Lição 03 – Vestes de inocência – Lição da Escola Sabatina – Auxiliar – Comentários de Guilherme Silva – Sikberto Marks – Gilberto Theiss

Lição 3 9 a 16 de abril


Vestes de inocência

Casa Publicadora Brasileira – Lição adultos 322011


 

Sábado à tarde Ano Bíblico: 2Sm 22–24

VERSO PARA MEMORIZAR: “Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1:27).

Leitura para o estudo desta semana: 2Tm 3:16, 17Lc 21:36Gn 2:20-252:15-173:6-1121

Como temos estudado, a queda de Lúcifer não se limitou ao Céu. Ele trouxe seus ardis e enganos para a Terra. Igualmente impressionante tem sido seu êxito em perverter as verdades mais evidentes da Palavra de Deus e fazer com que milhões acreditem no oposto a essas verdades.

Por exemplo, Gênesis é muito claro: os seres humanos começaram no topo da “cadeia alimentar” terrestre. Eles foram criados, de imediato, “à imagem de Deus”. Essa imagem não foi algo que evoluiu ao longo de bilhões de anos de processos naturais. A evolução ensina, ao contrário, que os seres humanos começaram no nível mais baixo (como micróbios) e, finalmente, através de um processo brutal de violência e morte, com garra, conseguiram chegar no alto da cadeia alimentar. As Escrituras, de forma diferente, ensinam que os humanos começaram no topo, à imagem de Deus, e pelo pecado começaram um constante declínio. Nesta semana, com algumas imagens de vestimentas que aparecem em Gênesis, consideraremos como essa decadência começou e qual é a única solução.

No sábado que vem a igreja receberá 2 milhões de amigos. Prepare-se! Igreja receptiva e motivada vale muito!


 

Domingo Ano Bíblico: 1Rs 1, 2

Os primeiros dias

Leia os dois primeiros capítulos de Gênesis. Tente imaginar como deve ter sido a Terra, recém-saída das mãos do Criador, um mundo não contaminado pelo pecado. De que maneiras nosso mundo hoje se mostra diferente de como era naquela época?

Adão e Eva foram colocados em um ambiente além de nossa imaginação mais fantástica, um lar impressionante em um lindo jardim com animais e outras criaturas leais. Eles se deleitavam no cenário espetacular, nas flores perfumadas, nos pássaros, nos animais, no amor de Deus e em seu mútuo amor. Não queriam nem precisavam de nada mais, e cuidavam do jardim conforme seu Criador havia ordenado. Adão e Eva certamente esperavam a visita de seu Mestre quando passeavam juntos no jardim e ativamente se comunicavam com Ele. Sabiam que Ele os amava e, em contrapartida, seu amor por Ele aumentava a cada dia.

A ligação de Adão e Eva com seu Criador e Mestre se desenvolveu e cresceu através desses estimados contatos diários, em um mundo que não conhecia pecado nem a decadência e devastação que o pecado sempre traz.

1. Como podemos ter uma relação semelhante com nosso Criador hoje, em um mundo por muito tempo corrompido pelo pecado? 2Tm 3:16, 17Lc 21:36Mt 6:25-34Jo 17:3

Adão e Eva entretinham comunhão direta com o Senhor, um privilégio que não temos agora. No entanto, assim como ocorria com Adão e Eva, temos o privilégio de viver em constante ligação com o mesmo Deus. Com certeza, o pecado atrapalhou, mas por meio de Jesus, que ligou o Céu à Terra com laços que nunca poderão ser quebrados, um caminho foi pavimentado para que vivamos de forma tão próxima e íntima do nosso Criador, quanto é possível hoje.

Em que grau de intimidade e proximidade você anda com Deus? Enquanto reflete em sua resposta, pergunte a si mesmo: O que estou fazendo para reforçar essa intimidade ou para destruí-la? Que escolhas devo fazer, se desejo andar mais perto do Senhor?

Planeje, organize, ensaie e motive para receber bem os amigos na igreja, no dia 16!


 

Segunda Ano Bíblico: 1Rs 3, 4

Despidos, mas não envergonhados

Para nós, cujos conceitos do mundo, da realidade e de tudo, na verdade, são filtrados, contaminados e distorcidos pelo pecado, é muito difícil imaginar plenamente a condição moral de Adão e Eva no Éden. Eles não conheciam dor, sofrimento, engano, traição, morte, perda, vergonha, especialmente a vergonha sexual (que é talvez a mais prevalecente hoje, em um mundo tão envolvido nas consequências do pecado).

2. Qual é a proximidade do relacionamento e intimidade entre Adão e Eva, revelados em Gênesis 2:20-25?

Como “uma só carne” (Gn 2:24), Adão e Eva eram próximos então, não só de Deus, mas um do outro. O texto é muito claro, muito definido: eles estavam nus e não se envergonhavam (v. 25). Isso demonstra pureza e inocência!

“Esse casal, que não tinha pecados, não fazia uso de vestes artificiais; estavam revestidos de uma cobertura de luz e glória, idêntica à dos anjos. Enquanto viveram em obediência a Deus, essa veste de luz continuou a envolvê-los” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 45).

Não nos é dito como essa luz se parecia exatamente, como funcionava, nem qual era seu propósito. Apenas que, mesmo com essa luz, eles ainda eram considerados “nus”. O fato de que eles não tinham vergonha deve ter significado que essa cobertura de luz não escondia completamente sua nudez, mas, naquele ambiente sem pecado, isso não importava, pois havia inocência.

Em certo sentido, a ênfase na nudez parece revelar a condição de proximidade física desfrutada pelo casal sem pecado. Havia uma sinceridade, uma transparência, uma inocência sobre eles e sobre tudo que faziam, que tornava possível esse estado de coisas. Eles viviam em completa honestidade, franqueza e liberdade entre si e diante de Deus. Afinal de contas, foi assim que o Senhor ordenou. Como isso deve ter sido agradável!

Quanta sinceridade e transparência existem em sua vida? Ou você está constantemente escondendo as coisas, pegando atalhos morais, disfarçando-se em capas que não revelam o que realmente está acontecendo? (Veja Mt 10:26). Nesse último caso, que aspectos de sua vida você deve começar a mudar?

O livro Ainda Existe Esperança será um lindo presente para seu amigo no próximo sábado. Já adquiriu?


 

Terça Ano Bíblico: 1Rs 5, 6

O teste

A lição da semana passada falou sobre uma verdade fundamental: a liberdade que Deus concede aos seres morais. Novamente, sem essa liberdade, eles poderiam fazer coisas “morais”, da mesma forma que o alarme de uma casa, que protege as pessoas do crime, faz algo “moral”; mas, quem consideraria o alarme “moral”? Da mesma forma, seres que não têm nenhuma escolha, exceto fazer o que é certo, também não são “morais”. Somente os seres livres podem ser morais.

Um teste simples foi dado a Adão e Eva, para ver se, em sua liberdade, eles obedeceriam ao Senhor. Em certo sentido, foi um tempo de prova para essas criaturas livres. Liberdade significa exatamente isto: liberdade. E eles teriam que provar que fariam a coisa certa com a liberdade que lhes foi dada.

3. Pense no ambiente em que Adão e Eva passaram pelo teste experimental. Por que esse ambiente tornou sua transgressão muito mais notória? Gn 2:15-17

4. Observe atentamente o que Satanás disse a Eva em Gênesis 3:1-4. Que verdade ele distorceu e misturou com suas mentiras?

É interessante que a árvore era do “bem e do mal”. Deus, obviamente, não queria negar o bem a Adão e Eva. Na verdade, todo o mundo que Deus criou, incluindo eles, era bom, aliás “muito bom” (Gn 1:31). O Senhor queria preservá-los do conhecimento do mal.

Isso não é difícil de entender, certo? Mesmo em nosso mundo caído, qual pai não quer proteger seus filhos do conhecimento do mal? Quanto mais, então, Deus desejava também proteger Adão e Eva do mal, do conhecimento daquilo que os levaria a perder suas vestes de luz, e os faria conhecer a vergonha, o sofrimento e morte?

O mal nem sempre vem em manifestações gritantes, fáceis de ver e detectar e, muitas vezes, evitar (afinal de contas, quantas pessoas são assassinas em série e coisas afins?). Há, no entanto, manifestações muito sutis do mal. Quais poderiam ser essas? Como podemos aprender a identificar essas formas do mal e nos proteger delas?

Fale para seus irmãos que eles conhecerão seu amigo no dia dos “Amigos da Esperança”, no próximo sábado!


 

Quarta Ano Bíblico: 1Rs 7, 8

Roupas novas

Como sabemos muito bem, mesmo submetidos a um teste muito simples, Adão e Eva falharam. Dizer que os resultados foram trágicos seria, certamente, o maior eufemismo da história humana. O termo “trágico” não comunica plenamente os resultados horríveis da desobediência de nossos pais.

5. Qual foi a primeira coisa que aconteceu depois que Adão e Eva caíram (exatamente o que Satanás, no verso 5, disse que aconteceria), e o que isso significa? O que isso sugere quanto aos resultados da sua transgressão? Gn 3:6-11

Seus olhos foram abertos, exatamente como Satanás disse que seriam, só que agora passaram a ver de modo diferente o mundo e a realidade, e não como sempre haviam visto. Ao longo desses versos, o tema da nudez se repete. É o tema predominante na seção. Sua perda da inocência, sua transgressão, sua nova relação com Deus e entre si se manifestaram na sua compreensão de que estavam nus.

Observe, também, a pergunta do Senhor para eles: “Quem te fez saber que estavas nu?”(Gn 3:11). Isso implica que, em sua inocência, eles nunca haviam percebido sua nudez. Parecia que esse era um jeito natural de ser, e assim eles nem pensavam nisso. Depois, porém, não só pensavam nisso, mas eram dominados pela vergonha causada pela situação.

6. Qual é o significado da reação de Adão e Eva à própria nudez? Gn 3:7

Imagine Adão e Eva se escondendo atrás de alguns arbustos, olhando-se com a boca aberta e tentando se cobrir diante do Senhor. Olhando para as possibilidades de coberturas, devem ter decidido que as folhas de figueira eram as melhores. Assim, temos ali a primeira lição de salvação pelas obras, de seres humanos tentando resolver o problema do pecado por suas próprias obras e ações. Mas a tentativa deles então, não foi mais inútil do que são as nossas tentativas hoje.

No próximo sábado todas as atenções serão para seus convidados especiais.


 

Quinta Ano Bíblico: 1Rs 9, 10

Vestes de pele

“Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu” (Gn 3:21).

Ontem vimos a resposta de Adão e Eva ao seu pecado; hoje veremos a resposta de Deus. No texto acima, temos a mensagem do evangelho prefigurada.

Primeiro, podemos ver que a cobertura de folhas de figueira de Adão e Eva não foi adequada. Se fosse, não teria havido necessidade de matar animais inocentes para vestir o casal caído. Se fosse suficiente operarmos nossa salvação, Cristo não precisaria ter morrido por nós. Assim como folhas de figueira teriam sido menos dispendiosas e traumáticas que a morte de animais inocentes, também, nossas obras teriam sido menos dispendiosas do que a morte de Jesus. Por isso Ele teve que morrer por nós; por isso animais inocentes foram mortos. Não havia outro caminho (Gl 3:21Rm 3:21-28).

Em segundo lugar, qual é a principal diferença entre as folhas de figueira e as peles de animais? O que, inevitavelmente, vem destas últimas e que não vem das primeiras? Evidentemente, a resposta é: sangue. Somente isso deveria nos dizer como o evangelho aparece em Gênesis 3:21 (Leia Lv 17:11Ap 12:111Pe 1:18, 19Hb 9:22).

Em terceiro lugar, talvez a parte mais significativa do texto seja a última, que diz: “[Ele] os vestiu” (Gn 3:21). O original hebraico é claro: foi o Senhor que colocou as peles de animais em Adão e Eva. Foi Seu ato em favor deles que cobriu a vergonha de sua nudez. O texto diz apenas que uma “pele” os cobria, mas não nos diz de que tipo. No entanto, não seria difícil fazer uma suposição correta, não é mesmo? (Veja Gn 22:8Jo 1:363:16).

7. Escreva “F” para falso e “V” para verdadeiro:

A) A lei anula as promessas de Deus ( ) – B) A lei não pode dar vida ( ) C) A justiça procede da lei ( ) – D) A justiça se manifestou sem a lei, pela fé no sangue de Jesus ( ) – E) O sangue de Jesus nos isenta da obediência à lei ( ).

8. Qual é a frase correta:
A) As vestes de peles de animais não tinham nenhum significado espiritual. Eram apenas proteção ( ) – B) O sangue não deveria ser ingerido. Era colocado no altar, como expiação ( ) – C) Os vencedores não abrem mão da vida diante da morte ( ) – D) O sangue de Cristo é mais precioso do que prata e menos precioso do que ouro ( ) – E) Deus perdoa o sincero, mesmo que não creia no sangue de Cristo ( ).

9. Identifique a frase errada:

A) Vestes de peles eram superiores porque: foram feitas por Deus, envolviam sangue animal e traziam certeza de proteção ( ) – B) Abraão e Isaque não levaram um cordeiro ao monte ( ) – C) Foi Pedro que disse: “Eis o Cordeiro de Deus!” ( ) – D) Só existe vida eterna pela fé no Filho de Deus ( ).

Ore por seu convidado! Prepare o cardápio simples e de bom gosto!


 

Sexta Ano Bíblico: 1Rs 11, 12

Estudo adicional

Leia de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 44-70: “A Criação”, “A Tentação e a Queda“ e o “O Plano da Redenção“.

A veste branca de inocência foi usada por nossos primeiros pais, quando foram postos por Deus no santo Éden… O homem nada pode imaginar para suprir as perdidas vestes de inocência… Somente as vestes que Cristo proveu podem nos habilitar a aparecer na presença de Deus (Ellen G. White, Maranata, O Senhor Vem [MM 1977], p. 76).

O Senhor Jesus Cristo preparou uma vestimenta – o manto de Sua própria justiça – que Ele colocará sobre toda pessoa arrependida e crente que a receberá pela fé… Então, quando o Senhor olha para o pecador arrependido, Ele vê, não as folhas de figueira que o cobrem, mas a própria justiça de Cristo (Ellen G. White, Olhando Para o Alto [MM 1983], p. 373).

Perguntas para reflexão:

1. Leia Gênesis 3:6. De que avenidas do coração de Eva o diabo conseguiu se aproveitar, ao tentar derrubá-la? Como ele explora essas mesmas avenidas também hoje?
2. Pense mais sobre a importância da nudez na narrativa do Éden. O que mais podemos tirar dessa ideia para melhor entender o que aconteceu ali?
3. Leia Hebreus 5:14. Pense mais nessa questão do mal. O que queremos dizer com a palavra mal? É algo que é sempre absoluto e imutável? Ou é um termo relativo, ou seja, o que algumas culturas consideram mal, outras culturas podem considerar bem, ou, o que antes era considerado mal em uma cultura, agora não é mais? Até que ponto a cultura influencia nosso conceito do bem e do mal? Como podemos ir além da nossa cultura e ter certeza do que é bom ou mau? Como devemos entender Isaías 5:20?

Respostas sugestivas:

1: Ler a Bíblia; orar sem cessar; buscar primeiro a Deus, confiando em Seu sustento; conhecer a Deus, que é vida eterna.
2: Deus criou Eva, da costela de Adão, para ajudá-lo e estar ao seu lado. Quando se uniram, eram uma só carne.
3: O Éden era um paraíso perfeito; Deus alertou sobre o teste; podiam desfrutar de tudo, exceto de uma árvore.
4: A ordem de comer de todas as árvores, menos uma; desmentiu a Lei de Deus, quanto aos efeitos da desobediência.
5: Seus olhos se abriram, perceberam que estavam nus e se esconderam. Tiveram medo. Assim conheceram o mal.
6: Tentaram se cobrir com folhas de figueira; a salvação pelas obras foi inútil; diante de Deus se sentiam nus.
7: Respostas corretas: B e D.
8: Frase correta: B.
9: Frase errada: C.

Amanhã será o grande dia! Convite confirmado. Igreja receptiva. Comida pronta. Livro na mão. Que o poder do Espírito seja sobre todos!


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li322011.html


A Lição em resumo

Texto-chave: Gênesis 2:20-25

O aluno deverá…
Saber: Comparar as roupas originais, fornecidas a Adão e Eva, com as roupas que eles fizeram para si mesmos.
Sentir: Como é estar espiritualmente vestido das roupas de justiça de Cristo.
Fazer: Vestir a roupa espiritual que Deus concedeu, em vez da cobertura rota que fazemos a nós mesmos.

Esboço
I. Saber: Luz, folhas e cordeiro
A. Quais são as diferenças entre as roupas que Deus proveu antes e depois da queda? Quais eram as diferenças entre a roupa que Adão e Eva fizeram para si mesmos e a que Deus forneceu depois da queda?

II. Sentir: Nus e com medo
A. Qual era o estado emocional de Adão e Eva antes da entrada do pecado?
B. Quais foram os resultados emocionais da queda, e como continuamos a sofrer seus efeitos?
C. Quais são os benefícios emocionais de se vestir apropriadamente?

III. Fazer: Cobertos pelo sangue
A. Qual foi a função do sangue no preparo das roupas de Adão e Eva?
B. Que função tem continuado a desempenhar em nos prover agasalho espiritual para nossos dias?

Resumo: A luz que cobria de felicidade nossos primeiros pais inocentes foi perdida na queda. No entanto, Deus providenciou outra cobertura pelo derramamento de sangue. Tudo isso simboliza o que Cristo fez por nós.

Ciclo do aprendizado

Motivação

Conceito-chave para o crescimento espiritual: Quando Adão e Eva, nossos primeiros pais, pecaram, foi perdida a inocência que lhes tornava possível comungar face a face com Deus. Nada podemos fazer por nós mesmos para restaurar essa condição. Devemos depender de Cristo para substituir nossas vestes de inocência por Seu manto de justiça.
Só para o professor: Enfatize a graça de Deus ao preparar uma forma para Adão e Eva e toda a posterior humanidade serem salvos e restaurados ao estado de inocência perdida quando eles desobedeceram a Deus.

Alguma vez você já disse palavras de que se arrependeu, mesmo enquanto estava dizendo? Palavras que não pôde mais recolher? Palavras tão dolorosas ou tolas que ficou orando para ser engolido pela terra a fim de não ter que enfrentar as consequências do que disse?

Ou talvez você tenha se deparado com a escolha de duas formas de ação: uma, correta; a outra, claramente errada, mas, de alguma forma, difícil de resistir. Em um momento crucial, você fez a escolha errada. Você sabia disso, mas fez. Talvez você tenha destruído uma amizade, um casamento ou um emprego. A menos que tenha sido realmente ruim, você provavelmente foi capaz de aprender com a experiência e, com a ajuda de Deus, continuou tocando a vida, embora talvez não exatamente da mesma forma. Mas console-se com o seguinte: até agora, você não corrompeu um planeta.

A decisão de Adão e Eva de desobedecer a Deus foi uma daquelas grandes decisões lamentáveis, irreversíveis, que levaram a todas as outras, incluindo a sua. Imediatamente, eles souberam que alguma coisa estava diferente, e não era bom. Como Satanás havia prometido, eles passaram a conhecer o bem e o mal e também algumas outras coisas: culpa, vergonha, hipocrisia, covardia, egoísmo e separação do Deus que os criara. Perderam – literal e figurativamente – as vestes de inocência. Mas Deus pode transformar em bem até mesmo isso. Naquele momento em que poderia tê-los abandonado ao medo, incerteza ou desespero, Ele lhes deu a promessa de que iria cobri-los com as vestes de justiça.

Comente com a classe: O que a reação de Deus à desobediência de Adão e Eva nos diz sobre Seu caráter? Que esperança podemos tirar daí, em nossos próprios erros e atos de desobediência?

Compreensão

Só para o professor: Enfatize que a perdida inocência de Adão e Eva é irrecuperável por nossos próprios esforços. A aceitação das vestes que Deus adquiriu para nós por meio do sacrifício de Cristo na cruz, por si só, é suficiente para nos permitir entrar em comunhão com Deus e para restaurar Sua imagem em nós.

Comentário Bíblico

I. “Seus olhos se abriram”
(Recapitule com a classe Gn 3:7.)

Segundo essa passagem, assim que Adão e Eva comeram o fruto, seus olhos se abriram para o fato de que estavam nus. A partir daí, podem-se inferir, pelo menos, duas possibilidades. Ou eles haviam sempre estado nus, mas não tinham base para fazer a diferença entre estar nus ou vestidos, ou, de alguma forma, o ato de comer o fruto resultou em sua nudez. Geralmente, os adventistas do sétimo dia têm entendido que, antes da queda, Adão e Eva estavam vestidos de luz, como os anjos. Tomando a passagem bíblica estritamente como está, a tendência seria assumir que estavam nus, especialmente porque, vários versículos antes (Gn 2:25), o texto diz que eles estavam nus mas não se envergonhavam.

Seja qual for a roupa que o primeiro casal tenha usado ou não, é claro que a função delas deve ter sido bastante diferente daquela do vestuário no mundo atual. Hoje, as roupas existem, pelo menos parcialmente, para esconder a nudez. Outra finalidade é indicar status social ou função na sociedade. Essa era outra coisa provavelmente (ainda) não necessária no Jardim do Éden, embora pudesse ter-se tornado desejável quando a população aumentasse. Por exemplo, tradicionalmente, acredita-se que os anjos têm uma hierarquia, e isso poderia requerer formas de distinguir diferentes posições e funções pela vista.

Essencialmente, antes da queda, Adão e Eva não precisavam daquilo que as roupas, em si, mais basicamente, provêm: cobertura ou ocultação. Normalmente, as pessoas só cobrem aquilo de que se envergonham, e a vergonha não existia. Qualquer um de nós pode encontrar uma série de coisas de que se envergonhar, por nossa culpa ou não. Por exemplo, as pessoas podem se envergonhar da aparência de seu corpo, e pagar a outros para lhes dizer como se vestir para minimizar suas falhas. Todos nós já fizemos ou dissemos coisas de que nos envergonhamos, e com razão. Todos temos pensamentos que nunca expressaríamos em voz alta. Por outro lado, Adão e Eva não se envergonhavam simplesmente porque não havia motivos para isso.

Nada disso contradiz necessariamente a ideia de que eles estavam vestidos de luz. As roupas, como as conhecemos hoje, escondem a nudez. A luz faz o oposto de ocultar (Jo 3:19, 20). Naquilo em que a roupa teria escondido coisas que a pessoa não quisesse ver e que outros vissem, Adão e Eva estavam vestidos de luz, que revela tudo, porque tudo neles era digno de ser visto. Eles não tinham nada a esconder.

Pense nisto: Assim que perceberam sua nudez, Adão e Eva correram para se cobrir. E tentaram se esconder de um Deus onisciente e todo-amoroso. Você está se escondendo de Deus? Que diferença faz o fato de perceber que Ele já sabe tudo e quer livrar você de suas culpas?

II. Folhas ou peles?

(Recapitule com a classe Gn 3:721.)

Depois de cometer o primeiro pecado, Adão e Eva chegaram à primeira solução inadequada para o pecado e à vergonha e alienação associadas a ele. Como tantas outras soluções, era lógica, simples e intuitiva. Talvez eles até tivessem sentido um momento de orgulho por haver identificado um novo problema e lhe dar solução quase imediata. Eles se sentiam nus e vulneráveis, mas poderiam lidar com isso enquanto tivessem folhas de figueira.

Até aquele momento, os recursos do jardim ofereciam todo o necessário para sua sobrevivência. Se pudessem se cobrir com folhas de figueira, talvez pudessem continuar como se nada tivesse mudado. Não havia necessidade de perturbar Deus sobre esse assunto. Na verdade, talvez fosse melhor ficar fora da vista de Deus por um tempo.

Mas tudo havia mudado. Deus apareceu no jardim, como estava acostumado a fazer, e o primeiro casal fugiu atemorizado. Com ou sem as folhas de figueira, já não eram capazes de ficar diante de Deus sem sentir vergonha, como faziam antes quando estavam nus. Como tantos dos nossos esforços para nos endireitar, sem a ajuda de Deus, o estratagema das folhas de figueira só conseguiu fazer Adão e Eva se sentirem corretos, e só para eles mesmos. Era uma forma de autoengano, e ainda deixava de alcançar isso, quando posto à prova.

Adão e Eva podiam ter os pecados apagados. Podiam ser restaurados a um relacionamento com Deus. Mas ia doer. O sangue real, quente, de animais teria que ser derramado, como símbolo do sangue do próprio Deus na forma de Jesus Cristo.

Pense nisto: Desde a queda, os seres humanos têm tentado, à própria maneira, enfrentar e resolver os problemas do pecado, do mal e do sofrimento. Essas maneiras se provaram invariavelmente inadequadas. Que “folhas de figueira” você usa para tentar resolver seus problemas sem a ajuda de Deus?

Aplicação

Só para o professor: Ajude seus alunos a entender o que Adão e Eva perderam quando ouviram Satanás no jardim. Enfatize que Deus quer restaurar o que perdemos.

Perguntas para consideração
1. O que tornava a árvore da qual Adão e Eva não deveriam comer “a árvore do conhecimento do bem e do mal”? Adão e Eva eram ignorantes do bem e do mal? Neste caso, como se poderia confiar neles para fazer escolhas morais conscientes?
2. Tão logo Adão e Eva comeram do fruto, por que a primeira coisa que mudou no jardim foi a vergonha por causa da nudez?

Perguntas de aplicação

1. Evidentemente, Deus tinha a opção de proteger Adão e Eva da responsabilidade de escolher obedecer-Lhe. Ele poderia simplesmente não ter permitido o acesso de Satanás ao jardim, e muito provavelmente a questão nunca teria surgido. Por exemplo, como pai, alguma vez você esteve na situação em que teve que dar ao filho a possibilidade de fazer a escolha errada quando preferiria tê-lo protegido melhor?
2. As ações têm consequências. Alguma vez você já teve que enfrentar as consequências de palavras ou ações erradas ou infelizes, nas quais somente um pedido de desculpas não era suficiente?

Criatividade

Só para o professor: Dois temas se tornam evidentes na história de Adão e Eva: o belo e terrível fardo da liberdade humana, que nos permite amar e servir a Deus de bom grado e com alegria, mas também permitiu que nossos primeiros pais traíssem Deus na primeira oportunidade e requereu a morte do Filho de Deus; e o amor e o perdão de Deus, que Se pôs imediatamente a dar andamento à salvação da humanidade rebelde. As seguintes atividades irão ilustrar esses temas.

Esta é uma lição para mostrar como uma pequena escolha equivocada pode definir eventos que não podem ser revertidos. Leve um tubo de creme dental para a classe. Rapidamente aperte o conteúdo em uma superfície designada. Desafie os membros da classe a colocar a pasta de dente de volta dentro do tubo. Leve-os a discutir sobre a importância de sempre permitir que a escolha seja guiada por Deus.

Ou ainda:

Mencione como Adão e Eva falharam em seu primeiro e único teste. Em nossas relações humanas, podemos perder a confiança em uma pessoa por uma única traição espetacular, mesmo depois de uma vida de fidelidade. Adão e Eva não tinham registro desse tipo. Deus tinha todos os motivos para abortar o experimento, mas não o fez. O que isso nos diz sobre o perdão e, literalmente, sobre uma abordagem redentiva para as relações humanas?


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/aux322011.html


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Lição 3 – VESTES DE INOCÊNCIA

Guilherme Silva

Introdução

Ninguém consegue entrar duas vezes no mesmo rio. Assim como as águas serão outras, nós também o seremos. Essa constatação do antigo pensador Heráclito, de Éfeso, destaca a transitoriedade da vida, o contínuo fluxo que marca a experiência humana. Em meio ao turbilhão da existência, é possível saber onde nasce essa torrente e onde ela irá desembocar? Ou seria a vida como um rio sem nascente e sem foz, que sai do nada e jamais alcança um destino? Como chegamos a ser o que somos? E o que podemos fazer a partir do que nos tornamos?

Na revelação bíblica, o drama da existência humana é analisado desde sua origem, passando pelo que hoje somos e apontando para o que podemos ser. É uma história de glória, queda e restauração. De modo semelhante às ruínas de um antigo palácio soterrado nas areia do deserto, o ser humano atual é aquilo que sobrou da tragédia que se abateu sobre a humanidade criada por Deus. Mas a obra de restauração divina traz às ruínas sua antiga glória. Isso é o que estudaremos a seguir.

A imagem de Deus

A vida surge da Vida. O humano nasce do divino: não por acaso, nem por acidente, mas pelo propósito soberano do Deus criador. “Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1:27). A Bíblia revela que a obra da criação foi um evento espetacular. A criação do gênero humano, sua coroação. Os animais foram feitos segundo sua espécie. O ser humano foi criado segundo a imagem divina.

Porém, olhando para a grandiosidade de Deus e para nossa condição limitada, como podemos entender a divina imagem na humanidade? Essa também é a interrogação do salmista: “Quando contemplo os Teus céus, obra dos Teus dedos, a lua e as estrelas que ali firmaste, pergunto: Que é o homem, para que com ele Te importes? E o filho do homem, para que com ele Te preocupes?” (Sl 8:3 e 4, NVI). Apesar da disparidade entre o Criador e a criatura, o salmista destaca a relevância da humanidade para Deus: “Tu o fizeste um pouco menor do que os seres celestiais1 e o coroaste de glória e de honra” (Sl 8:5, NVI).

No Antigo Oriente Médio, era comum que o soberano fosse considerado a imagem da divindade criadora. O faraó egípcio é por vezes mencionado como a imagem do deus Rá. Na Mesopotâmia, o rei era considerado a imagem do deus Marduque, entre outros deuses. O governante supremo seria um representante especial da divindade na Terra, diferente e superior aos demais seres humanos.2

O relato de Gênesis rompe a linha divisória que separa o soberano do povo. A imagem de Deus não é característica especial do governante, mas de toda a humanidade, de homens e mulheres. Considerado o ponto mais alto da criação terrestre, todo o gênero humano recebeu de Deus o domínio3 sobre as criaturas inferiores, tornando-se o administrador responsável pela recente obra divina (Sl 8:7, 8). Autoridade e responsabilidade foram concedidas a todo ser humano. Portanto, todos também compartilham os mesmos deveres de zelar pela criação divina e os mesmos direitos de ter acesso aos bens disponíveis na natureza. Dessa forma, entre Adão e Eva não havia guerra entre sexos, nem a subjugação de um pelo outro. Reinava harmonia enquanto se reconheciam mutuamente como depositários da imagem de Deus, com seus privilégios e responsabilidades. Por isso, podiam se relacionar como se fossem um, sem máscaras, sem disfarces, sem véus (Gn 2:25).

Como representante da criação, foi dado à humanidade não apenas o domínio, mas também a capacidade de se relacionar entre si e com o Criador. Fomos criados por Ele e para Ele (Cl 1:16). Por meio de um relacionamento afetuoso, a Terra estaria ligada ao Céu, e a vida, conectada ao seu propósito original. “Para entender o homem precisamos entendê-lo no seu relacionamento com Deus.”4 Na realidade, “todo esforço de entender o homem à parte do Criador em cuja imagem ele foi criado significa abandonar toda esperança de jamais encontrar o sentido de sua vida”5. O essencial para o ser humano como “imagem de Deus” é ouvir o Criador e falar com Ele.

Por meio do relacionamento direto com Deus e com os seres celestiais, a vida humana seria um processo contínuo de aprimoramento e descoberta, sem paralisação nem retrocesso, sem vazios existenciais. Adão e Eva não eram apenas “filhos sob o cuidado paternal de Deus, mas estudantes a receber instrução do Criador todo-sabedoria. Eram visitados pelos anjos, e lhes era concedida comunhão com seu Criador, sem nenhum véu protetor de separação. Estavam cheios do vigor comunicado pela árvore da vida, e sua capacidade intelectual era apenas pouco menor do que a dos anjos”6

Experimentando um relacionamento harmonioso com Deus, com o próximo, consigo mesmos e com toda a criação, o homem e a mulher habitavam o Éden, o jardim de “delícia”, em seu significado original7. A delícia da vida se revelava na capacidade de cumprir deveres que não eram penosos e desfrutar prazeres não destrutivos. Em perfeito equilíbrio, tudo o que Deus havia criado era “muito bom” (Gn 1:31).

Imagem corrompida

Entre todas as delícias do paraíso, apenas uma estava proibida. Deus a intitulou de árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 3:3). Em seu fruto estava embutida a associação entre o prazer e a dor. Entre suas contraindicações estava o conhecimento que, em vez de libertar, escraviza. Assim como para os seres celestiais, para a humanidade o mal também existia como possibilidade de escolha. Comer o fruto proibido não era uma travessura sem consequência. Era a decisão consciente de ingerir as sementes do mal.

O que estava em jogo não era a preservação dos frutos de uma árvore, mas a seriedade da orientação de Deus e a fidelidade do coração humano. “A essência primordial do pecado não é a magnitude de um ato errado. Pecado é, essencialmente, a criatura querendo ser independente do Criador. É a recusa do pecador em se submeter à autoridade divina, quer a rebelião seja em escala cósmica, quer meramente dentro de um coração. O pecado de anjos e seres humanos se resume na mesma coisa: obstinação em se submeter a nenhum outro deus senão a si mesmo. O moderno humanismo retrata o problema básico do ser humano pecador.”8

O ato voluntário de Adão, como representante da humanidade, introduziu no mundo o vírus do pecado, contaminou a criação divina e infectou toda a descendência de Adão, tendo como consequência final a morte (Rm 5:12). Nós, como seus descendentes, não somos culpados pelo seu pecado, mas contaminados por ele, de forma ampla e irrestrita, conforme vimos no comentário da primeira lição. Dessa maneira, podemos dizer que os seres humanos “não nascem corruptos porque são culpados, mas são considerados culpados porque são corruptos”.9

O pecado de Adão cortou a ligação entre o Céu e a Terra. Demonstrando a inimizade entre o coração pecaminoso e o Deus santo, Adão disse: “Ouvi Tua voz [...] e tive medo” (Gn 3:10). Infectados pelo mal, já nascemos apartados de Deus. Esse é o mais dramático efeito do pecado: a separação entre a humanidade e a fonte da vida. “As vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus” (Is 59:2). Desligados da fonte da vida, estamos de fato mortos em nossos “delitos e pecados” (Ef 2:1).

Por isso, o pecado não se limita a ações pecaminosas: é uma condição da qual o homem não escapa por si mesmo. Essa é a razão pela qual as folhas de figueira, usadas no Éden como cobertura para a recém-descoberta nudez, não serviram para remover a vergonha (Gn 3:7). A solução humana apenas evidenciou a realidade da queda. Não trouxe solução.

Imagem restaurada

Atualmente, a cultura secular nega a dimensão do pecado, embora seja obrigada a conviver com seus efeitos. “Os pecados se tornaram crime e agora o crime está se tornando uma doença.”10 Atribuindo os problemas humanos apenas a condicionamentos sociais, biológicos e/ou psicológicos, justifica-se o pecado, mas o pecador é deixado sem solução. Com o diagnóstico errado, erra-se também na prescrição.
É preciso conhecer a imagem de Deus na humanidade e, ao mesmo tempo, reconhecer que essa imagem foi completamente arruinada pela condição pecaminosa. O pecado não apagou a imagem de Deus, mas degradou a humanidade em todos os níveis. Quando a Bíblia nos apresenta a nós mesmos como conhecedores do bem, mas escravos do mal (Rm 7:14), nos ajuda a entender quem somos de fato e quem podemos ser. “Diz a Bíblia que você é maravilhoso porque é feito à imagem de Deus e degradado porque, em determinado ponto na história, o ser humano caiu”.11

Se cremos que o homem é bom por natureza, a ilusão distorce a realidade. Se vemos apenas a maldade humana, a desilusão soterra a esperança. “O conhecimento de Deus sem o da própria miséria faz o orgulho. O conhecimento da própria miséria sem o de Deus faz o desespero. O conhecimento de Jesus Cristo acha-se no meio, porque nEle encontramos Deus e a nossa miséria.”12

Somente em Cristo há saída para a contradição que nos faz oscilar entre a dor e o prazer, o medo e a esperança. Na cruz de Cristo se cumpre a justiça da lei e se revela o incomparável amor divino, na medida em que “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões” (2Co 5:19). Como ponte sobre o abismo, Cristo revela a distância intransponível que nos separa de Deus e nos concede novamente o acesso à presença do Pai.

Diferentemente das vestes de figueira, que apenas revelaram a vergonha humana, no Éden, as vestes de pele dadas por Deus ao primeiro casal (Gn 3:21) revelam a provisão divina como solução exclusiva para a condição pecaminosa.

Portanto, como pecadores nossa preocupação não deve ser a de tentar cobrir com nossas pretensas qualidades a vergonha de nossa nudez espiritual. De fato, é necessário reconhecer nossa miséria, pobreza e nudez, sem justificativas e desculpas, sem minimizar o poder letal de nossa enfermidade. Então, seremos cobertos, enriquecidos e curados pela justiça de Cristo (Pv 28:13).

Deus pode usar caminhos surpreendentes para nos ajudar a compreender de forma prática e real a profunda dimensão de Sua graça. “Assim um revés, uma derrota grave, o desabamento de um mundo majestoso pode ser o caminho necessário a um renascimento. Para cada um de nós, um fracasso pode se tornar a oportunidade de uma reviravolta sobre si mesmo e de um encontro pessoal com Deus.”13

Conclusão

A humanidade carrega em si a imagem divina, pois sua existência é a obra-prima da criação de Deus.

A queda afasta de Deus a humanidade pela barreira do pecado. Embora a imagem divina não se apague de forma completa, é inteiramente arruinada.

Carregando em si a imagem divina e o poder do pecado, o ser humano só escapa da contradição de sua existência por meio da redenção encontrada em Cristo.

1. O termo hebraico traduzido como “seres celestiais”, na Nova Versão Internacional, é “elohim”. Pode significar “Deus”, “deuses” ou “seres sobrenaturais em geral” (ver Comentário Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, 2005. p. 127).  A Septuaginta, versão do Antigo Testamento para grego koiné, produzida por 72 sábios judeus no período intertestamentário, utiliza o termo “angelos”, significando que o ser humano foi criado um pouco abaixo dos anjos. A mesma interpretação se repete no Novo Testamento (Hb 2:5) e também nos escritos de Ellen G. White.

2. SCHMIDT, Werner H. A Fé do Antigo Testamento. São Leopoldo, RS: Sinodal, 2004. p. 293

3. O significado de “dominar” pode ser originado de “pisar”, uma ação transformadora como “pisar o lagar” para a preparação do vinho. É uma autorização ao ser humano para fazer transformações úteis. Isso não incluiu o domínio destrutivo e ameaçador ao meio ambiente e às demais criaturas divinas (ver WOLFF, Hans Walter. Antropologia do Antigo Testamento. 1 ed. São Paulo: Hagnos, 2007. p. 251.)

4. FORELL, George W. Ética da Decisão. 8ª ed. São Leopoldo, RS: Sinodal, p. 52.

5. Idem.

6. WHITE, Ellen G. Patriarcas e Profetas. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1993. p. 50.

7. VELOSO, Mario. O Homem, uma Pessoa Vivente. São Paulo: Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia, 1984. p. 59.

8. Holbrook, Frank B. O Sacerdócio Expiatório de Jesus Cristo. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2002. p. 72, 73.

9. BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. 3 ed. Campinas, SP: Luz para o caminho, 1994. p. 245.

10. KNIGTH, George R. Sin and Salvation. Hagerstown, MD: Review and Herald Publishing Association, 2008. p. 28.

11. SCHAFFER, Francis. A Morte da Razão. 5 ed. São Paulo: ABU, 1989. p. 21.

12. PASCAL, Blaise. Pensamentos. São Paulo: Nova Cultural, 1999. p. 166.

13. TOURNIER, Paul. Culpa e Graça: uma análise do sentimento de culpa e o ensino do evangelho. 1 ed. São Paulo: ABU, 1985. p. 133.


Guilherme Silva é pastor e jornalista. Atua como editor-associado de livros na Casa Publicadora Brasileira.


FONTE: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/com322011.html


Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Segundo Trimestre de 2011

Tema geral do trimestre: Vestes da Graça

Estudo nº 03 – Vestes de Inocência

Semana de   09 a 16 de abril

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristovoltara.com.br - marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Verso para memorizar: “Criou DEUS, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de DEUS o criou; homem e mulher os criou” (Gen. 1:27).

Introdução de sábado à tarde

Como escrevemos na semana passada, a rebelião de Lúcifer afetou o Céu e a Terra, e repercutiu em todo o Universo. No Céu, a rebelião causou a expulsão de um terço de todos os anjos de DEUS; e na Terra, toda a população se tornou pecadora. Além disso, a natureza se modificou, tornando-se hostil.

Há dois paradigmas sobre a explicação da origem do ser humano neste planeta: o evolucionismo e o criacionismo. O evolucionismo, que é apenas uma teoria, não tem comprovação suficiente para ser aceito como definitivo como são as leis científicas, defende a idéia de que a vida teria surgido por acaso, formando-se casualmente condições ideais para isso. Surgiu um microorganismo vivo simples, que sobreviveu, e foi se reproduzindo, lutando pela vida, foi adquirindo experiência tornando-se cada vez mais complexo. Ao longo de bilhões de anos, sempre por meio da luta pela sobrevivência, desse microorganismo inicial a vida chegou ao ser humano como é hoje.

Se essa explicação fosse verdadeira, então a morte de JESUS seria totalmente inútil. Aliás, em primeiro lugar, a função de DEUS seria pequena, pois a vida se teria formado e se aperfeiçoado sem Ele. E qual seria a importância do plano da salvação se, na continuidade da luta pela sobrevivência, nesses últimos tempos com a ciência, os seres humanos, evidentemente, um dia desses encontrariam os meios para evitar a morte. Se a evolução fosse a explicação verdadeira, então não estaríamos muito longe de alcançar, por nossa inteligência, a imortalidade, ao menos a renovação constante da vida por alguma forma de rejuvenescimento celular.

Mas o que se vê, e que é fato? Duas coisas são perceptíveis.

Em primeiro lugar, a ciência melhorou a vida na Terra. E em segundo lugar, a mesma ciência está destruindo a vida na Terra. A vida que se prolonga pelo poder da medicina está sendo ameaçada de extinção pelo poder das armas de forte poder de destruição e das drogas refinadas em laboratórios. E a ganância está destruindo a natureza, a ponto de cada ano termos que suportar catástrofes mais intensas. Então, a ciência, que seria produto da evolução, não é solução para os dilemas do ser humano, muito menos garante o seu futuro.

O segundo paradigma de explicações sobre a origem da vida é o criacionismo. Por ele se entende que a vida veio por meio do poder de um Ser vivo, eterno, infinitamente capaz e poderoso, de existência própria e independente, chamado DEUS. Ao contrário da teoria da evolução, a criação como explicada pela Bíblia (que é a revelação do Criador), assegura-nos que DEUS criou a vida para que os seres vivos vivessem eternamente, em absoluta felicidade. Eles não teriam que lutar para se aperfeiçoarem, mas simplesmente obedecer para continuarem na perfeição. Com a entrada do pecado começou a degeneração, que foi se acentuando até a Idade Média. Por esse tempo, aos poucos a qualidade de vida do ser humano foi melhorando com os avanços científicos da medicina. Ou seja, o homem não está resolvendo os seus problemas de degeneração, simplesmente conseguiu situar-se em um nível um pouco melhor cuidando da saúde, coisa que DEUS tem recomendado desde o princípio, e que é uma das incumbências do povo de DEUS na Terra.

Pelo criacionismo a humanidade marcha rumo à sua extinção, seja pelas condições naturais do planeta, seja pela própria sociedade humana. Isso hoje está se tornando perceptível. Nem precisa mais ler na Bíblia que a humanidade está destruindo tudo, e que não tem mais retorno. E pelo mesmo criacionismo, vemos um DEUS Criador, que ama tanto ao que criou que Se colocou em lugar do ser humano fadado a morrer para sempre para dar-lhe uma oportunidade de ter de volta a vida eterna e as condições de vida originais. Por essa explicação não precisamos lutar pela vida e assim tentar, contra todas as tendências, resolver nossa situação desesperada de extinção iminente, mas sim, nos entregar ao nosso Salvador que Ele já resolveu tudo.

  1. Primeiro dia: Os primeiros dias

Quando alguém compra um carro novo, fica olhando para ele e tudo é, digamos, perfeito. Recém saído da fábrica. Nenhum arranhão. Tudo funcionando perfeitamente.

Quando Adão e Eva foram criados, era assim também. Tudo perfeito, lindo, nenhuma preocupação com o futuro. Em relação ao carro novo, no Éden havia uma grande diferença: permaneceria assim para sempre, se fossem obedientes. Se eles não houvessem pecado, hoje mesmo, agora, lá estariam eles e seus filhos, netos, etc., numa vida inocente, perfeita e sem noção do mal.

Infelizmente, nós, os humanos de hoje, não estaríamos nesse lugar. Onde estaríamos? Em lugar algum, pois a sucessão dos nascimentos teria seguido outra trajetória, e outras pessoas teriam nascido em nosso lugar. Assim como, por causa do pecado, outras pessoas nunca nasceram. É como se um homem tivesse casado com uma outra mulher, não com a que é a sua esposa, e teriam nascido outros filhos, não esses que atualmente tem. Agradeça a seus pais por terem casado assim, pois se fosse diferente, você nem existiria, e outra pessoa viveria em seu lugar.

Mas como foi a vida no Éden? Extraímos um trecho de Ellen G. White, do fantástico livro História da Redenção, cuja leitura recomendamos. Se iniciar a leitura desse livro, vai gostar tanto que lerá todo ele. E vai entender sobre a origem do pecado, sobre como foi sua evolução e como será a solução de toda essa problemática.

“O santo par era muito feliz no Éden. Ilimitado controle fora-lhes dado sobre toda criatura vivente. O leão e o cordeiro divertiam-se pacífica e inofensivamente ao seu redor, ou dormitavam a seus pés. Pássaros de toda a variedade de cores e plumagens esvoaçavam entre as árvores e flores e em volta de Adão e Eva, enquanto seu melodioso canto ecoava entre as árvores em doces acordes de louvor a seu Criador.

“Adão e Eva estavam encantados com as belezas de seu lar edênico. Eram deleitados com os pequenos cantores em torno deles, os quais usavam sua brilhante e graciosa plumagem, e gorjeavam seu feliz, jubiloso canto. O santo par unia-se a eles e elevava sua voz num harmonioso cântico de amor, louvor e adoração ao Pai e a Seu amado Filho pelos sinais de amor ao seu redor. Reconheciam a ordem e a harmonia da criação, que falavam de sabedoria e conhecimento infinitos.

“Estavam continuamente descobrindo algumas novas belezas e excelências de seu lar edênico, as quais enchiam seu coração de profundo amor e lhes arrancavam dos lábios expressões de gratidão e reverência a seu Criador” (História da Redenção, 22 e 23).

Tente agora imaginar vivendo num lugar assim. Que tristeza dá o perceber que não estamos lá, mas que alegria também podemos sentir sabendo que podemos estar lá em pouco tempo. Essa é a promessa. Para tanto, temos hoje que viver uma relação com o nosso Criador, ao menos mais próxima, como Enoque, e sentir a Sua presença transformadora. Como se pode fazer isso? Lendo as Escrituras que são inspiradas por DEUS, e que servem para ensinar, para corrigir e para educar (2Tim. 3:16 e 17). Fazer isso é um bom caminho para se achegar cada vez mais a DEUS. Podemos também vigiar todo o tempo para escapar das futilidades do mundo que nos querem impedir o alcance da vida eterna (Luc. 21:36). Fazendo isso, não andaremos o tempo todo ansiosos, mas teremos cada vez maior interesse em buscar em primeiro lugar o Reino de DEUS, e tudo o que necessitarmos nessa vida, nos será acrescentado (Mat. 6:25 a 34). Porque a vida eterna é conhecer a DEUS e a JESUS CRISTO, para assim termos um mais íntimo relacionamento com o nosso Criador e o nosso Salvador (João 17:3).

  1. Segunda: Despidos mas não envergonhados

A vestimenta de Adão e Eva era a mesma dos anjos. Apesar dessa vestimenta, a Bíblia diz que estavam nus. Ou seja, se podia ver o corpo inteiro. Entende-se assim porque a Bíblia diz que eles não sentiam vergonha, nem um do outro, nem dos anjos e nem de DEUS. Eles não sentiam vergonha porque eram puros. É do pecado que vem o senso de vergonha. É de se fazer algo errado que a consciência acusa.

Como surgiu o senso de vergonha? Quando Adão e Eva comeram do fruto que DEUS disse para não comerem, ao se verem na iminência da presença de DEUS, tendo perdido aquela glória que os envolvia, perceberam que haviam estragado algo que o Criador lhes dera. Agora aquela cobertura transparente desapareceu, e a culpa disso era deles. Sentiram-se expostos de uma maneira diferente, explícita. Perceberam que precisavam de outra cobertura, artificial, feita por mãos de homens. Na pressa, não tendo outro recurso, improvisaram uma cobertura de folhas de figueira costurando uma na outra. Aquilo era ridículo, mas pelo menos não se via mais as partes íntimas, das quais agora tinham vergonha.

“Esse casal, que não tinha pecados, não fazia uso de vestes artificiais. Estavam revestidos de uma cobertura de luz e glória, tal como a usam os anjos. Enquanto viveram em obediência a Deus, esta veste de luz continuou a envolvê-los. Embora todas as coisas que Deus criou fossem belas e perfeitas, e aparentemente nada faltasse sobre a Terra criada para fazer Adão e Eva felizes, ainda manifestou Seu grande amor plantando para eles um jardim especial. Uma porção de seu tempo devia ser ocupada com a feliz tarefa de cuidar do jardim, e a outra porção para receber a visita dos anjos, ouvir suas instruções, e em feliz meditação. Seu labor não seria cansativo, mas aprazível e revigorante. Este belo jardim devia ser o seu lar” (História da Redenção, 21).

Nós hoje ainda sentimos vergonha. Não se sabe dizer se ela é uma consequência natural do pecado ou se de alguma forma DEUS a providenciou. Uma coisa é fato: a vergonha de expor as partes íntimas é importante para a manutenção da moral e inibição da pornografia, já que pelo pecado o sexo se tornou o principal foco da imoralidade. Essa é a razão de muitos na sociedade forçarem a exposição do corpo e levarem as pessoas a perderem a vergonha e assim se abolir o matrimônio e se instituir o sexo livre. A atitude da sociedade atualmente é contra a moral. Contribuem muito nesse sentido a televisão e a internet. Dizem os pesquisadores que na década de 80 a iniciação sexual se dava a partir dos 16 anos, na década de 90 a partir dos 15 anos e na década de 2010 caiu para os 14 anos, em média.

Nós nos tornamos maliciosos e sensuais, por isso precisamos usar roupa adequada. Mas a mídia força as pessoas se exporem, especialmente as mulheres. Os homens são atraídos pelo corpo feminino, as mulheres pelo romantismo. Então, por toda parte, se vê alguma mulher se expondo, e também se vê o aumento dos tarados sexuais. É bom alertar muitas das senhoras da igreja que entram nessa vitrine ingenuamente, e se expõe até dentro da igreja, embora não deva fazer isso em lugar algum, senão a seu marido. Precisam rever isso se desejam ser salvas. Se não estão muito preocupadas com a salvação, então sigam seu caminho, mas precisam saber que quando DEUS as julgar, passarão por terrível angústia, pela perda de sua vida e da vida de muitas outras pessoas, mulheres ou homens. E os homens, maridos, podem perder sua vida por não terem cuidado desse ponto. Nesse aspecto a carga cai mais sobre as mulheres, porque seu corpo é muito mais bonito e muito mais atraente, especialmente aos homens. E foi DEUS que fez assim, mas com o propósito da felicidade, e satanás transforma esse propósito em pornografia. Aquilo que foi santo e puro se mudou em baixaria. É de admirar as santas mulheres, muitas delas em extremo formosas, mas elegantemente recatadas, atraindo a atenção de todas as pessoas, mas sem despertar pensamentos sensuais. Como é agradável ver uma mulher assim, percebe-se junto dela o poder do ESPÍRITO SANTO. Feliz o marido de cada uma delas, e felizes são seus filhos. DEUS também Se alegra com elas.

  1. Terça: O teste

Voltamos, depois de alguns semestres, a estudar sobre o livre arbítrio. No Jardim do Éden, DEUS os fez livres para escolher. Ser moralmente livre é ter suficiente conhecimento para livremente fazer escolhas, ou decidir entre pelo menos duas alternativas.

Adão e Eva, para serem moralmente livres deveriam poder escolher entre obedecer a DEUS ou não obedecer. Essa era a primeira opção deles. Mas havia outra, eles poderiam desobedecer a DEUS obedecendo a outro senhor. Essa era a segunda opção de escolha.

Se Adão e Eva tivessem comido do fruto por iniciativa própria, sem a sugestão de satanás, teriam pecado da mesma maneira, mas não se teriam vinculado a satanás. Desligando-se de DEUS, teriam-se tornado deus para si mesmos. Porém, estariam na condição dele, e certamente bem fragilizados para mais adiante se associarem com ele, ou seus descendentes fariam isso. Eles seriam como uma pessoa transplantada, que está sem defesas em seu organismo.

E que conhecimento deviam ter para poder decidir? Deviam conhecer o bem, e algo sobre o mal. Sobre o bem conheciam bastante, mas sobre o mal só sabiam duas coisas: que ele existia e que se tornariam mortais. E mais que isso não necessitavam saber, pois não interessava. Eram informações suficientes para saberem se interessava ou se não interessava, isto é, se devia ou não ser evitado. E outra coisa que eles sabiam relacionado ao mal, era sobre a queda de Lúcifer, e que ele andava rondando para derrubá-los.

Eles tinham cérebros avantajados, eram em extremo inteligentes, e a memória deles jamais esquecia alguma coisa. Tinham, portanto, suficiente capacidade de raciocínio lógico para fazer as escolhas corretas. E ainda assim, estavam ao seu lado o Criador e os anjos, prontos para virem em favor deles, se chamados. Mas se não fossem chamados, evidentemente, pelo princípio de livre arbítrio, não deveriam vir em seu socorro. É bom saber que hoje ainda é assim, e sempre será. Se no momento da tentação não chamarmos por socorro do alto, é certo que cairemos, pois em nossa condição de pecadores (pecador é quem gosta de pecar, ou gosta de algum tipo de pecado) não temos suficiente força para subjugarmos nosso comportamento contra a nossa própria natureza a fim de evitar quedas. É nesses momentos que precisamos de uma força além da nossa capacidade, a força que vem do alto.

Eles tinham, portanto, todas as possibilidades de, nas condições de livre arbítrio, vencerem. Tanto é que nem Adão nem Eva argumentaram com DEUS que não sabiam do perigo em comer do fruto, ou da existência de satanás. Eles foram testados e caíram.

O teste que DEUS aplicou a Adão e Eva não era do tipo: vamos ver se eles suportam. Não era assim, embora muitos pensem que fosse um teste do tipo cai ou não cai. Aquela árvore, da ciência do bem e do mal, era como uma escola para todos os dias se fortalecerem no conhecimento do bem e na capacidade de manterem intimidade e obediência a DEUS. Toda escola aplica algum tipo de teste para medir a aprendizagem, e ali também foi assim. Ao menos por algum tempo eles teriam aquela árvore como uma grande motivação em buscar fortalecer a aliança com o Criador e crescerem no saber sobre Ele e sobre o que Ele fez.

Outra coisa: era como um curso fundamental sobre obediência. Se um dia DEUS resolvesse tirar a proibição de comerem da árvore, isso não quer dizer que daí em diante não haveria mais possibilidade de caírem e de morrerem. Haveria sim, e sempre haverá, tanto que Lúcifer caiu sem comer de alguma árvore, e sim, por outra via, a de querer ser tal como DEUS. Ele caiu por ambição. Adão e Eva caíram por curiosidade e por duvidarem da palavra de DEUS, que disse: “no dia em que dela comerdes certamente morrereis”. Embora a lição da queda tenha sido tão forte, a misericórdia de DEUS foi tão grande no plano da salvação que está assegurado que jamais acontecerá outra queda aqui na Terra ou em algum lugar desse Universo, como diz em Naum 1:9. A possibilidade de nova queda sempre vai haver, pois DEUS não vai abolir o livre arbítrio. Mas DEUS, que consegue ver o futuro, olhou eternidade afora e viu, e nos informou que não se repetirá a desobediência. Ninguém mais duvidará do amor de DEUS, e o apego a Ele será tão intenso que não vai haver vontade por parte de quem quer que seja em criar outra situação de morte.

Então é para nós grande vantagem, pois podemos nos arrepender e sermos salvos, pois já sabemos que depois dessa aventura de conhecer o mal e de desobedecer, outra não haverá mais, e que viveremos para sempre. E esse é o momento de optarmos. A nossa decisão é invertida em relação a de Adão e Eva. Eles podiam decidir entre viver sempre e se tornar mortais; nós, pelo contrário, devemos decidir entre continuar mortais e morrer mesmo, ou viver eternamente. Que sejamos sábios e escolhamos corretamente.

  1. Quarta: Roupas novas

Coisa dramática foi aos nossos primeiros pais descobrirem o mal. Assim que pecaram, não demorou muito, viram em seu corpo uma diferença estranha. Aquilo que antes olhavam, mas não tinham vergonha, agora parecia ser negativo. Faltava a veste de glória, pois a perderam. Não que com ela se vestissem, mas ela lhes servia como fator de pureza. Foi-se a pureza e em seu lugar veio a malícia. Naquele dia eles não maliciaram ao verem seus corpos, mas foi o início, pois perderam parte da pureza; e no lugar dela, em substituição, apareceu a vergonha de si mesmos. Em síntese, estava aberto o caminho para no futuro os seres humanos aviltarem seus corpos pela pornografia, sensualismo, exibicionismo, tatuagem, penduricalhos como brincos e piersings e outros abusos. Abriram-se as portas para a glória do corpo em lugar da glória no corpo. O que eles perderam naquele dia seus descendentes buscaram substituir por artificialismos baratos de exaltação do corpo e do “eu”.

Abriram-se os olhos do casal e eles viram que estavam nus. Ou seja, eles descobriram o que satanás havia prometido: viram o mal que começava a aparecer. Envergonhados, fizeram duas coisas: costuraram algo como um tipo de cinturão que cobria da cintura para baixo, as partes íntimas, e ainda assim, tentaram esconder-se. Era o efeito da vergonha, de terem feito algo errado. Procuraram encobrir o erro.

Quando erramos, diante de DEUS, ficamos totalmente expostos. Ele nos vê por inteiro, e nós ficamos numa situação de devedores, sem ter o que fazer. Qualquer coisa que venhamos a fazer, por nossa iniciativa, sempre será ridícula, e nada resolverá, nem para nos esconder de DEUS, para que Ele não descubra, e muito menos para reverter a situação, e escaparmos da culpa. Só DEUS mesmo, se Ele quiser, pode resolver essa situação, e foi o que fez.

A fuga e as folhas de figueira só serviram para mostrar que qualquer tentativa para resolver a situação formada por terem desobedecido seria inútil.

  1. Quinta: Vestes de pele

Adão e Eva fizeram um sacrifício ingênuo, tentando solucionar o problema do pecado e sua principal consequência que é a morte, por meio de folhas de figueira. O mesmo fez o seu filho Caim, oferecendo dos frutos da Terra, produto de seu trabalho. Abel ofereceu vida com sangue. Para resolver o problema da morte, só a morte de um inocente, só o derramamento de sangue.

“Fez o Senhor vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu” (Gên. 3:21). Nem a nudez, lá no Jardim do Éden era possível cobrir eficazmente com folhas de alguma planta, seja lá qual fosse. Essa cobertura precisava ser mais eficaz, e DEUS fez para eles vestes novas, se bem que provisórias, de pele de cordeiro.

Ora, se nem mesmo a nudez podia ser coberta por folhas, como poderiam resolver o problema do pecado e da morte? Não haveria outra solução senão o derramamento de sangue. E devia ser sangue de um inocente, um sem pecado, que devia ser JESUS, o Filho de DEUS. Assim, o cordeiro que foi morto bem no dia em que eles pecaram, serviu de ilustração do Cordeiro que seria morto, no futuro, para a remissão dos pecados dos seres humanos. Ao menos de todos que quisessem.

O mesmo que os havia coberto com um áurea de luz gloriosa e da pureza da inocência com todo bem, foi também O que os cobriu com roupa de cordeiro, evitando que continuassem tendo vergonha pelas consequências do pecado, mas em lugar da vergonha, tivessem esperança de que o próprio Criador Se tornaria, para eles, também seu Salvador. Mas para isto, teria Ele que morrer em lugar deles. E o sacrifício do cordeiro simbolizava exatamente isto: a morte substituta de JESUS em lugar deles e de seus filhos e descendentes.

Hoje estamos felizes pois somos a geração que assiste o final desse tremendo conflito. Muito logo, Aquele que foi morto por nós, e que ressuscitou, o mesmo que vestiu Adão e Eva depois de sacrificar o cordeiro e tirar sua pele, voltará, agora em toda a Sua glória para executar o Seu plano de salvação.

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

Adão e Eva estavam revestidos com vestes de justiça. Quando pecaram, tornando-se injustos, isto é, pecadores, perderam essas vestes, e viram-se totalmente expostos. Depois daquele trágico dia no Éden, a situação se tornou dramática para o casal. Sentiram sobre si, misteriosamente o peso da justiça de DEUS a lhes cobrar explicações. E foi isso mesmo. DEUS cobrou explicações por meio de perguntas constrangedoras. Eles estavam envergonhados porque perderam as vestes de justiça, que só pessoas sem pecado têm o direito de usar.

Depois daquela queda, satanás empenhou-se em inventar vestes substitutas, confeccionadas pelo homem, que formam uma imagem de aparência. “Satanás precisa enganar a fim de desviar. … Deve-se realizar um trabalho sorrateiro, exercer uma influência enganadora; falsas conjeturas devem ser estabelecidas como verdade, a suspeita acalentada. Satanás revestirá a tentação e o pecado com vestes de justiça, e por esse engano conquistará muitos para o seu lado. Cristo declarou Satanás um mentiroso e homicida. Ah, que as pessoas incautas aprendessem de Deus a sabedoria” (CRISTO Triunfante, MM 2002, 37). Essa é uma das estratégias do inimigo: fazer o pecado parecer algo positivo, e fazer a obediência parecer algo inferior. Há muitas igrejas que, com a Bíblia na mão, levam milhões à perdição. Formam um culto que parece ser dedicado a DEUS, mas na verdade é um culto ao inimigo.

DEUS, no entanto, espera uma transformação a ser conquistada por meio da nossa oferta a DEUS e da ação do ESPÍRITO SANTO. “Há diante de nós um Céu, uma coroa de vida a ganhar. Mas somente ao vencedor é dada a recompensa. O que obtém o Céu precisa estar revestido das vestes da justiça. ‘E qualquer que nEle tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também Ele é puro.’ I João 3:3. No caráter de Cristo não havia desarmonia de espécie alguma. E o mesmo pode acontecer conosco. Nossa vida pode ser regida pelos princípios que governaram a Sua vida” (Cuidado de DEUS, MM 1995, 15). O Senhor vem, e temos de estar preparados! Eu preciso de Sua graça a cada momento – preciso das vestes da justiça de Cristo. Devemos humilhar nosso espírito perante Deus como nunca antes, prostrar-nos junto à cruz, e Ele nos porá na boca uma palavra em Seu favor, palavra de louvor a nosso Deus. Ele nos ensinará uns acordes do cântico dos anjos, acordes de ações de graças ao nosso Pai celestial. De nós mesmos nada podemos fazer, mas Deus deseja tocar nossos lábios com a brasa viva do altar. Quer santificar nossa língua, santificar todo o nosso ser (Cuidado de DEUS, MM 1995, 150).

O nosso foco de interesse deve sempre ser JESUS CRISTO. Só Ele pode nos salvar. Por isso devemos sempre olhar para Ele, lendo a Bíblia e os textos do Espírito de Profecia. “Desviai o olhar, de vós mesmos para a perfeição de Cristo. Não nos é possível confeccionar uma justiça que seja nossa mesma. Cristo tem nas mãos as puras vestes da justiça, e nos cobrirá com elas. Ele pronunciará suaves palavras de perdão e promessa” (Cuidado de DEUS, MM 1995, 150). E nada podemos fazer por nós mesmos. O máximo que podemos fazer é nos entregar ao nosso salvador, para que por meio do ESPÍRITO SANTO sejamos transformados. “Não podemos prover-nos de vestes de justiça por nós mesmos, pois diz o profeta: ‘Todas as nossas justiças, como trapo da imundícia.’ Isa. 64:6. Não existe em nós coisa alguma com a qual possamos vestir o caráter, de modo que não apareça sua nudez. Temos de receber as vestes da justiça tecidas no tear do Céu – com efeito, a pura veste da justiça de Cristo. Devemos dizer: ‘Ele morreu por mim. Tomou sobre Si a miséria de minha vida, a fim de que em Seu nome eu pudesse ser vencedor, e ser exaltado até ao Seu trono.’” (Cuidado de DEUS, MM 1995, 150). Portanto, é importante que cada dia nossa primeira atividade seja a oração e a entrega a DEUS, e que nesse dia vivamos segundo os Seus mandamentos.

escrito entre  01 e 08/03/2011 – revisado em  09/03/2011

corrigido por Jair Bezerra

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

FONTE: http://www.cristovoltara.com.br/


Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 03 – 1º Trimestre 2011 (09 a 16 de abril)

Observação: Este comentário é provido de Leitura Adicional no fim de cada dia estudado. A leitura adicional é composta de citações do Espírito de Profecia. Caso considere-a muito grande, poderá optar em estudar apenas o comentário ou vice versa.

Comentário: Gilberto G. Theiss

SÁBADO, 09 DE ABRIL – Vestes de Inocência – (Gn 1:27)

“Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1:27).

Deus poderia ter feito Adão e Eva com uma imagem bastante peculiar, distinta em todos níveis de qualquer ser existente, mas, Ele preferiu trazê-los a existência seguindo parâmetros de caráter, vigor e saúde à Sua imagem. É difícil entender como poderíamos ser imagem e semelhança de Deus quando homem e mulher são diferentes em alguns aspectos físicos. Isto parece indicar que fomos feitos à imagem e semelhança de Deus mais especificamente na dimensão do caráter e do vigor pleno da vida. Infelizmente esse caráter (de Deus) em seus filhos foi destruído mediante a transgressão. Satanás propôs obliterar ou no mínimo minimizar o efeito do caráter do Criador na vida de Adão e Eva. No lugar do caráter de Jeová, a transgressão inseriu o medo ou o que chamamos de mecanismo de defesa. Nós passamos a ter o caráter de uma natureza corrompida guiada pelo nosso próprio mecanismo de defesa (medo) que podemos também chamar de (EU). O (EU) reina no lugar onde Deus deveria permanecer reinando. As vestes da figueira representam o reino absoluto do próprio (EU) ou a busca pela independência e convívio com o pecado.

No entanto, quando Adão e Eva foram procurados por Cristo, receberam Dele as vestes de um cordeiro simbolizando que a divindade não deixaria a humanidade sob as rédeas do pecado ou do próprio (EU). Deus, através de Cristo, reimprimiria Seu caráter novamente no homem. Através da cruz e das vestes da redenção o homem seria resgatado da decadência e levado a submeter novamente o seu (EU) a Deus.

Leitura Adicional

“No princípio disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança.” Gên. 1:26. Mas o pecado tem quase obliterado a imagem moral de Deus nos seres humanos. Jesus desceu ao nosso mundo para que pudesse dar-nos um exemplo vivo, para que pudéssemos saber como viver e como guardar os caminhos do Senhor. Ele era a imagem do Pai. Seu belo e imaculado caráter está diante de nós como exemplo para que o imitemos. Devemos estudar, copiar e seguir a Jesus Cristo, e então traremos para o nosso caráter a Sua amabilidade e beleza. Ao fazê-lo, estaremos diante de Deus por meio da fé, conquistando de volta, pelo conflito com os poderes das trevas, o poder do autocontrole, o amor de Deus que Adão perdeu” (Manuscrito 6a, 1886 (Sermons and Talks, vol. 1, págs. 31-34).

“Criados para serem a “imagem e glória de Deus” (I Cor. 11:7), Adão e Eva tinham obtido prerrogativas que os faziam bem dignos de seu alto destino. Dotados de formas graciosas e simétricas, de aspecto regular e belo, o rosto resplandecendo com o rubor da saúde e a luz da alegria e esperança, apresentavam eles em sua aparência exterior a semelhança dAquele que os criara. Esta semelhança não se manifestava apenas na natureza física. Todas as faculdades do espírito e da alma refletiam a glória do Criador. Favorecidos com elevados dotes espirituais e mentais, Adão e Eva foram feitos um pouco menores do que os anjos (Heb. 2:7), para que não somente pudessem discernir as maravilhas do universo visível, mas também compreender as responsabilidades e obrigações morais” (Educação, p. 20).

“O verdadeiro objetivo da educação é restaurar a imagem de Deus na alma. No princípio Deus criou o homem à Sua semelhança. Dotou-o de nobres qualidades. Sua mente era bem equilibrada, e todas as faculdades de seu ser estavam em harmonia entre si. Mas a queda e seus efeitos perverteram estes dons. O pecado mareou e quase obliterou a imagem de Deus no homem. Foi para restaurar a mesma que se concebera o plano da salvação, e se concedera ao homem um tempo de graça. Levá-lo novamente à perfeição em que a princípio fora criado – é o grande objetivo da vida, objetivo este que constitui a base de todos os outros. É o trabalho dos pais e professores, na educação da juventude, cooperar com o propósito divino; e, assim fazendo, são cooperadores de Deus” (Patriarcas e Profetas, pág. 595).

“Adão e Eva foram formados à imagem de Deus. Mas Satanás trabalhou constantemente para destruir a semelhança divina. O santo par cedeu à tentação e a imagem de Deus foi obliterada. Cristo pôs mãos à obra pela segunda vez e recriaria os seres humanos” (Manuscritos 15, 1898).

“Tão vasto é o campo, e tão sutis e incansáveis são os esforços do inimigo que o povo de Deus precisa estar muito atento e trabalhar sinceramente e sem cessar para anular o mal que campeia na igreja e no mundo. Satanás e seus agentes estão lançando linhas especiais de trabalho para que as pessoas sejam controladas por seu poder. Enganos de todos os tipos e intensidade estão surgindo, para que, se fosse possível, Satanás enganasse os próprios eleitos. …Com o mesmo poder sutil com que planejou a rebelião dos seres santos no Céu, antes da queda, Satanás está trabalhando hoje para cumprir, por intermédio de seres humanos, a realização de seus maus propósitos” (Panfleto SpTB17a: The Unwise Use of Money and the Spirit of Speculation [O uso imprudente do dinheiro e o espírito de especulação])”.

“A Adão e Eva foi dado o jardim do Éden para cuidar. Eles o receberam ‘para o cultivar e o guardar’. Eram felizes em seu trabalho. Mente, coração e vontade agiam em perfeita harmonia. Em seu trabalho, não sentiam cansaço, nem fadiga. Suas horas eram preenchidas com trabalho útil e comunhão mútua. Sua ocupação era agradável. Deus o Pai e Cristo os visitavam e conversavam com eles. Eles recebiam liberdade perfeita. Apenas uma restrição foi colocada sobre eles: ‘De toda árvore do jardim comerás livremente’, disse Deus, ‘mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás’” (Gn 2:16, 17; Manuscript Releases, v. 10, p. 327).

“E ao se demorar a mente sobre Cristo, é o caráter moldado à semelhança divina. Os pensamentos são saturados do senso de Sua bondade, e de Seu amor. Contemplamos-Lhe o caráter e assim está Ele em todos os nossos pensamentos. Seu amor nos rodeia. Se olharmos ainda que por um momento para o Sol em sua glória meridiana, ao desviarmos os olhos, em tudo que olharmos aparecerá a imagem do Sol. O mesmo se dá quando contemplamos a Jesus; tudo para que olhamos reflete Sua imagem, o Sol da Justiça. Não podemos ver nenhuma outra coisa, nem falar de qualquer outra coisa. Sua imagem está impressa na retina da alma e afeta cada parte de nossa vida diária, suavizando e subjugando toda a nossa natureza. Contemplando, ajustamo-nos à semelhança divina, a saber, à semelhança de Cristo. A todos aqueles com quem nos associamos refletimos os brilhantes e alegres raios de Sua justiça. Nosso caráter foi transformado; pois o coração, a alma, a mente são iluminados pelos reflexos dAquele que nos amou e a Si mesmo Se deu por nós. Aqui de novo há o reconhecimento de uma influência pessoal e viva a habitar pela fé em nosso coração” (Mensagem aos Jovens, p.160).

DOMINGO, 10 DE ABRIL – Os primeiros dias – (2Tm 3:16, 17; Lc 21:36; Mt 6:25-34; Jo 17:3)

É muito difícil captar através dos pensamentos uma cena que jamais vimos. Ao imaginar a relação existente, de Adão e Eva com Deus naquele Éden belo e glorioso, por mais criativos que sejamos na maneira pensar, ainda estaremos muito aquém da realidade. Com certeza o envolvimento de Deus, de maneira direta, com Adão e Eva deveriam ser os momentos mais marcantes de suas vidas. Quando pecaram e perderam a preciosidade do companheirismo pessoal com Deus, deve ter sido, para eles, a dor mais insuportável que levariam para o resto da vida.

Os nossos primeiros pais deveriam suportar, a partir de agora, a ideia da presença de Deus de forma muito subjetiva. Hoje nós também desfrutamos da presença de Deus de maneira muito subjetiva, mas, mesmo sendo subjetiva (através da Escritura e da oração) ela é crucial para nossa existência e manutenção da vida espiritual.

De uma coisa devemos estar certos, aquele que não busca convívio pleno com Deus, mesmo que de forma subjetiva, jamais o verá de forma pessoal.

Leitura Adicional

“No Éden, o paraíso em miniatura, Adão tinha inúmeros temas para contemplação das obras de Deus. O Senhor não criou o homem apenas para contemplar Sua obra gloriosa e, portanto, deu-lhe mãos para trabalhar, bem como mente e coração para contemplação. Se a felicidade do homem consistisse e não fazer nada, o Criador não teria dado a Adão seu trabalho designado. O homem deve encontrar felicidade no trabalho, bem como na meditação (SDA Bíble Commentary, v.1, p. 1082).

“Quando Adão saiu das mãos do Criador, trazia ele em sua natureza física, intelectual e espiritual, a semelhança de seu Criador. “E criou Deus o homem à Sua imagem” (Gên. 1:27), e era Seu intento que quanto mais o homem vivesse tanto mais plenamente revelasse esta imagem, refletindo mais completamente a glória do Criador. Todas as suas faculdades eram passíveis de desenvolvimento; sua capacidade e vigor deveriam aumentar continuamente. Vasto era o alvo oferecido a seu exercício, e glorioso o campo aberto à sua pesquisa. Os mistérios do universo visível – as “maravilhas dAquele que é perfeito nos conhecimentos” (Jó 37:16) convidavam o homem ao estudo. Aquela comunhão com Seu criador, face a face e toda íntima, era o seu alto privilégio. Houvesse ele permanecido fiel a Deus, e tudo isto teria sido seu para sempre. Através dos séculos infindáveis, teria ele continuado a obter novos tesouros de conhecimentos, a descobrir novas fontes de felicidade e a alcançar concepções cada vez mais claras da sabedoria, do poder e do amor de Deus. Mais e mais amplamente teria ele cumprido o objetivo de sua criação, mais e mais teria ele refletido a glória do Criador” (Educação, p. 15).

“Neste jardim o Senhor colocou árvores de toda variedade para utilidade e beleza. Havia árvores carregadas de luxuriantes frutos, de rica fragrância, belos aos olhos e agradáveis ao paladar, designados por Deus para alimento do santo par. Havia deleitosas vinhas que cresciam verticalmente, carregadas com o peso de seus frutos, diferentes de qualquer coisa que o homem tem visto desde a queda. Os frutos eram muito grandes e de coloração diversa; alguns quase negros, outros púrpura, vermelhos, rosados e verde-claros. Esses belos e luxuriantes frutos que cresciam sobre os ramos da videira foram chamados uvas. Eles não se espalhavam pelo chão, embora não suportados por grades, mas o peso dos frutos curvava-os para baixo. O feliz trabalho de Adão e Eva era moldar em belos caramanchéis os ramos das videiras, formando moradias de beleza natural, árvores vivas e folhagens, carregadas de fragrantes frutos.

A Terra era coberta de uma bela verdura, onde milhares de perfumadas flores de toda variedade cresciam em profusão. Todas as coisas eram de bom gosto e esplendidamente dispostas. No meio do jardim estava a árvore da vida, sobrepujando em glória a todas as outras árvores. Seu fruto assemelhava-se a maçãs de ouro e prata, e destinava-se a perpetuar a vida. As folhas continham propriedades curativas” (História da Redenção, p. 21 e 22).

SEGUNDA, 11 DE ABRIL – Despidos, mas não envergonhados – (Gn 2:20-25)

Ellen White é bastante clara ao afirmar que “Esse casal, que não tinha pecados, não fazia uso de vestes artificiais; estavam revestidos de uma cobertura de luz e glória, idêntica à dos anjos. Enquanto viveram em obediência a Deus, essa veste de luz continuou a envolvê-los” (Patriarcas e Profetas, p. 45).

Creio que, fazer qualquer afirmação para sim ou para não, não passará de pura especulação. Embora a Bíblia afirme que estavam nus, podemos talvez entender que esta nudez seja para momentos de intimidade ou que não havia nenhuma mancha do pecado neles. Hoje, mesmo em se tratando de momentos de intimidades, muitos casais casados há anos, ainda possuem muita timidez e vergonha um do outro. O pecado deturpou a ideia da pureza da relação, pureza e sensualidade. Satanás desvirtuou as coisas mais belas da criação de Deus trazendo vergonha e desprezo a elas como se fossem nojentas e asquerosas. Mas, o que sabemos é que, Adão e Eva viviam num estágio de pureza tão elevado que, com certeza, se envergariam muito se pudessem contemplar as misérias que envolvem a nudez e o sexo em nossos dias. Neles havia uma veste semelhante a dos anjos, e são estas vestes de glória que os impedia de ter qualquer tipo de vergonha pecaminosa e constrangedora. Estas mesmas vestes, repleta da justiça de cristo, todos nós vestiremos quando Jesus voltar. Todo o mal será extinto de nossa mente e corpo e jamais seremos sediados por nenhuma tentação.

Leitura Adicional

“Criados para serem a “imagem e glória de Deus” (I Cor. 11:7), Adão e Eva tinham obtido prerrogativas que os faziam bem dignos de seu alto destino. Dotados de formas graciosas e simétricas, de aspecto regular e belo, o rosto resplandecendo com o rubor da saúde e a luz da alegria e esperança, apresentavam eles em sua aparência exterior a semelhança dAquele que os criara. Esta semelhança não se manifestava apenas na natureza física. Todas as faculdades do espírito e da alma refletiam a glória do Criador. Favorecidos com elevados dotes espirituais e mentais, Adão e Eva foram feitos um pouco menores do que os anjos (Heb. 2:7), para que não somente pudessem discernir as maravilhas do universo visível, mas também compreender as responsabilidades e obrigações morais” (Educação, p. 20).

“Ao sair Adão das mãos do Criador, era de nobre estatura e perfeita simetria. Tinha mais de duas vezes o tamanho dos homens que hoje vivem sobre a Terra, e era bem proporcionado. Suas formas eram perfeitas e cheias de beleza. Sua cútis não era branca ou pálida, mas rosada, reluzindo com a rica coloração da saúde. Eva não era tão alta quanto Adão. Sua cabeça alcançava pouco acima dos seus ombros. Ela, também, era nobre, perfeita em simetria e cheia de beleza.

Esse casal, que não tinha pecados, não fazia uso de vestes artificiais. Estavam revestidos de uma cobertura de luz e glória, tal como a usam os anjos. Enquanto viveram em obediência a Deus, esta veste de luz continuou a envolvê-los. Embora todas as coisas que Deus criou fossem belas e perfeitas, e aparentemente nada faltasse sobre a Terra criada para fazer Adão e Eva felizes, ainda manifestou Seu grande amor plantando para eles um jardim especial. Uma porção de seu tempo devia ser ocupada com a feliz tarefa de cuidar do jardim, e a outra porção para receber a visita dos anjos, ouvir suas instruções, e em feliz meditação. Seu labor não seria cansativo, mas aprazível e revigorante. Este belo jardim devia ser o seu lar” (História da Redenção, p. 21).

“Tudo quanto os cristãos fazem deve ser tão transparente como a luz do Sol. A verdade é de Deus; o engano, em todas as suas múltiplas formas, é de Satanás; e quem quer que, de alguma maneira, se desvia da reta linha da verdade, está-se entregando ao poder do maligno. Não é, todavia, coisa leve ou fácil falar a exata verdade; e quantas vezes opiniões preconcebidas, peculiares disposições mentais, imperfeito conhecimento, erros de juízo, impedem uma justa compreensão das questões com que temos de lidar! Não podemos falar a verdade, a menos que nossa mente seja continuamente dirigida por Aquele que é a verdade” (O Maior Discurso de Cristo, p. 68).

TERÇA, 12 DE ABRIL – O teste – (Gn 2:15-17)

O pecado havia iniciado no Céu e Satanás com seus anjos haviam sidos expulsos  de lá. Por causa da rebelião entre os anjos, Deus achou por bem provar suas criaturas posteriores (Adão e Eva) criando-os um pouco abaixo dos anjos (Sl 8). Caso passassem no teste poderiam ser integrados ao nível elevado dos anjos (História da Redenção, p. 19). A realidade é que “Deus não achou conveniente colocar os homens fora do poder da desobediência” (História da Redenção p. 19).

O teste revelou mais uma vez a grandiosa sabedoria de Deus, pois os seres da Terra foram os únicos dos mundos tentados que caíram no engano de Satanás. As mentiras do anjo caído foram capazes de estabelecer dúvida e incredulidade no coração dos nossos primeiros pais quanto a essência da palavra de Deus.

Em nossos dias as coisas não são muito diferentes das apresentadas naquele contexto. Satanás não mudou sua forma de agir e persiste em inserir dúvida em nossas mentes quanto às verdades que apresentam as promessas e a essência do amor da divindade.

Para alguns Satanás apresenta que não existiu uma criação, e que os homens são produtos do acaso ligados a um desenvolvimento evolutivo. Para outros, ele apresenta Deus como um ser existente na natureza e em nós. Para outros, ele ensina que Deus criou, abandonou e não se importa conosco. Para outros, ensina que há muitos deuses e que cada um pode escolher o seu próprio deus conforme suas necessidades. Para outros, ele ensina que Deus existe, mas, que esse Deus não está preocupado com comportamentos morais; o que importa para este pensamento é apenas o amor e mais nada. Enfim, são muitas as ideias e filosofias existentes que visam distanciar o ser humano da VERDADEIRA VERDADE. Todos nós passamos por uma ardente prova. O teste para Adão e Eva se deu no campo do conhecimento e do raciocínio, e hoje, de igual forma, todos nós estamos nos confrontando com disparates que se chocam abruptamente contra as verdades levantadas por Deus em sua palavra e reforçadas pelo Espírito de Profecia. Existem doutores e cientistas adventistas e evangélicos defendendo a evolução. Existem professores de teologia nos EUA defendendo batismos para homossexuais. Não estão defendendo esses erros de maneira cega, pois para eles estes erros deixaram de ser erros, e as verdades que defendemos há anos na verdade são paradigmas que precisam ser quebrados.

A Bíblia tem sido afetada pela ótica do relativismo, e conceitos filosóficos tem se tornado a base para interpretarmos a Escritura. Outro educacionismo cego que tem entrado para nossas fileiras são as interpretações naturalistas enredada pelas ideias filosóficos naturalistas. Dizem que o sobrenatural bíblico deve ser entendido como uma revelação natural através de explicações naturais e cientificas. Enfim, eu poderia discorrer sobre muitas outras teorias que tem nos afetado como cristãos e tentado mudar a verdade para outro tipo de pseudo-verdade, mas creio ser suficiente para entendermos que a ciência do bem e do mal proposto por Satanás no Éden tem ganhado força em nossos dias no maior campo de batalha existente: a mente humana. Você e eu precisamos nos consagrar mais, estudar com mais afinidade o espírito de profecia e tornar a Bíblia nossa única salvaguarda. Levantar com força e defender o “Assim diz o Senhor”.

Leitura Adicional

“Aqui desejo impressionar-lhes a mente com o fato de que há sempre dois grupos: aqueles que se posicionam como fiéis sentinelas de Deus, e aqueles que estão contra Deus. Deus tem um teste e uma prova para cada ser humano vivente sobre a face da Terra. Há sempre testemunhas fiéis a Deus, representantes da justiça divina, e outros que se opõem a Deus, representantes do governo de Satanás. É privilégio de todos os que testemunham esses dois grupos escolher a qual deles pertencerão” (Cristo Triunfante [MM 2002], p. 39).

“O Pai consultou Seu Filho com respeito à imediata execução de Seu propósito de fazer o homem para habitar a Terra. Colocaria o homem sob prova a fim de testar sua lealdade, antes que ele pudesse ser posto eternamente fora de perigo. Se ele suportasse o teste com o qual Deus considerava conveniente prová-lo, seria finalmente igual aos anjos. Teria o favor de Deus podendo conversar com os anjos, e estes, com ele. Deus não achou conveniente colocar os homens fora do poder da desobediência” (História da Redenção, p. 19).

“É apropriado e correto ler a Bíblia; mas o vosso dever não termina aí; pois deveis examinar as suas páginas por vós mesmos. O conhecimento de Deus não é obtido sem esforço mental, sem oração por sabedoria a fim de poderdes separar o genuíno grão da verdade da palha com que os homens e Satanás têm deturpado as doutrinas verdadeiras. Satanás e sua confederação de agentes humanos têm procurado misturar a palha do erro com o trigo da verdade. Devemos buscar diligentemente o tesouro escondido e pedir sabedoria do Céu a fim de separar as invenções humanas das ordens divinas. O Espírito Santo auxiliará o que procura grandes e preciosas verdades relacionadas com o plano da redenção. Quisera impressionar a todos com o fato de que a leitura casual das Escrituras não é o suficiente. Precisamos examiná-las, e isto significa fazer tudo o que é abrangido por essa palavra. Assim como o mineiro explora ansiosamente a terra para descobrir os veios de ouro, deveis examinar a Palavra de Deus em busca do tesouro escondido que Satanás há tanto tempo tem procurado ocultar aos homens. O Senhor diz: “Se alguém quiser fazer a vontade dEle, conhecerá a respeito da doutrina.” João 7:17” (Fundamentos da educação Cristã, p. 307).

QUARTA, 13 DE ABRIL – Roupas Novas – (Gn 3:6-11)

Satanás havia falsamente acusado a Deus de pretender esconder o conhecimento do mal a Adão e Eva para que eles não tivessem a oportunidade de serem como a divindade. E fato Deus não pretendeu que eles conhecem o mal, pois, conhecer trazia implicações maiores do que o puro conhecimento cognitivo ou formal. Conhecer o mal implicava em estabelecer amizade, contato e relacionamento com ele e as consequências seriam desastrosas, infelizes e mortais. Satanás estava oferecendo a eles e oferece a nós hoje o cálice do câncer espiritual e a maior consequência em estágios desastrosos que podemos obter: a separação da fonte da vida e da satisfação eterna.

Conhecer o mal não é mero conhecimento, mas, intensa infecção e contaminação por ele. Deus desejou que eles estivessem livres de tal infecção, pois desejava suas felicidades no mais pleno sentido da palavra.

Ao Adão e Eva se depararem com a ruína e se aperceberem que se equivocaram, temeram e se esconderam da ira de Deus. Na verdade, em momento algum Deus deve ter ensinado a eles o nível de sua ira, mas, quando pecaram, através da gigantesca bondade e amor de Deus que conheceram, conseguiram entender o tamanho da dimensão da mentira de Satanás e o horrível peso da transgressão. O temor foi motivado pela terrível vergonha de ter traído a confiança de um Deus que possuía a essência do bem, enormemente contrário ao que passaram a conhecer com a desobediência.

Para tentar resolver o problema, se apoiaram nas folhas de figueiras e nelas depositaram confiança absoluta para esconder suas vergonhas. Será que o mesmo tem acontecido com muitos de nós hoje? Muitas das vezes tentamos esconder nossas deformidades atrás de algumas boas obras que realizamos. Depositamos nelas confiança, segurança e alívio de consciência. Entretanto, no trato de Deus com Adão e Eva, revelam que Ele possui uma alternativa melhor para nós. Deus pretende retirar de nós as vestes que inventamos para cobrir nossas fragilidades e deficiências pelas vestes poderosas de Jesus Cristo. Através destas vestes, além de salvação, podemos ser transformados e revigorados pela graça e poder de Deus em nossas vidas. Lembremo-nos que, ninguém entrará no Céu com vestes de figueira.

Leitura Adicional

“”Os que diariamente se consagram a Deus, e se esforçam para manter erguidas as mãos dos que levam responsabilidades, serão abençoados pelo Céu. Estamos empenhados em uma grande obra, e Satanás usará todo o seu poder para conquistar para seu lado os próprios homens e mulheres que poderiam cooperar com Deus fazendo uma obra preciosa se fossem puros, santos e guiados pelo Espírito Santo; se tivessem corações de terno amor afetuoso e verdadeiro e tributassem o devido respeito àqueles a quem Deus indicou para realizar uma grande e importante obra. Os homens que se acham empenhados no serviço do Mestre têm muitas vezes sido feridos pelos que pensam e falam mal e criam sentimentos de desconfiança e inveja, sentimentos que não devem ser tolerados ou mantidos em atividade pelas línguas não santificadas.” (Medicina e Salvação, p. 137).

“Satanás usará cada sutil argumento para enganar homens e mulheres, assim como fez no Éden para enganar Adão e Eva [Gn 3:1-5].

Tanto Adão como Eva comeram do fruto e obtiveram um conhecimento que, se houvessem obedecido a Deus, nunca teriam recebido: uma experiência de desobediência e deslealdade para com Deus, o conhecimento de que estavam nus. O traje de inocência, a cobertura de Deus, que os cobria, desapareceu, e eles supriram o lugar dessas vestes celestiais costurando para si aventais com folhas de figueira. Essa é a cobertura que os transgressores da lei de Deus têm usado desde os dias da desobediência de Adão e Eva….O Senhor Jesus Cristo preparou uma cobertura, o manto de Sua própria justiça, para colocar sobre cada fiel arrependido que o aceitar pela fé” (Review and Herald, 15 de novembro de 1898).

“A veste branca de inocência foi usada por nossos primeiros pais, quando foram postos por Deus no santo Éden. … Ao entrar o pecado, porém, cortaram sua ligação com Deus, e desapareceu a luz que os cingia. … O homem nada pode idear para suprir as perdidas vestes de inocência. … Somente as vestes que Cristo proveu, podem habilitar-nos a aparecer na presença de Deus. Estas vestes de Sua própria justiça, Cristo dará a todos os que se arrependerem e crerem. “Aconselho-te”, diz Ele, “que de Mim compres … vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez.” Apoc. 3:18. Este vestido fiado nos teares do Céu não tem um fio de origem humana. Em Sua humanidade, Cristo formou caráter perfeito, e oferece-nos esse caráter. “Todas as nossas justiças” são “como trapo da imundícia.” Isa. 64:6. Tudo que podemos fazer de nós mesmos está contaminado pelo pecado. Mas o Filho de Deus “Se manifestou para tirar os nossos pecados; e nEle não há pecado”. I João 3:5. … Por Sua obediência perfeita tornou possível a todo homem obedecer aos mandamentos de Deus. Ao nos sujeitarmos a Cristo, nosso coração se une ao Seu, nossa vontade imerge em Sua vontade, nosso espírito torna-se um com Seu espírito, nossos pensamentos serão levados cativos a Ele; vivemos Sua vida. Isto é o que significa estar trajado com as vestes de Sua justiça. Quando então o Senhor nos contemplar, verá não o vestido de folhas de figueira, não a nudez e deformidade do pecado, mas Suas próprias vestes de justiça que são a obediência perfeita à lei de Jeová” (Parábolas de Jesus, págs. 310-312).

QUINTA E SEXTA, 14 E 08 DE ABRIL – Vestes de pele – (Gn 3:21)

As veste de pele de cordeiro representam exatamente tudo o que não podemos fazer por nós mesmos. Deus estava dizendo através deste símbolo que eles não precisavam se desesperar, pois uma solução para o pecado havia sido estabelecido mesmo antes da criação da terra. O mais impressionante em todo o contexto do conflito entre o bem e o mal é observar com atenção todos os feitos de Deus para livrar o homem da condenação. Deus oferece a nós o poder para sermos salvos e o poder para sermos descravizados do pecado. Em Cristo podemos manter nossas esperanças em todos os sentidos. Infelizmente, muitos cristãos de hoje não acreditam na capacidade de Deus em libertar um alcoólatra, dependente químico,  homossexual, etc. O problema não está em Deus, mas em muitos de nós que nos comportamos como céticos espirituais. De qualquer forma, existem muitas experiências lindas de pessoas que foram visitadas por anjos, outras que foram curadas de câncer, outras que o carro andou mesmo sem combustível, outras que uma doença incurável desapareceu, outras que foram desenganadas pelos médicos e o poder de Deus prontamente solucionou o que a ciência não foi capaz…. Enfim, são muitos os testemunhos vivos do que Deus ainda é capaz de fazer por aqueles que se entregam sem reservas acreditando profundamente nos milagres. As vestes de pele representam a libertação da morte eterna e do compromisso de Deus em fazer uma manutenção em nossa vida para não sermos escravos do pecado.

Leitura Adicional

“O Senhor Jesus Cristo preparou uma vestimenta – o manto de Sua própria justiça – que Ele colocará sobre toda pessoa arrependida e crente que a receberá pela fé. Disse João: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” João 1:29. O pecado é a transgressão da lei. Cristo morreu para tornar possível a todo homem ter seus pecados perdoados.

Um abrigo de folhas de figueiras nunca cobrirá nossa nudez. O pecado deve ser removido, e o manto da justiça de Cristo deve cobrir o transgressor da lei de Deus. Então, quando o Senhor olha para o pecador arrependido, Ele vê, não as folhas de figueira que o cobrem, mas a própria justiça de Cristo, que é a perfeita obediência à lei de Jeová – o homem tem sua nudez oculta, não sob a cobertura das folhas de figueira, mas sob o manto da justiça de Cristo.

Cristo fez um sacrifício para satisfazer os requisitos da justiça. Que preço o Céu teve de pagar pelo resgate do transgressor da lei de Jeová. … Contudo, essa santa lei não podia ter preço inferior. Em lugar de se abolir a lei para que esta poupasse o homem caído em sua condição pecaminosa, ela foi mantida em toda sua santa dignidade. Em Seu Filho, Deus ofereceu-Se para salvar todos os que nEle crêem, da ruína eterna.

O pecado é deslealdade para com Deus, e merece punição. As folhas da figueira têm sido empregadas desde os dias de Adão, e no entanto a nudez da alma do pecador não foi coberta. Todos os argumentos levantados por aqueles interessados nesse manto de fina espessura se transformarão em nada. O pecado é a transgressão da lei. Cristo foi manifesto em nosso mundo para tirar a transgressão e o pecado, e substituir a cobertura das folhas de figueira pelo manto impecável de Sua justiça. A lei de Deus permanece vindicada pelo sofrimento e morte do unigênito Filho do Deus infinito.

A transgressão da lei de Deus em qualquer caso, por menor que seja, representa pecado. E a não execução da penalidade estipulada para esse pecado seria um crime na administração divina. Deus é um juiz, o Aplicador da justiça que é a morada e fundamento de Seu trono. Ele não pode dispensar Sua lei; Ele não pode passar por alto o mínimo item a fim de condescender com o pecado e perdoá-lo. A retidão, a justiça e a excelência moral da lei devem ser mantidas e vindicadas perante o universo celestial e os mundos não caídos” (Manuscrito 145, 1897).

“…não é a vontade de Deus que sejais receosos e aflijais vossa alma com medo de que Deus não vos aceite porque sois pecaminosos e indignos. “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós.” Tia. 4:8. Apresentai vosso caso diante dEle, implorando os méritos do sangue derramado por vós na cruz do Calvário. Satanás vos acusará de ser grandes pecadores, e precisais admitir isso, mas podeis dizer: “Sei que sou um pecador, e é por esta razão que necessito de um Salvador. Jesus veio ao mundo para salvar pecadores. ‘O sangue de Jesus Cristo, Seu Filho, nos purifica de todo pecado.’ I João 1:7. ‘Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.’ I João 1:9. Não tenho nenhum mérito ou virtude pelo qual eu possa reivindicar a salvação, mas apresento diante de Deus o sangue todo-expiador do imaculado Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Esta é a minha única reivindicação. O nome de Jesus me dá acesso ao Pai. Seu ouvido, Seu coração, está aberto a minha mais débil súplica, e Ele supre minhas mais profundas necessidades.” (Fé e Obras, p. 106).

Gilberto G. Theiss, nascido no estado do Paraná, é membro da Igreja adventista do Sétimo dia desde 1996. Crê integralmente nas 28 doutrinas Adventista como consta no livro “Nisto Cremos” lançado pela “Casa Publicadora Brasileira”. Foi ancião por 3 anos na Igreja Adventista do Sétimo dia da cidade Nova Rezende/MG e por 6 anos na Igreja Central de Guaxupé/MG. Foi Obreiro bíblico na mesma cidade e hoje, além de ser coordenador do curso básico de reforço teológico para líderes de igreja pelo site http://www.altoclamor.com, está Bacharelando no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Gilberto G. Theiss é autor de alguns livros e é inteiramente submisso e fiel tanto a mensagem bíblico-adventista quanto a seus superiores no movimento Adventista como pede hebreus 13:17. Toda a mensagem falada ou escrita por este autor é filtrada plenamente pelo que rege a doutrina bíblica-adventista do sétimo dia. Contato: gilbertotheiss@yahoo.com.br

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Postado por Gilberto Theiss às Sexta-feira, Abril 08, 2011 0 comentários Links para esta postagem

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