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Pão e Circo

Na época do Império Romano, havia uma “ideologia” que representava muito bem a maneira como os imperadores lidavam com os problemas sociais.

Pão e circo para o povo“, era o que Vespasiano dizia.

Em outras palavras:

Para o povo ficar sob controle, é só a gente oferecer uma ‘festa’, um ‘showzinho’, de vez em quando, alternando com alguma distribuição esporádica de alimentos“.

E parece que a ideia pegou! Até hoje!

O Brasil, por exemplo, encontra-se empenhado atualmente na realização das Olimpíadas aqui no ano de 2016 e da Copa em 2014. A soma prevista para os gastos é estratosférica! Na casa dos BILHÕES DE DÓLARES.

Lembro do dia em que o Rio de Janeiro estava em festa, na expectativa da escolha da sede do evento mais importante do calendário olímpico mundial – as OLIMPÍADAS. Durante todo o dia, a praia de Copacabana estava repleta de atrações para as milhares de pessoas que ali foram para aguardar o anúncio do Comitê Olímpico. Até ponto facultativo foi decretado nas repartições públicas!

Isso é só um dos inúmeros eventos que são realizados frequentemente para desviar a atenção das pessoas dos REAIS problemas e temas sociais. Carnaval, micaretas, feriados religiosos, eventos regionais, rodeios, exposições agropecuárias, festa da padroeira, etc., etc., etc…

Este é o “circo” de Vespasiano…

O “pão” também está por ai, nas “bolsas” da vida…

Enquanto o povo se diverte e se distrai com tanta “festa”, esquece da corrupção, da violência sem controle, dos crimes assombrosos, das lavagens de dinheiro, das brigas entre os partidos políticos, dos baixos salários, da pobreza, da miséria moral e ética, da falta de educação e saúde de qualidade… e por ai vai.

Enquanto rios (ou oceanos) de dinheiro são gastos para promover esta “imagem utópica” de um País Maravilha, pessoas continuam morrendo nas filas dos hospitais, nos assaltos do trânsito; crianças continuam fora das escolas de qualidade, vivendo na ociosidade e marginalidade; estradas continuam matando mais do que guerras; ricaços “pintam e bordam”, enquanto “ladrões de galinha” mofam das prisões fétidas das grandes cidades; inocentes morrem diariamente vítimas das “balas encontradas”…

Eu trouxe hoje este tema novamente para reflexão, para despertar a nossa consciência de que este mundo, que só quer saber de “pão e circo”, está com seus dias contados.

Os tsunamis, vulcões, secas e terremotos estão ai para mostrar ao mundo que a “Natureza geme”, alertando para a presença visível e invisível do pecado entre nós.

Aqueles que, de verdade, aguardam a inauguração do Reino da Glória, trazido por Jesus, não podem se deixar influenciar pela enganação que os governos, desde Vespasiano, se utilizam para nos deixar “sob controle”.

Jesus está voltando! Aleluia!
Este mundo vai passar, destruído pela “pedra arremessada sem auxílio de mãos humanas”, como descreve o profeta Daniel.

Como diz o sagrado escritor, “este mundo passa, e sua concupiscência”, por isso não devemos “amar o mundo, nem as coisas que nele há”.

Sediar um evento olímpico ou a copa de futebol é algo muito bonito e empolgante, mas eu preferiria que esta montanha de dinheiro fosse aplicada para amenizar o sofrimento dos idosos que penam nos corredores dos hospitais públicos, ou em benefício das crianças que vão à escola apenas em busca da merenda, pois nada têm de qualidade em casa para comerem, e não encontram uma educação que lhes dê uma perspectiva de futuro profissional promissor…

Jesus está voltando! Aleluia!

Só não vê quem não quer abrir os olhos…

“… Voltarei e vos receberei, para que onde Eu esteja, estejais vós também” (João 14:1-3).

Por: Gilson Medeiros

O Sábado no Apocalipse

O Contexto de Apocalipse 12 e 14

Qual o papel do sábado na crise final da história deste planeta?
O texto básico acerca deste assunto, no livro de Apocalipse, é o capítulo 12 verso 17.

Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar“.

Aqui encontramos uma descrição da guerra entre o dragão e o remanescente, uma guerra que é pormenorizada em Apocalipse 13 e 14. Em certo sentido, Apocalipse 12:17 é um resumo antecipado da crise final como um todo. Assim, os capítulos 13 e 14 servem como uma exegese e um desenvolvimento da declaração básica feita em 12:17, ou seja, Apocalipse 13 pormenoriza a guerra do dragão e Apocalipse 14 elabora acerca do caráter e da mensagem do Remanescente.

O dragão faz guerra contra o Remanescente no capítulo 13. Ele busca o auxílio de dois aliados no conflito, um emerge do mar e o outro emerge da terra. Os três protagonistas (o dragão, a besta do mar e a besta da terra) formam uma tríade iníqua que busca contrafazer a obra da verdadeira Trindade. O dragão contrafaz a obra de Deus, o Pai; a besta do mar, a obra de Deus, o Filho; e a besta da terra, a obra do Espírito Santo. Essa tríplice e iníqua aliança ataca o Remanescente na batalha final. Qual é a questão básica em tal ataque? Os capítulos 13 e 14 não nos deixam qualquer dúvida. Em sete ocasiões diferentes (Ap 13:4, 8, 12, 15; 14:9, 11), o texto desses capítulos fala sobre a adoração ao dragão, sobre a adoração da besta do mar e sobre a adoração da imagem da besta. A questão na crise final da história deste planeta é claramente uma questão relativa à adoração.

Em contraste com esse apelo que é proferido sete vezes para que adoremos a iníqua tríade ou a imagem da besta, há um único apelo, nesses capítulos, para que adoremos a Deus (Ap 14:7). O chamado para adorar “Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” torna-se, portanto, a afirmação central de toda essa seção do Apocalipse e, talvez, o apelo central de todo o livro. Tudo o que está escrito nos capítulos 12-14 focaliza esse chamado para a adoração. A adoração é, de forma patente, a questão central envolvida na derradeira crise da história deste planeta.

Um aspecto interessante é que a linguagem dessa afirmação central se baseia nas expressões encontradas no quarto mandamento, em Êxodo 20:11. Ali é declarado que “em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há…” Esses dizeres se encontram refletidos em Apocalipse 14:7 – “Adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” O ponto central e nevrálgico da descrição apocalíptica da crise final é uma alusão direta a Êxodo 20. A atenção ao mandamento do sábado é, portanto, a resposta ideal ao chamado final de Deus para a adoração e, da mesma forma, a resposta ideal aos sete apelos que a besta faz para a adoração da trindade iníqua.

Os Paralelos de Apocalipse 14:7 com o Antigo Testamento

Paralelos verbais. Nesse ponto, leitores argutos podem suscitar uma objeção. Como podemos saber que o autor do Apocalipse conscientemente pretendia que o leitor compreendesse uma alusão ao quarto mandamento exatamente aqui (Ap 14:7) em sua narrativa? O Salmo 146:6 não contém exatamente a mesma linguagem de Êxodo 20? Como podemos saber que João estava citando Êxodo 20 e não o Salmo 146? Ele não poderia estar aludindo ao referido salmo, em cujo caso não haveria referência alguma ao quarto mandamento?

Essa é uma argumentação válida. O Salmo 146:5-6 afirma: “Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, e cuja esperança está no Senhor seu Deus que fez os céus e a terra, o mar e tudo quanto neles há, e que guarda a verdade para sempre.” Isso se aproxima muito de “adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap 14:7). Com efeito, na Septuaginta (uma tradução grega do Antigo Testamento disponível no período neotestamentário), as palavras do Salmo 146:6 (Sl 145:6, na Septuaginta) são praticamente as mesmas encontradas em Apocalipse 14:7. Portanto, há fortes paralelos verbais em Apocalipse 14 tanto em relação a Êxodo 20 quanto ao Salmo 146, com uma pequena vantagem talvez para o Salmo 146.

Paralelos temáticos. Contudo, os paralelos verbais são apenas um tipo de evidência em favor de uma alusão consciente ao Antigo Testamento em Apocalipse. Os paralelos temáticos e estruturais são também importantes. Há paralelos temáticos entre Apocalipse 14:7 e Êxodo 20? Sim. Os primeiros quatro dos dez mandamentos (Êxodo 20:3-11) contêm três motivações para a obediência. Primeiramente, há a motivação da salvação. O preâmbulo do decálogo (Êxodo 20:2-3) diz: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim.” Nossa obediência deve ser uma resposta ao que Deus já fez por nós. Em segundo lugar, há a motivação do juízo. O segundo mandamento fala acerca de visitar “a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração” (Êxodo 20:5). Isto é, há conseqüências para a desobediência. Finalmente, em terceiro lugar, há a motivação da criação. “Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou” (Êxodo 20:11). Deus criou o homem e sabe o que é melhor para ele. Portanto, há três motivações para a obediência na primeira parte da lei: salvação, juízo e criação.

As mesmas três motivações ocorrem no contexto de Apocalipse 14:7. Apocalipse 14:6 fala de um anjo que proclama “o evangelho eterno”. Aqui vemos o tema da salvação. Em Apocalipse 14:7 encontramos também o tema do juízo: “Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo.” E, anteriormente, já havíamos visto o tema da criação em Apocalipse 14:7: “adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” Sendo assim, Apocalipse 14:6-7 tem as mesmas três motivações que induzem a uma mesma reação as quais encontramos na primeira tábua da lei (isto é, nos quatro mandamentos que normatizam a relação entre a criatura e o Criador): salvação, juízo e criação. E, além disso, esses ocorrem na mesma ordem em que aparecem em Êxodo 20!

Algum desses temas ocorre no Salmo 146? Sim. Ali aparece o tema da salvação: “Não confieis em príncipes, nem em filho de homem, em quem não há auxílio… Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, e cuja esperança está no Senhor seu Deus” – vs. 3 e 5. Há também ali o tema da criação: “que fez os céus e a terra, o mar e tudo quanto neles há” – v. 6. Há ainda o tema do juízo: “que faz justiça aos oprimidos” – v. 7. Os paralelos temáticos com o Salmo 146 são, portanto, tão fortes quanto aqueles com Êxodo 20, mas não na mesma ordem. Sendo assim, pode-se afirmar que há forte evidência em favor de ambos contextos no Antigo Testamento, mas há uma ligeira vantagem para Êxodo 20, sob a perspectiva de que os temas ocorrem na mesma ordem em Apocalipse 14 e Êxodo 20.

Paralelos estruturais. Isso nos conduz à busca de paralelos estruturais. Examinemos, agora, a evidência estrutural de Apocalipse 12-14. Os dez mandamentos, dos quais Êxodo 20:11 é uma parte, parecem ser uma estrutura principal subjacente a toda essa seção do Apocalipse. O remanescente é caracterizado, entre outras coisas, como sendo aqueles que “guardam os mandamentos de Deus” (Apocalipse 12:17; 14:12). Entretanto, a questão, aqui, não envolve os mandamentos de forma indiscriminada. O ponto nevrálgico se centraliza no aspecto da adoração. E, especificamente, esse aspecto é enfocado na primeira tábua do decálogo (isto é, nos quatro primeiros preceitos): os mandamentos que dizem respeito a nosso relacionamento com Deus. Quando se compreende essa realidade, não é surpreendente que, em Apocalipse 13, as bestas contrafaçam não apenas a Trindade, mas também cada um dos quatro primeiros mandamentos do decálogo. O primeiro mandamento declara: “Não terás outros deuses diante de mim” (Êx 20:3), mas a besta que emerge do mar pretende tomar o lugar de Deus ao receber adoração (Ap 13:4, 8). O segundo mandamento adverte-nos com respeito à adoração de imagens, no entanto, a besta que emerge da terra erige uma imagem a fim de ser adorada (Ap 13:14-15). O terceiro mandamento diz: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão”, mas a besta do mar “abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome” (Ap 13:6). O quarto mandamento diz: “Lembra-te do dia de sábado.”

Os tabletes que continham os antigos pactos eram lacrados com selos estampados sobre eles. Tais selos eram um sinal de propriedade e autoridade. Uma vez que o decálogo segue a forma desses antigos tabletes de concerto, ele também tem um selo de propriedade e autoridade estampado sobre ele – o mandamento do sábado: “Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou” (Êx 20:11). A declaração acima é a única contida nos dez mandamentos em que é declarado o fundamento da autoridade de Deus sobre toda a criação: Ele é o Criador. De igual forma, o conceito do selo é importante também em Apocalipse: os 144 mil são selados em suas frontes (Ap 14:1; cf. 7:3-4; Êx 31:13 e 17). A tríade iníqua oferece também uma contrafação do selo, a marca da besta (Ap 13:16-17). Destarte, todos os quatro mandamentos da primeira tábua do decálogo sofrem ataque por parte da tríade iníqua de Apocalipse 13. A primeira tábua da lei está no centro do conflito entre o dragão e o remanescente.

Essa série de conexões verbais e temáticas entre o conteúdo dessa parte do Apocalipse e passagens relacionadas aos dez mandamentos, indica que um importante paralelo estrutural dá-se em relação ao decálogo, especialmente no que tange à porção que diz respeito à relação entre o adorador e a Divindade. Essa evidência estrutural oferece um apoio incontestável à probabilidade de que o significativo paralelo verbal entre Apocalipse 14:7 e Êxodo 20:11 tenha sido intencional. Não há absolutamente nenhuma relação entre Apocalipse e Sl 146 que se assemelhe a essa.

A evidência cumulativa é tão forte que um intérprete bem pode afirmar que não há nenhuma alusão direta ao Antigo Testamento (em Apocalipse) que seja mais certa do que a alusão ao quarto mandamento em Apocalipse 14:7. Quando o autor de Apocalipse descreve o apelo final de Deus à raça humana no contexto do engodo do tempo do fim, ele o faz em termos de um chamado à adoração do Criador no contexto do quarto mandamento.

A Questão da Relevância

Não obstante, ainda que biblicamente correto, faz qualquer sentido ver o sábado como uma espécie de questão definidora na crise final da história deste planeta? Por que Deus escolheria esse tipo de questão como centro focal da crise escatológica?

No centro da questão está o fato de que o sábado é uma forma ideal de testar se as pessoas são, de fato, leais a Deus. O mandamento sabático é diferente dos outros nove. Todos os demais têm uma fundamentação racional motivada pelo interesse próprio; afinal de contas, os princípios da segunda tábua do decálogo são mesmo a legítima base de governo em muitos países. “Não matarás” é uma lei lógica para qualquer um que não queira morrer. “Não furtarás” faz perfeito sentido para qualquer um que queira proteger suas propriedades adquiridas com muito esforço pessoal. Mandamentos assim são racionais e chegam até a apelar a uma certa parcela de interesse próprio. A mesma coisa acontece com os três primeiros mandamentos, que dizem respeito a nosso relacionamento com Deus. Se Deus é quem Ele alega ser, não faz sentido adorar a nenhum outro.

A única parte do decálogo que não é lógica é o mandamento de adorar no sábado em vez de em qualquer outro dia da semana! Tal mandamento é tão destituído de lógica que as pessoas seculares o acham até difícil de considerar seriamente, pois não vêem nenhum benefício ou interesse próprio em tal princípio. Afinal de contas, ninguém conseguiu até hoje demonstrar qualquer base científica ou racional para se considerar um dia mais especial para Deus do que os demais. O sol brilha e a chuva cai de igual maneira tanto no sábado quanto no domingo.

Guardar o sábado requer que confiemos em Deus mesmo quando os cinco sentidos nos informam que não há nenhuma razão lógica para fazer isso. O sábado representa, escatologicamente, aquilo que a árvore do conhecimento do bem e do mal representava no princípio. O fruto da árvore era, provavelmente, tanto palatável quanto nutritivo. A única razão para não comê-lo era o fato de Deus o ter proibido.

Assim é com o sábado. A única razão de preferir o sábado ao domingo é porque Deus assim o ordenou, não há nenhuma outra explicação. Aceitamos o sábado respaldados unicamente pela Palavra de Deus, pois cremos que as Escrituras são um relato confiável da mente e da vontade de Deus.

O sábado é, portanto, um bom teste de nossa fidelidade a Deus e Sua Palavra. As Escrituras são um registro tão fiel das ações de Deus no passado quanto das realidades futuras no tempo do fim. É porque cremos nas Escrituras que damos crédito àqueles eventos do tempo do fim por elas descritos.

Em conclusão, o Apocalipse pinta o fim do mundo como tempo de um grande engodo mundial, que vai transcender os cinco sentidos, mesmo entre o povo de Deus. Entretanto, aqueles que crerem, aceitarem e seguirem os reclamos da Palavra de Deus, esses não perderão o rumo durante esse tempo de derradeiro engodo.

Por Jon Paulien (ph.D e professor de Novo Testamento na Andews University, EUA).
Traduzido, do manuscrito original em Inglês, por Milton L. Torres (IAENE).
Fonte: Revista Teológica, SALT-IAENE, 1999:1.

Mais uma vez, podemos ter plena confiança de estarmos no caminho certo em nossa adoração como Adventistas do 7º Dia. 

Em breve, toda esta teologia equivocada que tenta levar o povo a desobedecer ao Senhor, desprezando Seu santo Dia, será desmascarada.

Por: Gilson Medeiros

 

Ordenação de Mulheres ao Ministério

Hoje em dia é comum aparecerem nos programas de TV e Rádio, mulheres que se apresentam com títulos ministeriais: Pastoras, Bispas, Reverendas, etc.

Algumas igrejas, inclusive, costumam denominar a esposa do pastor como “pastora” também. Uma grande igreja evangélica brasileira, com vários seguidores entres as “celebridades”, e recentemente envolvida em problemas judiciais, é liderada por um “apóstolo“, cuja esposa é chamada de “bispa” (título que tem se tornado comum em algumas denominações).

Recentemente recebi um e-mail questionando sobre a posição Adventista para a ordenação de mulheres ao ministério pastoral. Por que, ainda, a Igreja Adventista do 7º Dia não tem “pastoras”, devidamente credenciadas a exercerem a função que, atualmente, só é reservada a homens? Será machismo? Preconceito? Mera ortodoxia? Conservadorismo?

Sei que o tema é polêmico, e vou “mexer em um vespeiro”…rsrs

As mulheres exercem um papel importantíssimo na Obra de Deus, e desempenham tarefas e atividades que são peculiares à sua natureza feminina. O Ministério da Mulher veio como uma fantástica ferramenta de mobilização do contingente feminino que a Igreja dispõe, levando-as a uma maior participação no trabalho missionário e nas demais atividades eclesiásticas.

Como consequência desta crescente participação da mulher no dia-a-dia da Igreja, este tema da ordenação de mulheres ao ministério tem sido continuamente debatido entre os Adventistas.

Pessoalmente, creio que o Senhor não deseja que as mulheres sejam ordenadas como “pastoras”, pelo menos não “ainda”. Creio nisso pelos seguintes motivos:

1. O clamor pela ordenação de mulheres surgiu, ao meu ver, mais como uma reivindicação do movimento feminista americano, do que como um estudo teológico da função ministerial no Novo Testamento. Como um anseio por “mais espaço”, a liderança feminina da Igreja nos Estados Unidos começou a questionar sua participação também nas fileiras ministeriais. Lá, é possível uma mulher ser ordenada como “Anciã”, porém a ordenação ao ministério não tem valor para a Igreja a nível Mundial.

2. Este tema já foi levado à votação por 2 vezes em uma Conferência Geral, e em ambos os casos ele foi rejeitado. Para mim, este é um claro demonstrativo de como Deus vê a questão da ordenação feminina. Creio no que Ellen White escreveu sobre esta reunião representativa dos “delegados” das Igrejas e, se Deus não permitiu que este tema fosse aprovado pela Igreja Mundial, creio que é porque Ele não deseja que isto aconteça agora.

Mas isso não equivale a dizer que as decisões de uma Associação Geral composta de uma assembléia de homens representativos e devidamente designados, de todas as partes do campo, não deva ser respeitada. Deus ordenou que os representantes de Sua igreja de todas as partes da Terra, quando reunidos numa Associação Geral, devam ter autoridade. O erro que alguns estão em perigo de cometer, é dar à opinião e ao juízo de um homem, ou de um pequeno grupo de homens, a plena medida de autoridade e influência de que Deus revestiu Sua igreja, no juízo e voz da Associação Geral reunida para fazer planos para a prosperidade e progresso de Sua obra” (Ellen White, A Igreja Remanescente, pág. 67).

Portanto, se o tema não foi aprovado pelos delegados reunidos na Assembléia Geral é uma razão muito forte para não ficarmos perdendo tempo com os “porquês” da questão.

3. Há registros históricos de que a própria Ellen White rejeitou ser chamada de “ministra ordenada”, e chegou mesmo a receber uma “credencial” com este título, mas pediu para que isto fosse retirado do documento. Ou seja, ela não via que a mulher devesse exercer este papel que, no Novo Testamento, é exclusivo dos homens. Por algum motivo, Deus quis que fosse assim.

Acredito que talvez chegue o momento em que as mulheres devam ser ordenadas ao ministério, com todos os deveres e responsabilidades que os homens mantêm. Mas acredito que esta hora ainda não chegou.

Como mencionei no início, este é um tema que sempre gera muita polêmica. Um dos estudiosos Adventistas que mais escreveram sobre este assunto foi o Dr. Samuel Pipim, contrário à ordenação feminina. Os que gostam de Inglês podem encontrar um bom material dele sobre as razões teológicas para sua rejeição (clique aqui). Em Português, há uma excelente um trabalho de conclusão de curso de um aluno de Teologia do UNASP, orientado pelo eminente Dr. Timm (clique aqui), abordando os argumentos a favor e contra.

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Sei que vão me chamar de “machista” (rsrs), mas minha posição não tem nada que ver com isso. Apenas creio que, em alguns temas, o Senhor definiu distinções claras sobre a participação de homens e mulheres, e me parece que a ordenação ao ministério é um deles.

Mas estou sempre aberto a mudar de opinião, em face de algo concreto e de uma sinalização divina.

Por: Gilson Medeiros

 

Carta do Papa sobre o Domingo

Já ouviu falar da Carta do Papa João Paulo II, dirigida aos fiéis e líderes católicos de todo o mundo, no qual o Pontífice Romano exorta para que todos busquem uma maior santidade do Domingo, o Dies Domini,segundo a Igreja de Roma?

Desde 1998 que esta carta está circulando no mundo, e seus argumentos puramente filosóficos tentam solapar a teologia e doutrina bíblicas do santo sábado do sétimo dia.

Ou seja, na visão da Igreja Romana, todas as bênçãos que o Senhor colocou sobre o sétimo dia, ela, a Igreja, transferiu para o primeiro dia da semana, em uma pseudo-honra à ressurreição de Cristo.

Vejam como o papa conclui a carta:

“Confio o acolhimento frutuoso desta Carta Apostólica pela comunidade cristã à intercessão da Virgem Santa. Sem nada tirar à centralidade de Cristo e do seu Espírito, Ela está presente em cada domingo da Igreja. Exige-o precisamente o mistério de Cristo: de facto, como poderia Ela [Maria], Mater Domini Mater Ecclesiæ, não estar presente a título especial no dia que é simultaneamente dies Domini e dies Ecclesiæ?

Para a Virgem Maria, olham os fiéis que escutam a Palavra proclamada na assembleia dominical, aprendendo com Ela a conservá-la e meditá-la no seu coração (cf. Lc 2,19). Com Maria, aprendem a estar ao pé da cruz, para oferecer ao Pai o sacrifício de Cristo e associar ao mesmo a oferta da própria vida. Com Maria, vivem a alegria da ressurreição, fazendo suas as palavras do Magnificat que cantam o dom inexaurível da misericórdia divina no fluxo inexorável do tempo: « A sua misericórdia estende-se de geração em geração sobre aqueles que O temem » (Lc 1,50). Domingo a domingo, o povo peregrino segue o rasto de Maria, e a sua intercessão materna torna particularmente intensa e eficaz a oração que a Igreja eleva à Santíssima Trindade.

A iminência do Jubileu, queridos Irmãos e Irmãs, convida-nos a aprofundar o nosso compromisso espiritual e pastoral. De facto, é este o seu verdadeiro objectivo. No ano em que aquele vai ser celebrado, muitas iniciativas o caracterizarão, dando-lhe aquele timbre singular que não pode deixar de ter a conclusão do segundo e o início do terceiro Milénio da Encarnação do Verbo de Deus. Mas este ano e este tempo especial passarão, dando lugar à expectativa de outros jubileus e de outras datas solenes. O domingo, com a sua ordinária « solenidade », permanecerá a ritmar o tempo da peregrinação da Igreja até ao domingo sem ocaso.

Exorto-vos, portanto, amados Irmãos no episcopado e no sacerdócio, a trabalhar incansavelmente, unidos com os fiéis, para que o valor deste dia sagrado seja reconhecido e vivido cada vez melhor. Isto produzirá frutos nas comunidades cristãs, e não deixará de exercer uma benéfica influência sobre toda a sociedade civil”.

Os evangélicos podem até negar, mas é um fato que a Igreja Romana se coloca como “dona” e “autora” da santificação do domingo, creditando, inclusive, a Maria uma honra especial durante este dia.

Pena que muito evangélico sincero, que se limita apenas a repetir o que seu pastor equivocadamente prega, não se dê conta de que está seguindo uma ordenança papal, ao mesmo tempo em que despreza as claras e límpidas orientações da Palavra de Deus sobre o ÚNICO dia que a Bíblia classifica como SANTO, SEPARADO e DE DESCANSO – o sétimo!

“Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei…” (Dan. 7:25).

 Cumpriu-se cabalmente a profecia bíblica!

A Carta Papal na íntegra pode ser lida no próprio site do Vaticano (clique aqui).

“Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29).

“E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (Mat. 15:9).

“O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável” (Prov. 28:9).

“Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apoc. 14:12).

“Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam” (Tiago 1:12).

“Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (João 14:15).

Por: Gilson Medeiros

 

 O que Creio sobre a Morte – parte I

Nesta última semana tive que me deparar com o falecimento de 3 pessoas bem próximas: um tio, o marido de uma prima e a irmã de uma colega de trabalho. As causas foram variadas, mas a dor da família se revelou semelhante. No cemitério, durante o enterro do meu tio, fiquei observando a reação das pessoas. Como a maioria é de fé católica, não faltaram expressões do tipo: “Ele agora está melhor que nós, porque já está na presença de Deus”, “Maria vai guiá-lo pela mão até Jesus”, “nossas preces vão iluminar o caminho dele até a glória”, etc.

Um dos ensinamentos bíblicos mais confortadores e maravilhosos para os cristãos é o que assegura a ressurreição da vida, para os que morreram em Cristo (cf. Jo 5:28-29; 11:15-27). Aqueles que entregam suas vidas aos cuidados amorosos e redentivos de Cristo, e passam pela morte antes de Sua vinda, serão ressuscitados e elevados ao encontro do Senhor nos ares, ou seja, nas nuvens (cf. 1Ts 4:15-17; 1Co 15; Mt 24:30; Mc 13:26; Ap 1:7). Esse ensino é tão maravilhoso que o apóstolo Paulo orientou a Igreja a consolar-se mutuamente com tais palavras, especialmente nos momentos de luto (cf. 1Ts 4:17).

A IASD crê que os mortos não recebem imediatamente após a morte a sua recompensa eterna.

Uma vez que os mortos em Cristo serão ressuscitados por ocasião da vinda de Cristo (cf. 1Ts 4:15-17), fica evidente que a recompensa não é dada imediatamente após a morte, como acreditam muitos dos cristãos atuais, equivocadamente.

Seria muito estranho alguém que morre hoje e já vai para a “glória”, ou “seio de Abraão”, por ocasião da volta de Cristo ter que retornar ao corpo para ser ressuscitado e voltar novamente para a “glória”. É uma confusão que a Bíblia não sanciona. Por isso, a Igreja Adventista não acredita que uma pessoa vá imediatamente para o céu ou para o inferno, por ocasião da morte, conforme veremos melhor nos tópicos seguintes.

A IASD crê que a morte é um sono, como o próprio Jesus ensinou.

A Bíblia ensina claramente que a morte é como um “sono”, no qual “dormimos” até o dia da ressurreição (cf. Jo 11). Não é bíblico o ensinamento de que o homem possui uma “alma” indestrutível e imortal, que “sai” do corpo por ocasião da morte.

Quando o Senhor formou o homem do pó da terra, Ele soprou em suas narinas, e o homem passou a ser “alma vivente” (cf. Gên. 2:7; 1Co 15:45). É uma “equação” natural:

PÓ DA TERRA + FÔLEGO DE VIDA = ALMA VIVENTE

Por ocasião da morte, cessam todos os sentimentos, desejos, mágoas, etc. A pessoa não mais “tem parte” com nosso mundo, ou seja, não há como haver qualquer comunicação entre vivos e mortos, porque estes estão “dormindo” (cf. Ecles. 9:5-6). Deus sabe muito bem dessa impossibilidade de comunicação entre vivos e mortos, por isso o Senhor proibiu Seu povo de tentar tal “comunicação”, para não serem enganados pelos espíritos dos demônios (cf. Lv 19:31; 20:6; 1Sm 28:7-25; Is 8:19; 1Tm 4:1; Ap 16:14). Como os mortos estão dormindo, e não possuem “almas” que ficam vagando por ai, quem se apresenta “do além” para se comunicar com os vivos são os espíritos demoníacos.

Em vários outros locais a Bíblia sempre se refere à morte como a um sono. Por exemplo:

a) Sal. 115:17 – já que os mortos não vão imediatamente para o céu, é evidente que eles não podem louvar ao Senhor.

b) Mt 9:24 – se Jesus sabia que a menina estava morta, como os parentes já haviam constatado, por que Ele falou que ela estava “dormindo”? É claro que é porque Jesus comparava a morte a um sono (cf. Mt 27:52; Mc 5:39; Ef 5:14).

c) 1Co 15:17-18, 51-53 – o apóstolo Paulo também é muito enfático em dizer que os mortos estão apenas “dormindo”.

d) 2Pe 3:4 – os demais discípulos também compreendiam que a morte é um sono.

Não há como fugir do claro ensino bíblico acerca da morte. Ela nada mais é que um sono, do qual todos um dia acordarão, seja na ressurreição da vida, seja na do juízo (cf. Jo 5:28-29). Por isso, não podemos acreditar em doutrinas equivocadas, tais como: purgatório, inferno eterno, reencarnação, espiritismo, assombração, mediunidade, etc. Nada disso tem base na Bíblia, mas sim no paganismo, que sempre acreditou na imortalidade da alma e, através do pensamento grego, principalmente, conseguiu infiltrar-se no Cristianismo.

O renomado teólogo não-adventista, Oscar Cullmann, também reconheceu que o ensino dos grandes filósofos Sócrates e Platão (que disseminaram a heresia da imortalidade da alma) não pode, de forma alguma, ser harmonizado com o do Novo Testamento, pois este trata da ressurreição, e não da imortalidade da alma.

A Bíblia declara que apenas Deus é imortal (cf. 1Tm 6:16), e somente na ressurreição é que Ele dotará os salvos com este dom (cf. 1Co 15:50-54). A alma, por outro lado, é mortal, pois, como vimos, nada mais é do que o fôlego de vida que o Senhor concede a todo ser vivo (cf. Ez 18:4, 20; Gên. 2:7).

A Igreja Adventista, mais uma vez, sai na frente no debatido tema da “vida após a morte”, pois prefere permanecer com o que a Bíblia ensina, a confiar em doutrinas e especulações meramente humanas e pagãs, como o é a imortalidade natural da alma (cf. Hb 9:27).

Por: Gilson Medeiros

 

Só Falam em Sábado!

Acho que todo Adventista já ouviu frases do tipo:

“Os Adventistas só pregam sobre o sábado”

“A Igreja Adventista não fala em outro assunto além do sábado”

“Os Adventistas são iguais aos fariseus, pois fazem do sábado sua tábua de salvação”

E por ai vai…

Porém, o curioso é que não são os Adventistas que falam incessantemente acerca do sábado. Na verdade, são aqueles que não obedecem a Deus os que fazem deste tema sua única “tecla”.

Já perdi as contas dos inúmeros e-mails que me enviam questionando a crença Adventista com relação ao 4º mandamento. Tem uns que não se tocam, e ficam repetindo sempre as mesmas bobagens, sem qualquer fundamento bíblico. Nestes casos só tenho uma resposta: silêncio… afinal, tenho mais o que fazer.

Recentemente recebi uma lista de “perguntas” de um leitor do blog (pena que não lêem os textos com sinceridade e desejo de serem libertos pela Bíblia), no qual ele achava que estava colocando em “xeque” a minha fé. Estas pessoas gostam de usar expressões assim: “Quero ver vocês responderem!“, ou “Duvido que os Adventistas consigam responder estas perguntas“… alguns são tão tolos que dizem assim: “Deixe Ellen White de lado e responda pela Bíblia“… rsrs. Como dizia o prof. Luiz Nunes, em suas memoráveis aulas do Seminário: Toda ignorância é atrevida!

Vou transcrever algumas destas perguntas (quem for Adventista a mais tempo verá que é a mesma lenga-lenga de sempre), com as respostas que eu apresentei na ocasião.

1. O sábado era um mandamento solene ou não?

O sábado era um mandamento tão importante quanto os outros 10. Ou será que não?

Todos eram mandamentos solenes, pois esta palavra significa, conforme o dicionário Michaelis: “1. que se celebra com pompa e suntuosidade. 2. Acompanhado de cerimônias públicas e extraordinárias; magnífico, pomposo. 3. Que infunde respeito; grave, majestoso”; portanto, o sábado é sim um mandamento solene, pois merece respeito e santidade de nossa parte. Em diversos versículos há a citação da solenidade do sábado: Êx. 31:15; Êx. 35:2; Lev. 23:3; Lev. 23:32, entre outras.

Curiosamente, no hebraico, a palavra traduzida por “solene”, nos versos de Êx. 31:15 e 35:2, por exemplo, é a palavra “shabbathown”, que significa o repouso semanal do sétimo dia, dedicado a YHWH (Jeová).

2. Qual o sentido espiritual do sábado?

Esta pergunta é respondida também no mandamento de Êxodo 20. Vejamos o que diz o texto:

Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.” (grifos acrescentados).

Veja que a razão pela qual Deus instituiu o sétimo dia para ser santificado foi para que permanecesse continuamente a certeza de que Ele é o Criador. Já imaginou como seria nosso mundo se, semanalmente, as famílias se reunissem (como fazem os Adventistas) para relembrar aos filhos a grandeza da Obra criadora de Deus? Certamente não existiriam tantos delinqüentes e ateus em nosso mundo.

Outro sentido espiritual para o sábado é o mesmo dos outros 9 Mandamentos: lembrar que o Senhor nos libertou da escravidão (Êx 20:1-2). No nosso caso, da escravidão do pecado. Também em Deut. 5:14-15, o Senhor coloca especialmente sobre o sábado esta lembrança da libertação que Ele concedeu ao Seu povo, permanecendo o sábado como um memorial eterno de gratidão ao nosso Criador, Redentor e Mantenedor. Nenhum outro dia da semana traz estes sentidos tão firmemente alicerçados na Palavra, quanto o sábado do sétimo dia.

3. Os Adventistas acendem fogo em dia de sábado para preparar alguma comida?

Esta pergunta demonstra grande ingenuidade, ou desconhecimento da história bíblica.

A passagem na qual o Senhor orientou Seu povo a não acender fogo no sábado foi Êx. 35:3. Eu pergunto:

a) Onde o povo estava nesta ocasião? NO DESERTO.

b) Naquela época, em pleno deserto, o fogo era aceso da maneira como o acendemos hoje, com os fogões modernos de que dispomos hoje? É ÓBVIO QUE NÃO.

c) Era tão fácil acender um fogo naquela época, tendo que buscar lenha, triscar pedras, soprar, abanar, etc.; quanto o é hoje num simples ligar de botão no fogão atual????

Deus não estava condenando o acender o fogo por si só. É muito claro ver isso… O que Deus estava querendo impedir era que o povo não perdesse as horas SAGRADAS do santo sábado indo em busca de lenha e na trabalhosa tarefa de acender o fogo e mantê-lo aceso.

É claro que os Adventistas hoje acendem o fogo para aquecer a comida no sábado, pois isso não exige tempo nem esforço de nossa parte. Porém, a comida já foi preparada com antecedência (desde a sexta-feira), como era orientação do nosso Senhor Jesus Cristo, de que a sexta seja o dia da preparação para o santo sábado (Luc. 23:54).

Além do mais, a proibição não se refere a acender fogo para preparar alimento (Êx 35:3). Tenho certeza de que todos sabem que no deserto o povo não se preocupava em buscar o alimento, pois o Senhor fazia chover diariamente o maná do céu para alimentar o Seu povo. Curioso notar que SOMENTE NO SÁBADO o maná não chovia (Êx 16:22-36). Deus quis ensinar Seu povo durante 40 anos que é Ele, E SOMENTE ELE, quem nos sustém. Por isso, os Adventistas não têm receio de santificar o sábado, mesmo sendo o melhor dia para comércio, feira, fábricas, etc., porque sabemos que o Senhor é o mesmo, e não muda (Malaq. 3:6), e ainda hoje Ele sustém o Seu povo fiel.

4. Em que texto bíblico os adventistas se fundamentam no Novo Testamento para justificar a guarda do sábado?

Esta é uma boa pergunta… Algumas pessoas, talvez por inocência ou falta de conhecimento profundo da Bíblia, acham que só é válido do Antigo Testamento aquilo que aparecer com as mesmas letras no Novo. E usam este argumento para dizer que o sábado não tem valor por não ser citado no Novo Testamento exatamente como o é no Antigo.

Interessante notar que este mesmo argumento não é utilizado pelos adversários do sábado para questionarem outras doutrinas que são próprias do AT, mas não são “repetidas” palavra-por-palavra no NT. Dois exemplos bem fáceis de perceber são o dízimo e a adoração de imagens. Onde aparece no NT a repetição do mandamento de não adorar imagens, do jeito que está em Êx 20:4-6???? E sobre o dízimo… onde encontramos no NT a repetição do preceito do dízimo, do jeito que está em Núm. 18 e Malaq. 3:8-10, por exemplo???? Não vejo NENHUM pastor evangélico ou padre questionar a devolução do dízimo, somente porque não repete-se o mandamento no Novo Testamento…. Por que será???? Por que utilizam um argumento para questionar o sábado, e não utilizam o mesmo argumento no tocante aos dízimos???? Procure saber com o pastor de sua igreja…

Mas, vamos à resposta à pergunta que, como disse anteriormente, é muito boa…

O sábado fazia parte da própria vida do povo de Deus, apesar de toda a carga que o homem colocou sobre este belo mandamento. Jesus não Se preocupou em repetir o mandamento do sábado, porque não era necessário, pois TODOS já o guardavam, mesmo que alguns o faziam erroneamente. O que Jesus fez foi trazer de volta o princípio do sábado – um tempo dedicado EXCLUSIVAMENTE a Deus e ao próximo, em situações especiais.

Os que insistem em pregar que o sábado passou, e que os cristãos estão hoje desobrigados de sua observância, afirmam apoiarem-se nos ensinamentos de Jesus ou dos apóstolos para justificarem tal mudança na Lei. Mas Jesus realmente ensinou que o sábado não mais deveria ser guardado? Aboliu o Senhor este mandamento, e colocou o domingo em seu lugar, como o dia de adoração para os cristãos? Convido o senhor a, de coração contrito para receber a iluminação do Espírito Santo, analisar o que diz a Palavra do Senhor, pois o sábado aparece mais de 60 vezes no Novo Testamento. Vamos analisar agora as passagens dos evangelhos que tratam sobre o sábado (clique aqui e leia o estudo completo).

5. Já que os adventistas dizem que o sábado foi substituído pelo domingo, pretendo saber quem o substituiu?

Já vimos que a mudança não ocorreu por determinação de Jesus ou qualquer dos santos apóstolos. Gradualmente, a heresia foi sendo introduzida na Igreja cristã, à medida que os apóstolos morreram e os seus sucessores viram na conversão de pagãos influentes uma maneira de fugirem da perseguição que oprimia os discípulos de Jesus.

Vemos que o sábado NUNCA foi deixado de lado por completo, pois SEMPRE existiram comunidades que permaneceram fiéis à Palavra de Deus, não aceitando as determinações dos imperadores e reis sobre as novas tradições religiosas – um bom exemplo foram os Valdenses, que guardavam o sábado durante a Idade Média, escondidos em montanhas e cavernas.

Aproveito para informar ao senhor que o primeiro não-católico a conseguir o título de Doutor em Teologia pela Universidade do Vaticano foi Samuele Bachiochi, um professor adventista que fez sua tese de doutorado exatamente demonstrando a mudança do sábado para o domingo, e PROVANDO que não houve base escriturística para tal mudança, mas que ela foi executada baseada UNICAMENTE na autoridade que a Igreja de Roma arroga ter sobre a cristandade.

A tese do Dr. Bachiochi foi tão INQUESTIONÁVEL (como toda boa tese doutoral) que o papa teve que reconhecer que o estudo estava correto, e que ele merecia receber o título de Doutor em Teologia, pois DEMONSTROU COM TODOS OS ARGUMENTOS que o sábado não foi mudado por Jesus ou pelos apóstolos, mas pelos homens que posteriormente tomaram o poder sobre a Igreja cristã e a uniram ao Estado Romano.

6. Devemos adorar a Deus em dia de sábado ou em espírito e em verdade?

Esta é uma pergunta que a Bíblia responde muito bem. Quero que o senhor analise um verso bíblico que mostra o que Deus pensa sobre esta “adoração” que rejeita a Sua autoridade como Senhor sobre a humanidade: “o que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável” (Prov. 28:9). Se o senhor conhecer alguém que está “desviando os ouvidos” de ouvir a santidade da Lei de Deus, advirta-o em nome de Jesus..

Deus é tão correto com Sua Palavra (por isso podemos confiar nEle) que nem mesmo a oração daqueles que insistem em rejeitar Sua Lei, que é a norma pela qual todos seremos julgados (Tiago 2:12), Ele atende…

Viu como é sério?!

Então, estou certo de que Deus deseja ser adorado NO SÁBADO do sétimo dia, em espírito e em verdade, porque uma coisa não pode excluir outra.

Se Deus disse que é para adorar no sábado, e já mostrei inúmeras passagens que provam isso, então É PARA ADORAR EM DIA DE SÁBADO SIM….

7. Com qual base escriturística os adventistas provam que a aliança do sábado foi feita com todas as nações?

Acredito que esta pergunta também já foi respondida. Porém, apenas para confirmar, temos o relato de Gên. 2:1-3, o relato de Isaías 56 (que considero muito forte), a vida dos apóstolos de Cristo (especialmente no livro de Atos) e as passagens de Apocalipse 12:17 e 14:12, que mostram CLARAMENTE que o povo de Deus que estará vitorioso nos últimos dias é aquele que GUARDA OS MANDAMENTOS DE DEUS, e o único lugar em que encontramos estes mandamentos é em Êx. 20:3-17 – e bem no centro está o sábado.

Mais claro que isso, impossível!

Na próxima pergunta o senhor “inquiridor” muda radicalmente de assunto. Aliás, esta é uma tática muito utilizada: quando a argumentação contra a doutrina adventista se mostra deficiente, eles automaticamente mudam de tema, tentando confundir o fiel servo de Deus. Se o Adventista demonstra que tem total domínio do tema, e não se deixará confundir, então a tática final é partir para a agressão, seja verbal ou até física. Quem já deu estudos bíblicos sabe do que estou falando!

8. Onde os adventistas se respaldam na Nova Aliança para justificar a idéia de não comer carne nem camarão?

Primeiro precisamos clarear uma coisa: o que é a Nova Aliança? Qual seu objetivo? Foi para salvar o homem dos seus pecados, ou para “purificar” as carnes que o Senhor considerou imundas no passado?

A questão de comer ou não carne, seja ela imunda ou não, não tem que ver com a Aliança de salvação que o Senhor Jesus instituiu com o homem. Esta é uma questão de saúde, de qualidade de vida. As pesquisas médicas mais recentes demonstram que o estilo de vida adventista tem feito deste povo um dos mais saudáveis DO MUNDO. Uma revista secular (a National Geographic), que não tem nada a ver com os adventistas, publicou recentemente uma matéria especial sobre o estilo adventista de viver, e identificou os adventistas que seguem as orientações de saúde como um dos grupos de maior longevidade e vitalidade do planeta. Não fomos nós que dissemos… foram cientistas americanos.

A Bíblia é muito clara quando o Senhor diz que abençoa com saúde aqueles que seguem Suas orientações para uma vida mais saudável (Êx. 15:26). Os índices de câncer, infartos, hipertensão, diabetes, derrames, etc., entre os adventistas QUE SEGUEM OS PRINCÍPIOS DE SAÚDE, são mínimos… basta dar uma olhada na seção de falecimentos da Revista Adventista… praticamente só morrem adventistas por velhice ou acidentes.

Eu acredito que ninguém vai concordar com a idéia de que a morte de Jesus na cruz do calvário teve como objetivo purificar o porco, o camarão, a cobra, o cachorro, o cavalo, etc…. eu não creio que alguém em sã consciência afirme algo tão absurdo….

Jesus morreu para pagar o preço pelos nossos pecados, para nos redimir, e nos conceder acesso novamente ao Trono da Majestade do Céu. A Sua morte na cruz é o ÚNICO meio pelo qual podemos ser salvos, pois somente através dela podemos ser cobertos pela graça imerecida que Deus concede ao pecador arrependido.

O que isso tem que ver com carne de animais???????????????? É óbvio que NADA…..

A Nova Aliança veio trazer salvação ao pecador, unicamente pela fé nos méritos salvíficos de Cristo, que derramou Seu precioso e inocente sangue na cruz do calvário, levando sobre Si a condenação pelos pecados que nós cometemos, condenação esta que nos levaria à morte eterna…. porém a Aliança da Sua Graça nos redime, e nos dá oportunidade de justificação e salvação eternas.

Os alimentos considerados imundos CONTINUAM sendo imundos… em nada mudou isso. As carnes de animais imundos (conforme Lev. 11) continuam impróprias para nosso consumo, pois permanecem IMUNDAS do mesmo jeito…. não creio que Jesus morreu na cruz apenas para que eu estivesse livre para comer uma suculenta feijoada ou bife de carne de porco, moqueca de camarão, ou seja lá o que for…. meu Jesus é muito mais precioso do que isso…. Seu sacrifício teve um alvo infinitamente mais elevado do que a purificação de animais…. teve como alvo a minha salvação, a minha redenção…. e serei eternamente grato a Ele por isso.

Alguns adventistas preferem não comer nenhum tipo de carne, porque entendem que a dieta que o Senhor deu para o homem não possuía esse alimento. Basta ler com atenção o livro de Gênesis (1:28-31). Para o homem, Deus deu as sementes e as frutas… e para os animais Ele deu as ervas. A carne só passou a fazer parte da dieta depois do dilúvio, e vemos que foi a partir de então que a idade (e conseqüentemente a saúde) do ser humano foi se deteriorando cada vez mais. Quantos anos viveram aqueles que não comeram carne????? Leia em Gên. 5.

Os adventistas cuidam do corpo (alimentação, exercício físico, repouso, etc.) por 2 motivos principais:

1. Porque isso nos dá mais saúde para trabalhar melhor para o Senhor e para nosso sustento.

2. Porque a Bíblia é clara em dizer que nosso corpo é o TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO, e que não devemos introduzir no corpo nada que venha a torná-lo doente e contaminado (cf. 1Cor. 3:16-17; 6:19-20).

OBS.: Uma das passagens bíblicas mais mal compreendidas sobre alimentação na Nova Aliança é Atos 10. Clique aqui e relembre o que ela realmente significa.

A questão da alimentação não é uma “tábua de salvação”, ou seja, não é a abstenção de alimentos imundos que nos torna mais justos diante de Deus. Porém, uma vez que nosso corpo é o “templo” ou “santuário” do Espírito Santo, é necessário tomar todo o cuidado para não contaminar tal templo, e isso se dá através de reconhecer, aceitar e viver as orientações que o Senhor zelosamente revelou em Sua Palavra acerca desse tema (cf. 1Cor. 6:19-20).

Os Adventistas têm sido abençoados grandemente por viverem uma vida em conformidade com a Palavra de Deus, mesmo em questões impopulares e ridicularizadas, como o é o assunto da alimentação em nossos dias, principalmente no meio “evangélico”.

Portanto, TUDO o que sabemos que não é saudável e que contamina nosso corpo com doenças, deve ser evitado por aquele que deseja estar sempre preparado para receber o batismo diário do Santo Espírito.

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As respostas que apresentei foram mais elaboradas, pois o espaço aqui no blog não se harmoniza com textos muito extensos.

“Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:31-32).

 Por: Gilson Medeiros

 

 Invista na sua “Alimentação”

Uma rotina que se repete nas nossas Igrejas é o grande desinteresse de muitos pelas publicações oficiais Adventistas.

Infelizmente, nesta era de Internet, muita heresia, críticas e falsas doutrinas têm sido disseminadas em nosso meio. E como são poucos os que estão buscando uma “vacina” para estas pragas, a cada dia cresce o número de “crianças” que estão se deixando levar pelos “ventos” diabólicos que estão por ai (cf. Efés. 4:14).

Vejo que são pouquíssimos os que fazem assinatura da Lição da Escola Sabatina (especialmente para os filhos). A Revista Adventista também está presente em poucos lares, o que é uma pena, pois mensalmente ela nos traz grande fortalecimento espiritual e missionário. Sem falar de outras publicações importantíssimas para a liderança, como a Revista do Ancião, por exemplo.

Se em todos os lares tivéssemos mais exemplares da Revista Adventista, e mais pessoas estudando a Lição da Escola Sabatina, muitas das dúvidas teológicas, doutrinárias, espirituais, etc., que são levantadas em nossas congregações, estariam resolvidas.

Fiz um breve levantamento dos temas mais importantes que foram abordados por estas 2 publicações (RA e Lição), e que mostram que o nosso povo não está mais perecendo por que os “sacerdotes” estão negando o conhecimento, como ocorria no passado (cf. Osés. 4:6), mas porque as próprias “ovelhas” de hoje não estão interessadas em buscar pastos mais seguros e saudáveis.

Vejam que temas importantes alguns perderam de conhecer:

1. Revista Adventista
– Qual a recreação mais sadia para o povo de Deus?
– Como uma família Adventista pode estar mais “conectada” com Jesus?
– Qual o entretenimento que Deus deseja para Seus filhos?
– A vida de Maria Madalena
– Por que não devemos participar de jogos de azar e loterias?
– É correto usar jóias e maquiagens bem discretas?
– Entrevista com um dos maiores cientistas cristãos do Brasil
– O que há de errado com o Evolucionismo, teologicamente falando?
– O que a morte de Jesus nos garantiu?
– Jesus perdeu algum atributo divino na encarnação?
– Como ajudar nossos filhos a se livrarem das más companhias?
– Qual a importância dos escritos de Ellen White para a IASD hoje?
– Ainda somos um movimento profético?
– As 5 descobertas arqueológicas que mais fortaleceram a fé na Bíblia
– Por que os Adventistas não devem usar jóias?
– O que podemos fazer para evitar o mundanismo no vestuário em nossas igrejas?
– O projeto evangelístico que vai abalar a América do Sul
– Por que Jesus não voltou ainda?
– Como melhorar a recepção de nossas igrejas?
– As crianças podem ou não participar da Santa Ceia?
– O que pode ser uma espécie de “burocracia” na pregação do Evangelho?
– Qual a maior necessidade da Igreja hoje?
– Quais princípios devem nortear a música em nossa Igreja?
– O que podemos aprender sobre o Evangelho através do Santuário de Israel?
– O que é o Criacionismo, afinal de contas?
– Como entender o que o Apocalipse fala sobre o “Armagedom” e o “secamento do Eufrates”?
– É pecado usar maquiagem? Sim ou não?

Sem falar nos inúmeros testemunhos, notícias, relatos, etc., do poder de Deus atuando em Sua Igreja aqui e no mundo todo, seja na Colportagem, seja no Ministério Jovem, nos Desbravadores, no Ministério da Mulher, na Escola Sabatina, etc.

Através da Revista Adventista podemos ver o quanto o Senhor está preocupado em fazer de Sua Igreja uma luz a brilhar neste mundo.

2. Lição da Escola Sabatina
– Evangelho de João
– História de Israel no AT
– Como viver uma vida cristá feliz e vencedora
– O livro e as profecias de Daniel
– A salvação que Jesus nos oferece
– A Pessoa de Jesus (Sua vida e milagres)
– O que é a Igreja de Deus?
– Como manter sua família sob a guarda de Deus?
– Quem é o Espírito Santo?
– As profecias de Daniel
– O livro de Gênesis e sua importância para nossa vida
– O livro de Eclesiastes
– A importância da Bíblia em nossa vida
– A mensagem de Deus através da vida de casais bíblicos
– Como usar o “fogo da provação” (crisol) para ser vitorioso
– Tornando-se um discípulo verdadeiro de Jesus
– Nosso maravilhoso Jesus e Sua obra em nossa vida
– Como aprender sobre a vida dos grandes missionários de Deus (próx. trimestre)

Dentro de cada lição acima, muitas perguntas foram respondidas, as quais ainda hoje rondam a mente de alguns, exatamente porque não estudaram devidamente o tema quando a Lição foi apresentada.

Motivo: Não tinham a Lição, e se limitaram apenas (quando muito) a ouvir o resumo apresentado pelo professor no sábado de manhã.
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Sem medo de errar, eu me arrisco a dizer que 90% das dúvidas doutrinárias que os membros de nossas Igrejas têm hoje, já foram respondidas pela Revista Adventista, Lição de Escola Sabatina ou Revista do Ancião. Nossa Igreja é riquíssima em conhecimento teológico, tanto teórico quanto prático. O problema está em nós não querermos usar este vasto acervo ao nosso dispor.

Agindo assim, permaneceremos como “anões espirituais”, facilmente levados pelas tempestades heréticas que assolam a Igreja de Deus nestes últimos tempos (cf. Apoc. 12:17).

Não perca mais tempo, e torne-se um verdadeiro ADVENTISTA DO 7º DIA – aquele que ama a Jesus, deseja vê-Lo muito em breve, e que vive à luz do que a Palavra de Deus orienta.

Faça hoje mesmo sua assinatura da Revista Adventista e da Lição da Escola Sabatina.

Você só tem a ganhar!

 Por: Gilson Medeiros

 

 Que “rótulo” você me dá?

Já perceberam como nós ultimamente aprendemos a dar tanto valor para o que as pessoas “têm” e não no que elas “são”?

Valorizamos muito os “títulos” (É um doutor? Tem curso superior? Já fez pós-graduação? Escreveu algum livro? Em qual universidade estudou? etc.)

Valorizamos os “rótulos” (Qual o seu sobrenome? Quem são seus pais?

Você mora em qual bairro? Qual sua origem? Européia? Americana? etc.)

Valorizamos o “status profissional” (Em que você trabalha? Quanto ganha? Está em algum nível de gerência ou diretoria? Fez MBA na FGV? Trabalha em multinacional? etc.)

Valorizamos a “aparência física” (É bonito(a)? Tem cabelo liso? Olhos azuis? Cútis clara? Está dentro do peso? As orelhas são bem formadas? O nariz é afilado? Anda com elegância? Veste roupas de shopping ou de camelô? Usa sapatos de marca? Perfumes do Boticário ou R$ 1,99? etc.)

E a lista continua…. (Tem carro do ano? Casa “xique”? Fala inglês ou francês? Viaja para o exterior? etc. etc. etc. etc. etc. etc.)

Nossa sociedade aprendeu a ser extremamente “exteriorizada”. Apenas se alguém está dentro dos “padrões” estipulados pelos pseudo-intelectuais do momento é que pode ser considerada uma pessoa “bem na vida”. O que mais de deixa triste é perceber que este comportamento consumista e discriminatório pode ser visto entre nós, a “menina dos olhos de Deus”.

O que mais se chamou a atenção quando eu estive refletindo sobre estes pontos foi a maneira como Deus agiu com Jesus, ao enviá-Lo ao mundo para salvar a humanidade.

Seu título acadêmico?

Nem mesmo passou perto das escolas dos intectuais da Sua época.

Seu sobrenome?

Não tinha importância, tanto é que O chamavam simples e pejorativamente de “Nazareno”.

Sua profissão?

Carpinteiro… longe de ser admirada pelo “status” social.

Seus pais?

Filho adotivo de um humilde carpinteiro. Sua mãe legítima também não tinha um “nome” que pudesse impressionar a burguesia social da época.

Sua aparência física?

Em nada O diferenciava das pessoas simples que gostavam de rodeá-Lo.

Seu círculo de amizade?

Servidores públicos corruptos, prostitutas, pescadores, grosseirões, leprosos, ladrões…

Pois é… me parece que, definitivamente, Deus pensa diferente de como nós pensamos em matéria de valores pessoais.

Nestes últimos dias ficaram muito mais claras em minha mente as palavras do Senhor a Samuel:

“…o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração” – (1Sam. 16:7)

Se você tem um exterior “bonito”, lembre-se que Deus vê o coração…

Se você tem um exterior “não tão bonito”, lembre-se que Deus vê o coração…

Por: Gilson Medeiros

Paulo ou Barnabé?

Há alguns anos, tivemos uma Lição de Escola Sabatina que falou sobre BARNABÉ. Ele foi apresentado como alguém que se preocupava em promover a reconciliação entre os irmãos.

É interessante que o próprio nome de Barnabé (como é comum na cultura bíblica) tinha um significado muito bonito: “Filho da Reconciliação“, ou “Filho da Tranqüilidade“, ou ainda “Aquele que dá Ânimo” (cf. Atos 4:36 NTLH).

Barnabé foi aquele que deu um voto de confiança a Paulo, enquanto que outros discípulos em Jerusalém estavam receosos de acreditar na conversão do antigo perseguidor (cf. Atos 9:26-27).

Mas, em certa ocasião, Paulo e Barnabé tiveram um sério desentendimento. O motivo foi o jovem Marcos, o discípulo que os havia acompanhado em uma viagem anterior (cf. Atos 15:36-40). Paulo ficou “chateado” porque Marcos não teve espírito combativo para permanecer com eles. Isso foi o suficiente para que Paulo rejeitasse completamente a companhia de Marcos em missões futuras.

Novamente Barnabé entra na história. O mesmo que antes intercedera pelo próprio Paulo junto aos irmãos de Jerusalém, agora utiliza seu dom da reconciliação em benefício do jovem e inexperiente Marcos.

Paulo era tão impetuoso que não aceitou mais viajar com Marcos, e os dois grandes amigos (Paulo e Barnabé), que já haviam passado juntos por tantas lutas, tiveram que separar-se. Paulo seguiu viagem junto com Silas, enquanto que Barnabé preferiu a companhia de Marcos.

Não sabemos detalhadamente o que, especificamente, Barnabé conversou com o jovem Marcos nesta nova empreitada. Certamente, ele aproveitou a oportunidade para ajudar o rapaz a ver que ele tinha potencial para aplicar no Evangelho, e que não foi um fato isolado que tirou dele a capacidade de servir ao Senhor.

Qual o resultado de tudo isso?

No final do ministério de Paulo vemos ele agradecendo pela grande utilidadede Marcos na obra de pregação (cf. 2Tim. 4:11). Além disso, ainda temos um Evangelho que foi escrito por este jovem discípulo, o qual é tido por alguns teólogos como o mais antigo dos 4 Evangelhos.

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Esta história me faz refletir sobre alguns pontos que considero importantes:

1. O temperamento de Paulo impedia que ele tivesse facilidade em perdoar aqueles que falhavam na grande batalha da pregação do Evangelho. Ele era um daqueles que não se dispõem facilmente a dar uma outra chance para alguém que erra, acreditando que os “covardes” ou “negligentes” devem ser colocados à margem do caminho, pois a Obra não pode parar.

2. Barnabé é o símbolo das pessoas que sabem olhar além das faltas isoladas, e conseguem ver em uma pessoa o potencial que ela tem, apesar de oculto. Ele é daqueles que não são os primeiros a atirarem as pedras, mas que estendem a mão para tentar recolocar o irmão faltoso na jornada rumo à Glória.

3. Em nossas igrejas atualmente também vemos os dois personagens: Paulo é o modelo daqueles irmãos sinceros e zelosos, porém implacáveis no trato com seus semelhantes, não conseguindo ver além dos erros do passado; já Barnabé representa os que valorizam mais a “pessoa” do que o erro que ela possa ter cometido.

Quantos vivem em nossas congregações angustiados porque nunca lhes deram uma segunda chance?! Erraram em algum momento do passado, e receberam uma “marca”, um “carimbo”- IMPRESTÁVEIS. Os “Paulos” de hoje olham para tais “irmãos” com desdém, certos de que eles não têm utilidade na pregação, pois não merecem mais confiança.

Quanto necessitamos de mais “Barnabés”!
Você já errou e esperou que um “Barnabé” viesse ao seu encontro, com uma palavra amiga, de ânimo e de reconciliação? Eu já!

Mas os “Barnabés” são raros… raríssimos! Já os “Paulos” estão em toda parte – batizam muito, trabalham muito, produzem muito, trazem muitos conversos… mas não sabem tratar com pessoas do rebanho que cometem erro.

Para os “Paulos”, a “letra da lei” é mais importante que as pessoas…
Para os “Barnabés”, as pessoas são mais importantes que a “letra da lei”…

Oh, como precisamos dos “Paulos”!

Mas, como sinto falta dos “Barnabés”!

Que tal criar em sua igreja o PROJETO BARNABÉ, de resgate a membros em dificuldade espiritual?

Por: Gilson Medeiros

Cooperando com o Senhor

Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (Atos 2:44-47).

Estes dias estive lendo um livro que sempre me chamou muito a atenção, aliás, foi um dos primeiros que adquiri quando me tornei Adventista do 7º Dia. Na época, o título usual era “Conselhos sobre Mordomia“. Hoje ele é mais conhecido como “Administração Eficaz“. Se ainda não o tem, você pode conseguir um exemplar com o pastor do seu distrito.

Este livro me fez ver o quanto eu sou privilegiado em poder cooperar com o Rei do Universo na salvação dos meus semelhantes. Não se trata de “dar dinheiro” para a Igreja, mas de compreender o quanto o plano de Deus é sábio, pois coloca nas mãos do PECADOR o “poder” de espalhar o Evangelho para outros PECADORES, e assim “reduzir a população do Inferno”, como um amigo meu costuma dizer (rsrs).

Veja alguns dos textos que mais me impressionaram (lembrando que, como cremos, eles foram escritos sob a orientação do próprio Deus)…

O povo de Deus é chamado para uma obra que requer dinheiro e consagração. As obrigações que sobre nós repousam trazem-nos a responsabilidade de trabalhar para Deus até o máximo de nossa capacidade” (pág. 35).

Há apenas dois lugares no Universo onde poderemos colocar nossos tesouros – no celeiro de Deus ou no de Satanás; e tudo o que não é dedicado ao serviço de Deus é contado do lado de Satanás, e vai fortalecer sua causa” (idem).

Estivesse o amor de Cristo ardendo no coração dos que professam ser Seu povo, e veríamos hoje a manifestação do mesmo espírito. Se tão-somente reconhecessem quão perto está o fim de todo o trabalho em prol da salvação de almas, sacrificariam suas posses com a mesma prontidão com que o fizeram os membros da igreja primitiva” (pág. 41).

Há outros que fazem o menos que podem. Esses, se não acumulam seus bens, os dissipam, só contribuindo relutantemente com uma pequena parte para a obra de Deus. Quando fazem uma promessa ou voto a Deus, arrependem-se mais tarde, e esquivam tanto quanto o podem do pagamento, se não totalmente. Calculam o dízimo o mais escassamente possível, como se considerassem perdido o que restituem a Deus. Podem as nossas várias instituições sentir-se embaraçadas à míngua de meios, mas continuam portando-se como se não lhes importasse a sua subsistência. E, contudo, são instrumentos pelos quais Deus Se propõe iluminar o mundo!” (pág. 43).

Que Deus maravilhoso!
Louvada seja Sua incompreensível misericórdia!

Negar a Deus sempre traz maldição. A prosperidade espiritual está intimamente ligada à liberalidade cristã” (pág. 49).

Esta última declaração ficou martelando por muito tempo em minha mente. Por que o meu crescimento espiritual, ou seja, minha fé e consagração, tem que ver com minha disposição em contribuir financeiramente com a Obra de Deus? Não seria isso uma inclinação à salvação pelas obras? Não seria um reflexo da moderna Teologia da Prosperidade?

Com o tempo, e o consequente amadurecimento espiritual, passei a entender melhor a questão. Assim como mencionei acima, não se trata apenas de “dar dinheiro”, mas a liberalidade cristã tem que ver com meu interesse pela salvação de almas e pelo avanço do Evangelho neste mundo. É por isso que, quanto mais consagrado eu me tornar, mais disposto serei em colaborar com meus talentos, bens, dons, influência, habilidades, etc., para ver outras pessoas, pecadores como eu, participando da alegria da esperança em Cristo.

Retorno às Origens

Eu costumo pensar que devemos, de alguma forma, retornar ao modelo da Igreja Primitiva, conforme descrito no livro de Atos, se quisermos realmente estar firmes para transpor as últimas situações pelas quais deveremos passar antes de nos encontrarmos com Jesus. Infelizmente, a cada dia que passa, vemos que o espírito da UNIDADE, do COMPANHEIRISMO, da LIBERALIDADE, do AMOR MÚTUO, etc., está cada vez em menor evidência em nossa vida.

Quantas igrejas não gastam fortunas para colocarem um sistema de ar condicionado, bancos acolchoados e luxuosos, forros caríssimos, etc., enquanto que muito próximo, às vezes dentro do mesmo Distrito, existem “irmãos” que não têm nem um teto humilde para se reunirem e adorarem a Deus?!

Quantos membros de igreja não ficam incomodados e relutantes em colaborarem com a manutenção da Obra de Deus, através de seus dízimos e ofertas, mas gastam milhares de reais em carros luxuosos que, sozinhos, dariam para construir mais de um templo em localidades ainda sem presença Adventista?!

Quantos não mantêm casas de praia ou de campo, apenas para eventuais e esporádicos fins-de-semana, enquanto que seus “irmãos” estão sendo despejados por não conseguirem pagar o aluguel?!

Quantos não deixam de colaborar com a manutenção da Obra de Deus, apenas por não concordarem com a maneira como os recursos são administrados pela liderança?!

Quantos líderes (pastores, administradores, etc.), porém, não cometem a incoerência de utilizarem estes recursos dissolutamente, em caros aluguéis e automóveis dispendiosos, fazendo com que a imagem do ministério fique denegrida na mente de alguns irmãos mais sensíveis em sua fé?!

Devemos, urgentemente, retornar às origens deste Evangelho, ou seja, retornar à maneira como nossos primeiros irmãos viviam, considerando tudo como “refugo” (cf. Filip. 3:8 – “fezes” no original grego), para alcançar a glória de abraçar a Jesus!

Não permita que os desejos consumistas modernos, ou o mau exemplo de algum líder eclesiástico, tire de você o privilégio de participar ativamente do avanço do Evangelho neste mundo condenado ao fracasso. Com seus dízimos e ofertas fiéis, Deus espera fazer maravilhas para levar a todo o mundo a graça salvadora do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Chegou a hora, e já passou, de fazermos o nosso MÁXIMO!
Jesus merece!

Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos; então, se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade” (Atos 4:32-35).

Por: Gilson Medeiros

 

Quem é mais Importante?

Tente responder a estas perguntas:

1. Diga o nome das 5 pessoas mais ricas do mundo;
2. Diga o nome dos últimos cinco vencedores do prêmio Heisman;
3. Diga o nome das últimas cinco “Misses Universo”;
4. Dê dez nomes de pessoas que ganharam o Prêmio Nobel ou Pulitzer;
5. Dê o nome dos últimos 12 ganhadores do Oscar de melhor ator ou atriz.

A questão é que a maioria de nós não se lembra das manchetes de ontem. Os nomes perguntados acima não são de pessoas medíocres, mas sim dos melhores em suas áreas. Mas o aplauso morre, prêmios envelhecem, empreendimentos são esquecidos, certificados e diplomas são enterrados com seus donos.

Tente novamente com estas perguntas, e veja como se sai:
1. Liste alguns professores que o auxiliaram em sua jornada escolar;
2. Lembre de três amigos que ajudaram você em momentos difíceis;
3. Pense em cinco pessoas que lhe ensinaram alguma coisa valiosa;
4. Pense em algumas pessoas que fizeram você se sentir amado e especial;
5. Pense em cinco pessoas com quem você gosta de estar;
6. Liste seis heróis, cujas histórias tenham inspirado você.

Mais fácil, não!?

Moral da história:
“As pessoas que realmente fazem diferença em sua vida não são as que têm mais credenciais, dinheiro, prêmios ou posição. São as que mais se importam com você”. (Anônimo)

“Amar as pessoas é mais importante que liderá-las. Elas não se importam com o quanto você sabe até que saibam o quanto você se importa com elas.” John Maxwell

Não sei quem é o autor deste texto, mas concordo com cada palavra.

Por: Gilson Medeiros

 

Uso de Gravuras e Ilustrações é Pecado?

Recebi a seguinte dúvida de um leitor do blog:

O uso de imagens e ilustrações de Jesus em folhetos, cartazes, livros, lições, etc., não seria uma violação ao segundo mandamento? Até que ponto estamos proibidos de usar tais ilustrações?

Algum tempo atrás eu conheci um Ancião de Igreja, bastante sincero, que também era fortemente contra o uso de folhetos com imagens de Jesus, pois ele dizia que isto era uma “adoração”, o que estava frontalmente contra a determinação do 2º Mandamento.

Mas até que ponto isto é verdadeiro? O uso de folhetos com gravuras e desenhos de Jesus, anjos, etc., pode mesmo ser considerado como uma violação ao mandamento? O que o Espírito de Profecia diz sobre isso?

Vejamos…

O USO DE GRAVURAS E QUADROS NA IGREJA

A Bíblia foi dada para comunicar a salvação e nos ensinar como devemos agir em todas as coisas. Em todas as saus partes encontramos parábolas e experiências para estimular a imaginação do leitor em quadros vivos, como se as pessoas estivessem vendo as coisas que são relatadas nas Escrituras.

Deus, porém, não Se contentou apenas em relatar histórias e parábolas ao transmitir a verdade, mas usou também sonhos e visões que eram verdadeiramente o áudio-visual de Deus para os profetas a fim de que pudessem compreender “vendo”, o que não entenderiam apenas ouvindo e lendo. Daí que, se o próprio Deus necessitou de usar o visual de sonhos e visões para fazer Seus servos entenderem Sua mensagem, quanto mais nós hoje em dia necessitamos usar gravuras para tornar a mensagem mais clara e atrativa, devido a nossa linguagem ser muito limitada e imperfeita!

Por isso que a Igreja Adventista sempre usou, desde o princípio, quadros ilustrativos na proclamação da verdade.

Exemplos bíblicos

Deus deu o Espírito Santo para que dois artistas pela ordem do próprio Deus bordassem anjos de várias cores nas cortinas do santuário que foi ordenado a Moisés fazer. Também o Senhor mandou fazer duas estátuas de anjos de ouro, para representar as hostes angélicas. Esta orientação foi dada por Deus após os dez mandamentos em Êxodo 20 (veja Êxodo 36:1-2,8 e 37:7-9)

Deus não proibia as imagens, mas sim sua ADORAÇÃO. Seria contraditório o Senhor Deus proibir estátuas em Êxodo 20:3,4 e mandar, Ele mesmo, fazê-las em Êxodo 25:18 e Números 21:8,9. Deus proíbe a adoração das imagens, mas não proíbe gravuras e imagens para representar a verdade. Em Números 21:8,9 Deus mandou fazer uma imagem de serpente, para que os que olhassem para ela fossem curados. Por que Deus fez isso? Para que entendêssemos que uma mensagem pode ser dada através de uma figura, mesmo a figura de uma cobra. Aliás, aquela imagem de serpente, diz o evangelho de João, era uma representação do Senhor Jesus Cristo na Cruz (cf. João 3:14). Aquela imagem foi guardada por muitos anos. Mais tarde, porém, quando alguns quiseram adorar aquela serpente o rei Ezequias mandou destruí-la (2Reis 18:4). Por que só foi destruída quando passou a ser adorada? Por que foi guardada por tanto tempo?

Porque aquela serpente de metal lembrava um grande livramento de Deus e representava a Sua salvação, por isso foi guardada e somente destruída quando passaram a adorá-la, queimando-lhe incenso. O mal não estava na imagem em si, mas em adorá-la.

Outro exemplo bíblico é o do Templo construído por Salomão. Ali haviam muitas figuras de plantas, animais e anjos (e até estatuas!), mas o Senhor abençoou o Templo, pois todas aquelas figuras não eram com o objetivo de adoração, mas de ornamento e representação (1Reis 7:20, 22, 25, 26, 29, 36; 2Crôn. 3:7, 10, 14.) Havia no Templo desenhos de romãs, flores de lírios, querubins, palmas, leões e bois. No entanto, mesmo com tantos desenhos, figuras e imagens, a glória de Deus encheu o Templo (1Reis 8:10,11).

As pessoas que combatem ilustrações e figuras na igreja, de certa forma, estão querendo ser mais rigorosas do que o próprio Deus, autor do mandamento. Por que Deus aceitou uma casa tão cheia de imagens e figuras de anjos, flores, plantas e animais? Deus aceitava a idolatria naquele tempo mesmo tendo-a proibido? Não! Deus não muda (Malaquias 3:6), e Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hebreus 13:8).

DEUS não proíbe figuras, como ELE MESMO DEU EXEMPLO; Ele proíbe, isso sim, é adorar as figuras.

A Bíblia nos ensina a usar figuras e imagens para ilustrar e embelezar as coisas de Deus, pois, como diz o apóstolo Paulo, tudo o que foi escrito nas Escrituras o foi para o nosso ensino. Sigamos, pois o ensino da Palavra de Deus, em lugar do ensino de pessoas falhas, que querem proibir o que Deus não proibiu, indo além do que está escrito, pois isso as torna soberbas em relação aos outros irmãos, com o pensamento de que “sou mais santo que vocês” (1Cor. 4:16).

Esses exemplos bíblicos são suficientes para que todos os que quiserem, entendam que o uso de gravuras e desenhos servem como uma representação da mensagem e não como idolatria. Além disso, se Deus usou uma cobra para representar Jesus Cristo pode-se muito bem representá-Lo com uma figura humana. E, assim como não era para adorar a cobra, nós também não adoramos figura qualquer, nem mesmo a de Jesus, pois usamos as figuras com o mesmo objetivo que Deus usou: ornamentar, representar e ilustrar.

Para deixar de forma mais clara o que a Bíblia diz, citaremos alguns trechos do livro Evangelismo, escrito por Ellen G.White, página 203 a 216:

Dedicastes muito estudo ao assunto de como tornar interessante a verdade e os quadros que fizestes estão em perfeita conformidade com o trabalho que precisa ser feito. Esses quadros são, para as pessoas, lições objetivas. Pusestes vigor de pensamento na obra de produzir estas notáveis ilustrações. E elas exercem efeito notável ao serem apresentadas ao público em reivindicação da verdade. Usa-as o Senhor para impressionar as mentes. Fui instruída clara e nitidamente quanto a deverem usar-se quadros na apresentação da verdade“.

O uso de quadros é muitíssimo eficaz para explicar as profecias referentes ao passado, presente e futuro“.

…figuras que possuem poder convincente. Tais métodos serão usados mais e mais neste trabalho de finalização“.

Uma advertência aos inimigos das ilustrações

… Alguns haviam estado trazendo falsas provas, e transformando em critério único suas próprias idéias e noções, exagerando assunto de pouca importância até torná-los em prova de discipulado cristão, e impondo cargas pesadas aos demais. Assim se introduziu um espírito de crítica, acusação e dissensão, que foi um grande prejuízo para a igreja. E deu-se aos crentes a impressão de que os adventistas observadores do sábado eram uma seita de fanáticos e extremistas, e que sua fé peculiar os tornava rudes, descorteses e de caráter realmente anticristão. Assim o procedimento de uns poucos extremistas impediu que a influência da verdade alcançasse o povo. (…) Uns poucos condenavam as figuras, insistindo em que são proibidas pelo segundo mandamento, e que tudo quanto é dessa espécie deve ser destruído. Esses homens unilaterais nada mais vêem além dessa coisa única que se encasquetou na mente. Faz anos tivemos que enfrentar esse mesmo espírito e essa obra. Surgiram homens que pretendiam haver sido enviados com uma mensagem de condenação das figuras, insistindo em que toda semelhança de qualquer coisa fosse destruída. Chegaram a extremos tais de condenar os relógios que tinham figuras ou imagens… Umas poucas pessoas de XXX foram ao extremo de queimar os quadros de que eram possuidores e destruir até os retratos dos amigos” – Evangelismo, pág. 215 e 216.

Portanto preferimos seguir o conselho do Espírito de Profecia em vez das opiniões humanas.

Fonte: Adaptado de Material do Pr. Demóstenes Neves (SALT-IAENE)

Por: Gilson Medeiros

Não Deixe para Amanhã…

Há alguns meses eu estava teclando com um grande amigo pelo MSN, e ele me disse algo que me trouxe muita satisfação… e acho que ele nem sabe disso… rsrs

Foi uma valiosa informação, de algo ocorrido há vários meses, mas que trouxe um alívio e um sentimento muito gratificante ao meu coração. Fiquei feliz em saber que alguém, há tanto tempo, estava preocupado com um fato triste ocorrido comigo.

Sempre que vemos o sepultamento de algum famoso, ou até nem tão famoso assim, presenciamos as homenagens, os discursos inflamados, as flores perfumadas… mas… já é tarde. O morto não pode mais ver nem ouvir nada daquilo (cf. Ecles. 9:5-6)!

Depois do que meu amigo me disse, e vendo os noticiários daquele fim-de-semana, que relataram a morte de 2 Deputados militantes, fiquei refletindo sobre a importância de dizermos aos amigos, familiares, irmãos, etc., enfim, a todos que nos cercam, o quanto os apreciamos, admirados e amamos.

Por que esperar para homenagear alguém querido apenas depois que esta pessoa já morreu? Por que não aproveitar cada momento para dizer-lhe alguma palavra edificante, motivadora e elogiosa?

Lembro-me de uma conhecida ilustração, que tem tudo a ver com o que estamos refletindo aqui…

Era uma vez… um garoto que nasceu com uma doença incurável. Tinha 17 anos e podia morrer a qualquer momento. Sempre viveu na casa de seus pais, sob o cuidado constante de sua mãe.

Um dia decidiu sair sozinho e, com a permissão da mãe, caminhou pela sua quadra, olhando as vitrines e as pessoas que passavam. Ao passar por uma loja de discos, notou a presença de uma garota, mais ou menos da sua idade, que parecia ser feita de ternura e beleza.

Foi amor à primeira vista!

Abriu a porta e entrou, sem olhar para mais nada que não a sua amada. Aproximando-se timidamente, chegou ao balcão onde ela estava. Quando o viu, ela deu-lhe um sorriso e perguntou se podia ajudá-lo em alguma coisa.

Era o sorriso mais lindo que ele já havia visto, e a emoção foi tão forte que ele mal conseguiu dizer que queria comprar um CD. Pegou o primeiro que encontrou, sem nem olhar de quem era, e disse: “Esse aqui”.

“Quer que embrulhe para presente?” – perguntou a garota, sorrindo ainda mais, e ele só mexeu com a cabeça para dizer que “sim”.

Ela saiu do balcão e voltou, pouco depois, com o CD muito bem embalado. Ele pegou o pacote e saiu, louco de vontade de ficar por ali, admirando aquela figura maravilhosa.

Daquele dia em diante, todos as tardes ele voltava à loja de discos e comprava um CD qualquer.

Em todas as vezes, a garota deixava o balcão e voltava com um embrulho cada vez mais bem feito, que ele guardava no seu quarto, sem nem abrir. Afinal, o interesse dele não era o CD, mas a vendedora…

Ele estava apaixonado, mas tinha medo da reação dela, e assim, por mais que ela sempre o recebesse com um sorriso doce, ele não tinha coragem para convidá-la para sair e conversar.

Comentou sobre isso com sua mãe e ela o incentivou, muito, a chamá-la para sair.

Um dia, ele se encheu de coragem e foi para a loja. Como todos os dias, comprou outro CD e, como sempre, ela foi embrulhá-lo. Quando ela não estava vendo, escondeu um papel com seu nome e telefone no balcão e saiu da loja correndo.

No dia seguinte o telefone tocou e a mãe do jovem atendeu. Era a garota perguntando por ele. A mãe, desconsolada, nem perguntou quem era, começou a chorar e disse: “Então, você não sabe? Ele faleceu essa manhã”.

Mais tarde, a mãe entrou no quarto do filho, para olhar suas roupas e ficou muito surpresa com a quantidade de CDs, todos embrulhados. Ficou curiosa e decidiu abrir um deles. Ao fazê-lo, viu cair um pequeno pedaço de papel, onde estava escrito: “Você é muito simpático, não quer me convidar para sair? Eu adoraria”. Emocionada, a mãe abriu outro CD e dele também caiu um papel que dizia o mesmo, e assim todos quantos ela abriu traziam uma mensagem de carinho e a esperança de conhecer aquele rapaz.

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Se a história é real ou não, não importa! Ela cumpre o seu papel de nos mostrar que devemos externar nossos sentimentos, principalmente os “do bem”, por aquelas pessoas que são tão importantes para nós.

Não espere que seu melhor amigo, sua melhor amiga, seu marido, sua esposa, seus filhos, pais, parentes, vizinhos… o pastor do seu distrito… aquele professor ou professora que mudaram sua maneira de ver a vida… enffim… não espere para fazer uma homenagem tardia diante de um esquife inanimado. Diga HOJE para aqueles a quem você ama o quanto eles são importantes.

Talvez eles estejam vivendo algum drama pessoal, e serão suas palavras de motivação e apreço que os encorajará a continuarem na luta!

Algumas sugestões:
1. Compre alguns cartõezinhos, e entregue aos seus melhores amigos (durante os primeiros momentos da Escola Sabatina, por exemplo);
2. Mande um “torpedo” com uma mensagem de apreço e motivação;
3. Envie um e-mail dizendo o quanto você admira as qualidades da outra pessoa;
4. Escreva algum bilhetinho, e coloque dentro da Bíblia dele(a);
5. Deixe um comentário no perfil do Orkut.

Enfim…

Não deixe para amanhã o que vc pode dizer hoje!

O tempo não pára…. e nunca volta!

“Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo” – Prov. 25:11.

Por: Gilson Medeiros

 

“Haverá epidemias…”

Um dos textos mais conhecidos da Bíblia é aquele onde Jesus orienta os discípulos sobre fatos que ocorreriam nos “últimos dias”:

“Perguntaram-lhe: Mestre, quando sucederá isto? E que sinal haverá de quando estas coisas estiverem para se cumprir? (…) Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não vos assusteis; pois é necessário que primeiro aconteçam estas coisas, mas o fim não será logo. (…) haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais do céu” (Lucas 21:7-12).

 Ultimamente, o mundo tem sido bombardeado com notícias e mais notícias de calamidades em diversas áreas, seja no mundo físico, no político, no social, no financeiro, etc.

As grandes guerras da Humanidade ocorreram nos últimos 90 anos; os avanços científicos e tecnológicos também estão se desenvolvendo a passar “larguíssimos”; a economia mundial, detonada na década de 1920, novamente enfrenta um abalo castastrófico (nada parecido com as “marolinhas” que tentam empurrar goela abaixo dos brasileiros); os desastres aéreos têm sido cada vez mais frequentes e devastadores; com relação ao clima mundial, não é necessário nem comentar – onde era deserto, hoje há devastação pela água, e nos locais que viviam sob a influência das chuvas, hoje sofrem com a seca…

Ou seja, não é necessário ser nenhum phD em Escatologia (se é que existe…rsrs), para ver que o nosso mundo enfrenta um processo cada vez mais crescente de destruição da qualidade de vida para a raça humana. Já falam até de escassez total de água potável daqui há algumas décadas! A Criação está “gemendo” (cf. Rom. 8:22)!

Haverá epidemias

Depois do surgimento devastador de doenças repentinas e letais, como o câncer, a AIDS, o ébola, o rantavírus, a doença da “vaca louca”, o(a) cólera, a dengue, etc., passamos a enfrentar dificuldades com novos tipos de gripes, que surgem periodicamente. Foi a gripe do frango e agora é a do porco (que a indústria suinocultora conseguiu que os governos renomeassem de “Gripe A” – afinal, o consumo de bacon, presunto, e outras “bombas” do tipo, já estava sendo afetado…).

Milhares de pessoas estão sendo infectadas por este “novo” tipo de vírus da gripe, que foi descoberto em abril deste ano, nos EUA e México, e hoje tomou conta do mundo todo, inclusive no Brasil. Até hoje, só em nosso país, foram milhares de infectados e, pelo menos, umas 120 mortes já confirmadas (apesar de não podermos confiar plenamente nos informes “oficiais”, sempre com o velho e “duvidoso” slogan: “está tudo sob controle”).

Todas estas doenças mencionadas acima surgiram, ou passaram a matar seres humanos, apenas há alguns poucos anos. Nossos avós e bisavós não sabiam o que era o câncer, por exemplo, mas esta doença se tornou extremamente atual em nossos dias.

Para nós, povo de origem profética, que está sempre expectante e vigilante com relação aos “sinais” do tempo do fim (ou do “fim dos tempos”, como queiram), os noticiários só trazem uma notícia importante: MARANATA… O SENHOR LOGO VEM!

Enquanto o mundo luta por descobrir as causas dos constantes acidentes aéreos… enquanto corre contra o tempo para descobrir vacinas que protejam contra as últimas e mortais doenças… enquanto elabore planos engenhosos para conter o avanço da criminalidade, do uso de drogas, dos assassinatos, etc…. enquanto se empenhe pelos acordos bélicos, que ponham um fim às guerras, e possam clamar “paz, paz”… nós sabemos que tudo se tornará cada vez mais difícil, devastador e mal. E por que sabemos disso?

Porque o homem, arrogante e egoisticamente, preferiu afastar-se do seu Criador, virando as costas para Ele, preferindo dar ouvidos às fábulas filosófico-biológicas do Evolucionismo, ou aos “contos do vigário” daqueles que desprezam o Dia do Senhor da Criação (cf. Gên. 2:1-3).

O homem desistiu de Deus, e passou a viver isolado dEle, mesmo, incoerentemente, tentando mostrar que O adora e ama, porém negando-Lhe o devido respeito, honra e obediência (cf. Mat. 7:21-23).

O resultado não poderia ser outro: CAOS.

Como disse o inspirado escritor bíblico, não há tempo para cochilarmos e “fazermos de conta” que não estamos vendo o que se desenrola diante de nós. É hora de despertarmos do sono, pois nossa Redenção se aproxima (cf.Rom. 13:11).

Nestes tempos de Gripe do Porco (e já tem até a BACTÉRIA DOS PEPINOS E ALFACES), não podemos deixar de lavar as mãos constantemente… mas também não podemos esquecer de “lavar nosso espírito” e permitir que o Espírito Santo de Deus, a maravilhosa Pessoa da Trindade responsável por nos conduzir à salvação, nos “vacine” contra as mazelas deste mundo.

Só falta um “sinal”

Para concluir esta reflexão, eu não poderia deixar de citar aquele que, segundo o próprio Cristo, será o último e definitivo sinal.

“E será pregado este Evangelho do Reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mat. 24:14).

Você sabe quantas cidades do Brasil ainda desconhecem a mensagem do Evangelho Eterno de Apoc. 14? Você sabe quantos municípios do nosso País nunca ouviram falar que estas calamidades já estavam previstas, e que a única solução é Jesus? Você sabe quantos pequenos povoados nos arredores das grandes metrópoles brasileiras vivem sem o privilégio de conhecerem uma igreja que ensina a obediência aos Mandamentos do Deus Criador de todas as coisas?

Enquanto nos preocuparmos mais com a climatização do nosso templo, com o acolchoamento de veludo dos bancos, com as infindáveis reuniões de Comissão cheias de blá-blá-blá, com a religião abarrotada de teorias e nada de práticas verdadeiras, com a ansiedade em poder trocar de carro pelo último modelo oferecido pela nossa concessionária preferida, com as incontáveis dívida feitas apenas para satisfazer o amor ao luxo e ostentação, com a construção de “catedrais” ou edifícios nababescos para promoção pessoal de algum líder em particupar, com a ânsia pela conquista de “cargos eclesiásticos”, com a preocupação em se vestir conforme os ditames dos homossexuais da moda, etc., etc., etc… estaremos dizendo para o Senhor: “não volte ainda, pois estamos gostando muito daqui“.

À medida em que perdermos tempo com tanta bobagem sem sentido algum, e não nos preocuparmos com os milhares (milhões) de pessoas que morrem a cada dia sem a luz do conhecimento da salvação em Cristo, talvez dê tempo de surgir a próxima gripe. Quem sabe será a vez da do “cachorro”!

“Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Apoc. 22:20).

Por: Gilson Medeiros

 

 O Uso do Véu em Corinto

Deve a mulher cristã usar véu na igreja hoje?

(Adaptado)

É comum encontrarmos em algumas de nossas Igrejas, pessoas com dúvidas sobre o uso do véu feminino dentro do templo, com base em declarações do apóstolo Paulo. Como é certo que não podemos confundir princípios com costumes, precisamos analisar até que ponto as orientações de Paulo à igreja de Corinto, no que se refere ao uso do véu pelas mulheres, também são aplicáveis à igreja cristã da atualidade, inclusive a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Vamos, primeiramente, analisar um pouco sobre a situação da igreja de Corinto na época do apóstolo.

Com base em informações levadas a Paulo pelos da família de Cloé (1Cor. 1:11), o apóstolo ficou sabendo do espírito divisionista com que vários setores da igreja se identificavam com líderes específicos (1:10-17). Outros pontos abordados por Paulo em sua primeira epístola podem também ter sido relatados a ele pela casa de Cloé, ou por outra fonte (talvez Estéfanas, Fortunato e Acaico – 16:17). Foram eles:
1. Alguns que recaíam aos antigos hábitos da vida (cap. 5)
2. Haviam dúvidas sobre o matrimônio (cap. 7)
3. Problemas quanto ao consumo de comidas sacrificadas a ídolos pagãos (cap. 8)
4. Haviam aqueles que estavam participando de forma errada da Ceia do Senhor (11:17-34)
5. Os dons espirituais estavam trazendo confusão ao culto público, especialmente o dom de línguas (cap. 14)
6. Outros não criam na ressurreição e em temas relacionados a ela (cap. 15)
7. E também haviam problemas referentes à participação pública das mulheres no culto (11:2-16)

Vê-se que na igreja de Corinto Paulo enfrentou problemas que não surgiram nas demais igrejas. Ele não preocupa-se em escrever sobre a maioria destes temas às outras igrejas, mas somente a Corinto. Isso mostra que esta igreja passava por uma crise doutrinária e de costumes, que refletia muito bem a situação cultural e religiosa da época e do local.

Vamos analisar aqui, particularmente, a exortação de Paulo às mulheres cristãs de Corinto, com relação ao uso do véu. Por que ele tratou desse tema naquela igreja? O mesmo conselho do apóstolo (para que as mulheres usem véu sobre a cabeça durante o culto público) tem validade universal para todas as igrejas cristãs?
Para responder a estas perguntas, vamos estudar primeiro um pouco sobre dois pontos importantes:
1) a maneira como as mulheres se trajavam na época;
2) o significado do véu naquela circunstância.

Um antigo costume
Na Antigüidade, a mulher carregava no corpo um sinal da autoridade do marido. Esse sinal era o véu. Esse mesmo costume prevalece até hoje entre alguns povos do Oriente. Nestes lugares, a mulher honesta não deve aparecer em público sem o véu, ou algo correspondente. No Irã, por exemplo, se usa o xador; no Afeganistão, os Talibans criaram a burca (um vestido comprido que cobre até os olhos); na Arábia Saudita, uma mulher pode até apanhar de chicote, caso esqueça o véu em casa.

O significado do véu
Era um sinal da honra e da dignidade das mulheres (Gên. 24:65; Cant. 4:1). Também considerava-se o véu um sinal de subordinação da mulher ao marido, por isso que não o usavam as mulheres de luto, as prostitutas e as esposas infiéis.
No tempo dos apóstolos, esse costume ainda era largamente praticado, mas parece que em Corinto um movimento de libertação feminina estava se iniciando e tirando a paz da igreja. Por isso, as mulheres estavam tirando o véu no culto público, por sentirem que o Evangelho as libertava do “jugo” do marido. Isso estava causando intrigas nos lares e na igreja, e estava também repercutindo mal na comunidade, pois as pessoas que presenciavam os cultos cristãos escandalizavam-se por ver mulheres sem véu (ou seja, “indecentes” e “desonradas”) tomando parte no culto. Seria realmente aquela uma religião própria para mulheres honestas e fiéis, ou tratava-se de uma seita formada por prostitutas? Era a crítica normal feita à igreja.

Então, como vimos anteriormente, o problema chegou ao conhecimento do apóstolo Paulo, que escreveu a carta para orientar à igreja sobre este tema, entre outros.

A orientação de Paulo
Primeiramente, o apóstolo preocupa-se em reafirmar o princípio bíblico da igualdade entre os sexos (7:3-4). Mas, ele também confirma que o homem deve ser o “cabeça” da mulher, apesar da igualdade entre ambos (11:3). Em seguida, o apóstolo orienta que as mulheres cristãs seguissem o costume do uso do véu, próprio naquela cidade e ocasião (v. 6). Vê-se que o véu não era para todas as igrejas, mas para aquelas fundadas em lugares, especialmente no Oriente (como era o caso de Corinto), onde seu uso significasse submissão feminina ao marido, como manda a Escritura (Gên. 3:16).
Nos vv. 4-16 Paulo trata do tema de cobrir a cabeça, especialmente em relação com os serviços religiosos. Esta realmente é uma das passagens de Paulo à qual bem podem ser aplicadas as palavras de Pedro, de que Paulo escreveu “algumas” coisas “difíceis de entender” (2Pe 3:16), por isso precisamos estudá-la livre de preconceitos ou idéias preconcebidas. Devemos deixar que o contexto da passagem fale o que ela realmente significa.

Paulo proclamava uma nova e gloriosa liberdade no Evangelho. Essa proclamação tinha em si a semente do princípio cristão da dignidade do sexo feminino e sua liberação da condição degradada em que eram tidas as mulheres nos países pagãos. O apóstolo declarou: “Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há varão nem mulher; porque todos vós são um em Cristo Jesus” (Gál. 3:28). Essa deveria ser a prática na vida social da Igreja que estava dando seus primeiros passos.

Porém, uma revolução social tão marcante não aconteceria sem problemas. Seria fácil ver como algumas mulheres convertidas ao cristianismo poderiam distorcer e usar mal sua liberdade no Evangelho para causar descrédito à igreja. Uma das difamatórias e infundadas acusações que se apresentaram contra o cristianismo, à medida que este se difundia e que despertaram o ódio de muitos, foi que os cristãos eram imorais. Não há dúvida de que esta acusação já podia haver-se espalhado nos dias de Paulo. Por isso era muito necessário que os cristãos se abstivessem “de toda espécie de mal” (1Tes. 5:22), e que recordassem o conselho adicional de seu professor: que embora certo proceder seja lícito, pode não ser conveniente (1Co 6:12). Mesmo que o Evangelho libertasse as mulheres de sua condição humilhante (mas, não descartava a autoridade que o marido deveria manter sobre a família), elas não deveriam utilizar esta “liberdade” para agir no culto público de forma a trazer escândalo, como acontecia com o abandono do uso do véu.

Esta análise do contexto da 1ª epístola aos Coríntios não deve ser desconsiderada, se queremos realmente obter a mensagem que o apóstolo tinha em mente ao falar àquela igreja.
O uso do véu por si só não produz honra, pois prostitutas também chegaram a usá-lo no passado (Gên. 38:14-15). O que as mulheres cristãs mais deveriam se preocupar era com a decência do vestuário, pois ele seria uma demonstração do caráter da mulher que se apresentava para participar do culto (1Tim. 2:9).

Da mesma forma, os cabelos compridos, somente, também não trazem honra, pois a mulher que enxugou os pés do Senhor Jesus, o fez com os próprios cabelos, que eram muito grandes, entretanto sabemos que sua honra não era das melhores (Jo 11:2; Lc 7:37-39). Quanto aos homens, nos dias de Paulo o costume entre os judeus, gregos e romanos era levar o cabelo curto. Entre os israelitas se considerava como vergonhoso que um homem tivesse o cabelo comprido, a menos que tivesse feito o voto de “nazireado” (Núm. 6:1-5).

COSTUMES (locais) X PRINCÍPIOS (universais)
O tema do uso do véu, na verdade, deve levar-nos a analisar o princípio envolvido por trás da exortação do apóstolo, pois bem sabemos que os costumes culturais variam com o passar do tempo; os princípios envolvidos, não. Por exemplo:
1. Deus mandou que Moisés retirasse as sandálias dos pés, pois o local em que estava era terra santa (Êx 3:5). Algumas religiões orientais seguem o mesmo costume ainda hoje, tirando os calçados quando vão entrar no templo para adoração. A ordem de Deus indica que temos que tirar o calçado quando nos aproximamos dEle em adoração? Devemos obedecer a mesma “ordem” ainda hoje? É claro que não, pois a mesma não aparece em nenhum outro momento, sendo que nem Jesus nem os apóstolos determinaram que essa deveria ser uma prática para a igreja mundial. Precisamos entender o princípio envolvido: reverência, respeito, humildade e submissão. Os costumes podem variar de cultura para cultura, mas o princípio da reverência é universal.
2. Para a problemática igreja de Corinto, Paulo também adverte que as mulheres deveriam ficar “caladas” na igreja (1Co 14:34). Seria este um conselho a ser seguido para todas as igrejas? Não. Se assim o fosse, ele o teria enviado às demais, mas enviou apenas para a de Corinto, o que mostra o caráter local dessa determinação. O princípio é o mesmo do uso do véu e da manifestação ordenada do dom de línguas – manter um culto reverente e livre de aparência do mal, evitando que se traga opróbrio à Igreja de Deus.
3. Os homens também deveriam cobrir a cabeça quando fossem ler as Escrituras (2Cor 3:14-16). Devemos seguir o mesmo costume hoje? O próprio Paulo diz que não, pois os judeus que faziam isso em sua época o faziam por não conhecerem a liberdade trazida pelo evangelho, como o próprio apóstolo declara (v. 16). O princípio envolvido aqui, mais uma vez, é a reverência para com o Senhor.
4. E o que dizer do ÓSCULO SANTO (cf. Rom. 16:16; 1Cor. 16:20; 2Cor. 13:12; 1Tess. 5:26)?
Poucos são os “barbados” que adoram buscar pretextos nos costumes bíblicos (a exemplo do uso do véu, mulheres caladas na igreja, etc.), e que estão dispostos a sairem trocando beijinhos com seus “irmãos bigodudos”.

RESUMO
Após analisarmos o contexto das afirmações de Paulo sobre o uso do véu na igreja de Corinto podemos entender, livres de concepções pré-estabelecidas, que o uso do véu era um costume adequado àquela época, mas que não precisa ser observado na maioria das igrejas cristãs atuais, com exceção daquelas que estejam situadas em comunidades nas quais o véu seja um símbolo de recato, pudor e submissão da mulher ao seu marido, o que não é o caso do Brasil.
Temos, então, a seguinte compreensão para a passagem que trata do uso do véu em Corinto:

1Co 11:5 – “Toda mulher, porém, que ora ou profetiza com a cabeça sem véu desonra a sua própria cabeça, porque é como se a tivesse rapada.”
A mulher que se apresentasse sem o véu, estava desonrando a si mesma, pois seria considerada de má fama, como acontecia com aquelas que raspavam a cabeça.

11:6 – “Portanto, se a mulher não usa véu, nesse caso, que rape o cabelo. Mas, se lhe é vergonhoso o tosquiar-se ou rapar-se, cumpre-lhe usar véu.”
Se a mulher achava que tinha a mesma liberdade do homem para não usar o véu, então que também cortasse o cabelo como os homens cortavam. Mas isso seria ainda mais desonroso para ela. Então, o mais sensato seria usar o véu no culto público.

11:7 – “Porque, na verdade, o homem não deve cobrir a cabeça, por ser ele imagem e glória de Deus, mas a mulher é glória do homem.”
O véu simbolizava a submissão que a mulher deveria ter em relação ao marido. Como o homem era feito à própria imagem de Deus (vv. 8-9), ele não deveria usar o véu, mas a mulher sim, pois ela estava em uma posição de respeito e submissão ao seu marido.

11:10 – “Portanto, deve a mulher, por causa dos anjos, trazer véu na cabeça, como sinal de autoridade.”
Os anjos estavam (e estão) presentes nas reuniões de adoração ao Senhor. As mulheres de Corinto que compareciam a estas reuniões sem usarem o véu estavam desonrando a presença dos anjos, pois estavam, aos olhos do mundo, rebelando-se contra a autoridade devida aos seus respectivos maridos.
Nos vv. 11-12 Paulo mostra que, apesar dessa sujeição da mulher ao homem, eles devem entender que ambos estão ligados entre si, pois no evangelho não há mais a condição feminina humilhante que havia anteriormente.

11:13 – “Julgai entre vós mesmos: é próprio que a mulher ore a Deus sem trazer o véu?”
Após explanar a necessidade do véu, Paulo faz uma pergunta retórica para que seus leitores vissem por si mesmos a necessidade de colocarem o assunto em sua correta direção. Depois do que Paulo explicou, a única resposta para tal pergunta seria “não”, ou seja, a mulher comprometida que viesse participar do culto público em Corinto deveria usar o seu véu.

11:14 – “Ou não vos ensina a própria natureza ser desonroso para o homem usar cabelo comprido?”
Paulo lembra seus leitores de que a ordem natural das coisas (PHUSIS, em grego) demonstra que o uso do cabelo comprido do homem, naquela época e lugar, era considerado desonroso. Houve outros momentos da história em que homens poderiam usar cabelo comprido e não eram considerados sem honra, pelo contrário, eram tidos como mais abençoados e santificados que os demais, por exemplo: Sansão, João Batista e o próprio Jesus Cristo.

11:15 – “E que, tratando-se da mulher, é para ela uma glória? Pois o cabelo lhe foi dado em lugar de mantilha.”
A palavra “mantilha” é a tradução do termo grego PERIBOLAION, que significa “cobertura”. A natureza, ou seja, o costume social aceito correntemente, era de que a mulher deveria utilizar o cabelo comprido para se distinguir dos homens. O cabelo longo seria um sinal de sua feminilidade.

11:16 – “Contudo, se alguém quer ser contencioso, saiba que nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus.”
Paulo não deseja que o sentimento de contenda faça parte da Igreja de Deus. Ninguém deveria utilizar os temas polêmicos para distrair a igreja do seu real objetivo – pregar o evangelho. Alguns utilizavam as reuniões para semear discórdias e levar os irmãos a afastarem-se do propósito principal (vv. 17-19).

Portanto, percebe-se claramente que o uso do véu era sim uma obrigação para as mulheres de Corinto, defendida exaustivamente pelo apóstolo Paulo.Porém, como explicado neste estudo, tal obrigação não se aplica a todas as demais igrejas cristãs, especialmente aqui no Brasil, onde o véu não é considerado um símbolo de respeito e submissão da esposa para com o seu marido.

Por: Gilson Medeiros 

 Importância do Espírito de Profecia

Um pesquisador britânico lançou há alguns meses o seu livro aqui no Brasil, no qual ele narra sua jornada em busca de desvendar o “mistério” da Arca da Aliança de Israel.

O professor de estudos judaicos da Universidade de Londres, Tudor Parfitt, afirma que a Arca foi levada para a África, onde passou a ser utilizada como um “tambor” para derrotar os inimigos do povo lemba, que se consideram descendentes de judeus que vieram da Palestina para a África (veja aqui).

Em defesa de sua “tese”, o pesquisador se utiliza até da genética para tentar comprovar que os lembas são, de fato, descendentes de judeus.

Porém, Parfitt também faz “ajustes” à narrativa bíblica, como sempre, para que ela se harmonize de forma mais clara com suas teorias acerca de como a Arca teria sido levada para tão longe da região de Israel. Ele, inclusive, põe dúvidas sobre a maneira como a Bíblia descreve o revestimento da Arca, que, para ele, não era recoberta de ouro, sendo feita apenas de madeira maciça.

A “Luz Menor”

Ao ler a matéria sobre a “descoberta” do prof. Parfitt, logo veio à minha mente a declaração divinamente inspirada do livro História da Redenção, que diz exatamente o que aconteceu com a Arca da Aliança de Israel. Vejamos…

Por causa da transgressão de Israel aos mandamentos de Deus e seus atos ímpios, Deus permitiu que eles fossem levados em cativeiro, para humilhá-los e puni-los. Antes do templo ser destruído, Deus fez saber a alguns de Seus fiéis servos o destino do templo, o orgulho de Israel, por eles referido com idolatria, ao mesmo tempo em que estavam pecando contra Deus. Também lhes revelou o cativeiro de Israel. Estes homens justos, exatamente antes da destruição do templo, removeram a sagrada arca que continha as tábuas de pedra, e com lamento e tristeza esconderam-na numa caverna, onde devia ficar oculta do povo de Israel por causa de seus pecados, para jamais ser-lhes restituída. Esta sagrada arca ainda está oculta. Jamais foi perturbada desde que foi escondida” (pág. 195).

Portanto, não é necessário empreender nenhuma jornada no estilo “Indiana Jones” para descobrir o que aconteceu com a Arca da Aliança. Ela foi escondida para não ser profanada pelos inimigos de Israel… simples assim!

É mesmo uma pena que o mundo não se dê conta de que Deus nos ofereceu um “manancial” de luz sobre as Escrituras, através do ministério profético de Ellen White, e permaneça gastando tempo, dinheiro e energia em busca de algo que JAMAIS será encontrado!

Como Adventistas, podemos ficar felizes por crermos neste “porto seguro” que Deus nos proporcionou – o Espírito de Profecia. Estude com dedicação os Testemunhos, e revigore sua fé neste maravilhoso presente que o Senhor concedeu aos Remanescentes destes últimos dias (cf. Apoc. 12:17; 19:10).

“… Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis” (2Crôn. 20:20).

Por: Gilson Medeiros

Quando Jesus entrou no Santíssimo?

Um dos mais frequentes ataques contra a teologia Adventista, muito visto nos sites dos nossos opositores, é contra a compreensão Adventista de que Jesus adentrou no Lugar Santo do Santuário Celestial apenas em 1844 d.C., ao final da profecia de Dan. 8:14.

Os citados opositores, bem como alguns separatistas do Movimento Adventista do passado e do presente, citam o livro de Hebreus para dizerem que Jesus tornou-Se Sumo-Sacerdote e, portanto, entrou no Lugar Santíssimo, imediatamente após Sua ressurreição e ascensão (por volta de 31 d.C.).

Em resposta a um leitor do blog que me solicitou esclarecimentos sobre este tema, e sabendo que ele é muito presente nas disputas apologéticas dos que “adoram” questionar a doutrina Adventista, vou colocar aqui um resumo bem prático e claro sobre o tema. O material se baseia na excelente apostila doDr. Willian Shea, quando de suas aulas no programa de Mestrado do IAE.

O Véu do Santuário

A partir da expressão encontrada em Hebreus 6:19-20 – “a qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra ATÉ O INTERIOR DO VÉU; aonde Jesus… entrou por nós, feito sumo-sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (grifos acrescentados) -, alguns inferiram que, por ocasião da ascensão, Cristo iniciou Seu ministério “dentro do véu”, isto é, no lugar Santíssimo do Santuário Celestial.

O argumento é baseado no véu que há entre o Santo e o Santíssimo. Dizem que a Septuaginta, em sua versão do AT, usa a mesma palavra encontrada em Hebreus 6:19 para “véu” – KATAPETASMA.

Duas perguntas:
1. A palavra “katapetasma” é usada para o véu do Santíssimo? SIM!
2. É usada somente para o véu do Santíssimo? NÃO!

No Santuário do deserto haviam três véus:
a. o véu do pátio;
b. o véu para se entrar no Lugar Santo; e
c. o véu entre o Santo e o Santíssimo.

– Quando a Septuaginta (versão do Antigo Testamento para o grego) fala do véu do pátio (o primeiro), das 6 referências, em 5 usa a palavra “katapetasma”.

– O véu da entrada (que é o segundo) é mencionado 11 vezes, e em 7 delas é chamado de “katapetasma”. Nas outras 4, é chamado de “kaluma”.

– O véu do Santíssimo (o terceiro) aparece 24 vezes como “katapetasma” e 1 vez como “kaluma”.

Portanto, vemos que a palavra dominante para TODOS os véus é “katapetasma”, e “kaluma” é usada numa menor escala.

Este é o argumento do AT contra a tese dos opositores dos Adventistas.

Estas pessoas deveriam ter olhado melhor para Hebreus. No capítulo 9 há uma seção que descreve o santuário do AT. Descreve o Santo e os equipamentos que nele estão; também o Santíssimo e seus equipamentos. Aqui o Santo é chamado de “primeira tenda” e o Santíssimo de “segunda tenda”.

Percebamos claramente as palavras usadas no verso 3 – “mas depois do segundo véu estava a tenda (ou tabernáculo) que se chama o Santo dos Santos“.

O local se chama “Santo dos Santos”.
Onde se localiza? Após o segundo véu.

Portanto, se este é o segundo véu, logicamente deve haver o primeiro. No livro de Hebreus a linguagem usada é “segundo katapetasma”, portanto deve haver o “primeiro katapetasma” que é, sem dúvida, o véu de entrada no Santo – que foi por onde Jesus passou em 31 d.C.

Este é o argumento do NT contra nossos opositores.

Dr. George Rice, lembra, ainda, que, embora os comentaristas sejam virtualmente unânimes dizendo que “katapetasma” em Heb. 6:19 é o “segundo véu” e que “esoteron” é o “Santuário interno”, estas suposições são questionadas pelos fatos seguintes:
1) na Septuaginta (LXX), a palavra “katapetasma” é usada diversas vezes para todos os três véus de Santuário, como já vimos acima;
2) “esoteron”, embora um substantivo em Heb. 6:19, não pode ser traduzido como o “Santuário interno” porque “katapetasma” não pode ser identificado como o segundo véu;
3) o contexto de Heb. 6:19 não permite a identificação do segundo véu, como fazem os contextos de Lv 16:2 e Hb 9:3;
4) “katapetasma”, dentro do contexto de Heb. 6:19 e o contexto mais amplo do livro inteiro de Hebreus, pode ser entendido metaforicamente como o Santuário no céu, no qual Jesus entrou como nosso precursor, no qual nossa esperança entrou, e do qual Jesus dispensa as bênçãos da aliança de Abraão.

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Portanto, mais uma vez se comprova como a fé Adventista é solidamente embasada na Bíblia, diferente dos “achismos” comumente vistos em muitos sites pseudo-apologéticos por ai.

Além do mais, se não bastassem as inquestionáveis provas bíblicas (comprovadas pela correta exegese dos textos onde ocorre a citação do “véu” do Santuário Celestial), ainda temos a “pá de cal”, enterrando a questão, quando o Senhor confirmou para nossos primeiros irmãos, logo após o desapontamento de 22 de outubro de 1844 d.C (lembram de Hiram Edson?). Na ocasião, o Senhor esclareceu que somente naquela data foi que Jesus deixou o Lugar Santo e adentrou o “terceiro” véu, iniciando no Santíssimo a última “etapa” de Sua obra de Mediação e Salvação, à semelhança do que ocorria no Santuário do deserto (cf. Lev. 16).

“Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o Santuário será purificado” (Dan. 8:14).

Por: Gilson Medeiros

 

Quem São os Verdadeiros “Ateus”?

Há alguns meses lí 2 livros sobre o ateísmo:

1. “O Delírio de Dawkins – uma resposta ao fundamentalismo ateísta de Richard Dawkins“, de Alister McGrath e Joanna McGrath (editora Mundo Cristão, 2007).

2. “Um Ateu Garante: Deus Existe – as provas incontestáveis de um filósofo que não acreditava em nada“, de Antony Flew (editora Ediouro, 2008).

Este segundo é o que mais gostei, pois o Dr. Flew (cujo pai era pastor na Inglaterra) faz uma abordagem extremamente sólida sobre o que o levou a mudar de opinião, depois de várias décadas sem acreditar na existência de Deus.

Algumas declarações que mais me chamaram a atenção:

“[Na pré-adolescência] nunca li nada de literatura religiosa com o mesmo entusiasmo com que lia livros sobre política, história, ciências ou quase todos os outros assuntos. Ir à capela ou à igreja, recitar orações e praticar outros atos religiosos eram, para mim, quase apenas deveres cansativos. Nunca senti o mais leve desejo de me comunicar com Deus” – pág. 30.

“Uma das razões para minha conversão ao ateísmo foi o problema do mal. (…) Tais experiências [relacionadas ao anti-semitismo e nazismo] desenharam o cenário de minha juventude, e, para mim, assim como para muitos outros, apresentaram um desafio inevitável a respeito da existência de um todo-poderoso Deus de amor” – pág. 32-33.

“À época em que chegei [ao último ano do Ensino Médio] eu discutia com colegas mais adiantados, argumentando que a idéia de um Deus onipotente, e ao mesmo tempo perfeitamente bom, era incompatível com o mal e as imperfeições do mundo” – pág. 34.

Observe que as declarações que o Dr. Flew faz sobre sua progressiva aproximação do ateísmo demonstram a experiência de alguém que, a princípio, acreditava em Deus, mas que foi levado à descrença por culpa do próprio sistema religioso ao qual ele estava envolvido. Uma religião fria e formal, sem uma experiência pessoal e verdadeira com a Pessoa da Salvação – Jesus – foi determinante para transformar este filho de pastor em um dos mais eloqüentes defensores do ateísmo nas últimas décadas.

Com isso aprendemos o quanto é importante que a nossa forma de adoração a Deus, e a nossa “fé prática” (como vivemos a religião no dia-a-dia), sejam uma expressão verdadeira dos princípios do Cristianismo que professamos seguir: amor a Deus sobre todas as coisas, e ao nosso próximo, como a nós mesmos.

Em seu livro, o Dr. Flew ainda cita uma pesquisa realizada pelo Barna Group(um dos mais importantes institutos de estatísticas sobre o Cristianismo no mundo), a qual aponta que “aquilo que acreditamos quando temos 13 anos de idade, será no que acreditaremos ao morrer” (pág. 31).

Aproveito para fazer algumas perguntas:
“Em quê crêem os juvenis e adolescentes de sua igreja?”
“Eles têm uma experiência viva e pessoal com o Senhor Jesus Cristo?”
“Ou sua ‘religião’ não tem passado de mero formalismo?”

Talvez seja esta a razão de vermos tantos adolescentes abandonando a Igreja, mesmo aqueles que “nasceram” no Evangelho.

A “Conversão” do Ateu

Após tanto tempo de sua vida negando a existência de Deus, e defendendo as bases filosóficas do ateísmo, este “filho pródigo” retorna ao lar, e vive hoje a experiência de seus dias na “Casa do Pai”.

Veja como ele encerra seu livro:
Volto a dizer que minha jornada para a descoberta do Divino tem sido, até aqui, uma peregrinação da razão. Segui o argumento até onde ele me levou, e ele me levou a aceitar a existência de um Ser auto-existente, imutável, imaterial, onipotente e onisciente” (pág. 144).

Quem são, afinal, os verdadeiros ateus?

Lendo histórias como a de Antony Flew, e muitos outros que se auto-denominam de “ateus”, eu só reforço a minha crença de que não existe um ser humano que seja 100% ateu, pois em algum momento de suas vidas (mesmo que no último suspiro), todos se voltam para este Ser que Criou todas as coisas, inclusive a nós mesmos, e colocou na alma humana este “vazio” que somente Ele consegue preencher.

Para mim, os VERDADEIROS “ateus” encontram-se entre os que professam alguma fé cristã, mas não vivem à altura dessa fé.

Isso mesmo…

Eu considero muito mais “ateu”, um Adventista que trata seu “irmão” com arrogância e desprezo; ou que oprime algum subordinado (quando investido em algum cargo de liderança eclesiástica); ou ainda aquele “crente” que não pensa duas vezes antes de passar a perna em um colega de trabalho, se o resultado disso for ganhar alguma promoção.

Eu considero muito mais “ateu”, aquele membro de Igreja que sai do templo no sábado pela manhã e já vai para casa criticando o que considerou errado na Escola Sabatina ou no Culto, e destas mesmas críticas faz o “prato principal” do almoço de sábado com sua família.

Eu penso que é muito mais “ateu”, o líder de Igreja que posa de consagrado e zeloso diante da congregação, mas em casa é um terror para a esposa e/ou filhos.

Ateu, na minha opinião, é o pastor presidente de Campo que persegue um obreiro (especialmente um “colega” de ministério), pelo fato deste não concordar com suas determinações político-administrativas.

Eu considero muito mais “ateu”, o pastor que olha para as ovelhas apenas com o objetivo de que elas dêem lã e multipliquem o rebanho, mas que não se preocupam em visitá-las para saber como elas estão enfrentando a jornada rumo ao Céu.

Eu penso que “ateu” mesmo é aquele jovem que passa horas e horas na Internet vendo pornografias, mas se irrita em passar alguns minutos a mais no templo quando o pregador se prolonga no sermão.

Eu considero que “ateu” de verdade é o “crente” que se diz temperante e defensor da reforma de saúde, mas que não se ressente em deixar que a inveja, a avareza, o orgulho ou o egoísmo corroam seu coração.

Em alguns desse casos, eu me arriscaria a dizer que até mesmo o pecado imperdoável está sendo praticado, uma vez que tais pessoas, em sua hipocrisia, não permitem mais que o Espírito Santo lhes promova o arrependimento.
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Se nós vivemos uma vida tão contraditória em relação à nossa fé, é porque, NA VERDADE, não cremos que Deus exista, e que Ele olhe para nós, e nos observe a todo instante.

ATEU, mesmo, é aquele que diz que é CRENTE, mas vive como se não crêsse.

“Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta. (…) Mostra-me esta tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé” – Tiago 2:17-18.

Por: Gilson Medeiros

Por onde andam os dissidentes?

Uma das declarações mais sábias da Bíblia, na minha opinião, foi dita por uma pessoa da qual não se fala muito a respeito:

Israelitas, atentai bem no que ides fazer a estes homens. Porque, antes destes dias, se levantou Teudas, insinuando ser ele alguma coisa, ao qual se agregaram cerca de quatrocentos homens; mas ele foi morto, e todos quantos lhe prestavam obediência se dispersaram e deram em nada. Depois desse, levantou-se Judas, o galileu, nos dias do recenseamento, e levou muitos consigo; também este pereceu, e todos quantos lhe obedeciam foram dispersos. Agora, vos digo: dai de mão a estes homens, deixai-os; porque, se este conselho ou esta obra vem de homens, perecerá; mas, se é de Deus, não podereis destruí-los, para que não sejais, porventura, achados lutando contra Deus. E concordaram com ele” (Atos 5:35-39).

Gamaliel foi um dos homens mais especiais de seus dias. Sábio, equilibrado, coerente e, acima de tudo, um ótimo professor para os jovens judeus. Paulo foi um de seus melhores discípulos (cf. Atos 22:3).

Sempre que me deparo com alguém influenciado pelos movimentos pseudo-reformatórios ou dissidentes entre os Adventistas, as palavras de Gamaliel me vêm à mente. O que o rabino estava querendo dizer é que o TEMPO é a melhor das testemunhas para dizer se o “fruto” do nosso trabalho foi ou não inspirado por Deus. Somente com o passar dos anos é que sabemos se algum movimento com pretensões de ser uma “nova luz”, com uma interpretação “nova” para alguma doutrina ou princípio de fé, é que foi de fato proveniente de um coração sincero e zeloso, ou não era apenas fruto de um coração amargurado, rancoroso, mal-intencionado.

Um dia desses eu estava conversando exatamente com um desses “meninos” facilmente agitados pelos “ventos” (cf. Efés. 4:14) que sopram por ai, e me deparei com a mesma situação a qual tenho sido testemunha durante os últimos 16 anos da minha vida: pessoas que se “encantam” por uma pregação carismática de algum líder “inspirado” (hoje a Internet tem sido o melhor púlpito para estas pessoas), e que se julga acima de tudo e de todos em matéria de interpretação doutrinária, deixando-se levar pelas críticas à Organização Adventista, e acaba abandonando suas fileiras para ingressar em algum “movimento mais santo”, mais “puro”, nascido com a pretensão de ser a 8ª Igreja de Apocalipse.

Ao conversar com aquele jovem, perguntei a ele por onde andavam outros antigos companheiros, que com o mesmo sentimento de amargura também haviam abandonado o Adventismo para acompanharem a pregação de um destes “iluminados” de plantão. Verificamos que inúmeros hoje estão “no mundo”, longe da fé evangélica, longe de Deus, com suas vidas totalmente atrapalhadas. Lembramos de antigos “líderes” destes movimentos dissidentes que, depois que se despiram da capa de santidade que procuravam vestir, afundaram no lamaçal da apostasia. Casamentos desfeitos (inclusive com acusação de traição), filhos desviados, famílias inteiras que saíram do Caminho de Jesus e hoje vivem sem fé e sem esperança neste mundo fadado à destruição. Que fruto, hein?!

Por onde andam os dissidentes?!

Muitos, se abrissem seus ouvidos à voz do Espírito Santo (algo impossível, uma vez que alguns já nem crêem mais nEle), ouviriam o mesmo que Elias, o bravo e destemido profeta, teve que ouvir do Senhor: “Que fazes aqui?“.

Antes de escrever a postagem de hoje, resolvi fazer uma pesquisa na internet para encontrar fotos de pessoas que saíram da IASD para engrossarem o coro dos dissidentes. Encontrei, por exemplo, relatos de pessoas que participaram do primeiro congresso dos “leigos”, ocorrido em 2001, e fiquei me perguntando: por onde andam estas pessoas? Estão vivendo na fé que salva? Estão ainda com a mesma esperança de salvação pela graça em Cristo Jesus? E seus filhos, suas esposas, seus maridos… onde estão agora?

Espero, do fundo do coração, que estes ainda estejam firmes no Evangelho, apesar de preferirem o caminho da crítica e da dissidência. Pois, na esmagadora maioria dos casos, o resultado tem sido apostasia, frustração, sensação de ter sido enganado, remorso, vergonha.

Quantas daquelas pessoas que abandonaram Jesus quando pensavam que Ele não estava ensinando a “verdade” que elas acreditavam ser a correta, retornaram para Ele? (cf. João 6:66).

Quantos destes “dissidentes” Jesus viu de volta, antes de fechar Seus olhos na Cruz do Calvário?

Espero que muitos!

Todos!

“E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou” (Lucas 15:20).

 Por: Gilson Medeiros

 

 Idolatria dos líderes nas igrejas neo-pentecostais

Um dia desses eu estava conversando com alguns amigos, e surgiu um comentário bem interessante sobre o comportamento de alguns líderes pentecostais aqui do Brasil.

Existem 3 grandes denominações que se enquadram no segmentos chamado de “neo-pentecostalismo“, o qual engloba estas igrejas surgidas após a década de 1970 e que dão demasiado valor à prosperidade material (Teologia da Prosperidade) e à expulsão de espíritos malígnos, considerados os causadores de todas as mazelas da humanidade.

É curioso observar que estas 3 igrejas têm os nomes quase que idênticos, utilizando-se apenas de sinônimos:

Igreja Universal do Reino de Deus

Igreja Internacional da Graça de Deus

Igreja Mundial do Poder de Deus

UNIVERSAL = INTERNACIONAL = MUNDIAL
REINO = GRAÇA = PODER

Talvez seja porque as 2 últimas são frutos de dissidências entre líderes da primeira…

Mas o comentário que surgiu no diálogo que mencionei acima foi referente à maneira como os pastores e “bispos” procuram “imitar” os trejeitos, modo de falar, de pregar, etc., dos líderes maiores de tais denominações, chegando até a criar alguns “modismos” no vestuário.

Em uma das igrejas, o dirigente máximo tem o hábito de falar de forma “esganiçada”, “rouca”, com um sotaque bastante “carregado” no “carioquês”. Os seus “pastores auxilares” e “bispos” fazem o mesmo. É impressionante! Até os que nasceram e moram no Nordeste procuram imitar o sotaque e a maneira de falar do seu “chefe”…rsrs

Outro detalhe lembrado sobre este “bispo” é o fato de que ele prega com as mãos arqueadas e os dedos rígidos e estendidos (como se estivesse segurando uma bola de Handball). Não dá outra: os pastores fazem o mesmo… é só observar na TV.

Em outra denominação, o líder (que prefere não se intitular como “pastor” ou “bispo”) tem uma maneira de falar bastante própria, com uma dicção bem peculiar. O seu substituto imediato age da mesma forma, imitando também a entonação e o estilo de oratória do líder maior.

Outro fato curioso com a maneira de imitar seus líderes, é o que acontece na mais nova das 3 denominações acima mencionadas. O “apóstolo” (que se auto-proclamou assim) é idolatrado pelo povo, que “esfrega” (literalmente) lenços, carteiras de trabalho, gravatas, etc., neste ministro, para que a bênção dele “grude” no objeto utilizado.

Fico imaginando este tipo de cena, e comparo com a maneira humilde, simples e discreta com que Jesus e Seus apóstolos (verdadeiros) pregavam ao povo. E olha que era tudo DE GRAÇA, pois Jesus não exigia pagamento algum para que a pessoa recebesse a bênção.

De tudo isso, resta uma constatação:
O povo é muito idolátrico (resquício do romanismo?) e fácil de ser enganado por qualquer “vento de doutrina” que lhe prometa riquezas, mansões, empresas… e com o mínimo de abstinência e renúncia pessoal.

Por: Gilson Medeiros

Graça x Libertinagem

Vejam que texto fabuloso:

Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo” (Judas 4).

 Comentando a expressão “transformam em libertinagem a graça do nosso Deus”, a Bíblia de Estudo de Genebra (de orientação Presbiteriana), diz o seguinte:

Os oponentes de Judas eram culpados de antinomismo – a convicção de que os cristãos não têm obrigação alguma de seguir a lei moral como regra de vida. Tal ensino foi um problema permanente na Igreja Primitiva (Rm 3:8; 6:15; 1Co 6:12-15; Gl 5:13), especialmente onde a ênfase de Paulo sobre a justificação pela graça mediante a fé era mal entendida e pervertida” (pág. 1521).

Segundo o comentarista, havia uma classe de pessoas, NA IGREJA, que defendiam que a Lei de Deus havia passado, e que os novos crentes não mais deveriam se submeter às suas reivindicações. Qual foi a resposta de Judas para isso?

Estas pessoas transformaram a GRAÇA em LIBERTINAGEM (tradução do termo grego ASELGEIA).

É curioso observarmos que este fato tão atual já fazia parte das “disputas teológicas” ainda na época dos primeiros cristãos. Assim como hoje, no primeiro século também existiam os pseudo-crentes que tentavam justificar um modo de vida desobediente à Lei de Deus, com o argumento furado de que a graça cobria qualquer violação dos Mandamentos.

Como líder da Igreja, Judas se deparou com os mesmos problemas que os que desejam ser fiéis a Deus na guarda da Lei Moral (os 10 Mandamentos – cf. Êxo. 20:3-17) se defrontam hoje, quase 2000 anos depois. Nada mudou!

Como Adventistas do 7º Dia, frequentemente somos bombardeados com a mesma heresia da época dos apóstolos, a qual a teologia chama de ANTINOMIA, ou seja, a declaração absurda de que a Lei passou, e que agora, por vivermos no tempo da graça, não precisamos mais nos submeter à obediência a qualquer mandamento. A mesma indignação que Judas sentiu nós também sentimos!

Esta “graça barata” ou “libertinagem”, nas palavras do escritor inspirado, não tem nada que ver com o ensino da Graça que Paulo demonstrou tão magistralmente. Assim como naquela época, muitos hoje também confundem os escritos de Paulo e ensinam coisas que o apóstolo jamais intentou ensinar (cf. 2Ped. 3:14-16).

É mesmo uma pena que tanta gente, até sincera, se deixe levar por heresias como estas, que ensinam que a Lei passou! Mas, no fundo, nós sabemos quem está por trás de tudo: o inimigo de Deus. Desde o princípio de tudo que ele tenta subverter a verdade com mentiras mascaradas. Por exemplo:

Deus disse: “se comer morre“;

O diabo disse: “não morrerás“… e o povo continua crendo na mentira até hoje (inferno eterno, reencarnação, alma penada, purgatório, etc.).

Deus disse: “Lembra-te do sábado“;

O diabo disse: “Guardarás domingos“… e o povo continua crendo na mentira até hoje (em muitos lugares, o sábado é o dia da faxina nas igrejas… que absurdo!).

Deus disse: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos“;

O diabo disse: “A lei passou“… e o povo continua crendo na mentira até hoje.

Portanto, caros amigos, esta heresia ensinada nos púlpitos de muitas igrejas que professam ser cristãs, não é nova… não começou no Movimento Pentecostal do séc. XIX, nem no neo-Pentecostal do séc. XX, e nem mesmo na Reforma Protestante do séc. XVI. Esta heresia que ensina que a Lei passou é tão antiga quanto a própria Igreja, pois o diabo sempre procurou obscurecer o entendimento e desviar a atenção dos menos avisados e dos que preferem viver na “libertinagem” de uma “graça barata”.

Sigamos firmes na fé, pois temos a certeza de que o Senhor guia Seu povo no meio das trevas, e o conduz para Sua maravilhosa luz (cf. Apoc. 14:12; 12:17; João 8:32).

O diabo está irado, mas a Lei de Deus é eterna e nos acompanhará para sempre!

“Aquele que diz: Eu O conheço e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade” (1Jo 2:4).

Que declaração forte, não acha!?

Por: Gilson Medeiros

FONTE: http://prgilsonmedeiros.blogspot.com/

 

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