Estudo nº 06 – O manto de Elias e Eliseu – Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks

Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Segundo Trimestre de 2011

Tema geral do trimestre: Vestes da Graça

Estudo nº 06 – O manto de Elias e Eliseu

Semana de 30 de abril a 07 de maio

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristovoltara.com.br - marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 Verso para memorizar:Porque a tristeza segundo DEUS produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte” (2 Cor. 7:10).

Introdução de sábado à tarde

Elias é o meu profeta predileto. Gosto muito da história dele. Num tempo em que a idolatria tomou conta, esse homem permaneceu firme, chegando ao ponto de certo dia achar que estava só ao lado da verdadeira adoração. Tão fiel foi a DEUS que Este o levou para junto de Si. Ele nunca viu a morte. Enoque, Moisés e Elias, foram seres humanos pecadores, mas poderosos porque foram humildes e viviam entregues ao Senhor. Eles também falhavam, mas se levantavam em arrependimento, e DEUS os perdoou e em JESUS, foram salvos. Antes mesmo de JESUS ter morrido por eles!

“Entre as montanhas de Gileade, ao oriente do Jordão, habitava nos dias de Acabe um homem de fé e oração cujo destemido ministério estava destinado a deter a rápida disseminação da apostasiaem Israel. Distanciadode qualquer cidade de renome, e não ocupando nenhuma alta posição na vida, Elias, o tesbita, não obstante entregou-se à sua missão, confiante no propósito de Deus de preparar diante dele o caminho e dar-lhe abundante sucesso. A palavra de fé e poder estava em seus lábios, e toda a sua vida estava devotada à obra da reforma. Sua voz era a de quem clama no deserto para repreender o pecado e fazer refluir a maré do mal. E conquanto viesse ao povo como reprovador do pecado, sua mensagem oferecia o bálsamo de Gileade a toda alma enferma do pecado que desejasse ser curada.

“Ao Elias ver Israel aprofundar-se mais e mais na idolatria, sua alma ficou angustiada e despertou-se-lhe a indignação. Deus havia feito grandes coisas por Seu povo. Tinha-o libertado do cativeiro e lhe dado “as terras das nações, … para que guardassem os Seus preceitos, e observassem as Suas leis”. Sal. 105:44 e 45. Mas os beneficentes desígnios de Jeová haviam sido agora quase esquecidos. A incredulidade estava depressa separando a nação escolhida da Fonte de sua força. Contemplando esta apostasia, do seu retiro na montanha, Elias sentiu-se oprimido pela tristeza. Em angústia de alma ele suplicou a Deus que detivesse em seu ímpio curso, o povo outrora favorecido, visitando-o com juízos, se necessário fosse, a fim de que pudesse ser levado a ver em sua verdadeira luz seu afastamento do Céu. Ele ansiava por vê-los levados ao arrependimento, antes que fossem tão longe na prática do mal a ponto de provocar o Senhor para que os destruísse completamente.

“A oração de Elias foi respondida. Apelos constantemente repetidos, admoestações e advertências tinham falhadoem levar Israelao arrependimento. Havia chegado o tempoem que Deusdevia falar-lhes por meio de juízos” (Profetas e reis, 119 e 120).

Primeiro dia: “Uma voz tranquila e suave”

Vamos relatar, sucintamente, o desenrolar de fatos importantes na vida de Elias. Depois de três anos e meio com seca, Elias volta perante o rei Acabe para mostrar quem é DEUS de verdade. Haviam sofrido por 40 meses uma seca devido a adoração a deuses que eles diziam, podiam mandar a chuva, e dar-lhes boas safras. Em especial o deus Baal, que “é descrito como um deus semita e era adorado pelos Cananeus e Fenícios. Baal era principalmente um deus do sol, chuva, trovões, fertilidade e da agricultura e, em algum momento, ele ultrapassa o deus da água, Yam. Baal é o filho do deus Dagan ou Dagon, outro deus Cananeu semita” (Wikipédia).

Então, com todos esses atributos, onde ficou Baal? Por que não fez nada pelos seus adoradores? Porque ele era uma invenção de seres humanos, uma estátua morta, incapaz de tudo.

Reunidos, Elias, o rei Acabe, os 450 profetas de Baal, e muito povo, ali no alto do monte Carmelo se realizou uma prova para ver quem era DEUS de verdade e quem era falso. Os profetas de Baal fizeram longo, tedioso e exaustivo ritual para que Baal respondesse. Mas nada! E o rei e seus grandes observavam tudo, torcendo para que Baal agisse. Afinal, todos os seus sacerdotes estavam lá. Mas, astuta, Jezabel guardou-se e não foi para o monte. Estrategicamente evitou o confronto. Foi ela quem introduziu a adoração de Baal entre o povo de DEUS.

Enfim, chega a vez de Elias. Ele manda jogar muita água sobre a oferta, sobre a lenha, sobre o altar, e ainda havia cavocado uma valeta em redor do altar, enchendo-a de água. Que desafio! É por esse eposídio que tenho grande admiração por Elias. Ele era um reformador, e desafiou a falsidade com a coragem da fé. Que profeta poderoso!

Elias ajoelha-se perante DEUS, faz uma única oração com calma e serenidade, nada de barulho, nada de danças, nada de gritaria, nada de tambores, nada de ritual místico. Ao final da oração, assustando a todos menos Elias, desce fogo do alto, de algum lugar do Universo, e se posiociona sobre o altar. O fogo consome a oferta e, como se fosse álcool, lambe até a água. O fogo consumiu o holocausto, a lenha, e até as pedras se queimaram (I Reis 18:38).

Agora estava evidente quem era e quem não era DEUS. Havia uma só coisa a se fazer, e Elias deu a ordem para que se matasse todos os profetas de Baal. O povo prendeu esses profetas, e Elias os matou, um por um. Depois ele orou sete vezes, e choveu abubantemente. Elias, com uma força que lhe vinha de DEUS, correu à frente da carruagem de Acabe por37 km, conduzindo-a até o palácio, sob a intensa chuva. Isso significava que Acabe dependia dos profetas do DEUS vivo, não dos de Baal de sua esposa Jezabel. Acabe devia consultar-se com algum profeta do Senhor.

Acabe relatou a impressionante história a sua esposa Jezabel. Esta ficou tão furiosa que enviou um mensageiro a Elias dizendo que no dia seguinte seria a vez dele ser morto do mesmo modo como ele matou aqueles profetas. Foi aí que Elias desanimou.

Difícil ficar indiferente. Depois daquela demostração inequívoca de quem era e quem não era DEUS, Jezabel ainda não se arrependeu? E Acabe nem sequer se dispôs a defender Elias perante a sua esposa? Mas que governo era esse que não mudava em nada, mesmo com sinais miraculosos por parte de DEUS, e nenhuma manifestação por parte de Baal? Depois de tudo isso, nada mudou, Jezabel continuava matanto profetas de DEUS. Embora não se justifique, Elias desanimou tanto que decidiu fugir. Faltava ainda completar o trabalho que já durava 3,5 anos. Faltava a eliminação da causa primeira de toda aquela idolatria, faltava a morte de Jezabel. Elias desistiu bem diante do último ato do drama.

Hoje é assim também. Por mais evidente que sejam as mensagens na Bíblia e do Espírito de Profecia, por mais que muitos pregadores falem claro e direto sobre a necessidade de mudança, quantos em meio a nosso povo continuam seduzidos pelo mundanismo, como se ninguém os tivesse avisado. Dias atrás vi a um pastor bem desanimado. A frequencia em sua igreja, nas quartas-feiras à noite é em torno de 3% a 4% do número de membros. É de desanimar.

Elias fugiu dali. Mas DEUS estava com ele. Debaixo de um zimbro ele foi dormir. Um anjo veio até ele e lhe deu pão e água. Com a força daquele alimento ele caminhou 40 dias e noites, e então entrou numa caverna. Ele queria morrer ali mesmo. Não era um suicida, mas queria que DEUS o fizesse descansar. DEUS lhe fez ver um forte vento, um forte terremoto e o intenso fogo. Depois disso, uma briza suave, e então Elias viu que DEUS estava nessa brisa. Isso quer dizer que DEUS age sem precipitações. Ele não age como um vendaval, nem como um terremoto nem como o fogo. Essas coisas só em casos extremos. DEUS age como a brisa, com suavidade. Elias não havia entendido o modo de DEUS agir no embate com o governo de Acabe e Jezabel. E ele não havia confiado em DEUS para fazer a Sua vontade em vez de fugir.

Diante desse fracasso, DEUS determinou que Elias preparasse Eliseu para substituí-lo. Agora Elias não possuía mais condições morais para enfrentar as duras tarefas de um profeta. Outro devia tomar o seu lugar.

Mas Elias foi tão fiel a DEUS que Este o levou para junto de si.

Segunda: A troca de vestimentas

Elias estava um tanto cansado de suas labutas em favor do povo de DEUS, e Este percebeu isto, como pode perceber tudo. Elias já não era novo, a idade estava avançando. Ele fora fiel em tudo, mas agora outro precisava tomar o seu lugar. O episódio com Jezabel foi uma gota d’água no copo da paciência de Elias. Parece que agora ele já não conseguiria mais ter força moral para suportar as difíceis situações que os profetas precisam enfrentar. É dura a vida dos servos de DEUS em certas épocas e lugares. Então DEUS escolheu Eliseu.

Por ordem de DEUS, logo após a fuga de Elias diante de Jezabel, ele foi ungir alguns reis e também falar com Eliseu, um humilde jovem trabalhador do campo. Passando por onde Eliseu trabalhava, lançou a sua capa sobre o jovem, e isso continha um significado impressionante.

Eliseu era humilde. Estavam trabalhando com 12 juntas de bois, e ele era o décimo segundo. Vinha atrás de todos, mas perante DEUS, esse último foi o primeiro, o escolhido. Assim também fora com Davi, o último filho, mas o escolhido por DEUS.

Eliseu, fiel a DEUS, entendeu o significado do gesto de Elias. Ele seria o novo profeta. Naqueles dias era uma dura tarefa, de alto risco de vida em certos momentos, com missões ingratas, apelos não atendidos e frequentes desapontamentos. Eliseu poderia ter não aceito, mas ele aceitou de pronto.

Então passou-se algum tempo. Eliseu e Elias andaram juntos por esse tempo. Estavam próximos, e Eliseu foi aprendendo de Elias como os discípulos aprenderam de JESUS. Nesse meio tempo Elias teve mais alguns enfrentamentos com a corrupta e idólatra monarquia de Israel. Por exemplo, Elias enfrentou certa vez Acabe e Jezabel, e os repreendeu severamente por causa da violenta e corrupta tomada do campo de Nabote (1 Reis 21:17 a 29). Foi ainda no tempo de Elias que Acabe foi morto, numa batalha. Ele ainda enfrentou o rei Acazias, sucessor de Acabe. Profetizou a sua morte, o que se pode ver em 2 Reis 1:1 a 18. Mas Jezabel ainda viveu por vários anos, causando grandes danos ao povo de DEUS.

Finalmente chegou o dia de Eliseu suceder Elias. Ele estava pronto, aprendera como ser profeta. DEUS disse a Elias que ele seria levado ao Céu. Isto se tornou público, ao menos entre os professores e alunos das escolas dos profetas. Nestas escolas os professores eram pessoas fiéis a DEUS, e eram profetas. Ali se aprendiam ofícios e profissões seculares, mas também era intenso o estudo dos assuntos da fé. A formação era integral. Algo parecido com os nossos internatos de hoje, porém, com bem mais carga de estudos sobre a fé e a verdade de DEUS.

Naquele dia Elias passou por estas escolas, junto com Eliseu. Foi talvez para oficialmente apresentar o novo profeta. O assunto sempre incluiu a partida de Elias. Havia um penúltimo teste sobre Eliseu. Antes de partir para uma outra escola dessas, Elias dizia a Eliseu que ficasse, para seguir só, mas Eliseu sempre decidia ir junto. Dizia: “tão certo como vive o Senhor e vive a tua alma, não te deixarei” (ver em 2 Reis 2:1 a 8). Eliseu dizia: “não te deixarei”, e isso significa, assumi o cargo que me passas. Mas havia mais um teste sobre Eliseu, o último. Após passarem pelo rio Jordão, Elias falou a Eliseu que lhe fizesse um último pedido. Dependendo do que Eliseu pedisse, estaria preparado para lhe suceder, ou poderia ser o contrário. Eliseu pediu “porção dobrada do espírito de Elias” (2 Reis 2:9), isto é, queria o poder como Elias. Era o que devia ter pedido; ele demonstrava estar preparado. A resposta de Elias foi uma advertência, “dura coisa pediste”, e Elias lhe disse que receberia tal poder se o visse partindo para o Céu. Isto quer dizer, nesse caso DEUS teria aceito Eliseu como profeta.

Desde o momento do lançamento da capa sobre Eliseu, lá na lavoura, até esse último instante, Eliseu estava sendo preparado intensamente para ser profeta. Esse preparo era importante, pois a nação se achava corrompida e precisava ser advertida por profeta poderoso. E ele enfrentou situações dramáticas como profeta, mas ao contrário de Elias, sempre foi muito sereno e calmo. Homem humilde, simples, que não se aproveitava de seu poder, foi uma tremenda influência num país que insistia em se prostituir com os povos ao redor.

Terça: O uso de pano de saco

Acabe queria a terra de Nabote, que ficava ao lado da terra do palácio. Aquela era uma terra excelente, mas pertencia a Nabote, que não queria vender. Então, por meio de uma conspiração engendrada por Jezabel, Nabote foi morto, e a terra foi tomada dele.

Elias, recuperada a sua intrepidez, outra vez em nome de DEUS entrou em cena e enfrentou o rei Acabe. Ele o advertiu severamente, bem ao seu estilo de profeta. Levando as palavras de DEUS, o repreendeu com dureza e lhe informou sobre a decisão de DEUS, de que seria morto e os cães comeriam os seus restos mortais, bem como os de Jezabel.

A essa mensagem Acabe parou para pensar, e viu a gravidade de sua ação. Esse era um homem que não refletia muito sobre o que estava por fazer. Só quando Elias o enfrentou outra vez que ele se deu conta por inteiro de sua ação precipitada e cruel. Ele destruíra um lar e tomara por meios ilícitos o que não lhe pertencia. Diante da dureza da mensagem de Elias, que era homem de poucas palavras, o rei caiu em si e viu que agora ele mesmo iria ser atingido por DEUS, e de forma cruel. Ou seja, iria colher o que havia semeado. A vida é sempre assim. E ele viu que não poderia mais desfazer o mal contra Nabote.

Acabe arrependeu-se, humilhou-se diante de DEUS e diante dos homens. Um rei fazer isso é algo muito significativo, e impressionava as pessoas. Ele rasgou as suas roupas e vestiu pano de saco. Andava cabisbaixo, buscando o perdão. Jejuava e dormia sobre panos de saco.

O que significavam esses atos? Eles significavam demonstrações visíveis de arrependimento e humilhação, o que poderia ser visto não só por DEUS, mas também pelos homens.

“Pano de saco era um tecido rústico usado em várias aplicações, citado frequentemente na Bíblia como um tipo de vestimenta. Roupas de pano de saco serviam para comunicar certas emoções ou atitudes às outras pessoas. Em termos gerais, a roupa de pano de saco mostrava a angústia da pessoa. Mas, angústia e perturbação podem ser resultados de vários fatores e, por isso, observemos alguns motivos mais específicos para o uso desse rústico e grosseiro tecido.

“1. Sinal de tristeza e lamentação, especialmente devidas à morte ou às calamidades (Salmo 35:13-14; Isaías 15:1-3; 32:9-12; Ezequiel 27:29-32; Joel 1:8,13; Amós 8:10). Quando Jacó recebeu a notícia (falsa) da morte de José, seu filho predileto, ele “rasgou as suas vestes [outro sinal de angústia], e se cingiu de pano de saco, e lamentou o filho por muitos dias” (Gênesis 37:34). Quando Abner foi morto, Davi ordenou ao povo: “Rasgai as vossas vestes, cingi-vos de panos de saco e ide prateando diante de Abner” (2 Samuel 3:30-32). Quando saiu a ordem do rei da Pérsia autorizando a aniquilação dos judeus, Mordecai “se cobriu de pano de saco e … clamou com grande e amargo clamor”. Os outros judeus mostraram sua angústia com o mesmo sinal de luto (Ester 4:1-3). Este sinal, às vezes, acompanhava a mensagem triste de profetas (Apocalipse 11:3-6).

“2. Evidência de humildade, especialmente de um suplicante (Salmo 30:8,10-11). Ezequias e os outros líderes de Judá se vestiram de pano de saco quando este entrou na presença de Deus para pedir livramento da ameaça assíria (2 Reis 19:1-3,14-19). Ben-Hadade e seus soldados se vestiram de pano de saco e pediram a clemência do rei Acabe de Israel (1 Reis 20:31-32). Daniel disse: “Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza” (9:3).

“3. Demonstração de arrependimento (Mateus 11:21; Lucas 10:13). Os ninivitas ouviram as advertências do profeta de Deus e se converteram, cobrindo-se de pano de saco (Jonas 3:5-9). Depois do cativeiro babilônico, os filhos de Israel jejuaram, trouxeram terra sobre si e se vestiram de pano de saco quando chegaram a confessar seus pecados diante do Senhor (Neemias 9:1-4)” (http://www.estudosdabiblia.net/bd12_02.htm)

Na Bíblia não há determinação do uso do pano de saco para certos fins. Foi uma criação do ser humano. No entanto, é uma atitude de bom efeito e bom resultado. Facilita e firma uma mudança de atitude, de arrogante para humilde. Não é a única maneira de buscar humildade, ou de demonstrar arrependimento. O ser humano precisa fazer algo prático, real e visível para influenciar-se a si mesmo quando deseja mudar o seu modo de viver. Isso funciona bem. Por exemplo, minha esposa e eu, anos atrás, decidimos mudar para frequentar um grupo bem humilde e simples. O prédio do templo é de madeira, e é antigo, se bem que bem cuidado. Ali ao longo do tempo nos percebemos mais humildes, o que foi bom. Devemos fazer algo prático, visível e impactante em nossa vida para buscarmos as virtudes de cidadãos do reino de DEUS. Isso é positivo para nossa vida espiritual.

DEUS informou Elias sobre a atitude de Acabe. Deve ter-se surpreendido com isso, e Elias foi de imediato para junto de Acabe levar notícias mais suaves e agradáveis. Isso que lhe fora comunicado por DEUS aconteceria nos dias de seu filho. Ou seja, DEUS suavizou o castigo, e na verdade deu mais um tempo para Acabe se tornar radicalmente diferente, e Jezabel mudar por completo, o que não aconteceu. Veja só como DEUS falou com Elias: “não viste como Acabe se humilhou perante Mim? Portanto, visto que se humilha perante Mim, não trarei este dano nos seus dias, mas nos dias de seu filho o trarei sobre a sua casa” (1 Reis 21:29). Acabe abusou da paciência de DEUS. Agora sua família receberia o devido castigo. Estou certo de que esse castigo poderia ser evitado, se Jezabel também se arrependesse e se seu filho fizesse o mesmo. Porém, como esse filho se arrependeria se seus pais o ensinaram, por vida e exemplo, a ser rebelde contra DEUS? Eis que tudo o que fazemos repercute em nossos filhos, netos e até bisnetos. Devemos ter muito cuidado em não degenerar a nossa família pelo que fazemos. O arrependimento é pessoal. Podemos por meio dele até nos salvar, mas, por meio de nosso modo de viver, afetar negativamente os nossos descendentes, e assim levá-los à morte eterna. Isso precisa ser motivo de profundas reflexões e mudança de vida, e quem sabe, usar pano de saco, ou outra forma alternativa de cultivo da simplicidade e da humildade.

Quarta: O arrebatamento de Elias

Dois homens tiveram uma experiência única e de profundo impacto. As horas que precederam o arrebatamento, portanto, foram de intensa expectativa. Elias e Eliseu passaram por três escolas, visitando-as, por certo para alguma confirmação na fé e despedida. Elias devia ser um dos grandes mestres para aqueles alunos. Eliseu seria o próximo professor, em lugar de Elias. Eles sabiam que o profeta seria levado vivo ao Céu. Que privilégio! Nesse sentido ele é um tipo daqueles fiéis servos de DEUS que aguardarão vivos a segunda vinda de CRISTO, já sabendo o dia e a hora desse evento.

Após visitarem a última escola, os dois iam juntos, conversando, em direção ao Rio Jordão. Eliseu certamente aproveitava os últimos momentos com seu mestre para aprender mais e principalmente para observar o seu caráter. Eliseu admirava Elias, tanto que pediu porção dobrada do espírito dele, isto é, queria ser semelhante a Elias, ter um caráter a altura dele, e ser instrumento nas mãos de DEUS como Elias foi. E isso se confirmou na vida de Eliseu, como podemos ver no texto sagrado. Esse pedido demonstra o caráter de Eliseu. Assim devemos procurar ser também: servos leais a DEUS, cada vez mais desligados desse mundo. O foco de nossos interesses deve ser a Nova Terra.

Quando Elias foi convidar Eliseu para substituí-lo no ministério, ele lançou a sua capa sobre o então lavrador, que entendeu o significado, e aceitou na hora. Isso quer dizer que devemos estar preparados a cada momento, pois pode ser que DEUS nos chame no instante seguinte. Se não estivermos preparados, poderemos falhar e tomar a decisão errada, e direcionar o rumo de nossa vida para o fracasso espiritual. E esse tipo de fracasso significa a perda de tudo.

Agora essa capa seria utilizada para mais uma tarefa importante. Chegando às margens do Jordão, Elias a dobrou, e golpeou as águas do rio, que se fenderam como já acontecera no passado com o próprio Jordão e também com o Mar Vermelho, para a passagem do povo de Israel. Eliseu viu, agora, o poder de DEUS por meio de Elias, usando aquela capa. Ela se tornou símbolo do profeta. As pessoas reconheciam de longe o profeta por meio de sua capa, viam-na antes de sua fisionomia. Seria de agora em diante assim com Eliseu. A capa se tornou uma marca do profeta. Por ela, até o mau rei Acabe distinguiu Elias de longe. Seria como hoje, quem tem um automóvel diferente, vindo de longe, antes de se ver a pessoa, já se sabe quem vem se aproximando.

Mas voltemos aos últimos instantes, no momento da despedida. Que emoções sentiam os dois? Elias sabia que não passaria pela morte, e que logo veria a JESUS e a DEUS. Ele veria Aquele que viria morrer por ele e pelas pessoas do mundo todo. Ele veria e habitaria nas mansões da glória perfeita. Que privilégio! E para Eliseu seria também especial privilégio suceder esse grande profeta do Senhor. Em meio a esses sentimentos, em profunda admiração pelo caráter de Elias, Eliseu pediu porção dobrada de seu espírito para si, não para ser grande ou famoso, mas para ser humilde e fiel como foi seu mestre.

Atravessaram o Jordão, e caminhavam, quem sabe em silêncio ante a expectativa de a qualquer momento acontecer o arrebatamento. Eliseu ainda era afetado pela expectativa de ver ou não ver esse arrebatamento. Se visse, era o sinal de que seu o pedido fora atendido.

Então chega o momento. Os dois estavam juntos, e um carro de fogo, coisa impressionante, sem descrição em nossa fraca, insuficiente e imprecisa linguagem, estando um ao lado do outro, esse carro passa incrivelmente perto de Eliseu, e toma Elias, e alguém o coloca dentro do carro, e parte para as alturas, em meio a um redemoinho. Eliseu, de tão impressionado, de ter visto tudo aquilo, e de ter sido aprovado o seu pedido, rasga as suas vestes em uma atitude de extrema admiração e êxtase. Ele ficou tão impressionado, o impacto foi maravilhoso, que exclamou estupefato: “Meu Pai, meu Pai, carros de Israel e seus cavaleiros” (2 Reis 2:12). Aquilo não foi uma visão, tudo foi absolutamente real. Que privilégio!

Uma lição a aprender. Que mestre foi Elias! Que impressões esse homem deixou em Eliseu. Que ensinamentos para seu aluno, e que testemunho positivo. Muitas vezes, hoje, como pais, mães, como amigos, como professores, damos um testemunho que não deve ser seguido pelos outros! Nesse sentido Elias é um exemplo positivo. O seu aluno teve lições construtivas com ele, e o testemunho do mestre selou essas lições na sua vida prática.

Elias ficou contente ao perceber que Eliseu teve o pedido atendido. Então ele deixou cair a sua capa, que Eliseu tomou, e saiu dali, para assumir o ministério, que agora era de sua responsabilidade. Nesse sentido, a capa nos ensina algo importante. Em nossos dias, devemos como que vestir a capa de Elias e agir como Eliseu fez, ou também, como bem mais tarde fez João Batista. Devemos ser os reformadores modernos, especialmente dentro da igreja, para preparar um povo puro diante de DEUS, um povo fiel, pronto para receber o poder do ESPÍRITO SANTO, e concluir a missão, de ir a todo o mundo e pregar este evangelho a todas as pessoas em todos os cantos desse planeta.

Quinta: O manto de Eliseu

Quando Elizeu volta dessa experiência, cheio de fé e poder do alto, passa a experimentar o que recebeu: a porção dobrada do espírito de Elias que já estava com ele. Em seu poder estava a capa de Elias. Ele aproxima-se do Rio Jordão, e faz o mesmo como Elias fez: dobrando a capa, fere as águas do rio, e diz: “Onde está o DEUS de Elias?”. As águas se abrem, como há instantes antes, e ele passaem seco. Essa foi a 4ª vez que águas se abrem em que há relato. A primeira foi no Mar Vermelho, a segunda no Rio Jordão com o povo de Israel, a terceira fora a instantes antes com Elias e Elizeu, a quarta, só com Elizeu. Isso quer dizer, era sempre o mesmo DEUS que fazia esse milagre. Esse DEUS agora estava em intimidade com Elizeu, e este era o Seu profeta. Talvez, na última fuga do povo de DEUS, quando as pragas já estiverem caindo, mais algumas vezes DEUS abra passagem por meio das águas. Mas dessa vez será diferente de como foi com Elizeu. Ele retornou, nós iremos sempre em frente, até que sejamos visivelmente arrebatados pelo Senhor JESUS CRISTO.

Os professores das escolas dos profetas, eles mesmos também profetas, sabendo que Elias já fora arrebatado, pois Elizeu o havia relatado, e eles já sabiam que isso aconteceria, mesmo assim, foram conferir se Elias não estava em algum lugar. Por que razão fizeram isto? Não está relatado, mas talvez porque a sua ligação e intimidade com esse grande profeta do Senhor os levou a querer ter certeza de que ele estava bem. Poderia haver remota possibilidade de Elias estar perdido em algum lugar ermo. O amor por ele os levou a irem se certificar. Certamente nós, hoje, em alguma situação semelhante, faríamos o mesmo. Não foi pecado o que fizeram, foi zelo e alta consideração por Elias, foi uma demonstração de carinho. Eles não o viram subir, então quiseram, quem sabe, ter certeza de que tudo era assim mesmo, como Elizeu relatara. Nós, seres humanos, somos seres sociais, e queremos bem um ao outro. Não deixamos por menos quando alguém de nós desaparece, mesmo sabendo dos fatos. Foi um impulso desnecessário mas levado pela intensa amizade e amor entre eles e Elias, o seu mestre tão querido.

Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

Há uma sucessão profética impressionante aqui para se pensar: Elias, João batista e nós. Elias trabalhou duramente por reformas no antigo Israel, reino do norte, e ao final de sua carreira, foi direto para DEUS, ele viu DEUS. João Batista também trabalhou duramente por reformas no povo de Judá, povo de DEUS, para a primeira vinda de JESUS, e ele viu a JESUS. Nós estamos trabalhando intensamente, ao menos alguns, e logo veremos a DEUS, e seremos levados, como Elias, para onde ele já está. Nesses três casos há sempre duas coisas em comum: trabalho por reformas e o fato de ver DEUS.

Para tirarmos a lição completa do que isso tudo significa, devemos juntar a experiência de Elias com a de João Batista, pois, podemos asseverar que o somatório dos dois casos será a nossa experiência. Veja só, os dois trabalharam por reformas, mas um foi levado ao Céu e o outro viu JESUS aqui. Nós veremos JESUS, como João Batista viu, quando Ele voltar a essa Terra, e também seremos levados ao Céu, como Elias foi levado. E é isso mesmo. O povo de DEUS da última geração verá acumulado o poder do mal bem como o poder de DEUS. E esse é o povo que trabalhará com o máximo poder dado por DEUS em todos os tempos. Será também o povo que se elevará até a mais pura condição em que seres humanos já estiveram desde que há pecado, e isso contrastando em meio a maior podridão causada pelo pecado. Nós somos a geração que concluirá a obra da pregação do evangelho, e o faremos ao mundo todo. Para a nossa igreja, internamente, devemos ser reformadores como foram Elias e João Batista, voltando-nos aos princípios divinos, para o mundo devemos ser como Paulo e os demais apóstolos, indo a todos os lugares e anunciando o Reino de DEUS.

escrito entre  22 e 29/03/2011 – revisado em 30/03/2011

corrigido por Jair Bezerra

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 Fonte: http://www.cristovoltara.com.br/

 

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Lesson 6 – Elijah’s and Elisha’s Mantle – (1 Kings 19, 2 Kings 2)

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Lesson 6 – Elijah’s and Elisha’s Mantle – (1 Kings 19, 2 Kings 2)

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Introduction: Do you remember the video game Donkey Kong? Although it has been a very long time since I’ve played a video game, I still recall trying to maneuver Mario up the series of inclines. We would be making great progress, and then suddenly get run over by a series of barrels or other hazards and find ourselves back at the bottom. Is your spiritual life a lot like that? Great progress followed by a great fall? Small progress followed by a small fall? Our study this week is Elijah, a man who would grasp the principles of Donkey Kong. Let’s leap into our study of the Bible!

           I.  The Fall

A.  Read 1 Kings 19:1. What story did Ahab have to tell? (If you review 1 Kings 18 you will learn that Elijah challenged Ahab and the prophets of Baal to a duel in front of all of the people. The challenge was to see who could bring down fire on the mountain: the 850 false prophets and their gods or Elijah and his God? Elijah’s God won, and Elijah killed hundreds of the false prophets. It was quite the story.)

B.  Read 1 Kings 19:2. How wise is this response?

1.  Exactly which “gods” was Jezebel referencing? (This is an arrogant and audacious response. Elijah’s God won the duel and hundreds of the prophets of the defeated gods were killed. Jezebel should have been hiding under her bed in fear of the true God.)

C.  Read 1 Kings 19:3-5. If you were God, how would you react to Jezebel and Elijah?

1.  Since Jezebel invoked the fear of the gods, why not just zap her?

2.  Why does Elijah pray that he might die?

3.  If he wants to die, it would be logical to march on Jezebel’s palace! How should God react to foolish rebellion (Jezebel) and foolish fear (Elijah)?

4.  Have you an excuse for Elijah? (Killing all those prophets probably had an emotional impact on him. The stress of the duel had an impact on his emotions. He is just tired, stressed and depressed.)

5.  Is it true that he does not deserve the prophet’s mantel? That he is no better than his ancestors? (Up until the fear, he was one of the greatest warriors for God of all time. He is the human face of God’s forces.)

D.  Read 1 Kings 19:5-6. Elijah let God down. How does God react? (He doesn’t fire Elijah. He sends help. What a great God we have!)

E.  Read 1 Kings 19:7-8. Why is an angel helping Elijah to run away?

1.  Why not slap him, point him back towards Jezebel, and say “The battle is back there. Quit running the wrong way.”

F.  Read 1 Kings 19:9-10. Why do the angel and God seem to have different responses? (God loves us and cares for us, but He also challenges us when we are unfaithful.)

1.  What is Elijah’s excuse? Is he blaming God? (He believes that he is alone. God needs to get some more supporters.)

a.  Is this true? (It was not true when fire came down on the mountain.)

b.  Have these words come from your mouth when you thought you needed others to help carrying all of God’s work?

c.  Is it “okay” for a great prophet of God to think and speak like this?

         II.  God and the Fall

A.  Read 1 Kings 19:11-13. Elijah complains that he is alone and whipped. God says that Elijah should watch a parade in which God will be the Grand Marshal. What is God’s point in this? (God controls the forces of nature.)

1.  Is that a new lesson for Elijah? (No. The dispute which brought about the fire duel was that the people were worshiping Baal (a fertility god), and God brought a drought upon the land.)

a.  If the lesson is not new, why does God repeat it? (How many times do you need God to repeat His lessons to you?)

2.  What does it mean that God is not in these powerful forces of nature?

B.  Notice that God repeats his “What are you doing here” question to Elijah at the end of the parade. Why?

1.  Is God in the gentle whisper? (Yes. The point is that God controls the forces of nature, but He does not control His servants!)

2.  Why would Elijah cover his face with his mantle in the face of the whisper, but not when rocks were flying around? (He realized the true power of God.)

C.  Read 1 Kings 19:14. Should Elijah have repeated his same old answer? (It does not seem to be nearly as good an answer after this show of power.)

1.  What answer do you think God wanted? (“Sorry to let you down, I don’t know what I was thinking about, I’ll go back and confront Jezebel.”)

D.  Read 1 Kings 19:15-18. Put yourself in God’s place. What would you say to Elijah at this point? Would you fire him now?

1.  Did God fire Elijah?(He put him on a retirement plan. God tells Elijah that he will appoint Elijah’s successor.)

2.  Would you advise telling God that you want to quit?

E.  Read the first part of 1 Kings 19:19. Is this significant? (Yes. Elijah may be saying the wrong things, but he goes where God directs. He chooses God and not death.)

F.  Read 1 Kings 19:19-21 and Numbers 20:23-29. What is the significance of Elijah placing his mantle on Elisha? (It is a sign of the passing of authority.)

1.  Was it important that it Elijah just threw his mantle around Elisha, as opposed to giving him all of his clothes? (Unlike Aaron, God was not immediately replacing Elijah. Instead, Elisha served as Elijah’s assistant for some time.)

G.  Contemplate this sequence for just a minute. If you were God, would you have immediately replaced Elijah for his failure of faith?

1.  Did Elijah’s replacement have more to do with Elijah saying “I want to quit,” or his failure of faith?

2.  How do you compare this with Aaron, who did not seem to want to be replaced? (Aaron had been involved in serious sins several times. Elijah was very discouraged – but he decided to take the path of God. God gave Elijah an assistant to help lift his load. It would have been better for Elijah to have prayed for an assistant, not death.)

      III.  The Reward

A.  Read 2 Kings 2:1-3 and Genesis 5:23-24. What do you think the prophets thought was going to happen to Elijah?

1.  What do you think Elisha thought was going to happen? (He did not want to talk about it. Not since Enoch had anyone been translated, so I suppose he thought Elijah was going to die that day.)

2.  Jump ahead and read 2 Kings 2:16-17. This reveals that the prophets had no idea that Elijah was going to be taken to heaven. They must have thought he was going to die.)

B.  Read 2 Kings 2:7-10. Why is this a difficult thing? (Elisha is asking Elijah to control God.)

1.  What do you think about Elijah’s “let’s see answer?” (Elijah left it with God.)

2.  Have you ever asked God for something simple – like helping you find your keys – and felt guilty because others were asking Him to cure them from cancer?

a.  What does this “slap the water and it divides” suggest about the power of God? (God’s power is available for small things and large things. It is not as if God’s power used to help you find your keys deprives the person with cancer from His power.)

C.  Read 2 Kings 2:11-12. Think back to when Elijah was discouraged and wanted to quit and die. I think the prophets thought this would be the day of his death. What does this say about the love of our God? (He gives us life, not death! What amazing love!)

D.  Recall that God challenged Elijah on what he was doing. Is this the fellow you would reward by taking directly to heaven? (God knows we are weak humans. Elijah had a great partnership with God. After his “fall,” he got back on the right path and continued to serve God faithfully. What a generous God we have!)

1.  Notice again 2 Kings 2:12. Is Elisha so excited that he is speaking nonsense? Is he seeing soldiers? (What Elisha says is very important. A Spirit-filled person is more powerful than a first-class army.)

E.  Read 2 Kings 2:13-15. Elisha takes up the mantel and tore up his old clothes. What does this symbolize? (The prophets said it – God’s Spirit is now on Elisha.)

F.  Friend, do you feel as if you fail God at times? God not only loves you, but He offers you the greatest power to advance the Kingdom of God – the power of His Holy Spirit. Will you pray today to be given that power?

        IV.  Next week: In the Shadow of His Wings.

Fonte: http://www.gobible.org/study/659.php

 

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Étude 06 – Le manteau d’Élie et d’Élisée (1 Rois 19, 2 Rois 2)

Étude 06 – Le manteau d’Élie et d’Élisée (1 Rois 19, 2 Rois 2)

THÈME: Les habits de la grâce

Copyright © 2011, Bruce N. Cameron, J.D. Toutes les références bibliques se réfèrent à la version Nouvelle Bible Second (NBS), 2002, sauf indication contraire. Des réponses suggérées sont placées entre parenthèses. Cette étude est publiée sur Internet à l’adresse http://www.etudesbibliques.net.

Introduction : Vous rappelez-vous du jeu vidéo Donkey Kong ? Bien que cela fasse très longtemps que je n’aie plus joué à un jeu vidéo, je me rappelle avoir essayé de faire passer Mario par dessus une série de pentes. On faisait de grands progrès, puis soudainement on se faisait écraser par une série de tonneaux ou par d’autres dangers et on se retrouvait de nouveau tout en bas. Votre vie spirituelle est-elle comme cela ? De grands progrès suivis d’une grande chute ? De petits progrès suivis d’une petite chute ? Notre étude de cette semaine porte sur Élie, un homme qui aurait saisi les principes de Donkey Kong. Débutons sans plus attendre notre étude de la Bible !

I.       La chute

1.     Lisez 1 Rois 19:1. Quelle histoire Achab a-t-il à raconter ? (Si vous relisez 1 Rois 18, vous apprendrez qu’Élie avait lancé un défi à Achab et aux prophètes du Baal et provoqué un duel devant tout le peuple. Le défi était de voir qui pourrait faire descendre le feu du ciel sur la montagne : les 850 faux prophètes et leurs dieux ou Élie et son Dieu ? Le Dieu d’Élie a gagné et Élie a fait mettre à mort des centaines de faux prophètes. C’est l’histoire résumée en quelques mots.)

2.     Lisez 1 Rois 19:2. Dans quelle mesure la réponse est-elle sage ?

a.      À quels “dieux” Jézabel fait-elle référence exactement ? (Il s’agit d’une réponse arrogante et audacieuse. Le Dieu d’Élie a gagné le duel et des centaines de prophètes des dieux vaincus ont été tués. Jézabel aurait dû se cacher sous son lit par crainte du vrai Dieu.)

3.     Lisez 1 Rois 19:3-5. Si vous étiez Dieu, comment réagiriez-vous à Jézabel et à Élie ?

a.      Dès lors que Jézabel invoquait la peur des dieux, pourquoi ne pas simplement la supprimer ?

b.      Pourquoi Élie prie-t-il pour demander la mort ?

c.       S’il voulait mourir, il serait logique de marcher vers le palace de Jézabel ! Comment devrait réagir Dieu à une folle rébellion (Jézabel) et à une folle crainte (Élie) ?

d.      Avez-vous une excuse pour Élie ? (Le fait de tuer tous ces prophètes a probablement eu un impact émotionnel sur lui. Le stress du duel avait eu un impact sur ses émotions. Il est juste fatigué, stressé et déprimé.)

e.      Est-il vrai qu’il ne mérite pas le manteau du prophète ? Qu’il n’est pas meilleur que ses ancêtres ? (Jusqu’à la crainte, il était l’un des plus grands guerriers pour Dieu de tous les temps. Il est la face humaine des armées de Dieu.)

4.     Lisez 1 Rois 19:5-6. Élie laisse Dieu de côté. Comment réagit Dieu ? (Il ne renvoie pas Élie. Il lui envoie de l’aide. Quel grand Dieu nous avons !)

5.     Lisez 1 Rois 19:7-8. Pourquoi un ange aide-t-il Élie à s’enfuir ?

a.      Pourquoi ne pas le gifler, pointer le doigt en direction de Jézabel, et lui dire : “La bataille est là-bas, arrête de courir dans la mauvaise direction.” ?

6.     Lisez 1 Rois 19:9-10. Pourquoi l’ange et Dieu semblent-ils avoir des réponses différentes ? (Dieu nous aime et prend soin de nous, mais il nous challenge aussi quand nous sommes infidèles.)

a.      Quelle est l’excuse d’Élie ? Blâme-t-il Dieu ? (Il croit qu’il est seul. Dieu a besoin d’acquérir davantage de supporters.)

i.       Cela est-il vrai ? (Ce n’était pas vrai quand le feu est descendu du ciel sur la montagne.)

ii.     Ces mots étaient-ils dans votre bouche quand vous avez pensé avoir besoin des autres pour vous aider à porter toute l’œuvre de Dieu ?

iii.    Cela pose-t-il un problème pour un grand prophète de Dieu de penser et de parler de cette façon ?

II.     Dieu et la chute

1.     Lisez 1 Rois 19:11-13. Élie se plaint d’être seul et pourchassé. Dieu dit à Élie de regarder une parade dans laquelle Dieu est le grand Maréchal. Que veut dire Dieu avec cela ? (Dieu contrôle les forces de la nature.)

a.      Y a-t-il un enseignement pour Élie ? (Non. Le conflit qui a amené à ce duel du feu du ciel était que le peuple adorait le Baal (un dieu de la fertilité), et Dieu amené la sécheresse sur le pays.)

i.       Si l’enseignement n’est pas nouveau, pourquoi Dieu le répète-t-il ? (Combien de fois avez-vous besoin que Dieu vous répète ses enseignements ?)

b.      Que signifie le fait que Dieu n’est pas dans ces forces puissantes de la nature ?

2.     Notez que Dieu répète sa question “Que fais-tu ici ?” à Élie à la fin de la parade. Pourquoi ?

a.      Dieu est-il dans le calme et la voix ténue ? (Oui. Le message est que Dieu contrôle les forces de la nature, mais il ne contrôle pas ses serviteurs !)

b.      Pourquoi Élie couvre-t-il son visage avec son manteau devant la voix ténue, mais pas quand les rochers volent tout autour ? (Il réalise la vraie puissance de Dieu.)

3.     Lisez 1 Rois 19:14. Élie aurait-il dû répéter sa même vieille réponse ? (Sa réponse ne semble pas être aussi bonne après cette démonstration de puissance.)

a.      Selon vous, quelle réponse Dieu voulait-il entendre ? (“Excuse-moi de t’avoir laissé tomber, je ne sais pas à quoi je pensais, je vais y retourner et affronter Jézabel.”)

4.     Lisez 1 Rois 19:15-18. Mettez-vous à la place de Dieu. Que diriez-vous à Élie à ce stade ? Le renverriez-vous maintenant ?

a.      Dieu a-t-il renvoyé Élie ? (Il l’a mis sur un chemin de retraite. Dieu dit à Élie qu’il va nommer le successeur d’Élie.)

b.      Conseilleriez-vous d’annoncer à Dieu que vous voulez partir ?

5.     Lisez la première partie de 1 Rois 19:19. Est-ce significatif ? (Oui. Élie peut ne pas dire les bonnes choses, mais il va où Dieu le dirige. Il choisit Dieu et pas la mort.)

6.     Lisez 1 Rois 19:19-21 et Nombres 20:23-29. Quelle est la signification du fait qu’Élie place son manteau sur Élisée ? (Il s’agit d’un signe de passation d’autorité.)

a.      Était-il important qu’Élie jette seulement son manteau sur Élisée, par opposition au fait de lui donner tous ses habits ? (À l’opposé d’Aaron, Dieu n’a pas remplacé immédiatement Élie. Au lieu de cela, Élisée a été l’assistant d’Élie pendant un certain temps.)

7.     Contemplez cette séquence une minute. Si vous étiez Dieu, auriez-vous immédiatement remplacé Élie à cause de son manque de foi ?

a.      La succession d’Élie a-t-elle davantage un lien avec le fait qu’Élie ait dit “Je veux partir”, ou avec son manque de foi ?

b.      Quelle comparaison pouvons-nous faire avec Aaron, qui ne semblait pas vouloir être remplacé ? (Aaron avait été impliqué dans des grands péchés à plusieurs reprises. Élie était très découragé – mais il a décidé de prendre le chemin de Dieu. Dieu a donné à Élie un assistant pour l’aider à porter sa charge. Il aurait été préférable qu’Élie prie pour avoir un assistant, plutôt que pour mourir.)

III.  La récompense

1.     Lisez 2 Rois 2:1-3 et Genèse 5:23-24. Selon vous, que pensaient les prophètes, relativement à ce qui allait arriver à Élie ?

a.      Selon vous, que pensait Élisée, relativement à ce qui allait arriver ? (Il ne voulait pas en parler. Personne depuis Hénoch n’avait été pris par Dieu, ainsi je suppose qu’il pensait qu’Élie allait mourir ce jour-là.)

b.      Sautez quelques versets et lisez 2 Rois 2:16-17. Cela révèle que les prophètes n’avaient aucune idée qu’Élie serait pris au ciel. Ils doivent avoir pensé qu’il mourrait.)

2.     Lisez 2 Rois 2:7-10. Pourquoi est-ce une chose difficile ? (Élisée demande à Élie de contrôler Dieu.)

a.      Que pensez-vous de la réponse d’Élie, du type “voyons ce qui arrive” ? (Élie laisse cela entre les mains de Dieu.)

b.      Avez-vous déjà demandé à Dieu quelque chose de simple – comme vous aider à trouver vos clés – et ensuite avez ressenti de la culpabilité parce que d’autres lui demandent de les guérir du cancer ?

i.       Que suggère le geste de “frapper l’eau pour qu’elle se divise” au sujet de la puissance de Dieu ? (La puissance de Dieu est disponible pour de petites choses et pour des grandes choses. Ce n’est pas comme si le fait d’utiliser de la puissance pour trouver vos clés privait une personne atteinte de cancer de cette puissance.)

3.     Lisez 2 Rois 2:11-12. Repensez au moment où Élie était découragé et voulait partir et mourir. Je pense que les prophètes pensaient que ce serait le jour de sa mort. Qu’est-ce que cela nous dit au sujet de l’amour de notre Dieu ? (Il nous donne la vie, pas la mort ! Quel amour incroyable !)

4.     Rappelez-vous que Dieu avait challengé Élie sur ce qu’il faisait. S’agit-il de la personne que vous récompenseriez en le prenant directement au ciel ? (Dieu sait que nous sommes des êtres humains faibles. Élie avait un grand partenariat avec Dieu. Après sa “chute”, il est revenu sur le bon chemin et a continué à servir Dieu fidèlement. Quel Dieu généreux nous avons !)

a.      Lisez à nouveau 2 Rois 2:12. Élisée est-il si excité que ce qu’il dit n’a pas de sens ? Voit-il des soldats ? (Ce que dit Élisée est très important. Une personne remplie de l’Esprit saint est plus puissante qu’une armée de première classe.)

5.     Lisez 2 Rois 2:13-15. Élisée prend le manteau d’Élie et déchire ses vieux vêtements. Qu’est-ce que cela symbolise ? (Les prophètes l’ont dit – l’Esprit de Dieu est maintenant sur Élisée.)

6.     Cher(ère) ami(e), vous sentez-vous parfois comme si vous lassiez tomber Dieu ? Non seulement Dieu vous aime, mais il vous offre la plus grande puissance pour faire avancer le Royaume de Dieu – la puissance de son Esprit saint. Voulez-vous prier aujourd’hui pour que cette puissance vous soit donnée ?

IV.    La semaine prochaine : À l’ombre de ses ailes.

Fonte: http://www.etudesbibliques.net/index.php?option=com_content&view=article&id=511:etude-06-le-manteau-delie-et-delisee-1-rois-19-2-rois-2&catid=72:les-habits-de-la-grace&Itemid=18

 

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Lição 05 – As vestes sacerdotais da graça – Lição da Escola Sabatina – Casa Publicadora Brasileira

Lição 5

23 a 30 de abril


 As vestes sacerdotais da graça

Casa Publicadora Brasileira – Lição 5222011

Sábado à tarde

Ano Bíblico: 2Rs 6–8

VERSO PARA MEMORIZAR: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9).

Leitura para o estudo desta semana: Êx 32:1-6Lv 21:7-2422:1-8Êx 28Ap 21:12-14Hb 4:14, 15

Um tema importante da Reforma Protestante é o que tem sido chamado de “o sacerdócio de todos os crentes”, uma ideia derivada especialmente (mas não exclusivamente) do texto acima. O conceito diz que todos os cristãos atuam como “sacerdotes” diante de Deus, e que, visto que eles têm Jesus, não precisam de mediadores terrestres entre eles e o Senhor (como em alguns sistemas religiosos). “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2:5).

Depois da vida, morte, ressurreição e ministério sumo sacerdotal de Jesus, o antigo sistema hebreu introduzido por Deus foi cumprido em Cristo. O sacerdócio levítico foi substituído, e uma nova ordem foi estabelecida, na qual todos somos parte do “sacerdócio real”.

Nesta semana, ao estudarmos as vestes usadas pelos sacerdotes no antigo sistema, podemos aprender um pouco sobre o que significa ser “sacerdotes” no novo sistema.


Domingo

Ano Bíblico: 2Rs 9–11

A antiga aliança da graça

Jesus declarou de forma tão clara quanto a linguagem humana poderia expressar: “A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido” (Lc 12:48, NVI). Como adventistas, com tudo que recebemos (e recebemos muito!), faríamos bem em levar a sério esse princípio poderoso. Basta comparar as verdades que recebemos com algumas das outras doutrinas que estão por aí (tormento eterno no inferno, mudança do sábado para o domingo, 144 mil judeus virgens pregando o evangelho, quando a igreja é arrebatada secretamente durante o reinado do anticristo), para compreender tudo o que nos foi confiado.

Por causa desse princípio, o pecado de Arão e o bezerro de ouro se tornaram muito piores.

1. Leia Êxodo 32:1-6. Que possível desculpa Arão poderia ter dado para participar dessa vergonhosa apostasia?

A apostasia em si foi muito ruim, mas que Arão a aceitasse parece ainda mais incrível. Pense em todos os privilégios que Arão havia recebido. Ele estava com Moisés desde o início (Êx 4:27-30) e foi o porta-voz de Moisés diante de Faraó (Êx 7:1); Arão lançou o bordão que se tornou em serpente (v. 10); ele feriu as águas que se transformaram em sangue (v. 20); e fez parte do grupo de escolhidos que puderam se aproximar do Senhor de modo muito especial (Êx 24:9, 10). Em suma, ele teve privilégios que poucos na história tiveram, e quando veio um grande teste, ele falhou de forma miserável!

No entanto, aqui está algo maravilhoso: Deus não só perdoou o pecado de Arão, mas permitiu finalmente que Arão usasse as vestes sagradas como primeiro sumo sacerdote da nação da aliança, um tipo do ministério sumo sacerdotal do próprio Jesus (Hb 8:1). Em outras palavras, embora Arão fosse culpado de um pecado terrível, ele também foi beneficiado com a divina graça redentora, graça tão grande que não apenas o perdoou, mas permitiu que Arão assumisse um ofício sagrado que, na sua essência, se relaciona totalmente com a graça, misericórdia e perdão divinos. Assim, a vida de Arão é um exemplo especial da misericórdia e redenção que, em Cristo, se acha à disposição de todos.

Você já falhou, de forma lastimável, em viver à altura do que tem recebido? A partir do exemplo de Arão, como você pode obter esperança de que nem tudo está perdido, apesar de seus erros?


Segunda

Ano Bíblico: 2Rs 12–14

O sacerdócio

Faze também vir para junto de ti Arão, teu irmão, e seus filhos com ele, dentre os filhos de Israel, para Me oficiarem como sacerdotes, a saber, Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar” (Êx 28:1).

O sacerdócio levítico foi estabelecido durante as peregrinações dos filhos de Israel pelo deserto e deveria durar mais de mil e quinhentos anos. Embora o conceito de sacerdócio ao Senhor já existisse havia muito tempo (Gn 14:18), o estabelecimento do sacerdócio levítico proporcionou uma visão mais clara de seu papel.

Como vimos ontem, apesar da enormidade de seu pecado, Arão foi escolhido pelo Senhor para se tornar o primeiro chefe desse novo sacerdócio. Isso mostra que os sacerdotes necessitavam estar aptos a se relacionar com as pessoas que eles representavam diante de Deus, porque era exatamente isso que eles estavam fazendo: agindo como representantes, mediadores entre a humanidade caída e um Deus santo. Arão, como um ser humano caído, poderia facilmente se relacionar com os seres humanos caídos a quem ele devia representar. Quem seria ele para julgar os outros no pecado deles, quando ele mesmo não era inocente?

Ao mesmo tempo, o sacerdócio era uma honra sagrada, e os sacerdotes deviam demonstrar santidade e pureza. Afinal, eram eles que se apresentavam diante do Senhor, em lugar do povo. Eles tinham que ser “santos”; caso contrário, qual seria a finalidade de um sacerdócio? Embora reconhecessem sua relação com aqueles a quem representavam, eles tinham que ser diferentes, não de forma arbitrária (diferentes apenas para ser diferentes), mas diferentes no sentido sagrado, que iria distingui-los claramente das massas como um todo.

2. O que era exigido dos sacerdotes, e o que essas coisas deveriam representar? Lv 21:7-2422:1-8

Por mais difícil que seja compreendermos alguns desses conceitos hoje, a ideia, todavia, deve estar clara: o sacerdócio deveria ser algo diferente, sagrado, especial. Os sacerdotes eram símbolos de Jesus, e seu trabalho deveria simbolizar, em sombras e tipos, o que Jesus faria em nosso favor.

Deveríamos ser diferentes do mundo que nos rodeia? Se sim, por que e de que forma?


Terça

Ano Bíblico: 2Rs 15–17

Vestes sacerdotais

As vestes, pois, que farão são estas: um peitoral, uma estola sacerdotal, uma sobrepeliz, uma túnica bordada, mitra e cinto. Farão vestes sagradas para Arão, teu irmão, e para seus filhos, para Me oficiarem como sacerdotes” (Êx 28:4).

Quando se estuda o modelo do santuário terrestre, deveria ficar claro que nada foi deixado ao acaso. Deus deu instruções explícitas aos sacerdotes sobre o que devia ser feito. Isso também é evidente quando se trata das vestes que os sacerdotes deveriam usar. Tudo foi feito de acordo com instruções exatas.

3. Sem nos demorarmos em detalhes complicados, que lições espirituais podemos encontrar em Êxodo 28, na descrição da roupa que deveria ser feita para Arão, o sumo sacerdote, e para os sacerdotes em geral?

“O modelo das vestes sacerdotais foi dado a conhecer a Moisés no monte. Cada artigo que o sumo sacerdote devia usar, e a forma como deveria ser feito, foram especificados. Essas vestes eram consagradas a um propósito muito solene. Por meio delas era representado o caráter do grande Antítipo, Jesus Cristo. Elas cobriam o sacerdote com glória e beleza, e manifestavam a dignidade do seu ofício. Quando vestido com elas, o sacerdote se apresentava como representante de Israel, mostrando por suas vestes a glória que Israel deveria revelar ao mundo como o povo escolhido de Deus” (Ellen G. White, The Youth’s Instructor, 7 de junho de 1900).

Ao longo dos séculos, muito tem sido escrito sobre o suposto significado e simbolismo das cores, tecidos, pedras, correntes e outras coisas. Sejam quais forem seus significados individuais, juntos eles representavam a perfeição, santidade, beleza e dignidade do “grande Antítipo”, Jesus, nosso verdadeiro sumo sacerdote, que ministra no santuário celestial (Hb 8:1, 2).

Observe também, nos textos, a descrição dos sacerdotes levando várias coisas (Êx 28:1229, 303842). Isto, certamente, é um tema crucial em todo o plano da salvação, que o sacerdócio e o santuário simbolizavam: a ideia de Jesus, nosso Substituto, carregando sobre Si os nossos pecados e assumindo a punição deles. Tudo isso foi prefigurado por meio das cerimônias do santuário e das vestes dos sacerdotes, cheias de simbolismo que representavam o caráter e a obra de Jesus em nosso favor.


Quarta

Ano Bíblico: 2Rs 18, 19

O peitoral do juízo

De todos os ornamentos usados pelos sacerdotes, o mais elaborado e intrincado deveria ser o peitoral do juízo (Êx 28:15), usado pelo sumo sacerdote. As outras vestes eram como um pano de fundo para essa parte sagrada do traje sacerdotal. Para descrever a fabricação desse ornamento sagrado, é gasto cerca de um terço do capítulo (Êx 28:15-30). Isso deve mostrar um pouco da sua importância e centralidade para o ministério dos sacerdotes no santuário.

4. Qual é o significado das pedras diferentes? O que significa o fato de que o sacerdote devia levar “os nomes dos filhos de Israel… sobre o seu coração” (v. 29)? Êx 28:15-30Ap 21:12-14

Aqui, de forma única, vemos novamente o tema do sacerdote, símbolo de Jesus, levando Seu povo. A palavra hebraica para “levar”, é muito usada no Antigo Testamento para se referir ao ato de levar o pecado, algo que os sacerdotes fariam como parte de seu ministério (Lv 10:17Êx 28:38Nm 18:122). Agora, porém, é usada no contexto do sacerdote “levando” os nomes de Israel. Embora o contexto imediato seja um pouco diferente, a ideia ainda está ali: o povo de Deus deve ser totalmente dependente do Senhor, que lhes perdoa, sustenta, e que lhes oferece o poder de viver a vida santa que Ele exige de Seu povo (Fp 4:13).

Observe, também, onde o sacerdote leva os nomes das pessoas. No seu coração. O texto menciona especificamente esse local, símbolo comum na Bíblia (e em muitas culturas), que revela o amor e o carinho que o Senhor dedica a Seus filhos.

Outro ponto importante é que cada tribo tinha uma pedra preciosa diferente, cada uma com qualidades diferentes, para simbolizar o caráter distintivo de cada tribo (veja Gn 49). Os comentaristas têm visto esse ponto como uma forma de apontar as diferenças e traços característicos, não apenas nas doze tribos, nem nos doze apóstolos (Ap 21:14), mas da igreja como um todo, que é feita de várias “pedras que vivem” (1Pe 2:5). Não importando o quanto todos nós sejamos diferentes em personalidade, caráter e dons, devemos ainda ser unidos em propósito, sob a graça e soberania de nosso grande Sumo Sacerdote, Jesus.

De que maneiras você tem, pessoalmente, experimentado o amor de Deus? Como Ele tem mostrado que você está perto de Seu coração? Por que é importante refletir sobre essas experiências, e como você pode extrair força delas, especialmente em momentos de aflição?


Quinta

Ano Bíblico: 2Rs 20, 21

Jesus, nosso Sumo sacerdote

Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os Céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos Sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hb 4:14, 15).

5. Que esperança e promessa esses dois versos trazem à sua própria vida e à sua luta contra a tentação?

Visto que Cristo habita hoje, como nosso Sacerdote, no santuário celestial, em certo sentido, Ele também usa o peitoral em Seu coração. E porque Ele vive “sempre para interceder” (Hb 7:25) por nós, deveríamos encontrar conforto no conhecimento de que nosso Sumo sacerdote é tocado com o sentimento de nossos problemas, dores e tentações. Como Arão, Jesus foi um ser humano que conheceu as provações, tribulações e tentações de toda a humanidade. Ao contrário de Arão, porém, Jesus foi “sem pecado”, uma distinção crucial, pois de Sua pureza podemos clamar duas promessas maravilhosas: (1) o manto de Sua justiça pode ser nosso pela fé, e assim sabemos que estamos perfeitos diante de Deus; (2) podemos ter o poder para vencer a tentação, assim como Jesus teve.

6. Que promessas há para nós em Hebreus 8:10-13, e como essas promessas deveriam se manifestar em nossa vida?

Podemos ver aqui dois aspectos do que significa ter a salvação em Cristo, e ser coberto na Sua justiça. Quão maravilhosa é esta promessa do Senhor: “Pois, para com as suas iniquidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais Me lembrarei” (v. 12). Ele está falando sobre aqueles que, pela fé, se renderam a Jesus e têm reclamado Suas promessas da nova aliança, aqueles que têm Sua lei escrita no coração e assim obedecem a ela, não para alcançar a salvação, mas porque já a alcançaram. Cobertos com as vestes de Sua justiça, eles passam a praticar essa justiça em sua própria vida. Isso é o coração e a alma da Nova Aliança.

Sexta

Ano Bíblico: 2Rs 22, 23

Estudo adicional

Leia de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 347, 348,“O Tabernáculo e Suas Cerimônias”; Parábolas de Jesus, p. 288, “Por que Vem a Ruína”; Profetas e Reis, p. 293, 294, “Destruído Porque lhe Faltou o Conhecimento”, Primeiros Escritos, p. 250-253, “O Santuário”; O Grande Conflito, p. 415, 416, “O Santuário Celestial, Centro de Nossa Esperança”; e p. 645, 646, “O Livramento dos Justos”.

Cristo é o ministro do verdadeiro tabernáculo, o Sumo sacerdote de todos os que nEle creem como Salvador pessoal; e Seu ofício nenhum outro pode tomar. Ele é o Sumo sacerdote da igreja…” (Ellen G. White, Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 74).

“Devemos exercer fé todos os dias; e essa fé deve crescer diariamente à medida que é exercida, ao compreendermos que Ele não somente nos redimiu, mas nos amou, e nos lavou de nossos pecados em Seu próprio sangue, e nos fez reis e sacerdotes para Deus o Pai” (Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus [MM 1956], p. 287).

Perguntas para reflexão:

1. Leia Apocalipse 1:5, 6, onde Jesus apresenta a descrição do Seu trabalho e, em seguida, dá-nos o que poderíamos chamar de “promessa ansiosamente esperada”. Comente o que significa a afirmação no verso 6, de que Ele nos constituiu para ser “reis e sacerdotes”, para servi-Lo eternamente.
2. Examine algumas das outras vestes usadas pelos sacerdotes, conforme mostradas em Êxodo 28. Que lições espirituais e verdades podem ser encontradas ali também?
3. Temos sido advertidos sobre o perigo de fingir que usamos as vestes de justiça, mas não viver realmente de forma justa. Fale sobre maneiras de avaliar nossos próprios motivos e ações. Quais são as maneiras de saber se estamos cobertos ou se, na verdade, estamos andando na vergonha de nossa nudez?
4. Arão não conseguiu viver à altura de sua responsabilidade, e como resultado aconteceu uma tragédia. No entanto, Arão finalmente recebeu uma responsabilidade ainda maior. Que lição podemos tirar dessa história, como igreja?

Respostas sugestivas:

1: O povo pediu que ele fizesse deuses no lugar de Moisés, que demorava para voltar. Isso não justificou a rebelião de Arão.
2: Pureza das filhas e esposa; pureza cerimonial; ficar no santuário; perfeição física; refletir a perfeição de Cristo.
3: Devemos ter caráter perfeito; habilidade humana unida à divina; o exterior reflete o interior; ser “santos ao Senhor”.
4: Nossas habilidades e ministérios são diferentes; devemos levar os nomes dos perdidos no coração e na oração.
5: Jesus não pecou; suas vestes eram puras; por isso Ele teve acesso ao Céu para interceder; podemos confiar nEle.
6: Deus imprimirá Suas leis em nossa mente; Ele será nosso Deus; conheceremos a Deus; perdão dos pecados.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li522011.html

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Lição 05 – As vestes sacerdotais da graça – Auxiliar Para Lição da Escola Sabatina – Casa Publicadora Brasileira

A Lição em resumo

Texto-chave: 1 Pedro 2:9

O aluno deverá…
Saber:
 Reconhecer aspectos das disposições de Deus para nós e a ilustração de Seu caráter na função sacerdotal de Arão e nas roupas de seu ofício.
Sentir: Nutrir o sentimento de santidade e pureza que Deus nos chama a ter como Seu sacerdócio real, nação santa.
Fazer: Aceitar Cristo como nosso Sumo Sacerdote e fazer uso das disposições para nos perdoar, purificar e que nos permitem viver em santidade.

Esboço

I. Conhecer: Nos passos da realeza sacerdotal
A. Como a função sacerdotal de Arão hoje reflete para nós Jesus e Seu real ministério sacerdotal?
B. Como as vestes e o peitoral de Arão ilustram a função de Deus para Israel como Seu representante entre as nações, bem como a função de Cristo como Sumo Sacerdote?

II. Sentir: Puro e santo
A. Como Arão devia representar a glória e beleza de Deus?
B. Que emoções eram despertadas pela riqueza e esplendor de suas vestes sacerdotais?

III. Fazer: Cristo, nosso Sumo Sacerdote
A. Que somos chamados a fazer em resposta ao ministério de Cristo como Sumo Sacerdote?
B. Em que devemos depender do que Cristo faz por nós?
C. Visto que somos sacerdotes reais e nação santa, como devemos representar a glória, santidade e perfeição de Deus hoje?

Resumo: A função sacerdotal de Arão e de suas vestes ilustra a função que Cristo tem exercido como alguém que foi tentado como nós, levando nossos pecados, mas também nos conectando à perfeição pura e santa de Deus.

Ciclo do aprendizado

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: Os sacerdotes da época do Antigo Testamento eram uma classe diferente de pessoas especialmente dedicada a Deus. Eles poderiam facilmente ser identificados por suas roupas exclusivas, simbólicas. Como cristãos, também somos sacerdotes em um sentido muito real, e devemos ser reconhecidos pelo trabalho de Cristo dentro de nós.
Só para o professor: Enfatize o paralelo entre as vestes especiais usadas pelos sacerdotes para servir a Deus e as vestes figurativas da justiça de Cristo, que nos permitem chegar diante de Deus em nosso estado como seres humanos pecadores.

Em 1972, o jornalista David Halberstam publicou The Best and the Brightest (Os Melhores e Mais Brilhantes), um livro sobre os arquitetos da política dos Estados Unidos no Vietnã na década de 1960. O título de Halberstam se refere ao fato de que essas pessoas receberam a melhor educação nas melhores instituições de ensino superior e, antes de participar da estratégia dos Estados Unidos que se iniciava no Vietnã, a maioria tinha conseguido notáveis sucessos e triunfos nos negócios, no governo e na área acadêmica. Então – perguntou Halberstam – por que se revelaram desastrosas as políticas que formularam e puseram em prática?

Se você olhar para a história bíblica, Deus raramente escolheu “os melhores e mais brilhantes”. E quando “os melhores e mais brilhantes” aparecem na história sagrada, muitas vezes não se revelam tão brilhantes nem tão bons, afinal. Exemplos: Saul, Judas e Salomão. Seus melhores servos muitas vezes não começam tão bem. Moisés cometeu um assassinato por impulso, fugiu para o deserto e tentou escapar de sua missão. Jonas fugiu na direção oposta para evitar o confronto com seu próprio medo e intolerância. Paulo foi um perseguidor e facilitador da violência da multidão.

Ninguém de nós é “o melhor e mais brilhante”. E se o somos, é apenas porque o padrão é bem baixo. O sacerdócio real de Deus é composto de pecadores arrependidos e recuperados “melhores e mais brilhantes” que percebem que precisam das vestes da graça e da justiça de Cristo.

Comente com a classe: O que significa o fato de que nós, os cristãos, em sentido muito real, somos sacerdotes de Deus? Como isso deve afetar nossa autoestima e nosso lugar no mundo?

Compreensão

Só para o professor: Procure estabelecer um paralelo entre os direitos e as funções dos sacerdotes do Antigo Testamento e do nosso papel e função como membros da igreja.

Comentário Bíblico

I. “Sacerdote do Deus Altíssimo…”
(Recapitule com a classe Gn 14:18-20.)

O episódio relatado em Gênesis 14:18-20 é um dos mais intrigantes do Antigo Testamento. Quem era Melquisedeque? De onde tinha vindo? Qual era a natureza do sacerdócio que ele aparentemente representava, anterior ao sacerdócio levítico, com o qual estamos mais ocupados?

O nome de Melquisedeque nos diz muito sobre ele. Sua raiz semita significa literalmente “rei sagrado [ou justo]”. Ele é descrito como rei bem como sacerdote, e reinava em Salém, que a maioria dos estudiosos identifica com Jerusalém. Os cristãos, do autor de Hebreus (7:1-3) em diante, costumam identificá-lo implicitamente com Cristo. Afinal, só Cristo é verdadeiramente digno de ser descrito como rei santo ou sagrado. Entre os israelitas, a realeza se destinava a ser exercida sob a autoridade de Deus, mas raramente isso acontecia. Na tradição bíblica, não há paralelo a respeito de rei humano como um semideus, como havia entre os povos vizinhos do mundo antigo. Mesmo Davi, que foi considerado um tipo do Messias, não poderia ter sido descrito como particularmente sagrado. No entanto, Melquisedeque, assim como Cristo, foi um rei “sagrado”.

Além disso, Melquisedeque era “rei [da cidade] de Salém”, que, literalmente, significa “rei de paz.” Esse é um paralelo muito apropriado com o “príncipe da paz”, outra denominação de Cristo.

Também é interessante notar o seguinte: embora normalmente consideremos que, naquela época, o culto do verdadeiro Deus não exista além de Abraão, a presença de Melquisedeque refuta essa hipótese. Melquisedeque não tinha nada que ver com Abraão ou sua linhagem, mas, de algum modo, Abraão sabia quem era ele e reconhecia sua autoridade.

Pense nisto: Em Hebreus 7:3, Melquisedeque é descrito como não possuindo relacionamentos humanos. Não havia nada nele que pudesse ser atribuído à linhagem, origem ou realizações humanas. O que isso nos diz sobre nossa salvação e nossa incorporação ao sacerdócio real de Cristo, conhecido como a igreja?

II. Urim e Tumim

(Recapitule com a classe Êx 28:15-30.)

Em Êxodo, a palavra que traduzimos como “peitoral” significa, na realidade, bolsa ou recipiente, provavelmente porque seu principal objetivo fosse conter o Urim e Tumim. Não sabemos qual era a forma exata do Urim e Tumim, mas sabemos que eram dispositivos oraculares, designados para responder a questões importantes dos negócios do povo de Israel.

Os termos Urim e Tumim são tradicionalmente traduzidos comos “luzes” e “perfeições”. Curiosamente, as raízes dessas palavras parecem dizer respeito aos conceitos de culpado e inocente. Outros possíveis significados são, respectivamente: amaldiçoado ou sem defeito, no que diz respeito à própria posição diante de Deus. À medida em que as palavras se referem à luz, parece ser luz com uma qualidade de investigação ou pesquisa, a luz que dissipa as trevas e expulsa o mal, como mencionado em João 3:19. Sua função era analisar e pesquisar as pessoas ou situações e determinar sua verdadeira natureza. Muitos povos antigos tinham seus oráculos, dispositivos oraculares e meios de adivinhação. Quase sem exceção, eles tinham a intenção de responder a perguntas sobre a conveniência ou probabilidade de sucesso de determinado curso de ação. O Urim e o Tumim diferiam no sentido de que a orientação dada tinha também uma dimensão moral.

O único exemplo do uso do Urim e Tumim na Bíblia ocorre em 1 Samuel 14:41, em que é usado para determinar culpa ou inocência. Saul havia decretado um jejum (v. 24), e ele invocou a ira de Deus sobre quem comesse antes que ele derrotasse os filisteus na batalha. Seu filho, Jônatas, em um momento de fraqueza, provou o mel. A explosão de ira de Saul fez com que Deus não respondesse quando ele solicitou informação adicional. Assim, o Urim e o Tumim revelaram a culpa de Jônatas, mas, de alguma forma, Jônatas foi salvo da sentença de morte (v. 45).

A partir de tudo isso, podemos determinar que uma das principais funções do Urim e Tumim era literalmente trazer à luz culpa ou inocência. Podemos ver como isso é relevante para a função de Jesus como nosso Sumo Sacerdote e juiz escatológico do mundo. Também se espera dos cristãos juízo ou onde é dito que “os santos”, ou seja, aqueles que pertencem à igreja, julgarão o mundo e, finalmente, os anjos.

Pense nisto: Existem raros exemplos de uso do Urim e Tumim no mundo do Antigo Testamento, e é fácil ver como um item tão poderoso poderia ter sido mal utilizado ou abusado. Como podemos buscar a orientação de Deus e nos apoderar de Sua sabedoria e discernimento enquanto tentamos viver como cristãos no mundo?

Aplicação

Só para o professor: Use as seguintes questões e exercícios para ajudar seus alunos a entender o que significa fazer parte do sacerdócio real de Deus no mundo de hoje.

Perguntas para consideração
1. A principal função do sacerdote era a de ser representante do mundo dos humanos diante de Deus, um intermediário. Como o ministério do sacerdócio araônico reflete o de Cristo? Como era diferente? Leia Hebreus 7.
2. Como o simbolismo das vestes sacerdotais e o mobiliário do santuário contam a história do Novo Testamento no Antigo? Pode-se dizer que esses elementos ajudam a esclarecer e unir os elementos aparentemente díspares na antiga e na nova aliança, e mostrar que são essencialmente idênticas? Explique.

Perguntas de aplicação
1. Nas descrições bíblicas das vestes sacerdotais, costuma-se dar muita importância ao peitoral e ao fato de que ele continha, na forma de pedras preciosas, a representação do povo de Israel, o povo de Deus na época. Assim, o sacerdote conservava literalmente sobre o coração o povo a quem e por quem ele ministrava. O que isso revela sobre a atitude que devemos ter ao servir às pessoas, seja como pastores profissionais, como oficiais da igreja, seja como amigos?
2. Como cristãos, somos intermediários entre Deus e as pessoas que não O conhecem. Essa posição intermediária tem uma função sacerdotal. Como essa percepção deve afetar nosso comportamento?

Criatividade
Só para o professor: A graça de Deus é uma constante. As formas em que se manifesta, a cada ocasião, são visivelmente diferentes, ao menos, superficialmente. Na época do Antigo Testamento, Deus concedia graça e perdão dos pecados por meio do sacerdócio araônico. Inevitavelmente, os ornamentos desse sistema podem parecer estranhos ao observador contemporâneo. As seguintes atividades devem ajudar os membros da classe a se relacionar com os rituais e insígnias do sacerdócio no templo para o plano da salvação, como pode ser visto na vida, morte e ressurreição de Cristo.

Construa ou desenhe um diagrama do santuário celestial (Você pode encontrar alguma ajuda aqui:http://www.sdanet.org/atissue/books/27/27-23.htm). Anote cada item com a explicação do seu significado e como se relaciona com a história da salvação.

Na semana anterior a esta lição, incentive seus alunos a descobrirem fatos sobre a natureza em sua área imediata. Por exemplo, que tipos de árvores podem ser encontradas em seus quintais ou bairros? Que cursos ou corpos d’água existem próximos? Que plantas e vegetais crescem melhor nesse clima e solo em particular? Incentive os alunos a relatar o que descobriram. Como Deus veste Suas verdades da graça e da salvação no mundo natural que nos rodeia?


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/aux522011.html

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Lição 5 – AS VESTES SACERDOTAIS DA GRAÇA – Comentários do Pr. Márcio Nastrini – Casa Publicadora Brasileira

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 Lição 5 – AS VESTES SACERDOTAIS DA GRAÇA

Pr. Márcio Nastrini

Introdução

As lições deste trimestre têm como objetivo abordar, através de diversos episódios bíblicos, o simbolismo das “vestes” ou “vestuário” de seus protagonistas.

Tempos atrás, livros como “Dress for Success” (Vista-se para o Sucesso) ou “How to Dress for Success” (Como se Vestir para o Sucesso) tiveram incrível aceitação mundial. Os autores apresentavam conceitos, dicas e orientações para alcançar sucesso na vida profissional. Hoje, esse “modismo” domina vários sites e até mesmo empresas de assessoria para as várias áreas da vida: profissional, relacional, sentimental, religiosa, etc.

A Bíblia é um livro composto de literalidades e símbolos. O perigo está em literalizar os símbolos ou simbologizar as literalidades. No decorrer destes meses, estamos nos atendo à questão do simbolismo bíblico das vestes e seus significados.

Assim, ao estudarmos estas lições não nos esqueçamos de que Deus Se valeu de várias formas, símbolos e linguagens para, no fim, revelar ao ser humano pecador o magnífico plano da salvação.

A lição desta semana apresenta um interessante estudo das vestes sacerdotais, focalizando principalmente o chamado de Aarão, seus filhos e dos levitas para o ofício tão sagrado. Faz também um paralelo, por extensão, classificando todos os crentes como sacerdotes e representantes do grande Sumo sacerdote Jesus, “a fim de proclamar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9).

A lição tem como palavras-chave: privilégios e responsabilidades, e pode ser apresentada através de três partes inter-relacionadas:

I. O sacerdócio araônico

Deus havia dado Sua Lei ao povo de Israel. No monte Sinai, deu também instruções específicas a Moisés sobre a edificação do santuário (tabernáculo ou tenda da congregação).

“Um espaço de tempo, de aproximadamente meio ano, foi ocupado na construção do tabernáculo” (EGW, Patriarcas e Profetas, p. 349).

Terminado o local da adoração, foi necessário escolher seus dirigentes. Por ordem divina, foi escolhida a tribo de Levi para os serviços do santuário. Anteriormente, os patriarcas (pais das famílias) e, por direito de primogenitura, o filho mais velho, é que exerciam o sacerdócio nos lares.

À tribo de Levi Deus outorgou distinção especial, separando-a para os serviços sagrados. Aceitou-a em lugar dos primogênitos de todo o Israel.

Mas o sacerdócio propriamente dito, ficou restrito à família de Aarão somente. Os sacerdotes eram todos levitas, mas nem todos os levitas eram sacerdotes. Somente Aarão, seus filhos e os futuros descendentes de seus filhos poderiam ministrar diante do Senhor.

Aos sacerdotes estavam designadas as responsabilidades de: “acender as lâmpadas; queimar incenso; oferecer os sacrifícios; espargir o sangue; preparar, acondicionar o pão da proposição e dele comer; preservar as instruções divinas e ensinar a Lei” (O Ritual do Santuário, p. 38). Os demais levitas ficavam responsáveis pelos trabalhos gerais e periféricos do santuário, tais como: limpeza, vigilância, manutenção, trazer lenha, etc.

O chamado de Aarão e seus quatro filhos (Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar) instituiu oficialmente o serviço sacerdotal eclesiástico. Aarão foi o primeiro sumo sacerdote (Êx 28 e Nm 3). E por que Deus o escolheu, sendo que ele consentiu com o tão aberrante ato de idolatria (bezerro de ouro) e liderou até mesmo o episódio? Em primeiro lugar, porque Moisés intercedeu por seu irmão; caso contrário, Aarão teria sido fulminado (Dt 9:20) por Deus. Segundo, está o fato de que Aarão era bisneto de Levi – Anrão seu pai era filho de Coate, o qual era filho de Levi. Assim, Aarão era um legítimo levita (Êx 6:16-20). Por último, sendo ele levita e o braço direito de seu irmão Moisés, o grande líder foi beneficiado pela imunidade espiritual da tribo de Levi, a qual não se prostrou para adorar o bezerro de ouro (Êx 32).

A lição faz referência às vestes sacerdotais. Abaixo, temos a descrição e significado das peças, conforme Êxodo 28:

Vestes do sumo sacerdote (materiais nobres e estilo peculiar)

— Túnica = vestido longo de linho

— Manto = capa ou ‘jaleco’ de linho azul sobre a túnica; ao redor, nas bordas, havia romãs decorativas e sinetes de ouro, entre elas:

— Éfode = colete em duas partes – todo trabalhado e bordado de vermelho escuro-bordô, com traços em azul, vermelho e ouro – unido pelas laterais e ombros, tendo dua pedras preciosas (sardônicas/ônix) uma em cada ombro

— Peitoral = também chamado ‘peitoral do juízo’, tipo de brasão sobre o peito; era do mesmo material do éfode, forma quadrada, media um palmo (Êx 28:16), tinha doze pedras preciosas engastadas com os nomes das doze tribos e estava suspenso dos ombros por cadeiazinhas (correntes), por meio de argolas de ouro. “À direita e à esquerda do peitoral havia duas grandes pedras preciosas: Urim e Tumim” (Patriarcas e Profetas, p. 351) *Embora a lição tenha mencionado que ficavam dentro da “bolsa do peitoral”

 — Cinto = do mesmo material e cores do éfode e belamente trabalhado. Colocado sobre o éfode (colete) pouco acima da cintura para prender a roupa e o peitoral

— Mitra/Turbante = de linho branco, um cordão azul que amarrava a lâmina de ouro (ou, arco) ao redor do turbante, na qual estava escrito: ‘Santidade ao Senhor’

Vestes dos Sacerdotes

— Túnica = vestido longo de linho

— Cinto = de linho, bordado em azul, bordô e vermelho

— Turbante = de linho branco

Obs. Devido à santidade do ofício, Deus ordenou a Moisés que fossem também confeccionadas “roupas íntimas” (Êx 28:42), espécie de ‘ceroulas’ ou ‘macacões’ dos ombros até as coxas, para se usar debaixo das vestes.

As vestes dos sacerdotes com suas cores e adereços tinham significado simbólico; representavam pureza e santidade, como, aliás, tinha a maioria das coisas pertencentes ao santuário. Elas não foram escolhidas por Aarão e seus filhos, mas foram designadas por Deus. Eram “santas”.

Até mesmo na cerimônia de consagração, e após, foi prescrito pelo Senhor qual deveria ser a ordem na colocação dessas vestes: “Então farás chegar Aarão e seus filhos à porta da tenda da congregação, e os lavarás com água; depois tomarás os vestidos, e vestirás a Aarão da túnica e do manto do éfode, e do éfode mesmo, e do peitoral: e o cingirás com o cinto de obra de artífice do éfode.E a mitra porás sobre a sua cabeça: a coroa da santidade porás sobre a mitra;E tomarás o azeite da unção; e o derramarás sobre a sua cabeça: assim o ungirás” (Êx 29:4-7 ARC). Aarão não vestiu a si mesmo destas vestes. Foram-lhe vestidas. Eram vestes simbólicas da justiça de Cristo e ele não podia vestir a si mesmo. Assim, o pecador não pode se tornar justo por si mesmo, mas necessita da justiça de Cristo.

Grandes eram os privilégios do sacerdócio. Todavia, suas responsabilidades eram ainda maiores. O sumo sacerdote não era simplesmente um homem. Era uma instituição: Israel. Era uma figura de Cristo. Devia agir pelos homens, ministrando pelo culpado. No serviço do sacerdócio, três coisas se destacavam: mediação, reconciliação e santificação. Isto resume o que Cristo fez por nós e faz em nós.

Lamentavelmente, o serviço sacerdotal no Antigo Testamento se corrompeu. Um comentário interessante que nos mostra a que ponto isso chegou é descrito em 1 Samuel 2. Assim, era necessário que um Sumo sacerdote ‘superior’, sem mácula e defeito, mediasse por nós no verdadeiro santuário – no Céu.

II. O sacerdócio de Cristo

Cristo foi ao mesmo tempo sacerdote e vítima, a oferta e o perdão, o sacrifício e a expiação. Ele era o santuário em pessoa, mas, também, seu Sumo sacerdote.

Cada peça da veste sacerdotal, suas cores e adereços, eram representações figuradas do Autor da graça. O branco, a justiça de Cristo; o vermelho, Seu sangue; o azul, Sua lealdade; o ouro, Seu amor; o púrpura (bordô), Sua realeza.

Aarão carregava junto ao peito o ‘peitoral do juízo’, significando que levava bem no coração os filhos de Israel. Da mesma forma, Jesus, hoje, no santuário celestial tem cada um de nós bem junto ao Seu coração! Ele conhece nossas lutas, pecados, temores, anseios e desejos. Ele é um Sumo sacerdote que pode interceder verdadeiramente por nós, pois “não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.  Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb 4:15, 16). Aqui, podemos dizer, está o “Evangelho em Miniatura”.

Cristo é nosso infalível advogado nas cortes celestiais. Quando Aarão fez o bezerro de ouro e condescendeu com o povo naquela idolatria geral da nação, Deus iria tirar-lhe a vida. Entretanto, Moisés intercedeu por seu irmão, e a vida de Aarão foi poupada e seu pecado, perdoado. Da mesma forma, Cristo hoje apresenta ao Pai Seu sacrifício por nós.

III. O sacerdócio dos cristãos
Quando Israel falhou em ser o “porta-voz” de Deus ao mundo e o serviço sacerdotal estava na mais completa corrupção, Jesus veio à Terra.

Por Sua morte, Ele estendeu a cada um a oportunidade de O aceitar e se tornar filho de Deus, através da adoção na videira abraâmica. Sendo Ele descendente de Abraão, raiz de Judá, todos os que aceitassem Seus méritos na cruz se tornariam “filhos de Abraão e herdeiros da promessa”.

Jesus nos fez reis e sacerdotes para Deus. O apóstolo Pedro referindo-se a isso, diz: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus” (1Pe 2:9). Pedro empresta de Êxodo 19:5 e 6 essas palavras. Elas foram proferidas por Deus ao povo de Israel após a libertação do Egito, assegurando-lhes a promessa de ser uma grande nação. Deviam levar a salvação àqueles que estavam nas trevas.

Somos hoje o “Israel espiritual de Deus”, por isso, a Bíblia enfatiza o sacerdócio e ministério de “todos” os crentes. Como cristãos, temos o dever de interceder diante de Deus pelas pessoas que ainda não O conhecem. Essa posição tem uma função sacerdotal.

Essa função nos confere privilégios; todavia, por outro lado, cobra responsabilidades. O sacerdote no AT tinha o sagrado dever de ser puro e santo, ou seja, separado, diferente, do restante do povo. Não só era reconhecido pelas vestes, mas, acima de tudo, pelo comportamento. Não ser um entre muitos, mas entre muitos ser alguém! Pensar para agir, e agir para acertar.

Ao considerar todas essas questões, como você sente seu sacerdócio hoje? Coisa terrível é ser sepulcro caiado. Bonito por fora, porém, podre por dentro. Ter as vestes da justiça, mas não viver de forma justa.

O arminho é um animal próprio das regiões geladas do hemisfério norte. Ele tem uma pele bonita e preciosa. Ela é acinzentada no verão. Porém, quando chega o inverno torna-se branca como a neve. Conta-se que, certa vez, um grupo de caçadores encurralou um arminho. O pobre animalzinho se viu entre a lança mortal e o poço de lama. Encolhendo-se, esperou a morte chegar. Ele preferiu morrer a sujar-se na lama!

Conclusão

A Igreja de Deus precisa hoje de sacerdotes consagrados, leais e dedicados ao Mestre. É preciso determinação para servir nesta causa. Todos podem ser úteis se guiados pelo Espírito Santo.

A diversidade das cores nas vestes sacerdotais representam também os diversos dons dispensados a cada um de nós.

“Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo” (1Co 12:4).

Ministremos à humanidade perdida as boas-novas da salvação!


Editor da Adventist World (português);  Editor-associado da revista Ministério na Casa Publicadora Brasileira


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/com522011.html

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Estudo nº 05 – As Vestes Sacerdotais da Graça – Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks

Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Segundo Trimestre de 2011

Tema geral do trimestre: Vestes da Graça

Estudo nº 05 – As Vestes Sacerdotais da Graça

Semana de  23 a 30 de abril

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristovoltara.com.br - marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de DEUS, a fim de proclamardes as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9).

Introdução de sábado à tarde

Uma conjunção de atributos para definir quem é o povo de DEUS. Assim está escrito em 1 Pedro 2:9. Nesses atributos, um está em destaque para estudo nessa semana: “sacerdócio real”.

Os pagãos sempre tiveram intermediários entre o povo e os seus deuses. O paganismo surgiu com essa ideia. Um poder intermediário entre os deuses e os homens foi algo imaginado para conferir mais poder aos antigos reis, desde os tempos de Nimrode. Esse tipo de intermediação foi elaborado para tornar os líderes daqueles povos mais poderosos. O povo passava a depender da intermediação para tudo: para a fertilidade feminina; para as plantações, chuvas e colheitas; para as guerras; para terem vida longa; contra as doenças e muitas outras coisas. O povo não podia ir a seus deuses diretamente. Tinham que usar intermediários. Estes se tornavam muito poderosos, e era o que queriam.

Quando DEUS instituiu o sistema sacerdotal, nada mais era senão um sistema educativo que queria dizer duas coisas importantes: não há outro intermediário válido e eficaz senão JESUS CRISTO, a quem esse sistema apontava. E a segunda coisa, era que os sistemas pagãos, ou seja, qualquer outra forma de intermediação além do de JESUS, não era autêntico, mas sim, inútil.

O sistema sacerdotal israelita apontava para o único sacerdote eficaz, que morto na cruz, ressuscitou e vive, hoje, intermediando por nós perante DEUS Pai. Nenhum outro há que tenha morrido carregando pecados, e depois tenha ressuscitado, vencendo esses pecados.

E nós, hoje, o que somos? Sacerdócio real! O que isto significa? Que somos um povo eleito para uma missão especial, não de intermediar, mas, de representar. E como embaixadores do reino de DEUS, devemos atrair o mundo e ensinar a verdade da salvação. Essa é a nossa função: “ide e ensinai”. Nós temos por incumbência unir as pessoas a CRISTO, por isso devemos dar exemplo e ensinar. Não temos por função separar as pessoas de CRISTO, por meio de uma intermediação sacerdotal humana. Devemos ensinar que todos podem se achegar ao Salvador indo diretamente a Ele, por meio da oração e entrega diária, coisa que nós mesmos devemos praticar. Essa é a função do sacerdócio real. Fazemos parte do trabalho sacerdotal de CRISTO que está lá no tabernáculo celeste. Ele intercede por lá, e nós levamos pessoas a esse Sacerdote.

  1. Primeiro dia: A antiga aliança da graça

Saber e não viver de acordo! Essa é a fórmula do fracasso espiritual, caminho direto para a morte eterna.

Lúcifer sabia sobre DEUS mais que todas as criaturas. Ele assistia ao Rei do Universo junto ao trono, vivia perto do Criador, portanto O conhecia profundamente, e sabia qual era o Seu caráter. E sabia também que esse caráter correspondia perfeitamente à lei de DEUS. Era incumbido do louvor a DEUS. Conhecia bem a vontade de DEUS. No entanto, invejoso, trabalhou contrariamente em relação ao seu conhecimento. Pelo modo como agiu, pelo quanto sabia, depois de ter-se rebelado, não havia mais perdão para ele. Tempos depois ele queria retornar para junto de DEUS, mas isso não lhe foi concedido. Ele pecou apesar do muito conhecimento que possuía. Tendo tanto conhecimento, para se rebelar, teve que deformar em tal intensidade o seu caráter em sua mente que não havia mais retorno para ele. É como uma batida de carro. Há casos em que é só desamassar, mas há casos em que dá perda total.

Adão e Eva também se rebelaram contra DEUS. Eles sabiam muito, mas não tanto quanto Lúcifer. E a iniciativa da rebelião não foi deles, foram enganados. Eva foi seduzida por Lúcifer, e Adão caiu por amor a Eva. A estes, e seus descendentes, DEUS está dando uma segunda oportunidade. Por saberem muito, tornaram-se mortais, a maior parte de seus descendentes se perderá, e todos já passaram ou estão passando por uma tragédia de vida no ambiente de pecado. Sabiam, erraram, sofreram!

Arão, irmão de Moisés também sabia muito. Ele esteve junto de Moisés no conflito com o duro faraó. Ele não só viu como participou ativamente naquelas dez pragas, viu a intensidade do poder de DEUS e o quanto os deuses dos egípcios eram nada, totalmente impotentes diante do DEUS vivo. Ele viu, e participou da travessia no Mar Vermelho. Só mesmo pelo poder de DEUS. Ele viu o exército do faraó, que confiava em ídolos, ser extinto com seu rei debaixo de toneladas de água, enquanto eles, que confiavam no DEUS vivo, estavam a salvos, do outro lado. Ele viu a nuvem protetora acima deles, e o fogo aquecedor de noite, e como DEUS guiava aquela gigantesca multidão pelo caminho onde deveria andar. O mar dividiu esse povo do paganismo egípcio, e mostrou a eles, de um lado um grande povo vivo e salvo, dentro das águas, e de outro um exército sem vida, tornando-se comida para animais marinhos. Ali estava o DEUS, Aquele que pode tudo, em quem podemos confiar por inteiro.

Mas, se Arão viu e participou de tudo isso, como é que, tendo-se Moisés afastado por uns dias, ele concordou com pessoas que queriam um ídolo? Como é que ele mesmo liderou e fabricou esse ídolo? Onde ele pensava chegar agindo assim? Pensava obter o favor de DEUS? Ou pensava que aquele ídolo, feito por eles mesmos, ainda por cima um bezerro, como um dos deuses egípcios, os iria dirigir daí em diante?

Como é que Arão caiu tanto? Como é que ele errou tanto? Como explicar isso? Como responder a essas questões?

Não podemos censurar Arão, temos igual natureza. Caímos, muitas vezes, por provas bem menores. Erramos feio, pecamos por quase nada. Muitas vezes qualquer aparelhinho de televisão nos seduz e nos conquista. Um computador ligado à internet pode dominar a nossa mente. Muitos de nós damos maior importância a ídolos de futebol que a DEUS. E assim por diante.

DEUS perdoou Arão naquele dia. Mais que isso, depois fez dele o primeiro Sumo sacerdote, um tipo de CRISTO, o verdadeiro Salvador.

Como é que DEUS perdoou a esse homem que errou tão feio? Arão se envergonhou tanto do que fez, e se arrependeu. Lúcifer, sabendo muito, nunca na verdade se arrependeu, ele continuou lutando por sua causa sem glória.

O aprendizado que resta daquele fracasso de Arão é que temos um DEUS que perdoa. Desde que nós nos arrependamos. Ele não só perdoa como quer que participemos do juízo no Céu, durante o milênio do julgamento dos que se perderam. Ainda é tempo de nos arrependermos e nos prostrarmos diante de nosso Salvador e pedir que envie sobre nós o seu ESPÍRITO para nos transformar.

  1. Segunda: O sacerdócio

Quando iniciou o sistema sacerdotal? Quando foi instituído o serviço de intermediação entre o homem e DEUS, para remissão dos pecados por JESUS? Lá no Éden, no mesmo dia da queda, quando JESUS matou um cordeiro e os vestiu com a pele. Temos notícias dos sacrifícios que Caim e Abel fizeram, aliás, Caim certa vez decidiu oferecer algo sem sacrificar. O sacrifício correto era oferecer um cordeiro morto, consumido no fogo. Esse foi o que Abel ofereceu e foi aceito. Temos também informações sobre os sacrifícios de Abrão, de Isaque e de Jacó. Assim também sacrificavam os filhos de Jacó. O sacerdócio naqueles tempos era dado sempre ao filho primogênito.

No Sinai, quando estavam no deserto, foi instituído o sistema sacerdotal mais formal, destinado exclusivamente a uma família de levitas, a de Arão e seus filhos e descendentes. A tribo de Levi foi a única que se posicionou à parte, ao lado do Senhor, naquele episódio da adoração ao bezerro de ouro. Curioso, Moisés e Arão eram levitas. DEUS escolheu essa tribo, mais zelosa, para lhe servir, e cuidar do tabernáculo bem como do ensinamento ao povo. Dos levitas Ele tirou os sacerdotes, que eram da tribo de Arão. O curioso é que quem fez o bezerro de ouro foi o próprio Arão. Ao menos ele coordenou a fabricação e liberou a adoração. Arão agiu como um fraco, mas, pelo visto, contra a sua vontade. E por ter-se arrependido, servia como alguém capaz de ensinar o quanto é importante arrepender-se. É assim. Os nossos melhores líderes espirituais, hoje, não são os que sabem muito, mas aqueles que sabem como se arrepender, e podem nos ensinar essa sua experiência, e os resultados que ela produz.

Escolhendo os levitas para o ofício sacerdotal, de sacerdotes, de cantores, de servidores em assuntos religiosos, DEUS substituiu os primogênitos nesses afazeres. Eles deveriam consagrar-se ao Senhor, serem puros, santos, conduzirem exemplarmente suas famílias, serem exemplo para os demais. Isso ainda DEUS exige hoje de seus servos no ministério. Aliás, exige de todos os que têm algum cargo na igreja. Há algumas décadas fui consagrado ancião, e desde então temos tratado desse assunto em nosso lar, destacando a responsabilidade que isso significa. Outras pessoas se espelham nos líderes, e isso gera uma grande necessidade de sermos guiados por DEUS, para não falharmos, e levarmos outros a falharem pelo mau exemplo. É como diz a irmã White: “Cuidai de que pelo vosso exemplo não ponhais outras almasem perigo. Coisa terrível é perdermos nossa própria alma, mas seguir uma conduta que ocasione a perda de outras almas é ainda mais terrível. Que nossa influência seja um cheiro de morte para morte é um pensamento terrível, no entanto isto é possível. Com que fervor, então, devemos guardar nossos pensamentos, nossas palavras, nossos hábitos, nossa disposição! Deus exige santidade pessoal. Somente revelando o caráter de Cristo poderemos nós cooperar com Ele na salvação de pessoas” (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, 158).

A escolha dos levitas ocorreu porque em uma certa ocasião foram os mais leais a DEUS. Um dos motivos para a escolha de Arão parece ter sido por ele necessitar de perdão, e por ter desejado esse perdão. Dentre os levitas, foi ele quem coordenou a idolatria, e, portanto, foi ele o que mais necessitava de perdão. Também foi ele quem mais se arrependeu envergonhado perante Moisés, quem DEUS escolhera como profeta. Arão, portanto, representava muito bem o povo todo, sempre propenso a pecar, mas que deveria também estar propenso a se arrepender. Arão, como mediador, simbolizava muito bem a CRISTO, que se tornou um tal como nós somos, com a diferença de nunca ter pecado. Tanto Arão como CRISTO, um porque pecou vergonhosamente e outro porque sofreu na cruz para pagar por aquele pecado, obtiveram capacidade de entender o pecador, e atraí-lo para o arrependimento e mudança de vida. Outra diferença importante é que Arão nunca perdoou sequer uma pessoa, mas JESUS CRISTO é diferente – Ele está perante o DEUS Pai, puro como sempre foi, intercedendo por todo aquele que se arrepende, não tendo que jamais haver intercessão por Ele mesmo.

E nós, como foi com Arão, nos cabe o arrependimento dos pecados e a entrega a DEUS, para que Ele cumpra em nós a Sua vontade, e sejamos salvos da morte.

  1. Terça: Vestes sacerdotais

DEUS determinou em detalhes como deveriam ser as vestes sacerdotais. Elas deveriam ser lindas e solenes, bem como cumprir também a função de proteção. A beleza das vestes deveria sempre refletir o caráter interior do sacerdote, como uma pessoa santa. E ao nos vestirmos, também devemos levar esse pontoem consideração. Atualmente, nesse mundo, o que vale é a aparência exterior, o que as pessoas veem, e que deve esconder o que se passa no interior. É a vaidade comandando. Mas aqueles que querem se salvar devem pensar de modo diferente. Em primeiro lugar devem buscar, com o poder do ESPÍRITO SANTO, o aperfeiçoamento (santificação) do caráter, e vestir-se de acordo.

O Sumo Sacerdote era visto como um tipo de JESUS. E o povo ao olhar para ele, por meio do modo como estava vestido, e como se comportava, devia ver nesse homem um caráter irrepreensível.

Vamos estudar as funções das peças sacerdotais e seus outros componentes.

Havia a mitra; a estola sacerdotal (também chamada éfode); o peitoral; a sobrepeliz azul, a túnica branca bordada e o cinto. Faziam parte dos paramentos duas pedras de ônix; as pedras urim e tumim; as doze pedras do peitoral; romãs bordadas e as campainhas de ouro.

A mitra era uma cobertura para a cabeça do Sumo Sacerdote, um tipo de turbante enrolado parecendo-se com uma coroa. Amarrada à mitra havia uma lâmina de ouro gravada com frase “Santidade ao Senhor“. Simbolizava uma nação santa, composta de sacerdotes e reis, para influenciar o mundo em direção à santidade de DEUS. “e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai, a ele, glória e poder para todo o sempre. Amém!” (Apoc 1:6).  “e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra”  (Apoc 5:10). “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos” (Apoc 20:6).

A estola sacerdotal, ou manto sacerdotal, ou éfode, que só o Sumo sacerdote usava, era uma espécie de chale sobre os ombros, que ficava por baixo do peitoral. Era confeccionado em linho com ouro, azul, púrpura e escarlata. Era um vestuário que se estendia do ombro até abaixo dos quadris.  Nos ombros eram fixadas duas pedras de ônix que continham os nomes das doze tribos de Israel, seis em cada pedra. ‘A estola sacerdotal como um todo, com suas cores diferentes e materiais, simboliza a Cristo em seu ministério de Sumo Sacerdote. Cristo, o Sumo Sacerdote leva o seu povo nos seus ombros, o lugar de força e assento de poder. Os ombros também falam de levar um fardo, Cristo, o Sumo Sacerdote leva todo o fardo.’

O cinto, em volta da cintura (cingir-se) servia para prender a estola sacerdotal.

Por baixo da estola usava a sobrepeliz, uma veste que vinha dos ombros até abaixo dos joelhos, peça única, sem costura, sem mangas, com uma abertura em cima e outras duas para os braços (Exo. 28:31). Era uma túnica azul. Na borda debaixo se fixavam romãs alternadas com campainhas de ouro (Êxo. 28:33 e 34). As campainhas marcavam os movimentos do Sumo sacerdote dentro do santuário, principalmente no dia da expiação, quando ele estava oculto aos olhos do povo. O que foi descrito até aqui só o Sumo sacerdote usava.

Abaixo da sobrepeliz azul o Sumo sacerdote (e os demais sacerdotes usavam) ainda a túnica bordada branca, mais longa, até os tornozelos, de mangas longas que cobriam os braços. Essa era a túnica que os sacerdotes usavam, e também o Sumo sacerdote a usava. E por baixo dessa túnica eles usavam um enorme calção de linho, que ia da cintura até as coxas (Êxo. 28.43).

  1. Quarta: O peitoral do juízo

A principal parte das vestes do Sumo sacerdote era o peitoral do juízo (Êxo. 28:15-29, 39:8-21). Localizava-se no peito, junto ao coração. Esse peitoral, bordado com fios de ouro, continha doze pedras preciosas, simbolizando as doze tribos de Israel, e também a igreja, ou, o povo de DEUS de todos os tempos. Sobre os ombros eram fixadas as duas pedras de ônix, como já vimos. JESUS leva o seu povo junto ao peito. A palavra levar significa conduzir, proteger, amar, perdoar, salvar. O Sumo sacerdote simbolicamente levava o povo onde quer que ia, e até para dentro do lugar santíssimo. Havia aqui uma intimidade entre quem intercedia e o povo, necessitado de intercessão e perdão. Continha ainda as duas pedras do juízo, o urim e o tumim (Êxo. 28:30, cf. Num. 27:21, 1 Sam.28:6). DEUS respondia às consultas do Sumo sacerdote por essas pedras. Uma simbolizava o ‘sim’, outra o ‘não’. Davi, por exemplo, consultava a DEUS por meio dessas pedras.

Estando as pedras representativas numa única peça, todas juntas, revelam a unidade desse povo entre si, e estando junto ao peito do Sumo sacerdote, revelam a unidade do povo com DEUS. Estando perto do coração, revelam o amor de DEUS por Seu povo, e estando entre as duas pedras do juízo, revelam que DEUS quer proteger Seu povo no juízo. Ou seja, essa última parte associa o amor com o sacrifício de JESUS para perdoar o Seu povo da necessidade de se fazer justiça com o pecador. JESUS sofreu, em si, pelos que Ele ama e leva junto ao peito.

  1. Quinta: JESUS, nosso Sumo sacerdote

Diríamos: “assim como JESUS”. Ele é o nosso Sumo sacerdote, e faz tudo para que sejamos perdoados. Uma vez obtido o perdão, seremos perfeitos, isto é, estaremos salvos. Mas, muito cuidado: ainda temos em nós a inclinação para pecar outra vez, pois não fomos ainda transformados por inteiro, o que vai ocorrer na volta de JESUS. Portanto, que ninguém se glorie, pois ao sermos perdoados, nossa perfeição na verdade não está em nós, mas em CRISTO, pois o perdão que nos foi dado veio da perfeição dEle. Ele que se tornou como um de nós, com a diferença de não ter cedido à tentação, e de nunca ter pecado. Essa perfeição, por enquanto ainda em CRISTO que venceu como sendo um de nós, nos será dada por completo no dia da transformação. Então sim, não seremos mais pecadores, e teremos a perfeição em nosso corpo, e será um corpo espiritual, propenso ao bem, não mais carnal, isto é, propenso ao mal.

Há muitas pessoas entusiasmadas com a ideia de se tornarem perfeitas antes do tempo. Mas isso é impossível! A perfeição, aqui e agora, é um processo de crescimento gradativo, que só se completará no dia da segunda vinda. A perfeição que nos é pedida aqui é uma caminhada de crescimento espiritual, que é conduzida pelo ESPÍRITO SANTO, todos os dias. A nossa parte é simplesmente não atrapalhar, ou seja, todos os dias nos entregarmos a JESUS, e fazer tão somente o que Ele, por meio do ESPÍRITO SANTO, nos iluminar em nossa mente. Mas que ninguém se iluda: aqui na Terra, antes da vinda de JESUS, ninguém virá a ser considerado um “não pecador”. Isso irmãos nossos já tentaram no ano de 1900, lá em Indiana, Estados Unidos. Foi o movimento da carne santa. Por meio de um ritual tipo pentecostal, quem caísse desmaiado no chão (exausto), era considerado como tendo então a carne santa, como de JESUS, e não pecaria mais nem morreria. Fato é que todos eles morreram. Inserimos sobre esse assunto um trecho de Ellen White.

“Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mat. 5:48). O ideal do caráter cristão é a semelhança com Cristo. Como o Filho do homem foi perfeito em Sua vida, assim devem Seus seguidores ser perfeitos na sua. Jesus foi em todas as coisas feito semelhante a Seus irmãos. Tornou-Se carne, da mesma maneira que nós. Tinha fome, sede e fadiga. Sustentava-Se com alimento e refrigerava-Se pelo sono. Era Deus em carne. Ele compartilhou da sorte do homem; não obstante, foi o imaculado Filho de Deus. Seu caráter deve ser o nosso. … Cristo é a escada que Jacó viu, tendo a base na Terra, e o topo chegando à porta do Céu, ao próprio limiar da glória. Se aquela escada houvesse deixado de chegar à Terra, por um único degrau que fosse, teríamos ficado perdidos. Mas Cristo vem ter conosco onde nos achamos. Tomou nossa natureza e venceu, para que, revestindo-nos de Sua natureza, nós pudéssemos vencer. Feito “em semelhança de carne pecaminosa” (Rom. 8:3), viveu uma vida isenta de pecado. Agora, por Sua divindade, firma-Se ao trono do Céu, ao passo que, pela Sua humanidade, Se liga a nós. Manda-nos que, pela fé nEle, atinjamos a glória do caráter de Deus. Portanto, devemos ser perfeitos, assim como “perfeito é o vosso Pai celeste”. Mat. 5:48. (…)

A adoração prestada em sinceridade de coração tem grande recompensa. “Teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” Mat. 6:6. Pela vida que vivemos mediante a graça de Cristo, forma-se o caráter. A beleza original começa a ser restaurada na alma. São comunicados os atributos do caráter de Cristo, começando a refletir-se a imagem do Divino. A fisionomia dos homens e mulheres que andam e trabalham com Deus, exprime a paz do Céu. São circundados da atmosfera celeste. Para essas pessoas começou o reino de Deus. Possuem a alegria de Cristo, a satisfação de ser uma bênção à humanidade. Têm a honra de ser aceitos para o serviço do Mestre; é-lhes confiado o fazer Sua obra em Seu nome. ( Desejado de Todas as Nações, 293-295, grifos acrescentados)

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

Qual é a função do Sumo sacerdote, JESUS, hoje perante o trono celestial? Sabemos que JESUS, indo ao Céu depois do pentecostes, entrou no lugar santo. A partir de 1844 entrou no lugar santíssimo. Mas também oficia no lugar santo, isto é, Ele agora tanto é nosso advogado (no lugar santo) como também é juiz (no lugar santíssimo, por enquanto só para os mortos em CRISTO). O que nós devemos fazer e o que Ele está fazendo? Uma citação de Ellen G. White resume de uma forma objetiva essa importantíssima questão.

“Diz o apóstolo: “Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis.” Tia. 5:16. Confessai vossos pecados a Deus, que é o único que os pode perdoar, e vossas faltas uns aos outros. Se ofendestes a vosso amigo ou vizinho, deveis reconhecer vossa culpa, e é seu dever perdoar-vos plenamente. Deveis buscar então o perdão de Deus, porque o irmão a quem feristes é propriedade de Deus e, ofendendo-o, pecastes contra seu Criador e Redentor. O caso será levado perante o único Mediador verdadeiro, nosso grande Sumo Sacerdote, que “como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado”, e que Se compadece “das nossas fraquezas” (Heb. 4:15), sendo apto para purificar-nos de toda mancha de iniquidade” (Caminho a CRISTO, 37).

Meus amados leitores, é importante que cada dia nos entreguemos a JESUS. Deve ser assim porque nós somos fracos, e não temos capacidade de sustentar uma decisão por muito tempo. Se nos entregarmos de mês em mês, isso não dará certo, pois a nossa vontade mudará muito num tempo de 30 dias. Será uma decisão insustentável. Dependendo como foi sua vida passada, além da entrega diária, como primeiro ato em todas as manhãs, vai ter que reforçar a entrega durante o dia. Quem sabe ao meio-dia, à tardinha e à noite. Cada um sabe a luta que enfrenta, e o quando a sua mente e o corpo já foi prejudicado pelo poder do pecado. Então cada um que faça o seu plano, o que vale é não perder a vida eterna. Se alguém, por uns tempos, precisa ligar-se ao Salvador de hora em hora, que tome as providências para fazer isso. Vale a pena! Um dia quando estiver salvo, não achará que isso tenha sido perda de tempo. Digo isso porque há muitos pecados que se grudam em nós, e formam em nós hábitos, que, ou nem mais percebemos serem coisas más, ou racionalizamos, pensando que não são tão perigosas. Por exemplo, é o caso de uma pessoa que me disse: eu só sonego até 10% dos impostos. Esse aí acha que roubar pouco não é roubo. Já se acostumou com a ideia e por nada nesse mundo alguém o consegue convencer que vai morrer para sempre, se não mudar. É disso que estamos falando quando aqui sugerimos cada um ter um plano de entrega diária, ou até mais frequente. Também sou pecador, e sei o quanto essa luta é perigosa e o quanto o inimigo é astuto, e o quanto somos fracos e dependentes do amor de DEUS.

escrito entre  14 e 22/03/2011 – revisado em  23/03/2011

corrigido por Jair Bezerra

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 FONTE: http://www.cristovoltara.com.br/

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