigos de Sua santa lei ocasião de reprovar Sua causa e Seu povo, o qual Ele chamou “a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido”, a fim de que eles anunciem as virtudes daquele que… [os] chamou das trevas para Sua maravilhosa luz” (I Pe 2:9; Testemunhos Para a Igreja, v.2, p. 452).

 DOMINGO, 3 DE JULHO – Terra Santa – (Êx 3:1-15)

            Deus se manifestara a Moisés de uma maneira bastante impressionante. Quando o patriarca viu aquela sarça ardendo em chamas sem ser consumida, isto com certeza lhe cativou tenazmente a atenção. Em meio àquele fenômeno inexplicável, do silêncio brotou uma voz dizendo que ele retirasse as sandálias dos pés, pelo fato do lugar ser caracterizado como santo. Alguns eruditos da interpretação acreditam que as sandálias com poeiras na sola, talvez representem os resquícios e sujeiras do mundo ou até mesmo as nossas próprias obras permeadas do próprio eu. Ellen White nos dá uma luz esclarecendo que as sandálias com suas sujeiras poderiam profanar o lugar santo (Patriarcas e Profetas, p. 350). Independente do significado exato de retirar as sandálias dos pés, o que temos certeza é que, Moisés não podia se aproximar de Deus com elas. Esta revelação é clara ao nos evidenciar que, Deus deve ser o centro de nossa adoração. Devemos nos aproximar dEle da maneira como Ele determina e não da forma como achamos, apreciamos ou gostamos. Uma sandália, segundo a nossa própria maneira de avaliar, seria uma coisa muito simplória, sem valor, sem significado e sem relevância. No entanto, como bem vimos, por mais que pareça ser irrelevante, notamos claramente que para Deus era muito relevante e fundamental para aquela circunstância e para a conservação da sagracidade e santidade do ambiente em que recebia Sua presença.

            Por esta razão e por outras é que devemos ter extremo cuidado com a maneira como nos apresentamos diante do Senhor e o que oferecemos a Ele, pois coisas aparentemente insignificantes podem mudar completamente o rumo e o significado da verdadeira adoração. Imagine se Moisés tivesse recusado retirar as sandálias e tentado se aproximar com ela nos pés? O que você acredita que poderia ter ocorrido? Algo trágico poderia acontecer ali só por causa de uma simples e irrelevante sandália? Esta lição poderia servir para nós em pleno século XXI como séria advertência?

Deus se fez presente naquele monte e foi isto que determinou o rigor da santidade do local e os valores que materializam a essência da verdadeira adoração a Ele. Nossa própria conduta deve ser a de um ser humano necessitado de misericórdia e compaixão. Não podemos nos aproximar de Deus como se Ele fosse do mesmo nível que nós. Embora cheio de amor e bondade, Ele não deixa de ser Deus, soberano, onipotente e santo. Devemos ir à Ele com humildade e profundo sentimento de respeito,  admiração e com o coração contrito.

Leitura Adicional

“A humildade e a reverência devem caracterizar o comportamento de todos os que vão à presença de Deus. Em nome de Jesus podemos ir perante Ele com confiança; não devemos, porém, aproximar-nos dEle com uma ousadia presunçosa, como se Ele estivesse no mesmo nível que nós outros. Há os que se dirigem ao grande, Todo-poderoso e santo Deus, que habita na luz inacessível, como se dirigissem a um igual, ou mesmo inferior. Há os que se portam em Sua casa conforme não imaginariam fazer na sala de audiência de um governador terrestre. Tais devem lembrar-se de que se acham à vista dAquele a quem serafins adoram, perante quem os anjos velam o rosto. Deus deve ser grandemente reverenciado; todos os que em verdade se compenetram de Sua presença, prostrar-se-ão com humildade perante Ele” (Exaltai-o [MM 1992], p. 199).

“A Moisés, perante a sarça ardente, foi determinado que tirasse as sandálias, porque a terra em que estava era santa. Semelhantemente os sacerdotes não deveriam entrar no santuário com sapatos nos pés. Partículas de pó que a eles se apegavam, profanariam o lugar santo” (Patriarcas e Profetas, p. 350).

“Antes de sair, Moisés recebeu sua elevada comissão, a ordenação para sua grande obra, de uma forma que o encheu de espanto e lhe deu profundo senso da própria obra, de uma forma que o encheu de espanto e lhe deu profundo senso da própria fraqueza e indignidade. Enquanto estava envolvido em sua rotina de afazeres, ele viu um arbusto em que galhos, folhas e troncos estavam todos em chamas, mas não se consumiam. Ele se aproximou para ver melhor aquela maravilha, quando uma voz se dirigiu a ele a partir das chamas. Era a voz de Deus. Era aquele que, como o anjo da aliança, Se havia revelado aos pais, séculos antes. Moisés tremeu a ficou impressionado com a cena quando o Senhor o chamou pelo nome. Com lábios trêmulos, ele respondeu: ‘Eis-me aqui!’ Ele foi advertido a não se aproximar de seu Criador com familiaridade desnecessária. ‘Tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa’. E ‘Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus’ (Êx 3:5,6).

O homem finito pode aprender uma lição que nunca deve ser esquecida – aproximar-se de Deus com reverência. Podemos entrar ousadamente à Sua presença apresentando o nome de Jesus, nossa justiça e substituto, mas nunca com o atrevimento da presunção, como se estivéssemos no mesmo nível que Ele. Temos ouvido algumas pessoas se dirigirem ao grande, todo-poderoso e santo Deus, que habita na luz inacessível, como não se dirigiriam a um igual, ou até mesmo um inferior. Temos visto alguns se comportarem na presença de Deus como não se atreveriam a fazer na presença de um amigo terreno. Isso mostra que não têm uma visão adequada do caráter de Deus e da grande de Seu poder. Eles devem se lembrar de que os olhos de Deus estão sobre eles;  Ele lê os pensamentos de seu coração a Seu respeito. DEle não se zomba. Deus é digno de ser reverenciado, onde quer que Sua presença seja percebida claramente, o pecador deve se inclinar na atitude mais humilde e, das profundezas do ser, clamar: ‘Quão terrível é este lugar!’” (Signs of the Times, 26 de fevereiro de 1880).

SEGUNDA, 4 DE JULHO – A morte dos primogênitos: Páscoa e adoração –  (Êx 12: 1-36)

As sete festividades do santuário contavam a história da redenção em Cristo. Observe:

1 – Páscoa – Sangue nas umbrais. Notável libertação no Egito e representava o sangue de Cristo na Cruz do calvário.

2 – Pães Asmos – Dia da tristeza pela morte dos primogênitos, comer ervas amargas e representavam o dia seguinte a crucifixão e a tristeza dos discípulos de Cristo e demais fiéis

3 – Primícias – Primeira colheita e representava a ressurreição de Jesus e dos anciãos.

4 – Pentecostes – O poder especial da manifestação de Deus dando ao homem os dez mandamentos no Sinai e representava o dia da concessão do Espírito Santo em Atos 2.

Todos essas 4 festas apontavam para a vinda do Messias e as demais festividades apontam para o futuro – o desfecho final.

5 – Trombetas – Juízo em Israel  e representa o início da mensagem angelical

6 – Expiação (Yom Kipur) – Purificação do Santuário e representa o juízo investigativo que iniciou-se a partir de 1844.

7 – Tabernáculos – Durava 7 dias – Uma celebração de júbilo pelo protetor cuidado de Deus sobre Israel no deserto e celebrava a ceifa, colheita dos frutos da terra. Também apontava para o futuro, para o grande júbilo final e o grande dia da colheita final, em que o Senhor da seara enviará os Seus ceifeiros para ajuntar o joio em feixes para o fogo, e colher o trigo para o Seu celeiro. O universo inteiro unir-se-á em júbilo pela vitória final.

Estas festividades possuem significados importantes e contam a trajetória do plano de Deus para remir o homem. No entanto, a primeira e mais importante festividade era a páscoa. Sem ela nenhuma outra teria sentido, pois representava a redenção executada e completa do ser humano. A trajetória das demais festividades conduziam o plano para a redenção aplicada e que culminava com a expiação e a permanência definitiva na terra prometida. Como visto, sem a páscoa não era possível dar sequência em nenhuma outra festividade ou significado redentivo. Além do ato de Deus em todo o plano revelado na páscoa, cabia ao homem responder animosamente a este plano. A reação ou resposta humana era crucial para a aplicação da redenção. Se o povo não respondesse positivamente sacrificando os animais e manchando os umbrais das portas com o sangue, certamente, o anjo destruidor também os visitaria deixando as marcas da morte de seus primogênitos. Novamente vemos que, a resposta humana deveria ser aos moldes do conselho divino. Imagine que, ao invés do sangue, alguns tivessem feito como Caim, manchado as umbrais com qualquer outra coisa!

Observe que, a maneira como nos achegamos a Deus e o que lhe oferecemos  tem tudo haver com verdadeira ou falsa adoração. Não é nossa concepção pessoal que deve determinar os moldes da resposta e adoração a Deus, mas a vontade dEle acima da nossa. Alguns podem achar que Deus tem sido egoísta em fazer-nos cumprir suas exigências em detrimento da nossa própria. No entanto, saiba que, não houve nenhuma determinação egoísta em exigir dos Israelitas o sangue nos umbrais, porque na verdade este sangue representava o sangue de Cristo que seria derramado no lugar do nosso sangue. Isto não me parece nem um pouco uma atitude egoísta! E o povo também não era obrigado a passar o sangue em suas portas, podiam escolher não passar. Da mesma forma hoje, podemos escolher fazer as coisas a nossa maneira, viver segundo nossa própria concepção e oferecer a Ele o que achamos e gostamos, mas, como a oferta de Caim, não significa que será aceito.

Leitura Adicional

“No Egito, os israelitas foram instruídos a assinalar os batentes de suas portas com o sangue de um cordeiro sacrificado a fim de que, quando o anjo da morte visitasse a Terra, passasse por cima de suas casas. Mas se, em lugar de cumprir esse simples ato de fé, eles tivessem bloqueados as portas, tomando todas as precauções para manter fora o anjo destruidor, seus esforços teriam sido em vão, pois eles teriam dado testemunho de sua incredulidade. O sangue nos batentes da porta era suficiente. Ele garantia a vida do primogênito. O mesmo é verdade hoje. É o sangue de Cristo que purifica do pecado. Sem isso, todo esforço para obter a salvação é inútil.

É tarefa do pecador aceitar Cristo como sua justiça. Assim, ele se reconcilia com Deus. Somente mediante a fé em Cristo o coração pode ser santo. Muitos pensam que o arrependimento é uma tarefa que os homens devem executar antes de ir a Cristo. Acham que têm algo a fazer antes que possam encontrar em Cristo um mediador em seu favor. É verdade que deve haver arrependimento antes que haja perdão, mas o pecador deve ir a Cristo antes de encontrar arrependimento. É a graça de Cristo que nos fortalece e ilumina, tornando possível o arrependimento” (The Youth’s Instructor, 26 de março de 1903).

“A páscoa devia ser tanto comemorativa como típica, apontando não somente para o livramento do Egito, mas, no futuro, para o maior livramento que Cristo cumpriria libertando Seu povo do cativeiro do pecado. O cordeiro sacrifical representa o “Cordeiro de Deus”, em quem se acha nossa única esperança de salvação. Diz o apóstolo: “Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.” I Cor. 5:7. Não bastava que o cordeiro pascal fosse morto, seu sangue devia ser aspergido nas ombreiras; assim os méritos do sangue de Cristo devem ser aplicados à alma. Devemos crer que Ele morreu não somente pelo mundo, mas que morreu por nós individualmente. Devemos tomar para o nosso proveito a virtude do sacrifício expiatório” (Patriarcas e Profetas, p. 277).

“Foi requerida essa obra por parte dos filhos de Israel  a fim de prová-los e para que mostrassem sua fé na grande libertação que Deus estava operando. A fim de escapar do terrível juízo prestes a cair sobre o Egito, o símbolo do sangue devia ser visto em suas casas. E foi-lhes ordenado que separassem dos egípcios a si e aos seus filhos, e se reunissem em suas próprias casas, pois se algum dos israelitas fosse encontrado nas casas dos egípcios, esse cairia pela mão do anjo destruidor. Foram também orientados a celebrar a festa da Páscoa como uma ordenança a fim de que, quando seus filhos perguntassem o que significava esse culto, a relacionassem com sua maravilhosa proteção no Egito: que quando o anjo destruidor saiu à noite para matar os primogênitos humanos e dos animais, ele passou por cima de suas casas, e nem um dos hebreus que tinham o sinal do sangue sobre o batente de sua porta foi morto.

O povo se inclinou e adorou, grato por esse notável memorial dado a fim de preservar em seus filhos a lembrança do cuidado de Deus por Seu povo. …

A páscoa apontava para o passado, a libertação dos filhos de Israel, e também era típica, apontando para Cristo, o Cordeiro de Deus, sacrificado para a redenção do homem decaído. O sangue aspergido nas ombreiras prefigurava o sangue expiatório de Cristo, e também a dependência contínua do homem pecador dos méritos do sangue para a segurança contra o poder de Satanás, e da redenção final” (Signs of the Times, 25 de março de 1880).

TERÇA, 5 DE JULHO – Não terás outros deuses – (Êx 20:1-6)

           O povo de Israel, por mais de quatrocentos anos recebera uma forte influência da religião pagã e dos supostos deuses egípcios. Atente para o fato que, seus costumes, comportamentos imorais, valores e cultos influenciaram sobremaneira o povo de Israel, levando muitos a um estreito sincretismo religioso. Até mesmo aquele que viera para ser o libertador do povo fora influenciado por esta poderosa e influente cultura. Ellen White descreve que “Moisés estivera a aprender muito que tinha de desaprender”, e acrescenta em sua lista o “misticismo de uma religião falsa” (Patriarcas e Profetas, p. 248). Ellen White ainda acrescenta que “tudo deixara profundas impressões em sua mente em desenvolvimento, e modelara, até certo ponto, seus hábitos e caráter. O tempo, a mudança de ambiente e a comunhão com Deus podiam remover estas impressões” (Ibdem). Não é de se espantar ao ler que o monte Sinai tenha entrado em grande tormenta. Relâmpagos, fumaça, fogo e tremores foram propositais para mostrar ao povo a grandeza majestosa do verdadeiro Deus que havia sido esquecido devido a influência da cultura egípcia. A primeira obra a ser feita em prol do povo era retirar de seus corações a adoração a deuses que não existiam. Este passo inicial era fundamental para levar o povo à verdadeira e única adoração em detrimento daquilo que haviam aprendido a cultuar naquela nação pagã. Dentre os inúmeros deuses egípcios, RÁ (deus sol), ÍSIS (deus do Nilo), SET (deus do deserto), NUT (deus céu), MIN (deus da reprodução), ÁPIS (deus boi) e OSIRIS (deus da agricultura) eram uns dos mais adorados e reverenciados. A religião politeísta foi uma maldição para o povo de Israel e fundamental nas estratégias de Satanás para, com o tempo, levar o povo a se esquecer da verdadeira adoração e de Seu verdadeiro Deus. A idolatria foi tão bem plantada no coração do povo que, mesmo pelo deserto, aprendendo que não existe outro Deus, ainda se sentiam tentados a cometer idolatria. A história de Israel é uma lição para todos nós, pois, vivemos em um mundo semelhante ao Egito antigo no que diz respeito a idolatrias e costumes pagãos. Nossa vida deve ser pautada pelo sério pensamento que, embora vivamos neste mundo, não devemos ter parte com ele. Nossa pátria é a celestial. Atenção e cuidados são poucos diante de um mundo que idolatra, além de deuses feitos de barro, dinheiro, fama, pessoas, artistas, sexo, conhecimento e o próprio eu. A idolatria a estas coisas pode ser tão nefasta quanto adorar um pedaço de barro. O nosso coração, para prestar adoração genuína a Deus deve ser purificado de todo e qualquer apego às coisas deste mundo.

Leitura Adicional

“Os Dez Mandamentos, farás, e não farás, são dez promessas a nós afirmadas, caso prestemos obediência à lei que governa o Universo” (SDA Bible Commentary, vol.1, pág. 1.105).

“Não há em qualquer parte da Bíblia um preceito moral ordenado, que não haja sido escrito com o dedo de Deus em Sua santa lei nas duas tábuas de pedra. Uma cópia foi dada a Moisés no Monte Sinai. Os primeiros quatro mandamentos ordenam ao homem seu dever de servir o Senhor nosso Deus com todo o coração, com toda a alma, e de todo o pensamento, e com todas as forças. Isso envolve o homem todo. Requer tão fervente amor, tão intenso, que o homem não pode acariciar em seu espírito ou afeições, coisa alguma que esteja em rivalidade com Deus; e Suas obras apresentarão a assinatura celeste. Tudo é secundário à glória de Deus. Nosso Pai celeste deve ter sempre o primeiro lugar, como a alegria e prosperidade, a luz e suficiência de nossa vida, e nossa porção para sempre” (Carta 15, 1895).

“Não terás outros deuses diante de Mim…” Êxo. 20:3. Não é só negando a existência de Deus, ou prostrando-se ante ídolos de madeira ou pedra, que se pode transgredir esse primeiro dos mandamentos. Por muitos que professam ser seguidores de Cristo, são infringidos os princípios desse mandamento; mas o Senhor do Céu não reconhece como filhos Seus, aqueles que abrigam no coração qualquer objeto que tome o lugar que unicamente a Deus deve pertencer. Em muitos domina a satisfação do apetite, ao passo que outros dão o primeiro lugar ao vestuário e ao amor do mundo. …

Deus nos deu nesta vida muitas coisas a que dedicar nossas afeições; quando, porém, levamos ao excesso aquilo que em si mesmo é legítimo, tornamo-nos idólatras. … Qualquer coisa que separe de Deus nossas afeições e diminua nosso interesse nas coisas eternas, é um ídolo. Os que empregam o precioso tempo concedido por Deus – tempo que foi adquirido por preço infinito – em embelezar seu lar para ostentação, ou em seguir as modas e costumes do mundo, esses não só roubam de sua própria vida o alimento espiritual, como também deixam de dar a Deus o que Lhe é devido. O tempo assim gasto na satisfação de desejos egoístas, poderia ser empregado na obtenção de conhecimentos da Palavra de Deus, no cultivo de talentos, para rendermos serviço inteligente ao nosso Criador. … Deus não participará de um coração dividido. Se o mundo absorve nossa atenção, não pode Ele reinar supremo. Se isto diminui nossa devoção a Deus, é então idolatria aos Seus olhos. Deus não justificará o transgressor nesse aspecto” (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 322).

QUARTA, 6 DE JULHO – “Estes são teus deuses” – (Êx 32:1-6)

O relato Bíblico nos diz, em Êxodo 32, que Moisés subiu para buscar as tábuas de pedra que selavam o concerto de Deus com Seu povo. O povo, preocupado com a demora de Moisés pediu a Arão que fizesse um deus para guiá-los e ele fez um bezerro de ouro. Josué disse a Moisés: Ouça sons de guerra. Moisés respondeu: Não, são cantos de orgia. Eles estavam adorando a imagem de um animal, cantando orgias e dançando.

Este mesmo povo havia dito, há poucos dias atrás que “Tudo o que o Senhor tem falado, faremos.” (Êxodo 19:8) Agora, abandonando e desprezando o concerto que havia acabado de ser feito, afastaram-se de Deus, elegendo diante de si outros deuses. A música, nesta experiência particular, também teve um papel fundamental em facilitar a materialização de uma falsa adoração, pois, a consequência direta foi que:

A música naquele dia foi capaz de levá-los aos pés de Satanás.

A música naquele dia foi capaz de levá-los à prostituição.
A música daquele dia foi capaz de levá-los ao adultério.
A música daquele dia foi capaz de levá-los ao mais baixo nível moral.
A música daquele dia foi capaz de levá-los para as trevas.
A música daquele dia foi capaz de fazer o corpo dominar sobre a mente.
Através da música, Satanás teve total controle sobre suas mentes.

Trazendo para nossos dias, de maneira apenas ilustrativa e figurativa poderíamos dizer que o grito de guerra de Satanás seria o mesmo dos bailes funks da atualidade, “TÁ TUDO DOMINADO”. A música tem o poder de elevar, santificar, fortalecer, de nos aproximar de Deus, mas também tem o poder para corromper o caráter, enfraquecer a moral e de nos afastar de Deus colocando o ser humano sobre o domínio do inimigo das almas.

É claro que, a música não era o centro do problema, no entanto, além de toda confusão, idolatria, prostituição e bebedice, estavam os comportamentos de uma religião falsa. Como toda religião mística, o uso de tambores com danças são fundamentais, e no caso de Israel, estes estilos e instrumentos foram, provavelmente, trazidos da cultura religiosa egípcia. Percebe-se nas declarações bíblicas e do Espírito de Profecia que estes costumes estavam inseridos no pacote de traquejos pagãos que faziam parte da moda egípcia e praticados na saída imediata do povo na experiência do mar vermelho, na corrupção total no monte Sinai e em alguns momentos de suas peregrinações no deserto. Ellen White diz que, o povo, no momento em que Moisés demora a retornar do monte Sinai, se corrompe e praticam novamente as “velhas superstições” trazidas do Egito (Patriarcas e Profetas, p. 316). Também acrescenta que “era uma cena de alvoroço gentílico, imitação das festas idólatras do Egito; mas quão diverso do solene e reverente culto de Deus! Moisés ficou consternado” (Ibdem, p. 320). Observe que White não cita detalhadamente o que é, e o que não é “imitação idólatra” ou “velhas superstições”. Isto indica que, além de outros fatores correspondentes, tanto as danças quanto o uso de tambores estavam latentes em suas declarações uma vez que, normalmente e na maioria das vezes, onde há danças frívolas, como no ocorrido ao pé do monte, deve naturalmente haver tambores ou algum outro tipo de percussão. Um é braço direito do outro. Não quero fazer apologia contra esse ou aquele instrumento e música, mas, pela maneira como a música tem sido conduzida em nossos dias, faz-se necessário extremo cuidado para não enveredarmos para os mesmos erros cometidos por Israel ao misturar na adoração elementos e instrumentos que tendem mais a excitar os sentido, embotar a mente e provocar êxtase emocional e ainda confundir tudo isto com manifestação do Espírito Santo. Aliás, foi exatamente isto que um senhor pentecostal me disse certa feita ao afirmar que a igreja adventista não tinha o Espírito Santo pelo fato de não termos músicas dançantes e bateria nas igrejas. Será que Satanás não estaria criando uma contrafação aos moldes do culto primitivo antigo? Será que o misticismo que permeou a falsa adoração no Egito, não estaria sendo praticada no Egito espiritual de hoje (mundo)? Será que estamos menos vulneráveis do que o povo de Israel quando caíram neste engano cultual? Lembre-se que as experiências de Israel no passado foram relatadas para nos advertir dos perigos de nosso tempo. Ellen White, explicando 1º Coríntios 10 declara que: “O apóstolo Paulo diz claramente que as experiências dos israelitas em suas jornadas foram registradas para benefício dos que vivem em nosso tempo. Ele diz: ‘Deus não Se agradou da maioria deles; por isso os seus corpos, ficaram espalhados no deserto. Essas coisas ocorreram como exemplos para  nós, para que não cobicemos coisas más, como eles fizeram. …Essas coisas aconteceram a eles como exemplos e foram escritas como advertência para nós, sobre quem tem chegado o fim dos tempos. Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia!’ (I Co 10:5, 6, 11, 12)”. Continua ele dizendo que “Nossos perigos não são menores, mas maiores que os dos hebreus. Haverá a tentação de ciúmes e murmurações, e haverá rebelião declarada, como as que foram registradas sobre o antigo Israel. Os hebreus não estavam dispostos a se submeter às instruções e restrições do Senhor. Queriam ter sua própria maneira, seguir os ditames da própria consciência e ser controlados pelo próprio julgamento. Mas Deus quer que Seu povo seja disciplinado e levado à harmonia de ação, a fim de manter a mesma opinião e o mesmo julgamento” (Review and Herald, 14 de março de 1899).

Pior do que isto é a cegueira de muitos professos cristãos que, ao misturar o santo com o profano, mancham o culto de Deus com costumes, culturas e gostos pessoais profanos que fazem parte do Egito atual. Falando a respeito de Arão Ellen White diz que foi tal cegueira que fez dele um homem fraco conivente com o erro: “Que terrível cegueira espiritual deve ter sobrevindo a  Arão para que trocasse luz por trevas e trevas por luz! Que presunção de sua parte, proclamar uma festa ao Senhor ligada ao culto idólatra da imagem de ouro! Aqui se vê o poder que Satanás tem sobre mentes que não são inteiramente controladas pelo Espírito de Deus. Satanás tinha erguido seu estandarte no meio de Israel, e este foi enaltecido como o estandarte de Deus” (Testemunhos para a Igreja, v.3, p. 298-300). O uso de instrumentos e músicas específicos da cultura pagã egípcia é apenas uma pequena peça de um enorme quebra cabeça. Há muitas coisas ainda envolvidas na falsa adoração que, por causa de nossa falta de discernimento espiritual e idolatria aos nossos gostos e achismos pessoais, as vezes não conseguimos enxergar e teimosamente nos faz insistir com costumes e culturas que ofuscam a verdadeira adoração a Deus: seja em cultos ou em nossa maneira de viver. No decorrer do trimestre aprenderemos muito a este respeito, mas precisaremos ter humildade, submissão e disposição para aceitar as advertências da revelação – mesmo que elas sejam contrárias ao que pensamos.

Leitura Adicional

“Arão pensou que Moisés tinha sido muito intransigente com os desejos do povo. Pensou que se Moisés tivesse sido menos firme, menos resoluto às vezes, e que se tivesse transigido com o povo e condescendido com seus desejos, ele teria tido menos problema, e teria havido mais paz e harmonia no acampamento de Israel. Portanto, ele tinha adotado a nova política. Dera expressão a seu temperamento natural, cedendo aos desejos do povo para poupar insatisfação e preservar sua boa vontade. Desse modo, pretendia evitar uma rebelião que, pensava, certamente ocorreria se ele não cedesse aos desejos do povo. Mas se Arão tivesse permanecido inabalável a Deus; se tivesse enfrentado a exigência do povo para que lhe fizesse deuses adiante dele ao Egito com a justa indignação e horror que a proposta merecia; se lhe tivesse mencionado os terrores do Sinai, onde Deus tinha pronunciado Sua lei em tal glória e majestade; se lhes tivesse lembrado de sua aliança solene com Deus de obedecer a tudo que Ele mandasse; enfim, se tivesse dito aos israelitas que não cederia a suas súplicas, mesmo com o sacrifício da própria vida, teria tido influência sobre o povo para evitar uma terrível apostasia. Mas quando, na ausência de Moisés, sua influência foi requerida para ser usada na direção certa, quando devia ter ficado firme e intransigente como Moisés, para impedir que o povo seguisse uma conduta pecaminosa, sua influência foi exercida na direção errada. Foi fraco em fazer sua influência ser sentida em defesa da honra de Deus pela guarda de Sua santa lei. Mas, do lado errado, ele exerceu uma forte influência. Ordenou, e o povo obedeceu.

Quando Arão deu o primeiro passo no caminho errado, ele foi imbuído do espírito que tinha atuado sobre o povo, e tomou a dianteira e comandou como um general, e o povo foi obediente de modo singular. Aqui Arão sancionou de modo decisivo os pecados mais graves, porque era menos difícil do que ficar firme em defesa do direito. Quando se desviou da integridade, consentindo com o povo em seus pecados, parecia inspirado por decisão, fervor e zelo novos para ele. Sua timidez pareceu subitamente se dissipar. Com zelo que nunca tinha manifestado na defesa da honra de Deus contra o erro, tomou os instrumentos para transformar o ouro na imagem de um bezerro. Ordenou que fosse construído um altar e, com convicção digna de melhor causa, proclamou ao povo que no dia seguinte haveria ‘festa ao Senhor’ (Êx 32:5). Os trombeteiros tomaram as palavras dos lábios de Arão e ressoaram a proclamação de companhia dos exércitos de Israel.

A calma segurança de Arão em uma conduta errada lhe deu maior influência com o povo do que Moisés poderia ter tido em conduzi-lo a uma conduta certa e em subjugar sua rebelião. Que terrível cegueira espiritual deve ter sobrevindo a  Arão para que trocasse luz por trevas e trevas por luz! Que presunção de sua parte, proclamar uma festa ao Senhor ligada ao culto idólatra da imagem de ouro! Aqui se vê o poder que Satanás tem sobre mentes que não são inteiramente controladas pelo Espírito de Deus. Satanás tinha erguido seu estandarte no meio de Israel, e este foi enaltecido como o estandarte de Deus” (Testemunhos para a Igreja, v.3, p. 298-300).

“A menos que a punição fosse aplicada rapidamente sobre a transgressão [nos eventos relacionados com a adoração do bezerro de ouro], os mesmos resultados teriam sido vistos novamente. A Terra tria se tornado tão corrupta como nos dias de Noé. Fossem esses transgressores poupados, e teriam seguido males maiores do que quando a vida de Caim foi poupada. Foi pela misericórdia de Deus que milhares de pessoas sofreram, a fim de evitar a necessidade de aplicar o juízo sobre milhões. A fim de salvar muitos, foi preciso punir poucos. Além disso, como o povo havia abandonado a fidelidade a Deus, foi perdida a proteção divina e a nação inteira, privada de defesa, ficou exposta ao poder de seus inimigos. Caso o mal não tivesse sido repudiado prontamente, Israel logo cairia presa de seus numerosos e poderosos inimigos. Foi necessário para o bem de Israel, e foi também uma lição para todas as gerações, que o crime fosse punido imediatamente. E a misericórdia não foi menor para os próprios pecadores que seu mau caminho fosse interrompido bruscamente. Se sua vida tivesse sido poupada, o mesmo espírito que os levou a se rebelar contra Deus teria se manifestado em ódio e conflitos entre eles mesmos, e eles teriam, finalmente, se destruído uns aos outros. Foi por amor ao mundo, por amor a Israel, e até mesmo aos transgressores, que o crime foi punido com severidade tão rápida e terrível” (Review and Herald, 11 de fevereiro de 1909).

QUINTA E SEXTA, 7 E 8 DE JULHO – “Mostra-me a Tua glória – (Êx 33:12-23)

            Moisés ficou terrivelmente consternado com toda aquela situação. Umas das razões de seu profundo abalo foi sem dúvida ao ver o fracasso, traição e frieza de um povo que acabara de presenciar inúmeros sinais sobrenaturais de Deus em favor deles. Assim é conosco quando pregamos uma verdade cristalina a algumas pessoas e simplesmente elas se fecham e dizem que não acreditam que sejam bem assim. Ou então quando coisas espantosas acontecem para abrir os olhos de alguém, e sem explicação elas simplesmente ignoram o fato ocorrido e continuam trilhando os mesmos caminhos. Quanta tristeza nos advém quando alguns de nossos parentes rejeitam a clara evidência da revelação? Se rejeitam e desprezam uma luz tão evidente, o que mais poderiam aceitar então? No final dos tempos os verdadeiros Cristão enfrentarão  problemas semelhantes e sentirão tristeza pela maneira como muitos se comportarão diante de um tempo tão solene e que exige de nós séria reflexão e preparação. A este respeito White escreveu que: “Permanecer em defesa da verdade e justiça quando a maioria nos abandona, ferir as batalhas do Senhor quando são poucos os campeões – essa será nossa prova. Naquele tempo devemos tirar calor da frieza dos outros, coragem de sua covardia, e lealdade de sua traição” (Testemunhos Seletos, v. 2, p. 31). No entanto, a mesma revelação nos orienta que: “Quando a religião de Cristo for mais desprezada, quando Sua lei mais desprezada for, então deve nosso zelo ser mais ardoroso e nosso ânimo e firmeza mais inabaláveis” (Ibdem).

            Moisés viveu momentos difíceis com os rebeldes e incrédulos que existia no meio do povo. Sua tristeza precisava de amparo, mas, não amparo humano apenas, precisava se refugiar em Deus e conhece-Lo mais profundamente. Deus apresentou diante de Moisés, na fenda da roxa, a sombra de Sua glória. Da mesma forma, hoje, devemos, especialmente nos momentos de tristeza e frustração, buscar amparo em Deus e orar todos os dias para que Ele nos mostre a Sua glória que “é o Seu caráter” (Testemunhos para Ministros, p. 499).

Leitura Adicional

“Encorajado pela certeza da presença de Deus, Moisés se aproximou mais e se aventurou a pedir bênçãos ainda maiores. ‘Rogo-Te que me mostres a Tua glória’ (Êx 33:18). Você acha que Deus repreendeu Moisés por sua presunção? Certamente, não. Moisés não fez esse pedido por curiosidade. Ele tinha um objetivo em vista. Ele via que, pelas próprias forças, não poderia executar de modo aceitável a obra de Deus. Sabia que, se pudesse obter uma clara visão da glória de Deus, teria a possibilidade de avançar em sua importante missão, não em sua própria força, mas na força do Senhor Deus todo-poderoso. Todo o seu ser estava voltado para Deus; desejava saber mais sobre Ele, a fim de sentir Sua presença em qualquer emergência ou perplexidade. Não foi o egoísmo que levou Moisés a pedir uma visão da glória de Deus. Seu objetivo era apenas o desejo de honrar melhor seu Criador.

Deus conhece os pensamentos e intenções do coração, e entendeu as razões que motivaram o pedido de Seu servo fiel. …

Moisés tinha a humildade verdadeira, e o Senhor o honrou, mostrando-lhe Sua glória. Da mesma forma, Ele honrará todos os que O servirem, como fez Moisés, com o coração perfeito. Ele não exige de Seus servos que trabalhem em sua própria força. Ele transmitirá Sua sabedoria aos que tiverem espírito humilde e contrito. A justiça de Cristo irá à sua frente, e a glória do Senhor será sua retaguarda. Nada neste mundo pode prejudicar aqueles que são assim honrados por uma íntima ligação com Deus. A Terra pode tremer, as colunas do mundo podem tremer debaixo deles, mas não precisam temer. ‘Estou convencido’, escreveu Paulo, ‘de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor’” (Rm 8:38,39; Review and Herald, 11 de maio de 1897).

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site http://www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

Postado por Gilberto Theiss às Sexta-feira, Julho 01, 2011 0 comentários Links para esta postagem

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Marcadores: Comentários da lição da Escola Sabatina

Fonte: http://gilbertotheiss.blogspot.com/


COMENTÁRIOS ESCOLA NO AR

 

3º Trimestre de 2011 – Adoração

Comentário da Lição 02 – Adoração e o êxodo: compreendendo quem é Deus

Sábado, 2/7/2011 – › INTRODUÇÃO 

“Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim”.

Como adoramos nós a nosso Deus? Como você O adora? Compreendemos realmente o que significa apresentar-se na presença de Deus? Conhecemos Àquele a quem adoramos e é Ele real para nós?

Por que você vem à Igreja? Para adorar ou porque já se tornou habitual a sua visita a este lugar? Ou porque não tem outra opção melhor para esta hora? Ou apenas para rever amigos? Rever amigos faz parte da adoração, mas podemos correr o risco de limitar nossa vinda até este lugar apenas a este encontro.

Nos dias de Jesus, uma mulher samaritana procurou entender o ato de adoração, e colocou a questão perante o Mestre: “Nossos antepassados adoravam a Deus neste monte, mas vocês, judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde devemos adorá-lo”. – Jo 4:20 – Bíblia na Linguagem de Hoje.

O que é importante no ato de adoração: o lugar, a maneira ou Aquele a quem adoramos? A sua maneira de adorar, depende do lugar e das motivações deste lugar? No monte, com suas árvores frondosas, rochas, visão ampla? Ou em belo templo? Jesus declarou: O Pai quer adoradores que o adorem em espírito e em verdade.

O lugar não é o centro do ato de adoração; o centro do ato de adoração é Aquele a quem adoramos. O lugar não é o apelo para o ato de adoração, mas a presença dAquele a quem adoramos. Uma noite, em lugar solitário, Jacó estava dormindo sob o teto de uma árvore, e tendo uma pedra com alguns panos como travesseiro, quando despertou sob o impacto de uma visão gloriosa: “De fato o Deus Eterno está neste lugar, e eu não sabia disso”. – Gn 28:16 – BLH.

Será possível, você estar na augusta presença do Soberano do Universo e não saber disso?

Pense: “Mulher, creia em mim – disse Jesus – Chegará o tempo em que ninguém vai adorar a Deus nem neste monte nem em Jerusalém. Vocês, samaritanos, não sabem o que adoram, mas nós sabemos o que adoramos porque a salvação vem dos judeus. Mas virá o tempo, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e em verdade. Pois são esses que o Pai quer que o adorem. Deus é Espírito, e por isso os que o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade”. – Jo 4:21-24. Bíblia na Linguagem de Hoje.

Desafio: “Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”. – Jo 4:24 – Nova Versão Internacional.


Domingo, 3/7/2011 – › TERRA SANTA

Moisés, no deserto de Midiã, estava apascentando seu rebanho como de costume, quando observa um arbusto em fogo, mas não se consumindo. Ao intentar ver de perto o estranho fenômeno ouve uma voz:“Moisés, Moisés,… pare aí e tire as sandálias, pois o lugar onde você está é um lugar sagrado”. – Êx. 3:4 e 5 – Bíblia na Linguagem de Hoje.

Lugar santo? Como assim? Ainda ontem passei com minhas ovelhas por ali!

Você consegue ver a sarça ardente da santidade da presença de Deus no lugar onde adora? Como você entra neste recinto? De maneira indiferente ou com respeitosa reverência? Tire as sandálias, “cuida de teus passos quando vais à Casa de Deus”. – Ec 4:17 – Bíblia de Jerusalém. (5:1) O lugar é santo; o Deus vivo e santo está presente.

Como você se conduz neste local? Como em qualquer lugar comum, ou consegue sentir a presença do Invisível? “O Deus Eterno está no seu santo Templo; que todos se calem na sua presença”. – Hc 2:20 – Bíblia na Linguagem de Hoje. A sua adoração centraliza-se na presença do Invisível ou naquilo que acontece durante o serviço litúrgico.

Importante também é a maneira como adoramos. A verdadeira adoração é racional, inteligente e fundamentada em princípios orientadores.

Os sentimentos não são um guia seguro para o ato de adoração, porque mudam como as nuvens. A adoração genuína precisa assentar-se sobre alicerce mais firme. O adorador vem para adorar, independente de tudo o que possa acontecer. O adorador apresenta-se perante seu Criador e Mantenedor reconhecendo sua permanente dependência. Esta postura é fundamental para adorar de maneira genuína.

Pense: “Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor que nos criou” “Adorai ao Senhor na beleza da sua santidade; tremei diante dele todas as terras”. – Sl 95:6 e 96:9 – Almeida Revista e Atualizada.

Desafio: “Tire as sandálias dos pés, pois o lugar em você está é terra santa”. – Êx 3:5 – Nova Versão Internacional.


Segunda-Feira, 4/7/2011 – › A MORTE DOS PRIMOGÊNITOS: PÁSCOA E ADORAÇÃO

A libertação de Israel da escravidão do Egito, tipifica a libertação do povo de Deus da escravidão do pecado sob o domínio de Satanás. Naquela noite da passagem do anjo destruidor, mas que também era o anjo libertador, os israelitas imolaram o cordeiro, colocaram o sangue nos umbrais das portas e passaram as horas de espera em reverente adoração e participando do cordeiro pascal.

Da mesma maneira, quando a escura noite do pecado estiver chegando ao seu fim, o povo de Deus estará sob o abrigo do sangue de Jesus, e verão com alegria o raiar da manhã da redenção.

No entanto, aqueles que rejeitaram e que rejeitam a adoração ao Deus eterno e ao Senhor Jesus “o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e destruirá pela manifestação de sua vinda”. – 2Ts 2:8 – Nova Versão Internacional.

Em Israel, o primogênito de seus filhos foi poupado porque o sangue típico do Primogênito Filho de Deus, que viria para verter Seu sangue, foi a garantia de vida para os filhos dos israelitas fiéis.

Assim também, na consumação da história do pecado, todos aqueles que depositaram a sua fé e esperança no sangue do Cordeiro morto antes da fundação do mundo, (1Pe 1:20), receberão a recompensa de vida eterna por Sua morte substituta.

E através de toda a eternidade exaltarão o Seu glorioso Nome em permanente adoração por tão grande livramento.

Pense: “Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras [no sangue do Cordeiro], para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas”. – Ap 22:14 – Almeida Revista e Atualizada.

Desafio: “Todas as nações virão à tua presença e te adorarão, pois os teus atos de justiça se tornaram manifestos”.– Ap 15:4 – Nova Versão |Internacional.


Terça-Feira, 5/7/2011 – › NÃO TERÁS OUTROS DEUSES

Adorar em espírito e em verdade é render a vontade ao controle da vontade do Deus Eterno para que este opere o seu querer.

Se o adorador traz consigo qualquer outro motivo – ouvir um belo discurso para agradar a seus ouvidos; não, você não vem para ouvir o pregador, você vem para adorar. Quando você vem para adorar, não questionará o pregador, porque quem quer que seja, será o porta-voz do Deus vivo que você adora. Apresentar-se e desfilar como em passarela, para ser visto pelos presentes, é um motivo muito mal colocado para vir à casa de adoração; fazer críticas ao programa de adoração – estes e outros motivos semelhantes, – certamente corrompem o significado do ato de adoração. São outros deuses que ocupam o lugar que unicamente pertence ao Deus Criador e Salvador.

Para desenvolver uma adoração genuína, o preparo começa em casa: Quando o adorador entende que irá à presença do Deus vivo – a razão de sua vida e esperanças gloriosas – o preparo para este ato começa em casa. O preparo manifesta-se em uma necessidade do ser humano que não satisfeita transforma-se em anseio angustiante – sede. Sede intensa e o desejo de satisfazê-la. É a busca da bênção.

Já tivestes alguma vez sede bem aguda? Oh, o salmista tinha sede de Deus, do Deus vivo, para adorá-lo com todo o amor e com todas as forças de sua alma. A adoração genuína induz ao preparo para ir à presença de Deus.

A adoração passa a ser um encontro de dois anseios – de Deus e do homem. Nesta adoração não há lugar para outros deuses.

Pense: “Como a corça bramindo por águas correntes, assim minha alma está bramindo por ti, ó meu Deus! Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando voltarei a ver a face de Deus?” – Sl 42:1 e 2 – Bíblia de Jerusalém.

Desafio: “Alegrei-me com os que me disseram: ‘Vamos à casa do Senhor’”. Sl 122:1 – Nova Versão Internacional.


Quarta-Feira, 6/7/2011 – › “ESTES SÃO TEUS DEUSES”

Quando estudamos as experiências do passado, surpreendemo-nos com a facilidade com que o povo se afastava de Deus. Quarenta dias foram suficientes para esquecer \Moisés e a Deus que de modo maravilhoso os guiara até ali.

O apelo ao sentimentalismo – tragam os seus brincos de ouro – mudou totalmente o rumo da adoração e degenerou em depravação.

Quando interferências estranhas se interpõem no ato de adoração, complicam todo o processo. Os sentimentos podem até conduzir-nos a um estado de êxtase, o que não significa que isto é fruto do Espírito Santo.

“Se trabalharmos para criar excitação do sentimento, teremos tudo quanto queremos, e mais do que possivelmente podemos saber como manejar. Calma e claramente ‘prega a palavra’. Importa não considerar nossa obra criar excitação.

“Unicamente o Espírito de Deus pode criar um entusiasmo sadio. Deixai que Deus opere, e ande o instrumento humano silenciosamente diante dÊle, vigiando, orando, olhando a Jesus a todo momento, conduzido e controlado pelo precioso Espírito que é luz e vida”. – Mensagens Escolhidas, vol. 2 págs. 16 e 17.

Deus apela à razão e coloca perante o adorador conceitos que devem conduzir a decisões. Paulo argumenta: Ofereçam a Deus um culto racional. (Rm 12:1).

O diabo tentou Jesus, apelando aos sentimentos: “Se tu és o Filho de Deus… Tudo isso te darei, se prostrado me adorares”. – Mt 4:3, 6 e 9. – Colocando em dúvida a divindade e a eternidade de Jesus, o diabo procurou abalar os Seus sentimentos. Jesus colocou a questão no terreno racional: Nem só de pão viverá o homem. Fez o mesmo, em relação ao ato de adorar: Somente um, o Senhor Deus, merece adoração.

Pense: “O povo se assentou para comer e beber, e levantou-se para se entregar a farra”. – Êx 321:6 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Venham! Adoremos prostrados e ajoelhemos diante do Senhor, o nosso Criador”. – Sl 95:6 – Nova Versão Internacional.


Quinta-Feira, 7/7/2011 – › “MOSTRA-ME A TUA GLÓRIA

Qual o propósito divino na criação do homem? Ele mesmo responde: “A todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para minha glória, e que formei e fiz”. – Is 43:7 – Almeida Revista e Atualizada. Ele criou o homem para a Sua glória. Mas o que é a glória de Deus? Moisés, em meio ao tremendo fardo de sua tarefa, pede a Deus: “Rogo-te que me mostres a tua glória”. – Êx 33:18. O Senhor mostrou a Sua glória, e Moisés teve uma impressiva revelação do caráter de Deus: compassivo, clemente, longânimo, misericordioso, fiel, pleno de graça, amor, perdão e justiça justificadora. ( Êx 34:6 e 7).

Nos atributos assim revelados, teve Moisés a visão de um ser glorioso, uma Pessoa. Não um igual a ele, mas alguém: “Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”. – Is 9:6. Tudo o que ele necessitava para a sua árdua tarefa, encontra-se em superabundância naquela Pessoa. A revelação atuou como um raio fulminante sobre Moisés, dobrando-o humilde e contrito ante a Majestade eterna: “E imediatamente, curvando-se Moisés para a terra, o adorou”. – Êx 34:8.

A gloriosa revelação era a de Alguém maior do que ele. A contemplação da glória do caráter de Deus, mostrou-lhe em cores vivas, a pecaminosidade e dependência do homem e a graça e a justiça perdoadora e justificadora de Deus. Tocado por esta visão gloriosa, suplica em profunda adoração e contrição: “Perdoa a nossa iniquidade e o nosso pecado, toma-nos por tua herança”. – Êx 34:9. – Almeida Revista e Atualizada.

Pense: “Em Sua vida e ensinos, Cristo deu um perfeito exemplo do abnegado ministério que tem sua origem em Deus. Deus não vive para Si. Criando o mundo, mantendo todas as coisas, Ele está constantemente ministrando em benefício de outros”. – Desejado de Todas as Nações. pág. 625, ed. 1979.

Desafio: “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos, a terra inteira está cheia da sua glória”. – Is 6:3 – Nova Versão Internacional.


Sexta-Feira, 8/7/2011 – › ESTUDO ADICIONAL

“A cada reunião religiosa devemos levar a viva consciência espiritual de que Deus e os anjos estão presentes, a fim de cooperar com todos os verdadeiros crentes. Ao transpor as portas da casa de Deus, pedi ao Senhor que vos afaste do coração tudo o que é mau. Introduzi em sua casa somente o que Ele possa abençoar. Ajoelhai-vos diante de Deus, em Seu templo, e consagrai-lhe aquilo que Lhe pertence e que Ele adquiriu com o sangue de Cristo. Orai a favor da pessoa que dirigirá a reunião. Orai para que grande bênção advenha à congregação, por meio daquele que deve ministrar a palavra da vida. Esforçai-vos fervorosamente para alcançar vós mesmos uma bênção. Deus abençoará todos quantos dessa maneira se preparam para o Seu culto, e eles compreenderão o que significa ter o penhor do Espírito”. – Testemunhos Seletos, Vol. III – págs. 28 e 29.

Quando a adoração é um encontro ansiado, ele traz outro elemento importante: “Fiquei muito alegre quando me convidaram, dizendo: vamos até a casa do Senhor!” – Sl 122:1 – Bíblia Viva.

Vamos para o lugar de adoração com muita alegria, felizes por que nosso fardo de pecados será totalmente aliviado; nossa sede pela comunhão com o maior e melhor Amigo será plenamente satisfeita.

Como você adora? Você sabe o que adora? A alegria da salvação transborda de seu ser em hinos de exaltação ao seu Criador?

Alegria quando se dirige para o local de adoração; alegria no desfrutar da comunhão do Deus vivo, doador generoso de todos os benefícios; alegria ao volver para casa depois de um feliz período na presença do Deus Eterno.

Pense: “Quando todas as outras vozes silenciam e em sossego esperamos perante Ele, o silêncio da alma torna mais distinta a voz de Deus. Ele nos manda: aquietai-vos, e sabei que Eu sou Deus. Somente assim se pode encontrar o verdadeiro descanso. E é essa a preparação eficaz para todo trabalho que se faz para Deus”. – Desejado de Todas as Nações, pág. 363.

Desafio: “Melhor é um dia nos teus átrios do que mil noutro lugar; prefiro ficar à porta da casa do meu Deu a habitar na tenda dos ímpios”. – Sl 84:10 – Nova Versão Internacional.


Conheça o autor

Pr. Albino Marks
Especialista em aconselhamento familiar e profundo estudioso da Bíblia, o pastor Albino Marks já atuou como preceptor (IAP, IACS, IAE-SP); capelão (IACS e Hospital do Pênfigo); diretor geral do IAP; departamental em várias associações e na UCB.

 http://www.escolanoar.org.br

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FONTE: http://www.escolanoar.org.br/Novo/impressao.asp?nivel=adultos_pt&data=8/7/2011

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