Lição 13 – Revestidos de Cristo – Lição – Auxiliar – Comentários Vários Autores

Lição 13

18 a 25 de junho

 


Revestidos de Cristo

 Casa Publicadora Brasileira – Lição 1322011

  A Lição em resumo

Texto-chave: Romanos 13:14

O aluno deverá…
Saber: O que significa estar “revestido de Cristo” no que se refere à nossa condição legal diante de Deus, nossa vida espiritual diária e nosso futuro estado corporal.
Sentir: Desejar estar revestido de Cristo como necessidade diária, morrer nEle, viver Sua vida e ser transformado à Sua semelhança.
Fazer: Assumir o corpo de Cristo, tendo a mente e o comportamento transformados à semelhança de Deus.

Esboço
I. Saber: Transformados legal, moral e fisicamente
A. Como o fato de sermos “revestidos de Cristo” nos transforma prontamente, e ao longo do tempo?
B. Quando Cristo transforma nosso corpo mortal em imortal?
C. Quais são as relações entre as metáforas do batismo, morrer e ser ressuscitado em Cristo e ser revestido de Cristo?

II. Sentir: O desejo de ser revestido
A. Como nosso desejo de ser revestidos de “nossa habitação celestial” (2Co 5:2), é atendido pelas provisões de Cristo, tanto agora como quando Ele voltar?

III. Fazer: À semelhança de Deus
A. Que devemos fazer para nos revestir do corpo de Cristo?
B. Que mudanças de comportamento serão aparentes em nossa vida se vivermos Sua vida e não a nossa?

Resumo: Ser revestidos de Cristo significa não apenas que Deus passa a nos considerar justificados e justos, mas que, ao diariamente vivermos a vida de Cristo, em vez da nossa, somos diariamente refeitos à semelhança divina. Finalmente, quando Jesus voltar, assumiremos o novo corpo glorioso e imortal que Ele dará aos Seus remidos.


Sábado à tarde

Ano Bíblico Sl 23–30

VERSO PARA MEMORIZAR: “Pelo contrário, revistam-se do Senhor Jesus Cristo, e não fiquem premeditando como satisfazer os desejos da carne” (Rm 13:14, NVI).

Leitura para o estudo desta semana: Gl 3:26-29Rm 6:1-6Cl 3:1-10Ef 4:22-241Co 15:49-552Co 5:1-4

Acaso, você já quebrou um ovo e o observou a resultante massa líquida disforme? Uma coisa que você nunca viu foi a massa se recompor e voltar a ser um ovo. A realidade não funciona dessa maneira. Uma lei fundamental do nosso mundo natural, pelo menos o nosso mundo caído, é que os objetos tendem à decadência e à desordem. O que fazem as coisas deixadas por si mesmas: Aumentam em energia, ordem e estrutura, ou decrescem, decaem e avançam para a desordem? A resposta é óbvia. Vemos isso ao nosso redor e mesmo em nós mesmos (nosso corpo envelhecido).

Um pouco de ciência pode explicar esse fenômeno, e você não precisa ser PhD em Física para observá-lo. Citando um texto de uma lição anterior, “e a Terra envelhecerá como um vestido” (Is 51:6). Em meio a tudo isso, temos o evangelho, o plano da salvação, cuja essência é restauração, ou seja, tomar o que está velho, quebrado e decaído, e fazê-lo novo. Nesta última semana do trimestre, focalizaremos algumas imagens de roupas especiais, mencionadas nas Escrituras, que nos revelam promessas de renovação e restauração.


 

Domingo

Ano Bíblico Sl 31–35

Herdeiros conforme a promessa

Uma das grandes lutas da igreja cristã, desde seus primórdios, uma luta que estava no coração da Reforma protestante (e que de algum modo continua hoje, mesmo em nossa igreja), trata da questão do evangelho, salvação, ou sobre a maneira pela qual somos salvos. Na igreja da Galácia, Paulo teve que tratar essa questão de maneira franca e direta, porque uma teologia falsa tinha penetrado na comunidade e ameaçado a integridade do próprio evangelho.

1. Qual é o principal ponto apresentado em Gálatas 3:26-29? (Note que a palavra grega traduzida como “revestistes” significa “estar vestido”).

1: Pela fé, somos limpos do pecado e revestidos com Seu manto de justiça, e nos tornamos herdeiros das promessas.

No verso 27, Paulo diz que todos aqueles que foram batizados “de Cristo [se revestiram”]. Embora todos fossem pecadores, seu pecado tinha sido afastado, os velhos trapos descartados e eles agora estão “revestidos”, cobertos pela justiça de Jesus. Sua vida, perfeição e Seu caráter, podem ser reclamados como sendo deles mesmos. Todas as promessas da aliança se cumpriram em Jesus. Agora, revestidos de Cristo, eles podem reivindicar essas promessas como deles mesmos. São herdeiros da promessa, feita primeiramente a Abraão (Gn 12:2, 3), não por causa de status, gênero ou nacionalidade, mas apenas por meio da fé em Cristo.

2. Leia Romanos 6:1-6. Nesse texto, o que nos ajuda a compreender o significado de estar “revestido de Cristo”?

2: Estar revestido de Cristo é morrer para o pecado e ser batizado; ressurgir para uma nova vida é vencer a velha vida.

Estar revestido de Cristo é mais que uma reputação legal diante de Deus. Os cristãos são unidos com Cristo; são entregues a Ele; e, através dEle, estão sendo renovados, rejuvenescidos e restaurados. Cristãos que se recusam a mudar seus antigos caminhos, hábitos e estilo de vida, necessitam olhar no espelho, para ver do que estão realmente revestidos.

O que você está vestindo? O que você veste em público é diferente do que usa quando ninguém está (ou você pensa que não está) olhando? O que sua resposta diz sobre você?


 

Segunda

Ano Bíblico Sl 36–39

Nenhuma provisão para a carne

Apesar da teologia profunda e complicada de Paulo, ele pode também ser muito prático. Qualquer teologia ou versão do “evangelho” que focalize a salvação apenas em termos frios e legais erra o alvo. O Cristianismo é totalmente sobre Jesus, mas não de forma isolada. É sobre Jesus e o que Ele tem feito, através de Sua vida, morte e ministério sacerdotal, em favor de nossa raça caída. Não se trata de mudança em nossa condição legal diante de Deus; trata-se de mudança, renovação, novo nascimento em nós; é uma nova vida em Cristo.

3. Leia Romanos 13. Destaque os pontos práticos, diários, que Paulo apresenta para os cristãos.

3: Ser revestido de Cristo é amar a Deus, obedecer às autoridades, cumprir as obrigações e amar o próximo.

A maior parte do capítulo trata do que, em muitas maneiras, poderia ser considerado bom cidadão e bom vizinho. É uma reiteração dos princípios da lei, culminando com as famosas palavras: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (v. 9).

Entretanto, nos versos 11-14, o tom muda um pouco. Paulo começa o capítulo falando a respeito de obediência a autoridades civis, e então muda para enfatizar a “demora” do tempo, com a ideia de que o tempo em que os romanos viviam tornava necessária a decisão de ter conduta mais séria. No fim do capítulo, temos a frase “revistam-se do Senhor Jesus Cristo” (v. 14, NVI), que utiliza a mesma raiz grega encontrada em Gálatas 3:27. Assim, os dois versos estão falando de coisas similares.

O contexto de Romanos 13 torna claro o que Paulo basicamente quer dizer. Os versos anteriores e o restante do verso, após a frase, mostram que estar revestido de Cristo significa viver uma vida de fé e obediência. A mesma raiz grega para “revestir” aparece também no verso 12, no contexto de ser revestidos com “as armas da luz”. Cristo é a luz do mundo; aqueles que andam nEle não andam em trevas. Eles deixaram “as obras das trevas” e andam na luz. Qualquer que seja o significado de “estar revestido” de Cristo, isso certamente trata da construção do caráter, conduta, amar como Cristo amou e refletir Sua imagem. Em certo sentido, embora todas as coisas ao nosso redor tendam a ficar piores, os que estão revestidos de Cristo devem ser cada vez melhores (2Co 3:18).

Quão diferente sua vida seria se você estivesse plenamente revestido de Cristo e submisso a Ele? Você tem impedido que seu eu seja crucificado? Gostaria que Deus operasse esse milagre?


 

Terça

Ano Bíblico Sl 40–45

Despir e vestir

4. Leia Colossenses 3:1-10. Perceba que no verso 10, o verbo vestir é derivado da mesma forma verbal, “estar vestido”, que estudamos anteriormente. Com isso em mente, como compreender a mensagem do texto?

4: Pensar nas coisas do alto e praticá-las, deixando as coisas da Terra, significa se despir do velho homem de pecado e se revestir do novo.

Eruditos veem nesses versos, assim como em alguns outros que já analisamos, referências à ideia do batismo. (Onde nos textos você vê sinais disso?) Em termos inequívocos, novamente nos é mostrada a ideia de renovação, regeneração, de algo feito melhor do que era antes. Também aqui, Paulo é muito claro em ligar o que experimentamos em Cristo agora com o que experimentaremos quando Ele voltar. Na verdade, nossa maneira de reagir à primeira vinda de Cristo decidirá o que nos acontecerá na Sua segunda vinda.

5. Leia Efésios 4:22-24 (sim, o verbo grego no verso 24 é vestir). Qual é o ponto que Paulo está abordando aqui?

5: Devemos nos despir do velho homem que se corrompe, ser renovados no pensamento e nos revestir do novo homem, justo e santo.

Note o contraste entre o “velho homem” e o “novo homem”. Em princípio, o “velho homem”, o antigo “eu”, morre (simbolizado pelo batismo) e um “novo homem”, uma nova criatura em Cristo surge. Aqui, a ideia de estar “revestido” de Cristo ou do “novo homem” emerge no contexto do comportamento cristão. Leia os versos anteriores e posteriores. Estamos tratando da transformação do caráter, das ações, do ser moral inteiro de uma pessoa. Esse motivo ou ideia é recorrente. Como cristãos batizados, somos novas pessoas no Senhor. Estar revestido de Cristo não é uma metáfora para justificação apenas, para a justiça de Cristo cobrindo nossos pecados e nos dando uma nova posição diante de Deus. Estar revestido de Cristo significa igualmente ser uma nova pessoa, ou seja, ser “criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (v. 24).

Dê uma olhada nos versos de hoje, notando os mandamentos específicos sobre comportamento. Em quais áreas você necessita mudar? Se você está enfrentando lutas, por que não buscar alguém digno de confiança e pedir ajuda para viver melhor os princípios das Escrituras?


 

Quarta

Ano Bíblico Sl 46–50

Num piscar de olhos

Inquestionavelmente, estar alguém revestido de Cristo é ser uma nova pessoa em Jesus. É ser restaurado, pelo menos em alguma coisa, “segundo a imagem dAquele que o criou” (Cl 3:10). Incontável número de pessoas têm nascido e ainda hoje ostentam o testemunho da realidade do que o Senhor tem feito nelas e por elas. Muitos de nós, independentemente de nossas faltas, lutas e quedas, testemunhamos a realidade do que significa estar revestidos de Jesus.

Todavia, sejamos honestos: Se o que Cristo fez por nós findasse com esta vida aqui, no fim – quer estivéssemos revestidos de Cristo ou não – a sepultura ainda nos esperaria. Nesta vida, muitos têm sofrido bastante por Jesus e pela fé que abraçaram. Quaisquer que sejam as recompensas imediatas, o que são elas, em contraste com a verdadeira recompensa que nos aguarda na segunda vinda de Cristo?

6. Leia 1 Coríntios 15:49-55. Que grande esperança está presente nesse texto? Procure identificar as palavras que têm a mesma ideia de “revestir” ou “estar revestido”.

6: Os seres humanos corruptíveis e mortais serão revestidos de incorruptibilidade e imortalidade; não haverá pecado.

Nos versos 53 e 54, o verbo (frequentemente traduzido como “vestido”) é o mesmo que nós já vimos. Aqui, porém, o apóstolo o toma a um nível totalmente novo. Estar revestido de Cristo não significa apenas ostentar a imagem moral de Jesus, refletir Seu caráter e viver os princípios que Ele nos ensinou. Em outras palavras, não é apenas uma mudança legal ou moral. Também inclui uma radical mudança física. Nossa carne mortal, dolorida, ferida e agonizante, será revestida com o mesmo tipo de corpo imortal que Jesus teve ao ressurgir. Trata-se de uma mudança de vestimentas e de vestir um novo traje! Essa é a esperança reservada para nós, a última esperança que realmente torna valiosa nossa fé (1Co 15:12-19).

A maioria de nós (particularmente enquanto envelhecemos) compreende a fragilidade e instabilidade da carne, em nós mesmos ou nos outros. Tendo a esperança revelada nesses versos, o que o mundo poderia oferecer, para nos convencer de que vale a pena perder essas promessas?


 

Quinta

Ano Bíblico Sl 51–55

Nossa habitação celestial

7. Leia 2 Coríntios 5:1-4. O que Paulo diz nesse texto? Que esperança é novamente apresentada? Como a imagem de revestir se encaixa nela?

7: Neste mundo de pecado, fraqueza e morte, o ser humano se angustia e geme, esperando ser revestido pela vida.

Enquanto estamos neste mundo, neste corpo, nesta “casa”, estamos gemendo (uma palavra que também significa “suspirar profundamente”). Quem não tem gemido, enquanto está em sua “casa terrestre”, que é nosso corpo atual? Estude o capítulo anterior (2Co 4), que fala das aflições que os seguidores de Jesus encontram em sua existência. Depois de ter falado sobre isso Paulo menciona o texto de hoje.

Evidentemente, gememos, sofremos e morremos. Mas essa não é a história completa. Temos a promessa de ser revestidos em “nossa habitação celestial”.

8. Quais são as duas metáforas, ou imagens, que Paulo usa nesses versos, para descrever nossa presente situação e a esperança que nos aguarda?

8: Uma casa temporária na Terra em contraste com uma casa eterna nos Céus; e estar vestido em contraste com estar nu.

Em alguns antigos escritos, a ideia de estar revestido era vista como similar a estar dentro de uma casa. As duas coisas são externas a nós e apresentam certa porção de proteção e cobertura (no tempo de Paulo, o nome da roupa usada pela classe pobre era derivado de uma palavra que significava “pequena casa”). Quaisquer que sejam as razões, Paulo usa diferentes imagens para contrastar duas ideias básicas: uma habitação terrestre, temporal, em contraste com uma habitação celestial e eterna; estar nu em contraste com estar vestido; mortalidade em contraste com a vida eterna em Cristo. No fim, todas essas metáforas estão falando a respeito da mesma coisa: a esperança que temos de que, por ocasião da volta de Jesus, seremos revestidos ou teremos corpo imortal. Em outras palavras, esses textos são outra maneira de expressar a promessa de vida eterna que temos em Jesus.

Pense a respeito da morte, que parece ser o fim de tudo. Sem esperança de alguma coisa além dela, que expectativa poderíamos ter? Enfatize as razões que temos para a esperança de que a morte não tem a palavra final. Partilhe seus argumentos com a classe.


 

Sexta

Ano Bíblico Sl 56–61

Estudo adicional

Leia de Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 662: “O Final e Glorioso Triunfo”.

Todos serão uma família unida e feliz, revestida com as vestes de louvor e ações de graças – as vestes da justiça de Cristo. Toda a natureza, em sua incomparável formosura, oferecerá a Deus um tributo de louvor e adoração. O mundo será banhado com a luz do Céu. A luz da Lua será como a luz do Sol, e a luz do Sol será sete vezes maior do que é hoje. Os anos decorrerão na alegria. Sobre essa cena, as estrelas da manhã cantarão em uníssono, e os filhos de Deus exultarão de alegria, enquanto Deus e Cristo Se unirão proclamando: ‘Não haverá mais pecado nem morte’” (Ap 21:4; Ellen G. White, Minha Consagração Hoje [MM] 1989, p. 348).

Perguntas para reflexão

1. Frequentemente, as pessoas têm colocado muita esperança na ciência. Muitos a têm visto como o caminho único para o conhecimento da verdade e a única esperança para a humanidade. Enfatize por que essa é uma falsa esperança, especialmente no contexto das últimas lições. Que esperança pode a ciência nos oferecer para a morte, nosso maior problema?
2. Pense sobre a pergunta de Paulo em Romanos 7:24: “Quem me livrará do corpo desta morte?” (uma referência à punição a criminosos daquele tempo que tinham que levar um corpo morto amarrado a si mesmos). Que resposta temos acima de toda a sabedoria do mundo?
3. Enfatize o que significa estar “revestido” de Cristo, em termos de como devemos viver. Você reflete a realidade de Cristo nos hábitos, pensamentos e atitudes? Embora lute contra as tendências pecaminosas herdadas e cultivadas, que escolhas públicas e conscientes você pode fazer para viver como deveria?

Respostas sugestivas:

1: Pela fé, somos limpos do pecado e revestidos com Seu manto de justiça, e nos tornamos herdeiros das promessas.
2: Estar revestido de Cristo é morrer para o pecado e ser batizado; ressurgir para uma nova vida é vencer a velha vida.
3: Ser revestido de Cristo é amar a Deus, obedecer às autoridades, cumprir as obrigações e amar o próximo.
4: Pensar nas coisas do alto e praticá-las, deixando as coisas da Terra, significa se despir do velho homem de pecado e se revestir do novo.
5: Devemos nos despir do velho homem que se corrompe, ser renovados no pensamento e nos revestir do novo homem, justo e santo.
6: Os seres humanos corruptíveis e mortais serão revestidos de incorruptibilidade e imortalidade; não haverá pecado.
7: Neste mundo de pecado, fraqueza e morte, o ser humano se angustia e geme, esperando ser revestido pela vida.
8: Uma casa temporária na Terra em contraste com uma casa eterna nos Céus; e estar vestido em contraste com estar nu.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1322011.html


Ciclo do aprendizado

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: O relacionamento com Deus não se trata de mera informação. Deve ser uma transformação, uma experiência contínua na vida do cristão. A vida do cristão só será completa quando o cristão for totalmente transformado na segunda vinda.
Só para o professor: Esteja preparado para sugerir, mostrar e partilhar alguns dos exemplos de imagens e histórias de transformação de sua cultura. Considere especialmente histórias de notícias atuais com que os membros da classe estejam familiarizados e sejam capazes de reconhecer. Possíveis exemplos incluem:
• Histórias e contos de fadas, A lenda de “Cinderela”, histórias de renascimento na mitologia de muitas culturas, imagens de “antes e depois” usadas em publicidade.
• Programas de TV ou “reality-shows”, gincanas, programas que “mudam a vida” de pessoas; dramas de TV ou filmes que repitam as fórmulas dos contos de fadas.
• Histórias de sucesso “instantâneo” de “heróis” da mídia ou dos esportes e de estrelas de entretenimento, pessoas que se tornam heroínas por um instante quando vencem um jogo para sua equipe de esportes.

Pergunte aos alunos o que essas histórias têm em comum e por que acham que somos atraídos por histórias de transformação.

Atividade de abertura: Comente as imagens, símbolos e histórias de transformação em sua cultura. Podem ser mitos ou contos de fadas, programas de TV ou até mesmo a forma de serem criados os “heróis” em nossa sociedade, por vezes no contexto de um momento lendário dos esportes ou de entretenimentos. Comente por que tantos de nós somos atraídos para as histórias de transformação, seja em nossas histórias tradicionais, seja nos eventos atuais, no entretenimento ou nos esportes.

Comente: Qual é a importância de uma boa história de transformação, e por quê? Se lhe fosse oferecida a oportunidade de transformar a vida em uma das formas discutidas acima, qual você escolheria?

Compreensão
Só para o professor: A seguinte pesquisa da Bíblia examina três aspectos da transformação como resultado fundamental da experiência da salvação.

Comentário Bíblico

I. Uma escolha subversiva – uma vida nova
(Recapitule com a classe Rm 6:1-6.)
Em A Peculiar People (Um Povo Peculiar), Rodney Clapp menciona a descrição de Paulo sobre o começo de uma vida nova (2Co 5:17) e descreve o batismo como um ato de desobediência civil. A família, a nação, o mercado, a entidade patronal, a universidade, o anunciante, a agência, o formador de opinião “não são mais a principal fonte de identidade, apoio e crescimento” para o novo cristão. Dessa forma, afirma Clapp, o batismo “é profundamente subversivo. Cada vez que a Igreja leva o batismo a sério, em seu significado mais profundo, a sociedade envolvida não pode deixar de vê-lo ao menos como uma potencial ameaça política” (p. 100).

Clapp não se refere à política no sentido de uma campanha eleitoral ou um debate na mídia. Em vez disso, ele está destacando o real sentido em que o fato de declarar que “Jesus é o Senhor” também deve ser uma declaração poderosa de que tudo mais e todos os demais não são. A decisão de receber o batismo significa aceitar a cidadania em um reino diferente e um tipo diferente de vida.

Viver na contramão da sociedade dominante, de forma criativa e com graça, não é necessariamente fácil. Mas esse é o chamado de Deus, respondido no momento de nosso batismo e renovado a cada batismo a que assistimos: “Portanto, fomos sepultados com Ele na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova” (Rm 6:4, NVI).

Pense nisto: O que você acha desse ponto de vista sobre o batismo? Qual é a importância do batismo para ser transformado em Cristo?

II. Vida transformada

(Recapitule com a classe Rm 13.)
Em seu breve romance Life After God (Vida Segundo Deus), Douglas Coupland faz um de seus personagens refletir sobre a verdadeira necessidade que todos temos de ser transformados: “Meu segredo é que preciso de Deus, que estou doente e não posso mais viver sozinho. Preciso de Deus para me ajudar a dar, porque já não me sinto capaz de dar, para me ajudar a ser bom, porque já não me sinto capaz de ser bom, ajudar-me a amar, porque não me sinto capaz de amar” (p. 359).

Viver com Deus deve fazer diferença em nossa vida, nossas prioridades e ações, e precisamos que Ele faça a diferença em nossa vida. Paulo expõe assim: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente” (Rm 12:2, NVI). Ele amplia esse pensamento em Romanos 12 e 13.

Com muita frequência, a evangelização tem se concentrado apenas em levar as pessoas ao ponto da decisão e do batismo. Mas Jesus nos instruiu que temos de fazer discípulos (cf. Mt 28:20). O discipulado e a transformação espiritual devem ser partes permanentes de nossa experiência de fé. As práticas espirituais se tornam parte de nossa vida em contínuo crescimento e transformação em Cristo.

Pense nisto: Em que aspectos da sua vida você sente particularmente necessidade de Deus, e por quê? Quais são algumas das práticas espirituais que podem ajudar essa contínua transformação espiritual?

III. A transformação final

(Recapitule com a classe 1Co 15:49-55.)
Jesus nos salva no momento em que aceitamos o que Ele fez por nós ao morrer. Não temos que alcançar determinado nível de comportamento para receber esse dom (Tome como exemplo a história do ladrão na cruz, em Lc 23:40-43). Mas Deus não nos deixa onde nos encontra. Ele promete que seremos mudados – transformados – e que, finalmente, teremos uma espécie completamente nova e eterna de vida, quando Ele voltar.

Paulo baseia sua exaltação sobre essa completa transformação na certeza da ressurreição de Cristo. Se Jesus ressuscitou para um novo tipo de vida – e isso aconteceu – Paulo nos exorta a ser assim, também. Olhando para o futuro, Paulo antecipava o tempo em que todos nós vamos compartilhar essa mesma novidade de vida completa e eternamente: “Todos nós vamos ser transformados, num instante, num abrir e fechar de olhos, quando tocar a última trombeta” (1Co 15:51, 52, NTLH).

Pense nisto: Como podemos ter a certeza da salvação hoje? Como a promessa de Deus nos transformar “num abrir e fechar de olhos” na segunda vinda pode mudar sua atitude perante a vida?

Aplicação

Só para o professor: A experiência de transformação não é uma coisa espiritual, apenas, está ligada a ocasiões, eventos, decisões e práticas específicas em nossa vida. Entre outros, o batismo é um marco significativo. A lembrança daquele tempo em nossa vida é importante para reafirmar nossos compromissos e reorientá-los para a necessidade de transformação contínua. Igualmente, quando partilhamos essas histórias com outros, a fé pode ser reafirmada. Convide os alunos a contar suas histórias, mas de forma que seja sensível aos membros da classe que ainda não são batizados.

Atividade: Lembre-se de seu batismo: Qual foi a experiência que o levou a essa decisão? Onde e quando você foi batizado? Quais foram as circunstâncias em que você foi batizado? Como sua experiência cristã cresceu e continuou a ser transformada, desde essa data? Compartilhe essa história com outros membros da classe, até mesmo mostrando fotos do evento, se houver. Quando o maior número possível dos membros da classe tiverem contado suas histórias, ore com eles, confirmando essas decisões e compromissos assumidos em outras ocasiões em sua vida.

Perguntas para consideração

1. Como você explicaria a um amigo não cristão a “transformação”, como foi comentada no estudo desta semana?
2. Como você mede seu próprio crescimento espiritual?
3. Quando pensamos em nossa transformação final na segunda vinda de Cristo, podemos concluir que, por não podermos atingir a perfeição até aquele tempo, não vale a pena fazer muito esforço em assuntos espirituais? Por que não? Como podemos equilibrar os esforços para viver fielmente com o reconhecimento de nossas atuais limitações humanas?
4. Como a metáfora do vestuário, como em “nos revestir de Cristo”, é útil para compreender a transformação em Cristo? Em que aspectos essa metáfora é inadequada ou incompleta?
5. Que significa sermos agentes de transformação em nossa comunidade?

Criatividade

Só para o professor: A transformação é algo que experimentamos em pequenas coisas todos os dias, algo que podemos partilhar com os outros, mas que são apenas vislumbres da transformação que Deus nos oferece. Devemos procurar maneiras de reconhecer esse tipo de transformação em nossa vida diária e buscar formas de partilhá-las intencionalmente com os outros em nossa comunidade.

Atividade:
Sugestões para atividades individuais
Tente descrever a um amigo, verbalmente ou por escrito, os sentimentos que você experimenta em uma ou mais das seguintes situações:
1. Após um dia de trabalho, ao tomar banho e vestir roupas limpas: Como descrever o sentimento de estar renovado e refrigerado?
2. Quando você nota que a primavera começa a mudar o ambiente natural: Que significa ver o mundo ao nosso redor se transformando dessa maneira?
3. Ao observar as crianças crescerem: Como esse crescimento se assemelha ao crescimento espiritual?

Sugestões para atividades em grupo ou equipe:
Faça arranjos para uma “noite de transformação” para os membros de sua igreja ou a comunidade. Convide pessoas-chave a participarem do programa e convide pessoas relevantes para lhes dar uma “renovação” ou uma noite para ser “mimados”. Possíveis atividades podem incluir exames de saúde ou tratamentos adequados, dicas de moda, cabeleireiros grátis e outros tratamentos de beleza apropriados, proporcionando uma refeição saudável ou ensinando aos participantes uma nova habilidade. Ofereça esses serviços como um presente e encerre o programa com uma breve apresentação sobre o tema devocional da “transformação”, explorada neste estudo.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/aux1322011.html


Lição 13 – Revestidos de Cristo

 Zinaldo A. Santos

Editor de Ministério

 Introdução

Reportagem da revista Veja da semana passada (15/06/11) mostra o esforço da medicina para esticar a vida humana, imprimindo-lhe o máximo de qualidade. Prevê-se que, dentro de algum tempo, já não mais teremos que conviver com os incômodos e limitações da velhice. “A promessa agora”, diz a reportagem, “não é a de imortalidade com decadência, mas a da saúde, do vigor físico, mental e emocional esticados para as quadras da vida que, em gerações passadas eram sinônimo de decrepitude e doença.”

Os pesquisadores se mostram animados com as conquistas da medicina. Lembrando que, em 1900, a expectativa de vida nos Estados Unidos era de 47 anos e, hoje, é de 78 (no Brasil é de 73), o repórter conjectura que “não seria espantoso que, no decorrer do século 21, a sobrevivência humana com saúde fosse acrescida de mais sessenta anos, o que levaria a idade média para bem mais de 100”.

Aparentemente, nunca foi fácil aceitar a degeneração humana e o combate a ela não é coisa nova. Aliás, muitos não creem que tal coisa exista e, num caminho inverso, apregoam a evolução da raça. Mas, o pecado não nega as terríveis marcas espirituais, emocionais e físicas que gravou no ser humano. Felizmente, elas têm prazo de validade. Num processo que pode ter início agora, com a restauração espiritual, essas marcas degenerativas serão completa e eternamente apagadas por ocasião da vinda de Jesus. Isso é o que nos garantem as promessas de restauração, analisadas nesta semana sob o simbolismo de vestes especiais.

Herdeiros conforme a promessa
No que tange à nossa restauração ao plano divino original de perfeição e santidade, do qual, como seres humanos, nos afastamos, devemos admitir a realidade de que nada podemos fazer de nós mesmos. Como meios de salvação, nossos melhores atos de obediência e mais expressivos feitos religiosos são insuficientes para nos tornar justos diante de Deus (Is 64:6; Jr 13:23). Dependemos inteira, completa e absolutamente de Cristo Jesus. Foi essa realidade que Paulo teve que esclarecer insistentemente à comunidade cristã da Galácia, que enveredava pela contramão do evangelho.

Escreveu o apóstolo: “Todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes” (Gl 3:26, 27).

Primeiramente, está claro que nossa aceitação como “filhos de Deus” se dá “mediante a fé em Cristo Jesus”, não por nossos méritos. Ao lado disso, somos “revestidos” com a justiça de Jesus, o que significa dizer que nossas vezes pecaminosamente manchadas foram tiradas, nosso pecado foi perdoado e, a partir dessa experiência, adotamos os princípios que nortearam a vida de Cristo, submetemo-nos à Sua vontade, imitamos Seu exemplo e podemos reclamar a perfeição de Sua vida como sendo nossa. As promessas da aliança feita com Abraão (Gn 12:2, 3) não são herdadas por critérios étnicos, mas por meio da fé exercida em Cristo.

Escrevendo aos romanos (6:1-6), Paulo ampliou o conceito do revestimento de Cristo. Nas palavras dos autores da Lição, “estar revestido de Cristo é mais que uma reputação legal diante de Deus. Os cristãos são unidos com Cristo; são entregues a Ele; e, através dEle, estão sendo renovados, rejuvenescidos e restaurados” (nota de domingo).

É importante lembrar a menção do batismo nesse processo. Ele simboliza não apenas a morte e o sepultamento do crente, mas também sua ressurreição. O batismo aponta simbolicamente em duas direções: o que ficou para trás e o que está adiante. O que ficou para trás, a deliberada vida pecaminosa, foi sepultado. O que está à frente é a vida nova em Cristo. A morte para o pecado projeta uma vida espiritualmente elevada. A justificação antecipa a santificação do cristão.

Nenhuma provisão para a carne

No capítulo 13 da carta aos romanos, Paulo apresenta resultados práticos da nova vida cristã derivada de nossa aceitação de Jesus como Salvador e Senhor. Inicialmente, ele realça o comportamento do cristão, como cidadão e parte da sociedade em que vive. Nem isolamento, nem hostilidade. Revestido de Cristo, o cristão deve ser o exemplo de conduta, agindo como Cristo agiria estando em seu lugar. Paulo exortou os romanos declarando que isso deveria acontecer especialmente por causa da solenidade do tempo em que imaginavam estar vivendo, ou seja, a suposta proximidade do fim (Rm 13:11-14). Esse fato nos diz muita coisa!

Nesse contexto, como deviam viver os cristãos “revestidos de Cristo”?

– Despertos do sono espiritual (v. 11).

– Vigilantes (v. 11, 12).

– Libertos das obras das trevas (v. 12). A palavra grega traduzida para “deixar” é apolítemi, utilizada várias vezes no Novo Testamento para descrever o abandono de maus hábitos (Ef 4:22, 25, Cl 3:8, Hb 12:1, Tg 1:21; 1Pe 2:1). Note-se que a transição das “obras das trevas” para as “armas da luz” inclui o conceito de “revestimento”. As “vestes” das trevas devem ser substituídas pela vestimenta da armadura da luz.

4. Comportamento digno, que inclui viver honestamente às claras, abandono das orgias, luxúria e lascívia (que envolvem imoralidade sexual), inveja e contenda (v. 13).

5. Revestidos de Cristo, sem chance para a carnalidade (v. 14). A experiência do nosso revestimento com a justiça de Cristo deve ser renovada a cada dia, no processo da santificação. Perseverando nesse caminho, cresceremos na imitação do modelo supremo, Cristo Jesus. Embora Deus nos tenha agraciado com desejos legítimos que precisam ser satisfeitos, eles não devem nos dominar. Uma vida de complacência própria tende a estimular apetites físicos impuros. Estando revestidos de Cristo, teremos o poder para mantê-los subjugados.

Despir e vestir
Colossenses 3:1-10. Novamente nos deparamos com os conceitos paulinos de “morte” para a velha vida e “ressurreição” para uma vida nova, presentes na exposição que ele fez sobre o batismo, em Romanos 6. Com isso, o apóstolo se referiu à transformação produzida nos crentes, devido à identificação deles com Cristo, em Sua morte e ressurreição, eventos dos quais o batismo é símbolo.

“Em termos inequívocos”, assinalam os autores da Lição, “nos é mostrada a ideia de renovação, regeneração, de algo feito melhor do que era antes”. Sendo que, quando Ele “Se manifestar” em glória, também seremos “manifestados com Ele”, devemos viver aqui em sintonia com o Céu, revelando os frutos descritos nos versos 8-10, despidos do velho homem e revestidos do novo homem, em Cristo Jesus.

Essa mesma ideia foi apresentada aos cristãos de Éfeso (Ef 4:22-24). A morte do velho homem e ressureição do novo; o ato de nos despirmos do velho homem e nos revestirmos de Cristo ou do novo homem, tudo isso envolve transformação, mudança do ser. “Como cristãos batizados, somos novas pessoas no Senhor. Estar revestido de Cristo não é uma metáfora para justificação apenas, para a justiça de Cristo cobrindo nossos pecados e nos dando uma nova posição diante de Deus. Estar revestido de Cristo significa igualmente ser uma nova pessoa, ou seja, ser ‘criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade’ (v. 24).”

Num piscar de olhos

Nosso crescimento espiritual, porém, não nos isenta das consequências físicas do pecado, entre as quais a mais dolorosa é a morte. Ela nos espreita; a sepultura nos aguarda, independentemente de quão longa seja nossa existência. O fim será a morte. E, ao longo da existência terrestre, não é sem lutas, escorregões e quedas, transposição de vales e montanhas, revezes e conquistas que buscamos perseverar na manutenção do nosso status de “revestidos de Cristo”. Graças a Deus, existe uma esperança, perfeita e firme, de transformação plena e final da nossa vida em todos os aspectos espiritual, emocional e físico. Nessa transformação está envolvida a vitória sobre a morte com sua decorrente troca das vestes da corrupção física pelas vestes da incorruptibilidade.

Segundo a reportagem de Veja, o atual esforço da medicina é apenas para ampliar a expectativa de vida humana. “Vivemos num tempo em que é ótimo ser mortal”, afirmou Jonathan Weiner, citado na reportagem e autor do livro The Strange Science of Immortality [A Estranha Ciência da Imortalidade]. Como Deus não faz as coisas pela metade, a promessa de Sua Palavra é completa e garante o retorno do ser humano à imortalidade para a qual foi planejado.

Paulo enfatiza essa esperança em 1 Coríntios 15:49-55. Especificamente, os versos 53 e 54 falam da substituição das vestes mortais e corruptíveis, que agora ostentamos, pelas vestes imortais e incorruptíveis. É essencial que ocorra essa mudança no corpo dos santos; e isso acontecerá por ocasião da ressurreição ou, no caso dos que forem encontrados vivos na vinda de Jesus Cristo, quando forem transformados “num momento, num abrir e fechar de olhos, quando ressoar a última trombeta” (v. 52). Então o corpo não mais incitará o “eu” débil ao pecado. Como somos agora, “carne e sangue”, não podemos “herdar o reino de Deus”, assim como a corrupção não pode herdar a incorrupção (1Co 15:50). Ainda não temos substância celestial; ainda não refletimos a imagem plena de Jesus Cristo.

Esse corpo imperecível, revestido de incorruptibilidade, não é algo como um espírito desencarnado, nem fantasma. Trata-se de um corpo real, tangível, organismo perfeito e apto para ser morada do Espírito Santo. Paulo o comparou ao corpo de Cristo ressuscitado (Fp 3:21). À semelhança de Cristo ressuscitado, conservaremos os aspectos de nossa personalidade. Apesar das diferenças entre o corpo revestido de corrupção e o incorruptível, haverá certa continuidade entre elas, conforme descrição de Ellen G. White:

“Nossa identidade pessoal é preservada na ressurreição, ainda que não as mesmas partículas de matéria ou substância que foram à tumba. As maravilhosas obras de Deus são um mistério para o homem. O espírito, o caráter do homem, volve a Deus para ser preservado. Na ressurreição, cada homem terá seu próprio caráter. A seu devido tempo, Deus chamará os mortos, devolvendo-lhes o sopro da vida, fazendo com que os ossos secos tornem a viver. Eles se levantarão com a mesma forma que tinham, porém livres de doenças e defeitos. E viverão conservando suas mesmas características individuais, de maneira que os amigos poderão reconhecer-se” (MS 76, 1900).

Nossa habitação celestial

2 Coríntios 5:1-4. Nesses versos, Paulo explica a razão da esperança mantida em meio às provas e aflições que provocam gemidos ao longo da vida. Tal esperança, apresentada no capítulo anterior, tem seu fundamento na certeza da ressurreição dos justos, na segunda vinda de Cristo. Naquela ocasião, nosso corpo, aqui simbolicamente identificado como “casa terrestre”, será transformado em “um edifício, casa não feita por mãos, eterna” (v. 1), ou revestido “da nossa habitação celestial” (v. 2).

Como informa a nota da Lição de quinta-feira, “em alguns antigos escritos, a ideia de estar revestido era vista como similar a estar dentro de uma casa. As duas coisas são externas a nós e apresentam certa porção de proteção e cobertura (no tempo de Paulo, o nome da roupa usada pela classe pobre era derivado de uma palavra que significava ‘pequena casa’).”

Porém, é apropriada a comparação do corpo humano com uma casa ou tenda (essa é a expressão original). O material do qual as duas coisas são feitas é proveniente da terra, o que as torna perecíveis, transitórias e vulneráveis a intempéries. Mas a casa “não feita por mãos” (o corpo transformado) é “eterna”. Esse corpo será imperecível, glorioso e forte. Estará livre de tendências e impulsos egoístas; revestido de glória imortal e santidade perene.

Final glorioso

O plano divino estabelecido para a salvação do homem prevê a restauração de todas as coisas ao seu estado original. O paraíso perdido por Adão será restaurado por Jesus à Sua original perfeição espiritual e física. Em breve, esse plano alcançará seu propósito final para os filhos de Deus de todos os tempos. Para sempre, viveremos com Ele e Ele estabelecerá Seu trono neste planeta.

Não podemos criar o paraíso por meio de pesquisas científicas, programas políticos nem mediante nossas boas obras. O homem não pode acabar com a morte, eliminar o pecado nem suprimir Satanás. Porém, todas essas esperanças serão materializadas quando o que está assentado no trono do Universo proclamar: “Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21:5).

A santa cidade, prometida a Abraão, descerá do Céu como Nova Jerusalém, a morada de Deus e dos remidos. Então, terá passado o inverso cristão com seus gelados ventos de aflições e provas.

A garantia do nosso Deus é a seguinte: “O que vencer herdará todas estas coisas, e Eu serei seu Deus, e ele será Meu filho” (Ap 21:7). Diante disso, à semelhança do apóstolo João, podemos orar: “Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22:20).

Obras consultadas:

– Comentário Bíblico Adventista del Séptimo Dia, v. 6.

– Russell Norman Champlin, O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, v. 5.

– Desmond Ford, Right With God Right Now.

– John C. Brunt, The Abundant Bible Amplifier – Romans.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/com1322011.html


COMENTÁRIOS SIKBERTO MARKS

 Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Segundo Trimestre de 2011

Tema geral do trimestre: Vestes da Graça

Estudo nº 13 – Revestidos de CRISTO

Semana de   18 a 25 de junho

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristovoltara.com.br marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 Verso para memorizar:Pelo contrário, revistam-se do Senhor JESUS CRISTO, e não fiquem premeditando como satisfazer a carne” (Rom. 13:14, NVI).

Introdução de sábado à tarde

Absolutamente tudo nesse mundo deteriora; vai de uma situação para outra inferior e menos organizada. Para evitar essa tendência é necessário investimento. Por exemplo, um automóvel, para se manter útil, de tempos em tempos precisa de manutenção. O nosso corpo também. E mesmo assim, nada por aqui dura para sempre. Essa é a condição do pecado.

Em ambientes de pecado, se nada for feito, dura-se pouco tempo. Se alguma coisa for feita, dura-se algum tempo a mais. E se for uma vida humana, e ela for entregue a JESUS, pode durar mais tempo que qualquer outra providência possível aqui nessa Terra. E ainda tem a promessa de se tornar eterno quando JESUS voltar.

Além das consequências naturais do pecado, está satanás agindo por aqui. “Ao mesmo tempo em que aparece aos filhos dos homens como grande médico que pode curar todas as enfermidades, trará moléstias e desgraças até que cidades populosas se reduzam à ruína e desolação. Mesmo agora está eleem atividade. Nosacidentes e calamidades no mar e em terra, nos grandes incêndios, nos violentos furacões e terríveis saraivadas, nas tempestades, inundações, ciclones, ressacas e terremotos, em toda parte e sob milhares de formas, Satanás está exercendo o seu poder. Destrói a seara que está a amadurar, e seguem-se fome, angústia. Comunica ao ar infecção mortal, e milhares perecem pela pestilência. Estas visitações devem tornar-se mais e mais frequentes e desastrosas. A destruição será tanto sobre o homem como sobre os animais. “A Terra pranteia e se murcha”, “enfraquecem os mais altos dos povos. … Na verdade a Terra está contaminada por causa dos seus moradores; porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos, e quebram a aliança eterna.” Isa. 24:4 e5”(O grande conflito, 589 e 590).

  1. Primeiro dia: Herdeiros conforme a promessa

A expressão a ser estudada hoje é: “Revestidos de CRISTO.” Qual é o seu significado? Encontramos duas citações de Ellen G. White que explicam isso. A primeira nos diz o que devemos fazer; a segunda, o que evitar para sermos salvos, portanto, as duas se complementam para sabermos o que de fato é estar revestidos de CRISTO.

“Estai em Mim, e Eu, em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdesem Mim. João15:4.

“Não é um contato casual com Cristo que precisamos, mas sim permanecer nEle. Ele vos chamou para que permaneçais nEle. Não vos propõe uma bênção passageira, conseguida ocasionalmente mediante o fervoroso buscar ao Senhor, e perdida depois, ao vos empenhardes nos comuns deveres da vida. Vosso permanecer em Cristo tornará leve todo dever necessário, pois Ele carrega o peso de cada fardo. Ele tomou providências para que nEle permaneçais. Isso quer dizer que deveis estar cônscios da habitação de Cristo em vós, deveis estar continuamente com Cristo, de modo que vosso espírito esteja animado e fortalecido, em virtude de vos haverdes revestido de Cristo. …

“Não fiqueis fora de Cristo, como o fazem muitos cristãos professos de hoje. “Estai em Mim, e Eu, em vós” é coisa possível de ser feita, pois o convite não seria feito se não o pudésseis atender. João 15:4. Jesus, nosso Salvador, está constantemente a atrair-vos por Seu Santo Espírito, atuando em vossa mente, para que permaneçais em Cristo. … As bênçãos por Ele concedidas relacionam-se todas com vossa ação individual. Será Cristo rejeitado? Diz Ele: “O que vem a Mim de maneira nenhuma o lançarei fora.” João 6:37. De outra classe diz Ele: “Não quereis vir a Mim para terdes vida.” João 5:40.

“Tendes vós, terei eu, compreendido plenamente o gracioso convite: “Vinde a Mim”? Diz Ele: “Estai em Mim.” Não diz: “Estai comigo.” “Entendei o Meu chamado: Vinde a Mim para ficar em Minha companhia.” Concederá livremente todas as bênçãos relacionadas com Ele mesmo, a todos os que a Ele forem, pedindo a vida.

“Possui Ele algo melhor para vós, do que uma bem-aventurança passageira, como a que sentis quando buscais ao Senhor em oração fervorosa. Ter um diálogo com Cristo é apenas como uma gota no balde. Tendes o privilégio de ter Sua presença permanente, em lugar de um privilégio transitório, que não vos acompanha ao vos entregardes aos vossos deveres da vida. … Porventura a ansiedade, a perplexidade e os cuidados vos afugentarão da companhia de Cristo? Confiamos menos em Deus quando nos encontramos na oficina de trabalho, no campo, na praça pública? …

“O Senhor Jesus permanecerá convosco e vós com Ele, em todos os lugares. Manuscrito 194,1898”(Nos Lugares Celestiais, MM, 1968, p. 55).

“Jovens cristãos, tenho visto em alguns de vós um amor pelo vestuário e a exibição que me tem entristecido. Tenho visto tanta vaidade no trajar em alguns que têm sido bem instruídos, que têm desfrutado os privilégios religiosos desde o berço, e que se têm revestido de Cristo mediante o batismo, professando assim estar mortos para o mundo; tenho visto uma vaidade no vestuário e leveza de conduta, que tem ofendido ao querido Salvador, sendo ao mesmo tempo uma vergonha para a causa de Deus. Tenho observado com dor vosso declínio religioso, e vossa inclinação a enfeitar e adornar vosso vestuário. Alguns têm sido bastante infelizes para chegar a possuir correntes ou alfinetes de ouro, ou ambas as coisas, e têm mostrado o mau gosto de exibi-los, fazendo-os notórios a fim de chamarem a atenção. Não posso deixar de relacionar essas pessoas ao vaidoso pavão, que exibe suas suntuosas penas à admiração dos outros. É tudo quanto essa pobre ave possui para atrair a atenção; pois sua forma e a voz nada têm de atrativas” (I Testemunhos Seletos, p. 350 e 351).

Irmãos, são os pecados que nos separam de CRISTO. Se conhecemos algo que o Céu não aprova, e se não somos humildes para nos entregarmos inteiramente aos cuidados transformadores de nosso Salvador, então não devemos reclamar se as Suas bênçãos parecem distantes.

  1. Segunda: Nenhuma provisão para a carne

Conheço um cristão que há décadas vem buscando ser uma boa pessoa. Ele é verdadeiramente bem intencionado; sempre foi. Sua vida é uma constante luta para melhorar como pessoa, ser uma pessoa honesta; ser bom filho, ser bom marido; ser bom pai, ser bom cidadão cumpridor das responsabilidades com seu país e ser bom membro da igreja, trabalhando pela salvação de outras pessoas. É um bom trabalhador; junto com a esposa fez crescer o patrimônio da família, e em seu lar nunca faltou nada. Ele nunca teve dificuldades com a lei dos homens, e a comissão da igreja nunca teve que se reunir por algum motivo negativo que ele tenha provocado.

O que acham vocês de uma pessoa com esse perfil? Está salvo? Não está? Pode alguém ser melhor que uma pessoa assim?

O que JESUS diria a uma pessoa assim? Talvez Ele dissesse que deixasse tudo de lado e O seguisse. Veja bem, não é a todos que JESUS pede que venda tudo para O seguir. Só àqueles que adoram as riquezas, pelo que elas se tornam em motivo de perda da vida eterna. Mas àqueles que são pessoas equilibradas, pode até acontecer de serem abençoadas e enriqueçam, em vez da necessidade de venderem tudo. Se a riqueza não chega a ser problema ameaçador da vida eterna a determinada pessoa, DEUS jamais pediria a essa pessoa que vendesse tudo, e se tornasse outro pobre. Só se deve fazer isso se a outra alternativa é a perda da vida eterna.

Então, como avaliamos essa pessoa que descrevemos antes?

Tudo isso é importante se fazer, mas, se essa pessoa não tiver amor (I Cor. 13:1 a 8 e 13), de nada adianta, vai perder a vida eterna.

Nós, nascidos em pecado, que vivemos em ambiente pecaminoso, que de tão errado que é há muitos séculos, o mal, o erro, até parece algo normal. Por nossos esforços até conseguimos melhorias em nossa vida – afinal, somos seres racionais, feitos com inteligência e capacidade de tomar decisões e de realizar coisas. E até podemos, por meio dos esforços, obter grandes avanços para melhor, em nosso modo de viver.

Vamos ao ponto vital: se tudo o que obtivermos não tiver por foco o amor de DEUS, tudo é o mesmo que nada.

Por que é assim? Se nós não crescermos na capacidade de amar, que só se aprende se formos ensinados pelo ESPÍRITO SANTO, e Ele só nos ensinará se nos entregarmos a JESUS humildemente, então todos os nossos progressos em outros aspectos, também bons e necessários, serão provisórios, faltando sempre o essencial.

Ninguém é bom se não souber amar. A essência para ser salvo é aprender a amar, pois se o souber, aí sim, a sua vida mudará de modo autêntico, por meio de transformação de glória em glória, cada vez mais parecidos com o caráter de CRISTO.

  1. Terça: Despir e vestir

Para que sejamos salvos, há que ocorrer uma profunda mudança em nossa vida. Duas coisas devem ocorrer: deixar completamente a velha natureza e assumir totalmente a nova natureza. “Deus requer a santificação do homem completo: corpo, alma, e espírito. O Espírito Santo implanta uma nova natureza, e molda mediante a graça de Cristo o caráter humano, até que a imagem de Cristo esteja aperfeiçoada” (Olhando para o Alto, MM de 1983, p. 21).

O ser humano renovado por completo é um trabalho que DEUS precisa fazer. Ele o fará se nós desejarmos. Renovada, a pessoa deixará de pensar nas coisas dessa Terra; os seus interesses se voltarão para as coisas do alto. “Se continuarmos mantendo nossos olhos fixos no Autor e Consumador de nossa fé seremos salvos. Mas nossas afeições devem ser postas nas coisas do alto, não nas coisas da Terra. Pela fé devemos erguer-nos mais e mais alto nas realizações da graça de Cristo. Pela contemplação diária de Suas insuperáveis belezas, devemos crescer mais e mais à Sua gloriosa imagem. Enquanto assim vivemos em comunhão com o Céu, Satanás lançará sua rede mas em vão” (Minha Consagração Hoje, MM 1998 e 1953, p, 105).

Alguém em processo de santificação, será, na verdade, um novo homem. Esse terá deixado para trás a sua velha natureza pecaminosa, o seu velho homem, cujos interesses estão nessa Terra. Ele se terá despido dessa velha natureza que o dominava, e se revestirá do novo homem, de uma nova natureza. “Mas para Paulo, a cruz era o único objeto de supremo interesse. Desde que fora detido em sua carreira de perseguição contra os seguidores do crucificado Nazareno, jamais cessara de se gloriar na cruz. Nesse tempo fora-lhe dada uma revelação do infinito amor de Deus, como revelado na morte de Cristo; e maravilhosa transformação tinha-se operado em sua vida, pondo em harmonia com o Céu todos os seus planos e propósitos. Desde esse momento tornara-se um novo homemem Cristo. Elesabia por experiência pessoal que quando um pecador uma vez contempla o amor do Pai, como se vê no sacrifício de Seu Filho, e se rende à divina influência, tem lugar uma mudança de coração, e desde então Cristo é tudo em todos” (Atos dos Apóstolos, 245).

  1. Quarta: Num piscar de olhos

“Esperamos chegar afinal ao Céu e unir-nos ao coro celestial? Justamente como vamos para a sepultura haveremos de ressurgir, no que toca ao caráter. … Agora é o tempo de lavar e passar a ferro. É tempo de lavar nossas vestes e branqueá-las no sangue do Cordeiro. …

“João viu o trono de Deus e ao redor desse trono uma multidão, e indagou: Quem são esses? Veio então a resposta: “Estes são os que… lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.” Apoc. 7:14. Cristo os guia às fontes de águas vivas, e ali está a árvore da vida, e está também o precioso Salvador. É-nos apresentada uma vida imensurável como a vida de Deus. Não haverá lá dor, nem tristeza, nem doença ou morte. Tudo é paz, harmonia e amor. …

“Agora é o tempo de receber graça, força e poder para combiná-los com os nossos esforços humanos, a fim de podermos formar caracteres para a vida eterna. Isto fazendo, veremos que os anjos de Deus nos servirão, e seremos herdeiros de Deus e co-herdeiros de Jesus Cristo. E quando soar a última trombeta, e os mortos forem chamados de sua prisão e transformados num momento, num piscar de olhos, coroas de glória eterna serão colocadas na fronte dos vencedores. Os portais de pérola revolver-se-ão sobre seus gonzos, abrindo-se completamente às nações que guardaram a verdade, e elas entrarão. Terminado está o conflito.

“”Vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.” Mat. 25:34. Queremos esta bem-aventurança? Eu quero, e creio que vós também a quereis. Que Deus vos ajude, para que possais pelejar as batalhas desta vida e alcançar a vitória dia a dia, e afinal estar entre o número dos que hão de rojar as coroas aos pés de Jesus e dedilhar as harpas de ouro, enchendo o Céu da mais doce música! Quero que ameis meu Jesus. Dai a Jesus aquilo que Ele comprou com o Seu próprio sangue. Não rejeiteis meu Salvador, pois Ele por vós pagou preço infinito. Vejo em Jesus encantos sem-par, e quero que também vós vejais esses encantos” (O Cuidado de DEUS, MM de 1995, p. 195).

  1. Quinta: Nossa habitação celestial

Os antigos possuíam expressões e significados diferentes de nós. O corpo eles entendiam como se fosse uma habitação; a roupa o revestimento dessa habitação, e a casa era o lugar maior para morar. Por isso Paulo fala do corpo como um tabernáculo, que para ele seria uma habitação sagrada como o templo do ESPÍRITO SANTO. O corpo é uma casa especial para uma vida importante, como DEUS considera a nossa vida. É algo parecido como a concha do mar, que é a casinha do molusco que vive dentro dela, mas que também faz parte do animal.

O nosso corpo, nesse mundo sofre, e nós sentimos a dor que dele vem. Pode ser que nos machuquemos, pode ser que adoeçamos, e certamente sentimos o enfraquecimento e dores pelo envelhecimento. E por mais que cuidemos do corpo, tudo o que podemos conseguir é que ele aguente um pouco mais de tempo, e que seja mais saudável, o que é importante, mas ele não vai durar eternamente. Pelas descobertas de hábitos saudáveis a expectativa de vida aumentou, de 36 anos para, hoje, mais de 70 anos. Pessoas que cuidam da saúde conseguem uma velhice melhor. Mas uma coisa é certa: a fraqueza e a morte vêm. Portanto, a vida dos seres humanos nesse planeta é sofrida. Mas sabemos que: “As agonias da morte foram as últimas coisas que eles sentiram. … Quando eles acordarem, todo o sofrimento terá passado. … As portas da cidade de Deus se revolvem sobre seus gonzos, … e os resgatados de Deus entram pelo meio de querubins e serafins. Cristo lhes dá as boas-vindas e põe Sua bênção sobre eles: “Muito bem, servo bom e fiel; … entra no gozo do teu Senhor.” Mat. 25:21” (Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 431).

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

“No princípio, o Pai e o Filho repousaram no sábado após Sua obra de criação. Quando “os céus, e a Terra e todo o seu exército foram acabados” (Gên. 2:1), o Criador e todos os seres celestiais se regozijaram na contemplação da gloriosa cena. “As estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam.” Jó 38:7. …

“Quando se der a “restauração de todas as coisas, as quais Deus falou por boca dos Seus santos profetas, desde o princípio do mundo” (Atos 3:21, Trad. Figueiredo), o sábado da criação, o diaem que Jesusesteve em repouso no sepulcro de José, será ainda um dia de descanso e regozijo. O Céu e a Terra se unirão em louvor, quando, “desde um sábado até ao outro” (Isa. 66:23), as nações dos salvos se inclinarem em jubiloso culto a Deus e o Cordeiro” (O Desejado de Todas as Nações, p. 769 e 770).

“As nações dos remidos não conhecerão outra lei senão a lei dos Céus. Todos serão uma família unida e feliz, revestida com as vestes de louvor e ações de graças. … Sobre essa cena, as estrelas da manhã cantarão em uníssono, e os filhos de Deus exultarão de alegria. … “E será que, desde uma festa da lua nova até à outra e desde um sábado até ao outro, virá toda a carne a adorar perante Mim, diz o Senhor.” Isa. 66:23. “A glória do Senhor se manifestará, e toda a carne juntamente verá.” Isa. 40:5. “O Senhor Jeová fará brotar a justiça e o louvor para todas as nações.” Isa. 61:11. “Naquele dia o Senhor dos Exércitos será por coroa, e por grinalda formosa, para o restante do Seu povo.” Isa. 28:5” (Profetas e Reis, p. 732 e 733).

“Enquanto céus e Terra durarem, continuará o sábado como sinal do poder do Criador. E quando o Éden florescer novamente na Terra, o santo e divino dia de repouso será honrado por todos debaixo do Sol” (O Desejado de Todas as Nações, p. 283).

“Estes são os que vieram de grande tribulação, lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro. Apoc. 7:14.

“Gloriosa será a recompensa conferida, quando os fiéis obreiros se reunirem em torno do trono de Deus e do Cordeiro. … Estarão em pé diante do trono, aceitos no Amado. Todos os seus pecados terão sido apagados, removidas todas as suas transgressões. Poderão contemplar a glória do trono de Deus, em todo o seu esplendor” (Vida e Ensinos, p. 233).

“Nesse dia os remidos brilharão na glória do Pai e do Filho. Tocando suas harpas de ouro, os anjos darão as boas-vindas ao Rei e aos Seus troféus de vitória – os que foram lavados e branqueados no sangue do Cordeiro” (Testemunhos Seletos, vol. 3, p. 432).

“Todos serão uma família unida e feliz, revestida com as vestes de louvor e ações de graças – as vestes da justiça de Cristo. Toda a natureza, em sua incomparável formosura, oferecerá a Deus um tributo de louvor e adoração. O mundo será banhado com a luz do Céu. A luz da Lua será como a luz do Sol, e a luz do Sol será sete vezes maior do que é hoje. Os anos decorrerão na alegria. Sobre essa cena, as estrelas da manhã cantarão em uníssono, e os filhos de Deus exultarão de alegria, enquanto Deus e Cristo Se unirão proclamando: “Não haverá mais pecado nem morte.” (Apoc. 21:4.)” (A Ciência do Bom Viver, p. 506).

“O conflito está terminado. As tribulações e lutas chegaram ao fim. Cânticos de vitória enchem todo o Céu, enquanto os remidos permanecem em volta do trono de Deus. Todos entoam o jubiloso coro: “Digno é o Cordeiro, que foi morto” (Apoc. 5:12), e vive outra vez, como triunfante vencedor.

“”Depois destas coisas, olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; e clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro.” Apoc. 7:9 e10”(Vida e Ensinos, p. 231 e 232)

escrito entre  10 e 17/05/2011 – revisado em  18/05/2011

corrigido por Jair Bezerra

 Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 FONTE: http://novotempo.com/licoesdabiblia/2011/06/12/12%C2%AA-mais-imagens-de-vestes/


COMENTÁRIOS BRUCE CAMERON

 Vestes da Graça – Lição 13 – Revestidos de Cristo – (Romanos 8 e 13; I Coríntios 15)

Introdução: Nas últimas lições, ficamos abismados ao aprender que os “bons” cristãos podem muito bem ser como o irmão mais velho na história do filho pródigo (Lucas 15), ou dos judeus religiosos na história do “Bom Samaritano” (Lucas 10), ou os amigos do rei na história da festa de casamento em Mateus 22. Os leitores “menos justos” da lição, por outro lado, se regozijaram. A salvação pela graça é um bom motivo para se regozijar e continuar se regozijando. Mas Jesus dá a todos nós (tanto cristãos “bons” quanto “maus”) notícias bem sérias, quando descreve (em Mateus 7:13-14) o caminho da salvação como sendo “estreito”, afirmando que são “poucos os que [o] encontram”. Como pode ser “estreito”, quando está franqueado a todos os que crêem? Vestir as vestes nupciais da salvação é um evento único, que podemos esquecer mais tarde? Ou será que é mais do que isso? Vamos mergulhar em nosso estudo da Bíblia e descobrir!

I. Salvação Inteligente

A. Leia Romanos 10:1-4. O que há de errado com os israelitas? Eles são preguiçosos? (Não. Eles são “zelosos”, o que quer dizer que “trabalham duro”. O problema é que eles não compreendem o evangelho. Eles tem uma falha em seu conhecimento.)

B. Se você continuar a ler os capítulos 10 e 11 de Romanos, aprenderá que a salvação é uma crença, mas o problema é compreender isto. Leua Romanos 12:1-2. Contra o que Paulo está nos advertindo? (A não nos conformarmos com este mundo.)

1. Por que isto seria um problema, se somos salvos pela graça? (Note que Paulo ainda está falando a respeito do conhecimento. Se somos transformados pelo evangelho seremos “capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” “Experimentar” é aprender mais acerca de alguma coisa.)

a. Isto perece com um projeto de ciências – testamos alguma coisa para ver se é verdade. Por que você acha que se conformar com o mundo significa que não podemos conduzir o teste de maneira apropriada? (O problema com os israelitas do tempo de Paulo é que eles não compreenderam adequadamente a vontade de Deus. Temos o mesmo desafio – como compreender a vontade de Deus. Se somos transformados pelo evangelho, ao invés de nos conformarmos com o mundo, recebemos as ferramentas para testar quem está descrevendo de maneira precisa a vontade de Deus. Se você está no mundo, a tua capacidade de testar está muito entorpecida.)

II. Amor Sincero

A. Leia Romanos 12:9-13. Existe um amor insincero? (Sim!)

1. Se você ama o mal, o teu amor por Deus não é sincero? (Este texto sugere uma série de padrões para o amor sincero. Parece que o amor sincero envolve um comprometimento sério.)

2. Considerando os textos que acabamos de ler, seria justo concluir que a falta de compreensão dos israelitas que rejeitaram a Jesus surgiu a partir de seu amor insincero?

a. Uma falta de conhecimento e uma falta de amor sincero são a mesma coisa, nesta situação? Se não, como as duas coisas estão relacionadas? (Vamos continuar no estudo, precisamos de mais informações!)

B. Vamos continuar lendo a argumentação de Paulo. Leia Romanos 13:1-5. Se você ama a Deus, qual seria a tua atitude com relação ao governo? (Não deveríamos ser rebeldes!)

1. Por que existe uma ligação entre o amor sincero a Deus e uma atitude de submissão para com as autoridades? (Romanos 13:1 diz que as autoridades foram estabelecidas por Deus.)

C. Leia Romanos 13:6-8. O que impostos e dívidas têm em comum? (Amar a Deus significa que somos bons cidadãos. Pagamos os nossos impostos e nossas dívidas.)

D. Leia Romanos 13:9-10. Aqueles que são salvos pela graça obedecem aos Dez Mandamentos? (Sim!)

1. Por que? (Isto surge a partir de nossa obrigação em amar aos outros.)

a. Vamos rever a nossa conclusão sobre “louvor sincero”. Obedecer os Dez Mandamentos e demonstrar bondade para com o teu próximo é um teste da sinceridade do nosso amor? (Se somos transformados pelo evangelho, ao invés de nos conformarmos com o mundo, podemos ver isto como um verdadeiro teste.)

b. Vamos rever também a questão de se a falta de conhecimento e a falta de amor sincero estão relacionadas. (Sim, elas estão relacionadas. Se você não compreende que um amor sincero é refletido em uma mudança de vida, não compreende o evangelho.)

E. Você se lembra do irmão mais velho da história do filho pródigo? Leia Lucas 15:28-30. Você considera a atitude do amor mais velho como sendo de “amor sincero”? (Ele não sentiu amor para com seu pai ou seu irmão. Ele viu seu serviço e sua obediência ao pai como escravidão!)

1. A graça nos tira da obediência? (De forma alguma. Graça significa que a nossa obediência é motivada por amor, não por obrigação. O irmão mais velho sabia tudo sobre obrigação, mas não conhecia muito sobre amor. Para provas mais detalhadas da idéia de que a graça a obediência e o amor estão conectados, leia Romanos 6.)

III. Obtendo a Vida da Graça – A Abordagem em Duas Partes

A. Então, como isto acontece na tua vida? Como podemos obter um amor sincero, que resulta em uma atitude positiva com relação a Deus, ao governo e àqueles que estão à nossa volta? Ou nós simplesmente apertamos os dentes e resmungamos? (A menos que, assim como os israelitas, eu esteja confuso acerca disso, já vivi tempo suficiente para compreender que esta é uma coisa fácil de escrever acerca dela, mas não é fácil fazer. Amor não é alguma coisa que brota a partir de determinação, sinceridade ou obrigação.)

B. Acredito que existem duas partes para vivermos uma verdadeira vida na graça. Leia Romanos 8:1-4. Como podemos satisfazer as justas exigências da lei? (Jesus satisfez as “as justas exigências da Lei” por nós. Jesus fez isso em nosso lugar. Esta é a primeira parte. Isto foi um trabalho pesado para Jesus mas não para mim.)

1. Note que Romanos 8:4 parece dizer que Jesus cumpre as justas exigências da lei “em nós, que não vivemos segundo a carne”. Isso quer dizer que algo mais é exigido de nós, para que possamos nos qualificar para a primeira parte? (Certamente parece que sim. Isto parece muito com o “amor sincero” que debatemos anteriormente.)

C. Leia Romanos 8:5-8. Como podemos evitar viver de acordo com a nossa natureza carnal? (Tomamos uma decisão de fixar a nossa mente naquilo que o Espírito Santo deseja, em vez daquilo que a nossa natureza carnal deseja.)

D. Vamos pular adiante por um momento. Leia Romanos 8:12-15. Como usamos o Espírito para fazer morrer “os atos do corpo”? (Este texto sugere uma progressão – viver pelo Espírito nos leva a notar e então rejeitar (“fazer morrer”) aquelas coisas que são pecaminosas.)

E. Leia Romanos 8:9-11. Qual é a importância de ter o Espírito Santo ativo em nossa vida? (“Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo.” Isto determina o resultado eterno da nossa vida – céu ou inferno.)

F. Como, então, você descreveria o ato de vestir o manto da justiça de Jesus? (Certamente não é uma coisa de uma única vez. Não é uma coisa de “apertar os dentes e obedecer”. É primeiro (a primeira parte) uma decisão de aceitar o sacrifício da vida perfeita de Jesus em nosso favor. Segundo (segunda parte), é uma escolha diária para ser guiado pelo Espírito Santo. Isso é o que Romanos chama de “amor sincero”.)

1. Qual parte deste conceito os israelitas do tempo de Paulo não compreenderam? (Eles não compreenderam a primeira parte (Jesus é o Cordeiro sacrifical de Deus). Jesus disse que eles eram como o irmão mais velho na história do filho pródigo – eles eram motivados pela obrigação, não pelo amor. Isto significa que eles também perderam a segunda parte.)

2. Este debate sobre as partes necessárias destrói a nossa confiança na nossa salvação? (Não. Somos salvos quando decidimos aceitar o manto da justiça de Jesus. Esta decisão pode ser desfeita, se continuamos a fazer escolhas erradas. Esta decisão é confirmada quando tomamos a decisão de viver uma vida dirigida pelo Espírito Santo. Esta é a parte “sincera” do nosso amor. O que Jesus fez por nós faz uma diferença em nossa atitude e, portanto, uma diferença em nossa vida. Ainda temos “os atos do corpo”, que devem ser mortos pelo poder de Deus. Mas, estamos no caminho correto. Louvado seja Deus!)

IV. Recompensa

A. Leia I Coríntios 15:50-52. O que continuará até a “última trombeta”? (Nossa cerne e sangue. A transformação final e eterna vem “num abrir e fechar de olhos”, no momento da Segunda Vinda de Jesus. É neste momento que a nossa transformação estará completa.)

B. Leia I Coríntios 15:53-57. Quais inimigos são derrotados? (A lei, o pecado, e a morte.)

1. Por que a lei perfeita de Deus, a transcrição de Seu caráter, é um inimigo a ser derrotado? (Porque o poder do pecado é a lei. A lei não salva ninguém. Ela simplesmente nos condena e nos mostra a nossa pecaminosidade. Quando Jesus obedeceu se maneira perfeita a lei, Ele destruiu um inimigo que, de outra forma, teria exigido a nossa morte. Por esta razão a lei, o pecado e a morte são todos derrotados.)

C. Amigo, você gostaria de embarcar na jornada da transformação? Gostaria de ouvir que o pecado e a morte foram derrotados na tua vida? Se deseja isso, então aceite o sacrifício de Jesus em teu lugar e comprometa-se a pedir a cada dia que o Espírito Santo o ajude a viver uma vida dirigida pelo Espírito.

V. Próxima Semana: Iniciaremos uma nova série de lições sobre a adoração.

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Direito de Cópia de 2011, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses.
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FONTE: http://brucecameron.blogspot.com/


COMENTÁRIOS GILBERTO THEISS

 Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 13 – 1º Trimestre 2011 (18 a 25 de junho)

Observação: Este comentário é provido de Leitura Adicional no fim de cada dia estudado. A leitura adicional é composta de citações do Espírito de Profecia. Caso considere-a muito grande, poderá optar em estudar apenas o comentário ou vice versa.

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 18 DE JUNHO – Revestidos de Cristo – (Rm 13:14)

            “Pelo contrário, revistam-se do Senhor Jesus Cristo, e não fiquem premeditando como satisfazer os desejos da carne” (Rm 13:14).

Certo dia uma jovem me perguntou a razão de pregarmos que Jesus salva. Salvar do que, foi a pergunta dessa mente inquieta. A resposta que lhe dei foi: “Olhe ao seu redor, o que você vê? Eu vejo a natureza morrendo, as folhas caindo e morrendo, os pássaros envelhecendo e morrendo, os animais envelhecendo e morrendo, vejo também os seres humanos, envelhecendo e morrendo; Agora eu é que te pergunto: salvar do que?

A única certeza palpável que todos os cientistas têm é que todos um dia morrem. A tentativa científica em descobrir os segredos para viver para sempre tem sido, a cada ano, frustrados. Ninguém conseguiu até o momento criar vida a partir do nada e muito menos prolongar consideravelmente a vida. Este grande mistério tem assombrado mesmo as mentes céticas mais brilhantes que existem.

A palavra de Deus quebra o silêncio deste mistério ensinando que a origem da vida e o retorno a ela vêm unicamente através de Jesus. Embora seja de certa forma pela fé, é inegável que um ser majestoso, poderoso e inteligente existe. Bom, se Ele existe, porque não poderia ser o Deus da Bíblia? Ele não teria poder suficiente para destruir este livro caso ele fosse mentiroso? Ou, Ele não teria poder suficiente para também mantê-lo caso seja verdadeiro? Descrer em Deus é colocar o pescoço na guilhotina e perpetrar um risco enormíssimo que eu prefiro não correr. Deus existe e a vida eterna consequentemente também existe e em breve a herdaremos, nos méritos de Jesus,  para sempre a eternidade.

Leitura Adicional

“Que a mente seja purificada de tudo o que é terreno, todos os pensamentos ímpios ou não generosos. Que as palavras sejam puras, santificadas, vivificantes e refrescantes para todos. Não nos permitamos ser facilmente irritados. Que o louvor de Deus esteja em nosso coração e nosso lábios, e que nenhum mal seja dito com razão a nosso respeito. Deus diz que podemos governar a nós mesmos. Ele providenciou o auxílio do Espírito Santo, a fim de que nos revistamos de Cristo e edifiquemos uma estrutura pura e bela, na qual Deus seja honrado. Sejamos sérios e honestos em julgar nossos defeitos. Olhemos a Jesus. Ele deu a vida em sacrifício pelos nossos pecados, para poder nos apresentar puros e sem mácula diante do Universo celestial. ‘Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no Seu nome; os quais nãos nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o verbo Se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade… Porque todos nós temos recebido da Sua plenitude a graça sobre graça’ (Jo 1:12-16; Signs of the Times, 25 de abril de 1900).

DOMINGO, 19 DE JUNHO- Herdeiros conforme a promessa – (Gl 3:26-29; Rm 6:1-6)

            É bem verdade que todos os que professam ser seguidores de Cristo precisam testemunhar do poder do evangelho em suas vidas. Caráter transformado, vida santa e integra são deveres cristãos exigidos pela palavra de Deus. No entanto, outra verdade mais absoluta ainda é que, embora devamos possuir o caráter de Jesus, não será esse caráter que nos concederá direitos à promessa. A promessa fora feita nos méritos de Cristo apenas e quando estamos revestidos Dele, todas as suas virtudes que cumprem as exigências da lei são satisfeitas em nosso lugar. No dia em que estivermos no Céu desfrutando das benditas glórias eternas prometidas há tanto tempo, podemos ter absoluta certeza que, não foi por nenhum ato bondoso de nossa parte que acarretaram estas preciosas bênçãos. Somos herdeiros conforme a promessa nos méritos de Jesus apenas e mais nada. Salvação é dom que não merecemos e jamais mereceremos. Deus nos salva unicamente mediante o sangue que fora derramado na cruz em nosso favor.

Isto deve encerrar qualquer assunto que esteja associado à justificação pela fé, pois se não fosse o bendito sacrifício de Jesus, jamais teríamos alguma esperança de vida eterna. As obras são apenas frutos de nosso amor despertado por Deus. Quando alguém ama, suas obras são mais poderosas do que as obras de alguém que faz apenas para alcançar algum favor. Por isto que, os que buscarem salvação pelas obras, jamais a encontrarão, pois as obras por si não podem fazer nada por ninguém.

Leitura Adicional

“Nessas palavras Cristo declara o trabalho de coroação do Espírito Santo. O Espírito glorifica a Cristo, tornando-O o objeto de consideração suprema, e o Salvador Se torna o deleite e júbilo do agente humano em cujo coração se realiza essa transformação. …

O arrependimento para com Deus e a fé em Jesus Cristo são os frutos do poder renovador da graça do Espírito. O arrependimento representa o processo com que a pessoa busca refletir para o mundo a imagem de Cristo” (Carta 155, 1902).

“Cristo lhes dá o alento de Seu espírito, a vida de Sua própria vida. O Espírito Santo desenvolve Suas mais elevadas energias para operarem no coração e na mente. A graça divina amplia-lhes e multiplica-lhes as faculdades, e toda perfeição da divina natureza lhes acode em auxílio na obra de salvar almas. Mediante a cooperação com Cristo, são completos nEle e, em sua fraqueza humana, habilitados a realizar os feitos da Onipotência” (O Desejado de Todas as Nações, pág. 827).

“Deve ser obra da vida cristã, revestir-se de Cristo, e levar a si mesmo para a mais perfeita semelhança com Cristo. Os filhos e filhas de Deus devem avançar na semelhança com Cristo, nosso modelo. Diariamente devem contemplar Sua glória e admirar a Sua incomparável excelência” (Testemunhos Para Ministros, pág. 122).

“Oh! se pudesse vir sobre vós o batismo do Espírito Santo, para que fôsseis imbuídos do Espírito de Deus! Então, dia a dia vos tornaríeis mais e mais semelhantes à imagem de Cristo, e em cada ato de vossa vida, a pergunta seria: “Glorificará isto ao meu Mestre?” Por meio da paciente continuidade em fazer bem, buscareis glória e honra, e recebereis o dom da imortalidade” (E Recebereis Poder (Meditações Matinais, 1999), pág. 78).

SEGUNDA, 20 DE JUNHO – Nenhuma provisão para a carne –  (Rm 13)

            É muito comum, devido a influência de uma pseudo-teologia, que visa tratar a conduta cristã de forma libertina, confundir obediência cristã com perfeccionismo. O verdadeiro cristão, consagrado e amante de Cristo manifestará o profundo desejo de ser igual a Deus em Seu caráter. O Espírito Santo trabalha persistentemente em nossas vidas procurando desenvolver em nós os atributos do caráter de Jesus em nós. White mesma, tratando do assunto da santificação, deixa claro que a mesma graça que salva é a mesma que nos conduz aos deveres da vida cristã (Santificação, p. 81 e 87). Não tem sentido nenhum dizer que estamos em Cristo ou estamos revestidos de Cristo e continuar enganando as pessoas. Não há casamento entre servir a Deus e continuar sendo desonesto e mentiroso. É impossível ser genuinamente cristão e continuar sendo rude com os filhos e com a esposa. Não dá para conciliar uma vida de devoção a Deus e continuar cometendo injustiças sociais ou continuar pagando muito mal o próprio funcionário. Sinceramente, não posso dizer o que será de um sujeito assim, mas posso dizer que, agindo desta maneira professando ser cristão, pode ser tão perigoso quanto se não fosse.

O ensinamento de uma graça  que é capaz de conceder licença para pecar não é, em absolutamente nada, coerente com a mensagem bíblica. Jesus não morreu na cruz para oferecer a nós uma vida de pecado pra no final das contas passar a régua e dizer que está tudo bem. A salvação exige de nós o desejo de sermos salvos. No entanto, o verdadeiro desejo é aquele que, além de desejar ir para o Céu, mesmo com fraquezas e dificuldades, também deseja ficar longe do pecado. Só querer ir para o Céu não é suficiente, é necessário aborrecer o pecado, sentir nojo por ele mesmo sendo atraente. Quando nascer no coração o desejo de, nos méritos de Cristo, vencer o pecado, isto significará que a graça super abundou nessa vida.

Leitura Adicional

“A piedade dos cristãos sinceros não é hesitante. Eles se revestiram do Senhor Jesus Cristo e não ficam premeditando satisfazer os desejos da carne (Rm 13:14). Estão constantemente no aguardo das ordens de Jesus, como o servo olha para seu Senhor, ou como a empregada olha para a patroa. Aonde quer que a providência de Deus os conduza, eles estão prontos a ir. Não tomam nenhuma glória para si. Não consideram seu nada do que têm – conhecimento, talentos, prosperidade – mas se consideram apenas mordemos da multiforme graça de Cristo e servos da igreja por amor a Cristo. São mensageiros do Senhor, uma luz no meio da escuridão. Seu coração pulsa em uníssono com o grande coração de Cristo” (SDA Bible Commentary, v.6, p. 1081).

“Que cada um de nós procure ser semelhante a Cristo. O mundo precisa muito dos representantes de Jesus. Precisa contemplar vidas semelhantes à divina a fim de ter alguma prova tangível do poder do cristianismo para elevar a humanidade neste mundo de pecado e corrupção” (Review and Herald, 4 julho de 1895).

“Embora o tempo de graça nos seja concedido graciosamente, saiamos do mundo, apartemo-nos de seus costumes, suas máximas e suas influências, e revistamos do Senhor Jesus Cristo, e nada vamos dispor para a carne para atender às suas cobiças. Se desejamos herdar a vida eterna, devemos fazer isso a qualquer custo ou humilhação…” (Panfleto: Testimonies to the Managers and workers in Our institution, p. 54).

TERÇA, 21 DE JUNHO – Despir e vestir – (Cl 3:1-10; Ef 4:22-24)

            Em nossos dias, a mensagem da salvação pela graça tem sido mal compreendida até mesmo por alguns adventistas do sétimo dia. Alguns acreditam que as obras são fundamentais para a salvação humana enquanto que outros creem que viver uma vida santa e irrepreensível significa aderir ao perfeccionismo. Todas as duas ideias estão plenamente erradas e fora do real significado da salvação e da vida cristã.

Um dia uma pessoa me perguntou se era pecado não tomar coca-cola. A pergunta me pareceu um tanto ridícula, porém, depois entendi qual era a ironia da pergunta. Esta irmã perguntou se era pecado deixar de tomar coca-cola pelo fato de algumas pessoas da igreja a chamarem de fanática e perfeccionista por ter abandonado esta bebida. Infelizmente, muitas pessoas, mesmo dentre os adventista, estão tendo uma compreensão dos valores bíblicos de maneira completamente fantasiosa. No entanto, quero deixar bem claro que a igreja adventista não ensina essa falsa santificação, pois, na verdade, quem tem distorcido essas mensagens são as pessoas mal informadas e que não estudam a Bíblia e o espirito de profecia como deveriam.

A igreja adventista não ensina nenhum tipo de apologia a favor do erro e do pecado. São as pessoas que não desejam viver corretamente que criam uma teologia própria para defender seus próprios erros. A igreja adventista ensina claramente em sua teologia que embora a salvação seja exclusivamente pela graça, a santificação deve ser uma realidade clara na vida dos que professam terem sido salvos nos méritos de Cristo. O que Paulo ensina nos versos que lemos de hoje são verdade que devem abranger a vida, atos, palavras, comportamentos e pensamentos de todos nós. A graça de Jesus além de salvar, ela também deve realizar em nós mediante a ação do Espírito Santo a transformação de nosso caráter à semelhança do caráter de Deus. Nossas obras podem não ter nenhum valor para a salvação, mas deve ter muito valor para evidenciar aos que nos cercam se nossa fé é verdadeira ou se ela falsa/hipócrita. Lembremo-nos que, embora a salvação seja pela graça, nossa perdição será por falta dela, e nossas obras devem ser uma evidência de que a graça tem sido uma realidade em nossas vidas. Lembremo-nos que, não foi a obediência de Lucifer que o inseriu no Céu, mas foi sua desobediência que o retirou de lá. Não foi a obediência de Adão que o inseriu no Éden, mas foi sua desobediência que o retirou de lá. Pense nisso.

Leitura Adicional

“A conversão é uma obra que a maioria das pessoas não aprecia. Não é coisa pequena transformar um espírito terreno, amante do pecado, e levá-lo a compreender o inexprimível amor de Cristo, os encantos de Sua graça, e a excelência de Deus, de maneira que a alma seja possuída de amor divino, e fique cativa dos mistérios celestes. Quando a pessoa compreende estas coisas, sua vida anterior parece desagradável e odiosa. Aborrece o pecado; e, quebrantando o coração diante de Deus, abraça a Cristo como a vida e alegria da alma. Renuncia a seus antigos prazeres. Tem mente nova, novas afeições, interesses novos e nova vontade; suas dores e desejos e amor, são todos novos. … O Céu, que antes não possuía nenhum atrativo, é agora considerado em sua riqueza e glória; e ele o contempla como sua futura pátria, onde ele verá, amará e louvará Aquele que o redimiu por Seu precioso sangue.

As obras da santidade, que se lhe afiguravam enfadonhas, são agora seu deleite. A Palavra de Deus, anteriormente pesada e desinteressante, é agora escolhida como estudo, como o homem do seu conselho. É como uma carta a ele escrita por Deus, trazendo a assinatura do Eterno. Seus pensamentos, palavras e atos, são comparados com esta regra e provados. Treme aos mandamentos e ameaças que ela contém, ao passo que se apega firmemente às suas promessas, e fortalece a alma aplicando-as a si mesmo” (Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 253).

“Quando a transformadora graça de Cristo se acha no coração, apodera-se da alma uma santa indignação por haver o pecador negligenciado tanto tempo a grande salvação para ele provida por Deus. Há de então entregar-se, corpo, espírito e alma ao Senhor, retirando-se da companhia de Satanás mediante a graça que lhe é dada por Deus” (Mensagens aos Jovens, pág. 278).

“Todos precisam compreender o processo da conversão. Os frutos são vistos na vida transformada” (Manuscrito 56, 1900).

QUARTA, 22DE JUNHO – Num piscar de olhos – (I Co 15:49-55)

            Que promessa maravilhosa é registrada por Paulo. Um dia, não viveremos mais sobre o fardo das duras provas que hoje nos cercam. Um dia não sentiremos mais depressão, crises existenciais, solidão, dor, ciúmes, ou qualquer outra doença psicológica. Também não ficaremos mais gripados, resfriados, e muitos menos morreremos de câncer. Aliás, nem sequer morreremos, pois viveremos nos tempos infindáveis da eternidade. Não precisaremos contar os anos ou fazer festas de aniversário, pois nossa vida não será mais pautada pelo tempo. Para sempre viveremos com nossos amigos para nunca mais sermos separados. Num piscar de olhos, todos nós seremos totalmente transformados e viveremos em plena juventude eterna.

Embora na glorificação tenhamos perdido para sempre a natureza propensa para o mal, devemos ter em mente que, nosso caráter não sofrerá nenhum tipo de transformação. O que somos no caráter hoje seremos após a glorificação. A ressurreição ou a glorificação não mudará o caráter, pois ele continuará sendo, no Céu, transformado à imagem de Jesus. Por esta razão é que temos passar pela genuína conversão aqui na terra. Permitir que o Espírito Santo faça-nos semelhantes a Deus no caráter. Devemos não apenas permitir, mas, nos abster de tudo que impede que sejamos transformados por Ele. Temos que nos afastar das coisas mundanas e de tudo mais que estabelece obstáculos ao desenvolvimento do nosso caráter. Filtrar tudo que entra pelas avenidas da alma é um dever e ao mesmo tempo uma responsabilidade séria que deve preocupar-nos.

Leitura Adicional

“Quão preciosas, para os que estão perdendo seu amor ao mundo, são a fé e esperança nas promessas de Deus, as quais abrem perante eles a vida futura, imortal! Suas esperanças baseiam-se em invisíveis realidades do mundo futuro. Cristo ressurgiu dos mortos, como primícias. A esperança e a fé fortalecem o coração, para que possa atravessar as escuras sombras da tumba, com plena fé de ressurgir para a vida imortal, na manhã da ressurreição. O paraíso de Deus, o lar dos benditos! Ali todas as lágrimas serão enxugadas de todas as faces! Quando Cristo vier pela segunda vez, “para Se fazer admirável… em todos os que crêem” (II Tess. 1:10), a morte será tragada pela vitória, e não haverá mais doença, nem tristeza, nem morte! É-nos dada uma rica promessa: “Bem-aventurados aqueles que guardam os Seus mandamentos, para que tenham poder na árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.” Apoc. 22:14. Não é mesmo rica e confortadora esta promessa, aos que amam a Deus?” (Review and Herald, 11 de outubro 1887).

QUINTA E SEXTA, 23 e 24 DE JUNHO – Nossa habitação celestial – (2 Co 5:1-4)

            Uma das frases mais lindas que me faz ficar muito pensativo é: “Nosso mundo não é aqui”. Na Terra estamos apenas de passagem, pois nossa verdadeira pátria é a celestial. Um dia, possivelmente retornaremos para este planeta, mas, ele estará completamente renovado e transformado. Neste tempo o ar não estará mais contaminado, não existirá poluição e muito menos calor e frio. O ar será totalmente refrigerado e até a noite será permeada de beleza. As aguas serão cristalinas, a vegetação, as árvores e as plantas serão de uma beleza indescritível muito maior do que as de hoje. Os jardins e os bosques serão tão lindos e majestosos que encantarão nossos olhos. As ruas serão de ouro transparente e as cidades de uma magnifica excelência jamais vistas por olhos mortais. Ali, todos  nós viveremos para sempre sob a manto da felicidade. Ali estudaremos em escolas de verdade e o conhecimento jamais esgotará. Não haverá preguiça e desânimo para estudar e aprender mais e mais. Faremos muitas excursões pelo universo e conheceremos as maravilhas das obras de Deus. Na presença de nossos amigos agora inseparáveis, viveremos todos os anos infindáveis crescendo no conhecimento e alcançando os grandes sonhos que não alcançamos nesta vida. Que lugar maravilhoso! Como desejo estar ali! Diante de tudo isto só tenho uma coisa a dizer: “Eu não perco o Céu por nada desta vida”…. Em breve nos encontraremos lá…

Leitura Adicional

“Ali, “o deserto e os lugares secos se alegrarão disto; e o ermo exultará e florescerá como a rosa”. Isa. 35:1. “Em lugar do espinheiro crescerá a faia, e em lugar da sarça crescerá a murta.” Isa. 55:13. “E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, … e um menino pequeno os guiará.” Isa. 11:6. “Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da Minha santidade”, diz o Senhor. Isa. 11:9.

A dor não pode existir na atmosfera do Céu. Ali não mais haverá lágrimas, cortejos fúnebres, manifestações de pesar. “Não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, … porque já as primeiras coisas são passadas.” Apoc. 21:4. “E morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque o povo que habitar nela será absolvido da sua iniqüidade.” Isa. 33:24.

Ali está a Nova Jerusalém, a metrópole da nova Terra glorificada, como “uma coroa de glória na mão do Senhor e um diadema real na mão de teu Deus”. Isa. 62:3. “Sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como cristal resplandecente.” “As nações andarão à sua luz; e os reis da Terra trarão para ela a sua glória e honra.” Apoc. 21:11 e 24. Diz o Senhor: “Folgarei em Jerusalém, e exultarei no Meu povo.” Isa. 65:19. “Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus.” Apoc. 21:3.

Na cidade de Deus “não haverá noite”. Ninguém necessitará ou desejará repouso. Não haverá cansaço em fazer a vontade de Deus e oferecer louvor a Seu nome. Sempre sentiremos a frescura da manhã, e sempre estaremos longe de seu termo. “Não necessitarão de lâmpada nem de luz do Sol, porque o Senhor Deus os alumia.” Apoc. 22:5. A luz do Sol será sobrepujada por um brilho que não é ofuscante e, contudo, suplanta incomensuravelmente o fulgor de nosso Sol ao meio-dia. A glória de Deus e do Cordeiro inunda a santa cidade, com luz imperecível. Os remidos andam na glória de um dia perpétuo, independentemente do Sol.

“Nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor Deus todo-poderoso, e o Cordeiro.” Apoc. 21:22. O povo de Deus tem o privilégio de entreter franca comunhão com o Pai e o Filho. “Agora vemos por espelho em enigma.” I Cor. 13:12. Contemplamos a imagem de Deus refletida como que em espelho, nas obras da natureza e em Seu trato com os homens; mas então O conheceremos face a face, sem um véu obscurecedor de separação. Estaremos em Sua presença, e contemplaremos a glória de Seu rosto.

Ali os remidos conhecerão como são conhecidos. O amor e simpatias que o próprio Deus plantou na alma, encontrarão ali o mais verdadeiro e suave exercício. A comunhão pura com os seres santos, a vida social harmoniosa com os bem-aventurados anjos e com os fiéis de todos os tempos, que lavaram suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro, os sagrados laços que reúnem “toda a família nos Céus e na Terra” (Efés. 3:15) – tudo isto concorre para constituir a felicidade dos remidos.

Ali, mentes imortais contemplarão, com deleite que jamais se fatigará, as maravilhas do poder criador, os mistérios do amor que redime. Ali não haverá nenhum adversário cruel, enganador, para nos tentar ao esquecimento de Deus. Todas as faculdades se desenvolverão, ampliar-se-ão todas as capacidades. A aquisição de conhecimentos não cansará o espírito nem esgotará as energias. Ali os mais grandiosos empreendimentos poderão ser levados avante, alcançadas as mais elevadas aspirações, as mais altas ambições realizadas; e surgirão ainda novas alturas a atingir, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender, novos objetivos a aguçar as faculdades do espírito, da alma e do corpo.

Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. Livres da mortalidade, alçarão vôo incansável para os mundos distantes – mundos que fremiram de tristeza ante o espetáculo da desgraça humana, e ressoaram com cânticos de alegria ao ouvir as novas de uma alma resgatada. Com indizível deleite os filhos da Terra entram de posse da alegria e sabedoria dos seres não caídos. Participam dos tesouros do saber e entendimento adquiridos durante séculos e séculos, na contemplação da obra de Deus. Com visão desanuviada olham para a glória da criação, achando-se sóis, estrelas e sistemas planetários, todos na sua indicada ordem, a circular em redor do trono da Divindade. Em todas as coisas, desde a mínima até à maior, está escrito o nome do Criador, e em todas se manifestam as riquezas de Seu poder.

E ao transcorrerem os anos da eternidade, trarão mais e mais abundantes e gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão. Quanto mais aprendem os homens acerca de Deus, mais Lhe admiram o caráter. Ao revelar-lhes Jesus as riquezas da redenção e os estupendos feitos do grande conflito com Satanás, a alma dos resgatados fremirá com mais fervorosa devoção, e com mais arrebatadora alegria dedilharão as harpas de ouro; e milhares de milhares, e milhões de milhões de vozes se unem para avolumar o potente coro de louvor.

“E ouvi a toda a criatura que está no Céu, e na Terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.” Apoc. 5:13” (O Grande Conflito, p. 676-678).

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site http://www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

Postado por Gilberto Theiss às Domingo, Junho 19, 2011 0 comentários Links para esta postagem

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Marcadores: Comentários da lição da Escola Sabatina

FONTE: http://gilbertotheiss.blogspot.com/


COMENTÁRIOS ESCOLA NO AR 

1º Trimestre de 2011 – A Bíblia e as emoções humanas

Comentário da Lição 13 – Sociedade com Jesus

 

 

Sábado, 19/3/2011 – › INTRODUÇÃO

“Permanecei em Mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em Mim”. – Jo 15:4.

O apóstolo Paulo apresenta dois conceitos importantes: “Cristo em vós”, e “Se alguém está em Cristo”.Cristo em nós e nós em Cristo, este é o verdadeiro e grande segredo para obter e desenvolver uma personalidade psicologicamente equilibrada e positiva.
Assim como o Super-Ego dos valores da sociedade é interiorizado pelo aprendizado dos ensinos, para depois ser exteriorizado na conduta, assim Cristo precisa ser feito o Senhor de nossa vontade e nós precisamos identificar-nos perfeitamente com Ele, para passarmos a viver a nova realidade.

Esta unidade de Cristo em nós e nós em Cristo, para o desenvolvimento da mente e caráter equilibrados foi estabelecida por Cristo, nestas palavras: “Permanecei em mim e eu em vós… Aquele que permanece em mim e eu nele produz muito fruto, porque, sem mim, nada podeis fazer”. – Jo 15:4 e 5 – Pontifício Instituto Bíblico de Roma.

Assim como a frutificação abundante e boa da videira, depende de seu tronco sadio e forte, assim a realização e a felicidade do ser humano dependem de seu psiquismo equilibrado e saudável. Esta realidade somente é desfrutada quando o ser humano entra em comunhão com o seu Criador, que conhece todas as leis da mente e sabe como satisfazer todas as necessidades de suas criaturas. “E o meu Deus satisfará todas as vossas necessidades, segundo a sua riqueza, magnificamente, em Jesus Cristo”. – Fp 4:19 – Tradução Ecumênica da Bíblia.

Pense: PENSE – “O amor difundido por Cristo por todo o ser, é um poder vitalizante. Todo órgão vital – o cérebro, o coração, os nervos – esse amor toca, transmitindo cura. Por ele são despertadas para a atividade as mais altas energias do ser. Liberta a alma da culpa e da dor, da ansiedade e do cuidado que consomem as forças vitais. Vêm com ele serenidade e compostura. Implanta na alma uma alegria que coisa alguma terrestre pode destruir – a alegria do Espírito Santo – alegria que comunica saúde e vida“. – Mente, Caráter e Personalidade, pág. 452.

Desafio: DESAFIO – ”Por isso, se alguém está em Cristo, é uma nova criatura. O mundo antigo passou, eis que aí está uma realidade nova”. – 2Co 5:17 – Tradução Ecumênica da Bíblia.


Domingo, 20/3/2011 – › JESUS – HOMEM DE ORAÇÃO

Os anos que Jesus passou neste mundo como o Verbo encarnado, o Filho do homem, foram de inteira dependência de Deus. Em nenhum momento valeu-Se do Seu poder divino em Seu próprio favor. “Com fortes gemidos e lágrimas dirigia Suas petições ao céu, para que fosse fortalecida a Sua natureza humana, a fim de poder estar preparado a lutar contra o inimigo e fortalecido para cumprir a missão de melhorar a humanidade”. – Ciência do Bom Viver, pág. 448 – 1ª edição.

Cada dia de labuta em favor dos oprimidos pelo diabo e sofredores sob as conseqüências do pecado, era precedido por longas madrugadas em comunhão com o Pai, suplicando poder para a realização das tarefas daquele dia. (Mc 1:35).

Não admira que aqueles que ouviam os Seus ensinos, sentiam que Suas palavras eram proferidas com autoridade. Os milagres de curas das enfermidades e a libertação dos que eram dominados por espíritos malignos, eram vistos como a manifestação do poder de Deus.

A nossa grande necessidade é compreender a nossa dependência de Deus. Separamos pouco tempo em nosso dia a dia, para gastar em comunhão com o nosso Pai e consequentemente pequeno é o nosso poder de influência sobre aqueles com quem nos associamos.

Também a nossa fraqueza espiritual em resistir às investidas do inimigo, com as suas tentações para induzir-nos ao pecado, reside na nossa falta de relacionamento com Jesus através da oração. A alegria da salvação é fruto da comunhão com Aquele que nos proveu a promessa e a esperança de vida eterna.

Pense: “Quando Jesus Se preparava para alguma grande prova ou para alguma oba importante, afastava-Se para a solidão dos montes, e passava a noite orando a Seu Pai”. – Ciência do Bom Viver, pág. 455 – 1ª edição.

Desafio: “Ali, Daniel orava de joelhos, três vezes por dia, dando graças ao seu Deus”. – Dn 6:10 – Bíblia Viva.


Segunda-Feira, 21/3/2011 – › COMUNIDADE DE ADORAÇÃO E IGREJA

Quando nos conscientizamos de que Deus existe e que Ele quer revelar-se a nós e relacionar-se conosco, Ele muda a nossa maneira de pensar: “Porque assim como o Céu é mais alto que a terra, os Meus caminhos são mais altos que os seus caminhos, e os Meus pensamentos mais altos que os seus pensamentos”. – Is 55:9 – Bíblia Viva.

A adoração verdadeira abre a nossa mente para entender o que o Deus Todo-Poderoso pensa a nosso respeito. Compreendemos que Ele é nosso Pai, nosso Amigo.

A adoração conduz para decisões que atuam sobre a conduta em relação à Deus e em relação ao semelhante. Promove o aperfeiçoamento na unidade da fé e do amor de uns aos outros

Jesus declara com amor: “quem abrir a porta, cearei com ele e ele Comigo”. O ato de adoração é o majestoso momento do banquete espiritual, para saborear o pão do Céu e saciar a fome da alma, revigorando as energias com o poder de Cristo.

Quando sentimos o desejo real de adorar, vamos para o lugar de adoração com muita alegria, felizes por que nosso fardo de pecados será totalmente aliviado; nossa sede pela comunhão com o maior e melhor Amigo, será plenamente satisfeita.

Que espetáculo maravilhoso deve ter sido o retorno dos filhos de Israel aos seus lares depois de adorar. Suas vozes ecoando pelas quebradas das montanhas, e se espalhando em harmoniosas melodias pelos vales e prados floridos. Quisera ter estado lá e vivido estes momentos de glória.

Pense: “Quando todas as outras vozes silenciam e em sossego esperamos perante Ele, o silêncio da alma torna mais distinta a voz de Deus. Ele nos manda: aquietai-vos, e sabei que Eu sou Deus. Somente assim se pode encontrar o verdadeiro descanso. E é essa a preparação eficaz para todo trabalho que se faz para Deus”. – Desejado de Todas as Nações, pág. 363.

Desafio: “Vinde cantemos ao Senhor, com júbilo, celebremos o Rochedo da nossa salvação”. – Sl 95:1 – Almeida Revista e Atualizada.


Terça-Feira, 22/3/2011 – › PERDÃO

“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem “. Jesus suplicou por perdão para Deus, em favor daqueles que O condenaram a mais cruel e vergonhosa das mortes. Ele, o inocente em Quem não se achou culpa alguma, mas que assumiu a culpa de todos os pecadores de todos os tempos, oferecendo o perdão como uma dádiva de Sua graça, perdoa os Seus algozes e pede que o Pai também os perdoe, porque não sabem o que estão fazendo. Em verdade, também eles estavam incluídos em todos os pecadores, dos quais Jesus assumiu a culpa de seus pecados. A oferta da graça também estava sendo oferecida para eles.

A morte de Jesus, o Homem, foi tão impressionante aos olhos dos que ali se encontravam em torno da cruz, que o rude comandante da guarda romana declarou com voz embargada, comovida, com estranho sentimento de emoção e com uma convicção inexplicável: “Verdadeiramente este homem era o filho de Deus”. – Mc 15:39 – Tradução Ecumênica da Bíblia.

Havia acompanhado a morte de muitos criminosos e bandidos, mas ali estava alguém que fez uma diferença imensa: Este Homem era o filho de Deus. A morte de Jesus atraiu àquele que ali se encontrava executando a sentença de morte contra Ele. Ele viu na morte do Homem, o Dom da Vida.

De modo geral, o ofensor não sabe o que está fazendo. Esta é a razão mais significativa porque deve ser perdoado. Quando nós ofendemos o semelhante, o fazemos sem saber o que estamos fazendo. É a razão mais significativa porque necessitamos do perdão. O perdão é um ato de amor e graça. É no conceder o perdão e no receber o perdão que nos identificamos como filhos de Deus.

Pense: “E Eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim”. – Jo 12:32 – Almeida Revista Corrigida.

Desafio: “Realmente este homem era um justo”. – Lc 23:47 – Bíblia de Jerusalém.


Quarta-Feira, 23/3/2011 – › SERVIÇO 

“E Eu, o Rei, lhes direi: ‘Quando vocês fizeram isso ao menor desses meus irmãos, estavam fazendo a Mim!’” – Mt 25:40 – Bíblia Viva.
Perdoados e justificados pela graça manifestada por Jesus, santificados pela operação do Espírito Santo em nosso caráter, devemos produzir os frutos como resultado deste novo relacionamento, praticando boas obras. Algo precisa dizer ao mundo que nos rodeia do que a graça fez por nós. Disse Jesus: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. – Mt 5:16 – Almeida Revista e Atualizada.

Em verdade é impossível separar a graça e a justiça pela fé das boas obras geradas pelo grande acontecimento da justificação. É tão impossível como separar a noite do dia. Um segue ao outro em seqüência natural e espontânea. Assim também, a prática de boas obras é espontânea para quem verdadeiramente passou pela experiência da justificação por graça. Se a prática de boas obras não acontecer é porque a graça não recebeu a oportunidade para atuar.

O problema para compreender esta experiência está no fato de as boas obras se identificarem com os princípios da lei moral. Fazer o bem significa praticar os princípios da lei moral. Porque é a lei moral que ensina o que é bom e o que é mau, o que é certo e o que é errado, o que é justo e o que é injusto, o que é puro e o que é impuro, o que é santo e o que é contaminado. O que complica mesmo é que dentro da lei moral está um preceito que ordena santificar o dia de sábado. A observância deste preceito tal como comunicado por Deus, demonstra que verdadeiramente O amamos e fazemos brilhar esta relação de amor para os que nos rodeiam.

Pense: “E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos. Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé”.– Gl 6:9 e 10 – Almeida Revista e Atualizada.

Desafio: “A salvação não é uma recompensa pelo bem que fizemos, porque nenhum de nós pode obter qualquer mérito por isso”. – Ef 2:9 – Bíblia Viva.


Quinta-Feira, 24/3/2011 – › ESPERANÇA E CONFIANÇA EM DEUS

”Agora minha alma pode ficar bem tranqüila, porque o Senhor me deu grandes bênçãos”, – Sl 116:7 – Bíblia Viva. A esperança e a confiança centralizam-se no poder restaurador de Deus. Quando o ser humano se coloca em harmonia com seu Criador, ele encontra a harmonia de espírito. A paz de espírito é um dom de Deus.

O profeta Isaias traz mensagem no mesmo sentido: “Porque assim diz o Senhor Deus, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranqüilidade e na confiança a vossa força, mas não o quisestes”. – Is 30:15 – Almeida Revista e Atualizada

A fé, a confiança no Deus pessoal, que tem interesse e cuidado por seus filhos é o remédio mais eficiente no combate as enfermidades que costumam se abater sobre a mente.

De Caleb, homem de Deus no período do êxodo israelita, alguém escreveu: “Sua plena certeza da presença e poder de Deus lhe deu outra perspectiva e um equilíbrio tão importante que se refletiu em sua saúde e capacidade de suportar a tensão e estresse”. – The Interpreter’s Bible, Vol. 2, págs. 625 e 626.

Em conformidade com o apóstolo Paulo, a saúde mental é conservada ou curada pelo processo de renovação da nossa mente: “Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança das suas mentes. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, que é boa, perfeita e agradável a ele”. – Rm 12:2 – Bíblia na Linguagem de Hoje.

Todos os problemas que atormentam o homem têm uma só origem: o pecado que separa o homem da fonte de poder, saúde e felicidade. O único remédio que cura estas feridas é a cruz, onde Cristo realizou a obra de reconciliação, tomando sobre si o nosso pecado.

Pense: “Esse sentimento de culpa tem de ser deposto aos pés da cruz do Calvário. O senso de pecaminosidade envenenou as fontes da vida e da felicidade. Agora Jesus diz: `Depõe tudo sobre Mim. Eu levarei teu pecado. Dar-te-ei paz. Não destruas por mais tempo teu respeito próprio, pois Eu te comprei com o preço do Meu próprio sangue. Tu és Meu, tua vontade enfraquecida Eu fortalecerei; teu remorso pelo pecado Eu removerei“. – Mente, Caráter e Personalidade, pág. 451

Desafio: “Então desfaçam-se dessa velha natureza má – o velho “eu “ que era parceiro nos seus maus caminhos – completamente apodrecida, cheia de imoralidade e engano. Agora as suas atitudes e os seus pensamentos, tudo deve estar constantemente mudando para melhor. Sim, vocês devem ser uma pessoa nova e diferente, santa e boa. Vista-se desta nova natureza“. – Ef 5:22-25 – Bíblia Viva.


Sexta-Feira, 25/3/2011 – › ESTUDO ADICIONAL

Junto ao monte Sinai, antes de transmitir aos filhos de Israel os Dez preceitos básicos de conduta e relacionamento com Deus e com o semelhante, o Senhor declarou seu propósito para povo: “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz, e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos: porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa”. – Êx. 19:5 e 6 – Almeida Revista e Atualizada.

Que privilégio grandioso: sereis minha propriedade peculiar, reino de sacerdotes e nação santa. “De maneira maravilhosa Ele os tirara do cativeiro no Egito, para que os pudesse elevar e enobrecer, e fazer deles um louvor na Terra”. – Patriarcas e Profetas, pág. 297.

Libertou-os do cativeiro para elevá-los e enobrecê-los, tornando-os motivo de louvor. Para desenvolver essa obra transformadora nos Seus escolhidos, conduziu-os para o monte Sinai, onde longe de todas as influências pudessem ter uma revelação clara de Seu Deus.

O povo de Israel, como nação, não compreendeu a grandeza do propósito divino.

Deus está agora trabalhando com a Igreja, não é uma nação localizada, mas um povo espalhado pelo mundo, em quem trabalha para desenvolver o mesmo estilo de vida, conduta e caráter.

Pedro declara: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. – I Ped. 2:9 – Almeida Revista e Atualizada.

Estamos nós permitindo que o Espírito Santo opere todas estas transformações em nosso caráter e modelando a nossa conduta?

Pense: “Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude, pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo”. – 2Pe 1: 3 e 4 – Almeida Revista e Atualizada.

Desafio: “Fiquem quietos! Saibam, de uma vez por todas, que Eu sou Deus! Todas as nações da terra hão de honrar o meu nome”. – Sl 46:10 – Bíblia Viva.


 

Conheça o autor

Pr. Albino Marks
Especialista em aconselhamento familiar e profundo estudioso da Bíblia, o pastor Albino Marks já atuou como preceptor (IAP, IACS, IAE-SP); capelão (IACS e Hospital do Pênfigo); diretor geral do IAP; departamental em várias associações e na UCB.

 http://www.escolanoar.org.br

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FONTE: http://www.escolanoar.org.br/Novo/impressao.asp?nivel=adultos_pt&data=25/3/2011

 

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