Lição 07 – Adoração nos Salmos – Lição – Auxiliar – Comentários de Vários Autores

Lição 7

6 a 13 de agosto


Adoração nos Salmos

 Casa Publicadora Brasileira – Lição dos adultos 732011


Resumo da Lição

Texto-chave: Salmo 84:1, 2

O aluno deverá…

Conhecer: A grande variedade de emoções e temas, pessoais e comunitários, abordados nos Salmos.
Sentir: Necessidade de expressar os mesmos lamentos ardorosos e elevados louvores desses cânticos de adoração profundamente pessoais.
Fazer: Usar o simbolismo do santuário nos Salmos para se ligar ao Criador, Juiz, Cordeiro sacrifical e Rei.

Esboço
I. Saber: Os hinos indicam a batida do coração

A. Como os Salmos tratam os muitos problemas que nos incomodam pessoalmente e como Igreja?
B. Qual é a importância de abordar temas tão variados como história, injustiça social, traição pessoal, lei, criação e juízo eterno nos cânticos de adoração congregacional?

II. Sentir: Da lamentação à celebração
A. Como os Salmos ajudam a expressar os mais profundos clamores do coração? Por que é importante se conectar pessoalmente com Deus, dessa forma íntima e intensa?
B. Como os Salmos proporcionam um importante recurso para a adoração coletiva? Como os temas dos Salmos ajudam a unir e fortalecer a comunidade, em sua busca de um relacionamento comunitário com Deus?

III. Fazer: Simbolismo do santuário
Não é difícil imaginar quantos salmos eram utilizados no contexto da adoração no santuário por causa do uso de imagens do santuário em muitos deles. No entanto, que papel vital o simbolismo do santuário desempenha hoje em nossa adoração pessoal e nos cultos da igreja?

Resumo: Os Salmos expressam os clamores do coração dos que buscam a Deus em um diálogo vivo, de súplicas, promessas, bênçãos, louvor e celebração.


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Is 52–55

VERSO PARA MEMORIZAR: “Como é agradável o lugar da Tua habitação, Senhor dos Exércitos! A minha alma anela, e até desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e o meu corpo cantam de alegria ao Deus vivo” (Sl 84: 1, 2, NVI).

Leituras da semana: Sl 20:34954:67378:1-890:1, 2100:1-5141:2

A palavra hebraica traduzida como “Salmos” vem de uma raiz que significa “cantar com acompanhamento instrumental”. Portanto, os salmos eram canções que estavam intrinsecamente envolvidas com a adoração em Israel. Embora tenhamos as letras (os textos dos salmos), não temos as músicas. Como seria fascinante ouvir essas canções, em sua língua original, cantadas com suas melodias originais!

Os Salmos são ricos e profundos, abrangendo uma ampla variedade de temas e emoções, tratando de tudo, desde a história do povo de Israel à dor mais íntima e pessoal do salmista. Nesse sentido, eles falam a nós porque, embora como Igreja, sejamos parte da longa história que remonta a Israel, também temos nossa dor pessoal. É difícil não nos identificarmos, em um momento ou outro, com algumas das angústias expressas nos Salmos. Ao mesmo tempo, porém, é fundamental que estendamos a mão e nos apeguemos à esperança manifestada neles.

Nesta semana, estudaremos os Salmos e alguns dos temas encontrados neles, e como esses temas se relacionam com a questão da adoração e o que isso significa para nós hoje.


 

Domingo

Ano Bíblico: Is 56–58

Adoremos o Senhor, nosso criador

Os salmos de louvor descrevem quem é Deus e por que Ele é digno de adoração. Eles declaram Sua grandeza, e chamam os adoradores para vir com alegre adoração para honrá-Lo.

1. O que os exemplos a seguir têm em comum? Sl 90:1, 295:1-6100:1-5

1: Reconhecimento do poder e grandeza de Deus; convite para louvar e adorar o Criador. 

2. O salmo 19 é outra canção de louvor a Deus como criador. Qual é a sua mensagem essencial? Por que ela é tão importante, diante dos argumentos de que existimos apenas como resultado de forças naturais desorientadas, que nos criaram unicamente por acaso?

2: As criaturas celestiais e o ser humano celebram a grandeza do Criador e a fidelidade de Suas leis, confirmando Sua obra de criação. 

 3. Observe como o salmista muda repentinamente da discussão da glória de Deus revelada nos Céus para Sua Palavra revelada. Essa mudança abrupta é intencional. Leia João 1:1-3Colossenses 1:16, 17Hebreus 1:1-3. Que grande verdade o salmista está enfatizando?

3: A Palavra de Jesus (o Verbo) criou o mundo, encarnou na Terra e merece nossa adoração. Jesus, Sua lei e Sua Palavra são perfeitos. 

O mesmo Deus que criou o mundo com Sua Palavra, também deu as leis morais, físicas e sociais, para governar a família humana. O Antigo Testamento claramente identifica Deus igualmente como criador do mundo e doador da lei escrita. Os escritores do Novo Testamento veem Jesus Cristo como criador e doador da lei, e também como o Verbo que Se fez carne, que viveu entre Suas criaturas, a fim de revelar a elas o Pai e para morrer como seu substituto. Assim, somente Ele é digno de adoração e culto.

Vemos nos Salmos um dos princípios fundamentais da adoração, como vemos na mensagem do primeiro anjo (Ap 14:7). Adoramos o Senhor porque Ele é nosso criador. O fato de ser Ele o criador está diretamente ligado ao Seu papel como Redentor (Ap 14:6). Criador e Redentor: se esses atributos não são razões para louvar e adorar, que outras razões poderíamos ter?

Como você pode conhecer melhor o Senhor através de Suas obras criadas?


 

Segunda

Ano Bíblico: Is 59–62

Juízo de Seu santuário

Enquanto muitos salmos foram escritos para adoração pública, muitos outros são orações de angústia e sofrimento pessoal. Essas lamentações normalmente contêm uma descrição do problema, a súplica do sofredor por ajuda , uma afirmação da confiança do escritor em Deus e suas razões para isso.

No Salmo 73, o suplicante fica irado porque, enquanto ele sofre injustiça, os perversos prosperam e vivem sem preocupações.

4. Leia o Salmo 73. O que provocou a mudança em sua atitude diante do problema? Que mensagem podemos tirar desse texto, no contexto do ministério de Cristo no santuário celestial, com suas verdades sobre Deus e sobre o plano da salvação? Dn 7:9, 1013, 1425, 26

4: Entrou no santuário e percebeu que Cristo é o nosso intercessor; eficiente advogado dos fieis, mas justo juiz dos perversos, que terão fim. 

O juízo nos Salmos, e na Bíblia como um todo, é uma espada de dois gumes: punição merecida sobre os ímpios e defesa dos oprimidos e humildes (Sl 7:9, 109:7-1275:294:1-320-2298:9). O Salmo 68:24 retrata como os ímpios veem Deus entrando no santuário em grande procissão. O trono de Deus, que representa justiça e misericórdia, é simbolizado pela arca da aliança no lugar santíssimo do santuário. Assim, o santuário, o lugar de adoração, se torna um porto de refúgio para os aflitos.

Aqui também vemos o tema do juízo repetido na mensagem do primeiro anjo: “…dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo” (Ap 14:7). Uma das coisas que fazem Deus tão digno da nossa adoração é que podemos realmente crer que, no fim, não somente ocorrerá o juízo, mas que ele será justo e verdadeiro, bem diferente da justiça falível e imperfeita, mesmo sendo administrada nos melhores tribunais humanos. Desde a morte de Abel, cujo sangue clamou da terra (Gn 4:10), até hoje e até o último dia da história da humanidade caída, os crimes, a injustiça e as desigualdades deste mundo certamente clamam por justiça. A boa notícia é que podemos crer que, em Seu tempo e modo, Deus corrigirá tudo, por mais difícil que seja, hoje, percebermos e compreendermos isso (1Co 4:5).

Você já observou injustiças? Já foi vítima de injustiças? De que maneiras você pode aprender a confiar em Deus e na promessa da justiça definitiva e verdadeira, tão rara no mundo de hoje?


 

Terça

Ano Bíblico: Is 63–66

“Como os animais que perecem”

Como vimos ontem, e como sabemos muito bem, neste mundo reinam grande desigualdade e injustiça. Um percentual relativamente pequeno de pessoas vive no luxo, em contraste com grandes multidões que lutam com dificuldade para sobreviver. O abismo entre ricos e pobres parece crescer constantemente; e o que piora a situação é que, muitas vezes, o rico se torna mais rico explorando o pobre. Na Bíblia, o Senhor advertiu sobre essa exploração e injustiça. Os culpados de tal exploração, que não se arrependerem nem abandonarem essa prática, terão muitas explicações que dar no dia do juízo.

5. Como o Salmo 49 se relaciona com o que lemos ontem? Qual é sua mensagem fundamental? Onde podemos encontrar o evangelho nessa passagem? Que esperança suprema é apresentada?

5: Apesar das desigualdades e injustiças, todos perecem, da mesma forma que os animais; Deus julgará e remirá os fieis do poder da morte.

É tão fácil se apegar às coisas deste mundo, especialmente se você tem muitas coisas, como os ricos. No entanto, como diz o salmo, e como já devemos saber, as coisas deste mundo são fugazes, transitórias e se perdem facilmente. Tudo pelo que você tem trabalhado, tudo que você tem lutado para conseguir, tudo que é importante para você, pode ser tirado, perdido, destruído da noite para o dia. Vivemos à beira de um precipício, pelo menos nesta vida. Felizmente, como esse salmo mostra, e como grande parte da Bíblia atesta, esta vida não é tudo que existe.

6. Considere os versos 7-9 do Salmo 49. Dado o contexto imediato, qual é a sua mensagem?

6: Ninguém pode salvar uma pessoa da morte. Somente Jesus Cristo, por meio de Seu sangue, pode oferecer vida eterna. 

7. De acordo com o salmista, quantos dependem de Cristo para a salvação? Escolha a resposta certa:

A) Somente os pobres ( )
B) Somente os ricos ( )
C) Todos precisam ( )

7: c 

Você já se flagrou sentindo inveja dos que têm mais do que você? Por que é tão importante entregar esses sentimentos ao Senhor? Como tais emoções atrapalham sua vida espiritual, seu relacionamento com Deus e sua fé em geral? Você acha que concentrar a mente em Jesus, na cruz e na salvação libertam a pessoa da inveja?


 

Quarta

Ano Bíblico: Jr 1–3

Adoração e o santuário

“Suba à Tua presença a minha oração, como incenso, e seja o erguer de minhas mãos como oferenda vespertina” (Sl 141:2).

8. Que imagem está sendo usada nesse verso? O que ela representa?

8: Rituais do santuário; intercessão e sacrifício de Cristo por nós; as cerimônias do santuário deviam ser um ato de comunhão com Deus. 

Todo o ritual do santuário do Antigo Testamento estava centralizado no conceito de sacrifício. Por mais que o inimigo do ser humano o tenha pervertido, até o ponto em que sacrificavam os próprios filhos a fim de (como eles acreditavam) apaziguar um deus irado (ou deuses), o sistema sacrifical foi destinado a apontar para a morte de Jesus, em favor de toda a humanidade. Ele devia mostrar a futilidade das nossas obras para nos salvar, mostrar que o custo do pecado foi a vida de uma vítima inocente, e que o Senhor tinha um plano pelo qual os pecadores poderiam ser perdoados, purificados e aceitos pelo Senhor, por meio de Sua graça

Não é de admirar, então, que muitos salmos, tão importantes para a adoração em Israel, utilizassem imagens e exemplos do ritual do santuário. Leia Sl 20:343:451:1954:6118:27134:2141:2. Medite no serviço do santuário: o sacrifício de animais, o ministério dos sacerdotes, os móveis no pátio, o lugar santo e o santíssimo.

9. Que verdades sagradas podemos tirar do santuário terrestre sobre a obra de Jesus em nosso favor? Por que essas verdades devem ser tão importantes em nossa adoração ao Senhor?

9: O sistema sacrifical apontava para a morte de Jesus para nos salvar. Por amor, Ele nos criou e nos redimiu. Por isso O adoramos. 

10. Leia o Salmo 40:6-8 e Hebreus 10:1-13. Como Paulo relaciona o Salmo 40:8 com o sistema de sacrifícios?

10: Deus inspirou o sistema de sacrifícios, que simbolizava Cristo que, ao dar Sua vida na cruz, fez a vontade de Deus e cumpriu Sua lei. 

A ênfase do autor é que temos salvação por meio de Cristo não por intermédio da morte de animais. Somente através de Cristo há verdadeiro perdão dos pecados. Todo o sistema terrestre era apenas um precursor do que Jesus faria em favor da humanidade. Ele estava dizendo a seu público, mais provavelmente judeus crentes em Jesus, que eles precisavam deixar de olhar o sistema terrestre e focalizar sua atenção e adoração em Jesus. Em outras palavras, embora todo o serviço do santuário apontasse para Cristo, eles precisavam, como cristãos, se deslocar dos símbolos para a realidade, que era Jesus e Seu ministério em favor deles no santuá­rio celestial, depois de Sua morte expiatória.

11. Como podemos ter certeza de que não tornamos o culto e seus detalhes um fim em si mesmo? Como podemos fazer com que cada aspecto de nossa adoração nos conduza para Jesus e Sua obra em nosso favor?

11: Tudo deve nos conduzir para Cristo e Sua obra salvadora. Exaltar mais a Cristo e cuidar para que o ser humano não seja idolatrado. 


 

Quinta

Ano Bíblico: Jr 4–6

Para que não nos esqueçamos!

Os salmos 78105 e 106, que estão entre os mais extensos, são hinos impor­tantes que deviam ser cantados ou recitados para lembrar a Israel acerca da liderança de Deus no passado.

12. Leia o Salmo 78:1-8. Por que Deus quer que o povo lembre sua história? Leia também Deuteronômio 6:6-9 e 1 Coríntios 10:11. Como podemos aplicar esse princípio em nosso contexto e experiência, que são bem diferentes da história deles?

12: Devemos nos lembrar do cuidado de Deus no passado para manter a confiança e obediência, evitando os erros dos antigos.

Uma das formas pelas quais Deus Se revela é através da história. No entanto, cada geração deve ter uma nova experiência com Ele, com base nessa história. Por essa razão, não apenas a música, mas a proclamação da Palavra de Deus na adoração é vital tanto para as gerações do passado quanto para as novas gerações, para manter diante das pessoas a liderança de Deus no passado. O salmo 78 é uma advertência de que a história não deve se repetir, mas, ao mesmo tempo, é uma lembrança reconfortante da maneira graciosa pela qual Deus lidou com Seu povo rebelde. Parece haver uma urgência na promessa imperativa, “contaremos à vindoura geração os louvores do Senhor, e o Seu poder” (v. 4). O salmo 105:2 nos convida: “Cantai-Lhe salmos; narrai todas as Suas maravilhas”.

O Salmo 119, o mais longo poema no livro de Salmos, contém o frequente refrão: “ensina-me os Teus estatutos”, indicando a importância das Escrituras como base para o ensino da piedade e justiça. Paulo repete esse pensamento quando instrui o jovem pregador, Timóteo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2Tm 3:16).

Paulo exorta Timóteo: “Prega a palavra” (2Tm 4:2). Negligenciar a proclamação da Palavra na adoração é diluir o poder que o evangelho tem de alcançar corações, mudar vidas e enriquecer a experiência de adoração dos fiéis.

Quantas vezes você já teve a experiência de algo maravilhoso e miraculoso que o Senhor fez em sua vida, mas se esqueceu logo depois e demonstrou medo e falta de fé, quando uma nova crise surgiu? Seja no culto coletivo ou na sua comunhão particular, como você pode aprender a manter viva em sua mente a direção de Deus em sua vida? Por que isso é tão importante?


 

Sexta

Ano Bíblico: Jr 7-9

Estudo adicional

Leia de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 44-51: “A Criação”; Educação, p. 159-168: “Poesia e Cânticos”; Testemunhos Para a Igreja, v. 8, p. 107-115: “Esquecimento”.

O Livro dos Salmos cumpre um papel único na Bíblia. . . [Os salmos] funcionam nas Escrituras como a batida do coração da religião de Israel. Neste livro de orações o povo da aliança encontrou sua escada para o Céu. Ela se estende das mais baixas profundezas da agonia e sofrimento humanos às mais altas alegrias da comunhão com Deus. Lamentos e gritos de desespero se alternam com hinos de gratidão e louvor. . . Esse intercâmbio vivo entre o homem e Deus é talvez a razão mais profunda pela qual o Livro dos Salmos tem sido estimado pelos que buscam a Deus, em todas as gerações, como a joia de valor inestimável na Bíblia hebraica”. Além disso, eles são uma “revelação do próprio coração de Deus. Eles permanecem como inspirados exemplos de como Deus deseja que respondamos, pela fé, às revelações autênticas de Si mesmo e de Seus feitos nos livros de Moisés” – Hans K. LaRondelle, Deliverance in the Psalms [Libertação nos Salmos] (Berrien Springs, Mich.: First Impressions [Primeiras Impressões], 1983, p. 3, 4).

Perguntas para reflexão
1. Uma coisa é ter confiança na justiça do juízo final de Deus no fim do tempo; temos que confiar nessa esperança e promessa. Ao mesmo tempo, isso significaria que não precisamos trabalhar pela justiça e juízo agora, porque sabemos que isso acabará acontecendo pela ação de Deus? Como alcançar o equilíbrio entre buscar justiça agora e saber que um dia ela ocorrerá?
2. De que maneiras o culto de adoração de sua igreja pode ser melhorado para assegurar que Cristo seja exaltado em todos os aspectos da adoração?
3. Se sua igreja não canta salmos nos cultos, peça a um músico que escreva a música para um salmo que possa ser cantado pela congregação.

Respostas Sugestivas: 1: Reconhecimento do poder e grandeza de Deus; convite para louvar e adorar o Criador. 2: As criaturas celestiais e o ser humano celebram a grandeza do Criador e a fidelidade de Suas leis, confirmando Sua obra de criação. 3: A Palavra de Jesus (o Verbo) criou o mundo, encarnou na Terra e merece nossa adoração. Jesus, Sua lei e Sua Palavra são perfeitos. 4: Entrou no santuário e percebeu que Cristo é o nosso intercessor; eficiente advogado dos fieis, mas justo juiz dos perversos, que terão fim. 5:Apesar das desigualdades e injustiças, todos perecem, da mesma forma que os animais; Deus julgará e remirá os fieis do poder da morte.6: Ninguém pode salvar uma pessoa da morte. Somente Jesus Cristo, por meio de Seu sangue, pode oferecer vida eterna. 7: c 8:Rituais do santuário; intercessão e sacrifício de Cristo por nós; as cerimônias do santuário deviam ser um ato de comunhão com Deus. 9:O sistema sacrifical apontava para a morte de Jesus para nos salvar. Por amor, Ele nos criou e nos redimiu. Por isso O adoramos. 10: Deus inspirou o sistema de sacrifícios, que simbolizava Cristo que, ao dar Sua vida na cruz, fez a vontade de Deus e cumpriu Sua lei. 11: Tudo deve nos conduzir para Cristo e Sua obra salvadora. Exaltar mais a Cristo e cuidar para que o ser humano não seja idolatrado. 12:Devemos nos lembrar do cuidado de Deus no passado para manter a confiança e obediência, evitando os erros dos antigos.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li732011.html


Ciclo do aprendizado

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: 
Os Salmos nos ajudam a dialogar com Deus, através das estruturas e imagens da poesia, sobre questões como injustiça, traição, juízo e história, bem como louvor pela criação do mundo e celebração de Seu domínio. Poesia e música são avenidas especialmente adequadas para experiências pessoais e coletivas de adoração.
Só para o professor: Use o seguinte exercício para ajudar a classe a explorar o valor das figuras de linguagem e da poesia em comunicar as verdades de Deus.

Atividade de abertura: William Wordsworth definiu a poesia como “o transbordamento espontâneo de sentimentos poderosos: ela tem sua origem na emoção recolhida na tranquilidade”. A poesia é uma linguagem compactada numa forma que comunica muito, ao nosso coração e mente, com poucas palavras. Grande parte do seu poder vem de imagens sensoriais que associamos a experiências inteiras. Por exemplo, quando o Salmo 19:4-6 se refere ao Sol como um noivo saindo dos seus aposentos, ou um herói correndo com alegria para a linha de chegada, temos a imagem do Sol como um homem forte, profundamente feliz, cheio de vida e pronto para enfrentar o mundo. Quando essa imagem é associada à Palavra de Deus, Seu poder, energia e glória se espalhando por toda parte, aquecendo o planeta, mesmo em majestade silenciosa, um retrato totalmente novo de Deus é apresentado aos nossos sentidos. Quando essa imagem é estendida para a descrição da lei de Deus, somos mais capazes de compreender um conceito muito abstrato, que em alguns contextos, é assustador e ameaçador.

Comente com a classe: Divida a classe em cinco grupos e distribua a cada grupo alguns versos do Salmo 19:7-14. Se possível, incentive o uso de várias versões da Bíblia. Peça que cada grupo desenhe figuras (ou represente por mímica uma ilustração), demonstrando como é a lei de Deus, conforme a descrição dos versos que os integrantes do grupo receberam. Recolha as figuras ou peça que venham à frente os que representaram uma demonstração. Peça que a classe comente essas imagens e como aumentam sua compreensão do Criador como legislador.

Compreensão
Só para o professor: Uma possível forma de apresentar o seguinte material é dividi-lo entre cinco grupos. Peça a cada grupo que comente o tema escolhido e encontre um hino do hinário para ilustrar o assunto. Certifique-se de reservar tempo suficiente para que cada grupo apresente suas descobertas para a classe. Você pode optar por usar representações concretas para o que pode parecer uma lista de conceitos abstratos abordados nos Salmos, para ajudar a classe a se identificar com esses conceitos. Por exemplo, uma folha ou rocha pode ilustrar o tema da natureza, e um simples instrumento musical pode ilustrar louvor e celebração.

Comentário Bíblico

I. Criador do mundo natural
(Recapitule com a classe os Salmos 65104 e 139:13-18.)

Muitas vezes, vamos ao mundo natural para ver a presença e o poder de Deus. Em Romanos 1:20, Paulo reconhece que todos podem ver na criação os atributos invisíveis de Deus, e isso não deixa ninguém com a desculpa de que não poderia conhecer Deus e Lhe dar glória. Pensar no que Deus tem feito, como refletido no belo ambiente de Sua criação, desperta temor e admiração do poder criativo de Deus, apreciação pelo Seu senso de beleza e perfeição, e alegria por Seus dons generosos.

De acordo com Ellen White, mesmo quando era menino, Cristo gostava de tirar algumas poucas horas de lazer e passá-las na natureza, em comunhão com Seu Pai, orando, estudando as Escrituras e cantando louvores. Ele ficava feliz, rodeado pela beleza e bênçãos da natureza. “Quão amáveis são os Teus tabernáculos”, quase podemos ouvi-Lo cantar, “A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor… O pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si,… os Teus altares, Senhor dos Exércitos, Rei meu e Deus meu!” (Sl 84:1-3).

Pense nisto: Que aspectos do mundo natural são mais impressionantes para você e o inspiram a cantar? Como a declaração do nosso apreço pela criação de Deus inspira a fé da comunidade?

II. Justiça e juízo
(Recapitule com a classe os Salmos 4973120 e 139.)

Às vezes, um belo hino de louvor, como o Salmo 139, é interrompido com explosões apaixonadas contra o perverso. O contraste do jovem pastor que se tornou guerreiro é tão interessante quanto a imagem de Davi cantando um belo e emocionante verso sobre a bondade e presença de Deus a cada momento, até mesmo nas “asas da alvorada”, e, de repente, irrompendo em clamores apaixonados contra os malfeitores. “Quem dera matasses os ímpios, ó Deus!”, declara. “Acaso não odeio os que Te odeiam, Senhor?” (Sl 139:19, 21, NVI). Depois, em outra mudança rápida de pensamento, Davi termina seu hino com um apelo fervoroso para que Deus sondasse seu coração e erradicasse dele qualquer mal que pudesse estar se insinuando ali.

Parece que Davi foi tão fervoroso em seu ódio pelo perverso quanto em seu amor por Deus. Embora num primeiro momento isso possa chocar nossa sensibilidade, há grande segurança na determinação de Deus em lidar de forma justa com o mal. Davi encontrou não apenas beleza e paz no deserto, mas proteção e segurança contra o mal. Ele não só ansiava por paz e segurança, mas fazia o que podia para tornar possível o tipo de justiça divina e segurança para todos em seu reino. Davi e os demais salmistas reconheciam que, como servos de Deus, devemos nos identificar com Ele e participar de Sua obra de reparar a opressão, em lugar de se identificar com os ímpios e sua obra de destruição.

Pense nisto: Qual é o propósito das promessas de que a justiça e o juízo serão executados sobre os ímpios? Por que esse tema é importante para a adoração coletiva?

III. História
(Recapitule com a classe os Salmos 78106 e 114.)

Deus deu a Moisés um cântico para ensinar ao povo justamente antes de sua morte. Era uma longa narração de como Deus havia livrado Israel, suas muitas rebeliões e as lições que tinham aprendido sobre o caráter de Deus durante seus anos de peregrinação no deserto (Dt 31:15–32:47). Em outra ocasião, após o retorno dos exilados a Jerusalém, Esdras organizou um jejum para arrependimento, e os levitas fizeram uma narração semelhante do relacionamento de Deus com Seu povo (Ne 9). Em ambas as circunstâncias, Israel havia chegado ao fim de um amargo exílio de sua terra e estava posicionado na encruzilhada que prometia um novo começo. Era um momento importante para rever sua história.

Essas narrações não eram histórias de indivíduos; eram histórias de como o povo havia chegado à situação em que estava. Eram histórias compartilhadas. Havia grande perigo em esquecer o que Deus havia feito e as lições aprendidas com tão grande custo. Não poderia haver recomeço, a menos que essas lições estivessem vívidas em sua mente e coração.

Pense nisto: Por que é importante que o povo de Deus, hoje, conte sua história compartilhada com o povo de Deus através dos séculos? Que eventos iminentes tornam essencial que conservemos vivas em nossa mente as lições de Deus na história?

IV. Santuário
(Recapitule com a classe os Salmos 20:3141:243:3, 484.)

O uso das imagens do santuário nos Salmos enriquece nossa adoração a Deus no lugar santíssimo hoje (Hb 10:19-22). O povo de Israel, como um todo, não era impedido de entrar nos lugares santo e santíssimo, no tabernáculo do deserto. Eles eram chamados a imaginar o que estava acontecendo, enquanto o sacerdote levava o sangue do sacrifício para o altar do incenso, além da menorá (candelabro) e da mesa dos pães da presença, e espargia o sangue sobre as pontas do altar e o véu diante da arca da aliança. O povo podia ver a glória daShekinah acima do topo do tabernáculo e imaginar as orações sendo apresentadas diante de Sua Majestade, o Rei do Universo, que viera habitar com eles e Se encontrar com eles ali, protegidos como estavam do brilho de Sua justiça. Assim devemos, na imaginação, seguir Cristo atrás do véu nas cortes celestiais, enquanto Ele apresenta nossas orações diante do Pai, intercede por nós e nos reclama como Seus por causa de Seu sangue derramado, que nos limpa do pecado.

Pense nisto: Como nossa compreensão do papel que Jesus desempenhou ao comprar nossa redenção com Seu sangue motiva mais a nossa adoração? Por que é importante que cantemos sobre essa relação muito incrível?

V. Louvor e celebração
(Recapitule com a classe os salmos 147148149 e 150).

Os anjos gostam de proclamar, repetidas vezes, a santidade de Deus, Seu poder criativo, onisciência, perfeita justiça, a salvação que Ele tem concedido, e Sua dignidade para receber nosso louvor, por causa de toda bênção, glória, sabedoria, ação de graças, honra, poder e força que pertencem a Ele (Is 6:3Ap 7:9-12). Na verdade, quando chegarmos ao Céu, todos nós, até a última criatura, nos reuniremos ao redor do trono de Deus e nos alegraremos na maneira pela qual Deus tem sido bondoso. Será uma grande celebração!

Relembre celebrações em grupo, como Miriam liderando o cântico após o livramento no Mar Vermelho (Êx 15), Davi levando a arca em Jerusalém (2Sm 6:12-22), e o grupo de cantores guiando o exército de Josafá à batalha (2Cr 20:20-28). Embora muitas vezes louvemos a Deus em particular, quanto mais jubilosas são essas celebrações coletivas de livramento! Essa é a diferença entre comemorar seu aniversário sozinho e celebrá-lo com a família e amigos. Nossos hinos de adoração não somente ajudam a consolidar a harmonia do grupo e unidade de propósito na devoção a Deus, como nos dão um poderoso e enobrecedor sentimento de alegria compartilhada, que não encontramos em nenhum outro contexto.

Pense nisto: Que livramento será mais importante em nossa mente, quando nos reunirmos ao redor do trono no Céu, para cantar louvores a Deus?

Aplicação
Só para o professor: 
Use as seguintes atividades para ajudar a tornar claras para a classe as aplicações práticas dos temas dos Salmos.

Atividade
Ouça as músicas preparadas pelos membros da classe nessa semana como parte das tarefas da semana anterior.

Perguntas para consideração
1. Que experiências de livramento sua comunidade compartilha? Comente essas experiências e, em seguida, divida a classe em dois grupos, a fim de fazer a leitura responsiva número 5, Rendei Graças ao Senhor, no Hinário Adventista (Sl 107:1-15). Pergunte como os alunos se sentem ao ler juntos as Escrituras. Por que é tão valiosa para a igreja a experiência de se reunir para celebrar os livramentos operados pelo Senhor?
2. Com que frequência você experimenta em seus cultos de adoração os diversos temas apresentados nos Salmos? Sua igreja tem utilizado as leituras responsivas do Hinário Adventista? Como a programação de sua igreja poderia aumentar as oportunidades para a utilização de poesia, salmos, e músicas extraídas das Escrituras ou das experiências pessoais?

Criatividade
Só para o professor:
 Sugira as seguintes ideias para ajudar a colocar em prática, durante as próximas semanas, as questões analisadas na classe.

1. Escreva uma versão do Salmo 136, usando os principais eventos da sua vida como marcos que ilustram como “Seu amor dura para sempre”. Compartilhe esse salmo com um membro da família que tem uma história de vida semelhante e que precisa de um impulso extra para a fé nesta semana.
2. Escolha cinco salmos que falam da natureza. Leia um deles a cada dia, antes de sair de casa, e medite sobre essa passagem enquanto faz suas atividades.
3. Que livramentos especiais sua família experimentou? Planeje algumas atividades para celebrar a atuação de Deus em sua vida, como uma refeição comemorativa, um álbum de família ou uma decoração de parede que ajude a lembrar a bondade de Deus.
4. Reescreva alguns trechos de algumas das imagens do santuário nos Salmos, à luz do “novo e vivo caminho” (Hb 10:20) que foi aberto para nos aproximarmos de Deus, e compartilhe com a classe.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/aux732011.html


Lição 7 – ADORAÇÃO NOS SALMOS

Ruben Aguilar

A RELAÇÃO ENTRE ADORAÇÃO E LOUVOR
Pela etimologia dos termos usados nas línguas originais em que a Bíblia foi escrita, adoração é uma atitude de reverência para com o Deus supremo. Uma significação simples e básica desse termo é manter o corpo prostrado, de joelhos dobrados, com a cabeça encostando no chão. Mas, a adoração não se restringe ao significado etimológico do termo, ou do que este pode expressar. Se assim fosse, a adoração não deixaria de ser mais do que uma simples emissão de voz, um som audível que não transmite nenhuma informação ou mensagem. Não se deve desconhecer que toda palavra, para exercer seu objetivo essencial, precisa enunciar um conceito; do contrário, essa palavra será só uma sequência de sons articulados.

A palavra adoração é um substantivo ligado ao relativo verbal adorar, que expressa uma ação. Essa ação é o conceito que a palavraadoração quer expressar; ou seja, é a exposição de formas com as quais a pessoa manifesta a atitude de adorar. Algumas dessas formas são: oração, meditação na grandeza e poder de Deus, leitura das Sagradas Escrituras, louvor, etc. O louvor, especificamente, é uma das formas mais usuais de adoração. É a maneira de expressar reconhecimento dos atributos divinos. Em geral, o louvor se manifesta mediante a exaltação, o elogio, o ato de honrar, o fato de enaltecer, aclamar com júbilo, cantar.  Em todas essas manifestações predomina a vocalização ou o uso da voz. O termo hebraico traduzido como louvor é hallel, usado principalmente para se referir à expressão cantada dos Salmos. O vocábulo hebraico mencionado provém da raiz verbal halal, que literalmente pode ser traduzido comofazer barulho.

Os Salmos são uma forma de adoração a Deus mediante o louvor, ou melhor, mediante a expressão cantada. Na letra dos Salmos o compositor sacro exprime sua adoração para exaltar a misericórdia divina, aclamar os portentosos milagres em favor do povo de Israel, enaltecer os atributos de Deus e Sua Majestade, honrar a glória divina pela concessão do perdão. Não há outra maneira mais pública e sublime de louvar a Deus do que se faz através dos versos melodiosos dos Salmos. Nos poemas dos Salmos, o compositor revela o que há de mais impactante e constrangedor no âmago da sua consciência. Não é a elaboração trivial de uma espontânea exposição de sentimentos efêmeros; ao contrário, a composição de um salmo é fruto de uma bem esforçada proliferação de pensamentos que procuram traduzir a ideia principal do tema a ser cantado.

Nos salmos preservados no registro bíblico, a variedade de temas é vasta, dependendo da experiência religiosa do autor e da ocasião em que foi composto. Alguns salmos são de reconhecimento da grandeza de Deus; outros procuram refletir a realidade espiritual do perdão e aceitação divinos; um bom número procura transmitir numa versão didática os atributos de Deus. Procuremos analisar o tema de alguns salmos.

ADOREMOS O SENHOR, NOSSO CRIADOR
Um dos problemas humanos de todas as épocas da história da civilização, e ainda atual, é a origem do Universo e, em forma sequencial, da Terra e do homem. As primeiras civilizações tratavam esse tema em harmonia com as bases de crenças mitológicas que regiam seus princípios comportamentais e modo de vida. Para a maioria desses povos, o Universo era o produto de transformações de seres míticos de um mundo sobrenatural e monstruoso, em realidades naturais. Os gregos foram os primeiros a tratar de forma racional o problema das origens, através das emissões de pensamento dos seus filósofos. Antes de Sócrates, os assim chamados pré-socráticos, como fruto das suas divagações filosóficas, afirmavam que o Universo surgiu por causa das propriedades de certos elementos, que, para uns era a água, para outros, a terra, o fogo, ou o ar. Em última análise, esses pensadores buscavam um elemento natural como causa da origem do mundo.

O filósofo Aristóteles admitia que o problema da origem do Universo poderia ser exposto mediante duas acepções: a do tiqe, o caos; e a do teleos, desígnio; que impelem as ideias do “tiquismo” (admite que a origem do Universo é resultado do acaso caótico de forças da natureza), e a da teleologia, que admite a existência do Universo como uma expressão do desígnio divino. Hoje, a grande maioria da população mundial se inclina a aceitar que o mundo foi originado pela participação de elementos materiais energizados por acaso, em caóticas combinações para formar compostos primitivos. Uma pequena porcentagem da população mundial admite que o Universo é fruto de uma criação por desígnio; ou seja que tudo que existe é produto de um plano de criação executado por Deus. Essa asseveração era a verdade transmitida oralmente pelos primeiros pais da humanidade e durante o período patriarcal. Desde a época de Moisés, a narrativa da criação foi grafada em letras indeléveis, tanto no texto sagrado como na mente dos que andam com Deus.

A narrativa da criação, conforme registrada no Gênesis, é a principal instrução sobre os atributos eternos de Deus.  Nela se refletem claramente Sua onipotência, ao fazer que seres inexistentes viessem à existência; Sua onisciência, ao ditar leis para manter a vasta harmonia do Universo; Seu amor, ao permitir que o homem recebesse uma nítida mostra dos atributos divinos, como a capacidade mental, a experiência espiritual, incluindo a imortalidade antes da transgressão.

As múltiplas funções com que a natureza demonstra sua existência são respostas fiéis ao conteúdo das leis naturais impostas por Deus, o cumprimento das leis físicas em cada partícula atômica e dos órgãos e sistemas biológicos que possibilitam o equilíbrio e a harmonia do mundo; são demonstrações da obediência à vontade divina. Essa obediência se manifesta em forma de louvor audível no farfalhar da frondosa copa de uma árvore, na melodia inimitável de uma correnteza fluvial e a de uma cachoeira extravasando incontáveis volumes de água, na sinfonia da variedade de melodias trinadas das aves canoras, na luminescência dos vagalumes voando nas serenas noites, no brilho intermitente das estrelas do infinito, que advertem aos homens das suas limitações finitas.

Assim como a natureza expressa seu louvor a Deus mediante a obediência às leis físicas, também o homem, como criatura dotada de livre-arbítrio, tem o privilégio de expressar seu louvor ao Infinito mediante voz coletiva, sonora e retumbante entoando salmos e hinos de reconhecimento ao atributo criador de Deus.

JUSTIÇA NO SANTUÁRIO

A participação do homem em sociedade está baseada no cumprimento dos princípios de direitos e responsabilidades. Desde esse ponto de vista, são considerados direitos as faculdades legais de praticar ou deixar de praticar uma atividade. As responsabilidades são as obrigações que devem ser cumpridas em resposta às imposições da sociedade. O respeito aos direitos de cada pessoa é uma expressão de justiça. Embora os regimes governamentais garantam a vigência dos direitos da pessoa humana em todos os níveis, desde a simples comunidade familiar ou de bairro, até os da administração política das nações, a gama de conflitos sociais demonstra o desrespeito a tais direitos e, por esse fato, a falta de justiça se torna evidente.

Onde o conflito prevalece, há carência de justiça. É uma realidade inaceitável para toda pessoa que deseja viver em paz e que clama por justiça. Os conflitos no mundo alterado se manifestam de formas variadas, desde simples enganos até atentados contra a vida pessoal e sempre acompanhados de violência. Há atentados contra a pessoa em qualquer lugar sem exclusão de ninguém e, em certa medida, o clamor por justiça é universal. Pode-se admitir que a justiça se manifeste em certos casos e em circunstâncias de precariedade; mas, em geral, a falta de justiça é abrangente e sem limites.

Cristo Jesus, no Seu célebre Sermão da Montanha, patenteou a falta de justiça na experiência de vida das pessoas. Fazendo alusão à sensação vital da sede e fome, Cristo prometeu para esses a plena satisfação dessa necessidade, e de serem fartos de justiça. A verdadeira justiça não pode ser um atributo da natureza humana, pois, esta se encontra afetada e contaminada pelo mal que inibe a manifestação dessa virtude. A verdadeira justiça se expressa mediante a concessão de recompensa aos atos praticados, quer sejam bons ou maus; ou seja, é uma atribuição divina, pois só o Deus sábio e amoroso pode avaliar a qualidade dos atos humanos.

A justiça divina se manifesta no ritual do Santuário. É na solene cerimônia da Expiação que se revela o sacrifício de Cristo, na figura do Cordeiro que morre em lugar do pecador arrependido. No Santuário celestial, Cristo, ao passar do lugar santo para o santíssimo, realiza Sua tarefa de mediação em favor dos crentes e inicia o juízo investigativo que culminará com o juízo final. Esses atos são os que reivindicam a necessidade de justiça, a sede e a fome por justiça.

Sede e fome de justiça é o desejo veemente de ver estabelecida a justiça sobre os atos de cada ser humano. Nessa implantação será extinta toda crueldade, toda forma de violência; não mais se verá a atitude de prepotência assumida pelos dominadores; a arrogância, a ambição de riqueza ao preço de opressão e engano, terão seu fim; “de nada valerá a fuga ao ágil, o forte não usará a sua força, nem o valente salvará a sua vida” (Am 2:14).

Sede e fome por justiça é o desejo humilde do seguidor de Cristo que, manifestando arrependimento, espera trocar sua justiça pela justiça imaculada do Cordeiro morto na cruz. Isso será possível em cumprimento às promessas de salvação.

Quão bela será essa realidade! Digna de ser apregoada em versos majestosos; de ser cantada em infinidade de vezes, ao som de melodias de louvor; de ser entoada em salmos de adoração ao eterno Deus infinito. Exaltar em cantos a justiça divina para satisfazer àquela ansiedade de paz perene, na qual vive o devotado seguidor de Cristo.

“COMO OS ANIMAIS QUE PERECEM”
O tópico que antecede os parágrafos seguintes é uma transcrição da última frase do Salmo 49. Esse poema procura colocar num só padrão de valores existenciais o homem e o animal. Quais poderiam ser as diferenças entre o homem e o animal, se ambos terminam de forma semelhante, na morte, e seus corpos se misturam ao pó da terra?

O propósito do Salmo 49 é fazer alusão às semelhanças entre o homem e o animal, mesmo sem especificar as características usadas para asseverar essa realidade e, dessa maneira, colocar em relevo a futilidade da vida estimulada pela procura de riqueza, poder e vaidade que acaba com a morte.

Os homens são “como os animais que perecem”, na base estrutural do seu organismo. Homem e animal são fisicamente constituídos por átomos e moléculas que, por sua vez, constituem células, tecidos e órgãos. Por semelhança ou por analogia, tanto os órgãos dos seres humanos, como os dos animais, executam as mesmas funções. Nesse padrão de classificação, não há diferença nenhuma. Para confirmar a semelhança entre o homem e o animal, especialistas em biologia sistemática classificam os vertebrados em mamíferos, os quais são todas as espécies que possuem coluna vertebral e se alimentam do leite materno no primeiro período de vida.

O salmista que emite seu louvor a Deus não pretende destacar essa semelhança física entre o homem e o animal porque, em termos de propósito eterno, isso é irrelevante.  Sua voz de adoração é de advertência contra o despropósito de uma vida orientada à conquista de bens, poder e fama, que podem redundar em benefícios neste mundo; mas que tudo termina na morte e não oferecerá nenhuma transcendência ao interessado nessa opção. O qualificativo implícito nesse raciocínio, e que faz parte da fraseologia do salmo, é de que o homem que age dessa maneira leva uma vida “como os animais que perecem”.

Existe outra classificação encontrada na sistemática divina, e identifica o homem que adota uma vida estimulada pelos propósitos que conduzem à eternidade. Esse grupo de seres tem estrutura física de um vertebrado e, quando recém-nascido, aproveita o alimento materno para subsistir; mas mediante o uso do seu intelecto, demonstra capacidade para diferenciar entre o bem e o mal, entre obedecer e seguir seu desatino, entre construir para esta vida ou acumular tesouros para a vida eterna, entre adorar livremente a Deus ou ser escravo do maligno. Esse grupo de pessoas não pertence ao reino animal; mas sim, ao reino de Deus.

Essa revelação é digna de ser enunciada em versos e ser repetida com o fundo ritmado de uma melodia celestial. É tema que deve ser emulado com outras formas de expressão literária e com aquela variedade de sons que comovem o espírito. Assim fazendo, será sempre uma ocasião renovada para elevar a Deus o louvor a Ele devido.  Glorioso é o salmo que transmite esse tão estimulante propósito de vida e, dessa maneira, motiva a exalar um sentimento de adoração ao Deus Eterno!

Adoremos ao Deus Todo-poderoso, entoando salmos que evocam Sua vontade.


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COMENTÁRIOS SIKBERTO MARKS

Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2011

Tema geral do trimestre: Adoração

Estudo nº 07 – Adoração nos Salmos

Semana de 6 a 13 de agosto

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristovoltara.com.br - marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar:Como é agradável o lugar da Tua habitação, Senhor dos Exércitos! A minha alma anela, e até desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e o meu corpo cantam de alegria ao DEUS vivo” (Salmo 84:1 e 2, NVI).

Introdução de sábado à tarde

Que frase linda essa: “como é agradável o lugar da Tua habitação…”! Hoje não fazemos idéia de como deve ser atraente o lugar. Mas sabemos de algo interessante. Não só o lugar onde DEUS habita é de indescritível beleza, nem mesmo conseguiremos descrever quando, em perfeição, estivermos lá. E não é só o lugar da habitação de DEUS que possui a mais impressionante beleza do Universo, mas ali a presença de DEUS, que deve ser um Ser lindo por si mesmo, é como o centro de toda a beleza. DEUS é adepto do belo e harmonioso, sendo Ele mesmo assim, e assim também é tudo o que ele faz. Em tudo isto, há mais algo que hoje não podemos imaginar: a sensação de estar perto de DEUS. Ali a atmosfera influencia o corpo e a mente em uma sensação maravilhosa, de estar junto a DEUS. Pode-se sentir a proximidade de DEUS, o que é algo que faz com que não queiramos sair dali. É algo magnífico que emana de DEUS.

  1. Primeiro dia: Adoremos o Senhor, nosso Criador

Como podemos descrever DEUS? O que podemos fazer é uma frágil tentativa, mas descrever DEUS é absolutamente impossível. E é fácil entender a razão: como poderia uma criatura finita descrever um Ser infinito? Então, o que podemos fazer é nos admirar da grandeza de DEUS, que conhecemos em parte.

Vejamos alguns dados do que pôde ser visto pelos aparelhos fabricados pelo ser humano. O tamanho do Universo visível é de 2 bilhões de anos luz. O número de superaglomerados é de 270.000, o número de grupos de galáxias no universo visível em torno de 500 milhões; o número de galáxias grandes no universo visível em torno de 10 bilhões; o número de galáxias anãs no universo visível aproximadamente 100 bilhões; o número de estrelas no universo visível mais de 2.000 bilhões de bilhões. Isso é o que pôde ser visto! A pergunta é, se o Universo for finito, qual é a proporção do que já foi visto? Não sabemos. E se o Universo não tiver limites?

Somente diante do que já pudemos ver, ficamos perplexos em imaginar o poder de quem criou tudo isso. É de se ficar estupefato, sem fôlego. Se o poder de DEUS se limitasse a esse tamanho do Universo, já O deveríamos admirar, pois não existiria outro ser capaz de tanto. Mas DEUS é ainda mais, infinitamente mais. Portanto, outra vez perguntamos, como descrever DEUS? Sim, como descrevê-Lo, se não conseguimos ainda entender de todo, um átomo? Como descrever DEUS, se nem vimos todo o Universo, e o que vimos, não sabemos descrever por inteiro? Quantos livros seriam necessários só para descrever o Universo? Então, em relação a DEUS, quantos seriam necessários para descrever o Criador? Estamos tratando de números infinitos. Tudo o que se refere a DEUS é infinito.

Você consegue dimensionar em sua mente os números acima, sobre o Universo? É evidente que não consegue. Agora imagine outra coisa, um Ser assim, tão poderoso, bem poderia se valer desse poder para subjugar suas criaturas, e fazer com que se mantivessem na linha, conforme seus desejos, por toda a eternidade. Mas não é assim. Ele nos dá liberdade, e quando duas de suas criaturas caíram em desobediência, o que esse DEUS fez? Ele, porque amava demais a essas criaturas, veio morrer por elas.

Aqui está o outro lado do poder de DEUS. Sim, Ele é supremamente poderoso. Mas, ao mesmo tempo, Ele é puro amor, isto é o Seu caráter, a Sua mente. Ele ama ao que faz. Por isso Ele criou um Universo que tem um tamanho enorme, para nos deixar admirados e felizes. O Universo é lindo, ao longo dele deve haver coisas espetaculares, de raríssima beleza, para se ver. Pois isso Ele fez para agradar às Suas criaturas, para que elas tivessem eternamente o que admirar, estudar, entender, interagir. Na perfeição não seremos ociosos, mas eternamente teremos natureza para estudar e nos aprofundar, pois ali encontraremos sempre mais algo novo sobre o amor de DEUS. Isso será maravilhoso, e deixará muito felizes. Teremos a eternidade para essa finalidade.

Agora imagine outra coisa. Esse DEUS, tão grande, que em tudo colocou uma lei perfeita para que houvesse felicidade perpétua, a lei do amor, Ele, tão magnífico em poder, é um Ser humilde. Na perfeição a humildade se manifesta em uma glória espetacular e indescritível a mortais. Mas aqui na Terra, a humildade se manifestou em forma de pobreza e simplicidade. E deve ser assim, pois, que grandeza e magnificência pode haver num ambiente de pecado? Aqui, para cultivarmos a humildade devemos ser simples e viver despojadamente, pois, nada somos, senão pecadores. E que honras merecem os pecadores? Nem JESUS, vivendo aqui na Terra, aceitou honras, pois estava em forma de ser humano mortal sujeito a cometer pecado, se bem que não cometeu. As honras e a glória, deixemo-las para quando DEUS as der, quando JESUS nos vier buscar. Receberemos horas, não porque as mereçamos por termos sido salvos, mas porque DEUS as dá de graça, pelo simples fato de nos amar infinitamente.

Então, aí vai a pergunta final: alguém assim, merece ou não merece ser adorado?

  1. Segunda: Juízo de Seu santuário

Esse mundo é contraditório e um lugar de injustiça. A começar por JESUS, que inocente, aliás, o único ser humano desse planeta que foi totalmente inocente, e no entanto, foi pobre, viveu de forma humilde, e foi morto como um criminoso. O seu julgamento foi uma farsa, e a sua condenação, uma oportunidade de fortalecimento político a Pilatos. O mais intrigante ali é que todos os que estavam envolvidos diretamente no julgamento e na condenação de JESUS sabiam que Ele era inocente. Ele foi julgado culpado (ninguém sabe a razão, pois não havia) por ciúmes, e mandado ser crucificado por dividendos políticos e de poder estatal. Ali estava tudo fora do lugar e tudo errado, menos o cumprimento das profecias.

Hoje também sofremos injustiças. Aqueles que respeitam a lei de DEUS, e guardam o sábado, perdem concursos que são realizados nesse dia. Aqui, nessa Terra, quem é obediente às leis de DEUS e às leis dos homens, sofre muito. Por exemplo, tínhamos uma loja tempos atrás. Sempre cuidamos em observar o sábado e pagar todos os nossos impostos. Não sonegávamos nada. Tivemos que fechar, pois era impossível concorrer com os sonegadores, que podiam vender por preço mais baixo. E os consumidores não querem saber, compram onde o preço for menor, não importa se envolve algum tipo de roubo. Mas nós, com que moral iríamos pregar sobre o Reino de DEUS, e, ao mesmo tempo, sonegar impostos? Aqui, os que sonegam, crescem e vão bem na vida, e os que querem ser honestos, ficam por baixo.

E os nossos jovens? Esses sim é que sofrem! Nesses últimos dias, a nossa juventude sofre demais. É difícil conseguir uma oportunidade de trabalho com sábado livre. Alguns penam por anos, e ficam desanimados. As portas se fecham, e eles oram muito, a sua fé lhes é provada. Eles ficam na situação do Salmo 73, motivo de nosso estudo nesse dia.

Nesse Salmo se retrata a realidade da vida. Chega dar vontade de desistir, mas devemos continuar firmes. Esse salmo, em resumo, retrata a dura realidade. Os maus, os desonestos, os que não respeitam a DEUS, em geral, vão bem na vida financeira. Muitas vezes se dão mal na família, seus filhos vão às drogas, mas financeiramente, navegam em grandes fortunas. É o que eles querem. E quem não quer? Como é bom ganhar bastante dinheiro, ser honesto, e ser bom cristão. Esse é o sonho de todo fiel servo de DEUS. Mas muitos, a maioria, na vida real, nunca chega nem perto do sonho. Enquanto isso, os levianos e despreocupados com DEUS, parece que no bolso deles chovem bênçãos de DEUS.

Esse salmo 73 pode ser bem complementado com outro, o 17. Ali revela algo que todos nós, bons e fiéis servos de DEUS devemos saber. Ali fala (verso 14) que os mundanos tem seu quinhão nessa vida. E é só. Ou seja, nesse salmo está a grande explicação da lógica dessa vida. Quem não vai se salvar, tem alguma alegria nessa vida, bem naquilo que acha tão importante: ser rico. Eles vão bem aqui, seus filhos tem boa herança. Porém, no verso 15, diz que os justos contemplarão a face de DEUS. Afinal, o que vale mais? Ter uma vida regalada aqui na Terra, mas curta e sem futuro? Ou ter a vida eterna, com delícias indescritíveis, junto com O Criador? E acordar da primeira morte e ver-se à semelhança do Criador? O que vale mais?

Esse é um mundo contraditório. Temos que passar por ele, e não ficar nele. Temos que pensar na recompensa, não tanto nos presentes dias. E muita paciência, pois a justiça de DEUS, que vai ocorrer bem no final, e não poderia ser diferente, ela vem, e vai ser completa. Total misericórdia com os que se arrependeram, e total condenação com os que quiseram o mundo e não a DEUS.

  1. Terça: “Como os animais que perecem”

O ser humano tem fortes traços de caráter, não mais do Criador, mas do impostor, satanás. Enquanto está vivo, quer aparentar ser mais que realmente é. Como ele faz isso? Se não tiver muito dinheiro, então o esforço por aparentar tende a ser ainda maior. Faz longas prestações para comprar tênis e roupa de marca cara, para aparentar que tem mais, que se igualar aos famosos, ou simplesmente para que os outros pensem algo superior quanto a sua pessoa. Também recorre a penteados da onda, a celulares mais sofisticados, a idolatria de jogadores de futebol, e assim por diante.

Quem tem um pouco mais de dinheiro, esse recorre ao principal símbolo de status que existe: o automóvel. Tem que ser possante, ou incrementado, ou ter um som potente, ou ser rebaixado, e há muitas outras formas de se diferenciar para aparecer diante dos outros, chamar a atenção ao seu dono. Motocicletas também servem nesse sentido.

Quem tem mais ainda, esse constrói uma residência com o fim de aparecer diante da sociedade, e gerar comentários do tipo: “essa casa é de fulano de tal”.

E, em geral, quem não é alto, principalmente sendo mulher, compra um calçado de salto bem alto, e assim, aparenta ser maior que realmente é. Quem se acha meio fora das dimensões, faz cirurgia plástica para exagerar nas dimensões. E apela para a pintura, para os enfeites, para acessórios dos mais diversos, e assim, faz de si, o centro das atenções.

Acontece que nessa corrida por fazer-se notar entre os demais, entra quase toda a população. Há poucas exceções, e isso alegra uma impressionante indústria de consumo. A competição por se fazer aparecer é gigantesca.

Todo aquele que pode, e que quer, junta riqueza. E com esse fim, geralmente vale tudo: sonegação, exploração do trabalhador; enganar o cliente (comprei um aparelho eletrônico dias atrás, e na semana seguinte o mesmo aparelho entrou em promoção, com R$50,00 reais a menos: tem graça isto? me senti enganado e traído, mas, isso parece normal à maioria das pessoas); vender em longas prestações embutindo juros altos, mas em parcelas baixas; maquiar produtos fazendo-os parecer melhores que são; automóveis usados geralmente escondem defeitos que aparecem mais tarde; enfim, vale tudo para ganhar mais dinheiro. Há uma corrida frenética por ganho. É como diz a profetiza Ellen G. White: Parece estar-se apoderando do mundo, em muitos sentidos, uma intensidade qual nunca antes se viu. Nos divertimentos, no ganhar dinheiro, nas lutas pelo poderio, na própria luta pela existência, há uma força terrível que absorve o corpo, o espírito e a alma. Em meio dessa corrida louca, Deus fala. Ele nos ordena que fiquemos à parte e tenhamos comunhão com Ele. “Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus.” Sal. 46:10.” (Pela fá pela qual eu vivo, MM 1959, 225, grifo meu)

Mas, o que ganha o homem nesses esforços por proclamar o “eu”? No final, é como nos ensina a lição do dia de hoje, ele, morrendo, se iguala aos animais. Um animal, quando morre, vai se deteriorando, cheira mal, os bichos comem, e com o tempo, dele sobram alguns ossos, e mais um tempo, nem isso. E o homem, qual a diferença? Só uma: ele tem um túmulo, por vezes, até bonito por fora. Mas por dentro, nenhuma diferença com os animais: tudo podre.

Onde ficou a glória que ele se imaginou ter? Desapareceu totalmente. Restou a saudade, bens para os outros usufruírem, ou contas para pagar, e uma história que só se refere ao passado, e cuja continuidade foi interrompida.

Aqui, uma coisa é certa: a morte. Todos estão morrendo uma dia atrás do outro, e cada vez ficando mais velhos. Agora apareceu um cientista dizendo que a ciência vai poder fazer o homem viver uns 1000 anos. Bem, essa parece que era a expectativa de vida dos antediluvianos, com a vitalidade original, mas também eram mortais. Se a ciência é capaz de descobrir como recobrar essa vitalidade, isso não sabemos. Mas se ela conseguir, uma coisa é certa: da morte ela não nos livra, pois ela é incapaz de substituir JESUS na cruz e nos tornar seres sem pecado para assim também sermos imortais.

  1. Quarta: Adoração e o santuário

“Suba à Tua presença a minha oração, como incenso, e seja o erguer de minhas mãos como oferenda vespertina” (Sal. 141:2).

Pode-se imaginar o sistema de vida nos outros lugares do Universo em que existem seres vivos inteligentes? Vamos tentar? Eles não pedem perdão; eles não oram (falam direto com DEUS), eles não fazem atividade missionária para salvar pessoas, eles não precisam de um Salvador (nunca se perderam), eles não precisam trabalhar para obter seu sustento, etc. Que contraste conosco! Nós estamos separados de DEUS por causa da natureza do pecado. Por isso, não conseguimos falar diretamente com DEUS. E já faz tanto tempo que é assim que até parece algo normal. Mas nós precisamos adorar de forma diferente dos demais seres, nossa adoração é falha, e vai em busca da salvação. Eles adoram porque já estão salvos.

A nossa adoração gira em torno de sacrifício. Desde que Adão e Eva saíram do Éden, sacrificavam para lembrar da vinda do Salvador. Esse sistema, que já existia desde o primeiro dia de pecado, foi bem regulamentado no monte Sinai, quando o povo ia para a terra prometida a Abraão. Muitos séculos eles sacrificaram animais inocentes, um ensinamento de que um inocente teria que morrer pelos pecadores, para que pudessem ser salvos.

A seu tempo, o verdadeiro cordeiro, o Sr. JESUS CRISTO, veio da parte de DEUS, e foi sacrificado. Depois disso, não se fazem mais sacrifícios, isso foi abolido pois, se o sistema de sacrifícios foi estabelecido para apontar para a vinda do Salvador afim de morrer por nós, então, depois que Ele veio, esse sistema não mais é necessário.

JESUS estabeleceu a Sua igreja em substituição àquele sistema. Nela se ensina sobre a segunda vinda do Salvador, não mais para morrer, mas para buscar aqueles que creram n’Ele. Ele instituiu o ritual do lava-pés e a santa ceia, para nos lembrarmos que Ele voltará outra vez, quando, então, poderemos fazer a ceia com Ele, na Nova Terra. Isto temos que ensinar ao mundo todo. Essa é hoje a essência da adoração.

Resumindo, a adoração hoje tem alguns pontos em comum com a adoração de todos os tempos, e outros diferentes. Os diferentes são, no antigo ritual do santuário, que eles aguardavam JESUS pela primeira vez. No atual sistema, aguardamos JESUS, mas pela segunda vez. Os pontos comuns, que permanecem, são principalmente: comunhão com DEUS, obediência, humildade, transformação e santificação. A comunhão, por exemplo, faz parte da adoração dos antediluvianos, dos israelitas e faz parte da adoração dos nossos dias. E até fará parte da adoração quando já estivermos na Nova Terra, assim como faz parte da adoração dos seres não caídos em pecado. Estar junto a DEUS é o natural de todos os seres que amam a DEUS. E quem O ama, O adora, e quer estar com Ele, como Enoque, e quer obedecê-Lo.

  1. Quinta: Para que não nos esqueçamos

A história, que são os fatos do passado, tem, entre outras, duas utilidades vitais aos servos de DEUS: evitar erros já cometidos, pois se conhecem suas conseqüências e aprender com os acertos que pessoas fizeram, pois se conhecem seus benefícios. A história, portanto, ensina, e muito, e a Bíblia é em grande parte relato histórico. Vai desde a queda de Lúcifer e o drama que se sucedeu, até a redenção dos arrependidos, que confiaram no Salvador JESUS CRISTO.

Os erros dos antigos não necessitam nem devem ser repetidos. É sinal de estupidez errar outra vez, onde outros já erraram, e se deram mal. Portanto, a nossa geração é a que mais se beneficia com os relatos da história. E isso acontece bem antes da segunda vinda de CRISTO. Temos a história relatada pelos livros seculares, e temos a relatada pela Bíblia, além dos livros do Espírito de Profecia. Dessas fontes vem muitos ensinamentos que devemos atentar, refletir, e tomar decisões. Veja o que Ellen G. White diz, na citação abaixo:

“O Senhor Jesus está provando os corações humanos, por meio da concessão de Sua misericórdia e graça abundantes. Está efetuando transformações tão admiráveis que Satanás, com toda a sua vanglória de triunfo, com toda a sua confederação para o mal, reunida contra Deus e contra as leis de Seu governo, fica a olhá-las como a uma fortaleza, inexpugnável aos seus e enganos. São para ele um mistério incompreensível. Os anjos de Deus, serafins e querubins, potestades encarregadas de cooperar com as forças humanas, vêem, com admiração e alegria, que homens decaídos, que eram filhos da ira, estejam por meio do ensino de Cristo formando caráter segundo a semelhança divina, para serem filhos e filhas de Deus, e desempenharem um papel importante nas ocupações e prazeres do Céu.” (A Igreja Remanescente, 14, grifos meus).

No final da história, quando a podridão desse mundo vai chegando ao seu nível mais baixo, um grupo de pessoas, ensinado por DEUS, se torna, na direção contrária, o grupo mais puro de todos os tempos em que há pecado nesse mundo. Faremos nós parte desse grupo? A resposta depende de que professor estamos escolhendo: O ESPÍRITO SANTO, ou o espírito do maligno.

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

Em nosso mundo quase tudo é motivo de canções. Pode ser homenagem a algum ídolo ou a si mesmo, um time de futebol, uma nação ou a sua bandeira, homenagem a soldados, lembranças da guerra, apologia ao crime, pornografia e principalmente uma pessoa amada. Há muitos outros motivos para canções e músicas em nosso mundo.

Fora de nosso mundo, nas civilizações não caídas em pecado, há um só motivo de canções. Esse motivo é o louvor a DEUS. Todos são hinos de adoração, com músicas de melodia impressionante e fantástica harmonia. É realmente algo muito lindo, de emocionar qualquer ser que os ouça.

No livro dos salmos 73 deles foram compostos pelo rei Davi, outros dois pelo rei Salomão, Moisés escreveu o salmo 90, em Midiã. Homens que conduziam o louvor em Jerusalém, Asafe, Etã e os descendentes de Corá, escreveram 25. E há alguns outros autores desconhecidos que escreveram em torno de um terço desses cânticos.

O primeiro salmo foi escrito por Moisés no 15º século antes de CRISTO. A maior parte deles foi escrita durante o reinado de Saul, Davi e Salomão, e alguns após a volta do cativeiro babilônico, como o Salmo 147:2.

“Nos Salmos, Davi fala de Deus como sendo um refúgio e uma torre forte, refúgio e fortaleza; a Ele podemos correr e ser salvos. Quão precioso é o pensamento de que Deus é o nosso refúgio e Ele será nosso auxílio em todos os momentos e lugares, e de que em toda emergência temos Deus junto conosco. Ele diz que enviará Seus anjos para cuidarem de nós e nos guardarem em todos os nossos caminhos. … Em nosso Deus temos um ajudador, e nEle confiaremos. Devemos olhar constantemente nessa direção, crendo que os anjos de Deus estão ao nosso redor, e que o Céu está em comunicação conosco, porque esses mensageiros celestes sobem e descem pela escada de brilhante resplendor” (CRISTO triunfante, MM, 2002, 332).

“A arte da melodia sagrada era diligentemente cultivada. Não se ouviam valsas frívolas ou canções petulantes que elogiassem o homem e desviassem de Deus a atenção; ouviam-se, porém, sagrados e solenes salmos de louvor ao Criador, que engrandeciam Seu nome e relatavam Suas obras maravilhosas. Deste modo, fazia-se com que a música servisse a um santo propósito: erguer os pensamentos àquilo que é puro, nobre e elevador, e despertar na alma devoção e gratidão para com Deus” (Fundamentos da educação cristã, 97 e 98).

Resta uma pergunta: até que ponto o nosso louvor, em forma de versos ou em forma de melodia, é influenciada pelas letras ou pelas melodias do mundo, cujos motivos são tantos, e que não estão voltados a DEUS?

O 150 salmos todos estão voltados a DEUS.

escrito entre:  06/07/2011 a 12/07/2011 – revisado em 13/07/2011 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

FONTE: http://www.cristovoltara.com.br/


COMENTÁRIOS BRUCE CAMERON

Adoração – Lição 07Adoração nos Salmos – (Salmos 19; 49 e 73)

Introdução: Você já notou que nossos últimos estudos sobre adoração se concentraram em nossas razões pessoais para adorarmos a Deus? Nós O adoramos por causa do que Ele tem feito por nós! Estas razões pessoais para a adoração trazem lágrimas de alegria e gratidão aos meus olhos. Mas será que estas razões para adorar são “egoístas”? Afinal de contas, Satanás disse a Deus que a adoração de Jó era por motivos egoístas (Jó 1:9-10). E se você acreditar que Deus te abandonou? E se a vida não está indo bem, mesmo quando você acha que tem sido fiel? Vamos mergulhar em nosso estudo da Bíblia para explorar a adoração além de nossas razões pessoais!

I. Os Ímpios e a Adoração

A. Leia Salmos 73:1-3. Por que este seguidor de Deus quase perdeu a sua fé? (Por inveja dos ímpios.)

B. Leia Salmos 73:4-6. Você conhece pessoas assim? Elas vivem bem, tem orgulho de suas conquistas e não deixam ninguém ficar no seu caminho!

C. Leia Salmos 73:9-11. Qual é o relacionamento dessas pessoas orgulhosas com Deus? (Elas fazem declarações espirituais de algum tipo. São populares e bem sucedidas. As pessoas “bebem” aquilo que têm para vender. Na América nós dizemos que “as pessoas estão bebendo seu ki-suco”.) {N.T. – A expressão original “the people are drinking their kool aid.” É usada para se referir a pessoas que estão sendo enganadas por seu líder. “Kool Aid” é um pó, que é acrescentado à água para dar sabor. É bem barato, mas completamente artificial e nunca poderia substituir um suco de frutas verdadeiro.}

1. O que estes bebedores {de ki-suco} dizem a respeito de Deus? (Se as pessoas orgulhosas e bem sucedidas afirmam seguir um caminho espiritual, por que você acha que Deus teria alguma sabedoria ou conhecimento superior?)

2. Você acha que isto é verdadeiro hoje? (O espiritualismo dos astros de Hollywood {ou das novelas} é que qualquer visão da vida (exceto o cristianismo levado a sério) é igualmente válida.)

D. Leia Salmos 73:13-14. Você já seguiu a Deus pensando que isto não estava fazendo bem para você? De fato, estava tornando a tua vida pior? Você está sendo “afligido o dia inteiro” por estar seguindo a Deus?

E. Como você acha que este tipo de sentimento interfere com a adoração? (Você não poderia sentir gratidão com relação a Deus.)

II. Meditando Sobre o Assunto

A. Leia Salmos 73:15. O que impede nosso amigo em dúvida de expressar esses pensamentos em público? (Ele está preocupado que isto afastará outras pessoas de Deus.)

1. Está certo manter silêncio sobre as tuas dúvidas?

B. Leia Salmos 73:16-17. A resposta veio facilmente? (Não. Ele fala que estava achando o problema “muito difícil”. Aparentemente, ele lutou com o assunto.)

1. Há algumas lições atrás, estudamos o santuário. Como ele pode nos ajudar a resolver este problema? (Lembre-se que o santuário é o quadro de Deus sobre o plano da salvação. O cordeiro morre pelo pecado de um ser humano. Jesus, o Cordeiro de Deus, morreu para nos dar a possibilidade da vida eterna.)

C. Vamos continuar nesta linha de pensamento em Salmos 49:10-11. Qual é o destino comum dos sábios e dos tolos? (Eles morrem.)

D. Leia Salmos 49:16-20. Esta é a resposta? Quando estamos sentindo ciúmes dos ímpios que vivem tão bem, deveríamos dizer, “Você vai morrer feito um cachorro e não vai levar nada disso na tua morte”?

1. Que tipo de atitude é esta?

E. Leia Salmos 49:14-15. Uma expressão muito comum é “Vou dormir bastante quando eu morrer”. Isto é a mesma coisa que “Vou triunfar quando eu morrer”?

1. Como você expressaria isso da maneira mais positiva possível? (Esta vida é tudo que os ímpios possuem. Os justos são redimidos por Deus para a vida eterna.)

F. Leia Salmos 73:21-22. Que tipo de cristãos nós somos se duvidamos de Deus e deixamos de estudar a Sua palavra para compreender a Sua vontade? (Animais irracionais; insensatos e ignorantes.)

G. Leia Salmos 73:23-24. O que mais Deus nos oferece, além da vida eterna? (Este texto está na parede do meu escritório. Se estudarmos para compreender a vontade de Deus, Ele nos guiará com Seu conselho aqui na terra e depois nos “receberá com honras”.)

H. Leia Salmos 73:25-26. De que outras maneiras poderíamos justificar a prosperidade dos ímpios? (Os prazeres deste mundo são limitados. O verdadeiro desejo do nosso coração deveria der para Deus. Ele é a nossa força e a nossa riqueza.)

III. A Declaração

A. Vamos mudar um pouco o nosso foco. Até aqui aprendemos que o seguidor de Deus pode achar que o ímpio acumula mais riqueza e mais glórias aqui na terra, mas o cristão tem o conselho e a companhia de Deus agora e a vida eterna mais tarde. Como podemos saber que essas coisas são verdadeiras? Leia Salmos 19:1. O que você acha que os céus declaram a respeito de Deus?

1. Imagine que a nave espacial mais impressionante aparece na tua cidade. Ela não tem qualquer emenda, nenhum parafuso ou rebite aparente. Formada de algum material nunca visto, parte dela é transparente como o vidro. Ela se move com grande poder, mas sem qualquer ruído. O que você diria a respeito das pessoas que a criaram? (Elas são muito mais sofisticadas tecnologicamente do que nós.)

2. Nosso texto diz que os céus são a “obra” das mãos de Deus. O que você deveria concluir a partir disso? (Que Deus os fez.)

3. Para ter uma idéia melhor sobre o que estamos discutindo, você deveria ir ao YouTube, na Internet, e procurar os vídeos de Louie Giglio, que descrevem o tamanho e a maravilha dos céus {como, por exemplo http://www.youtube.com/watch?v=1KqziOKZ4AE ou http://www.youtube.com/watch?v=cbTMT6SCn3Y (em inglês, sem legendas)}.

4. Um ano luz, a distância que a luz viaja em um ano, é de seis trilhões de milhas, ou 10 trilhões de quilômetros. Louie Giglio fala da Galáxia Whirlpool, que está a 31 milhões de anos luz distante de nós. Ela contém 300 bilhões de estrelas. Então, pense nisto: Deus fez uma coisa que está a 31 milhões de anos luz e contém 300 bilhões de estrelas. Se você fosse adorar um deus, seria um que você fez com as tuas mãos? Ou você adoraria Aquele que fez a Galáxia Whirlpool?

a. Falando de nossas mãos, se eu te pedisse para criar uma galáxia a 31 milhões de anos luz de distância, como você começaria?

B. Leia Salmos 19:2-4. Nós falamos sobre o que concluiríamos a respeito das pessoas que construíram a nossa nave espacial imaginária. O que as pessoas estão ouvindo do universo atualmente?

1. Você já notou que quanto maior o número de pessoas que moram em uma área, menos claro o céu aparece?

2. Nosso texto diz {na versão Almeida} que “uma noite mostra sabedoria a outra noite”. Em que sentido isto é verdade? (Os céus demonstram não apenas intelecto e ordem, eles demonstram um poder e recursos além de nossa compreensão.)

3. Quem é incapaz de ouvir as mensagens de Deus? (Ninguém. Elas são ouvidas em cada linguagem e em todas as partes do mundo.)

a. Você acha que esta é a razão pela qual Deus criou os céus?

C. Leia Salmos 19:5-6. Em que sentido o sol é um noivo? (Em um casamento, nós nos concentramos na noiva e no noivo. A noiva coloca as suas esperanças no sucesso do noivo. Nossa terra é dependente do calor e da luz contínua do sol.)

IV. A Ligação Entre os Céus e a Lei

A. Leia Salmos 19:7-8. Por que Davi muda de assunto, dos céus para a lei? Oi Davi está falando do mesmo assunto? (Ele está mudando da astronomia para a teologia, das estrelas para os Dez Mandamentos. Mas ambos operam pelo mesmo conjunto de leis.)

B. Vamos ligar isto ao nosso debate anterior. Qual é o problema enfrentado pelo ímpio? (Eles não estão seguindo a lei de Deus. Eles perdem Seus conselhos e Sua companhia na terra; a vida na terra é tudo o que eles “desfrutam”.)

1. Como podemos saber que aquilo que acreditamos a respeito de Deus e Sua lei é verdade? (Se Deus é competente para criar as leis que governam os céus, podemos ter confiança em Suas leis, que governam as nossas vidas.)

2. Note o que Davi diz a respeito da lei – que ela é perfeita. As leis que controlam os céus são perfeitas? (Isto é uma coisa maravilhosa. Evolucionistas compreendem que os céus seguem leis que podem ser expressas matematicamente. Podemos predizer onde os planetas e estrelas estarão no futuro, e determinar onde estavam há séculos atrás. Como resultado, aqueles que defendem que o acaso e a seleção natural são os responsáveis pela criação do universo e tudo o que ele contém, também compreendem que o universo é governado por leis confiáveis. Isto não faz sentido.)

C. Amigo, Davi diz que a lei transforma os “inexperientes” em “sábios”. Você gostaria de ser sábio? Se você já é muito inteligente, imagine o que a lei de Deus faria por você! Deus admite que algumas pessoas que O rejeitam se darão bem. Mas, se somos sábios o bastante para vermos o quadro completo, veremos que os ímpios são um grupo triste. Eles estão sem o conselho e a companhia de Deus, tanto agora quanto eternamente. Amigo, você vai escolher hoje estar entre aqueles que buscam andar com Deus?

V. Próxima Semana: Conformidade, Concessão e Crise na Adoração

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Direito de Cópia de 2011, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses.
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FONTE: http://brucecameron.blogspot.com/


COMENTÁRIOS GILBERTO THEISS

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 7 – 4º Trimestre 2011 (6 a 13 de agosto)

Observação: Este comentário é provido de Leitura Adicional no fim de cada dia estudado. A leitura adicional é composta de citações do Espírito de Profecia. Caso considere-a muito grande, poderá optar em estudar apenas o comentário ou vice versa.

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 06 DE JULHO – Adoração nos Salmos – (Sl 84:1,2)

            Os Salmos possuíam, além de letras de louvor, um significado inigualável para os povos daquele tempo. É difícil incorporar a dimensão de valor que Israel dava a estes Salmos, talvez por não terem sido uma conseqüência de nossa própria experiência presente. Poderíamos entender melhor este fato utilizando a dor de uma família por perder um ente querido. Somente entenderíamos o significado de tanto sofrimento desta família quando passarmos pela mesma experiência. Infelizmente, as canções se perderam no tempo, e tudo o que temos hoje destes salmos são apenas as letras. De qualquer forma, através do conteúdo transmitido por este livro, podemos ter uma pequena idéia do que representava para o povo ao reproduzir estas canções na nossa própria vida.

Nesta semana faremos um passeio em alguns desses hinos e tentaremos absorver deles o aprendizado necessário do que permeou o louvor e adoração de Israel e o que era mais significativo para eles no ato de adorar manifestado nestes Salmos. Possivelmente nos encantaremos com a teologia ou com a simplicidade contida nestes versos revestidos de sinceridade e desejo de elevar a Deus Sua dignidade e majestade. Perceberemos também que, possivelmente muitas das palavras que brotavam de suas canções representam na íntegra muitas de nossas próprias palavras.

Leitura Adicional

“Os salmos de Davi passam por uma série completa de experiências, desde as profundezas da culpabilidade consciente e condenação própria, até a fé mais sublime e mais exaltada comunhão com Deus. O registro de sua vida declara que o pecado apenas pode trazer ignomínia e desgraças, mas que o amor e a misericórdia de Deus podem alcançar as maiores profundidades, que a fé erguerá a alma arrependida para que participe da adoção de filhos de Deus. De todas as declarações que se contêm em Sua Palavra, é isto um dos mais fortes testemunhos da fidelidade, da justiça e da misericórdia de Deus em Seu concerto. … Gloriosas são as promessas feitas a Davi e sua casa, promessas essas que visam às eras eternas, e que encontram seu cumprimento total em Cristo” (Patriarcas e Profetas, pág. 754).

“Davi, na beleza e vigor de sua jovem varonilidade, estava se preparando para assumir uma elevada posição, entre os mais nobres da Terra. Seus talentos, como dons preciosos de Deus, eram empregados para exaltar a glória do Doador divino. Suas oportunidades para a contemplação e meditação serviam para enriquecê-lo daquela sabedoria e piedade, que o tornavam amado de Deus e dos anjos. Contemplando ele as perfeições de seu Criador, mais claras concepções de Deus desvendavam-se perante sua alma. Eram iluminados assuntos obscuros, dificuldades eram explanadas, harmonizadas perplexidades, e cada raio de nova luz provocava novas expansões de transportes, e mais suaves antífonas de devoção, para a glória de Deus e do Redentor. O amor que o movia, as tristezas que o assediavam, os triunfos que o acompanhavam, tudo eram assuntos para o seu ativo pensamento; e, ao ver o amor de Deus em todas as providências de sua vida, seu coração palpitava com mais fervorosa adoração e gratidão, sua voz soava com mais magnificente melodia, sua harpa era dedilhada com alegria mais exultante; e o jovem pastor ia de força em força, de conhecimento em conhecimento; pois o Espírito do Senhor estava sobre ele” (Patriarcas e Profetas, págs. 641 e 642).

DOMINGO, 07 DE JULHO – Adoremos o Senhor, nosso criador – (Sl 90:1,2; 95:1-6; 100:1-5)

            Ao contrário dos nossos dias, parece que os escritores dos Salmos não possuem nenhum conflito cognitivo entre evolução e criação. Todos eles crêem plenamente, sem restrição, que Deus é o autor da existência de todas as coisas, inclusive das leis que regem não apenas a natureza, mas as que também regem a conduta moral.

A fé, por mais abstrata que seja, é capaz de nos conduzir racionalmente às verdades mais sublimes e ocultas que existem. Por exemplo: Os escritores dos Salmos que enalteceram a Deus pelas maravilhas de Sua criação, não possuíam conhecimentos surpreendentes como hoje podemos conhecer. Eles não sabiam que o núcleo de uma ameba é maior do que os 30 volumes combinados da Enciclopédia Britânica. Não sabiam que o DNA humano, mesmo invisível aos olhos, é um universo de informações complexas. Não conheciam os detalhes da paulatina divisão de um zigoto, célula única que resulta da fecundação do óvulo pelo espermatozóide, que ao longo de nove meses se divide até se transformar nos 100 trilhões de células que formam os 220 tipos de tecidos do corpo humano de maneira extraordinariamente organizada para fazer tudo isso se transformar em um bebê com dois olhos, duas pernas, dois braços, duas mãos, etc – tudo com seu devido encaixe perfeitamente planejado. Bom, poderíamos citar milhares de outras questões que facilmente nos deixaria estarrecidos, pasmos e profundamente admirados.

Os escritores destas citações, embora não tenham conhecido tanto como conhecemos hoje, não demonstravam possuir crises de incredulidade, tipo, se Deus realmente foi o criador ou não. Isto serve de grande lição para todos nós, pois, carregados de tanta luz e conhecimento, muitos ainda conseguem alimentar a dúvida quanto à nossa existência ter vindo de Deus. A nota tônica da mensagem de hoje é clara e inseri Deus no Seu devido lugar – o de criador absoluto de todas as coisas. Mesmo a ciência que contraria as verdades reveladas na Bíblia, persiste no devido erro por uma questão de pura interpretação. A mesma descoberta que utilizam para desmerecer a existência de Deus e Seu ato criativo, é a mesma descoberta que, naturalmente pode ser interpretada a favor da existência de Deus e de Seu ato criativo. Tudo depende simplesmente da pré-concepção existente. O salmista não possuía uma fé cega, ele possuía convicção racional, pois tudo que existe, determina com indizível solidez que, o que existe não pode ter provocado sua própria existência quando não existia. Para as mentes sensatas, isto significa que Deus existe e ponto final.

Leitura Adicional

“O dever de adorar a Deus se baseia no fato de que Ele é o Criador, e que a Ele todos os outros seres devem a existência. E, onde quer que se apresente, na Bíblia, Seu direito à reverência e adoração, acima dos deuses dos pagãos, enumeram-se as provas de Seu poder criador. “Todos os deuses dos povos são coisas vãs; mas o Senhor fez os céus.” Sal. 96:5. “A quem pois Me fareis semelhante, para que lhe seja semelhante? diz o Santo. Levantai ao alto os vossos olhos, e vede quem criou estas coisas.” “Assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a Terra, e a fez; … Eu sou o Senhor, e não há outro.” Isa. 40:25 e 26; 45:18. Diz o salmista: “Sabei que o Senhor é Deus: foi Ele, e não nós que nos fez povo Seu.” “Ó, vinde, adoremos, e prostremo-nos; ajoelhemo-nos diante do Senhor que nos criou.” Sal. 100:3; 95:6. E os seres santos que adoram a Deus nos Céus, declaram porque Lhe é devida sua homenagem: “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque Tu criaste todas as coisas.” Apoc. 4:11” (O Grande Conflito, p. 436, 437).

“Diz o salmista: “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Sem linguagem, sem fala, ouvem-se as suas vozes.” Sal. 19:1-3. Podem alguns supor que essas grandes coisas do mundo natural sejam Deus. Não são Deus. Todas essas maravilhas nos céus estão apenas fazendo a obra que lhes é designada. São instrumentos do Senhor. Deus é o superintendente, assim como Criador, de todas as coisas. O Ser Divino empenha-Se em manter as coisas por Ele criadas. A própria mão que sustenta as montanhas e as mantém em posição, guia os mundos em sua misteriosa marcha em volta do Sol.

Dificilmente se encontra uma operação da natureza à qual a Palavra de Deus não faça referência. A Palavra declara que Deus “faz que o Seu Sol se levante”, e que a chuva caia. Mat. 5:45. Ele “faz brotar nos montes a erva”. Ele “dá a neve como lã, esparge a geada como cinza. … Manda a Sua palavra, e os faz derreter; faz soprar o vento, e correm as águas”. Sal. 147:8, 16-18. “Faz subir os vapores das extremidades da Terra; faz os relâmpagos para a chuva; tira os ventos dos seus tesouros.” Sal. 135:7.

Estas palavras da Santa Escritura nada dizem de leis da natureza independentes. Deus fornece a matéria e as propriedades com as quais executar Seus planos. Emprega Seus instrumentos para que a vegetação cresça. Manda o orvalho e a chuva e o sol, para que a relva germine e estenda sobre a terra seu tapete verde; para que os arbustos e as árvores frutíferas desabrochem os botões e produzam. Não se pode supor que seja posta em ação uma lei para que a semente opere por si mesma, e a folha apareça porque isso tenha que fazer por si mesma. Deus instituiu leis, mas estas são apenas servos pelos quais Ele efetua resultados. É pela imediata atuação de Deus que cada pequenina semente irrompe através da terra e surge para a vida. Cada folha cresce, cada flor desabrocha, pelo poder de Deus” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 293, 294).

SEGUNDA, 08 DE AGOSTO – Juízo de Seu santuário –  (Dn 7:9, 10, 13, 14, 25, 26)

            Certa feita, um homem fora julgado e incriminado por um crime hediondo. Sua pena foi não menos do que prisão perpétua nos EUA. Dez anos depois de sua condenação, na prisão, fora friamente assassinado.  No entanto, logo depois de sua morte, veio a bomba – ele era inocente. Injustiças como esta e outras podem estar acontecendo todos os dias em nosso mundo e infelizmente, a única reação que nos cabe diante de tais atrocidades é o simples silêncio.

O livro de Salmos, especialmente o de Asafe (73), apresenta as injustiças cometidas contra os justos e puros de coração, enquanto que os ímpios que falam enganosamente são revestidos de prosperidades e facilidades na vida. Asafe confessa que seus “pés quase que se desviaram” por contemplar a prosperidade dos ímpios, e em contrapartida o desgaste  e sofrimento dos justos. Mas, a partir do verso 16 ele descreve a realidade que acometerá os ímpios no juízo e vitória dos que foram oprimidos. Asafe percebeu a larga diferença existente entre os justos e ímpios, tanto aqui na terra no contexto do pecado quanto no dia do juízo. “Ele viu que a orientação do Senhor era de valor infinitamente maior que toda a prosperidade temporal do mundo, porque o Senhor mantém os pés do justo nos caminhos que levam à glória eterna! (Signs of the Times, 3 de fevereiro de 1888).

O desejo pela justiça não está aflorada apenas nos discursos dos salmistas, mas nos lábios de muitos cristãos de hoje. A justiça se tornou um mito em nossos dias, e isto se deve pelo fato de, exatamente, por estarmos tão distante dela. A prática da injustiça é cada vez mais assoberbada e praticada sem nenhuma dor de consciência. Aliás, a injustiça se tornou tão comum que, caso alguém resolva praticar algum ato de justiça, este sim é encarado de maneira estranha. Querendo ou não, todos os humanos um dia terão que enfrentar o grande tribunal de Deus onde toda prática de injustiça será condenada. Deus fará, talvez, o único julgamento mais perfeito e justo que já existiu desde a entrada do pecado no mundo. Por esta razão, poderemos ficar em paz e tranqüilos, pois todos nós seremos reivindicados neste tribunal.

Leitura Adicional

“Deus permite que os ímpios prosperem e revelem inimizade para com Ele, a fim de que, quando encherem a medida de sua iniqüidade, todos possam, em sua completa destruição, ver a justiça e misericórdia divinas. Apressa-se o dia de Sua vingança, no qual todos os que transgrediram a lei divina e oprimiram o povo de Deus receberão a justa recompensa de suas ações; em que todo ato de crueldade e injustiça para com os fiéis será punido como se fosse feito ao próprio Cristo” (O Grande Conflito, p. 48).

“Existem ocasiões em que, diante de adversidade e tristeza, os servos de Deus ficam desanimados e deprimidos. Eles se preocupam com as circunstâncias e, contrastando com a condição de prosperidade dos que não têm nenhum pensamento nem cuidado pelas coisas eternas, sentem-se magoados. Manifestam um espírito de censura e suspiram e lamentam sua sorte. Parecem achar que Deus tem a obrigação especial de abençoá-los e fazer prosperar seus empreendimentos e, portanto, quando são colocados em situações de juízo, ficam rebeldes e olham com inveja para os ímpios que prosperam em sua iniqüidade. Eles parecem considerar a condição dos transgressores preferível à deles. Esses pensamentos amargos são sugeridos à mente pelo enganador da humanidade. É seu prazer agitar a rebelião no coração dos filhos de Deus. Ele sabe que isso provoca fraqueza e é fonte de desonra ao seu Deus. Ele deseja nos fazer pensar que é inútil servir a Deus, e que os que não dão atenção às reivindicações do Céu são mais favorecidos que os que se esforçam para obedecer aos mandamentos de Deus.

O salmista teve essa experiência. Quando ele olhou para a prosperidade dos ímpios, teve inveja de seu sucesso e disse: ‘…Eis que são estes os ímpios; e, sempre tranqüilos, aumentam suas riquezas. Com efeito, inutilmente conservei puro o coração e lavei as mãos na inocência. Pois de contínuo sou afligido e cada manhã, castigado’ (Sl 73:12-14). Mas quando ele entrou no santuário, e conversou com o Senhor, já não desejou a porção dos ímpios, pois, em seguida, entendeu seu fim. Ele viu que seu caminho levava à destruição, finalmente, e seu prazer era apenas temporário. A inveja não teve mais lugar em seu coração. Seu espírito rebelde se curvou em humilde submissão a seu Deus, e ele declarou: ‘Tu me guias com o Teu conselho e depois me recebes na glória’ (v. 24). Ele viu que a orientação do Senhor era de valor infinitiamente maior que toda a prosperidade temporal do mundo, porque o Senhor mantém os pés do justo nos caminhos que levam à glória eterna! (Signs of the Times, 3 de fevereiro de 1888).

TERÇA, 09 DE AGOSTO – “Como os animais que perecem” – (Sl 49)

            Certa feita, uma jovem cruzou-se ao meu caminho para desabafar que não consegue ser feliz nesta terra. Prontamente lhe respondi que ela não era a única pessoa a se sentir assim. Há milhares, ou milhões de pessoas que, todos os dias, sentem o fardo de algum tipo de sofrimento. Parece que a dor, seja física ou emocional, nos persegue constantemente. Nem mesmo os ricos escapam destes infortúnios. Só o fato de não possuírem segurança e de serem alvos de bandidos já lhes custam muito caro o viver. Na verdade, não podemos ser felizes neste contexto em que vivemos. Caso conseguíssemos ser felizes neste mundo ou com as coisas que estão ao nosso redor, facilmente nos esqueceríamos das promessas de um mundo melhor. Quanto mais felizes aqui, mais nos acostumamos com este lugar e quanto mais as raízes de nossos sonhos se infiltram nessa terra, mais distante de Deus nos encontramos.

Ninguém é apreciador do sofrimento e muito menos dos infortúnios da vida, mas, é necessário entender que, às vezes nos acostumamos tanto com o lixo desta Terra que nos esquecemos dos valores eternos prometidos. É muito fácil se apegar a coisas, objetos, pessoas e sonhos deste mundo, e se assim fizermos, correremos o risco de sermos destruídos junto com eles. Outros ainda buscam refúgio e amparo, e talvez até salvação própria em algo desta terra. Ora, se o sacrifício de Cristo não for suficiente, nada mais será! Se o amor de Deus não for nosso amparo, nada mais será! Se a bondade de Deus não for nosso mais terno cuidado, nada mais será! Se as promessas de um mundo melhor não forem nossa esperança diária, nada mais será!

Leitura Adicional

“Cristo mostrou-nos que chegará o tempo em que serão invertidas as posições dos ricos que não depositaram sua confiança em Deus, e dos pobres que depositaram sua confiança em Deus. Os que são pobres nos bens deste mundo, mas pacientes no sofrimento e confiantes em Deus, serão um dia exaltados acima de muitos que ocupam as mais elevadas posições que este mundo pode dar.

O Senhor não lida conosco como os homens o fazem. Ele deu Seu Filho com imenso sacrifício, a fim de que pudesse conquistar-nos para o Seu serviço; e, com Ele, deu todo o Céu. Fez isto para mostrar o valor que atribuiu aos seres criados por Ele” (Manuscrito 81, 1898).

“O mundo favorece os ricos e os considera de maior valor que os pobres honestos; mas os ricos desenvolvem seu caráter pela maneira em que usam os dons que lhes foram confiados. Estão revelando se será ou não seguro confiar-lhes riquezas eternas. Tanto os pobres como os ricos estão decidindo o seu próprio destino eterno e provando se são súditos aptos para a herança dos santos na luz. Os que fazem de sua riqueza uso egoísta neste mundo revelam atributos de caráter que mostram o que fariam se tivessem maiores vantagens e possuíssem os tesouros imperecíveis do reino de Deus. Os princípios egoístas exercidos na Terra não são os princípios que prevalecerão no Céu. Todos os homens estão em pé de igualdade no Céu. …

Por que é que as riquezas são chamadas riquezas da injustiça? – E porque Satanás usa os tesouros mundanos para armar laços, enganar e iludir almas, para conseguir a sua ruína. Deus tem dado instruções quanto à maneira em que devem usar Seus bens aliviando as necessidades da humanidade sofredora, fazendo avançar Sua causa, edificando Seu reino neste mundo, enviando missionários para as regiões distantes, disseminando o conhecimento de Cristo em todas as partes do mundo. Se os meios confiados por Deus não são assim aplicados, não julgará certamente Deus por essas coisas? Almas são deixadas a perecer em seus pecados, enquanto membros da igreja que pretendem ser cristãos estão usando o sagrado depósito de meios de Deus na satisfação de apetites não santificados, condescendendo com o eu” (Conselhos sobre Mordomia, p. 133, 134).

QUARTA, 10 DE AGOSTO – Adoração e o santuário – (Sl 141:2; Hb 10:1-13)

            O santuário é a mais forte evidência teológica da verdadeira adoração. Seus detalhes no que diz respeito aos princípios que norteavam toda a conjuntura da adoração são uma revelação clara de como devemos proceder com Deus e com Sua palavra. Curioso notar que, a santuário é a ponte que estabelece um contato direto com verdades sublimes e importantes. Na verdade, a doutrina do santuário é a base de toda e qualquer verdade expressa na Bíblia. É como se fosse uma maquete de todo o plano de redenção e dos valores, princípios e verdades que dão uma direção exata dos planos de Deus para o homem caído. Poderíamos usar uma roda de bicicleta para exemplificar seu valor aplicando o cubo da roda como sendo o santuário, as raias seriam as doutrinas enquanto que a roda seria a igreja. Se uma dessas raias se quebrar, isto traria grande prejuízo para toda a roda, mas, se o cubo se quebrar (santuário), a destruição de toda a roda (igreja) seria fatal. Certa feita, um dissidente escreveu que, se fôssemos capazes de destruir a doutrina do santuário, facilmente o movimento adventista se despedaçaria.

Se olharmos atentamente para o santuário, perceberemos que o centro mais importante existente nele é o sacrifício de cordeiros. Jesus, o verdadeiro cordeiro que tira o pecado do mundo é o centro de toda a estrutura do santuário. Ele está presente em cada símbolo ou figura do templo sagrado. Ele é a água, , Ele é o pão, Ele é o incenso, Ele é o sacerdote e sumo sacerdote, Ele é o sacrifício, enfim, Jesus é a essência de todo o plano de Deus para resgatar o homem culpado. Tudo ali representa a Cristo e absolutamente nada pode ser desviado dEle. Compreendendo o valor e significado desta tão importante doutrina, podemos chegar à conclusão de que, os valores e princípios, inclusive de adoração e louvor contidos no santuário também são importantes e tem muito a nos dizer hoje. Assim como no santuário antigo, nos inserimos na presença de Deus para adorá-lo. Infelizmente, muitos estão tentando transformar os cultos da igreja em lugar de entretenimento e encontros sociais, o que faz destoar totalmente o verdadeiro propósito de estarmos ali. Lembre-se que, não vamos à igreja para participar de um culto, entramos na presença de Deus para oferecer o culto a Ele. Por isso, Jesus deve ser a razão de nossa devoção e submissão total.

Leitura Adicional

“A lei de Deus, encerrada na arca, era a grande regra de justiça e juízo. Aquela lei sentenciava a morte ao transgressor; mas acima da lei estava o propiciatório, sobre o qual se revelava a presença de Deus, e do qual, em virtude da obra expiatória, se concedia o perdão ao pecador arrependido. Assim na obra de Cristo pela nossa redenção simbolizada pelo ritual do santuário, “a misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram”. Sal. 85:10.

Nenhuma linguagem pode descrever a glória do cenário apresentado dentro do santuário – as paredes chapeadas de ouro que refletiam a luz do áureo castiçal, os brilhantes matizes das cortinas ricamente bordadas com seus resplendentes anjos, a mesa e o altar de incenso, brilhante pelo ouro; além do segundo véu a arca sagrada, com os seus querubins, e acima dela o santo shekinah, manifestação visível da presença de Jeová; tudo não era senão um pálido reflexo dos esplendores do templo de Deus no Céu, o grande centro da obra pela redenção do homem” (Patriarcas e Profetas, p. 349).

“Todos os que serviam em conexão com o santuário eram constantemente educados a respeito da intervenção de Cristo em favor da humanidade. Esse serviço era concebido para criar em cada coração o amor pela lei de Deus, que é a lei de Seu reino. Na vítima que sofria e morria, a oferta do sacrifício deveria ser uma lição do amor de Deus revelado em Cristo, que tomou sobre Si o pecado de que o homem era culpado, o inocente sendo feito pecado por nós” (Manuscript Release, v.1, p. 132).

QUINTA E SEXTA, 11 e 12  DE AGOSTO – Para que não nos esqueçamos! – (Sl 78, 105, 106; Dt 6:6-9; I Co 10:11)

A história faz parte de nossa vida, seja passada, presente ou futura. A história da igreja no passado e a história de Israel, por mais que não tenhamos participado dela, refletem as entranhas ou o cordão umbilical de nossa própria existência. Em outras palavras, é a nossa história. Um povo sem passado é um povo sem existência ou sem identidade. O que nos faz ser o que somos hoje é exatamente o que fomos no passado. No entanto, o mais importante neste fato é que, Deus esteve presente em todo o momento da história do Seu povo. Quando olhamos para o passado para ver as intervenções Dele em favor de seus filhos, podemos nitidamente entender como Ele pode intervir em nossas vidas hoje.

Deus preservou alguns dos fatos passados para que o conheçamos melhor. Seu caráter e seu cuidado são demonstrados claramente nestas narrativas. Para os que olham para Deus como um tirano, pode olhar para a história e perceber que, na verdade, foi muito compassivo e repleto de bondade e amor. Sua compaixão e misericórdia podem ser notadas do começo até o fim. Deus poderia ter lançado este mísero planeta nos confins do universo para nunca mais dele se lembrar, mas, não foi isto que Ele fez. Deus preferiu não poupar Sua própria vida para nos oferecer algo que não merecemos. Isto não é suficiente para provar o quanto somos agraciados por Sua bondade? Se esta realidade não for capaz de extrair de nós a mais profunda certeza do amor de Deus, nada mais será.

Não podemos nos esquecer jamais que, o Deus que foi capaz de oferecer sua vida a nós, pendurado numa cruz entre o Céu e a Terra, é o mesmo que hoje promete retornar para materializar suas promessas de eternidade e glória aos que o amam. Pense nisso.

Leitura Adicional

“Por vários meios, o Senhor tem procurado preservar o conhecimento de Seu trato com os filhos dos homens. Moisés, pouco antes de sua morte, não só recapitulou para Israel os eventos importantes de sua história mas, pela ordem de Deus, os incorporou em versos sagrados. Assim, as cenas gloriosas e emocionantes da vitória de Israel, as sublimes e terríveis manifestações da infinita majestade e poder, as exigências divinas, as promessas e ameaças, revestidas de toda a beleza do gênio poético, deveriam estar presentes para todas as gerações vindouras. Dessa forma, o registro dos mandamentos de Deus e Seu trato com Israel não pareceriam desinteressantes nem repulsivos, mas atraentes e agradáveis.

O povo de Israel foi solicitado a guardar na memória essa história poética e ensiná-la aos filhos e aos filhos de seus filhos. Essa história devia ser repetida pelo povo enquanto estivesse em suas tarefas diárias. Essa história devia ser cantada pela congregação, quando estivesse reunida para adorar, e também ser repetida pelo povo enquanto estivesse em suas tarefas diárias. Essa música não era apenas histórica, mas profética. Contava o maravilhoso trato de Deus com Seu povo no passado e também antecipava os grandes eventos do futuro, a vitória final dos fiéis, quando cristo aparecer pela segunda vez, em poder e glória.

Era imperioso o dever dos pais de gravar essas palavras na mente sensível dos filhos, para que nunca elas fossem esquecidas [Dt 31:19-21]. (Signs of the Times, 26 de maio de 1881).

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site http://www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

Postado por Gilberto Theiss às Quinta-feira, Agosto 04, 2011 0 comentários Links para esta postagem

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Marcadores: Comentários da lição da Escola Sabatina

FONTE: http://gilbertotheiss.blogspot.com/


COMENTÁRIOS ESCOLA NO AR

 

3º Trimestre de 2011 – Adoração
Comentário da Lição 07 – Adoração nos Salmos
 

Sábado, 6/8/2011 – › INTRODUÇÃO

“Como é agradável o lugar da tua habitação, Senhor dos Exércitos. A minha alma anela, e até desfalece pelos átrios do Senhor, o meu coração e o meu corpo cantam de alegria ao Deus vivo”. – Sl 84:1 e 2 – Nova Versão Internacional.

A música é um poderoso instrumento para influenciar o ser humano. A música atua com poder tanto para o bem como para o mal. Ela pode sublimar, enternecer, elevar, criando o espírito de adoração e envolvimento com o divino, como pode aviltar, corromper, baixar para o mais torpe domínio das paixões pecaminosas. Tudo depende da música que apela e satisfaz o gosto do ouvinte.

Os autores dos Salmos expressam com muita propriedade o poder da música para satisfazer os mais profundos anseios da alma em busca de Deus, bem como no alívio das tensões emocionais que oprimem como um fardo doloroso. Também esclarecem a maneira de Deus lidar com o pecador e o pecado. Em verdade, os Salmos espelham o ensinamento de todo o Velho Testamento. Os ensinos dos profetas eram comunicados ao povo em forma de sermões, discursos em prosa. Nos Salmos, estes ensinos eram transformados em poesia e recebiam melodias para serem cantadas nos serviços espirituais. Deste modo o ensino era repetido e o aprendizado firmado.

Em Israel a música era usada para alcançar estes dois objetivos. Enquanto grande número de Salmos convida para a adoração e exaltação ao Criador e pastor, cuidadoso e vigilante por suas ovelhas, outros tantos trazem mensagens de ânimo, encorajamento, conforto e esperança para as lutas do dia a dia.

Pense: “Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus”. – Sl 43:5 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Exaltem o Senhor, o nosso Deus; prostrem-se, voltados para o seu santo monte, porque o Senhor, o nosso Deus, é santo”. – Sl 99:9 – Nova Versão Internacional.


Domingo, 7/8/2011 – › ADOREMOS O SENHOR, NOSSO CRIADOR 

Entre os muitos motivos proclamados pelos Salmos para chamar os seres humanos ao ato de adoração, é que Deus é o Criador. É exaltado como o Criador da terra e dos mares e de todos os seres humanos. Também é aclamado como o pastor que com amor carinhoso cuida de todas as criaturas por Ele criadas. (Sl 90:2, 95:5 e 6 e 100:3).

Outro forte motivo para render-Lhe adoração é a Sua eternidade. Ele é o Deus criador, mas também é eterno. (Sl 90:2). É impossível explicar a Sua origem e a Sua existência. Fatos que nos convidam para adorá-lO em humildade e submissão.

O Salmo 19, declara que as obras criadas de Deus O proclamam como Criador. Alguém declarou que os astros são os oradores mudos de Deus testemunhando a Seu respeito.

Abruptamente o salmista muda o seu tema sobre a criação, para proclamar os conceitos de verdade e justiça do Criador. Exalta os princípios da lei do Criador como perfeitos, dignos de confiança, justos, límpidos, puros, verdadeiros, mais desejáveis do que o ouro e mais doces do que o mel. O que o salmista está dizendo é que tal como é perfeita toda a obra do Criador, obedecendo às leis perfeitas estabelecidas para reger os seus movimentos, também perfeitas são as Suas leis para reger a conduta dos homens.

Paulo declara que todos aqueles que negam a existência de Deus, o Seu poder criador e os Seus conceitos de verdade e justiça, tornam-se indesculpáveis perante Ele, porque o “seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas”. – Rm 1:20 – Nova Versão Internacional.

Pense: “Por elas o teu servo é advertido; há grande recompensa em obedecer-lhes”. – Sl 19:121 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele”. - Cl 1:16 – Nova Versão Internacional.


Segunda-Feira, 8/8/2011 – › JUIZO DE SEU SANTUÁRIO 

Tremendas dúvidas assaltavam a mente de Davi. Quais os valores que conferem um sentido real para a vida neste mundo de pecado? Os maus têm vida melhor do que os bons, por que então servir a Deus? Davi não podia entender porque os maus aparentemente vivem mais tranquilos do que os bons. Por que os que não servem a Deus prosperam e os que o servem sofrem tribulações? Um dia ele encontrou as razões e a resposta: “Até que entrei no santuário,… O teu caminho, ó Deus, está no santuário”. – Sl 73:17 e 77:13 – Almeida Revista e Corrigida.

Deus é o Soberano eterno. Todas as Suas criaturas vivem sob o eterno reino da Sua graça. Mesmo aquelas que não reconhecem a grandeza dessa graça. Nenhuma criatura tem vida inerente, não vive por si mesma, mas todas vivem pela eterna graça manifestada por Deus. Deus é vida, Deus é graça e a vida de Suas criaturas é dádiva de Sua graça.

Quando Davi entrou no santuário para adorar a Deus, ele compreendeu que a graça é uma dádiva que concede perdão e vida eterna para quem a aceita. Em adoração, ele também compreendeu “ o destino dos ímpios”. Sl 73:17. Serão “destruídos de repente”, e passarão “como um sonho”. Sl 73:19 e 20.

Se dúvidas espirituais nos assaltam, entremos no santuário, porque o caminho de Deus está no santuário. Ali, em adoração ao Soberano do Universo, todos os valores têm a avaliação correta. Em face de Cristo, a pérola de grande preço, tudo o mais se transforma em lixo.

Entremos no santuário, descubramos a Cristo Jesus, o autor de nossa salvação, e adoremo-Lo como o Senhor de nossa vida e nosso futuro.

Pense: “Tu me diriges com o teu conselho, e depois me receberás com honras”. - Sl 73:24 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Mas o tribunal o julgará, e o seu poder lhe será tirado e totalmente destruído para sempre”. – Dn 7:26 – Nova Versão Internacional.


Terça-Feira, 9/8/2011 – › “COMO OS ANIMAIS QUE PERECEM” 

Davi somente compreendeu o destino dos justos e dos ímpios quando entrou no santuário para adorar. A adoração Àquele ou àquilo que você adora é que determina a diferença. No Salmo 49, que não é de Davi, é declarado de que aqueles que adoram a si mesmos, a sua sabedoria e a sua importância, são “como os animais que perecem”. – Sl 49:10-12.

Não há esperança nem futuro para os ímpios. Todos eles vão para a sepultura e a única lembrança deles que permanece por algum tempo é o nome que deram às suas terras. (Sl 49:11).

Ninguém é salvo da morte por seu próprio mérito. Ninguém pode comprar o resgate de sua vida. “Não há pagamento que o livre para que viva para sempre e não sofra decomposição”. Sl 49:8 e 9 – Nova Versão Internacional.

No entanto, aqueles que adoram o Deus Criador e Redentor têm uma preciosa esperança: “Mas Deus redimirá a minha vida da sepultura e me levará para si”. – Sl 49:15 – Nova Versão Internacional.

O resgate, a remissão, não tem preço, mas tem valor. O valor é o sangue dAquele que por Sua morte venceu a morte e a sepultura. Todo aquele que pela fé se apodera desse valor, é resgatado. Contudo, a fé precisa conduzir a adoração Àquele a quem pelo valor de Seu sangue pertence o poder para resgatar. “A salvação pertence ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro’… e adoraram a Deus”. – Ap 7:9 e 10 – Nova Versão Internacional.

A salvação pertence somente a um – a Deus e ao Cordeiro que foi morto. Fora dEle não há nenhum outro e nem outro meio para abrir a sepultura. “Ele se juntará aos seus antepassados, que nunca mais verão a luz”. - Sl 49:219 – Nova Versão Internacional.

Pense: “Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus”. – Rm 3:23 –Nova Versão Internacional

Desafio: “Seus túmulos serão suas moradas para sempre, suas habitações de geração em geração, ainda que tenham dado seus nomes a terras”. – Sl 49:121 – Nova Versão Internacional.


Quarta-Feira, 10/8/2011 – › ADORAÇÃO E O SANTUÁRIO 

Sem o santuário das cerimônias e dos símbolos do Velho Testamento, não teríamos as Boas Novas do evangelho da graça de Cristo do Novo Testamento. O santuário dos símbolos é a mensagem das Boas Novas do evangelho da graça de Cristo em figuras.

João, no Apocalipse informa que o evangelho das Boas Novas de salvação é o mesmo desde a eternidade. “E vi outro anjo que voava no meio do céu. Ele tinha de proclamar um Evangelho eterno a todos os que habitam sobre a terra: a toda nação, tribo, língua e povo”. - Ap 14:6 – Tradução Ecumênica da Bíblia.

“Proclamar um Evangelho eterno”. O que é eterno não sofre alteração em tempo algum. É o mesmo para todos os habitantes da terra através de todos os tempos. O evangelho eterno é o plano da salvação por meio de Cristo Jesus. Este evangelho conclama os pecadores para adorar o Criador e Redentor. Foi revelado no Éden, (Gn 3:15) e seu convite para adorar o Criador, soa até hoje.

No Salmo 40:6-8 Jesus se apresenta como o centro do evangelho: “Então, eu disse: eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito; agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração está a Tua lei”. - Almeida Revista e Atualizada. Paulo, escrevendo aos Hebreus, no capítulo 10, aplica esta profecia a Jesus, como Aquele que veio como o sacrifício real para remover os pecados. Depois de citar a profecia supra, continua: “Remove o primeiro para estabelecer o segundo. Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas”. - Hb 10: 9 e 10 – Almeida Revista e Atualizada.

Aquele que era adorado pelos israelitas como o Criador e o Redentor prometido, é adorado pelos cristãos como o Criador e o Redentor revelado.

Pense: “A obra de Deus é a mesma em todos os tempos, embora haja graus diversos de desenvolvimento e diferentes manifestações de Seu poder, para satisfazerem as necessidades dos homens nas várias épocas… O Salvador tipificado nos ritos e cerimônias da lei judaica, é precisamente o mesmo que se revela no evangelho”. – Patriarcas e Profetas, pág. 373.

Desafio: “Porque, por meio de um único sacrifício, ele aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados”. – Hb 10:14 – Nova Versão Internacional.


Quinta-Feira, 11/8/2011 – › PARA QUE NÃO ESQUEÇAMOS 

Nos Salmos encontramos vários aspectos a respeito de Deus que são enfatizados como importantes para reconhecê-lO como o Deus que merece a nossa adoração: Ele é o Criador do Universo; executou grandes feitos em favor de Seus filhos para libertá-los da escravidão do Egito, e deu a Seus filhos os Seus mandamentos que determinam a conduta daqueles que O amam.

Em Israel esses aspectos eram ensinados pela palavra falada e por meio dos Salmos que recebiam melodias apropriadas para fazer parte do louvor e da adoração em família. “Então eles porão a confiança em Deus; não esquecerão os seus feitos e obedecerão aos seus mandamentos”. – Sl 78:7 – Nova Versão Internacional.

Os israelitas, além de engrandecer a Deus como o Criador, com muita freqüência– cantavam a sua libertação passada da servidão egípcia. Lembravam as grandes maravilhas operadas por Deus: as pragas sobre os egípcios; a peregrinação através do deserto; as grandes vitórias sobre os habitantes de Canaã e as bênçãos desfrutadas na sua herança.

Nós estamos vivendo a esperança de nossa herança eterna. As mesmas razões devem motivar a nossa adoração. Grandes coisas Deus tem operado em favor da igreja militante, que muito breve se tornará triunfante. Estes são fortes motivos para adorar com alegria. Também incontáveis são as bênçãos com que Deus cumula Seus filhos, cada um de per si. Você encontra motivos em sua experiência espiritual para louvar a Deus em espírito de adoração e alegria? Fale para seus filhos sobre as bênçãos que recebeu e a alegria da salvação os colocará genuflexos para adorar.

Pense: “Bendito seja o Senhor, o Deus de Israel, por toda a eternidade. Que todo, o povo diga: ‘Amem!’ Aleluia” – Sl 106:48 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “O que ouvimos e aprendemos, o que nossos pais nos ensinaram. Não os esconderemos dos nossos filhos; contaremos à próxima geração os louváveis feitos do Senhor, o seu poder e as maravilhas que fez”. – Sl 78:3 e 4 -,Nova Versão Internacional.


Sexta-Feira, 12/8/2011 – › ESTUDO ADICIONAL 

Como harmonizar adoração solene e reverente, com alegria e júbilo? O profeta declara: -“O Senhor, porém, está no seu santo templo; diante dele fique em silêncio toda a terra”. – Há 2:20 – Nova Versão Internacional.

Isaías responde: ‘“Se você vigiar os seus pés para não profanar o sábado e para não fazer o que bem quiser em meu santo dia; se você chamar delícia o sábado e honroso o santo dia do Senhor, e se honrá-lo, deixando de seguir seu próprio caminho, de fazer o que bem quiser, e de falar futilidades, então você terá no Senhor a sua alegria, e eu farei com que você cavalgue nos altos da terra e se banqueteie com a herança de Jacó, seu pai’. É o Senhor quem fala”. - Is 58:13 e 14 –Nova Versão Internacional.

Que atitudes, que parecem alegria, não agradam ao Senhor? Profanar o sábado, profanar a adoração, seguindo seu próprio caminho, fazendo o que bem quiser, falando futilidades. Vigie seus pés e fique em silêncio.

O que agrada ao Senhor? Encontrar no sábado, na adoração, delícia, honra, santidade. Neste espírito Deus nos dará a verdadeira alegria da adoração, nos fará cavalgar, exultar, nos altos da terra e nos fará banquetear com a herança de Jacó, a certeza da salvação.

Davi orou: “Devolve-me a alegria da tua salvação”. - Sl 51:12. A alegria da adoração não é aquela que nós criamos a nosso modo, mas é uma dádiva de Deus, do Espírito Santo. A alegria da salvação torna a adoração no sábado e na família, deleitosa e santa.

A alegria da salvação que é fundamental na adoração não se manifesta em hilaridades tolas nem gritarias barulhentas, mas em jubiloso louvor ao Autor de nossa salvação. “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos”. - Fp 4:4 – Almeida Revista e Atualizada.

Pense: “Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados”. – Sl 32:1 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa”. – Jo 15:11 – Nova Versão Internacional.


Conheça o autor

  Pr. Albino Marks
Especialista em aconselhamento familiar e profundo estudioso da Bíblia, o pastor Albino Marks já atuou como preceptor (IAP, IACS, IAE-SP); capelão (IACS e Hospital do Pênfigo); diretor geral do IAP; departamental em várias associações e na UCB.

 www.escolanoar.org.br

 

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FONTE: http://www.escolanoar.org.br/Novo/impressao.asp?nivel=adultos_pt&data=12/8/2011

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