Lição 12 – Mais imagens de vestes – Lição – Auxiliar – Comentários Diversos Autores – LEIA A BÍBLIA TODOS OS DIAS!!!

Lição 12

11 a 18 de junho

 


 Mais imagens de vestes

 Casa Publicadora Brasileira – Lição 1222011

 A Lição em resumo

Texto Chave: Salmo 22:1618

O aluno deverá…
Conhecer: O significado associado às roupas nas diversas situações em que Jesus esteve envolvido.
Sentir: Identificar-se com o contexto emocional em que essas histórias tiveram lugar e como essas emoções destacam o ser humano e também divino, a natureza de Cristo.
Fazer: Seguir o exemplo de serviço humilde e desinteressado de Cristo.

Esboço
I. Conhecer: Vestimentas da humanidade
A. O que trouxe cura à mulher que tocou as vestes de Jesus?
B. Que mensagem indesejada o sumo sacerdote transmitiu quando rasgou as roupas depois de interrogar Jesus?

II. Sentir: Homem e Salvador
A. Não podemos sentir o poder da cura saindo de nós, mas que emoções com que podemos nos identificar Cristo revelou quando curou a mulher com hemorragia?
B. Como Jesus deve ter Se sentido quando estava vestido como um servo? E quando foi colocado sobre Ele um manto real e foi ridicularizado? Quando foi pendurado nu na cruz?

III. Fazer: Ter a humildade de Cristo
A. Como podemos imitar o exemplo de serviço humilde e sacrifício de Cristo?
B. Existem momentos em que somos ridicularizados? Como devemos reagir?

Resumo: Cristo, como ser humano, usava roupas. A falta de roupas indica status inferior, ou a humilhação a que ele Se submeteu em nosso favor. Embora fosse nosso Criador e Rei do Universo, Ele suportou humildemente o escárnio e os insultos do sumo sacerdote e dos soldados pagãos.


Sábado à tarde

Ano Bíblico Jó 29–31

VERSO PARA MEMORIZAR: “Porque, dizia: Se eu apenas Lhe tocar as vestes, ficarei curada” (Mc 5:28).

Leitura para o estudo desta semana: Mc 5:24-34Lc 8:43-48Jo 13:1-1619:23, 24Mt 26:59-6827:27-29.

Em certo sentido, não deveríamos ficar surpresos de que possamos extrair muitas lições das vestes mencionadas na Bíblia. Por que nos surpreenderíamos? Afinal, roupas fazem parte de nós; elas podem dizer muito a nosso respeito e sobre quem somos, mesmo quando nenhuma voz é ouvida. Estando certos ou errados, frequentemente fazemos julgamentos sobre outros pelo que eles vestem ou como se vestem.

A lição desta semana focaliza a questão do traje, no contexto de Jesus. Vamos explorar a experiência da mulher que teve fé, quando tudo o que tinha para fazer era tocar a roupa do Mestre a fim de ser curada. Há também o episódio de Jesus, tirando uma parte de Seu vestuário para lavar os pés dos discípulos. Em seguida, analisaremos o sumo sacerdote que, diante do Senhor, praticou um ato que selou a condenação do altivo dirigente. Então, veremos Jesus com as vestes de escárnio que Lhe foram impostas pelos soldados romanos. Finalmente, focalizaremos os soldados lançando sorte sobre as vestes de Cristo, em cumprimento de uma antiga profecia. São apenas roupas, é verdade; mas, evidentemente, cheias de simbolismo e significado.

Domingo

Ano Bíblico Jó 32–34

“Quem Me tocou nas vestes?”

Marcos 5:24-34 e Lucas 8:43-48 contam a história da mulher “que, havia doze anos”, lutava com uma hemorragia. Além de ter sido essa uma condição médica perigosa, em si mesma, naquela cultura, a doença carregava o estigma da impureza ritual, o que, sem dúvida aumentava a miséria daquela mulher. Enquanto isso, os médicos nada podiam fazer. Ela vivia tão desesperada, que gastou todo o dinheiro; todavia, somente piorava, o que não é de surpreender, considerando os tipos de tratamento médico existentes naquela época. Mal podemos imaginar quanto sofrimento e culpa ela carregava por causa de sua enfermidade.

Então, apareceu Jesus, Aquele que realizava milagres incríveis.

1. Leia Marcos 5:24-34 e Lucas 8:43-48. Que significado existe no fato de que a mulher acreditou que seria curada apenas tocando as vestes de Jesus?

1: A cura não ocorreu por causa do toque nas vestes, mas pelo que estava por trás do toque (fé), e por trás das vestes (Jesus).

Aquela mulher tinha muita fé em Jesus; o bastante para crer que, se ela pudesse tocar Suas roupas, seria curada. Na verdade, não foram as vestes em si mesmas que a curaram, nem mesmo o toque. Foi apenas o poder de Deus operando em alguém que, em total desespero, foi ao Senhor com fé, consciente da própria impotência e necessidade. Aquele toque foi a revelação da fé em obras, e cristianismo significa exatamente isso.

2. Por que Jesus teria desejado saber quem havia tocado Suas vestes?

2: Para que a mulher tivesse certeza de que a cura ocorreu por sua fé em Jesus, e para que mais pessoas tivessem fé.

Ao fazer a pergunta e ao tornar públicos o ato e a cura da mulher, Jesus a usou como instrumento de testemunho àqueles que O rodeavam. Certamente, Ele queria que outros soubessem o que havia acontecido e, provavelmente, Ele também quisesse que ela entendesse que não havia nenhum poder mágico em Suas vestes, capaz de produzir a cura. Mas o poder de Deus havia operado nela através de seu ato de fé. Entretanto, por mais embaraçosa que sua condição tivesse sido, ela estava curada e podia testemunhar sobre o que Cristo lhe fizera.

Como podemos aprender ir ao Senhor, como fez aquela mulher, em fé e submissão, conscientes de nosso desamparo? Mais ainda: Como podemos conservar a fé e a confiança nEle, quando a cura que pedimos não acontece como desejamos?

Segunda

Ano Bíblico Jó 35–37

Ele “tirou as vestes”

Nos últimos dias da vida de Cristo, Ele Se encontrou com os discípulos no cenáculo para celebrar a Páscoa, festa nacional israelita, comemorativa de sua libertação da escravidão egípcia. Todavia, nem tudo estava bem. A atmosfera no cenáculo parecia estar densa por causa das tensões e má vontade. Pouco tempo antes, os discípulos estiveram discutindo sobre quem devia ocupar o lugar principal no reino. Agora, estavam juntos para celebrar a Páscoa, que deveria lhes ter falado a respeito da grande necessidade da graça salvadora de Deus na vida deles e de quão dependentes eles eram de Cristo.

3. Leia Mateus 20:20-28. Depois de passar muito tempo com Jesus, que importante lição os discípulos tinham deixado totalmente de captar?

3: O fato de que Jesus vestiu as roupas de um servo, para salvar. Os discípulos deviam ter essa mesma atitude.

Como se as atitudes dos discípulos não fossem suficientemente más, ainda havia Judas, o traidor, agindo como se nada houvesse de errado. Em meio a tudo isso, quando Jesus tinha todo o direito de estar desgostoso com eles, que atitude o Mestre tomou?

4. Leia João 13:1-16. Qual é a lição ensinada por Jesus aqui? Por que, de muitas maneiras, ela é a chave para compreendermos o que significa ser seguidor de Cristo?

4: Jesus amou os discípulos, tirou Suas vestes e agiu como Servo, dizendo que devemos fazer o mesmo.

Era costume dos discípulos fazer provisão para lavar os pés, a fim de limpá-los da sujeira das ruas. Esse era trabalho para um servo. Mas os discípulos não tinham servos. E nenhum deles se curvaria para fazer essa humilhante tarefa. Quando Jesus “tirou a vestimenta de cima” e começou a lavar os pés daqueles homens, o coração deles se comoveu. Eles haviam declarado ser Cristo o Filho de Deus. O fato de que o Filho de Deus Se curvasse para fazer o trabalho de um servo os envergonhava. O texto diz que, antes de fazer isso, Cristo “tirou a vestimenta de cima”, mostrando Sua boa vontade para Se humilhar e abaixar a qualquer nível necessário para alcançar Seus seguidores.

Então, como se tudo isso não fosse bastante, sabendo perfeitamente bem o que estava no coração de Judas, Ele também lhe lavou os pés.

Quão “baixo” você está disposto a ir pelo bem de outras pessoas? Qual foi a última vez em que você “tirou as vestimentas” para ministrar às necessidades dos que estão ao seu redor?

Terça

Ano Bíblico Jó 38–42

“Nem rasgará as suas vestes”

“O sumo sacerdote entre seus irmãos, sobre cuja cabeça foi derramado o óleo da unção, e que for consagrado para vestir as vestes sagradas, não desgrenhará os cabelos, nem rasgará as suas vestes” (Lv 21:10).

5. O que podemos ler na atitude do sumo sacerdote, ao rasgar suas vestes em reação à resposta que Cristo lhe deu? Mt 26:59-68Mc 15:38Hb 8:1

5: Quebrou a lei, ao rasgar as vestes e se desqualificou o ministério; a lei cerimonial foi abolida quando o véu se rasgou.

O sumo sacerdote rasgou as próprias vestes para simbolizar que Jesus estava para ser condenado à morte. Esse ato também traduzia a indignação de Caifás e significava seu horror diante da suposta blasfêmia que diziam ter Cristo proferido, ao Se declarar Filho de Deus. A lei mosaica proibia ao sumo sacerdote rasgar suas vestes clericais (Lv 10:621:10), porque aquelas vestes simbolizavam a perfeição do caráter de Deus. Rasgá-las era o mesmo que profanar o caráter de Deus, desfigurar Sua perfeição. Assim, a ironia foi que Caifás era culpado de transgredir a própria lei que ele mesmo defendia. Isso o tornava indigno de seu ofício. Pior que isso, a penalidade para esse delito era a morte. Em tudo isso, é irônico que Jesus, que nada tinha feito de errado, estava para ser condenado à morte pela instigação do sacerdote que, por causa de suas ações, merecia morrer.

O simbolismo do gesto de rasgar as vestes era profundo. Era o começo do fim de todo o sistema terrestre de sacerdócio e sacrifício. Em breve, seria inaugurado um sistema novo e melhor, tendo Cristo como novo Sumo Sacerdote ministrando no santuário celestial.

As vestes do sacerdócio terrestre, tão cheias de simbolismo e significado para seu tempo, logo se tornariam símbolos de um sistema destituído de qualquer significado e perto do fim. Quão terrível é que os líderes religiosos estivessem tão cegos pelo ódio, ciúme e temor, que quando Cristo veio – Aquele para quem o sistema religioso de então apontava – muitos daqueles líderes (não todos) não perceberam! Era o povo comum que aceitava Jesus como Messias e assumia o trabalho que aqueles sacerdotes deveriam ter feito.

Em que sentido podemos ser apanhados em nosso senso de justiça própria, de superioridade moral e espiritual, que nos torna cegos para as importantes verdades que o Senhor deseja que aprendamos?

Quarta

Ano Bíblico Sl 1–9

Vestes de zombaria

Logo a seguir, os soldados do governador, levando Jesus para o pretório, reuniram em torno dEle toda a coorte. Despojando-O das vestes, cobriram-nO com um manto escarlate; tecendo uma coroa de espinho, puseram-lha na cabeça e, na mão direita, um caniço; e, ajoelhando-se diante dEle, o escarneciam, dizendo: Salve, rei dos judeus!” (Mt 27:27-29).

6. Qual é a terrível ironia que aparece no texto acima? O que isso nos diz sobre a ignorância, insensatez e crueldade humanas? Será que o mundo hoje ainda trata seu Redentor de forma tão impiedosa? Leia Lc 23:10, 11Mc 15:17-20

6: Jesus foi vestido com roupas de rei, e coroa de espinhos, em sinal do desprezo das pessoas que queria salvar.

Jesus foi desprovido de Suas vestes e trajado com um manto escarlate ou purpúreo. Esse manto pode ter sido a capa de um soldado ou um dos velhos trajes de Pilatos. Púrpura era a cor da realeza. Em zombaria, aquele manto foi lançado sobre os ombros dAquele que Se dizia rei.

Nenhum rei é completo sem a coroa. Os torturadores de Jesus modelaram para Ele uma de espinhos, tirados de pontiagudos arbustos que cresciam na região da Palestina, e colocaram em Suas mãos um caniço, como imitação de um cetro real. Então, se inclinaram diante dEle em zombaria, aclamando-O rei dos judeus. Mas, enquanto a zombaria do sacerdote consistia de um ataque à autoridade espiritual de Jesus, a dos soldados atacava Sua soberania política. O verdadeiro Rei estava exposto em uma cerimônia de escárnio, vestindo roupas de zombaria. Aquele que ofereceu ao mundo pecaminoso Suas vestes de justiça e perfeição, agora, estava vestido com trajes de zombaria.

O mais incrível é que Jesus suportou tudo isso, pelo menos em parte, por causa de Seu amor por aqueles que O tratavam daquela maneira. Quantos de nós, no momento em que alguém nos ameaça ou maltrata, reagimos com ira e buscamos vingança! Porém, devemos olhar o exemplo que Jesus nos deixou, ao reagir a esse tratamento.

Como você responde, ao ser tratado injustamente? O que você pode extrair do exemplo de Cristo, para agir de modo diferente na próxima vez em que isso acontecer?

Quinta

Ano Bíblico Sl 10–17

“Repartiram entre si as Minhas vestes”

É difícil imaginar a humilhação que Jesus suportou. Depois da cerimônia de zombaria feita pelos soldados, Ele foi levado para a cruz e, ali, foi despido dos últimos vestígios de Suas posses terrestres, as roupas tiradas de Suas costas. Açoitado, rejeitado, humilhado, zombado e, agora, despido e crucificado, Jesus estava, na verdade, bebendo o cálice amargo que, “desde a fundação do mundo” (Ap 13:8), Lhe estava reservado.

7. Leia João 19: 23, 24 (ver também Mt 27:35). Que significado profético a Bíblia apresenta para o que aconteceu ali, e por que isso é importante?

7: As vestes não eram de uma vítima qualquer; eram do Salvador, confirmando as profecias.

Perceba que ali ocorria o maior episódio em toda a história cósmica, diante dos soldados preocupados com algo tão mesquinho como dividir entre si as roupas de uma vítima!

Todavia, a ação deles não era tão trivial, porque a Bíblia mostra que os soldados estavam cumprindo uma profecia. João liga o episódio diretamente ao Salmo 22:18 (Mateus também o faz), dizendo que tudo aconteceu “para se cumprir a Escritura”, dando assim mais evidência para nossa fé.

Pense no que isso poderia ter significado para Jesus. Com o peso dos pecados de todo o mundo caindo sobre Ele, a separação do Pai O esmagando, Jesus viu os soldados dividindo Suas roupas e lançando sortes sobre a túnica, em cumprimento da profecia. Isso facilmente Lhe poderia ter dado coragem extra para suportar o que estava enfrentando na cruz. As ações dos soldados eram mais evidências de que, independentemente de quão terrível fosse a provação, quão terrível o sofrimento, a profecia estava sendo cumprida, Seu ministério terrestre estava se aproximando do grande clímax, e a provisão para salvação de todo o ser humano que a pedisse pela fé devia ser feita. Assim, Jesus devia suportar tudo, e Ele o fez.

Que profecias bíblicas você acha que ajudam mais a confirmar sua fé, especialmente em tempos de necessidade, quando ela é provada pelo sofrimento?

Sexta

Ano Bíblico Sl 18–22

Estudo adicional

Leia de Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 59-63: “O toque da fé”; O Desejado de Todas as Nações, p. 342, 343: “O toque da fé”, p. 728-731: “Na sala de julgamento de Pilatos”, e p. 746: “Calvário”.

Os inimigos de Jesus aguardavam Sua morte com impaciente esperança. Esse acontecimento, imaginavam, apagaria para sempre os rumores de Seu divino poder e as maravilhas de Seus milagres. Lisonjeavam-se de que não mais teriam de tremer por causa de Sua influência. Os insensíveis soldados, que haviam pregado o corpo de Jesus na cruz, dividiram entre si Suas vestes, contendendo sobre uma peça, que era uma túnica sem costura. Finalmente, decidiram o assunto lançando sortes. A pena da inspiração descreveu a cena, com pormenores, centenas de anos antes: ‘Pois Me rodearam cães: o ajuntamento de malfeitores Me cercou, traspassaram-Me as mãos e os pés. … Repartem entre si os Meus vestidos, e lançam sortes sobre a Minha túnica’ (Sl 22:16 e 18; Ellen G. White, História da 

Redenção, p. 223, 224).

Perguntas para reflexão:

1. Na classe, comente sobre profecias bíblicas que cada pessoa achar especialmente animadoras. Como essas profecias nos revelam o fato de que Deus verdadeiramente nos tem dado boas razões para crer?
2. Faça uma revisão dos últimos dias da vida de Cristo e a incrível humilhação, autonegação e sofrimento que Ele teve que suportar. Que lições podemos extrair dessa experiência? Como podemos aprender a morrer para o “eu”, da maneira que Jesus nos revelou?
3. Pense sobre a total ignorância dos soldados que zombaram de Jesus, com o manto escarlate e a coroa de espinhos. Ou naqueles que dividiram Suas roupas, totalmente alheios ao que estava realmente acontecendo. Acaso, a ignorância sobre o que estavam fazendo desculpa as ações deles?

Respostas sugestivas:

1: A cura não ocorreu por causa do toque nas vestes, mas pelo que estava por trás do toque (fé), e por trás das vestes (Jesus).
2: Para que a mulher tivesse certeza de que a cura ocorreu por sua fé em Jesus, e para que mais pessoas tivessem fé.
3: O fato de que Jesus vestiu as roupas de um servo, para salvar. Os discípulos deviam ter essa mesma atitude.
4: Jesus amou os discípulos, tirou Suas vestes e agiu como Servo, dizendo que devemos fazer o mesmo.
5: Quebrou a lei, ao rasgar as vestes e se desqualificou o ministério; a lei cerimonial foi abolida quando o véu se rasgou.
6: Jesus foi vestido com roupas de rei, e coroa de espinhos, em sinal do desprezo das pessoas que queria salvar.
7: As vestes não eram de uma vítima qualquer; eram do Salvador, confirmando as profecias.

FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1222011.html


Ciclo do aprendizado

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: Embora muitas vezes sejamos rápidos a julgar pelas aparências, as histórias de Jesus nos desafiam a ver o mundo de modo diferente. Elas nos desafiam a ver Deus agindo de maneiras que não poderíamos esperar, mas nas quais Ele está no controle, como é demonstrado pela profecia bíblica.
Só para o professor: Muitas vezes, julgamos as pessoas pela apresentação pessoal. Talvez possamos dizer algumas coisas sobre as pessoas e o que elas fazem, mas precisamos ser cuidadosos em julgar o valor e o coração dos outros pela aparência exterior.

Para explorar esse conceito com a classe, procure diversas fotos de pessoas, talvez de revistas ou jornais, e mostre-as aos membros da classe, pedindo que as julguem. Se possível, inclua fotos que levem os alunos a falsas suposições e, em seguida, conte-lhes a verdadeira história por trás de cada foto.

Ao considerar os grandes personagens na Bíblia nas histórias do estudo desta semana, faça as seguintes perguntas: Como os teríamos julgado se fôssemos avaliar pela sua roupa? Como as teríamos apreciado?

Como teríamos considerado a mulher que tocou Jesus e o próprio Jesus ao lavar os pés dos discípulos, em comparação com os sacerdotes e soldados, que tinham a aparência de poder e prestígio? Deus não julga pela aparência exterior; ao contrário, Ele olha o coração. Com nossa visão espiritual iluminada pelo óleo da graça, devemos fazer o mesmo.

Atividade de abertura: Mostre fotos de pessoas vestidas de várias maneiras, e peça que os alunos as descrevam de acordo com seu vestuário. Dê tempo para a discussão e conte as histórias por trás das fotos. Conduza a uma discussão sobre o que se pode e dizer e o que não se pode sobre as pessoas a partir de sua aparência. Agora, considere da mesma maneira as pessoas nas histórias incluídas no estudo da Bíblia desta semana. As aparências enganam, e precisamos ter cuidado para não perder de vista Deus e Sua obra devido à forma pela qual nosso mundo nos ensina a julgar pelas aparências.

Compreensão

Só para o professor: O estudo bíblico desta semana apresenta cinco instantâneos da vida de Jesus. Se a classe for maior, divida os alunos em cinco grupos e atribua a cada grupo uma das histórias para explorar, imaginando como os personagens que vivenciaram e testemunharam essas cenas teriam reagido e sentido naquele momento. Peça que os subgrupos relatem suas respostas às perguntas abaixo. Para classes menores, escolha uma ou duas dessas histórias para se concentrar.

Tenha cópias de O Desejado de Todas as Nações para uso pelos membros da classe.

 Comentário Bíblico

 I. O toque de fé

(Recapitule com a classe Mc 5:24-34 e Lc 8:43-48. Veja também O Desejado de Todas as Nações, capítulo 36, “O Toque da Fé”, p. 342-348).

Pense nisto: Escolha um personagem dessa história e imagine como ele(a) se sentiu nessa situação.

– Havia poder de cura nas roupas de Jesus? Por que era importante para a mulher tocar na orla das vestes de Jesus?
– Por que Jesus não deixou que ela desaparecesse novamente entre a multidão depois de ter sido curada?
– Que aprendemos sobre Jesus a partir dessa história?

II. Ele lavou os pés

(Recapitule com a classe Jo 13:1-16. Veja também O Desejado de Todas as Nações, capítulo 71, “Servo dos servos”, p. 642-651).

Pense nisto: Escolha um personagem dessa história e imagine como ele(a) se sentiu nessa situação.

– Que significa o fato de Jesus ter amado Seus discípulos “até o fim” ao lhes lavar os pés (Jo 13:1)?
– Por que é importante que o povo de Deus siga o exemplo de Jesus, lavando os pés uns dos outros? Que ações e serviços o ato de lavar os pés também pode simbolizar? Como essa história nos ensina a servir aos outros?
– Que aprendemos sobre Jesus a partir dessa história?

III. Rasgando as vestes do sumo sacerdote

(Recapitule com a classe Mt 26:59-68. Veja também O Desejado de Todas as Nações, cap. 75, “Diante de Anás e o Tribunal de Caifás”, p. 698-715).

Pense nisto: Escolha um personagem dessa história e imagine como ele(a) se sentiu nessa situação.

– Por que Jesus tinha um relacionamento tão difícil com os líderes religiosos?
– A apresentação de Jesus a esse julgamento simulado significa que devemos estar sempre em silêncio, quando confrontados com a injustiça? Explique.
– Que aprendemos sobre Jesus a partir dessa história?

IV. Zombando do Rei

(Recapitule com a classe Mt 27:27-29 e Mc 15:17-20. Veja também O Desejado de Todas as Nações, cap. 77, “Na Sala de Julgamento de Pilatos”, p. 723-740, particularmente as p. 733, 734).

Pense nisto: Escolha um personagem dessa história e imagine como ele(a) se sentiu nessa situação.

– Que simbolizam os diferentes itens com que Jesus estava vestido?
– Por que os soldados estavam tão preocupados em humilhar Jesus?
– Que aprendemos sobre Jesus a partir dessa história?

V. Jogando dados por Suas roupas

(Recapitule com a classe Jo 19:23, 24 e Mt 27:35. Veja também O Desejado de Todas as Nações, capítulo 78, “Calvário”, p. 741-757, especialmente as p. 746, 751).

Pense nisto: Escolha um personagem dessa história e imagine como ele(a) se sentiu nessa situação.

– Com que frequência Deus usa as pessoas que não O conhecem no cumprimento de Seus objetivos no mundo? Por quê?
– Reflita sobre as muitas profecias que foram cumpridas na vida de Jesus. O que seu cumprimento significa para você?
– Que aprendemos sobre Jesus a partir dessa história?

Aplicação
Só para o professor: A partir das histórias bíblicas estudadas nesta semana, procure criar com os membros da classe um quadro com uma descrição verbal de Jesus, conforme indicado abaixo. Tenha à mão uma folha de papel ou um quadro de giz para registrar a reação dos membros da classe.

Algumas sugestões para a descrição verbal de Jesus podem incluir:
História I – Poderoso, operador de milagres, carinhoso
História II – Humilde, servo, amoroso
História III – Oprimido, menosprezado, paciente
História IV – Escarnecido, mal-interpretado, rei
História V – Profetizado, pobre, Salvador

Exponha na entrada da igreja, se possível, ou em algum outro lugar proeminente pelo restante do dia, seu papel ou quadro-de-giz com a descrição verbal, como forma de incentivar a classe e os membros da igreja a refletir mais sobre o Jesus retratado nessas histórias.

Perguntas de aplicação

1. Parece que sempre somos tentados a julgar os outros pela aparência. Como podemos aprender a não fazer isso e tratar as pessoas com respeito, independentemente de sua aparência?
2. Considere a relação de Jesus com o poder. Embora estivesse disposto a ser um servo humilde, Ele foi oprimido, rejeitado e morto, em última instância, pelos poderes políticos e religiosos de Seus dias. Como devemos nos relacionar com as pessoas e os sistemas poderosos de hoje?
3. Quando consideramos todas as profecias do Antigo Testamento que Jesus cumpriu, por que tantas pessoas religiosas de Seus dias não reconheceram Jesus pelo que Ele era? O que isso deve nos dizer sobre nossa compreensão da profecia hoje?
4. A série de histórias consideradas nesta semana inclui exemplos de pessoas que rejeitaram Jesus e foram endurecidas contra Ele. Como acontece isso? Como podemos evitar ser endurecidos contra os apelos de Deus a nós?

Criatividade 

Só para o professor: As histórias da vida de Jesus são importantes exemplos práticos de como podemos entrar na vida que Deus nos oferece. Ao pôr em prática esses exemplos em nossas diversas circunstâncias, chegaremos mais perto de Jesus e será mais fácil para nós aceitar as dádivas de esperança e de salvação que Ele oferece. Também seremos capazes de servir e compartilhar com os outros amor e esperança.

Atividade:
Sugestões para atividades individuais:
Jesus foi insultado, escarnecido, julgado injustamente, torturado e, pior ainda, morto de maneira horrível. Tudo isso Ele suportou com o objetivo maior de assegurar nossa salvação, mas também de nos dar um exemplo de paciência, perseverança e longanimidade. Comente alguma ocasião em sua vida em que você experimentou injustiça, humilhação, dor, sofrimento ou outra coisa. Escreva um registro, poema ou outra reflexão sobre sua fé em Deus e o sofrimento de Jesus e como essa fé o ajudou a perseverar, compreender ou esperar em circunstâncias difíceis.

Sugestões para atividades em grupo ou equipe:
Jesus disse que deveríamos seguir o exemplo de Seu trato com os discípulos (cf. Jo 13,15). Planeje realizar uma cerimônia de lava-pés para sua classe de estudo bíblico ou para o culto de adoração a seguir.

Reflita sobre a história do que Jesus fez por Seus discípulos naquela noite. Reconte a história, lendo a Bíblia e O Desejado de Todas as Nações, assistindo a uma encenação filmada sobre esse momento da vida de Jesus, ou encontre outras maneiras de introduzir a história.

Pense em convidar os líderes da comunidade para que visitem sua igreja a fim de lavar os pés deles como parte de seu agradecimento pela contribuição que prestam à sua comunidade (Antecipadamente, será necessário explicar o que significa essa cerimônia).

FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/aux1222011.html


COMENTÁRIOS WENDEL LIMA

 Lição 12 – Mais imagens de vestes

Wendel Lima
editor da revista Conexão JA

Introdução

Nesta semana, apesar de a lição ter um título mais genérico, o assunto gira em torno da relação entre roupas e eventos da vida de Cristo, especialmente Seus últimos dias. Como vimos ao longo de todo o trimestre, as vestes na Bíblia apontam para significados muito mais profundos do que imaginamos.

Essa é uma característica dos símbolos. São signos, emblemas ou insígnias (na maioria das vezes simples) que representam objetos, ideias e circunstâncias mais abrangentes do que eles mesmos. Por exemplo, um semáforo. Suas três sinalizações em cores diferentes representam ordem, lei, responsabilidade, respeito, segurança e um aviso para seguir, prestar atenção ou parar. Uma aliança de casamento, por sua vez, aponta para compromisso, sonhos, fidelidade, família e maturidade.

No caso do estudo desta semana, as vestes apontaram para cura e perdão (domingo); humildade (segunda); autocondenação (terça); humilhação (quarta); e cumprimento profético (quinta). E é essa divisão do tema que vou utilizar neste comentário.

Cura e perdão

A confiança que a mulher enferma depositou no toque na roupa do Mestre fica mais evidente e comovente ao entendermos um pouco de sua dor. Dos evangelistas, Marcos é aquele que conta essa história com mais detalhes (Mc 5:24-34). A situação dela era desesperadora por três razões: era mulher, estava doente e sua enfermidade estava relacionada com fluxo de sangue.

Depois de tantas conquistas importantes das mulheres nas últimas décadas, é difícil imaginar um tempo em que o sexo feminino fosse tratado com tamanha desigualdade e injustiça. No tempo de Jesus, havia tristeza quando uma menina nascia (lamentava-se o fato de não ser menino); os filhos eram ensinados a respeitar mais o pai do que a mãe; a esposa era obrigada a tolerar a poligamia, mas seria apedrejada se adulterasse; a mulher servia ao marido como se fosse uma criada; e seu testemunho numa ação judicial dificilmente teria algum valor.

Um segundo agravante para sua situação é que ela estava doente. Na cultura daquele tempo, enfermidade era sinônimo de castigo divino (algo parecido ao que ensinam os defensores da teologia da prosperidade). Logo, se ela padecia a tanto tempo, provavelmente era uma grande pecadora. Além da dor física, essa mulher era oprimida por terrível complexo de culpa.

O terceiro fator que levava aquela mulher a ser marginalizada, era a natureza de sua doença. Uma lei levítica, com fins sanitaristas (Lv 15:25-27), havia sido levada ao extremo pelos contemporâneos de Jesus. Com sangramentos constantes, ela não poderia frequentar o templo nem a sinagoga. E depois de mais de uma década com esse mal, ela deve ter sido repudiada pelo esposo, perdido a companhia dos amigos e familiares, bem como a guarda dos filhos.

Desespero

Somado a esses fatores angustiantes, aquela mulher teve que lidar com a ineficácia da medicina de sua época (v. 26), que mais parecia com magia do que ciência. Provavelmente, ela tivesse sido submetida a tratamentos ridículos, como segurar um copo numa encruzilhada e ser surpreendida pelas costas; ou comer um grão de cevada retirado das fezes de uma mula branca.1

Diante desse contexto, fica mais fácil entender porque a mulher se esforçou tanto para ao menos tocar as vestes de Cristo. Ela enfrentou a multidão e a vergonha de seu sangramento para conseguir a cura. E valeu a pena! Mesmo recebendo tantos empurrões fortuitos, Jesus sentiu que, por causa daquele toque de confiança, dEle saíra poder.

Milagre completo

Se o problema daquela mulher fosse apenas físico, Cristo poderia ter seguido Seu caminho para a casa de Jairo e ela teria ficado no anonimato. Mas Jesus queria oferecer o mais importante: perdão e salvação. Aquela mulher precisava compreender o verdadeiro caráter de Deus, a fim de que tivesse uma relação com Ele baseada no amor e não no medo.

Cristo se dirigiu a ela chamando-a carinhosamente de “filha”. Além de carinho, essa expressão apontava para o novo status espiritual daquela mulher (Gl 4: 4,5): Ela havia sido adotada pela graça divina. Seu passado foi perdoado e ela passou a ser uma legítima herdeira do Rei. Ao exaltar publicamente o ato daquela mulher, Jesus tornou o toque discreto num testemunho poderoso. Seu gesto inclusivo reintegrou socialmente a mulher outrora desgraçada e marginalizada; e evitou que ela e a multidão alimentassem alguma superstição quanto às Suas vestes.2

Humildade

O estudo em conjunto dos relatos do pedido egoísta dos dois discípulos (Mt 20:20-28) e da iniciativa de Jesus no lava-pés, apresenta lições importantíssimas para os líderes e cristãos em geral. A primeira delas é que crescimento espiritual é um processo intencional e vitalício.

Intencional porque ele não se dá naturalmente. Logo, os anos “que você tem de igreja” não o tornam, necessariamente, um cristão maduro. Há muitos “cinquentões na fé” que são bebês espirituais. Muitos cristãos estagnaram no batismo: o que sabem, creem e vivem não representa progresso em relação a quem eram quando abraçaram a fé.

A disputa pelo poder, ciúme e divisões numa igreja são evidências de que essa congregação precisa aprender a ser uma comunidade e a crescer espiritualmente. Paulo disse que gostaria de dar alimento sólido para os coríntios, mas teve que se contentar em dar leite, porque eles ainda eram “carnais” (1Co 3:1-9).

Crescimento espiritual é também uma caminhada vitalícia, porque ninguém se gradua e nem pega diploma na “escola de discipulado de Cristo”. Crescer é uma decisão individual diária, que envolve renúncia, obediência e esforço. É a atitude permanente (ainda que vez ou outra vacilante) de seguir as pegadas do Mestre e ser mais semelhante a Ele.

Os discípulos demoraram a entender isso, assim como eu e você. Mateus cita que a mãe de Tiago e João foi quem pediu que Jesus desse um lugar de destaque para seus dois filhos. Já Marcos (10:35) diz que a solicitação veio dos filhos. Os textos são complementares e mostram que, provavelmente, a mãe dos jovens tivesse intercedido pelos dois, porque esse era um pedido deles mesmos. Tiago e João não estavam contentes com a promessa de que os doze teriam tronos e julgariam Israel (Mt 19:28); eles queriam se sentar mais perto de Cristo, não por desejarem ter mais intimidade com o Mestre, mas porque almejavam destaque e poder.3

A ambição deles era tamanha que nem atentaram para o destino cruel que teria o Rei do reino que eles cobiçavam (Mt 20:17-19). Jesus lembrou aos dois que segui-Lo significava tomar a cruz como Ele tomaria e beber do mesmo cálice (v. 22 e 23). Apesar de não terem apoiado Jesus até o Calvário, Tiago e João seguiram os passos do Mestre. Tiago foi morto por Herodes (At 12:2) e João, apesar de não ter morrido como mártir, enfrentou o exílio na Ilha de Patmos.4

Jesus também advertiu a todos os discípulos de que a lógica natural, mas pecaminosa, exercida pelo poder secular não poderia ditar a dinâmica da igreja (v. 25 e 26). E os doze sabiam o quão tirano era o domínio de um império inimigo, porque subjugados a Roma. Cristo disse que a lógica do Seu reino é outra, é a lógica do serviço (v. 27). Por tanto, Ele daria o exemplo supremo, morrendo pela humanidade (v. 28).

Lavar os pés

O tempo passou e a cena em que Jesus lavou os pés dos discípulos demonstra que os doze tiveram dificuldade de aprender a lição da humildade. O clima estava pesado no cenáculo. O orgulho e o desejo de traição (no caso de Judas) fragmentava o grupo. Ironicamente, esse era o momento em que precisavam estar mais unidos. Os capítulos 13 a 17 de João têm enfoque no grupo mais íntimo de Jesus: Seus discípulos ou amigos (cf. Jo 15:13). O Mestre precisava dar as últimas orientações, prepará-los para o que viria. Nos últimos capítulos do quarto evangelho, Cristo é retratado como Aquele que demonstra amor, primeiramente, por ações e palavras, e depois por meio do sofrimento e da morte. O Mestre amou Seus discípulos em todo o tempo e completamente, “amou-os até o fim” (13:1).

O verso 3 destaca a lógica do reino de Deus. É exatamente pelo fato de Jesus ser divino, investido de toda a autoridade e glória do Céu, que Ele é o primeiro a servir. Aquela atitude constrangeu os discípulos de modo que eles ficaram mudos. Se fossem visitas em qualquer outra casa, caberia ao servo lavar os pés dos hóspedes, mas como ali não havia anfitriões, quem faria o papel de servo? Para espanto e aprendizado de todos: o próprio Cristo!

O constrangimento foi tamanho que Pedro rompeu com o silêncio, se recusando a deixar que Jesus lavasse seus pés (quem sabe, mais uma vez, ele tivesse falado em nome do grupo). Cristo disse que havia algo mais profundo naquele gesto de humildade, que Pedro só entenderia depois da Sua ressurreição (v. 7). O fato é que a lição estava dada (v. 13): Se Jesus que era Senhor e Mestre de todos ali, lavou os pés dos discípulos, o mesmo deveriam fazer Seus enviados (em grego, apóstolos).5

A lei do Universo

Em Sua vida terrestre, Cristo representou como ninguém a lei que rege o Universo. Segundo Ellen White, na sustentação dos astros no espaço, no ciclo de chuvas e evaporação da água, na mecânica dos ecossistemas ou mesmo no complexo funcionamento do corpo humano, tudo na natureza existe para servir. O plano de Deus é que a manutenção da vida esteja fundamentada na doação (O Desejado de Todas as Nações, p. 9). Ela argumenta também que o pecado quebrou essa lei, prejudicando toda a humanidade. “Não há nada, a não ser o coração egoísta do homem, que viva para si”, completa.

Foi com Lúcifer que teve início essa lógica deturpada, a da supremacia. “E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, eserei semelhante ao Altíssimo. E contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo” (Is 14: 13-15). Esse conhecido texto mostra a natureza da rebelião de Lúcifer. Em apenas três versos, o plano do inimigo é expresso por cinco verbos conjugados na primeira pessoa do singular (eu). Além disso, a sequência do texto descreve um ser que aspirou subir posições até ser semelhante ao Altíssimo. Qual é o resultado dessa audaciosa, mas utópica empreitada? Ruína: o diabo será jogado no abismo. Quem não tem escrúpulos para chegar ao topo, vai ter que se contentar com o abismo.

No entanto, a descrição que a Bíblia faz de Jesus é absurdamente oposta à de Lúcifer. Quando Cristo “tirou a vestimenta de cima” e lavou os pés dos discípulos, Ele fez o papel de servo. Em Filipenses 2:5-11, a humildade de Jesus é retratada de forma contundente. Paulo pinta a cena como se Cristo tivesse descido uma escada que O levou de Seu trono no Céu à morte humilhante na cruz. E qual foi o resultado de tamanha renúncia? Deus O exaltou e um dia todo joelho se dobrará e confessará Seu nome (v. 11). Logo, cabe ao cristão, assim como Seu Mestre, vestir-se do “avental da humildade”.

Autocondenação

Incoerência e descontrole foi o que marcou o julgamento de Jesus. Incoerência porque todos os passos de um processo judicial foram quebrados ou manipulados: (1) o julgamento tinha que ser realizado durante o dia e não à noite; (2) não podia haver julgamentos na véspera do sábado ou de feriados religiosos, como no caso de Jesus, a Páscoa; (3) deveria ter o intervalo de pelo menos um dia entre o veredito e a execução; (4) o Sinédrio não deveria se reunir no palácio do sumo sacerdote; (5) qualquer pessoa que desse um testemunho falso teria que ser morto; e (6) em caso de testemunho incoerente ou contraditório, o depoimento deveria ser desconsiderado.6

Descontrole, porque o ódio cegou os “juízes”. Os líderes judeus viram que não conseguiriam nenhuma acusação grave o bastante para condená-Lo à pena capital. Por isso, apelaram para o testemunho falso de duas pessoas que davam margem à acusação de blasfêmia. Quando Jesus disse que Se assentaria à direita do Pai, Caifás não se conteve e cometeu o sacrilégio de rasgar as vestes (Lv 21:10), profanando um dos maiores símbolos da religião judaica, e atraindo sobre si a pena de morte.

As vestes rasgadas do sacerdote apontaram para o fim do sistema sacrifical terrestre, assim como o véu do santuário que se rasgou de cima a baixo, quando Jesus expirou naquela sexta-feira à tarde (Mt 27:51). O inocente (Jesus) foi condenado pelo culpado (Caifás); e o sumo sacerdote apostatado (Caifás) seria substituído no ofício, no santuário celestial, pelo único digno de ocupar a função sumo sacerdotal (Jesus).

Humilhação

Na lição de terça, os sacerdotes são retratados zombando da autoridade espiritual de Jesus (Mt 26:67 e 68). Já na lição de quarta, são os soldados romanos que zombam da autoridade política de Cristo. Ao receberem o Mestre, poderiam levá-Lo logo para a execução, no entanto, optaram por encenar uma paródia para ridicularizar Aquele que consideravam o “patético rei da Galileia”.

Vestiram Jesus com roupas reais, colocaram em Sua cabeça uma coroa de espinhos7, deram a Ele um caniço no lugar de um cetro, O saudaram, O honraram e em lugar do tradicional beijo de respeito, lhe cuspiram no rosto. Os soldados romanos estavam acostumados a ser cruéis, mas não tinham noção de que estavam diante do verdadeiro Rei. Mas o sofrimento de Cristo precederia Sua entronização, e Sua rejeição precederia Sua aceitação.8

Profecia

Pior do que ser vestido com roupas de zombaria é estar nu diante de uma multidão escarnecedora. E foi isso o que Jesus passou na cruz. Esse trecho dos evangelhos (Jo 19:23 e 24; Mt 27:35) faz referências diretas ao Salmo 22. Em Mateus 27:46, Jesus já havia citado Salmos 22:1: “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?” Lembrar dessa profecia durante Sua crucificação, de certa maneira, foi um consolo para Jesus, bem como ver os soldados repartindo e lançando sortes sobre Suas vestes. Enquanto os soldados dividiam a capa de Cristo em suas quatro costuras e sorteavam Sua túnica (peça única), o Filho de Deus enxergava as implicações proféticas desse gesto e de Seu sacrifício (Sl 22:18).

1. Paroschi, Wilson. Só Jesus: porque em nenhum outro há salvação, (Tatuí, SP: CPB, 1997), p. 11-23.

2. Comentario Biblico Adventista, v. 5, p. 594 (em espanhol).

3. Veloso, Mário. Mateus: comentário bíblico homilético, (Tatuí, SP: CPB, 2006), p. 256-261.

4. Tasker, R. V. G., Mateus: introdução e comentário, (São Paulo: Vida Nova, 1983), p. 153 e 154.

5. Bruce, F. F. João: introdução e comentário, (São Paulo: Vida Nova, 1987), p. 238-246.

6. Veloso, Mário. Mateus: comentário bíblico homilético, (Tatuí, SP: CPB, 2006), p. 346.

7. A coroa provavelmente foi feita do espinheiro de Jerusalém (Paliurus spina christi) ou do espinheiro-de-cristo sírio (Ziziphus spina christi). Por causa das pancadas, os espinhos devem ter ferido o nervo trigêmeo, causando uma dor que nem a morfina poderia amenizar. Ver o artigo de Diogo Cavalcanti, “A cruz que Ele carregou”, na Conexão JA, abril-junho de 2011, p. 17.

8. Mulholland, Dewey M. Marcos: introdução e comentário, (São Paulo: Vida Nova, 1999), p. 227.

FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/com1222011.html

 


COMENTÁRIOS SIKBERTO MARKS

 Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Segundo Trimestre de 2011

Tema geral do trimestre: Vestes da Graça

Estudo nº 12 – Mais Imagens de Vestes

Semana de   11 a 18 de junho

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristovoltara.com.br marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar: “Porque dizia: Se eu apenas Lhe tocar as vestes, ficarei curada” (Marcos 5:28).

Introdução de sábado à tarde

Essa semana estudaremos mais sobre vestes e seus simbolismos. O verso aqui se refere a uma mulher muito tímida, simples, e doente. Ela gastara seu dinheiro em busca da cura, mas nada conseguiu. Como era a cultura daqueles tempos, era discriminada, talvez acusada ou suspeita de pecados que nunca cometeu, por não conseguir ser curada. A mulher sofria muito, perdendo a esperança de cura. Ouviu falar de JESUS. Sua esperança se reavivou, e teve fé que por esse Homem poderia ser curada. Sabia que Ele a poderia curar, que tinha poder para isso, e também que teria vontade de ajudá-la. Ao que tudo indica, a sua situação desesperada, o preconceito da época, a discriminação, e quem sabe muitos conheciam a sua situação, coisas assim deixaram-na em situação difícil para ir falar com JESUS e pedir que a curasse. O desespero era grande. E a fé também. Então ela elaborou um plano, de simplesmente, em secreto, tocar as vestes de JESUS, e assim cria que seria curada. Tinha certeza disso.

Mas veja bem, ela não teve fé naquelas vestes, como hoje em dia muitos fazem. Há muitas pessoas adorando relíquias, peças usadas ou tocadas por alguém considerado santo, lugares por onde JESUS andou ou alguém outro considerado santo também passou, etc. Tal fé está mal direcionada. Essa mulher teve a fé correta; confiavaem JESUS. Eela foi discretamente, em meio à multidão, aproximou-se como pôde, e de leve, encostou a sua mão nas vestes de JESUS. E por sua fé, imediatamente seu mal desapareceu. Essa mulher é um excelente exemplo de seguidora de JESUS para todas as pessoas simples, tímidas e socialmente insignificantes. Isto é, todos podem ser curados e salvos.

  1. Primeiro dia: “Quem Me tocou nas vestes?”

“Satanás é o destruidor; o Senhor é o Restaurador. O Senhor não tem atuado como médico da maneira como desejaria trabalhar, porque, diz Ele, não vamos a Ele para que nos dê vida. Procuramos toda fonte de alívio exceto aquela que proclamou sobre o sepulcro cedido por José: “Eu sou a ressurreição e a vida.” …

“Cristo encontrou uma pobre alma que havia gastado todos os seus haveres a fim de curar-se de uma enfermidade física. O relato é que ela havia despendido tudo o que tinha com muitos médicos, sem nada aproveitar, antes, indo a pior. Mas um toque em Cristo, pela fé, removeu a enfermidade de longos anos. Essa mulher sofredora viera por trás de Cristo e Lhe tocara as vestes, tendo fé na Pessoa que as vestes cobriam, e sendo instantaneamente curada. “Quem Me tocou?” perguntou Cristo. Pedro ficou atônito. Respondeu: “Vês que a multidão Te aperta e dizes: Quem Me tocou?”

“Cristo desejou dar uma lição da qual os presentes não se esquecessem. Mostraria a diferença entre o toque da fé viva e um toque casual. Disse Ele: “Alguém Me tocou, porque senti que de Mim saiu poder.” Luc. 8:46. Quando a mulher viu que não podia ocultar-se, aproximou-se trêmula e, lançando-se-Lhe aos pés, contou sua triste história. Cristo a consolou. “Filha”, disse Ele, “a tua fé te salvou; vai-te em paz e fica livre do teu mal.”

“Por que não vamos a Jesus com fé? Muitos O tocam de modo casual, entrando em contato apenas com Sua pessoa. A mulher fez mais do que isso. Ela estendeu a mão com fé e foi instantaneamente curada” (CRISTO Triunfante, MM 2002, p 238).

“Falar das coisas religiosas de maneira casual, orar pelas bênçãos espirituais sem real anseio de coração e fé viva, pouco vale. A multidão maravilhada que se comprimia bem junto a Cristo não experimentou vigor vital algum do contato que com Ele tiveram. Mas quando, em sua grande necessidade, a mulher pobre e sofredora estirou a mão e tocou a orla das vestes de Jesus, sentiu em si virtude curadora. Seu toque fora o toque da fé” (Minha Consagração Hoje, MM 1989/1953, 13).

  1. Segunda: Ele “tirou as vestes”

Chegou a hora do lava-pés e depois disso a santa ceia de JESUS com seus discípulos. Era a comemoração da saída do Egito, quando alcançaram a liberdade política. Ele pedira que os discípulos preparassem tudo.

Pouco antes dessa solenidade, houve entre alguns dos discípulos uma especulação de quem seria, dentre eles, o maior, o primeiro ao lado de JESUS Rei. Essa era a preocupação principal deles, pois, pelo visto, todos ambicionavam posições elevadas nesse reino, que supunham seria aqui na Terra. Agora, já estando no cenário do lava-pés, havia entre eles uma preocupação típica da natureza humana: quem seria o servo para lavar os pés deles? Obviamente eles não; era uma tarefa humilhante, que só servos, pessoas pobres, simples, humildes e sem significância social faziam. E pensavam: JESUS muito menos deveria lavar os pés dos outros, pois era cotado como futuro Rei. E eles, como ministros ou ocupando outros cargos elevados, também não se deveriam curvar e lavar a sujeira dos pés dos outros. Faltava o humilde servo, ou quem sabe algum escravo, para cumprir essa tarefa degradante.

Perceba algo importante: essa era uma sociedade cuja cultura estava toda errada, invertida em relação a como as pessoas são nos lugares perfeitos onde o pecado não chegou. Essa era uma sociedade orgulhosa, formada de pessoas que se achavam superiores. Portanto, bem facilmente quem nascesse nela e ali crescesse, acharia normal esses costumes típicos de ambientes de pecado. Esse é um risco para quem deseja alcançar a vida eterna. Vai ter que identificar as distorções da sociedade e de sua cultura para se livrar delas. Ou faz isso, ou não será salvo. Nós temos que nos separar dos costumes desse mundo e nos adaptar aos costumes típicos da cultura do Céu, onde a partir de DEUS, todos são seres mansos, simples e humildes, e ali ninguém tem qualquer intenção de se sobressair sobre os demais.

Quando menos esperavam, levanta-se JESUS e Se comporta como faziam os servos lavadores de pés. Ele tira a Sua capa, enrola-se com a toalha que estava ali, toma a água do vasilhame, pega uma bacia, e vai em direção de um dos discípulos para lhe lavar os pés. Todos ficaram atônitos! Não estavam crendo no que viam. Parecia coisa de outro mundo. Que contradição degradante: o futuro Rei estava lavando os pés dos discípulos. Em Pedro até passavam pensamentos de reprovação, como era o seu costume (julgar tudo). Ele pensava: como é que os meus colegas discípulos permitem uma coisa dessas, ou seja, deixar que o Mestre e Messias lhes lave os pés? Alguém tem que fazer alguma coisa para evitar o vexame. Eu farei. Ele quis impedir que JESUS lhe lavasse os pés, pensando que estaria se destacando entre os demais, imaginando demonstrar mais sabedoria que os outros, pois seria o único a ver que o ato humilhante de JESUS era inaceitável.

Mas Pedro logo descobriu que, se JESUS não lhe lavasse os pés, ele não teria parte com JESUS no Seu reino, no qual ele, Pedro, também queria ter alta posição. Então, terminada essa cerimônia, JESUS lhes disse que seguissem o Seu exemplo, que lavassem os pés uns dos outros. Era a prática da humildade para serem humildes. Ele já havia dito anteriormente que era “manso e humilde”, e agora o demonstrou assumindo o posto de servo, e assim aqueles que desejassem ser Seus seguidores também deveriam ser.

Isso quer dizer que devemos praticar a humildade para sermos humildes. É importante que façamos algumas coisas práticas, além do lava-pés, para desenvolvermos o dom da humildade. Em nossa família decidimos, há muito tempo, ter automóveis simples e nos vestir de modo simples. Durante esse tempo descobrimos que isso tem contribuído significativamente para tornarmos em pessoas mais humildes.

O Reino de DEUS é um reino de seres humildes, a começar por DEUS. Ele é o que serve a todos. JESUS ensinou isso, que devemos nos tornar humildes se desejarmos participar desse reino.

“Na ordenação dos doze, haviam desejado grandemente que Judas fosse um de seu número; e tinham contado com seu ingresso como um fato muito prometedor ao grupo apostólico. Ele tinha estado mais em contato com o mundo do que eles; era um homem de boas maneiras, de discernimento e habilidade para dirigir e, fazendo uma alta apreciação de suas próprias qualidades, levara os discípulos a terem-no na mesma conta. Mas os métodos que ele desejava introduzir na obra de Cristo baseavam-se em princípios mundanos e eram dirigidos por mundanos expedientes. Esperavam adquirir o reconhecimento e honra mundanos pela obtenção do reino deste mundo. A atuação desses desejos na vida de Judas auxiliou os discípulos a compreenderem o antagonismo entre o princípio do engrandecimento próprio e o da humildade e abnegação de Cristo – princípio este do reino espiritual. No destino de Judas viram eles o fim a que propende o servir a si próprio” (Educação, 93; grifos acrescentados).

“Deve o povo de Deus adquirir experiência mais profunda e mais vasta nas coisas religiosas. Cristo é o nosso exemplo. Se, mediante fé viva e santificada obediência à palavra de Deus, manifestamos o amor e a graça de Cristo, se demonstramos conceito acertado pelas providências com que Deus dirige a Sua obra, manifestaremos ao mundo um poder convincente. Não é a posição elevada que nos confere valor aos olhos de Deus. O homem é medido pela sua consagração e fidelidade no cumprimento da vontade divina. Se o remanescente povo de Deus andar perante Ele com humildade e fé, Deus, por meio deles executará o Seu eterno propósito, capacitando-os para trabalharem em harmonia para dar ao mundo a verdade tal qual é em Jesus. Ele os usará a todos – homens, mulheres e crianças – para fazer brilhar a luz sobre o mundo e dele tirar um povo que será fiel aos Seus mandamentos” (3 Testemunhos Seletos, 421; grifos acrescentados)

“A única razão por que não temos a remissão dos pecados passados, é não estarmos dispostos a humilhar o coração e cumprir as condições apresentadas pela Palavra da verdade” (Caminho a CRISTO, 38; grifos acrescentados).

“Há necessidade de mudanças decididas. É tempo de humilharmos nosso coração orgulhoso e obstinado, e buscarmos ao Senhor enquanto Ele pode ser achado. Como um povo, precisamos humilhar nosso coração diante de Deus; pois as cicatrizes de nossa incoerência estão em nossa prática” (Conselhos Sobre Regime Alimentar, 40; grifos acrescentados).

  1. Terça: “Nem rasgará as suas vestes”

“Ao Jesus declarar-Se Filho de Deus e Juiz do mundo, o sacerdote rasgou suas vestes, mostrando-se horrorizado. Ergueu as mãos para o Céu e disse:

“Blasfemou! Que necessidade mais temos de testemunhas? Eis que ouvistes agora a blasfêmia! Que vos parece? Responderam eles: É réu de morte.” Mat. 26:65 e66”(Vida de JESUS, 177).

De onde vem essa tradição, bastante comum nos tempos antigos, de rasgar as vestes diante de alguma situação, seja de arrependimento ou seja de grave culpa de outra pessoa? Não é de orientação bíblica que se tivesse que fazer isso, como também na Bíblia não há recomendação para se vestir de pano de saco e jogar cinzas em cima da cabeça. Mas se tornou uma prática frequente entre os antigos.

As vestes de um sacerdote e de um sumo sacerdote eram sagradas. Elas representavam o caráter de DEUS, a quem o sacerdote servia. Portanto, DEUS orientou a Moisés e este escreveu na sua lei, que os sacerdotes jamais fizessem tal coisa com essas vestes, em razão do que elas simbolizavam.

No julgamento de JESUS fizeram tudo errado. Tornou-se um julgamento nulo para condenar JESUS, mas pelos erros que cometeram, isto sim, serviria para condenar a eles. No entanto, quem foi morto na cruz, foi o único inocente que ali se encontrava. Que mundo invertido é esse em que vivemos!

O julgamento de qualquer pessoa só poderia ser de dia. O de JESUS foi de madrugada; como se diz, na calada da noite O condenaram. Quem errou nisso não foi JESUS, mas quem O julgava. Por isso, Caifás, ao rasgar as suas roupas se desqualificava como sacerdote. Eles nem mesmo seguiam as normas, que como juízes, deveriam ser os primeiros a obedecer. Aliás, no caso de JESUS, ali ninguém poderia ser juiz, pois contraditoriamente quem estava sendo julgado era o Juiz de todo o mundo. E quem tem poderes para julgar um juiz? JESUS o permitiu, para que se cumprisse a profecia, e para que Ele se tornasse o salvador do mundo.

O sumo sacerdote, inquirindo a JESUS, de madrugada, ouviu o Mestre dizer que era Filho de DEUS. Nisso se exaltou, perdeu a cabeça, isto é, ficou furioso, e cometeu um ato proibido a alguém de seu posto: rasgou as suas vestes, como uma demonstração de repúdio ao que supunha ser uma blasfêmia. Com esse ato dramático, ainda ele elevou a sua voz e usou dos recursos da oratória para impressionar os presentes, conseguiu jogar mais intensamente aquelas pessoas contra JESUS. A demonstração radical do sumo sacerdote Caifás, dele mesmo ter feito algo proibido, deveria causar profundo impacto em todos no sentido de também condenarem a JESUS. E foi o que fizeram.

Mas na realidade, o que foi mesmo que aconteceu ali, e que eles nem perceberam?

O sumo sacerdote se desqualificou para esse posto elevado, e quem estava assumindo essa qualificação era o próprio condenado, JESUS CRISTO. Naquele cenário o único a obedecer integralmente a Lei de DEUS, e após Sua ressurreição assumiria esse posto. Pois naquele mesmo dia, à tarde, um anjo também rasgaria o véu do santuário, escancarando o lugar santíssimo, onde só poderia entrar o sumo sacerdote. Isso significava que esse tipo de serviço não teria mais sentido, pois o verdadeiro Cordeiro, para quem o cerimonialismo apontava, havia sido sacrificado.

O sumo sacerdote, que queria acusar JESUS de infrator da lei é que estava infringindo essa lei, e se desqualificando como ministro e como juiz, abdicando, sem perceber, em favor daquEle que ele queria condenar. Como convinha, para que a humanidade pudesse ser salva, um inocente foi sacrificado, e um que acabara de cometer uma transgressão não foi condenado. E ironicamente, o justo condenado foi morto, inclusive por aquele que, recém transgressor, O condenara. Se o sumo sacerdote chegou mais tarde a aceitar o sacrifício de JESUS, isso é outra história.

  1. Quarta: Vestes de zombaria

Aqui está um dos testes de humildade e mansidão de JESUS. Algumas de Suas criaturas se deram ao direito de vesti-Lo com um manto que encontraram por lá, e que era da cor púrpura, a cor real. Providenciaram de modo improvisado uma coroa feita de espinhos, como que assim dizendo: Ele se diz rei, mas não tem autoridade alguma. E lhe deram um pedaço de cana, como por exemplo, uma taquara, ou coisa parecida, por cetro real. E então, em atitude de desprezo, de zombaria, de ultraje, ajoelharam-se diante dEle, invocando-O como se fosse um falso e pretensioso rei. Evidentemente esses homens tiveram seus momentos de prazer com deboche. É assim mesmo o ser humano, debochando de seu Salvador. Se fosse em nossos dias, por certo milhares ou milhões se disporiam a fazer o mesmo. Certamente isto ocorreria nesses programas de deboche na televisão, os de baixo nível cultural, se ali se fizessem cenas de zombaria sobre JESUS, se Ele viesse em nossos dias, para nos salvar. Aliás, mesmo em nosso meio, o daqueles que aguardam a segunda vinda de CRISTO, quantas piadas se fazem utilizando as coisas sagradas de DEUS, como a Bíblia, o nome de DEUS e assuntos a Ele relacionados! Portanto, ainda se colocam mantos, coroas sobre o Salvador, e ainda se colocam em suas mãos pedaços de cana para então fazer piada, e dar risadas bobas.

O deboche foi duplo. Os sacerdotes menosprezavam nEle a Sua autoridade divina, e os soldados menosprezavam nEle a Sua autoridade real. No conjunto, O tornaram como sendo nada. Só quando Ele saiu, em glória, da sepultura, é que se deram conta de quem se tratava e que grande erro cometeram. Porém, na sexta-feira tinham ido tão longe na zombaria que quando Ele ressuscitou, durou pouco a impressão real de quem era aquele Homem que mataram com zombarias. Por pouco tempo O tiveram como o Rei do Universo. Logo depois, diante dos sacerdotes, recebendo suborno, tornaram a se entregar aos braços do demônio, para a perda da vida eterna. Enquanto Judas O trocou por trinta moedas de prata, esses soldados O trocaram por algum valor de suborno. Como é natural nesse mundo, qualquer dinheiro é visto como de maior valor que o Céu e a vida eterna. Mas que não seja assim conosco. Que o amor de JESUS para conosco se já por nós correspondido, e que por causa desse amor, desejemos a vida eterna. E que não troquemos tanta coisa por ninharias passageiras.

  1. Quinta: “Repartiram entre si as Minhas vestes”

Pegar as coisas dos outros, esse é um costume dos pecadores de todos os tempos. Principalmente pegar de quem está em situação indefesa. JESUS, pregado na cruz, deviam eles pensar: vai morrer mesmo. Vamos nos aproveitar para pegar uns troféus, lembranças de mais uma execução. Quantas peças esses soldados não deveriam ter em casa, de coisas tomadas de executados! Eles nem se importavam com os familiares, tomavam para si e ficava por isso mesmo.

De JESUS tomaram as suas vestes e repartiram em quatro partes. Quatro dos executores ficaram com uma parte. E sobre a capa, que era de uma peça só, lançaram sortes para ver quem ficaria com ela. Essa era uma veste valiosa, segundo eles.

Os seres humanos apreciam ficar com despojos. Por exemplo, quanta gente vai aos leilões de pessoas que faliram para arrematar, por baixo valor, aquilo que custou suor e esforço para ser adquirido. E se acha isso perfeitamente normal, pois até é legal. Mas DEUS aprova isto? Quantas famílias perderam casas, porque se endividaram, e seus bens foram a leilão. Aquilo que valia 100, pode ter sido vendido por apenas 60, ou até menos, conforme o caso. Algum espertinho lucrou com isto. Dias atrás um caminhão bateu atrás de outro caminhão, e a sua carga ficou exposta. O motorista estava mal, preso nas ferragens da cabine. E os automóveis que passavam, muitos deles paravam para saquear a carga, nem se importando com a situação crítica do motorista e se a carga tem ou não dono.

As vestes de JESUS foram saqueadas por um costume corrompido que leva as pessoas a pensarem que é normal certos tipos de roubos, que isso não é roubo.

Outro exemplo de roubo que as pessoas acham normal é comprar mercadorias sem nota fiscal, permitindo assim a alguém sonegar impostos, ou até mesmo levar vantagem com algum desconto no preço. Um bom servo de DEUS sempre exigirá que as transações das quais ele participa sejam do tipo, “a César o que é de César e a DEUS o que é de DEUS”. Os honestos, um dos pressupostos para ser salvo, sempre devolverão o que não é deles, nunca tomarão, sob pretexto algum, o que é de alguém outro.

O repartir as vestes de JESUS, bem à Sua frente, e às vistas de Sua mãe, tinha um significado cultural daqueles tempos. Demonstrava quem estava com o poder naquele momento. Pareciam dizer: esse aí vai morrer mesmo, não precisa mais disso. Portanto, fiquemos com essas coisas como para mostrar quem manda aqui, e quem deve obedecer. Ai de Maria, mãe de JESUS, se os repreendesse, ou se requisitasse as roupas para si, pois lhe pertenciam mais que aos soldados. Fizeram isso conforme a profecia. A profecia não determinou que eles agissem daquela maneira – ela simplesmente previu como eles agiriam. As profecias são feitas também para confirmar nossa fé em CRISTO, quando os fatos previstos acontecem. A JESUS essa atitude serviu até para fortalecer  Sua disposição de ir em frente, pois sabia estar no caminho certo. Ou seja, era um sinalizador de que estava no caminho certo. Assim será conosco quando as pragas caírem, e tudo nesse mundo estiver submetido à maior de todas as crises. Enquanto os homens estiverem desmaiando de terror, e nós submetidos à angústia de Jacó, o nosso sofrimento será em algo amainado por sabermos que tudo estava previsto, e que bem logo vai haver o livramento.

Aqueles soldados pensavam: Ele vai morrer, nunca mais vai precisar de roupas. Mal imaginavam que ao terceiro dia Ele ressuscitaria, e que outra vez se vestiria com roupas. Mas, em parte eles tinham razão. Não mais vestiria roupas feitas por homens. Ao ressuscitar ele vestiu roupas que surgiram de outro lugar, pois ser humano algum as trouxe para ali. Mesmo assim, não tinham o direito de se apropriar das roupas do executado, principalmente de JESUS, cuja farsa do julgamento era flagrante. Quem está incumbido de fazer justiça jamais pode infringir qualquer lei, nem mesmo a do bom senso. Quando Ele ressuscitou, aí foi que viram quem tem o poder. E devem ter visto também que esse, a quem mataram, não necessita deles para sair da sepultura, nem para se vestir, nem para sua proteção, nem para subir ao Céu e para ser ali entronizado, e nem necessita deles para retornar em grande poder e glória para resgatar aqueles que creram nEle.

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

O escritor da lição chama atenção a um ponto importante no plano de salvação, em especial, na morte de JESUS. Ele não veio aqui só para nos salvar, veio também por outros motivos. Um dos motivos é nos salvar para a vida eterna. Mas também Ele veio para demonstrar o caráter de DEUS, que de fato, Ele é um DEUS manso e humilde, que ama até o último recurso. JESUS mostrou que o conceito que satanás difundiu sobre DEUS é errado. Mas qual é este conceito?

Veja bem, o conceito que se formou sobre DEUS na Idade Média, de que Ele é falso. DEUS não é alguém que se vinga o tempo todo. A igreja católica na Idade Média, pelo seu comportamento, formou um conceito de um DEUS que manda queimar na estaca, que manda torturar, que persegue e tira os bens, que exige sacrifícios, que favorece uns poucos corruptos e privilegiados mas trata mal a maioria, que persegue os de outras religiões, etc. E é exatamente isso que DEUS não é. JESUS provou, pela Sua vida, e no auge de sua revelação sobre DEUS, que Ele nos ama, que espera por nós até o limite, que é a morte ou uma decisão definitiva, e que faz tudo para nos ver salvos para a vida eterna. JESUS demonstrou, em situação de extrema dificuldade, que nos ama sempre, e que só seremos destruídos para sempre se nós definitivamente não quisermos ser salvos.

Outra coisa que JESUS provou, na cruz, foi que a Lei de DEUS é boa. Essa é uma lei de amor, princípio pelo qual DEUS cria, sustenta e governa tudo. JESUS demonstrou ainda que satanás não tem capacidade de amar e de promover o bem e a paz, nem a vida, mas que é um mentiroso o tempo todo e que odeia a todos, até a si mesmo, que é cruel, traiçoeiro, não mede as consequências para obter o que deseja, e que ele leva à morte após muitos sofrimentos. Porque satanás leva à morte? Porque ele não tem capacidade de amar e por isso, de fazer o bem, muito menos de garantir a vida.

JESUS também demonstrou quem pode ressuscitar e quem não pode. Ele demonstrou quem pode fazer qualquer tipo de milagre e quem não pode, pois tem limites. Ele demonstrou quem está bem intencionado e quem tem intenções enganadoras, que é malicioso e só quer o bem para si mesmo, às custas dos outros.

Lúcifer teme que DEUS demonstre por meio de Seu povo, ao longo dos tempos, em especial nesse tempo do fim, o flagrante contraste entre a obediência e a desobediência ao amor. Todo aquele seguidor de JESUS, que se permitir ser transformado pelo poder do ESPÍRITO SANTO, em meio ao estado mais aviltado e imundo do presente século, será também um testemunho de quem é DEUS e quem é satanás. Ou seja, os seguidores de JESUS provarão, cada um por sua vida, aquilo que JESUS já provou em Sua vida e principalmente na cruz, o quanto é bom ser servo de DEUS.

escrito entre  04 e 10/05/2011 – revisado em  11/05/2011

corrigido por Jair Bezerra

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 FONTE: http://www.cristovoltara.com.br/


COMENTÁRIOS BRUCE CAMERON

 Vestes da Graça – Lição 12

Mais Imagens de Vestes
(Marcos 5; João 13 e 19; Mateus 26-27)

Introdução: “Homem morde cachorro”. “A vingança dos nerds”. “Rapaz feio casa com garota bonita”. Estas frases nos dão notícias inesperadas. Normalmente os cachorros mordem os seres humanos, os adolescentes espertos, de boa aparência e populares parecem sempre se sobressair e o rapaz bonito se casa com a garota bonita. E se no Reino de Deus tudo é ao contrário? Deus está dirigindo um reino de nerds? Ou isto é somente o que o mundo pensa? Se Deus faz as coisas ao contrário, por que? Existe uma bênção nisto para a pessoa mediana? Vamos mergulhar em nosso estudo da Bíblia e descobrir!

I. O Triunfo da Impura

A. Leia Marcos 5:21-24. Por que você acha que Jesus foi com Jairo? (Jairo tinha uma situação de emergência. Ele tinha fé. Era um chefe da sinagoga.)

B. Leia Marcos 5:25-26. Coloque-se no lugar daquela mulher. Como você se sentiria? (Frustrada. Ela gastou todo o seu dinheiro procurando por uma cura, e estava ficando cada vez pior.)

C. Leia Marcos 5:27-28. Que tipo de plano é este? (Leia Levítico 15:25-27. Ela não deveria esta pensando em tocar Jesus, porque assim ela O tornaria impuro. Isto exigiria que Jesus passasse pelo processo de purificação.)

D. Leia Marcos 5:29-34. Esta mulher foi curada por um acidente? Jesus não tem controle sobre Seu próprio poder? (A história parece soar assim no início, mas depois vemos que a sua cura foi a recompensa de sua fé.)

E. Leia Marcos 5:35. Se Jesus não ficasse conversando com a mulher, a filha de Jairo teria morrido?

1. Coloque-se no lugar de Jesus. Temos duas pessoas necessitadas: a jovem filha do chefe da sinagoga, que está em uma situação de emergência, e uma mulher impura que tem uma doença crônica, que não é urgente. Qual delas você veria primeiro? (Do ponto de vista dos observadores, a decisão de Jesus não faz absolutamente qualquer sentido.)

2. Você consegue ver algum sentido na decisão de Jesus? (Jesus não se preocupa com o status de uma pessoa. Jesus não se preocupa com o tempo. Se você continuar a ler a história, {verá que} Jesus ressuscita a jovem. Ela faz tudo certo, seguindo Sua própria agenda.)

II. O Triunfo do Lavador de Pés

A. Leia João 13:1-8. Por que Pedro protesta do fato de Jesus lhe lavar os pés?

B. Leia Marcos 14:10-11. Por que Judas trai Jesus?

C. Leia Mateus 20:20-21. Por que a mãe de Tiago e João (veja Marcos 10:35) pede que seus filhos tenham lugares de destaque no reino de Jesus? (Todas as três perguntas têm a mesma resposta. Pedro acredita que Jesus está para se tornar rei. Judas acredita que se ele der um pequeno empurrão, Jesus demonstrará o Seu poder e se tornará rei. A mãe acredita que Jesus se tornará rei.)

D. Vamos voltar para João 13:3-4, e a ceia de Páscoa. O que está passando pelas mentes dos discípulos? (Eles querem mostrar que eles são muito importantes. Que eles merecem lugares de destaque no reino vindouro de Jesus. Portanto, não ousam admitir que são inferiores, lavando os pés de seus rivais.)

1. O que está se passando na mente de Jesus? (Jesus sabe que tudo foi colocado sob Seu poder.)

2. Como este episódio se relaciona com a história de Jairo? (Jesus está modelando um ministério que ninguém espera. Ele serve a qualquer pessoa, não importando a sua situação na vida.)

3. Isto só funciona para aqueles que (como Jesus) sabem que são Deus? (Duas coisas: Primeiro, Jesus tinha algumas coisas terríveis, humilhantes diante dEle. Segundo, nosso relacionamento com Deus deveria ser a fonte de nossa confiança – uma confiança que nos permite servir.)

III. O Triunfo do Acusado

A. Leia Mateus 26:59-61. Assuma que você é o promotor no caso contra Jesus. Qual é o problema? (Os promotores estão procurando por um “depoimento falso” e tinham muitas testemunhas falsas dispostas a testemunhar. O problema deve ser que nenhuma destas falsas testemunhas tinha qualquer credibilidade.)

1. Por que as duas que finalmente testemunharam são confiáveis? (Este testemunho parece com o que Jesus realmente disse em João 2:19.)

2. Você colocaria este testemunho nos registros do tribunal? (A questão é: “e daí?” Pela maneira como este testemunho é apresentado, soa como se Jesus fosse doido, não um criminoso.)

B. Leia Mateus 26:62-63. Por que você acha que Jesus permaneceu calado? (Leia Deuteronômio 17:6. Parte da lei de Deus é o direito de permanecer em silêncio em um caso que envolve a pena de morte. Jesus poderia estar reclamando Seus direito contra a autoincriminação. Também poderia Sr que a acusação é tão ridícula que Jesus pensou que não valia uma resposta.)

C. Leia Mateus 26:63-66 e Levítico 21:10. Quem deveria estar sendo julgado aqui? (O sumo sacerdote. Ele violou a regra das “duas testemunhas” em um caso envolvendo pena de morte e violou a regra contra rasgar as suas vestes. Em Levítico 10:6 Arão é advertido de que, se violar esta lei, ele morreria.)

1. Por que o sumo sacerdote agiu da maneira como agiu? (Ele podia. Ele tinha o poder e a autoridade para fazer isto.)

D. Enquanto Jesus estava passando por este processo, o que estava terminando? (Todo o sistema do santuário. Não apenas o sumo sacerdote rasgou seu manto, mas a cortina do santuário foi rasgada de alto a baixo (Marcos 15:38-39). As autoridades corromperam a mensagem de Deus acerca do Cordeiro de Deus. O poder havia substituído a piedade.)

IV. O Triunfo da Humildade

A. Leia Mateus 27:27-31. Note que os símbolos de um rei foram os métodos utilizados para humilhar Jesus. Por que Satanás inspiraria esta humilhação específica? O que estava passando pela mente de Satanás? (Lembre-se que o pecado original de Satanás foi querer ser como Deus (Isaías 14:14-15). O pecado original da humanidade foi querer ser como Deus (Gênesis 3:1-4). Satanás acreditava que se ele questionasse e zombasse do status de Jesus como Deus, Jesus cederia.)

B. Você gosta quando as pessoas zombam de você? E se elas estiverem falando sério sobre o fato de pensarem que você tem pouco valor?

1. Como você reage quando as pessoas te tratam de forma desrespeitosa? E quando as pessoas que são desrespeitosas vem de uma “posição inferior” na vida?

C. Por que Jesus não cedeu? (Porque Ele não era como Satanás e também não era como Eva e não é como você e eu. Ele era humilde. E Sua humildade foi o que o sustentou durante esta terrível tentação. “[Jesus,] embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se” (Filipenses 2:6).)

D. O que estas duas histórias nos ensinam a respeito da natureza da autoridade? (Satanás e seus agentes usaram a autoridade e a sede de poder para promover seu reino de injustiça. A autoridade não aumenta o nosso status perante Deus, mas pode aumentar a nossa vulnerabilidade diante de Satanás.)

V. O Triunfo das Vestes Perdidas

A. Leia João 19:23-24. Qual foi a humilhação final de Jesus? (Que Ele foi completamente despido e suas vestes dadas aos Seus assassinos.)

B. Leia Romanos 8:1-4. O que a humilhação de Jesus fez por nós? (Ela nos deu a oportunidade de uma vida eterna gloriosa.)

C. Vamos meditar acerca desta série de histórias sobre vestes. Jesus (pelo menos, por algum tempo) prefere a mulher impura ao invés de Jairo; Jesus é um modelo de humildade no ato de lavar os pés; Jesus (o Sumo sacerdote final) é vítima do poder corrupto do sumo sacerdote; Jesus (o Rei dos Reis) é desrespeitado como rei; Jesus é humilhado na cruz para nos dar a Sua vida. Que lição podemos tirar disso? (Se queremos verdadeiramente ser como Deus (veja Eva), então precisamos colocar de lado o nosso orgulho. Deus inverte a ordem terrena das coisas. Ele eleva a humildade. Não considera o status. É motivado por um amor que trata igualmente a todos.)

D. Considere as nossas duas últimas lições. Na história do filho pródigo, o irmão mais velho (“bom”) está em perigo de perder o céu, enquanto que o mais novo (“mau”) entra na vida eterna. Na história do casamento do filho do rei, os amigos e convidados do rei são rejeitados, enquanto que os clientes do Walmart entram no céu. Na lição desta semana aprendemos que a humildade é uma coisa à qual devemos nos agarrar e a autoridade é uma armadilha. Jesus inverteu a ordem das coisas?

1. Em caso afirmativo, por quê? Por que o mundo é virado de cabeça para baixo e nada é da forma como esperamos que deveria ser? (Leia Miquéias 6:8. Este é o coração do evangelho – buscar a justiça e a misericórdia e andar humildemente com o nosso Deus, o qual andou humildemente.)

2. Estas são boas novas? (Sim! Este caminho está aberto a todos. Mesmo pessoas “medianas” estão qualificadas. De fato, elas podem ter uma vantagem.)

E. Amigo, você é um modelo de humildade? Você se preocupa com as pessoas simples e desassistidas? Ou o teu objetivo na vida é buscar poder e autoridade? Por que não pedir ao espírito Santo, agora mesmo, que mude o teu coração?

VI. Próxima Semana: Revestidos de Cristo

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Direito de Cópia de 2011, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses.
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FONTE: http://brucecameron.blogspot.com/


COMENTÁRIOS GILBERTO THEISS

 Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 12 – 1º Trimestre 2011 (11 a 18 de junho)

Observação: Este comentário é provido de Leitura Adicional no fim de cada dia estudado. A leitura adicional é composta de citações do Espírito de Profecia. Caso considere-a muito grande, poderá optar em estudar apenas o comentário ou vice versa.

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 11 DE JUNHO – Mais imagens de vestes – (Mc 5:28)

            “Porque, dizia: Se eu apenas Lhe tocar as vestes, ficarei curada” (Mc 5:28).

O tema das vestes, na lição deste trimestre parece estar sendo repetitivo e enfadonho. No entanto, se analisarmos do ponto de vista meramente humano, de fato, não perceberemos a dimensão profunda deste tão sublime significado. Deus pretende através de fatos simples trazer revelação das verdades mais sublimes e grandiosas.

Através das vestes em toda a Bíblia Deus pretende gravar em nossa mente a compreensão de que, definitivamente, nada podemos fazer por nós mesmos. Somos totalmente dependentes da maravilhosa graça concedida na cruz do calvário. Essa graça salvífica e transformadora é tudo para nós e por nós. A falta de entendimento desta verdade resultará em incompreensão de qualquer outra verdade. Nada custou mais caro a Deus do que o sacrifício feito em favor de seres humanos indignos. Mas, se fosse necessário oferecer este preço alto novamente em favor de nós, prontamente Deus ofereceria. O amor de Deus, longe de ser um mero sentimento, extrapola nossa mais profunda compreensão. Este amor tão profundamente admirável, vai além de nossa capacidade de entendimento. A dimensão da grandeza deste princípio existente em Deus é tão espantosa que nem o tempo da eternidade será suficiente para compreendê-lo totalmente.

Leitura Adicional

“O herdeiro de Deus veio ao nosso mundo sob o manto da humanidade, como alguém de origem humilde, como aquele que serve. Quanto se aproximou o tempo em que Ele deveria oferecer Sua vida na cruz, Seu amor foi revelado nas palavras: “Sabendo, pois, Jesus todas as coisas que sobre Ele haviam de vir, adiantou-Se” (Jo 18:4).Ele não só estava para morrer, mas sabia exatamente a vergonha e humilhação que teria de sofrer, o tratamento cruel que deveria receber. Nenhuma compulsão O levou à morte ignominiosa sobre a cruz, mas Ele fez de Sua vida uma oferta pelo pecado. O desejo de Deus de salvar o mundo era o desejo de Cristo, Seu próprio amor era um como Pai, e esse amor O constrangia.

Aqui é manifesto o amor de Deus, indescritível, incomensurável, e que ultrapassa todo conhecimento. A mente humana não consegue entendê-lo em sua plenitude, mas devemos nos esforçar o máximo que pudermos para transmitir o amor redentor aos outros. A eternidade, toda a eternidade, desdobrará esse amor, e então, saberemos o que aqui não podemos compreender (The Bible Echo, 25 de novembro de 1895).

DOMINGO, 12 DE JUNHO – “Quem me tocou nas vestes?” – (Mc 5:24-34; Lc 8:43-48)

            Esta história apresenta lições importantes para todos nós. A mulher da narrativa que estava enferma por doze anos, foi desiludida e castigada pela teologia da época. Sua enfermidade era encarada como algo repugnante. Teve que se esconder em vilarejos fora da cidade, pois, na cidade, se fosse descoberta: seria apedrejada.

Escondeu-se por muitos anos, sem amigos, sem parentes e, segundo os rabinos daquele tempo: sem Deus. Parece que algumas coisas nunca mudam. Em nosso tempo quantas pessoas são castigadas dia após dia com declarações e ensinamentos distorcidos da maneira como Deus julga os fatos. Também há aqueles que, com facilidade, estão prontos a julgar e tardios a serem compassivos. Não estou fazendo apologia ao erro e ao pecado, mas, creio que a melhor maneira de salvar as pessoas em seus erros e pecados não é lhes trazendo mais culpa, e sim, demonstrando mais compaixão, amor e cuidado por elas. É claro, muitos são maltratados e condenados por erros que jamais cometeram. Este caso é exatamente a história desta mulher. O mais chocante é que ela se retirou dos vilarejos e se arriscou a entrar na cidade para procurar o tão famoso Jesus de Nazaré.

Na verdade, essa mulher, pela fé entendia que havia algo diferente em Cristo e, por esta razão, foi ao seu encontro. Arriscou sua própria vida para, pelo menos, tocar nas vestes do grande mestre. O Espírito Santo tocou profundamente no coração daquela mulher e ela percebeu o que muitos não conseguiram perceber. Embora Jesus estivesse sendo apertado e empurrado por muitas pessoas ao seu redor, Ele percebeu o poder da fé somente no singelo toque daquela alma sofrida.

Leitura Adicional

“O bendito Redentor podia distinguir o toque da fé do contato casual da multidão descuidada. Conhecia muito bem todas as circunstâncias do caso, e não deixaria passar essa confiança sem um comentário. Desejava dirigir à humilde mulher algumas palavras de conforto que fossem para ela um manancial de alegria” (Panfleto: Redemption: or the Miracles of Christ, the Mighty One [Redenção: ou os milagres de Cristo, o Poderoso], p. 95-97).

“Olhando para a mulher, Cristo insistiu em saber quem O havia tocado. Vendo que era inútil ocultar-se, ela se adiantou tremendo, e prostrou-se a Seus pés. Com lágrimas de gratidão contou-Lhe, perante todo o povo, porque Lhe tocara nas vestes, e como havia sido imediatamente curada. Temia que seu ato em tocar-Lhe a vestimenta fosse uma presunção; mas nenhuma palavra de censura saiu dos lábios de Cristo. Só proferiu palavras de aprovação. Estas provinham de um coração de amor, cheio de simpatia pelo infortúnio. “Tem bom ânimo, filha”, disse suavemente; “a tua fé te salvou; vai em paz.” Luc. 8:48. Quão animadoras foram essas palavras para ela! Agora nenhum temor de haver ofendido lhe amargurou a alegria.

Aos curiosos da turba que se comprimia em volta de Jesus, não havia sido comunicado nenhum poder vital. Mas a sofredora mulher que Lhe tocara com fé recebera cura. Assim nas coisas espirituais difere o contato casual do toque da fé. Crer em Cristo meramente como o Salvador do mundo jamais trará cura à alma. A fé que é para salvação não é um simples assentimento à verdade do evangelho. Fé verdadeira é a que recebe a Cristo como Salvador pessoal. Deus deu Seu Filho unigênito, para que eu, crendo nEle, “não pereça, mas tenha a vida eterna”. João 3:16. Quando me aproximo de Cristo, segundo a Sua palavra, cumpre-me acreditar que recebo Sua graça salvadora. A vida que agora vivo, devo viver “na fé do Filho de Deus, o qual me amou e Se entregou a Si mesmo por mim”. Gál. 2:20. (Ciência do Bom Viver, p. 62).

“A mulher enferma cria que Jesus poderia curá-la e, quanto mais sua mente se fixava nesse sentido, mais certa ela ficava de que o simples ato de tocar Suas vestes a livraria da enfermidade. Em resposta à sua firme convicção, a força do poder divino atendeu à oração. Esta é uma lição de encorajamento para os que estão manchados pelo pecado. Assim como Jesus tratava das enfermidades corporais, Ele tratará com aquele que se arrepende e chama a Ele. O toque da fé trará o desejado perdão que enche o coração de gratidão e júbilo (Panfleto: Redemption: or the Miracles of Christ, the Mighty One, p. 95-97).

SEGUNDA, 13 DE JUNHO – Ele “tirou as vestes” –  (Mt 20:20-28; Jo 13:1-16)

            A humildade e o altruísmo é uma das chaves mais sublimes para fé cristã. Estas duas palavras são tão importantes que, se Lúcifer não tivesse perdido-as jamais teria se rebelado e o pecado seria inexistente. Ainda hoje, mesmo em meio a tanto egoísmo e orgulho, há uma clara demonstração, através de Cristo, que a humildade e o altruísmo ainda são essenciais e fundamentais para a vida. Esta praga (orgulho e egoísmo) é uma das características do caráter de Satanás, e todo aquele que vive sobre o seu efeito ainda precisa ter um sério encontro com o Redentor e Sua graça. Os discípulos foram atingidos por esta praga mortal. A luta pela supremacia e pelo primeiro lugar é uma consequência certa no coração dos que estão corrompidos pelo orgulho e egoísmo.

Jesus, sendo Deus, se humilhou se vestindo da humanidade. Para Ele, se rebaixar à esfera angelical já seria ultrajante, imagina então descer na esfera do pó da terra? Que lição os discípulos aprenderam naquele dia e que humilhação tiveram que suportar ao agirem como crianças rebeldes diante do Rei do universo. No entanto, temos que ter em mente que, hoje, os discípulos somos nós! Podemos estar agindo de maneira tão infantil diante de Deus quanto os discípulos. É possível que sejamos tão soberbos quanto foram àqueles pobres homens. O pior de tudo é que, às vezes somos cegados pela nossa falsa humildade a ponto de cometer atrocidades em nome de Deus e da fé. O orgulho é tão trágico que nos faz acreditar que somos humildes quando na verdade não somos. Jesus, além de se vestir da humanidade, ainda precisou dar lições mais claras ainda do papel da humildade na vida dos que pretendem possuir o caráter de Deus em suas vidas. Naquele tempo lavar os pés do outro era dever apenas de servos e escravos, e neste caso, Jesus estava mostrando claramente que, Ele (Deus) estava ali para servi-los. Isto foi uma esmagadora advertência e humilhação para eles.

Leitura Adicional

“O Salvador deu algum tempo mais para o assunto, para ver se seu coração [dos discípulos] iria mudar. E então, aquele que amou, levantou-Se, pôs de lado as vestes e, tomando uma toalha, envolveu nela os lombos e derramou água na bacia. Foi então que os discípulos focaram atônitos e envergonhados. Cristo não poderia ter aplicado sobre eles uma repreensão ainda maior. Em seu coração, Ele tinha pena dos discípulos. Sabia que, depois de Sua morte, toda a cena haveria de afligi-los, e seria castigo suficiente. Ele já estava sentindo o peso de um grande fardo, que nenhum deles poderia tomar. Mas Seu amor não mudou em nada. Ele sabia que estava chegando a hora em que deveria Se afastar desde mundo e ir para o Pai, mas, “tendo amado os Seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim” (Jo 13:1). Seu amor era duradouro, era divino. Entre os discípulos, seus ciúmes infantis e paixões os estavam ferindo. …

… No ato de Se envolver com uma toalha para lavar os pés dos discípulos, Jesus desejava subjugar e purifica-los de inimizades, dissensão, inveja e orgulho. Com esse infeliz espírito de dissensão, nenhum deles estava em condições de ser aceito diante de Deus. O coração renovado, purificado de toda contaminação, era muito mais uma consequência do que a aplicação exterior da água para os pés empoeirados. Jesus não poderia lhes dar as lições que tanto desejava transmitir, a menos que eles entrassem em estado adequado de humildade e afeição. A dissensão sempre cria ódio, mas Cristo a afastou no ato de lavar os pés dos discípulos. Houve mudança de sentimento, passou a haver união de coração e amor mútuo. Eles se tornaram mansos, dóceis e amorosos, e teriam concedido a qualquer um o lugar mais elevado. Estavam preparados para participar da última ceia, com os perfumados sentimento de amor, profundo e completo, por seu Mestre e uns pelos outros” (Review and Herald, 5 de julho de 1898).

TERÇA, 14 DE JUNHO – “Nem rasgará as suas vestes” – (Lv 21:10; Mt 26:59-68; Mc 15:38; Hb 8:1)

            Caifás, ao rasgar as vestes estava trazendo condenação a si mesmo e a todo o sistema sacerdotal. Além de representar o fim deste sistema, estaria inaugurando a vinda do novo sistema sacerdotal: o de Cristo prefigurado há tanto tempo.

As vestes de Caifás precisavam ser substituídas por uma veste maior e sublime. As vestes de Caifás não podiam trazer redenção assim como qualquer outra veste. Somente Jesus com sua veste sacerdotal é que, verdadeiramente, teria o poder para salvar.

Que experiência terrível Caifas e seus companheiros tiveram. Quanto lamento sairá desses homens quando, na ressurreição, perceberem que estavam diante do real significado de todo o simbolismo praticado no santuário por eles. Que terrível amargura terão ao descobrirem que o autor do universo e da vida humana estava ali sendo maltratado, preso e morto por suas próprias mãos. Com certeza é muito melhor jamais ter existido do que ter na vida uma experiência tão horrível como esta.

Pelo menos uma atitude certa ele teve, a de rasgar as suas vestes, já que estavam a ponto de perder todo o significado. Jesus, o verdadeiro sumo sacerdote vestiria as vestes mais sublimes da intercessão celestial.

Leitura Adicional

“O modelo das vestes sacerdotais foi dado a Moisés no monte. Cada peça que o sumo sacerdote deveria vestir, e a forma como devia ser feita, foram especificados. Essas peças eram consagradas a um proposito muito solene. Por meio delas, era representado o caráter do grande antítipo, Jesus Cristo. Elas cobriam o sacerdote com glória e beleza, e tornavam aparente a dignidade de seu cargo. Quanto estava vestido delas, o sacerdote se apresentava como representante de Israel, mostrando por suas vestes a glória que Israel deveria revelar ao mundo como o povo escolhido de Deus. Nada além da perfeição, no traje e na atitude, no espírito e na palavra, seria aceitável a Deus. Ele é santo, e Sua glória e perfeição devem ser representadas no serviço terrestre. Nada, a não ser a perfeição, pode representar adequadamente a santidade do serviço divino. O homem finito pode rasgar o próprio coração, mostrando espírito contrito e humilde, mas nenhum ato de rasgar devia ser feito com as vestes sacerdotais.

O sacerdócio estava tão pervertido que quando Cristo declarou ser o Filho de Deus, Caifás, com pretenso horror, rasgou suas vestes e acusou de blasfêmia o Santo de Israel.

Muitos se dizem cristãos, hoje, estão em perigo de rasgar as vestes, fazendo uma demonstração exterior de arrependimento, quando seu coração não está suavizado nem subjugado. É por isso que muitos, continuam a falhar na vida cristã. Demonstram aparência de tristeza pelo mal, mas seu arrependimento não é daquilo de que precisa se arrepender” (SDA Bible, Commentary, v. 5, p. 1.104, 1.105).

Quando rasgou assim sua roupa com zelo fingido, o sumo sacerdote poderia ter sido denunciado perante o Sinédrio. Ele fez aquilo que o Senhor havia ordenado não se fizesse. Pondo-se sob a condenação de Deus, ele condenou Cristo como sendo blasfemo. Executou todas as suas ações com relação a Cristo como juiz sacerdotal de Deus. O manto sacerdotal, rasgado a fim de impressionar o povo com seu horror ao pecado de blasfêmia, cobria um coração cheio de maldade. Ele agiu sob a inspiração de Satanás. Sob as lindas vestes sacerdotais, ele cumpriu a obra do inimigo de Deus. Isso tem sido feito vez após vez pelos sacerdotes e governantes.

As vestes rasgadas marcaram o fim do sacerdócio de Caifás. Por sua própria ação, ele se incapacitou para o ofício sacerdotal. Após a condenação de Cristo, ele foi incapaz de agir sem mostrar a paixão mais irracional. Sua consciência torturada o afligia, mas ele não sentia aquela tristeza que leva ao arrependimento.

A religião dos que crucificaram Cristo era uma simulação. As vestes supostamente santas dos sacerdotes cobriam corações cheios de corrupção, maldade e crime. Consideravam que o lucro fosse sinal de piedade. Os sacerdotes eram nomeados, não por Deus, mas por um governo incrédulo. A posição de sacerdote era comprada e vendida como mercadoria. Foi assim que Caifás obteve seu ofício. Ele não era sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, pela nomeação de Deus. Ele havia comprado e vendido para praticar a impiedade. Ele nunca soube o que era ser obediente a Deus. Tinha a aparência de piedade, e isso lhe dava o poder para oprimir” (SDA Bible Commentary, v. 5, p. 1.105).

QUARTA, 15 DE JUNHO – Vestes de zombaria – (Lc 23:10,11; Mc 15:17-20)

            Quanta humilhação alguém pode ser capaz de suportar quando verdadeiramente ama. Deus suportou toda a tirania, perseguição, ódio e humilhação daqueles que Ele criou. Suportou até o último fôlego de vida toda a injustiça e maldade para trazer benefício de salvação e bênçãos eternas. As suas vestes eram motivo de zombaria, mas mal sabiam eles que a veste manchada e arruinada que estava sobre Ele era a veste de cada ser humano que estava sendo levada para cruz e para a sepultura. Esta veste pode ser um símbolo das vestes humanas que Cristo aceitou levar sobre seus ombros machucados.

Quanta insensibilidade existe no coração humano e mesmo em nossos dias a cegueira tem feito com que as pessoas ajam com extrema insensibilidade diante da história e do sacrifício de Jesus. Piadas e deboches têm sido feitos em nome de Deus e nas histórias bíblicas e pessoas nas diversas plateias tem soltado os risos diante de coisas muito sagradas. Nós mesmos temos que tomar muito cuidado para não cair neste engodo de transformar a palavra de Deus em histórias cômicas. A palavra de Deus, a história de Jesus e as histórias bíblicas foram reais e revelam a seriedade do conflito entre o bem e o mal que é travada por nós ou contra nós. Enquanto alguns zombavam de suas vestes, outros observavam com temor e espanto. Hoje, da mesma forma, enquanto alguns zombam de Cristo e suas verdades, outros por temor e amor se entregam sem reservas.

Leitura Adicional

“Os perseguidores de Cristo tentaram medir-Lhe o caráter pelo deles próprios; tinham-nO figurado tão vil como eles. Mas por trás de toda a presente aparência introduziu-se, malgrado seu, outra cena – cena que eles hão de ver um dia em toda a sua glória. Houve alguns que tremeram na presença de Cristo. Enquanto a rude multidão se inclinava diante dEle em zombaria, alguns que se adiantaram para esse fim recuaram, aterrorizados e mudos. Herodes ficou convicto. Os últimos raios de misericordiosa luz incidiam sobre seu coração endurecido pelo pecado. Sentiu que Este não era um homem comum; pois a divindade irradiara através da humanidade. Ao mesmo tempo que Cristo estava cercado de escarnecedores, adúlteros e homicidas, Herodes sentiu estar contemplando, um Deus sobre Seu trono” (Desejados de Todas as Nações, p. 731).

QUINTA E SEXTA, 16 E 17 DE JUNHO – “Repartiram entre si as Minhas vestes” – (Jo 19:23, 24; Mt 27:35)

            Dentre todas as narrativas da Bíblia, esta era sem dúvida a mais significativa. O centro do conflito entre o bem e o mal estava chegando ao seu apogeu. A cruz foi o centro de toda a história da redenção. Embora a finalização do conflito seja significativamente importante, no entanto, nada mais pode ser mais chocante do que a cruz do calvário.

Na cruz Jesus pode contemplar muitos fatos e acontecimentos. Seus olhos pode ver o sofrimento, a injustiça e o olhar apreensivo dos que estavam presentes. Também, possivelmente, tenha fixado seus olhos nos soldados que repartiram suas vestes. Jesus pode redobrar suas forças ao ver tal cena profética. Logo encerraria seus sofrimento e com ele a esperança de vida eterna aos que Nele depositarem suas pobres vidas.

Que cena deve ter sido esta! De um lado estava Satanás e sua comitiva, e de outro O Pai e suas hostes celestes. Jesus não pode contemplar nenhum dos dois grupos, mas, independente disto, ali estava o tabuleiro montado e o cheque mate de Deus no intenso conflito. Satanás tentou vencer pela força, mas Deus venceu pelo amor e bondade. Satanás se sentiu vitorioso ao ver seu rival se agonizando na cruz. Porém, não demorou muito para perceber que seu grito de vitória se tornaria em um grito desesperador de intensa derrota.

Leitura Adicional

“Nos sofrimentos de Cristo sobre a cruz, cumpriu-se a profecia. Séculos antes da crucifixão, predissera o Salvador o tratamento que havia de receber. Dissera: “Pois Me rodearam cães; o ajuntamento de malfeitores Me cercou, transpassaram-Me as mãos e os pés. Poderia contar todos os Meus ossos; eles Me vêem e Me contemplam. Repartem entre si os Meus vestidos, e lançam sortes sobre a Minha túnica.” Sal. 22:16-18. A profecia quanto a Suas vestes cumpriu-se sem conselho nem interferência de amigos ou inimigos do Crucificado. Aos soldados que O puseram na cruz, foram dados os Seus vestidos. Cristo ouviu a altercação dos homens, enquanto os dividiam entre si. Sua túnica era tecida de alto a baixo, sem costuras, e disseram: “Não a rasguemos, mas lancemos sorte sobre ela, para ver de quem será.” (Desejado de Todas as Nações, p. 746).

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site http://www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

Postado por Gilberto Theiss às Domingo, Junho 12, 2011 0 comentários Links para esta postagem

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Marcadores: Comentários da lição da Escola Sabatina

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