Lição 01 – Adoração em Gênesis: duas classes de adoradores – Lição – Auxiliar – Comentários de Vários Autores

Lição 1

25 de junho a 2 de julho


 Adoração em Gênesis: duas classes de adoradores

  Casa Publicadora Brasileira – Lição 132011


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Sl 62–67

VERSO PARA MEMORIZAR: “Na verdade, o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia. E, temendo, disse: Quão temível é este lugar! É a casa de Deus, a porta dos Céus” (Gn 28: 16, 17).

Leituras da semana: Gn 3:1-134:1-46:1-812:1-822:1-1828:10-22Tt 1:2.

Dizem que, como seres humanos, precisamos adorar alguma coisa. O que adoramos é outra questão, embora tenha consequências extremamente importantes, especialmente nos últimos dias, quando dois grupos de adoradores se manifestam: os que adoram o Criador e os que adoram a besta e sua imagem.

No entanto, as sementes desse contraste podem ser vistas logo no começo da Bíblia. Na história de Caim e Abel, dois tipos de adoradores aparecem, um adorando o verdadeiro Deus como Ele deve ser adorado, e outro se envolvendo em um falso tipo de adoração. Uma forma de adoração é aceitável, a outra, não, e isso porque uma delas é fundamentada na salvação pela fé e a outra, como são todas as falsas formas de adoração, é baseada nas obras. Esse é um tema que aparece muitas vezes na Bíblia. Um tipo de adoração é focado exclusivamente em Deus, em Seu poder, glória e graça; o outro se volta para a humanidade e para o eu.


Domingo

Ano Bíblico: Sl 68–71

Adoração no Éden

O capítulo 1 de Gênesis registra a história de Adão e Eva em seu novo lar. O Criador do Universo havia acabado de planejar e formar um belo planeta novo, coroando Sua obra com a criação da primeira família. O mundo saiu perfeito de Suas mãos; em sua própria maneira, a Terra deve ter sido uma extensão do Céu.

Em Gênesis 2:1-3 outro elemento é acrescentado: a separação e santificação do sétimo dia, ato ligado diretamente à Sua obra de criação dos céus e da Terra, ato que constitui a base do quarto mandamento, que reserva um dia para adorar de modo especial. Embora as Escrituras não digam, é possível imaginar o tipo de adoração que esses seres imaculados, na perfeição da criação, dedicavam ao Criador, que havia feito tanto por eles (mal sabiam eles, naquele momento, o quanto Ele acabaria fazendo realmente em seu favor!).

1. Leia Gênesis 3:1-13. Que mudanças ocorreram no relacionamento de Adão com o Criador? (v. 8-10). Como Adão respondeu às perguntas de Deus? (v. 11-13). O que isso revela sobre o que lhe havia ocorrido?

1: Escondeu-se, ficou com medo e vergonha. Colocou a culpa em Eva. O pecado quebrou o rlacionamento com Deus. 

Depois da queda, apareceu uma série de elementos que certamente não existiam antes. Da mesma forma, em um momento de desobediência, foi alterado todo o tecido moral desses seres. Em lugar do amor, confiança e adoração, o coração deles se encheu de medo, culpa e vergonha. Em vez de desejar a santa presença de Deus, eles se esconderam. O pecado quebrou seu relacionamento com Deus, que certamente afetava a maneira pela qual eles O adoravam. A estreita e íntima comunhão com Deus da qual haviam desfrutado (Gn 3:8), agora teria outra forma. Na verdade, quando Deus Se aproximou, eles se “esconderam” de Sua presença. Sentiam tanta vergonha, culpa e medo, que fugiram daquele que os havia criado.

Que imagem forte do que o pecado produziu e ainda produz em nós!

Pense em momentos de sua vida em que alguma experiência, talvez algum pecado, tenha feito você sentir culpa, vergonha e desejo de se esconder de Deus. Como isso afetou seus hábitos de oração? Isso afetou sua capacidade de adorá-Lo de todo o coração? Não é um sentimento agradável, não é mesmo?


Segunda

Ano Bíblico: Sl 72–77

Adoração fora do Éden

Após sua expulsão, Adão e Eva passaram a viver fora do paraíso do Éden. Embora a primeira promessa evangélica fosse dada a eles ainda no Éden (Gn 3:15), a Bíblia só mostra sacrifícios sendo oferecidos no ambiente fora do Éden (não obstante se possa inferir de Gênesis 3:21 algo dessa natureza, o texto em si não diz nada sobre sacrifício ou adoração). Em Gênesis 4, porém, com a história de Caim e Abel, pela primeira vez um sistema de sacrifícios foi explicitamente revelado.

2. Leia atentamente a primeira história registrada de um culto de adoração (Gn 4:1-7). Por que a oferta de Caim não foi aceitável a Deus e a de Abel foi?

2: Caim escolheu sua própria oferta. Abel ofereceu um animal do seu rebanho, conforme a vontade de Deus.

Caim e Abel representam duas classes de adoradores que têm existido desde a queda. Ambos construíram altares. Ambos foram adorar a Deus com ofertas. Mas uma oferta foi agradável a Deus e a outra, não.

O que fez a diferença? A resposta tem que ser entendida no contexto da salvação pela fé somente, o evangelho, que foi apresentado primeiramente a Adão e Eva no Éden, embora o plano da salvação tenha sido elaborado antes da fundação do mundo (Ef 1:4Tt 1:2).

A oferta de Caim representava a tentativa de obter salvação pelas obras, a base de toda religião e adoração falsas. O fato é que o abismo entre o Céu e a Terra é tão grande, tão profundo, que os seres humanos nunca poderiam atravessá-lo. A essência do legalismo, da salvação pelas obras, é a tentativa humana de fazer exatamente isso.

Em contrapartida, por sua oferta de um animal, Abel revelou (embora de forma débil) a grande verdade de que só a morte de Cristo, alguém igual a Deus (Fp 2:6), poderia justificar o pecador diante de Deus.

Recebemos assim uma lição poderosa: toda adoração verdadeira deve estar centralizada na compreensão de que somos impotentes para salvar a nós mesmos, e de que todas as tentativas de obter salvação pelas obras são manifestações da ação de Caim. A verdadeira adoração deve estar fundamentada na constatação de que somente através da graça de Deus podemos ter esperança de vida eterna.

Examine seus próprios pensamentos, motivos e sentimentos a respeito da adoração. Sua devoção está centralizada em Cristo, ou você se concentra demais em si mesmo?


Terça

Ano Bíblico: Sl 78–80

Duas classes de adoradores

Em Gênesis 4, começamos a perceber os sinais da degradação moral que estava acontecendo após a queda. Lameque se tornou polígamo e depois se envolveu em algum tipo de violência que trouxe medo ao seu coração. Em contrapartida, Gênesis 4:25, 26 mostra que algumas pessoas estavam procurando ser fiéis, pois naquela época os homens começaram “a invocar o nome do Senhor”.

3. Leia Gênesis 6:1-8. O que se desenvolveu ali e por que isso foi tão perigoso? Quais foram os resultados dessa situação?

 3: Corrupção do gênero humano; crescente maldade no coração. Os resultados foram o dilúvio e a destruição.

 Aos poucos, as duas classes de adoradores começaram a se fundir (Gn 6:1-4). Porém, apesar da grande maldade na Terra, havia homens santos de grande intelecto, que mantinham vivo o conhecimento de Deus. Embora somente alguns deles sejam mencionados nas Escrituras, “durante todos os séculos Deus teve fiéis testemunhas, adoradores dotados de coração sincero” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 84). A maldade do coração humano, entretanto, se tornou tão grande que o Senhor teve que destruir a humanidade e começar tudo de novo. Por isso ocorreu o dilúvio.

4. Depois que Noé saiu da arca, qual foi a primeira coisa que ele fez? Por que isso é importante? Gn 8:20

 4: Levantou um altar e ofereceu sacrifício ao Senhor. Simbolizava a consagração completa do adorador a Deus. 

Como é maravilhoso o fato de que a primeira coisa que Noé fez foi adorar! E o sacrifício foi fundamental nessa adoração. Esse foi o primeiro registro dos patriarcas edificando um local de culto, um altar no qual pudessem oferecer seus sacrifícios. Assim, antes de fazer qualquer coisa, Noé reconheceu sua total dependência do Senhor e do Messias vindouro, que daria Sua vida para redimir a humanidade. Noé sabia que havia sido salvo apenas pela graça de Deus, sem a qual ele teria perecido com o restante do mundo.

Como você mostra, diariamente, reconhecimento pela graça de Deus em sua vida? E ainda mais importante, como você deve expressar essa atitude?


Quarta

Ano Bíblico: Sl 81–85

A fé demonstrada por Abraão

5. Leia Gênesis 12:1-8. O que esses versos revelam sobre Abrão (que teve o nome mudado para Abraão) e o chamado de Deus para ele?

5: Um homem de fé, fiel ao chamado de Deus. Os altares que ele construía eram uma prova de sua ligação a Deus.

 Abraão, um descendente de Sete, foi fiel a Deus, embora alguns de seus parentes tivessem começado a se entregar à adoração de ídolos, que era tão comum em sua cultura. Mas Deus o chamou para que ele se separasse de seus familiares e de seu ambiente confortável, para se tornar o pai de uma nação de adoradores, que defenderiam e representariam o verdadeiro Deus.

Não há dúvida de que ele e Sara influenciaram muitos a aceitar a adoração ao verdadeiro Deus. Mas havia também outra razão pela qual Deus chamou Abraão para que fosse o pai de uma nova nação: “Porque Abraão Me obedeceu e guardou Meus preceitos, Meus mandamentos, Meus decretos e Minhas leis” (Gn 26:5, NVI). E outra razão: “Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça”
(Gn 15:6). Ao mesmo tempo, porém, Abraão teve que aprender algumas lições cruciais e dolorosas.

6. Leia Gênesis 22:1-18. Por que Abraão foi submetido a essa terrível prova? Na verdade, que mensagem Deus queria que ele entendesse (v. 813, 14)?

 6: Para provar sua fé e confiança. A confirmação da promessa divina do Cordeiro que viria para salvar a humanidade. 

 Como vimos, o centro do plano da salvação é a morte de Jesus, o Filho de Deus, e desde o início essa morte foi simbolizada pelo sistema de adoração por meio de sacrifícios. Enquanto o Senhor queria que as pessoas utilizassem apenas animais, nas culturas pagãs, as pessoas sacrificavam os próprios filhos, algo que Deus disse que odiava (Dt 12:31). Quaisquer que tenham sido as poderosas lições pessoais sobre fé e confiança, aprendidas por Abraão, por meio dessa provação, esse ato permanece através dos séculos como um símbolo incrivelmente poderoso da centralidade da morte de Cristo para a salvação. Embora a humanidade pudesse ser salva apenas através da morte de Cristo, poderíamos imaginar que Abraão tivesse sentido um pouquinho da dor que a morte de Cristo deve ter causado ao Pai.

Pense sobre o tipo de fé que Abraão demonstrou. Foi verdadeiramente maravilhoso. É difícil imaginar! O que isso deve nos ensinar sobre a fraqueza da nossa fé?


Quinta

Ano Bíblico: Sl 86-89

Betel, a Casa de Deus

Jacó e Esaú, e também Caim e Abel, representam duas classes de adoradores. O espírito aventureiro e corajoso de Esaú apelou a seu tranquilo e reservado pai. Jacó, por outro lado, parecia ter uma natureza mais espiritual. Mas ele também tinha algumas graves falhas de caráter. Jacó queria obter o direito de primogenitura, que legalmente pertencia a seu irmão gêmeo. Mas, para obtê-lo, ele se dispôs a se envolver no esquema enganoso de sua mãe. Como resultado, Jacó ficou com medo e fugiu para escapar do ódio e da ira de seu irmão. Nunca mais ele viu sua querida mãe.

7. Leia a história da fuga de Jacó (Gn 28:10-22). Observe as mensagens de encorajamento e segurança que Deus lhe deu por meio de um sonho. Qual foi a resposta de Jacó?

7: Respondeu com obediência, reconhecendo o cuidado divino. Erigiu uma coluna e fez uma aliança com Deus, prometendo fidelidade nos dízimos.

Esta é a primeira menção da “Casa de Deus” em Gênesis (v. 17). Embora para Jacó fosse apenas uma coluna de pedra, Betel se tornou um lugar significativo na história sagrada. Ali Jacó adorou o Deus de seus pais. Ali ele fez uma promessa de fidelidade ao Senhor. E, como Abraão, prometeu devolver a Deus o dízimo, um décimo de suas bênçãos materiais, como ato de adoração.

Perceba o senso de temor e admiração de Jacó na presença de Deus. Ele deve ter compreendido mais do que nunca a grandeza de Deus em contraste com ele e, assim, a Bíblia registra sua atitude de medo, reverência e espanto. O que ele fez em seguida foi adorar. Naquele momento, também, vemos um princípio sobre o tipo de atitude que devemos ter na adoração: uma atitude revelada emApocalipse 14:7, no chamado para temer a Deus.

Adoração não é nos aproximarmos de Deus como faríamos a um amigo ou colega. Nossa atitude deve ser a de um pecador que precisa desesperadamente de graça, caindo diante do Criador, com senso de necessidade, temor e gratidão, pelo fato de que Deus, o Criador do Universo, nos amou e fez um grande sacrifício para nos redimir.

Quanta admiração, reverência e temor, você tem quando adora ao Senhor? Ou seu coração é duro, frio e ingrato? Nesse caso, como você pode mudar?


Sexta

Ano Bíblico: Sl 90-99

Estudo adicional

Leia de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 44-51: “A Criação”; p. 52-62: “A Tentação e a Queda”; p. 71-74: “Caim e Abel Provados”; p. 105-107: “Depois do Dilúvio”; p. 145-155”: A Prova da Fé”; p. 195-203: “A Noite de Luta”.

O voto [de Jacó em Betel] era o transbordar de um coração cheio de gratidão pela certeza do amor e misericórdia de Deus. Jacó entendia que Deus tinha direitos sobre ele, os quais ele devia reconhecer, e que os sinais especiais do favor divino a ele concedidos exigiam retribuição. Assim, toda bênção que nos é concedida reclama uma resposta ao autor de todas as nossas vantagens. O cristão deve muitas vezes rever sua vida passada, e relembrar com gratidão os preciosos livramentos que Deus operou em favor dele… Deve reconhecê-los todos como provas do cuidado vigilante dos anjos celestiais. Em vista dessas bênçãos inumeráveis, deve muitas vezes perguntar, com coração submisso e grato: “Que darei ao Senhor, por todos os Seus benefícios para comigo?” (Sl 116:12; Ellen G. White,Patriarcas e Profetas, p. 187).

Perguntas para consideração

1. Como a justiça pela fé no que Cristo fez por nós pode estar no centro de toda a nossa adoração? Considere as questões: 1) Por que O adoramos? 2) O que Ele fez que O torna digno de adoração? 3) Para qual propósito serve nossa adoração a Deus?
2. Como os cultos de adoração podem se tornar um instrumento mais eficaz para dizer ao mundo quem é Deus realmente e como Ele é? Que elementos do culto podem ser especialmente úteis em nosso testemunho?
3. Examine a história de Abraão entregando o dízimo a Melquisedeque (Gn 14:20). De que forma a entrega do dízimo é um ato de adoração? O que estamos dizendo a Deus quando Lhe devolvemos o dízimo?
4. Pense mais na ideia de reverência e temor na adoração. Por que esses são elementos importantes? O que há de errado com a atitude que parece colocar Deus em nosso próprio nível, em que nos relacionamos com Ele no culto com a mesma atitude que temos para com um bom amigo e nada mais?

Respostas Sugestivas:

1: Escondeu-se, ficou com medo e vergonha. Colocou a culpa em Eva. O pecado quebrou o rlacionamento com Deus. 

2: Caim escolheu sua própria oferta. Abel ofereceu um animal do seu rebanho, conforme a vontade de Deus.

 3: Corrupção do gênero humano; crescente maldade no coração. Os resultados foram o dilúvio e a destruição.

 4: Levantou um altar e ofereceu sacrifício ao Senhor. Simbolizava a consagração completa do adorador a Deus. 

5: Um homem de fé, fiel ao chamado de Deus. Os altares que ele construía eram uma prova de sua ligação a Deus.

 6: Para provar sua fé e confiança. A confirmação da promessa divina do Cordeiro que viria para salvar a humanidade. 

7: Respondeu com obediência, reconhecendo o cuidado divino. Erigiu uma coluna e fez uma aliança com Deus, prometendo fidelidade nos dízimos.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li132011.html


Resumo da Lição

Texto-chave: Gênesis 28:16, 17

O aluno deverá…
Conhecer: As duas classes de adoradores representadas por Abel e Caim.
Sentir: A diferença de atitude entre os adoradores que valorizam o que Deus oferece e aqueles cuja adoração está centralizada no que eles trazem ao altar de Deus.
Fazer: Adorar a Deus, honrando o sacrifício de Seu Filho Jesus, oferecido para nossa salvação.

Esboço
I. Saber: A nossa oferta versus a oferta de Deus
A. O que caracterizava os verdadeiros adoradores, como Abel, Abraão e Jacó?
B. Por que o sacrifício era um aspecto tão importante da adoração? Que outras atividades faziam parte da adoração? Por que a oferta de Caim não foi aceitável a Deus? Que outras atividades de adoração observadas em Gênesis não foram aceitáveis? Qual é o perigo de participar da falsa adoração?

II. Sentir: Admiração e reverência
Como os adoradores de Gênesis, em seus cultos de adoração, expressavam seus sentimentos acerca de Deus e de seu relacionamento com Ele? Como expressamos esses mesmos sentimentos e relacionamentos hoje?

III. Fazer: Sacrifício é adoração
A. Como tornar o sacrifício de Cristo parte integrante da nossa adoração?
B. Que perigo enfrentamos quando deixamos o sacrifício fora das nossas atividades devocionais públicas e individuais?
C. Que outras atividades incluímos em nossa adoração, e por quê?

Resumo: Os verdadeiros adoradores de Gênesis centralizavam suas atividades devocionais no que Deus havia provido para livrá-los do pecado.

Ciclo do aprendizado

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: A adoração não é uma área separada da atividade humana. Ela não é um compartimento isolado, mas é a chave para tudo que diz respeito à nossa identidade, relacionamento com os outros e destino final.
Só para o professor: O objetivo da lição desta semana é desafiar os alunos a fazer de Deus o centro de sua adoração.

A adoração egocêntrica põe o ego no trono e crucifica novamente nosso Salvador ressuscitado. Ela usa a religião para mostrar a Deus como somos bons, em vez de louvá-Lo por Sua bondade para conosco.

Caim se envolveu nessa forma de adoração egocêntrica (Gn 4:3-5). Ele trouxe a Deus uma oferta de produtos agrícolas, os quais havia preparado e cultivado, a fim de impressionar Deus com seu mérito. Deus rejeitou a oferta de Caim porque, entre outras razões (como o fato de que Deus exigia sacrifícios de sangue), o Senhor conhecia os motivos egoístas e de autopromoção por trás do ato. Esse tipo de “adoração” persiste até hoje. Possivelmente, até tenhamos sido culpados de imitar Caim algumas vezes.

Deus nos chama para a verdadeira adoração, para invocar Seu nome como se nossa vida dependesse disso. Porque, de fato, ela depende.

Comente com a classe: Deus Se sacrificou para nos dar algo que não temos e nunca poderíamos ter por nós mesmos. Qual deve ser nossa resposta, e por quê?

Compreensão
Só para o professor: Ressaltar que a Bíblia vê a adoração como um modelo de como devemos interagir com Deus em cada área de nossa vida. A adoração é um esforço consciente para buscar a presença de Deus. Ao adorarmos, convidamos o Senhor para todas as áreas da nossa vida e permitimos que Ele corrija a separação entre nós e Ele, resultante do pecado.

Comentário Bíblico

I. Invocar o nome do Senhor
(Recapitule com a classe Gn 4:25, 26)

Um dos começos descritos nesse capítulo é que, naquela época, as pessoas começaram “a invocar o nome do Senhor” (Gn 4:26). Embora esta afirmação possa parecer simples, existem vários níveis de significado ali.

O contexto nos leva a crer que essa forma de adoração ocorria principalmente, ou exclusivamente, entre os descendentes de Adão através de seu terceiro filho, Sete. Na verdade, dentre todos os “primeiros” mencionados nesse capítulo – cidades, nomadismo, música instrumental, para citar alguns exemplos – esta é a única realização especificamente creditada à linhagem de Sete, e não à de Caim. Isso significaria que a família de Caim não tinha uma forma de adoração? Por outro lado, isso significaria que os descendentes de Sete desprezaram completamente todas as formas de inovação tecnológica ou cultural?

Embora o texto não fale sobre essa questão, nosso conhecimento da natureza humana sugere o contrário. Estruturas sociais e culturais complexas, como aquelas inventadas pela linhagem de Caim, em geral tinham alguma forma de religião ou de culto em sua base. Todas as culturas e civilizações do antigo Oriente Próximo fundamentavam sua legitimidade nos deuses ou heróis culturais que exemplificavam a força e os valores daquela cultura ou civilização. A cultura ou civilização justificava a própria existência ou necessidade apontando para esses deuses ou heróis que a apoiavam. Em essência, esses sistemas feitos pelo homem justificavam e glorificavam as pessoas que os haviam estabelecido, exatamente o que Caim esperava do único Deus verdadeiro, quando apresentou sua oferta em Gênesis 4:3. Assim, quando o autor discute a linhagem de Caim, ele fala do que era importante para eles: vitórias, realizações ou, em termos modernos, o sentido de sua grandeza.

Da mesma forma, ao pensar nos descendentes de Sete, podemos supor que eles provavelmente tivessem sido tão inteligentes e criativos quanto os descendentes de Caim. Eles também tinham que enfrentar um mundo que não mais os sustentava simplesmente, sem esforço de sua parte. Não é razoável supor que eles não tivessem realizações culturais ou tecnológicas. Mas, ao contrário dos caimitas, os descendentes de Sete não consideravam essas conquistas como a principal razão de sua existência. Para os descendentes de Sete o importante era que eles invocavam o nome do Senhor. O autor observa essa ênfase, ao falar sobre eles e seu legado. O legado deles foi espiritual, tendo como base seu relacionamento com Deus, em vez das obras de suas mãos.

É importante notar também uma particularidade dessa declaração. Os setitas não eram simplesmente pessoas que pensavam que poderia haver um Deus em algum lugar ou sentiam a necessidade de ser “espirituais”. Eles invocavam o nome do próprio Jeová. Em lugar de buscar em Deus suporte para os valores de sua civilização e aprovação para suas ações ou realizações, eles buscavam a Deus, procuravam cumprir Sua vontade, O adoravam e O colocavam acima de tudo na vida.

Pense nisto: Mesmo que professemos ser cristãos, devemos examinar nosso coração para verificar se buscamos a Deus e Sua vontade em primeiro lugar ou se consideramos Deus como acessório ou meio para um fim. O que significa, então, buscar a Deus e Sua vontade em primeiro lugar? Como manifestamos essa atitude?

II. Temer a Deus
(Recapitule com a classe Gn 28:10-22)

No começo dessa passagem, Jacó está fugindo apavorado, com medo da ira de Esaú. Jacó chegou ao que a maioria das traduções se referem como “certo lugar”. Na língua original, essa frase sugere um lugar que já era considerado sagrado pela maior parte dos povos vizinhos; um local em que, segundo a crença, Deus ou outros seres divinos se revelavam. Alguns estudiosos até mesmo tomam a palavra traduzida por “lugar” como significando santuário, o que aquele lugar, de fato, se tornou.

Jacó encontrou o que pensou ser uma rocha qualquer para apoiar a cabeça no solo enquanto dormia. Ele adormeceu e viu anjos subindo e descendo uma escada celestial, símbolo de que estava aberto um canal entre a pessoa arruinada pelo pecado e o Salvador. O sonho reafirmou a aliança que Deus havia feito com o pai e o avô de Jacó, sobre a qual ele provavelmente tivesse sido informado várias vezes, enquanto crescia.

Como resultado, nesse breve período de tempo, todo o senso de valores de Jacó mudou. Onde antes havia medo de Esaú e, possivelmente, dos perigos do deserto, ele agora sabia que estava na presença de um Ser que o amava totalmente e que, ao mesmo tempo, era tão poderoso que poderia, se quisesse, eliminá-lo com um pensamento. Talvez esse “certo lugar” não fosse tão comum, afinal. A resposta de Jacó foi (o que mais poderia ter sido?) adorar.

Da mesma forma, podemos pensar que nossa vida é comum e insignificante, ou podemos dar suprema importância às coisas que são relativas e temporalmente significativas. Mas, na realidade, estamos vivendo na presença de Deus. Se você é cristão, todo lugar é terra santa. Às vezes, nos esquecemos disso. Adoração é nossa maneira de lembrar.

Pense nisto: Como sua adoração a Deus o ajuda a estar consciente de Sua presença, poder e majestade?

Aplicação
Só para o professor: Use as seguintes perguntas para ajudar seus alunos a exercitar o discernimento entre o culto verdadeiro e o falso e a escolher sabiamente.

Perguntas para consideração
1. Como você acha que pode ter sido a adoração no Éden, onde a presença de Deus era muito mais acessível?

No início de Gênesis vemos a prática do sacrifício de animais. Algumas pessoas estabelecem a origem dessa prática no ato do Senhor de fazer roupas de peles de animal para nossos primeiros pais. Posteriormente, em Êxodo e nos livros seguintes, os sacrifícios são ordenados em detalhes. Como você acha que se originou a prática do sacrifício de animais e, mais importante, que propósito espiritual era cumprido?

Pergunta de aplicação
Nos relatos da vida e atos de muitos personagens bíblicos, parece que eles colocavam a adoração em primeiro lugar. Com tantas coisas competindo pela nossa atenção, como podemos ter certeza de que colocamos a adoração em primeiro lugar?

Qual é a função do estudo e conhecimento das Escrituras em nossa adoração?

Criatividade
Só para o professor: A lição deixa claro que existem dois grupos de adoradores na descrição bíblica. O primeiro é dos que esperam impressionar Deus por seus próprios méritos. O segundo é dos que verdadeiramente procuram saber quem é Deus e a Ele atribuem todo o mérito e glória. As atividades seguintes devem enfatizar e incentivar os alunos a fazer parte do último grupo.

Escolha uma série de personagens bíblicos e conte suas histórias resumidamente. Selecione uma proporção aproximadamente igual entre pessoas “boas” e “ruins”. Pergunte aos alunos a qual dos grupos cada personagem pertence. Se você quiser acrescentar algo mais, não revele os nomes dos personagens e permita que a classe coloque os personagens, com base em suas descrições, nos grupos, sem preconceitos.

Alternativa: Talvez a melhor maneira de entender a adoração seja praticá-la. Peça que os alunos escrevam em um pedaço de papel o que eles consideram um dos atributos louváveis de Deus. Separe alguns momentos para ler as folhas e louvar a Deus coletivamente por ser quem Ele é. Isso pode ser feito no início ou no fim da lição.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/aux132011.html


Lição 1 – Adoração em Gênesis: duas classes de adoradores

Ozeas C. Moura
Doutor em Teologia Bíblica

 Apresentação do autor dos comentários às primeiras cinco lições

Ozeas Caldas Moura é doutor em Teologia Bíblica, na área do Antigo Testamento, pela PUC do Rio de Janeiro. Desenvolveu, em sua tese, o tema da fé no livro de Habacuque. Nesta mesma instituição fez também o Mestrado na área do Novo Testamento. Sua dissertação foi a respeito do discipulado de Jesus no Evangelho de Marcos.

O Dr. Ozeas foi pastor distrital por doze anos em várias igrejas do Brasil, trabalhou por três anos como redator na Casa Publicadora Brasileira (2007-2009), além de ter lecionado Teologia por nove anos no SALT IAENE (1990-1995 e 2003-2005 – atuando neste último período também como diretor do SALT-IAENE) e, por seis anos, no UNASP-EC (1999-2002 e 2010 até o momento). Atualmente, é professor de teologia no UNASP-EC.

É seu desejo que os comentários às primeiras cinco lições deste trimestre (bem como as demais, que serão comentadas pelo Dr. Ruben Aguilar) contribuam para o melhor entendimento sobre o importantíssimo tema da adoração, ajudando cada membro da Escola Sabatina a ser um adorador fiel e sincero.

Introdução ao tema do trimestre
Muitos se perguntam por que a Bíblia fala tanto em adoração e que devemos adorar a Deus. A verdade é que há no ser humano uma vontade inata de adorar. Ou seja, ele tem necessidade de adorar, porque foi assim criado. E, claro, essa adoração deve ser dirigida ao Deus verdadeiro. Quando isso não acontece, os seres humanos adoram qualquer coisa ou ser: riqueza, fama, status, cantores, atores, políticos (atualmente, estes últimos estão meio em baixa aqui e no restante do mundo) e até a si mesmos.

Deus fala que devemos adorá-Lo, que Ele deve ser o primeiro em nossa vida, que Seus interesses devem vir antes que os nossos. Isso pode até parecer egoísmo da parte da Divindade, mas não é. O fato é que Deus não precisa de nossa adoração, pois Ele Se basta a Si mesmo. Na verdade, nós é que precisamos adorá-Lo. A adoração a Deus é para nosso benefício, pois, quando O adoramos, desviamos o foco de nós mesmos – o que nos ajuda na luta contra o egoísmo com o qual todos nascemos.

Além disso, somos moldados à imagem e semelhança daquilo que adoramos. Se adorarmos uma coisa ou pessoa, a tendência é que nos tornemos semelhantes a elas. Se, ao contrário, adorarmos a Deus, nos tornaremos mais e mais semelhantes a Ele. Vê-se, então, que não há neutralidade na questão da adoração. Assim, cabe a cada um escolher a quem adorar (Js 24:14, 15). Que seja o Deus verdadeiro!

I. Adoração no Éden
Como não poderia deixar de ser, a lição desta semana aborda a questão da adoração em Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, e as duas classes de adoradores nele representadas.

O relato bíblico declara que tudo o que foi criado era bom e perfeito, incluindo o relacionamento entre Deus e o ser humano. O sábado foi então separado do restante da semana para ser um dia de especial companheirismo entre o ser humano e Deus – um dia dedicado à adoração do grande Criador e Mantenedor.

Embora não tenhamos detalhes de como se dava a adoração, podemos imaginar o encontro semanal de Deus com o primeiro casal. Deus Se encontrava com Adão e Eva, conversava com eles, perguntava como tinha sido a semana deles, o que tinham feito, que perguntas gostariam de fazer. Dizia de Seu grande amor por eles e lembrava-lhes que deviam ficar bem longe da árvore do conhecimento do bem e do mal, pois disso dependia a vida e a felicidade deles. Nossos primeiros pais, por sua vez, deviam contar a Deus de sua admiração pela sabedoria divina na criação de tantas coisas e variados seres, de como se sentiam felizes naquele jardim e de como apreciavam aquele encontro semanal, em que podiam agradecer a Deus Sua bondade e cuidado para com eles.

Mas, após terem desobedecido às ordens divinas quanto a não comer do fruto de certa árvore, começaram a se sentir estranhos: se viram nus e fizeram para si umas estranhas roupas de folhas de figueira. Tiveram medo de Deus e se esconderam dEle. O Criador não mais era mais bem-vindo para o encontro sabático semanal. O doce sentimento de bem-estar, resultante dos momentos de comunhão e adoração, deu lugar ao medo, e à vontade de fugir e se isolar daquele que os criara. Quanta mudança (para o mal) foi produzida pelo pecado, especialmente na questão da adoração!

II.Adoração fora do Éden

Devido ao pecado, nossos primeiros pais foram expulsos do Jardim do Éden. Consequentemente, por serem pecadores, não mais podiam desfrutar da agradável companhia de Deus. Mas eles não foram deixados à mercê do desespero e dos poderes do mal. Antes que eles deixassem o belo jardim, Deus lhes deu a confortadora promessa de que o Messias nasceria da família deles, o qual acabaria por ferir a cabeça (golpe mortal) da serpente, símbolo de Satanás, o grande enganador (Gn 3:15). Um dia, a adoração face a face com a Divindade seria retomada.

Em Gênesis 3:21 é dito: “Fez o Senhor Deus vestimentas de peles para Adão e sua mulher e os vestiu”. As vestes de folhas de figueira (Gn 3:7) foram substituídas por outras bem mais duráveis, mas custaram a vida de um animal; provavelmente de um cordeiro, que morreu no lugar do primeiro casal. Por meio da primeira morte, nossos primeiros pais tiveram um vislumbre do grande amor de Deus, o qual morreria para salvar a humanidade.

Abel aprendeu com os pais sobre o sacrifício de animais como tipo do sacrifício que o Messias faria. Ele entendeu o significado dessa morte e pôs em prática a lição, apresentando uma oferta “das primícias do seu rebanho” (Gn 4:4). Abel representa os que entendem que a justificação de alguém se dá pela fé, através dos méritos do “Cordeiro de Deus” (Jo 1:29). Ao passo que seu irmão, Caim, ao trazer “do fruto da terra” (Gn 4:3), representa os que tentam agradar a Deus com suas boas obras. Ou seja, adoram a Deus a seu modo, de maneira errada, contando com os próprios méritos. A adoração de Caim não foi aceita porque o foco não estava em Deus nem no que Ele poderia fazer pela humanidade caída, mas no homem e naquilo que este “poderia” fazer para Deus.

III. Duas classes de adoradores

Bem cedo, pode ser vista a degradação moral na história humana: Caim matou seu irmão Abel, justamente por causa do modo correto de seu irmão adorar a Deus (Gn 4:8). Lameque, descendente de Caim, se tornou polígamo e assassino (Gn 4:19, 23). Esses são exemplos de uma classe de pessoas que adoram a si mesmas. Uma vez que Deus aceitou o sacrifício do mais novo, e não o de Caim, ele ficou mais preocupado com sua posição de primogênito do que com as orientações divinas e a vida de seu irmão. Lameque tinha sua reputação tão em alta conta, que matou dois homens, por se sentir ultrajado (Gn 4:23).

Por outro lado, vemos que havia aqueles que seguiam o Deus verdadeiro com a adoração correta. Juntaram-se a Adão e Eva o filho Sete e, depois, o neto Enos, os quais invocavam (adoravam) corretamente “o nome [pessoa] do Senhor” (Gn 4:26).

Mas a terrível força do mal continuou a operar na humanidade. Com o passar do tempo, até mesmo os verdadeiros adoradores sucumbiram ao falso brilho do mundo. Eles começaram a se misturar com os descendentes de Caim, mediante casamento. É possível que, no início, pensassem que poderiam ganhar o cônjuge para a verdade. Mas o resultado foi o oposto. Eles deixaram de adorar o verdadeiro Deus e se tornaram idólatras e cheios de violência (Gn 6:5). E Deus teve que intervir, enviando, depois de 120 anos de graça, um dilúvio sobre toda a Terra. De milhões de seres humanos, escaparam apenas os adoradores do verdadeiro Deus – Noé e sua família.

Chama nossa atenção o fato de que a primeira coisa que Noé fez ao sair da arca foi levantar um altar e nele oferecer sacrifícios ao Senhor (Gn 8:20). Ao adorar dessa maneira, esse patriarca reconhecia a bondade de Deus para com ele e sua família, bem como demonstrava fé no Messias vindouro.

IV. A fé demonstrada por Abraão
Abraão, descendente de Sete, foi fiel a Deus, embora alguns de seus parentes fossem adoradores de ídolos. É-nos dito que até o pai dele, Tera, adorou outros deuses (Js 24:2). Foi para afastá-lo desse ambiente de falsa adoração que Deus pediu a Abraão que saísse de Ur dos Caldeus e fosse para uma terra que lhe seria mostrada. Só assim ele poderia se tornar pai de uma nação de adoradores do verdadeiro Deus.

Não há dúvida de que Abraão e Sara influenciaram muitos a aceitar a adoração ao verdadeiro Deus. Por onde ia, esse patriarca levantava altares (Gn 12:7; 13:4, 18;), neles oferecia sacrifícios e convidava todos os que faziam parte de seu acampamento, incluindo seus vizinhos cananeus, para adorar o Deus verdadeiro (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 128).

Mas a fé do patriarca Abraão foi severamente provada. Deus lhe pediu que oferecesse em sacrifício Isaque, seu único filho que tivera de Sara. Com essa experiência, porém, Abraão aprendeu algumas lições cruciais e dolorosas. Quando levantou o cutelo para imolar o filho, Abraão pôde captar um vislumbre do que aconteceria ao Messias. Por isso Jesus disse: “Abraão… alegrou-se por ver o Meu dia, viu-o e regozijou-se” (Jo 8:56). O regozijo de Abraão se deu por entender que, pelo sacrifício do Messias, se cumpriria a promessa feita a Adão e Eva de que o Descendente da mulher esmagaria a cabeça da serpente (Gn 3:15) e o mal chegaria ao fim.

V. Betel, a Casa de Deus
À semelhança de Caim e Abel, os irmãos gêmeos Jacó e Esaú representam duas classes de adoradores. Imitando Caim, o ruivo Esaú era impuro e profano (Hb 12:16). Adorava a si mesmo. Deu livre curso aos seus gostos (trocou seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas) e às suas ideias (casou com mulheres cananitas e idólatras). O tempo que devia despender em adoração ao Deus verdadeiro, ele o gastava em caçadas.

O irmão Jacó, porém, parecia ser mais espiritual. Mas ele também tinha sérias falhas de caráter. Como sabemos, ele se aproveitou da fome e cansaço de seu irmão Esaú para fazê-lo vender seu direito de primogenitura, mentiu para o pai, Isaque, e o enganou, fazendo-se passar por Esaú. Como resultado desse engano, Jacó teve que fugir para Harã para não morrer às mãos do irmão. Na fuga, ele teve um encontro com Deus.

Após o sonho com a escada que ligava a Terra ao Céu, Jacó reconheceu Betel, o lugar em que Deus lhe aparecera, como “a casa de Deus, a porta dos céus” (Gn 28:17). Na verdade, “Betel” significa exatamente “Casa de Deus”. Para assinalar aquele lugar de encontro com Deus, o patriarca levantou ali uma coluna e a ungiu com azeite (Gn 28:18). Após isso, fez um voto de continuar sendo fiel a Deus e de devolver-Lhe fielmente o dízimo (Gn 28:20-22), como um ato de adoração e reconhecimento pelas bênçãos recebidas. Essa parece ser a primeira vez na Bíblia em que a devolução do dízimo é claramente vinculada ao ato de adorar.

O acontecimento em Betel mostra que a “Casa de Deus” é qualquer lugar em que Deus Se encontra com o crente, seja num suntuoso templo, seja em meio às pedras, como Jacó se encontrou com o Senhor naquela noite, quando usou uma delas como travesseiro. Mostra também que a atitude correta do pecador ao se aproximar de Deus é a de reverência e respeito, cônscio de sua pecaminosidade e da grande misericórdia de Deus.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/com132011.html


COMENTÁRIOS SIKBERTO MARKS

 Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2011

Tema geral do trimestre: Adoração

Estudo nº 01 – Adoração em Gênesis: duas classes de adoradores

Semana de   25 de junho a 02 de julho

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristovoltara.com.br - marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 Verso para memorizar: “Na verdade, o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia. E, temendo, disse: Quão temível é este lugar! É a casa de DEUS, a porta dos Céus” (Gen. 28:16 e 17).

Introdução de sábado à tarde

Não restam dúvidas, estamos no final do fim dos tempos. A sociedade está se comportando de um modo estranho. A família e a moral estão perdendo importância, e tudo o que é reprovável está recebendo proteção legal. O que é certo está sendo depreciado, mas o que é errado está sendo exaltado, e os legisladores estão legalizando. A vontade de DEUS, o amor que DEUS instituiu, está sendo, no mínimo, banalizado, mas em grande parte, está sendo desconsiderado ou combatido e ridicularizado. A vontade de DEUS está sendo banida do coração dos seres humanos, com apoio dos governantes.

Em meio a esse caos social e moral, DEUS manterá (já está fazendo isso) um grupo de pessoas fiéis a Ele, que permanecerão em pé diante dos homens e de DEUS, firmes e obedientes à vontade do Criador. DEUS tem homens, mulheres, crianças e idosos, prontos, preparados, decididos a tudo, mesmo que seja à morte, e que não abrem possibilidade de se renderem aos poderes do mundo. São pessoas que, tal qual é sua crença também é o seu pensamento e procedimento. Com a força que recebem do alto, porque pedem, não há ser humano nem demônio que os possa subverter. Não há propaganda, nem poderes da televisão, nem atrativos sedutores de vaidade que os possa vencer. Há um grupo de santos e fiéis servos de DEUS dentro da IASD, e outro grupo de santos e fiéis servos de DEUS, ainda em babilônia. O primeiro grupo está agora mesmo sendo qualificado por DEUS para ir ao mundo e buscar o outro grupo. E se unirão numa mesma fé. É então que babilônia cai, ou seja, cai a casa de satanás. E nesse processo de busca dos santos que ainda estão em babilônia, a questão fundamental a ser debatida é a adoração.

Dentro de babilônia, há algum tempo, DEUS está agindo por meio de seu ESPÍRITO SANTO, e preparando pessoas sinceras, que se levantarão ao lado daquelas que nesse momento já estão sendo preparadas na IASD, e, quando vier o decreto dominical, ou seja, quando a grande controvérsia iniciar, esse grupo ainda em babilônia, perfeitamente preparado, se unirá ao que já está na igreja de CRISTO, e concluirão a obra que hoje ainda está bem lenta. Esse é o Alto Clamor. E a questão fundamental será sobre a adoração.

Por isso, aqueles privilegiados que já estão na igreja de CRISTO, a que guarda os mandamentos e tem a fé de JESUS (Apoc. 14:12), esses devem ter em alta conta o lugar de adoração, a igreja que frequentam – para que não aconteça como a Jacó – estando dentro da igreja, se comportando como em um lugar qualquer, e nem se dando conta de quem mais está ali. E mais: é alto tempo de sabermos como Moisés, que onde nós estivermos, ali é terra santa. É que DEUS também está ali, ou seja, onde estiver um filho Seu, ali estará também o Criador dessa pessoa. Portanto, nós devemos a todo momento viver como estando na presença de DEUS, pelo fato de que, realmente, assim é.

  1. Primeiro dia: Adoração no Éden

“Adão e Eva asseguraram aos anjos que nunca transgrediriam o expresso mandamento de Deus, pois era seu mais elevado prazer fazer a Sua vontade. Os anjos associaram-se a Adão e Eva em santos acordes de harmoniosa música, e como seus cânticos ressoassem cheios de alegria pelo Éden…” (História da redenção, 24).

“O jardim do Éden, lar de nossos primeiros pais, era extremamente belo. Graciosos arbustos e flores delicadas deleitavam os olhos a cada passo. Havia ali árvores de toda espécie, muitas delas carregadas de frutos fragrantes e deliciosos. Em seus galhos, trinavam os pássaros seus hinos de louvor. Adão e Eva, em sua pureza imaculada, deleitavam-se no que viam e ouviam no Éden” (Conselhos Sobre Saúde, 266).

“O santo par foi colocado no Paraíso e cercado com tudo o que era agradável aos olhos e bom para alimento. Um belo jardim fora para eles plantado no Éden. Nele havia majestosas árvores de toda espécie, tudo o que podia servir para consumo ou ornamento. Flores de rara beleza, e de todo matiz e coloração, perfumavam o ar. Alegres cantores de variada plumagem entoavam jubilosos cantos de louvor ao Criador” (CRISTO Triunfante, MM, 2002, p. 20).

“Adão estava cercado por tudo aquilo que desejava o seu coração. Todo o seu desejo era satisfeito. Não havia pecado nem sinais de decadência no glorioso Éden. Anjos de Deus conversavam livre e amorosamente com o santo par. Felizes pássaros canoros entoavam livres e regurgitantes seus cânticos de louvor ao Criador. Os animais pacíficos, em feliz inocência, brincavam ao redor de Adão e Eva, obedientes a sua palavra. Adão estava na sua perfeição de varonilidade, a obra mais nobre do Criador. Era a imagem de Deus, um pouco menor do que os anjos” (No Deserto da Tentação, 39).

“Dez mil vozes da natureza falam em Seu louvor. Na terra, no ar e céu, com suas maravilhosas tintas e colorações variantes de magnífico contraste ou levemente confundidas em harmonia, observamos Sua glória. As eternas montanhas dizem-nos de Seu poder. As árvores agitam suas verdejantes copas à luz do Sol, e apontam para seu Criador. As flores que embelezam a Terra com sua beleza, segredam-nos recordações do Éden e fazem-nos desejar suas belezas indescritíveis. A verde relva que atapeta a terra fala-nos do cuidado de Deus pela mais humilde de Suas criaturas. As cavernas do mar e os abismos da terra revelam Seus tesouros. Aquele que colocou as pérolas no oceano e a ametista e o crisólito nas rochas, é um amante do belo. O Sol que brilha no firmamento é um representante de Deus, o qual é a luz e a vida de tudo que criou. Toda luz e beleza que adornam a Terra e iluminam em cima os Céus falam de Deus” (Minha Consagração Hoje, MM, 1989 e 1953, p. 175).

Nas citações acima estão alguns vislumbres de como deveria ser boa a vida no Jardim do Éden. O louvor era constante, por meio dos pássaros, das flores e das cores; tudo lindo, harmonioso e atraente. A qualquer momento, vindo os anjos, e conversando com o casal, se entusiasmavam e já entoavam algum hino em louvor ao Criador. Nisso uniam-se as vozes de humanos, anjos, pássaros e outros animais, bem como a suave brisa e toda a criação. E era no sétimo dia que o louvor a DEUS se exaltava em máxima magnitude. Quantas e quantas vezes ali estava o próprio Criador, participando do louvor.

Vamos ainda dar uma olhada no louvor no Céu, antes de Lúcifer ter pecado. “A hora dos alegres e felizes cânticos de louvor a Deus e Seu amado Filho chegara. Satanás tinha dirigido o coro celestial. Tinha ferido a primeira nota; então todo o exército angelical havia-se unido a ele, e gloriosos acordes musicais haviam ressoado através do Céu em honra a Deus e Seu amado Filho” (História da Redenção, 25).

“Enquanto todos os seres criados reconheceram a lealdade pelo amor, houve perfeita harmonia por todo o Universo de Deus. Era a alegria da hoste celestial cumprir o propósito do Criador. Deleitavam-se em refletir a Sua glória, e patentear o Seu louvor. E enquanto foi supremo o amor para com Deus, o amor de uns para com outros foi cheio de confiança e abnegado. Nenhuma nota discordante havia para deslustrar as harmonias celestiais” (Patriarcas e Profetas, 35).

“O Céu todo se regozijava com refletir a glória do Criador e celebrar o Seu louvor. E, enquanto Deus assim fora honrado, tudo era paz e alegria” (O Grande Conflito, 494).

Dá dor no coração imaginar como era a vida nesses lugares, no Céu e no Éden, em contraste com a que vivemos aqui na Terra. Tudo no Céu e no Éden era motivo de louvor a DEUS, a qualquer momento. Em nossa vida, em todos os momentos, devemos ao menos ensaiar sermos gratos a DEUS.

  1. Segunda: Adoração fora do Éden

Fora do Éden, imediatamente desenvolveu-se o conflito sobre adoração, entre os seres humanos. E foi com os dois filhos de Adão e Eva. Se fosse entre netos, ou bisnetos, teria demorado um pouco mais de tempo para se desencadear esse tipo de conflito; mas não, começou com os dois filhos. E resultou em morte. É muito parecido com o que se sucedeu ao longo da história da humanidade, e com o que ainda será no final dessa história. Uma grande intensidade de conflito por adoração ocorreu durante a Idade Média, entre a Igreja Católica e qualquer outra forma de adoração, que não era tolerada. Quem fosse adorar de modo diferente, principalmente se respeitasse a Bíblia, era punido com a morte cruel. Uma igreja se fazendo como se fosse DEUS. Enquanto a lei de DEUS pune com a morte a transgressão à adoração verdadeira, satanás resolveu fazer o mesmo, porém, em relação à adoração falsa. Ele quer ser DEUS, e procura agir como DEUS, porém, às avessas, punindo quem adora como DEUS estabeleceu. Assim será em breves dias, não vai levar tempo. É uma questão de bem poucos anos; bem poucos!

Podemos facilmente perceber que, desde cedo, satanás buscava impor o seu modo de adoração. Qualquer coisa que desagrada a DEUS, para satanás já serve. Por exemplo, um louvor barulhento, gritado, com ritmo mundano, isso flagrantemente desagrada a DEUS. Portanto, é isso que satanás está tentando colocar dentro de nossa igreja, e está obtendo êxito. Há muitas pessoas, não são poucas, que estão verdadeiramente seduzidas por satanás para impor adoração desvirtuada na Igreja Adventista do Sétimo Dia. É preciso ler nosso manual, para minimamente saber o que é correto. Mas enfim, estamos às portas da sacudidura, portanto, na iminência de uma purificação que vai ser realizada pelo Senhor da Obra, pois, nesses dias, em todos os lugares, cada um quer fazer segundo acha mais reto, segundo a sua lei e norma, não segundo “está escrito” ou segundo a vontade de DEUS. Porém, “eu e minha casa seguiremos ao Senhor”.

Mas esse problema não é de agora. Vem de bem perto do Éden. Vem dos filhos do primeiro casal, que foi criado por DEUS.

Abel trouxe uma oferta segundo a orientação de DEUS. Essa orientação havia, pois se DEUS não tivesse dito, como é que Ele iria censurar Caim, e aprovar Abel? Abel trouxe um animalzinho para ser oferecido sobre um altar; Caim trouxe dos frutos da terra, de seu cultivo, para ser oferecido sobre um altar. Abel fez o sacrifício com sangue, que representa a morte de JESUS por nós para sermos salvos. Já a oferta de Caim, que não pode ser chamada de sacrifício, pois isso não aconteceu, por não verter sangue, é evidente que representa a idéia de salvação pelas obras. Essa oferta não aponta para JESUS e Sua morte, ela aponta para o autor da oferta, pois ele escolhe o que quer, não o que foi determinado pelo próprio Salvador. Caim fez semelhante coisa que fizeram seus pais logo após se darem conta de que se tornaram mortais. Eles, à sua maneira, decidiram tentar resolver a questão da nudez se cobrindo com folhas de figueira. Isso era símbolo da justiça própria, da busca de solução pelas obras, mas DEUS logo tratou de fazê-los entender que, sem sangue, sem morte, não haveria solução, e teve que ser morto ao menos um cordeiro para dele fazer roupas e cobrir a vergonha resultante do pecado que cometeram. Abel não escolheu, ele obedeceu e fez segundo a vontade do Salvador; mas Caim escolheu segundo ele queria, e não obedeceu, portanto, ele fez conforme seu modo de entender, de achar que estava certo. É assim que muitos hoje adoram a DEUS, não segundo a vontade de DEUS, mas segundo a vontade própria. E pensam assim: DEUS entende, Ele é amor, ele aceita tudo sempre. Mas a história está para provar o contrário, e o final da história fará o mesmo, surpreendendo a muitos adoradores descuidados e até desleixados.

E qual foi a exortação dada a Caim? Se ele procede mal, isto é, se desobedece, já o pecado está bem diante dele, pronto para o afundar na miséria e na morte eterna. Portanto, a mais ninguém, senão ele mesmo, e cada um por si, cumpre dominar o pecado, antes que se torne tão grande que passe a ser seu senhor em lugar do Salvador.

  1. Terça: Duas classes de adoradores

Desde que Caim se tornou adorador rebelde, sempre houve duas classes de adoradores, e só duas. Bem no final essas duas classes se explicitarão de modo bem distinto. Por enquanto há adoradores adorando de modo errado, mas não sabem. Esses, por enquanto, estão perdoados, se a eles não chegar a verdade sobre a adoração. Mas no final, quando a Igreja Adventista do Sétimo Dia tiver pregado o Alto Clamor, então todas as pessoas saberão sobre esse assunto o suficiente para tomar uma decisão consciente, e em seguida se fecha a porta da graça, e bem logo JESUS retorna.

No mundo antigo dos antediluvianos, a raça humana se dividiu em dois grupos: os que seguiram a influência de Caim, e os que seguiram a de Abel, e mais fortemente a partir de Enos, filho de Sete, filho de Adão e Eva. A partir de Enos se fortaleceu a distância entre os dois grupos, pois alguns passaram a invocar o nome do Senhor. “E a Sete mesmo também nasceu um filho: e chamou o seu nome Enos; então se começou a invocar o nome do Senhor.” Gên. 4:26. Os fiéis haviam antes adorado a Deus; mas, como aumentassem os homens, a distinção entre as duas classes se tornou mais assinalada. Havia uma franca profissão de fidelidade para com Deus por parte de uma, assim como de desdém e desobediência havia por parte da outra” (Patriarcas e Profetas, 80).

Adão e Eva continuaram a guardar o sábado após expulsos do jardim, mas Caim passou a guardar outro dia e a praticar outra forma de adoração. Nele se iniciou o grupo dos que hoje desrespeitam o sábado. “Antes da queda, nossos primeiros pais tinham guardado o sábado, que fora instituído no Éden; e depois de sua expulsão do Paraíso continuaram sua observância. Haviam provado os amargos frutos da desobediência, e aprenderam o que todos os que pisam os mandamentos de Deus mais cedo ou mais tarde aprenderão: que os preceitos divinos são sagrados e imutáveis e que a pena da transgressão certamente será infligida. O sábado foi honrado por todos os filhos de Adão que permaneceram fiéis para com Deus. Mas Caim e seus descendentes não respeitaram o diaem que Deusrepousara. Escolheram o seu próprio tempo para o trabalho e para o descanso, sem consideração para com o mandado expresso de Jeová” (Patriarcas e Profetas, 80 e 81).

“Recebendo a maldição de Deus, Caim se retirou da casa do pai. Escolheu a princípio para si a ocupação de cultivador do solo, e então fundou uma cidade, chamando-a pelo nome de seu filho mais velho. (Gên. 4:17.) Saíra da presença do Senhor, rejeitara a promessa do Éden restaurado, a fim de buscar suas posses e alegrias na Terra sob a maldição do pecado, ficando assim à frente daquela grande classe de homens que adoram o deus deste mundo. No que diz respeito aos meros progressos terrestres e materiais, distinguiram-se os seus descendentes. Não tomavam, porém, em consideração a Deus, e estavam em oposição aos Seus propósitos em relação ao homem. Ao crime de assassínio, para o qual Caim abrira o caminho, Lameque, o quinto descendente, acrescentou a poligamia e, desafiador jactancioso, reconhecia a Deus apenas para inferir da vingança sobre Caim a certeza para a sua própria segurança. Abel levara vida pastoral, habitando em tendas ou barracas, e os descendentes de Sete seguiram o mesmo método de vida, considerando-se “estrangeiros e peregrinos na Terra”, a buscar uma pátria “melhor, isto é, a celestial”. Heb. 11:13 e 16.

“Por algum tempo as duas classes permaneceram separadas. A descendência de Caim, espalhando-se do lugar em que a princípio se estabeleceu, dispersou-se pelas planícies e vales onde os filhos de Sete haviam habitado; e os últimos, para escaparem de sua influência contaminadora, retiraram-se para as montanhas, e ali fizeram sua morada. Enquanto durou esta separação, mantiveram em sua pureza o culto a Deus. Mas com o correr do tempo arriscaram-se pouco a pouco a misturar-se com os habitantes dos vales. Esta associação produziu os piores resultados. “Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas.” Gên. 6:2. Os filhos de Sete, atraídos pela beleza das filhas dos descendentes de Caim, desagradaram ao Senhor casando-se com elas. Muitos dos adoradores de Deus foram seduzidos ao pecado pelos engodos que constantemente estavam agora diante deles, e perderam seu caráter peculiar e santo. Misturando-se com os depravados, tornaram-se semelhantes a eles, no espírito e nas ações; as restrições do sétimo mandamento eram desatendidas, “e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram”. Os filhos de Sete “entraram pelo caminho de Caim” (Jud. 11); fixaram a mente na prosperidade e alegrias mundanas, e negligenciaram os mandamentos do Senhor. Os homens “se não importaram de ter conhecimento de Deus”; “em seus discursos se desvaneceram, e seu coração insensato se obscureceu”. Por isso “Deus os entregou a um sentimento perverso”. Rom. 1:21 e 28. O pecado propagou-se largamente na Terra como uma lepra mortal” (Patriarcas e Profetas, 81 e 82).

A partir da ganância pela prosperidade material, e a partir da sensualidade sexual, os filhos de DEUS, que eram os seguidores do exemplo de Abel, se misturaram, aos poucos, com os filhos dos homens, os seguidores de Caim. Assim também foram introduzindo o mundanismo e sensualidade em seu culto. A isso acrescentaram poligamia, violência e lutas por posse de bens, como as guerras atuais. Tornaram-se corrompidos, briguentos, imorais e indiferentes com DEUS. Embora continuassem a praticar culto, já não era mais a DEUS, nem guardavam o sábado.

Adão conviveu com seus descendentes até a nona geração. Ele esforçava-se ao trabalho missionário de ensiná-los os caminhos de DEUS, mas poucos lhe davam ouvidos. E quando aqueles poucos misturaram a sua cultura de santidade com a cultura dos filhos dos homens, o desastre foi tão grande que DEUS teve duas alternativas: ou deixava que a humanidade se desviasse toda dos Seus caminhos e se extinguisse, e então JESUS jamais viria aqui para morrer pelos seres humanos, ou, destruiria os maus, o que fez por meio do dilúvio.

Em nossos dias, outra vez, há um estranho entusiasmo por introduzir a cultura do mundo na igreja, sob o pretexto de assim ganhar almas. Esse não é o caminho, a história o prova, e Ellen White adverte: “Levá-los-emos então a concluir que as reivindicações de Cristo são menos estritas do que uma vez creram, e que pela conformação com o mundo exercerão maior influência sobre os mundanos. Assim se separarão de Cristo; então não terão forças para resistir ao nosso poder, e dentro de pouco tempo estarão prontos para ridicularizar o seu antigo zelo e devoção” (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, 474).

Noé, em seu tempo, era um dos filhos de DEUS. E nos dias de entrar na arca, esse grupo de pessoas, verdadeiras adoradoras a DEUS, se resumia à família de Noé, e mais ninguém. Uma arca para entrar uma pequena multidão de pessoas foi ocupada por apenas oito.

  1. Quarta: A fé demonstrada por Abraão

A adoração sempre teve dois motivos: um, que foca no “eu”, e outro que foca em DEUS, e na nossa situação, na morte salvadora de CRISTO e em Sua segunda vinda. “Esta esperança de redenção por meio do advento do Filho de Deus como Salvador e Rei, jamais se extinguiu no coração dos homens. Desde o início tem havido alguns cuja fé tem alcançado além das sombras do presente penetrando as realidades do futuro. Adão, Sete, Enoque, Matusalém, Noé, Sem, Abraão, Isaque, e Jacó – por meio destes e outros homens dignos o Senhor tem preservado as preciosas revelações de Sua vontade. Assim foi que aos filhos de Israel, povo escolhido por cujo intermédio devia ser dado ao mundo o Messias prometido, Deus partilhou o conhecimento dos reclamos de Sua lei, e da salvação a ser realizada graças ao sacrifício expiatório do Seu amado Filho” (Profetas e Reis, 681-683). A linha de sucessão da manutenção da chama da verdadeira adoração nunca se apagou, e ela nos alcançou, e chegou até ao povo do advento que a está proclamando em voz cada vez mais elevada.

Abraão recebeu uma ordem de DEUS. Em seu tempo, outra vez a raça humana estava se corrompendo e adorando de forma errada. Estavam inventando ídolos para adorar. Queriam muitos deles. Desse modo, quem governava a adoração não era mais DEUS, e sim, algum espertinho com seus sacerdotes, que ambicionava poder sobre o povo. Até hoje é assim. E como, atualmente, há pastores espertos se enchendo de dinheiro, sendo vistos como homens poderosos (o que eles querem) pelo mundo afora. Desde uns tempos para cá, descobriram a televisão, e ali seus enganos atingem milhões de pessoas incautas, que não examinam, por si, a palavra de DEUS. São pessoas que facilmente se deixam enganar pelos já anunciados sinais e maravilhas de satanás dos últimos dias. E aí estão eles, ao vivo e à cores. Parecem vindos de DEUS, mas são astutos e poderosos enganos de satanás.

Quando DEUS falou com Abrão para sair dentre seus parentes, porque já eram idólatras, isso foi uma providência para salvar a família de Abrão dessa sedutora influência. Por certo, se DEUS não agisse assim, o filho, ou filhos de Abrão também já seriam idólatras. E tem mais: DEUS intentou não só salvar essa família (naqueles tempos não eram os únicos fiéis a DEUS), mas torná-la uma nação de adoradores ao Criador, e uma influência (bênção) sobre o restante do mundo. DEUS desejava para essa nação o mesmo que deseja para a Igreja Adventista do Sétimo Dia, sucessora daquele povo.

Abrão foi submetido a três grandes provas de fé (ouve outras menores). A primeira foi ele obedecer separando-se de seus parentes, onde já estava confortavelmente instalado e enriquecendo materialmente. Ele deveria ir para um lugar estranho, onde os descendentes não eram de Sem, filho de Noé do qual descendia Abrão, mas iria morar com os descendentes de Cam, outro filho de Noé. Estes se corromperam bem mais que os descendentes de Sem, e DEUS intentava eliminá-los, e em seu lugar, estabelecer a descendência de Abrão. Mas tudo aconteceria a seu tempo. Antes do juízo sobre os camitas, eles deveriam observar a santidade e fidelidade de Abrão, e quem sabe, voltarem-se a DEUS. Enfim, era uma oportunidade.

DEUS teve que esperar por bom tempo para que Isaque nascesse, pois havia uma espécie de cronograma para que a nação santa tivesse o tamanho exato em relação aos acontecimentos do futuro. Nisso Abrão também foi provado, pois a promessa levou 25 anos para que se cumprisse, ou seja, o nascimento de Isaque. E com esse filho, que era o único, Abrão foi submetido a terceira provação, a mais severa. A terceira prova de fé foi uma ordem para que Abrão sacrificasse a Isaque, como se fazia com os animais. Isso muitos pagãos idólatras faziam, e agora DEUS pede que o filho da promessa seja sacrificado. Abrão havia aprendido a confiar em DEUS, e quando Isaque indagou a respeito do cordeiro para o sacrifício ele deu a resposta da fé: “DEUS proverá”. Mas ele ainda não sabia como. E foi em frente, caminhando ao lado dessa prova durante três dias.

Abrão sentiu o que DEUS Pai também sentiu em entregar o Seu Filho único. No momento exato, no último instante, eis que             JESUS CRISTO, por meio do simbólico cordeiro, aparece para salvar a vida de Isaque. E Abrão foi considerado um homem de fé.

A vitória do ser humano só pode ser por meio da fé, porque quem lutou e venceu foi JESUS CRISTO, e nós, que não temos capacidade nem de nos defender de satanás sem força externa, temos que confiar em JESUS, e nos apoderar de Sua vitória crendo nEle.

  1. Quinta: Betel, a casa de DEUS

Caim e Abel, respectivamente o mais velho e o mais novo filhos do primeiro casal, tornaram-se representante de duas classes de adoradores em confronto. Esaú e Jacó, respectivamente o mais velho e o mais novo filhos do segundo casal de patriarcas, dos quais deveria vir o povo de DEUS, tornaram-se igualmente representantes de duas classes de adoradores em confronto. Toda vez que DEUS quer fazer algo muito significativo pela salvação da humanidade, satanás ataca com força máxima, e consegue fazer seus estragos. Cuidemos nesses últimos dias, pois DEUS está aprontando nesse momento a Sua igreja para dar ao mundo a última mensagem do Alto Clamor de Apoc. 18:4. O inimigo, portanto, está atento, e tem pronto um arsenal de atos contra a igreja, contra seus pastores e contra seus membros. Consagração diária é mais que necessária hoje, como nunca antes tem sido.

Jacó, que queria a primogenitura para ser servo de DEUS, naqueles dias não confiava ainda inteiramente em DEUS. Então ele tratou de participar do plano de sua mãe para que o prometido por DEUS desse certo. Já sabiam que a primogenitura deveria ir para Jacó. Mas o seu pai a queria dar a Esaú, seu filho preferido. Isaque também estava criando problemas ao não dar ouvidos ao que DEUS já havia revelado. Aliás, se você for analisar bem, nessa família todos estavam atrapalhando os planos de DEUS, que no entanto, se cumpriram como foram anunciados. DEUS executa os Seus planos independente do que faça o homem; portanto, confie e participe do modo certo, e não atrapalhe, pois não vai evitar esses planos. Quem tenta ajudar os planos de DEUS pelo modo errado, portanto, que atrapalha, o que pode conseguir é problemas para si mesmo, como foi com Jacó.

Devido à ação desastrosa dos seres humanos, Jacó teve que fugir. Na fuga, na segunda noite em que estava longe de casa, sentindo-se só, durante o sono teve o sonho da escada que ligava aquele lugar ao Céu, e subiam e desciam anjos por ela. Então DEUS falou com Jacó, e lhe deu a promessa que estaria com ele em suas jornadas. Jacó acordou e percebeu do que se tratava. Ali mesmo adorou a DEUS, erigiu uma singela coluna com a pedra que lhe servira de travesseiro, e prometeu fidelidade em tudo, inclusive nos dízimos. Por aquele lugar, vinte anos depois, ele voltava, com uma família, filhos e muita riqueza. Jacó cumpriu o prometido e DEUS também. Foi na crise que Jacó tomou a decisão certa, e por isso DEUS continuou com ele em todos os seus dias. Na crise alguns decidem certo, mas muitos pioram a sua situação. De Jacó DEUS fez uma grande nação, de onde veio ao mundo o Senhor JESUS CRISTO, e nos trouxe a salvação. Essa nação, atualmente os judeus, existe ainda, e dentre eles, muitos se salvarão, como também se salvarão muitos vindos de todas as igrejas ao redor do planeta. Muitos judeus, fiéis e sinceros, ratificarão a santificação do sábado e crerão no Messias que veio dentre eles, e O aguardarão nas nuvens do Céu, juntamente com o povo adventista. Esses formarão um só povo.

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

Como entender o voto de Jacó, em Betel, observando que Betel quer literalmente dizer “casa de DEUS”? É o lugar em que Jacó foi dormir e teve aquele sonho da escada. Anteriormente a cidade dali perto se chamava Luz, mas mudou para Betel porque Jacó sentiu a presença de DEUS.

O homem fugia de seu irmão Esaú, e estava atormentado com isso. Só, caminhando, tendo perdido tudo, mas com a primogenitura recebida, fugia, e isso o deixava em extremo abatido. Agora se sentia sozinho entre as feras da noite. Mas descobriu que não estava só: alguém mais que um ser humano o acompanhava. E quando Jacó soube disso, tanto se alegrou que fez um voto de ser fiel a DEUS em tudo. Daquele dia em diante, Jacó foi seguro em frente, com a certeza de que tinha a proteção de um ser superior, de seu Criador.

“Há uma ligação entre a Terra e o Céu por meio de Cristo, a escada mística que Jacó viu na sua visão em Betel. Quando estávamos separados de Deus, Cristo veio reconciliar-nos com o Pai. Com compassivo amor, pôs o Seu braço humano em volta da raça decaída, e com o braço divino apegou-Se ao trono do Infinito, ligando assim o homem finito com o Deus infinito; por meio do plano da salvação somos unidos com os agentes do Céu. Por meio dos méritos de um Redentor crucificado e ressurreto, podemos olhar para cima e ver a glória de Deus brilhando do Céu para a Terra. Devemos ser gratos a Deus pelo plano da salvação. Temos sido agraciados com muitas bênçãos, e, em troca, devemos dar a Deus um coração não dividido” (Exaltai-O, MM, 1992, p. 240).

escrito entre 25 e 31/05/2011 – revisado em 1º/06/2011

corrigido por Jair Bezerra

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

FONTE: http://www.cristovoltara.com.br/


COMENTÁRIOS BRUCE CAMERON

 Adoração – Lição 01

Adoração em Gênesis: Duas Classes de Adoradores
(Gênesis 4 e 22)

Introdução: Conforme fui ficando mais velho, notei uma mudança na cultura. Quando eu estava crescendo, em um ambiente cristão americano rural, as pessoas ou eram cristãs ou rebeldes e os rebeldes geralmente reconheciam isso. Os rebeldes não afirmavam ser bons, eles eram o que eram. Atualmente, pessoas de todo tipo afirmam ser “espirituais”. As pessoas, que nos velhos tempos eram simplesmente rebeldes, agora afirmam que possuem um código moral pessoal superior àquele estabelecido pela Bíblia. Nossa lição desta semana é a respeito de afirmar uma espiritualidade fora daquela sancionada por Deus. Uma vez que encontramos isto a partir do Gênesis, talvez esta “mudança na cultura” que mencionei acima seja simplesmente uma mudança no meu entendimento. Vamos pular para o nosso estudo da Bíblia e aprender mais!

I. A Tristeza dos Pais

A. Leia Gênesis 4:1. Imagine a alegria e maravilha no nascimento da primeira criança da história da humanidade! A quem Eva deu crédito? (A Deus.)

1. Você conhece a história da queda dos seres humanos em pecado (Gênesis 3). Como você acha que Adão e Eva explicaram isto para Caim?

a. Você acha que eles ainda estavam culpando mais alguém pela queda? (Veja Gênesis 3:12-13.)

2. Se você fosse Adão ou Eva, o que mais enfatizaria na educação religiosa de Caim? (Obediência a Deus?)

3. O que você acha que Adão e Eva descreveram a Caim como o pior efeito de seu pecado? (Não viverem mais na presença de Deus?)

II. Dois Filhos, Dois Sacrifícios

A. Leia Gênesis 4:2-5. Se estou correto na impressão de que Caim foi criado com a noção de que deveria obedecer, como você explica o sacrifício dele? Se você fosse Caim, como justificaria a tua escolha para o sacrifício? (Diversidade! Cada um tem diferentes talentos, dons e capacidades. Eu darei a Deus aquilo que é significativo para mim – o que reflete o meu talento e o meu trabalho. Existem muitos caminhos para o sacrifício e eu vou tomar o caminho que é mais consistente com quem eu sou.)

1. Leia Levítico 17:11. Qual elemento, no sangue do sacrifício, que o torna o único sacrifício adequado? (Não vemos uma instrução clara para Adão e Eva e seus filhos a respeito de como sacrificar. Porém, o relato de estarem nus como resultado do pecado (Gênesis 3:6-7) e as vestes de peles providas por Deus (a morte do animal para cobrir o pecado dos seres humanos – Gênesis 3:21), revelam o plano de Deus. Sem dúvida Deus deu instruções, apenas elas não estão registradas na Bíblia.)

B. Vamos rever Gênesis 4:5. Se Caim não está obedecendo a Deus, porque está perturbado? (Ele deve ter alguma razão para acreditar que está certo. Este texto sugere que ele acreditava realmente que a “diversidade de dons” era uma resposta apropriada às instruções específicas (e contrárias) de Deus.)

C. Leia Gênesis 4:6-7. O que este texto nos fala sobre a natureza das instruções de Deus com respeito à adoração de Caim? (A declaração de Deus revela que Caim tinha conhecimento. Ele sabia o que deveria fazer. Deus diz que a questão é simples: obedecer! Sem dúvida, isto soava como se fosse seus pais.)

1. Qual é a alternativa à obediência que Caim tem? (Caim será conquistado pelo pecado.)

2. Por que Deus descreve o pecado como uma criatura viva? Um tipo de predador? (O capítulo anterior descreve Satanás como um animal, buscando enganar Eva (Gênesis 3:1-5). O pecado não é passivo, ele é um predador.)

3. A provisão das vestes de peles e a explicação de Levítico 17:11 sobre a expiação pelo sangue nos mostram que a justificação pela fé – ao contrário de obras pessoais – já está estabelecida no plano de Deus. Se isto é verdade, por que Deus é tão específico a respeito do sacrifício de Caim? (Salvação não é um plano de “múltiplos caminhos”. Ou você oferece um sacrifício de sangue, ou não tem um sacrifico aceitável.)

D. Veja novamente Gênesis 4:7. Como isto é consistente com a graça – a justificação pela fé? Como Deus pode dizer que os seres humanos devem “dominar” o pecado? (Graça é uma escolha. Podemos viver uma vida na qual aceitamos a palavra de Deus e tentamos viver uma vida de acordo com ela, ou podemos fazer as nossas próprias regras, que estejam de acordo com o nosso próprio senso de certo e errado, e ignorar as regras de Deus. A graça envolve uma escolha.)

III. Os Resultados do Sacrifício Errado

A. Leia Gênesis 4:8-9. Como você explica isso? Como Caim pode passar, de maneira lógica, da reprovação de Deus para o assassinato premeditado? (Este texto nos dá uma visão clara daqueles que aceitam a justificação pela fé a daqueles que não a aceitam. Se Caim tivesse dito simplesmente, “OK, eu pequei, mas vou seguir as Tuas instruções”, tudo teria dado certo para ele. Ao contrário, ele não apenas continuou a se rebelar contra Deus, mas também ficou irado com o seu irmão, que obedeceu. A obediência de Abel era uma repreensão a Caim (E você se admira do por que os meios nacionais de comunicação são hostis àqueles que buscam obedecer à Bíblia!). As duas atitudes representadas pelos dois filhos são radicalmente diferentes.)

B. Leia Gênesis 4:10-12. O que você acha dos juízos impostos por Deus?

1. Você teria sido mais severo?

2. Qual, exatamente, é o castigo de Caim? (Ele não pode mais ser um agricultor. Ele será um caçador-coletor, que vagueia por aí.)

a. Isto está de acordo com algum castigo imposto por Deus na atualidade? (Vemos seres humanos que, como resultado da desgraça causada pelo pecado, são expulsos de carreiras que amam.)

C. Leia Gênesis 4:13-14. Caim se arrependeu? (Ele nunca diz que está triste pelo assassinato do irmão. Ele argumenta que o castigo é excessivo. Se preocupa que alguém, além de Deus, irá executar juízos sobre ele.)

1. Note a sua outra reclamação: que ele seria afastado da presença de Deus. Isto mostra que ele está genuinamente arrependido? (Acredito que a maior tristeza de Adão e Eva foi sua separação de Deus. Sem dúvida eles compartilharam esta tristeza com Caim, quando ele estava crescendo. De repente, Caim se lembra disso e isso lhe mostra que ele caiu no mesmo buraco – apenas mais profundo.)

D. Leia Gênesis 4:15-16. Como você explica a justiça de Deus? Ele não deveria ter matado Caim ali mesmo? (Este texto mostra o amor e a graça de Deus, mesmo para com alguém que não parece estar arrependido.)

E. Leia Gênesis 4:14 e Gênesis 4:17. Aqueles que resistem a adorar a Deus como Criador apontam para estes dois versos como indicadores de que a Bíblia não possui um relato literal da criação. Onde encontramos todas essas pessoas? Eles dizem, “Adão e Eva foram apenas símbolos de muitas outras pessoas criadas por Deus (ou que Ele permitiu que evoluíssem).” Como você explicaria isso? (Leia Gênesis 4:2-3. Note as frases “voltou a dar à luz” (permitindo que irmãs tenham nascido antes de Abel) e “passado algum tempo”, que nos informa que um período indeterminado de tempo se passou, do qual não existe qualquer descrição dos eventos que ocorreram. Não há razão pela qual este período de tempo não poderia ser de 200 anos – o suficiente para que uma população surgisse.)

F. Depois de ler esta história, como você descreveria o ponto de vista de Deus dos diversos caminhos para a salvação? ({A Bíblia} nos mostra um Deus amorável e misericordioso, mas um Deus que tem regras e exige seu cumprimento.)

IV. Abraão

A. Leia Gênesis 121:1-3. Se você fosse Abrão, teria partido? (Estes seriam incentivos maravilhosos para se mudar!)

1. Por que você acha que Deus queria que Abrão se mudasse? (Este texto introduz a idéia de separação. Aqueles que adoram a Deus precisam ter algum espaço de separação entre eles e aqueles que são hostis à adoração a Deus.)

2. Leia Mateus 9:10-13. Como você pode reconciliar esses dois quadros? (Deus nos chama a evangelizar o mundo, não atacá-lo. Mas Ele deseja que tenhamos alguma separação do mundo.)

B. Leia Gênesis 22:1-2 e Levítico 20:1-3. Que argumento você teria contra a obediência, se fosse Abraão? (Deus me prometeu muitos descendentes! Deus pediu que eu me separasse, e esse é exatamente o tipo de coisa que o mundo faz.)

C. Leia Gênesis 22:3-5. Abraão está mentindo aos seus servos acerca do retorno de Isaque?

D. Leia Gênesis 22:6-8. Abraão está mentindo para Isaque?

E. Leia Gênesis 22:9-14. Deus providenciou o sacrifício, como Abraão prometera a Isaque? (Sim!)

F. Como esta história tem algum paralelo com a história de Caim? (Ambas envolvem obediência. Caim foi chamado a obedecer, acima de suas preferências pessoais. Abraão foi chamado a obedecer mesmo quando isto não fazia sentido lógico.)

1. O que aprendemos com Abraão? (Abraão não acreditou que Deus exigiria que ele matasse seu filho. Mas, mesmo assim, continuou a caminhar em obediência.)

G. Considerando a história do evangelho, que outra lição encontramos na história de Abraão e Isaque? (Deus entregou o Seu Filho. Nosso Deus tem dois atributos, um amor incrível por nós e a expectativa de nossa obediência.)

H. Amigo, você está tentado a ignorar as regras de Deus, porque elas não estão em sincronia com a cultura atual, ou com os aspectos práticos da tua vida? Você vai pedir hoje ao Espírito Santo que te dê a atitude de Abraão, para que possa obedecer a Deus, não importando se isto é popular ou conveniente?

V. Próxima Semana: Adoração em Êxodo: Compreendendo Quem é Deus

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Direito de Cópia de 2011, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As respostas sugestivas encontram-se entre parênteses.
Para receber semanalmente estes comentários diretamente no teu endereço de e-mail, acesse:http://br.groups.yahoo.com/subscribe/BruceCameron ouhttp://feeds.feedburner.com/ComentariosBiblicosBruceCameron
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FONTE: http://brucecameron.blogspot.com/


COMENTÁRIOS GILBERTO THEISS

 Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 1 – 3º Trimestre 2011 (25 de junho a 2 de julho)

Observação: Este comentário é provido de Leitura Adicional no fim de cada dia estudado. A leitura adicional é composta de citações do Espírito de Profecia. Caso considere-a muito grande, poderá optar em estudar apenas o comentário ou vice versa.

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 25 DE JUNHO – Adoração em Gênesis – (Gn 28:16 e 17)

            “Na verdade, o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia. E, temendo, disse: Quão temível é este lugar! É a casa de Deus, a porta dos Céus” (Gn 28:16 e 17).

             O conflito entre o bem e o mal começou no Céu. Lúcifer desejou a adoração que pertencia ao único digno de ser adorado – Deus. Este conflito desceu para a Terra e Adão e Eva viveram sob este dilema. Lúcifer, agora Satanás, quebrou o elo que existia entre Deus e nossos primeiros pais humanos criando no meio deles sua própria adoração. Este elo quebrado trouxe consequências desastrosas estabelecendo na terra dois tipos de adoradores. Caim e Abel são uma demonstração clara de verdadeira e falsa adoração. Os que adoram a Deus são vistos pelo exemplo de Abel por sua disposição de oferecer a Deus exatamente aquilo que Ele deseja e pede. No caso de Caim, vemos a demonstração clara dos que servem a Deus, muitas das vezes com o melhor que possuem, porém, desprovidos da verdadeira essência da adoração – a vontade de Deus acima da nossa.

O conflito permanece ainda em nossos dias. Estas duas classes de adoradores existem em nosso meio. É importante ressaltar que, a adoração envolve pessoas dispostas a adorar. No entanto, a diferença entre ambos se prende na maneira de como adoram. Um adora a Deus moldando sua vida à vontade dEle. Outros adoram a Deus moldando-O aos gostos e desejos humanos.

Leitura Adicional

“O arrependimento de Adão, evidenciado pela tristeza por sua transgressão e pela esperança de salvação em Cristo, demonstrado pela oferta de sacrifícios, foi um desapontamento para Satanás. Ele esperava que Adão se unisse a ele para sempre na murmuração contra Deus e se rebelasse contra Sua autoridade. Caim e Abel representaram as duas grandes classes. Abel, como sacerdote, em solene fé, ofereceu seu sacrifício. Caim estava disposto a oferecer os frutos do solo, mas se recusou a ligar sua oferta com o sangue de animais. Seu coração se recusou a mostrar arrependimento pelo pecado e fé em um Salvador, mediante a oferta do sangue de animais. Recusou-se a reconhecer a necessidade de um redentor. Para seu coração orgulhoso, isso representava dependência e humilhação.

Mas Abel, pela fé em um Redentor futuro, ofereceu a Deus um sacrifício mais aceitável do que Caim. Sua oferta de sangue de animais significava que era pecador e tinha pecados a abandonar, que estava arrependido e acreditava na eficácia do sangue da grande oferta futura. Satanás é pai da incredulidade, da murmuração e da rebelião. Ele encheu Caim de dúvida e de loucura contra seu irmão inocente e contra Deus, porque seu sacrifício foi recusado e o de Abel foi aceito. Matou o irmão movido por sua loucura” (Panfleto: Redemption – The Temptation of Christ in the Wilderness, p. 20).

DOMINGO, 26 DE JUNHO – Adoração no Éden – (Gn 3:1-13)

            No Éden, Deus era o centro da vida dos nossos primeiros pais humanos. Toda a devoção, razão de existência, todo louvor e gratidão eram oferecidos unicamente a YAHWÉH. O Senhor ocupava o primeiro e único lugar do pódio. Rotineiramente Adão e Eva caminhavam com Deus e ouviam Seus mais sublimes conselhos. Que privilégio o que estes primeiros seres da Terra desfrutavam. A alegria, a satisfação, o amor e confiança faziam parte de toda e solene vida de Adão e Eva e seus louvores e devoção ao Criador eram sublimes, constantes e total. A designação de paraíso não era apenas pela beleza exuberante do local, mas, principalmente pela mais excelsa pureza de amor, devoção e felicidade que Adão e Eva, naquele contexto, podiam devotar a Deus em seus relacionamentos e vivência com o Senhor. Tudo era majestoso e belo, mas nada podia ser mais majestoso do que a nítida e palpável presença dAquele que era responsável por todos os cuidados, bênçãos, amor, simpatia e existência. Os anjos constantemente visitavam aquele ambiente sem nenhum tipo de restrição. Eles também caminhavam com Adão e Eva pelo Éden e juntamente com eles, com grande alegria ofereciam louvores de adoração e amor para com o Seu Criador (História da Redenção, p. 31).  É muito difícil descrever as cenas da adoração no Éden, pois ela era tão perfeita que nossa mente é incapaz de vislumbrar o que foi esta sublime realidade. Apenas sabemos que o egoísmo de Caim, a soberba dos filhos de Eli, as imprudências de Davi e a insanidade das adorações pagãs não faziam parte deste ambiente puro e cheio de verdade. Como diz a letra de uma música muito conhecida: “Deus, somente Deus”. Somente Deus era o centro de todas as coisas e somente Ele era o alvo de todas as nossas devoções mais significativas. Inclusive o sábado bíblico desempenhava o seu nobre papel de ser um memorial da existência do mundo, mas especialmente da existência de todos os seres humanos.

 Leitura Adicional

“No Éden, o trabalho de cada dia trazia saúde e alegria a Adão e Eva, e os dois, felizes, saudavam com alegria a visita de seu Criador, quando na viração do dia Ele caminhava e conversava com eles. Diariamente, Deus lhes ensinava suas lições” (Manuscript Releases, v. 17, p. 351).

“Mostrou sê-me que a lei de Deus permaneceria firme para sempre, e existiria na nova Terra por toda a eternidade. Na criação, quando foram firmados os fundamentos da Terra, os filhos de Deus olhavam com admiração para a obra do Criador, e todo o exército celestial aclamava de alegria. Então foi que se lançara o fundamento do sábado. No fim dos seis, dias da criação, Deus repousou no sétimo dia de toda a obra que fizera; e abençoou o sétimo dia e o santificou, porque nele repousara de toda a Sua obra. O sábado foi instituído no Éden, antes da queda, e foi observado por Adão e Eva e todo o exército celestial. Deus repousou no sétimo dia, e o abençoou e santificou. Eu vi que o sábado nunca será anulado; antes, por toda a eternidade, os santos remidos e todo o exército celestial o observarão em honra ao grande Criador” (Primeiros Escritos, p. 217).

“No Éden, Deus estabeleceu o memorial de Sua obra da criação, depondo a Sua bênção sobre o sétimo dia. O sábado foi confiado a Adão, pai e representante de toda a família humana. Sua observância deveria ser um ato de grato reconhecimento, por parte de todos os que morassem sobre a Terra, de que Deus era seu Criador e legítimo Soberano; de que eles eram a obra de Suas mãos, e súditos de Sua autoridade. Assim, a instituição era inteiramente comemorativa, e foi dada a toda a humanidade. Nada havia nela prefigurativo, ou de aplicação restrita a qualquer povo.

Deus viu que um repouso era essencial para o homem, mesmo no Paraíso. Ele necessitava pôr de lado seus próprios interesses e ocupações durante um dia dos sete, para que pudesse de maneira mais ampla contemplar as obras de Deus, e meditar em Seu poder e bondade. Necessitava de um sábado para, de maneira mais vívida, o fazer lembrar de Deus, e para despertar-lhe gratidão, visto que tudo quanto desfrutava e possuía viera das benignas mãos do Criador” (Patriarcas e Profetas, p. 48).

SEGUNDA, 27 DE JUNHO – Adoração fora do Éden –  (Gn 4:1-7)

                       A adoração no Éden deve ter sido extremamente significativa, pois nela não havia contaminação nenhuma com o pecado. Após a queda, quando se fala em adoração contaminada com o pecado, vemos nitidamente uma ação totalmente permeada de egoísmo e orgulho. Podemos melhor entender este dilema no exemplo de um presente egoísta. Este tipo de presente é aquele onde o namorado oferece um perfume à namorada de acordo com o seu próprio gosto e não de acordo com o gosto dela. Na adoração manchada com o pecado, é justamente o que acontece. Oferecemos nossa vida a Deus, nossos dons, nossos recursos e nosso tempo, porém, muitas das vezes, ou oferecemos a Ele somente o que sobrou de nós ou, ao contrário do que Deus deseja, oferecemos o que nós desejamos.

A adoração no Éden também pode ser vista pela ótica de que, Deus era o único ser que recebia todo o afeto, louvor e honra de Adão e Eva. No entanto, o pecado desfigurou esta situação e destronou Deus de sua real e digna posição. Hoje, a afeição e louvor humanos têm sido desviados para coisas, objetos, pessoas e para nós mesmos.

Entretanto, o mais importante princípio que permeia a adoração fora desfigurado e a mais sublime ação fora quebrada. O relacionamento com Deus, o caminhar com Ele no Éden e a entrega absoluta diária deixaram de existir. O amor, a confiança e a devoção ao Criador foram transformados em medo, desconfiança e insensibilidade à sua existência e propósitos. Enfim, a mais significativa adoração era aquela que oferecia-se a própria vida. Em um sentido mais exato, nosso convívio, louvor, pensamentos, comportamentos e nossas palavras refletidas nos princípios estabelecidos pelo Criador eram uma evidência fortíssima da única e verdadeira adoração. Esta é a adoração que Deus requer de nós hoje.

Leitura Adicional

“Devido ao crescimento da iniquidade, o amor de muitos se desvanece. Muitos cresceram na fé do advento, mas, enquanto vivem para o mundo, expressam o desejo de seu coração: ‘Meu senhor tarda em vir’ e espancam seus conservos. Fazem isso pela mesma razão por que Caim matou Abel. Abel estava determinado a adorar a Deus de acordo com a orientação dada por Ele. Isso desagradava Caim. Ele achava que seus próprios planos eram os melhores, e que o Senhor chagaria a um acordo com ele. Em sua oferta, Caim não reconhecia sua dependência de Cristo. Achava que seu pai Adão tinha sido maltratado por ter sido expulso do Éden. A ideia de manter sempre o pecado em mente e oferecer o sangue de cordeiros imolados como confissão da dependência de um poder externo e superior era uma tortura para o orgulhoso coração de Caim. Sendo o mais velho, achava que Abel deveria seguir seu exemplo. Quando a oferta de Abel foi aceita por Deus, e o fogo consumiu o santo sacrifício, a ira de Caim foi muito grande. O Senhor Se dignou a lhe explicar as coisas, mas ele não quis se reconciliar com Deus, e odiou Abel por ter Deus lhe mostrado favor. Ficou tão irritado que assassinou seu irmão” (Manuscript Releases, v. 14, p. 115, 116).

“No caso de Caim e Abel, temos o modelo de duas classes que haverá no mundo até o fim do tempo, e esse tipo é digno de estudo aprofundado. Havia uma diferença marcante no caráter desses dois irmãos, e essa mesma diferença é vista hoje na família humana. Caim representa os que vivem pelos princípios e pelas obras de Satanás, adorando Deus à sua própria maneira. A exemplo do líder que seguem, eles estão dispostos a prestar obediência parcial, mas sem submissão completa a Deus. O homem, no orgulho de seu coração, gostaria de acreditar que pode conceder algum favor a Deus, que nosso Pai celestial pode ser o receptor, e nem sempre o doador. Mas Deus não pode ser subornado. Ele diz: ‘São Meus todos os animais do bosque e as alimárias aos milhares sobre as montanhas’ (Sl 50:10). ‘Se Eu tivesse fome, não to diria, pois o mundo é Meu e quanto nele se contém’ (v. 12). O homem nada tem para dar que não  o haja recebido primeiramente de Deus. A classe de adoradores de Caim inclui, de longe, o maior número, pois toda religião falsa inventada está fundamentada no principio de Caim, de que o homem pode depender de seus próprios méritos e sua justiça para a salvação” (Signis of the Times, 23 de dezembro de 1886).

TERÇA, 28 DE JUNHO – Duas classes de adoradores – (Gn 6:1-8; 8:20)

            No princípio, após a morte de Abel, vemos nitidamente dois grupos de pessoas muito diferentes. Sete e seus descendentes, enquanto permaneciam separados da geração de Caim, viviam em plena conformidade com a soberana vontade de Deus. Eles guardavam os mandamentos de Deus, honravam e adoração ao Senhor da maneira como foram orientados por Adão e estavam conscientes de suas obrigações perante o Pai celestial quanto aos deveres de uma vida pura e correta. No entanto, não demorou muito até que, através do jugo desigual começaram a perder toda e qualquer virtude que mantinham até o momento. As filhas da geração de Caim pareciam-lhe mais bonitas e atraentes e este encanto proibido lhes foi fatal para suas quedas. É aquela velha ladainha de sempre – o pasto do vizinho é sempre mais verde.

            O pecado, misteriosamente, consegue tornar aos nossos olhos, tudo o que é proibido, mais saboroso e profundamente tentador. A atração pelo que é proibido parece torna-lo mais atraente, prazeroso e irresistível. Mas, tudo isto é apenas sedução, jogo de hipnótica e visão de ótica. Eva, no Éden, foi hipnotizada por Satanás e muitos, ou melhor, quase todos de nossa geração estão sendo também enfeitiçados e hipnotizados pelo poder de Satanás através da sedução pelo prazer do pecar.

Depois que a geração de Sete se uniu a geração de Caim através da falsa ilusão de que o pasto do vizinho era mais verde, ou seja, as mulheres lhes eram mais atraentes e belas, Satanás conseguiu segurar parte desses descendentes em seus enganos. Foram envolvidos pela cultura estabelecida pela geração de Caim e não mais possuíam discernimento da verdade. Se juntaram a essa geração corrupta e mesclaram suas vidas religiosas com os desvalores da religiosidade pagã. Neste caso em específico, duas classes de adoradores são claramente observáveis. Nem todos os povos de Sete se enveredaram para este engano, pois, alguns poucos homens e mulheres ainda permaneceram firmes e fiéis ao Deus verdadeiro. Continuaram sua jornada de fidelidade ignorando e se virando contra o pecado. Entretanto, a geração perdida de Caim seguiu seu caminho ignorando a vontade e o amor de Deus, fazendo de suas vidas o que bem entendem e seguindo suas próprias falsas concepções religiosas. Isto perdurou até o dia da destruição, pois a conduta deste povo era terrivelmente má perante os fiéis e principalmente perante Deus. Em nossos dias estas duas classes existem fora e dentro da igreja. Infelizmente, mesmo que no circulo religioso esta tem sido uma realidade muito infeliz e triste. No entanto, dentre tantos perversos, Deus encontrou Noé e sua família como sendo-lhe fiel e oferecendo-lhe a verdadeira adoração. Este nobre homem prontamente montou um altar e ali fez o verdadeiro sacrifício ao Senhor. Assim como naquele tempo, hoje, Deus tem seus verdadeiros adoradores que, como Noé, em meio a uma multidão de falsos adoradores, estão dispostos a permanecerem fiéis até o fim a ponto de, se necessário, dar suas próprias vidas pelo evangelho puro e imaculado – Jesus Cristo.

Leitura Adicional

“Os descendentes de Sete se separaram dos ímpios descendentes de Caim. Estimavam o conhecimento da vontade Deus, enquanto os descendentes de Caim não tinham respeito por Deus e nem por Seus Santos Mandamentos. Mas quando os homens se multiplicaram sobre a Terra, os filhos de Sete viram que as filhas dos descendentes de Caim eram muito belas, e se afastaram de Deus e O desagradaram tomando esposas da linhagem idólatra de Caim” (Signs of the Times, 20 de fevereiro de 1879).

“Aqueles que honravam a Deus e temiam ofendê-Lo, num primeiro momento, sentiam a maldição, embora branda, enquanto os que se desviavam dEle e desprezavam Sua autoridade sentiam mais fortemente seus efeitos, especialmente em estatura e nobreza de forma. Os descendentes de Sete foram chamados filhos de Deus; os descendentes de Caim, filhos dos homens. E quando se misturaram os filhos de Deus com as filhas dos homens, eles se tornaram corruptos e, pelo casamento, perderam seu caráter peculiar e santo e se uniram à idolatria dos filhos de Caim. Muitos abandonaram o temor de Deus, ignorando Seus mandamentos. Mas houve uns poucos que continuaram na prática da justiça, temendo e honrando seu Criador. Noé e a família se achavam entre esses poucos justos.

O pecado estava se espalhando pela Terra como lepra mortal. O mundo estava apenas na infância, mas, nos dias de Noé, a iniquidade se tornou tão profunda e generalizada que Deus Se arrependeu de haver criado o homem. A bondade e a pureza pareciam estar quase extintas, enquanto o ódio à lei de Deus, cobiça, inveja, contendas, sedições, opressão e violência mais cruéis corrompiam a Terra sob seus habitantes. ‘Toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal’ (Gn 6:5; Signs of the Times, 27 de fevereiro de 1879).

“Noé não esqueceu aquele que o havia preservado tão graciosamente. Logo ergueu um altar e tomou um exemplar de cada animal limpo e de cada ave limpa e ofereceu holocaustos sobre o altar. Mostrou, assim, sua fé e Cristo, o grande sacrifício e manifestou gratidão a Deus por tê-lo preservado maravilhosamente. A oferta de Noé subiu diante de Deus como um cheiro suave. Ele aceitou o sacrifício e abençoou o patriarca e sua família. Aqui é ensinada uma lição a todos os que vivem sobre a Terra: a cada manifestação da misericórdia de Deus e do Seu amor para conosco, nosso primeiro ato deve ser render-lhe humilde gratidão e adoração” (Signs of the Times, 6 de março de 1879).

QUARTA, 29 DE JUNHO – A fé demonstrada por Abraão – (Gn 12:1-8; 22:1-18)

            Abraão, talvez um dos nomes mais conhecidos em toda a Bíblia. Muito bem Conhecido por Judeus, Cristãos e Muçulmanos, ganha posição de destaque nas principais religiões do mundo. Este grande homem foi chamado por Deus devido sua sensibilidade em servi-lo e amá-lo. Em seu tempo, havia muitas crenças diversas e sacrifícios variados com objetivos de adorar algum deus daquela época. Abraão quando recebeu o chamado de Deus, prontamente atendeu e seguiu rumo a uma terra que ele não conhecia, mas se deslocou pela fé. Foi submetido a provas das mais duras que um homem poderia suportar. Com exceção a algumas situações específicas, seus erros apenas serviram para lhes trazer maior maturidade espiritual e maior resistência contra o pecado. Sua maior demonstração de fé, sem dúvida alguma, não foi no início de sua jornada com Deus, mas um pouco mais adiante, quando Deus lhe pediu que sacrificasse seu amado filho. Naquele tempo era comum entre as religiões pagãs o sacrifício de crianças aos deuses. E como ironia do destino, Deus pediu que Abraão fizesse o mesmo para Ele. Com extrema dor e intenso sofrimento levou o filho até o monte, e lá, além de aprender, ensinou a nós a maior lição de todas já vistas. Por esta experiência, ele aprendeu e ao mesmo tempo nos ensina uma lição muito valiosa, que, o único meio de seguirmos a Deus verdadeiramente é oferecer-Lhe somente aquilo que ele deseja, gosta e pede em Sua palavra. Além do mais, junto com esta verdade, o fato que somente por intermédio do sacrifício de Cristo é que podemos alcançar graça diante de Deus. O anjo do Senhor segurou a mão de Abraão impedindo-o de dar sequência ao sacrifício que não traria nenhum tipo de remissão, pois o verdadeiro sacrifício humano já fora feito antes mesmo da fundação do mundo (1 Pe 1:18-20).

            Esta narrativa é uma das mais intrigantes, pois, se Deus pedisse algo aparentemente escrupuloso para os cristãos de hoje, como pediu a Abraão, como seria suas reações? Em uma geração de cristãos que comumente oferecem a Deus seus gostos pessoais e aquilo que acham e pensam, não é difícil de entender qual seria a atitude ou resposta deles. Abraão deu o maior testemunho de fé que alguém poderia dar, por esta razão ele foi chamado de o pai da fé.

Leitura Adicional

“Abraão obedeceu à voz de Deus. Assim que teve uma indicação da vontade de Deus, ele se mostrou pronto a obedecer. Não parou para analisar se teria alguma vantagem financeira. Pela fé, colocando a confiança na direção de Deus, ele deixou sua casa e sua parentela, e ‘partiu sem saber aonde ia’ (Hb 11:8).

Naquela época, a idolatria estava se disseminando rapidamente e conflitando com a adoração ao verdadeiro Deus. Mas Abraão não se tornou idólatra. Apesar de seu próprio pai ter sido vacilante entre a verdadeira e a falsa adoração, e tendo seu conhecimento da verdade misturado com falsas teorias e práticas idólatras, Abraão se manteve livre dessa obsessão. Não se envergonhava de sua fé e não fazia esforço para esconder o fato de que punha em Deus sua confiança. Ele ‘edificou um altar ao Senhor e invocou o nome do Senhor’” (The Youth’s Instructor, 4 de março de 1897).

“O julgamento humano pode considerar-se severa a ordem dada a Abraão, difícil demais para a força humana. A força de Abraão vinha de Deus. Ele não considerava as coisas como são vistas por olhos mortais, mas para as coisas que são eternas. Deus não exigiu de Abraão mais do que, em sua divina compaixão e amor infinito, Ele própria havia dado ao homem. Ele deu Seu filho unigênito para morrer, a fim de que o homem culpado tivesse vida. A oferta de Isaque, requerida a Abraão, foi concebida por Deus especialmente para prefigurar o sacrifício de Seu Filho” (Signs of the Times, 3 de abril de 1879).

QUINTA E SEXTA, 30 DE JUNHO A 01 DE JULHO – Betel, a casa de Deus – (Gn 28:10-22)

            Betel possui um significado mais do que especial. Na experiência de Jacó, em sua visão dos anjos subindo e descendo, ali, pode ele, impressionado pela visão, fazer um pacto de fidelidade com Deus. Sua experiência tornou este lugar em um ambiente marcante e decisivo. Para nós em pleno século XXI a experiência de Jacó, de desespero e solidão, pode ser a nossa própria experiência. Quantos hoje precisam passar por experiências como as de Jacó para receber uma visão clara da grandeza espiritual do reino celeste e de Deus, e assim, fazer desta experiência um símbolo de sua fidelidade definitiva para com Deus? Talvez não tenhamos a mesma experiência real de ter visto anjos descendo e subindo até o Céu, mas, infelizmente, tem sido os piores momentos de nossa vida que tem clareado nossos olhos para entender o quanto somos dependentes do Senhor.  Ellen White faz um lindo comentário a este respeito e, se possível, que lê-se muitas vezes: “Enquanto Jacó estava assim prostrado e atribulado, o Senhor teve compaixão dele e o orientou para que fosse a Betel. Com a menção desse nome, o patriarca foi lembrado não apenas de sua visão dos anjos, subindo e descendo, e de Deus sobre eles pronunciando palavras de conforto, mas também do voto que havia feito ali, de que, se Deus o guardasse e abençoasse, o Senhor seria o seu Deus. E ele refletiu assim: Tenho sido tão fiel a minha promessa como Deus foi fiel à Sua? Ele viu e sentiu a necessidade de ser mais íntegro e decidiu com sua família afastar tudo o que tivesse sabor de idolatria. Decidiu limpar o acampamento, a fim de que sua família chegasse ao lugar sagrado livre de corrupção. Então, ele se ergueu e se dirigiu a eles: ‘Livrem-se dos deuses estrangeiros que estão entre vocês, purifiquem-se e troquem de roupa. Venham! Vamos subir a Betel, onde farei um altar ao Deus que me ouviu no dia da minha angústia e que tem estado comigo por onde tenho andado’” (Gn 35:3; Signs of the Times, 4 de dezembro de 1879).

 Leitura Adicional

“Há uma ligação entre a Terra e o Céu por meio de Cristo, a escada mística que Jacó viu na sua visão em Betel. Quando estávamos separados de Deus, Cristo veio reconciliar-nos com o Pai. Com compassivo amor, pôs o Seu braço humano em volta da raça decaída, e com o braço divino apegou-Se ao trono do Infinito, ligando assim o homem finito com o Deus infinito; por meio do plano da salvação somos unidos com os agentes do Céu. Por meio dos méritos de um Redentor crucificado e ressurreto, podemos olhar para cima e ver a glória de Deus brilhando do Céu para a Terra. Devemos ser gratos a Deus pelo plano da salvação. Temos sido agraciados com muitas bênçãos, e, em troca, devemos dar a Deus um coração não dividido.

Como é lamentável que, devido a nossa indiferença para com os nossos interesses eternos, estejamos longe de Cristo!… Não vemos a glória de Deus incidindo sobre cada degrau da escada; não subimos por Cristo, fazendo progresso na vida espiritual. Se fizéssemos isso, haveríamos de refletir a imagem de Cristo, ter pureza de caráter e tornar-nos como luzeiros no mundo. Deveríamos contemplá-Lo constantemente, até ficar encantados com as virtudes do Seu caráter; então não deixaríamos de falar sobre Ele e Seu amor. Possuiríamos então ricas bênçãos que o mundo não pode dar ou tirar, e perderíamos nossa atração pelo pecado” (Signs of the Times, 15 de dezembro de 1890).

“Tendo Jacó cumprido o dever de purificar sua casa da idolatria, partiu com os seus em sua jornada para Betel. Por amor a Seu servo Jacó, que não havia participado da crueldade praticada contra os siquemitas, o Senhor fez cair medo sobre os habitantes da terra, que não se ergueram para vingar o feito em Siquém. Os viajantes seguiram seu caminho sem se molestados e foram a Betel. Em obediência ao mandamento divino, Ali Jacó ergueu imediatamente um altar, sobre o qual cumpriu o voto feito por ocasião de sua jornada de Canaã à Mesopotâmia. DE todos os bens que lhe haviam sido confiados, apresentou uma oferta a Deus, embora isso representasse boa parte de seus bens. A abnegação e beneficência ali manifestadas repreende a indulgência de muitos cristãos professos e as magras ofertas que levam a Deus. … O Senhor aceitou a oferta de Jacó, revelou-Se a ele e o abençoou, renovando a aliança com ele. Como memorial comemorativo desse penhor adicional do favor divino, Jacó novamente ergueu uma coluna de pedra, que consagrou ao Senhor do modo costumeiro” (Signs of the Times, 4 de dezembro de 1879).

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site http://www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

Postado por Gilberto Theiss às Terça-feira, Junho 21, 2011 0 comentários Links para esta postagem

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Marcadores: Comentários da lição da Escola Sabatina

FONTE: http://gilbertotheiss.blogspot.com/


COMENTÁRIOS ESCOLA NO AR

3º Trimestre de 2011 – Adoração

Comentário da Lição 01 – Adoração em Gênesis: duas classes de adoradores

Sábado, 25/6/2011 – › INTRODUÇÃO

“Na verdade, o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia. E temendo, disse: Quão temível é esse lugar! É a casa de Deus, a porta dos Céus”. – Gn 28:16 e 17.

Adoração no sentido espiritual do relacionamento do homem para com Deus, é a manifestação do reconhecimento de dependência do humano em relação ao divino. Isto significa entender que todos os benefícios que o humano pode auferir, têm a sua fonte em Deus, doador generoso. Por todos os benefícios recebidos, o receptor expressa sua dependência por atitudes de submissão, respeito, honra, gratidão, alegria, louvor, exaltação, ao grande doador. Ele O adora!

A adoração também conduz a um relacionamento de comunhão, pelo fato de o Doador, apresentar-se como Pai amoroso e amigo leal a toda prova. Pode o beneficiado falhar na amizade, mas nunca falhará o Amigo doador.

Adoração, acima de tudo, é um relacionamento inteligente de inferior para Superior que envolve princípios racionais estabelecidos pelo Superior para evitar degeneração no processo. Deus revela ao homem, em Sua Palavra, como deseja ser adorado.

“Majestade e esplendor estão diante dele. Poder e dignidade, no seu santuário”. Sl 96:6 – Nova Versão Internacional.

O ato de adoração desenvolve-se na presença de Quem está revestido de glória, esplendor, majestade, força, poder, formosura e dignidade.

Em sua postura durante o serviço de adoração, você reconhece a grandeza e o esplendor do Deus a Quem adora. Ou, poderá negar o reconhecimento desses atributos.

Na adoração, uma questão fundamental está no fato de compreender que Deus é Eterno, Onipotente, Onipresente, Onisciente. Como seres humanos sob o domínio do pecado, somos finitos, mortais, frágeis como a flor da erva, limitados em todos os movimentos e realizações. Você realmente entende o ato de adoração?

Pense: “O dever de adorar a Deus se baseia no fato de que Ele é o Criador, e que a Ele todos os outros seres devem a existência. E, onde quer que se apresente, na Bíblia, Seu direito de adoração, acima dos deuses pagãos, enumeram-se as provas de Seu poder criador…”. - Conflito dos Séculos. pág. 472 – Nova Edição Revista.

Desafio: “Adorem aquele que fez os céus, a terra, o mar e as fontes das águas”. – Ap 14:7 – Nova Versão Internacional.


Domingo, 26/6/2011 – › ADORAÇÃO NO ÉDEN

Qual foi a primeira experiência espiritual vivenciada por Adão e Eva em seu relacionamento com Deus no seu segundo dia de vida? Passaram seu primeiro sábado em adoração, companheirismo e aprendizado da vontade e planos de Deus. Aprenderem que o sábado era santo, diferente dos demais dias da semana. Que sempre deveria ser lembrado como o permanente memorial da criação efetuada no planeta Terra. Deve ter sido uma experiência grandiosa, maravilhosa. Ou cremos que a primeira frase de Deus dirigida a Adão foi: “Onde estás?” Aquele primeiro sábado e os subseqüentes que se seguiram no jardim do Éden, até o dia do pecado, foram de colóquios de companheirismo e deleite entre Criador e criatura.

Quando penso em Adão e Eva no jardim do Éden, o quadro é tocante. Parece que os vejo: Jesus ao centro, Eva de um lado e Adão do outro, ora caminhando entre os arvoredos e flores do jardim, ora sentados na relva verde e macia, conversando. Adão e Eva envolvidos em adoração no sentido mais íntimo com o seu Deus e Criador.

Sem dúvida, os dias vividos no lar Edênico, sobre os quais não temos informações de que período de tempo poderiam formar, porque eles viviam a experiência da eternidade, e o eterno não conta tempo, foram usados por Deus para instruir Adão e Eva em relação à Sua vontade.

A experiência espiritual vivida por nossos primeiros pais era de companheirismo em perfeita harmonia com o Criador. Viviam o relacionamento de intimidade do qual fala o profeta Jeremias que era o objetivo de Deus para seu povo Israel e é o mesmo para seus filhos hoje: “Eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo”. - Jr 31:33. Almeida Revista e Atualizada

Pense: “Abençoou Deus o sétimo dia e o santificou, porque nele descansou de toda a obra que realizara na criação”. – Gn 2:3 -Nova Versão Internacional.

Desafio: “Adorem o Senhor no esplendor da sua santidade”. - Sl 96:9 Nova Versão Internacional.


Segunda-Feira, 27/6/2011 – › ADORAÇÃO FORA DO ÉDEN

A Escritura Sagrada não traz nenhuma informação sobre a conduta de Adão de como ele adorava fora do jardim do Éden. No entanto, compreende-se que ele adorava o seu Criador, porque os filhos aprenderam sobre adoração.

O que causa estranheza é que muito cedo a adoração foi corrompida. Satanás, que lá no jardim, enganou Eva e Adão, desviando-os do centro de sua adoração, obteve a vitória sobre Caim em suas insinuações de que a adoração poderia ser praticada de maneira diferente. O cordeiro oferecido como sacrifício no serviço de adoração, não era uma questão definida. Ele, Satanás, sugeriu que havia outras alternativas.

O altar foi conservado, mas a ordem de Deus foi desafiada e desobedecida. Foi substituído o substituto típico, o cordeiro, que apontava para o único Redentor capaz de redimir o homem da escravidão do pecado. Em verdade, o Redentor foi removido do altar de adoração e do plano da redenção. Um novo plano foi colocado em ação: Você pode salvar-se por seus próprios méritos e por suas “boas” obras.

Quando Caim sentiu a rejeição na sua maneira de adorar e buscar a salvação, rebelou-se contra Deus e contra seu irmão Abel, por este obter a aprovação divina. Assim o grande conflito cósmico espiritual atingiu a família humana, colocando cada membro em face da monumental decisão entre Cristo e Satanás.

Pense: “Não sejamos como Caim, que pertencia ao Maligno e matou seu irmão. E por que o matou? Porque suas obras eram más e as de seu irmão eram justas”. 1Jo 3:12 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Se procederes bem, não é certo que serás aceito?” – Gn 4:7 – Almeida Revista e Atualizada.


Terça-Feira, 28/6/2011 – › DUAS CLASSES DE ADORADORES

A Bíblia relata sobre os dias de Noé? “Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na Terra, e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração”. - Gn 6:5 Almeida Revista e Atualizada.

A maldade multiplicou-se entre a grande maioria da humanidade e rejeitaram a Deus como Aquele que deve ser adorado

Outro aspecto importante é colocado em destaque: “Porém Noé achou graça diante do Senhor. Eis a história de Noé: Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus… A terra estava corrompida à vista de Deus, e cheia de violência.” - Gn 6:8-11 – Almeida Revista e Atualizada.

Duas filosofias de vida se confrontaram: A filosofia da fé na liderança divina e da salvação pela graça e pelo poder de Deus; a filosofia da integridade moral, da conduta em harmonia com a vontade de Deus expressa em Sua lei; da vida em comunhão e adoração com Deus desenvolvendo no caráter a semelhança com Cristo.

Por outro lado, a filosofia da independência de Deus, do não reconhecimento de Sua Soberania, da irresponsabilidade total. Adore o prazer, a satisfação das paixões corruptas, não importando o que possa acontecer para os outros ou para você. Esta filosofia avançou qual avalanche avassaladora, destruindo todas as barreiras morais. A permissividade tornou-se a lei para a conduta. Os princípios morais foram agredidos, zombados e quebrados.

“Não desejando conservar a Deus em seu conhecimento, logo vieram a negar a Sua existência. Adoravam a Natureza em lugar do Deus da Natureza. Glorificavam o gênio humano, adoravam as obras de suas próprias mãos, e ensinavam seus filhos a curvar-se ante imagens de escultura”. - Patriarcas e Profetas, pág. 88.

Pense: “Os homens excluíram a Deus de seu conhecimento, e adoravam as criaturas de sua própria imaginação, e como resultado, se tornaram mais e mais aviltados”. - Patriarcas e Profetas, pág. 88.

Desafio: “Depois Noé construiu um altar dedicado ao Senhor e,… ofereceu-os como holocausto”. – Gn 8:20 – Nova Versão Internacional.


Quarta-Feira, 29/6/2011 – › A FÉ DEMONSTRADA POR ABRAÃO

A Escritura enfatiza que como Criador e Mantenedor do Universo unicamente Deus é digno de adoração. Na experiência de Abraão este procedimento é ensinado com toda a pujança e beleza espirituais.“Abraão tinha crescido em meio de superstição e paganismo.” - Patriarcas e Profetas, pág. 119. Quando as forças do mal estavam tentando escravizar a sua vítima, ele foi chamado para decidir.

O processo de reorganização espiritual de Abraão desenvolveu-se depois que se afastou de sua casa paterna. Onde armava a sua tenda, ali erguia um altar para adoração. (Gn 12:8, 13:4).

As cercanias de Betel apresentavam a bela paisagem de vales e colinas com verdes campos e árvores frondosas, convidando para a adoração a Quem tudo criara. Em meio a natureza Abraão ouvia a voz do Criador e sua intimidade tornou-se tão grande que foi chamado “amigo de Deus”. Que quadro de tocante beleza e comunhão! O Deus Eterno e Abraão, um pecador redimido, amigos.

Seguramente cada um de nós já teve seu Betel. O lugar onde se encontrou com Jesus e O adorou. Se você ainda não teve o seu Betel, um lugar calmo, tranqüilo, onde adorou e desfrutou o enlevo da presença de Jesus, você precisa desta experiência.

Conheça a Jesus e prossiga em conhecê-lO. Se você não está seguro de O conhecer, tenha pelo menos fé suficiente para compreender que Ele conhece a você! O Seu amor por você é tão grande, tão grande, que quer mudar sua vida e torná-lo semelhante a Ele. Quer limpar seus pecados, não importando quais sejam.

Pense: “Mesmo a casa de seu pai, pela qual o conhecimento de Deus tinha sido preservado, estava a entregar-se às influências sedutoras que os rodeavam, e ‘serviram a outros deuses’ ( Josué 24:2), em vez de Jeová.” – Patriarcas e Profetas, pág. 119.

Desafio: “Construiu ali um altar dedicado ao Senhor e invocou o nome do Senhor”. – Gn 12:8 – Nova Versão Internacional.


Quinta-Feira, 30/6/2011 – › BETEL, A CASA DE DEUS

Depois de uma longa jornada de cerca de 90 quilômetros entre Berseba e Betel, fugindo de seu irmão Esaú, Jacó procurou um local para dormir e teve a visão da escada ligando a Terra ao Céu, com anjos descendo e subindo. Ali Deus repetiu a promessa feita para Abraão e Isaque, de que a partir deles, faria uma grande nação. Jacó não deveria temer porque Deus estaria com ele. Acordando ao amanhecer, erigiu a pedra que lhe serviu de travesseiro, como coluna e adorou a Deus.

Após 20 anos de permanência em Hará, voltou para Canaã. Por orientação divina, Jacó retornou exatamente para o mesmo local onde Abraão e Isaque por mais tempo haviam permanecido – Betel.

Em Betel, Deus ratificou para Jacó a promessa de posse da terra prometida para Abraão: “Suba a Betel e estabeleça-se lá,… Eu sou o Deus todo-poderoso; seja prolífero e multiplique-se. De você procederão uma nação e uma comunidade de nações, reis estarão entre os teus descendentes. A terra que dei a Abraão e a Isaque, dou a você; e também aos seus futuros descendentes darei esta terra”. – Gn 35:11 e 12 – Nova Versão Internacional.

O cumprimento das promessas de Deus sempre está condicionado à lealdade daqueles a quem as promessas são feitas. Apesar de falhas espirituais, Jacó manteve a sua fidelidade em prestar adoração a Deus e rejeitar outros deuses em sua vida. (Leia em Pense)

Provavelmente, deveríamos reavaliar nosso culto de adoração. O que acontece em minha experiência espiritual quando participo do culto de adoração? Os resultados são aqueles esperados por Deus? A minha vida está sob o constante processo de transformação à semelhança da vida de Jesus?

Pense: “Disse, pois, Jacó aos de sua casa… ‘Livrem-se dos deuses estrangeiros… Vamos subir a Betel, onde farei um altar ao Deus que me ouviu no dia da minha angústia e que tem estado comigo”. – Gn 35:2 e 3 – Nova Versão internacional.

Desafio: “Enquanto a igreja estiver satisfeita com coisas pequenas, não estará em condições de receber grandes bênçãos de Deus. Mas por que não sentirmos fome e sede do dom do Espírito Santo, uma vez que esse é o meio pelo qual o coração pode ser conservado puro?… falai sobre isto, orai neste sentido, pregai relativamente a este assunto, pois, o Senhor está mais desejoso de conceder o seu Espírito Santo, do que os pais de darem boas dádivas a seus filhos”. - Rev. and Herald, 15.11.1892.


Sexta-Feira, 1/7/2011 – › ESTUDO ADICIONAL

Quando os santos já estão na presença de Deus, libertos do pecado, eles fazem a proclamação: “Pois tu somente és santo. Todas as nações virão à tua presença e te adorarão, pois os teus atos de justiça se tornaram manifestos’”. – Ap 15:4 – Nova Versão Internacional.

O chamado para temer e glorificar o Senhor, isto é, apresentar-se diante dele com profundo respeito e render-Lhe toda a glória em reverente adoração, fundamenta-se na Sua santidade e nos Seus atos de justiça. O apóstolo do amor não evoca o amor nem a graça, mas a santidade e a justiça do caráter de Deus.

O reconhecimento da santidade e dos justos atos de Deus é fundamental para vindicar o Seu caráter perante o universo. A insultuosa acusação de Lúcifer contra a santidade e a justiça do caráter de Deus, terá uma resposta cabal. “O que projetais vós contra o Senhor? Ele mesmo vos consumirá de todo; não se levantará por duas vezes a angustia”.– Na 1:9 – Bíblia Thompson 

A possibilidade de uma segunda rebelião no universo de Deus é totalmente aniquilada pelo reconhecimento universal de Sua santidade e de Seu caráter justo.

Como Deus assumiu o lugar do pecador na morte redentora de Jesus, executando em Si mesmo a justiça, Ele é justo em condenar o pecado e justificar o pecador, porque nessa doação substituta os Seus“atos de justiça se tornaram manifestos”.

No capítulo 19, que relata o triunfo final e completo de Cristo no grande conflito, João coloca em destaque que “nos céus… uma grande multidão” exaltará a justiça de Deus: “Pois verdadeiros e justos são os teus juízos… Ele julga e guerreia com justiça”. – Ap 19:1, 2 e 11 – Nova Versão Internacional.

Pense: “E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro: ’Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus todo-poderoso, justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações. Quem não te temerá, ó Senhor? Quem não glorificará o teu nome? Pois tu somente és santo. Todas as nações virão à tua presença e te adorarão, pois os teus atos de justiça se tornaram manifestos’”.– Ap 15:3 e 4 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Por mim mesmo eu jurei, a minha boca pronunciou com toda a integridade uma palavra que não será revogada: Diante de mim todo joelho se dobrará; junto a mim toda língua jurará. Dirão a meu respeito: ‘Somente no Senhor está a justiça e a força’. Todos os que o odeiam virão a ele e serão envergonhados”. - Is 45:23 e 24 – Nova Versão Internacional.


Conheça o autor

Pr. Albino Marks
Especialista em aconselhamento familiar e profundo estudioso da Bíblia, o pastor Albino Marks já atuou como preceptor (IAP, IACS, IAE-SP); capelão (IACS e Hospital do Pênfigo); diretor geral do IAP; departamental em várias associações e na UCB.

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FONTE: http://www.escolanoar.org.br/Novo/impressao.asp?nivel=adultos_pt&data=1/7/2011

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